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RESPONSABILIDADE CIVIL 2

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Extinção do depósito 
 
O presente contrato será extinto por resilição unilateral, pelo término do prazo estabelecido, pelo perecimento 
da coisa, morte do depositário e pela incapacidade civil do depositário. Importante se faz mencionar a Lei n. 
2.313/54, prevendo que após o prazo de 25 anos, se a coisa não for reclamada, os bens serão recolhidos ao 
Tesouro Nacional. 
 
10. DO MANDATO (arts. 653 a 692 do CC) 
 
10.1. Conceito 
 
Esta modalidade contratual ocorre enquanto alguém substitui outra pessoa, com poderes legais necessários 
confiados para agir em nome do representado, atuando consoante sua vontade. 
 
10.2. Natureza jurídica 
 
a) Unilateral – gera somente obrigações ao mandatário. 
b) Gratuito – se não ficar estipulada remuneração, exceto quando se tratar de ofício ou profissão lucrativa do 
mandatário. 
c) Oneroso – será cabível a remuneração pactuada entre as partes e, na ausência, a prevista em lei de acordo 
com a categoria profissional, estabelecendose, ainda, conforme os usos e costumes do lugar da celebração ou 
por arbitramento judicial. 
d) Consensual – deriva da autonomia da vontade das partes. 
e) Comutativo – as partes já conhecem os seus efeitos. 
f) Preparatório – serve para preparar a prática de um terceiro ato. 
g) Informal e não solene – inexiste previsão legal sobre o seu formato. 
 
10.3. Espécies 
 
a) Judicial – possui a finalidade de representar perante o Poder Judiciário o outorgante. 
b) Legal – não há instrumento por decorrer da lei. 
c) Escrito – materializado por instrumento público ou particular. 
d) Verbal – inexiste documento escrito, sendo evidenciado por prova testemunhal. 
e) Expresso e tácito – o primeiro se forma explicitamente através de sua forma, podendo ser verbal ou escrito, 
entretanto, o segundo se dá com a definição dos deveres em decorrência de outra pessoa. 
f) Aparente – terá o mandatário o dever de remunerar, adiantar as despesas necessárias, reembolsar as 
despesas feitas na execução do mandato, ressarcir os prejuízos, honrar os compromissos em seu nome 
assumidos, vincular-se com quem seu procurador contratou, responsabilizar-se solidariamente nas hipóteses 
legais, pagar a remuneração do substabelecido e vincular-se a terceiro de boa-fé. 
g) Salariado – trata-se de obrigação de meio, em que a remuneração se dá independente do resultado-fim. 
h) Geral – engloba todo o patrimônio do outorgante. 
i) Especial – abrange um ou mais negócios do mandante. 
j) Conjunto – quando há uma pluralidade de mandatários que devem participar do ato designado. 
l) Solidário – com cláusula in solidum, cada mandatário poderá realizar o mister independente dos demais. 
 
 
 
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m) Fracionário – sempre que existir divisão de tarefas devidamente delimitada entre os mandatários. 
n) Singular – preza pela existência de apenas um outorgado. 
o) plural – sempre que vários são nomeados no instrumento de mandato. 
 
10.4. Submandato 
 
Contrato acessório ao mandato principal, devendo ser escrito, por meio do instrumento de substabelecimento, 
e tem como objeto obrigação de fazer fungível. Se houver reservas, tanto o mandatário quanto o submandatário 
podem realizar as tarefas. Todavia, quando este instrumento for sem reservas, o mandatário revoga os seus 
próprios poderes perante o mandante, repassando-os para o submandatário. 
 
10.5. Obrigações do mandatário 
 
A lei civil estabelece as regras gerais de obrigações do mandatário nos artigos 667 a 674, cuja leitura se faz 
obrigatória, podendo ser listados aqui os principais deveres: 
 
a) agir em nome do mandante dentro dos limites outorgados no instrumento de mandato; 
b) ser diligente na execução do contrato e indenizar no caso de prejuízo causado por sua culpa ou de quem 
substabeleceu; 
c) prestar contas com o mandante, transferindo as vantagens provenientes do instrumento de mandato; 
d) se identificar como mandatário perante terceiros com quem tratar; 
e) concluir a tarefa a que foi contratado. 
 
10.6. Obrigações do mandante 
 
É de extrema importância a leitura dos artigos 675 a 681 do CC, podendo ser enumerados aqui os principais 
deveres: 
 
a) satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário, na conformidade do mandato conferido, e 
adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele, quando necessário se fizer; 
b) a pagar ao mandatário pela remuneração ajustada e despesas da execução do mandato, ainda que o 
negócio não surta o esperado efeito, exceto tendo o mandatário culpa; 
c) é obrigatório o mandante ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato, 
sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes; 
d) o mandante ficará obrigado para com aqueles com quem o seu procurador contratou, ainda que o 
mandatário contrarie as instruções originárias; 
e) o mandatário tem direito de retenção sobre a coisa de que tenha a posse em virtude do mandato, até se 
reembolsar do que no desempenho do encargo despendido; 
 
10.7. Extinção do contrato 
 
O Código Civil regulamenta o tema nos artigos 682 a 691 determinando a extinção nas hipóteses de revogação, 
renúncia, morte de uma das partes, interdição de uma das partes, mudança de estado de uma das partes, 
término do prazo e conclusão do negócio. 
 
11 DO TRANSPORTE (arts. 730 a 756, CC) 
 
11.1. Conceito 
 
A lei civil traz no art. 730 define o contrato de transporte dispondo que: “Pelo contrato de transporte alguém se 
obriga, mediante retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas”. Essa modalidade 
contratual é uma obrigação de resultado, tendo em vista que a coisa ou a pessoa devem ser transportadas com 
segurança. Nesse conceito está implícita a cláusula de incolumidade cujo significado é transportar o 
passageiro/bagagem são e salvo até o seu destino. 
 
 
 
 
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11.2. Natureza jurídica 
 
a) Bilateral ou sinalagmático - deveres proporcionais para as partes. 
b) Consensual - formado pelo consenso das partes, independente da entrega da coisa ou passageiro. Sua 
validade não está ligada à entrega da coisa/pessoa, pois essa corresponde à execução contratual. 
c) Comutativo - as prestações já são conhecidas pelas partes. 
d) De adesão - o transportador é quem em geral impõe as cláusulas contratuais (art. 54, CDC e arts. 423 e 424 
do CC). Destaca-se que nada obsta que ele seja paritário, podendo as partes discutir as cláusulas. 
e) Informal e não solene - não há solenidade e exigibilidade para a sua realização. 
 
Atenção: No art. 730 o contrato se opera mediante retribuição. Mas, a onerosidade não é da essência do 
contrato podendo ser gratuito. 
 
11.3. Normas relativas ao contrato de transporte 
 
Apesar da lei estabelece regras de direito privado, no entanto, o art. 731 traz ressalva para as hipóteses 
relativas ao transporte público que pode ser executado de forma direta ou através de delegação ao particular, 
por concessão (delegação bilateral), permissão (licitação da prestação de serviços públicos) ou autorização 
(ato administrativo unilateral, precário e discricionário). 
 
O art. 732 dispõe que, em geral, são aplicáveis aos contratos de transporte, quando couber, desde que não 
contrariem as disposições da lei civil, os preceitos constantes da legislação especial e de tratados e convenções 
internacionais. 
 
Atenção: Veja os Enunciados n. 37 da I Jornada de Direito Comercial, 369 da IV Jornada de Direito Civil e 559 
da VI Jornada de Direito Civil: 
 
Enunciado n. 37. “Aos contratos de transporte aéreo internacional celebrados por empresários aplicam-se as 
disposições da Convenção de Montreal e a regra da indenização tarifada nela prevista (art. 22 do Decreto n. 
5.910/2006).” 
 
Enunciado n. 369. “Diante do preceito constante no art. 732 do

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