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Ginastica Geral

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mundial de Sun 
City, na Nova Zelândia, estabelecendo um novo recorde de pontuação no aparelho.
Os excelentes resultados do Brasil em nível internacional levaram à organização do 
I campeonato sul‑brasileiro de trampolim acrobático, realizado no mês de novembro de 
2001 no complexo esportivo da Universidade Luterana do Brasil/Canoas, contando com a 
participação de categorias pré‑infantil, infantil e elite, sendo a última com representantes 
do melhor nível do esporte nacional.
Fonte: Walker (2000).
4.1.8 Provas
Como esporte de competição, a ginástica de trampolim inclui as seguintes provas e aparelhos, 
disputados por homens e mulheres, separadamente:
• trampolim individual: é a categoria mais popular e a única olímpica. O aparelho no qual são 
executados os movimentos mede 5 m x 3 m x 1,15 m e é conhecido pelo público em geral 
como “cama elástica”. O ginasta adquire altura – cerca de 5 a 6 m – e estabilidade com saltos 
preliminares. Ele então inicia a execução de vinte elementos técnicos, sem interrupções, divididos 
em duas séries de dez na preliminar e, na final, executa outra série de dez elementos que pode ser 
igual a uma das séries da preliminar;
• trampolim sincronizado: essa prova tem as mesmas características que o trampolim individual, 
porém é realizada com dois ginastas saltando simultaneamente em trampolins diferentes 
posicionados paralelamente a uma distância de 2 m;
• duplo minitrampolim: é um aparelho de proporções menores no qual o ginasta executa uma 
corrida antes dos elementos técnicos. Após a corrida, o ginasta faz a aproximação e salta no 
aparelho, executando quatro passadas com dois elementos técnicos diferentes, sendo duas 
passadas na preliminar e duas passadas na final. Todas as passadas devem ser diferentes;
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Unidade I
• tumbling: essa prova é executada em uma pista de 26 m, na qual o ginasta executa quatro 
passadas com oito elementos acrobáticos em cada passada, sendo duas passadas na preliminar e 
duas passadas na final. O ginasta deve manter o ritmo durante toda a execução.
Fonte: Confederação Brasileira de Ginástica
4.1.9 Fases dos saltos no trampolim
Todos os saltos no trampolim permitem a distinção de três fases, a saber:
• fase de impulsão: inicia‑se no momento de distensão máxima da rede e se estende até que o 
saltador se desprenda da rede;
• fase de acrobacia: inicia‑se ascendente, após o deslocamento da rede, e termina com a abertura 
do salto;
• fase de aterrissagem: inicia‑se imediatamente após a abertura e se encerra no momento de 
distensão máxima da rede.
4.1.10 Formas de aterrissagem no trampolim
As aterrissagens no trampolim são as seguintes:
• em pé;
• em posição sentada;
• em decúbito dorsal (de costas);
• em decúbito ventral (frontal ou facial).
4.1.11 As posições no trampolim
As posições utilizadas e permitidas são as seguintes:
• grupada (tuck): com quadril e joelhos flexionados, as mãos seguram os joelhos, braços próximos 
ao corpo, pés estendidos;
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GINÁSTICA GERAL
Figura 33 – Grupada (tuck)
• carpada (pike): com flexão apenas do quadril, pernas e pés unidos e estendidos, as mãos tocam as 
pontas dos pés, nos saltos em pé ou mortais simples, ou seguram as pernas;
Figura 34 – Carpada (pike)
• semigrupada (puck): pernas unidas e flexionadas, quadril flexionado a aproximadamente 90 graus e 
braços flexionados próximo ao peito. Essa posição é usada para os mortais grupados com parafusos;
Figura 35 – Semigrupada (puck)
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Unidade I
• estendida (stretched): quadril estendido, pernas unidas e estendidas, braços estendidos próximos 
ao corpo;
Figura 36 – Estendida (stretched)
4.1.12 Arbitragem
Na arbitragem são avaliados os seguintes critérios:
• execução técnica: são cinco árbitros, exceto para o trampolim sincronizado, com quatro árbitros, 
que fazem essa avaliação, na qual o ginasta parte da nota 10 e sofre deduções conforme a 
qualidade técnica dos movimentos. Para chegar‑se à nota de execução, elimina‑se a maior e 
menor nota e somam‑se as três restantes;
• dificuldade dos elementos: são dois árbitros que fazem a avaliação. Cada elemento tem seu valor 
de dificuldade e o valor final será de acordo com o apresentado para cada prova;
• sincronizado: esse critério é apenas para o trampolim sincronizado, no qual três árbitros avaliam 
o sincronismo dos ginastas. Para chegar‑se à nota de sincronismo, elimina‑se a maior e a menor 
nota e multiplica‑se por dois a nota restante.
A nota final do ginasta é a soma de todos os critérios.
Fonte: Confederação Brasileira de Ginástica
4.1.13 Ginástica rítmica
[...] é uma disciplina desportiva englobada dentro das modalidades da federação de ginástica e 
caracterizada por um conjunto de evoluções que privilegiam a utilização do espaço e do ritmo e que se 
efetuam com a ajuda de aparelhos manuais. (BOBO; SIERRA, 1998 – tradução TOLEDO, 2001).
A GR é uma modalidade competitiva, que combina, de maneira harmoniosa, 
os elementos corporais (ginásticos e alguns acrobáticos) ao manejo dos 
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GINÁSTICA GERAL
aparelhos oficiais como bola, arco, corda, maça e fita, contextualizados e 
executados em um ritmo musical (TOLEDO, 2001).
Por ser uma modalidade competitiva, a ginástica rítmica é orientada por um código de pontuação, 
que é elaborado e divulgado pela FIG (Federação Internacional de Ginástica), o qual é atualizado de 
quatro em quatro anos, sempre após o ciclo olímpico.
É uma modalidade competitiva feminina, que só pode ser individual e em conjunto (cinco ginastas), 
isso em competições oficiais. Quando se trata de iniciação, no ambiente escolar, sem fins competitivos, 
a quantidade pode ser variável. A GR pode ser elaborada para apresentações em eventos festivos. A 
participação nestas coreografias estimula a prática da modalidade, principalmente para aquelas crianças 
que sentem prazer pela prática e não estão em busca do alto rendimento. No ambiente escolar pode ser 
praticada por meninos e meninas, já que visa à participação de todos, ou seja, a inclusão.
Apesar de ser uma modalidade oficialmente feminina, sabe‑se que em muitos países da Europa e 
da Ásia, mas principalmente no Japão, existe a ginástica rítmica masculina, praticada com algumas 
variações da feminina.
No contexto escolar e no universitário, além dos estímulos e benefícios que a modalidade propicia, 
é importante para quebrar paradigmas sobre as modalidades das quais o ritmo e a musicalidade fazem 
parte. Vivemos em um país no qual culturalmente existe o preconceito com relação a essas modalidades 
e no qual os meninos são somente estimulados a praticarem esportes coletivos com bola e os esportes 
individuais de lutas ou atletismo.
Segundo a autora (TOLEDO, 2001), em um contexto mais amplo, podemos citar duas características 
fundamentais desta prática: a sua contribuição para o desenvolvimento justifica‑se por diversos motivos 
de diferentes habilidades motoras e capacidades físicas, das quais destacamos: saltar, girar, equilibrar, 
ondular, coordenação (oculomanual, fina e grossa), flexibilidade, força e agilidade; e a sua contribuição 
para o desenvolvimento rítmico, estético e artístico, ressaltando‑se o processo criativo, a fluência do 
movimento, a expressividade durante a prática e o encantamento por aquilo que se vive corporalmente. 
Enfim, a importância da GR justifica‑se por diversos motivos, seja como