Execução Fiscal - Resumo
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Execução Fiscal - Resumo


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Execução Fiscal
Conceito
A Execução Fiscal é a ação ajuizada pelo Fisco, quando ele deseja cobrar os créditos tribu-
tários ou não tributários, que não foram pagos pelos contribuintes.
O Fisco apresenta sua petição inicial acompanhada da Certidão de Dívida Ativa, que ates-
ta que o crédito é devido, porque possui todos os requisitos legais, quais sejam: certeza,
liquidez e exigibilidade.
É uma ação, portanto, que busca uma tutela satisfativa e possui tratamento próprio na
Lei nº6.830/80.
Objetivo
Seu objetivo é, então, promover a execução de dívidas tributárias ou não tributárias.
Importante ressaltar que as dívidas tributárias são aquelas que envolvem o tributo em si.
Por outro lado, as dívidas não tributárias são aquelas que envolvem a cobrança de pena-
lidades, por exemplo a multa.
Legitimidade ativa
Apenas o ente político instituidor do tributo cobrado e as pessoas jurídicas da Adminis-
tração Indireta que tenham, ao menos, natureza autárquica, ou seja, aquelas constituídas
para prestarem serviços típicos de Estado e não prestarem atividade econômica.
Fases Executivas
Fase pré-executiva – Refere-se aos atos preparatórios da Execução Fiscal. Temos
um processo administrativo, que objetiva constituir em denitivo o crédito, trazendo
a certeza, a liquidez e a exigibilidade a ele. Se, ao nal desse processo administrativo,
o contribuinte perder, ou seja, restou demonstrado que o crédito é mesmo devido, o
crédito será constituído e terá os três atributos: a certeza, a liquidez e a exigibilidade.
Fase executiva – Nessa fase, o Fisco ajuíza a Execução Fiscal e começa o processo
judicial, com a citação do réu e a oportunidade de ele pagar o débito scal ou se de-
fender na execução.
Direito Processual Tributário
Direito Tributário
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Fase das defesas do executado - O réu tem três possíveis condutas a tomar quando
ele toma ciência da execução contra ele. Primeiro, ele pode resolver pagar o débito
cobrado e acabar com a execução scal que mal começou.
Mas ele também pode optar por impugnar a demanda, ou seja, ele vai discutir essa
cobrança, porque ele entende que é indevida. Essa impugnação pode ser por meio
dos Embargos à Execução Fiscal ou, em alguns casos, por meio da Exceção de Pré-
-Executividade.
E ele ainda pode optar por se manter inerte e aí car sujeito às medidas constritivas
sobre o seu patrimônio.
Depois disso, vem a fase recursal, ou seja, a apelação ou os embargos infringentes de
alçada, que são apresentados nos casos em que o valor da causa é baixo, de acordo
com o artigo 34, da LEF.
Valor da causa
Vejam que toda ação ajuizada possui o seu valor da causa indicado. No caso da Execução
Fiscal, o parâmetro usado é o valor constante da CDA. Ele é usado tanto na apresentação
da Execução, como nos seus Embargos.