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Aula 16
Segurança e Transporte p/ TRF 2ª Região (Com videoaulas)
Professores: Alexandre Herculano, Marcos Girão
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Conhecim. Específicos p/ Técnico Segurança e Transporte - TRF 2ª Região
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Aula 16 - Noções sobre Serviço de Inteligência
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .......................................................................................................... 3
I - NOÇÕES SOBRE SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA ......................................................... 5
1. Conceitos Básicos na Linguagem da Inteligência ................................................. 5
2. A Inteligência - Finalidade e Utilização .............................................................. 10
2.1. O que é um DADO? ...................................................................................... 12
2.2. O que é uma INFORMAÇÃO? ........................................................................ 12
2.3. O que é o CONHECIMENTO? ......................................................................... 14
3. Fontes de Coleta ................................................................................................ 18
3.1. Quanto ao TIPO ou NATUREZA: ............................................................... 19
3.2. Quanto à ORIGEM: .................................................................................... 19
3.3. Quanto ao SIGILO: ................................................................................... 20
4. Princípios Básicos da Inteligência ..................................................................... 22
4.1. Princípio da Oportunidade ........................................................................... 22
4.2. Princípio da Objetividade ............................................................................ 23
4.3. Princípio da Segurança ............................................................................... 23
4.4. Princípio da Cooperação (ou Interação) ..................................................... 23
4.5. Princípio da Amplitude ............................................................................... 24
4.6. Princípio do Controle .................................................................................. 24
4.7. Princípio da Imparcialidade ........................................................................ 24
4.8. Princípio da Simplicidade............................................................................ 24
4.9. Princípio da Permanência ........................................................................... 25
4.10. Princípio da Precisão ................................................................................. 25
4.11. Princípio da Compartimentação ................................................................ 25
4.12. Princípio do Sigilo ..................................................................................... 25
5. Metodologia de Produção de Conhecimentos ..................................................... 29
5.1. Etapa I - PLANEJAMENTO ........................................................................... 30
5.2. Etapa II - REUNIÃO ..................................................................................... 35
5.3. Etapa III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO ..................................................... 37
5.4. Etapa IV ± DISSEMINAÇÃO (ou DIFUSÃO) .................................................. 41
II - SEGURANÇA DO CONHECIMENTO ....................................................................... 45
1. Conceito ............................................................................................................ 45
1.1. Acesso ......................................................................................................... 49
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1.2. Ameaça ....................................................................................................... 49
1.3. Necessidade de Conhecer ............................................................................ 49
1.4. Credencial de Segurança ............................................................................. 49
1.5. Compartimentação ...................................................................................... 49
1.6. Informação sensível .................................................................................... 50
1.7. Informação sigilosa ..................................................................................... 50
1.8. Termo de Confidencialidade ........................................................................ 50
1.9. Vazamento .................................................................................................. 50
1.10. Fuga .......................................................................................................... 51
1.11. Espionagem ............................................................................................... 51
1.12. Sabotagem ................................................................................................ 51
III - SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA - LEI Nº 9.883/99 ........................... 55
1. Inteligência e Contrainteligência ....................................................................... 55
2. Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) ...................................................... 56
3. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) ......................................................... 58
3.1. Finalidade e Competências .......................................................................... 58
3.2. O Acesso a Documentos de Inteligência ...................................................... 61
3.3. A ABIN e a Política Nacional de Inteligência ................................................ 62
4. Órgão de Controle Externo da Atividade de Inteligência.................................... 62
IV - O SISBIN E O DECRETO Nº 4.376/02 ................................................................. 73
1. Introdução ........................................................................................................ 73
2. Composição do Sistema Brasileiro de Inteligência ............................................. 75
2.1. Ministérios ................................................................................................... 76
2.2. Órgãos com Status de Ministério ................................................................. 79
3. A ABIN no âmbito do SISBIN ............................................................................. 80
3.1. O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência ......... 82
4. O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência ............................ 83
4.1. As Competências do Conselho ..................................................................... 83
4.2. A Composição do Conselho .......................................................................... 84
4.3. As reuniões do Conselho.............................................................................. 87
Questões de sua Aula ............................................................................................... 99
GABARITO .............................................................................................................. 111
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APRESENTAÇÃO
Olá, caro aluno!
Como estão os estudos?
Nesta aula de hoje, trataremos sobre três assuntos importantes,
intimamente interligados e muito interessantes para a sua vida profissional
como futuro servidor da área de segurança. São eles:
Noções sobre Serviço de Inteligência
Proteção do Conhecimento
Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN)
Apesar do segundo não vir expresso no Edital do seu cargo, um assunto
é completamente inter-relacionado ao outro e não há como estudá-los em
separado.
O Banco Central, os órgãos do Ministério Públicos e Tribunais país afora
tomam decisões ali que podem influenciar a vida de milhares de pessoas. É de
se imaginar então que muitas das informações que ali são produzidas tenham
certos (ou elevados) graus de sigilo, não é mesmo?
Faz-se necessário então que tais órgãos conheçam a si mesmo e tomem
as melhores medidas para proteger o conhecimento que produz. E não só isso!
É preciso que cada instituição conheça um pouco sobre o lado adverso (o lado
do mau) e use, com a maior intensidade possível, ferramentas para saber em
que chão está pisando, para que se previna correta e tempestivamente contra
as adversidades. É aí que entra a importância das equipes de inteligência da
área de segurança do órgão e talvez será lá que será seu cotidiano de
trabalho!
Infelizmente, são poucas as questões sobre o tema, mas todas estarão aqui e
você, meu aluno do Estratégia, será privilegiado com um conteúdo
exclusivíssimo, além do comentário de todas essas questões.
E veremos também, um estudo bem legal sobre as importantíssimas
normas federais que tratam do Sistema Brasileiro de Inteligência
(SISBIN).
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São elas:
Lei Federal nº 9.883/99
Decreto Federal nº 4.376/02
Tratam-se normativos completamente inter-relacionados, pois o Decreto
nº 4.376/02 é o próprio regulamento da Lei nº 9.883/99. Vamos estudá-los
em separado, mas de uma forma que ficará bem tranquila a assimilação das
regras de cada um deles, ok?
Então, aperte o cinto e sigamos para mais essa viagem. Vamos lá!
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I - NOÇÕES SOBRE SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA
1. Conceitos Básicos na Linguagem da Inteligência
Se conheceis o inimigo e a vós mesmos, não deveis temer o
resultado de cem batalhas. Se vos conheceis mas não ao
inimigo, para cada vitória alcançada sofrereis uma derrota.
Se não conheceis nem a um nem a outro, sereis sempre
derrotados." (Sun-Tzu, 500 a.C)
Caro aluno, desde a mais remota antiguidade a atividade de
Inteligência, com nomes e objetivos coerentes com a época e a necessidade
das sociedades, tem sido um dos instrumentos mais úteis para governantes
sábios e estrategistas competentes, como bem sintetizou o sábio Sun-Tzu Wu,
no trecho acima retirado de seu livro A Arte da Guerra.
Na atualidade da maioria dos Estados e das cidades brasileiras,
mergulhadas em um quadro de criminalidade e violência que modifica hábitos,
aumenta despesas das empresas e dos governos, ceifa vidas humanas e
atinge a cidadania, o vocábulo Inteligência é quase cotidianamente invocado
como um dos instrumentos capazes de apontar um caminho para a solução do
problema.
Atualmente, a Inteligência deixou de ser um instrumento à
disposição somente dos governantes para se tornar atividade,
produto, estrutura e até arte, para aqueles que precisam planejar,
decidir e agir em proveito de todo tipo de organização ou atividade
humana, como a Segurança Pública. O que diferencia sua estruturação é o
foco dos negócios, que define as necessidades peculiares de conhecimentos, os
meios a serem utilizados, o ambiente operacional em que se deve atuar e os
atores do universo antagônico.
Na questão grave da segurança, seja ela pública ou particular, configura-
se a Inteligência como o segundo elemento de um binômio indissolúvel. Não
se produz um mínimo de garantias à vida, ao patrimônio ou à imagem, sem
conhecimentos adequados. Trata-se de uma necessidade intrínseca!
A Inteligência não é útil apenas para auxiliar na solução de crimes,
como Inteligência Policial. O espectro de atuação deve ser bem mais amplo e
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abrangente. É importante como ferramenta estratégica para entender a
dinâmica do crime no Século XXI e auxiliar a desvelar propostas de solução.
A Inteligência tem como funções, por exemplo, a de disponibilizar
conhecimentos a respeito da ameaça representada pelo crime estruturado; a
de dar suporte às investigações de crimes de massa, ou com motivações
peculiares como os passionais; e a de assegurar melhores condições de
sobrevivência operacional ao homem da ponta da linha - o policial em contato
com o criminoso. Afinal de contas, ninguém defende a sociedade se não tiver
conhecimentos mínimos que lhe assegure, primeiro, sua própria vida, não é
verdade?
A Inteligência voltada para a Segurança Pública pode ser entendida e
estruturada sob dois vieses de acordo com a necessidade, os propósitos ou a
visão de seus gestores:
9 Inteligência Policial, dando suporte à investigação de crimes e
atividades criminosas, com geração de provas, situação em que as
metodologias, com suporte tecnológico, de análise, de
arquivamento, de recuperação e relacionamento de dados crescem
geometricamente de importância.
9 Inteligência de Segurança Pública na qual avulta de importância
o vetor estratégico para a produção de conhecimentos que facultem
o planejamento estratégico, tático e operacional, desenvolvimento
de estruturas com visão de futuro e execução de operações que
venham a garantir a segurança coletiva e os direitos individuais do
cidadão.
É fácil perceber que, conforme visualizado, a Inteligência Policial
contribuiria de forma indireta para o desenvolvimento da sensação de
segurança, mediante a elucidação dos casos concretos e repressão pela
punição dos autores de delitos.
A Inteligência de Segurança Pública, mais abrangente, orientada
para a prevenção e manutenção da ordem pública, operaria nos três níveis
básicos ± o Estratégico, o Tático e o Operacional - de maneira coerente e em
sinergia com qualquer modelo de planejamento estratégico governamental.
Ok, professor, mas e na segurança privada, ou seja, empresarial?? É
possível também as aplicações acima descritas?
E muito, caro aluno! E não só na segurança empresarial como na
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Segurança Corporativa como todo!
A Inteligência Competitiva tem sua origem nos métodos utilizados
pelos órgãos de Inteligência governamentais,que visavam basicamente a
identificar e a avaliar informações ligadas à Defesa Nacional. Essas
ferramentas foram adaptadas à realidade empresarial e à nova ordem
mundial.
Para a Segurança Corporativa cabem adaptações aos modelos
mencionados, buscando sempre o atendimento aos propósitos da organização.
A Inteligência Competitiva incorporou-se aos ativos organizacionais a
fim de possibilitar a adoção de melhores e oportunas decisões, com o intuito
de visionar as oportunidades de melhorias e garantir a continuidade dos
negócios no contexto do mundo corporativo.
Nos dias atuais, as corporações vivenciam a Era do Conhecimento
digital, considerado como seu mais importante patrimônio a ser protegido.
Sendo assim, a Inteligência Competitiva tem um importante legado que
fora deixado por importantes personalidades historicamente reconhecidas
pelas suas significativas contribuições à sociedade: Sun-Tzu, Gêngis-Khan e
Francis Walsingham, dentre muitos outros que agregaram à sociedade
globalizada valores que até os dias atuais são merecedores de estudos mais
detalhados para sua compreensão e assimilação, tais como:
a importância da qualidade dos dados coletados;
o valor imensurável do princípio da oportunidade;
a isenção de opinião do analista no processo de produção do
conhecimento.
Para prover suporte a esse processo informacional, foram incorporadas
as técnicas da Ciência da Informação, principalmente no que diz respeito:
9 ao gerenciamento de informações formais;
9 ao gerenciamento da tecnologia da informação, dando ênfase às suas
ferramentas de gerenciamento de redes e informações e às
ferramentas de mineração de dados; e
9 à aplicação da Administração, representada por suas áreas de
estratégia, marketing e gestão.
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Diante do exposto podemos tirar duas conclusões importantíssimas:
¾ A Inteligência é uma ferramenta largamente utilizada por
empresas e organizações no mundo todo para avaliar
ameaças e identificar oportunidades.
¾ Como ferramenta estratégia, a Inteligência deve permitir o
posicionamento da organização em seu ambiente, o
conhecimento desse ambiente, o papel e poder dos atores
que nele agem, os paradigmas dominantes e a evolução das
muitas situações presentes ou do passado que podem
retornar.
Fica evidente a necessidade de uso da ferramenta Inteligência como
processo para gerar os conhecimentos necessários aos planejamentos e
decisões estratégicas.
Atualmente, não é somente importante planejar, especialmente quando
o foco é a segurança, mas ter a capacidade de ser resiliente, de mudar com o
máximo de rapidez e proficiência o que se está fazendo. Só é possível mudar,
alcançando melhores resultados com rapidez, com conhecimento, com
Inteligência.
É uma ferramenta que, nos dias atuais, diante do avanço dos meios de
conectividade, pode ser utilizada por um indivíduo que pretenda ludibriar a boa
fé de um incauto ou por um grupo que pretenda roubar um banco, causar
danos à imagem de uma organização, ou mesmo realizar um atentado
terrorista. Também é um suporte imprescindível para planejadores e decisores
estratégicos de segurança. Fica mais do que provado, portanto, que é uma
ferramenta de suporte à decisão e ao planejamento, consagrada através dos
séculos.
Pois bem, fizemos até aqui um voo rasante sobre a importância da
Inteligência para a Segurança Pública e para a Segurança Privada. O intuito
foi o de embasar as respostas para a pergunta que deve estar fervilhando em
sua cabeça:
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Professor, qual é de fato o conceito de Inteligência Competitiva ou
Serviço de Inteligência?
Vamos começar a respondê-la no tópico a seguir! Antes disso, a nossa
primeira questão desta aula:
01. [FCC ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2006] O processo de
inteligência competitiva se tornou importante porque foi adaptado à
realidade empresarial e à nova ordem mundial. Foram incorporadas a
tal processo técnicas utilizadas
(A) pela tecnologia da informação e de gerenciamento de redes.
(B) pelo estatuto do programa de informações governamentais.
(C) pela Organização Mundial dos Direitos Humanos e pela administração
pública.
(D) pelo estatuto dos oficiais militares e civis.
(E) pela ciência da Comunicação Social e pela defesa.
Comentário:
Lembrando o que acabamos de estudar:
Para prover suporte a esse processo informacional, foram incorporadas
as técnicas da Ciência da Informação, principalmente no que diz respeito ao
gerenciamento de informações formais; ao gerenciamento da tecnologia da
informação, dando ênfase às suas ferramentas de gerenciamento de redes e
informações e às ferramentas de mineração de dados; e à aplicação da
Administração, representada por suas áreas de estratégia, marketing e gestão.
Pelo exposto, percebe-se claramente que para a adequação da
inteligência competitiva ao mundo empresarial, foram incorporadas a tal
processo técnicas utilizadas pela tecnologia da informação e de
gerenciamento de redes.
Os outros itens não têm muito sentido para o que pede o enunciado!
Gabarito: /HWUD�³$´
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2. A Inteligência - Finalidade e Utilização
Hoje, a mais fantástica democratização do acesso à informação
proporcionada pela internet, permite que situações de crise adquiram
repercussões mundiais quase em tempo real, bem como dissemine tecnologias
de uso dual, facilmente assimiláveis e de baixo custo, acessíveis também aos
criminosos.
Isso implica em consequências imediatas para a segurança pública e
privada e, diante disso, os modernos operadores de garantias de incolumidade
(ou de redução de riscos) de pessoas, patrimônio e imagem, não podem
prescindir de processos informacionais, que lhes garantam antecipar situações
e agir com oportunidade. Já vimos isso!
Pois bem, a Inteligência não é apenas mais um suporte à investigação
de ações criminosas, sintomaticamente aquelas atribuídas às entidades
abstratas conhecidas como crime organizado, como faz pensar as muitas
matérias jornalísticas recentes em nosso país.
O conhecimento estratégico que a Inteligência faculta, permite ao
planejador de segurança ou ao mediador de conflitos antever situações
apontadas muitas vezes por pequenos sinais - as microtendências -,
permitindo a formatação de cenários e o preparo de sua organização,
estruturalmente e em recursos humanos para as "surpresas inevitáveis".
Não se trata de bola de cristal ou trabalho de videntes!
O que se objetiva são processos de análise de variáveis, com suporte
em Tecnologia de Informação, e de identificação de sinais que as redes sociais
nos disponibilizam permanentemente.
E isso é o que chamamos de Inteligência Competitiva, que se
materializa por meio do Serviço de Inteligência: uma ferramenta que dá
suporte ao planejamento e à decisão empresarial.
Assim nesse contexto, temos a resposta para a sua pergunta:
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¾ Inteligência Competitiva é a atividade especializada e
permanentemente exercida, que reúne DADOS, INFORMAÇÕES e
CONHECIMENTOS sobre os ativos, os recursos e os processos
inerentes ao Ambiente Organizacional, utilizando-se de
metodologia, técnicas e recursos especializados.
A Inteligência Competitiva pode ser entendida como processo, como
produto - o conhecimento -, como uma atividade humana e até como arte,
porquanto exige muita criatividade e talento para sua execução.
Deve ser um processo contínuo, sistemático e ordenado que permita
analisar problemas ou situações complexas, produzindo um 'conhecimento que
possa orientar ações no sentido das melhores soluções exequíveis.
Ainda como processo, a Inteligência Competitiva é um monitoramento
ambiental, permanente, no qual se identifica e se observa o comportamento
dos muitos fatores (variáveis), internos e externos à organização, que, de
alguma forma, impactam as atividades da mesma, podendo causar-lhe algum
dano, dificultar ou mesmo impedir o cumprimento da missão institucional
dessa organização ou permitir o aproveitamento de oportunidades.
No ambiente atual de negócios, sejam eles de que natureza forem, o
gestor estratégico ou o tomador de decisões estratégicas necessita, antes de
decidir e agir com oportunidade:
9 conhecer o ambiente em que atua;
9 identificar os parâmetros que regem esse ambiente e seus atores;
9 conhecer os adversários e os parceiros; e
9 antecipar as possibilidades de evolução das várias situações
presentes.
No conceito acima citado, destacamos três vocábulos: dados,
informações e conhecimentos. A eles adicionaremos também o conceito de
fontes. Todos são de extrema importância para o estudo da Inteligência
Competitiva e é por isso que vamos entendê-los agora mesmo!
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2.1. O que é um DADO?
Dados são fatos brutos que não foram organizados, processados,
relacionados, avaliados ou interpretados, representando apenas partes isoladas
de eventos, situações ou ocorrências. Constituem as unidades básicas, a partir
das quais as informações poderão ser elaboradas.
¾ O DADO é a matéria-prima do trabalho da inteligência.
Trata-se de um elemento que, reunido a outro, atribui
sentido a um determinado fato.
O dado também é conceituado como a representação de fato, situação
ou opinião expressa por intermédio de um relato verbal, contido em um
documento, ou uma gravação, visualizado em uma imagem ou qualquer
outro meio que possibilite a mentalização de um objeto e que ainda não
tenha sido submetido a nenhum processo de avaliação.
Como exemplos de dados, temos: o nome de uma pessoa, sua data e
local de nascimento, sua filiação, número de seu Registro Geral (RG) e CPF.
Em síntese, a construção de uma boa informação está
condicionada à qualidade, e não à quantidade de dados levantados
pelos agentes de Inteligência Competitiva. Daí surge a necessidade do
emprego, em todo processo de produção do conhecimento, de profissionais
selecionados e capacitados ao desempenho dessa atividade.
2.2. O que é uma INFORMAÇÃO?
Quando os dados passam por algum tipo de relacionamento,
avaliação, interpretação ou processamento, tem-se a geração da
informação. A figura abaixo resume bem esse conceito:
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Considerando os exemplos citados no tópico anterior, a informação
obtida a partir dos dados coletados seria a qualificação pessoal de uma
pessoa, composta pelo seu nome, data e local de nascimento, filiação, número
do RG e CPF.
¾ A INFORMAÇÃO é o conjunto de dados reunidos a partir de
um objetivo pré-determinado.
O valor da informação varia conforme seu grau de:
Confidencialidade:
Propriedade da informação que restringe o acesso ao seu conteúdo,
proporcionando proteção ao conhecimento significativo mesmo durante
o seu processo de produção.
Integridade:
Propriedade da informação que lhe garante uma estrutura própria e
coesa, bem como a manutenção de detalhes imprescindíveis à
composição do conhecimento. A informação íntegra contém tudo o que
for necessário à tomada de decisão.
Disponibilidade:
Propriedade da informação que permite ao analista fazer uso de seus
elementos para construir o conhecimento significativo.
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Autenticidade:
Propriedade que garante fidedignidade à informação, tomando-se
por base a fonte que gerou os dados e a coerência entre o que foi
coletado e a informação produzida. As informações tidas como
autênticas são merecedoras de credibilidade e confiança por parte de
seu usuário.
Veja que tais atributos também são utilizados pela doutrina de
Inteligência! É certo que não só dados brutos, mas informações também
podem ser recebidas. No entanto, elas devem conter dados sobre os quais se
têm certeza, pois estes devem ter passado por um processo de análise,
podendo ser consideradas com credibilidade atribuída. Informação dá conta
de algo confirmado por mais de uma fonte. Falaremos logo adiante sobre as
fontes. Segura essa informação aí!
2.3. O que é o CONHECIMENTO?
O conhecimento é formado quando as informações são reunidas e
interpretadas para cumprir uma finalidade específica. Seu valor está
relacionado com as propriedades da informação anteriormente estudadas.
Também é conceituado como o produto da análise dos dados e de
outros conhecimentos obtidos pelo trabalho de análise realizado pelo
profissional de Inteligência, mediante o emprego de metodologia específica de
produção do conhecimento de inteligência. Logo mais adiante estudaremos
sobre essa metodologia.
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¾ CONHECIMENTO é, portanto, o produto acabado da
Atividade de Inteligência decorrente do estudo de um
assunto levado a efeito por um analista de Inteligência.
São quatro os conhecimentos (documentos) produzidos pela
Inteligência: o Informe, a Informação, a Apreciação e a Estimativa.
Eles se caracterizam pelos diferentes estados da mente do analista
diante da verdade (certeza, opinião, dúvida ou ignorância); pelos diferentes
graus de complexidade do trabalho intelectual realizado (ideia, juízo ou
raciocínio) e a faixa de tempo (passado, presente e futuro contido).
Estudaremos mais a frentes sobre esses documentos.
A qualidade do conteúdo de dados e de conhecimentos de Inteligência
integrados e a credibilidade das fontes, por eles responsáveis, devem ser a
principal preocupação dos operadores de Inteligência (analistas,
especialmente) ao difundir produtos(conhecimentos) para as organizações. O
objetivo é garantir segurança para o usuário e credibilidade para a atividade
de Inteligência.
No entanto, caro aluno, nem todas as informações obtidas nas
inúmeras fontes atualmente disponíveis são válidas e têm credibilidade. Muito
pelo contrário! A democratização da informação a níveis nunca dantes vistos
permite que um fato tenha difusão em tempo praticamente real e possa,
assim, ser repercutido por várias fontes.
Tomar decisão em segurança pública ou privada é assunto sério. Por
isso mesmo que se faz importante ter fontes confiáveis. A qualidade o
produto da atividade de Inteligência é diretamente proporcional, entre alguns
outros poucos fatores, à qualidade das fontes acessadas.> Em geral as
consequências de decisões ou adoção de medidas equivocadas, causadas por
produtos informacionais de credibilidade baixa, levam a consequências graves.
Ok, professor, entendi... Mas o que de fato são as fontes? Não
consegui ainda visualizá-las na prática!
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Boa pergunta! Vamos, a seguir, conceituar fontes e estudar sobre os
seus tipos.
Antes, exercitemos:
02. [ESTRATÉGIA E GIRÃO ± TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Certo Analista de Inteligência recebeu um relato verbal sobre
determinado fato por ele pesquisado. Recebido, o não relato passou
por um processo de avaliação, mas viu-se, ao final, que ele foi de
extrema importância para a concretização dos objetivos dessa
pesquisa. Pela doutrina de inteligência, podemos dizer que tal relato
verbal, antes de qualquer processo de avaliação, é considerado um
(A) informe
(B) conhecimento
(C) dado
(D) informação
(E) estimativa
Comentário:
O analista recebeu um relato verbal. Esse relato, diz o enunciado, não
passou por um processo de avaliação, mas concluiu-se, ao final, pela
importância dele para a pesquisa.
Pois bem, pelo que estudamos, antes de passar por algum processo de
avaliação ou tratamento, esse relato verbal não será nada mais do que um
simples dado. Vimos que o dado também pode ser conceituado como a
representação de fato, situação ou opinião expressa por intermédio de um
relato verbal, contido em um documento ou uma gravação, visualizado em
uma imagem ou qualquer outro meio que possibilite a mentalização de um
objeto e que não tenha sido submetido a nenhum processo de avaliação, ainda.
Já o conhecimento é formado quando as informações são reunidas e
interpretadas para cumprir uma finalidade específica.
Informe e estimativa são documentos produzidos pelo Serviço de
inteligência e serão estudados mais adiante. Guenta aí!
Gabarito: Letra "C"
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03. [FUNIVERSA ± TÉCNICO EM GESTÃO ± MPE/GO ± 2010] Com
relação aos conceitos utilizados em inteligência competitiva, o conjunto
de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados, analisados
e estudados para se alcançarem conclusões chama-se
(A) dados.
(B) informações.
(C) conhecimentos.
(D) registros.
(E) variáveis.
Comentário:
O conjunto de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados,
analisados e estudados para se alcançarem conclusões são os dados. Só
depois que passam por algum tipo de relacionamento, avaliação, interpretação
ou processamento, é que se tem a geração da informação. Não esqueça!
Gabarito: Letra "A"
04. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN- 2010] Em uma
instituição bancária, o acesso a determinadas informações deve ser
limitado àqueles funcionários autorizados pelo proprietário da
informação, uma vez que o vazamento desse tipo de informação
representa quebra de sigilo bancário, expondo a instituição a riscos. O
princípio que limita o acesso às informações tão somente às entidades
legítimas é denominado
(A) acessibilidade.
(B) confidencialidade.
(C) responsabilidade.
(D) integridade.
(E) disponibilidade.
Comentário:
Vimos que a doutrina de inteligência nos ensina que o valor da
informação pode variar conforme o seu grau. E é aí que entra a sigla CIDA
(Confidencialidade ± Integridade ± Disponibilidade e Autenticidade), também
utilizada nesse ramo. Vamos revisá-la, resumindo-a em poucas palavras,
relacionando-as com a informação:
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Confidencialidade: grau que restringe o acesso ao seu conteúdo
apenas por pessoas devidamente autorizadas.
Integridade: grau de estruturação e coesão da informação.
Disponibilidade: nível de disponibilização da informação.
Autenticidade: grau de fidedignidade à informação.
Diante do exposto, podemos concluir que o princípio que limita o acesso
às informações tão somente às entidades legítimas é denominado de
confidencialidade.
Gabarito: Letra "B"
3. Fontes de Coleta
O Gestor de Segurança precisa cercar- se do máximo de certeza possível
em relação às informações que recebe antes de decidir a respeito da situação
que lhe é trazida a conhecimento. Não convém acreditar em tudo logo no
primeiro momento.
É aí onde entram as fontes, ou seja, as origens dos dados!
O Gestor de Segurança precisa conhecer a fonte daquele dado, tendo
condições de atribuir-lhe um grau de credibilidade, após a confirmação de que
é realmente fonte e não meio de transmissão, e dispor de um método, por
meio do qual, possa também avaliar a fonte e a veracidade do conteúdo
daquele dado que lhe é transmitido.
Para atribuir um grau de credibilidade a uma fonte, é necessário que
ela seja avaliada. Em seguida se avalia o conteúdo do dado disponibilizado
por essa fonte e, finalmente, se atribui um grau de credibilidade ao
binômio fonte-conteúdo.
As fontes de dados são classificadas quanto:
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9 ao tipo ou natureza;
9 à origem;
9 ao sigilo.
3.1. Quanto ao TIPO ou NATUREZA:
Humanas: são aquelas que detêm a autoria do dado, por terem
percebido, memorizado e descrito um fato, uma situação ou
emitido uma opinião.
Organizacionais: são aquelas que detêm a responsabilidade pelo
dado, por tê-lo veiculado, diante da impossibilidade de se
identificar a autoria do mesmo.
Documentais: são aqueles que expressam o dado, mas não
contêm indicações que permitam a identificação do autor ou da
organização responsável pelo mesmo.
Tecnológicas: todas aquelas capazes de captar algum tipo de
sinal e/ou imagem.
3.2. Quanto à ORIGEM:
Fontes Primárias: fonte humana.
Fontes Secundárias: organizações, documentos, tecnologias
(imagens, sinais e dados eletrônicos)
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3.3. Quanto ao SIGILO:
Fontes abertas: são as pessoas, organizações, documentos e
equipamentos de onde se obtêm dados por livre acesso.
Fontes protegidas ou sigilosas: são as pessoas, organizações,
documentos e equipamentos de onde se obtêm "dados negados"
ou mantidos sob restrições de sigilo ou, ainda, cuja identificação
não pode ser revelada.
É importante também considerar que o dado pode ter sido, ou não,
originado na fonte que o transmitiu. Quando o dado é transmitido ao
analista por um meio que não originou o fato, situação ou opinião, este
meio é denominado canal de transmissão. Nestes casos, é importante
que o analista procure saber como ocorreu a comunicação entre a
verdadeira fonte e o canal de transmissão.
É imprescindível discernir entre fonte e canal (ou meio) de
transmissão! Veja:
¾ FONTE é de onde o dado se origina, provem.
¾ Receptor (avaliador) é quem recebe o dado emitido pela
fonte.
¾ CANAL DE TRANSMISSÃO é o meio pelo qual o dado é
veiculado. O canal pode ser uma pessoa, o rádio, a televisão, a
mídia impressa etc.
¾ MENSAGEM é o conteúdo do dado transmitido.
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Antes de aceitar o dado veiculado pelas fontes, é preciso
estabelecer um critério para julgá-las. Devem ser usados pelo menos
três critérios para se avaliar uma fonte com maior precisão. Os analistas
de Inteligência empresarial ou competitiva utilizam critérios como
autenticidade, confiabilidade e veracidade.
A fonte humana, apesar das imperfeições inerentes à sua condição,
é a fonte ideal por excelência. É a única capaz de emitir juízo de valor a
respeito de tudo que ouve, vê ou percebe. Operar fontes humanas é
fundamental para todos os processos de Inteligência, mas requer
operadores de Inteligência especialmente capacitados.
É oportuno lembrar ainda que fontes tecnológicas apenas reproduzem
aquilo para o qual foram "ensinadas" a obter.
Vamos a uma questãozinha de nossa estimada banca:
05. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Em um trabalho de inteligência, a equipe de segurança de uma
instituição bancária recebeu importante dados sobre uma quadrilha de
roubos a bancos. Essas informações foram tiradas de manifestações
suspeitas em redes sociais, blogs e sites suspeitos da Internet. Assim,
de acordo com a Doutrina de Inteligência, podemos classificar essas
fontes como
(A) organizacionais, primárias e sigilosas.
(B) humanas, secundárias e abertas.
(D) tecnológicas, primárias e abertas.
(C) humanas, primárias e sigilosas.
(E) tecnológicas, secundárias e abertas.
Comentário:
Informações retiradas de redes sociais, blog e sites da Internet são fontes
tecnológicas, de acordo com o que acabamos de estudar. As únicas fontes
primárias são as humanas. Logo, as tecnológicas são fontes secundárias.
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Se são obtidas da internet, são fontes de onde se obtem dados por livre
acesso, ou seja, são fontes abertas.
Dessa forma, podemos classificá-las como fontes tecnológicas,
secundárias e abertas. Beleza?
Gabarito: Letra "E"
Pronto! Agora você já está pronto para conhecer as etapas do método de
análise de inteligência, um dos principais tópicos desta aula.
Antes disso, é preciso que você conheça também os princípios basilares
da atividade de Inteligência.
4. Princípios Básicos da Inteligência
Caro aluno, nenhuma atividade deve ser desenvolvida por pessoas sem a
obediência de princípios, sob pena de se perderem os rumos e cada executante
agir de acordo com seu arbítrio. Os princípios não devem ser confundidos com
valores ou normas. Princípios são a gênese, o conjunto de preceitos que
devem reger as atividades humanas.
Para a atividade de Inteligência, eles são as proposições diretoras, as
bases que definem e orientam os percursos que a atividade deve obedecer
e a que tempo é preciso fazê-los para que sejam atingidos os objetivos e
preservados seus fundamentos. Detalhando um pouco mais, são proposições
destinadas a orientar o desenvolvimento da atividade de Inteligência
no âmbito da organização.
Pois bem, a Inteligência Competitiva deve ser empregada sob a égide
dos seguintes e importantes princípios:
4.1. Princípio da Oportunidade
Esse princípio significa a disseminação do conhecimento produzido
dentro de um prazo que permita seu uso.
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Isso quer dizer que o operador de Inteligência tem que optar pela
rapidez de disponibilização de um produto em detrimento de um maior
aprofundamento que lhe conferisse maior credibilidade, para que esse
conhecimento deva ser útil ao tomador de decisão ou usuário operacional.
De nada adianta um conhecimento impecável após um determinado
desastre. O evento do 11 de Setembro nos Estados Unidos é o mais evidente
exemplo disso.
Com certeza o princípio mais importante para a Inteligência!!
4.2. Princípio da Objetividade
Significa cumprir as determinações e produzir conhecimentos de acordo
com os objetivos e metas da organização ou do usuário, com presteza,
de forma organizada, direta, completa e clara. Nada de perder tempo e
recursos com devaneios.
4.3. Princípio da Segurança
Princípio intrínseco à Inteligência. Significa pensar na segurança do
usuário, dos operadores, do órgão de Inteligência e da própria atividade, na
segurança de produção, disseminação, uso, armazenamento e descarte do
conhecimento ao término de seu prazo de validade.
4.4. Princípio da Cooperação (ou Interação)
Implica em manter relações corporativas num clima de otimização de
esforços nas políticas de relacionamento entre órgãos para o atendimento
aos objetivos.
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4.5. Princípio da Amplitude
Significa exercer a atividade de Inteligência com escopo tão aberto
quanto possível de modo a não deixar de cobrir aspectos importantes ou
potencialmente importantes. Em outras palavras, esse princípio consiste em
alcançar os mais completos resultados possíveis nos trabalhos
desenvolvidos.
4.6. Princípio do Controle
O princípio do controle significa a supervisão e o acompanhamento
de todos os processos de geração do conhecimento. Como acontece com
qualquer atividade humana, a Inteligência também precisa ser controlada para
que não exista afastamento de seus valores, princípios e objetivos.
No que concerne aos produtos, estes também devem ser controlados,
especialmente no que concerne à difusão, uso, arquivamento e descarte.
4.7. Princípio da Imparcialidade
A atividade de Inteligência precisa ser orientada a trabalhar em todos os
procedimentos com isenção. O conhecimento é, em realidade, a emissão de
um juízo de valor,um julgamento. Dessa forma, não pode sofrer qualquer
tipo de interferência ou influência (ideológica, religiosa, de preconceitos
etc) na sua produção.
4.8. Princípio da Simplicidade
Significa que todos os processos devem ser claros, precisos, de
compreensão e execução fáceis, com isso reduzindo riscos e despesas.
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4.9. Princípio da Permanência
Esse princípio nos ensina que não deve existir uma Inteligência "vaga-
lume", ou seja, produzida com intermitência. O processo como está na
acepção do termo, deve ser permanente, havendo fluxo constante de
produção de conhecimentos.
4.10. Princípio da Precisão
Esse princípio funciona como o ato de disparar um tiro. Trata-se de um
conceito muito presente em atividades de segurança e significa que é preciso
acertar o alvo não devendo existir "balas perdidas".
O conhecimento deve se bem avaliado, com significado útil ao decisor
e ao usuário operacional, sendo o mais completo possível.
4.11. Princípio da Compartimentação
É a restrição imposta pela necessidade de segurança, significando que
os assuntos e atividades devem ser do conhecimento das pessoas que
devem ter a necessidade de saber a respeito. E de ninguém mais!
4.12. Princípio do Sigilo
Pela natureza de seus produtos impera na Inteligência a necessidade
do segredo. Isso se choca com a transparência, atitude tão decantada nos
dias atuais. Pode-se conceber, nos dias atuais, que o segredo, nas situações
certas, continue sendo a chave para o sucesso, mas que está cada vez mais
difícil mantê-lo.
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A Inteligência não deve ser uma atividade clandestina, espúria à
estrutura das organizações de segurança, especialmente, mas uma
atividade sigilosa pelo risco que pode impor aos elementos operacionais diante
das ameaças.
Pronto, são esses os princípios da Inteligência! É importante considerar,
caro aluno, que estes princípios devem estar previstos em uma Doutrina de
Inteligência.
E o que é Doutrina de Inteligência, professor?
É um conjunto de princípios, conceitos, normas, métodos, processos e
valores que serve de fundamento, orienta e disciplina a atividade de
Inteligência. Os princípios já foram conceituados. As normas são disposições
que visam a fixar estritamente as várias situações propostas na doutrina. Os
processos são maneiras de realizar o que está preconizado pelos métodos ou
mesmo pelas normas.
E é sobre os métodos de produção de conhecimento de inteligência
que vamos tratar no próximo tópico. Trata-se de uma metodologia
compostas de várias fases, ou etapas, cada uma com suas técnicas.
Antes disso, uma parada para exercitarmos:
06. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] As atividades de Inteligência devem ser baseadas em princípios,
que devem ser as suas molas mestras norteadoras. Dentre os vários
princípios defendidos pela doutrina, aquele que apregoa que os
trabalhos desenvolvidos devem alcançar os mais completos resultados
possíveis e o que ensina que os processos devem ser claros, precisos,
de compreensão e execução fáceis são, respectivamente, os princípios
(A) do sigilo e da segurança.
(B) da amplitude e da simplicidade.
(C) da compartimentação e da precisão.
(C) da amplitude e do controle.
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(E) da simplicidade e da oportunidade.
Comentário:
Para resolver as questões sobre os Princípios Básicos da Inteligência, é
importante relembrar suas palavras e/ou expressões chaves. Sugiro que você
leia e releia os princípios com foco nas expressões em negrito. Fazendo assim,
dificilmente você errará questões a respeito.
O princípio que apregoa que os trabalhos desenvolvidos na Inteligência
devem alcançar os mais completos resultados possíveis é o da
AMPLITUDE. E o que ensina que os processos devem ser claros, precisos, de
compreensão e execução fáceis é o da SIMPLICIDADE.
Gabarito: Letra "B"
07. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Toda a atividade de Inteligência deve ser norteada por
princípios. Na tabela abaixo, a coluna da esquerda traz alguns desses
princípios e a da direita seus significados. A sequência correta de cada
principio com seu respectivo significado é:
(A) 1-d; 2-a; 3-b; 4-c.
(B) 1-b; 2-c; 3-d; 4-a
(C) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b.
(D) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a.
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(E) 1-c; 2-b; 3-a; 4-d.
Comentário:
Essa foi para treinarmos mais um pouco os princípios da Inteligência:
Æ Objetividade: Significa cumprir as determinações e produzir
conhecimentos de acordo com os objetivos e metas da organização ou do
usuário, com presteza, de forma organizada, direta, completa e clara. ( 1-b )
Æ Imparcialidade: A atividade de Inteligência precisa ser orientada a
trabalhar em todos os procedimentos com isenção. Dessa forma, não pode
sofrer qualquer tipo de interferência ou influência sua produção. ( 2-d )
Æ Permanência: Esse princípio nos ensina que não deve existir uma
Inteligência produzida com intermitência. O processo deve ser permanente,
havendo fluxo constante de produção de conhecimentos. ( 3-c )
Æ Cooperação: Implica em manter relações corporativas num clima de
otimização de esforços nas políticas de relacionamento entre órgãos para o
atendimento aos objetivos. ( 4-a )
Gabarito: Letra ³D´
08. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2011]
Uma empresa de transporte de valores foi alvo de criminosos que
receberam de um funcionário os horários de chegada de carros-fortes e
os locais de origem, que ficavam afixados na sala de operações. A
necessidade de se manter o sigilo de determinadas informações, com
acesso dado somente àquelas pessoas diretamente envolvidas, é
denominada
(A) segurança de TI.
(B) compartimentação.
(C) segurança das instalações.
(D) segurança das informações.
(E) comportamento de segurança.
Comentário:
Questãozinha supertranquila, não é mesmo?
Ao estudar os princípios que regem as atividades de inteligência, vimos
que um deles significa exatamente a restrição imposta pela necessidade de
segurança em que os assuntos e as atividades devem ser do conhecimento
das pessoas que devem ter a necessidade de saber a respeito, ou seja,
daquelas pessoas diretamente envolvidas, como diz o enunciado da questão.
Estamos falando aqui do princípio da COMPARTIMENTAÇÃO!
Gabarito: Letra "B"
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5. Metodologia de Produção de ConhecimentosAcabamos de ver que a atividade de Inteligência deve professar valores,
seguir princípios, obedecer a normas e seguir métodos peculiares. Tudo isso
concede à atividade seu caráter científico e credibilidade perante os usuários.
Vamos agora falar um pouco sobre o método de produção de conhecimento de
inteligência.
Métodos são orientações práticas e racionais para que se alcancem os
objetivos desejados com o menor dispêndio de recursos, inclusive de tempo, e
com melhor resultado. O mais conhecido dos métodos é o de Renée Descartes,
o chamado Método Cartesiano, base do método que aqui estudaremos:
¾ o Método de Produção de Conhecimentos de Inteligência.
Os objetivos desse método são dois, basicamente:
9 dar caráter científico ao trabalho de obtenção do conhecimento
necessário aos sistemas decisório, de planejamento e opcional da
organização, fazendo com que o operador procure não deixar
nenhum aspecto sem a devida atenção;
9 fazer com que o usuário da Inteligência tenha ciência de que o
conhecimento que lhe está sendo disponibilizado é produto de
trabalho com respaldo em um método científico, com base na
lógica e no melhor que pode ser alcançado, mediante a análise dos
fatos e das situações presentes.
É oportuno lembrar que esta metodologia não exclui outras
ferramentas ou tecnologias automatizadas que ampliem as capacidades
humanas de velocidade de relacionamento de dados, de apreensão ou
retenção de conhecimentos (memória), sendo, de todo importante que estas
sejam incorporadas aos procedimentos em estudo. Só é importante lembrar
que juízos de valor são emitidos exclusivamente pela mente humana.
Para efeitos didáticos são consideradas as seguintes etapas (ou fases) do
Método de Produção do Conhecimento:
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1ª Etapa: Planejamento
2ª Etapa: Reunião
3ª Etapa: Análise e Síntese
4ª Etapa: Interpretação
5ª Etapa: Disseminação (ou difusão)
Cabe ressaltar que tais etapas não são estanques. Elas interpenetram-se
e são interdependentes. Cada uma é composta de procedimentos (técnicas)
cuja execução nem sempre segue rigidamente esta sequencia. A execução do
método não deve ser um trilho em que o analista deve equilibrar-se, mas um
caminho pelo qual ele transite com flexibilidade. Este método não invalida
outros amparados na metodologia científica.
A seguir, o detalhamento de cada uma dessas fases.
5.1. Etapa I - PLANEJAMENTO
Nessa primeira etapa, o analista de Inteligência faz seu estudo preliminar
do problema, determina o assunto e estabelece a sequencia de ações
necessárias para realizar o trabalho e as condicionantes e servidões ditadas
pelos verbos do mesmo. No planejamento, preconizam-se os passos que se
seguem:
Definição do assunto;
Determinação da faixa de tempo;
Verificação do usuário e da finalidade;
Definição do prazo;
Levantamento dos aspectos essenciais: conhecidos e a conhecer;
Outras providências ainda necessárias: grau de sigilo; ligações e
contatos;
Recursos humanos, materiais e financeiros necessários.
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Æ o Assunto
O assunto consiste na criação de um título adequado ao
conhecimento a ser produzido, algo que o defina. Para tanto, recomenda-
se usar uma expressão que responda às questões:
9 o quê?
9 quem?
9 onde?
9 quando?
Às vezes, ao longo da elaboração do conhecimento, poderá ser
necessário redefinir o assunto. O assunto é o "outdoor" do trabalho. Bem
elaborado, ele atrai para a leitura atenta. Convém lembrar que é preciso fazer
o usuário interessar-se pelo conteúdo, mesmo que ele tenha necessidade
daquele conhecimento. No entanto, é preciso cuidado para não transformá-la
em algo que não seja a realidade dos fatos abordados no conhecimento
produzido.
Æ a Faixa de Tempo
É o período de tempo em que o assunto deve ser enquadrado e
que permita um entendimento adequado. A faixa de tempo limita os fatos que
serão abordados, determinando a abrangência do assunto.
O analista deve fazer algumas perguntas tais como:
9 Até quando vão se dar suas repercussões ou seus reflexos?
9 Que fatores de influência foram detectados no passado, estão
presentes e podem atuar no horizonte temporal visualizado?
Vale ressaltar que por meio de análise retrospectiva pode-se analisar
fatos que, tendo ocorrido no passado, têm reflexos ou repercussões no
presente e podem influenciar o futuro. Assim, deve-se retroagir a um limite
que permita uma boa compreensão dos fatos de interesse para o trabalho em
elaboração e é a partir daí que se delimita a Faixa do Tempo.
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Æ o Usuário e a Finalidade
Neste ponto da etapa, o analista deverá responder às seguintes
questões:
9 Quem será o usuário do conhecimento?
9 Qual a finalidade do conhecimento elaborado?
Estas respostas auxiliam ao analista a dimensionar (em extensão
profundidade e nível), adequadamente, a abordagem do assunto.
Æ o Prazo
É o tempo disponível para que o analista apresente seu trabalho.
É a data limite para que o conhecimento seja útil. O analista deve considerar,
sempre, o princípio da oportunidade; nesse caso, ele poderá ver-se obrigado
a estabelecer prioridades.
Caso não haja prazo definido o analista terá como base:
9 a complexidade do trabalho;
9 a importância do usuário e o risco existente.
Æ os Aspectos Essenciais (ou prioridades)
Os aspectos essenciais a serem abordados, para esclarecimento do
assunto, definem o esquema preliminar do conhecimento em elaboração. É o
relacionamento de tudo o que se necessita abordar no conhecimento
a ser elaborado.
Corresponde à elaboração de uma listagem de temas, assuntos,
situações que não devem deixar de constar do conhecimento. Podem ser
alterados no decorrer dos trabalhos. O uso da técnica de Brainstorming é
muito bem vinda nesse momento.
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¾ Os aspectos essenciais dividem-se em conhecidos e a conhecer.
Os aspectos conhecidos são aqueles para os quais o analista já tenha
algum tipo de resposta em arquivo ou em seu próprio backup. São dados e
conhecimentos que, de alguma forma, estejam de posse do analista.
Neste momento, o analista deve separar as respostas disponíveis em
completas e incompletas e assinalar aquelas que expressam certeza daquelas
que apresentam algum grau de incerteza.
Os aspectos essenciais a conhecer, por sua vez, podem ser explicados
como:
9 o que o analista precisa saber, mas não esteja disponível;
9 a listagem dos dados/conhecimentos a serem conhecidos e como
podem ser obtidos;
9 Definição do esforço de coleta e/ou o dimensionamento da busca
(adiante vamos diferenciar os dois termos sublinhados).
Os aspectos essenciais a conhecer dependem muito do analista, de seu
conhecimentoanterior a respeito do assunto e da complexidade do mesmo, do
tempo na atividade e do assunto que se quer desvelar. É normal que os esses
aspectos sejam redefinidos em qualquer ponto em que se esteja do trabalho.
No início pode-se ter um mistério completo ou mesmo "não se saber o que
não se sabe".
Æ Outras Providências Necessárias
Nessa última subfase do Planejamento, o analista faz a listagem das
necessidades de contatos, das medidas de sigilo, questões de logística
e administração.
Quanto ao sigilo, deve-se estabelecer as medidas necessárias à
proteção das pessoas envolvidas e da organização. Há necessidade de
conhecer e compartimentar. São necessidades de contatos e ligações com
outras organizações e com pessoas. Requer que sejam assumidas as
entrevistas, os contatos com colaboradores ou consulta a outros especialistas.
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Já a logística implica a arte de provisionar, receber, armazenar,
separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora
certa, no lugar certo, ao menor custo possível. Ela é a área da gestão
responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a
execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da
logística estão o transporte, a movimentação de materiais, armazenamento,
processamento de pedidos e gerenciamento de informações.
¾ A fase do PLANEJAMENTO não deve ser considerada
supérflua ou desnecessária.
¾ É importante investir nessa fase e não temer retornar a ela
toda vez que for necessário agregar ou alterar algum aspecto
que esclareça melhor o conhecimento em elaboração.
Veja como o assunto foi cobrado em uma das questões sobre o tema
desta aula:
09. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN-PROCAP ± 2006] Na primeira
etapa da Fase de Planejamento de elaboração de um Documento de
Inteligência deve-se considerar os fatores de planejamento:
(A) análise de dados, usuário, finalidade, faixa de tempo e prioridade.
(B) assunto, faixa de tempo, finalidade, prioridade e usuário.
(C) coleta de informações, assunto, prioridade e dados conhecidos.
(D) análise de dados, finalidade, usuário, faixa de tempo e aspectos gerais.
(E) assunto, coleta de informações, prioridade e dados sabidos.
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Comentário:
Essa tá um moleza! É só comparar as opções de resposta com as fases
que acabamos de estudar. Vamos fazer um checklist com os itens. Aquele que
tiver um Sim todas as opções, é o correto:
Item A - análise de dados (Não), usuário (Sim), finalidade (Sim), faixa de
tempo (Sim) e prioridade (Sim). [Errado]
Item B ± assunto (Sim), faixa de tempo (Sim), finalidade (Sim), prioridade
(Sim) e usuário (Sim). [Certo]
Item C - coleta de informações (Não), assunto (Sim), prioridade (Sim) e
dados conhecidos (Sim). [Errado]
Item D - análise de dados (Não), finalidade (Sim), usuário (Sim), faixa de
tempo (Sim) e aspectos gerais (Sim). [Errado]
Item E ± assunto (Sim), coleta de informações (Não), prioridade (Sim) e
dados sabidos (Sim). Errado
Esclarecendo: a análise de dados e a coleta de informações são ações das
próximas etapas a serem estudadas.
Gabarito: /HWUD�³B´
5.2. Etapa II - REUNIÃO
A Reunião é o momento criado pelo Método para se obter os dados e
conhecimentos que permitem responder a todos os aspectos essenciais a
conhecer ou que venham complementar os aspectos essenciais conhecidos.
Nessa etapa há necessidade que se proceda ao ajuntamento:
9 de dados originários de fontes abertas/públicas;
9 conhecimentos disponíveis em arquivos;
9 dados possíveis de serem obtidos em coletas ou em buscas;
9 dados e/ou conhecimentos de posse de outros operadores.
Atualmente, a pesquisa e o próprio processamento dos dados e dos
conhecimentos coletados devem empregar meios de TI, tipo softwares de
relacionamento e datamining.
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É preciso entender bem a diferença entre as técnicas de coleta e de
busca de dados! Você se lembra desses dois termos?
São muito bons de prova e você precisa conhecê-los muito bem. Vamos
defini-los:
Æ Coleta
A atividade de coleta consiste na pesquisa seletiva de dados disponíveis
nas mais diversas fontes, tais como televisão, imprensa falada e escrita,
Internet, o próprio homem, dentre outras.
Na coleta, o analista deve pesquisar para obter os dados e os
conhecimentos que permitam responder a todos os aspectos essenciais a
conhecer ou que complementem os aspectos essenciais conhecidos, antes de
pensar em empreender a busca.
Æ Busca
O conceito de busca está relacionado à Inteligência de Estado, que
realiza a pesquisa mais profunda para a obtenção de dados que estão
protegidos ou negados. Como exemplo, pode-se citar a monitoração telefônica
sobre organizações criminosas, realizada sob a cobertura de ordem judicial.
A busca compreende as ações operacionais ou de coleta técnica de
dados. É desencadeada por meio de ³Pedidos de Busca´ para
as organizações congêneres ou ³Ordens de Busca´ com a finalidade de obter
conhecimentos necessários, que estejam sob formas de proteção ou sejam
peremptoriamente negados.
Algumas técnicas operacionais, se praticadas à revelia do aparato legal
vigente no país, constituem crime. A espionagem, praticada no exterior é
salvaguardada por entendimentos especiais de leis e acordos internacionais.
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¾ A Inteligência Competitiva não realiza ações de BUSCA,
por considerar não existir legitimidade para o
desenvolvimento de técnicas especializadas de pesquisa de
campo, voltadas à obtenção de dados protegidos por
concorrentes do mundo dos negócios.
Na etapa da reunião, deve-se procurar observar as seguintes regras:
9 Ir das ações mais simples para as mais complexas;
9 Partir do custo mais baixo para os custos mais elevados;
9 Iniciar com ações de menor risco, passando, se necessário, para as
mais arriscadas.
5.3. Etapa III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO
Esta etapa, como você pode ver, dividi-se em duas subetapas:
Na Análise está compreendida a avaliação (credibilidade) e a integração
de dados e conhecimentos, considerados com valor pertinente para o caso em
estudo, reunidos para permitir uma interpretação lógica do resultado.
As frações de dados e de conhecimentos, que sejam pertinentes ao
produto a ser elaborado e tenham credibilidade para integrar o trabalho, são
chamados de frações significativas. Estas frações significativas devem ser
basicamente os aspectos essenciais (conhecidos e a conhecer) elencados no
Planejamento, lembrando que este pode ter sido alterado (ampliado ou
suprimido, conforme o caso), evidentemente.
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Em outras palavras, a análise é a determinação, por discernimento
mental, da natureza, do significado e da relação existente entre as várias
partes, elementos, aspectos ou qualidades daquilo que está sendo examinado.
É a ponderação ou estudo dos vários aspectos, fatores ou elementos sob
estudo a fim de chegar uma conclusão, resultado ou solução. A pergunta a ser
feita, na ação de analisar, é:
"Qual o significado disto?´
Mais importante que "o como" é o "porque" aqueles fatos e situação
ocorreram. Respondido este questionamento, reconhecidas as frações
significativas com valor para o conhecimento em elaboração, o analista integra
- as (um ato de juntar harmonicamente estas partes, compondo um novo
todo), buscando dar a este novo todo o significado depreendido. A isso,
tecnicamente, se chama integração.
Em seguida, é realizada uma síntese, em que este significado é
amalgamado em uma pré-concepção do conhecimento (um informe, uma
informação, uma apreciação ou uma estimativa). Síntese não é resumo. É um
novo texto, agora com significado, excluindo supérfluos. O uso da lógica é
importante neste momento.
Neste ponto, é oportuno lembrar que observando os aspectos essenciais,
levantados na etapa do Planejamento, e complementados (se tiver sido o caso)
nas demais fases, o analista procura formar uma sequencia coerente e
ordenada de dados e conhecimento, por meio da seleção e combinação das
frações significativas já avaliadas. O aproveitamento de todas as frações
significativas depende do tipo de conhecimento a ser produzido.
As frações significativas são comparadas e integradas de forma a
permitir a produção de um dos tipos de documentos que compõem o que
chamamos de Conhecimento de Inteligência: o Informe, a Informação, a
Apreciação ou a Estimativa.
Vamos diferenciá-los:
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Æ Informe
O documento Informe é a expressão escrita de qualquer dado
(observação, fato, relato, situação...) ao qual foi aplicada a técnica de
avaliação, que possa contribuir para a produção do conhecimento. A redação
é livre e deve responder as perguntas:
9 O que?
9 Quem? ?
9 Quando?
Poderá ou não ser dividido em itens (numerados). Não deve conter
conclusões, projeções ou sugestões.
A remessa de Informe deve obedecer ao princípio da oportunidade e
quando não se completou toda reunião de dados, inclui-se no final (ultimo
item) do mesmo a expressão: "O Informe continua em processamento por
esta agência."
Æ Informação
O documento Informação é a expressão escrita do conhecimento de
fato ou situação, resultante de raciocínio (num processamento inteligente de
todos os dados disponíveis) elaborado pelo analista de inteligência e que
expressa a sua certeza sobre os fatos ou situações, passados e/ou
presentes.
Não contém expressões que indiquem a ideia de probabilidade, pois só
contém conhecimentos certos. Também não comporta ideais que se refiram
a desdobramento de fatos ou situações no futuro, caracterizando uma
projeção dos acontecimentos.
Æ Apreciação
A Apreciação é o documento de Inteligência através do qual o
analista, quando lhe for determinado, materializa o produto resultante de
seu raciocínio expressando sua opinião sobre fato ou situação, passados ou
presentes, formada com base objetiva de todos os conhecimentos
disponíveis sobre o assunto.
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A apreciação deve ser definida, obrigatoriamente e exclusivamente,
para o escalão imediatamente superior de um Sistema de inteligência.
Æ Estimativa
A Estimativa é o documento que consubstancia o produto resultante
de raciocínio pelos analistas, expressando a sua opinião sobre a
projeção, em futuro previsível, de um fato ou situação. É feito com base
na análise objetiva de todos os conhecimentos envolvidos e no estudo das
possibilidades e probabilidades de sua evolução.
A Estimativa será produzida por um Analista de Inteligência somente
sobre assunto vinculado na sua área de competência.
Pois bem, na subetapa da Interpretação, as frações significativas estão
integradas em um todo, é a oportunidade em que o analista, utilizando-se de
operações de raciocínio lógico, procura determinar, de forma conclusiva
(certeza/opinião), o significado final do fato ou situação sob análise.
¾ A Interpretação é o resultado do trabalho do analista.
Revisando para não confundir os tipos de documentos:
Na produção da inteligência, quando se está nesta etapa de análise e
interpretação, vários documentos podem ser gerados durante o processo. Há
quatro documentos adotados pela doutrina: o informe, a informação, a
apreciação e a estimativa.
Eles diferem entre si em relação ao nível de detalhamento e
rebuscamento dos dados e informações ali tratados, e também em relação ao
destinatário de cada um deles.
O documento mais simples é o Informe. É quando você tem apenas os
primeiros dados e as primeiras informações avaliadas. Não é conclusivo e nem
apresenta sugestões. É o tipo de documento que você compartilha com os
demais analistas e que serve de registro das primeiras análises e de subsídio
para os demais documentos.
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Aumentando nível de complexidade, temos agora o documento
chamado Informação. Nesse, as informações já estão mais rebuscadas, o
estudo já está mais completo e nele o Analista já desenvolve algum nível de
raciocínio mais realista em relação aonde se quer chegar. Esse documento é
tratado ainda em nível de unidade entre os analistas ou, no máximo entre a
sua chefia.
A apreciação, com teor ainda mais complexo e conclusivo, é o
documento que contem o resultado mais aprofundado do estudo realizado e
pode subsidiar a tomada de decisões não só da chefia imediata como também
das instâncias superiores da administração.
A estimativa é um documento mais diferenciado, resultado do estudo
de vários analistas e que trabalha com projeção de cenários futuros e possíveis
tendo como base o que já foi analisado.
Ah, e mais: é muito comum e normalíssimo os alunos confundirem o
conceito doutrinário de informação (na produção da inteligência) e o de
"Documento Informação" que acabamos de revisar. Veja:
9 conceito doutrinário de INFORMAÇÃO:
Dados que passam por algum tipo de avaliação, processamento e
interpretação para alguma finalidade.
9 documento "INFORMAÇÃO" produzido na etapa de Análise e
Interpretação:
Expressão escrita do conhecimento de fato resultante do raciocínio
do analista de inteligência e que expressa a certeza sobre fatos e
situações.
Beleza? Vamos então à última etapa!
5.4. Etapa IV ± DISSEMINAÇÃO (ou DIFUSÃO)
Após a análise, o conhecimento deve ser materializado em um
documento e este, obedecendo a estrutura básica preconizada pela
organização, deve ser expedido com oportunidade e segurança, na forma mais
adequadapara o usuário (papel, vídeo, cd, intranet, internet, etc ).
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É importante ressaltar o caráter de sigilo do documento expedido, o que
obriga à adoção de medidas pertinentes de sigilo. Documentos oficiais devem
seguir as disposições da recentíssima Lei de Acesso à Informação (Lei nº
12.527/12).
A adequada formalização do documento de Inteligência, além de causar
uma boa impressão, facilita a compreensão de seu conteúdo por parte do
usuário.
A difusão não deve ser descuidada! Muitas vezes, um excelente
trabalho se perde por ter sido enviado ao destinatário errado ou fora do
momento oportuno para sua utilização.
¾ O Analista de Inteligência deve lembrar-se que:
o conteúdo é mais importante do que a forma;
o conhecimento deve ser disseminado a tempo, em
atendimento ao princípio da oportunidade.
Assim, é muito importante ao analista conhecer e empregar a
metodologia, com base na lógica, a fim de garantir que todos os aspectos do
problema tenham sido considerados e assegurar o encadeamento lógico do seu
raciocínio de maneira a facilitar o entendimento por parte do usuário.
Pois bem, antes de finalizar o assunto e fazermos nossas questões,
segue um quadro resumo das etapas da Metodologia de Produção do
Conhecimento aqui estudada:
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Planejamento Reunião
Análise e
Interpretação
Disseminação
(ou Difusão)
Assunto:
* Faixa de
Tempo
* Usuário
* Finalidade
* Prazo
* Aspectos
Essenciais
(prioridades)
conhecidos e a
conhecer
* Outras
medidas
necessárias
Pesquisa
(coleta)
Pedidos a
órgãos de
Inteligência ou
emissão de
Ordem de
Busca.
(* a busca não
utilizada na
Inteligência
Competitiva)
Verificação do valor
de cada uma das
frações selecionadas.
Integração das
frações significativas.
Desvelamento do
Significado Final.
Delineamento da
Trajetória.
Elaboração de
um Documento
de Inteligência.
Disseminação
ao usuário
estratégico ou a
outros que
necessitem do
conhecimento
produzido.
Duas questões então para fecharmos o assunto:
10. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2010] O objetivo da
Inteligência Competitiva é avaliar, em nível de mercado, que
procedimentos devem ser adotados quando se realiza a coleta de dados
sobre os concorrentes de determinada empresa e como devem ser
utilizadas as informações que resultam da análise desses dados. O
dado bruto sobre um concorrente, obtido pelo setor de marketing de
determinada instituição, não analisado, e do qual ainda não se tem
uma avaliação de veracidade, é a(o)
(A) avaliação primária.
(B) análise primária.
(C) diagnose.
(D) boato.
(E) informe.
Comentário:
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Para ser um informe, o dado (observação, fato, relato, situação...) obtido
sobre um concorrente teria que ter passado por uma avaliação, concorda?
Ora, se o dado não foi ainda analisado e muito menos passou por
qualquer tipo de avaliação, não podemos ainda dizer que há um conhecimento
produzido por meio da simples existência desse dado. Desta feita, enquanto
não for analisado, avaliado e, com isso, provada a sua veracidade, ele não
passará de um mero boato.
Agora veja só que engraçado: na época, a banca deu como gabarito
SUHOLPLQDU� D� OHWUD� ³H´�� RX� VHMD�� R� ³LQIRUPH´�� (UUDGR�� PDV� HOD� QmR� DQXORX� H�
manteve o tal gabarito, contrariando toda uma doutrina de inteligência. Essa
questão foi alvo de uma chuva de recursos, justamente por não ter coerência
doutrinária. Mas, infelizmente, a banca não aceitou!
Fazer o quê?? Coisas de concurso... Pode anotar o boato como a opção
correta, ok?
Gabarito: /HWUD�³'´
11. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Qualquer
observação, fato, relato ou documento que possa contribuir para o
entendimento de determinado assunto, depois de submetido à
avaliação, é denominado
(A) Dado.
(B) Informe.
(C) Informação.
(D) Dado confirmado.
(E) Apreciação.
Comentário:
A questão nos pede o conceito de um dos quatro tipos de conhecimentos
de inteligência que podem ser produzidos.
Entre eles, aquele que é a expressão escrita de qualquer dado
(observação, fato, relato, situação...) ao qual foi aplicada a técnica de avaliação
e que possa contribuir para a produção do conhecimento, chama-se INFORME.
Exatamente como o enunciado o conceituou!
Gabarito: /HWUD�³%´
Acabamos de estudar sobre a Inteligência Competitiva. Garanto-lhe,
caro aluno, que você tem em mãos o suficiente para resolver questões sobre o
tema.
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Bom, mas produzido o conhecimento, ele agora precisa ser protegido.
Não basta ter o melhor conhecimento, se a empresa e as equipes de segurança
não aplicam técnicas e ações para protegê-lo das forças adversas. E é
exatamente sobre esse assunto, que falaremos a partir de agora.
Apesar de não ter sido expressamente citado no Edital CNMP, acho
muito importante fazermos um voo rasante sobre a proteção do conhecimento,
também conhecida com contrainteligência.
Como a inteligência e a contrainteligência estão intimamente ligadas no
cotidiano de trabalho das equipes de inteligência dos Tribunais, achei por bem
abordar, de uma forma bem light, a proteção do conhecimento no tópico
seguinte. Estude-o, resolva as questões e fique tranquilo quanto ao tema, ok?
Vamos lá!
II - SEGURANÇA DO CONHECIMENTO
1. Conceito
Ao estudarmos sobre a Inteligência Competitiva, destacamos a
importância do conhecimento para as tomadas de decisões e para o
planejamento estratégico das organizações. Vimos, ainda, que os profissionais
que desempenham a atividade de Inteligência devem observar os preceitos da
ética e da legalidade no desenvolvimento de seus processos organizacionais.
Entretanto, não existe uma garantia de que todas as empresas realizarão
os seus negócios de forma ética e legal, o que gera a necessidade do
estabelecimento de um complexo sistema de proteção do conhecimento por
parte das corporações, sob pena de ter os seus segredos empresariais
usurpados pelas empresas concorrentes.
O crescente valor dos segredos comerciais nos mercados domésticos e
global, e a difusão de novidades tecnológicas de busca de informações, vêm
contribuindo significativamente para a realização da chamada espionagem
industrial. Assim, o furto, a apropriação indébita, a transferência e o uso
ilegal de segredos industriais constituem séria ameaça à competitividade entre
as empresas.
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A grandecompetição entre as empresas tem gerado, cada vez mais, o
emprego de ferramentas de tecnologia que, apesar de proporcionarem maior
fluidez e velocidade de processamento das informações, aumentam
sobremaneira as vulnerabilidades perante as ameaças reais e potenciais do
mundo globalizado.
Concomitantemente, crescem de importância as atividades das
organizações criminosas transnacionais, aumentando significativamente os
riscos para as organizações que operam internacionalmente.
É exatamente aí que entram as medidas de Proteção do
Conhecimento, mais conhecidas como as medidas de Contrainteligência!
Segundo o que versa o art. 3º da Lei 9.983/99, que institui o Sistema
Brasileiro de Inteligência e cria a ABIN, temos o seguinte conceito:
¾ A Contrainteligência é a atividade voltada à neutralização da
Inteligência adversa e de ações de qualquer natureza que
constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e
conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do
Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em
que transitem.
A Contrainteligência é o segmento "defensivo" da atividade de
Inteligência. A ela cabe a proteção da organização contra as investidas de
Inteligência adversa (hostil ou inimiga) sobre a organização e as atividades
desenvolvidas por ela. Não deve ser entendida e usada como segurança!
Professor, como assim não deve ser entendida e usada como
segurança??
Bom, quando falo que a contrainteligência não deve ser entendida como
segurança é que na verdade ela tem um caráter preventivo e não ofensivo
como a segurança em sentido estrito, ou seja, a contrainteligência não tem,
por si só, capacidade de prover a segurança de uma instituição ou
organização. Não basta ter um bom serviço de contrainteligência para dizer
que você está seguro.
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Agora, em sentido amplo (lato sensu), a contrainteligência opera em
relação de interdependência com as demais medidas de segurança adotadas e,
por isso, precisa contemplá-las em seu escopo de trabalho. É assim que você
deve entender, ok?
O trabalho da contrainteligência objetiva:
identificar vulnerabilidades na organização e propor medidas
para saná-las;
identificar, avaliar e neutralizar ações de espionagem ou de
infiltração com esse ou outros propósitos;
prevenir a organização contra possíveis investidas de qualquer
natureza; e
colaborar com o planejamento e validação de planos e medidas de
segurança que a organização precise adotar.
Pelo exposto, há de se perceber que esta atividade é das mais
importantes para as organizações, pois trata de impedir que um elemento
adverso, empregando metodologias de Inteligência (até mesmo espionagem)
obtenha dados ou informações sensíveis a respeito de pessoas, materiais,
conhecimentos críticos, comunicações, operações etc, os quais possam vir a
comprometer a organização policial.
A Contrainteligência começa com as medidas de segurança, passa
pela análise das vulnerabilidades da organização, pela análise das capacidades
(poder) do elemento adverso em concretizar suas (más) intenções, pela
redefinição das medidas de segurança e pela neutralização dos ataques.
De maneira figurada, a Contrainteligência deve se comportar como um
"big brother", com um olhar disposto fora da organização e que, visualizando
a "casca" e o interior da mesma, identifique suas vulnerabilidades,
especialmente quanto a pessoal, no caso da segurança - aspectos internos -, e
olhando para fora, identificar e avaliar os possíveis atacantes, ameaças -
aspectos externos.
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RESUMINDO!
¾ A Proteção do Conhecimento (Contrainteligência) visa a se
antepor a todo e qualquer tipo de ameaça que possa incidir
sobre os ATIVOS, RECURSOS e PROCESSOS das organizações.
Apresentados os conceitos, já podemos resolver as primeiras
questões sobre o tema:
12. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] O ramo
Contrainteligência tem como escopo
(A) realizar segurança.
(B) proteger de pessoas.
(C) salvaguardar instalações.
(D) contra-atacar a Inteligência adversa.
(E) salvaguardar informações face à ação de agentes adversos.
Comentário:
Dentre os objetivos da Contrainteligência, temos o de identificar
vulnerabilidades na organização e propor medidas para saná-las e o de
identificar, avaliar e neutralizar ações de espionagem ou de infiltração com esse
ou outros propósitos.
Em outras palavras: salvaguardar informações face à ação de
agentes adversos.
Gabarito: Letra "E"
Definida a contrainteligência, finalizarei essa aula apresentando-lhe
conceitos fundamentais relacionados ao tema e que são bastante cobrados em
provas. Vamos a eles:
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1.1. Acesso
Trata-se da possibilidade e/ou oportunidade de uma pessoa em obter ou
consultar conhecimentos, seja mediante autorização ou por meio de uma ação
de coleta ou de busca de informações.
1.2. Ameaça
Ação de atores hostis motivados pela obtenção de conhecimentos críticos
a serem utilizados pelo seu patrocinador.
1.3. Necessidade de Conhecer
A necessidade de conhecimento é inerente à função que cada empregado
desempenha no contexto de uma organização. Todos os integrantes do público
interno devem ter a consciência de que a partir do momento que têm acesso a
um conhecimento, passam a ter responsabilidade por sua custódia.
1.4. Credencial de Segurança
Trata-se de certificado oficial que autoriza o acesso a determinado
conhecimento. Indica a competência que determinada pessoa possui para
acessar informações organizacionais significativas.
1.5. Compartimentação
Medida que proporciona Proteção aos Conhecimentos corporativos por
meio do estabelecimento da relação entre a necessidade de conhecer e a
autorização de acesso às informações importantes. Trata-se da restrição de
acesso baseada na demanda por conhecimento que determinadas pessoas têm
dentro de um sistema organizacional.
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1.6. Informação sensível
Trata-se do conjunto de dados processados que em decorrência de seu
conteúdo não devem ser de conhecimento público. Ex: número do telefone
celular pessoal, endereço residencial, nome de familiares dos diretores de uma
empresa.
1.7. Informação sigilosa
Informação classificada conforme o seu valor para a Organização. Com
base em critérios particulares, pode ser classificada em ultrassecreta, secreta,
confidencial ou reservada.
1.8. Termo de Confidencialidade
Também chamado de Contrato de Manutenção de Sigilo, é um
compromisso que cria "uma obrigação de não fazer", ou seja, de se abster de
revelar aquilo a que se teve acesso por necessidade de conhecer, em virtudede conveniência funcional ou por imposição negocial.
Implica a confecção e a assinatura de um termo ou contrato,
preferencialmente preparado por advogados, o qual, com fundamento na
legislação vigente, estabeleça condições de manutenção de sigilo sobre dados
ou conhecimentos a que se tenha acesso, e que sirva de instrumento para
fundamentar reparação contra indiscrições, fugas de informações ou
vazamentos. Visa a salvaguardar o sigilo e reparar danos, por meio de ação
judicial competente.
1.9. Vazamento
Trata-se da divulgação não autorizada e intencional de conhecimento
sensível ou sigiloso. O vazamento de informações é uma das principais
ameaças do mundo corporativo, pois conta com a participação de empregados
internos, sendo muito difícil de ser detectado.
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Consideram-se ativos organizacionais todos os bens, recursos e
processos tangíveis ou intangíveis que compõem a corporação.
1.10. Fuga
Trata-se da divulgação involuntária não autorizada de conhecimento
sensível ou sigiloso.
1.11. Espionagem
A espionagem é a prática de obter informações de caráter secreto ou
confidencial sobre governos ou organizações, sem autorização destes, para
alcançar certa vantagem militar, política, econômica, tecnológica ou social. A
prática manifesta-se geralmente como parte de um esforço organizado (ou
seja, como ação de um grupo governamental ou empresarial).
1.12. Sabotagem
A sabotagem (do francês sabotage) é o ato de impedir o pleno
funcionamento de quaisquer mecanismos, institucionais ou não, que sejam
contrários aos interesses dos sabotadores.
Veja agora como é fácil resolver várias questões sobre contrainteligência
só com esses conceitos:
13. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2008]
Nas empresas onde são produzidos conhecimentos ou produtos de
grande importância econômica, é comum criarem- se dificuldades de
acesso a certos setores. De acordo com a atividade realizada, cada
profissional receberá uma autorização de acesso ou de conhecimento
denominada
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(A) Credencial de acesso.
(B) Credencial de segurança.
(C) Autorização de acesso.
(D) Autorização de segurança.
(E) Permissão de acesso.
Comentário:
Vou repetir um conceito já conhecido por vocês: certificado oficial que
autoriza o acesso a determinado conhecimento indicando a competência que
determinada pessoa possui para acessar informações organizacionais
significativas. Esse conceito é de que?
De Credencial de Segurança!
Gabarito: Letra "B"
14. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ações de
busca de dados, informações ou conhecimentos que se encontrem sob
algum tipo de proteção, com uso de meios ilegais, em benefício de um
Estado, Organização ou indivíduo são denominadas
(A) coleta.
(B) invasão.
(C) busca.
(D) espionagem.
(E) recrutamento.
Comentário:
Respondendo com uma pergunta: como é chamada a prática de obter
informações de caráter secreto ou confidencial sobre governos ou
organizações, sem autorização destes, para alcançar certa vantagem militar,
política, econômica, tecnológica ou social?
Acabamos de ver que é ela é chamada de espionagem.
Gabarito: /HWUD�³'´
15. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Quando ocorre
a divulgação não autorizada de informação sensível existe
(A) um acesso.
(B) um recrutamento.
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(C) um cookie.
(D) um vazamento.
(E) uma compartimentação.
Comentário:
Conceito de vazamento igualzinho ao que nós vimos na parte teórica:
trata-se da divulgação não autorizada e intencional de conhecimento sensível
ou sigiloso.
Gabarito: /HWUD�³'´
16. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] A condição
indispensável, inerente ao exercício da função, para que um
funcionário, com credencial de segurança adequada, tenha acesso a
informações sigilosas, de acordo com suas atribuições, é conhecida por
(A) vazamento.
(B) comprometimento.
(C) necessidade de conhecer.
(D) treinamento.
(E) assinalação.
Comentário:
A resposta está na expressão-FKDYH�� ³tenha acesso a informações
sigilosas, de acordo com suas atribuições´�
Por quê? Porque ela se parece, e muito, com essa que acabamos de
estudar: a necessidade de conhecimento. Característica inerente à função
que cada empregado desempenha no contexto de uma organização.
Gabarito: /HWUD�³&´
17. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ação de
espionagem pode ocorrer em
(A) repartições públicas, apenas.
(B) repartições com funcionários desatenciosos, apenas.
(C) quaisquer locais.
(D) repartições empresariais, apenas.
(E) locais onde existem informações sensíveis, apenas.
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Comentário:
Essa, pelo amor de Deus, está demais! (rsrsr)
É claro que ações de espionagem podem ocorrer em quaisquer locais!
Reveja o conceito aqui estudado:
A espionagem é a prática de obter informações de caráter secreto ou
confidencial sobre governos ou organizações, sem autorização destes, para
alcançar certa vantagem militar, política, econômica, tecnológica ou social.
Gabarito: /HWUD�³&´
18. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Evidências de
que diretores da empresa estejam sob vigilância indicam possibilidade
de
(A) aproximação.
(B) abordagem.
(C) vazamento.
(D) assinalação.
(E) espionagem.
Comentário:
Ora, se os diretores de uma empresa estão sob vigilância, significa dizer
que alguém tem a finalidade de obter deles informações de caráter secreto ou
confidencial sobre a empresa. E, claro, sem autorização deles!
Logo, conclui-se que esses diretores estão sendo espionados, ou seja, há
clara suspeita da prática de espionagem no caso da questão.
Gabarito: /HWUD�³E´
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III - SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA - LEI Nº
9.883/99
1. Inteligência e Contrainteligência
Caro aluno, agora é hora de começarmos a ver como a legislação
brasileira entende e os conceitua, como eles devem ser entendidos a nível de
Segurança do Estado Brasileiro. Iniciaremos nosso estudo com a Lei que rege
todo serviço oficial de inteligência do nosso país e que institui o Sistema
Brasileiro de Inteligência, o famoso SISBIN: trata-se da Lei Federal nº
9.883/99.
Além de instituir o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), essa
norma também cria a Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN. Nesse
tópico, portanto, você aprenderá o que há mais de importante sobre ambos.
No capítuloseguinte, estudaremos outra importantíssima norma, o
Decreto nº 4.376/02, que tem a finalidade de regulamentar a Lei nº 9.883/99.
E pra começar de verdade, vamos ver como esses normativos conceituaram a
inteligência e a contrainteligência, conceitos basilares para seguirmos
adiante. Saiba, caro aluno, que tanto a Lei como o Decreto os conceituam de
forma praticamente semelhante. Como estamos se preparando para prova de
uma organizadora que adora cobrar a literalidade das normas, estudaremos
primeiro os conceitos trazidos pela Lei e, quando estivermos estudando o
Decreto, veremos como ele os traz.
Beleza? Então, tá! Segundo o que estabelece os §§2º e 3º do art. 1º da
Lei nº 9.883/99:
¾ Entende-se como INTELIGÊNCIA a atividade que objetiva a
obtenção, análise e disseminação de conhecimentos DENTRO
e FORA do território nacional sobre fatos e situações de
imediata ou potencial influência:
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9 sobre o processo decisório e a ação governamental; e
9 sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do
Estado.
¾ Entende-se como CONTRAINTELIGÊNCIA a atividade que objetiva
NEUTRALIZAR a inteligência ADVERSA.
Com esses conceitos iniciais, vamos conhecer então os dois focos da Lei
nº 9.883/99: o Sistema Brasileiro de Inteligência e a Agencia Brasileira
de Inteligência.
Aos trabalhos:
2. Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN)
Segundo estabelece art. 1º da Lei nº 9.883/99, fica instituído o Sistema
Brasileiro de Inteligência, que integra as ações de planejamento e execução
das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer
subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse
nacional.
O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) deve ainda cumprir e
preservar os direitos e garantias individuais e demais dispositivos da
Constituição Federal, os tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais
em que a República Federativa do Brasil seja parte ou signatário, e a legislação
ordinária.
O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável, portanto, pelo processo
de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo
decisório do Poder Executivo, bem como pela salvaguarda da informação
contra o acesso de pessoas ou órgãos não autorizados.
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¾ O SISBIN tem como FUNDAMENTOS:
9 a preservação da soberania nacional;
9 a defesa do Estado Democrático de Direito; e
9 a dignidade da pessoa humana.
Ok, professor, entendi direitinho a finalidade e os fundamentos do
SISBIN, mas pergunto: quem é de fato esse SISBIN? É um sistema
computacional? É uma composição de pessoas, instituições?
A resposta para essas perguntas quem nos dá é o art. 2º da Lei nº
9.9883/99!
Segundo este dispositivo, os órgãos e entidades da Administração
Pública Federal que, direta ou indiretamente, possam produzir
conhecimentos de interesse das atividades de inteligência, em especial
aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações
exteriores, constituirão o Sistema Brasileiro de Inteligência, na forma de
ato do Presidente da República.
Ah, professor, beleza! Mas, já que são órgãos e entidades da
Administração Pública Federal, eu gostaria de saber quem são eles. A Lei tem
essa resposta também?
A Lei nº 9.883/99 não, mas o Decreto nº 4.376/02, que a regulamenta,
sim! Segura um pouquinho sua ansiedade aí que já já você vai saber quem são
eles, quando estudarmos o citado Decreto. Muita calma nessa hora, ok?!
O que a Lei nos informa é que compor o SISBIN não é exclusividade
apenas desses tais órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Sabe
por quê?
Eis a resposta:
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¾ Mediante AJUSTES ESPECÍFICOS e CONVÊNIOS, ouvido o
competente órgão de controle externo da atividade de
inteligência, as Unidades da Federação poderão compor o
Sistema Brasileiro de Inteligência.
Órgão de controle externo da atividade de inteligência, professor?! Tem
mais esse aí?
Sim, mais esse aí! Falaremos dele logo adiante! Antes disso, vamos
tratar agora da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN.
3. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)
3.1. Finalidade e Competências
Em seu art. 3º, a Lei nº 9.883/98 cria a Agência Brasileira de
Inteligência - ABIN, órgão da Presidência da República, que, na posição de
órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, terá a seu cargo
planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de
inteligência do País, obedecidas à política e às diretrizes superiormente
traçadas nos termos legais.
Para que você fixe melhor essa importante informação, temos a seguinte
figura:
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Bom, mas as atribuições da ABIN não param por aí. Além delas, à ABIN
compete:
9 planejar e executar ações, inclusive sigilosas, relativas à
obtenção e análise de dados para a produção de
conhecimentos destinados a assessorar o Presidente da
República;
9 planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis,
relativos aos interesses e à segurança do Estado e da sociedade;
9 avaliar as ameaças, internas e externas, à ordem
constitucional;
9 promover o desenvolvimento de recursos humanos e da
doutrina de inteligência, e realizar estudos e pesquisas para
o exercício e aprimoramento da atividade de inteligência.
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Os órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência fornecerão
à ABIN, nos termos e condições a serem aprovados mediante ato presidencial,
para fins de integração, dados e conhecimentos específicos relacionados com a
defesa das instituições e dos interesses nacionais.
As atividades de inteligência serão desenvolvidas, no que se refere aos
limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, com:
9 irrestrita observância dos direitos e garantias individuais;
9 fidelidade às instituições e aos princípios éticos que
regem os interesses e a segurança do Estado.
A ABIN, observada a legislação e normas pertinentes, e objetivando o
desempenho de suas atribuições, poderá firmar convênios, acordos, contratos
e quaisquer outros ajustes.
A ABIN será dirigida por um Diretor-Geral, cujas funções serão
estabelecidas no decreto que aprovar a sua estrutura organizacional.
¾ São PRIVATIVAS do Presidente da República a escolha e a
nomeação do Diretor-Geralda ABIN, após aprovação de seu
nome pelo Senado Federal.
A elaboração e edição do regimento interno da ABIN serão de
responsabilidade de seu Diretor-Geral, que o submeterá à aprovação do
Presidente da República. O regimento interno da ABIN disporá sobre a
competência e o funcionamento de suas unidades, assim como as atribuições
dos titulares e demais integrantes destas.
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¾ Os atos da ABIN, cuja publicidade possa comprometer o êxito
de suas atividades sigilosas, deverão ser publicados em
EXTRATO.
¾ A obrigatoriedade de publicação dos atos em extrato independe
de serem de caráter ostensivo ou sigiloso os recursos
utilizados, em cada caso.
Incluem-se entre os atos acima citados os referentes ao seu peculiar
funcionamento, como às atribuições, à atuação e às especificações dos
respectivos cargos, e à movimentação dos seus titulares.
As atividades de controle interno da ABIN, inclusive as de contabilidade
analítica, serão exercidas pela Secretaria de Controle Interno da
Presidência da República.
3.2. O Acesso a Documentos de Inteligência
Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de
inteligência produzidos, em curso ou sob a custódia da ABIN somente
poderão ser fornecidos, às autoridades que tenham competência legal
para solicitá-los, pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com
base na legislação em vigor, excluídos aqueles cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
O fornecimento de documentos ou informações, não abrangidos pelas
hipóteses acima previstas, será regulado em ato próprio do Chefe do Gabinete
de Segurança Institucional da Presidência da República.
A autoridade ou qualquer outra pessoa que tiver conhecimento ou
acesso a esse documentos ou informações obriga-se a manter o respectivo
sigilo, sob pena de responsabilidade administrativa, civil e penal, e, em se
tratando de procedimento judicial, fica configurado o interesse público de que
trata o art. 155, inciso I, do Código de Processo Civil, devendo qualquer
investigação correr, igualmente, sob sigilo.
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Só para não deixar passar em branco, eis o que estabelece o art. 115,
inciso I, do Código Civil:
Código Civil Brasileiro
Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em
segredo de justiça os processos:
I - em que o exigir o interesse público;
A ABIN somente poderá comunicar-se com os demais órgãos da
administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com o
conhecimento prévio da autoridade competente de maior hierarquia do
respectivo órgão, ou um seu delegado.
3.3. A ABIN e a Política Nacional de Inteligência
A execução da Política Nacional de Inteligência, fixada pelo Presidente da
República, será levada a efeito pela ABIN, sob a supervisão da Câmara de
Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo.
Antes de ser fixada pelo Presidente da República, a Política Nacional de
Inteligência será remetida ao exame e sugestões do competente órgão de
controle externo da atividade de inteligência.
Chegou a hora então de conhecermos esse tal órgão de controle externo
da atividade de inteligência, importantíssimo para o bom funcionamento da
execução das atividades de inteligência em nosso pais!
A resposta, no próximo tópico!
4. Órgão de Controle Externo da Atividade de Inteligência
O controle e fiscalização EXTERNOS da atividade de inteligência serão
exercidos pelo Poder Legislativo na forma a ser estabelecida em ato do
Congresso Nacional.
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Este ato definirá o funcionamento do órgão de controle e a forma de
desenvolvimento dos seus trabalhos com vistas ao controle e fiscalização dos
atos decorrentes da execução da Política Nacional de Inteligência.
E quem então comporá esse órgão???
¾ Integrarão o ÓRGÃO DE CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE
DE INTELIGÊNCIA os líderes da maioria e da minoria na
Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como os
Presidentes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa
Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Para não esquecer:
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Pronto! Sobre a Lei nº 9.883/99 era o que tínhamos para falar. A hora é
de exercitarmos. Um detalhe: quem mai elaborou questões (e ainda poucas!)
sobre esta norma foi a banca Cespe, obviamente em concursos para cargos da
ABIN. A FCC também tem, porém ainda mais raras. Bom, mas juntei todas
aqui, complementando a lista com mais algumas elaboradas pela nossa banca
"Estratégia e Girão", beleza?
Aos trabalhos:
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens a
seguir, relativos à legislação de interesse da
atividade de inteligência.
19. A execução da Política Nacional de Inteligência é fixada pela ABIN, sob a
supervisão da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de
Governo.
20. Os atos da ABIN cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas
atividades sigilosas devem ser publicados em extrato.
21. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são
exercidos pelo presidente da República.
22. As atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que se refere
aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos,
independentemente da observância dos direitos e das garantias individuais e
para fins de assessoramento ao presidente da República.
Comentário 19:
Tem falha grosseira aí! A execução da Política Nacional de Inteligência
NÃO é fixada pela ABIN, e sim pelo Presidente da República. A ABIN tem a
incumbência de levar a efeito a Política Nacional de Inteligência (art. 5º da Lei
nº 9.883/99).
Gabarito: Errado
Comentário 20:
Certinha e foi exatamente o que acabamos de estudar! Os atos da ABIN
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cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas atividades sigilosas devem
ser publicados em extrato (art. 9º).
Gabarito: Certo
Comentário 21:
Nessa você, meu aluno do Estratégia, não caiu, tenho certeza!
O controle e fiscalização externos da atividade de inteligência serão
exercidos pelo Poder Legislativo na forma a ser estabelecida em ato do
Congresso Nacional (art. 6º). Erra a assertiva, portanto, ao afirmar que essa
atribuição é do Presidente da República.Gabarito: Errado
Comentário 22:
Outra questão que traz um erro muito bobinho, mas perigoso....
Corrigindo: as atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que
se refere aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos,
com irrestrita independentemente da observância dos direitos e das garantias
individuais e para fins de assessoramento ao presidente da República.
Não há qualquer ressalva quanto a essa obrigação de respeito A`s
garantias individuas, ok?
Gabarito: Errado
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os
seguintes itens, relativos à legislação de interesse da atividade de
inteligência.
23. O SBI, em suas ações, deve cumprir e preservar os direitos e garantias
individuais e demais dispositivos da CF e das leis ordinárias, mas não os
derivados de tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais, tendo em
vista que o SBI tem como fundamento a preservação da soberania nacional.
24. As unidades da Federação podem compor o SBI, mediante ajustes
específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da
atividade de inteligência.
25. Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de
assessoramento ao presidente da República.
Comentário 23:
Por que excluir da regra os tratados, convenções, acordos e ajustes
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou
signatário? Não, não!
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O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN ou SBI) deve cumprir e
preservar os direitos e garantias individuais e demais dispositivos da
Constituição Federal, assim como dos tratados, das convenções, dos acordos e
ajustes internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou
signatário, e a legislação ordinária (art. 1º, §1º).
Gabarito: Errado
Comentário 24:
Exato e foi o que destaquei aqui na aula:
Lembre-se que o legislador utilizou a expressão "poderão", o que não
significa uma obrigação, e sim uma faculdade, uma opção das Unidades da
Federação.
Gabarito: Certo
Comentário 25:
Essa tá muito fácil!
Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de
assessoramento ao presidente da República.
Dados ilícitos é brincadeira...
Gabarito: Errado
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base
na Lei n.º 9.883/1999, que instituiu o Sistema Brasileiro de
Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência
(ABIN), julgue os itens seguintes.
26. Nas atividades de inteligência, o uso de técnicas e meios sigilosos com
potencial suficiente para ferir direitos e garantias individuais só pode ocorrer
mediante o conhecimento e a autorização prévia do presidente do Conselho
Consultivo do SISBIN e exclusivamente nos casos que envolvam a segurança
do Estado.
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27. Os órgãos e entidades da administração pública federal que produzirem,
direta ou indiretamente, conhecimentos de interesse das atividades de
inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança
interna e relações exteriores, são membros natos do SISBIN.
28. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do SISBIN, somente pode
comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta
ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da autoridade
competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um delegado seu.
Comentário 26:
O que é isso, pelo amor de Deus!!!
Possibilitar o uso de técnicas e meios sigilosos com potencial suficiente
para ferir direitos e garantias individuais? E com prévia autorização do
Conselho Consultivo do SISBIN?
Onde tem isso na Lei nº 9.883/99? Em canto nenhum!
Gabarito: Errado
Comentário 27:
Certíssima! A assertiva parafraseou o caput do art. 2º da Lei nº
9.883/99. Confira:
Art. 2o Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que,
direta ou indiretamente, possam produzir conhecimentos de
interesse das atividades de inteligência, em especial aqueles
responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações
exteriores, constituirão o Sistema Brasileiro de Inteligência, na forma
de ato do Presidente da República.
Gabarito: Certo
Comentário 28:
Verdade, verdadeiríssima. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do
SISBIN, somente pode comunicar-se com os demais órgãos da administração
pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da
autoridade competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um
delegado seu (art. 10).
Gabarito: Certo
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base na Lei
n.º 9.883/1999, que instituiu o SISBIN e criou a ABIN, julgue os
seguintes itens .
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29. Os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem aquisições de
bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das atividades
sigilosas da agência devem ser publicados em extrato, cabendo ao gestor
utilizar, nesses casos, recursos orçamentários sigilosos.
30. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são
exercidos pela Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do
Congresso Nacional, criada junto com a ABIN. Integram-na os presidentes das
Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados
e do Senado Federal, os líderes da maioria e minoria na Câmara dos Deputados
e no Senado Federal e o presidente do Tribunal de Contas da União.
Comentário 29:
De fato, os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem
aquisições de bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das
atividades sigilosas da agência devem ser publicados em extrato. No entanto
não há essa obrigação de o gestor utilizar, nesses casos, recursos
orçamentários sigilosos.
A obrigatoriedade de publicação dos atos em extrato independe de
serem de caráter ostensivo ou sigiloso os recursos utilizados, em cada
caso (art. 9º caput e §§).
Gabarito: Errado
Comentário 30:
O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são
exercidos pelo Poder Legislativo. Essa tal Comissão Mista de Controle de
Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional não foi criada junto com a ABIN
(senão ter[irmãos estudado sobre ela)
E mais: o presidente do Tribunal de Contas da União não faz parte
desse órgão de controle da atividade de inteligência do nosos país.
Já esqueceu a composição desse órgão? Deixa e eu refrescar a sua
memória:
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www.estrategiaconcursos.com.br | Profs. Herculano e Girão 69 de 111Gabarito: Errado
31. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Assinale a opção correta, à luz do que estabelece a Lei nº
9.883/1999.
(A) A ABIN será dirigida por um Superintendente-Geral, cujas funções serão
estabelecidas no regimento que aprovar a sua estrutura organizacional.
(B) A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado
é entendida como contrainteligência.
(C) Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de
inteligência sob a custódia da ABIN poderão ser fornecidos a qualquer
autoridade pública pelo Chefe do Gabinete da Segurança Institucional da
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com
base na legislação em vigor.
(D) É a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que
exercerá as atividades de controle interno da ABIN. Inclui-se nesse escopo até
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as atividades de contabilidade analítica.
(E) A Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, órgão vinculado à Presidência
da República, terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e
controlar as atividades de inteligência do País.
Comentário:
Item A - Dois erros na assertiva! Primeior: A ABIN será dirigida por um
Diretor-Geral Superintendente-Geral. Segundo: as funções desse Diretor-
Geral serão estabelecidas no decreto regimento que aprovar a sua estrutura
organizacional (art. 8º). (Errado)
Item B - Você não pode ir para a sua prova sem saber direitinho diferenciar os
conceitos de inteligência e de contrainteligência trazidos pela Lei nº 9.883/99.
São conceitos fundamentais e têm grandes chances de serem cobrados em sua
prova! O item aqui, por exemplo, deu uma escorregada trocando as bolas!
Vamos corrigi-lo:
A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado
é entendida como INTELIGÊNCIA (art. 1º, §2º).
Segundo o §3º do mesmo artigo, entende-se como contrainteligência a
atividade que objetiva neutralizar a inteligência adversa. (Errado)
Item C - Muito cuidado com a leitura rápida, pois as informações ou
documentos a que se refere o item não poderão ser fornecidos a qualquer
autoridade pública. E mais: não é todo e qualquer documento que pode ser
fornnecido, como deixa a entender a afirmação. Há exceções à regra! Vamos
revisa o conteúdo do caput do art. 9-A, aqui estudado:
Art. 9º A - Quaisquer informações ou documentos sobre as
atividades e assuntos de inteligência produzidos, em curso ou sob a
custódia da ABIN somente poderão ser fornecidos, às autoridades
que tenham competência legal para solicitá-los, pelo Chefe do
Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República,
observado o respectivo grau de sigilo conferido com base na
legislação em vigor, excluídos aqueles cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
(Errado)
Item D - Agora sim um item correto! De fato, as atividades de controle interno
da ABIN, inclusive as de contabilidade analítica, serão exercidas pela Secretaria
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de Controle Interno da Presidência da República.
Item E - Erro discreto, mas bem grosseiro do item! Não esqueça: a Agência
Brasileira de Inteligência - ABIN não é órgão vinculado à Presidência da
República. É um órgão DA Presidência da República, portanto, subordinado a
Presidência. Como você bem sabe, no Direito Administrativo, ser subordinado é
beeemmm diferente do que ser vinculado. Quanto às atribuições listadas, tudo
bem, estão certinhas. Não se esqueça também que a ABIN é o órgão central do
Sistema Brasileiro de Inteligência, ok?
Gabarito: Letra "D"
32. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] Simão,
pretende ocupar o cargo de Diretor Geral da ABIN. Neste caso, de
acordo com a Lei no 9.883/1999, a escolha e a nomeação do Diretor-
Geral da ABIN são privativas do Presidente
(A) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Presidente da
República.
(B) do Congresso Nacional após aprovação de seu nome pelo Presidente da
República.
(C) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional.
(D) da República após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional.
(E) da República após aprovação de seu nome pelo Senado Federal.
Comentário:
Questão tranquilíssima de se resolver e o melhor: uma das filhas únicas
da Fundação Carlos Chagas sobre a norma em estudo. Para respondê-la, é
só se lembrar de outro quadro-destaque nosso:
Gabarito: Letra "E"
33. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com
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a Lei no 9.883/1999, integrarão o órgão de controle externo da
atividade de inteligência, dentre outros,
(A) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional
da Câmara dos Deputados.
(B) o Presidente do Congresso Nacional.
(C) os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado
Federal.
(D) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional
do Senado Federal.
(E) o Presidente da Mesa do Senado Federal.
Comentário:
Mais uma vez para você não se esquecer nunca mais:
Vamos então aos itens!
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Item A - o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa
Nacional da Câmara dos Deputados. --> Errado
Item B - o Presidente do Congresso Nacional. --> Errado
Item C - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no
Senado Federal. --> Ok
Item D - o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa
Nacional do Senado Federal. --> Errado
Item E - o Presidente da Mesa do Senado Federal. --> Errado
Gabarito: Letra "C"
IV - O SISBIN E O DECRETO Nº 4.376/02
1. Introdução
O Decreto nº 4.376/02 tem por objetivo regulamentar a Lei nº 9.883/89,
dispondo sobre a organização e funcionamento do SISBIN. Nessa parte da
aula, estudaremos a composição do Sistema, de seu Conselho Consultivo e
daremos também um olhar mais a fundo no papel da ABIN especificamente no
âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência.
Em seus art. 1º, §§1º e 2º, o Decreto também conceitua o SISBIN.
Como são conceitos praticamente idênticos ao da Lei, não vamos aqui repeti-
los, já que foram estudados no primeiro tópico.
Do mesmo modo, em seus arts. 2º e 3º, o Decreto repete os conceitosde inteligência e de contrainteligência, só que não tão igual ao da lei e, por
esse motivo, prefiro trazê-los novamente, destacando, em vermelho, as
diferenças entre os conceitos nas duas normas. A banca pode te pedir o
conhecimento mais simples, o trazido pela Lei, como pode te pedir o mais
completo, trazido pelo Decreto. Sugiro que você os conheça muito bem!
Ambos!
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Então vamos lá. Segundo o Decreto nº 4.376/02:
¾ Entende-se como INTELIGÊNCIA a atividade que objetiva a
obtenção e análise de dados e informações e de produção e
difusão de conhecimentos DENTRO e FORA do território
nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial
influência:
9 sobre o processo decisório e a ação governamental; e
9 sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do
Estado.
¾ Entende-se como CONTRA-INTELIGÊNCIA a atividade que
objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a
inteligência adversa e ações de qualquer natureza que
constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e
conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do
Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou
em que transitem.
Perceba que o conceito de contrainteligência do Decreto é bem mais
completo do que o da Lei e é por isso que você deve conhecer do dois para a
sua prova. Normalmente, a banca cita no comando da questão o dispositivo
legal a que ele se refere e, sabendo de quem é quem, você não perderá de
vista pontos preciosos, caso tais conceitos venham a ser cobrados.
Bom dito isto, vamos então ao que mais interessa sobre o Decreto nº
4.376/02: a composição do SISBIN!
A partir do próximo tópico, começaremos a responder aquelas perguntas
feitas no primeiro tópico sobre quem, que órgãos ou entidades, compõem o
Sistema Brasileiro de Inteligência. Agora sim, preciso que você se debruce com
calma e com carinho nessa composição, tentando memorizá-la ao máximo,
pois é alvo potencial de questões para um elaborador de provas.
Concentração e foco total, ok?
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2. Composição do Sistema Brasileiro de Inteligência
O Sistema Brasileiro de Inteligência, o nosso famoso SISBIN, é composto
de um montão de órgãos e entidades e a primeira informação importantíssima
que você não pode se esquecer diz respeito a quem exerce a função de
coordenação e de órgão central do Sistema.
São eles:
Destaco ainda que a ABIN é órgão subordinado à Secretaria de Governo
da Presidência da República. Pois bem, você pode até esquecer os outros
componentes do SISBIN, mas esse dois aí acima, de jeito nenhum, ok?!
E que outros componentes são esses mesmo?
Segundo o art. 4º do Decreto nº 4.376/02, o Sistema Brasileiro de
Inteligência é composto ainda pelos seguintes órgãos (em ordem alfabética):
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2.1. Ministérios
¾ Casa Civil da Presidência da República:
por meio de sua Secretaria-Executiva.
¾ Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:
por meio de sua Secretaria-Executiva.
¾ Ministério da Ciência e Tecnologia:
por meio do Gabinete do Ministro de Estado.
¾ Ministério das Comunicações
por meio de sua Secretaria-Executiva.
¾ Ministério da Defesa
por meio :
9 da Subchefia de Inteligência Estratégica;
9 da Assessoria de Inteligência Operacional;
9 da Divisão de Inteligência Estratégico-Militar da
Subchefia de Estratégia do Estado-Maior da Armada;
9 do Centro de Inteligência da Marinha;
9 do Centro de Inteligência do Exército;
9 do Centro de Inteligência da Aeronáutica; e
9 do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção
da Amazônia;
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¾ Ministério da Fazenda
por meio:
9 da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de
Atividades Financeiras;
9 da Secretaria da Receita Federal do Brasil; e
9 do Banco Central do Brasil.
¾ Ministério da Integração Nacional
por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil.
¾ Ministério da Justiça:
por meio:
9 da Secretaria Nacional de Segurança Pública;
9 da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de
Polícia Federal;
9 do Departamento de Polícia Rodoviária Federal;
9 do Departamento Penitenciário Nacional; e
9 do Departamento de Recuperação de Ativos e
Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional
de Justiça;
¾ Ministério do Meio Ambiente
por meio:
9 da Secretaria-Executiva; e
9 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis - IBAMA;
¾ Ministério de Minas e Energia
por meio de sua Secretaria-Executiva.
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¾ Ministério do Trabalho e da Previdência Social
por meio da Secretaria-Executiva.
¾ Ministério das Relações Exteriores
por meio:
9 da Secretaria-Geral de Relações Exteriores; e
9 da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos
Transnacionais.
¾ Ministério da Saúde
por meio:
9 do Gabinete do Ministro de Estado; e
9 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA.
¾ Casa Militar da Presidência da República
por meio da Secretaria-Executiva.
¾ Ministério do Trabalho e Emprego
por meio da Secretaria-Executiva.
¾ Ministério dos Transportes
por meio:
9 de sua Secretaria-Executiva; e
9 do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes - DNIT.
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Professor, tenho que saber todos eles, sério?!
É, caro aluno, em se tratando de provas de concurso, não tem outro
jeito: tem que memorizar mesmo! Bom, mas para ser um servidor do TRF 2ª,
acho que vale o esforço!
Continuando, saiba que o funcionamento do Sistema Brasileiro de
Inteligência deverá ser efetivado mediante articulação coordenada dos
órgãos que o constituem, respeitada a autonomia funcional de cada um e
observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e
salvaguarda de assuntos sigilosos.
¾ Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o
competente órgão de controle externo da atividade de
inteligência, as UNIDADES DA FEDERAÇÃO poderão compor o
Sistema Brasileiro de Inteligência.
E na prática é isso mesmo que já vemacontecendo. Praticamente todas
as Unidades da Federação têm representantes seus no SISBIN! Só não se
esqueça que essa participação não é obrigatória, apenas facultativa ("poderão
compor").
Ok, professor, já memorizei, mas agora pergunto: e quais serão mesmo
as competências desses órgãos no âmbito do SISBIN?
A resposta está no art. 6º do Decreto nº 4.376/02 ao estabelecer que
cabe aos órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência, no âmbito
de suas competências:
9 produzir conhecimentos, em atendimento às prescrições dos
planos e programas de inteligência, decorrentes da Política Nacional
de Inteligência;
9 planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de
dados e informações;
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9 intercambiar informações necessárias à produção de
conhecimentos relacionados com as atividades de inteligência e
contra-inteligência;
9 fornecer ao órgão central do Sistema, para fins de integração,
informações e conhecimentos específicos relacionados com a
defesa das instituições e dos interesses nacionais; e
9 estabelecer os respectivos mecanismos e procedimentos
particulares necessários às comunicações e ao intercâmbio de
informações e conhecimentos no âmbito do Sistema, observando
medidas e procedimentos de segurança e sigilo, sob coordenação da
ABIN, com base na legislação pertinente em vigor.
Sobre os órgãos que compõem o SISBIN, não temos nada mais a
declarar, a não ser darmos agora uma atenção um pouco mais especial à
Agência Brasileiro de Inteligência (ABIN), o órgão central do SISBIN,
focando em dois aspectos: suas competências dentro desse Sistema e as
particularidades de um de seus principais órgãos internos, o Departamento
de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência.
Aos trabalhos!
3. A ABIN no âmbito do SISBIN
Na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, a ABIN
a exerce importante papel e tem a seu cargo as seguintes atribuições:
9 estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos, a
serem produzidos pelos órgãos que constituem o Sistema Brasileiro
de Inteligência, e consolidá-las no Plano Nacional de Inteligência;
9 coordenar a obtenção de dados e informações e a produção
de conhecimentos sobre temas de competência de mais de um
membro do Sistema Brasileiro de Inteligência, promovendo a
necessária interação entre os envolvidos;
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9 acompanhar a produção de conhecimentos, por meio de
solicitação aos membros do Sistema Brasileiro de Inteligência, para
assegurar o atendimento da finalidade legal do Sistema;
9 analisar os dados, informações e conhecimentos recebidos,
com vistas a verificar o atendimento das necessidades de
conhecimentos estabelecidas no Plano Nacional de Inteligência;
9 integrar as informações e os conhecimentos fornecidos pelos
membros do Sistema Brasileiro de Inteligência;
9 solicitar dos órgãos e entidades da Administração Pública
Federal os dados, conhecimentos, informações ou documentos
necessários ao atendimento da finalidade legal do Sistema;
9 promover o desenvolvimento de recursos humanos e
tecnológicos e da doutrina de inteligência, realizar estudos e
pesquisas para o exercício e aprimoramento da atividade de
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do Sistema
Brasileiro de Inteligência;
9 representar o Sistema Brasileiro de Inteligência perante o
órgão de controle externo da atividade de inteligência.
9 prover suporte técnico e administrativo às reuniões do
Conselho e ao funcionamento dos grupos de trabalho,
solicitando, se preciso, aos órgãos que constituem o Sistema
colaboração de servidores por tempo determinado, observadas as
normas pertinentes.
¾ EXCETUA-SE das atribuições acima a atividade de
INTELIGÊNCIA OPERACIONAL necessária ao planejamento
e à condução de campanhas e operações militares das
Forças Armadas, no interesse da defesa nacional.
Entendi, professor, mas olhando para a última atribuição citada, que
Conselho é esse a que ela se refere?
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Resposta: o Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de
Inteligência!
Como é composto e o que ele faz, estudaremos no último tópico desta
aula. Antes disso, preciso ainda terminar de falar sobre a ABIN. Segura aí!
Para cumprir com tantas atribuições assim, é de se imaginar que a ABIN
tenha uma estrutura organizacional composta de vários órgãos internos. E tem
mesmo! No entanto, pela sua importância e sua especificidade no contexto do
SISBIN, o Decreto nº 4.376/02 resolveu dar atenção especial a um desses
órgãos, trazendo regras específicas para ele. Esse órgão interno da ABIN é o
Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência, a
ser estudado no próximo tópico!
3.1. O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de
Inteligência
O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência é
órgão interno da ABIN e tem por atribuição coordenar a articulação do
fluxo de dados e informações oportunas e de interesse da atividade de
Inteligência de Estado, com a finalidade de subsidiar o Presidente da
República em seu processo decisório.
A ABIN poderá manter no Departamento de Integração do Sistema
Brasileiro de Inteligência, em caráter permanente, representantes dos órgãos
componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência no Departamento de
Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência. Para isso, a ABIN poderá
requerer aos órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência a
designação de representantes para atuarem no Departamento de Integração
do Sistema Brasileiro de Inteligência.
Uma vez escolhidos, esses representantes cumprirão expediente no
Centro de Integração do Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de
Inteligência da ABIN, ficando dispensados do exercício das atribuições
habituais no órgão de origem e trabalhando em regime de
disponibilidade permanente, na forma do disposto no regimento interno da
ABIN, a ser proposto pelo seu Diretor-Geral e aprovado pelo Ministro de
Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da
República.
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Mesmo sendo dispensados do exercício das atribuições habituais no
órgão de origem, tais representantes poderão acessar, por meio eletrônico,
as bases de dados de seus órgãos de origem, respeitadas as normas e
limites de cada instituição e as normas legais pertinentes à segurança,
ao sigilo profissional e à salvaguarda de assuntos sigilosos.
Beleza? Guarde bem essas informações e sigamos para o estudo do
último agente importante do SISBIN, regulamentado pelo Decreto nº4.376/02:
o Conselho Consultivo Brasileiro de Inteligência.
4. O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de
Inteligência
Caro aluno, um Conselho Consultivo, órgão compostopor diversos
agentes (um colegiado), se destina a orientar, fiscalizar, auxiliar e aconselhar
determinado órgão, empresa ou Sistema. Trata-se de uma instância apenas de
consulta, e não de execução ou operacionalização propriamente dita de
determinada atividade ou atribuição.
No âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência, há também um
Conselho, criado pelo Decreto nº 4.376/02, que se propõe a ser essa instância
consultiva, orientadora: trata-se do Conselho Consultivo do Sistema
Brasileiro de Inteligência.
Vamos conhecê-lo!
4.1. As Competências do Conselho
O Decreto nº 4.376/02 institui o Conselho Consultivo do Sistema
Brasileiro de Inteligência, colegiado vinculado à Secretaria de Governo
da Presidência da República, cujas competências são as seguintes:
9 emitir pareceres sobre a execução da Política Nacional de
Inteligência;
9 propor normas e procedimentos gerais para o intercâmbio de
conhecimentos e as comunicações entre os órgãos que constituem o
Sistema Brasileiro de Inteligência, inclusive no que respeita à
segurança da informação;
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9 contribuir para o aperfeiçoamento da doutrina de inteligência;
9 opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades
ao Sistema Brasileiro de Inteligência;
9 propor a criação e a extinção de grupos de trabalho para
estudar problemas específicos, com atribuições, composição e
funcionamento regulados no ato que os instituir; e
9 propor ao seu Presidente o regimento interno.
E para saber quem é o Presidente do Conselho, é necessário conhecer sua
composição.
4.2. A Composição do Conselho
Como eu disse, um Conselho é um órgão Colegiado, ou seja, composto
por várias pessoas ou órgãos. Pois bem, vários são os membros do Conselho
Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência e aqui também não tem muito
jeito não: o negócio é tentar memorizar quem é essa turma.
Para facilitar o seu estudo, começo dizendo logo que há dois órgãos que
não podem deixar de faltar no Conselho. Dou um doce se você adivinhar!
São eles:
Outra dica interessante é que, de todos os Ministérios que fazem parte
do SISBIN, apenas 04 deles são representados por alguns de seus órgãos
internos. Esses Ministérios são os seguintes:
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Bom, mas eu disse que esses Ministérios participam do Conselho por
meio de órgãos internos que o representam, não foi?
Esses tais órgãos são então os seguintes:
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Todos os membros do Conselho indicarão os respectivos suplentes.
¾ O Conselho é PRESIDIDO pelo MINISTRO CHEFE DA
SECRETARIA DE GOVERNO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA,
que indicará seu substituto eventual.
¾ Aos membros do Conselho serão concedidas credenciais de
segurança no grau "SECRETO".
¾ A participação no Conselho não enseja NENHUM TIPO DE
REMUNERAÇÃO e será considerada SERVIÇO DE NATUREZA
RELEVANTE.
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4.3. As reuniões do Conselho
O Conselho poderá se reunir de duas formas:
Mediante convite de qualquer membro do Conselho, representantes
de outros órgãos ou entidades poderão participar das suas reuniões, como
assessores ou observadores.
O presidente do Conselho poderá convidar para participar das
reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos
constantes da pauta.
As despesas com deslocamento e estada dos membros do Conselho
correrão à custa de recursos dos órgãos que representam, salvo no casos dos
cidadãos de notório saber ou especialização convidados pelo presidente do
Conselho, quando correrão à custa dos recursos da ABIN.
Pronto, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência você tem em mãos
tudo o que você precisa saber para a sua prova. Antes de fecharmos a aula,
vamos então a alguns exercícios sobre o Decreto nº 4.376/02. Aqui teremos
também todas as raríssimas questões já aplicadas em concursos sobre o citado
normativo.
Aos trabalhos!
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[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens de
a seguir, relativos à legislação de interesse da atividade de
inteligência.
34. Considera-se inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e
informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do
território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a
segurança da sociedade e do Estado.
35. O Sistema Brasileiro de Inteligência funciona mediante articulação
coordenada dos órgãos que o constituem, os quais não são dotados de
autonomia funcional.
Comentário 34:
Aqui o enunciado foi bem genérico no intuito cclaro de saber se o
candidato está mesmo sabendo os conceitos de inteligência e contrainteligência
contidos tanto na Lei nº 9.883/99 como no Decreto nº 4.376/02. Como ela não
citou de qual normativo ela tirou o conceito por ela apresentado, vamos checar
se está certinho à luz de um ou de outro normativo. Antes de analisá-lo, vamos
revisar tais conceitos:
Logo, podemos concluir que a questão utiliza o conceito do Decreto nº
4.376/02 ao conceituar inteligência como a atividade de obtenção e análise
de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e
fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a
segurança da sociedade e do Estado.
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E o faz corretamente!
Gabarito: Certo
Comentário 35:
Oh, Jesus... Esse item está errado e está bem tranquilo para quem
realmente estudou as normas de inteligência!
Vamos ajeitar a coisa: o funcionamento do Sistema Brasileiro de
Inteligência deverá ser efetivado mediante articulação coordenada dos órgãos
que o constituem, respeitada a autonomia funcional de cada um e
observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e
salvaguarda de assuntos sigilosos.
Gabarito: Errado
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA± ABIN ± 2010] Com relação
ao Decreto n.º 4.376/2002, que dispõe sobre a organização e o
funcionamento do SISBIN, julgue os seguintes itens.
36. Entre as atribuições da ABIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos
humanos e tecnológicos e da doutrina de inteligência, bem como a realização
de estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento das atividades de
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do SISBIN.
37. O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da
República nos assuntos de interesse nacional, cabendo à ABIN, órgão central
do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos a serem
produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no Plano Nacional de
Inteligência.
Comentário 36:
Exatamente e é a pura literalidade do art. 10, inciso VII, do Decreto nº
4.376/02!
Vimos aqui que, de fato, dentre as atribuições da ABIN no âmbito do
SISBIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos humanos e tecnológicos e
da doutrina de inteligência, bem como a realização de estudos e pesquisas para
o exercício e aprimoramento das atividades de inteligência, em coordenação
com os demais órgãos do Sistema.
Gabarito: Certo
Comentário 37:
Outra que está certinha também e que unificou informações trazidas por
dois dispositivos do Decreto nº 4.376/02.
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O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da
República nos assuntos de interesse nacional (art. 1º, §1º), cabendo à ABIN,
órgão central do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos
específicos a serem produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no
Plano Nacional de Inteligência (art. 10, inciso I).
Gabarito: Certo
[CESPE ± OFICIAL TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] De acordo
com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002 sobre a organização e
funcionamento do SISBIN, julgue o próximo item.
38. As unidades da Federação podem compor o SISBIN, mediante ajustes
específicos e convênios e aprovação necessária do conselho consultivo
instituído pelo referido decreto.
39. Exige-se, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN presença de, no
mínimo, dois terços de seus membros.
Comentário 38:
Pegadinha do malandro aí! Lembre-se de uma das regras que aqui
destacamos (art. 4º, parágrafo único):
Erra, portanto, a questão ao afirmar que o órgão que deve ser ouvido é o
conselho consultivo estabelecido pelo Decreto nº 4.376/02, o Conselho
Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência.
Gabarito: Errado
Comentário 39:
Vamos aproveitar a questão para revisarmos importantes informações
sobre as reuniões do Conselho Consultivo do SISBIN:
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A informação destacada no círculo nos informa que a assertiva e comento
erra ao dizer que se exige, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN
presença de, no mínimo, dois terços de seus membros. Exige-se no mínimo a
maioria de seus membros!
Gabarito: Errado
40. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] De acordo com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002, não é um
órgão que compõe o Sistema Brasileiro de Inteligência:
(A) A Secretaria da Receita Federal do Brasil e o Banco Central do Brasil, do
Ministério da Fazenda.
(B) O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, do
Ministério da Defesa.
(C) O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, do
Ministério dos Transportes.
(D) A Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
(E) O Gabinete do Ministro de Estado do Ministério do Desenvolvimento Social e
Agrário.
Comentário:
Professor, que maldade!!!!!!!
É, eu sei, mas a ideia é fazer você se debruçar um pouquinho na
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composição do SISBIN e tentar memorizar o máximo de membros possível
desse órgão a fim de não perder questão importante de sua prova!
Importante porque a grande maioria de seus concorrentes vai errá-la e
quem acertar uma questão como essa, ganhará posições valiosas na
classificação final! Beleza?
Para respondê-la, vamos revisar alguns dos membros do SISBIN, de
acordo com as opções de resposta:
Item A - Correto! Compõe o SISBIN:
¾ Ministério da Fazenda
por meio:
9 da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras;
9 da Secretaria da Receita Federal do Brasil; e
9 do Banco Central do Brasil.
Item B - Certo! Compõe o SISBIN:
¾ Ministério da Defesa
por meio :
9 da Subchefia de Inteligência Estratégica;
9 da Assessoria de Inteligência Operacional;
9 da Divisão de Inteligência Estratégico-Militar da Subchefia de
Estratégia do Estado-Maior da Armada;
9 do Centro de Inteligência da Marinha;
9 do Centro de Inteligência do Exército;
9 do Centro de Inteligência da Aeronáutica; e
9 do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da
Amazônia;
Item C - Certo! Compõe o SISBIN:
¾ Ministério dos Transportes
por meio:
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9 de sua Secretaria-Executiva; e
9 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes -
DNIT.
Item D - Item B - Certo! Compõe o SISBIN:
¾ Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:
por meio de sua Secretaria-Executiva.
Item E - Opa!!! O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário não é um dos
ministérios que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência! Esse é o item
errado, portanto.
A dica que dou é que você primeiro memorize quais os ministérios que
compõem o SISBIN e, em seguida, os órgãos internos de cada um deles. Afinal
de contas, não esqueça, os ministérios estão representado nos SISBIN por
meio de um ou mais de seus órgãos. Faça isso e pontos preciosos podem ser
garantidos em sua prova!
Gabarito: Letra "E"
41. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de inteligência foi
regulamentado pelo Decreto n.º 4.376/2002. Sobre este Conselho,
julgue os itens a seguir:
I. O Conselho é presidido pelo Chefe da Agência Brasileira de Inteligência -
ABIN, que indicará seu substituto eventual.
II. Ao membro do Conselho será concedida credencial de segurança no grau
"secreto" e sua participação no Conselho será remunerada e considerada
serviço de natureza relevante.
III. Os titulares do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Ministério
da Justiça e da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da
Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos, do Ministério das Relações
Exteriores, fazem parte do Conselho Consultivo do SISBIN.
IV. Por questõesde segurança, as reuniões do Conselho serão sempre
realizadas na sede da ABIN, em Brasília e, mediante convite de qualquer
membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades poderão
participar das suas reuniões, como assessores ou observadores.
V. Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao
Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a execução da
Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho Consultivo do
SISBIN.
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VI. Por decisão da maioria dos seus membros, o Conselho poderá convidar
para participar das reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre
assuntos constantes da pauta.
Está incorreto o que se afirma em:
(A) III, IV e V
(B) I, II, IV e VI
(C) I, II, III e IV
(D) III, IV, V e VI
(E) III e V
Comentário:
Item I - Cuidado com a leitura apressada! O Conselho é presidido pelo
Ministro de Estado Chefe da Secreatia de Governo da Presidência da
República, que indicará seu substituto eventual (art. 8º, §1º). (Errado)
Item II - Quase certa a questão! De fato, ao membro do Conselho será
concedida credencial de segurança no grau "secreto", sua participação no
Conselho será considerada serviço de natureza relevante, mas tal participação
não enseja nenhum tipo de remuneração (art. 8º, §3º c/c art. 9º, §6º).
(Errado)
Item III - Certíssimo o item! Vamos aproveitar para revisar um dos gráficos
que nós destacamos na aula:
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Item IV - Não é bem assim, pois você terá que separar o joio do trigo, ou seja,
as reuniões ordinárias e extraordinárias.
O Conselho reunir-se-á, em caráter ordinário, até três vezes por ano, na
sede da ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo
seu Presidente ou a requerimento de um de seus membros. E agora, o pulo do
gato: a critério do presidente do Conselho, as reuniões extraordinárias
poderão ser realizadas fora da sede da ABIN (art. 9º, caput e §1º).
Quanto à segunda afirmação, essa está correta: mediante convite de
qualquer membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades
poderão participar das suas reuniões, como assessores ou observadores (art.
9º, §3º). (Errado)
Item V - Sem dúvida! Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e
entidades ao Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a
execução da Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho
Consultivo do SISBIN (art. 7º, incisos II e IV). (Certo)
Item VI - Será mesmo? Claro que não! O Presidente do Conselho (e não a
maioria dos seus membros) é quem poderá convidar para participar das
reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes
da pauta (art. 9º, §4º).
Logo, está incorreto o que se afirma em I, II, IV e VI
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Gabarito: Letra "B"
42. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com
o Decreto no 4.376/2002, a atividade que objetiva prevenir, detectar,
obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer
natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações
e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado,
bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que
transitem, é entendida como
(A) pós-inteligência.
(B) inteligência.
(C) inteligência de segundo grau.
(D) contra-inteligência.
(E) inteligência de primeiro grau.
Comentário:
Num falei que as bancas adoram cobrar os conceitos de inteligência e
contrainteligência. Ora utilizarão os conceitos da Lei nº 9.883/99, ora os do
Decreto nº 4.376/02.
Bom, mas se você ainda não conseguir memorizá-los, vamos fazer
uma revisão do conceito de contrainteligência (a nossa resposta!), como
fizemos com os conceito de inteligência no comentário da questão 16:
Gabarito: /HWUD�³'´
43. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012 - Adapt.]
Considere as seguintes assertivas a respeito do Conselho Consultivo do
Sistema Brasileiro de Inteligência:
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I. Os titulares do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério
da Fazenda são membros do Conselho.
II. O Conselho é presidido pelo Ministro de Estado Chefe da Secretaria de
Governo da Presidência da República, que indicará seu substituto eventual.
III. Reunir-se-á, em caráter ordinário, até quatro vezes por ano, na sede da
ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu
Presidente.
IV. O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões
cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da
pauta.
De acordo com o Decreto no 4.376/2002 está correto o que se afirma
APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e IV.
(D) II, III e IV.
(E) II e IV.
Comentário:
Item I - Exatamente. São membros do Conselho, os titulares do:
(Certo)
Item II - Agora ficou até sem graça... O Conselho, de fato, é presidido pelo
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da
República, que indicará seu substituto eventual (art. 9º, §1º). (Certo)
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Item III - Eita, que esse tá facinho também! O Conselho reunir-se-á, em
caráter ordinário, até três quatro vezes por ano, na sede da ABIN, em Brasília,
e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente ou a
requerimento de um de seus membros (art. 9º, caput). (Errado)
Item IV - Foi o que já vimos em comentário de questão anterior: o presidente
do Conselho poderá convidar para participar das reuniões cidadãos de notório
saber ou especialização sobre assuntos constantes da pauta (art. 9º, §4º).
(Certo)
Logo, está correto o que se afirma APENAS em I, II e IV.
Gabarito: Letra "B"
***
Bom, finalizamos toda a matéria relacionada à Doutrina de Inteligência
exigida nos últimos concursos para a área de segurança.
Revise o conteúdo sempre que possível, principalmente o tópico sobre
Noções sobre Serviços de inteligência (págs. 05 a 44), pois esta é uma
matéria um tanto quanto teórica e foi alvo de pouquíssimas questões!
Consolide bem o aprendizado, que você conseguirá resolver qualquer questão
sobre o assunto.
Bons estudos e até a próxima!
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QUESTÕES DE SUA AULA
01. [FCC ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2006] O processo de
inteligência competitiva se tornou importante porque foi adaptado à
realidade empresarial e à nova ordem mundial. Foram incorporadas a
tal processo técnicas utilizadas
(A) pela tecnologia da informação e de gerenciamento de redes.
(B) pelo estatuto do programa de informações governamentais.
(C) pela Organização Mundial dos Direitos Humanos e pela administração
pública.
(D) pelo estatuto dos oficiais militares e civis.
(E) pela ciência da Comunicação Social e pela defesa.
02. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Certo Analista de Inteligência recebeu um relato verbal sobre
determinado fato por ele pesquisado. Recebido, o relato não passou
por um processo de avaliação, mas viu-se, ao final, que ele foi de
extrema importância para a concretização dos objetivos dessa
pesquisa. Pela doutrina de inteligência, podemos dizer que tal relato
verbal, antes de qualquer processo de avaliação, é considerado um
(A) informe
(B) conhecimento
(C) dado
(D) informação
(E) estimativa
03. [FUNIVERSA ± TÉCNICO EM GESTÃO ± MPE/GO ± 2010] Com
relação aos conceitos utilizados em inteligência competitiva, o
conjunto de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados,
analisados e estudados para se alcançarem conclusões chama-se
(A) dados.
(B) informações.
(C) conhecimentos.
(D) registros.
(E) variáveis.
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04. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN- 2010] Em uma
instituição bancária, o acesso a determinadas informações deve ser
limitado àqueles funcionários autorizados pelo proprietário da
informação, uma vez que o vazamento desse tipo de informação
representa quebra de sigilo bancário, expondo a instituição a riscos. O
princípio que limita o acesso às informações tão somente às entidades
legítimas é denominado
(A) acessibilidade.
(B) confidencialidade.
(C) responsabilidade.
(D) integridade.
(E) disponibilidade.
disponibilidade.
05. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Em um trabalho de inteligência, a equipe de segurança de uma
instituição bancária recebeu importante dados sobre uma quadrilha de
roubos a bancos. Essas informações foram tiradas de manifestações
suspeitas em redes sociais, blogs e sites suspeitos da Internet. Assim,
de acordo com a Doutrina de Inteligência, podemos classificar essas
fontes como
(A) organizacionais, primárias e sigilosas.
(B) humanas, secundárias e abertas.
(D) tecnológicas, primárias e abertas.
(C) humanas, primárias e sigilosas.
(E) tecnológicas, secundárias e abertas.
06. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] As atividades de Inteligência devem ser baseadas em princípios,
que devem ser as suas molas mestras norteadoras. Dentre os vários
princípios defendidos pela doutrina, aquele que apregoa que os
trabalhos desenvolvidos devem alcançar os mais completos resultados
possíveis e o que ensina que os processos devem ser claros, precisos,
de compreensão e execução fáceis são, respectivamente, os princípios
(A) do sigilo e da segurança.
(B) da amplitude e da simplicidade.
(C) da compartimentação e da precisão.
(C) da amplitude e do controle.
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(E) da simplicidade e da oportunidade.
07. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Toda a atividade de Inteligência deve ser norteada por
princípios. Na tabela abaixo, a coluna da esquerda traz alguns desses
princípios e a da direita seus significados. A sequência correta de cada
principio com seu respectivo significado é:
(A) 1-d; 2-a; 3-b; 4-c.
(B) 1-b; 2-c; 3-d; 4-a
(C) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b.
(D) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a.
(E) 1-c; 2-b; 3-a; 4-d.
08. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2011]
Uma empresa de transporte de valores foi alvo de criminosos que
receberam de um funcionário os horários de chegada de carros-fortes
e os locais de origem, que ficavam afixados na sala de operações. A
necessidade de se manter o sigilo de determinadas informações, com
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acesso dado somente àquelas pessoas diretamente envolvidas, é
denominada
(A) segurança de TI.
(B) compartimentação.
(C) segurança das instalações.
(D) segurança das informações.
(E) comportamento de segurança.
09. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Na primeira
etapa da Fase de Planejamento de elaboração de um Documento de
Inteligência deve-se considerar os fatores de planejamento:
(A) análise de dados, usuário, finalidade, faixa de tempo e prioridade.
(B) assunto, faixa de tempo, finalidade, prioridade e usuário.
(C) coleta de informações, assunto, prioridade e dados conhecidos.
(D) análise de dados, finalidade, usuário, faixa de tempo e aspectos gerais.
(E) assunto, coleta de informações, prioridade e dados sabidos.
10. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2010] O objetivo da
Inteligência Competitiva é avaliar, em nível de mercado, que
procedimentos devem ser adotados quando se realiza a coleta de
dados sobre os concorrentes de determinada empresa e como devem
ser utilizadas as informações que resultam da análise desses dados. O
dado bruto sobre um concorrente, obtido pelo setor de marketing de
determinada instituição, não analisado, e do qual ainda não se tem
uma avaliação de veracidade, é a(o)
(A) avaliação primária.
(B) análise primária.
(C) diagnose.
(D) boato.
(E) informe.
11. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN-PROCAP ± 2006] Qualquer
observação, fato, relato ou documento que possa contribuir para o
entendimento de determinado assunto, depois de submetido à
avaliação, é denominado
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(A) Dado.
(B) Informe.
(C) Informação.
(D) Dado confirmado.
(E) Apreciação.
12. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] O ramo
Contrainteligência tem como escopo
(A) realizar segurança.
(B) proteger de pessoas.
(C) salvaguardar instalações.
(D) contra-atacar a Inteligência adversa.
(E) salvaguardar informações face à ação de agentes adversos.
13. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2008]
Nas empresas onde são produzidos conhecimentos ou produtos de
grande importância econômica, é comum criarem- se dificuldades de
acesso a certos setores. De acordo com a atividade realizada, cada
profissional receberá uma autorização de acesso ou de conhecimento
denominada
(A) Credencial de acesso.
(B) Credencial de segurança.
(C) Autorização de acesso.
(D) Autorizaçãode segurança.
(E) Permissão de acesso.
14. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ações de
busca de dados, informações ou conhecimentos que se encontrem sob
algum tipo de proteção, com uso de meios ilegais, em benefício de um
Estado, Organização ou indivíduo são denominadas
(A) coleta.
(B) invasão.
(C) busca.
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(D) espionagem.
(E) recrutamento.
15. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Quando
ocorre a divulgação não autorizada de informação sensível existe
(A) um acesso.
(B) um recrutamento.
(C) um cookie.
(D) um vazamento.
(E) uma compartimentação.
16. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] A condição
indispensável, inerente ao exercício da função, para que um
funcionário, com credencial de segurança adequada, tenha acesso a
informações sigilosas, de acordo com suas atribuições, é conhecida por
(A) vazamento.
(B) comprometimento.
(C) necessidade de conhecer.
(D) treinamento.
(E) assinalação.
17. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ação de
espionagem pode ocorrer em
(A) repartições públicas, apenas.
(B) repartições com funcionários desatenciosos, apenas.
(C) quaisquer locais.
(D) repartições empresariais, apenas.
(E) locais onde existem informações sensíveis, apenas.
18. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Evidências de
que diretores da empresa estejam sob vigilância indicam possibilidade
de
(A) aproximação.
(B) abordagem.
(C) vazamento.
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(D) assinalação.
(E) espionagem.
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens a
seguir, relativos à legislação de interesse da
atividade de inteligência.
19. A execução da Política Nacional de Inteligência é fixada pela ABIN, sob a
supervisão da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho
de Governo.
20. Os atos da ABIN cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas
atividades sigilosas devem ser publicados em extrato.
21. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são
exercidos pelo presidente da República.
22. As atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que se refere
aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos,
independentemente da observância dos direitos e das garantias individuais e
para fins de assessoramento ao presidente da República.
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os
seguintes itens, relativos à legislação de interesse da atividade de
inteligência.
23. O SBI, em suas ações, deve cumprir e preservar os direitos e garantias
individuais e demais dispositivos da CF e das leis ordinárias, mas não os
derivados de tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais, tendo em
vista que o SBI tem como fundamento a preservação da soberania nacional.
24. As unidades da Federação podem compor o SBI, mediante ajustes
específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da
atividade de inteligência.
25. Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de
assessoramento ao presidente da República.
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base
na Lei n.º 9.883/1999, que instituiu o Sistema Brasileiro de
Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência
(ABIN), julgue os itens seguintes.
26. Nas atividades de inteligência, o uso de técnicas e meios sigilosos com
potencial suficiente para ferir direitos e garantias individuais só pode ocorrer
mediante o conhecimento e a autorização prévia do presidente do Conselho
Consultivo do SISBIN e exclusivamente nos casos que envolvam a segurança
do Estado.
27. Os órgãos e entidades da administração pública federal que produzirem,
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direta ou indiretamente, conhecimentos de interesse das atividades de
inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança
interna e relações exteriores, são membros natos do SISBIN.
28. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do SISBIN, somente pode
comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta
ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da autoridade
competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um delegado seu.
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base na Lei
n.º 9.883/1999, que instituiu o SISBIN e criou a ABIN, julgue os
seguintes itens .
29. Os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem aquisições de
bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das atividades
sigilosas da agência devem ser publicados em extrato, cabendo ao gestor
utilizar, nesses casos, recursos orçamentários sigilosos.
30. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são
exercidos pela Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do
Congresso Nacional, criada junto com a ABIN. Integram-na os presidentes das
Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados
e do Senado Federal, os líderes da maioria e minoria na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal e o presidente do Tribunal de Contas da União.
31. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] Assinale a opção correta, à luz do que estabelece a Lei nº
9.883/1999.
(A) A ABIN será dirigida por um Superintendente-Geral, cujas funções serão
estabelecidas no regimento que aprovar a sua estrutura organizacional.
(B) A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado
é entendida como contrainteligência.
(C) Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de
inteligência sob a custódia da ABIN poderão ser fornecidos a qualquer
autoridade pública pelo Chefe do Gabinete da Segurança Institucional da
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com
base na legislação em vigor.
(D) É a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que
exercerá as atividades de controle interno da ABIN. Inclui-se nesse escopo até
as atividades de contabilidade analítica.
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(E) A Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, órgão vinculado à Presidência
da República, terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e
controlar as atividades de inteligência do País.
32. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] Simão,
pretende ocupar o cargo de Diretor Geral daABIN. Neste caso, de
acordo com a Lei no 9.883/1999, a escolha e a nomeação do Diretor-
Geral da ABIN são privativas do Presidente
(A) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Presidente da
República.
(B) do Congresso Nacional após aprovação de seu nome pelo Presidente da
República.
(C) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional.
(D) da República após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional.
(E) da República após aprovação de seu nome pelo Senado Federal.
33. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com
a Lei no 9.883/1999, integrarão o órgão de controle externo da
atividade de inteligência, dentre outros,
(A) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional
da Câmara dos Deputados.
(B) o Presidente do Congresso Nacional.
(C) os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado
Federal.
(D) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional
do Senado Federal.
(E) o Presidente da Mesa do Senado Federal.
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens de
a seguir, relativos à legislação de interesse da atividade de
inteligência.
34. Considera-se inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e
informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do
território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a
segurança da sociedade e do Estado.
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35. O Sistema Brasileiro de Inteligência funciona mediante articulação
coordenada dos órgãos que o constituem, os quais não são dotados de
autonomia funcional.
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com
relação ao Decreto n.º 4.376/2002, que dispõe sobre a organização e o
funcionamento do SISBIN, julgue os seguintes itens.
36. Entre as atribuições da ABIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos
humanos e tecnológicos e da doutrina de inteligência, bem como a realização
de estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento das atividades de
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do SISBIN.
37. O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da
República nos assuntos de interesse nacional, cabendo à ABIN, órgão central
do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos a serem
produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no Plano Nacional de
Inteligência.
[CESPE ± OFICIAL TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] De acordo
com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002 sobre a organização e
funcionamento do SISBIN, julgue o próximo item.
38. As unidades da Federação podem compor o SISBIN, mediante ajustes
específicos e convênios e aprovação necessária do conselho consultivo
instituído pelo referido decreto.
39. Exige-se, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN presença de, no
mínimo, dois terços de seus membros.
40. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] De acordo com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002, não é
um órgão que compõe o Sistema Brasileiro de Inteligência:
(A) A Secretaria da Receita Federal do Brasil e o Banco Central do Brasil, do
Ministério da Fazenda.
(B) O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, do
Ministério da Defesa.
(C) O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, do
Ministério dos Transportes.
(D) A Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
(E) O Gabinete do Ministro de Estado do Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome.
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41. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª -
2017] O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de inteligência foi
regulamentado pelo Decreto n.º 4.376/2002. Sobre este Conselho,
julgue os itens a seguir:
I. O Conselho é presidido pelo Chefe da Agência Brasileira de Inteligência -
ABIN, que indicará seu substituto eventual.
II. Ao membro do Conselho será concedida credencial de segurança no grau
"secreto" e sua participação no Conselho será remunerada e considerada
serviço de natureza relevante.
III. Os titulares do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Ministério
da Justiça e da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da
Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos, do Ministério das Relações
Exteriores, fazem parte do Conselho Consultivo do SISBIN.
IV. Por questões de segurança, as reuniões do Conselho serão sempre
realizadas na sede da ABIN, em Brasília e, mediante convite de qualquer
membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades poderão
participar das suas reuniões, como assessores ou observadores.
V. Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao
Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a execução da
Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho Consultivo do
SISBIN.
VI. Por decisão da maioria dos seus membros, o Conselho poderá convidar
para participar das reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre
assuntos constantes da pauta.
Está incorreto o que se afirma em:
(A) III, IV e V
(B) I, II, IV e VI
(C) I, II, III e IV
(D) III, IV, V e VI
(E) III e V
42. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com
o Decreto no 4.376/2002, a atividade que objetiva prevenir, detectar,
obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer
natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações
e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado,
bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que
transitem, é entendida como
(A) pós-inteligência.
(B) inteligência.
(C) inteligência de segundo grau.
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(D) contra-inteligência.
(E) inteligência de primeiro grau.
43. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012 - Adapt.]
Considere as seguintes assertivas a respeito do Conselho Consultivo do
Sistema Brasileiro de Inteligência:
I. Os titulares do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério
da Fazenda são membros do Conselho.
II. O Conselho é presidido pelo Ministro de Estado Chefe da Secretaria de
Governo da Presidência da República, que indicará seu substituto eventual.
III. Reunir-se-á, em caráter ordinário, até quatro vezes por ano, na sede da
ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu
Presidente.
IV. O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões
cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da
pauta.
De acordo com o Decreto no 4.376/2002 está correto o que se afirma
APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e IV.
(D) II, III e IV.
(E) II e IV.
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GABARITO
1 2 3 4 5 6
A C A B E B
7 8 9 10 11 12
D B B D B E
13 14 15 16 17 18
B D D C C E
19 20 21 22 23 24
E C E E E C
25 26 27 28 29 30
E E C C E E
31 32 33 34 35 36
D E C C E C
37 38 39 40 41 42
C E E E B D
43
B
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