Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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Direito Processual Civil II
Quinta-feira, 09 de março
O procedimento ordinário é o que serve de regra para todos os outros procedimentos.
Tempo em relação ao ato processual
O código dividiu a matéria em dois capítulos distintos (cap. II, a partir do art. 172, enquanto o cap. III trata mais especificamente dos prazos processuais)
É uma matéria relevantíssima para o processo, pois define a possibilidade da prática de determinados atos processuais e acarreta uma preclusão, ou seja, vedação, impedimento para que o ato processual seja praticado quando já se esgotou o prazo.
Existem preclusões no processo civil - uma delas diz respeito a preclusão temporal.
Os prazos são lapsos de tempo compreendidos entre dois instantes - termo inicial e termo final.
Termo inicial - dies a quo
Termo final - dies ad quem
A lei se utiliza de diversas unidades para fixar os prazos entre eses momentos iniciais e o momento final. Ele pode ser fixados em minutos, horas (ex. pedido de antecipação de tutela), dias (maior parte dos prazos - ex. prazo de 10 dias para apelar), meses (suspensão do processo não pode extrapolar X meses), anos (a ação rescisória só pode ser proposta no prazo de 2 anos do trânsito em julgado da decisão ou acórdão).
Classificações:
A)
a.1) peremptórios - são aqueles quem determinam que algo deva ser feito dentro daquele prazo. COGENTES
a.2) dilatórios - estabelecem um prazo no qual o ato não será praticado. Só faz algo a partir do término daquele prazo. SE PERMITE UMA DISPONIBILIDADE
Ex.: citação por edital - art. 232, pár. 4o. O prazo de 30 a 60 dias é um prazo dilatório. Quando esse prazo terminar, estará feito o ato citação, iniciando o prazo peremptório, que é o prazo para contestar.
Apenas os prazos dilatórios podem ser modificados pela vontade das partes, visto que o prazo dilatório é disponível. A combinação de prazos é comum no camp da arbitragem. Mas no processo judicial, estatal, tem-se que cumprir os prazos peremptórios conforme eles tenham sido fixados pelo código ou pelo juiz.
Art. 181 - trata desta matéria.
Art. 182 - os prazos podem ser modificados pelo juiz na hipótese em que houve ou há problema de transporte - não é em qualquer hipótese.
Há casos excepcionais, como o da ação popular, em que o prazo é fixado dentro um intervalo de escolha do juiz.
B) Divisão - art. 177:
b.1) prazos legais - são aqueles que estão previstos na lei;
b.2) judiciais - são os fixados pelo juiz; 
b.3) convencionais - resultaram de uma convenção, de um ato dispositivo entre as partes.
A regra é a que os prazos são fixados pela lei - o juiz só é autorizado a fixar prazos distintos dos da lei quando ela é omissa ou quando ela mesma o autoriza a fazer.
Na maior parte dos casos no procedimento ordinário, o juiz concede ao autor a possibilidade de replicar, ou seja, contestar a contestação (réplica), mas não há regra geral sobre esse tema. Mas nos casos em que não é obrigatório, o juiz concede o prazo que quiser, mas há casos obrigatórios.
Regra subsidiária - art. 185 - se a lei não fixou prazo específico para aquela relação processual, nem o juiz o fez, existe a regra deste artigo, que possui cunho prático, para que o juiz não decida sobre todo e qualquer prazo.
C) Outra classificação é aquela que divide os prazos em próprios (c.1) e impróprios (c.2). O primeiro tem consequencias processuais, a exemplo dos prazos das parte para a prática de determinado ato processual. A parte tem o direito e o ônus de contestar - se a parte não contestar, o juiz julgará sem ouvir a versão da outra parte. A consequência disso é a revelia \u2013 o juiz pode presumir como verdadeiros os fatos descritos pelo autor em sua inicial. Logo, o descumprimento desse tipo de prazo tem consequencia endoprocessual, ou seja, para dentro do processo.
Já o segundo traz consequencias para fora do processo, geralmente de conteúdo administrativo. Se o juiz não proferir a sentença naquele determinado prazo, o processo não se torna inválido nem o juiz afastado - pode haver, portanto, uma consequencia fora do processo, como a imposição de uma penalidade administrativa.
Contagem de prazos:
Regra fundamental - art. 184. Exclusão do termo inicial (dies a quo) e inclusão do termo final (dies ad quem, vencimento).
Pár. 1 - prorrogação do prazo. Domingo não há expediente forense, logo, prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente do vencimento (excluindo feriados etc). 
Pár. 2 - Se o termo inicial tiver sido feriado: Se a pessoa é intimada em uma sexta-feira, o dia seguinte é sábado, não constituindo dia útil, bem como o domingo. Logo, a contagem será iniciada, computada, a partir da segunda-feira.
Art. 240 - aqui há uma complicação a mais. Pode ser que a intimação tenha se dado em um dia não útil (ex.: sábado) - o primeiro dia do curso do prazo será o primeiro dia útil subsequente a esse. Não é o primeiro dia útil seguinte a intimação - a complicação pode se dar se a intimação mesmo se der em um dia que não houve expediente forense - voltando ao exemplo, na considera-se intimado o réu na segunda-feira, mas o primeiro dia de cômputo é a terça-feira.
Os prazos se contam de forma contínua, sem interrupções. Quando os dias que não são úteis estão no meio do intervalo do prazo (entre o termo inicial e final), esses dias são computados normalmente. Cuidado com feriados prolongados, que podem dar a sensação que o prazo não se iniciou, mas não é o caso.
Uma outra questão diz respeito sobre o processo eletrônico, que possui regras específicas. As intimações feitas pelo diário oficial eletrônico são computadas de forma um pouco distinta (Lei 11.419 de 2006). A regra quem tem utilidade aqui é a do art. 4o, pár 3o. O dia em que é disponibilizada a data no diário eletrônico não é o dia da intimação, vide leitura da regra. Ou seja, a informação está disponível hoje, por ex., mas só considerar-se-á feita a intimação no dia seguinte. O termo inicial aqui, porém, É NO DIA SEGUINTE AO SEGUINTE DA INTIMAÇÃO. VOLTANDO AO EXEMPLO, O TERMO INICIAL SERIA DEPOIS DE AMANHÃ.
1. Contagem de horas - a hora é contada minuto a minuto, ou seja, no caso de 24h de prazo, a pessoa deverá ter praticado o ato que foi intimado em exatas 24h depois da intimação pelo Oficial. Ex. Oficial de Justiça intima às 19h03 - o ato deverá ser praticado até 19h03 do dia seguinte.
O prazo em meses e anos se conta no mesmo dia. Ou seja, se estamos hoje no dia 9 de março, um prazo de 6 meses será no dia 9 de setembro, e em anos a mesma coisa. Não se conta o fato do ano ser bissexto ou não.
2. Contagem regressiva do prazo - deve-se contar ao contrário (obviamente). Art. 277 - no caso deste artigo, conta-se esse prazo tomando o dia da audiência e conta regressivamente a partir desse dia os 10 dias descritos no artigo. O termo inicial do prazo é o dia da audiência, efetivamente. Se o dia não é útil, conta-se a partir do primeiro dia útil subsequente.
Quando um determinado ato pode ser praticado - nos dias em que haja expediente forense, tanto os atos praticados no foto como aqueles praticados fora do foro (art. 172). Assim, em princípio os atos processuais são praticados em dias úteis no período de 6h às 20h. Mas os atos que são praticados por petição possuem regra distinta, prevista no pár. 3 do mesmo art. 172 - dependem do protocolo. Há outras exceções além do ato de petição, a exemplo da do pár 1 (regra lógica e recomendável).
Quinta, 11 de março
Os atos processuais, via de regra, não podem ser efetuados nos períodos de férias e feriados, porém há exceções, como nos casos de urgência e nos casos de medida cautelar. Exceções:
 -art. 173
-art. 174, correlato ao art. 173.
Interrupção e suspensão
Interrupção - o prazo recomeça a correr por inteiro. Cessada a causa da interrupção, o prazo começa a correr por inteiro, desprezando-se o tempo anterior.
Suspensão - começam a correr apenas da parte remanescente.
Vale dizer que o recurso de embargos de declaração paralisam o prazo de interposição