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patrimônio nacional”.
Havendo a concordância do Legislativo, a bola volta para o Presidente da Repú-
blica, que internalizará o conteúdo do tratado internacional ao editar um decreto.
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A celebração de tratados internacionais é um ato complexo, pois conta com a par-
ticipação do Presidente da República (assina o acordo e depois edita o Decreto que 
internaliza o ato em nosso ordenamento) e do Congresso Nacional, que resolve 
definitivamente se aceita ou não o compromisso firmado pelo Chefe de Estado.
IX – decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X – decretar e executar a intervenção federal;
XI – remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da 
abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências 
que julgar necessárias;
XII – conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos 
órgãos instituídos em lei;
Indulto é o perdão da pena. Ele pode ser total ou parcial. Nesse último caso, 
é também chamado de comutação. Esses benefícios normalmente são dados pelo 
Presidente da República no final de cada ano. Em virtude disso, muitas pessoas 
acabam chamando de indulto de Natal.
Antes de passar para a próxima atribuição do Presidente da República vou lem-
brar alguns conceitos semelhantes para que você não esqueça: 
a) Indulto: perdão coletivo dado pelo Presidente da República. Caso seja 
perdoada apenas parte da pena, pode ser usada a nomenclatura comutação. 
Não confunda indulto natalino com saídas temporárias, conhecidas como “sai-
dão”. O preso que ganha o indulto pleno não volta para o presídio, pois foi perdo-
ado. Já aqueles que recebem o benefício da saída temporária estão no regime pri-
sional semiaberto e precisam voltar para o estabelecimento ao final da festividade.
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b) Graça: também é um perdão e também é dado pelo Presidente da Repúbli-
ca. A diferença central para a graça está no fato de esta ser individual, enquanto o 
indulto é coletivo.
c) Anistia: é dada pelo Legislativo, e não pelo Presidente da República. É for-
malizada por meio de lei, e produz como efeito apagar o fato histórico. Em conse-
quência, as punições acabam sendo perdoadas também.
Não confunda indulto com o benefício das saídas temporárias (saidão). Nas saídas 
temporárias, em datas festivas como Dia das Mães, Carnaval, Dia das Crianças, os 
presos submetidos a regime aberto têm o direito de passar o feriado com seus fami-
liares, devendo retornar ao estabelecimento prisional. Já o indulto é o perdão da pena. 
XIII – exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da 
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los 
para os cargos que lhes são privativos; 
XIV – nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal 
Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral 
da República, o presidente e os diretores do Banco Central e outros servidores, quando 
determinado em lei;
Dentre esses “outros servidores”, podem ser listados, por exemplo, os embaixa-
dores e os diretores das agências reguladoras – ANA, ANVISA, ANEEL, ANATEL etc.
É importante lembrar que a votação no Senado Federal sobre a indicação das 
autoridades é a única hipótese de votação secreta após a EC 76/2013. E mais: 
não há sabatina do Senado quanto à nomeação dos Ministros de Estado e do Advo-
gado Geral da União (AGU).
A EC 76/2013 acabou com o voto secreto no Parlamento, exceto quanto à sabatina 
de autoridades (Ex.: Ministros do STF, Presidente do BACEN etc).
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XV – nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da 
União;
XVI – nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral 
da União;
XVII – nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII – convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX – declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso 
Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, 
e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX – celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI – conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII – permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras tran-
sitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII – enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes 
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV – prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a 
abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV – prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
A primeira parte do inciso XXV (prover cargos públicos federais) é uma das atri-
buições que podem ser delegadas (veja item abaixo). Se o Ministro de Estado pode 
prover os cargos públicos, ele também poderá desprover. Em outras palavras, ele 
também pode demitir os servidores (STF, RE 633.009).
XXVI – editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII – exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
8.1. Possibilidade de Delegação das Atribuições
Quando se fala nas atribuições do Presidente, o que mais cai em prova é exa-
tamente a discussão acerca das hipóteses nas quais pode haver a delegação das 
tarefas, bem como quem seriam as autoridades que receberiam a delegação.
Pois bem. No parágrafo único do artigo 84 consta que o Presidente da República 
poderá delegar ao PGR, ao AGU e aos Ministros de Estado as seguintes atribuições:
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VI – dispor, mediante decreto sobre: 
a) a organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar au-
mento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; e 
b) a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
XII – conceder indulto e comutar penas;
XXV – prover os cargos públicos federais, na forma da lei.
Somente algumas das atribuições do Presidente da República são delegáveis aos 
Ministros de Estado, ao PGR e ao AGU.
9. Responsabilidade do Presidente da República
Toda atenção é pouca quando falamos de responsabilidade do Presidente da Re-
pública,