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Condição - Resumo (parte 1)

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Elemento que subordina a ecácia do negócio jurídico a um evento futuro e incerto.1
Voluntárias:
São as condições propriamente ditas; derivam da vontade das partes,
nos termos do Art. 121, CC/02. Exemplo: Apostas em geral.
Necessárias2
: A sua imposição se por lei como requisito de validade ou existência
de um ato. Exemplo: A “condição” para que João seja herdeiro de Maria é que Maria
venha a falecer antes de João.
Observação: “Condição necessária” não é, tecnicamente, uma condição, pois, o Art.
121, CC/02 rotula de condição a cláusula futura e incerta que deriva exclusiva-
mente da vontade das partes. O fato de João sobreviver a Maria é requisito legal e
necessário para que lhe seja herdeiro, mas mesmo assim chamamos de condição.
Fisicamente impossíveis: Inviabilidade material, com a presença de obstáculo físi-
co, natural à sua realização. Se forem resolutivas, serão consideradas inexistentes,
sendo, inexigíveis; se suspensivas, invalidam o negócio jurídico.3 Exemplo: para que
eu faça X para alguém, como condição, esse alguém deve beber em 1 minuto, 100
litros d’água.
Juridicamente impossíveis: Colidem com o ordenamento jurídico, a ordem pública
e os bons costumes. Ex.: Impor como condição que pai e lha se casem.4
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CC/02, art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento
futuro e incerto.
2
Também chamadas condições legais, aparentes, impróprias ou tácitas.
3
CC/02, art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;
CC/02, art. 124. Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer coisa impossível.
4
CC/02, art. 1.521. Não podem casar: I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil.
Conceito
Classicações
Quanto à necessidade
Quanto à Possibilidade
Condição Civil: Introdução
Direito Civil II

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Potestativas: Dependem da vontade de uma das partes. São, em regra, os encar-
gos, recomendações e as cláusulas ociosas. Podem ser puramente potestativas,
meramente potestativas, mista ou promissárias.
Puramente potestativas
Condições que se sujeitam ao puro arbítrio de uma das partes, independentemente de
qualquer outro fator. Invalidam o negócio jurídico (Art. 122 e 123, II, CC).
Meramente (ou simplesmente) potestativas
Baseadas na vontade de uma das partes e em fatores externos, que escapam ao seu con-
trole. Exemplo: Condição de viajar. Uma viagem não depende apenas da vontade, pois é
preciso que tenha recursos nanceiros, passagem aérea disponível, favoráveis condições
de voo, etc.
Mistas
Dependem da vontade de uma das partes somada a um fato casual ou da vontade de um
terceiro. Exemplo: Camila se obriga a pagar R$ 20 mil reais a Pedro se Adriana aceitar se
casar com Maurício.
Promissárias
Nascem puramente potestativas, mas, em seguida, tornam-se impossíveis de serem rea-
lizada por algum fator imprevisível. Exemplo: João oferece um prêmio de R$ 100 mil reais
a Cláudio, que é atleta, se este correr 1 km depois de amanhã. No dia seguinte, porém,
Cláudio é atropelado e perde as duas pernas.
Casuais
O implemento depende de fatores externos aliados à vontade das partes5
, dependendo
de eventos futuros e incertos. Exemplo: Se chover amanhã, Bruna se compromete a fa-
zer toda a lição de Gustavo.
Quanto à Participação da Vontade do Sujeito
Lícitas: Não proibidas pelo ordenamento jurídico.
Juridicamente impossíveis: fato delituoso/ilegal ou obriguem a um ato defeso em
lei. Assim, será ilícita a condição que violar a lei ou que encontre impedimento legis-
lativo, embora não congure ato delituoso.
Quanto à Licitude
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Daí porque as denominamos “condições na mais perfeita denição”.