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CALIBRAÇÃO/ SINAL - RUÍDO PROF. Msc. PRISCILA BONFIM GONÇALVES • A definição frequentemente utilizada de sensibilidade é a sensibilidade da calibração, ou a variação no sinal de resposta pela variação da unidade de concentração do analito. •A sensibilidade da calibração é, portanto, a inclinação da curva de calibração. Se a curva de calibração for linear, a sensibilidade será constante e independente da concentração. Se a curva de calibração não for linear, a sensibilidade variará com a concentração e não tem um valor único. A sensibilidade da calibração não indica quais as diferenças de concentração que podem ser detectadas. O ruído presente nos sinais de resposta precisa ser considerado a fim de que se possa expressar quantitativamente as diferenças passíveis de serem detectadas. A sensibilidade analítica é a razão entre a inclinação da curva de calibração e o desvio padrão do sinal analítico a uma dada concentração do analito. A sensibilidade analítica é, geralmente, fortemente dependente da concentração. • O limite de detecção (LD) é a menor concentração que pode ser distinguida com um certo nível de confiança. Toda técnica analítica tem um limite de detecção. • Os limites de detecção relatados por pesquisadores ou por fabricantes de instrumentos podem não ser aplicáveis a amostras reais. Para os métodos que empregam uma curva de calibração, o limite de detecção é definido como a concentração analítica que gera uma resposta com um fator de confiança k superior ao desvio padrão do branco, sb, em que m é sensibilidade da calibração. Normalmente, o fator k é escolhido como 2 ou 3. Um valor de k de 2 corresponde a um nível de confiança de 92,1%, enquanto um valor de 3 corresponde a um nível de confiança de 98%. Faixa Dinâmica Linear • Muitas vezes a faixa dinâmica linear de um método analítico refere-se à faixa de concentração que pode ser determinada com uma curva de calibração linear. • O limite inferior da faixa dinâmica é geralmente considerado como o limite de detecção. •O limite superior da faixa é normalmente tomado como a concentração na qual o sinal analítico ou a inclinação da curva de calibração desvia-se por uma quantidade específica da relação linear. •Em geral, um desvio de 5% da linearidade é considerado como o limite superior. Os desvios da linearidade são comuns em concentrações elevadas por causa da resposta não ideal de detectores ou devido a efeitos químicos. • Algumas técnicas analíticas, como a absorção espectrofotométrica são lineares apenas em uma a duas ordens de grandeza. •Outros métodos, tais como espectrometria de massas, exibem linearidade em quatro a cinco ordens de grandeza. • Uma curva de calibração linear é preferida devido a sua simplicidade matemática e porque torna mais fácil a detecção de uma resposta anômala. • Com uma curva de calibração linear, podem ser empregados um número menor de padrões e um procedimento de regressão linear. • As curvas de calibração não-lineares podem ser utilizadas, porém mais padrões são necessários para se estabelecer a função de calibração. • Uma faixa dinâmica linear ampla é desejável porque uma ampla faixa de concentração pode ser determinada sem a necessidade de diluição. EXERCÍCIOS Os dados que seguem representam áreas relativas de picos obtidas para cromatogramas de soluções padrão de metilvinilcetona (MVC). a) Faça os cálculos e determine a quantidade necessária da solução estoque,500ppm, para fazer 25mL de solução de cada solução padrão. b) Utilizando qualquer programa de computador, obtenha a melhor curva analítica com os dados fornecidos, bem como a equação da curva e o coeficiente de correlação. c) Uma amostra contendo MVC gerou uma área relativa de pico de 10,3. Calcule a concentração de MVC nessa solução. Calcular a concentração do metal na amostra.