manual arbitragem
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MANUAL DE 
ARBITRAGEM 
PARA ADVOGADOS
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CONSELHO FEDERAL DA OAB
MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO
Presidente
CLAUDIO PACHECO PRATES LAMACHIA
Vice-Presidente
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO
Secretário-Geral
CLÁUDIO STÁBILE RIBEIRO
Secretário-Geral Adjunto
ANTONIO ONEILDO FERREIRA
Diretor Tesoureiro
ALDEMAR MOTTA JÚNIOR
Presidente da Comissão Especial de Conciliação, Mediação e Arbitragem
CACB
JOSÉ PAULO DORNELLES CAIROLI - RS
Presidente
ROGÉRIO PINTO COELHO AMATO - SP
1º Vice Presidente
JARBAS LUIS MEURER - TO 
Diretor Secretário
GEORGE TEIXEIRA PINHEIRO \u2013 AC
Diretor Financeiro
EDUARDO DA SILVA VIEIRA
Coordenador CBMAE
Capa
HENDERSON LUCIO SAMPAIO
Editoração e Diagramação
LÍGIA UCHÔA
ISBN 
978-85-7966-037-5 
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Prefácio Conselho federal da OAB.........................................................07 
Aspectos Introdutórios da Arbitragem.................................................10
Thiago Rodovalho
O Papel do Advogado na Arbitragem.....................................................18
Aldemar Motta Júnior
Reforma da Lei de Arbitragem................................................................35
Silvia Rodrigues Pachikoski
Escolha de Norma Material em Arbitragem..........................................42
Joaquim de Paiva Muniz
Arbitrabilidade.......................................................................................48
Cesar A. Guimarães Pereira
Convenção de Arbitragem......................................................................64 
Francisco José Cahali
O Árbitro.................................................................................................72
Daniel F. Jacob Nogueira
A Função das Entidades Arbitrais..........................................................88
Ana Lúcia Pereira
O Procedimento Arbitral.......................................................................96
Ricardo Ranzolin
A prova pericial da Arbitragem...........................................................109
Francisco Maia Neto
Sentença Arbitral.................................................................................116
Asdrubal Júnior
A Homologação de Sentença Arbitral Estrangeira............................128
João Bosco Lee
Anexos...................................................................................................135
Sumário
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Prefácio Conselho federal da oab
Marcus Vinicius Furtado Coêlho1
Sentimos todos orgulho de mais um feito da Comissão de Conciliação, 
Mediação e Arbitragem do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil (CEMCA/CFOAB), pelo lançamento do seu Manual de Arbitragem.
Vivemos o ápice da crise daJustiça, em que quase 100 milhões processos 
tramitam em nossas cortes judiciais. O resultado é a grande morosidade 
na prestação jurisdicional. E, como nunca se pode olvidar, Justiça lenta é 
justiça falha. Perdem todos: os advogados, soterrados por processos, mas 
com honorários aviltados; os clientes, cujas causas nunca chegam ao fim; 
e mesmo os juízes, com suas pilhas de autos, ainda que virtuais. Perde 
principalmente a sociedade que, impotente diante do grande abismo 
entre demanda e prestação jurisdicional, não vê seus conflitos pacificados.
Há que se pôr fim a esse ciclo pernicioso, o que só ocorrerá com a maior 
popularização dos meios alternativos (também ditos adequados) de 
solução de conflitos - MASC\u2019s. Eles não só abrem mais vias para dirimir 
litígios, como podem oferecer foros mais adequados, tal como arbitragem, 
para controvérsiasmais especializadas, servindo assim para tornar 
verdadeiro e efetivo os ideais constitucionais não só de justiça, mas de 
bem-estar, igualdade, desenvolvimento, entre outros - insculpidos na 
Constituição Federal pátria de 1988, desde o seu preâmbulo.
Além de tudo, os MASC\u2019s abrem um campo de trabalho imenso para os 
advogados, como árbitros. Para cada caso de arbitragem de maior monta, 
surgem pelo menos três oportunidades, pois haverá em regra geral três 
1 Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.
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árbitros; além da inegável manutenção dos postos de trabalho para os 
advogados que patrocinam os que contendem, pois não há como imaginar 
que compareçam as partes a um Juízo Arbitral sem a assessoria de um 
advogado.
Elucida-se, ainda, a falácia de que a celeridade trazida pela arbitragem 
seria desfavorável ao interesse da advocacia. Pelo contrário, nada 
interessa mais ao advogado, o qual se remunera principalmente pela 
sucumbência e pelos honorários de sucesso, do que um deslinde rápido 
e eficiente do processo. 
A situação atual, de processos que levam décadas para se resolver, só 
atenta contra a dignidade financeira da classe e a dignidade da pessoa 
humana, bem maior constitucional, insculpido em nossa Carta Magna 
de 1988. Atenta também contra os interesses das partes, que se veem 
tendo que contingenciar valores para fazer frente a eventuais passivos 
decorrentes de demandas que não se findam jamais, além de impedir que 
as relações comerciais/mercantis se restabeleçam para benefício de toda 
a sociedade, através do incremento da circulação de riquezas, aumento do 
número de postos de trabalho, recolhimento de impostos etc.; ou seja, ao 
incentivar o uso dos métodos adequados de resolução de conflitos, entre 
eles a mediação e a arbitragem, temos a oportunidade de inverter os sinais, 
tornando virtuoso, o que a sociedade como um todo e especialmente a 
classe jurídica, conhece desde as priscas Ordenações do Reino (Alfonsinas, 
Filipinas etc.) como um ciclo vicioso.
Nesse contexto, a CEMCA/CFOAB tem feito um trabalho de primorosa 
qualidade na divulgação dos MASC\u2019s Brasil afora, onde não são conhecidos 
ou utilizados, e de sua consolidação e fortalecimento nos locais onde já o 
são. Tem sido esta Comissão Especial ator fundamental na interlocução da 
OAB com a sociedade e com os órgãos públicos ou privados que apoiam a 
utilização destes métodos, de comprovada eficácia. 
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Nessa toada, vale relembrar um de seus recentes feitos, que em dezembro 
de 2014 trouxe também ao mundo jurídico o Manual de Mediação Para 
Advogados -escrito por advogados, cumprindo missão apontada pela OAB 
Nacional - firmou convênio com o Ministério da Justiça para a elaboração 
do Manual de Mediação (que recebeu o símbolo da ENA/CFOAB), a servir 
de orientação a todos os advogados que desejem trilhar a senda da missão 
do operador do Direito contemporâneo: mitigação da cultura do litígio e 
consolidação da cultura da não adversarialidade; futuro próximoem que 
não haveráque se falar em distribuição de Justiça sem se falar nos métodos 
adequados de resolução de conflitos. É um caminho sem volta!
Na interlocução da OAB Nacional com os demais atores que pugnam pela 
expansão e fortalecimento dos MASC\u2019s, importante frisar a permanente 
parceria com o Ministério da Justiça, Secretaria de Reforma do Judiciário, 
CNJ, entre outros. Não se pode deixar de exaltar e aplaudir o desprendimento 
da CACB e do SEBRAE que uniram esforços à OAB Nacional \u2013 em parceria 
inédita, através da CEMCA/CFOAB -, o que permitiu fosse esta obra. hoje, 
uma realidade. É o esforço de todos em prol do bem comum. 
Por todos esses motivos, a atual gestão da OAB Nacional tem dado 
prioridade na divulgação e democratização da mediação e arbitragem no 
Brasil, inclusive colaborando para o aprimoramento dos marcos legais. Este 
Manual segue essa linha de atuação e esperamos,através dela,difundir 
os meios adequados de resolução de controvérsias por todo o Brasil, 
vencendo as naturais resistências inerentes ao novo(ao menos para grande 
parte dos advogados brasileiros), e conquistando entre a advocacia pátria 
novos adeptos ao método que, em poucas palavras, significa \u201cfuturo\u201d e 
\u201cpacificação social\u201d.
Encerro estas palavras reafirmando o compromisso da OAB Nacional