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AULA 6

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AULA 6
O PROBLEMA DO TRANSPORTE
Um problema bastante comum que muitas vezes pode ser modelado como um problema de programação linear é o problema de transporte. Ele envolve o transporte de alguma carga de diversas fontes a diversos pontos de destino. Dados o custo da distribuição entre cada fonte e destino, as produções das fontes e as capacidades dos destinos, desta forma, podem minimizar o custo total do transporte.
Segundo Campos (1998), é problema de cobertura de arcos
Carteiro Chinês _ Consiste em determinar uma rota de custo mínimo que passe por todos os arcos pelo menos uma vez. É um problema de cobertura de arcos.
Carteiro Chinês capacitado - É uma generalização do carteiro chinês, onde há restrição de capacidade dos veículos.
Segundo Campos (1998), são problemas de cobertura de nós
Caixeiro Viajante - Consiste em determinar uma rota de custo mínimo que visite todos os nós uma única vez. Pode ser classificado como um problema de cobertura de nós.
Multiplos Caixeiros Viajantes - É uma generalização do caixeiro viajante na qual se considera mais de um caixeiro viajante, que iniciam e terminam suas rotas em um local comum. Não há restrições sobre o número de nós que cada um pode visitar, exceto que cada caixeiro visite no mínimo um nó.
Roteirização com um único depósito e vários veículos - É o problema clássico de roteirização de veículos (PRV). É uma generalização do problema do caixeiro viajante, onde a frota de veículos parte de um depósito central e atende todos os nós, com o objetivo de minimizar a distância total percorrida pela frota.
Os problemas de roteamento de veículos, de uma forma geral, consistem em determinar percursos ótimos para uma frota de veículos estacionada em um ou mais domicílios de forma a atender um conjunto de clientes geograficamente dispersos.
Um exemplo clássico aparece nos problemas de distribuição/coleta de mercadorias, onde cada cliente possui uma demanda específica e os veículos apresentam capacidade limitada.
Busca-se a configuração das rotas dos veículos de modo que cada cliente seja servido por um e somente um veículo, minimizando-se o custo/comprimento do percurso total.
Dado um conjunto de cidades e conhecidas as distâncias entre cada uma delas, pretende-se determinar o circuito de menor comprimento que passa por todas as cidades, exatamente uma vez, e que termina na cidade de onde partiu.
Problema do caixeiro viajante
A estrutura matemática do problema do caixeiro viajante é um grafo em que cada cidade é um nó e as linhas que unem todos os nós são denominadas por arcos. Associada a cada linha está uma distância ou custo.
 Uma viagem, que passe por todas as cidades uma única vez, corresponde a qualquer subconjunto de linhas do grafo e é designado por circuito Hamiltoniano, na teoria de grafos. O comprimento de um circuito é a soma do comprimento das linhas que fazem parte da viagem.
Grafo da estrutura matemática do problema do caixeiro viajante
Circuito ótimo
A - D - E - C - B - A
Comprimento do circuito
2 + 4 + 5 + 6 + 3 = 20
Subproblema de problemas de distribuição e planejamento de rotas de veículos
 Ex: determinar, para um dado conjunto de veículos, qual o percurso que cada veículo deve efetuar, de modo a, no seu conjunto, servir a todos os clientes.
Aula 7
Tomada de decisão I
POR QUE A TOMADA DE DECISÕES É UM DESAFIO CADA VEZ MAIOR?
Sobrecarga de informações;
Um ritmo de mudanças aceleradíssimo;
Incerteza crescente;
Poucos precedentes históricos;
Decisões frequentes;
Decisões mais importantes;
Metas conflitantes;
Mais oportunidades para falhas de comunicação;
Menos oportunidades de corrigir erros;
Apostas mais altas.
Fatores que influenciam os resultados
As maiores chances de se obter um bom resultado, a partir de uma decisão, é por meio de um bom processo de decisão.
Para se compreender melhor o dilema do processo versus resultado, deve-se analisar de onde vêm bons resultados.
As quatro etapas do processo de tomada de decisão são:
Quadro > Os quadros determinam o ponto de vista a partir do qual quem toma decisões observa a questão e define parâmetros para os aspectos da situação que considera importante e também para o que não considera importante. Eles determinam de modo preliminar quais critérios fazem preferir uma opção em lugar de outra.
Reunião inteligente > Quem reúne inteligências deve buscar os fatos e as opções já conhecidas e produzir avaliações razoáveis dos fatos “desconhecidos”, para permitir a tomada de decisão face à incerteza. É importante evitar as armadilhas do excesso de confiança nas suas crenças atuais e a tendência de só buscar informações que confirmem suas crenças.
Obtenção de conclusões > Quadros sólidos e boa inteligência não são garantia de uma decisão sábia. As pessoas não podem tomar boas decisões consistentemente utilizando apenas o julgamento baseado na experiência, mesmo tendo dados excelentes à sua disposição. Uma abordagem sistemática conduzirá a escolhas mais precisas, como geralmente acontece de modo bem mais eficiente que horas gastas com pensamento desorganizado. Isso é particularmente verdadeiro em configurações de grupos.
Aprendizado com experiência > Quem toma decisões pode aprimorar continuamente suas habilidades somente pelo aprendizado sistemático com os resultados de decisões anteriores. Além disso, se o aprendizado começa quando uma decisão é implementada da primeira vez, podem ser feitos os primeiros aprimoramentos à decisão ou plano de implementação, o que pode significar a diferença entre sucesso e fracasso.
O pensamento para se tomar uma decisão pode ser:
PENSAMENTO LINEAR > Uma causa > Um problema > Uma solução. 
PENSAMENTO SISTÊMICO
AULA 8 
TOMADA DE DECISÃO II
Ao buscar fatos em reunião de inteligência, observe se as informações possuem os seguintes quesitos:
INFORMAÇÃO COM > 
QUALIDADE/ADEQUAÇÃO/OPORTUNIDADE/CLAREZA/RELATIVIDADE/CUSTO
Não há vento favorável para aquele que não sabe aonde vai”.
Sêneca 
 
“A maior dificuldade do mundo não é fazer com que as pessoas aceitem novas ideias, mas sim fazê-las esquecer as velhas”. 
John Maynard Keynes 
 
“Dai-me a coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, a serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e, principalmente, a sabedoria para distinguir umas das outras”. 
Santo Inácio de Loyola
 
“Não existe nenhum caminho sem riscos para o futuro; devemos escolher que série de riscos desejamos correr”. 
Theobald
 
“Quando os ventos da mudança chegarem, não construa abrigos, construa cata-ventos”. 
Claus Möller
UMA DEFINIÇÃO DE INSANIDADE
“CONTINUAR FAZENDO O QUE SEMPRE FIZEMOS E ESPERAR RESULTADOS DIFERENTES”
As frases que representam insanidade e previsões e decisões associadas são pensamentos que fizeram com que grandes empresas perdessem grandes oportunidades. As pessoas mudam o tempo todo, o mercado é movimentado por pessoas, logo podemos afirmar que o mercado muda o tempo todo.
AULA 9
PROBLEMA DO FLUXO MAXIMO
O que é o problema de encontrar fluxo máximo?
 
Definição: dada uma rede, com um nó de entrada e um nó de saída, com capacidades associadas a cada ramo, pretende-se saber qual é o fluxo máximo, de certo bem, que se pode enviar da entrada para a saída.
Para Cormen (2009),
 
Algoritmo de fluxo máximo
 
1. Injetar um fluxo nulo no nó de entrada;
2. Capacidades iniciais dos ramos = capacidade total dos ramos;
3. Determinar um caminho não saturado (capacidade 6 = 0) entre o nó de entrada e o nó de 
    saída; se não existir, foi encontrada a SOLUÇÃO ÓTIMA;
4. Somar ao fluxo de entrada um fluxo igual à capacidade do caminho selecionado;
5. Alterar as capacidades dos ramos do caminho selecionado, diminuindo-lhes o fluxo injetado;
6. Voltar ao ponto 3.
Cormen (2009) explica como resolver o problema:
Precisamos de duas definições básicas para entender como resolver fluxo em redes: