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Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

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do 
antebraço por meio de uma espiral, inversões seguidas ou 
alternadas ou em cruzados, umas e outras sempre feitas na face 
posterior do antebraço e no sentido ascendente até junto da 
articulação do cotovelo; aqui termina por duas circulares, que não 
devem prejudicar os movimentos da articulação. 
Cruzado do cotovelo, anterior (7 cm) 
Inicia-se em torno do antebraço, um pouco abaixo da articulação, 
seguidas de uma diagonal ascendente ao braço um pouco acima da 
flexura onde faz uma circular, para em seguida descer em diagonal 
até às circulares iniciais. Repetir este oito em circulares, até que 
esteja coberto o cotovelo. Terminar acima da articulação. 
Cruzado do cotovelo, posterior 
O mesmo material e a mesma técnica do cruzada anterior, devendo-
se cobrir o cotovelo com a face posterior voltada para nós. 
Leque do cotovelo (5 a 7 cm) 
Braço em semi-flexão. Inicia-se em plena flexura, com duas 
circulares, seguidas de novas circulares abaixo e acima das 
primeiras, que na face posterior se vão distanciando umas das 
outras um a dois centímetros, formando abertura em leque 
divergente e que na face anterior se sobrepõem. Executa-se o 
número de voltas necessárias até se obter a cobertura do penso. 
Termina no braço. 
 
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Ligadura do braço/espirais, cruzados ou inversões (6 a 7 cm) 
Principia em torno do braço, logo acima da articulação do cotovelo. 
Em seguido realiza-se uma espiral, inversões ou cruzados ao longo 
da face externa do braço, a partir da parte inferior até atingir a raiz 
do braço. Termina aqui a ligadura com duas circulares a sobrepor. 
 
 
 
� Ligaduras dos membros inferiores 
Espiral de um dedo do pé (2 a 3 cm) 
Inicia-se a ligadura na região metatársica, seguida de uma diagonal 
descendente à extremidade do dedo. Concluído a cobertura do dedo 
executa-se uma diagonal, agora ascendente, até às duas circulares 
iniciais, onde a ligadura termina. 
Cruzado do pé (5 a 7 cm) 
Ligadura útil na contenção dos pés. Executa-se por duas 
modalidades: 
Ascendente - preferida para o início das ligaduras que atingem a 
perna. Inicia-se em torno da região metatársica, de forma que o 
bordo da ligadura passe a rasar a base de dedo mínimo. Segue-se 
uma diagonal ascendente da esquerda para a direita; até à região 
supra -maléolar, aqui faz-se uma circular e desce uma nova 
diagonal a cruzar a anterior ao bordo do pé. Repetir este oito pelo 
menos mais duas vezes, dando três passadas ascendentes, 
cobrindo 2/3 da precedente, que se cruzam no peito do pé. 
Descendente - preferida nas ligaduras dos ferimentos dos pés. A 
mesma técnica da anterior com as seguintes alterações: o início da 
ligadura é na região supra - maléolar seguindo-se uma diagonal 
descendente. 
Leque ou coifa do calcanhar 
Há três tipos de leque para o calcanhar: 
 
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Clássico (5 a 7 cm) - Inicia-se em pleno bordo do calcanhar 
do peito do pé, continuando a fazer circulares distanciadas 
umas das outras 2 cm na região do calcanhar e a sobrepor no 
peito do pé. Estas circulares, a abrir em leque posterior, 
alternadamente, ora para o lado da perna ora para o lado do 
pé, executam- se o número de vezes julgadas necessárias até 
cobrir o penso. Termina na região maléolar. 
De Arruda (5 a 7 cm) - Inicia-se na região metatársica, em 
seguida a ligadura oblíqua para o lado do calcanhar, para aí 
executar o leque com a técnica do anterior. 
De Chavesse (5a7 cm) – Inicia-se aplicando a ponta inicial da 
ligadura sobre o maléolo, que se encontra à esquerda 
(externo no pé direito, interno no esquerdo), conduz-se a 
ligadura pelo peito do pé, maléolo do lado oposto, vértice do 
calcanhar, até atingir a ponta inicial. Repete-se esta volta com 
a ligadura a sobrepor. Em seguida faz-se uma terceira volta 
que, no calcanhar, se afasta cerca de 3 cm para cima e uma 
quarta que se afasta para baixo. Estas 4 passadas cobrem o 
calcanhar e com o rolo no peito do pé conduz-se 
obliquamente até ao tendão de Aquiles, onde cobre o bordo 
superior das circulares, desde obliquamente, por debaixo do 
maléolo do nosso lado, até ao bordo do pé que atravessa por 
debaixo da planta, contorna o pé do lado oposto, atinge a face 
dorsal para seguir novamente ao tendão de Aquiles. Desce ao 
bordo do pé, de trás para diante e por debaixo do maléolo da 
lado oposto e daqui passa pela planta do pé até contornar de 
novo o bordo do nosso lado, sobe ao peito do pé e cruza a 
anterior. Termina na região maléolar. 
Ligadura recorrente do pé (7 cm) 
Ligadura que se destina a cobrir pensos que envolvem todo o pé. 
Inicia-se na região metatársica, depois e a começar a meio da face 
 
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dorsal do pé, executa-se uma série de recorrentes, isto é, a partir da 
parte central, onde se faz a primeira passada, à extremidade do 
penso, seguindo-se uma à direita e outra à esquerda e assim 
alternadamente até o cobrir totalmente. Estas recorrentes fixam-se 
com duas circulares a sobrepor as iniciais que servem de início a um 
cruzado ascendente, para terminar a cobertura do pé. Se for 
necessário cobrir o calcanhar, executa-se, a partir das duas 
circulares que fixam as recorrentes, um leque de Arruda, e só depois 
deste feito se conclui a ligadura com o cruzado, que termina em 
torno da perna. 
Ligadura da perna (6 a 7 cm) 
Ligadura destinada à contenção de pensos da perna. Inicia-se na 
região supra-maléolar, em seguida continua-se a progressão ao 
longo da perna por meio de espiral, cruzados ou inversões, seguidas 
ou alternadas. Atingindo a parte superior da perna, abaixo da 
articulação do joelho, termina-se. 
Cruzado anterior do joelho (7 cm) 
Destina-se à contenção de pensos no joelho e à imobilização da 
articulação. Começa-se em forno da perna, abaixo do joelho. Em 
seguida executa-se uma diagonal ascendente da esquerda para a 
direita, até atingir a parte inferior da coxa, aqui faz-se uma circular, 
para em seguida fazer nova diagonal, agora descendente, da coxa à 
perna, a cruzar a anterior. Continuam-se a executar diagonais 
ascendentes e descendentes, mas sem circulara a coxa, até cobrir 
totalmente o joelho. Termina na coxa a sobrepor a circular que foi 
feita no primeiro oito do joelho. 
Cruzado posterior do joelho (7 cm) 
Utiliza-se a mesma técnica da anterior, apenas com a diferença de 
que no posterior o cruzado, forma a espiga sobre a região poplítea. 
Esta ligadura executa-se com o doente em decúbito lateral, de forma 
que o membro inferior fique de lado. 
 
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Leque do joelho (7 a 8 cm) 
Destina-se à contenção de pensos no joelho e que permite 
aumentar a mobilidade normal da articulação. Coloca-se o membro 
em semi-flexão, inicia-se a ligadura a contornar o joelho, ao nível da 
rótula. Depois destas concluídas, continuam a fazer-se circulares 
que abrem em leque, para baixo e para cima na face anterior da 
articulação. Isto é, por cada passada circular a ligadura afasta-se na 
frente 1 a 2 cm, uma vez para o lado da perna e outra para o lado da 
coxa e assim o número de vezes necessárias até cobrir o penso. O 
afastamento é só na parte anterior do joelho. Na região poplítea, as 
passadas da ligadura sobrepõem-se. Conclui-se na coxa. 
Ligadura da coxa (10 a 12 cm) 
Ligadura destinada à contenção de pensos da coxa. Inicia-se em 
torno da coxa, logo acima do joelho. Em seguida, por meio de uma 
espiral, cruzados ou inversões, continua-se a ligadura ao longo da 
coxa até chegar à raiz do membro, onde se termina. 
Ligadura dos cotos de amputação (7 cm) 
Ligadura destinada à contenção dos pensos nos cotos dos membros 
amputados. Inicia-se em torno do membro um pouco acima da zona 
amputada. Seguidamente, iniciam-se uma série de recorrentes, 
sendo a primeira ao meio do coto e as restantes para um e outro 
lado a cobrir 2/3 da anterior, o número de vezes necessário até que 
fique completamente coberto todo o penso. Estas recorrentes 
seguram-se por meio de duas ou três

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