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Estácio – TEP I – Profa. Joan Rios TESTES OBJETIVOS DE PERSONALIDADE O termo “objetivos” indica que os itens do teste podem ser corrigidos objetivamente não sendo necessário passar por treinamento profissional. Características destes testes: As respostas são dadas por meio de uma resposta selecionada num conjunto de alternativas; Os enunciados consistem em afirmações simples e de uma só frase ou palavra; Podem também ser chamados de “Inventário” ao analisar a personalidade e o interesse profissional. Há um enorme ganho de tempo pois podem ser aplicados em grupo. Seu custo é geralmente menor se comparado às técnicas projetivas tornando-os mais baratos. Sua aplicação pode ser feita com um mínimo de treinamento. 1. Utilizações dos testes objetivos de personalidade: a) A Psicologia Clínica, Judicial e Neuropsicológica os usa para avaliar os traços e características de personalidade de forma padronizada; b) O Aconselhamento Psicológico pode valer-se destes testes para levantamento de perfis e posterior orientação; c) O processo de Seleção de Pessoal visa identificar características necessárias à execução de um cargo ou perfis indesejáveis; d) Na pesquisa sobre a personalidade humana para conhecer sua estrutura e natureza, sobre a validade e fidedignidade dos testes em diferentes populações e para correlacionar características de personalidade com outras variáveis como na esfera educacional ou patológica. Por tais razões, podem ser testes mais gerais ou de domínio específico focando em características mais comuns ou patológicas da personalidade. 2. Inventários Gerais: características mais comuns a) Tendem a ter um grande número de itens (200 a 600). Ex.: MMPI b) Tempo de aplicação livre entre 30 a 60 minutos com orientação para não se ater muito em cada item. c) Fornecem geralmente mais de um tipo de escore. Ex.: 16 PF, NEO PI-R, IFP R. d) Podem ser aplicados a diversos contextos profissionais. e) Tentam fornecer normas coletadas nacionalmente e representativas. f) Cada vez mais comum os resultados serem inicialmente organizados por softwares programados para tal fim (relatórios narrativos). 3. Testes de domínio específico: características mais comuns a) Tendem a ter poucos itens, cerca de 30, aumentando a fidedignidade do teste por enfocarem um domínio mais específico. b) Devido ao menor número de itens, o tempo de execução costuma ser curto, entre 10 e 15 minutos. c) Apresentam poucos escores (os quais às vezes podem ser somados em um escore total) ou até mesmo um único escore para análise. d) Sua utilização e público-alvo são bastante direcionados sendo usados em uma gama mais estreita de contextos avaliativos. e) Os grupos normativos destes testes são mais restritos a fim de garantir a especificidade daquilo que é avaliado. f) A correção costuma ser simples e rápida não necessitando de muitas nuances para a interpretação. 4. Problemas especiais dos conjuntos de repostas falsas Os testes objetivos de personalidade são feitos a partir da marcação de múltipla escolha e cada sujeito tenderá a optar pela resposta de forma muito particular, com um estilo próprio. A distorção da resposta e/ou a tentativa de controlar as impressões passadas pelos testes são fatores importantes a serem analisados pois podem representar respostas emitidas influenciadas por um padrão desejado socialmente. É possível também uma postura de aceitação (aquiescência) ou discordância frente aos enunciados a partir de uma tendência da própria personalidade do examinando interferindo nos resultados dos aspectos avaliados. Outro aspecto a ser considerado é a maior facilidade dentre a possibilidade de simular ou dissimular intencionalmente a marcação dos itens do testes levando a uma visão distorcida de si para o avaliador. Mediante estas dificuldades, alguns testes atualmente têm sido construídos usando estratégias para detectar ou reduzir estes aspectos. Uso de frequências empíricas extremas: analisa-se as respostas dadas por um grupo normativo bem representativo da população observando-se quais respostas podem sugerir a influência da desejabilidade social, p. ex. e usa-se as respostas a esses itens para identificar a possibilidade ou tendência ou falseamento. A análise da consistência das respostas a itens semelhantes: isto gera escalas de validade, ou seja, o sujeito responde aleatoriamente (quando os itens semelhantes têm respostas inconsistentes), ou com tendência a aquiescência (todos são respondidos como verdadeiros) ou ainda com tendência a discordância (marcando os itens como falsos). Equilíbrio da direção dos itens: visa distribuir a polaridade dos itens ao longo do teste; ora positiva, ora negativa. Escolha forçada em itens agrupados quanto a uma variável relevante: recurso bastante usado na desejabilidade social quando alguns itens desta esfera são agrupados forçando o examinando a escolher apenas um no grupo e não a se colocar frente a cada item em específico ocasionando a busca por aprovação social ou não. Estes aspectos são tão importantes que ao serem analisados podem gerar dúvidas quanto à segurança na análise dos resultados do teste ou até mesmo levar a questionar sua validade. 5. Principais métodos de elaboração dos Testes Objetivos de Personalidade 5.1 Método de Conteúdo: os itens do teste são elaborados partindo-se do “tema” que pretendem explorar. São testes simples e fáceis de elaborar e interpretar porém mais susceptíveis a distorção das respostas dadas. 5.2 Método do Critério de Resposta: são utilizados grupos-critério para confecção e análise dos itens, p. ex., sujeitos “normais” e sujeitos “psicóticos”, gerando maior discriminação entre os itens a serem escolhidos para o teste com foco em um aspecto particular, como a “distorção da realidade” no exemplo dado. Sua base de construção é empírica e não apenas teórica dando objetividade ao aspecto avaliado no teste. Entretanto, geralmente, esse método carece de fundamentação teórica; necessita de grupos-critérios muito bem definidos, o que se enquadra mais facilmente nos aspectos patológicos, limitando sua utilização; e ainda requer cuidados frente a interpretação dos resultados visto que as respostas dadas não são definidoras do aspecto a ser avaliado, ou seja, o indivíduo “é” ou “não é” psicótico. 5.3 Método da Análise Fatorial: o teste é construído baseado nos fatores ou dimensões relativas ao construto a ser investigado presente nos itens escolhidos. Este método ajuda a identificar dimensões dentro da personalidade facilitando sua investigação porém depende da inclusão de determinados itens os quais podem ou não explorar determinados aspectos da personalidade então, se não forem incluídos, a Análise Fatorial não os poderá analisar. Por outro lado, há vários coeficientes de correlação para serem utilizados mas qual o melhor? Qual o mais apropriado? Nem sempre há respostas para estas questões. E ainda, a Análise Fatorial fornece um conjunto muito flexível de fatores reduzindo um olhar mais determinado e definido dos resultados alcançados. 5.4 Abordagem direcionada pela teoria: a construção do teste baseia-se em uma determinada teoria da personalidade. Seu uso tanto ajuda no refino do teste quanto da teoria que o embasa. Entretanto, “não há teoria perfeita ou completa” levando a limitações no teste e segundo “será que o teste elaborado representa bem a teoria?”. Esses questionamentos precisam ser feitos para reduzir as limitações do teste. 5.5 Combinação de abordagens: esta alternativa é relativamente comum já que reduz as desvantagens encontradas nos métodos e melhora a qualidade dos instrumentos. 6. Exemplos de Inventários IFP R – Inventário Fatorial de Personalidade Revisado QUATI – Questionário de Avaliação Tipológica IHS – Inventário de Habilidade Social Escalas Beck EFN – Escala Fatorial de Neuroticismo ISSL – Inventário sobro Sintomas de Stress de LIPP MMPI – Inventário Multifásico Minnesota dePersonalidade