Plano da Validade - Resumo (parte 2)
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Plano da Validade - Resumo (parte 2)

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Para que o negócio seja válido, é fundamental que o objeto acerca do qual ele foi celebrado
contenha três elementos: há que ser licito, possível e determinado ou determinável, confor-
me os incisos do Art. 104 do Código Civil1
.
Lícito é o objeto que não é proibido por lei.
Exemplo: Não se pode contratar juridicamente um carregamento de entorpecentes.
Já a possibilidade do objeto signica que ele deve ser viável do ponto de vista físico ou
jurídico. Deve ainda ser determinável, no mínimo, de modo que seja identicável pelas
partes. Deste modo, não se pode realizar um contrato com objeto que não se saiba qual
é. As partes podem e devem saber exatamente o que estão contratando.
É a forma que a lei exige.
Nos termos do Art. 107 do Código Civil, a validade da declaração de vontade não dependerá
de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir.
Em observância ao Princípio da Legalidade privada, ao particular é permitido tudo que não
é vedado por lei. Então, quando a lei não exigir ao particular uma forma especíca para
determinado negócio, ele poderá ser levado a efeito de qualquer forma.
Solenidade: Se a lei não exigir uma forma especíca, o negócio não terá uma solenidade,
sendo um negócio não solene, ou informal.
Se a lei exigir uma forma especial (solenidade), o negócio será solene, ou formal.
A solenidade nem sempre é uma questão de previsão legal, pois as próprias partes
podem estipular uma forma ao negócio jurídico, realizando o que chamamos de sole-
nidade voluntária.
Licitude
Plano da validade
Forma prescrita na lei
1 Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz.
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável.
Plano da Validade - Parte 2
Direito Civil II