APOSTILA DE SAUDE COLETIVA - ENFERMAGEM
93 pág.

APOSTILA DE SAUDE COLETIVA - ENFERMAGEM


DisciplinaSaúde Coletiva9.930 materiais69.095 seguidores
Pré-visualização27 páginas
\ufffdPAGE \ufffd
\ufffdPAGE \ufffd3\ufffd
ESCOLA NOVAERENSE	
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
SAÚDE COLETIVA
MÓDULO II
SAÚDE COLETIVA
Prof(a): Jennifer D. B. Melo
Nome: ______________________________________________________________________\ufffd
SUMÁRIO
3UNIDADE I \u2013 SAÚDE COLETIVA	\ufffd
31. INTRODUÇÃO	\ufffd
42. A ENFERMAGEM EM SAÚDE COLETIVA	\ufffd
43. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA	\ufffd
74 DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE (DSS)	\ufffd
8UNIDADE II \u2013 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO	\ufffd
81. INTRODUÇÃO	\ufffd
92. O PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES (PNI)	\ufffd
123. ESTABELECIMENTO DE ESTRATÉGIAS	\ufffd
144. VACINAÇÃO: CONCEITOS BÁSICOS	\ufffd
165. AGENTES IMUNIZANTES	\ufffd
206. CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA	\ufffd
227. CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE	\ufffd
238. CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADULTO E DO IDOSO	\ufffd
25UNIDADE III - VACINAS	\ufffd
251.BCG	\ufffd
262. HEPATITE B	\ufffd
273. VACINAS CONTRA POLIOMIELITE - SABIN	\ufffd
284. DTP + Hib	\ufffd
295. DTP TRIPLICE BACTERIANA	\ufffd
306. dT DUPLA TIPO ADULTA	\ufffd
317. VACINA CONTRA TÉTANO	\ufffd
328. VACINA CONTRA HAEMOPHILUS INFLUENZAE DO TIPO B	\ufffd
339. TRIPLICE VIRAL \u2013 TRIVIRAL	\ufffd
3410. VACINA CONTRA SARAMPO	\ufffd
3511. VACINA CONTRA SARAMPO E RUBÉOLA (VACINA DUPLA VIRAL)	\ufffd
3612. VACINA CONTRA RUBÉOLA	\ufffd
3713. FEBRE AMARELA	\ufffd
3814. VACINA CONTRA ROTA VÍRUS	\ufffd
3915. VACINA INFLUENZA	\ufffd
41UNIDADE IV - REDE DE FRIO E TRANSPORTE DE IMUNOBIOLÓGICOS	\ufffd
411. REDE DE FRIO	\ufffd
412. CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS VACINAS	\ufffd
413. CONCEITO E PRINCÍPIOS	\ufffd
414. PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA ARMAZENAMENTO	\ufffd
435. ORGANIZAÇÃO DA SALA DE VACINA	\ufffd
446. PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA NA SALA DE VACINAÇÃO	\ufffd
46UNIDADE V \u2013 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA	\ufffd
461. INTRODUÇÃO	\ufffd
462. PROPÓSITOS E FUNÇÕES	\ufffd
463. COLETA DE DADOS E INFORMAÇÕES	\ufffd
474. DIAGNÓSTICO DE CASOS	\ufffd
485. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES	\ufffd
486. INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DE CAMPO	\ufffd
487. PROCESSAMENTO E ANÁLISE DE DADOS	\ufffd
488. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS	\ufffd
489. NORMATIZAÇÃO	\ufffd
4810. RETROALIMENTAÇÃO DO SISTEMA	\ufffd
4911. SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA	\ufffd
4912. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA	\ufffd
51UNIDADE VI \u2013 VIGILÂNCIA SANITÁRIA	\ufffd
511. CONTEXTO HISTÓRICO	\ufffd
54UNIDADE VII \u2013 TERMINOLOGIA ESPECÍFICA	\ufffd
541. CONCEITO	\ufffd
55UNIDADE VIII \u2013 DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS	\ufffd
551. TÉTANO	\ufffd
572. DOENÇA DE CHAGAS	\ufffd
583. LEPTOSPIROSE	\ufffd
604. POLIOMIELITE	\ufffd
615. LEISHMANIOSE VISCERAL	\ufffd
636. HEPATITES	\ufffd
667. ESQUISTOSSOMOSE MANSONICA	\ufffd
678. HANSENÍASE	\ufffd
699. MALÁRIA	\ufffd
7110. MENINGITE	\ufffd
7311. FEBRE AMARELA	\ufffd
7512. TOXOPLASMOSE	\ufffd
7613.RICKETIOSES E FEBRE MACULOSA	\ufffd
7814. VARICELA	\ufffd
7915. DENGUE	\ufffd
8116. TUBERCULOSE	\ufffd
8317. RAIVA	\ufffd
8518. AIDS	\ufffd
87ANEXOS	\ufffd
\ufffd\ufffd
UNIDADE I \u2013 SAÚDE COLETIVA
1. INTRODUÇÃO	
	A Saúde Coletiva é um movimento que surgiu na década de 70 contestando os atuais paradigmas de saúde existentes na América Latina e buscando uma forma de superar a crise no campo da saúde. Ela surge devido à necessidade de construção de um campo teórico-conceitual em saúde frente ao esgotamento do modelo científico biologicista da saúde pública. 
	A saúde pública é entendida como vários movimentos que surgiram tanto na Europa quanto nas  Américas como forma de controlar, a priori,  as endemias que ameaçavam a ordem econômica vigente e depois como controle social, buscando a erradicação da miséria, desnutrição e analfabetismo.
	Contudo os vários modelos de saúde pública não conseguiram estabelecer uma política de saúde democrática efetiva e que ultrapassasse os limites interdisciplinares, ou seja, ainda permanecia centrado na figura hegemônica do médico. 
	Dessa forma, muitos programas de saúde pública, endossados pela Organização Mundial de Saúde, ficaram reduzidos à assistência médica simplificada, isto é, aos serviços básicos de saúde; resumindo: para uma população pobre um serviço pobre. 	Para a compreensão mais aprofundada do movimento da saúde pública, iniciado no auge da revolução industrial da Inglaterra com a medicina social, passando pelo sanitarismo  norte americano e a medicina preventiva, entre outros, até chegar à crise epistemológica da "nova" saúde pública e a saúde coletiva, seria necessário um aprofundamento histórico e social sobre o movimento da saúde pública até chegarmos à saúde coletiva.
	No início do século XX, apesar da alta mortalidade, não existiam hospitais públicos, apenas entidades filantrópicas, mantidas por contribuições e auxílios governamentais. 
	Para as pessoas com melhores condições financeiras existia a assistência médica familiar (IYDA,1993). O hospital que havia até então contava apenas com trabalho voluntário, sendo um depósito de doentes que eram isolados da sociedade com o objetivo de não "contagiá-la" (SCLIAR,1987). 
Nas primeiras décadas do século, houve um grande crescimento econômico no Brasil, no entanto foi um período de crise sócio-econômica e sanitária, porque a febre amarela, entre outras epidemias, ameaçavam a economia agro exportadora brasileira, prejudicando principalmente a exportação de café, pois os navios estrangeiros se recusavam a atracar nos portos brasileiros, o que também reduzia a imigração de mão-de-obra. Para reverter a situação, o governo criou medidas que garantissem a saúde da população trabalhadora através de campanhas sanitárias de caráter autoritário (SCLIAR,1987). 
	Somente na década de 20 é que se dá a primeira medida concreta, em nível nacional, para a criação do sistema de saúde pública. A Diretoria Geral de Saúde Pública é organizada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, que resolve o problema sanitário, implementando, progressivamente, instituições públicas de higiene e saúde. Oswaldo Cruz adotou o modelo das 'campanhas sanitárias' (inspirado no modelo americano, mas importado de Cuba), destinado a combater as epidemias urbanas e, mais tarde, as endemias rurais (LUZ,1991). 
	As campanhas de saúde pública eram organizadas de tal forma que assemelhavam-se a campanhas militares, dividindo as cidades em distritos, encarcerando os doentes portadores de doenças contagiosas e obrigando, pela força, o emprego de práticas sanitaristas. Esta situação levou à "Revolta da Vacina", no Rio de Janeiro, quando a população revoltou-se com a obrigatoriedade da vacina contra a varíola (SCLIAR, 1987). 
	A partir de 1983, a sociedade civil organizada reivindicou, junto com um Congresso firme e atuante, novas políticas sociais que pudessem assegurar plenos direitos de cidadania aos brasileiros, inclusive direito à saúde, visto também como dever do Estado. "Pela primeira vez na história do país, a saúde era vista socialmente como um direito universal e dever do Estado, isto é, como dimensão social da cidadania." (LUZ, 1991) 
	- Final do séc. XIX : ações sanitárias isoladas, combate a febre amarela
- Início XX: programas de saneamento e de controle de endemias (reforma Carlos Chagas, 1923) 
- 1966: INPS - estende benefícios aos trabalhadores formalmente empregados 
- Década de 70: o movimento sanitarista e a universalização do acesso à assistência médica 
- 1988-90: SUS = descentralização e municipalização dos serviços de saúde
- 2001: NOAS SUS \u201cresponsabilidades e ações estratégicas mínimas de atenção básica\u201d: controle da tuberculose, eliminação da hanseníase...
- 2001-02: PITS, PSF, PACS e CN-DST/AIDS: descentralização das ações de prevenção e controle das DST\u2019s
2. A ENFERMAGEM EM SAÚDE COLETIVA
	Dirigir a prática profissional no sentido da responsabilidade pela implementação das mudanças necessárias e a adoção de uma postura solidária junto a clientela atendida, reconhecendo suas principais necessidades.
Reconhecer-se como sujeito/profissional ativo do processo de mudanças necessárias.
Manter uma postura participativa e criativa, balizada pela realidade do exercício profissional.
3. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA 
 
	É o nome dado ao conjunto de processos interativos compreendendo \u201cas inter-relações
EDMILCE
EDMILCE fez um comentário
Poderia enviar esse material pro meu email? mibi165
0 aprovações
Carregar mais