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relatorio soldagem: eletrodo revestido

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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
ALESSANDRA BERNARDES, CARLOS EDUARDO S. NASCIMENTO, GABRIEL T. CARVALHO, HANS A. FALLEIROS E TIAGO C. COSTA 
 RELATÓRIO DE SOLDAGEM: ELETRODO REVESTIDO
VITÓRIA 
2016
ALESSANDRA BERNARDES, CARLOS EDUARDO S. NASCIMENTO, GABRIEL T. CARVALHO, HANS A. FALLEIROS E TIAGO C. COSTA 
	
RELATÓRIO DE SOLDAGEM: ELETRODO REVESTIDO
Trabalho Acadêmico apresentado ao Prof. Jose Aniceto M. Gomes da Disciplina de Metalurgia da Soldagem, do curso Técnico em metalurgia, do Instituto Federal do Espírito Santo.
VITÓRIA
2016
1 INTRODUÇÃO
A soldagem é o mais importante processo de união de metais utilizado industrialmente. É considerado um processo de união, na qual a literatura define em diversos conceitos. No arco com eletrodos revestidos é um processo que produz a coalescência entre metais pelo aquecimento destes com um arco elétrico estabelecendo entre um eletrodo revestido e a peça que está sendo soldada. A soldagem com eletrodos revestidos é usada na fabricação e montagem de diferentes equipamentos e estruturas, tanto em oficina como no campo, sendo particularmente interessante nesse último caso. O processo é usado basicamente como uma operação manual, sendo muitas vezes chamado simplesmente de soldagem manual, o custo da soldagem por eletrodo é o mais em conta.
O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça, formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas, recebem uma proteção adicional através do banho de escória, que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento.
OBJETIVO
Este trabalho tem o objetivo de entender o grau de dificuldade de abertura do arco elétrico, confecção do cordão de solda e, a percepção da geração de respingo, bem como realizar análise metalográfica dos cordões de solda, dos seguintes tipos de eletrodos: básico (E7018), rutílico (E6013) e celulósico (E6010).
METODOLOGIA
Irá ser aberto um cordão de solda com cada tipo de eletrodo com corrente contínua sobre chapa de aço na posição plana, fazendo a manutenção do arco sem deixar que ele se extingue e analisar a diferença e as dificuldades entre eles e suas penetrações na chapa analisada.
Os métodos para elaborar o corpo de prova para analise, realizou-se no laboratório, seguindo uma gama de normas e procedimentos, tanto de segurança como dos processos.
MONTAGEM EXPERIMENTAL
Os eletrodos utilizados no processo da realização da confecção dos cordões de soldas pelo professor foram os seguintes na tabela 1 abaixo.
Tabela 1 - Eletrodos 
	Eletrodo
	Tipo de revestimento
	Posição de soldagem ou tipo 
	E 7018
	Básico, potássio, pó de ferro
	Plana
	E 6013
	Rutílico com pó de ferro
	Plana
	E 6010
	Celulósico, sódio
	Plana
Fonte: elaborado pelo autor
Os equipamentos para soldagem com eletrodos revestidos foram de acordo com a figura 1 abaixo.
Figura 1 - Equipamentos 
Fonte: MARQUES, 2009, p.183
Padrão de tecimento utiliza-se conforma a figura 2 para os cordões de solda.
Figura 2 - Tecimento
Fonte: Fonte: MARQUES, 2009, p.200
Posicionamento para soldagem na posição plana de acordo com a figura 3 foi empregada na confecção dos cordões da solda.
Figura 3 – Posição 
Fonte: Fonte: Fonte: MARQUES, 2009, p.200
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Antes de começar a soldar, é explicado teoricamente e, em seguida demonstrado como cortar uma chapa pelo método oxicorte no equipamento conhecido como “tartaruga”. A prática a seguir como segurar corretamente o equipamento e como abrir o cordão. Foram feitas diversas tentativas de deposição de cordões com os eletrodos disponíveis, além de treinos de realização de deposição de cordões em diversas posições do eletrodo. 
Tendo iniciado um arco estável, para se conseguir uma boa soldagem é necessário controlar o comprimento de arco. Durante o processo, foram inevitáveis os pequenos movimentos na mão do soldador e a consequente mudança no comprimento do arco. Isto leva à mudança na taxa de fusão do eletrodo e, portanto, pode afetar a consistência do cordão de solda. O professor da disciplina confecciona os 3 cordões de solda na mesma chapa para analisar a macrografia, penetração, respingo e a forma de manusear os eletrodos.
DISCUSSÃO E RESULTADOS
Esse tipo de soldagem exige habilidade do soldador e por causa disso, a solda realizada não foi de excelente qualidade, principalmente pela dificuldade da formação do arco e manter os três movimentos constantes e uniformes, além de realizar um cordão de solda uniforme e resistente. Sobre os eletrodos, foram notadas as seguintes características. A figura 4 abaixo temos as perspectivas dos cordões de solda e suas respectivas numerações de acordo com as análises de resultados no corpo de prova, cortado de forma transversal e realizado a macrografia
Figura 4 – 3 cordões de solda
Fonte: própria do autor
Figura 5 - Macro do cordão 1
Fonte: própria do autor
A figura 5 acima foi utilizado o eletrodo E6010 no cordão de solda, ele proporcionou maior facilidade de abertura do arco, porém foi o de maior dificuldade na hora de manusear devido uma excessiva formação de salpicos, a escória é mínima e de fácil remoção visualmente mais limpa. O arco tem uma penetração profunda e, cordão de solda de boa qualidade podem ser depositados em todas as posições. Nele apresenta poros, pequenas trincas, libera bastante fumo. Aspecto do cordão com baixa velocidade de soldagem.
Figura 6 macro do cordão 2
Fonte: própria do auto
O eletrodo E6013 corresponde a figura 6 acima usado no cordão de solda, nele foi constato que o arco foi de média, porém quase baixa penetração, permitindo que metais de pequena espessura sejam soldados sem furar a peça, apresenta poros. Ele foi que obteve menor grau de dificuldade no quesito manuseio. Aspecto do cordão com arco elétrico muito alto.
O eletrodo E7018 utilizado no cordão de solda da figura 7 abaixo, arco é mais suave e com menos respingos, média penetração num estilo côncavo. O arco é bastante estável e possui facilidade de manuseio em todas as posições, apresenta poros. Ele não foi tão fácil como E6013, mas apresenta um baixo grau de dificuldade. Aspecto do cordão com corrente muito alta.
Figura 7 macro do cordão 3
Fonte: própria do autor
Todos os cordões das figuras 5,6 e 7 acima apresentaram porosidades, pelo seguinte motivo: é causada principalmente pela presença de gases na poça de fusão que não puderam sair para a atmosfera; esta ocorrência tanto pode estar relacionada a procedimentos de soldagem. É identificado visualmente as mordeduras nas extremidades dos cordões de solda nas figuras 5, 6 e 7. A mordedura é caracterizada pela fusão da superfície da chapa do metal de base próxima à margem do cordão. Dependendo da norma utilizada na soldagem, a mordedura é aceitável. Contudo, dependendo do material a soldar, pode ser bastante perigosa, visto que cria um entalhe na zona de ligação e concentra ainda mais tensão nesse local. As descontinuidades metalúrgicas são originadas por algum fenômeno metalúrgico presente na poça de fusão como o refino, a desoxidação, a desgaseificação e as transformações de fase no estado sólido, estas tanto na zona fundida quanto na zona afetada pelo calor.
CONCLUSÃO
Ao final deste relatório, conclui-se que o processo de soldagem por eletrodo revestido é o mais utilizado devido a sua versatilidade, mas quando paramos para analisar produtividade, o processo eletrodo fica bem atrás de outros processos de soldagem. O processo de soldagem por eletrodo revestido é totalmente manual, e a boa qualidade da solda, depende basicamente da habilidade e do conhecimento do soldador, mesmo assim é bastante utilizada em reparos, manutenção, na fabricação de equipamentos e na soldagem em campo. 
Os três