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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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RESUMO CPTGE
República (forma de governo) Federativa (forma de Estado) do Brasil.
3 tipos de poder:
Nível nacional: União
Nível regional: Estados membros (UF)
Nível local: Município (UF)
COMARCA: onde o poder judiciário atua
Poder Legislativo: câmara do senado e câmara dos deputados
Poder Executivo: presidência da república (presidente e ministros)
Poder Judiciário: juízes
Política: negociação para a tomada de decisões. 
Poder: relação entre mando e obediência.
Sociedade: um espaço de interações.
Toda interação interfere nos comportamentos. 
A Política não é ciência, é ação que se inventa.
CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
Cultura Ocidental: construção ideológica que os europeus (ocidentais) foram construindo para se distinguirem dos outros povos (orientais).
3 Pilares
FÉ = Judaico-cristã RAZÃO = Grega LEI = Romana
Judaísmo: primeira religião, fundada por Moisés, seu livro sagrado é “Torah” (moseísmo).
Cristianismo: separa do judaísmo
Islamismo: é uma mistura dos dois.
As religiões têm em comum a crença em um só Deus. Deus de Abraão (monoteístas).
Paul Valéry, filósofo e historiador francês, afirma que a Cultura Ocidental foi forjada por três tradições:
Tradição Cristã
Moral universal: os princípios do cristianismo constituem o fundamento que orientam os valores do agir humano com base na ideia maniqueísta – filosofia religiosa propagada por Maniqueu, que divide o mundo entre Bom ou Deus, e Mau ou Diabo – de certo ou errado, bem ou mal, justo ou injusto, céu ou inferno.
Conceito de pessoa humana: a pessoa humana é única, não se repete no tempo e no espaço, possui liberdade para escolher entre o bem e o mal e, por isso mesmo, assume por inteiro a responsabilidade pelos seus atos.
Concepção do tempo linear e irreversível: deixa de haver lugar para o tempo cíclico, o “eterno retorno” (o mundo se extinguiria, arderia no fogo para voltar a criar-se) dos orientais, em favor de um tempo linear e irreversível, cujo movimento decorre de uma sucessão de causas e consequências.
Tradição Grega
A civilização grega fundava-se nos ideais de liberdade, otimismo, secularismo, racionalismo, glorificação do corpo e do espírito, respeito pelo indivíduo. A religião era terrena e prática, servindo aos interesses dos mortais.
O Pensamento Racional: tudo pode e deve ser explicado, de maneira fundamentada, após rigoroso exame crítico, pois, de acordo com Aristóteles, devemos sempre buscar a causa primeira dos fenômenos a serem estudados. O uso dos sentidos critério adequado para alcançar o conhecimento da realidade.
A Dessacralização da Natureza: abandona-se a personificação e divinização das forças da natureza, ela está apta a ser explorada e manipulada pelo homem segundo os seus próprios interesses.
A Filosofia e a Ciência: aprendemos, assim, o amor a sabedoria, bem como desenvolvemos a inquietação diante dos fenômenos naturais e humanos e o desejo de compreendê-los.
Tradição Romana
Fundamentação do Direito com base no estatuto jurídico dos homens e das coisas: procuravam aproximar as leis escritas ditadas pela razão, das leis que governam a própria natureza (Direito Natural = jus-naturalismo). A lei cria as estaturas através de coisas naturais.
A organização política e administrativa do Estado: as ações militares eram discutidas e aprovadas pelas autoridades constituídas para serem ou não realizadas. Nas assembleias os cidadãos defendiam opiniões e interesses, deliberavam em conjunto e decidiam por meio do voto (aprovando ou revogando). Conferiram a uma instância impessoal e coletiva, o Estado, o direito de uso legítimo da força para punir crimes, reprimir revoltas e matar para vingar, em nome da coletividade, delitos julgados socialmente intoleráveis.
A Ideia de Império como comunidade de povos com origens e culturas muito diversas com governo centralizado e uma complexa organização política, administrativa e militar centralizada: um povo exerce poder sobre outro.
SOCIEDADE
O homem procura de boa vontade juntar-se em sociedade para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade. (John Locke)
Quanto ao mais, os homens não sentem o menor prazer de estarem juntos onde não há poder capaz de impor respeito a todos eles. (Thomas Hobbes)
- Viver em sociedade é um imperativo (imposto)
- Precisamos viver em sociedade, mas não gostamos
- A sociedade que nos viabiliza pode nos desviabilizar
- Negociar é a melhor forma de resolver conflitos (política)
Mediador: se ele tem que ser impessoal e imparcial, 
não pode ser uma pessoa, então, deve ser um ente (Estado).
O que dá impessoalidade e imparcialidade é a lei.
A natureza nos iguala.
A sociedade nos diferencia.
Perante a natureza todos nós, seres humanos, somos iguais. É a sociedade que nos diferencia, nos rotula. Esses conceitos variam de lugar para lugar.
POLÍTICA
- A política foi inventada pelos humanos como o modo 
pelo qual pudessem expressar suas diferenças e conflitos 
sem transformá-los em guerra total.
- A guerra é o fracasso da política, pois significa que a técnica social falhou.
- Tarefa e objetivo da política é a garantia da vida no sentido mais amplo. (Hannah Arendt)
PODER
O poder é a relação de mando e obediência, é o que permite ao indivíduo obter de outro um comportamento que seja de seu interesse.
Estratégia de mando: persuasão
Tipo de convencimento: argumentação ou força
Poder é o conjunto de recursos, de natureza psicológica (convencimento), material ou econômica, existentes na sociedade, que os indivíduos põem a serviço de uma autoridade suprema, para manter a ordem pública.
JUSTIÇA 
Justiça sem força é impotente.
Justiça diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o princípio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social por meio da preservação dos direitos em sua forma legal ou na sua aplicação a casos específicos da sociedade.
Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto àquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).
A justiça não se faz por meio de vingança nem da retaliação (revide com dando igual ao sofrido).
Uma sociedade justa é uma sociedade onde a questão da justiça permanece constantemente aberta. Uma lei que é legal e legítima, por exemplo, pode não ser assim para sempre, pois a sociedade muda constantemente. 
Justiça comunitária
Comunidade: é o lugar que está mais perto da gente.
Contato direto/relação direta
O que regula a vida em comunidade são os valores morais
Informal/norma moral (não necessariamente está na lei)
Justiça societária
Sociedade: ao todo
Relações indiretas
A lei regula a vida em sociedade
Formal/norma da lei
DIREITO
 O direito restabelece a igualdade perdida na sociedade, ou seja, instaura a justiça.
ESTADO
“Se é ruim com ele, é muito pior sem ele”.
Finalidade: libertar cada um do medo (de perder a liberdade, a vida, a propriedade...) para que, na medida do possível, vivam com segurança, isto é, para que conservem o direito natural à existência, sem dano próprio nem alheio. 
Deixamos o Estado nos governar, desde que o Estado dê segurança aos nossos direitos naturais. Se o Estado deixa de nos garantir segurança, nós que deixamos ele nos governar, podemos lhe tirar o poder.
O Estado cria as leis, e por meio delas, transforma a mera posse.
GRÉCIA ANTIGA
As polis (cidade-estado) eram autônomas; modo de produção: escravismo
Podia se tornar escravo por:
 Guerra: O vencedor matava os soldados ou os escravizava (inteligentes eram escravizados como professores);
 Orfandade: A cidade ou Estado adota órfãos;
 Dívida
As primeiras lutas pelos direitos civis foram pelo fim do escravismo por dívida, pois estes, conheciam a liberdade antes.
Isonomia: direito de igualdade
Isegoria: direito de liberdade
ARISTÓTELES 
“A polis (o Estado) é o ambiente