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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas Pedro José Trindade Campos Profa. Me. Viviani Antunes Gomes Geomática Uberaba – MG 2016 2 SUMÁRIO 1. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA O TRABALHO EM CAMPO ...................... 6 2. INTRODUÇÃO À SUPERFÍCIE DE REFERÊNCIA ................................................... 6 2.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS ......................................................................... 7 2.1 SUPERFÍCIES DE REFERÊNCIA ..................................................................... 7 2.2 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DO ELIPSÓIDE ............................................... 9 2.3 O SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO ........................................................ 11 3. SISTEMAS DE COORDENADAS ......................................................................... 11 3.1. SISTEMA DE COORDENADAS ..................................................................... 12 3.1.1. Sistema de coordenadas cartesiano plano .......................................... 12 3.1.2. Sistema de coordenadas polar plano ................................................... 13 3.1.3. Sistema de coordenadas cartesiano espacial ..................................... 13 3.1.4. Sistema cartesiano geocêntrico ........................................................... 14 3.2. SISTEMA DE COORDENADAS CARTOGRÁFICAS E GEODÉSICAS .......... 14 3.3. TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS GEODÉSICAS ............................ 15 3.3.1. Geodésicas para cartesianas ................................................................ 15 3.3.2. Cartesiana para geodésicas .................................................................. 16 4. REFERÊNCIAIS GEODÉSICOS ................................................................................ 17 4.1 CONCEITO ...................................................................................................... 17 4.2. SISTEMA DE REFERÊNCIA CLÁSSICO – TOPOCÊNTRICOS .................... 17 4.2.1. Córrego Alegre ........................................................................................ 17 4.2.2. Astro Datum Chuá .................................................................................. 18 4.2.3. SAD 69 ..................................................................................................... 18 4.3. SISTEMA DE REFERÊNCIA MODERNOS – GEOCÊNTRICOS ................... 19 4.3.1. ITRS .......................................................................................................... 19 4.3.2. WGS84 ..................................................................................................... 19 4.3.2. SIRGAS 2000 ........................................................................................... 19 3 4.3.3 Vantagens em adotar o referencial geocêntrico no contexto brasileiro .. 20 4.4 SITEMA GEODÉSICO BRASILEIRO – SGB ................................................... 20 5. CARTOGRAFIA ............................................................................................................ 20 5.1 ESCALAS ........................................................................................................ 21 5.1.1 Escala gráficas ......................................................................................... 21 5.1.2 Escala numérica....................................................................................... 21 6. SISTEMA DE PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS ..................................................... 23 6.1. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A SUPERFÍCIE DE PROJEÇÃO ....................... 24 6.1.1. Projeção cilíndrica .................................................................................. 24 6.1.2. Projeção cônica ...................................................................................... 24 6.1.3. Projeção plana ou azimutal .................................................................... 25 6.1.4. Projeção polissuperfícial ....................................................................... 25 6.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTATO .................................................. 26 7. SISTEMA DE COORDENADAS – UTM .................................................................... 26 7.2. FATOR DE ESCALA ....................................................................................... 28 7.3. ÍNDICE DE NOMENCLATURA E ARTICULAÇÃO DE FOLHAS .................... 29 8. SENSORIAMENTO REMOTO .................................................................................... 31 8.1 DEFINIÇÃO...................................................................................................... 31 8.2. FORMAS BÁSICAS DE INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE 32 8.3. NÍVEL DE COLETA DOS DADOS .................................................................. 33 9. SISTEMAS GLOBAIS DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE – GNSS ..................... 34 9.1 DEFINIÇÃO...................................................................................................... 34 9.1.1. NAVSTAR – GPS ........................................................................................ 34 9.1.2. GLONASS .................................................................................................... 34 9.1.2.BEIDOU ou COMPASS ......................................................................... 34 9.1.3.GALILEO (Europa) ................................................................................ 35 4 10. O GPS APLICADO À TOPOGRAFIA ............................................................................... 35 10.1. SEGMENTOS DO GPS ................................................................................ 35 10.1.1. Segmento Espacial ............................................................................... 35 10.1.2. Segmento de controle .......................................................................... 36 10.1.3. Segmento do Usuário ........................................................................... 36 11. FUNCIONAMENTO DO SISTEMA..................................................................................... 36 11.1. O SINAL GPS ................................................................................................................... 38 12. SERVIÇOS DE POSICIONAMENTO ................................................................................ 38 12.1. SERVIÇO DE POSICIONAMENTO PADRÃO (SPS) .................................... 38 12.2. SERVIÇO DE POSICIONAMENTO PRECISO (PPS) ................................... 39 13. RECEPTORES GPS ............................................................................................................... 39 14. MÉTODOS DE POSICIONAMENTO GPS .......................................................... 39 14.1. POSICIONAMENTO ABSOLUTO ................................................................ 39 14.1.1. Posicionamento por ponto preciso ..................................................... 40 14.2. POSICIONAMENTO RELATIVO ................................................................... 41 14.2.1. Método relativo estático ....................................................................... 41 14.2.2. Método estático rápido ......................................................................... 41 14.2.3. Método Semi cinemático (stop and go) .............................................. 42 14.2.4. Método cinemático ............................................................................... 42 14.2.5.RTK-Real Time kinematic ..................................................................... 42 15. DADOS OBSERVADOS COM GPS .................................................................................. 43 15.1. PSEUDODISTÂNCIA .................................................................................... 44 15.2. FASE DA PORTADORA ............................................................................... 44 16. CONDIÇÕES PARA LEVANTAMENTOS COM GPS......................................... 44 17. ERROS NO POSICIONAMENTO GPS ............................................................... 44 17.1. ERROS DE ATRASO (IONOSFERA E TROPOSFERA)/ATMOSFÉRICOS . 44 17.2. ERROS ÓRBITA DOS SATÉLITES .............................................................. 45 5 17.3. PERDAS DE CICLO ..................................................................................... 45 17.4. MULTICAMINHO .......................................................................................... 45 18. VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO GPS .......................................................... 45 20. REDE BRASILEIRA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO – RBMC ................. 46 21. SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS – SIG ..................................... 46 21.1. APLICAÇÕES DO SIG .................................................................................. 47 21.2. MODELO DOS DADOS ................................................................................ 47 21.2.1. Formato vetorial (vetor) ........................................................................ 48 21.2.1. Formato Matricial (raster) ..................................................................... 48 21.2.3 Atributos ................................................................................................. 49 21.3. MODELAGEM ............................................................................................... 49 21.3. SISTEMAS DE REFERÊNCIA ...................................................................... 50 21.4. SISTEMA GERENCIADOR DE BASE DE DADOS – SGBD......................... 50 22. EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................... 51 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 65 6 1. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA O TRABALHO EM CAMPO Nos dias atuais, para a realização de levantamentos planimétricos e altimétricos se utiliza, majoritariamente, o equipamento denominado estação total. Esse instrumento eletrônico digital, utilizado na medida de ângulos e distâncias, pode ser explicado como a junção do teodolito eletrônico digital com o distanciômetro, montados num só bloco. O princípio de funcionamento deste equipamento se baseia na medida de tempo que uma onda eletromagnética leva para percorrer duas vezes a distância entre o aparelho receptor e um refletor, instalado em outro extremo. A Figura 1, abaixo, mostra um exemplo desse equipamento também conhecido por taqueômetro. Figura 1 – Estação total ou taqueômetro Fonte: http://mundogeo.com/blog/2014/06/27/ 2. INTRODUÇÃO À SUPERFÍCIE DE REFERÊNCIA Inicialmente, para a introdução ao conceito de superfície de referência, convém definir as diferenças entre a topografia e geodésia. A topografia, não considera a esfericidade da terra e a superfície de referência é o plano topográfico. Além disso, para os cálculos, utiliza-se um sistema de referência local ou topocêntrico. A geodésia, por outro lado, considera a esfericidade da terra, sendo que a superfície de referência é o elipsoide de revolução. Nesse contexto, os cálculos são referenciados por meio de um sistema geocêntrico. 7 2.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS A geodésia é a ciência responsável por determinar as formas, as dimensões e o campo gravitacional do planeta Terra. Além disso, ela determina e mantém o Datum Geodésico de um país ou região. Um Datum Geodésico é uma superfície de referência ou modelo que define o tamanho, a forma, a origem do planeta e orientação do sistema de coordenadas. Após o estabelecimento do Datum implanta-se uma rede com coordenadas referenciadas ao mesmo. A essa rede de pontos dá-se o nome de sistema de referência geodésico. Após o estabelecimento do Datum e com uma rede de pontos de referência já implantada, tem-se o que se conhece por sistema geodésico. Existem dois tipos de Datum, a saber: a) Datum horizontal: corresponde a uma referência utilizada para determinar posições planimétricas na superfície terrestre. Ele é definido por meio de um de um par de coordenadas geodésicas (latitude e longitude), por uma direção e por parâmetros definidores de um elipsoide de revolução. b) Datum vertical: é uma referência empregada para determinar a elevação de pontos na superfície. A definição se dá através de medições maregráficas. Inúmeras áreas necessitam dos conhecimentos geodésicos para o seu desenvolvimento, dentre elas, no âmbito do setor da construção civil, por exemplo, citam-se: implantação de vias rodoviárias e ferroviárias de grandes dimensões, construção de barragens, túneis e pontes, em áreas da hidrologia, gerenciamento do crescimento de uma cidade ou região, dentre outras. 2.1 SUPERFÍCIES DE REFERÊNCIA Para que a execução de cálculos de posições apresentem erros cada vez menores e, consequentemente, aproximações melhores, busca-se a figura que mais se aproxima da forma real da Terra que servirá como referência. 8 Essa figura, conhecida por geoide, é uma superfície equipotencial do campo de gravidade, que mais se aproxima do nível médio dos mares não perturbados, caracterizada pela distribuição irregular de massas. Figura 2 – Geoide Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABJ- TsAD/aulas-geodesia No entanto, superfícies auxiliares, como o elipsoide de revolução, são utilizadas para a determinação de parâmetros fundamentais a esses cálculos, uma vez que, para essa última figura são conhecidas as equações. As características de um determinado ponto da superfície terrestre podem ser determinadas comparando, simultaneamente, as três superfícies: a superfície física, o geoide e o elipsoide, conforme mostra a Figura 3, logo em seguida. Note que em determinados pontos, ocorrem à coincidência das três superfícies. Figura 3 – Superfícies de referência Fonte: http://www.sirgas.org/ 9 Observando a Figura 3 acima é possível conhecer os parâmetros definidores de cada pondo da superfície terrestre, sendo eles: a) Altitude Ortométrica (H): Distância contada ao longo da linha vertical do geóide ao ponto. b) Altitude geométrica (h): Distância contada ao longo da normal do elipsoide de referência até o ponto. c) Ondulação geoidal (N): distância contada ao longo da normal do elipsoide ao geóide. d) Desvio da vertical: Desvio angu1lar entre a normal e a vertical 2.2 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DO ELIPSÓIDE A seguir, seguem as grandezas de mensuração do elipsoide de revolução. Veja a Figura 4, abaixo: Figura 4 – Elipse Fonte: http://matematecnologia.blogspot.com.br/ 𝑓 = 𝑎−𝑏 𝑎 (1) 𝑒 = 𝑐 𝑎 (2) 𝑒² = 𝑎²−𝑏² 𝑎² = 2𝑓 − 𝑓 (3) 10 𝑒′ = 𝑐 𝑏 (4) 𝑒′2 = 𝑎²−𝑏² 𝑏² (5) Onde, a= semi eixo maior; b= semi eixo menor; e= excentricidade; f= achatamento; A partir dessas grandezas é possível calculara grande normal e pequena normal, conforme apresentado na Figura 5 abaixo. Figura 5 – Grande normal e pequena normal Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfw 04AI/geodesia-geometrica Onde, P’P’’’= N= grande normal; P’P’’ = N’= pequena normal; 𝑁 = 𝑎 (1−𝑒² sen² ∅)1/2 (6) 𝑁′ = 𝑎(1−𝑒2) (1−𝑒2𝑠𝑒𝑛2∅)1/2 (7) 11 Além disso, é possível definir também o raio de curvatura, M, da seção meridiana, como demonstra a equação, a seguir: 𝑀 = 𝑎(1−𝑒2) (1−𝑒2𝑠𝑒𝑛2∅)3/2 (8) Daí define-se o raio de curvatura médio, pela expressão (9): 𝑅0 = √𝑀. 𝑁 (9) Onde, ∅ denota a latitude do lugar. 2.3 O SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO O sistema geodésico brasileiro é o SIRGAS 2000, tendo o ITRS como sistema de referência internacional. A figura geométrica de comparação com o planeta Terra corresponde ao elipsoide GRS 80, sendo que a materialização desse sistema se dá por meio de todas as estações que compõe a rede brasileira, implantadas a partir das estações de referência. 3. SISTEMAS DE COORDENADAS As coordenadas são valores lineares ou angulares que indicam a posição ocupada por um ponto em uma estrutura ou sistema de referência. Determinar as coordenadas de determinado ponto na superfície terrestre equivale a definir a posição planimétrica e/ou altimétrica desse ponto em relação a um sistema de coordenadas e um sistema de referência oficial, de tal forma que apresente uma posição unívoca e atemporal. É conveniente ressaltar que esse processo pode ser realizado por meio de três formas distintas, através de métodos trigonométricos, lineares e poligonométricos. 12 3.1. SISTEMA DE COORDENADAS 3.1.1. Sistema de coordenadas cartesiano plano Para determinar as coordenadas de um ponto nesse sistema é necessário conhecer as coordenadas de um ponto de origem, a direção e a distância entre essa origem e o ponto a ser determinado. Veja a Figura 6 abaixo: Figura 6 – Sistema Cartesiano Plano Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/ matematica/distancia entre-dois-pon- tos.htm Ao par ordenado (X, Y) dá-se o nome de coordenadas retangulares planas. No entanto, em virtude da esfericidade da Terra a representação de um ponto nesse sistema implica alguns erros relacionados à dimensão da área representada, pois ocorrem deformações nas direções, em distâncias e superfícies. Para solucionar esse problema, é possível utilizar as projeções cartográficas, uma vez que cada projeção é escolhida de acordo com o que se quer representar. No Brasil, a projeção adotada é a Universal Transversa de Mercator – UTM. Outra solução é representar os pontos medidos diretamente sobre o sistema retangular sem que se aplique algum tipo de relação matemática de transformação entre a superfície elipsoidal e a superfície plana. Para tanto, é preciso restringir as distâncias de acordo com o nível de precisão que se deseja obter. 13 3.1.2. Sistema de coordenadas polar plano Definido por uma origem e por uma reta referência que passa pelo ponto. Nesse caso, a coordenada de um ponto pode ser conhecida ao estabelecer o ângulo, θ, entre o ponto e a reta de referência e a distância, r, dele até a origem. Ao par (θ, r) nomeia-se coordenadas polares planas. Figura 7 – sistema de coordenadas polar plano Fonte: http://www.monografias.com/trabajos33/coorde- nadas-polares/coordenadas-polares.shtml 3.1.3. Sistema de coordenadas cartesiano espacial Nesse sistema, adiciona-se o eixo Z ao sistema cartesiano plano, ou a partir da adição de um segundo ângulo ao sistema polar plano. Figura 8 – Sistema de coordenadas espaciais Fonte: http://mentos-time.blogspot.com.br/ 14 3.1.4. Sistema cartesiano geocêntrico Corresponde a um sistema de coordenadas cartesianos espacial, cuja origem coincide com o centro de massa da Terra. Nesse caso, o eixo Y coincide com a linha do equador, o eixo X intercepta o meridiano de Greenwich e o eixo Z aponta para o polo norte. Por isso, esse sistema é denominado dextrogiro. Figura 9 – Sistema Geocêntrico Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABA AABJTsAD/aulas-geodesia 3.2. SISTEMA DE COORDENADAS CARTOGRÁFICAS E GEODÉSICAS As coordenadas geográficas são determinadas por uma superfície esférica de referência. Assim, os pontos são posicionados em função de valores angulares de arcos medidos em relação a essa superfície. As coordenadas geográficas geodésicas, ou simplesmente coordenadas geodésicas são aquelas em que a superfície de referência é o elipsoide de revolução definido a partir do sistema geodésico que o contém. Conforme as Figura 10, adiante, se definem as seguintes coordenadas geodésicas: 15 Figura 10 – Latitude e longitude geodésicas Fonte: http://www.ufrgs.br/engcart/Teste/conceitos.html a) Latitude geodésica (φ): ângulo formado entre a normal ao elipsoide e o equador. São referenciadas em relação à linha do equador de 0º a 90º no hemisfério norte e de 0º a -90º no hemisfério sul, ou simplesmente de 0º a 90º seguidos das iniciais N e S. b) Longitude geodésica (λ): valor angular do ângulo diedro formado entre o plano meridiano, que passa pelo ponto, com o plano que intercepta verticalmente o meridiano de Greenwich. São referenciadas em relação ao meridiano de origem de 0º a 180º a leste, 0º a -180º a oeste, ou simplesmente 0º a 180º seguidos das iniciais O e W. 3.3. TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS GEODÉSICAS Frequentemente, em vários problemas de engenharia, torna-se necessário expressar as coordenadas de um sistema de coordenadas em relação ao outro. Para isso, efetua-se um processo denominado transformação de coordenadas. 3.3.1. Geodésicas para cartesianas As seguintes expressões são empregadas no cálculo: 𝑋𝑝 = (𝑁 + 𝐻)𝑐𝑜𝑠∅𝑐𝑜𝑠𝛌 (10) 𝑌𝑝 = (𝑁 + 𝐻)𝑐𝑜𝑠∅𝑠𝑒𝑛𝛌 (11) 16 𝑍𝑝 = 𝑠𝑒𝑛∅[𝑁(1 − 𝑒2) + ℎ] (12) Onde, N = raio de curvatura da seção normal, conforme a equação (1); h = altitude geométrica; e² = primeira excentricidade, veja a equação (3); λ e φ = coordenadas geodésicas; 3.3.2. Cartesiana para geodésicas Por outro lado, para transformar coordenadas cartesianas em geodésicas as seguintes expressões são empregadas: 𝑡𝑎𝑛λ = 𝑋 𝑌 (13) 𝑡𝑎𝑛 ∅ = 𝑍+𝑒′2.𝑏.𝑠𝑒𝑛³𝜃 𝑝−𝑒2.𝑎.𝑐𝑜𝑠³𝜃 (14) ℎ = 𝑝 𝑐𝑜𝑠∅ − 𝑁 (15) Mas, 𝑝 = √𝑋² + 𝑌² (16) 𝑡𝑎𝑛 𝜃 = 𝑍.𝑎 𝑝.𝑏 (17) Onde, P e θ são quantidades auxiliares; e’² a excentricidade da elipse dada pela expressão (5); 17 4. REFERÊNCIAIS GEODÉSICOS 4.1 CONCEITO Um Sistema Geocêntrico de Referência – GRS é um sistema de coordenadas associado a algumas características terrestres e são utilizados para descrever as posições de objetos localizados na superfície da Terra. Convém sempre lembrar que a posição de um objeto não é um conceito absoluto, sendo assim, para determiná-la é necessário adotar um sistema de referência estável. A caracterização deles envolve: a) Definição: compreende a ideia conceitual envolvendo modelos matemáticose físicos com a adoção do elipsoide de revolução. b) Materialização (Frame): conjunto de estações geodésicas com suas respectivas coordenadas velocidades e precisões. c) Densificação: compreende as redes geodésicas de referência continental, nacional e regional. Nesse contexto, o posicionamento geodésico exige que os sistemas de referência celeste e terrestre sejam apropriados precisos e consistentes. 4.2. SISTEMA DE REFERÊNCIA CLÁSSICO – TOPOCÊNTRICOS A determinação de posições precisas em sistemas clássicos ou topocêntricos envolve métodos de triangulação e poligonação. Nesse caso, torna-se necessário adotar dois sistemas de referência, um horizontal, para determinar componentes planimétricas, e outro vertical, para determinar as componentes altimétricas. Os referenciais topocêntricos são mostrados abaixo: 4.2.1. Córrego Alegre Na década de 50 foi adotado o Sistema Geodésico Córrego Alegre que tinha como vértice o ponto Córrego Alegre. O elipsoide adotado como superfície de 18 referência foi Hayford de 1924, sendo seu posicionamento e orientação determinados astronomicamente. latitude = 19° 50' 14.91" S longitude = 48° 57' 41.98" W h = 683.81 metros 4.2.2. Astro Datum Chuá A partir de estudos gravimétricos na região do Córrego Alegre, foi escolhido o vértice de Chuá como novo ponto. Este sistema foi estabelecido pelo IBGE em caráter provisório, como um ensaio para a implantação do Datum SAD69. Nesse momento, foram ignoradas as componentes do desvio da vertical no processo de ajustamento das coordenadas do Datum. 4.2.3. SAD 69 O sistema geodésico SAD69 foi oficialmente adotado no Brasil em 1979. A imagem geométrica da Terra é definida pelo Elipsoide de Referência Internacional de 1967. O referencial altimétrico coincide com a superfície equipotencial que contém o nível médio do mar, definido pelas observações maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral do Estado de Santa Catarina. Para sua implantação foram determinados os parâmetros topocêntricos das componentes do desvio da vertical e também a ondulação geoidal do vértice. latitude : 19° 45' 41.6527" S longitude: 48° 06' 04.0639" W Altitude ortométrica: 763.28 m Azimute (Chuá - Uberaba): 271° 30’ 04.05” Em 1996 o IBGE concluiu o reajustamento da rede geodésica brasileira, utilizando-se das novas técnicas de posicionamento por satélites GPS. A ligação entre as duas redes foi feita através de 49 estações da rede clássica, as quais foram observadas por GPS. 19 4.3. SISTEMAS DE REFERÊNCIA MODERNOS – GEOCÊNTRICOS Pressupõe a adoção de um elipsoide de revolução cuja origem é coincidente com o centro de massa da Terra assim como seu eixo de rotação. A sua materialização se dá mediante ao estabelecimento de rede de estações geodésicas com coordenadas tridimensionais definidas através de técnicas de posicionamento por meio de aparelhos GPS. 4.3.1. ITRS É um sistema de referência espacial que rotaciona com Terra em seu movimento no espaço. Tem origem geocêntrica e orientação equatorial 4.3.2. WGS84 O WGS84 corresponde à versão do sistema de referência geodésico global estabelecido pelo departamento de defesa Norte Americano com o objetivo de fornecer posicionamento e navegação em qualquer parte do mundo. Ele é o sistema de referência das efemérides operacionais do sistema GPS. No Brasil, os parâmetros de conversão entre SAD69 e WGS84 foram apresentados oficialmente pelo IBGE em 1989. Esse sistema é geocêntrico com a mesma definição do ITRS. 4.3.2. SIRGAS 2000 O SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para a América do Sul) foi criado em outubro de 1993, tendo como principal objetivo estabelecer a definição materialização e manutenção de um sistema de referência geocêntrico tridimensional para a América do Sul. O elipsóide utilizado é o GRS-80 (Geodetic Reference System 1980), sendo considerado idêntico ao WGS84 em questões de ordem prática, como é o caso do mapeamento. As constantes dos dois elipsóides são idênticas, com exceção de uma pequena variação no achatamento terrestre. 20 No Brasil, fazem parte das estações SIRGAS, nove estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo). Achatamento do GRS80 (1/f) = 1/298.257222101 a = 6378237 metros 4.3.3 Vantagens em adotar o referencial geocêntrico no contexto brasileiro Melhor precisão; Padronização dos trabalhos nacionais com a adoção de um sistema único; Compatibilidade entre SIRGAS 2000 E WGS84 no nível de centímetro; Adoção dos mesmos parâmetros de transformação entre SAD69/WGS84 e SAD69/SIRGAS 2000; Maior confiabilidade dos resultados. 4.4 SITEMA GEODÉSICO BRASILEIRO – SGB É definido a partir do conjunto de pontos geodésicos implantados na porção da superfície terrestre delimitada pelas fronteiras do país. O sistema geodésico brasileiro apresenta, aproximadamente, setenta mil marcos de apoio horizontal e de referência de nível. Esses pontos são determinados por procedimentos operacionais e suas coordenadas calculadas segundo modelos geodésicos de precisão compatível com as finalidades a que se destinam, sendo que a imagem geométrica da Terra é definida pelo Elipsoide de Referência Internacional de 1967. Nesse contexto, a rede brasileira de monitoramento contínuo fornece uma estrutura de dados de suporte a todos os levantamentos executados com GPS em territórios nacional. Ademais, permite determinar as coordenadas de estações, efetuar estudos meteorológicos e de monitoramento da crosta terrestre. 5. CARTOGRAFIA A cartografia é a arte de levantamento, construção e edificação de mapas de qualquer natureza. A utilização dela é primordial nos dias do hoje, uma vez que ela pode ser aplicada como instrumento de planejamento e gestão pública, em obras de 21 saneamento, monitoramento e abastecimento de água, agronegócios, transporte, dentre outras áreas. Previamente, para confecção de mapas, devem-se coletar os dados da região estabelecida. Para obter essas informações podem-se aplicar levantamentos topográficos, geodésicos, por GPS e por meio de sensoriamento remoto. Posteriormente, esses dados são processados através da análise, correção e edição, gerando uma posterior representação da superfície estudada; 5.1 ESCALAS 5.1.1 Escala gráficas Essa escala, conforme evidencia a Figura 11, é representada por meio de uma linha reta divida em partes iguais. Sendo assim, a distância entre dois pontos no mapa pode ser determinada por meio da comparação entre essa linha, da qual a distância é conhecida, e entre os dois pontos, cuja distância quer se determinar. Figura 11 – Escala gráfica Fonte: http://f1colombo-geografando.blogspot.com.br/2011/03/ma- pas-escla-numerica-e-escala-grafica.html 5.1.2 Escala numérica Já a escala numérica e representada a por meio de frações. Dessa forma, o numerador corresponde à distância no desenho e o denominador corresponde à distância real. Logo abaixo, segue a equação 18, que servirá como exemplo em 22 casos de aplicação de proporções para determinar uma das grandezas que se deseja conhecer. 1 500.000 = d D (18) Onde: d = distância no desenho; D = distância real. A escolha de uma determinada escala varia em função do grau de detalhamento daquilo que se deseja representar. A Tabela 1, em seguida, mostra como escalas podem ser classificadas quanto ao tamanho,representação e aplicação. Tabela 1 – As escalas e suas classificações e aplicações Escala Tamanho Representação Aplicação Até 1: 25.000 Escala Grande Escala detalhada Plantas Cadastrais 1: 25.000 - 1:250.000 Escala Média Escala semi-detalhada Cartas Topográficas 1: 250.000 até menores Escala Pequena Escala de reconhecimento Cartas Topográficas e gerais Fonte: do autor, 2016 A tabela 2 mostra os tipos de representações cartográficas, suas respectivas escalas de representação e sua finalidade prática. Tabela 2 – Representações cartográficas Representação Superfície Escala Definição Finalidade Globo Esfera Pequena Representa os aspectos naturais ou artificiais de uma figura Cultural e ilustrativa 23 planetária Mapa Plano Pequena Área delimitada por acidentes naturais aspectos políticos e administrativos Cultural e ilustrativa Carta Plano média ou grande Representa os aspectos naturais ou artificiais de uma área tomada, delimitada por linhas convencionais Avaliação de pormenores Fonte; do autor, 2016 Como observação, é necessário salientar que a planta é um caso particular de carta, cuja representação em escala grande se restringe a uma área limitada. Nesse caso, devido às dimensões da região representada, a esfericidade da terra não é levada em consideração. As escalas adequadas para esse tipo de representação incluem as de 1/10.000 ou maiores. 6. SISTEMA DE PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS As projeções cartográficas surgem da necessidade de se representar uma superfície curva num plano, uma vez que, em geral, as superfícies planas, tais como os mapas e as cartas, por exemplo, são mais fáceis de ser manuseadas. No entanto, toda projeção implica em uma distorção, sendo assim a escolha da projeção a ser utilizada é em função do critério que se deseja privilegiar de acordo com a finalidade do projeto, assim destacam-se as seguintes projeções. a) Conformes: conservam-se todos os ângulos em torno de quaisquer pontos. Em decorrência dessa propriedade, não se deformam pequenas regiões. b) Equivalentes: não se alteram as áreas, isto é, seja qual for a porção representada num mapa, mantém-se a mesma relação com a área de todo o mapa. c) Equidistantes: são aquelas em que as distâncias lineares são preservadas, sendo que, para pequenas distâncias a escala é constante; 24 6.1. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A SUPERFÍCIE DE PROJEÇÃO 6.1.1. Projeção cilíndrica Nesse caso, o plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre. Elas são indicadas para representação de todo o planeta. Nelas os paralelos são retas horizontais e os meridianos são retas verticais. A Figura 12 constitui um exemplo de projeção cilíndrica. Figura 12 – Projeção Cilíndrica Fonte: Mundo educação, 2016 6.1.2. Projeção cônica A projeção cônica é obtida envolvendo a esfera terrestre com um cone. Nelas os paralelos são círculos concêntricos e os meridianos, retas que convergem para o polo. Essas projeções são mais apropriadas à representação cartográfica das áreas de latitudes médias como Europa, a Ásia e os Estados Unidos. A Figura 13 mostra uma representação de uma projeção cônica. 25 Figura 13 – Projeção Cônica Fonte: Mundo educação, 2016 6.1.3. Projeção plana ou azimutal O plano da projeção é um plano tangente à esfera terrestre. Nelas os paralelos são círculos concêntricos e os meridianos retos irradiam-se do polo, conforme apresentado na Figura 14. Essas projeções são mais comumente usadas para mapear áreas compactas, como as regiões polares. Figura 14 – Projeção plana ou azimutal Fonte: Mundo educação, 2016 6.1.4. Projeção polissuperfícial Neste caso, são empregadas mais de uma superfície de projeção, de um mesmo tipo, para representação de uma determinada região, com o intuito de diminuir as deformações ao representa-la. 26 6.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTATO A Figura 15 destaca os modos que podem ocorrer os contatos entre os planos de projeção e as superfícies, e a respectiva classificação de cada um deles. Figura 15 – Classificação das projeções quanto ao contato Fonte: IBGE, 2016 7. SISTEMA DE COORDENADAS – UTM No Brasil a projeção mais utilizada é a Projeção Universal Transversa de Mercator (UTM). O nome Universal é devido à utilização do elipsoide de Hayford (1909), conhecido como elipsoide Universal. 27 Ela é uma projeção cilíndrica transversal, devido à posição ortogonal do eixo do cilindro em relação ao eixo menor do elipsoide, como mostra a Figura 16, em seguida. Além disso, ela ainda é classificada como uma projeção conforme e secante. Nela os paralelos são retas horizontais e os meridianos são retas verticais. Essa projeção é utilizada em cartografia topográfica e temática, para referenciamento de imagens e como sistema de coordenadas para bases cartográficas em Sistemas de Informação Geográfica. Figura 16 – Projeção Transversa de Mercator Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABJTsAD/ aulas-geodesia?part=2 7.1. O FUSO COMO SISTEMA DE COORDENADAS Por esse sistema o globo terrestre é dividido em sessenta fusos verticais com 6° de largura em longitude. Cada um recebe um número como denominação, contado a partir do meridiano oposto ao Meridiano de Greenwich (anti-meridiano). O primeiro fuso recebe o número 1 e assim consecutivamente, no sentido leste, até o fuso 60. No sentido Norte-Sul, a divisão é feita em segmentos de 8°, sendo que a extensão latitudinal ocorre de 80º S a 84º N, devido à convergência dos meridianos na região dos polos. Cada fuso corresponde a um sistema de coordenadas, cuja origem é formada pela interseção da linha do equador com o meridiano central. Convém ressaltar que, as coordenadas UTM são expressas em metros. O eixo E (Easting) representa a coordenada no sentido leste-oeste e o eixo N (Northing) representa a coordenada no sentido norte-sul. 28 Conforme evidencia a Figura 17, para evitar coordenadas negativas, é atribuído o valor 500 km ao meridiano central. Assim, para os 6° de amplitude do fuso, o eixo E varia de, aproximadamente, 100 km até 900 km para cada fuso. Por outro lado, para o eixo N, a referência é o equador, sendo que o valor atribuído depende de hemisfério. Quando se trata de regiões no hemisfério norte, o equador tem um valor de N igual a 0 m. Já no hemisfério sul, o equador tem um valor N igual a 10.000 km. Dessa forma, um ponto P qualquer será definido pelo par de coordenadas UTM na forma, P(E; N). Figura 17 – Coordenadas de um fuso Fonte: http://www.ufrgs.br/engcart/Teste/ coord_exp.html, 2016 7.2. FATOR DE ESCALA O fator de escala K é dado pela equação (19) a seguir: 𝑘 = 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑛𝑎 𝑝𝑟𝑜𝑗𝑒çã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑛𝑜 𝑒𝑙𝑖𝑝𝑠𝑜𝑖𝑑𝑒 (19) Como visto, o meridiano central é o meridiano intermediário aos dois meridianos secantes ao cilindro. Sobre ele, o fator de redução de escala (k0) é de 0,9996, isto é, ocorre uma redução da dimensão real do terreno estudado. A partir 29 do meridiano central, o fator cresce para leste e oeste até atingir o valor 1 nas linhas de secância, onde a distorção é nula. Esse fator, então, continua a crescer até atingir 1,001 nas bordas do fuso situadas a 3° do meridiano central.A Figura 18 consiste em um diagrama esquemático que ilustra como se dá a mudança do fator de escala ao longo de um determinado fuso. Figura 18 – Zonas de redução e ampliação em um fuso Fonte: http://www.professores.uff.br/cristiane/Estudodirigido/Cartografia.htm,2016 7.3. ÍNDICE DE NOMENCLATURA E ARTICULAÇÃO DE FOLHAS A Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo (CIM) consiste numa representação da superfície terrestre recomendada pela UGGI (União Geodésica Geofísica Internacional) e, além disso, fornece subsídios para a execução de estudos de aspectos gerais e estratégicos ao nível continental. Essa distribuição é alcançada com a divisão do planeta em 60 fusos de amplitude 6º, numerados a partir do fuso 180º W - 174º W no sentido Oeste-Leste. Nesse contexto, cada um destes fusos, está dividido, a partir da linha do Equador, em 21 zonas de 4º de amplitude para o Norte e para o Sul. O índice de nomenclatura se aplica à denominação de todas as folhas de cartas do mapeamento sistemático. Nas Tabelas 3 e Figuras 19 e 20, mostram-se a nomenclatura, a articulação das folhas, e a cobertura CIM do território brasileiro, respectivamente. 30 Tabela 3 – Índice de nomenclatura do Brasil Fonte: CORREIA; MARTINS, 2008 Figura 19 – Cobertura do CIM no Brasil Fonte: IBGE, 1998 Figura 20 – Articulação das folhas Fonte: IBGE, 1998 31 Para as folhas de 1:1.000.000, usa-se uma numeração de 1 a 46; para folhas 1:250.000, uma numeração de 1 a 550; e nas folhas 1:100.000, utiliza-se a numeração de 1 a 3036. 8. SENSORIAMENTO REMOTO 8.1 DEFINIÇÃO Sensoriamento remoto é técnica de observação à distância pela captação e registro da energia emitida ou refletida pela superfície terrestre, que permite conhecer informações sobre sua natureza e, consequentemente, a gerir o espaço terrestre. Os equipamentos utilizados para essa tarefa são denominados sensores e podem ser: a) Satélites/Sensores ópticos (passivos): dependem da luz do sol; b) Satélites/Sensores Radares (ativos): produzem energia própria. A Figura 21, retratada abaixo, mostra um diagrama esquemático do processo envolvendo a técnica de sensoriamento remoto. Figura 21 – Interação Sol - Terra - Satélite Fonte: http://parquedaciencia.blogspot.com.br/2013/07/como-funciona-e-pa Ra-que-serve-o.html 32 Pela análise da Figura 21, observa-se que a imagem, coletada pelo sensor, é fruto da interação da energia com os elementos presentes nos objetos mapeados, que são caracterizados pela assinatura espectral, específica para cada superfície observada. Nesse contexto, a vegetação, por exemplo, tem um comportamento que difere do solo exposto, da água e de obras de engenharia, pois os componentes de cada um desses elementos são diferentes. Veja a Figura 22, que representa uma superfície imageada. Figura 22 – Superfície terrestre imageada Fonte: http://www.geoluislopes.com/2014/01/sensoriamento remoto-para-iniciantes.html O INPE, Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, possibilitou que o Brasil se tornasse a nação pioneira da América do Sul a dominar essa tecnologia. A partir dessa técnica, torna-se possível levantar os recursos naturais em escala global, planejar e monitorar projetos de engenharia, elaborar de mapas, executar cadastros para fins de desapropriações e acessos, etc. 8.2. FORMAS BÁSICAS DE INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM A SUPERFÍCIE Para compreensão dessa tecnologia é necessário salientar que ao atingir uma superfície, a radiação pode seguir três caminhos. Ela pode ser refletida ao incidir em determinada superfície, absorvida pelo anteparo (nesse caso, ocorre conversão de uma forma de energia em outra) ou, em alguns casos, transmitida de 33 forma parcial ou total. A Figura 23 evidencia essas três formas de interação da radiação com o espaço observado. Figura 23 – Formas de interação da radiação com a superfície Fonte: http://www.alfaconnection.pro.br/fisica/ luz/cores/as- -cores-na-natureza/ 8.3. NÍVEL DE COLETA DOS DADOS O nível de coleta de dados pode ser orbital, suborbital e terrestre conforme ilustra a Figura 24 abaixo: Figura 24 – Níveis de coleta de dados Fonte: http://www.geoluislopes.com/2014/01/sen- soriamento-remoto-para-iniciantes.html 34 a) Nível terrestre [1]: os sensores podem ser instalados em mastros, topo de prédios, montanhas, barcos ou fixados dentro de laboratórios; b) Nível sub-orbital [2]: caracterizado, geralmente, pela plataforma de coleta de dados em aviões, balões, helicópteros e outros; c) No nível orbital [3]: nesse caso, os satélites são empregados como plataformas; 9. SISTEMAS GLOBAIS DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE – GNSS 9.1 DEFINIÇÃO Os sistemas globais de navegação correspondem ao posicionamento por satélites utilizando toda infraestrutura do GPS, somando-a com a de outros sistemas de posicionamento. Atualmente, com a modernização das tecnologias nessa área, se destacam alguns sistemas de navegação. 9.1.1. NAVSTAR – GPS Sistema de radionavegação baseado em satélites concebido, incialmente, para fins militares, pelo departamento de defesa dos EUA. Esse sistema permite qualquer usuário determinar sua posição (tempo, latitude, longitude e altura geométrica em função de coordenadas cartesianas), velocidade e tempo em qualquer ponto da terra, sob quaisquer condições climáticas; 9.1.2. GLONASS Sistema de posicionamento russo, cuja constelação é composta por 24 satélites dispostos em 3 orbitas que servirá como complemento aos demais GNSS. 9.1.3. BEIDOU ou COMPASS Sistema de posicionamento chinês que no futuro contará com 35 satélites 35 9.1.4. GALILEO (Europa) O sistema de posicionamento europeu surgiu mediante ao impedimento do governo americano da permissão de que outras nações participassem da configuração do GPS. Constituído por 3º satélites (27 + 3 reservas), dispostos em 3 planos orbitais. 10. O GPS APLICADO À TOPOGRAFIA GPS (Global Positioning System) atingiu notória importância em diversos tipos de obras no setor da construção civil como: implantação de linhas de transmissão, construção de oleodutos e gasodutos, determinação da poligonal de apoio para locação de estradas e construção de barragens de hidrelétricas. 10.1. SEGMENTOS DO GPS 10.1.1. Segmento Espacial Composto pelos satélites (24/32 satélites, dispostos ao longo de 6 planos orbitais com 4 satélites cada) que transmitem os sinais aos receptores. A Figura 25, a seguir, evidencia a representação da constelação de satélites desse sistema. Figura 25 – Constelação de satélites do GPS Fonte: http://estagionaobra.blogspot. ,com.br/2013/11/hoje-na-aula_22.html 36 10.1.2. Segmento de controle Compreende as estações de monitoramento dos satélites. Essas estações corrigem e predizem as efemérides transmitidas e os erros de relógio, além de rastrear e fornecer a posição de cada satélite periodicamente. Figura 26 – Estações de Controle Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/328783/ 10.1.3. Segmento do Usuário Composto por pessoas e profissionais (cartógrafos, agrimensores, engenheiros) beneficiados pelo sistema que executam atividades concernentes ao SIG, à segurança, ao cadastro urbano e rural, ao monitoramento de queimadas,de desmatamentos, dentre outras. 11. FUNCIONAMENTO DO SISTEMA Primeiramente, as ondas de rádio, emitidas pelos satélites, são captadas por receptores GPS. A distância entre o satélite e o receptor é calculada por meio do tempo de propagação da onda nesse percurso, medido com auxílio dos relógios atômicos. Depois disso, conhecendo essa distância, as coordenadas (X, Y, Z) de posição do satélite que são referenciadas em relação ao sistema WGS84 e determinadas por meio dos elementos armazenados na memória desses receptores, realizam-se cálculos de triangulação que permitem estimar, após a correção dos 37 erros dos efeitos da atmosfera nos sinais, a longitude, latitude e altitude do ponto em questão. É necessário lembrar que os dados básicos, referentes ao posicionamento de um satélite, podem ser obtidos por meio de dois modos. Inicialmente, pelo intermédio das efemérides transmitidas que constituem os elementos que descrevem a órbita, parâmetros perturbadores e de tempo, adquiridas no momento da recepção ou através das efemérides precisas, disponibilizadas por instituições que compõe a rede IGS. A Figura 27 mostra um diagrama esquemático do princípio de funcionamento do GPS dividido em cinco etapas: triangulação dos sinais dos satélites, medição da distância do receptor em relação a cada satélite, medição precisa do tempo, determinação da localização do satélite no espaço e correção dos efeitos atmosféricos sinais. Figura 27 – Princípio de Funcionamento do GPS Fonte: http://www.prof2000.pt/users/migser/formacao_gps%20cfv2001.htm 38 11.1. O SINAL GPS O sinal emitido pelos satélites consiste em uma onda de rádio, da classe micro-ondas, situada na banda L. Essa onda é gerada a partir de uma frequência fundamental de 10,23 MHZ que gera as portadoras L1, que contém os códigos modulados CA e P. Por outro lado, a portadora L2 que apresenta apenas o código P. Além dos códigos, elas trazem também dados de navegação que contém parâmetros orbitais, de correção dos erros de relógio e propagações ionosféricas, além de informações sobre a saúde dos satélites. A Figura 28 é um esquema que evidencia a frequência de cada portadora obtida por meio da frequência fundamental, assim como os códigos modulados em cada uma delas. FIGURA 28 – Os sinais GPS Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/3402975/ 12. SERVIÇOS DE POSICIONAMENTO 12.1. Serviço de Posicionamento Padrão (SPS) Está disponível para todos os usuários. Esse serviço opera apenas com a portadora L1 e é usado na aquisição inicial dos sinais do satélite, através da sintonia do código C/A. Atualmente, disponibiliza uma precisão muito semelhante à dada pelo PPS, ou seja, na ordem dos 20 metros. 39 12.2. Serviço de Posicionamento Preciso (PPS) Está disponível apenas para usuários autorizados pelo governo dos E.U.A. Opera por meio das portadoras L1 e L2 através do código P, que permite obter precisões de 22m e 27.7m para o posicionamento horizontal e vertical, respectivamente. 13. RECEPTORES GPS Os receptores GPS podem são classificados de acordo com sua localização a) Navegação: destinados à navegação terrestre marítima e aérea em levantamentos com precisão de ordem métrica. Nesse caso, os receptores rastreiam apenas o código CA; b) Topográficos: Restritos a uma área de trabalho de raio 10 km, pois esses receptores são capazes de rastrear apenas a fase da onda portadora L1 e o código CA; c) Geodésicos: receptores utilizados na geodesia que permitem efetuar trabalhos em bases com raios maiores que 10 km. Nesse caso, os receptores são capazes de rastrear as fases das ondas portadoras L1 e L2. 14. MÉTODOS DE POSICIONAMENTO GPS 14.1. POSICIONAMENTO ABSOLUTO Nesse caso, as coordenadas de um ponto são referenciadas diretamente ao geocentro. Por meio desse método as coordenadas de um ponto são obtidas, utilizando-se apenas um receptor, através da medição desse ponto a vários satélites. Vale salientar que a precisão das coordenadas encontradas depende do PDOP, que se relaciona ao inverso do volume do sólido confinado entre a antena do receptor e os satélites. Dessa forma, volumes menores relacionam-se com PDOP’s maiores. A Figura 29 retrata as duas diferenças observáveis. 40 Figura 29 – PDOP ruim e bom Fonte: http://www.inde.gov.br/images/inde/recom_gps_internet.pdf 14.1.1. Posicionamento por ponto preciso Técnica que requer a utilização da pseudodistância, derivada do código CA, e da fase das ondas portadoras L1 e L2. Faz-se necessário copiar os dados do receptor para posterior processamento em softwares adequados. Figura 30: Posicionamento por ponto preciso (PPP) Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAZSgAF/relatorioposicionamento -por-ponto-atraves-gpa 41 14.2. POSICIONAMENTO RELATIVO Dois ou mais receptores envolvidos rastreiam, simultaneamente, um grupo de pelo menos dois satélites comuns, onde um dos receptores ocupa a estação com coordenadas conhecidas, denominada estação base. Esse método é utilizado em levantamentos expeditos e para navegação e em casos que o usuário dispor de apenas um receptor deverá, nesse caso, deve-se recorrer à estação SCA, da RBMC. A Figura 31 ilustra o método de posicionamento relativo Figura 31 – Posicionamento Relativo Fonte: http://www.inde.gov.br/images/inde/ recom_gps_internet.pdf 14.2.1. Método relativo estático Nesse método, tanto os receptores da estação de referência quanto o da estação de coordenadas a conhecer ficam em repouso. Além disso, o tempo do levantamento pode variar de 20min até muitas horas sendo que a precisão ocorre em torno de 4 mm. 14.2.2. Método estático rápido Diferencia-se do método relativo estático, pois o tempo de levantamento inferior é a 20min. Nesse contexto, observa-se que ele também é preferencial para bases curtas cuja distância entre uma base e outra é menor que 10 km. Assim como no método anterior a precisão é de 4 mm. 42 Este tipo de posicionamento é adequado quando se deseja alta produtividade e como alternativa ao método semicinemático em locais onde há muitas obstruções, pois o receptor móvel é desligado entre as sessões de coleta (MONICO, 2000a). 14.2.3. Método Semi cinemático (stop and go) Utilizado para o levantamento de detalhes, sendo que, por um tempo, o receptor fica parado (stop) e, em seguida, é deslocado (go). A precisão deste método encontra-se na faixa de 4 mm. A Figura 32 representa o método descrito. Figura 32 – Stop and go Fonte: http://nptel.ac.in/courses/105104100/ lectureB_13/B_13_8semi.htm 14.2.4. Método cinemático O modo de procedimento assemelha-se ao método anterior, no entanto, desta vez, não se identificam as estações. Nesse caso, são necessários, ao menos, 5 satélites e a precisão do método é 2 cm; 14.2.5. RTK-Real Time kinematic Dois receptores de simples ou dupla frequência estabelecem um link de comunicação para transmitir as correções e ou observações das estações de referência em tempo real. Nesse caso, como vantagens principais, tem-se, o maior controle, tempo de processamento, e os dados finais (N, E, H) e, como principal 43 desvantagem, tem-se a impossibilidade de ajustamento das redes. A Figura 33 ilustra esse método. Figura 33 – Método RTK Fonte: https://www.e-education.psu.edu/geog862/node/1828 15. DADOS OBSERVADOSCOM GPS Sabe-se que os dados obtidos com o GPS, podem ser mensurados, não somente, devido à medição do tempo, mas também, pela diferença de fase entre os sinais emitidos pelos satélites e aqueles, gerados internamente pelos receptores. Por meio dos dois dados, mencionados a seguir, é possível determinar a distâncias entre as antenas de satélites e receptores. 44 15.1. PSEUDODISTÂNCIA Diferença entre o tempo de transmissão, na escala de tempo do satélite, e o tempo de recepção, na escala de tempo do receptor, multiplicada pela velocidade da luz. 15.2. FASE DA PORTADORA Diferença de fase que vem do sinal do satélite e da fase gerada internamente, dentro do sensor. Essa diferença, que corresponde a um número inteiro de ciclos que não é reconhecido, denominada ambiguidade-N. 16. CONDIÇÕES PARA LEVANTAMENTOS COM GPS Não raro, os usuários do sistema GPS subestimam a necessidade de realizar um bom planejamento (GEMAEL, 2004). Mesmo levantamentos bem planejados podem ser afetados por algum fator que não foi considerado ou totalmente desconhecido. Entretanto, a realização de um bom planejamento, conciliado com a experiência do profissional, minimiza a possibilidade de ocorrência de problemas no levantamento e processamento. Nesse contexto, condições mínimas, tais como o mínimo de 2 receptores deve ser privilegiada para garantir melhor acurácia do levantamento. Ademais, deve- se escolher um dia, para realização do levantamento, em que visibilidade do céu seja suficiente em todas as estações para gerar bons PDOP’s/GDOP’s. Por fim, é necessário verificar se pelo menos 4 satélites comuns são rastreados por cada estação envolvida no processo de levantamento. 17. ERROS NO POSICIONAMENTO GPS 17.1. ERROS DE ATRASO (IONOSFERA E TROPOSFERA)/ATMOSFÉRICOS Quando a onda atinge a atmosfera, a velocidade decresce e se comporta de forma de forma aleatória, gerando o atraso da modulação portadora, ou atraso 45 ionosférico. Assim, aumenta-se o caminho percorrido pelo sinal emitido, influenciando as coordenadas dos pontos. 17.2. ERROS ÓRBITA DOS SATÉLITES No posicionamento por satélite, as coordenadas determinadas de um ponto estão relacionadas com as coordenadas dos satélites, através das observáveis pseudodistância e fase da onda portadora. Entretanto, se as coordenadas dos satélites estiverem erradas, esses erros serão propagados para as coordenadas estimadas. 17.3. PERDAS DE CICLO Corresponde à perda de sinal entre o receptor e o satélite. As perdas de ciclo podem ocorrer em frações de segundo ou durar até várias horas. Quanto maior for o intervalo de tempo, mais difícil será sua correção. 17.4. MULTICAMINHO É o recebimento de sinal pelo receptor, vindo de vários caminhos diferentes. O sinal transmitido pelo satélite pode ser refletido por superfícies refletoras fazendo com que o receptor colete tanto as observações transmitidas diretamente dos satélites, quanto àquelas vindas indiretamente. Isso faz com que erros sejam introduzidos nas observáveis GPS. 18. VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO GPS Dentre as vantagens em se utilizar esse sistema pode-se citar o fato de que os satélites estão altos o bastante para evitar problemas, a disponibilidade 24h/dia à precisão de 10 m para o modo absoluto e poucos milímetros para modo relativo fase. Além disso, destaca-se a acurácia suficiente para o posicionamento pontual. 46 19. MODERNIZAÇÃO DO GPS Dentre as medidas adotadas para a modernização do sistema GPS citam-se: O Refinamento do WGS84 tornou-se compatível com o ITRF no nível de cm; Inclusão dos códigos civis L1C, na L1, L2C, na L2 e mais uma frequência civil, L5 que permitirá a redução de efeitos ionosféricos, de problemas como o multicaminho e ambiguidade. 20. REDE BRASILEIRA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO – RBMC A RBMC é uma ferramenta de suporte para a utilização da tecnologia GPS. Nesse contexto, constitui o principal elo com os sistemas de referência internacionais. Além disso, essa rede permite o calculo contínuo das coordenadas na superfície terrestre, assim como visualização constante de coordenadas e consequente atualização do sistema. 21. SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS – SIG O Sistema de Informações Geográficas, SIG, é um sistema computacional que materializa conceitos do geoprocessamento. O geoprocessamento consiste em um conjunto de tecnologias de coleta, tratamento, manipulação e também apresentação das informações sobre o espaço estudado, tendo-se em vista um objetivo específico. O SIG é uma ferramenta adequada para a análise espacial dos dados armazenados no banco de informações do sistema, uma vez que atua como instrumentos de modelação de problemas, análise e simulação de cenários sendo, portanto, uma ferramenta de tomada de decisão e de uso integrado. De acordo com RAPER & MAGUIRE, 1992 os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) consistem em sistemas computacionais capazes de capturar, armazenar, consultar, manipular, analisar, exibir e imprimir dados referenciados espacialmente sobre/sob a superfície da Terra. 47 21.1. APLICAÇÕES DO SIG O SIG, de modo geral, apresenta uma estrutura contendo uma interface com usuário, uma base de dados, uma unidade de gestão dessa base de dados e um conjunto de funcionalidades para entrada, edição de dados, análise, produção e impressão de mapas, conforme se observado ao analisar a Figura 34. Figura 34 – A estrutura de um SIG Fonte: http://www.ufmg.br/proplan/wp-content/uploads/Apostila-de- Introdu%C3%A7%C3%A3o-ao-SIG-Proplan-2015.pdf Nesse contexto, o SIG pode ser utilizado como ferramenta para produção de mapas, suporte para análise espacial de fenômenos além de constituir um banco de dados geográficos com função armazenamento e/ou recuperação das informações geográficas. 21.2. MODELO DOS DADOS Nessa etapa, a informação real é codificada e representada através de modelos de dados com localização espacial, e um conjunto de descritores quantitativos e 48 qualitativos. Nesse contexto, a representação dos elementos geográficos pode ser feita de dois modos formato vectorial (vetor) ou matricial (raster). 21.2.1. Formato vetorial (vetor) No modelo de dados vetorial o espaço é ocupado por uma série de entidades (pontos, linhas e polígonos), descritas pelas suas propriedades e referenciadas segundo um sistema de coordenadas geométricas. Num modelo vetorial os objetos são estáticos e têm fronteiras bem definidas, sendo. Sendo assim, os formatos vetoriais são mais indicados para representações de entidades com distribuição espacial exata, como a localização de pontos de captação de água e estradas, por exemplo. 21.2.1. Formato Matricial (raster) Por outro lado, em um modelo de dados matricial ou raster, o espaço é composto por células ou pixels, às quais está associado um valor, representando uma superfície contínua de variação do dado de interesse. As dimensões da célula correspondem à resolução espacial, com que o tema está representado. Neste tipo de modelos as células são dispostas de uma forma regular e a sua posição é identificável através do índice de linha e coluna, em conjunto com a coordenada da primeira célula e com a dimensão da mesma. Os formatos matriciais são indicados para representações de grandezas com distribuição espacial contínua, tais como a pressão atmosférica e a temperatura, por exemplo. A Figura 35, a seguir, mostra as diferençasentre cada um dos modelos descritos anteriormente. 49 Figura 35 – Representação do mundo real, em modelos de dados vectoriais e raster Fonte: https://www.ufmg.br/proplan/wp-content/uploads/Apostila-de-Introdu%C3%A7%C3% A3o-ao-SIG-Proplan-2015.pdf 21.2.3 Atributos Os atributos, que corresponde à parte escrita, são tipos de dados não espaciais que objetivam definir e descrever uma região. Esses dados, assim como os demais, armazenados nos bancos de dados. 21.3. MODELAGEM O processo de modelagem objetiva traduzir o mundo real em outros domínios. A modelagem do mundo real é uma atividade complexa, uma vez que envolve a discretização do espaço geográfico para a sua devida representação. Em outras palavras, isso significa que o estudo do espaço deve ser fragmentado em diversos processos para que o problema se torne mais simples. Os processos de modelagem de dados geográficos interpretam os modelos numéricos e altimétricos de dados e utilizam grade de pontos que constituem representações matriciais em que a cada elemento da matriz estão associados às coordenadas planimétricas X e Y, e altimétrica Z. 50 21.3. SISTEMAS DE REFERÊNCIA As localizações das entidades representadas numa aplicação SIG são referenciadas à sua posição no mundo real. Na superfície esférica da Terra essas posições são localizadas por meio de coordenadas geográficas - latitude e longitude, no entanto, em um ambiente SIG são medidas num sistema de coordenadas plano e bidimensional, que descreve a distância a partir da origem (0,0) ao longo de dois eixos: um horizontal (X) e um Vertical (Y), que representam, respectivamente, o eixo Este/Oeste e Norte/Sul. 21.4. SISTEMA GERENCIADOR DE BASE DE DADOS – SGBD Conjunto de programas de computador (softwares) responsáveis pelo gerenciamento de bancos de dados inter-relacionado. O objetivo de um SGBD é manter dados e recuperá-los quando necessário. A manipulação da informação em um ambiente SIG é uma tarefa complexa. Nesse sentido, o SGDB pode oferecer funcionalidades específicas, tanto em termos de armazenamento quanto de recuperação, visando otimizar a manipulação de dados geográficos. 51 22. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. (PETROBRAS 2011) De acordo com a Norma Brasileira para a Execução de Levantamento Topográfico, é previsto o emprego dos métodos de nivelamento taqueométrico. a) geométrico e barométrico b) geométrico e trigonométrico b) geométrico e por GPS d) trigonométrico e por GPS e) trigonométrico e barométrico 2. (PETROBRAS 2011) Considerando-se as propriedades geométricas das seções meridianas de um elipsoide de revolução, afirma-se que tais seções: a) são perpendiculares ao eixo de rotação. b) são perpendiculares ao plano do equador. c) possuem achatamento nulo. d) possuem excentricidade nula. e) possuem raio de curvatura constante. 3. (PETROBRAS) O ITRS (International Terrestrial Reference System) é um sistema fixo que rotaciona com a Terra. A realização do ITRS deve, de preferência, ser especificada em coordenadas cartesianas X, Y e Z. O eixo Z aponta na direção do CTP (Conventional Terrestrial Pole); o eixo X, na direção média do meridiano de Greenwich; e o eixo Y deve ser orientado de modo que torne o sistema a) bidimensional b) levogiro c) dextrógiro d) orientado para o Polo Sul e) coincidente com o eixo de rotação da Terra 4. (PETROBRAS) O datum é a origem de um sistema geodésico e pode ser horizontal, vertical ou ambos. Ele é definido por: a) latitude, achatamento e semieixo, variáveis; azimute de partida e longitude, constantes 52 b) latitude, longitude e azimute de partida, variáveis; achatamento e semieixo, constantes c) longitude, azimute de partida e azimute de chegada, variáveis; semieixo e achatamento, constantes d) altitude ortométrica, longitude e azimute de partida, variáveis; raio médio e semieixo, constantes e) altura elipsoidal, azimute de partida e longitude, variá- veis; distância focal e diâmetro, constantes 5. (PETROBRAS) Considere as seguintes informações sobre o Sistema de Referência Geocêntrico para a América do Sul (SIRGAS): I - um dos benefícios do SIRGAS é a substituição das antigas redes geodésicas clássicas de referência existentes na América do Sul por uma rede com precisão compatível com as técnicas de posicionamento GPS; II - o sistema de referência do SIRGAS é o International Terrestrial Reference Frame (ITRF); III - O elipsoide de referência é o Geodetic Reference System – 1980 (GRS-80); IV – para a determinação dos parâmetros do SIRGAS foi necessária a realização de coletas de observações em diversas estações da superfície da América do Sul. Estão corretas as seguintes afirmativas: a) I, II, III b) I, II, IV c) I, III, IV d) II, III, IV e) I, II, III, IV 6. (PETROBRAS) De modo a acompanhar a evolução tecnológica dos métodos de posicionamento geogésicos, o Brasil, por intermédio do IBGE, adotou, tanto para o SGB (Sistema Geodésico Brasileiro) quanto para o SCN (Sistema Cartográfico Nacional) o sistema de referência que é coincidente com os seguintes sistemas a)WGS84 e ITRF 2000 b) ITRF94 e ITRF 2000 c) SAD 69/96 e Córrego Alegre 53 d) SAD 69/96 e WGS84 e) SAD 69/96 e ITRF94 7. (PETROBRAS) A mudança de sistemas UTM ao longo da região de interesse, pode ser um empecilho para o planejamento de atividades extensas. Em condições normais, essa mudança ocorre em intervalos de a) 3º de longitude e quando há mudança de hemisfério. b) 4º de longitude e quando há mudança de hemisfério. c) 6º de longitude e quando há mudança de hemisfério. d) 4º de latitude e de 6o de longitude. e) 6º de longitude, apenas. 8. (PETROBRAS) Acerca do sistema UTM, analise as afirmativas a seguir. I - Cada fuso pode ser prolongado até 30’ sobre os fusos adjacentes, criando-se assim uma área de superposição de 1º de largura. II - A origem do sistema pode ser deslocada do centro do fuso para algum ponto que facilite o mapeamento de determinada região. III - O sistema UTM é um sistema tridimensional, visto que fornece as coordenadas E, N e H de cada ponto. É correto APENAS o que se afirma em a) I b) II c) I e II d) I e III e) II e III 9. (URCA) A cartografia veio acompanhando a evolução técnica da humanidade e o mapa foi se impondo como um instrumento capaz de reunir informações úteis ao homem, para fins diferenciados. A respeito do uso atual do mapa, é CORRETO afirmar que: 54 a) A curva de nível é uma linha que no mapa liga pontos da mesma amplitude térmica, seu traçado permite identificar os domínios das massas de ar. b) O planisfério de Mercator é o mapa-múndi usado como padrão nos livros e atlas porque ele representa com maior objetividade a constituição geomorfológica do planeta. c) O planejamento territorial com base em informações geoprocessadas visa reduzir a ação da fiscalização do Estado sobre as questões ambientais e a propriedade privada. d) Os mapas que utilizam escalas pequenas permitem uma representação mais detalhada da realidade enfocada. e) A indicação da escala utilizada é indispensável para a leitura adequada de produtos cartográficos. 10. (U.E.SANTA CRUZ) A partir da análise das ilustrações e dos conhecimentos sobre mapas, escalas e projeções cartográficas, pode-se afirmar: a) Os mapas que mostram características específicas da realidade geográfica sãochamados de mapas gerais b) O mapa que utiliza uma escala pequena é o que apresenta mais detalhes da realidade geográfica representada. c) I representa a projeção de Mercator, a mais nova das projeções, criada no século XIX, e se caracteriza por deformar áreas de médias latitudes. d) II representa a projeção cilíndrica, em que a única coordenada que se apresenta em tamanho original é o Equador. 55 e) III representa a projeção cônica, a mais antiga das projeções e, por esse motivo, reflete a ideologia do eurocentrismo. 11. (UFRN) O roteiro turístico de Natal apresenta o centro histórico da cidade como um dos atrativos. O recurso cartográfico que possibilita uma melhor identificação da localização das edificações que compõem o centro histórico é a planta, porque possui uma escala: a) grande que favorece a representação de áreas com grande extensão territorial. b) pequena que permite identificar detalhadamente aspectos da paisagem. c) pequena com alto grau de precisão de pequenas extensões do espaço. d) grande com alto grau de detalhamento do espaço representado. 12. (UEPI) Os sistemas de projeção são indispensáveis para a elaboração de qualquer tipo de mapa. Com relação a esse assunto, observe o mapa a seguir e assinale o sistema a) Projeção Poligonal b) Projeção Azimutal Equidistante Polar c) Projeção Cilíndrica d) Projeção Policônica e) Projeção Ortogonal 13. (UERJ) Observe na imagem uma feição de relevo em escarpa, área de desnível acentuado de altitude, encontrada geralmente nas bordas de planalto, como os trechos da Serra do Mar no estado do Rio de Janeiro 56 Utilizando a técnica das curvas de nível, uma representação aproximada dessa imagem em uma carta topográfica está indicada em: a) b) c) d) 14. (UFAL) Observe atentamente a figura a seguir. Trata-se de um esboço de curvas de nível. Assinale qual a forma de relevo que mais se aproxima do que está representado pelas curvas de nível no trecho XY. 57 a) b) c) d) 58 15. (Unifei-SP – adaptada) O monitoramento por satélites e o GPS (Sistema de Posicionamento Global) são inovações tecnológicas atualmente usadas por órgãos governamentais, agricultura, empresas, pessoas etc. Sobre essa questão, escreva verdadeiro (V) ou falso (F) para os itens abaixo e assinale a alternativa correta: I. O GPS é um Sistema de Posicionamento Global constituído por dezenas de satélites que emitem sinais de rádio captados por aparelhos especiais em qualquer ponto da superfície da Terra. II. O GPS indica ao usuário sua localização em termos de latitude, longitude e altitude. III. Na agricultura, essas tecnologias podem ser utilizadas a fim de que se obtenha maior produtividade com custos menores. IV. Essas inovações tecnológicas permitem, por exemplo, detectar e acompanhar a direção e o deslocamento de queimadas e avaliar prejuízos em áreas atingidas por secas ou inundações. a) VFVV. b) VVVF. c) FVVV. d) VVVV. 16. A importância do Geoprocessamento reside no tratamento de imagens para a produção de mapas, cartas, projeções cartográficas e recolher dados em forma de gráficos, quadros e tabelas sobre os diversos elementos da superfície terrestre. Sobre o Geoprocessamento, assinale a alternativa incorreta: a) O uso de softwares e equipamentos tecnológicos é imprescindível para a operação do Geoprocessamento. 59 b) A aerofotogrametria pode ser uma importante ferramenta a ser utilizada pelo Geoprocessamento. c) A produção de mapas digitais depende única e exclusivamente das imagens e dados fornecidos pelos satélites. d) O Geoprocessamento pode ser muito útil para serviços de espionagem, uma vez que as imagens de satélite permitem visualizar, em detalhes, qualquer ponto da superfície terrestre. 17. (UFAM) Sobre o GPS, leia as assertivas abaixo e assinale somente as que estão corretas: I. O GPS é considerado, atualmente, a mais moderna e precisa ferramenta de determinação da posição de um ponto da superfície terrestre. É um termo em inglês que significa Global Positioning System. II. O GPS permite apenas o monitoramento de deslocamentos realizados em pequenas distâncias de um ponto para outro, em linha reta. III. O GPS é um instrumento de orientação utilizado apenas em automóveis importados. IV. O GPS representa uma tecnologia desenvolvida inicialmente para fins bélicos. Foi durante a Guerra do Golfo que sua aplicação obteve sucesso. V. GPS é um sistema que se baseia na utilização de mapas e cartas milimetricamente representadas em um gráfico de escalas pequenas. a) Apenas I e IV são corretas. b) Apenas II e V são corretas. c) Apenas I e III são corretas. d) Apenas II e III são corretas. e) Apenas IV e V são corretas 18. (PETROBRAS) O uso de duas frequências (L1 e L2) para o posicionamento nos sistemas globais de navegação por satélite, tem por objetivo propiciar as condições matemáticas para a correção da(o): a) refração ionosférica b) multicaminhamento c) erro de posicionamento do satélite d) erro do relógio do rastreador 60 e) erro do relógio do satélite 19. (PETROBRAS) Considere as seguintes informações sobre o Sistema de Posicionamento Global I - os satélites GPS utilizam relógios atômicos para registrar o instante da emissão do sinal; II - o sistema de tempo utilizado no GPS é o Tempo Universal Coordenado; III - as unidades de medida de tempo no GPS são dia e hora; IV - a sincronização dos relógios dos satélites é realizada pelo segmento de controle do GPS. É correto o que se afirma em: a) I e III b) I e IV c) II e III d) I, II e IV e) II, III e IV 20. A aerofotogrametria é a produção de imagens a partir de câmeras fotográficas instaladas em bases de aviões e helicópteros. Essa prática enquadra-se nas características de: a) Geoprocessamento b) Sensoriamento Remoto c) Enquadramento aéreo d) Cartografia fotográfica e) Mapeamento por imagens. 21. (ACAFE 2009) Sobre Sistemas de Informações Geográficas – SIG analise as afirmações a seguir. I - As bases de dados dos SIGs devem ser uma coleção estruturada de dados digitais espaciais e devem ter componentes gráficos (linhas, pontos, polígonos e imagens raster) e não gráficos (informação tabular). II - Em ambientes coorporativos são ferramentas que possibilitam tomadas de decisões mais rápidas e seguras. 61 III - São sistemas computacionais que permitem ao usuário coletar, manusear e analisar dados georreferenciados. IV - Computer Aided Cartography – CAC e SIG são sinônimos. V - A integridade e a confiabilidade dos dados utilizados num SIG não são levadas em conta, uma vez que esses sistemas computacionais são programados para corrigir qualquer irregularidade nos dados utilizados. Todas as afirmações corretas estão em: a) I, II, III b) I, II, IV c) II, III, V d) III, IV e) IV, V 22. (CEFET-MG) Sobre o Sistema de Informação Geográfica, é correto afirmar que: I – se apresenta como um importante instrumento para o planejamento urbano e rural. II – correlaciona diversos dados do espaço terrestre de acordo com determinada finalidade. 62 III – se elabora como produto final cartogramas diversos, fiéis ao espaço representado. IV – se organiza em modelo de camadas no formato de matrizes ou imagens a partir de variáveis selecionadas.V – exibe a cada camada um mapa tridimensional com diversas características físicas de uma região. Estão corretas apenas as afirmativas a) I, II e III. b) I, II e IV. c) I, IV e V. d) II, III e V. e) III, IV e V. 23. (PETROBRAS) Uma propriedade importante do modelo de dados matricial refere-se à rapidez na comparação de atributos de feições com coordenadas específicas, dispostos em camadas distintas porque a) cada, pixel, de cada camada, pode armazenar informações relativas a apenas um atributo, eliminando ambiguidades na análise. b) para este tipo de operação não se considera a superposição das feições sob análise. c) os dados matriciais são armazenados na mesma sequência com que são digitalizados. d) a pré-definição da localização das células em camadas permite a combinação lógica e aritmética dos valores dos pixels. e) a codificação da topologia, no modelo matricial, independe da resolução. 24. Conhecidas as coordenadas geodésicas de um ponto, determine suas coordenadas cartesianas. Dados: Φ = -22º07’09,9678’’ λ = -51º24’28,9709’’ h = 435,424 m a =6.378.160 m 63 f = 1/298,25 25- Aplicar o procedimento inverso, isto é, dadas as coordenas cartesianas, obter as geodésicas: X = 3.687.691,679 m; Y = -4.620.822,543 m; Z = -2.386.842,136 m; RASCUNHO 64 GABARITO 1 2 3 4 5 D B C D E 6 7 8 9 10 A E B E D 11 12 13 14 15 D B A C C 16 17 18 19 20 C A A B B 21 22 23 24 25 A B D ABERTA ABERTA 65 REFERÊNCIAS CORREIA, Antônio Henrique; MARTINS, Ronald Alexandre. Fundamentos de Cartografia e GPS. 2008. 93f. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Geoprocessamento) – Instituto de Geociências, Univrsidade de Brasília, Brasília, 2008. ANGELA DOS SANTOS, Isabel. Mapa índice digital na CPRM: recurso a serviço da disseminação da informação cartográfica. XV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013 MONICO, J. F. G. Posicionamento por ponto de alta precisão utilizando o GPS: uma solução para a geodinâmica, Revista Brasileira de Geofísica, v 18, n°1, pp. 39 - 48, março, 2000b. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbg/v18n1/5879.pdf. Acesso em: 09/06/2006b GEMAEL, Camil. Geodesia Celeste. Editora UFPR, 2004. RAPER, J. F.; MAGUIRE, D. J. Design Models and Functionality in GIS. Computers and Geosciences, London, v.18, n.4, p.387-400, 1992. MUNDO GEO. Disponível em: <Fonte: http://mundogeo.com/blog/2014/06/27/> Acesso: 2016 EBAH. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABJTsAD/aulas- geodesia> Acesso: 2016 SIRGAS. Disponível em: http://www.sirgas.org/. Acesso: 2016 MATENATECNOLOGIA. Disponível em: http://matematecnologia.blogspot.com.br/ Acesso: 2016 66 ‘EBAH. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfw04AI/geodesia- geometrica> Acesso: 2016 BRASIL ESCOLA. Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/matematica/distancia entre-dois-pontos. htm. Acesso: 2016 MONOGRAFIAS. 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