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Direito Civil: Pessoa Natural

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PESSOA NATURAL
Teoria Geral do Direito Civil
Pessoa Natural
“Pessoa natural" é o ser humano considerado como sujeito de direitos
e obrigações.
Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Pessoa Natural x Pessoa Jurídica
Início da Personalidade
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com
vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
De acordo com o sistema adotado, tem-se, pois, o nascimento com
vida como o marco inicial da personalidade.
Início da Personalidade
Respeitam-se, porém, os direitos do nascituro, desde a concepção, pois
desde esse momento já começa a formação do novo ser.
Pela Resolução n. 1/88 do Conselho Nacional de Saúde, o nascimento com vida é a "expulsão ou extração completa do produto da concepção quando, após a separação, respire e tenha batimentos cardíacos, tendo sido ou não cortado o cordão, esteja ou não desprendida a placenta".
Início da Personalidade
Ocorre o nascimento quando a criança é separada do ventre materno, não importando que tenha o parto sido natural, feito com o auxílio de recursos obstétricos ou mediante intervenção cirúrgica. O essencial é que se desfaça a unidade biológica, de forma a constituírem, mãe e filho, dois corpos, com vida orgânica própria, mesmo que não tenha sido cortado o cordão umbilical. Para se dizer que nasceu com vida, todavia, é necessário que haja respirado. Se respirou, viveu, ainda que tenha perecido em seguida. Lavram-se, nesse caso, dois assentos, o de nascimento e o de óbito (LRP, art. 53, § 2º).
Início da Personalidade
Início da Personalidade
Início da Personalidade
O Supremo Tribunal Federal não tem uma posição definida a respeito das referidas teorias, ora seguindo a teoria natalista, ora a concepcionista (cf. RE 99.038, Reclamação 12.040-DF e ADI 3.510). O Superior Tribunal de Justiça, no entanto, tem acolhido a teoria concepcionista, reconhecendo ao nascituro o direito à reparação do dano moral.
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com
vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
É necessário dizer, ainda, que todo nascimento deve ser registrado (Lei
n. 6.015/73, arts. 29, I (com redação do Decreto n. 6.828/2009), 50 e
53; Lei n. 9.053/95; CC, art. 92, I; CF, art. 52, LXXVI, a; RT, 750:362,
835:206), mesmo que a criança tenha nascido morta ou morrido
durante o parto (LRP, art. 53 e § 2fl). Se for natimorta o assento será
feito no livro "C Auxiliar“ (Lei n. 6.015/73, art. 33, V), contendo os
elementos arrolados no art. 54 da referida lei, e exige indicação de
nomes e prenomes, da profissão e da residência das duas testemunhas
do assento, quando se tratar de parto ocorrido sem assistência médica
em residência ou fora de unidade hospitalar ou casa de saúde. Se
morreu por ocasião do parto, tendo respirado, serão feitos dois
registros: o de nascimento e o de óbito (Lei n. 6.015/73, art. 53, §§ 1ª e
2º).
O registro de nascimento é uma instituição pública destinada a identificar os cidadãos, garantindo o exercício de seus direitos. Todo nascimento que ocorre no território nacional deve ser dado a registro, no local onde se deu o parto ou no da residência dos pais. O art. 52 da Lei n. 6.015/73 apresenta uma ordem sucessiva dos que têm a obrigação de fazer a declaração de nascimento. Em regra, é o pai; em sua falta ou impedimento, a mãe, dentro do prazo de 15 dias. Se houver distância maior de 30 km do cartório, tal prazo será ampliado em até 3 meses (Lei n. 9.053/95, que altera o art. 50 da Lei n. 6.015/73). No impedimento de ambos, cabe ao parente mais próximo, desde que maior; na falta deste, aos administradores de hospitais, médicos, parteiras, que tiverem assistido o parto ou pessoa idônea da casa em que ocorrer, sendo fora da residência da mãe; finalmente, as pessoas encarregadas da guarda do menor. Essas pessoas terão o mesmo prazo da mãe, a contar do momento em que souberam do impedimento.
Pessoa Natural
Art. 50. Todo nascimento que ocorrer no território nacional deverá ser dado a registro, no lugar em que tiver ocorrido o parto ou no lugar da residência dos pais, dentro do prazo de quinze dias, que será ampliado em até três meses para os lugares distantes mais de trinta quilômetros da sede do cartório.
§ 1º Quando for diverso o lugar da residência dos pais, observar-se-á a ordem contida nos itens 1º e 2º do art. 52.
§ 2º Os índios, enquanto não integrados, não estão obrigados a inscrição do nascimento. Este poderá ser feito em livro próprio do órgão federal de assistência aos índios.
§ 3º Os menores de vinte e um (21) anos e maiores de dezoito (18) anos poderão,
pessoalmente e isentos de multa, requerer o registro de seu nascimento.
§ 4° É facultado aos nascidos anteriormente à obrigatoriedade do registro civil requerer, isentos de multa, a inscrição de seu nascimento. § 5º Aos brasileiros nascidos no estrangeiro se aplicará o disposto neste artigo, ressalvadas as prescrições legais relativas aos consulados.
Art. 51. Os nascimentos ocorridos a bordo, quando não registrados nos termos do artigo
65, deverão ser declarados dentro de cinco (5) dias, a contar da chegada do navio ou aeronave ao local do destino, no respectivo cartório ou consulado.
Art. 52. São obrigados a fazer declaração de nascimento:
1º) o pai ou a mãe, isoladamente ou em conjunto, observado o disposto
no § 2o do art. 54; (Redação dada pela Lei nº 13.112, de 2015)
2º) no caso de falta ou de impedimento de um dos indicados no item 1o, outro indicado, que terá o prazo para declaração prorrogado por 45 (quarenta e cinco) dias;
3º) no impedimento de ambos, o parente mais próximo, sendo maior achando-se presente;
4º) em falta ou impedimento do parente referido no número anterior os administradores de hospitais ou os médicos e parteiras, que tiverem assistido o parto;
5º) pessoa idônea da casa em que ocorrer, sendo fora da residência da mãe;
6º) finalmente, as pessoas encarregadas da guarda do menor.
Pessoa Natural
Capacidade Jurídica
Da análise do art. 1º do Código Civil surge a noção de capacidade, que é a maior ou menor extensão dos direitos e dos deveres de uma pessoa.
Capacidade de direito x Capacidade de fato
Capacidade Jurídica
Capacidade de direito
A que todos têm, e adquirem ao nascer com vida, é a capacidade de direito ou de gozo, também denominada capacidade de aquisição de direitos. Essa espécie de capacidade é reconhecida a todo ser humano, sem qualquer distinção. Estende-se aos privados de discernimento e aos infantes em geral, independentemente de seu grau de desenvolvimento mental. Podem estes, assim, herdar bens deixados por seus pais, receber doações etc.
Capacidade Jurídica
Capacidade de fato
Nem todas as pessoas têm, contudo, a capacidade de fato, também denominada capacidade de exercício ou de ação, que é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil. Por faltarem a certas pessoas alguns requisitos materiais, como maioridade, saúde, desenvolvimento mental etc., a lei, com o intuito de protegê-las, malgrado não lhes negue a capacidade de adquirir direitos, sonega-lhes o de se autodeterminarem, de os exercer pessoal e diretamente, exigindo sempre a participação de outra pessoa, que as representa ou assiste.
Incapacidade Jurídica
A incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil, devendo ser sempre encarada estritamente, considerando-se o princípio de que "a capacidade é a regra e a incapacidade a exceção".
Não se confunde com LEGITIMIDADE.
Referem-se à legitimação que é "a posição das partes, num ato jurídico, negocial ou não, concreto e determinado, em virtude da qual elas têm competência para praticá-lo.
Incapacidade Jurídica
Incapacidade Jurídica
Incapacidade Jurídica
Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.
O Código de 2002 também considera que o ser humano,