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Plano de Aula: ABORDAGEM NORMATIVA DA LÍNGUA: ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÂO GRÁFICA
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
ABORDAGEM NORMATIVA DA LÍNGUA: ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÂO GRÁFICA
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
1
Tema
Aspectos da escrita: Ortografia e Acentuação Gráfica
Objetivos
Conhecer as regras ortográficas da Língua Portuguesa.
Reconhecer que a língua portuguesa não mudou: o que ocorreu basicamente foram alterações de natureza gráfica.
Compreender as regras básicas da acentuação gráfica.
Identificar a utilização correta de acentos gráficos na escrita e do sinal gráfico "hífen"
Estrutura do Conteúdo
As regras ortográficas da Língua Portuguesa:
1. O acordo ortográfico vigente.
2. Mudanças nas regras de acentuação gráfica.
3. Emprego do hífen.
4. Uso do porquê: porque, porquê, por que, por quê
Aplicação Prática Teórica
1 - Leia o poema abaixo e acentue corretamente todas as palavras proparoxítonas que ele contém.
A rosa de Hiroxima
 (Vinicius de Moraes)
Pensem nas crianças
Mudas telepaticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas calidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditaria
A rosa radioativa
Estupida e invalida
A rosa com cirrose
A antirrosa atomica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
2 - Explique por que as palavras "creem" e "voo" não estão acentuadas na imagem abaixo.
 
3 - As placas abaixo reproduzidas possuem palavras que não foram acentuadas de forma correta. Identifique-as e reescreva as placas, indicando a regra
de acentuação que não foi observada.
 
 
4 - Forme as palavras, aplicando as regras de utilização do hífen.
pseudo + herói
auto + aprovação
ultra + radical
ex + aluno
anti + hemorrágico
anti + inflamatório
auto + retrato
auto + observação
co + autor
micro + ondas
5 - Na tira abaixo houve emprego de por que, porque, por quê e porquê. Explique cada um desses empregos.
 
 Disponível em: http://www.analisedet extos.com.br/2013_09_01_archive.html. Acesso em 14/10/2014
PRODUÇÃO TEXTUAL
 O texto abaixo "REDASSÃO, UM ATO DE EXCREVER" foi produzido por um candidato em prova de vestibular. A linguagem usada pelo estudante está
inadequada ao padrão culto da língua. Foram cometidos erros de ortografia e de concordância; uso de gírias; ausência ou emprego incorreto de sinais de
pontuação. Além disso, duas informações estão incorretas (procure no 1º parágrafo) e outras afirmativas feitas ao longo da redação não têm fundamento,
isto é, os argumentos não têm consistência, pois são produtos de uma visão simplista e distorcida da realidade.
REDASSÃO, UM ATO DE EXCREVER.
 Como eu vejo este problema? Eu não vejo. Num tá com nada quem andou espalhando por aí que nós não temos o hábito de leitura. A gente não tem
hábito por causa que ninguém escreve pros jovens. Uma vez em 1977 eu entrei numa livraria e só tinha livro pra adulto e pra criança. Aí eu pedi um livro
para mim e o vendedor trouxe um, dum cara chamado Robson Cruzeiro que morava numa ilha deserta e teve um caso com um índio. Aí eu disse pro
vendedor: escuta meu irmão, isso não tem nada a ver, eu moro na Barata Ribeiro e não tem índio em Copacabana.
 Acho que os jovens e os livros transaram um encontro errado: os jovens foram prum lado e os livros pro outro. Mas os adultos é que devem responder a
essa pergunta. Se vocês, caras, que são adultos não sabem, se soubessem não tavam perguntando, que dirá eu que nunca li nem um livro de cheque.
Aliás, tô achando esse tema muito devagar. Livro num tá com nada. Meu avô me disse que o mundo era muito melhor quando não havia livros. Os astecas
nunca leram um livro fizeram uma civilização porreta. Os incas também nunca entraram numa livraria. Deviam mais era pegar esses caras que se metem a
escrever livros e jogar na lavoura. Se por cada página de livro fosse plantado um pé de tomate tava resolvido o problema da fome. Depois que todo mundo
acabasse de comer aí então a gente ia fazer a digestão lendo um livrinho que pode ser, deixa ver se me lembro de algum? Ah, sim, podia ser o Livro de
Ouro da minha avó.
 Acho também que a falta de hábito de leitura é por causa que ler não é fácil. Ler é uma transa muito complicada. Tanto é, que no Brasil tem mais de 50
milhões de pessoas que não sabem ler. A gente tinha que mudar esse alfabeto. Fazer umas letras e umas palavras que o analfabeto também pudesse
entender. Esse alfabeto é muito careta, antigão e quadrado. O mundo mudou muito nestas últimas décadas só o alfabeto continua o mesmo. Eu não
agento mais. A televisão que começou muito depois do livro tá mandando ver. Há dez anos que a gente já tem tevê a cores. O livro continua em preto e
branco. A gente abre, é aquela coisa monótona, as páginas brancas e as letrinhas pretas. Só a capa é que é bonita. Por isso eu só gosto de ler capa de
livro. Acho que os jovens iam ler mais se os livros só tivessem capa.
Propostas de Trabalho
1ª opção:
1. Reescrever todo o texto corrigindo os erros cometidos.
2. Substituir as duas informações erradas pelas corretas.
3. Identificar uma das afirmações sobre o assunto do tema que carece de fundamento.
4. Rebater a afirmação identificada com argumentos plausíveis, defendendo o seu ponto de vista.
2ª opção:
 Fazer outra redação a respeito do mesmo tema.
3ª opção:
 Elaborar um texto a partir das indicações apresentadas abaixo.
TEMA: "São frequentes os comentários sobre a falta de hábito de leitura dos jovens."
 Como você vê este problema? Que fatores estarão dificultando o encontro dos jovens com os livros?
Plano de Aula: ABORDAGEM NORMATIVA DA LÍNGUA: QUALIDADES DA COMUNICAÇÃO ESCRITA E SINAIS DE
PONTUAÇÃO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
ABORDAGEM NORMATIVA DA LÍNGUA: QUALIDADES DA COMUNICAÇÃO ESCRITA E SINAIS DE PONTUAÇÃO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
2
Tema
Qualidades da Comunicação Escrita e Sinais de Pontuação. 
Objetivos
Identificar a importância dos sinais de pontuação na elaboração de textos formais.
Utilizar adequadamente os sinais de pontuação em textos escritos.
Produzir textos com vocabulário e estrutura sintática adequada, evitando a ambiguidade de sentidos por má pontuação.
Conhecer as regras de pontuação que possibilitam a construção de textos formais a fim de que sejam garantidas a coesão e a coerência textuais.
Produzir textos em que as qualidades da comunicação escrita se presentifiquem, como: clareza, concisão, adequação vocabular, correção
gramatical.
Estrutura do Conteúdo
1. Regras para utilização correta dos sinais de pontuação.
 1.1. Tipos de sinais de pontuação.
 1.2 Pontuação na elaboração de textos escritos.
2. Produção textual: qualidades da comunicação escrita.
 2.1 Clareza e Concisão.
 2.2 Adequação Vocabular e Correção Gramatical.
 
Aplicação Prática Teórica
Questão 1
Reescreva os períodos abaixo, atendendo às qualidades da comunicação escrita, como: clareza, concisão, adequação vocabular e correção gramatical.
a) A imagem da empresa ficará obnubilada, caso a entrega do projeto seja mais uma vez procrastinada.
b) Os empregados pediram ao diretor que não ajudasse os empregados, mas o diretor não permitiu aos empregados que realizassem os
primeiros trabalhos sozinhos.
c) No caso de um grande número não ter a capacidade de chegar a uma decisão, é preferível que, em data posterior, um pequeno número leve
a efeito a tentativa de resolução do problema.
d) Um crime foi o que este rapaz praticou.(ordem direta)
Considere as afirmações sobre a tirinha abaixo:_ Me despedir depois de tantos anos?!... Mas como o senhor irá preencher o espaço vazio que deixarei na empresa? 
_ Ah, sei lá, coloco umas samambaias!
 (http://www2.uol.com.br/angeli)
Questão 2
I. O humor da charge decorre da presença da ambiguidade intencional no título, uma vez que a palavra "folha" pode se referir à samambaia ou à
contabilidade da empresa.
II. O recurso expressivo que produz efeito de humor é a utilização da expressão "preencher o espaço vazio", interpretada de modo inusitado pelo chefe.
III. Embora o uso do pronome oblíquo átono em posição inicial no período seja condenado pela gramática tradicional portuguesa, é de uso consagrado
oralmente no Brasil, como pode ser verificado pela fala do funcionário na charge.
IV. Se o funcionário optasse pelo tratamento "Vossa Senhoria" em vez de "senhor", o verbo deveria ser alterado para "ireis preencher".
Estão corretas:
a) I, II, III e IV.
b) Apenas III e IV.
c) Apenas I e IV.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.
Questão 3 
 Pontue adequadamente a crônica "A Fala" , de Luís Fernando Veríssimo:
 O homem de Neandertal tinha uma caixa craniana maior do que a nossa e presumivelmente um cérebro mais desenvolvido Mas não tinha uma
linguagem Usava instrumentos de pedra dominava o fogo enterrava os seus mortos e vivia em comunidades como as nossas talvez um pouco menos
selvagens Mas só se comunicava com os outros com grunhidos e tapas no ouvido Pela aparência estava mais bem preparado para dominar o planeta do
que nós Além do crânio tinha ombros maiores mais músculos e ossos mais fortes Mas não falava embora tivesse todo o equipamento necessário Hoje se
especula que era o cérebro que atrapalhava.
 A gestação na mulher de Neandertal durava mais tempo o que significava que o cérebro já nascia pronto e em vez de ter a infância prolongada e
protegida que literalmente faz a nossa cabeça o guri de Neandertal recebia seu tacape na saída do útero e já ia caçar Sabe-se que o embrião humano
reproduz no ventre toda a evolução da espécie e tem um momento na gestação em que nosso cérebro fica tão completo quanto o do feto de Neandertal
Mas aí começa um processo de depuração de eliminação de células e modificação de circuitos que continua no período pós-natal e é esta adaptação que
nos permite falar Ou seja a linguagem é o produto de uma carência programada do cérebro o poder da fala é uma compensação pelos neurônios perdidos.
 O homem de Neandertal era evoluído demais tinha o cérebro tão acabado que não precisava da linguagem mas sem a linguagem foi um fracasso social
Não durou nem oitenta mil anos e com aqueles ombros Aceitando-se a tese evolucionista nós descendemos dos débeis mentais de Neandertal dos que
nasceram com o cérebro incompleto dos fraquinhos que ficaram em casa aprendendo besteira Foi a linguagem que permitiu o modelo seguinte dos pré-
homens se organizar, conceitualizar e transmitir informações e mentir Isto é civilizar-se Ou então se você prefere a tese de que a Natureza sabe o que quer
e o próprio Darwin estava sendo usado como despiste quando propôs que tudo era por acaso o objetivo da evolução era dar uma voz ao mundo Dar um
nome às coisas e uma retórica aos elementos, que antes da linguagem rugiam de frustração com a incapacidade da fala. Tudo na Natureza os vulcões, os
vendavais os terremotos e as bestas seria uma dificuldade de expressão Tentando e errando (o homem de Neandertal alguns deputados de Roraima) tudo
o que a Natureza quer é que falem por ela que sejam os poetas que ela por mais que se esforce não consegue ser.
 No fim é que será a Palavra Nem que a palavra seja "Fim?
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida pública. Porto Alegre: L&PM, 1995
Questão 4 (Fuvest 2013) Leia o texto abaixo.
Ditadura / Democracia
 A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a
qualquer cidadão de uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: "Não posso me queixar".
 Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos.
a) Para produzir o efeito de humor que o caracteriza, esse texto emprega o recurso da ambiguidade? Justifique sua resposta.
b) Reescreva a segunda parte do texto (de "Mas" até "queixar"), pondo no plural a palavra "cidadão" e faça as modificações necessárias.
Plano de Aula: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SINTAXE: FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO. SINTAXE DE CONCORDÂNCIA
VERBAL. SINTAXE DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SINTAXE: FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO. SINTAXE DE CONCORDÂNCIA VERBAL. SINTAXE DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
3
Tema
 Introdução ao estudo da Sintaxe: frase, oração e período.
 Sintaxe de Concordância Verbal. Sintaxe de Colocação Pronominal. 
Objetivos
Conhecer as unidades fundamentais de uma estrutura sintática.
Identificar os elementos do estudo da Sintaxe: frase, oração e período.
Compreender que a concordância verbal é um dos elementos dos padrões da escrita.
Explicar regras de concordância verbal em vigor na língua culta e as possibilidades de uso dessas regras.
Desenvolver habilidades de escrita associadas ao ensino da concordância verbal.
Compreender a colocação pronominal, assim como a utilização da próclise, da ênclise e da mesóclise.
Aprimorar os textos produzidos pelos alunos, adequando-os ao uso correto dos pronomes e suas respectivas colocações pronominais.
Entender porque a mesóclise não é usada na língua portuguesa brasileira; só aparecendo em situações formais e em textos mais antigos.
Estrutura do Conteúdo
Elementos do estudo da Sintaxe: frase, oração e período.
Sintaxe de concordância verbal.
Particularidades de sintaxe de concordância verbal.
Concordância dos verbos fazer, haver e ser.
Sintaxe de colocação pronominal.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Questão 1 (COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO - METRÔ (2014))
 
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
a) Os textos memoráveis que, com a arte desse jornalista, apresentava sempre uma perspectiva especial, encantavam a todos os seus fiéis
leitores.
b) Com a maioria dos jornalistas acontecem, frequentemente, que se submetam às fáceis acomodações dessa desafiadora profissão.
c) Aos leitores dos grandes jornalistas cabem não apenas ler com prazer suas matérias, mas encantar-se com o ângulo criativo pelo qual trata suas
matérias.
d) Quem, entre os muitos jornalistas de hoje, habilita-se a desafiar os rígidos paradigmas que lhes impinge a direção de um jornal?
e) Ainda haveriam, numa época de tanta pressa e tanta precipitação, jornalistas capazes de surpreender o leitor com uma linguagem de fato
criativa?
 
Questão 2 (PETROBRÁS - 2014) 
A concordância verbal NÃO está em consonância com a norma-padrão em:
a) A maior parte dos alunos admiram seus professores.
b) Fazem anos que a educação brasileira tem buscado novos métodos.
c) Não sou dos que acreditam em uma educação tradicional.
d) Foi dona Clotilde quem despertou o desejo dos alunos por aprender.
e) Prezar e amar é fundamental para o processo de ensino-aprendizagem.
Questões discursivas:
Texto I
 Leia o texto e responda às questões apresentadas a seguir:
 
 Sem rugas, Mafalda faz 50 anos
 
 Há dois anos, quando o mundo comemorava o cinquentenário da personagem contestadora por causa da criação para a campanha publicitária, em
15 de março de 1962, o próprio criador se manifestou sobre a idade de sua obra e decretou: Mafalda só se tornaria cinquentona nesta segunda-feira.
 - Mafalda completa 50 anos em 2014. O dia de sua primeira publicação foi 29 de setembro de 1964, na revistaPrimera Plana. Para Quino é o dia do
nascimento de Mafalda como personagem de tirinhas. Qualquer outro cálculo de aniversário é incorreto -, afirmou em comunicado.
 Mafalda era uma mordaz menina de uma típica família de classe média argentina que, com suas ácidas críticas e seu olhar sobre o mundo, fez leitores
de todo o planeta sorrirem e pensarem. A personagem viveu por 10 anos nas páginas de jornais e semanários argentinos. Em 1973, Quino decidiu
encerrar a personagem, por "esgotamento de ideias", segundo ele próprio. Desde então, já se passaram mais de 40 anos, mas a menininha inconformada
com os rumos da humanidade continua bem viva na memória dos milhares de fãs mundo afora.
 Disponível em: <http://m.zerohora.com.br/noticia/4607755/mafalda-faz-50-anos-veja-5-momentos-da-menina-pop>. Acesso em: 6 jul. 2015.
 
a. Explique o uso do verbo haver no singular no trecho "Há dois anos [...]".
b. Na oração "Desde então, já se passaram mais de 40 anos", reescreva a oração substituindo o verbo "passar" pelo "fazer".
Texto II
 
 De um lado, a loucura existe em relação à razão ou, pelo menos, em relação aos ?outros? que, em sua generalidade anônima, encarregam-se de
representá-la e atribuir-lhe valor de exigência; por outro lado, ela existe para a razão, à medida que surge ao olhar de uma consciência ideal que a percebe
como diferença em relação aos outros. A loucura tem uma dupla maneira de postar-se diante da razão: ela está ao mesmo tempo do outro lado e sob seu
olhar. Do outro lado: a loucura é diferença imediata, negatividade pura, aquilo que se denuncia como não ser, numa evidência irrecusável; é uma ausência
total de razão, que logo se percebe como tal, sobre o fundo das estruturas do razoável. Sob o olhar da razão:1a loucura é individualidade singular cujas
características próprias, a conduta, a linguagem, os gestos, distinguem-se uma a uma daquilo que se pode encontrar no não louco; em sua particularidade
ela se desdobra para uma razão que não é termo de referência, mas princípio de julgamento; a loucura é então considerada em suas estruturas do
racional.
FOUCAULT, Michel.História da Loucura na Idade Clássica.Tradução: José Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1972. p.203.
Questão 1
a) Com relação ao trecho"A loucura tem uma dupla maneira de postar-se diante da razão: ela está ao mesmo tempo do outro lado e sob seu olhar.",
extraído do texto, faça o que é pedido a seguir:
1. Identifique o referente de cada um dos pronomes destacados, iniciando a sua resposta da seguinte forma:
O referente do pronome _________________________________________________.
2. Indique um conectivo que poderia ser empregado no lugar dos dois pontos.
b) Comprovando com dados do próprio trecho, explique por que o verbo distinguir foi flexionado na 3ª pessoa do plural em "a loucura é individualidade
singular cujas características próprias, a conduta, a linguagem, os gestos, distinguem-se uma a uma daquilo que se pode encontrar no não-louco"(ref.
1).
Plano de Aula: SINTAXE DE CONCORDÂNCIA NOMINAL.
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA NOMINAL.
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
4
Tema
Sintaxe de Concordância Nominal
Objetivos
Compreender que a concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e as palavras que a ele
se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios).
Entender que a concordância nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao
gênero (masculino ou feminino) e ao número (plural ou singular).
Localizar na oração o substantivo e observar o seu gênero e o número e saber que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e
devem estar em concordância de gênero e número com ele (o substantivo).
Dominar regras gerais de concordância nominal, a saber: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome concordam em gênero e número com o
substantivo.
Estrutura do Conteúdo
Sintaxe de concordância nominal 
Particularidades de sintaxe de concordância nominal
Casos especiais de concordância nominal que fogem à regra geral.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas
Questão 1
No lugar das lacunas, empregue adequadamente as palavras entre parênteses.
a) Já é _____-dia e _____. (meio)
b) Pareciam _____ preocupadas com a entrevista. (meio)
c) Tentou _____ vezes, mas nada conseguiu. (bastante)
d) Elas estão _____ tristes com a reprovação. (muito)
e) As meninas falavam _____. (alto)
f) Ao show compareceram _____ pessoas. (pouco)
g) Aquelas moças discutiram _____ sobre o teatro. (bastante)
h) Todos estes quadros custam muito _____. (caro)
i) Não compre essas roupas, estão muito _____. (caro)
j) Pagamos _____ por estas roupas. (barato)
Questão 2
 Encaixe os adjetivos anexo, incluso, mesmo, obrigado e próprio nas lacunas, fazendo as adaptações necessárias.
a) A documentação que você me pediu está ____________________.
b) Ela se vê ___________________ a fazer o que não quer.
c) Que pena! Ele ___________________ queria acompanhá-Ia à festa.
d) Aquela questão estava ___________________ ao teste.
e) Ela ___________________ disse a você o que aconteceu.
f) Elas foram ___________________ a voltar de viagem antes da data marcada.
Questões discursivas:
Questão 1
Leia os quadrinhos.
 Agora, explique a concordância da palavra muito em "muita coisa" e "mãe muito sarcástica".
Questão 2
Faça corretamente a concordância nominal da palavra entre parênteses e encaixe nas lacunas. Se houver mais de uma possibilidade, empregue-a.
Depois, informe a regra que justifica a concordância nominal efetuada .
a) Recebemos em nossa casa duas estudantes ______________________. (estrangeiro)
b) Canteiros e flores ______________________ enfeitavam o jardim. (magnífico)
c) A braveza e a raiva ______________________ são um mal. (humano)
d) ______________________ rosas e margaridas compunham o buquê. (cheiroso)
e) Ele falava a língua ______________________ e ______________________. (inglês - francês)
f) Mãe e filha eram ______________________. (bonito)
g) Vi ______________________ a loja, o banco e o restaurante. (aberto)
h) Aqui estão a saia e a blusa ______________________. (novo)
i) Quero ______________________ comida e ______________________ água. (menos - muito)
j) Estavam no pátio ______________________ brasileira e inglesa. (a bandeira)
k) Ela é ______________________ inteligente. (bastante)
l) Eu a encontrei ______________________ vezes por aqui. (bastante)
m) Eram ______________________ a casa e o quintal. (pequeno)
n) Era ______________________ a casa e o quintal. (pequeno)
o) O moço mostrou ______________________ coragem e talento. (imenso)
Questão 3
Leia as placas.
 
a) De acordo com a concordância nominal, uma das placas está escrita de modo inadequado. Reescreva, corrigindo-a.
b) Agora, escreva a regra que justifica sua resposta.
Plano de Aula: SINTAXE DE REGÊNCIA VERBAL
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
SINTAXE DE REGÊNCIA VERBAL
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
5
Tema
Sintaxe de Regência Verbal 
Objetivos
Compreender a sintaxe como o estudo das relações que as palavras mantêm entre si na frase.
Reconhecer que a construção do sentido de uma frase depende da sua estrutura.
Perceber os efeitos de sentido criados pelas escolhas realizadas pelo falante/autor a partir do repertório que a língua portuguesa oferece.
Identificar a regência como as relações de dependência que as palavras mantêm na frase, sob o aspecto da subordinação.
Identificar a regência verbal como a estabelecida pelos verbos diretamente (com preposição) ouindiretamente (sem preposição).
Conhecer a regência dos principais verbos.
 
Estrutura do Conteúdo
Sintaxe de Regência Verbal
Regência e significação dos verbos
Regência de alguns verbos: casos mais comuns
Casos especiais de Regência Verbal
Preposições
 
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas
Questão 1
 Reescreva as frases, substituindo o verbo destacado pelo que se encontra entre parênteses. Use a preposição adequada de acordo com a regência verbal
e faça as adaptações necessárias.
a) Ela deseja mais atenção. (querer)
b) Paulo ama a namorada. (querer)
c) Torço pelo Corinthians e pelo Vasco. (simpatizar)
d) O jogo não satisfez o público. (agradar)
Questão 2
(TRT) Assinale a alternativa que completa convenientemente as lacunas abaixo:
I - Certifiquei-............ de que o prazo esgotara-se.
II - Recebi-............ em meu escritório.
III - Informo-............ que as notas fiscais estão rasuradas.
IV - Avisei-............ de que tudo fora resolvido.
a) o - o - lhe - o
b) o - o - o - o
c) lhe - lhe - lhe - o
d) o - lhe - lhe - o
e) lhe - lhe - o - o
Questões discursivas
Questão1
 Observe os dois últimos quadrinhos da tira e informe se a regência do verbo lembrar está correta. Justifique.
 
Questão 2
Observe a charge a seguir:
 Informe porque há, na charge, um erro clássico de regência, incluindo o verbo "chegar". 
Questão 3
 Reescreva as frases abaixo, fazendo as alterações indicadas nos parênteses. Observe o sentido dos verbos e sua regência na variedade padrão da língua.
a) Ontem à tarde, vi dois filmes no Telecine Premium. (Troque Ver por Assistir)
b) Nós amamos esse menino como se ama um filho. (Troque Amar por Querer) 
c) O secretário municipal gostou da proposta, pois desejava mudanças radicais no atendimento ao turista na cidade do Rio de Janeiro. (Troque
Gostar por Simpatizar e Desejar por Aspirar).
d) Dispenso sua ajuda. (Troque Dispensar por Prescindir) 
e) É preciso seguir as leis para que a democracia se mantenha. (Troque Seguir por Obedecer)
Questão 4
 Reescreva a frase, substituindo o verbo gostar pelo verbo preferir, atendendo a regência adequada:
 Eles gostam mais de assistir a um jogo do que visitar um museu.
 
Plano de Aula: SINTAXE DE REGÊNCIA NOMINAL- CRASE
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
SINTAXE DE REGÊNCIA NOMINAL- CRASE
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
6
Tema
Sintaxe de Regência Nominal - Crase
Objetivos
Reconhecer que as relações entre palavras obedecem a critérios de subordinação entre os termos.
Identificar a regência nominal como a estabelecida entre substantivos, adjetivos e advérbios (termos regentes) e uma outra palavra ou expressão
(termo regido).
Verificar que a relação estabelecida pela regência nominal vem sempre marcada por uma preposição.
Elaborar textos adequados à norma culta do português escrito.
Compreender a formação da crase.
Identificar as situações em que a preposição "a" recebe o acento grave.
Utilizar o acento grave para marcar a presença da crase.
Estrutura do Conteúdo
Sintaxe de Regência Nominal
Regência de alguns nomes
Substantivos e adjetivos que admitem mais de uma regência
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Questão 1
 Tendo em vista a relação de dependência manifestada entre um nome (termo regente) e seu respectivo complemento (termo regido), reescreva as
orações a seguir, atribuindo-lhes a devida preposição.
a) O fumo é prejudicial ______ saúde.
b) Financiamentos imobiliários tornaram-se acessíveis ______ população.
c) Seu projeto é passível ______ reformulações.
d) Esteja atento ______ tudo que acontece por aqui.
e) Suas ideias são compatíveis ______ as minhas.
 
Questão 2
 As palavras ansioso, contemporâneo e misericordioso regem, respectivamente, as preposições:
a) a – em – – para.
b) de – a – de.
c) por – de – com.
d) de – com – para com.
e) com – a – a.
Questões discursivas:
Questão 1
 Justifique a ocorrência do fenômeno da crase nos quadrinhos abaixo.
 
Questão 2
 Observando a regência nominal, explique os diferentes significados do substantivo sublinhado nos quadrinhos
Questão 3
Exercício 1
 Copie as frases, usando ou não o acento grave.
a) Ninguém assistiu as novelas durante as férias.
b) Regressou a Manaus e foi logo visitar a feira livre. Só depois é que se dirigiu a casa dos pais.
c) Inscrições para o concurso: de 20 a 30 de novembro.
d) Oferecemos este brinde as vencedoras e não a vocês.
e) Eles se referiam a minha prima e não a sua.
Exercício 2 
Agora, escreva a regra que justifica o emprego ou não do acento grave ou o fenômeno da crase em cada frase do exercício anterior.
Plano de Aula: COERÊNCIA: FATORES DE TEXTUALIDADE
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
COERÊNCIA: FATORES DE TEXTUALIDADE
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
7
Tema
Textualidade e seus fatores de coerência
Objetivos
Identificar fatores de textualidade em enunciados variados e sua contribuição para o sentido dos textos.
Identificar a interdependência semântica entre os elementos constituintes de um texto responsável pelo estabelecimento da coerência.
Organizar ideias de forma coerente, considerando os fatores de textualidade.
Reconhecer os procedimentos linguísticos na construção do sentido e mobilizar tais conhecimentos no processo de produção de textos.
Compreender a intertextualidade como recurso expressivo criativo.
Produzir textos em que se presentifiquem os fatores de textualidade
Estrutura do Conteúdo
Fatores de textualidade: conhecimento linguístico, conhecimento textual, e conhecimento de mundo.
inferências
situacionalidade
intencionalidade
aceitabilidade
informatividade
focalização
intertextualidade
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas
Questão 1
 Aponte uma inferência para cada um dos tópicos abaixo.
1. O comércio pretende vender mais neste Natal.
2. As aulas começaram tarde esse ano
3. No século vinte várias vacinas salvaram vidas.
4. Não me diga mais uma de suas mentiras.
5. João não fuma mais.
6. Nunca houve uma tsunami como a de 2001.
Questão 2
 Analise as propagandas abaixo explicitando a intenção subjacente.
 1. Bebeu e está dirigindo? Vai ficar lindo com uma coroa de flores.
 2. Compre batom/ Compre batom / Compre batom / Seu filho merece batom.
 3. Sexo sem proteção? Passe uma borracha nisso.
Questões Discursivas
Questão 1
 Analise os três textos a seguir, identifique e comente sobre o tema abordado e a organização intertextual de cada um deles, traçando semelhanças e
diferenças entre eles. Não se esqueça de que o leitor competente deve compreender o que lê; como também saber ler o que não está escrito, identificando
elementos implícitos; estabelecer relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; saber que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto;
conseguir justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos.
Texto 1
 Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação. Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, jantar. E pilhas de louça na pia, e espumas
redentoras. Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desarrumo berços, lençóis ao alto como velas. Para tudo arrumar depois, alisando colchas
de crochê.
 Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas que eu esfrego com a camurça. A aranha tece. Que
eu enxoto. A traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na água da tigela sob a luz.
E de vassoura em punho gasto tapetes persas.
 Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém senta. Nas camas que arrumo ninguémdorme. Não há ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.
 Mas, sem tarefas domésticas, como preencher de feminina honradez a minha vida?
(COLASANTI, M. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.)
Texto 2
 Somente uma mulher, e dona de casa, sabe e reconhece a grande tarefa que é bem dirigir uma casa. A dona de casa tem de ser, antes de tudo, uma
economista, uma equilibrista das finanças, principalmente com as dificuldades da vida atual. O lar é o lugar onde devemos encontrar a nossa paz de
espírito num ambiente limpo, sadio e agradável e cabe à mulher providenciar isso.
 Muitas erram ao fazer de sua casa uma vitrina permanente onde não há liberdade para o marido fumar o seu cachimbo, para o filhinho brincar. [...]
 A boa dona de casa é a que sabe dar ordens e acompanha de perto a sua execução. É a que mantém a limpeza, a ordem, o capricho em sua casa, sem
fazer desta um eterno local de cerimônias, de deveres, onde tudo é proibido. É a que faz de sua casa o lugar de descanso, da felicidade do marido e dos
filhos, onde eles se sentem realmente bem, à vontade, e são bem tratados. O melhor lugar do mundo.
(LISPECTOR, Clarice. Correio feminino. Org. Aparecida Maria Nunes. Rio de Janeiro: Rocco, 2006, p.45)
 Texto 3
 Sou eu que começo? Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças,
empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um
lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o
primeiro beijo.
 Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo
cerebral.
 Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher.
 Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha.
 Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
 [...] Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho
que sou promíscua, doutor Lopes. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também. Prepare-se para uma terapia de grupo. 
 (MEDEIROS, Martha. Divã. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 9-11.)
Questão 2
Leia os textos 1 e 2 e depois responda à questão 5:
Texto 1: Os Retirantes (Portinari)
 http://www.portinari.org.br/ppsite/ppacervo/obrasCompl.asp?notacao=2733&ind=1&NomeRS=rsObras&Modo=C 
Texto 2: 
Asa Branca 
 (Luíz Gonzaga)
Quando "oiei" a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus "óio"
Se "espaiar" na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
 Fonte:http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/47081/
Questão 5
a. O que as obras retratam?
b. Em qual região do país essa situação ocorre? Por quê?
c. Qual a relação entre a obra de Portinari e a música de Luís Gonzaga?
d. Quais as semelhanças entre as obras?
e. Quais as diferenças entre elas?
f. Em sua opinião qual obra foi criada primeiro? Justifique a sua resposta.
g. Quais trechos ou estrofes da canção estão relacionados ao quadro de Portinari?
h. Explique o processo de migração explícito no 7º verso? 
Plano de Aula: COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS: ASPECTOS GERAIS
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS: ASPECTOS GERAIS
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
8
Tema
Mecanismos de coesão textual: referencial, sequencial e recorrencial.
Objetivos
Compreender a coesão como uma das marcas da textualidade.
Reconhecer os tipos de coesão: lexical, referencial e sequencial.
Empregar adequadamente os elementos de coesão referencial e sequencial.
Reconhecer os dois tipos de referência: anáfora e catáfora.
Empregar os elementos anafóricos e catafóricos na construção da coesão e coerência textuais.
Reconhecer o pronome demonstrativo como recurso de coesão e coerência textuais.
Empregar os pronomes demonstrativos referindo-se a elementos em relação ao tempo, ao espaço e ao discurso. 
Reconhecer o pronome relativo como um recurso de coesão e coerência textuais.
 Empregar os pronomes relativos que, o qual, cujo, onde e flexões.
Estrutura do Conteúdo
Mecanismos de coesão textual.
Referências ( anafóricas e catafóricas) e as reiterações.
Substituições lexicais: relação de sinonímia, antonímia, hiponímia ou hiperonímia, repetição da mesma unidade lexical ou da mesma palavra.
Conectores: conjunções, preposições e advérbios conectivos.
Correlação dos verbos.
Coesão e emprego dos pronomes demonstrativos: tempo, espaço e discurso.
Coesão e emprego dos pronomes relativos.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Questão 1
 Os elementos coesivos são responsáveis pela construção do sentido nos enunciados abaixo. Numere a coluna A de acordo com a coluna B 
Coluna A
a. ( ) Todos saíram, porque o edifício pegou fogo.
b. ( ) Podemos passear, logo que o tempo melhorar.
c. ( ) Ficava rico à medida que trabalhava sério.
d. ( ) Fez o trabalho conforme o professor orientou.
e. ( ) A conta de luz está cara; portanto vamos economizar energia.
f. ( ) João não só é competente como também é interessado.
Coluna B 
1. Exprime uma noção de conformidade;
2. Exprime noção de proporcionalidade;
3. Exprimem noção de adição;
4. Exprime uma noção de causalidade;
5. Exprime noção temporal;
6. Exprime uma conclusão.
Questão 2
 Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de
gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo
derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper,
isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado. 
RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.
 Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é
construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é:
a) “[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.”
b) “Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe [...]”.
c) “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava ‘influência dos astros sobre os homens’.”
d) “O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [...]”.
e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como ovírus se apossa do organismo infectado.”
Questões discursivas:
Questão 1
 Reescreva as frases abaixo, reunindo-as em um só período. Elimine a repetição de palavras, empregando um pronome relativo.
1. Este técnico foi expulso do jogo. O técnico ofendeu o juiz.
2. O empresário foi preso. Eu me refiro ao empresário.
3. Aprecio aquele autor. As peças daquele autor são críticas.
4. O livro é uma narrativa fantástica. Estou impressionado com sua repercussão entre adolescentes.
5. Mandaram a correspondência para o arquivo. O arquivo fica no primeiro andar.
6. Vi o candidato na assembleia. Indignei-me com suas palavras.
Questão 2
 Pleonasmo de palavras inúteis
 Christian Gurtner em 03/9/08
 É fato real: eu gosto de escrever palavras da mesma forma que gosto de ler textos. Isso é comum em várias pessoas de vários países do mundo. O
hábito da leitura de textos deveria ser regra geral no mundo, pois existe uma multidão de pessoas que nunca tocaram num livro. Há muitos anos atrás
conheci um general do exército que tinha uma filha que toda vez que via um livro abria um sorriso nos lábios, como se a leitura fosse seu habitat natural.
Mas recentemente ela morreu logo depois de se casar com seu marido. Eu fui ao enterro para dar meus sentidos pêsames ao viúvo da falecida. Ele então
me encarou de frente e eu pude ver labaredas de fogo saindo de seus olhos quando ele gritou alto: Vai to?. Bem, depois disso saí pra fora e nunca mais
compareci pessoalmente na casa dele.
Questão 3
 "Arthur Antunes Coimbra (1) é o maior nome da história do Flamengo. Desde a infância passada no subúrbio carioca, o jovem Zico (2) já se revelava um
talento incomum para o futebol. Só havia um problema: o Galinho de Quintino (3) era um tanto franzino para um esporte que cada vez mais exigia preparo
físico. A saída foi submetê-lo (4) a uma intensa bateria de exercícios que o (4) tornaram um jogador completo, corpo e mente integrados. Daí, para que ele
(4) se tornasse o grande ídolo que todos conhecemos, foi apenas um passo. 
 Por mais de uma década, o craque (5) colecionou títulos e alegrias para o seu (4) clube. Sua (4) única frustração, no entanto, foi nunca ter sido campeão
do mundo pela seleção brasileira. Mesmo assim, as glórias conquistadas pelo campeão do mundo de 1981 (6) superaram de longe as decepções. Zico
(7) ainda atuou como jogador pela Udinese, da Itália, e pelo Kashima Antlers, do Japão. Como técnico, (8) coordenou a seleção japonesa, o Fenerbahçe, da
Turquia, e, atualmente, (8) comanda o CSKA de Moscou?.
Plano de Aula: COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS: MECANISMOS DE COESÃO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS: MECANISMOS DE COESÃO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
9
Tema
Coesão textual. Coesão lexical . Coesão referencial . Coesão sequencial (continuação)
Objetivos
Compreender a coesão como uma das marcas da textualidade.
Reconhecer os tipos de coesão: lexical, referencial e sequencial.
Empregar adequadamente os elementos de coesão referencial e sequencial.
Reconhecer os dois tipos de referência: anáfora e catáfora.
Empregar os elementos anafóricos e catafóricos na construção da coesão e coerência textuais.
Reconhecer o pronome demonstrativo como recurso de coesão e coerência textuais.
Empregar os pronomes demonstrativos referindo-se a elementos em relação ao tempo, ao espaço e ao discurso. 
Reconhecer o pronome relativo como um recurso de coesão e coerência textuais.
 Empregar os pronomes relativos que, o qual, cujo, onde e flexões.
Pontuação como fator de coesão textual.
Estrutura do Conteúdo
Coesão referencial, lexical e sequencial.
Mecanismos de coesão textual.
Referências ( anafóricas e catafóricas) e as reiterações.
Conectores: conjunções, preposições e advérbios conectivos.
Coesão e emprego dos pronomes demonstrativos.
Coesão e emprego dos pronomes relativos.
Pontuação como fator de coesão textual.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Leia o texto para responder às próximas 3 questões.
(TJ/SP - 2010 - VUNESP) -
 Sobre os perigos da leitura
 Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que
é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos
de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra. Os candidatos amontoavam-se no corredor
recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que
faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante,
eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: "Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!". [...]
 A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar,
lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante
toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos? ah, isso não lhes tinha sido ensinado!
 Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela
cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)
Questão 1
 A palavra "a", em "...no entanto, não foi a esperada." (3.º parágrafo), refere-se a
(A) candidatos.
(B) pergunta.
(C) reação.
(D) falar.
(E) gostaria.
Questão 2
 A expressão "um vazio imenso" (3.º parágrafo) refere-se a
(A) candidatos.
(B) pânico.
(C) eles.
(D) reação.
(E) esse campo.
Questão 3
 As palavras que, no 3.º parágrafo, retomam o termo "os candidatos", são:
(A) eles, outros, próprios.
(B) eles, isso, próprios.
(C) aquilo, eles, seus.
(D) eles, lhes, sua.
(E) aquilo, isso, próprios.
Questões discursivas:
Questão 1
 A construção abaixo é ambígua. Reescreva-a de forma a eliminar a ambiguidade, escolhendo uma de suas leituras possíveis.
 O deputado que tinha alegado imunidade parlamentar na semana passada foi preso.
Questão 2
 Reescreva o trecho a seguir empregando os sinais de pontuação adequados.
 A evolução da família medieval para a família do século XVII e para a família moderna durante muito tempo se limitou aos nobres aos burgueses aos
artesãos e aos lavradores ricos ainda no início do século XIX uma grande parte da população a mais pobre e mais numerosa vivia como as famílias
medievais com as crianças afastadas da casa dos pais
Questão 3
 Conservando o sentido original, reescreva a frase abaixo, atendendo ao início proposto em cada item: 
 "Toda pessoa é um indivíduo singular, com desejos e interesses particulares, mas é também - potencialmente - um representante da humanidade." 
 a) Apesar de
 b) Embora
Plano de Aula: CARACTERÍSTICAS E CONSTRUÇÃO DO TEXTO NARRATIVO E TEXTO DESCRITIVO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
CARACTERÍSTICAS E CONSTRUÇÃO DO TEXTO NARRATIVO E TEXTO DESCRITIVO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
10
Tema
Características e Construção do Texto Narrativo e Descritivo
Objetivos
Selecionar os elementos da narrativa
Comparar verbos e estruturas gramaticais empregados no tipo narrativo e no tipo descritivo.
Demonstrar habilidade em discernir a predominância do texto narrativo quando houver marcas do tipo descritivo
Produzir textos narrativos e descritivos em diversos gêneros.
Compreender e interpretar textosnarrativos e descritivos.
Pesquisar textos narrativos e descritivos em diferentes gêneros.
Estrutura do Conteúdo
 1 Tipo narrativo
 1.1 Elementos da narrativa
 1.2 Características da narrativa.
 1.3 Gêneros textuais em que o tipo narrativo predomina.
 1.4 Compreensão e interpretação de textos narrativos.
 1.5 Produção de textos narrativos.
 1.6 Apresentação de pesquisa de textos narrativos
2 Tipo descritivo
2.1 Características do texto descritivo.
2.2 Gêneros em que o texto descritivo predomina.
2.4 Produção do texto descritivo.
2.5 Pesquisa de textos predominantemente descritivos.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Questão 1
 Analise os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique as tipologias textuais às quais eles pertencem:
Texto I
 “Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma
casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e
indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de
ataque [...]”. 
 (Dalton Trevisan – Uma vela para Dario).
Texto 2
 “Era um homem alto, robusto, muito forte, que caminhava lentamente, como se precisasse fazer esforço para movimentar seu corpo gigantesco. Tinha, em
contrapartida, uma cara de menino, que a expressão alegre acentuava ainda mais.”
Texto 3
 Novas tecnologias
 Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações.
Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os
em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado.
 Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão,
certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de
comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
 Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista
com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.
SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. 
Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).
Texto 4
 Modo de preparo:
 1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por 5 minutos;
 2. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes, misturando tudo, menos o fermento;
 3. Esse é misturado lentamente com uma colher;
 4. Asse em forno preaquecido (180° C) por 40 minutos.
 a) narração – descrição – dissertação – prescrição.
 b) descrição – narração – dissertação – prescrição.
 c) dissertação – prescrição – descrição – narração.
 d) prescrição – descrição – dissertação – narração.
Questões discursivas:
 Leia o texto a seguir e, depois, responda às questões propostas logo abaixo:
Texto I
A mulher ramada
 Marina Colasanti
 Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio.
 Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça para ir ao trabalho. E via carruagens chegando, silhuetas de damas arrastando os
mantos nas aldeias, cavaleiros partindo para a caça. Mas ele, no canto mais afastado do jardim, ninguém via. Plantando, podando, cuidando do chão,
confundia-se quase com suas plantas. E se às vezes, distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que
vinha dos salões, mas se deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher.
 Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E
passado dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que já era tempo de ter uma companheira.
 No dia seguinte, trouxe num saco duas belas mudas, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou
a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva mantivesse sempre molhados
os pés de rosa. Foi preciso esperar. Mas ele, que há tanto esperava, não tinha pressa. E quando os primeiros, leves, galhos despontaram,
carinhosamente os podou, dispondo-se a esperar novamente, até que outra brotação de galhos se fizesse mais forte.
 Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à
harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando forma, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas,
depois o ventre, os gentis braços da mulher que seria sua. Por ultimo, cuidado maior, a cabeça, levemente inclinada para o lado. O jardineiro ainda deu os
últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
 - Bom dia, Rosamulher.
 Agora, não procurava mais a distância do trabalho. Voltava-se sempre para o jardim? para ela, sorria, contava o longo silêncio da sua vida. E quando o
vento batia no jardim, agitando os braços verdes, movendo a cintura, ele todo se sentia dobrar de amor, como se o vento o agitasse por dentro.
 Acabou o verão, fez-se o inverno. A neve envolveu com sua branca mármore a mulher ramada. Sem plantas para cuidar, agora que todas descansavam,
ainda assim o jardineiro ia todos os dias visitá-la. Viu a neve fazer-se gelo. Viu o gelo desfazer-se em gotas. E, um dia em que o sol parecia mais morno
do que costume, viu de repente, na ponta dos dedos engalhados, surgir a primeira brotação da primavera. 
 Em pouco, o jardim vestiu-se de folhagens. Em cada tronco, em cada haste, em cada pedúnculo, a seiva empurrou para fora pétalas e botões. E, mesmo
no escuro da terra, as raízes acordaram, espreguiçando-se em pequenas pontas verdes. Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem
uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira. Nua, obedecia ao esforço do seu jardineiro que, temendo viesse a floração romper tanta beleza,
cortava todos os botões. De tanto contrariar a primavera, adoeceu, porém, o jardineiro. E, ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua
amada.
 Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurar por sua amada, percebeu que sua
ausência havia a feito sumir por entre as folhagens não-podadas. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, várias rosas cresciam
sobre ela, fazendo-a desaparecer em um arbusto.
 Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida,
pareceu-lhe ainda mais linda. Seu perfume ainda mais doce. Nunca Rosamulher fora tão rosa. Nunca houvera no mundo beleza semelhante. Seu
coração de jardineiro soube que nunca mais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
 Então docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou.
 E sentindo sua espera a mulher-rosa começou a brotar: lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.Ao longe,
raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a
cabeça e a atenção, remontando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes. 
 
Questão 1
 Durante todo o conto, o jardineiro tenta podar, numa roseira, a mulher ideal, sem deixá-la florescer com rosas que escondam a perfeição das curvas e
dos detalhes que ele picota. O amor entre eles, no entanto, só se torna correspondido quando Rosamulher cresce naturalmente, sem a intervenção do seu
amado. Sabemos que todo conto tem um intuito reflexivo; portanto, qual a intenção da autora ao só tornar possível o Amor entre ?criador e criatura? quando
a Liberdade se faz presente? Justifique sua resposta.
Questão 2
 O título do texto, A mulher ramada, faz um trocadilho entre as palavras ramo e amor, como se mostrasse que existe uma relação parecida entre o
cuidado de um jardim e a conquista de uma pessoa. Essa mistura de real e imaginário se deve a um recurso típico dos contos fantásticos, a qual mescla
estas duas diferentes realidades. Qual o nome dessa técnica e por que somos capazes de entender a ligação entre amor e ramo?
Questão 3
 Todo o pensamento humano costuma seguir uma determinada estrutura. O conto lido, obra do pensamento de Marina Colasanti, não é
diferente.
 
 Identifique de forma concisa, a ordem seguida por ele:
 
Introdução
 
 
 
Complicação
 
 
 
Clímax
 
 
 
Desfecho
 
 
 
 
Questão 4
 Transcreva, a partir do texto, marcas explícitas ou implícitas das características teóricas do conto. Lembre-se de só responder àquelas que
realmente estão presentes no texto lido:
 
 a) Espaço Físico:
 Espaço Social:
 
b) Tempo psicológico:
 Tempo cronológico:
 
c) Características psicológicas do personagem principal:
 
d) Características físicas do personagem principal:
Plano de Aula: CARACTERÍSTICAS E CONSTRUÇÃO DOS TEXTOS DISSERTATIVO EXPOSITIVO, DISSERTATIVO
ARGUMENTATIVO E INJUNTIVO.
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
CARACTERÍSTICAS E CONSTRUÇÃO DOS TEXTOS DISSERTATIVO EXPOSITIVO, DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO E INJUNTIVO.
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
11
Tema
Características e Construção dos Textos Dissertativo - Expositivo, Dissertativo- Argumentativo, Injuntivo.
Objetivos
Identificar as características dos textos expositivos e argumentativos
Reconhecer gêneros textuais em que predominam os tipos expositivo e argumentativo
Produzir textos argumentativos em diversos gêneros.
Compreender e interpretar textos expositivos e argumentativos
Pesquisar textos expositivos e argumentativos em diferentes gêneros.
Reconhecer a estrutura do texto injuntivo.
Estrutura do Conteúdo
Características e construção da dissertação expositiva e da argumentativa.
Tese, tipos de argumento e estratégias argumentativas.
Textos expositivos e argumentativos em diferentes gêneros. 
Características do texto injuntivo.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
 Questão 1
Preencha os parênteses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência correta.
1. Narrar
2. Argumentar
3. Expor
4. Descrever
5. Prescrever
1. ( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de verbos no
modo imperativo.
2. ( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e reflexões.
Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.
3. ( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo personagens e
ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto.
4. ( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância do uso de
adjetivos. Não há relação de temporalidade.
5. ( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista. Sua estrutura
básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão.
a) 3, 5, 1, 2, 4
b) 5, 3, 1, 4, 2
c) 4, 2, 3, 1, 5
d) 5, 3, 4, 1, 2
e) 2, 3, 1, 4, 5
Questão 2
 (FUNCAB)
 Internet e a importância da imprensa 
 Este artigo não é sobre a pornografia no mundo virtual nem tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem o relacionamento humano.
Trata de um dos aspectos mais festejados da internet: o empowerment(“empoderamento”, fortalecimento) do cidadão proporcionado pela grande rede.
 É a primeira vez na História em que todos, ou quase todos, podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que quiserem na internet. De
forma instantânea, o que cada um publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, inimaginável décadas atrás, vem modificando as
relações sociais e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na rede, etc. Há
um novo cenário democrático mais aberto, mais participativo, mais livre.
 E o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de conexão com outras pessoas tem provocado um novo fenômeno social. Com a internet,
não é mais necessário conviver (e conversar) com pessoas que pensam de forma diferente. Com enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a
mim, por mais minoritária que seja a minha posição.
 O risco está em que é muito fácil aderir ao seu clube” e, por comodidade, quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é infrequente que dentro
dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um processo que desemboca no fanatismo e no extremismo.
 Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, o ativismo na internet nem sempre tem enriquecido o debate público. O empowerment
digital é frequentemente utilizado apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para
se configurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim...
 A internet, como espaço de liberdade, não garante por si só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base comum para o debate.
 Evidencia-se, aqui, um ponto importante. A internet não substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos guetos põe em destaque o
papel da imprensa no jogo democrático. Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante moderador do debate público. Aquilo que muitos
poderiam ver como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um espaço de discussão num contexto de civilidade democrática, no qual o
outro lado também é ouvido.
 A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós temos muitos condicionantes, que configuram o nosso modo de ver o mundo. Sozinhos,
nunca somos totalmente isentos, temos sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o futuro da mídia, aí está um dos grandes
diferenciais de um jornal em relação ao que simplesmente é publicado na rede.
 Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam-se mutuamente, o que é benéfico a todos. No entanto, seria um empobrecimento
democrático para um país se a primeira página de um jornal fosse simplesmente o reflexo da audiência virtual da noite anterior. Nunca foi tão necessária
uma ponderação serena e coletiva do que será manchete no dia seguinte.
 O perigo da internet não está propriamente nela. O riscoé considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos devam seguir a sua
mesma lógica, predominantemente quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros
olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tem por que se tornar um monopólio. 
 (CAVALCANTI, N. da Rocha. Jornal “O Estado de S. Paulo”, 12/05/14, com adaptações.)
 Pelas características da organização do discurso, a respeito do texto pode-se afirmar que se trata de uma:
a) dissertação de caráter expositivo, pois explica, reflete e avalia ideias de modo objetivo, com intenção de informar ou esclarecer.
b) narração, por reportar-se a fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens, numa relação temporal de anterioridade e
posterioridade.
c) dissertação de caráter argumentativo, pois faz a defesa de uma tese com base em argumentos, numa progressão lógica de ideias, com o objetivo de
persuasão.
d) descrição, por retratar uma realidade do mundo objetivo a partir de caracterizações, pelo uso expressivo de adjetivos.
e) expressão injuntiva, por indicar como realizar uma ação, utilizando linguagem simples e objetiva, com verbos no modo imperativo.
Questões discursivas:
Texto 1 
 Importância da nossa saliva na hora de comer
 Chiquinha, o almoço está pronto! Fiz a batata frita que você pediu!?
 Só de ouvir essas palavras, sua boca se enche d'água - de saliva -, antecipando-se à comida que já vai entrar na boca e precisar ser digerida. De fato, a
digestão começa na boca, onde os alimentos são picados, triturados e esmagados, tudo isso antes de serem conduzidos ao estômago. E pasme: se a
boca não se enchesse de saliva, não seria possível nem engolir o alimento, nem saber o que você tem sobre a língua!
 Todo mundo produz uma pequena quantidade de saliva o tempo todo, mas a produção aumenta quase dez vezes quando uma pessoa vê, cheira ou
pensa em comida. A saliva que enche a boca nessas horas é essencial por várias razões. Primeiro, somente quando dissolvidos na saliva é que pedaços
microscópicos desprendidos dos alimentos chegam até as papilas gustativas, que sinalizam ao cérebro o tipo de comida que você tem na boca: água, sal,
ácido, doce, proteína, ou algo amargo e, portanto, potencialmente nocivo, nada bom de ser engolido. Assim, além de reconhecer o alimento pelo gosto, o
seu cérebro já vai preparando o corpo para a digestão. Segundo, a saliva contém enzimas que começam a partir em pedaços menores os carboidratos,
grandes moléculas de açúcar como o amido do pão.
 Além disso, é a saliva que umedece e dá liga aos alimentos triturados e permite que eles sejam transformados em um grande "bolo" compacto e
lubrificado, que pode ser engolido sem risco de engasgos. Se você não acredita que comida seca não desce sem saliva, experimente o famoso Teste da
Bolacha: comer três biscoitos em menos de um minuto, sem apelar para um copo d'água. É simplesmente impossível! A razão é que, mesmo trabalhando
dez vezes mais rápido, as glândulas parótidas e salivares não conseguem produzir saliva com a rapidez necessária para que os pedaços de biscoito
passem em menos de um minuto de paçoca a uma massa umedecida que possa deslizar até o seu estômago.
 A boa notícia é que a produção de saliva é automática, comandada pelo sistema nervoso autônomo sempre que o cérebro detecta a presença de
comida na boca. O interessante é que, por associação, também funciona pensar em comida, sentir o cheiro bom do almoço no fogo e até ouvir que ficou
pronto aquele prato de que você gosta. O caso mais famoso de água na boca por associação, claro, é o já lendário cão do fisiologista russo Ivan Pavlov. De
tanto ouvir um sino tocar antes de receber sua comida todos os dias, o animal passou a salivar em resposta ao tocar do sino, mesmo que o prato
demorasse a chegar. E eu, de tanto escrever sobre comida, já fiquei com água na boca...
 Suzana Herculano-Houzel Departamento de Anatomia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Revista CHC | Edição 199.
Questão 1
 Os tipos textuais caracterizam-se pelo modo como é elaborada a sequenciação das informações e pelas intenções que levam um autor a produzir
determinado texto. 
 a) No texto, qual é o tipo textual predominante? 
 b) Sintetize as principais características desse tipo textual.
Questão 2
 Conforme as instruções a seguir, produza um texto dissertativo-argumentativo com cerca de 25 linhas e título, discorrendo sobre a AMIZADE. 
 Seu texto deve COMENTAR, obrigatoriamente, alguma parte, pelo menos, do texto abaixo seja para concordar com ele ou para discordar de seu teor -,
acrescentando a devida referencialização (Em uma cena do filme Tal...). 
 Além disso, pelo menos uma das frases que se seguem ao texto deve ser inserida em sua redação, também com a inclusão do nome do seu autor.
 
Texto
 Na cena final do clássico A felicidade não se compra (Its a wonderful life?, EUA, 1946), o personagem Henry Travers, um anjo que, durante o filme,
convenceu o protagonista George Bailey a não se matar, presenteia seu protegido com um exemplar do livro As aventuras de Tom Sawyer (1876), obra do
escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910), que narra uma das amizades mais famosas da literatura.
 Na dedicatória, o anjo fez questão de garantir que George, antes desesperado com problemas financeiros, sentindo-se derrotado e achando que sua
vida tinha sido inútil, sempre se lembrasse do que configura o verdadeiro êxito em uma vida, ainda que distante dos modelos de sucesso traduzidos em
cifras e títulos. O anjo Henry, tendo visto as pessoas em torno de George se organizarem para ajudá-lo, em um momento extremamente difícil para ele,
escreveu o seguinte: "Nunca se esqueça, George, de que ninguém é um fracasso se tem amigos."
Frases
 "Amigos e boas maneiras vão levar você aonde o dinheiro não leva." (Margaret Walker (1915-1998), escritora.)
 "O verdadeiro amigo é aquele que chega quando o resto do mundo está indo embora." ( Walter Winchell (1897-1972),) jornalista.
 "A amizade não tem valor para a sobrevivência; mas ela é, antes de tudo, uma das coisas pelas quais vale a pena sobreviver." (C. S. Lewis (1898-1963),
escritor, professor e teólogo.)
 "Não caminhe atrás de mim; pois posso não te guiar. Não ande na minha frente; pois posso não te seguir. Simplesmente caminhe ao meu lado e seja
meu amigo." (Albert Camus (1913-1960), escritor.)
Plano de Aula: PRODUÇÃO DO TEXTO ARGUMENTATIVO: TIPOS DE ARGUMENTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
PRODUÇÃO DO TEXTO ARGUMENTATIVO: TIPOS DE ARGUMENTO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
12
Tema
Produção de texto argumentativo: tipos de argumentos
Objetivos
Identificar a estrutura do texto argumentativo. 
Conhecer os tipos de argumentos.
Empregar o tipo de argumento que melhor se adapta ao gênero textual escolhido.
Produzir textos argumentativos em diversos gêneros.
Estrutura do Conteúdo
1. Dissertação argumentativa
1. Estrutura do texto argumentativo.
2. Gêneros textuais em que o tipo argumentativo predomina.
3. Conhecer diferentes tipos de argumentos
4. Produção de tipos de argumento.
5. Produção de textos argumentativos de gêneros distintos.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas:
Questão 1
 Texto próprio para quem quer expor opiniões ou persuadir de alguma coisa, no qual se emprega o abstrato (conceitos, ideias, concepções). Tipo de
texto que tem por objetivo influenciar o leitor/interlocutor com posicionamentos elencados através de uma cuidadosa ordenação lógica. Estamos falando da:
a) descrição.
b) narração.
c) exposição.
d) injunção.
e) dissertação.Questão 2
 (MACKENZIE) 
 "É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral e constitui crime. 
 Embora não exista ainda nas leis penais a definição do 'crime de tortura', torturar um preso ou detido é abuso de autoridade somado à agressão e
lesões corporais, podendo qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande frequência,
policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um
procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante tortura não tem valor legal e o
torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições."
(Dalmo de Abreu Dallan)
 Pode-se afirmar que esse trecho é um texto argumentativo porque:
a ) apresenta, em todos os períodos, personagens individualizadas, movimentando-se num espaço e num tempo terríveis, denunciados pelo narrador,
bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam sequência dos acontecimentos;
b) apresenta, em todos os períodos, substantivos abstratos, que representam as ideias discutidas, bem como a predominância de orações
subordinadas, que expressam o encadeamento lógico da denúncia;
c) apresenta uma organização temporal em função do pretérito, jogando os acontecimentos denunciados para longe do momento em que fala, bem como
a predominância de orações subordinadas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas;
d) consegue fazer uma denúncia contundente, usando, entre outros recursos, a ênfase, por meio da repetição de um substantivo abstrato em todos os
períodos, bem como a predominância de orações coordenadas sindéticas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas;
e) consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, construída sobre metáforas e metonímias esparsas, bem como com a
predominância de orações subordinadas, próprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto. 
Questões discursivas:
 Leia o texto a seguir e depois responda às questões propostas.
 Em busca da longevidade
 Enquanto - e quanto mais - a ciência aprimora suas pesquisas para desenvolver o segredo da imortalidade, não podemos descurar - hoje das medidas
necessárias a perseguir as que nos conduzem a uma vida longa e saudável.
 A natureza concedeu a cada um de nós um conjunto de mecanismos que permite nos proteger e nos renovarmos constantemente, resistindo a todas as
agressões, mesmo aquelas que não podemos evitar.
 A velhice não pode ser catalogada como uma doença, nem pode se apresentar como um período de sofrimento e desilusão.
 Se conduzirmos nossa existência através de um programa disciplinado no que refere à alimentação, a exercícios, ao estilo de vida, podemos chegar à
longevidade com saúde e vitalidade.
 É claro que a expectativa de vida não é a mesma nos países em que a taxa de mortalidade infantil é elevada, a assistência médica precária, a fome e a
desnutrição evidentes e a condição sócio-econômica inconsciente.
 Cumpre destacar aqui a diferença entre longevidade máxima e expectativa de vida. Aquela é um fenômeno ligado à espécie, e esta, uma condição
decorrente dos avanços da medicina, da higiene e das possibilidades econômicas de cada um.
 O nosso destino depende do binômio genético-ambiental: se nós pudermos identificar os indivíduos geneticamente vulneráveis e submetê-los a uma
prevenção rigorosa, à erradicação dos fatores ambientais, possivelmente, em um futuro menos longínquo que possamos pensar, a uma correção de
fatores genéticos, os conduziríamos a um envelhecimento saudável.
 Dr. Ernesto Silva, AMBr revista, julho/2003. (com adaptações)
Questão 1
a) Qual é a tese desse texto?
b) Que argumentos são usados para comprovar a validade dessa tese?
Leia o texto a seguir e depois responda às questões propostas abaixo:
 O poder dos amigos
 Uma pesquisa realizada na Suécia comprovou que bons amigos fazem mesmo bem ao coração. O estudo acompanhou a evolução do estado de
saúde de 741 homens por 15 anos e concluiu que aqueles que mantinham ótimas amizades apresentaram muito menos chances de desenvolver doenças
cardíacas do que aqueles que não contavam com o ombro amigo de alguém. 
 ISTOÉ, 3/3/2004.
Questão 2 
a) Que tese você identifica nesse texto?
b) Como o texto comprova essa tese?
c) Se você, como leitor, quisesse contestar essa tese, que argumento contrário você teria que apresentar para que fosse aceito como válido?
d) Que relação você estabelece entre o título e a tese do texto?
Plano de Aula: CONSTRUÇÃO DO PARÁGRAFO PADRÃO - TÓPICOS FRASAIS
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
CONSTRUÇÃO DO PARÁGRAFO PADRÃO - TÓPICOS FRASAIS
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
13
Tema
Construção do parágrafo padrão: tópicos frasais
Objetivos
Identificar o parágrafo-padrão em textos
Discriminar as partes de um parágrafo.
Reconhecer e classificar o tópico frasal em textos de tipologias variadas.
Reconhecer e classificar os tipos de desenvolvimento de parágrafo em textos de tipologias variadas.
Elaborar textos a partir de indicações de tipos de tópico frasal e de desenvolvimento de parágrafo.
Estrutura do Conteúdo
O parágrafo
Conceito de parágrafo padrão
Estrutura do parágrafo.
Tópicos frasais: classificação.
Desenvolvimento do parágrafo.
Tipos de desenvolvimento de parágrafo.
Análise de textos; ênfase na estrutura do parágrafo e na classificação de suas partes.
Elaboração de parágrafos.
Aplicação Prática Teórica
Questões objetivas
Questão 1
 “Parágrafos são as estruturas formadas por unidades autossuficientes de um discurso que compõem um texto, apresentando basicamente uma ideia,
pensamento ou ponto principal que o unifica.” Segundo essa definição, é correto afirmar que:
a) Um texto só pode conter um parágrafo.
b) Cada parágrafo de um texto aborda um assunto diferente.
c) Cada parágrafo representa uma unidade de sentido, mas subordinado a um mesmo assunto. 
d) Em um texto, as ideias expostas em um parágrafo são totalmente independentes das expressas nos demais parágrafos do texto.
Questão 2
 A televisão, apesar das críticas que recebe, tem trazido muitos benefícios às pessoas, tais como: informação, por meio de noticiários que mostram o que
acontece de importante em qualquer parte do mundo; diversão, mediante programas de entretenimento (shows, competições esportivas); cultura, por meio
de filmes, debates, cursos.
 É correto afirmar que tópico frasal do parágrafo acima foi desenvolvido por:
a) enumeração.
b) citação.
c) alusão histórica.
d) confronto.
e) questionamento
Questões discursivas
Questão 1
 O parágrafo constitui-se de tópico frasal (ideia central) e do desenvolvimento dessa ideia. Em resumo, a ideia central é desenvolvida para formar um
parágrafo consistente. 
 Desenvolva os tópicos frasais seguintes, considerando os conectivos:
a) O jornal pode ser um excelente meio de conscientização das pessoas, a não ser que _______________________
b) As mulheres, atualmente, ocupam cada vez mais funções de destaque na vida social e política de muitos países; no entanto
______________________________________________
c) Um curso universitário pode ser um bom caminho para a realizaçãoprofissional de uma pessoa, mas ___________ 
d) Se não souber preservar a natureza, o ser humano estará pondo em risco sua própria existência, porque _________
e) Muitas pessoas propõem a pena de morte como medida para conter a violência que existe hoje em várias cidades; outras, porém
__________________________________________________________________________________
Questão 2
 Desenvolva um parágrafo a partir dos tópicos frasais propostos a seguir:
 1) Sem dúvida, a internet é uma ferramenta que pode ser utilizada como facilitadora em tarefas de pesquisa.
 2) O mau uso da rede mundial de computadores pode trazer prejuízos para pessoas físicas e jurídicas.
Questão 3
 A partir do tema "O vestibular na educação brasileira", destaque uma tese e 3 argumentos para sustentá-la. Em seguida, elabore tópicos frasais de
desenvolvimento para cada um dos argumentos explicitados. Faça o aprofundamento de suas ideias em forma de parágrafo-padrão. Utilize os seguintes
tipos de argumentos: causa e consequência, concessão, exemplificação.
Plano de Aula: ARTICULAÇÃO TEXTUAL: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
ARTICULAÇÃO TEXTUAL: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
14
Tema
Leitura. Compreensão. Interpretação de texto. Modalização. Produção de sentidos. Pressupostos Subentendidos.
Objetivos
Levar o aluno a identificar a intertextualidade e interdiscursividade nos textos a serem lidos.
Entender o conceito de intertextualidade como um caminho para a interpretação do(s) sentido(s) do texto.
Verificar como as vozes polifônicas atualizam o nosso conhecimento de mundo, o conhecimento da situação comunicativa, o conhecimento
estilístico e, especificamente, o conhecimento de outros textos e discursos que permeiam a cultura.
Estudar a modalização enquanto estratégia discursiva.
Mostrar que o falante ou produtor de texto marca de algum modo o seu enunciado.
Perceber que, por meio da análise dos enunciados marcados, pelo fenômeno da modalização, é possível identificar o posicionamento do autor do
texto, seus objetivos e intenções.
Estabelecer diferenças e semelhanças temáticas entre os textos lidos.
Estrutura do Conteúdo
Modalizadores
Implícitos:
 - Pressupostos
 - Subentendidos
Leitura, Compreensão e Produção de textos.
Aplicação Prática Teórica
Proposta de Trabalho
 Após a leitura do texto abaixo, fazer um resumo do seu entendimento acerca deles. Fique atento à modalização da linguagem, subentendidos e
pressupostos, presentificados em cada um deles para que sua interpretação seja bastante consistente e rica. Ao final, liste os modalizadores,
pressupostos e subentendidos que você conseguiu perceber no texto. 
Leitura, Compreensão e Interpretação do texto I
 História Porto-Alegrense
 Moacyr Scliar
 Não penses que eu estou reclamando, não. Estou só contando a verdade e contar a verdade não pode fazer mal a ninguém. E a verdade é que a porto-
alegrense sou eu; o orgulhoso és tu, mas a porto-alegrense sou eu. Eu já morava nesta cidade quando tu apareceste, o altivo filho de um fazendeiro da
fronteira. Faz tempo isto, não é? Petrópolis nem existia, Três Figueiras era mato. Os bondes eram poucos? ? Te lembras dos bondes? Bem. Eu era a
modesta caixeirinha de um armarinho da Cidade Baixa. Tu, o garboso estudante que varava as madrugadas no Café Central ou no Alto da Bronze,
declamando em voz alta os teus poemas. Tu eras o rapaz rico que vinha à loja onde eu trabalhava, trazendo imensos buquês de rosas.
 Foi um escândalo, te lembras? O que se cochichava na Rua da Praia! É que desfilavas de braços comigo, desde a Praça da Alfândega até a Igreja da
Conceição. Eu nem gostava desses passeios, mas tu ias de cabeça alta, desafiador, enquanto as senhoras e os cavalheiros nos olhavam,
escandalizados. Se escandalizavam? Foste mais longe: alugaste para mim uma casa no Menino Deus. E que casa! O antigo palacete de um barão, situado
no meio de um verdadeiro parque, com árvores, e estátuas, e um lago com peixinhos vermelhos. Instalaste-me ali porque eu era, dizias, a tua rainha; e de
fato, como rainha eu vivia, com criados à disposição e até um carro - um dos primeiros automóveis de Porto Alegre-, te lembras? Um Edsel. Teu pai pagava
tudo. Teu pai, o rico fazendeiro, achava que o filho tinha direitos de macho, não importava o que dissessem. Ou o que custasse. Pagava tudo.
 E eu? Bem, eu gostava de ti. Gostava mesmo. Por tua causa, saí da casa de meus pais, na Cidade Baixa, e fui morar no palacete como uma cortesã. Mas
eu gostava de ti, esta era a verdade.
 Teus parentes - ricos fazendeiros como o teu pai, mas fazendeiros da cidade, dos Moinhos de Vento - deixaram de te convidar para festas. O que te irritou
mais ainda. Te vingaste, alugando uma casa nos Moinhos de Vento, no reduto dos inimigos. Nos instalaste lá, eu e todos os empregados (só despediste a
cozinheira, porque achavas que eu cozinhava melhor do que ela). Vinhas seguido. Não querias morar comigo, porque preferias a tua liberdade, mas vinhas
seguido.
 Moinhos de Vento? Lindo bairro, de casas finas. Teus parentes estavam furiosos; não te cumprimentavam. Se te encontravam na rua, viravam a cara.
 Menos a tua prima, a Rosa Maria. Ela te olhava de esguelha, piscava o olho, travessa que era. Tu sorrias. Vocês se trocavam bilhetinhos. Pensas que eu
não sabia? Eu sabia. Mas gostava de ti, esta é que era a verdade. E gostava da casa nos Moinhos de Vento. Um paraíso.
 Um paraíso que durou pouco? Decidiste que eu deveria me mudar. Gostavas da casa, e a querias para ti, de modo que tive de sair. Fui para uma casa em
Petrópolis. Comigo foram a empregada e o motorista que era também uma espécie de guarda. O jardineiro foi dispensado, porque a casa não tinha jardim;
era uma casa relativamente modesta; e depois, para que jardim? era o que perguntavas, e ponderavas: jardim só dá trabalho. Eu gostava de jardim, mas
não te respondi nada. Porque gostava de ti.
 Casaste com a tua prima Rosa Maria e assumiste um cargo na direção da firma do pai dela. E aí começaste a aparecer cada vez menos; a vida de um
homem de negócios é muito atarefada, dizias. Eu concordava, me lembrando da loja de armarinhos.
 A cidade progredia e a esta altura eu já não tinha mais motorista, porque Petrópolis contava - me disseste entusiasmado -com transporte abundante, digno
de uma cidade moderna: bondes, ônibus.
 Petrópolis era realmente um bairro bom, mas com o passar dos anos começou a apresentar inconvenientes. Muitos de teus amigos - médicos,
advogados, homens de negócio - moravam ali, além disto, a escola de balé que tuas filhas - duas garotinhas encantadoras - freqüentavam, também era em
Petrópolis. Decidiste que eu deveria me mudar.
 Me mandaste para Três Figueiras, um lugar que já não era mato, mas que ainda estava pouco povoado. Me instalaste numa casinha simpática. De
madeira, mas muito simpática. Chovia dentro, mas eu não te incomodaria me queixando destes pequenos problemas. Vinhas me ver tão pouco que não
era justo. Realmente não era justo. E a casa não era feia. Eu me distraía com as lides domésticas ? a esta altura já não tinha mais empregada. (Para que
empregada, numa casa pequena? - perguntaste, e estavas com a razão. Realmente, estavas com a razão).
 Uns anos depois - me lembro muito bem, porque já estava costurando para fora - começaram a aparecer as primeiras casas elegantes nas Três
Figueiras. Casas bonitas, as fachadas com pedra decorativa. Achaste que eu deveria me mudar para a Vila Jardim. Um pouco mais afastado, disseste, e
tinhas razão; um verdadeiro jardim, disseste, o jardim que te faltava. É verdade que a casa não tinha água nem luz; mas eu não queria te incomodar.
Passavas por uma fase de profunda depressão, de angústia existencial. Que é o dinheiro? - me perguntavas. Estávamos os dois com sessentaanos. Qual
o sentido da vida? - teus olhos cheios de lágrimas. Eu, quase sem dentes, pensava numa dentadura nova - mas não ousava te pedir nada.
 Me disseste para sair da Vila Jardim. O bairro estava ficando muito conhecido, poderiam te ver por lá. Me mandaste morar numa espécie de casa-barco
que estava atracada no Guaíba, num lugar deserto, perto do Porto das Pombas. Interessante a casa-barco. Mais barco do que casa; esta, na verdade, era
uma simples cabina de madeira coberta com uma lona.
 Sacudida pelos temporais de inverno eu te esperava. Em um ano vieste só uma vez, no dia do teu aniversário. Estavas muito deprimido: Rosa Maria tinha
morrido, tuas filhas não queriam saber mais de ti, só pensavam em viagens para a Europa. Procuravas as respostas para as grandes questões da vida no
zen-budismo. Dizias que deveríamos mergulhar no nada. Eu olhava para a água que entrava no barco e concordava.
 Um dia recebi um bilhete teu - trouxe-o o teu motorista, aliás o nosso antigo motorista. Dizias, numa letra muito trêmula, que a vida não tinha mais sentido
para ti; que eu deveria soltar as amarras do barco e deixar que as correntes do Guaíba me levassem ao sabor do destino.
 Pela primeira vez pensei em não te obedecer. É que eu gosto demais desta cidade, desta Porto Alegre que só avisto de longe e que mal reconheço.
Lembro-me que gritei, não! não vou abandonar a minha cidade! E aí resolvi te escrever, lembrando toda a nossa história e te pedindo para voltares atrás em
tua ordem.
 Espero que recebas esta carta. É que estou escrevendo já do meio do rio - e é a primeira vez que mando uma carta numa garrafa jogada às águas. Mas
espero que a recebas e que ela te encontre gozando saúde junto aos teus, nessa linda cidade de Porto Alegre.
Plano de Aula: RESUMO E RESENHA: DEFINIÇÕES E USOS
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
RESUMO E RESENHA: DEFINIÇÕES E USOS
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
15
Tema
Articulação Textual: Produção resenha e resumo
Objetivos
Entender que resumo é uma forma de condensar de maneira coerente e compreensível as ideias e informações ou os fatos contidos em um texto,
seja ele literário, científico, expositivo ou jornalístico. 
Compreender a importância da releitura atenta do texto que se pretende resumir ou resenhar, para buscar o significado de palavras que
desconhece, ou para captar o sentido das frases mais longas ou complexas que possuam inversões.
Perceber a diferença entre o resumo e a resenha.
Entender que a avaliação crítica é a parte principal da resenha, pois é o momento em que o resenhista realiza uma apresentação crítica da obra.
Verificar a importância da modalização na produção de resenhas.
Estrutura do Conteúdo
Resumo e Resenha: definição e usos.
Elaboração de Resumo.
Elaboração de Resenha
Aplicação Prática Teórica
Produção Textual: Resumo ou Resenha
Sugestão
 Exibir o filme A Vida é Bela em sala de aula, para elaboração de um resumo e/ou de uma resenha do filme, a partir das características destes gêneros
textuais estudadas em aula.
FICHA TÉCNICA
 Características: filme italiano, colorido, legendado, 116 minutos, produzido em 1997.
 Direção: Roberto Benigni.
 Gênero: drama.
 Distribuição em vídeo: Miramax.
 Prêmios/indicações: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Plano de Aula: PRODUÇÃO E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: LEITURA E ESCRITA
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL I - CCJ0214
Título
PRODUÇÃO E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: LEITURA E ESCRITA
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
16
Tema
Aula de Revisão: Produção e Interpretação Textual: Leitura e Escrita 
Objetivos
Revisar os conteúdos abordados neste semestre letivo a partir da leitura e interpretação dos textos e dos exercícios a serem trabalhados nesta
aula.
Aplicar, em exercícios que demonstrem a assimilação, os conteúdos trabalhados no período.
Utilizar eficazmente em suas práticas de produção textual, os diferentes recursos expressivos da língua, adquiridos a partir de diferentes atividades
de leitura.
Estrutura do Conteúdo
Aspectos da língua: ortografia, acentuação e pontuação.
Ocorrência de crase.
Estrutura da oração e do período: aspectos sintáticos e semânticos.
Concordância verbal e nominal;
Regência verbal e nominal.
Emprego do pronome relativo
Coesão coerência textuais
Estruturação do texto: relações entre ideias e recursos de coesão
Tipologia textual: produção textual em diferentes tipologias
Interpretação de texto: informações literais e inferências possíveis. 
Aplicação Prática Teórica
Produção textual
 Leia o fragmento do conto de Dalton Trevisan, um moderno escritor paranaense, e apresente um final para ele. Procure aplicar em seu texto os conteúdos
trabalhados na disciplina neste período letivo. 
 "Primeira noite ele conheceu que Santina não era moça. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo?
Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzébio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O
próprio Bento não a deixava mentir, testemunha de sua aflição antes do casamento.
 Santina pediu perdão, ele respondeu que era tarde - noiva de grinalda sem ter direito."
O Primo está incluído no livro Cemitério de elefantes. ?Primo?. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1994.
CARNEIRO, Agostinho Dias. O caminho do texto. Disponível em: http://eadsaraiva.entende. com.br/files/arquivosAulas/20129/MD_Modulo02Aula01.pdf,
acessado em 15 de setembro de 2014.

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