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Ada Augusta Lovelace

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PROGRAMAÇÃO APLICADA À CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 
ADA LOVELACE – A FEITICEIRA DOS NÚMEROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A computação como tal conhecemos hoje teve seu desenvolvimento marcado por 
muitas faces ao desenrolar de muitos anos, faces estas que revolucionaram a história, 
superaram expectativas e adversidades. Nada mais do que natural é o desvanecer destes 
nomes nas areias do tempo, tal é a necessidade do relembrar das revoluções e dos quais as 
fizeram possíveis. 
 Nesta desenvoltura relembramos Ada Augusta King cujo trabalho não somente 
restringe-se à marcos computacionais, como também recusou o papel esperado à mulher na 
década de 1800. Relembremos pois, a Condessa Lovelace, primeira programadora da história, 
figura influenciadora de figuras como Alan Turing e de toda uma geração de programadoras 
até os dias de hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
Em 10 de dezembro de 1815, Ada Augusta King nascia sob um teto conturbado. Seu 
pai, um dos maiores ícones da literatura inglesa, George Gordon Byron, 6º barão de Byron de 
Rochdale era uma figura polêmica, amoral e agnóstico, sua personalidade era descrita como 
doce e carinhosa, com surtos de raiva e mal humor adicionados a uma inclinação precoce à 
fixação e obsessão. Sua mãe, Anne Isabella Byron era uma mulher estritamente religiosa e 
altamente educada nos campos de literatura clássica, filosofia, ciência e matemática, sendo 
este último interesse o que lhe rendeu o apelido de “Princesa dos paralelogramos” por Lord 
Byron. 
O casamento entre duas figuras tão distintas foi altamente questionado, em maior parte 
devido a rumores e confirmações constantes de traições partidas de George, um dos quais fora 
divulgado pela própria esposa, sendo este a suspeita de um relacionamento do homem com 
sua meia-irmã, Augusta Leigh. Em janeiro de 1816, Anne deixaria Byron em meio à bebida, 
aumento de dívidas, rumores incestuosos e sobre sua bissexualidade. Em abril de 1816, três 
meses após o nascimento de Ada, Byron deixaria a Inglaterra e nunca mais veria sua filha. 
Convencida de que a loucura de Byron residia na poesia, Anne determinara-se a 
garantir que Ada nunca se assemelha-se a seu pai, insistindo para que recebesse extensas aulas 
particulares de matemática para evitar a queda às forças “perigosas e potencialmente 
destrutivas” da imaginação e da poesia. Medo e evasão esta, que se comprova pela suposta 
declaração de Bryon a Ada, “Eu espero que ela não seja poética, o preço pago por tais 
vantagens, se essas assim são, são o que me fazem rezar para que minha filha possa escapar 
delas”. 
A permissão de uma educação matemática era raro para uma menina na época, e a 
educação de Ada não só fora permitida como também incentivada – suas realizações 
posteriores seriam um vislumbre ao mundo do que as mulheres seriam capazes quando dada a 
oportunidade. Entretanto, mesmo em idade jovem, Ada era hábil em fundir seus talentos 
matemáticos com seus instintos criativos: aos dozes anos de idade, trabalhara meses em um 
projeto de uma máquina de voo, indo tão longe quanto a escrever um livro chamado Flyology, 
“Ciência do voo”, que ilustrava algumas de suas descobertas. O projeto fora abandonado 
quando sua mãe percebeu que o mesmo estava distraindo-a de seus estudos “racionais”. 
Criada para evitar e temer o conceito, Ada definia a imaginação como “aquilo que penetra os 
mundos invisíveis ao nosso redor, os mundos da ciência”, não entidades perigosas e 
destrutivas, mas sim intelectualmente iluminadas. 
Em 1833, Ada Byron, com 17 anos de idade, seria introduzida a sociedade em um 
baile como ditava os costumes da época e, no dia 5 de junho do mesmo ano, apresentada a 
Charles Babbage por Mary Somerville, uma das tutoras da Ada e tradutora de trabalhos 
científicos em Cambrige. Duas semanas mais tarde, acompanhada de sua mãe, visitaria o 
estúdio de Babbage em Londres onde seu motor de diferença estaria em exibição, fascinada, 
Ada começaria a trocar correspondências com Babbage. 
Charles e Ada possuíam personalidades pouco convencionais e se tornaram amigos 
íntimos ao longo da vida. Babbage a descrevia como “uma Feiticeira que lançou seu feitiço 
mágico em torno da mais abstrata Ciência e compreendeu-a com uma força que poucos 
intelectos masculinos poderiam ter exercido sobre ela”, chamando-a inclusive de “Feiticeira 
dos números”. 
Babbage e Ada inicialmente correspondiam-se a respeito do Motor de Diferença, cujo 
objetivo era a construção automática e exata de tabelas de funções logarítmicas ou 
trigonométricas, tal máquina era financiada pelo governo britânico e, em 1834 com a 
colocação do Motor de Diferença em segundo plano devido a mais complexa Máquina 
Analítica, Babbage perderia o financiamento do governo. 
Em 08 de julho de 1835, Ada Augusta Byron, se torna Ada Augusta Lovelace, após 
casar-se com William King, condecorado Conde Lovelace em 1838. O casal tem três filhos; 
Byron em 12 de maio de 1836, Annabela em 22 de setembro de 1827 e Ralph Gordon em 02 
de julho de 1939. Em 1841, Ada iniciaria seus estudos avançados em matemática fornecidos 
por De Morgan. 
Em 1842, um matemático italiano, Louis Menebrea, publica um livro de memórias em 
francês sobre a Máquina Analítica e Babbage lista Ada como tradutora deste livro que a 
levaria, em um período de nove meses entre 1842 e 1843, trabalhar constantemente no artigo 
e em um conjunto de notas anexas a ele. Ao término do projeto, Ada triplicara o comprimento 
do artigo original com suas anotações. 
Em suas notas, Lovelace descreve vários programas iniciais para um computador, 
incluindo sugestões à Babbage para calcular-se números de Bernoulli (um sistema numérico 
complexo descrito pela primeira vez pelo matemático suíço Jakob Bernoulli). Não havia nada 
de especial nos números de Bernoulli, qualquer outra série complexa poderia ter sido 
escolhida, o ponto do exercício não era descobrir quais eram os números, mas sim mostrar 
que eles poderiam ser calculados pela máquina por conta própria, a partir de primeiros 
princípios. 
Suas notas descreviam como quebrar a álgebra em fórmulas simples que poderiam ser 
calculadas usando instruções matemáticas básicas que poderiam ser calculadas pela Máquina 
Analítica, sendo elas adição, subtração, multiplicação ou divisão, descrevendo em seguida 
como codificar essas fórmulas como instruções para a Máquina Analítica. Inventou o conceito 
de sub-rotina: uma sequência de instruções que pode ser usada várias vezes em diferentes 
contextos. Descobriu o valor das repetições – os laços (loops): deveria haver uma instrução 
que retornasse a leitora de cartões a um cartão específico, de modo que a sequência pudesse 
ter sua execução repetida. Sonhava com o desvio condicional: a leitora de cartões desviaria 
para outro cartão “se” alguma condição fosse satisfeita. 
Apesar da existência anterior de esboços de programas preparados por Babbage, os de 
Lovelace eram mais elaborados, completos e os primeiros a serem publicados. Por essa 
conquista Lovelace é conhecida como a primeira programadora de computadores: foi a 
primeira pessoa a escrever e publicar um conjunto completo de instruções que um dispositivo 
de computação poderia usar para chegar a um resultado final que não havia sido calculado 
com antecedência. 
Em sua vida pessoal, Ada não seria tão diferente de seu pai Lord Byron; flertava com 
vários de seus conhecidos masculinos e provia diversos escândalos na sociedade. Teve 
problemas com a bebida, ao ponto de trocar refeições inteiras por vinho e cogitar escrever um 
estudo científico sobreos efeitos do ópio e do vinho por suas próprias experiências. Além 
disso, era apaixonada por corridas de cavalos, penhorando algumas de suas joias para 
financiá-las - quando morreu, devia cerca de £ 2000 (libras esterlinas), o equivalente 
atualmente a R$ 8.805,66 (reais). 
Em 1852, Ada Lovelace morre de câncer no útero com apenas 36 anos, a mesma idade 
em que Lord Byron morreu. A seu pedido, Ada é enterrada ao lado de seu pai. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ada Augusta Lovelace é hoje lembrada como uma visionária cujas previsões sobre o 
potencial dos computadores - de música e gráficos para usos científicos mais complexos - 
foram cumpridas m século após sua morte. Suas descobertas e especulações influenciaram o 
trabalho de Alan Turing nos primeiros computadores modernos durante a Segunda Guerra 
Mundial, finalmente trazendo a Máquina Analítica para a vida. Nos anos 80, o Departamento 
de Defesa dos Estados Unidos desenvolveu e batizou uma linguagem de programação de 
computadores baseada em PASCAL com seu nome, ADA, sendo essa uma linguagem 
desenhada para ser legível e facilmente mantida. 
Para jovens mulheres do mundo todo, Ada é um exemplo de superação das 
expectativas de gênero da sociedade e a inspiração a todas aquelas que desejam deixar sua 
marca na área da tecnologia, fato que se mostra real pelo Ada Lovelace Day (ALD), um dia 
de celebração internacional das conquistas das mulheres nos campos da ciência, tecnologia, 
engenharia e matemática, buscando também incentivar a entrada de mais mulheres nestes 
campos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CHARMAN-ANDERSON, Suw. A Passion for Science: Stories of Discovery and Invention. 
FindingADA, 2015. 
 
MILAM, Whitney. Ada Lovelace: Meet the Inventor of Computer Programming. Disponível 
em: <http://amysmartgirls.com/ada-lovelace-meet-the-inventor-of-computer-programming/>. 
Acesso em: 10 set. 2016. 
 
Lord Byron Biography. Disponível em: <http://www.biography.com/people/lord-byron-
21124525>. Acesso em: 10 set. 2016. 
 
MARQUES, Diego. Ada Lovelace, a primeira programadora. Disponível em: 
<http://tradstar.info/blog/ada-lovelace/>. Acesso em: 10 set. 2016 
 
O’CONNOR, J J; ROBERTSON, E F. Augusta Ada King, countess of Lovelace. Disponível 
em: <http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Lovelace.html>. Acesso em: 10 set. 
2016 
 
Augusta Ada King, countess of Lovelace. Disponível em: 
<https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/lovelace.html>. Acesso em: 10 set. 2016