Caso concreto 15
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Caso concreto 15


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Caso concreto, Aula 15 (Teoria do erro 2) 
Leia a situação hipotética abaixo e responda, de forma objetiva e fundamentada, às 
questões formuladas: 
Ana Maria colocou um par de botas no sapateiro para consertar. Na ocasião, ela recebeu 
um comprovante da entrega das botas, contendo o preço, o prazo de entrega e uma 
observação em caixa alta e negrito, na qual constava que a mercadoria seria vendida para 
saldar a dívida do conserto, caso não viesse a ser retirada no prazo de três meses. Ana 
Maria, por esquecimento, não retornou para saldar o conserto e retirar suas botas. 
Transcorridos os três meses, suas botas foram vendidas pelo sapateiro. Revoltada com a 
venda de suas botas procurou um amigo advogado que a informou que o sapateiro havia 
cometido o delito de furto. (Questão de Concurso Público -MODIFICADA). 
A partir dos estudos realizados sobre a Teoria do Erro segundo a teoria finalista da 
conduta, responda às questões formuladas: 
 
a) Diferencie erro de tipo e erro de proibição. Responda de forma objetiva e 
fundamentada. 
R= O erro de tipo: está no art. 20, \u201ccaput\u201d, do Código Penal. Ocorre, no caso concreto, quando o indivíduo não tem plena consciência do que está fazendo; imagina estar praticando uma conduta lícita, quando na verdade, está a praticar uma conduta ilícita, mas que por erro, acredite ser inteiramente lícita.
Erro de proibição: Assim dispõe o art. 21, CP: O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuir a pena de um sexto a um terço
 
 No erro de tipo o agente não sabe o que faz, já no erro de proibição o agente sabe o que faz, mas acredita não ser contra a lei.
 
b) Qual a tese defensiva a ser apresentada pelo sapateiro? Responda de forma objetiva 
e fundamentada.
R= Pode-se alegar erro de proibição, uma vez que o sapateiro sabe o que faz, mas pensa que não viola a lei.
Questão objetiva.
Analise as seguintes situações:
I. Quando, por erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa 
que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o 
crime contra aquela, levando se em consideração as qualidades da vítima que almejava
No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplicase- a 
regra do concurso formal.II. Há representação equivocada da realidade, pois o agente acredita tratar-se a vítima de outra pessoa. Trata-se de vício de elemento psicológico da ação. Não isenta de pena e se 
consideram as condições ou qualidades da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.III. Trata-se de desvio do crime, ou seja, do objeto jurídico do delito. O agente, 
objetivando um determinado resultado, termina atingindo resultado diverso do 
pretendido. O agente responde pelo resultado diverso do pretendido somente por culpa, 
se for previsto como delito culposo. Quando o agente alcançar o resultado almejado e 
também resultado diverso do pretendido, responderá pela regra do concurso formal.
Tais ocorrências configuram, respectivamente:
a) error in persona; aberratio ictus; aberratio criminis.
b) aberratio ictus; aberratio criminis; error in persona.
c) aberratio ictus; error in persona; aberratio criminis.
D) aberratio criminis; error in persona; aberratio ictus.