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FIBROMATOSE GENGIVAL HEREDITÁRIA Sinonímia É também conhecida como elefantíase gengival ou hiperplasia gengival hereditária. Características clínicas Hiperplasia gengival precoce, podendo os dentes ficarem totalmente cobertos pela gengiva; A fibromatose isolada é devido a um tecido muito firme com superfície granular rugosa; Cor da gengiva geralmente pálida (colágeno); Pode gerar protrusão dos lábios e má oclusão dentária. Mais comum hiperplasia gengival associada a síndrome Gene autossômico dominante Incidência e severidade depende da penetrância e expressividade do gene alterado Homens e mulheres igualmente afetados Geralmente não se desenvolve até erupção dos dentes permanentes Presença de dentes é essencial para expressão do crescimento gengival Fibromatose gengival é um termo genérico usado para identificar aumento volumétrico da gengiva resultado do acúmulo de colágeno e outras macromoléculas da matriz extra-celular; O aumento gengival acomete homens e mulheres com as mesmas frequências (1:750.000), podendo variar a sua expressão de leve a grave em indivíduos de uma mesma família; A FGH é transmitida como traço autossômico dominante, mas herança recessiva tem sido descrita. Manifesta-se como fenótipo isolado, podendo apresentar-se mais raramente como componente de variadas síndromes. Nestes casos, as alterações mais comumente observadas são hipertricose, retardo mental e epilepsia. Maioria: apenas alteração gengival Síndrome raramente associada a surdez, hipotireodismo, condrodistrofia, dentes supranumerários, anormalidades nas extremidades (dedos) e deficiência no hormônio do crescimento Cromossomo 2 e 5 2p21-p22 (Xiao et al., 2000) 5q13-q22 (Xiao et al., 2001) A fibomatose gengival pode ser isolada, estar associada a síndromes (ex: síndrome de Laband) ou surgir como uma fenocópia, decorrente do uso prolongado de medicamento anticonvulsivante. A lesão inicia-se por hipertrofia no nível da papila gengival e das gengivas marginais, que poderão cobrir parcialmente as coroas dentárias. Características Clínicas • Hipertrofia gengival generalizada, gengiva firme e rósea, assintomática, não hemorrágica, de progressão lenta. Tratamento • Redução cirúrgica • Acompanhamento e orientações de higiene QUERUBISMO Sinonímia É também conhecida displasia fibrosa familiar dos maxilares, displasia fibrosa juvenil disseminada e displasia fibrosa hereditária dos maxilares. Características clínicas: Expansões faciais bilaterais (entre 1 ½ ano e 4 anos); Pode afetar a mandíbula e/ou maxila; Deformidade bilateral + deformidade da maxila com deslocamento dos olhos= ASPECTO DE QUERUBIM; Pode apresentar hipertelorismo ocular, palato aumentado, esfoliação precoce dos dentes decíduos e alterações na dentição permanente (anodontia, dentes defeituosos ou inclusos). A condição tende a diminuir à medida que o indivíduo atinge a puberdade e está praticamente ausente na fase adulta; nos indivíduos cujo crescimento ósseo anormal não regride espontaneamente, não é aconselhável uma cirurgia estética, pois a maioria dos casos em que essa é feita apresenta um recrudescimento do crescimento ósseo. CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS As radiografias mostram destruição bilateral extensa do osso de um ou de ambos maxilares, com expansão e adelgaçamento acentuado das tábuas corticais. GENÉTICA A penetrância do gene autossômico dominante costuma ser de 100% no sexo masculino e de 50 a 70% no sexo feminino, acompanhando-se de expressividade variável. Os indivíduos adultos sem a manifestação característica dessa displasia podem ser identificados por meio da medida do ângulo mandibular (±140o).