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Aula CONCURSO TRF 2017 TECNICO JUDICIÁRIO ÁREA SEGURANÇA

Aula 16 para Técnico em Segurança e Transporte (TRF 2ª Região), por Alexandre Herculano e Marcos Girão. Trata noções de serviço de inteligência (dado, informação, conhecimento; fontes; princípios; etapas: planejamento, reunião, análise, disseminação) e segurança do conhecimento (acesso, ameaça, necessidade de conhecer, credencial, compartimentação, informação sensível/sigilosa).

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João Luiz

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Aula 16
Segurança e Transporte p/ TRF 2ª Região (Com videoaulas)
Professores: Alexandre Herculano, Marcos Girão
14939583724 - felipe
Conhecim. Específicos p/ Técnico Segurança e Transporte - TRF 2ª Região 
Profs. Alexandre Herculano e Marcos Girão 
 
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Aula 16 - Noções sobre Serviço de Inteligência 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO .......................................................................................................... 3 
I - NOÇÕES SOBRE SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA ......................................................... 5 
1. Conceitos Básicos na Linguagem da Inteligência ................................................. 5 
2. A Inteligência - Finalidade e Utilização .............................................................. 10 
2.1. O que é um DADO? ...................................................................................... 12 
2.2. O que é uma INFORMAÇÃO? ........................................................................ 12 
2.3. O que é o CONHECIMENTO? ......................................................................... 14 
3. Fontes de Coleta ................................................................................................ 18 
3.1. Quanto ao TIPO ou NATUREZA: ............................................................... 19 
3.2. Quanto à ORIGEM: .................................................................................... 19 
3.3. Quanto ao SIGILO: ................................................................................... 20 
4. Princípios Básicos da Inteligência ..................................................................... 22 
4.1. Princípio da Oportunidade ........................................................................... 22 
4.2. Princípio da Objetividade ............................................................................ 23 
4.3. Princípio da Segurança ............................................................................... 23 
4.4. Princípio da Cooperação (ou Interação) ..................................................... 23 
4.5. Princípio da Amplitude ............................................................................... 24 
4.6. Princípio do Controle .................................................................................. 24 
4.7. Princípio da Imparcialidade ........................................................................ 24 
4.8. Princípio da Simplicidade............................................................................ 24 
4.9. Princípio da Permanência ........................................................................... 25 
4.10. Princípio da Precisão ................................................................................. 25 
4.11. Princípio da Compartimentação ................................................................ 25 
4.12. Princípio do Sigilo ..................................................................................... 25 
5. Metodologia de Produção de Conhecimentos ..................................................... 29 
5.1. Etapa I - PLANEJAMENTO ........................................................................... 30 
5.2. Etapa II - REUNIÃO ..................................................................................... 35 
5.3. Etapa III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO ..................................................... 37 
5.4. Etapa IV ± DISSEMINAÇÃO (ou DIFUSÃO) .................................................. 41 
II - SEGURANÇA DO CONHECIMENTO ....................................................................... 45 
1. Conceito ............................................................................................................ 45 
1.1. Acesso ......................................................................................................... 49 
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Conhecim. Específicos p/ Técnico Segurança e Transporte - TRF 2ª Região 
Profs. Alexandre Herculano e Marcos Girão 
 
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1.2. Ameaça ....................................................................................................... 49 
1.3. Necessidade de Conhecer ............................................................................ 49 
1.4. Credencial de Segurança ............................................................................. 49 
1.5. Compartimentação ...................................................................................... 49 
1.6. Informação sensível .................................................................................... 50 
1.7. Informação sigilosa ..................................................................................... 50 
1.8. Termo de Confidencialidade ........................................................................ 50 
1.9. Vazamento .................................................................................................. 50 
1.10. Fuga .......................................................................................................... 51 
1.11. Espionagem ............................................................................................... 51 
1.12. Sabotagem ................................................................................................ 51 
III - SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA - LEI Nº 9.883/99 ........................... 55 
1. Inteligência e Contrainteligência ....................................................................... 55 
2. Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) ...................................................... 56 
3. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) ......................................................... 58 
3.1. Finalidade e Competências .......................................................................... 58 
3.2. O Acesso a Documentos de Inteligência ...................................................... 61 
3.3. A ABIN e a Política Nacional de Inteligência ................................................ 62 
4. Órgão de Controle Externo da Atividade de Inteligência.................................... 62 
IV - O SISBIN E O DECRETO Nº 4.376/02 ................................................................. 73 
1. Introdução ........................................................................................................ 73 
2. Composição do Sistema Brasileiro de Inteligência ............................................. 75 
2.1. Ministérios ................................................................................................... 76 
2.2. Órgãos com Status de Ministério ................................................................. 79 
3. A ABIN no âmbito do SISBIN ............................................................................. 80 
3.1. O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência ......... 82 
4. O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência ............................ 83 
4.1. As Competências do Conselho ..................................................................... 83 
4.2. A Composição do Conselho .......................................................................... 84 
4.3. As reuniões do Conselho.............................................................................. 87 
Questões de sua Aula ............................................................................................... 99 
GABARITO .............................................................................................................. 111 
 
 
 
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Conhecim. Específicos p/Técnico Segurança e Transporte - TRF 2ª Região 
Profs. Alexandre Herculano e Marcos Girão 
 
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APRESENTAÇÃO 
 
Olá, caro aluno! 
Como estão os estudos? 
Nesta aula de hoje, trataremos sobre três assuntos importantes, 
intimamente interligados e muito interessantes para a sua vida profissional 
como futuro servidor da área de segurança. São eles: 
 
ƒ Noções sobre Serviço de Inteligência 
ƒ Proteção do Conhecimento 
ƒ Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) 
 
Apesar do segundo não vir expresso no Edital do seu cargo, um assunto 
é completamente inter-relacionado ao outro e não há como estudá-los em 
separado. 
O Banco Central, os órgãos do Ministério Públicos e Tribunais país afora 
tomam decisões ali que podem influenciar a vida de milhares de pessoas. É de 
se imaginar então que muitas das informações que ali são produzidas tenham 
certos (ou elevados) graus de sigilo, não é mesmo? 
Faz-se necessário então que tais órgãos conheçam a si mesmo e tomem 
as melhores medidas para proteger o conhecimento que produz. E não só isso! 
É preciso que cada instituição conheça um pouco sobre o lado adverso (o lado 
do mau) e use, com a maior intensidade possível, ferramentas para saber em 
que chão está pisando, para que se previna correta e tempestivamente contra 
as adversidades. É aí que entra a importância das equipes de inteligência da 
área de segurança do órgão e talvez será lá que será seu cotidiano de 
trabalho! 
Infelizmente, são poucas as questões sobre o tema, mas todas estarão aqui e 
você, meu aluno do Estratégia, será privilegiado com um conteúdo 
exclusivíssimo, além do comentário de todas essas questões. 
E veremos também, um estudo bem legal sobre as importantíssimas 
normas federais que tratam do Sistema Brasileiro de Inteligência 
(SISBIN). 
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São elas: 
 
ƒ Lei Federal nº 9.883/99 
ƒ Decreto Federal nº 4.376/02 
 
Tratam-se normativos completamente inter-relacionados, pois o Decreto 
nº 4.376/02 é o próprio regulamento da Lei nº 9.883/99. Vamos estudá-los 
em separado, mas de uma forma que ficará bem tranquila a assimilação das 
regras de cada um deles, ok? 
Então, aperte o cinto e sigamos para mais essa viagem. Vamos lá! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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I - NOÇÕES SOBRE SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA 
 
 
 1. Conceitos Básicos na Linguagem da Inteligência 
 
 
Se conheceis o inimigo e a vós mesmos, não deveis temer o 
resultado de cem batalhas. Se vos conheceis mas não ao 
inimigo, para cada vitória alcançada sofrereis uma derrota. 
Se não conheceis nem a um nem a outro, sereis sempre 
derrotados." (Sun-Tzu, 500 a.C) 
 
Caro aluno, desde a mais remota antiguidade a atividade de 
Inteligência, com nomes e objetivos coerentes com a época e a necessidade 
das sociedades, tem sido um dos instrumentos mais úteis para governantes 
sábios e estrategistas competentes, como bem sintetizou o sábio Sun-Tzu Wu, 
no trecho acima retirado de seu livro A Arte da Guerra. 
Na atualidade da maioria dos Estados e das cidades brasileiras, 
mergulhadas em um quadro de criminalidade e violência que modifica hábitos, 
aumenta despesas das empresas e dos governos, ceifa vidas humanas e 
atinge a cidadania, o vocábulo Inteligência é quase cotidianamente invocado 
como um dos instrumentos capazes de apontar um caminho para a solução do 
problema. 
Atualmente, a Inteligência deixou de ser um instrumento à 
disposição somente dos governantes para se tornar atividade, 
produto, estrutura e até arte, para aqueles que precisam planejar, 
decidir e agir em proveito de todo tipo de organização ou atividade 
humana, como a Segurança Pública. O que diferencia sua estruturação é o 
foco dos negócios, que define as necessidades peculiares de conhecimentos, os 
meios a serem utilizados, o ambiente operacional em que se deve atuar e os 
atores do universo antagônico. 
Na questão grave da segurança, seja ela pública ou particular, configura-
se a Inteligência como o segundo elemento de um binômio indissolúvel. Não 
se produz um mínimo de garantias à vida, ao patrimônio ou à imagem, sem 
conhecimentos adequados. Trata-se de uma necessidade intrínseca! 
A Inteligência não é útil apenas para auxiliar na solução de crimes, 
como Inteligência Policial. O espectro de atuação deve ser bem mais amplo e 
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abrangente. É importante como ferramenta estratégica para entender a 
dinâmica do crime no Século XXI e auxiliar a desvelar propostas de solução. 
A Inteligência tem como funções, por exemplo, a de disponibilizar 
conhecimentos a respeito da ameaça representada pelo crime estruturado; a 
de dar suporte às investigações de crimes de massa, ou com motivações 
peculiares como os passionais; e a de assegurar melhores condições de 
sobrevivência operacional ao homem da ponta da linha - o policial em contato 
com o criminoso. Afinal de contas, ninguém defende a sociedade se não tiver 
conhecimentos mínimos que lhe assegure, primeiro, sua própria vida, não é 
verdade? 
A Inteligência voltada para a Segurança Pública pode ser entendida e 
estruturada sob dois vieses de acordo com a necessidade, os propósitos ou a 
visão de seus gestores: 
 
9 Inteligência Policial, dando suporte à investigação de crimes e 
atividades criminosas, com geração de provas, situação em que as 
metodologias, com suporte tecnológico, de análise, de 
arquivamento, de recuperação e relacionamento de dados crescem 
geometricamente de importância. 
9 Inteligência de Segurança Pública na qual avulta de importância 
o vetor estratégico para a produção de conhecimentos que facultem 
o planejamento estratégico, tático e operacional, desenvolvimento 
de estruturas com visão de futuro e execução de operações que 
venham a garantir a segurança coletiva e os direitos individuais do 
cidadão. 
 
É fácil perceber que, conforme visualizado, a Inteligência Policial 
contribuiria de forma indireta para o desenvolvimento da sensação de 
segurança, mediante a elucidação dos casos concretos e repressão pela 
punição dos autores de delitos. 
A Inteligência de Segurança Pública, mais abrangente, orientada 
para a prevenção e manutenção da ordem pública, operaria nos três níveis 
básicos ± o Estratégico, o Tático e o Operacional - de maneira coerente e em 
sinergia com qualquer modelo de planejamento estratégico governamental. 
Ok, professor, mas e na segurança privada, ou seja, empresarial?? É 
possível também as aplicações acima descritas? 
E muito, caro aluno! E não só na segurança empresarial como na 
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Segurança Corporativa como todo! 
A Inteligência Competitiva tem sua origem nos métodos utilizados 
pelos órgãos de Inteligência governamentais,que visavam basicamente a 
identificar e a avaliar informações ligadas à Defesa Nacional. Essas 
ferramentas foram adaptadas à realidade empresarial e à nova ordem 
mundial. 
Para a Segurança Corporativa cabem adaptações aos modelos 
mencionados, buscando sempre o atendimento aos propósitos da organização. 
A Inteligência Competitiva incorporou-se aos ativos organizacionais a 
fim de possibilitar a adoção de melhores e oportunas decisões, com o intuito 
de visionar as oportunidades de melhorias e garantir a continuidade dos 
negócios no contexto do mundo corporativo. 
 Nos dias atuais, as corporações vivenciam a Era do Conhecimento 
digital, considerado como seu mais importante patrimônio a ser protegido. 
Sendo assim, a Inteligência Competitiva tem um importante legado que 
fora deixado por importantes personalidades historicamente reconhecidas 
pelas suas significativas contribuições à sociedade: Sun-Tzu, Gêngis-Khan e 
Francis Walsingham, dentre muitos outros que agregaram à sociedade 
globalizada valores que até os dias atuais são merecedores de estudos mais 
detalhados para sua compreensão e assimilação, tais como: 
 
ƒ a importância da qualidade dos dados coletados; 
ƒ o valor imensurável do princípio da oportunidade; 
ƒ a isenção de opinião do analista no processo de produção do 
conhecimento. 
 
Para prover suporte a esse processo informacional, foram incorporadas 
as técnicas da Ciência da Informação, principalmente no que diz respeito: 
9 ao gerenciamento de informações formais; 
9 ao gerenciamento da tecnologia da informação, dando ênfase às suas 
ferramentas de gerenciamento de redes e informações e às 
ferramentas de mineração de dados; e 
9 à aplicação da Administração, representada por suas áreas de 
estratégia, marketing e gestão. 
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Diante do exposto podemos tirar duas conclusões importantíssimas: 
 
 
 
 
¾ A Inteligência é uma ferramenta largamente utilizada por 
empresas e organizações no mundo todo para avaliar 
ameaças e identificar oportunidades. 
¾ Como ferramenta estratégia, a Inteligência deve permitir o 
posicionamento da organização em seu ambiente, o 
conhecimento desse ambiente, o papel e poder dos atores 
que nele agem, os paradigmas dominantes e a evolução das 
muitas situações presentes ou do passado que podem 
retornar. 
 
Fica evidente a necessidade de uso da ferramenta Inteligência como 
processo para gerar os conhecimentos necessários aos planejamentos e 
decisões estratégicas. 
Atualmente, não é somente importante planejar, especialmente quando 
o foco é a segurança, mas ter a capacidade de ser resiliente, de mudar com o 
máximo de rapidez e proficiência o que se está fazendo. Só é possível mudar, 
alcançando melhores resultados com rapidez, com conhecimento, com 
Inteligência. 
É uma ferramenta que, nos dias atuais, diante do avanço dos meios de 
conectividade, pode ser utilizada por um indivíduo que pretenda ludibriar a boa 
fé de um incauto ou por um grupo que pretenda roubar um banco, causar 
danos à imagem de uma organização, ou mesmo realizar um atentado 
terrorista. Também é um suporte imprescindível para planejadores e decisores 
estratégicos de segurança. Fica mais do que provado, portanto, que é uma 
ferramenta de suporte à decisão e ao planejamento, consagrada através dos 
séculos. 
Pois bem, fizemos até aqui um voo rasante sobre a importância da 
Inteligência para a Segurança Pública e para a Segurança Privada. O intuito 
foi o de embasar as respostas para a pergunta que deve estar fervilhando em 
sua cabeça: 
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Professor, qual é de fato o conceito de Inteligência Competitiva ou 
Serviço de Inteligência? 
Vamos começar a respondê-la no tópico a seguir! Antes disso, a nossa 
primeira questão desta aula: 
 
 
 
 
01. [FCC ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2006] O processo de 
inteligência competitiva se tornou importante porque foi adaptado à 
realidade empresarial e à nova ordem mundial. Foram incorporadas a 
tal processo técnicas utilizadas 
(A) pela tecnologia da informação e de gerenciamento de redes. 
(B) pelo estatuto do programa de informações governamentais. 
(C) pela Organização Mundial dos Direitos Humanos e pela administração 
pública. 
(D) pelo estatuto dos oficiais militares e civis. 
(E) pela ciência da Comunicação Social e pela defesa. 
Comentário: 
Lembrando o que acabamos de estudar: 
Para prover suporte a esse processo informacional, foram incorporadas 
as técnicas da Ciência da Informação, principalmente no que diz respeito ao 
gerenciamento de informações formais; ao gerenciamento da tecnologia da 
informação, dando ênfase às suas ferramentas de gerenciamento de redes e 
informações e às ferramentas de mineração de dados; e à aplicação da 
Administração, representada por suas áreas de estratégia, marketing e gestão. 
 Pelo exposto, percebe-se claramente que para a adequação da 
inteligência competitiva ao mundo empresarial, foram incorporadas a tal 
processo técnicas utilizadas pela tecnologia da informação e de 
gerenciamento de redes. 
 Os outros itens não têm muito sentido para o que pede o enunciado! 
Gabarito: /HWUD�³$´ 
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2. A Inteligência - Finalidade e Utilização 
 
Hoje, a mais fantástica democratização do acesso à informação 
proporcionada pela internet, permite que situações de crise adquiram 
repercussões mundiais quase em tempo real, bem como dissemine tecnologias 
de uso dual, facilmente assimiláveis e de baixo custo, acessíveis também aos 
criminosos. 
Isso implica em consequências imediatas para a segurança pública e 
privada e, diante disso, os modernos operadores de garantias de incolumidade 
(ou de redução de riscos) de pessoas, patrimônio e imagem, não podem 
prescindir de processos informacionais, que lhes garantam antecipar situações 
e agir com oportunidade. Já vimos isso! 
Pois bem, a Inteligência não é apenas mais um suporte à investigação 
de ações criminosas, sintomaticamente aquelas atribuídas às entidades 
abstratas conhecidas como crime organizado, como faz pensar as muitas 
matérias jornalísticas recentes em nosso país. 
O conhecimento estratégico que a Inteligência faculta, permite ao 
planejador de segurança ou ao mediador de conflitos antever situações 
apontadas muitas vezes por pequenos sinais - as microtendências -, 
permitindo a formatação de cenários e o preparo de sua organização, 
estruturalmente e em recursos humanos para as "surpresas inevitáveis". 
Não se trata de bola de cristal ou trabalho de videntes! 
O que se objetiva são processos de análise de variáveis, com suporte 
em Tecnologia de Informação, e de identificação de sinais que as redes sociais 
nos disponibilizam permanentemente. 
E isso é o que chamamos de Inteligência Competitiva, que se 
materializa por meio do Serviço de Inteligência: uma ferramenta que dá 
suporte ao planejamento e à decisão empresarial. 
Assim nesse contexto, temos a resposta para a sua pergunta: 
 
 
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¾ Inteligência Competitiva é a atividade especializada e 
permanentemente exercida, que reúne DADOS, INFORMAÇÕES e 
CONHECIMENTOS sobre os ativos, os recursos e os processos 
inerentes ao Ambiente Organizacional, utilizando-se de 
metodologia, técnicas e recursos especializados. 
 
A Inteligência Competitiva pode ser entendida como processo, como 
produto - o conhecimento -, como uma atividade humana e até como arte, 
porquanto exige muita criatividade e talento para sua execução. 
Deve ser um processo contínuo, sistemático e ordenado que permita 
analisar problemas ou situações complexas, produzindo um 'conhecimento que 
possa orientar ações no sentido das melhores soluções exequíveis. 
Ainda como processo, a Inteligência Competitiva é um monitoramento 
ambiental, permanente, no qual se identifica e se observa o comportamento 
dos muitos fatores (variáveis), internos e externos à organização, que, de 
alguma forma, impactam as atividades da mesma, podendo causar-lhe algum 
dano, dificultar ou mesmo impedir o cumprimento da missão institucional 
dessa organização ou permitir o aproveitamento de oportunidades. 
No ambiente atual de negócios, sejam eles de que natureza forem, o 
gestor estratégico ou o tomador de decisões estratégicas necessita, antes de 
decidir e agir com oportunidade: 
9 conhecer o ambiente em que atua; 
9 identificar os parâmetros que regem esse ambiente e seus atores; 
9 conhecer os adversários e os parceiros; e 
9 antecipar as possibilidades de evolução das várias situações 
presentes. 
No conceito acima citado, destacamos três vocábulos: dados, 
informações e conhecimentos. A eles adicionaremos também o conceito de 
fontes. Todos são de extrema importância para o estudo da Inteligência 
Competitiva e é por isso que vamos entendê-los agora mesmo! 
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2.1. O que é um DADO? 
 
Dados são fatos brutos que não foram organizados, processados, 
relacionados, avaliados ou interpretados, representando apenas partes isoladas 
de eventos, situações ou ocorrências. Constituem as unidades básicas, a partir 
das quais as informações poderão ser elaboradas. 
 
 
 
 
¾ O DADO é a matéria-prima do trabalho da inteligência. 
Trata-se de um elemento que, reunido a outro, atribui 
sentido a um determinado fato. 
 
O dado também é conceituado como a representação de fato, situação 
ou opinião expressa por intermédio de um relato verbal, contido em um 
documento, ou uma gravação, visualizado em uma imagem ou qualquer 
outro meio que possibilite a mentalização de um objeto e que ainda não 
tenha sido submetido a nenhum processo de avaliação. 
Como exemplos de dados, temos: o nome de uma pessoa, sua data e 
local de nascimento, sua filiação, número de seu Registro Geral (RG) e CPF. 
Em síntese, a construção de uma boa informação está 
condicionada à qualidade, e não à quantidade de dados levantados 
pelos agentes de Inteligência Competitiva. Daí surge a necessidade do 
emprego, em todo processo de produção do conhecimento, de profissionais 
selecionados e capacitados ao desempenho dessa atividade. 
 
2.2. O que é uma INFORMAÇÃO? 
 
Quando os dados passam por algum tipo de relacionamento, 
avaliação, interpretação ou processamento, tem-se a geração da 
informação. A figura abaixo resume bem esse conceito: 
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Considerando os exemplos citados no tópico anterior, a informação 
obtida a partir dos dados coletados seria a qualificação pessoal de uma 
pessoa, composta pelo seu nome, data e local de nascimento, filiação, número 
do RG e CPF. 
 
 
 
 
¾ A INFORMAÇÃO é o conjunto de dados reunidos a partir de 
um objetivo pré-determinado. 
 
O valor da informação varia conforme seu grau de: 
 
ƒ Confidencialidade: 
Propriedade da informação que restringe o acesso ao seu conteúdo, 
proporcionando proteção ao conhecimento significativo mesmo durante 
o seu processo de produção. 
ƒ Integridade: 
Propriedade da informação que lhe garante uma estrutura própria e 
coesa, bem como a manutenção de detalhes imprescindíveis à 
composição do conhecimento. A informação íntegra contém tudo o que 
for necessário à tomada de decisão. 
ƒ Disponibilidade: 
Propriedade da informação que permite ao analista fazer uso de seus 
elementos para construir o conhecimento significativo. 
 
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ƒ Autenticidade: 
Propriedade que garante fidedignidade à informação, tomando-se 
por base a fonte que gerou os dados e a coerência entre o que foi 
coletado e a informação produzida. As informações tidas como 
autênticas são merecedoras de credibilidade e confiança por parte de 
seu usuário. 
 
 
Veja que tais atributos também são utilizados pela doutrina de 
Inteligência! É certo que não só dados brutos, mas informações também 
podem ser recebidas. No entanto, elas devem conter dados sobre os quais se 
têm certeza, pois estes devem ter passado por um processo de análise, 
podendo ser consideradas com credibilidade atribuída. Informação dá conta 
de algo confirmado por mais de uma fonte. Falaremos logo adiante sobre as 
fontes. Segura essa informação aí! 
 
 
2.3. O que é o CONHECIMENTO? 
 
O conhecimento é formado quando as informações são reunidas e 
interpretadas para cumprir uma finalidade específica. Seu valor está 
relacionado com as propriedades da informação anteriormente estudadas. 
Também é conceituado como o produto da análise dos dados e de 
outros conhecimentos obtidos pelo trabalho de análise realizado pelo 
profissional de Inteligência, mediante o emprego de metodologia específica de 
produção do conhecimento de inteligência. Logo mais adiante estudaremos 
sobre essa metodologia. 
 
 
 
 
 
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¾ CONHECIMENTO é, portanto, o produto acabado da 
Atividade de Inteligência decorrente do estudo de um 
assunto levado a efeito por um analista de Inteligência. 
 
São quatro os conhecimentos (documentos) produzidos pela 
Inteligência: o Informe, a Informação, a Apreciação e a Estimativa. 
Eles se caracterizam pelos diferentes estados da mente do analista 
diante da verdade (certeza, opinião, dúvida ou ignorância); pelos diferentes 
graus de complexidade do trabalho intelectual realizado (ideia, juízo ou 
raciocínio) e a faixa de tempo (passado, presente e futuro contido). 
Estudaremos mais a frentes sobre esses documentos. 
 A qualidade do conteúdo de dados e de conhecimentos de Inteligência 
integrados e a credibilidade das fontes, por eles responsáveis, devem ser a 
principal preocupação dos operadores de Inteligência (analistas, 
especialmente) ao difundir produtos(conhecimentos) para as organizações. O 
objetivo é garantir segurança para o usuário e credibilidade para a atividade 
de Inteligência. 
No entanto, caro aluno, nem todas as informações obtidas nas 
inúmeras fontes atualmente disponíveis são válidas e têm credibilidade. Muito 
pelo contrário! A democratização da informação a níveis nunca dantes vistos 
permite que um fato tenha difusão em tempo praticamente real e possa, 
assim, ser repercutido por várias fontes. 
Tomar decisão em segurança pública ou privada é assunto sério. Por 
isso mesmo que se faz importante ter fontes confiáveis. A qualidade o 
produto da atividade de Inteligência é diretamente proporcional, entre alguns 
outros poucos fatores, à qualidade das fontes acessadas.> Em geral as 
consequências de decisões ou adoção de medidas equivocadas, causadas por 
produtos informacionais de credibilidade baixa, levam a consequências graves. 
Ok, professor, entendi... Mas o que de fato são as fontes? Não 
consegui ainda visualizá-las na prática! 
 
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Boa pergunta! Vamos, a seguir, conceituar fontes e estudar sobre os 
seus tipos. 
Antes, exercitemos: 
 
 
 
 
02. [ESTRATÉGIA E GIRÃO ± TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Certo Analista de Inteligência recebeu um relato verbal sobre 
determinado fato por ele pesquisado. Recebido, o não relato passou 
por um processo de avaliação, mas viu-se, ao final, que ele foi de 
extrema importância para a concretização dos objetivos dessa 
pesquisa. Pela doutrina de inteligência, podemos dizer que tal relato 
verbal, antes de qualquer processo de avaliação, é considerado um 
(A) informe 
(B) conhecimento 
(C) dado 
(D) informação 
(E) estimativa 
Comentário: 
O analista recebeu um relato verbal. Esse relato, diz o enunciado, não 
passou por um processo de avaliação, mas concluiu-se, ao final, pela 
importância dele para a pesquisa. 
Pois bem, pelo que estudamos, antes de passar por algum processo de 
avaliação ou tratamento, esse relato verbal não será nada mais do que um 
simples dado. Vimos que o dado também pode ser conceituado como a 
representação de fato, situação ou opinião expressa por intermédio de um 
relato verbal, contido em um documento ou uma gravação, visualizado em 
uma imagem ou qualquer outro meio que possibilite a mentalização de um 
objeto e que não tenha sido submetido a nenhum processo de avaliação, ainda. 
Já o conhecimento é formado quando as informações são reunidas e 
interpretadas para cumprir uma finalidade específica. 
Informe e estimativa são documentos produzidos pelo Serviço de 
inteligência e serão estudados mais adiante. Guenta aí! 
Gabarito: Letra "C" 
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03. [FUNIVERSA ± TÉCNICO EM GESTÃO ± MPE/GO ± 2010] Com 
relação aos conceitos utilizados em inteligência competitiva, o conjunto 
de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados, analisados 
e estudados para se alcançarem conclusões chama-se 
(A) dados. 
(B) informações. 
(C) conhecimentos. 
(D) registros. 
(E) variáveis. 
Comentário: 
O conjunto de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados, 
analisados e estudados para se alcançarem conclusões são os dados. Só 
depois que passam por algum tipo de relacionamento, avaliação, interpretação 
ou processamento, é que se tem a geração da informação. Não esqueça! 
Gabarito: Letra "A" 
04. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN- 2010] Em uma 
instituição bancária, o acesso a determinadas informações deve ser 
limitado àqueles funcionários autorizados pelo proprietário da 
informação, uma vez que o vazamento desse tipo de informação 
representa quebra de sigilo bancário, expondo a instituição a riscos. O 
princípio que limita o acesso às informações tão somente às entidades 
legítimas é denominado 
(A) acessibilidade. 
(B) confidencialidade. 
(C) responsabilidade. 
(D) integridade. 
(E) disponibilidade. 
 Comentário: 
Vimos que a doutrina de inteligência nos ensina que o valor da 
informação pode variar conforme o seu grau. E é aí que entra a sigla CIDA 
(Confidencialidade ± Integridade ± Disponibilidade e Autenticidade), também 
utilizada nesse ramo. Vamos revisá-la, resumindo-a em poucas palavras, 
relacionando-as com a informação: 
 
 
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ƒ Confidencialidade: grau que restringe o acesso ao seu conteúdo 
apenas por pessoas devidamente autorizadas. 
ƒ Integridade: grau de estruturação e coesão da informação. 
ƒ Disponibilidade: nível de disponibilização da informação. 
ƒ Autenticidade: grau de fidedignidade à informação. 
 
Diante do exposto, podemos concluir que o princípio que limita o acesso 
às informações tão somente às entidades legítimas é denominado de 
confidencialidade. 
Gabarito: Letra "B" 
 
 
3. Fontes de Coleta 
 
O Gestor de Segurança precisa cercar- se do máximo de certeza possível 
em relação às informações que recebe antes de decidir a respeito da situação 
que lhe é trazida a conhecimento. Não convém acreditar em tudo logo no 
primeiro momento. 
É aí onde entram as fontes, ou seja, as origens dos dados! 
O Gestor de Segurança precisa conhecer a fonte daquele dado, tendo 
condições de atribuir-lhe um grau de credibilidade, após a confirmação de que 
é realmente fonte e não meio de transmissão, e dispor de um método, por 
meio do qual, possa também avaliar a fonte e a veracidade do conteúdo 
daquele dado que lhe é transmitido. 
Para atribuir um grau de credibilidade a uma fonte, é necessário que 
ela seja avaliada. Em seguida se avalia o conteúdo do dado disponibilizado 
por essa fonte e, finalmente, se atribui um grau de credibilidade ao 
binômio fonte-conteúdo. 
As fontes de dados são classificadas quanto: 
 
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9 ao tipo ou natureza; 
9 à origem; 
9 ao sigilo. 
 
 
3.1. Quanto ao TIPO ou NATUREZA: 
 
ƒ Humanas: são aquelas que detêm a autoria do dado, por terem 
percebido, memorizado e descrito um fato, uma situação ou 
emitido uma opinião. 
ƒ Organizacionais: são aquelas que detêm a responsabilidade pelo 
dado, por tê-lo veiculado, diante da impossibilidade de se 
identificar a autoria do mesmo. 
ƒ Documentais: são aqueles que expressam o dado, mas não 
contêm indicações que permitam a identificação do autor ou da 
organização responsável pelo mesmo. 
ƒ Tecnológicas: todas aquelas capazes de captar algum tipo de 
sinal e/ou imagem. 
 
 
3.2. Quanto à ORIGEM: 
 
 
ƒ Fontes Primárias: fonte humana. 
ƒ Fontes Secundárias: organizações, documentos, tecnologias 
(imagens, sinais e dados eletrônicos) 
 
 
 
 
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3.3. Quanto ao SIGILO: 
 
 
ƒ Fontes abertas: são as pessoas, organizações, documentos e 
equipamentos de onde se obtêm dados por livre acesso. 
ƒ Fontes protegidas ou sigilosas: são as pessoas, organizações, 
documentos e equipamentos de onde se obtêm "dados negados" 
ou mantidos sob restrições de sigilo ou, ainda, cuja identificação 
não pode ser revelada. 
 
 
É importante também considerar que o dado pode ter sido, ou não, 
originado na fonte que o transmitiu. Quando o dado é transmitido ao 
analista por um meio que não originou o fato, situação ou opinião, este 
meio é denominado canal de transmissão. Nestes casos, é importante 
que o analista procure saber como ocorreu a comunicação entre a 
verdadeira fonte e o canal de transmissão. 
É imprescindível discernir entre fonte e canal (ou meio) de 
transmissão! Veja: 
 
 
 
 
¾ FONTE é de onde o dado se origina, provem. 
¾ Receptor (avaliador) é quem recebe o dado emitido pela 
fonte. 
¾ CANAL DE TRANSMISSÃO é o meio pelo qual o dado é 
veiculado. O canal pode ser uma pessoa, o rádio, a televisão, a 
mídia impressa etc. 
¾ MENSAGEM é o conteúdo do dado transmitido. 
 
 
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Antes de aceitar o dado veiculado pelas fontes, é preciso 
estabelecer um critério para julgá-las. Devem ser usados pelo menos 
três critérios para se avaliar uma fonte com maior precisão. Os analistas 
de Inteligência empresarial ou competitiva utilizam critérios como 
autenticidade, confiabilidade e veracidade. 
A fonte humana, apesar das imperfeições inerentes à sua condição, 
é a fonte ideal por excelência. É a única capaz de emitir juízo de valor a 
respeito de tudo que ouve, vê ou percebe. Operar fontes humanas é 
fundamental para todos os processos de Inteligência, mas requer 
operadores de Inteligência especialmente capacitados. 
É oportuno lembrar ainda que fontes tecnológicas apenas reproduzem 
aquilo para o qual foram "ensinadas" a obter. 
Vamos a uma questãozinha de nossa estimada banca: 
 
 
 
 
05. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Em um trabalho de inteligência, a equipe de segurança de uma 
instituição bancária recebeu importante dados sobre uma quadrilha de 
roubos a bancos. Essas informações foram tiradas de manifestações 
suspeitas em redes sociais, blogs e sites suspeitos da Internet. Assim, 
de acordo com a Doutrina de Inteligência, podemos classificar essas 
fontes como 
(A) organizacionais, primárias e sigilosas. 
(B) humanas, secundárias e abertas. 
(D) tecnológicas, primárias e abertas. 
(C) humanas, primárias e sigilosas. 
(E) tecnológicas, secundárias e abertas. 
Comentário: 
Informações retiradas de redes sociais, blog e sites da Internet são fontes 
tecnológicas, de acordo com o que acabamos de estudar. As únicas fontes 
primárias são as humanas. Logo, as tecnológicas são fontes secundárias. 
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Se são obtidas da internet, são fontes de onde se obtem dados por livre 
acesso, ou seja, são fontes abertas. 
Dessa forma, podemos classificá-las como fontes tecnológicas, 
secundárias e abertas. Beleza? 
Gabarito: Letra "E" 
 
Pronto! Agora você já está pronto para conhecer as etapas do método de 
análise de inteligência, um dos principais tópicos desta aula. 
Antes disso, é preciso que você conheça também os princípios basilares 
da atividade de Inteligência. 
 
4. Princípios Básicos da Inteligência 
 
Caro aluno, nenhuma atividade deve ser desenvolvida por pessoas sem a 
obediência de princípios, sob pena de se perderem os rumos e cada executante 
agir de acordo com seu arbítrio. Os princípios não devem ser confundidos com 
valores ou normas. Princípios são a gênese, o conjunto de preceitos que 
devem reger as atividades humanas. 
Para a atividade de Inteligência, eles são as proposições diretoras, as 
bases que definem e orientam os percursos que a atividade deve obedecer 
e a que tempo é preciso fazê-los para que sejam atingidos os objetivos e 
preservados seus fundamentos. Detalhando um pouco mais, são proposições 
destinadas a orientar o desenvolvimento da atividade de Inteligência 
no âmbito da organização. 
Pois bem, a Inteligência Competitiva deve ser empregada sob a égide 
dos seguintes e importantes princípios: 
 
 
4.1. Princípio da Oportunidade 
 
Esse princípio significa a disseminação do conhecimento produzido 
dentro de um prazo que permita seu uso. 
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Isso quer dizer que o operador de Inteligência tem que optar pela 
rapidez de disponibilização de um produto em detrimento de um maior 
aprofundamento que lhe conferisse maior credibilidade, para que esse 
conhecimento deva ser útil ao tomador de decisão ou usuário operacional. 
De nada adianta um conhecimento impecável após um determinado 
desastre. O evento do 11 de Setembro nos Estados Unidos é o mais evidente 
exemplo disso. 
Com certeza o princípio mais importante para a Inteligência!! 
 
 
4.2. Princípio da Objetividade 
 
Significa cumprir as determinações e produzir conhecimentos de acordo 
com os objetivos e metas da organização ou do usuário, com presteza, 
de forma organizada, direta, completa e clara. Nada de perder tempo e 
recursos com devaneios. 
 
4.3. Princípio da Segurança 
 
Princípio intrínseco à Inteligência. Significa pensar na segurança do 
usuário, dos operadores, do órgão de Inteligência e da própria atividade, na 
segurança de produção, disseminação, uso, armazenamento e descarte do 
conhecimento ao término de seu prazo de validade. 
 
 
4.4. Princípio da Cooperação (ou Interação) 
 
Implica em manter relações corporativas num clima de otimização de 
esforços nas políticas de relacionamento entre órgãos para o atendimento 
aos objetivos. 
 
 
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4.5. Princípio da Amplitude 
 
Significa exercer a atividade de Inteligência com escopo tão aberto 
quanto possível de modo a não deixar de cobrir aspectos importantes ou 
potencialmente importantes. Em outras palavras, esse princípio consiste em 
alcançar os mais completos resultados possíveis nos trabalhos 
desenvolvidos. 
 
 
4.6. Princípio do Controle 
 
O princípio do controle significa a supervisão e o acompanhamento 
de todos os processos de geração do conhecimento. Como acontece com 
qualquer atividade humana, a Inteligência também precisa ser controlada para 
que não exista afastamento de seus valores, princípios e objetivos. 
No que concerne aos produtos, estes também devem ser controlados, 
especialmente no que concerne à difusão, uso, arquivamento e descarte. 
 
4.7. Princípio da Imparcialidade 
 
A atividade de Inteligência precisa ser orientada a trabalhar em todos os 
procedimentos com isenção. O conhecimento é, em realidade, a emissão de 
um juízo de valor,um julgamento. Dessa forma, não pode sofrer qualquer 
tipo de interferência ou influência (ideológica, religiosa, de preconceitos 
etc) na sua produção. 
 
4.8. Princípio da Simplicidade 
 
Significa que todos os processos devem ser claros, precisos, de 
compreensão e execução fáceis, com isso reduzindo riscos e despesas. 
 
 
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4.9. Princípio da Permanência 
 
Esse princípio nos ensina que não deve existir uma Inteligência "vaga-
lume", ou seja, produzida com intermitência. O processo como está na 
acepção do termo, deve ser permanente, havendo fluxo constante de 
produção de conhecimentos. 
 
 
4.10. Princípio da Precisão 
 
Esse princípio funciona como o ato de disparar um tiro. Trata-se de um 
conceito muito presente em atividades de segurança e significa que é preciso 
acertar o alvo não devendo existir "balas perdidas". 
 O conhecimento deve se bem avaliado, com significado útil ao decisor 
e ao usuário operacional, sendo o mais completo possível. 
 
 
4.11. Princípio da Compartimentação 
 
É a restrição imposta pela necessidade de segurança, significando que 
os assuntos e atividades devem ser do conhecimento das pessoas que 
devem ter a necessidade de saber a respeito. E de ninguém mais! 
 
 
4.12. Princípio do Sigilo 
 
Pela natureza de seus produtos impera na Inteligência a necessidade 
do segredo. Isso se choca com a transparência, atitude tão decantada nos 
dias atuais. Pode-se conceber, nos dias atuais, que o segredo, nas situações 
certas, continue sendo a chave para o sucesso, mas que está cada vez mais 
difícil mantê-lo. 
 
 
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A Inteligência não deve ser uma atividade clandestina, espúria à 
estrutura das organizações de segurança, especialmente, mas uma 
atividade sigilosa pelo risco que pode impor aos elementos operacionais diante 
das ameaças. 
Pronto, são esses os princípios da Inteligência! É importante considerar, 
caro aluno, que estes princípios devem estar previstos em uma Doutrina de 
Inteligência. 
E o que é Doutrina de Inteligência, professor? 
É um conjunto de princípios, conceitos, normas, métodos, processos e 
valores que serve de fundamento, orienta e disciplina a atividade de 
Inteligência. Os princípios já foram conceituados. As normas são disposições 
que visam a fixar estritamente as várias situações propostas na doutrina. Os 
processos são maneiras de realizar o que está preconizado pelos métodos ou 
mesmo pelas normas. 
E é sobre os métodos de produção de conhecimento de inteligência 
que vamos tratar no próximo tópico. Trata-se de uma metodologia 
compostas de várias fases, ou etapas, cada uma com suas técnicas. 
Antes disso, uma parada para exercitarmos: 
 
 
 
 
06. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] As atividades de Inteligência devem ser baseadas em princípios, 
que devem ser as suas molas mestras norteadoras. Dentre os vários 
princípios defendidos pela doutrina, aquele que apregoa que os 
trabalhos desenvolvidos devem alcançar os mais completos resultados 
possíveis e o que ensina que os processos devem ser claros, precisos, 
de compreensão e execução fáceis são, respectivamente, os princípios 
(A) do sigilo e da segurança. 
(B) da amplitude e da simplicidade. 
(C) da compartimentação e da precisão. 
(C) da amplitude e do controle. 
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(E) da simplicidade e da oportunidade. 
Comentário: 
Para resolver as questões sobre os Princípios Básicos da Inteligência, é 
importante relembrar suas palavras e/ou expressões chaves. Sugiro que você 
leia e releia os princípios com foco nas expressões em negrito. Fazendo assim, 
dificilmente você errará questões a respeito. 
O princípio que apregoa que os trabalhos desenvolvidos na Inteligência 
devem alcançar os mais completos resultados possíveis é o da 
AMPLITUDE. E o que ensina que os processos devem ser claros, precisos, de 
compreensão e execução fáceis é o da SIMPLICIDADE. 
Gabarito: Letra "B" 
07. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Toda a atividade de Inteligência deve ser norteada por 
princípios. Na tabela abaixo, a coluna da esquerda traz alguns desses 
princípios e a da direita seus significados. A sequência correta de cada 
principio com seu respectivo significado é: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A) 1-d; 2-a; 3-b; 4-c. 
(B) 1-b; 2-c; 3-d; 4-a 
(C) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b. 
(D) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a. 
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(E) 1-c; 2-b; 3-a; 4-d. 
Comentário: 
Essa foi para treinarmos mais um pouco os princípios da Inteligência: 
Æ Objetividade: Significa cumprir as determinações e produzir 
conhecimentos de acordo com os objetivos e metas da organização ou do 
usuário, com presteza, de forma organizada, direta, completa e clara. ( 1-b ) 
Æ Imparcialidade: A atividade de Inteligência precisa ser orientada a 
trabalhar em todos os procedimentos com isenção. Dessa forma, não pode 
sofrer qualquer tipo de interferência ou influência sua produção. ( 2-d ) 
Æ Permanência: Esse princípio nos ensina que não deve existir uma 
Inteligência produzida com intermitência. O processo deve ser permanente, 
havendo fluxo constante de produção de conhecimentos. ( 3-c ) 
Æ Cooperação: Implica em manter relações corporativas num clima de 
otimização de esforços nas políticas de relacionamento entre órgãos para o 
atendimento aos objetivos. ( 4-a ) 
Gabarito: Letra ³D´ 
08. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2011] 
Uma empresa de transporte de valores foi alvo de criminosos que 
receberam de um funcionário os horários de chegada de carros-fortes e 
os locais de origem, que ficavam afixados na sala de operações. A 
necessidade de se manter o sigilo de determinadas informações, com 
acesso dado somente àquelas pessoas diretamente envolvidas, é 
denominada 
(A) segurança de TI. 
(B) compartimentação. 
(C) segurança das instalações. 
(D) segurança das informações. 
(E) comportamento de segurança. 
Comentário: 
Questãozinha supertranquila, não é mesmo? 
Ao estudar os princípios que regem as atividades de inteligência, vimos 
que um deles significa exatamente a restrição imposta pela necessidade de 
segurança em que os assuntos e as atividades devem ser do conhecimento 
das pessoas que devem ter a necessidade de saber a respeito, ou seja, 
daquelas pessoas diretamente envolvidas, como diz o enunciado da questão. 
Estamos falando aqui do princípio da COMPARTIMENTAÇÃO! 
Gabarito: Letra "B" 
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5. Metodologia de Produção de ConhecimentosAcabamos de ver que a atividade de Inteligência deve professar valores, 
seguir princípios, obedecer a normas e seguir métodos peculiares. Tudo isso 
concede à atividade seu caráter científico e credibilidade perante os usuários. 
Vamos agora falar um pouco sobre o método de produção de conhecimento de 
inteligência. 
Métodos são orientações práticas e racionais para que se alcancem os 
objetivos desejados com o menor dispêndio de recursos, inclusive de tempo, e 
com melhor resultado. O mais conhecido dos métodos é o de Renée Descartes, 
o chamado Método Cartesiano, base do método que aqui estudaremos: 
 
¾ o Método de Produção de Conhecimentos de Inteligência. 
 
Os objetivos desse método são dois, basicamente: 
 
9 dar caráter científico ao trabalho de obtenção do conhecimento 
necessário aos sistemas decisório, de planejamento e opcional da 
organização, fazendo com que o operador procure não deixar 
nenhum aspecto sem a devida atenção; 
9 fazer com que o usuário da Inteligência tenha ciência de que o 
conhecimento que lhe está sendo disponibilizado é produto de 
trabalho com respaldo em um método científico, com base na 
lógica e no melhor que pode ser alcançado, mediante a análise dos 
fatos e das situações presentes. 
 
É oportuno lembrar que esta metodologia não exclui outras 
ferramentas ou tecnologias automatizadas que ampliem as capacidades 
humanas de velocidade de relacionamento de dados, de apreensão ou 
retenção de conhecimentos (memória), sendo, de todo importante que estas 
sejam incorporadas aos procedimentos em estudo. Só é importante lembrar 
que juízos de valor são emitidos exclusivamente pela mente humana. 
Para efeitos didáticos são consideradas as seguintes etapas (ou fases) do 
Método de Produção do Conhecimento: 
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1ª Etapa: Planejamento 
2ª Etapa: Reunião 
3ª Etapa: Análise e Síntese 
4ª Etapa: Interpretação 
5ª Etapa: Disseminação (ou difusão) 
 
Cabe ressaltar que tais etapas não são estanques. Elas interpenetram-se 
e são interdependentes. Cada uma é composta de procedimentos (técnicas) 
cuja execução nem sempre segue rigidamente esta sequencia. A execução do 
método não deve ser um trilho em que o analista deve equilibrar-se, mas um 
caminho pelo qual ele transite com flexibilidade. Este método não invalida 
outros amparados na metodologia científica. 
A seguir, o detalhamento de cada uma dessas fases. 
 
5.1. Etapa I - PLANEJAMENTO 
 
Nessa primeira etapa, o analista de Inteligência faz seu estudo preliminar 
do problema, determina o assunto e estabelece a sequencia de ações 
necessárias para realizar o trabalho e as condicionantes e servidões ditadas 
pelos verbos do mesmo. No planejamento, preconizam-se os passos que se 
seguem: 
 
ƒ Definição do assunto; 
ƒ Determinação da faixa de tempo; 
ƒ Verificação do usuário e da finalidade; 
ƒ Definição do prazo; 
ƒ Levantamento dos aspectos essenciais: conhecidos e a conhecer; 
ƒ Outras providências ainda necessárias: grau de sigilo; ligações e 
contatos; 
ƒ Recursos humanos, materiais e financeiros necessários. 
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Æ o Assunto 
 
O assunto consiste na criação de um título adequado ao 
conhecimento a ser produzido, algo que o defina. Para tanto, recomenda-
se usar uma expressão que responda às questões: 
9 o quê? 
9 quem? 
9 onde? 
9 quando? 
 
Às vezes, ao longo da elaboração do conhecimento, poderá ser 
necessário redefinir o assunto. O assunto é o "outdoor" do trabalho. Bem 
elaborado, ele atrai para a leitura atenta. Convém lembrar que é preciso fazer 
o usuário interessar-se pelo conteúdo, mesmo que ele tenha necessidade 
daquele conhecimento. No entanto, é preciso cuidado para não transformá-la 
em algo que não seja a realidade dos fatos abordados no conhecimento 
produzido. 
 
Æ a Faixa de Tempo 
 
É o período de tempo em que o assunto deve ser enquadrado e 
que permita um entendimento adequado. A faixa de tempo limita os fatos que 
serão abordados, determinando a abrangência do assunto. 
O analista deve fazer algumas perguntas tais como: 
9 Até quando vão se dar suas repercussões ou seus reflexos? 
9 Que fatores de influência foram detectados no passado, estão 
presentes e podem atuar no horizonte temporal visualizado? 
Vale ressaltar que por meio de análise retrospectiva pode-se analisar 
fatos que, tendo ocorrido no passado, têm reflexos ou repercussões no 
presente e podem influenciar o futuro. Assim, deve-se retroagir a um limite 
que permita uma boa compreensão dos fatos de interesse para o trabalho em 
elaboração e é a partir daí que se delimita a Faixa do Tempo. 
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Æ o Usuário e a Finalidade 
 
Neste ponto da etapa, o analista deverá responder às seguintes 
questões: 
9 Quem será o usuário do conhecimento? 
9 Qual a finalidade do conhecimento elaborado? 
Estas respostas auxiliam ao analista a dimensionar (em extensão 
profundidade e nível), adequadamente, a abordagem do assunto. 
 
Æ o Prazo 
 
É o tempo disponível para que o analista apresente seu trabalho. 
É a data limite para que o conhecimento seja útil. O analista deve considerar, 
sempre, o princípio da oportunidade; nesse caso, ele poderá ver-se obrigado 
a estabelecer prioridades. 
Caso não haja prazo definido o analista terá como base: 
9 a complexidade do trabalho; 
9 a importância do usuário e o risco existente. 
 
Æ os Aspectos Essenciais (ou prioridades) 
 
Os aspectos essenciais a serem abordados, para esclarecimento do 
assunto, definem o esquema preliminar do conhecimento em elaboração. É o 
relacionamento de tudo o que se necessita abordar no conhecimento 
a ser elaborado. 
Corresponde à elaboração de uma listagem de temas, assuntos, 
situações que não devem deixar de constar do conhecimento. Podem ser 
alterados no decorrer dos trabalhos. O uso da técnica de Brainstorming é 
muito bem vinda nesse momento. 
 
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¾ Os aspectos essenciais dividem-se em conhecidos e a conhecer. 
 
Os aspectos conhecidos são aqueles para os quais o analista já tenha 
algum tipo de resposta em arquivo ou em seu próprio backup. São dados e 
conhecimentos que, de alguma forma, estejam de posse do analista. 
Neste momento, o analista deve separar as respostas disponíveis em 
completas e incompletas e assinalar aquelas que expressam certeza daquelas 
que apresentam algum grau de incerteza. 
Os aspectos essenciais a conhecer, por sua vez, podem ser explicados 
como: 
9 o que o analista precisa saber, mas não esteja disponível; 
9 a listagem dos dados/conhecimentos a serem conhecidos e como 
podem ser obtidos; 
9 Definição do esforço de coleta e/ou o dimensionamento da busca 
(adiante vamos diferenciar os dois termos sublinhados). 
Os aspectos essenciais a conhecer dependem muito do analista, de seu 
conhecimentoanterior a respeito do assunto e da complexidade do mesmo, do 
tempo na atividade e do assunto que se quer desvelar. É normal que os esses 
aspectos sejam redefinidos em qualquer ponto em que se esteja do trabalho. 
No início pode-se ter um mistério completo ou mesmo "não se saber o que 
não se sabe". 
 
Æ Outras Providências Necessárias 
 
Nessa última subfase do Planejamento, o analista faz a listagem das 
necessidades de contatos, das medidas de sigilo, questões de logística 
e administração. 
Quanto ao sigilo, deve-se estabelecer as medidas necessárias à 
proteção das pessoas envolvidas e da organização. Há necessidade de 
conhecer e compartimentar. São necessidades de contatos e ligações com 
outras organizações e com pessoas. Requer que sejam assumidas as 
entrevistas, os contatos com colaboradores ou consulta a outros especialistas. 
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Já a logística implica a arte de provisionar, receber, armazenar, 
separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora 
certa, no lugar certo, ao menor custo possível. Ela é a área da gestão 
responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a 
execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da 
logística estão o transporte, a movimentação de materiais, armazenamento, 
processamento de pedidos e gerenciamento de informações. 
 
 
 
 
¾ A fase do PLANEJAMENTO não deve ser considerada 
supérflua ou desnecessária. 
¾ É importante investir nessa fase e não temer retornar a ela 
toda vez que for necessário agregar ou alterar algum aspecto 
que esclareça melhor o conhecimento em elaboração. 
 
Veja como o assunto foi cobrado em uma das questões sobre o tema 
desta aula: 
 
 
 
 
09. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN-PROCAP ± 2006] Na primeira 
etapa da Fase de Planejamento de elaboração de um Documento de 
Inteligência deve-se considerar os fatores de planejamento: 
(A) análise de dados, usuário, finalidade, faixa de tempo e prioridade. 
(B) assunto, faixa de tempo, finalidade, prioridade e usuário. 
(C) coleta de informações, assunto, prioridade e dados conhecidos. 
(D) análise de dados, finalidade, usuário, faixa de tempo e aspectos gerais. 
(E) assunto, coleta de informações, prioridade e dados sabidos. 
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Comentário: 
Essa tá um moleza! É só comparar as opções de resposta com as fases 
que acabamos de estudar. Vamos fazer um checklist com os itens. Aquele que 
tiver um Sim todas as opções, é o correto: 
Item A - análise de dados (Não), usuário (Sim), finalidade (Sim), faixa de 
tempo (Sim) e prioridade (Sim). [Errado] 
Item B ± assunto (Sim), faixa de tempo (Sim), finalidade (Sim), prioridade 
(Sim) e usuário (Sim). [Certo] 
Item C - coleta de informações (Não), assunto (Sim), prioridade (Sim) e 
dados conhecidos (Sim). [Errado] 
Item D - análise de dados (Não), finalidade (Sim), usuário (Sim), faixa de 
tempo (Sim) e aspectos gerais (Sim). [Errado] 
Item E ± assunto (Sim), coleta de informações (Não), prioridade (Sim) e 
dados sabidos (Sim). Errado 
Esclarecendo: a análise de dados e a coleta de informações são ações das 
próximas etapas a serem estudadas. 
Gabarito: /HWUD�³B´ 
 
5.2. Etapa II - REUNIÃO 
 
A Reunião é o momento criado pelo Método para se obter os dados e 
conhecimentos que permitem responder a todos os aspectos essenciais a 
conhecer ou que venham complementar os aspectos essenciais conhecidos. 
Nessa etapa há necessidade que se proceda ao ajuntamento: 
9 de dados originários de fontes abertas/públicas; 
9 conhecimentos disponíveis em arquivos; 
9 dados possíveis de serem obtidos em coletas ou em buscas; 
9 dados e/ou conhecimentos de posse de outros operadores. 
Atualmente, a pesquisa e o próprio processamento dos dados e dos 
conhecimentos coletados devem empregar meios de TI, tipo softwares de 
relacionamento e datamining. 
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É preciso entender bem a diferença entre as técnicas de coleta e de 
busca de dados! Você se lembra desses dois termos? 
São muito bons de prova e você precisa conhecê-los muito bem. Vamos 
defini-los: 
 
Æ Coleta 
 
A atividade de coleta consiste na pesquisa seletiva de dados disponíveis 
nas mais diversas fontes, tais como televisão, imprensa falada e escrita, 
Internet, o próprio homem, dentre outras. 
Na coleta, o analista deve pesquisar para obter os dados e os 
conhecimentos que permitam responder a todos os aspectos essenciais a 
conhecer ou que complementem os aspectos essenciais conhecidos, antes de 
pensar em empreender a busca. 
 
Æ Busca 
 
O conceito de busca está relacionado à Inteligência de Estado, que 
realiza a pesquisa mais profunda para a obtenção de dados que estão 
protegidos ou negados. Como exemplo, pode-se citar a monitoração telefônica 
sobre organizações criminosas, realizada sob a cobertura de ordem judicial. 
A busca compreende as ações operacionais ou de coleta técnica de 
dados. É desencadeada por meio de ³Pedidos de Busca´ para 
as organizações congêneres ou ³Ordens de Busca´ com a finalidade de obter 
conhecimentos necessários, que estejam sob formas de proteção ou sejam 
peremptoriamente negados. 
Algumas técnicas operacionais, se praticadas à revelia do aparato legal 
vigente no país, constituem crime. A espionagem, praticada no exterior é 
salvaguardada por entendimentos especiais de leis e acordos internacionais. 
 
 
 
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¾ A Inteligência Competitiva não realiza ações de BUSCA, 
por considerar não existir legitimidade para o 
desenvolvimento de técnicas especializadas de pesquisa de 
campo, voltadas à obtenção de dados protegidos por 
concorrentes do mundo dos negócios. 
 
Na etapa da reunião, deve-se procurar observar as seguintes regras: 
 
9 Ir das ações mais simples para as mais complexas; 
9 Partir do custo mais baixo para os custos mais elevados; 
9 Iniciar com ações de menor risco, passando, se necessário, para as 
mais arriscadas. 
 
 
5.3. Etapa III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
 
Esta etapa, como você pode ver, dividi-se em duas subetapas: 
Na Análise está compreendida a avaliação (credibilidade) e a integração 
de dados e conhecimentos, considerados com valor pertinente para o caso em 
estudo, reunidos para permitir uma interpretação lógica do resultado. 
As frações de dados e de conhecimentos, que sejam pertinentes ao 
produto a ser elaborado e tenham credibilidade para integrar o trabalho, são 
chamados de frações significativas. Estas frações significativas devem ser 
basicamente os aspectos essenciais (conhecidos e a conhecer) elencados no 
Planejamento, lembrando que este pode ter sido alterado (ampliado ou 
suprimido, conforme o caso), evidentemente. 
 
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Em outras palavras, a análise é a determinação, por discernimento 
mental, da natureza, do significado e da relação existente entre as várias 
partes, elementos, aspectos ou qualidades daquilo que está sendo examinado. 
É a ponderação ou estudo dos vários aspectos, fatores ou elementos sob 
estudo a fim de chegar uma conclusão, resultado ou solução. A pergunta a ser 
feita, na ação de analisar, é: 
 
"Qual o significado disto?´ 
 
Mais importante que "o como" é o "porque" aqueles fatos e situação 
ocorreram. Respondido este questionamento, reconhecidas as frações 
significativas com valor para o conhecimento em elaboração, o analista integra 
- as (um ato de juntar harmonicamente estas partes, compondo um novo 
todo), buscando dar a este novo todo o significado depreendido. A isso, 
tecnicamente, se chama integração. 
Em seguida, é realizada uma síntese, em que este significado é 
amalgamado em uma pré-concepção do conhecimento (um informe, uma 
informação, uma apreciação ou uma estimativa). Síntese não é resumo. É um 
novo texto, agora com significado, excluindo supérfluos. O uso da lógica é 
importante neste momento. 
Neste ponto, é oportuno lembrar que observando os aspectos essenciais, 
levantados na etapa do Planejamento, e complementados (se tiver sido o caso) 
nas demais fases, o analista procura formar uma sequencia coerente e 
ordenada de dados e conhecimento, por meio da seleção e combinação das 
frações significativas já avaliadas. O aproveitamento de todas as frações 
significativas depende do tipo de conhecimento a ser produzido. 
As frações significativas são comparadas e integradas de forma a 
permitir a produção de um dos tipos de documentos que compõem o que 
chamamos de Conhecimento de Inteligência: o Informe, a Informação, a 
Apreciação ou a Estimativa. 
Vamos diferenciá-los: 
 
 
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Æ Informe 
O documento Informe é a expressão escrita de qualquer dado 
(observação, fato, relato, situação...) ao qual foi aplicada a técnica de 
avaliação, que possa contribuir para a produção do conhecimento. A redação 
é livre e deve responder as perguntas: 
9 O que? 
9 Quem? ? 
9 Quando? 
Poderá ou não ser dividido em itens (numerados). Não deve conter 
conclusões, projeções ou sugestões. 
A remessa de Informe deve obedecer ao princípio da oportunidade e 
quando não se completou toda reunião de dados, inclui-se no final (ultimo 
item) do mesmo a expressão: "O Informe continua em processamento por 
esta agência." 
Æ Informação 
O documento Informação é a expressão escrita do conhecimento de 
fato ou situação, resultante de raciocínio (num processamento inteligente de 
todos os dados disponíveis) elaborado pelo analista de inteligência e que 
expressa a sua certeza sobre os fatos ou situações, passados e/ou 
presentes. 
Não contém expressões que indiquem a ideia de probabilidade, pois só 
contém conhecimentos certos. Também não comporta ideais que se refiram 
a desdobramento de fatos ou situações no futuro, caracterizando uma 
projeção dos acontecimentos. 
Æ Apreciação 
A Apreciação é o documento de Inteligência através do qual o 
analista, quando lhe for determinado, materializa o produto resultante de 
seu raciocínio expressando sua opinião sobre fato ou situação, passados ou 
presentes, formada com base objetiva de todos os conhecimentos 
disponíveis sobre o assunto. 
 
 
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A apreciação deve ser definida, obrigatoriamente e exclusivamente, 
para o escalão imediatamente superior de um Sistema de inteligência. 
Æ Estimativa 
A Estimativa é o documento que consubstancia o produto resultante 
de raciocínio pelos analistas, expressando a sua opinião sobre a 
projeção, em futuro previsível, de um fato ou situação. É feito com base 
na análise objetiva de todos os conhecimentos envolvidos e no estudo das 
possibilidades e probabilidades de sua evolução. 
A Estimativa será produzida por um Analista de Inteligência somente 
sobre assunto vinculado na sua área de competência. 
 
Pois bem, na subetapa da Interpretação, as frações significativas estão 
integradas em um todo, é a oportunidade em que o analista, utilizando-se de 
operações de raciocínio lógico, procura determinar, de forma conclusiva 
(certeza/opinião), o significado final do fato ou situação sob análise. 
 
¾ A Interpretação é o resultado do trabalho do analista. 
 
Revisando para não confundir os tipos de documentos: 
Na produção da inteligência, quando se está nesta etapa de análise e 
interpretação, vários documentos podem ser gerados durante o processo. Há 
quatro documentos adotados pela doutrina: o informe, a informação, a 
apreciação e a estimativa. 
Eles diferem entre si em relação ao nível de detalhamento e 
rebuscamento dos dados e informações ali tratados, e também em relação ao 
destinatário de cada um deles. 
O documento mais simples é o Informe. É quando você tem apenas os 
primeiros dados e as primeiras informações avaliadas. Não é conclusivo e nem 
apresenta sugestões. É o tipo de documento que você compartilha com os 
demais analistas e que serve de registro das primeiras análises e de subsídio 
para os demais documentos. 
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Aumentando nível de complexidade, temos agora o documento 
chamado Informação. Nesse, as informações já estão mais rebuscadas, o 
estudo já está mais completo e nele o Analista já desenvolve algum nível de 
raciocínio mais realista em relação aonde se quer chegar. Esse documento é 
tratado ainda em nível de unidade entre os analistas ou, no máximo entre a 
sua chefia. 
A apreciação, com teor ainda mais complexo e conclusivo, é o 
documento que contem o resultado mais aprofundado do estudo realizado e 
pode subsidiar a tomada de decisões não só da chefia imediata como também 
das instâncias superiores da administração. 
A estimativa é um documento mais diferenciado, resultado do estudo 
de vários analistas e que trabalha com projeção de cenários futuros e possíveis 
tendo como base o que já foi analisado. 
Ah, e mais: é muito comum e normalíssimo os alunos confundirem o 
conceito doutrinário de informação (na produção da inteligência) e o de 
"Documento Informação" que acabamos de revisar. Veja: 
 
9 conceito doutrinário de INFORMAÇÃO: 
Dados que passam por algum tipo de avaliação, processamento e 
interpretação para alguma finalidade. 
9 documento "INFORMAÇÃO" produzido na etapa de Análise e 
Interpretação: 
Expressão escrita do conhecimento de fato resultante do raciocínio 
do analista de inteligência e que expressa a certeza sobre fatos e 
situações. 
 
Beleza? Vamos então à última etapa! 
 
5.4. Etapa IV ± DISSEMINAÇÃO (ou DIFUSÃO) 
 
Após a análise, o conhecimento deve ser materializado em um 
documento e este, obedecendo a estrutura básica preconizada pela 
organização, deve ser expedido com oportunidade e segurança, na forma mais 
adequadapara o usuário (papel, vídeo, cd, intranet, internet, etc ). 
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É importante ressaltar o caráter de sigilo do documento expedido, o que 
obriga à adoção de medidas pertinentes de sigilo. Documentos oficiais devem 
seguir as disposições da recentíssima Lei de Acesso à Informação (Lei nº 
12.527/12). 
A adequada formalização do documento de Inteligência, além de causar 
uma boa impressão, facilita a compreensão de seu conteúdo por parte do 
usuário. 
A difusão não deve ser descuidada! Muitas vezes, um excelente 
trabalho se perde por ter sido enviado ao destinatário errado ou fora do 
momento oportuno para sua utilização. 
 
 
 
 
¾ O Analista de Inteligência deve lembrar-se que: 
ƒ o conteúdo é mais importante do que a forma; 
ƒ o conhecimento deve ser disseminado a tempo, em 
atendimento ao princípio da oportunidade. 
 
 
Assim, é muito importante ao analista conhecer e empregar a 
metodologia, com base na lógica, a fim de garantir que todos os aspectos do 
problema tenham sido considerados e assegurar o encadeamento lógico do seu 
raciocínio de maneira a facilitar o entendimento por parte do usuário. 
Pois bem, antes de finalizar o assunto e fazermos nossas questões, 
segue um quadro resumo das etapas da Metodologia de Produção do 
Conhecimento aqui estudada: 
 
 
 
 
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Planejamento Reunião 
Análise e 
Interpretação 
Disseminação 
(ou Difusão) 
Assunto: 
* Faixa de 
Tempo 
* Usuário 
* Finalidade 
* Prazo 
* Aspectos 
Essenciais 
(prioridades) 
conhecidos e a 
conhecer 
* Outras 
medidas 
necessárias 
Pesquisa 
(coleta) 
 
Pedidos a 
órgãos de 
Inteligência ou 
emissão de 
Ordem de 
Busca. 
(* a busca não 
utilizada na 
Inteligência 
Competitiva) 
Verificação do valor 
de cada uma das 
frações selecionadas. 
 
Integração das 
frações significativas. 
 
Desvelamento do 
Significado Final. 
 
Delineamento da 
Trajetória. 
Elaboração de 
um Documento 
de Inteligência. 
 
Disseminação 
ao usuário 
estratégico ou a 
outros que 
necessitem do 
conhecimento 
produzido. 
Duas questões então para fecharmos o assunto: 
 
 
 
 
10. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2010] O objetivo da 
Inteligência Competitiva é avaliar, em nível de mercado, que 
procedimentos devem ser adotados quando se realiza a coleta de dados 
sobre os concorrentes de determinada empresa e como devem ser 
utilizadas as informações que resultam da análise desses dados. O 
dado bruto sobre um concorrente, obtido pelo setor de marketing de 
determinada instituição, não analisado, e do qual ainda não se tem 
uma avaliação de veracidade, é a(o) 
(A) avaliação primária. 
(B) análise primária. 
(C) diagnose. 
(D) boato. 
(E) informe. 
Comentário: 
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Para ser um informe, o dado (observação, fato, relato, situação...) obtido 
sobre um concorrente teria que ter passado por uma avaliação, concorda? 
Ora, se o dado não foi ainda analisado e muito menos passou por 
qualquer tipo de avaliação, não podemos ainda dizer que há um conhecimento 
produzido por meio da simples existência desse dado. Desta feita, enquanto 
não for analisado, avaliado e, com isso, provada a sua veracidade, ele não 
passará de um mero boato. 
Agora veja só que engraçado: na época, a banca deu como gabarito 
SUHOLPLQDU� D� OHWUD� ³H´�� RX� VHMD�� R� ³LQIRUPH´�� (UUDGR�� PDV� HOD� QmR� DQXORX� H�
manteve o tal gabarito, contrariando toda uma doutrina de inteligência. Essa 
questão foi alvo de uma chuva de recursos, justamente por não ter coerência 
doutrinária. Mas, infelizmente, a banca não aceitou! 
Fazer o quê?? Coisas de concurso... Pode anotar o boato como a opção 
correta, ok? 
Gabarito: /HWUD�³'´ 
11. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Qualquer 
observação, fato, relato ou documento que possa contribuir para o 
entendimento de determinado assunto, depois de submetido à 
avaliação, é denominado 
(A) Dado. 
(B) Informe. 
(C) Informação. 
(D) Dado confirmado. 
(E) Apreciação. 
Comentário: 
A questão nos pede o conceito de um dos quatro tipos de conhecimentos 
de inteligência que podem ser produzidos. 
Entre eles, aquele que é a expressão escrita de qualquer dado 
(observação, fato, relato, situação...) ao qual foi aplicada a técnica de avaliação 
e que possa contribuir para a produção do conhecimento, chama-se INFORME. 
Exatamente como o enunciado o conceituou! 
Gabarito: /HWUD�³%´ 
 
Acabamos de estudar sobre a Inteligência Competitiva. Garanto-lhe, 
caro aluno, que você tem em mãos o suficiente para resolver questões sobre o 
tema. 
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Bom, mas produzido o conhecimento, ele agora precisa ser protegido. 
Não basta ter o melhor conhecimento, se a empresa e as equipes de segurança 
não aplicam técnicas e ações para protegê-lo das forças adversas. E é 
exatamente sobre esse assunto, que falaremos a partir de agora. 
Apesar de não ter sido expressamente citado no Edital CNMP, acho 
muito importante fazermos um voo rasante sobre a proteção do conhecimento, 
também conhecida com contrainteligência. 
Como a inteligência e a contrainteligência estão intimamente ligadas no 
cotidiano de trabalho das equipes de inteligência dos Tribunais, achei por bem 
abordar, de uma forma bem light, a proteção do conhecimento no tópico 
seguinte. Estude-o, resolva as questões e fique tranquilo quanto ao tema, ok? 
Vamos lá! 
 
II - SEGURANÇA DO CONHECIMENTO 
 
1. Conceito 
 
Ao estudarmos sobre a Inteligência Competitiva, destacamos a 
importância do conhecimento para as tomadas de decisões e para o 
planejamento estratégico das organizações. Vimos, ainda, que os profissionais 
que desempenham a atividade de Inteligência devem observar os preceitos da 
ética e da legalidade no desenvolvimento de seus processos organizacionais. 
Entretanto, não existe uma garantia de que todas as empresas realizarão 
os seus negócios de forma ética e legal, o que gera a necessidade do 
estabelecimento de um complexo sistema de proteção do conhecimento por 
parte das corporações, sob pena de ter os seus segredos empresariais 
usurpados pelas empresas concorrentes. 
O crescente valor dos segredos comerciais nos mercados domésticos e 
global, e a difusão de novidades tecnológicas de busca de informações, vêm 
contribuindo significativamente para a realização da chamada espionagem 
industrial. Assim, o furto, a apropriação indébita, a transferência e o uso 
ilegal de segredos industriais constituem séria ameaça à competitividade entre 
as empresas. 
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A grandecompetição entre as empresas tem gerado, cada vez mais, o 
emprego de ferramentas de tecnologia que, apesar de proporcionarem maior 
fluidez e velocidade de processamento das informações, aumentam 
sobremaneira as vulnerabilidades perante as ameaças reais e potenciais do 
mundo globalizado. 
Concomitantemente, crescem de importância as atividades das 
organizações criminosas transnacionais, aumentando significativamente os 
riscos para as organizações que operam internacionalmente. 
É exatamente aí que entram as medidas de Proteção do 
Conhecimento, mais conhecidas como as medidas de Contrainteligência! 
Segundo o que versa o art. 3º da Lei 9.983/99, que institui o Sistema 
Brasileiro de Inteligência e cria a ABIN, temos o seguinte conceito: 
 
 
 
 
¾ A Contrainteligência é a atividade voltada à neutralização da 
Inteligência adversa e de ações de qualquer natureza que 
constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e 
conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do 
Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em 
que transitem. 
 
A Contrainteligência é o segmento "defensivo" da atividade de 
Inteligência. A ela cabe a proteção da organização contra as investidas de 
Inteligência adversa (hostil ou inimiga) sobre a organização e as atividades 
desenvolvidas por ela. Não deve ser entendida e usada como segurança! 
Professor, como assim não deve ser entendida e usada como 
segurança?? 
Bom, quando falo que a contrainteligência não deve ser entendida como 
segurança é que na verdade ela tem um caráter preventivo e não ofensivo 
como a segurança em sentido estrito, ou seja, a contrainteligência não tem, 
por si só, capacidade de prover a segurança de uma instituição ou 
organização. Não basta ter um bom serviço de contrainteligência para dizer 
que você está seguro. 
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Agora, em sentido amplo (lato sensu), a contrainteligência opera em 
relação de interdependência com as demais medidas de segurança adotadas e, 
por isso, precisa contemplá-las em seu escopo de trabalho. É assim que você 
deve entender, ok? 
O trabalho da contrainteligência objetiva: 
 
ƒ identificar vulnerabilidades na organização e propor medidas 
para saná-las; 
ƒ identificar, avaliar e neutralizar ações de espionagem ou de 
infiltração com esse ou outros propósitos; 
ƒ prevenir a organização contra possíveis investidas de qualquer 
natureza; e 
ƒ colaborar com o planejamento e validação de planos e medidas de 
segurança que a organização precise adotar. 
 
Pelo exposto, há de se perceber que esta atividade é das mais 
importantes para as organizações, pois trata de impedir que um elemento 
adverso, empregando metodologias de Inteligência (até mesmo espionagem) 
obtenha dados ou informações sensíveis a respeito de pessoas, materiais, 
conhecimentos críticos, comunicações, operações etc, os quais possam vir a 
comprometer a organização policial. 
A Contrainteligência começa com as medidas de segurança, passa 
pela análise das vulnerabilidades da organização, pela análise das capacidades 
(poder) do elemento adverso em concretizar suas (más) intenções, pela 
redefinição das medidas de segurança e pela neutralização dos ataques. 
De maneira figurada, a Contrainteligência deve se comportar como um 
"big brother", com um olhar disposto fora da organização e que, visualizando 
a "casca" e o interior da mesma, identifique suas vulnerabilidades, 
especialmente quanto a pessoal, no caso da segurança - aspectos internos -, e 
olhando para fora, identificar e avaliar os possíveis atacantes, ameaças - 
aspectos externos. 
 
 
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 RESUMINDO! 
¾ A Proteção do Conhecimento (Contrainteligência) visa a se 
antepor a todo e qualquer tipo de ameaça que possa incidir 
sobre os ATIVOS, RECURSOS e PROCESSOS das organizações. 
 
Apresentados os conceitos, já podemos resolver as primeiras 
questões sobre o tema: 
 
 
 
 
12. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] O ramo 
Contrainteligência tem como escopo 
(A) realizar segurança. 
(B) proteger de pessoas. 
(C) salvaguardar instalações. 
(D) contra-atacar a Inteligência adversa. 
(E) salvaguardar informações face à ação de agentes adversos. 
Comentário: 
Dentre os objetivos da Contrainteligência, temos o de identificar 
vulnerabilidades na organização e propor medidas para saná-las e o de 
identificar, avaliar e neutralizar ações de espionagem ou de infiltração com esse 
ou outros propósitos. 
Em outras palavras: salvaguardar informações face à ação de 
agentes adversos. 
Gabarito: Letra "E" 
Definida a contrainteligência, finalizarei essa aula apresentando-lhe 
conceitos fundamentais relacionados ao tema e que são bastante cobrados em 
provas. Vamos a eles: 
 
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1.1. Acesso 
 
Trata-se da possibilidade e/ou oportunidade de uma pessoa em obter ou 
consultar conhecimentos, seja mediante autorização ou por meio de uma ação 
de coleta ou de busca de informações. 
 
1.2. Ameaça 
 
Ação de atores hostis motivados pela obtenção de conhecimentos críticos 
a serem utilizados pelo seu patrocinador. 
 
1.3. Necessidade de Conhecer 
 
A necessidade de conhecimento é inerente à função que cada empregado 
desempenha no contexto de uma organização. Todos os integrantes do público 
interno devem ter a consciência de que a partir do momento que têm acesso a 
um conhecimento, passam a ter responsabilidade por sua custódia. 
 
1.4. Credencial de Segurança 
 
Trata-se de certificado oficial que autoriza o acesso a determinado 
conhecimento. Indica a competência que determinada pessoa possui para 
acessar informações organizacionais significativas. 
 
1.5. Compartimentação 
 
Medida que proporciona Proteção aos Conhecimentos corporativos por 
meio do estabelecimento da relação entre a necessidade de conhecer e a 
autorização de acesso às informações importantes. Trata-se da restrição de 
acesso baseada na demanda por conhecimento que determinadas pessoas têm 
dentro de um sistema organizacional. 
 
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1.6. Informação sensível 
 
Trata-se do conjunto de dados processados que em decorrência de seu 
conteúdo não devem ser de conhecimento público. Ex: número do telefone 
celular pessoal, endereço residencial, nome de familiares dos diretores de uma 
empresa. 
 
1.7. Informação sigilosa 
 
Informação classificada conforme o seu valor para a Organização. Com 
base em critérios particulares, pode ser classificada em ultrassecreta, secreta, 
confidencial ou reservada. 
 
1.8. Termo de Confidencialidade 
 
Também chamado de Contrato de Manutenção de Sigilo, é um 
compromisso que cria "uma obrigação de não fazer", ou seja, de se abster de 
revelar aquilo a que se teve acesso por necessidade de conhecer, em virtudede conveniência funcional ou por imposição negocial. 
Implica a confecção e a assinatura de um termo ou contrato, 
preferencialmente preparado por advogados, o qual, com fundamento na 
legislação vigente, estabeleça condições de manutenção de sigilo sobre dados 
ou conhecimentos a que se tenha acesso, e que sirva de instrumento para 
fundamentar reparação contra indiscrições, fugas de informações ou 
vazamentos. Visa a salvaguardar o sigilo e reparar danos, por meio de ação 
judicial competente. 
 
1.9. Vazamento 
 
Trata-se da divulgação não autorizada e intencional de conhecimento 
sensível ou sigiloso. O vazamento de informações é uma das principais 
ameaças do mundo corporativo, pois conta com a participação de empregados 
internos, sendo muito difícil de ser detectado. 
 
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Consideram-se ativos organizacionais todos os bens, recursos e 
processos tangíveis ou intangíveis que compõem a corporação. 
 
1.10. Fuga 
 
Trata-se da divulgação involuntária não autorizada de conhecimento 
sensível ou sigiloso. 
 
1.11. Espionagem 
 
A espionagem é a prática de obter informações de caráter secreto ou 
confidencial sobre governos ou organizações, sem autorização destes, para 
alcançar certa vantagem militar, política, econômica, tecnológica ou social. A 
prática manifesta-se geralmente como parte de um esforço organizado (ou 
seja, como ação de um grupo governamental ou empresarial). 
 
1.12. Sabotagem 
 
A sabotagem (do francês sabotage) é o ato de impedir o pleno 
funcionamento de quaisquer mecanismos, institucionais ou não, que sejam 
contrários aos interesses dos sabotadores. 
Veja agora como é fácil resolver várias questões sobre contrainteligência 
só com esses conceitos: 
 
 
 
 
13. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2008] 
Nas empresas onde são produzidos conhecimentos ou produtos de 
grande importância econômica, é comum criarem- se dificuldades de 
acesso a certos setores. De acordo com a atividade realizada, cada 
profissional receberá uma autorização de acesso ou de conhecimento 
denominada 
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(A) Credencial de acesso. 
(B) Credencial de segurança. 
(C) Autorização de acesso. 
(D) Autorização de segurança. 
(E) Permissão de acesso. 
Comentário: 
Vou repetir um conceito já conhecido por vocês: certificado oficial que 
autoriza o acesso a determinado conhecimento indicando a competência que 
determinada pessoa possui para acessar informações organizacionais 
significativas. Esse conceito é de que? 
De Credencial de Segurança! 
Gabarito: Letra "B" 
14. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ações de 
busca de dados, informações ou conhecimentos que se encontrem sob 
algum tipo de proteção, com uso de meios ilegais, em benefício de um 
Estado, Organização ou indivíduo são denominadas 
(A) coleta. 
(B) invasão. 
(C) busca. 
(D) espionagem. 
(E) recrutamento. 
Comentário: 
Respondendo com uma pergunta: como é chamada a prática de obter 
informações de caráter secreto ou confidencial sobre governos ou 
organizações, sem autorização destes, para alcançar certa vantagem militar, 
política, econômica, tecnológica ou social? 
Acabamos de ver que é ela é chamada de espionagem. 
Gabarito: /HWUD�³'´ 
15. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Quando ocorre 
a divulgação não autorizada de informação sensível existe 
(A) um acesso. 
(B) um recrutamento. 
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(C) um cookie. 
(D) um vazamento. 
(E) uma compartimentação. 
Comentário: 
Conceito de vazamento igualzinho ao que nós vimos na parte teórica: 
trata-se da divulgação não autorizada e intencional de conhecimento sensível 
ou sigiloso. 
Gabarito: /HWUD�³'´ 
16. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] A condição 
indispensável, inerente ao exercício da função, para que um 
funcionário, com credencial de segurança adequada, tenha acesso a 
informações sigilosas, de acordo com suas atribuições, é conhecida por 
(A) vazamento. 
(B) comprometimento. 
(C) necessidade de conhecer. 
(D) treinamento. 
(E) assinalação. 
Comentário: 
A resposta está na expressão-FKDYH�� ³tenha acesso a informações 
sigilosas, de acordo com suas atribuições´� 
Por quê? Porque ela se parece, e muito, com essa que acabamos de 
estudar: a necessidade de conhecimento. Característica inerente à função 
que cada empregado desempenha no contexto de uma organização. 
Gabarito: /HWUD�³&´ 
17. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ação de 
espionagem pode ocorrer em 
(A) repartições públicas, apenas. 
(B) repartições com funcionários desatenciosos, apenas. 
(C) quaisquer locais. 
(D) repartições empresariais, apenas. 
(E) locais onde existem informações sensíveis, apenas. 
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Comentário: 
Essa, pelo amor de Deus, está demais! (rsrsr) 
É claro que ações de espionagem podem ocorrer em quaisquer locais! 
Reveja o conceito aqui estudado: 
A espionagem é a prática de obter informações de caráter secreto ou 
confidencial sobre governos ou organizações, sem autorização destes, para 
alcançar certa vantagem militar, política, econômica, tecnológica ou social. 
Gabarito: /HWUD�³&´ 
18. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Evidências de 
que diretores da empresa estejam sob vigilância indicam possibilidade 
de 
(A) aproximação. 
(B) abordagem. 
(C) vazamento. 
(D) assinalação. 
(E) espionagem. 
Comentário: 
Ora, se os diretores de uma empresa estão sob vigilância, significa dizer 
que alguém tem a finalidade de obter deles informações de caráter secreto ou 
confidencial sobre a empresa. E, claro, sem autorização deles! 
Logo, conclui-se que esses diretores estão sendo espionados, ou seja, há 
clara suspeita da prática de espionagem no caso da questão. 
Gabarito: /HWUD�³E´ 
 
 
 
 
 
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III - SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA - LEI Nº 
9.883/99 
 
1. Inteligência e Contrainteligência 
 
Caro aluno, agora é hora de começarmos a ver como a legislação 
brasileira entende e os conceitua, como eles devem ser entendidos a nível de 
Segurança do Estado Brasileiro. Iniciaremos nosso estudo com a Lei que rege 
todo serviço oficial de inteligência do nosso país e que institui o Sistema 
Brasileiro de Inteligência, o famoso SISBIN: trata-se da Lei Federal nº 
9.883/99. 
Além de instituir o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), essa 
norma também cria a Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN. Nesse 
tópico, portanto, você aprenderá o que há mais de importante sobre ambos. 
No capítuloseguinte, estudaremos outra importantíssima norma, o 
Decreto nº 4.376/02, que tem a finalidade de regulamentar a Lei nº 9.883/99. 
E pra começar de verdade, vamos ver como esses normativos conceituaram a 
inteligência e a contrainteligência, conceitos basilares para seguirmos 
adiante. Saiba, caro aluno, que tanto a Lei como o Decreto os conceituam de 
forma praticamente semelhante. Como estamos se preparando para prova de 
uma organizadora que adora cobrar a literalidade das normas, estudaremos 
primeiro os conceitos trazidos pela Lei e, quando estivermos estudando o 
Decreto, veremos como ele os traz. 
Beleza? Então, tá! Segundo o que estabelece os §§2º e 3º do art. 1º da 
Lei nº 9.883/99: 
 
 
 
¾ Entende-se como INTELIGÊNCIA a atividade que objetiva a 
obtenção, análise e disseminação de conhecimentos DENTRO 
e FORA do território nacional sobre fatos e situações de 
imediata ou potencial influência: 
 
 
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9 sobre o processo decisório e a ação governamental; e 
9 sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do 
Estado. 
¾ Entende-se como CONTRAINTELIGÊNCIA a atividade que objetiva 
NEUTRALIZAR a inteligência ADVERSA. 
 
 
Com esses conceitos iniciais, vamos conhecer então os dois focos da Lei 
nº 9.883/99: o Sistema Brasileiro de Inteligência e a Agencia Brasileira 
de Inteligência. 
Aos trabalhos: 
 
2. Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) 
 
Segundo estabelece art. 1º da Lei nº 9.883/99, fica instituído o Sistema 
Brasileiro de Inteligência, que integra as ações de planejamento e execução 
das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer 
subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse 
nacional. 
O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) deve ainda cumprir e 
preservar os direitos e garantias individuais e demais dispositivos da 
Constituição Federal, os tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais 
em que a República Federativa do Brasil seja parte ou signatário, e a legislação 
ordinária. 
O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável, portanto, pelo processo 
de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo 
decisório do Poder Executivo, bem como pela salvaguarda da informação 
contra o acesso de pessoas ou órgãos não autorizados. 
 
 
 
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¾ O SISBIN tem como FUNDAMENTOS: 
9 a preservação da soberania nacional; 
9 a defesa do Estado Democrático de Direito; e 
9 a dignidade da pessoa humana. 
 
 
Ok, professor, entendi direitinho a finalidade e os fundamentos do 
SISBIN, mas pergunto: quem é de fato esse SISBIN? É um sistema 
computacional? É uma composição de pessoas, instituições? 
A resposta para essas perguntas quem nos dá é o art. 2º da Lei nº 
9.9883/99! 
Segundo este dispositivo, os órgãos e entidades da Administração 
Pública Federal que, direta ou indiretamente, possam produzir 
conhecimentos de interesse das atividades de inteligência, em especial 
aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações 
exteriores, constituirão o Sistema Brasileiro de Inteligência, na forma de 
ato do Presidente da República. 
Ah, professor, beleza! Mas, já que são órgãos e entidades da 
Administração Pública Federal, eu gostaria de saber quem são eles. A Lei tem 
essa resposta também? 
A Lei nº 9.883/99 não, mas o Decreto nº 4.376/02, que a regulamenta, 
sim! Segura um pouquinho sua ansiedade aí que já já você vai saber quem são 
eles, quando estudarmos o citado Decreto. Muita calma nessa hora, ok?! 
O que a Lei nos informa é que compor o SISBIN não é exclusividade 
apenas desses tais órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Sabe 
por quê? 
Eis a resposta: 
 
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¾ Mediante AJUSTES ESPECÍFICOS e CONVÊNIOS, ouvido o 
competente órgão de controle externo da atividade de 
inteligência, as Unidades da Federação poderão compor o 
Sistema Brasileiro de Inteligência. 
 
Órgão de controle externo da atividade de inteligência, professor?! Tem 
mais esse aí? 
Sim, mais esse aí! Falaremos dele logo adiante! Antes disso, vamos 
tratar agora da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN. 
 
 
3. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) 
 
3.1. Finalidade e Competências 
 
Em seu art. 3º, a Lei nº 9.883/98 cria a Agência Brasileira de 
Inteligência - ABIN, órgão da Presidência da República, que, na posição de 
órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, terá a seu cargo 
planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de 
inteligência do País, obedecidas à política e às diretrizes superiormente 
traçadas nos termos legais. 
Para que você fixe melhor essa importante informação, temos a seguinte 
figura: 
 
 
 
 
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Bom, mas as atribuições da ABIN não param por aí. Além delas, à ABIN 
compete: 
9 planejar e executar ações, inclusive sigilosas, relativas à 
obtenção e análise de dados para a produção de 
conhecimentos destinados a assessorar o Presidente da 
República; 
9 planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis, 
relativos aos interesses e à segurança do Estado e da sociedade; 
9 avaliar as ameaças, internas e externas, à ordem 
constitucional; 
9 promover o desenvolvimento de recursos humanos e da 
doutrina de inteligência, e realizar estudos e pesquisas para 
o exercício e aprimoramento da atividade de inteligência. 
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Os órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência fornecerão 
à ABIN, nos termos e condições a serem aprovados mediante ato presidencial, 
para fins de integração, dados e conhecimentos específicos relacionados com a 
defesa das instituições e dos interesses nacionais. 
As atividades de inteligência serão desenvolvidas, no que se refere aos 
limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, com: 
 
 
 
 
9 irrestrita observância dos direitos e garantias individuais; 
9 fidelidade às instituições e aos princípios éticos que 
regem os interesses e a segurança do Estado. 
 
A ABIN, observada a legislação e normas pertinentes, e objetivando o 
desempenho de suas atribuições, poderá firmar convênios, acordos, contratos 
e quaisquer outros ajustes. 
A ABIN será dirigida por um Diretor-Geral, cujas funções serão 
estabelecidas no decreto que aprovar a sua estrutura organizacional. 
 
 
 
 
¾ São PRIVATIVAS do Presidente da República a escolha e a 
nomeação do Diretor-Geralda ABIN, após aprovação de seu 
nome pelo Senado Federal. 
 
A elaboração e edição do regimento interno da ABIN serão de 
responsabilidade de seu Diretor-Geral, que o submeterá à aprovação do 
Presidente da República. O regimento interno da ABIN disporá sobre a 
competência e o funcionamento de suas unidades, assim como as atribuições 
dos titulares e demais integrantes destas. 
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¾ Os atos da ABIN, cuja publicidade possa comprometer o êxito 
de suas atividades sigilosas, deverão ser publicados em 
EXTRATO. 
¾ A obrigatoriedade de publicação dos atos em extrato independe 
de serem de caráter ostensivo ou sigiloso os recursos 
utilizados, em cada caso. 
 
Incluem-se entre os atos acima citados os referentes ao seu peculiar 
funcionamento, como às atribuições, à atuação e às especificações dos 
respectivos cargos, e à movimentação dos seus titulares. 
As atividades de controle interno da ABIN, inclusive as de contabilidade 
analítica, serão exercidas pela Secretaria de Controle Interno da 
Presidência da República. 
 
3.2. O Acesso a Documentos de Inteligência 
 
Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de 
inteligência produzidos, em curso ou sob a custódia da ABIN somente 
poderão ser fornecidos, às autoridades que tenham competência legal 
para solicitá-los, pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da 
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com 
base na legislação em vigor, excluídos aqueles cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 
O fornecimento de documentos ou informações, não abrangidos pelas 
hipóteses acima previstas, será regulado em ato próprio do Chefe do Gabinete 
de Segurança Institucional da Presidência da República. 
 A autoridade ou qualquer outra pessoa que tiver conhecimento ou 
acesso a esse documentos ou informações obriga-se a manter o respectivo 
sigilo, sob pena de responsabilidade administrativa, civil e penal, e, em se 
tratando de procedimento judicial, fica configurado o interesse público de que 
trata o art. 155, inciso I, do Código de Processo Civil, devendo qualquer 
investigação correr, igualmente, sob sigilo. 
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Só para não deixar passar em branco, eis o que estabelece o art. 115, 
inciso I, do Código Civil: 
Código Civil Brasileiro 
Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em 
segredo de justiça os processos: 
I - em que o exigir o interesse público; 
A ABIN somente poderá comunicar-se com os demais órgãos da 
administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com o 
conhecimento prévio da autoridade competente de maior hierarquia do 
respectivo órgão, ou um seu delegado. 
 
3.3. A ABIN e a Política Nacional de Inteligência 
 
A execução da Política Nacional de Inteligência, fixada pelo Presidente da 
República, será levada a efeito pela ABIN, sob a supervisão da Câmara de 
Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo. 
Antes de ser fixada pelo Presidente da República, a Política Nacional de 
Inteligência será remetida ao exame e sugestões do competente órgão de 
controle externo da atividade de inteligência. 
Chegou a hora então de conhecermos esse tal órgão de controle externo 
da atividade de inteligência, importantíssimo para o bom funcionamento da 
execução das atividades de inteligência em nosso pais! 
A resposta, no próximo tópico! 
 
4. Órgão de Controle Externo da Atividade de Inteligência 
 
O controle e fiscalização EXTERNOS da atividade de inteligência serão 
exercidos pelo Poder Legislativo na forma a ser estabelecida em ato do 
Congresso Nacional. 
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Este ato definirá o funcionamento do órgão de controle e a forma de 
desenvolvimento dos seus trabalhos com vistas ao controle e fiscalização dos 
atos decorrentes da execução da Política Nacional de Inteligência. 
E quem então comporá esse órgão??? 
 
 
 
 
¾ Integrarão o ÓRGÃO DE CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE 
DE INTELIGÊNCIA os líderes da maioria e da minoria na 
Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como os 
Presidentes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa 
Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para não esquecer: 
 
 
 
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Pronto! Sobre a Lei nº 9.883/99 era o que tínhamos para falar. A hora é 
de exercitarmos. Um detalhe: quem mai elaborou questões (e ainda poucas!) 
sobre esta norma foi a banca Cespe, obviamente em concursos para cargos da 
ABIN. A FCC também tem, porém ainda mais raras. Bom, mas juntei todas 
aqui, complementando a lista com mais algumas elaboradas pela nossa banca 
"Estratégia e Girão", beleza? 
Aos trabalhos: 
 
 
 
 
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens a 
seguir, relativos à legislação de interesse da 
atividade de inteligência. 
19. A execução da Política Nacional de Inteligência é fixada pela ABIN, sob a 
supervisão da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de 
Governo. 
20. Os atos da ABIN cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas 
atividades sigilosas devem ser publicados em extrato. 
21. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são 
exercidos pelo presidente da República. 
22. As atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que se refere 
aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, 
independentemente da observância dos direitos e das garantias individuais e 
para fins de assessoramento ao presidente da República. 
Comentário 19: 
Tem falha grosseira aí! A execução da Política Nacional de Inteligência 
NÃO é fixada pela ABIN, e sim pelo Presidente da República. A ABIN tem a 
incumbência de levar a efeito a Política Nacional de Inteligência (art. 5º da Lei 
nº 9.883/99). 
Gabarito: Errado 
Comentário 20: 
Certinha e foi exatamente o que acabamos de estudar! Os atos da ABIN 
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cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas atividades sigilosas devem 
ser publicados em extrato (art. 9º). 
Gabarito: Certo 
Comentário 21: 
Nessa você, meu aluno do Estratégia, não caiu, tenho certeza! 
O controle e fiscalização externos da atividade de inteligência serão 
exercidos pelo Poder Legislativo na forma a ser estabelecida em ato do 
Congresso Nacional (art. 6º). Erra a assertiva, portanto, ao afirmar que essa 
atribuição é do Presidente da República.Gabarito: Errado 
Comentário 22: 
Outra questão que traz um erro muito bobinho, mas perigoso.... 
Corrigindo: as atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que 
se refere aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, 
com irrestrita independentemente da observância dos direitos e das garantias 
individuais e para fins de assessoramento ao presidente da República. 
Não há qualquer ressalva quanto a essa obrigação de respeito A`s 
garantias individuas, ok? 
Gabarito: Errado 
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os 
seguintes itens, relativos à legislação de interesse da atividade de 
inteligência. 
23. O SBI, em suas ações, deve cumprir e preservar os direitos e garantias 
individuais e demais dispositivos da CF e das leis ordinárias, mas não os 
derivados de tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais, tendo em 
vista que o SBI tem como fundamento a preservação da soberania nacional. 
24. As unidades da Federação podem compor o SBI, mediante ajustes 
específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da 
atividade de inteligência. 
25. Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução 
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de 
assessoramento ao presidente da República. 
Comentário 23: 
Por que excluir da regra os tratados, convenções, acordos e ajustes 
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou 
signatário? Não, não! 
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O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN ou SBI) deve cumprir e 
preservar os direitos e garantias individuais e demais dispositivos da 
Constituição Federal, assim como dos tratados, das convenções, dos acordos e 
ajustes internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou 
signatário, e a legislação ordinária (art. 1º, §1º). 
Gabarito: Errado 
Comentário 24: 
Exato e foi o que destaquei aqui na aula: 
 
 
 
 
 
 
Lembre-se que o legislador utilizou a expressão "poderão", o que não 
significa uma obrigação, e sim uma faculdade, uma opção das Unidades da 
Federação. 
Gabarito: Certo 
Comentário 25: 
Essa tá muito fácil! 
Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução 
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de 
assessoramento ao presidente da República. 
Dados ilícitos é brincadeira... 
Gabarito: Errado 
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base 
na Lei n.º 9.883/1999, que instituiu o Sistema Brasileiro de 
Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência 
(ABIN), julgue os itens seguintes. 
26. Nas atividades de inteligência, o uso de técnicas e meios sigilosos com 
potencial suficiente para ferir direitos e garantias individuais só pode ocorrer 
mediante o conhecimento e a autorização prévia do presidente do Conselho 
Consultivo do SISBIN e exclusivamente nos casos que envolvam a segurança 
do Estado. 
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27. Os órgãos e entidades da administração pública federal que produzirem, 
direta ou indiretamente, conhecimentos de interesse das atividades de 
inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança 
interna e relações exteriores, são membros natos do SISBIN. 
28. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do SISBIN, somente pode 
comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta 
ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da autoridade 
competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um delegado seu. 
Comentário 26: 
O que é isso, pelo amor de Deus!!! 
Possibilitar o uso de técnicas e meios sigilosos com potencial suficiente 
para ferir direitos e garantias individuais? E com prévia autorização do 
Conselho Consultivo do SISBIN? 
Onde tem isso na Lei nº 9.883/99? Em canto nenhum! 
Gabarito: Errado 
Comentário 27: 
Certíssima! A assertiva parafraseou o caput do art. 2º da Lei nº 
9.883/99. Confira: 
Art. 2o Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que, 
direta ou indiretamente, possam produzir conhecimentos de 
interesse das atividades de inteligência, em especial aqueles 
responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações 
exteriores, constituirão o Sistema Brasileiro de Inteligência, na forma 
de ato do Presidente da República. 
Gabarito: Certo 
Comentário 28: 
Verdade, verdadeiríssima. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do 
SISBIN, somente pode comunicar-se com os demais órgãos da administração 
pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos 
estados, do Distrito Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da 
autoridade competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um 
delegado seu (art. 10). 
Gabarito: Certo 
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base na Lei 
n.º 9.883/1999, que instituiu o SISBIN e criou a ABIN, julgue os 
 seguintes itens . 
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29. Os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem aquisições de 
bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das atividades 
sigilosas da agência devem ser publicados em extrato, cabendo ao gestor 
utilizar, nesses casos, recursos orçamentários sigilosos. 
30. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são 
exercidos pela Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do 
Congresso Nacional, criada junto com a ABIN. Integram-na os presidentes das 
Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal, os líderes da maioria e minoria na Câmara dos Deputados 
e no Senado Federal e o presidente do Tribunal de Contas da União. 
Comentário 29: 
De fato, os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem 
aquisições de bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das 
atividades sigilosas da agência devem ser publicados em extrato. No entanto 
não há essa obrigação de o gestor utilizar, nesses casos, recursos 
orçamentários sigilosos. 
A obrigatoriedade de publicação dos atos em extrato independe de 
serem de caráter ostensivo ou sigiloso os recursos utilizados, em cada 
caso (art. 9º caput e §§). 
Gabarito: Errado 
Comentário 30: 
O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são 
exercidos pelo Poder Legislativo. Essa tal Comissão Mista de Controle de 
Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional não foi criada junto com a ABIN 
(senão ter[irmãos estudado sobre ela) 
E mais: o presidente do Tribunal de Contas da União não faz parte 
desse órgão de controle da atividade de inteligência do nosos país. 
Já esqueceu a composição desse órgão? Deixa e eu refrescar a sua 
memória: 
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www.estrategiaconcursos.com.br | Profs. Herculano e Girão 69 de 111Gabarito: Errado 
31. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Assinale a opção correta, à luz do que estabelece a Lei nº 
9.883/1999. 
(A) A ABIN será dirigida por um Superintendente-Geral, cujas funções serão 
estabelecidas no regimento que aprovar a sua estrutura organizacional. 
(B) A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de 
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de 
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação 
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado 
é entendida como contrainteligência. 
(C) Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de 
inteligência sob a custódia da ABIN poderão ser fornecidos a qualquer 
autoridade pública pelo Chefe do Gabinete da Segurança Institucional da 
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com 
base na legislação em vigor. 
(D) É a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que 
exercerá as atividades de controle interno da ABIN. Inclui-se nesse escopo até 
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as atividades de contabilidade analítica. 
(E) A Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, órgão vinculado à Presidência 
da República, terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e 
controlar as atividades de inteligência do País. 
Comentário: 
Item A - Dois erros na assertiva! Primeior: A ABIN será dirigida por um 
Diretor-Geral Superintendente-Geral. Segundo: as funções desse Diretor-
Geral serão estabelecidas no decreto regimento que aprovar a sua estrutura 
organizacional (art. 8º). (Errado) 
Item B - Você não pode ir para a sua prova sem saber direitinho diferenciar os 
conceitos de inteligência e de contrainteligência trazidos pela Lei nº 9.883/99. 
São conceitos fundamentais e têm grandes chances de serem cobrados em sua 
prova! O item aqui, por exemplo, deu uma escorregada trocando as bolas! 
Vamos corrigi-lo: 
 A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de 
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de 
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação 
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado 
é entendida como INTELIGÊNCIA (art. 1º, §2º). 
Segundo o §3º do mesmo artigo, entende-se como contrainteligência a 
atividade que objetiva neutralizar a inteligência adversa. (Errado) 
Item C - Muito cuidado com a leitura rápida, pois as informações ou 
documentos a que se refere o item não poderão ser fornecidos a qualquer 
autoridade pública. E mais: não é todo e qualquer documento que pode ser 
fornnecido, como deixa a entender a afirmação. Há exceções à regra! Vamos 
revisa o conteúdo do caput do art. 9-A, aqui estudado: 
Art. 9º A - Quaisquer informações ou documentos sobre as 
atividades e assuntos de inteligência produzidos, em curso ou sob a 
custódia da ABIN somente poderão ser fornecidos, às autoridades 
que tenham competência legal para solicitá-los, pelo Chefe do 
Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, 
observado o respectivo grau de sigilo conferido com base na 
legislação em vigor, excluídos aqueles cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 
(Errado) 
Item D - Agora sim um item correto! De fato, as atividades de controle interno 
da ABIN, inclusive as de contabilidade analítica, serão exercidas pela Secretaria 
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de Controle Interno da Presidência da República. 
Item E - Erro discreto, mas bem grosseiro do item! Não esqueça: a Agência 
Brasileira de Inteligência - ABIN não é órgão vinculado à Presidência da 
República. É um órgão DA Presidência da República, portanto, subordinado a 
Presidência. Como você bem sabe, no Direito Administrativo, ser subordinado é 
beeemmm diferente do que ser vinculado. Quanto às atribuições listadas, tudo 
bem, estão certinhas. Não se esqueça também que a ABIN é o órgão central do 
Sistema Brasileiro de Inteligência, ok? 
Gabarito: Letra "D" 
32. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] Simão, 
pretende ocupar o cargo de Diretor Geral da ABIN. Neste caso, de 
acordo com a Lei no 9.883/1999, a escolha e a nomeação do Diretor-
Geral da ABIN são privativas do Presidente 
(A) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Presidente da 
República. 
(B) do Congresso Nacional após aprovação de seu nome pelo Presidente da 
República. 
(C) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional. 
(D) da República após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional. 
(E) da República após aprovação de seu nome pelo Senado Federal. 
Comentário: 
Questão tranquilíssima de se resolver e o melhor: uma das filhas únicas 
da Fundação Carlos Chagas sobre a norma em estudo. Para respondê-la, é 
só se lembrar de outro quadro-destaque nosso: 
 
Gabarito: Letra "E" 
33. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com 
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a Lei no 9.883/1999, integrarão o órgão de controle externo da 
atividade de inteligência, dentre outros, 
(A) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional 
da Câmara dos Deputados. 
(B) o Presidente do Congresso Nacional. 
(C) os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal. 
(D) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional 
do Senado Federal. 
(E) o Presidente da Mesa do Senado Federal. 
Comentário: 
Mais uma vez para você não se esquecer nunca mais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos então aos itens! 
 
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Item A - o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa 
Nacional da Câmara dos Deputados. --> Errado 
Item B - o Presidente do Congresso Nacional. --> Errado 
Item C - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no 
Senado Federal. --> Ok 
Item D - o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa 
Nacional do Senado Federal. --> Errado 
Item E - o Presidente da Mesa do Senado Federal. --> Errado 
Gabarito: Letra "C" 
 
 
IV - O SISBIN E O DECRETO Nº 4.376/02 
 
 
1. Introdução 
 
O Decreto nº 4.376/02 tem por objetivo regulamentar a Lei nº 9.883/89, 
dispondo sobre a organização e funcionamento do SISBIN. Nessa parte da 
aula, estudaremos a composição do Sistema, de seu Conselho Consultivo e 
daremos também um olhar mais a fundo no papel da ABIN especificamente no 
âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência. 
Em seus art. 1º, §§1º e 2º, o Decreto também conceitua o SISBIN. 
Como são conceitos praticamente idênticos ao da Lei, não vamos aqui repeti-
los, já que foram estudados no primeiro tópico. 
Do mesmo modo, em seus arts. 2º e 3º, o Decreto repete os conceitosde inteligência e de contrainteligência, só que não tão igual ao da lei e, por 
esse motivo, prefiro trazê-los novamente, destacando, em vermelho, as 
diferenças entre os conceitos nas duas normas. A banca pode te pedir o 
conhecimento mais simples, o trazido pela Lei, como pode te pedir o mais 
completo, trazido pelo Decreto. Sugiro que você os conheça muito bem! 
Ambos! 
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Então vamos lá. Segundo o Decreto nº 4.376/02: 
 
 
 
 
¾ Entende-se como INTELIGÊNCIA a atividade que objetiva a 
obtenção e análise de dados e informações e de produção e 
difusão de conhecimentos DENTRO e FORA do território 
nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial 
influência: 
9 sobre o processo decisório e a ação governamental; e 
9 sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do 
Estado. 
¾ Entende-se como CONTRA-INTELIGÊNCIA a atividade que 
objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a 
inteligência adversa e ações de qualquer natureza que 
constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e 
conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do 
Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou 
em que transitem. 
 
 
Perceba que o conceito de contrainteligência do Decreto é bem mais 
completo do que o da Lei e é por isso que você deve conhecer do dois para a 
sua prova. Normalmente, a banca cita no comando da questão o dispositivo 
legal a que ele se refere e, sabendo de quem é quem, você não perderá de 
vista pontos preciosos, caso tais conceitos venham a ser cobrados. 
Bom dito isto, vamos então ao que mais interessa sobre o Decreto nº 
4.376/02: a composição do SISBIN! 
A partir do próximo tópico, começaremos a responder aquelas perguntas 
feitas no primeiro tópico sobre quem, que órgãos ou entidades, compõem o 
Sistema Brasileiro de Inteligência. Agora sim, preciso que você se debruce com 
calma e com carinho nessa composição, tentando memorizá-la ao máximo, 
pois é alvo potencial de questões para um elaborador de provas. 
Concentração e foco total, ok? 
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2. Composição do Sistema Brasileiro de Inteligência 
 
O Sistema Brasileiro de Inteligência, o nosso famoso SISBIN, é composto 
de um montão de órgãos e entidades e a primeira informação importantíssima 
que você não pode se esquecer diz respeito a quem exerce a função de 
coordenação e de órgão central do Sistema. 
São eles: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Destaco ainda que a ABIN é órgão subordinado à Secretaria de Governo 
da Presidência da República. Pois bem, você pode até esquecer os outros 
componentes do SISBIN, mas esse dois aí acima, de jeito nenhum, ok?! 
E que outros componentes são esses mesmo? 
Segundo o art. 4º do Decreto nº 4.376/02, o Sistema Brasileiro de 
Inteligência é composto ainda pelos seguintes órgãos (em ordem alfabética): 
 
 
 
 
 
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2.1. Ministérios 
 
 
 
 
¾ Casa Civil da Presidência da República: 
por meio de sua Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: 
por meio de sua Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério da Ciência e Tecnologia: 
por meio do Gabinete do Ministro de Estado. 
 
¾ Ministério das Comunicações 
por meio de sua Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério da Defesa 
por meio : 
9 da Subchefia de Inteligência Estratégica; 
9 da Assessoria de Inteligência Operacional; 
9 da Divisão de Inteligência Estratégico-Militar da 
Subchefia de Estratégia do Estado-Maior da Armada; 
9 do Centro de Inteligência da Marinha; 
9 do Centro de Inteligência do Exército; 
9 do Centro de Inteligência da Aeronáutica; e 
9 do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção 
da Amazônia; 
 
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¾ Ministério da Fazenda 
por meio: 
9 da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de 
Atividades Financeiras; 
9 da Secretaria da Receita Federal do Brasil; e 
9 do Banco Central do Brasil. 
 
¾ Ministério da Integração Nacional 
por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil. 
 
¾ Ministério da Justiça: 
por meio: 
9 da Secretaria Nacional de Segurança Pública; 
9 da Diretoria de Inteligência Policial do Departamento de 
Polícia Federal; 
9 do Departamento de Polícia Rodoviária Federal; 
9 do Departamento Penitenciário Nacional; e 
9 do Departamento de Recuperação de Ativos e 
Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional 
de Justiça; 
 
¾ Ministério do Meio Ambiente 
por meio: 
9 da Secretaria-Executiva; e 
9 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis - IBAMA; 
 
¾ Ministério de Minas e Energia 
por meio de sua Secretaria-Executiva. 
 
 
 
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¾ Ministério do Trabalho e da Previdência Social 
por meio da Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério das Relações Exteriores 
por meio: 
9 da Secretaria-Geral de Relações Exteriores; e 
9 da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos 
Transnacionais. 
 
¾ Ministério da Saúde 
por meio: 
9 do Gabinete do Ministro de Estado; e 
9 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. 
 
¾ Casa Militar da Presidência da República 
por meio da Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério do Trabalho e Emprego 
por meio da Secretaria-Executiva. 
 
¾ Ministério dos Transportes 
por meio: 
9 de sua Secretaria-Executiva; e 
9 do Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes - DNIT. 
 
 
 
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Professor, tenho que saber todos eles, sério?! 
É, caro aluno, em se tratando de provas de concurso, não tem outro 
jeito: tem que memorizar mesmo! Bom, mas para ser um servidor do TRF 2ª, 
acho que vale o esforço! 
Continuando, saiba que o funcionamento do Sistema Brasileiro de 
Inteligência deverá ser efetivado mediante articulação coordenada dos 
órgãos que o constituem, respeitada a autonomia funcional de cada um e 
observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e 
salvaguarda de assuntos sigilosos. 
 
 
 
 
¾ Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o 
competente órgão de controle externo da atividade de 
inteligência, as UNIDADES DA FEDERAÇÃO poderão compor o 
Sistema Brasileiro de Inteligência. 
 
E na prática é isso mesmo que já vemacontecendo. Praticamente todas 
as Unidades da Federação têm representantes seus no SISBIN! Só não se 
esqueça que essa participação não é obrigatória, apenas facultativa ("poderão 
compor"). 
Ok, professor, já memorizei, mas agora pergunto: e quais serão mesmo 
as competências desses órgãos no âmbito do SISBIN? 
A resposta está no art. 6º do Decreto nº 4.376/02 ao estabelecer que 
cabe aos órgãos que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência, no âmbito 
de suas competências: 
9 produzir conhecimentos, em atendimento às prescrições dos 
planos e programas de inteligência, decorrentes da Política Nacional 
de Inteligência; 
9 planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de 
dados e informações; 
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9 intercambiar informações necessárias à produção de 
conhecimentos relacionados com as atividades de inteligência e 
contra-inteligência; 
9 fornecer ao órgão central do Sistema, para fins de integração, 
informações e conhecimentos específicos relacionados com a 
defesa das instituições e dos interesses nacionais; e 
9 estabelecer os respectivos mecanismos e procedimentos 
particulares necessários às comunicações e ao intercâmbio de 
informações e conhecimentos no âmbito do Sistema, observando 
medidas e procedimentos de segurança e sigilo, sob coordenação da 
ABIN, com base na legislação pertinente em vigor. 
 
Sobre os órgãos que compõem o SISBIN, não temos nada mais a 
declarar, a não ser darmos agora uma atenção um pouco mais especial à 
Agência Brasileiro de Inteligência (ABIN), o órgão central do SISBIN, 
focando em dois aspectos: suas competências dentro desse Sistema e as 
particularidades de um de seus principais órgãos internos, o Departamento 
de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência. 
Aos trabalhos! 
 
 
3. A ABIN no âmbito do SISBIN 
 
 
Na condição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, a ABIN 
a exerce importante papel e tem a seu cargo as seguintes atribuições: 
9 estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos, a 
serem produzidos pelos órgãos que constituem o Sistema Brasileiro 
de Inteligência, e consolidá-las no Plano Nacional de Inteligência; 
9 coordenar a obtenção de dados e informações e a produção 
de conhecimentos sobre temas de competência de mais de um 
membro do Sistema Brasileiro de Inteligência, promovendo a 
necessária interação entre os envolvidos; 
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9 acompanhar a produção de conhecimentos, por meio de 
solicitação aos membros do Sistema Brasileiro de Inteligência, para 
assegurar o atendimento da finalidade legal do Sistema; 
9 analisar os dados, informações e conhecimentos recebidos, 
com vistas a verificar o atendimento das necessidades de 
conhecimentos estabelecidas no Plano Nacional de Inteligência; 
9 integrar as informações e os conhecimentos fornecidos pelos 
membros do Sistema Brasileiro de Inteligência; 
9 solicitar dos órgãos e entidades da Administração Pública 
Federal os dados, conhecimentos, informações ou documentos 
necessários ao atendimento da finalidade legal do Sistema; 
9 promover o desenvolvimento de recursos humanos e 
tecnológicos e da doutrina de inteligência, realizar estudos e 
pesquisas para o exercício e aprimoramento da atividade de 
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do Sistema 
Brasileiro de Inteligência; 
9 representar o Sistema Brasileiro de Inteligência perante o 
órgão de controle externo da atividade de inteligência. 
9 prover suporte técnico e administrativo às reuniões do 
Conselho e ao funcionamento dos grupos de trabalho, 
solicitando, se preciso, aos órgãos que constituem o Sistema 
colaboração de servidores por tempo determinado, observadas as 
normas pertinentes. 
 
 
 
¾ EXCETUA-SE das atribuições acima a atividade de 
INTELIGÊNCIA OPERACIONAL necessária ao planejamento 
e à condução de campanhas e operações militares das 
Forças Armadas, no interesse da defesa nacional. 
 
 
Entendi, professor, mas olhando para a última atribuição citada, que 
Conselho é esse a que ela se refere? 
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Resposta: o Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de 
Inteligência! 
Como é composto e o que ele faz, estudaremos no último tópico desta 
aula. Antes disso, preciso ainda terminar de falar sobre a ABIN. Segura aí! 
Para cumprir com tantas atribuições assim, é de se imaginar que a ABIN 
tenha uma estrutura organizacional composta de vários órgãos internos. E tem 
mesmo! No entanto, pela sua importância e sua especificidade no contexto do 
SISBIN, o Decreto nº 4.376/02 resolveu dar atenção especial a um desses 
órgãos, trazendo regras específicas para ele. Esse órgão interno da ABIN é o 
Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência, a 
ser estudado no próximo tópico! 
 
3.1. O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de 
Inteligência 
 
O Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência é 
órgão interno da ABIN e tem por atribuição coordenar a articulação do 
fluxo de dados e informações oportunas e de interesse da atividade de 
Inteligência de Estado, com a finalidade de subsidiar o Presidente da 
República em seu processo decisório. 
A ABIN poderá manter no Departamento de Integração do Sistema 
Brasileiro de Inteligência, em caráter permanente, representantes dos órgãos 
componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência no Departamento de 
Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência. Para isso, a ABIN poderá 
requerer aos órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência a 
designação de representantes para atuarem no Departamento de Integração 
do Sistema Brasileiro de Inteligência. 
Uma vez escolhidos, esses representantes cumprirão expediente no 
Centro de Integração do Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de 
Inteligência da ABIN, ficando dispensados do exercício das atribuições 
habituais no órgão de origem e trabalhando em regime de 
disponibilidade permanente, na forma do disposto no regimento interno da 
ABIN, a ser proposto pelo seu Diretor-Geral e aprovado pelo Ministro de 
Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da 
República. 
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Mesmo sendo dispensados do exercício das atribuições habituais no 
órgão de origem, tais representantes poderão acessar, por meio eletrônico, 
as bases de dados de seus órgãos de origem, respeitadas as normas e 
limites de cada instituição e as normas legais pertinentes à segurança, 
ao sigilo profissional e à salvaguarda de assuntos sigilosos. 
Beleza? Guarde bem essas informações e sigamos para o estudo do 
último agente importante do SISBIN, regulamentado pelo Decreto nº4.376/02: 
o Conselho Consultivo Brasileiro de Inteligência. 
 
4. O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de 
Inteligência 
 
Caro aluno, um Conselho Consultivo, órgão compostopor diversos 
agentes (um colegiado), se destina a orientar, fiscalizar, auxiliar e aconselhar 
determinado órgão, empresa ou Sistema. Trata-se de uma instância apenas de 
consulta, e não de execução ou operacionalização propriamente dita de 
determinada atividade ou atribuição. 
No âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência, há também um 
Conselho, criado pelo Decreto nº 4.376/02, que se propõe a ser essa instância 
consultiva, orientadora: trata-se do Conselho Consultivo do Sistema 
Brasileiro de Inteligência. 
Vamos conhecê-lo! 
 
4.1. As Competências do Conselho 
 
O Decreto nº 4.376/02 institui o Conselho Consultivo do Sistema 
Brasileiro de Inteligência, colegiado vinculado à Secretaria de Governo 
da Presidência da República, cujas competências são as seguintes: 
9 emitir pareceres sobre a execução da Política Nacional de 
Inteligência; 
9 propor normas e procedimentos gerais para o intercâmbio de 
conhecimentos e as comunicações entre os órgãos que constituem o 
Sistema Brasileiro de Inteligência, inclusive no que respeita à 
segurança da informação; 
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9 contribuir para o aperfeiçoamento da doutrina de inteligência; 
9 opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades 
ao Sistema Brasileiro de Inteligência; 
9 propor a criação e a extinção de grupos de trabalho para 
estudar problemas específicos, com atribuições, composição e 
funcionamento regulados no ato que os instituir; e 
9 propor ao seu Presidente o regimento interno. 
E para saber quem é o Presidente do Conselho, é necessário conhecer sua 
composição. 
 
4.2. A Composição do Conselho 
 
Como eu disse, um Conselho é um órgão Colegiado, ou seja, composto 
por várias pessoas ou órgãos. Pois bem, vários são os membros do Conselho 
Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência e aqui também não tem muito 
jeito não: o negócio é tentar memorizar quem é essa turma. 
Para facilitar o seu estudo, começo dizendo logo que há dois órgãos que 
não podem deixar de faltar no Conselho. Dou um doce se você adivinhar! 
São eles: 
 
 
 
 
 
Outra dica interessante é que, de todos os Ministérios que fazem parte 
do SISBIN, apenas 04 deles são representados por alguns de seus órgãos 
internos. Esses Ministérios são os seguintes: 
 
 
 
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Bom, mas eu disse que esses Ministérios participam do Conselho por 
meio de órgãos internos que o representam, não foi? 
Esses tais órgãos são então os seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Todos os membros do Conselho indicarão os respectivos suplentes. 
 
 
 
 
¾ O Conselho é PRESIDIDO pelo MINISTRO CHEFE DA 
SECRETARIA DE GOVERNO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 
que indicará seu substituto eventual. 
¾ Aos membros do Conselho serão concedidas credenciais de 
segurança no grau "SECRETO". 
¾ A participação no Conselho não enseja NENHUM TIPO DE 
REMUNERAÇÃO e será considerada SERVIÇO DE NATUREZA 
RELEVANTE. 
 
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4.3. As reuniões do Conselho 
 
O Conselho poderá se reunir de duas formas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mediante convite de qualquer membro do Conselho, representantes 
de outros órgãos ou entidades poderão participar das suas reuniões, como 
assessores ou observadores. 
O presidente do Conselho poderá convidar para participar das 
reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos 
constantes da pauta. 
As despesas com deslocamento e estada dos membros do Conselho 
correrão à custa de recursos dos órgãos que representam, salvo no casos dos 
cidadãos de notório saber ou especialização convidados pelo presidente do 
Conselho, quando correrão à custa dos recursos da ABIN. 
Pronto, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência você tem em mãos 
tudo o que você precisa saber para a sua prova. Antes de fecharmos a aula, 
vamos então a alguns exercícios sobre o Decreto nº 4.376/02. Aqui teremos 
também todas as raríssimas questões já aplicadas em concursos sobre o citado 
normativo. 
Aos trabalhos! 
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[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens de 
a seguir, relativos à legislação de interesse da atividade de 
inteligência. 
34. Considera-se inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e 
informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do 
território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial 
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a 
segurança da sociedade e do Estado. 
35. O Sistema Brasileiro de Inteligência funciona mediante articulação 
coordenada dos órgãos que o constituem, os quais não são dotados de 
autonomia funcional. 
Comentário 34: 
Aqui o enunciado foi bem genérico no intuito cclaro de saber se o 
candidato está mesmo sabendo os conceitos de inteligência e contrainteligência 
contidos tanto na Lei nº 9.883/99 como no Decreto nº 4.376/02. Como ela não 
citou de qual normativo ela tirou o conceito por ela apresentado, vamos checar 
se está certinho à luz de um ou de outro normativo. Antes de analisá-lo, vamos 
revisar tais conceitos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Logo, podemos concluir que a questão utiliza o conceito do Decreto nº 
4.376/02 ao conceituar inteligência como a atividade de obtenção e análise 
de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e 
fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial 
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a 
segurança da sociedade e do Estado. 
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E o faz corretamente! 
Gabarito: Certo 
Comentário 35: 
Oh, Jesus... Esse item está errado e está bem tranquilo para quem 
realmente estudou as normas de inteligência! 
Vamos ajeitar a coisa: o funcionamento do Sistema Brasileiro de 
Inteligência deverá ser efetivado mediante articulação coordenada dos órgãos 
que o constituem, respeitada a autonomia funcional de cada um e 
observadas as normas legais pertinentes a segurança, sigilo profissional e 
salvaguarda de assuntos sigilosos. 
Gabarito: Errado 
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA± ABIN ± 2010] Com relação 
ao Decreto n.º 4.376/2002, que dispõe sobre a organização e o 
funcionamento do SISBIN, julgue os seguintes itens. 
36. Entre as atribuições da ABIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos 
humanos e tecnológicos e da doutrina de inteligência, bem como a realização 
de estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento das atividades de 
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do SISBIN. 
37. O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução 
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da 
República nos assuntos de interesse nacional, cabendo à ABIN, órgão central 
do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos a serem 
produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no Plano Nacional de 
Inteligência. 
Comentário 36: 
Exatamente e é a pura literalidade do art. 10, inciso VII, do Decreto nº 
4.376/02! 
Vimos aqui que, de fato, dentre as atribuições da ABIN no âmbito do 
SISBIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos humanos e tecnológicos e 
da doutrina de inteligência, bem como a realização de estudos e pesquisas para 
o exercício e aprimoramento das atividades de inteligência, em coordenação 
com os demais órgãos do Sistema. 
Gabarito: Certo 
Comentário 37: 
Outra que está certinha também e que unificou informações trazidas por 
dois dispositivos do Decreto nº 4.376/02. 
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 O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução 
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da 
República nos assuntos de interesse nacional (art. 1º, §1º), cabendo à ABIN, 
órgão central do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos 
específicos a serem produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no 
Plano Nacional de Inteligência (art. 10, inciso I). 
Gabarito: Certo 
[CESPE ± OFICIAL TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] De acordo 
com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002 sobre a organização e 
funcionamento do SISBIN, julgue o próximo item. 
38. As unidades da Federação podem compor o SISBIN, mediante ajustes 
específicos e convênios e aprovação necessária do conselho consultivo 
instituído pelo referido decreto. 
39. Exige-se, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN presença de, no 
mínimo, dois terços de seus membros. 
Comentário 38: 
Pegadinha do malandro aí! Lembre-se de uma das regras que aqui 
destacamos (art. 4º, parágrafo único): 
 
 
 
 
 
Erra, portanto, a questão ao afirmar que o órgão que deve ser ouvido é o 
conselho consultivo estabelecido pelo Decreto nº 4.376/02, o Conselho 
Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência. 
Gabarito: Errado 
Comentário 39: 
Vamos aproveitar a questão para revisarmos importantes informações 
sobre as reuniões do Conselho Consultivo do SISBIN: 
 
 
 
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A informação destacada no círculo nos informa que a assertiva e comento 
erra ao dizer que se exige, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN 
presença de, no mínimo, dois terços de seus membros. Exige-se no mínimo a 
maioria de seus membros! 
Gabarito: Errado 
40. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] De acordo com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002, não é um 
órgão que compõe o Sistema Brasileiro de Inteligência: 
(A) A Secretaria da Receita Federal do Brasil e o Banco Central do Brasil, do 
Ministério da Fazenda. 
(B) O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, do 
Ministério da Defesa. 
(C) O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, do 
Ministério dos Transportes. 
(D) A Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento. 
(E) O Gabinete do Ministro de Estado do Ministério do Desenvolvimento Social e 
Agrário. 
Comentário: 
Professor, que maldade!!!!!!! 
É, eu sei, mas a ideia é fazer você se debruçar um pouquinho na 
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composição do SISBIN e tentar memorizar o máximo de membros possível 
desse órgão a fim de não perder questão importante de sua prova! 
Importante porque a grande maioria de seus concorrentes vai errá-la e 
quem acertar uma questão como essa, ganhará posições valiosas na 
classificação final! Beleza? 
Para respondê-la, vamos revisar alguns dos membros do SISBIN, de 
acordo com as opções de resposta: 
Item A - Correto! Compõe o SISBIN: 
 
¾ Ministério da Fazenda 
por meio: 
9 da Secretaria-Executiva do Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras; 
9 da Secretaria da Receita Federal do Brasil; e 
9 do Banco Central do Brasil. 
Item B - Certo! Compõe o SISBIN: 
 
¾ Ministério da Defesa 
por meio : 
9 da Subchefia de Inteligência Estratégica; 
9 da Assessoria de Inteligência Operacional; 
9 da Divisão de Inteligência Estratégico-Militar da Subchefia de 
Estratégia do Estado-Maior da Armada; 
9 do Centro de Inteligência da Marinha; 
9 do Centro de Inteligência do Exército; 
9 do Centro de Inteligência da Aeronáutica; e 
9 do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da 
Amazônia; 
Item C - Certo! Compõe o SISBIN: 
 
¾ Ministério dos Transportes 
por meio: 
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9 de sua Secretaria-Executiva; e 
9 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. 
Item D - Item B - Certo! Compõe o SISBIN: 
 
¾ Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: 
por meio de sua Secretaria-Executiva. 
Item E - Opa!!! O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário não é um dos 
ministérios que compõem o Sistema Brasileiro de Inteligência! Esse é o item 
errado, portanto. 
A dica que dou é que você primeiro memorize quais os ministérios que 
compõem o SISBIN e, em seguida, os órgãos internos de cada um deles. Afinal 
de contas, não esqueça, os ministérios estão representado nos SISBIN por 
meio de um ou mais de seus órgãos. Faça isso e pontos preciosos podem ser 
garantidos em sua prova! 
Gabarito: Letra "E" 
41. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de inteligência foi 
regulamentado pelo Decreto n.º 4.376/2002. Sobre este Conselho, 
julgue os itens a seguir: 
I. O Conselho é presidido pelo Chefe da Agência Brasileira de Inteligência - 
ABIN, que indicará seu substituto eventual. 
II. Ao membro do Conselho será concedida credencial de segurança no grau 
"secreto" e sua participação no Conselho será remunerada e considerada 
serviço de natureza relevante. 
III. Os titulares do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Ministério 
da Justiça e da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da 
Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos, do Ministério das Relações 
Exteriores, fazem parte do Conselho Consultivo do SISBIN. 
IV. Por questõesde segurança, as reuniões do Conselho serão sempre 
realizadas na sede da ABIN, em Brasília e, mediante convite de qualquer 
membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades poderão 
participar das suas reuniões, como assessores ou observadores. 
V. Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao 
Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a execução da 
Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho Consultivo do 
SISBIN. 
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VI. Por decisão da maioria dos seus membros, o Conselho poderá convidar 
para participar das reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre 
assuntos constantes da pauta. 
Está incorreto o que se afirma em: 
(A) III, IV e V 
(B) I, II, IV e VI 
(C) I, II, III e IV 
(D) III, IV, V e VI 
(E) III e V 
Comentário: 
Item I - Cuidado com a leitura apressada! O Conselho é presidido pelo 
Ministro de Estado Chefe da Secreatia de Governo da Presidência da 
República, que indicará seu substituto eventual (art. 8º, §1º). (Errado) 
Item II - Quase certa a questão! De fato, ao membro do Conselho será 
concedida credencial de segurança no grau "secreto", sua participação no 
Conselho será considerada serviço de natureza relevante, mas tal participação 
não enseja nenhum tipo de remuneração (art. 8º, §3º c/c art. 9º, §6º). 
(Errado) 
Item III - Certíssimo o item! Vamos aproveitar para revisar um dos gráficos 
que nós destacamos na aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Item IV - Não é bem assim, pois você terá que separar o joio do trigo, ou seja, 
as reuniões ordinárias e extraordinárias. 
O Conselho reunir-se-á, em caráter ordinário, até três vezes por ano, na 
sede da ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo 
seu Presidente ou a requerimento de um de seus membros. E agora, o pulo do 
gato: a critério do presidente do Conselho, as reuniões extraordinárias 
poderão ser realizadas fora da sede da ABIN (art. 9º, caput e §1º). 
Quanto à segunda afirmação, essa está correta: mediante convite de 
qualquer membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades 
poderão participar das suas reuniões, como assessores ou observadores (art. 
9º, §3º). (Errado) 
Item V - Sem dúvida! Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e 
entidades ao Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a 
execução da Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho 
Consultivo do SISBIN (art. 7º, incisos II e IV). (Certo) 
Item VI - Será mesmo? Claro que não! O Presidente do Conselho (e não a 
maioria dos seus membros) é quem poderá convidar para participar das 
reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes 
da pauta (art. 9º, §4º). 
Logo, está incorreto o que se afirma em I, II, IV e VI 
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Gabarito: Letra "B" 
42. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com 
o Decreto no 4.376/2002, a atividade que objetiva prevenir, detectar, 
obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer 
natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações 
e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, 
bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que 
transitem, é entendida como 
(A) pós-inteligência. 
(B) inteligência. 
(C) inteligência de segundo grau. 
(D) contra-inteligência. 
(E) inteligência de primeiro grau. 
Comentário: 
Num falei que as bancas adoram cobrar os conceitos de inteligência e 
contrainteligência. Ora utilizarão os conceitos da Lei nº 9.883/99, ora os do 
Decreto nº 4.376/02. 
Bom, mas se você ainda não conseguir memorizá-los, vamos fazer 
uma revisão do conceito de contrainteligência (a nossa resposta!), como 
fizemos com os conceito de inteligência no comentário da questão 16: 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: /HWUD�³'´ 
43. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012 - Adapt.] 
Considere as seguintes assertivas a respeito do Conselho Consultivo do 
Sistema Brasileiro de Inteligência: 
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I. Os titulares do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério 
da Fazenda são membros do Conselho. 
II. O Conselho é presidido pelo Ministro de Estado Chefe da Secretaria de 
Governo da Presidência da República, que indicará seu substituto eventual. 
III. Reunir-se-á, em caráter ordinário, até quatro vezes por ano, na sede da 
ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu 
Presidente. 
IV. O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões 
cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da 
pauta. 
De acordo com o Decreto no 4.376/2002 está correto o que se afirma 
APENAS em 
(A) I, II e III. 
(B) I, II e IV. 
(C) I, III e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) II e IV. 
Comentário: 
Item I - Exatamente. São membros do Conselho, os titulares do: 
 
 
 
 
 
 
(Certo) 
Item II - Agora ficou até sem graça... O Conselho, de fato, é presidido pelo 
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da 
República, que indicará seu substituto eventual (art. 9º, §1º). (Certo) 
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Item III - Eita, que esse tá facinho também! O Conselho reunir-se-á, em 
caráter ordinário, até três quatro vezes por ano, na sede da ABIN, em Brasília, 
e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente ou a 
requerimento de um de seus membros (art. 9º, caput). (Errado) 
Item IV - Foi o que já vimos em comentário de questão anterior: o presidente 
do Conselho poderá convidar para participar das reuniões cidadãos de notório 
saber ou especialização sobre assuntos constantes da pauta (art. 9º, §4º). 
(Certo) 
Logo, está correto o que se afirma APENAS em I, II e IV. 
Gabarito: Letra "B" 
 
*** 
 
Bom, finalizamos toda a matéria relacionada à Doutrina de Inteligência 
exigida nos últimos concursos para a área de segurança. 
Revise o conteúdo sempre que possível, principalmente o tópico sobre 
Noções sobre Serviços de inteligência (págs. 05 a 44), pois esta é uma 
matéria um tanto quanto teórica e foi alvo de pouquíssimas questões! 
Consolide bem o aprendizado, que você conseguirá resolver qualquer questão 
sobre o assunto. 
Bons estudos e até a próxima! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES DE SUA AULA 
 
01. [FCC ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2006] O processo de 
inteligência competitiva se tornou importante porque foi adaptado à 
realidade empresarial e à nova ordem mundial. Foram incorporadas a 
tal processo técnicas utilizadas 
(A) pela tecnologia da informação e de gerenciamento de redes. 
(B) pelo estatuto do programa de informações governamentais. 
(C) pela Organização Mundial dos Direitos Humanos e pela administração 
pública. 
(D) pelo estatuto dos oficiais militares e civis. 
(E) pela ciência da Comunicação Social e pela defesa. 
 
02. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Certo Analista de Inteligência recebeu um relato verbal sobre 
determinado fato por ele pesquisado. Recebido, o relato não passou 
por um processo de avaliação, mas viu-se, ao final, que ele foi de 
extrema importância para a concretização dos objetivos dessa 
pesquisa. Pela doutrina de inteligência, podemos dizer que tal relato 
verbal, antes de qualquer processo de avaliação, é considerado um 
(A) informe 
(B) conhecimento 
(C) dado 
(D) informação 
(E) estimativa 
 
03. [FUNIVERSA ± TÉCNICO EM GESTÃO ± MPE/GO ± 2010] Com 
relação aos conceitos utilizados em inteligência competitiva, o 
conjunto de registros acerca de fatos passíveis de serem ordenados, 
analisados e estudados para se alcançarem conclusões chama-se 
(A) dados. 
(B) informações. 
(C) conhecimentos. 
(D) registros. 
(E) variáveis. 
 
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04. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN- 2010] Em uma 
instituição bancária, o acesso a determinadas informações deve ser 
limitado àqueles funcionários autorizados pelo proprietário da 
informação, uma vez que o vazamento desse tipo de informação 
representa quebra de sigilo bancário, expondo a instituição a riscos. O 
princípio que limita o acesso às informações tão somente às entidades 
legítimas é denominado 
(A) acessibilidade. 
(B) confidencialidade. 
(C) responsabilidade. 
(D) integridade. 
(E) disponibilidade. 
 disponibilidade. 
 
05. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Em um trabalho de inteligência, a equipe de segurança de uma 
instituição bancária recebeu importante dados sobre uma quadrilha de 
roubos a bancos. Essas informações foram tiradas de manifestações 
suspeitas em redes sociais, blogs e sites suspeitos da Internet. Assim, 
de acordo com a Doutrina de Inteligência, podemos classificar essas 
fontes como 
(A) organizacionais, primárias e sigilosas. 
(B) humanas, secundárias e abertas. 
(D) tecnológicas, primárias e abertas. 
(C) humanas, primárias e sigilosas. 
(E) tecnológicas, secundárias e abertas. 
 
06. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] As atividades de Inteligência devem ser baseadas em princípios, 
que devem ser as suas molas mestras norteadoras. Dentre os vários 
princípios defendidos pela doutrina, aquele que apregoa que os 
trabalhos desenvolvidos devem alcançar os mais completos resultados 
possíveis e o que ensina que os processos devem ser claros, precisos, 
de compreensão e execução fáceis são, respectivamente, os princípios 
(A) do sigilo e da segurança. 
(B) da amplitude e da simplicidade. 
(C) da compartimentação e da precisão. 
(C) da amplitude e do controle. 
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(E) da simplicidade e da oportunidade. 
 
07. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Toda a atividade de Inteligência deve ser norteada por 
princípios. Na tabela abaixo, a coluna da esquerda traz alguns desses 
princípios e a da direita seus significados. A sequência correta de cada 
principio com seu respectivo significado é: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A) 1-d; 2-a; 3-b; 4-c. 
(B) 1-b; 2-c; 3-d; 4-a 
(C) 1-a; 2-c; 3-d; 4-b. 
(D) 1-b; 2-d; 3-c; 4-a. 
(E) 1-c; 2-b; 3-a; 4-d. 
 
08. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2011] 
Uma empresa de transporte de valores foi alvo de criminosos que 
receberam de um funcionário os horários de chegada de carros-fortes 
e os locais de origem, que ficavam afixados na sala de operações. A 
necessidade de se manter o sigilo de determinadas informações, com 
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acesso dado somente àquelas pessoas diretamente envolvidas, é 
denominada 
(A) segurança de TI. 
(B) compartimentação. 
(C) segurança das instalações. 
(D) segurança das informações. 
(E) comportamento de segurança. 
 
09. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Na primeira 
etapa da Fase de Planejamento de elaboração de um Documento de 
Inteligência deve-se considerar os fatores de planejamento: 
(A) análise de dados, usuário, finalidade, faixa de tempo e prioridade. 
(B) assunto, faixa de tempo, finalidade, prioridade e usuário. 
(C) coleta de informações, assunto, prioridade e dados conhecidos. 
(D) análise de dados, finalidade, usuário, faixa de tempo e aspectos gerais. 
(E) assunto, coleta de informações, prioridade e dados sabidos. 
 
10. [CESGRANRIO ± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN ± 2010] O objetivo da 
Inteligência Competitiva é avaliar, em nível de mercado, que 
procedimentos devem ser adotados quando se realiza a coleta de 
dados sobre os concorrentes de determinada empresa e como devem 
ser utilizadas as informações que resultam da análise desses dados. O 
dado bruto sobre um concorrente, obtido pelo setor de marketing de 
determinada instituição, não analisado, e do qual ainda não se tem 
uma avaliação de veracidade, é a(o) 
(A) avaliação primária. 
(B) análise primária. 
(C) diagnose. 
(D) boato. 
(E) informe. 
 
11. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN-PROCAP ± 2006] Qualquer 
observação, fato, relato ou documento que possa contribuir para o 
entendimento de determinado assunto, depois de submetido à 
avaliação, é denominado 
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(A) Dado. 
(B) Informe. 
(C) Informação. 
(D) Dado confirmado. 
(E) Apreciação. 
 
12. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] O ramo 
Contrainteligência tem como escopo 
(A) realizar segurança. 
(B) proteger de pessoas. 
(C) salvaguardar instalações. 
(D) contra-atacar a Inteligência adversa. 
(E) salvaguardar informações face à ação de agentes adversos. 
 
13. [CESGRANRIO ± INSPETOR DE SEGURANÇA ± PETROBRAS ± 2008] 
Nas empresas onde são produzidos conhecimentos ou produtos de 
grande importância econômica, é comum criarem- se dificuldades de 
acesso a certos setores. De acordo com a atividade realizada, cada 
profissional receberá uma autorização de acesso ou de conhecimento 
denominada 
(A) Credencial de acesso. 
(B) Credencial de segurança. 
(C) Autorização de acesso. 
(D) Autorizaçãode segurança. 
(E) Permissão de acesso. 
 
 
14. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ações de 
busca de dados, informações ou conhecimentos que se encontrem sob 
algum tipo de proteção, com uso de meios ilegais, em benefício de um 
Estado, Organização ou indivíduo são denominadas 
(A) coleta. 
(B) invasão. 
(C) busca. 
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(D) espionagem. 
(E) recrutamento. 
15. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Quando 
ocorre a divulgação não autorizada de informação sensível existe 
(A) um acesso. 
(B) um recrutamento. 
(C) um cookie. 
(D) um vazamento. 
(E) uma compartimentação. 
 
16. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] A condição 
indispensável, inerente ao exercício da função, para que um 
funcionário, com credencial de segurança adequada, tenha acesso a 
informações sigilosas, de acordo com suas atribuições, é conhecida por 
(A) vazamento. 
(B) comprometimento. 
(C) necessidade de conhecer. 
(D) treinamento. 
(E) assinalação. 
 
17. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Ação de 
espionagem pode ocorrer em 
(A) repartições públicas, apenas. 
(B) repartições com funcionários desatenciosos, apenas. 
(C) quaisquer locais. 
(D) repartições empresariais, apenas. 
(E) locais onde existem informações sensíveis, apenas. 
 
18. [FCC± TECNICO ÁREA 02 ± BACEN - PROCAP ± 2006] Evidências de 
que diretores da empresa estejam sob vigilância indicam possibilidade 
de 
(A) aproximação. 
(B) abordagem. 
(C) vazamento. 
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(D) assinalação. 
(E) espionagem. 
 
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens a 
seguir, relativos à legislação de interesse da 
atividade de inteligência. 
19. A execução da Política Nacional de Inteligência é fixada pela ABIN, sob a 
supervisão da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho 
de Governo. 
20. Os atos da ABIN cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas 
atividades sigilosas devem ser publicados em extrato. 
21. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são 
exercidos pelo presidente da República. 
22. As atividades de inteligência devem ser desenvolvidas, no que se refere 
aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, 
independentemente da observância dos direitos e das garantias individuais e 
para fins de assessoramento ao presidente da República. 
 
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os 
seguintes itens, relativos à legislação de interesse da atividade de 
inteligência. 
23. O SBI, em suas ações, deve cumprir e preservar os direitos e garantias 
individuais e demais dispositivos da CF e das leis ordinárias, mas não os 
derivados de tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais, tendo em 
vista que o SBI tem como fundamento a preservação da soberania nacional. 
24. As unidades da Federação podem compor o SBI, mediante ajustes 
específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da 
atividade de inteligência. 
25. Consideram-se conhecimentos sensíveis, cujo planejamento e execução 
compete à ABIN, aqueles relacionados a dados ilícitos e sigilosos, para fins de 
assessoramento ao presidente da República. 
 
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base 
na Lei n.º 9.883/1999, que instituiu o Sistema Brasileiro de 
Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência 
(ABIN), julgue os itens seguintes. 
26. Nas atividades de inteligência, o uso de técnicas e meios sigilosos com 
potencial suficiente para ferir direitos e garantias individuais só pode ocorrer 
mediante o conhecimento e a autorização prévia do presidente do Conselho 
Consultivo do SISBIN e exclusivamente nos casos que envolvam a segurança 
do Estado. 
27. Os órgãos e entidades da administração pública federal que produzirem, 
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direta ou indiretamente, conhecimentos de interesse das atividades de 
inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança 
interna e relações exteriores, são membros natos do SISBIN. 
28. A ABIN, mesmo sendo o órgão central do SISBIN, somente pode 
comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta 
ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da autoridade 
competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um delegado seu. 
 
[CESPE ± OFICIAL DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com base na Lei 
n.º 9.883/1999, que instituiu o SISBIN e criou a ABIN, julgue os 
 seguintes itens . 
29. Os atos administrativos, no âmbito da ABIN, que viabilizem aquisições de 
bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das atividades 
sigilosas da agência devem ser publicados em extrato, cabendo ao gestor 
utilizar, nesses casos, recursos orçamentários sigilosos. 
30. O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são 
exercidos pela Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do 
Congresso Nacional, criada junto com a ABIN. Integram-na os presidentes das 
Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal, os líderes da maioria e minoria na Câmara dos 
Deputados e no Senado Federal e o presidente do Tribunal de Contas da União. 
 
31. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] Assinale a opção correta, à luz do que estabelece a Lei nº 
9.883/1999. 
(A) A ABIN será dirigida por um Superintendente-Geral, cujas funções serão 
estabelecidas no regimento que aprovar a sua estrutura organizacional. 
(B) A atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de 
conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de 
imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação 
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado 
é entendida como contrainteligência. 
(C) Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de 
inteligência sob a custódia da ABIN poderão ser fornecidos a qualquer 
autoridade pública pelo Chefe do Gabinete da Segurança Institucional da 
Presidência da República, observado o respectivo grau de sigilo conferido com 
base na legislação em vigor. 
(D) É a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que 
exercerá as atividades de controle interno da ABIN. Inclui-se nesse escopo até 
as atividades de contabilidade analítica. 
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(E) A Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, órgão vinculado à Presidência 
da República, terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e 
controlar as atividades de inteligência do País. 
 
32. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] Simão, 
pretende ocupar o cargo de Diretor Geral daABIN. Neste caso, de 
acordo com a Lei no 9.883/1999, a escolha e a nomeação do Diretor-
Geral da ABIN são privativas do Presidente 
(A) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Presidente da 
República. 
(B) do Congresso Nacional após aprovação de seu nome pelo Presidente da 
República. 
(C) do Senado Federal, após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional. 
(D) da República após aprovação de seu nome pelo Congresso Nacional. 
(E) da República após aprovação de seu nome pelo Senado Federal. 
 
33. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com 
a Lei no 9.883/1999, integrarão o órgão de controle externo da 
atividade de inteligência, dentre outros, 
(A) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional 
da Câmara dos Deputados. 
(B) o Presidente do Congresso Nacional. 
(C) os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado 
Federal. 
(D) o Vice-Presidente das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional 
do Senado Federal. 
(E) o Presidente da Mesa do Senado Federal. 
 
[CESPE ± AGENTE DE INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2008] Julgue os itens de 
a seguir, relativos à legislação de interesse da atividade de 
inteligência. 
34. Considera-se inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e 
informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do 
território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial 
influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a 
segurança da sociedade e do Estado. 
 
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35. O Sistema Brasileiro de Inteligência funciona mediante articulação 
coordenada dos órgãos que o constituem, os quais não são dotados de 
autonomia funcional. 
 
[CESPE ± AGENTE TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] Com 
relação ao Decreto n.º 4.376/2002, que dispõe sobre a organização e o 
funcionamento do SISBIN, julgue os seguintes itens. 
36. Entre as atribuições da ABIN, incluem-se o desenvolvimento de recursos 
humanos e tecnológicos e da doutrina de inteligência, bem como a realização 
de estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento das atividades de 
inteligência, em coordenação com os demais órgãos do SISBIN. 
37. O SISBIN, instituído para integrar as ações de planejamento e execução 
das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da 
República nos assuntos de interesse nacional, cabendo à ABIN, órgão central 
do sistema, estabelecer as necessidades de conhecimentos específicos a serem 
produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no Plano Nacional de 
Inteligência. 
 
[CESPE ± OFICIAL TÉCNICO INTELIGÊNCIA ± ABIN ± 2010] De acordo 
com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002 sobre a organização e 
funcionamento do SISBIN, julgue o próximo item. 
38. As unidades da Federação podem compor o SISBIN, mediante ajustes 
específicos e convênios e aprovação necessária do conselho consultivo 
instituído pelo referido decreto. 
39. Exige-se, nas reuniões do conselho consultivo do SISBIN presença de, no 
mínimo, dois terços de seus membros. 
 
40. [ESTRATÉGIA E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] De acordo com o que dispõe o Decreto n.º 4.376/2002, não é 
um órgão que compõe o Sistema Brasileiro de Inteligência: 
(A) A Secretaria da Receita Federal do Brasil e o Banco Central do Brasil, do 
Ministério da Fazenda. 
(B) O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, do 
Ministério da Defesa. 
(C) O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, do 
Ministério dos Transportes. 
(D) A Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento. 
(E) O Gabinete do Ministro de Estado do Ministério do Desenvolvimento Social 
e Combate à Fome. 
 
 
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41. [ESTRATÉGIA E E GIRÃO - TÉCNICO JUD. SEGURANÇA ± TRF/2ª - 
2017] O Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de inteligência foi 
regulamentado pelo Decreto n.º 4.376/2002. Sobre este Conselho, 
julgue os itens a seguir: 
I. O Conselho é presidido pelo Chefe da Agência Brasileira de Inteligência - 
ABIN, que indicará seu substituto eventual. 
II. Ao membro do Conselho será concedida credencial de segurança no grau 
"secreto" e sua participação no Conselho será remunerada e considerada 
serviço de natureza relevante. 
III. Os titulares do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Ministério 
da Justiça e da Coordenação-Geral de Combate aos Ilícitos Transnacionais da 
Subsecretaria-Geral de Assuntos Políticos, do Ministério das Relações 
Exteriores, fazem parte do Conselho Consultivo do SISBIN. 
IV. Por questões de segurança, as reuniões do Conselho serão sempre 
realizadas na sede da ABIN, em Brasília e, mediante convite de qualquer 
membro do Conselho, representantes de outros órgãos ou entidades poderão 
participar das suas reuniões, como assessores ou observadores. 
V. Opinar sobre propostas de integração de novos órgãos e entidades ao 
Sistema Brasileiro de Inteligência e emitir pareceres sobre a execução da 
Política Nacional de Inteligência são competências do Conselho Consultivo do 
SISBIN. 
VI. Por decisão da maioria dos seus membros, o Conselho poderá convidar 
para participar das reuniões cidadãos de notório saber ou especialização sobre 
assuntos constantes da pauta. 
Está incorreto o que se afirma em: 
(A) III, IV e V 
(B) I, II, IV e VI 
(C) I, II, III e IV 
(D) III, IV, V e VI 
(E) III e V 
 
42. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012] De acordo com 
o Decreto no 4.376/2002, a atividade que objetiva prevenir, detectar, 
obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer 
natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações 
e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, 
bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que 
transitem, é entendida como 
(A) pós-inteligência. 
(B) inteligência. 
(C) inteligência de segundo grau. 
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(D) contra-inteligência. 
(E) inteligência de primeiro grau. 
 
43. [FCC± ANALISTA INTELIGÊNCIA ± MPE/RN ± 2012 - Adapt.] 
Considere as seguintes assertivas a respeito do Conselho Consultivo do 
Sistema Brasileiro de Inteligência: 
I. Os titulares do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério 
da Fazenda são membros do Conselho. 
II. O Conselho é presidido pelo Ministro de Estado Chefe da Secretaria de 
Governo da Presidência da República, que indicará seu substituto eventual. 
III. Reunir-se-á, em caráter ordinário, até quatro vezes por ano, na sede da 
ABIN, em Brasília, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu 
Presidente. 
IV. O presidente do Conselho poderá convidar para participar das reuniões 
cidadãos de notório saber ou especialização sobre assuntos constantes da 
pauta. 
De acordo com o Decreto no 4.376/2002 está correto o que se afirma 
APENAS em 
(A) I, II e III. 
(B) I, II e IV. 
(C) I, III e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) II e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
1 2 3 4 5 6 
A C A B E B 
7 8 9 10 11 12 
D B B D B E 
13 14 15 16 17 18 
B D D C C E 
19 20 21 22 23 24 
E C E E E C 
25 26 27 28 29 30 
E E C C E E 
31 32 33 34 35 36 
D E C C E C 
37 38 39 40 41 42 
C E E E B D 
43 
B 
 
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