A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
138 pág.
Apostila Direito do Trabalho   OAB 1ª Fase (2017) Alexandre Teixeira Curso Prime

Pré-visualização | Página 7 de 50

Por exemplo, o tempo contratado inicialmente é de 45 dias e poderá ser prorrogado por mais 45 dias, 
não excedendo assim o prazo de 90 dias 
Art. 445, Parágrafo único, CLT. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. 
Súmula Nº 188 do TST. CONTRATO DE TRABALHO. EXPERIÊNCIA. PRORROGAÇÃO (mantida) O contrato de experiência pode ser 
prorrogado, respeitado o limite máximo de 90 (noventa) dias. 
É importante ainda lembrar que a prorrogação não precisa necessariamente se dar por igual período (pode o prazo 
inicial ser de 30 dias e haver prorrogação por mais 60 dias), mas só poderá haver uma única prorrogação e não pode exceder 
os 90 dias. 
 
7.3. Duração e prorrogação: de maneira geral, segundo a regra celetista, os contratos por prazo determinado não pode, 
exceder a dois anos (art. 445 CLT, caput), sendo que o de experiência não poderá exceder a 90 dias (§ único art. 445 
CLT). Ambos prorrogáveis apenas uma única vez, mas desde que não ultrapassem os períodos do art. 445 (90 dias), sob 
pena de se consubstanciarem em contratos por prazo indeterminado, prorrogação esta que pode ser expressa ou tácita, 
porém deve constar do conteúdo contratual originário. 
Na prorrogação não há extinção do contrato, somente houve aumento do contrato já existente e está prevista no art. 
451, CLT: 
Art. 451. O contrato de trabalho por prazo determinado que tácita ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez. passará a 
vigorar sem determinação de prazo. 
7.3.1. Sucessividade (sucessão de contratos): consiste na celebração de novo contrato a termo após a extinção próxima de 
um contrato anterior da mesma natureza. Segundo o art. 452 CLT, um contrato a termo somente pode ser licitamente 
sucedido por outro, entre as mesmas partes, se transcorridos seis meses do contrato anterior. Desobedecida a regra, 
o segundo contrato transmudar-se-á para indeterminado (art.451) 
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de seis meses, a outro contrato por prazo 
determinado, salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou realização de certos acontecimentos. 
Os contratos por prazo determinado têm suas condições de validade (art. 443, §2º, CLT) e de existência (Art.443,§1º, 
CLT). 
§ 1º. Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de 
serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. 
Essa existência está adstrita ao termo prefixado, à execução de serviços especificados ou à realização de certo 
acontecimento suscetível de previsão aproximada. 
Se o contrato por prazo determinado (CPD) para existir foi condicionado a uma data exata, o segundo CPD só vai ter 
validade como CPD se feito depois de seis meses. 
No entanto, se a expiração do CPD dependeu da execução de serviços especializados ou realização de certos 
acontecimentos o prazo de seis meses não precisa ser respeitado, consoante informa a parte final do art. 452 da CLT (salvo 
se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou realização de certos acontecimentos). 
 
 
 
 
CURSO PRIME – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2222 15 
 
OS: 0194/9/16-Gil 
OAB – 1ª FASE – XXI EXAME DA ORDEM 
7.3.2. Contrato por prazo determinado da Lei 9601/98 (Contrato de Trabalho provisório): contração máxima por dois 
anos em qualquer atividade da empresa ou estabelecimento. Criada com o intuito de diminuir o desemprego numa 
época em que ele estava ainda mais agudo. Havia o atrativo da redução do percentual de depósito do FGTS de 8% 
(atuas) para 2%, incentivo que durou apenas alguns meses. Não há necessidade de se obedecer aos termos do art. 
443 da CLT e seus parágrafos, podendo ser prorrogado diversas vezes, desde que obedecido o prazo impostergável 
de 02 anos. Deve prever acréscimo do número de empregados da empresa para não haver substituição dos já 
contratados por prazo indeterminado pelo de prazo determinado. Imprescindível ser feito através de acordo ou 
convenção coletiva de trabalho com o arquivamento do respectivo instrumento na DRT, tendo validade em 03 dias 
(§ 1º art. 614 CLT). Não poderá haver sucessão contratual dentro de seis meses, a não ser nos casos de a expiração 
do contrato a termo se dado por execução de serviços especializados ou de acontecimento de previsão aproximada. 
 
7.3.3. Contrato de Trabalho Temporário (Lei 6019/74): é pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em 
colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores, devidamente qualificados, por elas 
remunerados e assistidos, para atendimento de necessidade transitória de substituição regular e permanente ou 
acréscimos extraordinários da empresa tomadora. A lei fixa o prazo máximo de 03 meses para a contratação do 
trabalho temporário. 
 
7.3.4. Contrato de Experiência: é contrato de emprego cuja delimitação temporal (90 dias) justifica-se em função da fase 
probatória por que passa as partes anteriormente à contratação definitiva. Prorrogável apenas uma única vez, mas 
desde que não ultrapasse o período do art. 445 § único, CLT. Não é preciso ser solene. No entanto, por construção 
jurisprudencial tem se exigido formalidade em sua contratação. 
 
7.3.5. Contrato de Safra: é pacto empregatício rural a prazo certo cujo termo final é fixado em função das variações 
estacionais da atividade agrária. A lei não exige solenidade para sua formação, apenas se recomenda forma escrita. 
Previsto na Lei 5.889/73, art. 14, tem duração de no máximo 02 anos (porque o art. 1º da Lei do Rural afirma que na 
omissão dela aplica-se a CLT). 
O art. 14-A, caput, §§1º e 3º da Lei 5.889/73 criou o contrato a pequeno prazo ou pequena safra. Este contrato é do meu rural, mas, 
diferentemente do de safra, ele dura no máximo dois meses dentro do período de um ano. 
Exemplo: nos três primeiros meses do ano uma Fazenda trabalha com feijão verde e nos três seguintes a mesma 
fazenda cultiva caju, podendo, então, fazer o contrato de pequeno prazo com trabalhadores para prestar seus serviços por 
no máximo dois anos dentro de um ano. Vale ressaltar que esse contrato a pequeno prazo só pode ser celebrado por 
empregador pessoa física, exigindo-se, sempre, que o empregado seja inscrito na GFIP (Guia de Recolhimento do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social). 
A anotação d CTPS do empregado rural contratado a pequeno prazo pode ser dispensada na forma do art. 14-A,§3º, I 
e II, da Lei 5.889/73: 
Mediante contrato escrito, em duas vias, uma para cada parte, onde conste, no mínimo: 
a) expressa autorização em acordo ou convenção coletiva; 
b) identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e indicação da respectiva matrícula; 
c) identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição do Trabalhador –NIT. 
 
Esse é o único caso de dispensa de anotação na CTPS de empregado. 
7.3.6. Contrato por Obra Certa: é pacto empregatício urbano a prazo, qualificado pela presença de um construtor em 
caráter permanente no pólo empresarial e pela execução de obra (art. 1º, Lei nº 2.959/56). São três os requisitos: 
qualidade empresarial do empregador (deve ser este um construtor), motivo justificados da predeterminação do 
prazo e previsão de indenização por ruptura contratual, os demais requisitos são os da CLT para os contratos por 
prazo determinado. A jurisprudência tem descartado esse contrato, prevalecendo a sua indeterminação. 
 
7.3.6.1. Trabalho a Tempo Parcial: artigo 58-a CLT: “considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração 
não exceda a vinte e cinco horas semanais”. 
 
 
 
 
 
CURSO PRIME – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE