Dimensionamento de Tanque Séptico e Sumidouro
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Dimensionamento de Tanque Séptico e Sumidouro


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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
CIV0431-SANEAMENTO AMBIENTAL
DOCENTE: IZABELA CRISTIANE DE LIMA SILVA e CICERO ONOFRE DE ANDRADE NETO 
ALUNO: KOUTOUMI KUENDA KUTUMI
Dimensionamento de Tanque Séptico e Sumidouro
1. Dimensionar um sistema de tanques sépticos e sumidouro, de acordo com as disposições da norma ABNT NBR 7229/93 e ABNT NBR 13969/97, para os seguintes dados de projeto:
- Pop. N = 29 pessoas
- Temperatura ambiente média t = 22ºC
- Padrão de residências contribuintes: médio
- Intervalo entre limpezas do tanque: 1 ano (adotado)
- Taxa de percolação: 80 l/m².dia
RESOLUÇÃO
I DIMENSIONAMENTO DA FOSSA SÉPTICA.
1º Passo: Determinação das contribuições unitárias de esgoto (C) e de Lodo Fresco (Lf)
-Tomando a Resistência com padrão Médio Temos Pela Tabela 1 NBR7229/93 os seguintes valores:
C = 130 litros/dia x pessoa. Lf = 1 litros/dia x pessoa
C - Contribuição de despejos [L/(hab.d)] (Tab.1)
Lf - Contribuição de lodo fresco (Tab. 1).
2º Passo: Determinação do período de detenção (T)
- Para a determinação do período de detenção consultasse a tabela 2 (NBR7229/1993). Porém, antes disso é preciso calcular a contribuição diária, obtida a partir do produto entre a contribuição diária por pessoa vezes o número de pessoas.
C(diária) = N x C = 29 x 130 = 3770 litros/dia
Tomando 3770 litros/dia como contribuição diária consultasse a Tabela 2 (NBR7229/1993) e
Obtemos:
T = 0,83 dias
N- N° dos habitantes ou unid. Contribuintes (hab.) 
C - Contribuição de despejos [L/(hab.d)]. (Tab. 1)
T- Tempo de detenção. (Tab.2)
3º Passo: Determinação da taxa de acumulação total de lodo (K), por intervalo entre limpeza e temperatura de mês mais frio.
- Admitindo um valor de temperatura média para o mês mais frio do ano, compreendendo t>20, para o caso de Belém \u2013 PA, e um intervalo entre limpeza da fossa de 4 anos, consultasse a tabela 3 (NBR7229/1993), obtém-se
K = 177 dias
K- Taxa de acumulação total de lodo (Tab. 3)
4ºPasso: Cálculo do volume útil (V)
V = 1000 + N (C x T + K x Lf) \u2013 NBR7229/93
V - Volume útil (L);
N -N° dos habitantes ou unid. Contribuintes (hab.);
C - Contribuição de despejos [L/(hab.d)];
T - Tempo de detenção (d): Tab. 2;
K - Taxa (tempo) de acumulação de lodo (d);
Lf - Contribuição de lodo fresco (Tab. 1).
Colocando os dados obtidos nos passos anteriores, temos:
V= 1000 + 29(130 x 0,83 + 177 x 1) = 9262,1 litros 
Logo: V = 9,30 m³
5º Passo: Dimensionamento
Medidas internas: (Tab. 4 NBR7229)
- Profundidade útil (Tab. 4)
- Diâmetro interno mínimo: 1,10 m;
- Largura interna mínima: 0,80 m
- Comprimento/largura: - Mínimo: 2:1; -Máximo: 4:1.
- Conforme com o volume útil (V) obtido acima (V = 9,30 m³), pela tabela 4, V \u2265 6m³
Então:
Profundidade Mínima (Profmin) = 1,50m
Profundidade Máxima (Profmax) = 2,50m
- Sendo o engenheiro tem que ter o bom senso da visão da coisa que ele está construindo; arbitrarmos um valor para a largura; W= 1,65 m (pois é uma média das profundidades úteis mínimas dos volumes úteis de 6.0m³ a 10,0 m³ e o volume mais que 10,0 m³) que encaixa no critério da profundidade útil mínima e máxima por faixa de volume útil de 6,0 m³ a 10,0 m³ (Tab. 4) para a solução Tipo Prismática. 
Pela norma, a relação L/W está entre 2:1 e 4:1 1,50 \u2264 L/W \u2264 2,50 1,50 \u2264 L/1,65 \u2264 2,50; 
então: 2,5 m \u2264 L \u2264 4,1 m
Sabendo-se: V= L.W.h h= V/(L.W)
Com: 
V - Volume da fosse séptica
W- Largura interna total
h- Profundidade útil 
Para L= 2,5 m
H= 9,2621/ (2,50x1,65) h= 2,25 m
Para L= 4,1
H= 9,3/ (4,10x1,65) h=1,4 m, a ser desprezada 
Logo, para um valor arbitrando da largura W= 1,65m, a profundidade a ser tomada que cabe no intervalo 2,55 m a 4,25 m é: h= 2,25 m
Nessa profundidade, a fossa séptica terá uma área de:
A=V/H= 9,3/2,25 ou A=(L.W)= 2.5x1.65 = A=4,13m²
Então temos: L=2,5m; W= 1,65 m e h=2,25m
II DIMENSIONAMENTO DO SUMIDOURO
Sendo-se:
 C(diária) = Ve = N x C = 29 x 130 = 3770 litros/dia e Ci= 80 l/m².dia
Quer dizer: mesma residência com uma população de 29 pessoas, contribuem com 3770 litros/dia
N- N° dos habitantes ou unid. Contribuintes (hab.);
C - Contribuição de despejos [L/(hab.d)]. (Tab. 1)
Ci - Coeficiente de infiltração do terreno ou Taxa de percolação (dado no enunciado).
Cálculo da área das paredes do sumidouro
Af=Ve/Ci=3770/80 Af=47,125 m²
Ve - Volume de efluente
Ci - Coeficiente de infiltração do terreno ou Taxa de percolação
Af \u2013 Área necessária das paredes do sumidouro 
Calculo da profundidade do sumidouro de forma cilíndrico
Sabemos: Af = \u3c0.ø.H H= Af/(\u3c0.ø)
Af- Área necessária das paredes do sumidouro
ø- Diâmetro do sumidouro
H- Altura ou profundidade do sumidouro
- Arbitrando um valor para o diâmetro ø=2,50 m,
Teremos: H=47,125/3,14x2,50 H=6,0031m H=6 m
A altura sendo mais grande, seguindo a Tabela 5, 
Pois com essa área de 47,125 m² e com o diâmetro arbitrando de 2,50 m e a altura sendo mais grande (H=6 m) não corresponde na norma da construção do sumidouro.
Seguindo a tabela 5, podemos dividir os sumidouros.
Primeira alternativa
Dois (2) sumidouros de três metros (3m) da profundidade útil cada, sendo não muda o diâmetro. Onde: 23,550m²x2= 41,71m²
Segunda alternativa
Três (3) sumidouros de dois metros (2m) da profundidade útil cada, sendo não muda o diâmetro. Onde: 15,700m²x3= 41,71m²
- Segundo a ABNT, NBR nº 13.969/1997 \u201cValas de infiltração podem ser utilizadas para infiltrar no solo efluentes de sistemas de tratamento de esgotos e consistem basicamente de condutos não estanques (usualmente tubos perfurados) envolvidos com pedras britadas e alinhados no interior de valas recobertas, com baixa declividade.
O conduto distribui o efluente ao longo da vala, propiciando sua infiltração subsuperficial\u201d.
- É o processo de tratamento/disposição final do esgoto
- Consiste na percolação do esgoto no solo
- Depuração devido aos processos físicos (retenção de sólidos) e bioquímicos (oxidação)
- O desempenho depende das características do solo, assim como do seu grau de saturação por água