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1 I – Definição de Estatística É um campo de estudos que produz metodologia para: Decidir qual é o melhor Plano para a realização de uma Pesquisa científica ou observacional (analítica ou descritiva); üOrganizar e Sumarizar dados obtidos por classificação, contagem ou mensuração, ou transformações destes, e ü Fazer inferências sobre populações de unidades (indivíduos, objetos, animais) quando apenas uma parte (amostra) é estudada (classificada, contada ou medida). Sub-áreas da Estatística: (1) Planejamento de experimentos e técnicas de amostragem; (2) Estatística Descritiva; (3) Estatística Inferencial. CAP A IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA A Estatística é aplicada como auxílio nas tomadas de decisão diante de incertezas para justificar cientificamente as decisões Governo Indústria Ciências sociais, biológicas, físicas, etc Pesquisas A Estatística envolve técnicas para coletar, organizar, descrever, analisar e interpretar dados, ou provenientes de experimentos, ou vindos de estudos observacionais 2 3 II- Interação entre estatística e pesquisa científica Análise Estatística Descritiva Análise Inferencial Conclusões Formulação de novos objetivos Objetivos da pesquisa Planejamento da pesquisa Observações Dados O QUE É ESTATÍSTICA ? Estatística pode ser pensada como a ciência de aprendizagem a partir de dados No nosso cotidiano, precisamos tomar decisões, muitas vezes decisões rápidas Em linhas gerais, a Estatística fornece métodos que auxiliam o processo de tomada de decisão. 4 DADOS ANÁLISE DECISÕES CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA FENÔMENO ESTATÍSTICO qualquer evento que se pretenda analisar, cujo estudo seja possível da aplicação do método estatístico DADO ESTATÍSTICO dado numérico considerado matéria-prima sobre a qual se aplica os métodos estatísticos POPULAÇÃO conjunto total de elementos portadores de, pelo menos, uma característica comum observável 5 X1 X2 X3... CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA AMOSTRA parcela representativa da população que é examinada com o propósito de tirarconclusões sobre a essa população como selecionar uma amostra, de tal modo que as informações possam ser expandidas para a população ? 6 7 Ao selecionar uma amostra deve-se considerar alguns critérios de acordo com o tipo de pesquisa Região Sexo Nível sócio-econômico Idade PARÂMETROS valores singulares que existem na população e que servem para caracterizá-la. para definir um parâmetro deve-se examinar toda a população ESTIMATIVA valor aproximado do parâmetro calculado com o uso da amostra 8 CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA 9 CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA ATRIBUTO características que podem ser enumeradas VARIÁVEL características que podem ser medidas, controladas ou manipuladas em uma pesquisa VARIÁVEL QUALITATIVA valores expressos por atributos sexo, cor da pele, etc. Ex: pode-se dizer que 2 indivíduos são diferentes em termos da variável A (sexo, por exemplo), mas não se pode dizer qual deles "tem mais" da qualidade representada pela variável VARIÁVEL QUANTITATIVA conjunto de resultados numéricos ex: pode-se dizer que a temperatura de 40°C é maior do que 30°C e que um aumento de 20°C para 40°C é duas vezes maior do que um aumento de 30°C para 40°C e se dividem em: 10 CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA VARIÁVEL DISCRETA OU DESCONTÍNUA valores expressos através de números inteiros não negativos Ex: Nº de alunos presentes às aulas agosto = 10, setembro = 13, outubro = 15 VARIÁVEL CONTÍNUA Valores mensuráveis escala numérica correspondente ao conjunto R dos números Reais, ou seja, podem assumir, teoricamente, qualquer valor entre dois limites Ex.: Quando se mede a temperatura do corpo com um termômetro de mercúrio o que ocorre é o seguinte: O filete de mercúrio, ao dilatar-se, passará por todas as temperaturas intermediárias até chegar na temperatura atual do corpo 11 CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA CONCEITOS BÁSICOS DE ESTATÍSTICA FASES DO MÉTODO ESTATÍSTICO 1. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Saber exatamente aquilo que se pretende pesquisar é o mesmo que definir corretamente o problema 2. PLANEJAMENTO Como levantar informações? Que dados deverão ser obtidos? E o cronograma de atividades ? Os custos envolvidos ? etc. 3. COLETA DE DADOS Fase operacional, registro sistemático de dados, com um objetivo determinado. 4. APURAÇÃO DOS DADOS Resumo dos dados através de sua contagem e agrupamento. É a condensação e tabulação de dados. 5. APRESENTAÇÃO DOS DADOS Formas de apresentação dos dados 6. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A última fase do trabalho estatístico é a mais importante e delicada Está ligada essencialmente ao cálculo de medidas e coeficientes, cuja finalidade principal é descrever o fenômeno. 12 13 DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIAS Resumir grandes massas de dados brutos. Exemplo: Coleta de Dados Brutos, relativos ao comprimento em mm de 40 pontos , que compõem uma amostragem de uma determinada população “A”: 166 160 161 150 162 160 165 167 164 160 162 161 168 163 156 173 160 155 164 168 155 152 163 160 155 155 169 151 170 164 154 161 156 172 153 157 156 158 158 161 14 150 154 155 157 160 161 162 164 166 169 151 155 156 158 160 161 162 164 167 170 152 155 156 158 160 161 163 164 168 172 153 155 156 160 160 161 163 165 168 173 DADOS EM ROL 15 ELEMENTOS DE UMA DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIA Amplitude Total (At): maior xi – menor xi no exemplo:At = 173 –150 = 23 mm Freqüência Absoluta, (fi): Distribuição de Freqüência: Classes de Freqüências: regra de surges 16 Regra de Sturges I = 1 + 3,3log n I = número de classes n = numero total de dados No exemplo: I 1 + 3,3 log 40 I 6,28 ou I 6 17 Amplitude do Intervalo de Classe (h): é a medida do intervalo que define a classe. h At/I Para o exemplo anterior, teremos h 23/6 h 3,8 h 4 Limite de Classes: são os valores extremos de uma classe 18 Ponto médio das Classes (XM): é a média aritmética entre o limite superior e o limite inferior da classe Freqüência Relativa ( fri ): (%)fri = fi X 100 ∑ fi 19 Freqüência Acumulada (Fi) a-) Freqüência acumulada “abaixo de” (Fi) é a soma da freqüência simples da classe com as freqüências simples das classes anteriores. b-) Freqüência acumulada “acima de” (Fi) é a soma da freqüência simples da classe com as freqüências simples das classes posteriores. 20 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UMA DISTRIBUIÇÃO Uma distribuição de freqüências (vide tabela 5) pode ser representada por distintos tipos de gráficos: Histograma ou Diagrama de colunas Poligonal Característica Polígono de Freqüências Polígono de Freqüências Acumuladas (Ogivas de Galton) d1) Crescente d2) Decrescente 21 I Comprimento (cm) XM fi fri em % Fi Fi Fri (%) Fri 1 150 – 154 152 4 10,0 4 40 10 100 2 154 – 158 156 9 22,5 13 36 32,5 90,0 3 158 – 162 160 11 27,5 24 27 60,0 67,5 4 162 – 166 164 8 20,0 32 16 80,0 40,0 5 166 – 170 168 5 12,5 37 8 92,5 20,0 6 170 – 174 172 3 7,50 40 3 100,0 7,5 fi = 40 fri = 100 Tabela 5: Distribuição de freqüências 22 a) Histograma ou Diagrama de colunas 2 4 6 8 10 172168164160156152 FR EQ Ü ÊN C IA (f i) Comprimento (cm) 23 b) Poligonal Característica 2 4 6 8 10 172168164160156152 FR EQ Ü ÊN C IA (f i) Comprimento (cm) 24 Polígono de Freqüências 146 148 152 156 160 164 168 172 176 0 2 46 8 10 12 f i Comprimento (cm) 25 d) Polígono de Freqüências Acumuladas (Ogivas de Galton) 0 10 20 30 40 F I 174170166162158154150 Comprimento (cm) 0 10 20 30 40 F I 170168164162158154150 Comprimento (cm) a) “Abaixo de” b) “acima de” 26 TIPOS DE CURVAS DE FREQÜÊNCIA