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TRABALHO CONFORTO AMBIENTAL

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	UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
ARQUITETURA E URBANISMO
BRUNO NASCIMENTO PAIVA
SEMINÁRIO DE CONFORTO AMBIENTAL
Diagnóstico Microclimático 
	BRASÍLIA - DF
2017
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Análise da Carta Solar	5
Figura 2 - Mapa de superfície do solo	6
Figura 3 - Velocidades predominantes por direção	7
Figura 4 - Mapa de ventos	8
Figura 5 - Mapa de ruídos	11
Figura 6 - Medições dos Ruídos	11
 
INTRODUçÃO
O relatório a seguir tem como intenção analisar o terreno localizado na Região Administrativa do Plano Piloto - 903 no Setor de Grandes Áreas Sul da Asa Sul, sua análise consiste na implantação de um Abrigo para pessoas em situação de rua para o Trabalho de Conclusão de Curso.
diagnóstico AMBIENTAL DO MICROCLIMA DO LOCAL DE INTERVENÇÃO
CONFORTO TÉRMICO
 Insolação 
Foi realizado o recorte do entorno do terreno para melhor analisar a insolação de estudo, sendo nesse recinto suas dimensões de limites diferentes umas das outras. 
A Fachada Norte, recebe insolação direta o dia inteiro tanto no solstício de inverno (21/06), e nos equinócios (21/03 e 21/09) a partir de 9h30, já o solstício de verão (21/12) a fachada não recebe insolação. 
A Fachada Leste, recebe insolação direta até 13h00, no solstício de inverno (21/06), nos equinócios (21/03 e 21/09) até às 12h30 e no solstício de verão (21/12) até às 12h00.
A Fachada Oeste, recebe insolação a partir das 13h00 até ao pôr do sol, no solstício de inverno, e nos equinócios recebe insolação a partir de 12h30 até o pôr do sol, e no solstício de verão a partir de 12h00 até o pôr do sol.
A Fachada Sul, recebe insolação no solstício de inverno não recebe insolação, e nos equinócios recebe insolação até às 9h30, e nos solstícios de verão recebe o dia inteiro.
Figura 1 - Análise da Carta Solar
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
 Umidade relativa do ar
A umidade relativa na região de Brasília - DF é seca, devido à falta de massas de água e de uma vegetação mais extensa no local. Em compensação, as diretrizes do terreno de estudo preveem arborização ao longo de sua construção, havendo uma boa taxa de permeabilidade.
Figura 2 - Mapa de superfície do solo
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
 Ventilação 
Os ventos predominantes do Distrito Federal vária de acordo com os períodos do ano, durante a estação chuvosa a predominância dos ventos é no quadrante Norte, nesse período tem variação nos quadrantes noroeste e nordeste, nesse período os ventos mais fortes vem do noroeste. A partir do mês de março os ventos são predominantes do Leste. Com o período da estiagem aumenta – se a incidência dos ventos do Sul e Sudeste. (INMET, 2017)[1: CLIMA - INMET - Instituto Nacional de Meteorologia. Disponível em: <http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=home2/index> Acesso em abril de 2017.]
Direção dos ventos predominantes:
	
	JAN
	FEV
	MAR
	ABR
	MAI
	JUN
	JUL
	AGO
	SET
	OUT
	NOV
	DEZ
	N
	L
	L
	L
	L
	L
	L
	L
	L
	L
	N
	N
Tabela 1: Direção predominante dos ventos durante todo ano 
Fonte: INMET, 2017.
Figura 3 - Velocidades predominantes por direção
Fonte: Sol-Ar, 2017.
Os gabaritos das edificações são variados de acordo com seus usos. Sendo que o uso residencial varia de 1 a 2 pavimentos, já outros usos no máximo 3 pavimentos sendo o que a área permite. Não havendo grande mudança ou influência nos ventos devido ao gabarito presento no raio de estudo e a distância entre as edificações para o terreno, não contendo grandes barreiras de mudança na direção dos ventos ou barreiras de grande impacto. Sendo que a topografia não influencia nesse quesito. 
Figura 4 - Mapa de ventos
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
QUALIDADE DO AR 
 Poluição do ar 
O único tipo de poluição identificado nas proximidades do terreno é a emissão de gás carbônico por decorrência dos automóveis, tendo em vista o fluxo de veículos na área. Passando uma via coletora W5 sul em frente ao terreno e uma via Parque da Cidade perto da fachada leste do terreno.
 Umidade relativa
A estação chuvosa tem início em outubro e estende-se até março. A estação seca acontece no restante do ano, desde abril até setembro. A umidade relativa do ar, no período de seca, cai de valores superiores a 70% para 20%. Coincidindo com o período mais quente, nos meses de agosto e setembro, a umidade relativa do ar pode chegar a 12%, valor típico de deserto. (INMET, 2017)
Assim a pouca massa vegetativa no local forma um microclima, ajudando na umidificação do ar em alguns pontos, podendo não sofrer alterações relevantes em toda a extensão dos terrenos devido à grande extensão dos mesmos. 
CONFORTO VISUAL 
 Luz natural 
O terreno recebe luz natural de forma direta na fachada norte, sem interferência nenhuma das edificações pressentes no estudo pelo fato das edificações estarem em uma distância significativa do terreno. A edificação próxima na fachada sul do terreno realiza sombreamento em parte do terreno quando o sol começa a se por. 
 
 Luz artificial 
No entorno do terreno há existência de iluminação pública noturna funcionado corretamente. 
 Cores 
Há varias variações de cores na área de análise, devido a quantidade de edificações e uso de cores várias em suas fachadas. 
 Poluição visual 
A poluição visual é bastante presente no local de analise, com autdoors de propagandas. Mas nesse meio essa poluição visual não passa uma imagem carregada da poluição presente na cidade.
Figura 5 – Outdoor Centro Pop
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
CONFORTO ACUSTICO 
 Fontes sonoras 
A fontes sonoras da região são ocasionadas pelos automóveis devido ao grande fluxo de veículos na via coletora do local de análise e as edificações onde se encontram as escolas de ensino fundamental. 
 Níveis de ruído 
O nível de poluição sonora por meio de ruído mais crítico é o da fachada leste que se localiza as margens da via W5 sul, com níveis de ruído entre 50dB – 79Db, o nível máximo medido ocorre quando há automóveis circulando nos horários de pico. A fachada norte possui um nível de ruído entre 46dB – 61dB, ocorre pelo fato do terreno ser de grande extensão e ocorrer a barreira de sons em algumas edificações. Já na fachada oeste os ruídos variam de 59dB – 69dB, pois recebe ruídos dos automóveis que passam na via Parque da Cidade. Sendo as medições realizada no período da manhã das 7:00 as 8:00 horas de uma quinta – feira, dia 28/09/2017. 
Figura 6 - Mapa de ruídos
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
Figura 7 - Medições dos Ruídos
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
 Propagação de ruídos 
A propagação de ruídos é ocasionada por não ter barreiras que interfiram em sua propagação, não amenizando assim os ruídos para o interior da edificação. 
MOBILIDADE 
Transporte alternativo
No meio imediato não possui acesso ao transporte público, tendo que andar a pé 600 metros para conseguir a mobilidade do transporte público em coletivos, onde são acessados pela W3 Sul. O terreno pode ser acessado por pedestres e automóveis. 
 Pavimentação 
No local de analise alguns locais são pavimentados dando acesso aos pedestres e pessoas com necessidades. 
Figura 8 – Calçadas
Fonte: Elaborado pelo autor, 2017.
 Acessibilidade urbana 
Assim como na pavimentação, o local possui deficiências para atender a acessibilidade necessária para a locomoção das pessoas livremente, não contendo rebaixo nas calçadas para cadeirantes. 
conclusões
Neste documento foi apresentado um diagnóstico ambiental que servirá de guia na confecção do projeto de um Abrigo para pessoas em situação de rua. Neste documento foi abordado temas referentes ao diagnostico ambiental, tipos de analises que se inserem no contexto do projeto de arquitetura do local. 
referências bibliográficas
INPE – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. Estação de Brasília – Climatologia Local, 2017. Disponível em: 
< http://sonda.ccst.inpe.br/estacoes/brasilia_clima.html>.

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