Dano - Resumo
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Dano - Resumo

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Conceito de Dano
Tipos de Dano
Dano: fato constitutivo e determinante da responsabilidade civil.
Não existe responsabilidade civil sem dano.
Indenização sem dano: enriquecimento ilícito.
Dano indenizável: certo e atual.
Certo: dano baseado em fato preciso, os danos hipotéticos não são indenizáveis.
Atual: dano existente ou que existiu no momento da ação de responsabilidade civil.
Três tipos de dano:
Dano material:
Danos emergentes.
Lucros cessantes.
Perda de uma chance.
Privação do uso.
Dano moral.
Dano estético.
Caracterização do dano no âmbito do CDC
Direito do Consumidor
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Dano Material
Dano Moral
Dano Estético
Esse tipo de dano envolve coisas corpóreas (como casa e automóvel) e incorpóreas (como
direitos de créditos e autorais). No âmbito do direito material, existem 4 tipos de danos:
os danos emergentes, os lucros cessantes, a perda de uma chance e a privação do uso
(ainda não positivado e polêmico).
Danos emergentes: efetiva e imediata diminuição do patrimônio da vítima.
Lucros cessantes: frustração da expectativa de lucro.
Perda de uma chance: perda da possibilidade de se alcançar determinado resultado.
Privação do uso: privação do uso do bem.
Tema polêmico e hipótese que não está positivada.
Esse tipo de dano está atrelado aos direitos da personalidade. Trata-se de agressão à atri-
buto da personalidade, como o corpo, a honra e a imagem. Pode ser compensatório ou
pedagógico punitivo.
Dano moral compensatório: busca compensar uma dor, vexame e humilhação.
Dano moral pedagógico punitivo: busca criar um estímulo para que o fornecedor não
mais pratique determinada conduta. È polêmico, no entanto no direito do consumidor
vem sendo aplicado.
Segundo o STJ, trata-se de alteração morfológica corporal que atinge a visão, causando
desagrado e repulsa. Assim, podemos dizer que se refere a qualquer alteração morfoló-
gica da vítima que seja capaz de implicar, sob qualquer aspecto, uma situação de cons-
trangimento, humilhação ou desgosto.
Tal dano está atrelado ao sofrimento pela deformação com sequelas permanentes.
O dano estético não precisa ser exposto, externo ou visível, podendo se referir, à luz
do disposto no CDC, a qualquer deformidade íntima que prejudique a avaliação pró-
pria do individuo.
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Tal espécie de dano não se confunde com o dano material e nem com o moral, merecen-
do destaque o teor da Súmula 387 do STJ, segundo a qual:
É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.
Distinto do direito material e moral.
Última parte do artigo 949 do CC.