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Direitos das Mulheres
Angela Maria Ferasso
 Hilda Aline Lopes Pinto
 Jessica Vasques Pereira
 Prof.ª Mara Eliza dos Santos
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Bacharelado em Administração (ADG 0800) – Seminário Interdisciplinar I
08/12/2016
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo demonstrar o histórico dos direitos das mulheres, passando pelos seus avanços e demonstrando também como ainda elas são desvalorizadas. Mostrando a reflexão sobre os aspectos históricos dos direitos das mulheres, o quanto o homem exercia o poder sobre as mulheres, oprimindo-a, ela era vista apenas como uma figura do lar. Demonstrar as lutas pelas suas conquistas legais, esses direitos percorreram um caminho cheio de desafios. O direito de votar pode ser considerado um dos mais importantes. Apesar de ter havido avanços significativos devemos atentar para o quanto a mulher ainda enfrenta dificuldades no âmbito profissional. Também entra a questão da violência doméstica e família e a lei Maria da Penha que foi criada para garantir os direitos das mulheres.
Palavras-chave: Direitos. Avanços. Mulheres 
1 INTRODUÇÃO
Este nosso trabalho tem o objetivo de apresentar o histórico dos direitos das mulheres no passado, passando pelas presentes melhorias das suas conquistas, relatando também a sua desvalorização no mercado de trabalho, a violência doméstica e familiar, e a entrada da lei da Maria da penha para proteger a mulher.
 	No passado a mulher era considerada inferior ao homem, era vista apenas como uma figura do lar, não podia realizar outras atividades fora de casa, como desempenhar uma profissão.
Com o passar dos anos foi se conquistando alguns direitos no campo da educação, direito de estudar, na música, formação médica, lugar nas olimpíadas, eleição política, o direito de voto, que foi considerado bem importante.
A violência doméstica e familiar que a mulher sofre até hoje, a criação da lei da Maria da penha, que trouxe proteção para as cidadãs femininas que sofrem com todas as formas de violência no Brasil, e a punição aos agressores. 
A participação da mulher no mercado de trabalho tem sido uma evolução, mas mesmo assim não podemos deixar de constatar o quanto ainda a desigualdade entre homens e mulheres, uma vez que a mesmas desempenham a mesma função e ganham remuneração inferior.
2 HISTÓRICO DOS DIREITOS DAS MULHERES 
Antigamente as mulheres eram submissas aos homens e isso também ocorre na presente atualidade, desde a época da cultura ocidental, registrada na Grécia. Conforme Aristóteles (1991, p.13) “Em todas as espécies, o macho é evidentemente superior à fêmea: a espécie humana não é exceção”.
 “Quanto ao sexo, à diferença é indelével: qualquer que seja a idade da mulher, o homem deve conservar sua superioridade“ (ARISTÓTELES, 1991, p.29).
Ninguém sofre uma opressão tão prolongada ao longo da história como a mulher. Mutiladas em países da África com a supressão do clitóris, censuradas em países islâmicos onde são proibidas de exibir o rosto, subjugadas como escravas e prostitutas em regiões da Ásia, deploradas como filha única por famílias chinesas, são as mulheres que carregam o maior peso da pobreza que atinge, hoje, 4 dos 6 bilhões de habitantes da Terra. (CHRISTO, 2001, p. 42).
 A mulher da antiguidade era dominada pelo homem, o marido era o provedor do lar, a mesma não precisava e não deveria ganhar dinheiro, não tinha seus direitos próprios, como por exemplo, ao de exercer uma profissão, a mulher era vista pela sociedade como uma doméstica, uma pessoa para cuidar do lar e dos filhos. E também não tinham o direito de voto até a década de 30.
Naquela época, como hoje, afirmava-se que o trabalho feminino fora de casa provocava a desagregação da família. Daí o Estado ter incluído no Código Civil (1916), para proteger a família (mesmo a pobre), que a mulher deveria ter autorização do marido para poder trabalhar. (BLAY, 2003, p. 59).
3 A PARTICIPAÇÃO E DESVALORIZAÇÃO DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO
Radd (2012) de acordo com as últimas pesquisas feita pelo IBGE, a um grande crescimento de famílias sendo chefiadas e sustentadas por mulheres. Mesmo assim, mais da metade da classe trabalhadora está desempregada, comprovando a desigualdade entre os sexos, desfavorecendo as mulheres.
	Dados da Fundação Perseu Abramo (2001), mostram que “a maioria da população que ganha um salário mínimo ou menos são mulheres, principalmente as negras, e representam quase metade das mulheres que estão no mercado de trabalho, representado em sua maioria pelas empregas domésticas. ”
Mesmo exercendo a mesma função que os homens, as mulheres chegam a ganhar em média de 30% a menos.
	Ainda tem a questão da dupla jornada de trabalho – no emprego e no lar – que assim acaba sobrecarregando-a. As mulheres são responsáveis pelo cuidado da casa, dos filhos, assim dificultando seus horários disponíveis, limitando-as no mercado de trabalho.
	Os afazeres domésticos ainda são realizados pela grande maioria das mulheres, elas gastam cerca de 22 horas semanais enquanto os homens somente 9,5 horas, segundo pesquisa feita pelo IBGE. 
	Considerando também, que a população com 12 anos ou mais de estudos dobrou, e triplicou a frequência em Universidades. Em 2006 grande parte nas Universidades era de mulheres, que representava 56,1% da população com mais de 12 anos de estudo.
	Conforme pesquisa realizada pelo IBGE, mesmo com mais de 12 anos de estudo, a distribuição continua desfavorecendo as mulheres. Entre os homens ocupados, 15,8% compõem as indústrias, 15,8% no comércio e reparação, 22,3% em outras atividades, e apenas 16,8% em educação, saúde e serviços sociais. Já as mulheres com o mesmo nível de escolaridade, 44,9% quase a metade ocupam os setores de educação, saúde e serviços sociais. Ocupam grande parte na área considerada extensão das atribuições familiares e domésticas. O tratamento é desigual podendo-se concluir que o caráter patriarcal e machista da sociedade brasileira está na base da marginalização profissional da mulher. 
FIGURA 1 – TRABALHADORAS LUTAM POR MAIS RESPEITO
FONTE: Disponível em: < http://www.sindeesmat.org.br/trabalhadoras-ainda-lutam-por-mais-respeito-e-igualdade/>. Acesso em: 25 setembro 2016
4 A LEI MARIA DA PENHA
O nome da lei nº 11.340 Maria da Penha, veio de uma farmacêutica brasileira Maria da Penha Maia Fernandes que, no ano de 1983, sofreu severas agressões de seu próprio marido, o professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros.
Essa lei foi aprovada em sete de agosto de 2006, tem por objetivo reduzir de forma mais eficiente à violência doméstica contra a mulher, e orientar de forma clara a sociedade, sobre os seus direitos, ela criou uma estrutura para reduzir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A mulher que sofrer violência deve procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DEAM), deve prestar queixa por meio de um boletim de ocorrência (BO), onde contém todas as informações sobre o ocorrido e que visam orientar o policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações. É de extrema importância que a mulher denuncie a violência que sofreu para que o crime não fique impune e com isso possa encorajar outras vítimas que passaram a mesma situação a procurar ajuda.
AGREDIR, matar, estuprar uma mulher ou uma menina são fatos que têm acontecido ao longo da história em praticamente todos os países ditos civilizados e dotados dos mais diferentes regimes econômicos e políticos. A magnitude da agressão, porém, varia. (BLAY, 2003, p. 63).
4.1 FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
Segundo a lei nº 11.340 Maria da Penha é definida cinco formas de agressão, presente no capítulo II Art. 7°.
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida