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Aula 02 
Direito Tributário para o /55/GYN- Com vídeo Aulas 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Aluísio Neto - Aula 02 
AULA 02 
SUMARIO PAGINA 
Apresentação In icial 0 1 
Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 03 
Princípios Gerais Tributários 05 
Princípio da Irretroatividade 06 
Princípio da Leqalidade Tributária 12 
Princípio da Anterioridade Anual 32 
Princípio da Anterioridade Nonaaesimal 44 
Princípio da Isonomia 55 
Princípio da Capacidade Contributiva 64 
Princípio do Não-Confisco 75 
Princípio da Liberdade de Tráfego 86 
Princípio da Uniformidade Geográfica 89 
Princípio da Tributação I sonômica das Rendas das 
Obrigações da Dívida Pública e dos Vencimentos dos 94 Agentes Públicos dos Estados, Distrito Federal e 
Municípios 
Princípio da Proibição de Concessão de Isenções 96 Heterônomas 
Princípio da Proaressividade 103 
Princípios da Generalidade e da Universa lidade 111 
Princípio da não-discriminação quanta à procedência ou 113 
ao destino 
Princípio da Territorial idade 116 
Princípio da Seletividade 118 
Princípio da Não-Cumulatividade 121 
Princípio da Transparência Fiscal 129 
Princípio da Praticidade 13 1 
Questões Propostas 135 
Gabaritos 223 
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Direito Tributário para o ISS/GYNʹ Com vídeo Aulas 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Aluisio Neto ʹ Aula 02 
 
 
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Olá, caro amigo e futuro servidor! 
Chegamos à segunda aula do nosso curso de direito tributário para concurso 
de Auditor de Tributos Municipal (ATM) da Prefeitura de Goiânia. E 
os estudos, a todo vapor? Hoje vamos iniciar uma matéria decisiva na sua 
aprovação, responsável por uma boa parte dos pontos a serem 
conquistados pelos futuros aprovados. 
Nessa aula iremos tratar do seguinte tema: 
x Princípios Tributários. 
Os princípios constitucionais são um dos temas preferidos pelas bancas 
organizadoras de concursos, que sempre costumam abordar o tema em 
suas provas de direito tributário. 
Qualquer dúvida que surgir, peço que me envie o mais breve possível um e-
mail, ou coloquem suas dúvidas no nosso fórum, para que não ocorram 
atrasos nos seus estudos. Seguem os meus dois e-mails: 
aluisioalneto@gmail.com 
www.facebook.com/prosatributaria 
www.facebook.com/aluisioalneto 
 
Boa sorte! E bons estudos! Vamos em frente! 
 
 
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Teoria e exercícios comentados 
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Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 
 
O poder de tributar dos entes políticos, exercido por meio da outorga de 
competências tributárias previstas na CF/88, não é absoluto e irrestrito. Pelo 
contrário, existem limitações impostas pela própria Carta de 1988. Essas 
limitações impõem restrições ao exercício da competência tributária dos entes 
políticos, que devem estrita obediência àquelas quando da criação de seus 
tributos e relações jurídicas a eles concernentes, sob pena de incorrer em 
inconstitucionalidade, fulminando a imposição tributária. 
A CF/88 define duas espécies de limitações ao poder de tributar: 
x Os princípios constitucionais tributários; 
x As imunidades tributárias. 
Essas limitações regulam a chamada incompetência tributária, ou 
competência tributária negativa, uma vez que, ao serem observadas as 
hipóteses nelas previstas, os Entes políticos ficam impossibilitados de fazer 
incidir os tributos previstos nas suas respectivas competências tributárias 
outorgadas expressamente pela CF/88. 
As disposições relativas às limitações constitucionais ao poder de tributar 
estão contidas principalmente nos normativos da nossa CF/88 destinados ao 
Sistema Tributário Nacional, o qual abrange os artigos 145 a 162. As 
limitações constitucionais ao poder de tributar, por sua vez, estão capituladas 
principalmente nos artigos 150 a 152 da CF/88. O artigo 150 possui a 
seguinte redação em seu caput: 
³$UW�������Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
�����´ 
22828861864
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Desse modo, não só esse artigo traz limitações impostas aos entes políticos, 
mas também outros presentes no texto da CF/88 e que visam a proteção do 
sujeito passivo frente ao poder legiferante tributário do Estado. Logo, o rol de 
garantias tributárias não possui um rol exaustivo nos artigos 150 a 152 da 
CF/88, existindo outros ao longo do texto da Carta Federal. 
 
Vista essa pequena introdução, vamos ao que interessa nessa aula: as 
espécies de princípios constitucionais tributários. Vamos em frente! 
 
 
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Princípios Gerais Tributários 
 
Veremos agora os seguintes princípios constitucionais tributários, todos 
presentes, expressa ou implicitamente, no texto da Carta Federal de 
1988: 
x Princípio da Irretroatividade; 
x Princípio da Legalidade Tributária; 
x Princípio da Anterioridade Anual; 
x Princípio da Anterioridade Nonagesimal; 
x Princípio da Isonomia; 
x Princípio da Capacidade Contributiva; 
x Princípio do Não-Confisco; 
x Princípio da Liberdade de Tráfego; 
x Princípio da Uniformidade Geográfica; 
x Princípio da Tributação Isonômica das Rendas das Obrigações da Dívida 
Pública e dos Vencimentos dos Agentes Públicos dos Estados, Distrito 
Federal e Municípios; 
x Princípio da Proibição de Concessão de Isenções Heterônomas; 
x Princípio da Progressividade; 
x Princípios da Generalidade e da Universalidade; 
x Princípio da não-discriminação quanta à procedência ou ao destino; 
x Princípio da Territorialidade; 
x Princípio da Seletividade; 
 
 
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x Princípio da Não-Cumulatividade; 
x Princípio da Transparência Fiscal; 
x Princípio da praticidade tributária. 
 
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Princípio da Irretroatividade 
 
No primeiro princípio da nossa aula de hoje, iremos tratar do princípio da 
irretroatividade, o qual está presente no grupo dos princípios relativos à 
segurança jurídica. Esse princípio é simples: quando falamos em instituição 
ou em majoração de tributos, a lei só se aplica ao que vier após a sua 
publicação. Sem exceção. 
Esse princípio está relacionado ao fato de as leis tributárias somente 
alcançarem os fatos geradores surgidos após a sua entrada em vigor, não 
podendo alcançar fatos pretéritos, ou seja, a lei tributária, quanto à 
instituição e majoração de tributos, possui efeitos prospectivos. Além 
disso, o princípio da irretroatividade é também uma CLÁUSULA 
PÉTREA da nossa CF/88, não podendo ser abolida por meio de Emenda 
Constitucional. 
Por exemplo, caso determinada lei institua o imposto sobre a realizaçãode 
concursos, de competência da União (uma vez que é um imposto não previsto 
expressamente na CF/88, fazendo parte da chamada competência tributária 
residual quanto aos impostos, exclusiva desse Ente Federativo), 
estabelecendo como fato gerador o momento de entrega da prova ao 
candidato, essa lei somente surtirá efeitos em relação aos concursos 
realizados após a data de vigência da respectiva lei. 
Logo, os candidatos que fizeram concurso antes do início da vigência da lei 
não serão obrigados a pagar qualquer tipo de imposto. A irretroatividade 
da lei tributária, QUANTO À INSTITUIÇÃO E À EXTINÇÃO DE 
TRIBUTOS, NÃO COMPORTA NENHUM TIPO DE EXCEÇÃO. 
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(VVH�SULQFtSLR�HVWi�LQVFXOSLGR�QR�DUWLJR������,,,��³D´��GD�&)�����FXMR�WH[WR�p�R�
seguinte: 
³$UW������ Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
III - cobrar tributos: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência da lei que os houver LQVWLWXtGR� RX� DXPHQWDGR�´�
(Grifos nosso) 
Antes de prosseguirmos, atente bem para o que está presente no enunciado 
do inciso III: TRIBUTOS. Assim, a regra da irretroatividade é válida para 
todo e qualquer tipo de tributo, e não apenas para impostos, como muitas 
bancas costumam cobrar em suas provas, tentando confundir e arrancar 
pontos preciosos dos candidatos menos atentos. O mesmo vale para as taxas 
e as contribuições de melhoria, bem como contribuições especiais e 
empréstimos compulsórios. A regra é ampla. 
O princípio da irretroatividade se relaciona diretamente como o inciso XXXVI 
do artigo 5º da CF/88, que trata da segurança jurídica de modo amplo: 
³Art. 5º (...) 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato 
jurídico perfeito e a coisa MXOJDGD�´ 
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Assim, a lei tributária, regra geral, não retroagirá. Quanto à instituição 
ou extinção de tributos, JAMAIS RETROAGIRÁ, conforme comentamos. 
Em relação a outros temas, como aplicação de penalidades tributárias e 
aplicação de leis meramente interpretativas, teremos situação em que a lei 
tributária poderá ter efeitos retroativos, casos que são visualizados quando do 
estudo da aplicação da legislação tributária. 
Essas disposições constam no artigo 106 do CTN, o qual, nesse momento, 
apenas transcrevo para ilustração da possível retroatividade da lei tributária 
em relação a leis que não criem ou extinguem tributos: 
³$UW�������$�OHL�DSOLFD-se a ato ou fato pretérito: 
I - em qualquer caso, quando seja expressamente 
interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração 
dos dispositivos interpretados; 
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: 
a) quando deixe de defini-lo como infração; 
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer 
exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido 
fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de 
tributo; 
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a 
SUHYLVWD�QD�OHL�YLJHQWH�DR�WHPSR�GD�VXD�SUiWLFD�´ 
³$QWHV� TXH� R� VHQKRU� ILQDOL]H�� SURIHVVRU�� H� TXDQWR� DRV� FDVRV� GH� UHGXomR� RX�
extinção GH�WULEXWRV"�2�TXH�DFRQWHFH"´ 
A CF/88 silencia sobre essas duas situações. Mas, uma vez que se traduz num 
benesse ao contribuinte, ao passo que a instituição e a majoração numa 
obrigação nova, as leis que extinguem ou reduzem tributos têm 
aplicação imediata, conforme doutrina dominante, a menos que a própria 
lei determine o contrário, retardando os efeitos da extinção/diminuição da 
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carga tributária anteriormente existente. Ora, não há porque esperar 
determinado prazo para reduzir ou eliminar a carga tributária imposta a 
determinado grupo de sujeitos passivos. A surpresa, diferentemente do que 
acontece no caso da instituição ou majoração de um tributo, é maravilhosa 
para o sujeito passivo, podendo ser usufruída de imediato. 
Veja algumas decisões do STF quanto á irretroatividade tributária: 
³$� &RUWH� ILUPRX� HQWHQGLPHQWR� VHJXQGR� R� TXDO� D� UHYLVmR� RX�
extinção de um benefício fiscal, que por se tratar de política 
econômica que pode ser revista a qualquer momento pelo 
Estado, não está restrita à observância dos princípios 
constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. 
(AI 783509 AgR/SP, de 19/01/2010).´ 
³$�mudança nos índices de correção monetária, com base em 
legislação superveniente, não constitui ofensa ao princípio do 
direito adquirido ou da irretroatividade tributária. (RE 395981 
$J5���')��GH�������������´ 
³$� QRUPD� OHJDO� TXH� simplesmente altera o prazo de 
recolhimento de tributo não se sujeita ao princípio da 
anterioridade especial (CF, art. 195, § 6º). II - Não há 
falar em "direito adquirido" ao prazo de recolhimento 
anteriormente previsto, pois, como se sabe, o STF não 
reconhece a existência de direito adquirido a regime jurídico. 
III - A circunstância de o fato disciplinado pela norma - isto 
é, o pagamento do tributo - haver de ocorrer após a sua 
edição é suficiente para afastar a alegada violação ao 
princípio da irretroatividade (CF, art. 150, III, a)(RE 219878 
3(��GH�������������´ 
 
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Para o STF, na última decisão transcrita, a alteração do prazo de recolhimento 
de tributo não importa em aumento da carga tributária, bem como de 
redução desta. Esse prazo, diante da sua natureza, pode ser fixado, inclusive, 
por ato infralegal, uma vez que a fixação de prazo de pagamento não está 
entre os temas a serem regulados por lei em sentido estrito, conforme 
prescreve o artigo 97 do CTN, que estipula os temas a serem 
obrigatoriamente regulados por lei em sentido estrito. 
 
 
(Questão 01) O princípio segundo o qual é vedado cobrar tributos em 
relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os 
KRXYHU�LQVWLWXtGR�RX�DXPHQWDGR��DUW������,,,��µD¶�GD�&5)%�����p�R�GD� 
a) anterioridade. 
b) irretroatividade. 
c) anualidade. 
d) imunidade recíproca. 
e) legalidade. 
Questão água com açúcar. A proibição de cobrar tributos em relação a fatos 
geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído 
ou aumentado é característica do princípio da irretroatividade. Veremos todos 
os demais princípios logo adiante. Assim, resta como correta a alternativa 
"b", gabarito da questão. 
 
 
Vamos agora ao princípio da legalidade outro importante princípio para a sua 
prova de direito tributário! 
 
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Princípio da Legalidade Tributária 
 
O princípio da legalidade é um dos princípios basilares do nosso ordenamento 
jurídico tributário, por meiodo qual se impõe ao ente tributante instituir ou 
majorar tributos, ou extinguir ou reduzir tributos, apenas por meio de lei em 
sentido estrito, não podendo ser utilizado outro normativo infraconstitucional 
que não esse, regra geral. É outro princípio intrinsecamente relacionado ao 
princípio da segurança jurídica, sendo ainda uma garantia individual do 
contribuinte e CLÁUSULA PÉTREA da nossa CF/88. 
Esse princípio está presente de forma genérica no inciso II do artigo 5º da 
Carta Federal, cujo texto é o seguinte: 
³Art. 5º (...) 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma 
FRLVD�VHQmR�HP�YLUWXGH�GH�OHL�´ 
Esse princípio, como comentei, está diretamente relacionado à segurança 
jurídica, a qual, por sua vez, exige do Estado a previsibilidade e o 
conhecimento prévio, por parte dos cidadãos, das normas tributárias a que 
serão submetidos, não sendo pegos desprevenidos por uma nova ordem 
jurídica ou de maneira arbitrária por parte dos seus governantes. 
O princípio da legalidade tributária se traduz no fundamento de validade de 
todo o ordenamento jurídico tributário e da tributação por ele estabelecida, 
sem o qual inexiste o próprio direito tributário, já que este é fundado no 
Estado democrático de direito proclamado por nossa Carta Federal de 1988. 
Esse princípio, quanto ao direito tributário, especificamente, está contido 
expressamente no artigo 150, I, da CF/88, cujo texto é o seguinte: 
 
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³$UW������ Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei TXH�R�HVWDEHOHoD�´ 
(Grifos nossos) 
Todo tributo é sempre exigido por lei, conforme consta no artigo 3º do CTN: 
³tributo é toda prestação pecuniária compulsória, instituído em lei...´�� 6H� p�
compulsório, deve estar previsto em lei, conforme mandamento extraído já 
no artigo 5º, II da CF/88, corroborado pelo que contém o artigo 150, I, da 
mesma Carta. Assim, o artigo 3º está diretamente relacionado ao princípio da 
legalidade. 
Quanto à criação de tributos (e, por meio do princípio do paralelismo das 
formas, também quanto à extinção e à redução), somente lei em sentido 
estrito poderá instituí-los, não se admitindo nenhuma exceção. Como 
veremos mais adiante, para outros temas tributários, a regra da legalidade 
poderá ser atenuada em relação, por exemplo, à majoração de tributos por 
meio do aumento de sua alíquota. Mas esse tema trataremos mais adiante. 
Nesse momento, devemos ter em mente apenas que toda instituição ou 
extinção de tributos somente pode ser feita por lei em sentido estrito, ou 
outro instrumento normativo que faça as vezes deste. Desse modo, nada 
impede que um tributo venha a ser instituído, regulado e extinto por uma 
medida provisória ou por uma lei delegada. Exceto nos casos de temas 
adstritos à regulação por lei complementar, e obedecendo as restrições 
constitucionais, a utilização desses dois instrumentos normativos é 
perfeitamente possível em matéria tributária. 
 
 
 
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Antes de continuarmos com o estudo do princípio da legalidade, temos que 
fazer menção ao que determina o artigo 62, §1º, III, da CF/88, relativamente 
às medidas provisórias e ao confronto de competências atribuídas a este 
instituto e à lei complementar: 
³$UW����������� 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre 
matéria: (...) 
III ± UHVHUYDGD�D�OHL�FRPSOHPHQWDU�´ 
Assim, os tributos sujeitos a criação ou extinção por meio de lei 
complementar jamais poderão ser regulados por medida provisória, o mesmo 
ocorrendo para as leis ordinárias, cuja medida provisória terá força a esta 
equivalente. O que uma lei complementar deve regular por disposição 
expressa na CF/88, nem a lei ordinária nem a medida provisória podem fazer 
sem incorrer em vício formal. 
Nada impediria, por exemplo, que o ITR viesse a ser instituído por meio de 
medida provisória, desde que atendidos os requisitos exigíveis para a edição 
desta (relevância e urgência). O mesmo não aconteceria, por exemplo, para 
os empréstimos compulsórios, que exigem lei complementar para a sua 
criação, extinção, redução ou majoração. 
Outro tema relativo a medidas provisórias e bastante cobrado em provas é o 
§2º do mesmo artigo 62 da CF/88, que possui a seguinte redação: 
³$UW����������� 
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração 
de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 
154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte 
se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em 
TXH�IRL�HGLWDGD�´ 
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Desse modo, exceto quanto ao II, ao IE, ao IOF, ao IPI e ao IEG, a medida 
provisória que implique em instituição ou majoração de tributo somente 
produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida 
em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
Desse modo, caso uma medida provisória publicada em 20 de agosto de 2014 
venha a majorar as alíquotas do ITR, por exemplo, a alteração somente 
surtirá efeitos em 2015 se a medida provisória for convertida em lei até o dia 
31 de dezembro de 2014, em obediência ao que consta no artigo 62, §2º, da 
CF/88. 
A regra presente no artigo 62, §2º, da CF/88, como se pode notar na sua 
redação, somente se aplica aos impostos. Quanto às demais espécies 
tributárias, a regra da anterioridade é plena, devendo ser completamente 
observada pelos entes políticos. Para esses casos (demais espécies tributárias 
que não os impostos), deve ser levado em consideração a data de publicação 
da medida provisória, e não a data de sua conversão em lei. 
Quanto às contribuições para a seguridade social, a medida provisória que 
institua essa espécie tributaria e publicada até 31 de dezembro de um ano 
poderá ser plenamente aplicada já no ano seguinte, devendo ser contado 
apenas os noventa dias exigidos pelo princípio da noventena, iniciando-se 
esse prazo na data da publicação da medida provisória, e não na data da 
conversão desta em lei, como acontece para os impostos. Somente nos casos 
em que a medida provisória sofre alterações substanciais é que um novo 
prazo será estabelecido. Caso não, conta-se da publicação da medida 
provisória. 
Outro ponto importante sobre as medidas provisórias e de relevância para o 
direito tributário é o artigo 246 da CF/88, acrescentado pela emenda 
constitucional nº 32, de 2001. Sua redação é a seguinte: 
 
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³$UW�� ����� e� YHGDGD� D� DGRomR� GH� PHGLGD� SURYLVyULD� QD�
regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha 
sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1º de 
MDQHLUR�GH������DWp�D�SURPXOJDomR�GHVWD�HPHQGD��LQFOXVLYH�´ 
Os temas principais regulados por emenda constitucional publicada no período 
especificado noartigo 246 da CF/88 são: 
x Autorização para a progressividade fiscal do IPTU (Emenda 
constitucional nº 29, de 2002); 
x Possibilidade de diferenciação de alíquotas do IPTU em razão do uso e 
da localização do imóvel urbano (Emenda constitucional nº 29, de 
2002); 
x Temas relativos às contribuições para financiamento da seguridade 
social (Emenda constitucional nº 20, de 1998). 
Vista essa pequena passagem sobre as medidas provisórias, vamos em 
frente, retomando com o princípio da legalidade. 
 
 
Quanto à lei em sentido formal, a lei que cria ou extingue tributos será, EM 
REGRA, lei ordinária. Por sua vez, para a maioria dos tributos, será necessária 
lei formal também para a redução ou majoração destes (logo adiante 
veremos que alguns tributos podem ser majorados ou reduzidos por atos 
infralegais). Por sua vez, para alguns casos previstos na CF/88, a criação ou 
extinção se dará por lei complementar. 
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Por sua vez, ao instituir um tributo, cabe à lei criadora definir com clareza os 
elementos que o caracterizam e o definem, adequando determinada conduta 
do sujeito passivo ao que consta na norma tributária, hipótese em que 
falamos do princípio da tipicidade da lei tributária. A tipicidade se relaciona 
à obrigatoriedade de o legislador definir em lei todos os elementos que 
delimitam a incidência do tributo instituído. Esses elementos são, 
principalmente, os seguintes: 
9 Fato Gerador (elemento material); 
9 Local de ocorrência do fato gerador (elemento espacial); 
9 Base de cálculo e alíquota(s) (elementos quantificadores do tributo); 
9 Sujeitos passivos (elemento pessoal); 
9 Momento da ocorrência do fato gerador (elemento temporal). 
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A necessidade de previsão legal para os elementos que acabamos de 
enumerar é decorrente do que determina o artigo 97 do CTN, que assim nos 
diz sobre a adoção do princípio da legalidade e a determinação dos elementos 
nucleares do tributo: 
³$UW������Somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o 
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária 
principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 
52, e do seu sujeito passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de 
cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 
65; 
V - a cominação de penalidades para as ações ou 
omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras 
infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de 
créditos tributários, ou de dispensa ou redução de 
penalidades�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Assim, uma vez que a definição de vencimento do prazo para 
pagamento de tributos, bem como a instituição de obrigações 
tributárias acessórias, não está elencada no artigo 97 do CTN, esse 
tema não está, assim, submetido ao princípio da legalidade, podendo 
ser livremente estipuladas por normativos infralegais, como Decretos 
do Poder Executivo. Veja o que nos diz o STF sobre o tema da fixação do 
prazo de recolhimento de tributos: 
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³6HJXQGR� RULHQWDomR� ILUPDGD� SRU� HVWD� 6XSUHPD� &RUWH�� D�
fixação do prazo de recolhimento de tributo pode ser 
realizada por norma infraordinária, isto é, sem o rigor 
do processo legislativo próprio de lei em sentido 
estrito. Se a redução abrupta do prazo de recolhimento 
implicou a majoração artificial do montante real devido, 
eventual violação constitucional ocorreria em relação à 
capacidade contributiva (equilíbrio base de cálculo ' critério 
material), à segurança jurídica e à proibição do uso de tributo 
com efeito confiscatório, mas não em relação à regra da 
legalidade. (RE 546316 AgR/SP, de 18/���������´ 
Por sua vez, temos também o seguinte: 
³,PSURFHGrQFLD�GD�DOHJDomR��WHQGR�HP�YLVWD�QmR�VH�HQFRQWUDU�
sob o princípio da legalidade estrita e da anterioridade a 
fixação do vencimento da obrigação tributária; já se 
havendo assentado no STF, de outra parte, o entendimento 
de que a atualização monetária do débito de ICMS 
vencido não afronta o princípio da não-cumulatividade. 
�5(��������$J5�0*��GH�������������´ 
Quanto à decisão acima, o STF entende que a simples atualização monetária 
de valores de créditos tributários não se confunde com majoração de tributos. 
A correção monetária, como se depreende do seu nome, apenas atualiza os 
valores de tributos em razão da chegada dos efeitos inflacionários, fazendo 
com que os valores tributários sejam corrigidos pelos percentuais oficiais. 
Essa é a previsão constante também no artigo 97, §2º, do CTN, que possui a 
seguinte redação: 
³$UW����������� 
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§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do 
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor 
PRQHWiULR�GD�UHVSHFWLYD�EDVH�GH�FiOFXOR�´ 
Na mesma linha temos a Súmula STJ nº 160, que nos diz o seguinte em seu 
texto: 
³6~PXOD� 67-� Qž� ����� ³e� GHIHVR� DR� 0XQLFtSLR�� DWXDOL]DU� R�
IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice 
RILFLDO�GH�FRUUHomR�PRQHWiULD�´ 
Nessa linha, o princípio da tipicidade não é um princípio autônomo, 
estando umbilicalmente ligado ao princípio da legalidade, sendo decorrente 
deste, e definindo os elementos caracterizadores do tributo instituído. 
Enquanto que o princípio da legalidade está relacionado à forma como serão 
impostos os normativos tributários (lei em sentido estrito), o princípio da 
tipicidade está relacionado ao conteúdo que estes terão, ou, sobre o que deve 
tratar o texto da lei. 
Fazendo um paralelo entre os dois princípios (legalidade e tipicidade) e uma 
certidão de nascimento, teríamos que a certidão em si seria o princípio da 
legalidade, uma vez que uma pessoa natural somente tem existência jurídica 
com essa formalização, com esse documento. Já o princípio da tipicidade está 
relacionado às informações constantes nessa certidão e que definem a 
natureza da pessoa natural (sexo, dia de nascimento, pais, local de 
nascimento, entre outras) 
 
 
 
 
 
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(Questão 02) 2�JUXSR�FULRX�XPD� UHGH�GH����HPSUHVDV�GH� IDFKDGD� ������í�
todas registradas em nome de laranjas. As empresas importavam produtos 
químicos, mas não pagavam nenhum tributo sobre as operações. (...) Os 
SURGXWRV� LPSRUWDGRV� HUDP� µUHYHQGLGRV¶�� HP� RSHUDo}HV� ILFWtFias, a outras 
empresas do grupo, espalhadas por vários estados. A partir daí, o bando 
revendia os produtos a seus clientes normalmente, usando empresas reais 
(...), mas sem arcar com o custo dos impostos. A quadrilha também fraudavaos fiscos estaduais: nessas operações cruzadas, acumulava créditos 
tributários, mesmo sem nunca recolher ICMS. Nessa outra fraude, pode ter 
sonegado mais de 1 bilhão de reais. (Revista Veja. Editora Abril. Edição 2231, Ano 44, no 34, 
24/08/2011, p. 76) 
O texto acima está se referindo ao princípio explícito da: 
a) legalidade. 
b) irretroatividade da lei tributária. 
c) anterioridade da lei tributária. 
d) segurança jurídica. 
e) igualdade. 
Observe que em todas as situações apresentadas, a quadrilha em questão 
burlou o que dizia a lei, sonegando, abrindo empresas fantasmas, realizando 
operações fictícias, entre outras. O que faz com que as operações sejam 
ilegais? A presença de lei estipulando o contrário, ou o que deve ser feito 
corretamente. Logo, estamos diante do princípio da legalidade, o que nos leva 
D�WHU�FRPR�JDEDULWR�D�DOWHUQDWLYD�³D´� 
 
 
 
 
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Vamos agora às atenuações do princípio da legalidade, conhecidas também 
como exceções ou mitigações ao princípio, de grande importância para as 
provas de concursos de direito tributário. As bancas adoram esse tema. Muita 
atenção! 
 
EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
 
Inicialmente temos que fixar que, quanto à criação ou à extinção de 
tributos, o princípio da legalidade não comporta qualquer exceção, 
devendo ser sempre por meio de lei em sentido estrito, formal. Ou outro 
normativo que faça as vezes desta, como as medidas provisórias e as leis 
delegadas, e desde que o tema não seja exclusivo de regulação por lei 
complementar. 
Por sua vez, quase que regra absoluta, as exceções dizem respeito às 
alterações de alíquotas de determinados tributos, as quais veremos agora. 
Nenhuma das exceções diz respeito a fatos geradores e sujeitos 
passivos. 
 
 
01 ± Alteração das alíquotas dos seguintes impostos federais, todos 
revestidos de natureza extrafiscal (nos chamados tributos extrafiscais, a 
função primordial do tributo é a regulação da economia ou uma situações de 
mercado, e não a simples função arrecadatória): 
™ Imposto de Importação (II); 
™ Imposto de Exportação (IE); 
™ Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 
™ Imposto sobre operações de créditos, câmbio e seguros (IOF). 
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Essas quatro exceções ao princípio da legalidade estão previstas no artigo 
153, §1º, da CF/88, cuja redação é a seguinte: 
³$UW�������&RPSHWH�j�8QLmR�LQVWLWXLU�LPSRVWRV�VREUH� 
I - importação de produtos estrangeiros; 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais 
ou nacionalizados; 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas 
a títulos ou valores mobiliários; 
VI - propriedade territorial rural; 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
§ 1º - É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições 
e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos 
LPSRVWRV� HQXPHUDGRV� QRV� LQFLVRV� ,�� ,,�� ,9� H� 9�´ (Grifos 
nosso) 
Diante do que consta na redação da Carta Federal, a alteração das alíquotas 
dos impostos anteriormente enumerados pode ser feita por ato do poder 
executivo federal, não necessitando de lei formal para tanto. Em geral, essas 
alíquotas são alteradas por meio de decreto presidencial ou portaria do 
Ministério da Fazenda. 
Entretanto, as alterações devem ser apenas para reduzi-las ou restabelecê-
las, jamais para superar os valores previstos na lei instituidora do tributo. 
Assim, caso a lei que institui o IE fixe para determinado produto exportado 
uma alíquota de 30%, o poder executivo poderá reduzi-la para 5%, mas, ao 
restabelecê-la, deverá fixá-la, no máximo, em 30%, não podendo superar 
esse valor, a menos que haja previsão na própria lei. 
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Veja o que dispõe o Decreto-Lei nº 1.578, de 1977, que regula o imposto de 
exportação: 
³$UW�� �R� $� alíquota do imposto é de trinta por cento, 
facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou aumentá-la, para 
atender aos objetivos da política cambial e do comércio 
exterior. 
Parágrafo único. Em caso de elevação, a alíquota do 
imposto não poderá ser superior a cinco vezes o 
percentual fixado neste artigo�´��*ULIRV�QRVVR�� 
3RU� ILP�� ³a competência para a fixação das alíquotas do imposto de 
exportação de produtos nacionais ou nacionalizados não é exclusiva do 
presidente da República; pode ser exercida por órgão que integre a estrutura 
do Poder Executivo´�� FRQIRUPH� FLWDGR� HP� SURYD� UHDOL]DGD� SHOR� &(63(� HP�
2010. /RJR�� HPERUD� D� WH[WR� FRQVWLWXFLRQDO� VH� UHILUD� DR� ³3RGHU� ([HFXWLYR´��
essa atribuição (alteração de alíquotas dos impostos previstos no artigo, 153, 
§1º, da CF/88) pode ser exercida por órgão integrante da estrutura desse 
Poder, como é o caso da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior), a qual 
possui a competência para, por ato próprio, alterar as alíquotas do II e do IE. 
 
 
02 ± Definição das alíquotas do ICMS incidente sobre combustíveis e 
lubrificantes em relação à incidência monofásica desse tributo 
(chamado de ICMS monofásico, ou unifásico, ou de tributação única). 
Para esses casos, cabe aos convênios celebrados pelos Estados e pelo Distrito 
Federal, por meio de seus representantes, a fixação de alíquotas do imposto 
para essas situações, as quais terão eficácia em todo o território nacional, 
não sendo utilizada lei em sentido formal. 
Ou seja, para o ICMS incidente uma única vez, e relativo a combustíveis e 
lubrificantes, as alíquotas do imposto serão fixadas por meio de Convênio 
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celebrados pelos Estados e pelo Distrito Federal, assinado pelos 
representantes do poder executivo no âmbito do chamado CONFAZ 
(Conselho Nacional de Política Fazendária), regulado pela lei 
complementar federal nº 24, de 1975. 
No CONFAZ estão presentes representantes das Fazendas Estaduais/Distrital 
e do Governo Federal, que deliberam, principalmente, sobre a concessão e 
revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais relativos ao ICMS. As 
decisões tomadas no âmbito do CONFAZ, por sua vez, serão externadas por 
meio de Convênios ICMS, os quais terão força de lei quanto aos temas que 
regulam, devendo ser adotados por todas as Unidades Estaduais. 
A previsão quanto à alteração das alíquotas do ICMS monofásico pelo 
CONFAZ, e por meio de convênio celebrado em seu âmbito (portanto, sem a 
necessidade de lei em sentido estrito), consta no artigo 155, §4º, IV, da 
CF/88: 
³Art. 155 (...) 
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte: 
(...) 
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante 
deliberação dos Estados e Distrito Federal, nos termos do § 
2º, XII, g, observando-se o seguinte: (...) 
Por sua vez, o §2º, XII, g e h, nos diz o seguinte: 
³;,,�- cabe à lei complementar: (...) 
g) regular a forma como, mediantedeliberação dos Estados e 
do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais 
serão concedidos e revogados. 
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o 
imposto incidirá uma única vez, qualquer que seja a sua 
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finalidade, hipótese em que não se aplicará o disposto no 
LQFLVR�;��E�´ 
Nessa situação, temos representantes dos poderes executivos estaduais e 
distrital regulando temas que, em regra, seriam de competência do poder 
legislativo, expedindo atos com força de lei e de cumprimento obrigatório 
pelos sujeitos passivos nas vinte e sete unidades federativas estaduais. 
 
 
03 ± Alteração das alíquotas da CIDE-combustíveis (redução e 
restabelecimento) por ato do poder executivo federal, não 
necessitando de lei em sentido estrito. 
A CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) somente poderá 
ter suas alíquotas reduzidas e restabelecidas por ato do poder 
executivo caso seja feito dentro dos limites previstos na lei que a 
institua, não podendo seus valores ser majorados além dos previstos nessa 
lei. (VVD�SUHYLVmR�FRQVWD�QR�DUWLJR������†�ž��,��³E´��GD�&)���� 
³Art. 177 (...) 
§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio 
econômico relativa às atividades de importação ou 
comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e 
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos 
seguintes requisitos: 
I - a alíquota da contribuição poderá ser: (...) 
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, 
QmR� VH� OKH� DSOLFDQGR� R� GLVSRVWR� QR� DUW�� ����,,,�� E�´� �*ULIRV�
nosso) 
 
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O poder executivo federal não pode alterar as alíquotas além do limite 
permitido em lei, cabendo ao poder legislativo fixar outro limite máximo. Ao 
poder executivo, por ato infralegal, somente é permitido reduzir a alíquota 
inicialmente prevista ou restabelecê-la ao patamar inicial. 
 
 
04 ± Também por meio de convênios interestaduais poderão ser 
concedidos benefícios fiscais em matéria de ICMS (isenção, concessão 
de créditos resumidos, remissões, anistias, reduções de base de 
cálculo). 
Essa previsão consta no artigo 150, §6º, juntamente com o artigo 155, §2º, 
XII, g, ambos da CF/88: 
³Art. 150 (...) 
§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de 
cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, 
relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser 
concedido mediante lei específica, federal, estadual ou 
municipal, que regule exclusivamente as matérias acima 
enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, 
sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g�´ 
³$UW����������� 
§2º (...) 
XII - cabe à lei complementar: (...) 
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e 
do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais 
VHUmR�FRQFHGLGRV�H�UHYRJDGRV�´ 
 
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Assim, as decisões adotadas no âmbito do CONFAZ, regulando a concessão e 
a revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais não necessitam (e 
porque não dizer que não podem) de lei em sentido estrito, a qual, em regra, 
é produzida por um órgão legislativo. Os convênios, que materializam as 
decisões tomadas no CONFAZ, têm força de lei quanto às matérias que 
regulam, embora sejam editados por representantes do poder executivo e, 
quase que em sua totalidade, completamente desvinculados do poder 
legislativo. 
Quanto às exceções à legalidade tributária, veja a figura ilustrativa abaixo: 
 
Uma característica marcante das regras acima é que, com exceção do ICMS-
monofásico, todos os tributos possuem o caráter extrafiscal, ou seja, a função 
primordial não é a arrecadação, mas sim a intervenção no mercado ou na 
economia, regulando situações em que se mostra necessária a intervenção do 
Estado. 
Para finalizar esse princípio, vamos a algumas decisões proferidas pelo STF 
quanto ao tema: 
³6~PXOD� 67)� Qž� ����� 'HFLVmR� TXH� GHFODUD� LQGHYLGD� D�
cobrança do imposto em determinado exercício não faz 
coisa julgada em relação aos posteriores�´ 
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³(VWD� &RUWH� FRQVRlidou entendimento no sentido de 
caracterizar como taxa a cobrança pecuniária pela SUFRAMA 
para anuir aos pedidos de guias de importação de insumos e 
bens de capital e aos pedidos de desembaraço aduaneiro e 
do controle dos internamentos na Zona Franca de Manaus. 2. 
A cobrança de taxa por meio de portaria viola o 
princípio da legalidade tributária. (RE 599450 AgR/AM, 
GH�������������´ 
³$V�contribuições anualmente devidas aos conselhos de 
fiscalização profissional possuem natureza tributária e, 
desse modo, sujeitam-se ao princípio da legalidade 
tributária, previsto no art. 150, I, da Lei Maior. II ± O 
Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 1.717/DF, Rel. 
Min. Sidney Sanches, declarou a inconstitucionalidade de 
dispositivo legal que autorizava os conselhos de fiscalização 
profissional a fixar suas contribuições anuais. (ARE 640937 
$J5�35��GH�������������´ 
³$� instituição dos emolumentos cartorários pelo 
Tribunal de Justiça afronta o princípio da reserva legal. 
Somente a lei pode criar, majorar ou reduzir os valores das 
taxas judiciárias. Precedentes. 4. Inércia da União Federal em 
editar normas gerais sobre emolumentos. Vedação aos 
Estados para legislarem sobre a matéria com fundamento em 
sua competência suplementar. (ADI 1709/MT, de 
10����������´ 
Quanto à última decisão, os emolumentos cartorários, como vimos em aula 
passada, são tributos. Logo, sujeitos aos princípios constitucionais tributários, 
uma vez que as taxas não são exceções a nenhum deles. Assim, sujeitam-se 
ao princípio da legalidade, devendo ser criados, majorados, reduzidos ou 
extintos apenas por meio de lei formal. 
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(Questão 03) A competência tributária, assim entendida como o poder que 
os entes políticos ± União, Estados- Membros, Distrito Federal e Municípios ± 
têm para instituir tributos, não é ilimitada. Ao contrário, encontra limites na 
Constituição Federal, entre os quais destacamos o princípio da legalidade 
tributária, segundo o qual nenhum tributo poderá ser instituído ou majorado a 
não ser por lei. Porém, a própria Constituição Federal excetua da 
obrigatoriedade de ser majorados por lei (podendo sê-lo por ato do Poder 
Executivo) alguns tributos. São exemplos desses tributos: 
a) imposto sobre renda e proventos / imposto sobre importação de produtos 
estrangeiros / contribuição para o PIS/PASEP. 
b) imposto sobre produtos industrializados / CIDE combustível / contribuição 
para o PIS/PASEP. 
c) imposto sobre importação de produtosestrangeiros / imposto sobre 
exportação de produtos nacionais ou nacionalizados / imposto sobre renda e 
proventos. 
d) CIDE combustível / imposto sobre produtos industrializados / imposto 
sobre operações de crédito, câmbio e seguros. 
e) contribuição para o PIS/PASEP / imposto sobre operações de crédito, 
câmbio e seguros/ imposto sobre produtos industrializados. 
Os tributos que são exceções ao princípio da legalidade, seja em relação às 
alterações de alíquotas seja em relação aos convênios do CONFAZ, são os que 
seguem: 
™ Imposto de Importação (II); 
™ Imposto de Exportação (IE); 
™ Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 
™ Imposto sobre operações de créditos, câmbio e seguros (IOF); 
 
 
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™ ICMS monofásico; 
™ CIDE-combustíveis 
'LDQWH�GLVVR��VRPHQWH�D�DOWHUQDWLYD�³G´�DWHQGH�D�HQXPHUDomR�DFLPD��VHQGR�R�
gabarito da questão apresentada. 
Vamos agora ao princípio da anterioridade anual. 
 
 
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Princípio da Anterioridade Anual 
 
Esse é outro princípio relacionado ao princípio da segurança jurídica, e visa 
dotar os sujeitos passivos de um tempo mínimo para se ajustarem 
aos efeitos de uma nova lei ou imposição tributária. É também 
conhecido como princípio da não surpresa tributária, juntamente com o 
princípio da anterioridade nonagesimal, a ser visto logo adiante, sendo 
conceituado ainda como uma garantia individual dos contribuintes, possuindo 
status de CLÁUSULA PÉTREA na nossa atual CF/88. 
O princípio da anterioridade anual, do exercício financeiro ou comum, 
HVWi�SUHYLVWR�QR�DUWLJR������,,,��³E´��GD�&)�����FXMR�WH[WR�p�R�VHJXLQWH� 
³$UW������ Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
III - cobrar tributos: (...) 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada 
a lei que os instituiu ou aumHQWRX�´ 
Como podemos observar no texto constitucional, esse postulado se volta para 
todos os Entes Federativos, e em relação a todos os tributos por eles 
instituídos, RESSALVADAS AS EXCEÇÕES EXPRESSAMENTE PREVISTAS 
NA CF/88. Logo em seguida veremos essas importantes ressalvas, bastante 
cobradas em provas de concurso. 
Conforme o princípio, uma lei publicada no ano X (lei plenamente vigente), e 
que institua ou majore tributos, somente surtirá efeitos (terá eficácia) no 
exercício financeiro X + 1. É vedado aos Entes políticos cobrar tributos dentro 
do mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os 
instituiu ou majorou, somente podendo fazer isso no exercício financeiro 
seguinte ao da publicação. Ressalvadas as exceções expressas na CF/88. 
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Assim, uma lei publicada em 20 de setembro de 2014, e que majora 
determinado tributo federal (e desde que não seja uma exceção ao princípio) 
já possui plena vigência no mundo jurídico. Entretanto, sua eficácia (produção 
dos efeitos junto aos sujeitos passivos) somente se dará, regra geral, em 1º 
de janeiro de 2015, atendendo o princípio da anterioridade anual. 
Por sua vez, por exercício financeiro devemos entender o período 
compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de um mesmo ano do 
calendário civil, conforme consta na lei federal nº 4.320, de 1964. 
Com efeito, o princípio tem como finalidade evitar a surpresa tributária, 
preparando o sujeito passivo para a nova tributação ou majoração desta, de 
PRGR� TXH� HOH� SRVVD� RUJDQL]DU� VXDV� ILQDQoDV� SDUD� ³DFRPRGDU´� R� QRYR� {QXV�
tributário. O princípio da anterioridade anual impede que Virgulino seja pego 
desprevenido, já que ele costuma gastar todo seu suado vencimento, seja 
com contas, seja com o seu sócio (o Governo). Com a publicação de uma 
nova lei onerando tributariamente seu orçamento, Virgulino vai ter que 
adequar suas finanças, mas o Estado irá dar um tempo para ele fazer isso. 
³&HUWR�� SURIHVVRU�� $FRPRGDU� R� QRYR� {QXV� WULEXWiULR� SDUD� QmR� VHU� SHJR� GH�
surpresa. O princípio veda que sejam cobrados ou majorados tributos no 
mesmo exercício financeiro. Mas e se essa lei for publicada em 31 de 
dezembro, prevendo que a sua eficácia se dê já a partir de 1º de janeiro do 
ano seguinte? O princípio será atendido, mas teremos uma surpresa tributária 
GR�PHVPR�MHLWR��QmR"´ 
0XLWR�EHP�� FDUR�DOXQR��3DUD�HYLWDU� LVVR��R� OHJLVODGRU� FRQVWLWXLQWH� ³HODERURX´�
também o princípio da noventena, que veremos logo em seguida na nossa 
aula de hoje. Resumidamente, ele nos diz que, exceto quanto às exceções ao 
princípio da noventena, os tributos somente poderão ser cobrados depois de 
decorridos 90 dias após a data da publicação da lei que os houve instituído ou 
aumentado. Ou seja, em regra, na pior das hipóteses, os sujeitos passivos 
terão 90 dias antes de terem de pagar mais tributos. Repito: exceto se o 
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tributo for uma exceção ao princípio da noventena, que veremos mais 
adiante. Vamos em frente. 
Quanto ao princípio da anterioridade, não devemos confundir este com outro 
princípio anteriormente presente no nosso texto magno: o princípio da 
ANUALIDADE tributária. 
Atenção: não confunda o princípio da ANTERIORIDADE anual, presente 
na nossa Carta de 1988, como o princípio da ANUALIDADE tributária, 
não mais vigente nosso ordenamento constitucional. 
O princípio da anualidade rezava que um tributo somente poderia ser cobrado 
em um determinado exercício caso autorizado previamente em orçamento 
anual, sendo autorizada a cobrança do tributo em um ano e permitida a 
cobrança no exercício seguinte. Esse princípio, repito, não mais se aplica 
aos dias atuais! Cuidado, as bancas costumam cobra-lo como se fosse o 
princípio da anterioridade tributária. 
 
O aumento ou a majoração de tributos, como vimos, submete-se ao princípio 
da anterioridade tributária. Ok. Mas e a diminuição ou a extinção de um 
tributo? Submetem-se? 
Nenhuma das duas se submete, podendo ter aplicação imediata para os 
sujeitos passivos, se a lei não dispuser em contrário, claro. O princípio se 
aplica apenas quando há ³SUHMXt]R´�para o contribuinte, aumentando a carga 
tributária, e não para beneficiá-lo. 
Por sua vez, a revogação de uma isenção INCONDICIONADA, ainda que 
venha a aumentar a carga tributária a ser suportada, NÃO SE 
SUBMETE AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE, uma vez que o tributo já 
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era existente ao tempo da concessão, sendo conhecido do contribuinte que 
passará a suportar o ônus tributário advindo com a revogação da isenção. 
Assim, passa a ser imediatamente exigido o tributo outrora isentado pelo 
legislador, caso a lei não preveja de outro modo. Esse entendimentoestá 
presente em decisão do STF, a qual transcrevo abaixo: 
³(0(17$� ± CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO. 
REVOGAÇÃO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. I. Revogada a 
isenção, o tributo volta a ser imediatamente exigível. Em 
caso assim, não há de se observar o princípio da 
anterioridade, dado que o tributo já é existente. (RE 
�������(6��GH�����������´��*ULIRV�QRVVR�� 
Na mesma linha, a redução ou extinção de desconto para o pagamento 
de tributo previsto em lei não ofende o princípio da anterioridade, 
tendo também aplicação imediata. Veja o que diz o STF sobre o tema: 
³(...) A redução ou a extinção de desconto para pagamento 
de tributo sob determinadas condições previstas em lei, como 
o pagamento antecipado em parcela única, não pode ser 
equiparada à majoração do tributo em questão, no caso, o 
IPVA. Não-incidência do princípio da anterioridade tributária. 
6. Vencida a tese de que a redução ou supressão de desconto 
previsto em lei implica, automática e aritmeticamente, 
aumento do valor do tributo devido. (ADI 4016 MC/PR, de 
������������´ 
³$� UHJUD� OHJLVODWLYD� TXH� VH� OLPLWD� VLPSlesmente a mudar o 
prazo de recolhimento da obrigação tributária, sem qualquer 
repercussão, não se submete ao princípio da anterioridade. 
�5(��������6&��GH�������������´ 
Diante do que consta acima, o STF editou a seguinte Súmula: 
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³6~PXOD� 67)� Qž� ����� 1RUPD� legal que altera o prazo de 
recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao 
SULQFtSLR�GD�DQWHULRULGDGH�´ 
Outras decisões nos dizem o seguinte quanto à anterioridade: 
³$� PRGLILFDomR� GRV� IDWRUHV� GH� LQGH[DomR�� FRP� EDVH� HP�
legislação superveniente, não constitui desrespeito a 
situações jurídicas consolidadas (CF, art. 5º, XXXVI), nem 
transgressão ao postulado da não-surpresa, 
instrumentalmente garantido pela cláusula da anterioridade 
tributária (CF, art. 150, III, "b"). (RE 200844, de 
������������´ 
³(0(17$��,��$omR�GLUHWD�GH�LQFRQVWLWXFLRQDOLGDGH��/�������GR�
Estado do Amapá, publicada no DOE de 30.12. 2006, que 
dispõe sobre custas judiciais e emolumentos de serviços 
notariais e de registros públicos, cujo art. 47 - impugnado - 
determina que a "lei entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 
2006": procedência, em parte, para dar interpretação 
conforme à Constituição ao dispositivos questionado e 
declarar que, apesar de estar em vigor a partir de 1º de 
janeiro de 2006, a eficácia dessa norma, em relação aos 
dispositivos que aumentam ou instituem novas custas e 
emolumentos, se iniciará somente após 90 dias da sua 
publicação. II. Custas e emolumentos: serventias judiciais e 
extrajudiciais: natureza jurídica. É da jurisprudência do 
Tribunal que as custas e os emolumentos judiciais ou 
extrajudiciais tem caráter tributário de taxa. III. Lei 
tributária: prazo nonagesimal. Uma vez que o caso 
trata de taxas, devem observar-se as limitações 
constitucionais ao poder de tributar, dentre essas, a 
prevista no art. 150, III, c, com a redação dada pela EC 
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42/03 - prazo nonagesimal para que a lei tributária se torne 
HILFD]���$',������$3��GH�������������´ 
Por sua vez, temos outra importante decisão do STF, já cobrada literalmente 
em provas de concurso, que dispõe sobre a simples prorrogação de prazo de 
aplicação de alíquota anteriormente publicada e já vigente, não sendo 
necessária obediência ao princípio da anterioridade para que seja novamente 
aplicável. Segue a sua transcrição: 
³(...) A Lei paulista 11.813/04 apenas prorrogou a cobrança 
do ICMS com a alíquota majorada de 17 para 18%, criada 
pela Lei paulista 11.601/2003. 2. O prazo nonagesimal 
previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal 
somente deve ser utilizado nos casos de criação ou 
majoração de tributos, não na hipótese de simples 
prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. 3. 
Recurso extraordinário conhecido e provido para possibilitar a 
prorrogação da cobrança do ICMS com a alíquota majorada. 
�5(��������63��GH�������������´ 
³(...). 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento 
segundo o qual a prorrogação da data originariamente 
prevista para vigorar o tributo não equivale a sua instituição 
ou majoração, razão pela qual a anterioridade nonagesimal 
não incide nessa hipótese. (RE 537688 AgR/RS, de 
������������´ 
Ora, prorrogar o prazo de aplicação de uma alíquota mais gravosa já 
existente não altera em nada a carga tributária que já vinha sendo suportada 
pelo contribuinte. Logo, a prorrogação do prazo de vigência de uma alíquota 
já previamente existente não necessita de obediência ao princípio da 
anterioridade anual. 
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Na mesma linha, o STF entende que a redução ou extinção de determinado 
desconto legalmente previsto não deve obediência ao princípio da 
anterioridade, uma vez que não se configura como um aumento da carga 
tributária. 
Contudo, como toda e boa regra, o princípio da anterioridade comporta 
algumas exceções, que veremos agora. Elas são de extrema importância para 
a sua prova, uma vez que são bastante cobradas em provas de concurso que 
tratam do princípio da anterioridade. 
O princípio da anterioridade tributária nos diz que nenhum ente político 
poderá cobrar tributos no mesmo exercício financeiro que em tenha sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumento. Excepcionado essa regra, temos 
alguns tributos, que, ao serem instituídos ou majorados, já podem ser 
cobrados no mesmo exercício financeiro em que essas mudanças forem 
impostas aos sujeitos passivos. 
Observe a figura a seguir, onde constam as exceções ao princípio da 
anterioridade, bem como aos da legalidade e ao da anterioridade 
nonagesimal, a ser visto logo adiante na aula: 
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Assim, temos como exceções ao princípio da anterioridade os seguintes 
tributos: 
¾ Alteração das alíquotas do II, IE, IOF e IPI (os chamados 
impostos com função extrafiscal) ± Artigo 153, I, II, IV e V; 
¾ Instituição dos impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± 
Artigo 154, II; 
¾ Instituição de empréstimos compulsórios nos casos de 
calamidade pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 
148, I; 
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¾ Instituição das Contribuições parafiscais para a seguridade 
social, ou alteração de suas alíquotas ± Artigo 195, §6º; 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas da CIDE-
Combustíveis ± AUWLJR������†�ž��,��³E´� 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas do ICMS - 
Monofásico, relativo aos combustíveis e lubrificantes ± Artigo 
155, §4, IV. 
A previsão das exceções está contida nos artigos 148, I;150, §1º; 155, §4º, 
IV; 177, §4º, II, ³E´�H 195, §6º,todos da CF/88, que assim nos dizem: 
³$UWLJR����������� 
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos 
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 
154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos 
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, 
II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos 
QRV�DUWV�������,,,��H������,�´ 
³$UW������������ 
§ 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só 
poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da 
publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não 
VH�OKHV�DSOLFDQGR�R�GLVSRVWR�QR�DUW�������,,,���E��´ 
³$UW������������ 
§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio 
econômico relativa às atividades de importação ou 
comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e 
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos 
seguintes requisitos: 
I - a alíquota da contribuição poderá ser: (...) 
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b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se 
OKH�DSOLFDQGR�R�GLVSRVWR�QR�DUW������,,,��E�´ 
³$UW������������†��ž�1D�KLSyWHVH�GR�LQFLVR�;,,��K��REVHUYDU-se-
á o seguinte: (...) 
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante 
deliberação dos Estados e Distrito Federal, nos termos do § 
2º, XII, g, observando-se o seguinte: (..) 
c) poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes 
DSOLFDQGR�R�GLVSRVWR�QR�DUW�������,,,��E´� 
Assim, por exemplo, caso o poder executivo federal majore as alíquotas da 
CIDE-combustíveis no dia 14 de março de 2014, a alteração já poderá surtir 
efeito no mesmo exercício financeiro, qual seja, 2014. Para tanto, deverá 
observar apenas o prazo de 90 dias contados da data da publicação da lei que 
a majorou, em obediência ao princípio da anterioridade nonagesimal, o qual 
veremos no item seguinte da aula. 
Somente para constar, a alteração das alíquotas já poderia produzir efeitos 
para os contribuintes em 13 de junho de 2014, noventa dias após o dia 14 de 
março de 2014. 
 
 
(Questão 04) Quanto ao princípio da anterioridade, pode-se dizer que: 
a) proíbe que se tributem fatos geradores que ocorreram antes do início da 
vigência da lei que houver instituído ou aumentado um tributo. 
b) não se aplica ao Imposto de Importação, ao Imposto sobre Operações 
Financeiras e às Taxas decorrentes do exercício do poder de polícia. 
c) não se aplica ao Imposto de Importação, ao Imposto sobre Operações 
Financeiras e ao Imposto de Exportação. 
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d) se aplica aos empréstimos compulsórios, qualquer que seja o pressuposto 
de sua instituição. 
e) se aplica às contribuições para seguridade social da mesma forma que às 
outras espécies tributárias. 
Alternativa a) Incorreta. Essa definição está relacionada ao princípio da 
irretroatividade, e não ao da anterioridade, o qual proíbe, exceto em relação 
às exceções ao princípio, que se tributem fatos geradores no mesmo exercício 
financeiro em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumento. 
Alternativa b) Incorreta. O princípio realmente não se aplica aos dois 
primeiros impostos, mas se aplica integralmente às taxas devidas em razão 
do exercício do poder de polícia. 
Alternativa c) Correta. Essas são algumas das exceções ao princípio da 
anterioridade, que são os seguintes: 
¾ II, IE, IOF e IPI (os chamados impostos com função extrafiscal) ± Artigo 
153, I, II, IV e V; 
¾ Impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± Artigo 154, II; 
¾ Instituição de empréstimos compulsórios nos casos de calamidade 
pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 148, I; 
¾ Instituição ou majoração de alíquotas das Contribuições parafiscais para 
a seguridade social ± Artigo 195, §6º; 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas da CIDE-
Combustíveis ± $UWLJR������†�ž��,��³E´� 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas do ICMS - 
Monofásico, relativo aos combustíveis e lubrificantes ± Artigo 155, §4, 
IV. 
 
 
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Alternativa d) Incorreta. Quanto aos empréstimos compulsórios, o 
princípio não se aplica nos casos de instituição destes em razão de 
calamidade pública, guerra externa ou sua iminência. Porém, será aplicado 
nos casos de investimento público de caráter urgente ou de relevante 
interesse nacional. Artigo 148, I e II, da CF/88. 
Alternativa e) Incorreta. Vale a mesma explicação dada na DOWHUQDWLYD�³F´� 
 
 
(Questão 05) Submete-se integralmente aos princípios da legalidade, 
anterioridade anual e anterioridade nonagesimal o imposto sobre: 
a) os produtos industrializados. 
b) a renda e proventos de qualquer natureza. 
c) a transmissão de bens causa mortis e doação. 
d) a propriedade de veículos automotores. 
e) a propriedade territorial urbana. 
Consultando a figura apresentada anteriormente, fica fácil encontrar a 
UHVSRVWD��D�TXDO�VH�DSUHVHQWD�QD�DOWHUQDWLYD�³F´��XPD�YH]�TXH�R�ITCMD não se 
apresenta como uma exceção a esse princípio. 
 
 
 
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Princípio da Anterioridade Nonagesimal 
 
O princípio da anterioridade nonagesimal foi acrescentado à CF/88 pela 
Emenda Constitucional nº 42, de 2003, reforçando o comando relativo ao 
princípio da anterioridade anual, proibindo a cobrança de tributos antes 
de decorridos noventa dias da data em que tenha sido publicada a lei 
que os instituiu ou aumentou�� FRQIRUPH�R�DUWLJR������ ,,�� ³F´��da CF/88, 
cujo texto é seguinte: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
III - cobrar tributos: (...) 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que 
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o disposto na alínea b�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Esse princípio, também conhecido como princípio da anterioridade 
privilegiada, mitigada ou qualificada, veio a reforçar ainda mais a 
segurança jurídica dos contribuintes contra o aumento inesperado da carga 
tributária, uma vez que muitos tributos poderiam ter suas alíquotas alteradas 
no dia 31 de dezembro de 2010, por exemplo, e já produzirem efeitos em 1º 
de janeiro de 2011, obedecendo estritamente o que determina o princípio da 
anterioridade anual, mas sendo inócuo quanto ao fato de proteger os 
contribuintes contra o aumento inesperado da carga tributária. 
Assim, ressalvadas as exceções à noventena previstas expressamente 
na CF/88, os tributos, na sua majoração ou instituição, estarão submetidos à 
observância dos dois princípios: anterioridade anual e nonagesimal. 
Por exemplo, caso a União venha a alterar a alíquota do ITR (imposto 
submetido aos dois princípios) por meio de lei publicada em 20 de dezembro 
de 2011, as alterações somente surtirão efeito em 21 de março de 2012, 90 
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dias após a data da publicação, atendendo ao princípio da anterioridade e da 
noventena. 
Caso a mesma lei do ITR seja publicada em 20 de março de 2011, esta 
somente produzirá efeitos em 1º de janeiro de 2012, uma vez que o prazo de 
90 se encerrará ainda dentro do ano de 2011, hipótese em que não será 
observado ainda o princípio da anterioridade anual. 
Caso a mesma lei agora seja publicada em 1º de outubro de 2011, depois de 
decorridos 90 dias após a data da publicação, chegaremos ao dia 31 de 
dezembro, sendo atendido o princípio da noventena, mas não o da 
anterioridade anual. Assim, os efeitos da lei somente se darão um dia depois, 
em 1º de janeiro de 2012. 
Por fim, caso publicada a lei em 02 de outubro de 2011, depois de decorridos 
90 dias após a data da publicação, chegaremos exatamente ao dia 1º de 
janeiro de 2012, no limiar que atende conjuntamente aos dois princípios: 
anterioridade e noventena. 
Com isso, chegamos a duas regras básicas para a contagem dos prazos, 
considerando que a lei, quanto ao prazo da noventena, somente entre 
possuirá eficácia no 91º dia após a data de publicação da lei que institui ou 
majora o tributo, uma vez que o texto da CF/88 fala depois de decorridos 90 
diDV�DSyV�D�GDWD�GD�SXEOLFDomR�GD�OHL´� 
As regras são (GUARDE BEM, CARO ALUNO): 
ƒ Caso a lei seja publicada entre 1º de janeiro e 1º de outubro de um 
ano, invariavelmente, e desconsiderando as exceções, sua vigência 
somente se dará em 1º de janeiro do ano seguinte, uma vez que deve 
atender aos dois princípios tributários temporais; 
ƒ Caso a lei seja publicada entre 02 de outubro e 31 de dezembro de um 
determinado ano, basta, para atendimento aos dois princípios, 
estabelecer o 91º dia da contagem, sendo este o dia em que a lei 
produzirá efeitos junto aos contribuintes. 
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Assim como o princípio da anterioridade anual, o da noventena também 
possui exceções constitucionalmente previstas, presentes no artigo 150, §1º, 
da CF/88: 
³$UWLJR����������� 
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos 
previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a 
vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos 
previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, 
nem à fixação da base de cálculo dos impostos 
previstos nos arts. 155, III, e 156, I�´ 
Para fixação das exceções à noventena, trago novamente a figura 
apresentada anteriormente quando do estudo do princípio da anterioridade: 
 
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Assim, temos como exceções ao princípio da noventena os seguintes tributos: 
¾ Alteração das alíquotas do II, do IE, do IOF e do IR± Artigo 153, I, II, 
III e IV; 
¾ Instituição dos impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± Artigo 154, 
II; 
¾ Instituição dos empréstimos compulsórios nos casos de calamidade 
pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 148, I; 
¾ Fixação da base de cálculo do IPVA ± Artigo 155, III; 
¾ Fixação de base de cálculo do IPTU ± Artigo 156, I. 
Diante do quadro apresentados, SÃO EXCEÇÕES AOS DOIS PRINCÍPIOS 
(ANTERIORIDADE E NOVENTENA), CUMULATIVAMENTE, OS 
SEGUINTES TRIBUTOS: 
 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO (II); 
 IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO (IE); 
 IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (IOF); 
 IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA (IEG); 
 EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS, DECORRENTES DE CALAMIDADE 
PÚBLICA, GUERRA EXTERNA OU SUA IMINÊNCIA (EC). 
 
Atenção redobrada quanto aos dois últimos casos de exceção à noventena: as 
alterações dizem respeito à BASE DE CÁLCULO DO IPVA E DO IPTU, E 
NÃO SE ESTENDE, POR EXEMPLO, AS ALÍQUOTAS. É comum o 
elaborador das questões tentar pegar o candidato menos atento. MUITA 
ATENÇÃO! 
Desse modo, se o poder legislativo decidir alterar a base de cálculo do IPVA 
por lei publicada em 30 de dezembro de 2014, por exemplo, as alterações já 
surtirão efeitos no exercício seguinte, ou seja, em 1º de janeiro de 2015. 
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Caso a mesma lei altere também as alíquotas desse imposto, além da 
chegada do exercício seguinte, a mudança deverá aguardar o prazo de 90 
dias a contar da publicação da lei para surtir efeitos junto aos sujeitos 
passivos. O mesmo ocorre quanto à alteração da base de cálculo do IPTU. 
Outra observação muito importante para cálculos: 90 dias não é igual a três 
meses, regra geral. A coincidência somente se dará para a sequencia 
dezembro-janeiro-fevereiro e janeiro-fevereiro-março, e desde que o ano 
considerado não seja bissexto. - 
Vamos agora ao que nos diz a CF/88 em relação às medidas provisórias e aos 
princípios da anterioridade anual e da noventena. 
 
Medidas provisórias 
 
O artigo 62, §2º, da CF/88, nos diz o seguinte: 
³Art. 62 (...) 
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração 
de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 
154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte 
se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em 
que foi HGLWDGD´ 
A previsão acima foi instituída pela emenda constitucional nº 32, de 2003, 
permitindo expressamente a edição de MP para a instituição e majoração de 
IMPOSTOS. ATENÇAO, CARO ALUNO: O TEXTO DA CF/88 FALA APENAS EM 
IMPOSTOS! 
Entretanto, recentes decisões do STF têm estendido a previsão também às 
taxas e contribuições sociais, antes mesmo da citada emenda constitucional, 
como podemos notar abaixo: 
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³(0(17$��5HFXUVR�H[WUDRUGLQiULR�����0HGLGD�SURYLVyULD��)RUoD�
de lei. 3. A Medida Provisória, tendo força de lei, é 
instrumento idôneo para instituir e modificar tributos e 
FRQWULEXLo}HV�VRFLDLV���5(��������0*��GH�������������´ 
Quanto à MP, os tributos por ela criados devem obediência aos princípios da 
anterioridade anual e da noventena, assim como os criados por meio de lei, 
exceto nos casos em que se observam exceções já estudadas por nós 
anteriormente. 
Por sua vez, para que possam surtir efeitos no exercício financeiro seguinte, 
as medidas provisórias devem ter sido CONVERTIDAS EM LEI até o 
ÚLTIMO DIA DO EXERCÍCIO EM QUE FORAM EDITADAS, sem o qual 
somente produzirão efeitos no exercício seguinte ao da conversão da medida 
provisória. Essa regra é válida apenas para os impostos, e ressalvadas as 
exceções previstas no texto do artigo 62, §2º, da CF/88, quais sejam: 
 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO (II); 
 IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO (IE); 
 IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (IOF); 
 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI); 
 IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO DE GUERRA (IEG). 
Assim, caso uma MP venha a instituir ou majorar tais impostos, a incidência 
se dará de imediato, sem que seja necessária a conversão da MP em lei no 
exercício da publicação da lei para tanto. Entretanto, para o IPI, deverá serobservado o prazo da noventena, de 90 dias após a data de publicação da 
MP. Logo, editada e publicada um MP majorando as alíquotas do IPI, somente 
poderão ser cobradas noventa dias após a data de publicação da referida MP. 
Quanto às taxas e contribuições de melhoria, devem ser observados, 
SEMPRE, os dois princípios: anterioridade e noventena. Quanto a essas 
espécies, não há qualquer exceção. 
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Para os empréstimos compulsórios, o imposto sobre grandes fortunas e os 
impostos e contribuições residuais a serem instituídos pela União, estes não 
poderão ser instituídos ou majorados por meio de MP, uma vez que exigem 
lei complementar, a qual não pode ter temas a ela conferidos tratados por MP 
por expressa proibição constitucional (artigo 62, §1º, III, da CF/88). 
Por fim, quanto às contribuições sociais, o STF entende que o prazo de 
90 dias deve ser contado a partir da edição originaria da MP. Logo, 
publicada a MP majorando ou instituindo contribuição, esta começará a ter 
eficácia a partir do 91º seguinte ao da publicação da MP, INDEPENDENTE 
DO DIA DA CONVERSÃO EM LEI. 
Veja os seguintes julgados do STF: 
³(...) O Pleno do Supremo Tribunal Federal, por ocasião do 
julgamento do RE 232.896 (rel. min. Carlos Velloso, DJ de 
01.10.1999), entendeu que medida provisória reeditada 
dentro de seu prazo de validade não perde sua eficácia em 
função de sua não-apreciação pelo Congresso Nacional. 
Decidiu-se, também, que o prazo nonagesimal a que se 
refere o art. 195, § 6º, nos casos de reedição de medida 
provisória, conta-se a partir da veiculação da primeira 
medida provisória. (RE 577923 AgR/BA, de 10/02/2009)´� 
PORÉM, A PREVISÃO ACIMA SOMENTE SE DÁ EM CASO DE APROVAÇÃO DA 
LEI SEM QUE HAJA ALTERAÇÃO SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO AO TEXTO 
ORIGINAL DA MP. 
CASO HAJA ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DO TEXTO DA MP NO 
CONGRESSO NACIONAL ANTES DE SUA CONVERSÃO EM LEI, O PRAZO 
DE 90 DIAS SERÁ CONTADO A PARTIR DA PUBLICAÇÃO DO NOVO 
TEXTO, E NÃO DA DATA DA PUBLICAÇÃO DA MP. 
 
 
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(Questão 06) Aplica-se o princípio da anterioridade nonagesimal (noventena 
criada pela Emenda Constitucional no 42 de 19/12/2003) ao imposto sobre: 
a) operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores 
mobiliários. 
b) renda e proventos de qualquer natureza. 
c) importação de produtos estrangeiros. 
d) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados. 
e) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de 
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 
São exceções ao princípio da noventena os seguintes tributos: 
¾ II, IE, IOF e IR± Artigo 153, I, II, III e IV; 
¾ Impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± Artigo 154, II; 
¾ Empréstimos compulsórios nos casos de calamidade pública, guerra 
externa ou sua iminência ± Artigo 148, I; 
¾ Fixação da base de cálculo do IPVA ± Artigo 155, III; 
¾ Fixação de base de cálculo do IPTU ± Artigo 156, I. 
Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão, uma vez 
que o princípio da anterioridade nonagesimal se aplica integralmente ao 
ICMS, imposto de competência estadual. 
 
 
 
 
 
 
 
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(Questão 07) Quanto à anterioridade tributária, 
(A) há duas regras de anterioridade: a anterioridade de exercício para os 
impostos e a anterioridade nonagesimal para as contribuições. 
(B) as contribuições não estão sujeitas à anterioridade de exercício. 
(C) as contribuições sociais destinadas ao financiamento da seguridade social 
não estão sujeitas à anterioridade de exercício. 
(D) as taxas não estão sujeitas à anterioridade nonagesimal mínima prevista 
no art. 150, III, c, da CF. 
(E) a anterioridade nonagesimal mínima só é aplicável aos impostos sobre o 
patrimônio. 
Alternativa a) Incorreta. O princípio da anterioridade, seja ele do exercício 
ou nonagesimal, é aplicado tanto a impostos quanto a contribuições, 
indistintamente, e desde que determinada hipótese não seja uma exceção a 
um ou a outro princípio, ou a ambos. 
Alternativa b) Incorreta. Exceto nos casos expressamente previstos na 
CF/88, as contribuições estão sujeitas ao princípio da anterioridade. Como 
exemplo, temos as contribuições de melhoria, as contribuições para o custeio 
do serviço de iluminação pública, entre outras. 
Alternativa c) Correta. É o que nos diz o artigo 195, §6º, da CF/88, o qual 
determina que as contribuições sociais ficarão sujeitas apenas ao princípio da 
anterioridade nonagesimal. 
Alternativa d) Incorreta. As taxas são tributos que obedecem aos dois 
princípios da anterioridade previstos na nossa CF/88, tanto o da anterioridade 
anual quanto o da anterioridade nonagesimal, não comportando exceções. 
 
 
 
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Alternativa e) Incorreta. A anterioridade nonagesimal é aplicada 
especificamente a cada tributo, não comportando regra que englobe esse ou 
aquele grupo de tributos em razão de uma característica comum, como o são 
os impostos sobre o patrimônio (IPTU, IR, ITR). O princípio da anterioridade 
nonagesimal, por exemplo, é aplicado também aos impostos sobre a 
circulação, como o ICMS, regra geral. 
 
 
(Questão 08) O Governador do Estado de Minas Gerais fez publicar, em 6 de 
novembro de 2007, em atenção às Constituições Estadual e Federal, medida 
provisória visando à majoração de imposto estadual. A norma entrou em 
vigor na data de sua publicação. O Poder Legislativo Estadual, porém, 
somente converteu a medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 
2008. Em face da situação hipotética e considerando os parâmetros de 
vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que data o aumento 
poderá ser efetivamente cobrado. 
a) 1º de janeiro de 2008. 
b) 4 de fevereiro de 2008. 
c) 20 de maio de 2008. 
d) 1º de janeiro de 2009. 
e) 31 de março de 2009. 
A regra presente no artigo 62, §2º, da CF/88 é clara, dispondo que, salvo no 
caso das exceções expressamente previstas (II, IE, IPI, IOF, IEG), as 
medidas provisórias que impliquem em instituição ou majoração de impostos 
só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida 
em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
Uma vez que as exceções dizem respeito a tributos federais, a medida 
provisória editada pelo poder estadual somente poderia surtir efeitos no ano 
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de 2008 se houvesse sido convertida em lei até o último dia de 2007, o que 
não ocorreu no caso. Uma vez que a medida provisória somente foi 
convertida em lei no dia 20 de fevereiro de 2008, e atendendo aos princípios 
da anterioridadee da noventena, o referido tributo somente poderá ser 
cobrado no dia 1º de janeiro de 2009. 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão. 
 
 
 
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Princípio da Isonomia 
 
³Tributar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na 
medida da sua desigualdade´��(VVD�p�D�IDPRVD�IUDVH�HP�TXH�VH�EDVHLD�R�
princípio da isonomia tributária, que visa estabelecer parâmetros de 
tributação justa e equânime entre os diferentes tipos de contribuintes. 
A isonomia, ou igualdade, está prevista genericamente no caput do artigo 5º 
da CF/88: 
³$UW���ž�Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes: (...) 
Por sua vez, o princípio da isonomia, no âmbito tributário, encontra-se 
insculpido no artigo 150, II, da CF/88, que assim nos diz: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes 
que se encontrem em situação equivalente, proibida 
qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou 
função por eles exercida, independentemente da 
denominação jurídica dos rendimentos, títuloV� RX� GLUHLWRV�´�
(Grifos nosso) 
Estabelecer uma só regra para todos os contribuintes não é aplicar 
corretamente o princípio da isonomia, uma vez que a lei tributária deve 
considerar as diferenças que existem entre cada uma das classes de sujeitos 
passivos, rendas, patrimônios e demais fatores pertinentes à capacidade 
contributiva de cada um deles. 
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Por exemplo, caso a lei que regula o imposto sobre a renda estabelecesse 
uma alíquota única de 10% para todos os contribuintes, estaria atingindo 
frontalmente o princípio da isonomia, uma vez que aqueles que dispõem de 
pouca renda seriam tributados igualmente aos milionários, que dispõem de 
maior patrimônio e renda. 
Tirar, por exemplo, R$ 100,00 de quem ganha R$ 1.000,00 por mês não 
parece ser tão justo quanto tirar R$ 1.000,00 de quem ganha R$ 10.000,00. 
Os que ganham mais participam do financiamento da sociedade com valores 
maiores do que aqueles que ganham menos. Isso sem levar em consideração 
os que nada ganham, ou ainda os atuais isentos do IR. 
Diante disso é que, por exemplo, foi instituído, para o imposto sobre a renda, 
alíquotas progressivas em razão do aumento da base de cálculo, visando 
tributar com uma parcela maior dos rendimentos aqueles que ganham mais 
renda, cuja alíquota máxima, atualmente, é de 27,50%. Observe a seguinte 
tabela de rendimentos e respectivas alíquotas de IR para o ano-calendário 
2010, sendo um ótimo exemplo de aplicação do princípio da isonomia: 
 
Na esteira de tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, surge 
para o princípio da isonomia duas acepções: a vertical e a horizontal. A 
acepção vertical se refere às pessoas que estão em situações diferentes, 
devendo, assim, serem tributadas de maneira diferente, conforme a sua 
capacidade contributiva. Logo, devem ser tratadas de maneira diferencia à 
medida que as suas diferenças se evidenciam. 
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Por sua vez, a acepção horizontal do princípio da isonomia é relativa às 
pessoas que se encontram em situação equivalente, devendo ser tributadas 
de maneira também equivalente. 
A igualdade tributária pressupõe duas vertentes importantes: 
¾ IGUALDADE PERANTE A LEI Æ é a igualdade no seu sentido 
jurídico, no qual os normativos tributários devem prever tratamento 
jurídico igualitário entre todos aqueles que se mostram iguais e em 
idênticas situações, aplicando-se regras diferenciadas para cada grupo 
de iguais e desiguais; 
¾ IGUALDADE NA LEI Æ é a igualdade no sentido econômico, que 
visa tributar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os 
desiguais, sem extrapolar os limites da sua capacidade contributiva, 
sendo, por exemplo, os impostos graduados conforme o que cada um 
pode contribuir (por exemplo, os que ganham R$ 10.000,00, a 
princípio, parecem iguais, mas a lei deve considerar que uns podem 
gastar uma parte da sua renda apenas com luxúria e bens supérfluos, 
enquanto outros gastam parte delas com educação, dependentes, 
remédios, hospitais, etc.). 
Veja o que nos diz o STF sobre o tema acima: 
³2� 32678/$'2� &2167,78&,21$/� '$� ,62120,$� - A 
QUESTÃO DA IGUALDADE NA LEI E DA IGUALDADE PERANTE 
A LEI (RTJ 136/444-445, REL. P/ O ACÓRDÃO MIN. CELSO 
DE MELLO). - O princípio da isonomia - que vincula, no plano 
institucional, todas as instâncias de poder - tem por função 
precípua, consideradas as razões de ordem jurídica, social, 
ética e política que lhe são inerentes, a de obstar 
discriminações e extinguir privilégios (RDA 55/114), 
devendo ser examinado sob a dupla perspectiva da 
igualdade na lei e da igualdade perante a lei (RTJ 
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136/444-445). A alta significação que esse postulado assume 
no âmbito do Estado democrático de direito impõe, quando 
transgredido, o reconhecimento da absoluta desvalia jurídico-
constitucional dos atos estatais que o tenham desrespeitado. 
Situação inocorrente na espécie. - A isenção tributária 
concedida pelo art. 2º da Lei nº 8.393/91, precisamente 
porque se acha despojada de qualquer coeficiente de 
arbitrariedade, não se qualifica - presentes as razões de 
política governamental que lhe são subjacentes - como 
instrumento de ilegítima outorga de privilégios estatais em 
favor de determinados estratos de contribuintes.(AI 360461 
$J5�0*��GH������������´� 
Observe que a CF/88 não proíbe a discriminação tributária, apenas 
condena aquelas que sejam desvirtuadas e sem razão de ser. 
Diferenciação tributária em razão de sexo, origem, raça, opção 
sexual, convicção política ou filosófica, por exemplo, não se 
apresentam como justificativa para a adoção de tratamento tributário 
diferenciado entre os contribuintes. 
É esse tipo de discriminação que a CF/88 veda, em especial em razão da 
atividade profissional ou função exercida pelo contribuinte, ou ainda em 
função da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos 
percebidos. 
Assim, é razoável instituir uma isenção do IPTU àqueles que moram em 
imóveis situados em áreas reconhecidamente carentes de infraestrutura. Ou 
aos automóveis, quanto ao IPVA, com mais de 15 anos de uso. Exemplo 
clássico, também, é a permissão de deduções do IR quanto aos valores pagos 
com educação e saúde do contribuinte e dependentes. 
 
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De maneira diferente, não se mostra coerente, em nenhuma ótica de 
pensamento comum e igualitário, isentar do imposto de renda os rendimentos 
dos governadores estaduais, ou conceder isenção para o ITBI quanto aos 
imóveis transmitidos para artistas de televisão. 
Outro exemplo, dessa vez em relação à denominação dos rendimentos, títulos 
ou direitos, seria o caso de duas empresas do ramo de construção civil que 
possuem exatamente o mesmo tipo de trabalhar executando a mesma 
função. Em uma, os valores pagos são denominados de salário. Em outra, de 
auxilio construção. A tributação de ambos não poderá ser diferenciada 
exclusivamente em razão da denominação dada a cada um deles, ainda que, 
para fins jurídicos, elas não existam na prática (foi apenas um exemplo 
esdrúxulo). 
Todos os exemplos tratados acima se referem aos chamados privilégios 
odiosos, que são os privilégios baseados em critérios repugnantes e 
sem fundamento tributário. São eles que o princípio da isonomia visa 
combater, devendo existir correlação aceitável entre o benefício a ser 
concedido e a discriminação a ser instituída. 
 
 
&OiXVXOD�GR�³3HFXQLD�1RQ�2OHW´ 
Essa cláusula, traduzida também como um princípio tributário, firma-se no 
sentido de que o dinheiro não tem cheiro, de autoria do Imperador 
Vespasiano, da Roma Antiga. Assim, a hipótese de incidência tributária deve 
ser entendida de forma que o intérprete se abstraia da licitude ou ilicitude da 
atividade exercida. 
 
 
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Por esse pensamento, tanto as atividades perfeitamente lícitas e legais 
quanto aquelas ilícitas e à margem da legalização devem ser tributadas de 
igual forma, uma vez que o direito tributário se firma apenas na ocorrência do 
fato gerador, abstraindo-se da validade jurídica ou não dos atos que a ele 
deram origem. 
 
 
O direito tributário preocupa-se apenas com a relação econômica relativa a 
determinado fato jurídico, conforme nos diz o artigo 118 do CTN, cujo texto é 
o seguinte: 
³$UW�� ����� $� definição legal do fato gerador é 
interpretada abstraindo-se: 
I - da validade jurídica dos atos efetivamente 
praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, 
bem como da natureza do seu objeto ou dos seus 
efeitos; 
II - GRV� HIHLWRV� GRV� IDWRV� HIHWLYDPHQWH� RFRUULGRV�´� �*ULIRV�
nosso) 
Como exemplo, imagine um traficante da recém tomada Rocinha que, em 
UD]mR�GR�VHX�³QHJyFLR´�GH�FLUFXODomR�GH�GURJDV�H�HQWRUSHFHQWHV�GH�HOHYDGD�
estima e qualidade, tenha auferido renda de R$ 100.000,00. Nada mais claro 
do que a ilicitude do tráfico de drogas e entorpecentes proibidos, sendo 
considerado inclusive um crime inafiançável. 
Contudo, a renda auferida está sujeita à incidência do IR, uma vez que houve 
o seu fato gerador, qual seja: auferir renda. Assim, igualmente a todos os 
WUDEDOKDGRUHV� TXH� DXIHUHP� UHQGD� HP� UD]mR� GD� ODEXWD� GLiULD�� R� ³SUH]DGR´�
traficante também está obrigado ao pagamento do IR. Observe que o motivo 
não é o tráfico de drogas, mas sim a aquisição da renda decorrente deste, 
que dá origem à obrigação tributária. Não há qualquer sanção imposta por 
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meio do tributo em decorrência do ato ilícito. Esse deverá ser punido em 
outra esfera, como a penal, mas jamais na tributária. 
Da mesma maneira, são também tributáveis todas as rendas decorrentes, por 
exemplo, do tráfico de pessoas, lenocínio, prostituição, corrupção, lavagem 
de dinheiro (que bom seria que fosse realmente tributável na prática), jogos 
de azar, entre outros. 
Nada impediria, por exemplo, a cobrança de IPTU sobre imóvel utilizado como 
casa de prostituição ou no sacrifício ilegal de animais, ou ainda em rituais 
satânicos. O mesmo acontece com o IPTU incidente sobre um hospital ou um 
abrigo de idosos. Nada disso importa para a tributação. Se há a propriedade 
predial de imóvel situado no Município, é devido o IPTU aos cofres municipais. 
Supondo ainda que sobre o imóvel não recaia nenhum causa de imunidade ou 
isenção. 
Veja o que diz o STF sobre o tema: 
³$� MXULVSUXGrQFLD� GD� &RUWH�� j� OX]� GR� DUW�� ���� GR� &yGLJR�
Tributário Nacional, assentou entendimento de ser possível a 
tributação de renda obtida em razão de atividade ilícita, visto 
que a definição legal do fato gerador é interpretada com 
abstração da validade jurídica do ato efetivamente praticado, 
bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. 
3ULQFtSLR�GR�QRQ�ROHW���+&�������63��GH�������������´ 
³(0(17$�� 6RQHJDomR� ILVFDO� GH� OXFUR� DGYLQGR� GH� DWLYLGDGH�
criminosa: "non olet". Drogas: tráfico de drogas, envolvendo 
sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos 
subtraídos à contabilização regular das empresas e 
subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em 
tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência 
da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de 
entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando 
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criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração 
tributária dos resultados econômicos de fato criminoso - 
antes de ser corolário do princípio da moralidade - constitui 
violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta 
LQVSLUDomR�pWLFD���+&�������56��GH�������������´ 
Vamos ver agora algumas decisões do STF sobre o tema da igualdade 
tributária, ou do princípio da isonomia: 
³6RE� R� SUHWH[WR� GH� WRUQDU� HIHWLYR� R� SULQFtSLR� GD� LVRQRPLD�
tributária, não pode o Poder Judiciário estender benefício 
fiscal sem que haja previsão legal específica. No caso em 
exame, a eventual conclusão pela inconstitucionalidade do 
critério que se entende indevidamente restritivo conduziria à 
inaplicabilidade integral do benefício fiscal. A extensão do 
benefício àqueles que não foram expressamente 
contemplados não poderia ser utilizada para restaurar a 
igualdade de condições tida por desequilibrada. (RE 
�������35��GH�������������´ 
 ³$R� LQVWLWXLU� LQFHQWLYRV� ILVFDLV� D� HPSUHVDV� TXH� FRQWUDWDP�
empregados com mais de quarenta anos, a Assembléia 
Legislativa Paulista usou o caráter extrafiscal que pode 
ser conferido aos tributos, para estimular conduta por 
parte do contribuinte, sem violar os princípios da 
igualdade e da isonomia���$',������63��GH������������´� 
³3RU� GLVSRVLomR� FRQVWLWXFLRQDO� �&)�� DUWLJR� ������ DV�
microempresas e as empresas de pequeno porte devem ser 
beneficiadas, nos termos da lei , pela "simplificação de suas 
obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e 
creditícias, ou pela eliminação ou redução destas" (CF, artigo 
179). 4. Não há ofensa ao princípio da isonomia 
tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime 
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tratamento desigual a microempresas e empresas de 
pequeno porte de capacidade contributiva distinta, 
afastando do regime do SIMPLES aquelas cujos sóciostêm condição de disputar o mercado de trabalho sem 
assistência do Estado��$',������')��GH�������������´ 
³$� &RQVWituição consagra o tratamento isonômico a 
contribuintes que se encontrem na mesma situação, vedando 
qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou 
função por eles exercida (art. 150, II, CF). II ± Assim, 
afigura-se inconstitucional dispositivo de lei que concede aos 
membros e servidores do Poder Judiciário isenção no 
pagamento de custas e emolumentos pelos serviços judiciais 
e extrajudiciais���$',������51��GH�������������´ 
Quanto à decisão acima, o mesmo ocorre no caso de concessão de isenção de 
IPTU a determinado contribuinte fundando-se apenas na sua qualidade de 
servidor público. Tal concessão, caso existente e fundada apenas nesse 
parâmetro, é inconstitucional, por violar o princípio da isonomia. 
³Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos 
consumidores de energia elétrica do município não 
ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade 
de se identificar e tributar todos os beneficiários do 
serviço de iluminação pública. II - A progressividade da 
alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública 
entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o 
princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter 
sui generis, que não se confunde com um imposto, porque 
sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma 
taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um 
VHUYLoR�DR�FRQWULEXLQWH���5(��������6&��GH�������������´ 
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Princípio da Capacidade Contributiva 
 
Esse é mais um princípio relacionado à justiça fiscal e à isonomia no 
tratamento tributário, visando tratar todos conforme o poder que cada um 
tem de contribuir com a sociedade, sem lhe arrancar o indispensável à 
própria sobrevivência. O princípio da capacidade contributiva está previsto 
genericamente no artigo 145, §1º, da CF/88, que assim nos diz: 
³$UW������������ 
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter 
pessoal e serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte, facultado à administração 
tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos 
termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as 
atividades econômicas do contribuinte�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Só com esse enunciado já é possível responder muitas questões de prova. 
Veja um exemplo. 
 
 
(Questão 09) Para responder esta questão preencha corretamente as 
lacunas, indique a opção que, de acordo com a Constituição da República, 
contém o par correto de expressões. ______(1)______, os impostos terão 
caráter pessoal para, entre outros objetivos, conferir efetividade, ao objetivo 
de graduar os impostos segundo a capacidade econômica do contribuinte, é 
facultado à administração tributária, identificar o patrimônio, os rendimentos 
e as atividades econômicas do contribuinte, _____(2)_____ 
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a) (1) Tendo em vista o princípio da impessoalidade, em caso algum (2) 
desde que haja determinação da autoridade administrativa, em mandado 
específico de investigação fiscal. 
b) (1) Havendo opção pelo legislador e aplicador da lei, segundo sua livre 
discrição, (2) desde que, segundo expressa exigência constitucional, haja 
específica autorização judicial. 
c) (1) Havendo expressa opção pelo legislador, (2) mas apenas se houver 
alteração constitucional nesse sentido, pois hoje o Estatuto Supremo o 
impede. 
d) (1) Sempre que possível, (2) respeitados os direitos individuais e nos 
termos da lei. 
e) (1) Desde que previsto em lei de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, (2) mas a Constituição expressamente veda acesso a dados 
financeiros do contribuinte em poder de terceiros. 
Essa questão tratou do princípio da capacidade contributiva, um dos 
princípios preferidos das bancas examinadoras. Esse princípio está presente 
no §1º do artigo 145 da CF/88, cuja redação é a seguinte: 
³Art. 145 (...) 
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter 
pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica 
do contribuinte, facultado à administração tributária, 
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, 
identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da 
lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas 
GR�FRQWULEXLQWH�´ 
Muitas questões de concursos cobram a literalidade desse parágrafo. Será 
ótimo se você souber todo o conteúdo dele sem precisar decorar, mas, se 
decorar, já poderá resolver muitas questões. 
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Observe o começo do texto do parágrafo e compare com o que consta no 
inicio das alternativas. 6RPHQWH�D� DOWHUQDWLYD� ³G´� SUHHQFKH�RV� UHTXLVLWRV�GR�
enunciado. O princípio da capacidade contributiva será observado pelo 
legislador sempre que for possível, uma vez que nem todos os impostos 
presentes na nossa constituição permitem essa individualização, tendo como 
exemplo o IPTU e o ITR, impostos reais por natureza. 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão. 
 
 
O princípio da capacidade contributiva está intimamente relacionado ao 
princípio da igualdade ou da isonomia, ou seja, a igualdade na lei, na qual se 
busca a justiça social dos tributos. Diante disso, temos que separar dois tipos 
de equidade: a horizontal e a vertical. 
A equidade horizontal significa que os contribuintes que possuam igual 
capacidade contributiva devem ser tributados de maneira igual, com a mesma 
participação e pagando os mesmos valores de tributos. É o que podemos 
chamara de tratar igualmente os iguais. 
Por sua vez, a equidade vertical nos diz que os contribuintes que possuem 
capacidades contributivas diferentes devem ser tributados e pagar tributos de 
maneira diferente, suportando cargas tributárias diferenciadas. É o que 
chamamos de tratar desigualmente os desiguais, na medida da sua 
desigualdade. Quem ganha mais deve pagar mais do que aquele que ganha 
menos. E, para um melhor implemento dessa equidade, devem ser buscados 
os mecanismos adequados, como a progressividade de alíquotas, a 
seletividade de mercadorias e serviços, as imunidades e a isenções, princípios 
e demais institutos tributários. 
Nesse contexto, temos que diferenciar a capacidade econômica da capacidade 
contributiva. Vejamos. 
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A capacidade econômica está relacionada ao aspecto objetivo, ou 
absoluto, o qual está intimamente relacionado ao poder presumido que cada 
cidadão tem em contribuir com parcela do seu patrimônio. Essa capacidade 
diz respeito à manifestação de riqueza, tendo, como exemplo, a renda 
auferida pelo contribuinte, um imóvel a ele pertencente, as transações por ele 
realizadas, entre outros. Falando no popular, ³VH�HOH�WHP�HVVH�FDrro, ele pode 
pagar o IPVA´��SRU�H[HPSOR��(VVH�DVSHFWR�QmR�OHYD�HP�FRQVLGHUDomR�IDWRresrelativos ao próprio contribuinte, os quais estão relacionados à capacidade 
contributiva. 
Por sua vez, a capacidade contributiva está relacionada ao aspecto 
subjetivo da tributação, sendo, portanto, relativo, uma vez que leva em 
consideração fatos e situações relativas ao contribuinte em si. Esse aspecto 
está bastante relacionado à personalização dos impostos, uma vez que não 
leva em conta a tributação, digamos, seca, do tipo alíquota sobre base de 
calculo e valor a pagar. Antes disso, faz-se uma mensuração do quanto o 
contribuinte realmente pode dispor do seu patrimônio. 
1R�SRSXODU��WHUtDPRV��³Se ele tem esse carro, ele pode ter como pagar IPVA, 
mas vamos ver se ele ganhou como herança ou em algum sorteio. Se foi em 
sorteio, ele não tem como pagar o imposto porque só ganha, por mês, R$ 
500,00 de salário, e ainda ajuda a mãe e os irmãos que moram no interior�´ 
Observou como é uma questão bem mais subjetiva? O simples fato de ter um 
carro importado não significa, de pronto, que somos capazes de arcar com a 
tributação sobre ele. Podemos possuir a capacidade econômica, mas não a 
capacidade contributiva. Outros fatores devem ser analisados. 
Outro exemplo seria aquele que ganha R$ 10.000,00 e gasta R$ 7.000,00 
com despesas de saúde, educação e dependentes, ao passo que outro que 
ganha os mesmos R$ 10.000,00 gaste R$ 5.000,00 em baladas, festas e bens 
supérfluos. Evidente que ambos não devem pagar o mesmo valor em 
tributos, como, por exemplo, o imposto de renda. É nesse ponto que entra a 
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capacidade contributiva, ou a chamada personalização dos impostos 
conforme a capacidade contributiva de cada um. 
A personalização de impostos está presente logo no início do enunciado do 
§1º do DUWLJR�����GD�&)�����³sempre que possível, os impostos terão caráter 
pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte´� 
Dessa maneira, sempre que possível, em razão das características de cada 
contribuinte, os impostos terão caráter pessoal, levando-se em consideração 
aspectos pessoais relacionados àquele. Um bom e clássico exemplo dessa 
personalização é a possibilidade de deduções e de abatimentos quanto ao 
imposto sobre a renda, relacionados a despesas com saúde, educação, 
dependentes, patrocínios, entre outros possíveis previstos na legislação 
específica do tributo federal. 
$VVLP�� D� H[SUHVVmR� ³VHPSUH� TXH� SRVVtYHO´� GHYH� VHU� HQWHQGLGD� FRPR� D�
possibilidade do princípio da capacidade contributiva ser aplicada a um tipo de 
imposto, enquanto outros, por suas características, não poderem ser 
utilizados da mesma maneira. Os impostos reais, aqueles que incidem sobre 
bens e operações e que desconsideram aspectos pessoais do contribuinte, 
não são viáveis à implementação do princípio, tendo como exemplo o ICMS e 
o ITBI. 
 
Veja o que nos diz a Súmula STF nº 656: 
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³e�LQFRQVWLWXFLRQDO�D�OHL�TXH�HVWDEHOHFH�DOtTXRWDV�SURJUHVVLYDV�
para o imposto de transmissão "inter vivos" de bens imóveis 
- ITBI com base no valor venal do imyYHO�´ 
Por sua vez, mostram-se bastante úteis à implementação do princípio da 
capacidade contributiva os tributos que estão relacionados também aos 
princípios da progressividade e da seletividade, devendo ser observada, 
sempre que possível, a característica de cada imposto, como falamos. Esses 
dois princípios veremos mais adiante. 
Nesse ponto do estudo, é importante falarmos também de um conceito 
bastante utilizado: o mínimo vital, ou mínimo existencial, ou ainda 
mínimo necessário ou imponível. Este é entendido como o valor mínimo 
de rendimento que o contribuinte deve possuir de modo a não lhe faltar o 
necessário à sua própria sobrevivência e à manutenção da sua dignidade, 
sendo um corolário do princípio da capacidade contributiva. Essa previsão 
está presente no artigo 7º, IV, da CF/88, no título dedicado aos direitos e 
garantis fundamentais do cidadão: 
³$UW���ž�6mR�GLUHLWRV�GRV�WUDEDOKDGRUHV�XUEDQRV�H�UXUDLV��DOpP�
de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) 
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, 
capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de 
sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, 
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com 
reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, 
VHQGR�YHGDGD�VXD�YLQFXODomR�SDUD�TXDOTXHU�ILP�³ 
Assim, o mínimo vital é aquele valor mínimo onde a tributação não poderá 
agir, sob pena de expropriar o contribuinte de sua própria dignidade e 
existência. Nessa linha, cabe ao Estado identificar o patrimônio, as rendas e a 
atividade do contribuinte, incluindo-o em faixas de isenção ou tributação mais 
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amena, tornando o menor possível o impacto da tributação e aplicando o 
enunciado da capacidade contributiva de maneira eficaz e justa. 
Por sua vez, o princípio da capacidade contributiva é direcionado, de 
imediato, ao legislador ordinário das pessoas políticas, cabendo a 
este impor aos impostos o caráter pessoal, graduando-o conforme a 
capacidade contributiva de cada contribuinte. Por sua vez, é também 
direcionado aos aplicadores do direito, uma vez que cabe a estes a 
identificação das graduações previstas na lei relativas a cada contribuinte. 
³2N�� SURIHVVRU�� (VWRX� HQWHQGHQGR� WXGR� LVVR�� 0DV� XPD� FRLVD� PH� GHL[RX�
pensativo: esse princípio se aplica apenas aos impostos? Pelo menos assim 
FRQVWD�QR�WH[WR�GR�DUWLJR������†�ž��GD�&)����´ 
Analisando friamente o texto constitucional, chegaremos à conclusão que 
somente esta espécie tributária está sujeita ao princípio da capacidade 
contributiva. Entretanto, não é este o atual posicionamento do STF, que 
assim nos diz: 
³$� WD[D� GH� ILVFDOL]DomR� GD� &90�� LQVWLWXtGD� SHOD� /HL� Qž�
7.940/89, qualifica-se como espécie tributária cujo fato 
gerador reside no exercício do Poder de polícia legalmente 
atribuído à Comissão de Valores Mobiliários. A base de 
cálculo dessa típica taxa de polícia não se identifica com o 
patrimônio líquido das empresas, incorrendo, em 
conseqüência, qualquer situação de ofensa à cláusula 
vedatória inscrita no art. 145, § 2º, da Constituição da 
República. O critério adotado pelo legislador para a 
cobrança dessa taxa de polícia busca realizar o 
princípio constitucional da capacidade contributiva, 
também aplicável a essa modalidade de tributo, 
notadamente quando a taxa tem, como fato gerador, o 
exercício do poder de polícia. (RE 216259 AgR/Ce, 
�����������´� 
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³(PHQWD�� $*5$92� 5(*,0(17$/�� 75,%87È5,2�� ,032672�
SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. IPVA. 
PROGRESSIVIDADE. 1. Todos os tributos submetem-se 
ao princípio da capacidade contributiva (precedentes), 
ao menos em relação a um de seus três aspectos 
(objetivo, subjetivo e proporcional), independentemente 
de classificaçãoextraída de critérios puramente econômicos. 
�5(��������$J5�0*��GH������������´� 
³(0(17$�� 75,%87È5,2�� 7$;$� '(� &/$66,),&$d­2� '(�
PRODUTOS VEGETAIS. DECRETO-LEI 1.899/81. I ± (...). II - 
Legitimidade na utilização da quantidade do produto a ser 
classificado na definição da base de cálculo da taxa, já que 
quanto maior essa grandeza, maior o custo da atividade 
prestada pelo Estado. (RE �������$J5�6&��GH�������������´ 
Outro posicionamento favorável ao pensamento está presente no próprio 
texto da CF/88, em seu artigo 1965, §9º, permitindo a diferenciação de 
alíquotas em função da atividade econômica, utilização de mão-de-
obra ou porte da empresa, relacionada às contribuições 
previdenciárias: 
³�$UW������� (...) 
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput 
deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo 
diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização 
intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da 
FRQGLomR�HVWUXWXUDO�GR�PHUFDGR�GH�WUDEDOKR´ 
Entretanto, o princípio da capacidade contributiva não se aplica às multas 
aplicadas aos sujeitos passivos em razão de ilícitos tributários, uma vez que 
não há qualquer previsão, seja legal ou constitucional, para tanto. 
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Por sua vez, a doutrina entende que a concretização do princípio da 
capacidade contributiva pode ser implementada pelos seguintes institutos: 
; Concessão de isenções; 
; Presença de imunidades constitucionais no texto da CF/88; 
; Princípio da progressividade; 
; Princípio da seletividade. 
Para finalizar, quanto ao princípio da capacidade contributiva, temos ainda as 
seguintes decisões do STF: 
 ³(...) Imposto de transmissão de imóveis, inter vivos - ITBI: 
alíquotas progressivas: a Constituição Federal não autoriza a 
progressividade das alíquotas, realizando-se o princípio da 
capacidade contributiva proporcionalmente ao preço da 
YHQGD���5(���������GH�������������´ 
³$� YHGDomR� FRQVWLWXFLRQDl de tributo confiscatório e a 
necessidade de se observar o princípio da capacidade 
contributiva são questões cuja análise dependem da situação 
individual do contribuinte, principalmente em razão da 
possibilidade de se proceder a deduções fiscais, como se dá 
no imposto sobre a renda. Precedentes. 3. Conforme 
jurisprudência reiterada deste Supremo Tribunal Federal, não 
cabe ao Poder Judiciário autorizar a correção monetária da 
tabela progressiva do imposto de renda na ausência de 
previsão legal nesse sentido. Entendimento cujo fundamento 
é o uso regular do poder estatal de organizar a vida 
econômica e financeira do país no espaço próprio das 
competências dos Poderes Executivo e Legislativo. (RE 
�������$J5�0*��GH�������������´ 
 
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³2�efeito extrafiscal ou a calibração do valor do tributo 
de acordo com a capacidade contributiva não são 
obtidos apenas pela modulação da alíquota. O 
escalonamento da base de cálculo pode ter o mesmo 
efeito���5(��������$J5�5-��������������´ 
 
 
(Questão 10) Previsto expressamente na Constituição Federal como sendo 
um princípio direcionado aos impostos para que, sempre que possível, 
tenham caráter pessoal e atendam às condições econômicas do contribuinte, 
corresponde ao princípio da: 
a) isonomia. 
b) pessoalidade. 
c) capacidade contributiva. 
d) dignidade da pessoa humana. 
e) progressividade. 
O princípio que direciona o legislador a, sempre que possível, observar as 
características individuais do contribuinte é o princípio da capacidade 
contributiva, que afirma que as pessoas devem pagar apenas os tributos que 
podem suportar pagar, sem que isso lhes absorva o mínimo necessário à sua 
sobrevivência nem se torne confiscatória a carga tributária imposta. 
Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
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(Questão 11) O princípio da capacidade contributiva: 
a) não se aplica às penalidades tributárias. 
b) aplica-se somente às contribuições. 
c) aplica-se somente aos impostos. 
d) aplica-se indistintamente a todas as espécies tributárias. 
e) é atendido pela progressividade dos impostos reais. 
O principio da capacidade contributiva, embora expressamente previsto na 
CF/88 como de aplicação aos impostos, é aplicável também a todos os 
tributos, conforme decisão do STF (RE 406955 AgR/MG, de 04/10/2011), o 
TXH�WRUQD�LQFRUUHWDV�DV�DOWHUQDWLYDV�³E´�H�³F´�� 
Por sua vez, sua aplicação não se dá em todas as espécies tributárias, uma 
vez que existem tributos que não permitem a personalização, tendo como 
exemplo os impostos reais, que incidem sobre os bens. Logo, incorreta 
também D�DOWHUQDWLYD�³G´� 
$�DOWHUQDWLYD�³H´�QmR�SRVVXL�VHQWLGR� OyJLFR�� Mi�TXH�R�SULQFLSLR�GD�FDSDFLGDGH�
contributiva NÃO se aplica, regra geral, aos impostos reais. Assim, resta 
como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
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Princípio do Não-Confisco 
 
Princípio de extrema importância prática e para a sua prova, o qual veda a 
instituição de tributos com efeitos confiscatórios, retirando do sujeito passivo 
valores que superam o mínimo vital à sua sobrevivência e à dos seus 
familiares e dependentes. Está expressamente previsto no texto 
constitucional relativo ao Sistema Tributário Nacional. 
Nenhuma carga tributária pode ser imposta de modo a arrancar do cidadão 
mais do que ele pode pagar, devendo ser razoável e proporcional o gravame 
tributário a ser imposto a todos que o suportam. Os tributos são instituídos 
para financiar o Estado é a sociedade, e não para confiscar/expropriar os 
bens dos cidadãos. 
Esse princípio está diretamente relacionado ao que prevê o inciso XXII do 
artigo 5º da CF/88, que assim nos diz: 
³Art. 5º (...) 
XXII - p�JDUDQWLGR�R�GLUHLWR�GH�SURSULHGDGH�´ 
Esse princípio está também diretamente relacionado ao princípio da 
capacidade contributiva do sujeito passivo, bem como aos da 
proporcionalidade e da razoabilidade, dois dos pilares mestres da 
Administração Pública brasileira. 
Diametralmente oposto ao princípio do não confisco temos o mínimo vital. 
Enquanto aquele se apresenta como o limite máximo possível de tributação 
pelos entes políticos, este se apresenta como o limite mínimo. O princípio do 
não-confisco ajuda a dimensionar o alcance do princípio da progressividade, 
já que exige equilíbrio, moderação e medida na quantificação dos tributos 
instituídos pelos entes políticos. 
O princípio do não-confisco está capitulado no artigo 150, IV, da CF/88, cujo 
texto é o seguinte: 
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³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte,é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
IV - XWLOL]DU�WULEXWR�FRP�HIHLWR�GH�FRQILVFR�´ 
A própria CF/88 não define o que vem a ser confisco, deixando para a 
jurisprudência ou para a legislação infraconstitucional essa tarefa. A 
jurisprudência do STF, em brilhante pedagogia, vem nos dizer o que vem a 
ser uma carga confiscatória e a maneira como esta deve ser apurada, sendo 
baliza para o legislador tributário nacional. Eis o trecho da decisão, a qual 
peço que leia com muita atenção: 
³$�SURLELomR�constitucional do confisco em matéria tributária 
nada mais representa senão a interdição, pela Carta Política, 
de qualquer pretensão governamental que possa conduzir, no 
campo da fiscalidade, à injusta apropriação estatal, no 
todo ou em parte, do patrimônio ou dos rendimentos 
dos contribuintes, comprometendo-lhes, pela 
insuportabilidade da carga tributária, o exercício do 
direito a uma existência digna, ou a prática de atividade 
profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas 
necessidades vitais (educação, saúde e habitação, por 
exemplo). A identificação do efeito confiscatório deve 
ser feita em função da totalidade da carga tributária, 
mediante verificação da capacidade de que dispõe o 
contribuinte - considerado o montante de sua riqueza 
(renda e capital) - para suportar e sofrer a incidência 
de todos os tributos que ele deverá pagar, dentro de 
determinado período, à mesma pessoa política que os 
houver instituído (a União Federal, no caso), 
condicionando-se, ainda, a aferição do grau de 
insuportabilidade econômico-financeira, à observância, pelo 
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legislador, de padrões de razoabilidade destinados a 
neutralizar excessos de ordem fiscal eventualmente 
praticados pelo Poder Público. Resulta configurado o 
caráter confiscatório de determinado tributo, sempre 
que o efeito cumulativo - resultante das múltiplas 
incidências tributárias estabelecidas pela mesma 
entidade estatal - afetar, substancialmente, de maneira 
irrazoável, o patrimônio e/ou os rendimentos do 
contribuinte. - O Poder Público, especialmente em sede de 
tributação (as contribuições de seguridade social revestem-se 
de caráter tributário), não pode agir imoderadamente, pois a 
atividade estatal acha-se essencialmente condicionada pelo 
SULQFtSLR�GD�UD]RDELOLGDGH���$'&���0&�')��GH�������������´�
(Grifos nosso) 
Dessa decisão, podemos tirar as seguintes conclusões, de grande importância 
para a sua prova: 
1) A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em relação à 
TOTALIDADE DA CARGA TRIBUTÁRIA; 
2) Deve ser realizada verificação da capacidade de que dispõe o 
contribuinte para suportar o ônus tributário, devendo ser considerado o 
montante de sua riqueza (renda e capital) para suportar e sofrer a 
incidência de todos os tributos que deverá pagar; 
3) Devem ser considerados os tributos em relação ao mesmo 
período de tempo; 
4) DEVEM SER CONSIDERADOS APENAS OS TRIBUTOS PAGOS À 
MESMA PESSOA POLÍTICA QUE OS HOUVER INSTITUÍDO; 
5) PODE ALCANÇAR QUALQUER TRIBUTO PREVISTO NA CF/88. 
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O confisco tributário pode ser observado sempre que a capacidade 
contributiva do sujeito passivo chega ao ser limiar máximo, a partir do qual o 
Estado começa a arrancar daquele o mínimo necessário à sobrevivência, 
confiscando o patrimônio do sujeito passivo. 
Assim, toda imposição tributária que vá além da capacidade 
contributiva passa a assumir caráter confiscatório, o que é vedado 
por nossa Constituição Federal. 
Da mesma maneira, invadir o mínimo vital necessário à sobrevivência do 
contribuinte também é definido como um ato confiscatório. O mínimo vital é o 
conceito que se traduz numa situação de riqueza mínima, dentro da qual 
qualquer nova imposição tributária torna insustentável a manutenção dos 
direitos básicos assegurados no artigo 7º, IV, da CF/88: 
³$UW���ž�6mR�GLUHLWRV�GRV�WUDEDOKDGRUHV�XUEDQRV�H�UXUDLV��DOpP�
de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) 
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, 
capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de 
sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, 
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com 
reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, 
sendo vedada sua vinculação paUD�TXDOTXHU�ILP�´ 
Observe a figura abaixo: 
 
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Assim, o princípio da proibição do confisco é uma derivação do direito 
de propriedade, podendo ser conceituado como uma limitação negativa ao 
poder de tributar imposta ao Estado, proibindo este de confiscar os bens ou o 
patrimônio dos particulares por meio de tributos. 
Por sua vez, os destinatários da regra contida no artigo 150, IV, da CF/88, 
são, em primeiro plano, o legislador infraconstitucional e, em segundo, os 
intérpretes da lei. 
Quanto ao tema, temos que falar dos chamados tributos extrafiscais, que são 
aqueles criados com a função primária de regulação da economia, podendo 
ser utilizados para estimular ou desestimular determinada atividade. Para o 
segundo caso, podem ser adotadas alíquotas gravosas e extremamente 
onerosas ao sujeito passivo. 
Esses tributos são o II (imposto de importação), o IE (imposto de 
exportação), o IPI (imposto sobre produtos industrializados) e o IOF (imposto 
sobre movimentação financeira). 
A mesma observação vale para o IPTU (imposto sobre a propriedade predial e 
territorial urbana) e para o ITR (imposto sobre a propriedade territorial rural), 
uma vez que, em alguns casos previstos na CF/88, uma das suas funções é 
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas ou subutilizadas, 
impondo aos proprietários alíquotas mais gravosas de forma a desestimular 
esse tipo de comportamento. 
Outra previsão é quanto aos impostos indiretos, como o ICMS e o IPI, que 
possuem caráter seletivo e, diante de determinada situação, podem vir a ser 
gravados com alíquotas excessivas. 
Na mesma linha, temos as chamadas perspectivas estáticas e dinâmicas 
quanto à incidência do princípio do não confisco, as quais analisam o efeito 
gerado por este tomando por base a linha do tempo das normas tributárias. 
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Veja o que diz o professor Ricardo Alexandre sobre o tema, em sua obra 
³Direito Tributário Esquematizado´�� GD� TXDO� WUDQVFUHYHPRV� D� seguinte 
passagem: 
³1D� SHUVSHFWLYD� HVWiWLFD�� DQDOLVD-se a tributação do 
patrimônio em si mesmo, não havendo preocupação em se 
aferir potenciais mutações que acresçam o valor do bem 
tributado. Como exemplo, temos o IPVA, o IPTU e o ITR, que 
incidem normalmente sobre a propriedade de determinado 
bem, em certo momento na linha do tempo, sendo calculados 
sobre o valor do bem tributado numa data especificada na lei. 
Na perspectiva dinâmica, levam-se em consideraçãoas 
potenciais mutações que constituam acréscimos patrimoniais, 
como é o caso do rendimento produzido por um imóvel 
�DOXJXHO��´ 
Assim, a perspectiva estática leva em consideração apenas o valor do 
patrimônio isoladamente considerado em determinada passagem da 
linha do tempo, sem se ater a possíveis acréscimos àquele com o 
passar do tempo e às alterações promovidas nas normas tributárias. 
A manutenção do patrimônio é o único instrumento de aferição da capacidade 
contributiva e consequente implicação de efeitos confiscatórios quanto aos 
tributos impostos sobre aquele. Como bem citou o professor, são exemplos 
desse tipo de tributo o IPVA, o ITR e o IPTU, que incidem, por exemplo, para 
o IPVA, no primeiro dia do ano-calendário (regra geral). 
Por sua vez, a perspectiva dinâmica diz respeito à consideração de 
fatores relativos aos acréscimos que possam vir a ter determinado 
patrimônio dos contribuintes, sendo adotados também como 
indicadores da capacidade contributiva e da consequente imposição 
de confisco aos bens àqueles pertencentes. Logo, são levados em 
consideração para a aferição da carga tributária suportada os fluxos de 
riqueza do contribuinte e a consequente passagem de determinado tempo 
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para a definição da tributação, tendo em vista as alterações promovidas nas 
normas tributárias. Como exemplos de tributos classificados sob essa ótica, 
temos o II, o IE, o IR, o ICMS, o IOF, o ITBI, e o ITCMD. 
Quanto ao tema, temos ainda algumas decisões do STF, as quais devem ser 
lidas com atenção: 
³(...)O isolado aumento da alíquota do tributo é 
insuficiente para comprovar a absorção total ou 
demasiada do produto econômico da atividade privada, 
de modo a torná-la inviável ou excessivamente 
onerosa���5(��������$J5�&(��GH�������������´ 
³(0(17$�� 352&(668$/� &,9,/�� $*5$92� 5(*,0(17$/��
CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. MULTA. VEDAÇÃO DO 
EFEITO DE CONFISCO. APLICABILIDADE. RAZÕES 
RECURSAIS PELA MANUTENÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE 
INDICAÇÃO PRECISA DE PECULIARIDADE DA INFRAÇÃO A 
JUSTIFICAR A GRAVIDADE DA PUNIÇÃO. DECISÃO MANTIDA. 
1. Conforme orientação fixada pelo Supremo Tribunal 
Federal, o princípio da vedação ao efeito de confisco 
aplica-se às multas. 2. Esta Corte já teve a oportunidade 
de considerar multas de 20% a 30% do valor do débito como 
adequadas à luz do princípio da vedação do confisco. Caso 
em que o Tribunal de origem reduziu a multa de 60% para 
30%. 3. A mera alusão à mora, pontual e isoladamente 
considerada, é insuficiente para estabelecer a relação de 
calibração e ponderação necessárias entre a gravidade da 
conduta e o peso da punição. É ônus da parte interessada 
apontar peculiaridades e idiossincrasias do quadro que 
permitiriam sustentar a proporcionalidade da pena almejada. 
�5(��������$J5�0*��GH������������´ 
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Observe essa importante passagem sublinhada no texto da decisão acima, 
que amplia os efeitos da proibição de confisco inclusive quanto à 
aplicação de multas ao sujeito passivo, quando essa não seja razoável 
e tenda a subtrair mais do que o previsto para uma penalidade 
pecuniária. Veja outro exemplo relativo às multas: 
³e� FDEtYHO�� HP� VHGH� GH� FRQWUROH� QRUPDWLYR� DEVWUDWR�� D�
possibilidade de o Supremo Tribunal Federal examinar se 
determinado tributo ofende, ou não, o princípio constitucional 
da não-confiscatoriedade (...) que instituiu multa fiscal de 
300% (trezentos por cento). - A proibição constitucional 
do confisco em matéria tributária - ainda que se trate 
de multa fiscal resultante do inadimplemento, pelo 
contribuinte, de suas obrigações tributárias - nada 
mais representa senão a interdição, pela Carta Política, 
de qualquer pretensão governamental que possa 
conduzir, no campo da fiscalidade, à injusta 
apropriação estatal, no todo ou em parte, do 
patrimônio ou dos rendimentos dos contribuintes, 
comprometendo-lhes, pela insuportabilidade da carga 
tributária, o exercício do direito a uma existência digna, ou 
a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular 
satisfação de suas necessidades vitais básicas. - O Poder 
Público, especialmente em sede de tributação (mesmo 
tratando-se da definição do "quantum" pertinente ao valor 
das multas fiscais), não pode agir imoderadamente, pois a 
atividade governamental acha-se essencialmente 
condicionada pelo princípio da razoabilidade que se qualifica 
como verdadeiro parâmetro de aferição da 
constitucionalidade material dos atos estatais. (ADI 1075/DF, 
GH�������������´ 
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Em outras decisões, o STF entendeu que a imposição de multa de 20% ou de 
30% do valor do tributo não se reveste de efeito confiscatório, não sendo 
possível invocar o princípio do não confisco nesses casos, uma vez que a 
fixação desses percentuais não ofende a capacidade contributiva dos sujeitos 
passivos. O mesmo entendimento vale para as multas de 100% aplicadas por 
meio de lançamento de ofício, tendo em vista o fato de o contribuinte ter 
omitido na declaração e recolhimento tempestivo da contribuição (RE 
241.087/PR, de 08 de setembro de 2009) 
Veja outras decisões da Corte Suprema, finalizando o estudo desse princípio: 
³TAXA: CORRESPONDÊNCIA ENTRE O VALOR EXIGIDO E O 
CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. - A taxa, enquanto 
contraprestação a uma atividade do Poder Público, não 
pode superar a relação de razoável equivalência que 
deve existir entre o custo real da atuação estatal 
referida ao contribuinte e o valor que o Estado pode 
exigir de cada contribuinte, considerados, para esse 
efeito, os elementos pertinentes às alíquotas e à base de 
cálculo fixadas em lei. - Se o valor da taxa, no entanto, 
ultrapassar o custo do serviço prestado ou posto à 
disposição do contribuinte, dando causa, assim, a uma 
situação de onerosidade excessiva, que descaracterize 
essa relação de equivalência entre os fatores referidos (o 
custo real do serviço, de um lado, e o valor exigido do 
contribuinte, de outro), configurar-se-á, então, quanto a 
essa modalidade de tributo, hipótese de ofensa à 
cláusula vedatória inscrita no art. 150, IV, da 
Constituição da República. (ADI 2551 MC/MG, de 
������������´ 
 
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³(...) a instituição de alíquotas progressivas para a 
contribuição previdenciária dos servidores públicos ofende o 
princípio da vedação à utilização de qualquer tributo com 
efeito de confisco (art. 150, IV, da Constituição). Tal 
entendimento estende-se aos Estados e Municípios. (RE 
�������$U*�35��GH�������������´ 
 ³,03257$d­2� - REGULARIZAÇÃO FISCAL - CONFISCO. 
Longe fica de configurar concessão, a tributo, de efeito 
que implique confisco decisão que, a partir de normas 
estritamente legais, aplicáveis a espécie, resultou na 
perda de bem móvel importado.(AI 173689 AgR/DF, de 
������������´ 
³(0(17$�� 5HFXUVR� H[WUDRUGLQiULR�GHsprovido. 2. ICMS. 
Recolhimento antecipado. Substituição tributária "para 
frente". 3. É constitucional o regime de substituição tributária 
"para frente", em que se exige do industrial, do atacadista, 
ou de outra categoria de contribuinte, na qualidade de 
substituto, o recolhimento antecipado do ICMS incidente 
sobre o valor final do produto cobrado ao consumidor, 
retirando-se do revendedor ou varejista, substituído, a 
responsabilidade tributária. Precedente: RE n.º 213.396/SP, 
julgado em sessão plenária, a 2.8.1999. 4. Não há, assim, 
ofensa ao direito de propriedade, ou mesmo a ocorrência de 
confisco, ut art. 150, IV, da Constituição Federal.(AI 207377 
$J5�63��GH�������������´ 
 
 
 
 
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(Questão 11) À luz da Constituição, avalie a formulação seguinte. 
É vedado à União elevar a alíquota do imposto sobre a renda e proventos de 
qualquer natureza, de 27,5% para 41%, incidente sobre renda líquida igual 
ou superior a R$ 120.000,00, auferida no ano civil por pessoa física, por força 
da disposição constitucional vedatória da utilização de tributo com efeito de 
confisco, bem assim da que prevê a graduação de impostos segundo a 
capacidade econômica do contribuinte. 
O efeito confiscatório de um imposto não pode ser analisado, regra geral, de 
maneira isolada, mas em relação à totalidade dos tributos impostos pela 
mesma pessoa jurídica, conforme decisão do STF (ADC 8 MC/DF, de 
13/10/1999). A simples elevação de alíquotas, e tendo em vista ainda o valor 
alto da renda liquida sobre o qual incidirá a nova alíquota, não caracteriza 
efeito confiscatório, uma vez que, segundo uma máxima do direito tributário, 
quem mais tem, contribui com mais. 
Em seu RE 448.432/CE, de 20 de abril de 2010, o STF, em relação ao mesmo 
tema de alteração de alíquotas e consequente verificação do efeito 
confiscatório ou não do tributo, decidiu o seguinte: 
³�������� $� FDUDFWHUL]DomR� GR� HIHLWR� FRQILVFDWyULR� SUHVVXS}H� D�
análise de dados concretos e de peculiaridades de cada 
operação ou situação, tomando-se em conta custos, carga 
tributária global, margens de lucro e condições pontuais do 
mercado e de conjuntura social e econômica (art. 150, IV da 
Constituição). 2. O isolado aumento da alíquota do tributo é 
insuficiente para comprovar a absorção total ou demasiada 
do produto econômico da atividade privada, de modo a torná-
OD�LQYLiYHO�RX�H[FHVVLYDPHQWH�RQHURVD�´ 
Assim, resta incorreta a assertiva apresentada. 
 
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Princípio da Liberdade de Tráfego 
 
A liberdade de tráfego é um direito constitucional dos cidadãos, que veda a 
imposições de limitações ao fluxo de pessoas, bens e mercadorias em razão 
do simples deslocamento dessas de um lugar para outro. 
Assim, se Virgulino desejar ir de Serra Talhada/PE para Teresina/PI, ambos os 
Estados não poderão impor exações tentando impedir esse deslocamento, 
nem onerar o pobre Virgulino somente por que ele queria ir a Teresina ver 
sua amada namorada Maria Feiosa! Seria uma falta de compaixão do Estado. 
Esse princípio está presente no artigo 150, V, da CF/88, cujo texto é o 
seguinte: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou 
bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela 
utilização de vias conservadas pelo Poder Público�´�
(Grifos nosso) 
 ³Esse professor acabou de dizer que ninguém pode colocar limitações ao 
namoro de Virgulino e da pobrezinha da Mary, e agora ele mostra que pode 
haver limitações em razão de pedágios´�� 
Mas essa é a única exceção no texto constitucional a esse princípio, 
possibilitando a cobrança de pedágios em razão da locomoção de pessoas ou 
bens e da utilização de vias conservadas pelo Poder Público. 
 
 
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Assim, não será toda e qualquer locomoção que ensejará a cobrança de 
pedágio quando utilizadas vias públicas, mas apenas naquelas conservadas 
pelo poder público e desde que o pedágio tenha sido instituído por meio de lei 
do ente competente para administrar a via. 
E, como entre Serra Talhada e Teresina não existem (AINDA) pedágios, o 
namoro de Virgulino e Mary (já ficaram íntimos) prosseguirá incólume. Ainda 
bem! 
O princípio da liberdade de tráfego está intimamente relacionado ao inciso XV 
do artigo 5º da CF/88, bem como à liberdade do comércio e ao princípio da 
forma federativa de Estado: 
³Art. 5º (...) 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de 
paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele 
HQWUDU��SHUPDQHFHU�RX�GHOH�VDLU�FRP�VHXV�EHQV�´ 
Dois pontos merecem ser reforçados, os quais quero que preste bastante 
atenção: 
 A proibição se refere exclusivamente à impossibilidade de 
instituição de exações que se lastrem no deslocamento de 
pessoas ou bens no território dos Estados e dos Municípios, 
relativamente à transposição de limites intermunicipais ou 
interestaduais. 
Se uma pessoa deseja ir de um lugar para outro, como nosso amigo 
Virgulino, não poderá haver limitações a esse desejo de locomoção, que 
é livre a todos os cidadãos em tempo de paz. O fato gerador de um 
tributo jamais poderá ser a TRANSPOSIÇÃO DOS LIMITES 
INTERESTADUAIS OU INTERMUNICIPAIS. 
 
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Essa previsão não se confunde, por exemplo, com o ICMS devido em 
relação à circulação de mercadorias de um para outro ponto do 
território nacional, uma vez que o seu fato gerador não é a transposição 
de fronteiras interestaduais ou intermunicipais, mas a circulação de 
mercadorias em que há a transferência jurídica de sua propriedade. 
Além disso, há a previsão constitucional para a cobrança desse tributo, 
o que afasta qualquer pensamento sobre uma possível 
inconstitucionalidade do tributo. 
O fato gerador do ICMS ocorrerá ainda que a circulação se dê no âmbito 
do território de um mesmo Estado e até mesmo de um mesmo 
Município, ou ainda, sem que a mercadoria seja movida um centímetro 
sequer do lugar onde esteja. 
Assim, o ICMS cobrado nos postos fiscais estaduais, seja na entrada ou 
na saída de mercadorias, não seria uma afronta a esse princípio, sendo 
cobrado pelo Estado tributante em razão do fato gerador do ICMS, qual 
seja, a circulação de mercadorias, e não por que essas simplesmente 
transpuseram os limites de um Estado. 
 A proibição diz respeito a tributos interestaduais e 
intermunicipais, alcançando tanto os de competência municipal 
e estadual quanto os de competência da União. 
Guarde bem esses dois pontos que apresentei. 
Por fim, temos o pedágio, que é a exceção ao princípio da liberdade de 
tráfego constitucionalmente prevista. Caso determinado Ente resolva instituir 
pedágio em razão da circulaçãode pessoas ou bens por vias públicas por ele 
conservadas, é possível a criação dessa exação. 
Exemplo desse tipo de limitação está presente no Estado do Rio Grande do 
Sul, em que pagamos quatro pedágios diferentes para transitar entre Porto 
Alegre e Pelotas, no interior do Estado. 
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Princípio da Uniformidade Geográfica 
 
O princípio da Uniformidade Geográfica em matéria tributária diz respeito à 
instituição de tributos uniformes em todo o território federal, o qual comporta 
exceções previstas no próprio texto constitucional. Esse princípio está 
previsto no inciso I do artigo 151 da CF/88, cujo texto é o que segue: 
³$UW�������e�vedado à União: 
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou 
preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a 
Município, em detrimento de outro, admitida a concessão 
de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio 
do desenvolvimento sócio-econômico entre as 
diferentes regiões do País�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Assim, ao instituir, e também majorar ou reduzir um tributo, a União 
não poderá, em regra, conferir tratamento tributário desigual entre 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Não poderá haver o 
beneficiamento de um Estado em prejuízo de outro, ou a concessão de 
determinado benefício fiscal para um deles e para outros não. O mesmo vale 
para os Municípios. 
Essa proibição se refere: 
 À União, sendo uma vedação específica para esse ente político; 
 A qualquer tributo instituído pela União, sejam eles impostos, 
taxas, contribuições ou impostos residuais, por exemplo. 
Por exemplo, em regra, seria proibido à União dispor que, para os produtos 
produzidos no Estado de Roraima seria aplicada a alíquota de IPI para 
produtos agropecuários no percentual de 8%, sendo, para os demais Estados 
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e para o Distrito Federal, aplicada a alíquota de 12%. Esse seria um 
tratamento desigual, vedado, EM REGRA, pela CF/88. 
Em regra, pois, conforme a parte final do dispositivo, essa previsão comporta 
H[FHo}HV�� ³admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as 
diferentes regiões GR�3DtV´� 
É claro que, num país de dimensões continentais como o Brasil, existe 
desigualdade social e econômica entre as suas diversas regiões, inclusive 
dentro de um mesmo Estado, como o são os Estados do Nordeste quanto à 
sua parte litorânea e à parte situada na região do semiárido e sertão. Outro 
exemplo seriam os Estados da Região Norte, ainda deficientes, em sua maior 
parte, de infraestrutura e de logística adequadas e relativamente distantes 
geograficamente dos grandes centros consumidores de seus produtos e 
serviços. 
Assim, visando equalizar o desenvolvimento socioeconômico do nosso país, a 
CF/88 permitiu que, para promover esse equilíbrio, seja possível a União 
conceder incentivos fiscais diferenciados entre as diversas regiões do Brasil. 
Exemplos desses incentivos estão presentes no ADCT (Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias) da CF/88, mais precisamente no caput do seu 
artigo 40, relativos à Zona Franca de Manaus, e no Regulamento Aduaneiro 
(Decreto Federal nº 6.759, de 05 de fevereiro de 2009) em seu artigo 524, 
relativo às Áreas de Livre Comércio: 
³$UW�� ���� e� PDQWLGD� D� =RQD� )UDQFD� GH� 0DQDXV�� FRP� VXDV�
características de área livre de comércio, de exportação e 
importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e 
FLQFR�DQRV��D�SDUWLU�GD�SURPXOJDomR�GD�&RQVWLWXLomR�´ 
 
 
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 ³$UW�������&RQVWLWXHP�iUHDV�GH�OLYUH�FRPpUFLR�GH�LPSRUWDomR�
e de exportação as que, sob regime fiscal especial, são 
estabelecidas com a finalidade de promover o 
desenvolvimento de áreas fronteiriças específicas da Região 
Norte do País e de incrementar as relações bilaterais com os 
países vizinhos, segundo a política de integração latino-
DPHULFDQD�´ 
Assim, a regra geral é a proibição de instituição de tributos ou a concessão 
de benefícios fiscais que não sejam uniformes em todo o território nacional, 
importando em diferenciação ou desigualdade de tratamento entre eles. Essa 
previsão está intimamente relacionada ao princípio da isonomia e ao da forma 
federativa do Estado brasileiro, mantendo o equilíbrio da nossa Federação 
(clausula pétrea da nossa CF/88) e reafirmando o pacto federativo, impendido 
que a União, com poderes amplos sob o território nacional, institui tributos 
que atentem contra esse pacto e ao equilíbrio da federação instituída pela 
Carta Magna de 1988. 
A regra geral é excepcionada APENAS pela concessão de incentivos fiscais 
destinadas a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre 
as diferentes regiões do Brasil, tendo o dispositivo nítido caráter extrafiscal. 
Veja uma decisão do STF sobre o tema: 
³5(&8562� (;75$25',1È5,2�� ,3,�� &21&(66­2� '(�
BENEFÍCIOS. ALÍQUOTAS REGIONALIZADAS. LEI 8.393/91. 
DECRETO 2.501/98. ADMISSIBILIDADE. 1. Incentivos fiscais 
concedidos de forma genérica, impessoal e com fundamento 
em lei específica. Atendimento dos requisitos formais para 
sua implementação. 2. A Constituição na parte final do art. 
151, I, admite a "concessão de incentivos fiscais destinados a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico 
entre as diferentes regiões do país". 3. A concessão de 
isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder 
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Executivo, fundado em juízo de conveniência e 
oportunidade, implementa suas políticas fiscais e 
econômicas e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao 
controle do Poder Judiciário. Precedentes: RE 149.659 e AI 
138.344-AgR. 4. Não é possível ao Poder Judiciário estender 
isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título de 
LVRQRPLD��5(�����������5(��������35��GH�������������´ 
Esse princípio está previsto ainda no artigo 10 do CTN, cuja redação é a 
seguinte: 
³$UW�� ���� e� YHGDGR� j� 8QLmR� LQVWLWXLU� WULEXWR� TXH� QmR� VHMD�
uniforme em todo o território nacional, ou que importe 
distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou 
0XQLFtSLR�´ 
Para a previsão do CTN, contudo, não há exceção ao princípio, 
diferentemente do que há na CF/88, como vimos anteriormente. 
Finalizando esse item antes de vermos uma questão cobrada em prova, 
temos que esse princípio é também uma cláusula pétrea da nossa CF/88, bem 
como os dois outros presentes nos incisos II e III do artigo 151, a serem 
vistos logo adiante. Eles se configuram como uma das muitas garantias 
presentes na CF/88 relativas à proteção do pacto federativo. 
 
 
 
 
 
 
 
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(Questão 12) É exceção ao princípio da uniformidade geográfica a: 
a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território 
nacional. 
b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre diferentes regiões do 
País. 
c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos de 
competência dos Municípios. 
d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de diferença 
tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão da 
procedência. 
e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por meio 
de tributos interestaduais ou intermunicipais. 
Questão literal do que consta no texto constitucional, que cobrou a exceção 
quanto ao princípio da uniformidade geográfica, o qual permite à União, no 
caso de promoção do equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre 
diferentes regiões, conceder incentivos fiscais. 
Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão. 
 
 
 
 
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Princípio da Tributação Isonômica das Rendas das Obrigações da 
Dívida Pública e dos Vencimentos dos Agentes Públicos dos Estados, 
Distrito Federal e Municípios 
 
Esse princípio, apesar do título extenso, é bem simples, também estando 
presente no artigo 151 da CF/88, mas desta vez em seu inciso II, tendo a 
seguinte redação: 
Art. 151. É vedado à União: (...) 
II - tributar a renda das obrigações da dívida pública 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem 
como a remuneração e os proventos dos respectivos 
agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para 
suas obrigações e para seus agentes�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Primeiramente temos que saber o que vem a ser ³renda das obrigações da 
dívida pública dos Entes Federativos´. Vejamos. 
Uma das formas de captação de recursos pelos Entes Federativos é a emissão 
de títulos da dívida pública, que conferem aos seus adquirentes o direito de 
obter juros com o resgate do título após o prazo previsto em lei. Uma vez que 
esses juros correspondem a ingressos de divisas no patrimônio dos 
adquirentes, são tidos como rendas, a serem tributadas pelo Imposto de 
Renda, de competência da União. 
Assim, é vedado a União estabelecer, por exemplo, que para os títulos por ela 
emitidos incidirá IR à alíquota de 5% para os rendimentos obtidos pelos 
adquirentes, enquanto que para os títulos emitidos pelos Estados ou pelos 
Municípios, essa tributação da renda se dará à alíquota de 7%. 
 
 
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Isso seria uma forma não isonômica de tributação, expressamente vedada 
pela CF/88 em seu artigo 151, II. O legislador da União, por exemplo, em ato 
de loucura, poderá instituir tributação maior para as rendas das obrigações 
dos títulos da dívida pública federal do que os previstos para os títulos 
estaduais, distritais e municipais, mas nunca inferior. 
Em outra vertente, temos a vedação à União quanto à tributação da 
remuneração e dos proventos dos agentes públicos dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios em níveis superiores ao que fixar para os seus 
próprios servidores. 
Seria o caso, por exemplo, de a União estabelecer que o subsídio dos 
Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil fosse tributado com o IR a uma 
alíquota de 20%, enquanto que os Auditores Fiscais dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios continuem a ter seus rendimentos mensais 
tributados com o percentual atual de 27,50%. E, claro, desde que estejamos 
tratando dos mesmos valores remuneratórios, diga-se, base de cálculo. 
Essa medida seria flagrantemente inconstitucional, ainda que pousada na 
competência da União para estabelecer as alíquotas relativas a imposto a ela 
outorgado, qual seja, o imposto sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza. As alíquotas serão estabelecidas livremente pela União, mas devem 
ser sempre uniformes para todos os agentes públicos, sejam ou não federais. 
Por fim, como pode ser observado, essa medida é destinada tanto ao Imposto 
de Renda quanto a qualquer outro imposto que venha a substituí-lo. 
Simples esse princípio, não? Vamos ao próximo. 
 
 
 
 
 
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Princípio da Proibição de Concessão de Isenções Heterônomas 
 
Antes de falarmos sobre esse princípio, temos inicialmente que saber o que 
vem a ser uma isenção heterônoma. 
O ente competente para instituir determinado tributo previsto na sua 
competência tributária outorgada pela CF/88 é também competente para 
conceder, entre outros benefícios, isenções a ele relativas, cabendo apenas a 
esse ente, na ordem interna, essa atribuição. Essa concessão, por sua vez, 
será sempre por meio de lei em sentido estrito. 
Assim, para o IPVA, por exemplo, apenas o Estado ou o Distrito Federal onde 
esteja licenciado ou matriculado o veículo é competente para exonerar o 
proprietário do imposto devido, nenhum outro ente mais. Estaremos assim 
diante de um caso de isenção autônoma, pois foi concedida pelo próprio 
ente competente para instituir e cobrar o tributo. 
Caso a União desobedeça ao que estabelece a CF/88 e conceda determinada 
isenção do IPVA aos veículos matriculados no Estado de Sergipe que tenham 
mais de cinco anos de uso, essa isenção será considerada flagrantemente 
inconstitucional, por se tratar de uma isenção heterônima, expressamente 
proibida na ordem interna. A União não é o ente competente para instituir e 
cobrar o IPVA no território do Estado de Sergipe, e sim esse ente federativo. 
³(�SRU�que apenas na ordem interna, professor? Há casos então que podem 
ser concedidas isençõeV�KHWHU{QRPDV"´ 
Os únicos casos previstos na CF/88 quanto à concessão de isenções 
heterônimas são os relativos: 
ƒ Aos tratados internacionais assinados pela União, mas representando os 
interesses da República Federativa do Brasil, atuando no plano externo, 
na ordem externa; 
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ƒ Às isenções a serem concedidas pela União, por lei complementar, 
quanto ao ISS na exportação de serviços para o exterior, previsto no 
artigo 156, §3º, II, da CF/88. 
Somente nesses dois caso a CF/88 permite a concessão de isenções 
heterônomas na ordem interna, ou seja, o ente que concede a isenção é 
diferente daquele a quem a CF/88 atribuiu a competência tributária. Não há 
outra hipótese! 
Por sua vez, quanto ao primeiro item enumerado anteriormente, caso 
determinado tratado assinado pela União, por exemplo, preveja entre uma de 
suas cláusulas isenção ao ICMS por dez anos para as empresas que utilizarem 
apenas energia renovável, essa isenção, apesar de heterônoma, será 
perfeitamente válida, uma vez que concedida por meio de tratado 
internacional. Essa previsão, contudo, não está expressamente prevista na 
CF/88, sendo decorrência direta da interpretação conjunto do textoda Carta 
Federal. 
Nesse caso, embora o tratado tenha sido assinado pela União, no plano 
internacional esta figura em nome da República Federativa do Brasil (RFB), 
pessoa jurídica de direito público internacional. Desse modo, no plano externo 
(ordem internacional), são perfeitamente válidas as isenções concedidas pela 
União quanto aos tributos dos demais entes políticos, uma vez que esta, ao 
representar a RFB, representaria toda uma nação, dotada de soberania 
política internacional, e não o simples ente federativo interno (União), dotado 
apenas de autonomia política interna. 
Para o STF, embora revestido de todas as características de uma isenção 
heterônoma, as isenções concedidas pela União em razão de tratados, 
acordos ou convenções internacionais não são considerados tecnicamente 
como uma isenção heterônoma, uma vez que essa nomenclatura se refere ao 
âmbito interno, quando se analisam apenas as três espécies de entes políticos 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios) 
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Veja o que diz o STF sobre o assunto: 
³$� FOiXVXOD� GH� YHGDomR� LQVFULWD� QR� DUW�� ����� LQFLVR� ,,,�� GD�
Constituição - que proíbe a concessão de isenções tributárias 
heterônomas - é inoponível ao Estado Federal brasileiro 
(vale dizer, à República Federativa do Brasil), incidindo, 
unicamente, no plano das relações institucionais domésticas 
que se estabelecem entre as pessoas políticas de direito 
público interno. Doutrina. Precedentes. - Nada impede, 
portanto, que o Estado Federal brasileiro celebre tratados 
internacionais que veiculem cláusulas de exoneração 
tributária em matéria de tributos locais (como o ISS, p. ex.), 
pois a República Federativa do Brasil, ao exercer o seu 
treaty-making power, estará praticando ato legítimo que 
se inclui na esfera de suas prerrogativas como pessoa jurídica 
de direito internacional público, que detém - em face das 
unidades meramente federadas - o monopólio da soberania e 
da personalidade internacional. - Considerações em torno da 
natureza político-jurídica do Estado Federal. Complexidade 
estrutural do modelo federativo. Coexistência, nele, de 
comunidades jurídicas parciais rigorosamente pacificadas e 
coordenadas entre si, porém subordinadas, 
constitucionalmente, a uma ordem jurídica total. 
DoXWULQD��5(��������$J5�35��GH������������´ 
³2�6XSUHPR�7ULEXQDO�)HGHUDO��QR�MXOJDPHQWR�GR�5(����������
firmou entendimento de ser legítimo à União, no campo 
internacional, dispor sobre a isenção de impostos da 
competência estadual. (RE 234662 AgR/BA, de 
13/10�������´ 
 
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³$�LVHQomR�GH�WULEXWRV�HVWDGXDLV�SUHYLVWD�QR�$FRUGR�*HUDO�GH�
Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos 
países signatários quando o similar nacional tiver o mesmo 
benefício foi recepcionada pela Constituição da República de 
1988. 2. O artigo 98 do Código Tributário Nacional "possui 
caráter nacional, com eficácia para a União, os Estados e os 
Municípios" (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). 3. No 
direito internacional apenas a República Federativa do Brasil 
tem competência para firmar tratados (art. 52, § 2º, da 
Constituição da República), dela não dispondo a União, os 
Estados-membros ou os Municípios. O Presidente da 
República não subscreve tratados como Chefe de Governo, 
mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a 
existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 
151, inc. III, da Constituição. (RE 229906/RS, de 
������������´ 
O princípio está previsto no artigo 151, III, da CF/88, cujo texto é o seguinte: 
³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR������� 
III - instituir isenções de tributos da competência dos 
(VWDGRV��GR�'LVWULWR�)HGHUDO�RX�GRV�0XQLFtSLRV�´ 
Observe que a vedação abrange TODOS OS TRIBUTOS dos demais entes 
federativos, e não apenas impostos, sendo vedada também a concessão de 
isenções heterônomas no caso de taxas, contribuições de melhorias e COSIP. 
Claro está que a regra acima somente será excepcionada para o caso de 
tratados internacionais e para o caso específico do ISS, quanto aos impostos. 
³Um minuto, professor! Eu estava vendo despreocupadamente minha CF/88 
já toda rabiscada e percebi que existe outra situação de concessão de isenção 
heterônoma. Esqueceu R�DUWLJR������†�ž��;,,��³H´��GD CF/88"´ 
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Embora esteja ai, a rigor, plenamente válido, uma vez que não foi 
expressamente revogado, esse dispositivo perdeu qualquer aplicação prática, 
uma vez que não há mais a mínima necessidade de edição de lei 
complementar para a concessão de isenções de ICMS, pela União, e por lei 
complementar, quanto aos serviços e mercadorias destinadas ao exterior. A 
redação desse dispositivo é a seguinte: 
³$UW������������ 
§2º. (...) 
XII - cabe à lei complementar: (...) 
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o 
exterior, serviços e outros produtos além dos mencionados 
QR�LQFLVR�;���D��´ 
Entretanto, com a promulgação da Emenda constitucional nº 42 de 19 de 
GH]HPEUR�GH�������D�UHGDomR�GR�FLWDGR�LQFLVR�;��³D´�GR�†�ž�GR�DUWLJR�����GD�
CF/88 passou a ter a seguinte redação: 
³Art. 155. (...) 
§2º. O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 
(...) 
X - não incidirá: 
a) sobre operações que destinem mercadorias para o 
exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no 
exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do 
montante do imposto cobrado nas operações e prestações 
anteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, 
de 19.12.2003)´ 
 
 
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Ou seja, o próprio texto da CF/88 já passou a prever não uma isenção, mas 
uma imunidade ao ICMS quanto às mercadorias e aos serviços destinados ao 
exterior. Embora sem utilidade, esse dispositivo encontra-se perfeitamente 
em vigor, podendo vir a ser cobrado em prova! Atenção! 
³Outra pergunta, professor: as imunidades podem ser consideradas 
heterônomas? Elas proíbem o ente competente de tributar determinada 
situação e, de uma forma ou de outra, a CF/88 é a lei de normas 
fundamentais no plano nacional. Os Estados e o Distrito Federal, por 
exemplo, também têm constituições�´ 
Verdade, futuro servidor. A CF/88, de ordem nacional, concede benesses 
tributárias em razão das imunidades presentes no seu texto e quanto a 
tributos estaduais e municipais. Assim, pode-se considerar que as imunidades 
são heterônomas também. São limitações heterônomas. Não há autonomia 
do ente político a quem ela mesma conferiu competência tributária para 
instituir o tributo. 
 
 
(Questão 13) É lícito ao ente tributante: 
a) instituir distinção em razão de ocupação profissional ou função exercida 
pelo contribuinte, desde que prevista em lei adequada denominação jurídica 
dos rendimentos, títulos ou direitos. 
b) cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência danorma jurídica que os houver instituído ou aumentado, desde que 
expressa a lei que os tenha previsto. 
c) estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, mediante cobrança 
de pedágios, interestaduais ou intermunicipais, pela utilização de vias 
conservadas pelo Poder Público. 
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d) cobrar imposto no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada 
a lei que os instituiu ou aumentou. 
e) exigir ou aumentar tributo mediante decreto ou ato administrativo, desde 
que publicado antes do início do exercício em que será cobrado. 
Alternativa a) Incorreta. Essa permissão, caso existente, iria de encontro 
ao princípio da isonomia, que veda o estabelecimento de distinções entre os 
sujeitos passivos em razão de ocupação ou função por eles exercida. Essa 
vedação está presente no artigo 150, II, da CF/88. É vedado aos entes 
políticos instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem 
em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação 
profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação 
jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. 
Alternativa b) Incorreta. Proibido, tendo em vista o princípio da 
irretroatividade da lei tributária, que veda justamente a cobrança de tributos 
em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da norma 
jurídica que os houver instituído ou aumentado. 
Alternativa c) Correta. Permitido, tendo em vista a exceção ao princípio da 
liberdade de tráfego, presente no artigo 150, V, da CF/88, in fine. 
Alternativa d) Incorreta. Proibido, tendo em vista o princípio da 
anterioridade da lei tributária, que veda justamente a cobrança de imposto no 
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou. $UWLJR������,,,��³E´��GD�&)���� 
Alternativa e) Incorreta. Somente por lei poderá ser criado tributo, 
podendo, nos casos previstos na CF/88, alguns deles terem suas alíquotas 
alteradas por meio de atos infralegais. Essa proibição se deve em razão do 
princípio da legalidade, presente no artigo 150, I, da CF/88. 
 
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Princípio da Progressividade 
 
O princípio da progressividade está umbilicalmente ligado ao princípio da 
capacidade contributiva, estudado anteriormente, uma vez que se traduz na 
técnica de aplicação de alíquotas variadas, aumentando estas 
conforme se aumenta a base de cálculo a ser tributada. 
Assim, entende-se que aqueles que mais têm devem contribuir com maior 
parte da sua renda, traduzindo-se em aplicar a essas pessoas alíquotas 
maiores, incumbindo a eles maior subtração do seu patrimônio 
proporcionalmente ao daqueles que possuem menos. 
Quanto a esse princípio, teremos duas modalidades de progressividade: 
™ Progressividade FISCAL��UHODFLRQDGD�DR�GL]HU�³TXDQWR�PDLV�VH�JDQKD��
mais se SDJD´�� WHQGR� IXQomR�PHUDPHQWH�DUUHFDGDWyULD��RQHUDQGR�FRP�
mais gravidade o patrimônio daqueles que mais possuem; 
™ Progressividade EXTRAFISCAL, no qual temos a imposição de 
alíquotas diferenciadas para que determinado objetivo seja cumprido, 
tendo mais efeitos no campo social do que propriamente no campo 
fiscal, estimulando ou desestimulando determinada conduta tomada 
pelo contribuinte. 
No nosso atual ordenamento jurídico constitucional estão previstos 
expressamente apenas três impostos progressivos: o IR, o IPTU e o ITR. Para 
o IR, temos a progressividade fiscal; para o IPTU, a fiscal e a extrafiscal; e 
para o ITR, apenas a extrafiscal. Atente que, quanto à progressividade, temos 
dois impostos reais (ITR e ITPTU) e um imposto real (IR). Logo, esse princípio 
se verifica tanto em relação aos impostos reais quanto aos pessoais. 
Antes de analisarmos esses três impostos sobre a ótica da progressividade, 
vamos ver o que determina o STF em alguns dos seus julgados: 
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³(...) I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos 
consumidores de energia elétrica do município não ofende o 
princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar 
e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação 
pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do 
rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores 
de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade 
FRQWULEXWLYD���5(��������6&��GH������������´ 
³(0(17$�� $*5$92� 5(*,0(17$/� 12� 5(&8562�
EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS 
DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os 
Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais 
referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente 
prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil. 2. Não 
há tributo progressivo quando as alíquotas são 
diferenciadas segundo critérios que não levam em 
consideração a capacidade contributiva. (RE 414259 
$J5�0*��GH������������´ 
³6~PXOD�67)�Qž������e� LQFRQVWLWXFLRQDO�D� OHL�TXH�HVWDEHOHFH�
alíquotas progressivas para o imposto de transmissão "inter 
vivos" de bens imóveis - ITBI com base no valor venal do 
LPyYHO�´ 
------------------------------------ 
A progressividade do ITR está expressamente prevista no artigo 153, §4º, I, 
da CF/88, nos seguintes termos: 
³$UW����������� 
§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput: 
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I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma 
D�GHVHVWLPXODU�D�PDQXWHQomR�GH�SURSULHGDGHV�LPSURGXWLYDV�´�
(Grifos nosso) 
Observe que A PROGRESSIVIDADE PARA O ITR É OBRIGATÓRIA, NÃO 
SENDO FACULTADO AO LEGISLADOR FEDERAL RETIRAR ESSA 
CARACTERÍSTICA DO IMPOSTO AO EDITAR LEIS A ELE RELATIVAS. 
Assim, quanto menos utilizado economicamente um imóvel rural, maior 
deverá ser a alíquota a ser fixada para determinação do ITR devido, 
onerando em parcela cada vez maior o seu patrimônio, desestimulando-o a 
manter a sua propriedade improdutiva ou subaproveitada. 
------------------------------------ 
A progressividade em relação ao IPTU se deve quanto ao que consta no inciso 
I do §1º do artigo 156 da CF/88, cuja redação é a seguinte: 
³$UW����������� 
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se 
refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso 
I poderá: 
I ± ser progressivo em razão do valor do imóvel; 
II ± ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o 
XVR�GR�LPyYHO�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Essa é a progressividade fiscal do IPTU, dando ao legislador municipal a 
POSSIBILIDADE de instituir alíquotas progressivas para o imposto tomando 
como base o valor do imóvel. Essa previsão foi acrescentada pela EC nº 
29/2000, sendo, regra geral, imediatamente utilizada pelos Municípios para 
cobrança do imposto em seus territórios. 
Antes da publicação da emenda constitucional, portanto, era 
INCONSTITUCIONAL a lei que determinasse a adoção de alíquotas 
progressivas para o IPTU, conforme decisão do STF sobre o tema: 
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³$� FREUDQoD� SURJUHVVLYD� GH� ,378� DQWHV� GD� (&� �������� - 
assunto de indiscutível relevância econômica, social e jurídica 
- já teve a sua inconstitucionalidade reconhecida por esta 
Corte, tendo sido, inclusive, editada a Súmula 668 deste 
Tribunal.( AI 712743 QO-5*�63��GH������������´ 
Por sua vez, a citada Súmula 668 dispõe o seguinte: 
³e inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, 
antes da emenda constitucional 29/2000, alíquotas 
progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o 
FXPSULPHQWR�GD�IXQomR�VRFLDO�GD�SURSULHGDGH�XUEDQD�´ 
Observe ainda esse importante tema debatido no STF, em que o legislador 
WHQWD�� SRU� PHLR� GD� FRQFHVVmR� GH� LVHQo}HV� DR� LPSRVWR�� ³PDTXLDU´� XPD�
progressividade do IPTU: 
³',5(,72�75,%87È5,2��,378��352*5(66,9,'$'(�$17(6�'$�
EC 29/00. IMPOSSIBILIDADE, AINDA QUE PELA VIA 
OBLÍQUOTA DE ISENÇÕES GRADUAIS. 1. O legislador 
Municipal não poderia, no período anterior a tal emenda 
constitucional, ter estabelecido graduação progressiva do 
montante devido pelos contribuintes a título de IPTU, tendo 
como critério o valor do imóvel. 2. A utilização do instituto da 
isenção como instrumento de graduação de alíquotas, com 
aplicação à generalidade dos contribuintes, não corresponde 
à sua natureza jurídica. Nesse caso, a isenção deixa de atuar 
como benefício fiscal. De norma de exceção que é, passa a 
compor o aspecto quantitativo da norma tributária 
impositiva, modelando toda a tabela de alíquotas e tendo 
como efeito a vedada progressividade. 3. Aplicação da 
6~PXOD�����GR�67)���5(��������63��GH������������´ 
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Observe outra decisão, que relaciona o que consta nos incisos I e II do §1º do 
artigo 156 da CF/88: 
³$� MXULVSUXGrQFLD� GR� 6XSUHPR� 7ULEXQDO� )HGHUDO� p� ILUPH� QR�
sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou 
não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a 
progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1º do art. 
156 da Magna Carta Federal. (AI 457057 AgR/SP, de 
������������´ 
A função primordial do IPTU é tipicamente fiscal, já que o seu objetivo maior 
é a arrecadação de recursos para o Município tributante. Entretanto, não é 
correto afirmar que, visando dar efetividade ao princípio da 
capacidade contributiva, a lei municipal fixe adicional progressivo do 
imposto em função do número de imóveis do contribuinte. Da mesma 
forma, as alíquotas do IPTU não podem ser progressivas apenas em 
função do grau de utilização do imóvel, tema que veremos mais adiante. 
O principal debate que se instaurou com a edição e promulgação da EC nº 
29/2000 foi quanto à progressividade do IPTU, uma vez que este é um 
imposto puramente de natureza REAL, incidindo sobre uma manifestação de 
patrimônio do contribuinte, não podendo, assim, levar em consideração 
características pessoais deste. Esse é o entendimento do STF, que, à época 
da decisão, ainda não permitia a progressividade do IPTU em razão do 
imóvel, já que a EC nº 29/2000 ainda não havia sido editada: 
³(0(17$�� - IPTU. Progressividade. - No sistema tributário 
nacional é o IPTU inequivocamente um imposto real. - Sob o 
império da atual Constituição, não é admitida a 
progressividade fiscal do IPTU, quer com base 
exclusivamente no seu artigo 145, § 1º, porque esse imposto 
tem caráter real que é incompatível com a progressividade 
decorrente da capacidade econômica do contribuinte, quer 
com arrimo na conjugação desse dispositivo constitucional 
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(genérico) com o artigo 156, § 1º (específico). - A 
interpretação sistemática da Constituição conduz 
inequivocamente à conclusão de que o IPTU com finalidade 
extrafiscal a que alude o inciso II do § 4º do artigo 182 é a 
explicitação especificada, inclusive com limitação temporal, 
do IPTU com finalidade extrafiscal aludido no artigo 156, I, § 
1º. - Portanto, é inconstitucional qualquer progressividade, 
em se tratando de IPTU, que não atenda exclusivamente ao 
disposto no artigo 156, § 1º, aplicado com as limitações 
expressamente constantes dos §§ 2º e 4º do artigo 182, 
ambos da Constituição Federal. (RE 153771/MG, de 
������������´ 
Vamos agora ver o que dispõe o artigo 182, §2º a 4º, da CF/88, que trata da 
progressividade extrafiscal do IPTU. Seu texto nos diz o seguinte: 
³Art. 182. (...) 
§ 2º - A propriedade urbana cumpre sua função social 
quando atende às exigências fundamentais de ordenação da 
cidade expressas no plano diretor. (...) 
§ 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante 
lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos 
termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não 
edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova 
seu adequado aproveitamento, sob pena, 
sucessivamente, de: 
I - parcelamento ou edificação compulsórios; 
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial 
urbana progressivo no tempo�´��*ULIRV�QRVVR�� 
 
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Como podemos notar, a função da progressividade das alíquotas do IPTU, 
nesse caso, não tem função arrecadatória, mas apenas um ajuste de conduta 
dos proprietários para que cumpram a função social da propriedade que 
possuem, tendo em vista o interesse público. Estamos aqui diante da 
chamada progressividade no tempo, uma vez as alíquotas progressivas não 
serão aplicadas indefinidamente, mas apenas durante certo intervalo de 
tempo previsto em lei. 
Esse tipo de progressividade, até o advento da EC nº 29/2000, era a única 
que podia ser aplicada ao IPTU, tendo em vista sua natureza de imposto real. 
 
------------------------------------ 
Por fim, quanto ao IR, temos a progressividade fiscal, tendo como único 
objetivo a arrecadação, tirando mais de quem ganha mais. Por sua vez, a 
progressividade do imposto está prevista no artigo 153, §2º, I, da CF/88: 
³$UW�������&RPSHWH�j�8QLmR�LQVWLWXLU�LPSRVWRV�VREUH������� 
III - renda e proventos de qualquer natureza; (...) 
§ 2º - O imposto previsto no inciso III: 
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I - será informado pelos critérios da generalidade, da 
universalidade e da progressividade�� QD� IRUPD� GD� OHL�´�
(Grifos nosso) 
Como podemos notar no texto da CF/88, a progressividade quanto ao IR é 
obrigatória ao legislador federal. Toda e qualquer lei que venha a tratar do 
imposto federal deverá impor o caráter progressivo à sua tributação. 
Quanto ao IR, há a fixação de faixas de alíquotas conforme a aumento da 
renda ou dos proventos recebidos pelo contribuinte. Para cada faixa, uma 
alíquota diferente, visando a tributar mais ferozmente aqueles que mais 
ganham. 
Atualmente existem cinco faixas de alíquotas em vigor, conforme a faixa derenda em que se enquadre o rendimento obtido pelo contribuinte. A TÍTULO 
ILUSTRATIVO, observe o seguinte quadro: 
 
 
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Princípio da Generalidade e da Universalidade 
 
Esses dois princípios, como vimos anteriormente no inciso I do §2º do artigo 
153 da CF/88, estão diretamente relacionados ao imposto sobre a renda, de 
competência da União, juntamente com o princípio da progressividade, que 
tem aplicação também a outros tributos, como vimos no item anterior. 
³$UW�������&RPSHWH�j�8QLmR�LQVWLWXLU�LPSRVWRV�VREUH������� 
III - renda e proventos de qualquer natureza; (...) 
§ 2º - O imposto previsto no inciso III: 
I - será informado pelos critérios da generalidade, da 
universalidade e da progressividade�� QD� IRUPD� GD� OHL�´�
(Grifos nosso) 
O princípio da generalidade se refere à possibilidade de tributação de 
todas as pessoas, independentemente das características a elas relacionadas, 
como sexo, raça, religião ou origem, por exemplo. Está relacionada à sujeição 
passivo, a um aspecto de caráter subjetivo, Uma vez praticado o fato 
gerador, qualquer pessoa pode ficar sujeita à incidência do imposto, salvo se 
amparadas por qualquer hipótese de dispensa legal (CF/88 ou normas 
infraconstitucionais) de pagamento de tributo, como as imunidades ou as 
isenções. 
Por sua vez, o princípio da universalidade se refere à possibilidade de 
tributação da maior diversidade possível de bases de cálculos existentes, e 
independentemente da natureza delas. Devem, em teoria, abranger 
quaisquer rendas ou proventos auferidos pelo contribuinte, bem como sobre 
bens, mercadorias e produtos, estando relacionado aos aspectos objetivos 
do tributo. 
 
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Assim, aspectos como origem dos recursos, formas de obtenção, quantidade, 
rendimentos primários ou derivados, todos eles deverão se submeter à 
incidência do imposto, tendo em vista o princípio da universalidade. Essa é a 
regra geral. O legislador, entretanto, pode excluir determinados rendimentos 
ou ganhos da incidência. 
Os dois princípios estão intimamente relacionados ao princípio da 
isonomia, que prevê a tributação equânime de todos os sujeitos passivos e 
de todas as rendas ou proventos por ele percebidos, dentro da medida de 
suas desigualdades. 
 
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Princípio da não discriminação quanta à procedência ou ao destino 
 
Esse é outro princípio diretamente vinculado ao regime federativo 
adotado na nossa Carta Magna, vedando tratamentos discriminatórios em 
razão da procedência ou do destinado a ser dado a mercadorias, bens e 
serviços na circulação desses entre os territórios dos Entes Federativos. Esse 
é também mais um dos princípios que visam à proteção do pacto federativo 
estabelecido pela ordem constitucional de 1988. 
A previsão constitucional desse princípio encontra-se no artigo 152 da nossa 
CF/88, cujo texto é o seguinte: 
³$UW�� �����e�vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e 
serviços, de qualquer natureza, em razão de sua 
procedência ou destino�´��*ULIRV�QRVVR�� 
A previsão acima é de fundamental importância para evitar a chamada 
guerra fiscal entre os entes federativos, dando pilares à unidade geográfica 
do nosso país, reafirmando mais uma vez o pacto federativo. 
Por exemplo, caso o Estado do Rio Grande do Norte disponha em sua 
legislação que os sapatos oriundos do Estado da Paraíba e do Ceará, por 
serem seus vizinhos territoriais, paguem alíquota interna de ICMS de 18% e, 
para aqueles oriundos de outros Estados e do Distrito Federal paguem, para o 
mesmo sapato, alíquota de 12%, isso seria uma previsão que vai de encontro 
ao que prevê o artigo 152, já que estabeleceria diferenciação tributária em 
razão da origem da mercadoria. 
Outro exemplo, agora de ordem interna, seria o Estado de Pernambuco 
conceder créditos adicionais de ICMS apenas para os produtores de Gipsita do 
Sertão do Araripe quando fizessem circular a mercadoria dentro do território 
do Estado, sem que o mesmo benefício seja concedido aos demais produtores 
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de gipsita situados em outros Estados e no Distrito Federal e que fizessem 
circular a mercadoria também em Pernambuco. 
Observe um ponto muito importante: a vedação alcança apenas os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, NÃO ALCANÇANDO A 
UNIÃO. Assim, esse ente político poderá estabelecer que os automóveis 
novos oriundos da Argélia, por exemplo, estejam sujeitos à alíquota de 
imposto de importação de 30%, enquanto que para os veículos originários de 
outros países, essa mesma alíquota seja de apenas 33%. 
 
Da mesma maneira, não é outorgado aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecerem alíquotas diferenciadas quanto a produtos e 
serviços oriundos do exterior, uma vez que somente a União poderá 
instituir tratamento diferenciado baseado na procedência ou destino. 
Seria o caso, por exemplo, do município de Recife estabelecer alíquotas mais 
gravosas do ISS para os serviços oriundos do exterior, privilegiando os 
serviços prestados por empresas brasileiras. Ou o Estado de Pernambuco 
conceder tratamento diferenciado por meio de alíquotas de IPVA maiores a 
incidirem sobre os veículos importados. 
Observe que a proibição, quanto aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
municípios, é de ordem interna e externa. A proibição será tanto para bens e 
serviços produzidos/prestados pelos demais entes políticos, quanto para 
aqueles oriundos do exterior, indistintamente. 
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³(� HVVD� SHUPLVVmR� TXDQWR� j� 8QLmR� p� DSHQDV� HP� UHODomR� D� RXWURV� SDtVHV��
SURIHVVRU"�1mR�WHP�UHIOH[R�LQWHUQR"´ 
Tem sim, conforme a parte final do inciso I do artigo 151 da CF/88: 
³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR� 
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território 
nacional ou que implique distinção ou preferência em relação 
a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento 
de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais 
destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento 
sócio-econômico entre as diferentes regiões do País�´�
(Grifos nosso) 
Caso a diferenciação tributária seja para a promoção do equilíbrio do 
desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País, serão 
admitidas discriminações relativas à procedência e ao destino. Como exemplo 
clássico, temos os incentivos fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus e às 
regiões do semiárido nordestino, traduzidas em reduções de impostos 
federais, concessão de diferimento de pagamentos dos mesmos, entre outros. 
APENAS A UNIÃO PODERÁ FAZER ISSO! Muita atenção.Esse princípio está previsto ainda no artigo 11 do CTN, cuja redação é a 
seguinte: 
³$UW�� ���� e� YHGDGR� DRV� (VWDGRV�� DR� 'LVWULWR� )HGHUDO� H� DRV�
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de 
qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu 
GHVWLQR�´ 
Observe que o texto é quase idêntico ao que consta no artigo constitucional, 
exceto quanto à parte final presente no texto do inciso I do artigo 151 da 
Carta Federal. 
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Princípio da Territorialidade 
 
Esse princípio não está expressamente previsto no texto da nossa Carta 
Magna, sendo decorrente da interpretação integrada desta e dos demais 
princípios que a regem. 
Uma vez que cada Ente Federativo é autônomo nos termos da CF/88, 
cabe a eles editarem as leis que quiserem, observando apenas os princípios e 
as regras permissivas e proibitivas também presentes no texto máximo 
Federal. 
Porém, a lei tributária que o Estado de Mato Grosso vier a editar relativa ao 
seu IPVA, claro, só surtirá efeitos dentro do seu território político, em nada 
afetando os veículos dos Estados vizinhos de Mato Grosso do Sul e Goiás, por 
exemplo. 
Logo, as leis editadas dentro de um respectivo espaço territorial somente têm 
valia e eficácia dentro desse território, regra geral. Se a União editar uma lei 
tributária, por óbvio, terá eficácia em todo o território nacional. Um Estado ou 
um Município, apenas em seu respectivo território. 
Para outros casos, temos o que determina o artigo 102 do CTN, que versa 
sobre a territorialidade das leis. Seu texto é o seguinte: 
³$UW�� ����� $� legislação tributária dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos 
respectivos territórios, nos limites em que lhe 
reconheçam extraterritorialidade os convênios de que 
participem, ou do que disponham esta ou outras leis de 
normas gerais expedidas pela União�´��*ULIRV�QRVVR�� 
 
 
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Assim, a regra geral é a não vigência de leis de um Ente em território de 
outro, ou seja, a regra é a territorialidade da vigência das leis. Caso 
venham a ter efeito em território que não a do legislador, essas leis precisam 
estar previstas em convênio, no próprio CTN ou em outras leis de normas 
gerais da União reconhecendo a extraterritorialidade. 
 
Outro caso, bastante clássico, é o da vigência de tratados internacionais no 
território nacional, o qual será aplicado no território de todos os Entes 
Federativos, se assim preverem em seu texto (que é a regra quase que 
absoluta). 
 
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Princípio da Seletividade 
 
O princípio da seletividade se refere à possibilidade de o Ente tributante 
definir mercadorias e serviços sobre os quais os impostos poderão 
incidir com uma alíquota maior ou menor, de acordo com a 
essencialidade das mercadorias ou dos serviços para a sociedade. 
Com alíquotas maiores sobre bens supérfluos (cigarros, bebidas, 
embarcações, etc), maior é o imposto a ser pago, onerando as camadas da 
sociedade com maior capacidade contributiva. Em sentido inverso, alíquotas 
menores sobre bens de maior essencialidade (arroz, feijão, sal, açúcar, entre 
outros) proporcionariam maior consumo por pessoas de menor renda. Assim, 
esse princípio está intimamente ligado ao princípio da justiça fiscal. 
No nosso atual ordenamento jurídico constitucional estão previstos dois 
impostos sobre os quais há a possibilidade de aplicação do princípio da 
seletividade: o ICMS e o IPI. 
A seletividade quanto ao ICMS (imposto estadual) é FACULTATIVA 
para os Estados e para o Distrito Federal, diferentemente do que é 
previsto para o IPI, de competência da União, devendo 
OBRIGATORIAMENTE ser seletivo por força de dispositivo constitucional 
expresso. É o que nos dizem os normativos presentes no artigo 155, 2º, III, 
³D´��TXDQWR�DR�,&06��H�QR�DUWLgo 153, §3º, I, quanto ao IPI: 
³$UW�������&RPSHWH�DRV�(VWDGRV�H�DR�'LVWULWR�)HGHUDO�LQVWLWXLU�
impostos sobre: (...) 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda 
que as operações e as prestações se iniciem no 
exterior; 
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§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao 
seguinte: (...) 
 III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das 
PHUFDGRULDV�H�GRV�VHUYLoRV�´��*ULIRV�QRVVR�� 
³$UW������ Compete à União instituir impostos sobre: (...) 
IV - produtos industrializados; (...) 
§ 3º - O imposto previsto no inciso IV: 
I - será seletivo, HP�IXQomR�GD�HVVHQFLDOLGDGH�GR�SURGXWR�´�
(Grifos nosso) 
 
 
 
(Questão 14) Sobre o princípio constitucional da seletividade, é incorreto 
afirmar-se que: 
a) é aplicado obrigatoriamente ao ICMS. 
b) permite ao legislador a tributação diferenciada de produtos, aplicando 
alíquotas maiores aos produtos menos essenciais. 
c) é aplicado facultativamente ao IPTU. 
d) segundo tal princípio, os produtos mais essenciais devem ser tributados 
com alíquotas mais baixas. 
e) é aplicado obrigatoriamente ao Imposto Sobre Produtos Industrializados. 
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A seletividade quanto ao ICMS (imposto estadual) é facultativa para os 
Estados e para o DF, diferentemente do que é previsto para o IPI, de 
competência da União, devendo obrigatoriamente ser seletivo por força de 
dispositivo constitucional expresso. É o que nos dizem os dispositivos 
constitucionais presentHV� QR� DUWLJR� ����� �ž�� ,,,�� ³D´�� TXDQWR� DR� ,&06�� H� QR�
artigo 153, §3º, I, quanto ao IPI. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão, uma vez 
que a seletividade não é obrigatória para o ICMS. 
 
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Princípio da Não-Cumulatividade 
 
O princípio da não-cumulatividade se refere à possibilidade do 
contribuinte de determinado imposto ou contribuição com essa 
característica compensar o valor do imposto pago relativamente às 
aquisições de mercadorias ou serviços com o valor do imposto a ser 
recolhido na saída das mercadorias ou serviços do seu 
estabelecimento. 
Esse princípio tem como fundamento evitar que ocorra a chamada 
tributação em cascata, com a incidência de tributo sobre tributo nas 
diversas cadeias de produção e circulação que podem existir para um 
determinado produto ou serviço. 
O artigo 155, §2º, I, da CF/88, dispõe o seguinte em relação ao ICMS, 
imposto de competência estadual e distrital: 
³Art. 155(...) 
§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 
 I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido 
em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou 
prestação de serviços com o montante cobrado nas 
anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito 
)HGHUDO�´��*ULIR�QRVVR� 
Conforme se observa, o inciso acima é impositivo aos Entes estaduais e 
distrital, conferindo a estes uma obrigação legislativa. Em todos eles, o ICMS 
deve ter caráter não-cumulativo. O mesmo ocorre para o IPI, de 
competência da União, para os impostos residuais e para as contribuições 
residuais. Em todos esses casos, deverá o tributo ser não-cumulativo. 
Tomaremos, para fins de exemplo e fixação dos conceitos, o ICMS. 
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Sendo o ICMS tributo que incide sobre cada operação de circulação de 
mercadorias ou prestação de serviços, o valor do imposto pago na 
operação de entrada deve ser compensado com o imposto pago na 
operação de saída, seja de mercadorias, seja de serviços. Se assim não 
fosse, haveria um ônus ainda maior na cadeia produtiva, especialmente 
aquelas compostas por várias etapas de produção. 
Sem a não-cumulatividade, todo o ICMS de uma etapa da cadeia produtiva 
seria absorvido pela etapa seguinte, e assim com as demais etapas 
posteriores, onerando em parcela ainda maior o consumidor final. No caso 
das exportações, um dos efeitos seria certamente a perda de competitividade 
no mercado externo. Essa perda se daria caso as etapas anteriores da 
produção não fossem devidamente desoneradas do ICMS, uma vez que não 
incide o ICMS sobre operações que destinem mercadorias e serviços para o 
H[WHULRU��LPXQH�FRQIRUPH�SUHYLVmR�GD�DOtQHD�³D´�GR�LQFLVR�;�GR�DUWLJR�����GD�
CF/88. 
O entendimento da não-cumulatividade é simples, e um exemplo deixará 
mais claro a sistemática utilizada, fundada no mecanismo de débitos e 
créditos, sendo válida para todos os tributos que apresentam essa 
característica, inclusive para as contribuições. 
Pela sistemática do ICMS, por exemplo, cada compra de mercadoria 
tributada realizada gera para o estabelecimento um crédito perante o 
Estado, ainda que a operação tenha sido realizada em outra Unidade da 
federação. Por sua vez, cada saída de mercadoria tributada pelo 
imposto gera para o estabelecimento um débito frente ao Estado 
tributante. 
Os débitos e créditos apurados nas operações realizadas são então 
compensados mediante consulta aos dados constantes na contabilidade da 
empresa. Havendo valores de débitos superiores aos de créditos, deve ser 
feito o recolhimento do imposto devido ao Ente federativo competente. Sendo 
os créditos maiores que os débitos, a diferença em favor do contribuinte pode 
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ser compensada em períodos posteriores ou restituída, observando-se a 
legislação de cada Ente quanto à restituição (ou naõ). 
 
Como exemplo, temos a situação onde um determinado estabelecimento 
industrial, dentro do mesmo Estado, compra borracha termoplástica e fabrica 
solados para sapatos, vendendo-os posteriormente. Sobre a operação de 
compra incide uma alíquota de ICMS de 17%. Sobre a de venda, de 
11/%. Considere os valores abaixo: 
x 100 kg de borracha termoplástica = R$ 10.000,00 
x 900 pares de solados de sapato= R$ 30.000,00 
x ICMS sobre compras = R$ 10.000,00 x 17% = R$ 1.700,00 
(Créditos) 
x ICMS sobre vendas = R$ 30.000,00 x 11% = R$ 3.300,00 (Débitos) 
x ICMS a recolher = R$ 3.300,00 ± R$ 1.700,00 = R$ 1.600,00 
Supondo apenas essa operação, ao final do período, o estabelecimento terá 
que recolher aos cofres públicos o valor de R$ 1.600,00 em ICMS. Os 
créditos de ICMS resultantes da compra da borracha termoplástica foram 
compensados com os débitos resultantes da venda dos solados de sapato, 
resultando, ao seu final, em dedução do imposto pago numa cadeia anterior. 
 
 
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Além do ICMS, temos ainda como exemplo de impostos não-cumulativos o 
IPI, o PIS não-cumulativo e a CONFINS não-cumulativa. Diante da 
característica PLURIFÁSICA (incidem sobre diversas etapas da mesma 
cadeia de produção e circulação) desses tributos, faz-se necessário a técnica 
de não-cumulatividade para evitar que todas essas etapas sejam tributadas 
com imposto sobre imposto, como havíamos falado anteriormente. 
Vejamos agora outro exemplo para visualizarmos a técnica da não-
cumulatividade, dessa vez com diversos contribuintes. Considere três 
fabricantes (A, B e C) e um revendedor final (D). Suponha que em todas as 
operações a alíquota incidente seja de 20%. 
O estabelecimento A fabrica determinada matéria-prima, revendendo-a a B 
por R$ 1.000,00. Logo, A irá pagar ICMS no montante de R$ 200,00 (R$ 
1.000,00 x 20%), ficando, assim, com um débito a ser saldado frente ao 
Estado��QmR�SRVVXLQGR�FUpGLWRV��YH]�TXH�p�R�³FRQVXPLGRU�LQLFLDO´. Por sua vez, 
o estabelecimento B irá ficar com um crédito de R$ 200,00, uma vez que 
pagou pela aquisição da matéria-prima. 
Em sua linha de produção, B industrializou parcialmente a matéria-prima, 
transformando-a em outro produto, cujo valor final de venda resultou em R$ 
1.500,00. De pronto, B vendeu a mercadoria para o estabelecimento C. 
Na segunda operação, B terá débitos de R$ 300,00 (R$ 1.500,00 x 20%) e 
créditos de R$ 200,00, resultando em imposto a pagar de R$ 100,00 (R$ 
300,00 ± R$ 200,00). Quanto a C, este terá crédito no valor de R$ 300,00. 
Imagine que C, com o produto que adquiriu de B, submeteu este a uma nova 
industrialização, resultando em novo produto, já acabado e em sua fase final, 
totalizando o montante de R$ 2.000,00. Posteriormente, vendeu, com esse 
valor, toda a sua produção ao estabelecimento comercial D. 
Nessa terceira operação, o estabelecimento C terá débitos de ICMS no valor 
de R$ 400,00 e créditos de R$ 300,00, resultando em R$ 100,00 de imposto 
a ser pago. Por sua vez, D terá créditos de R$ 400,00. 
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Observe que ao passar por cada etapa da circulação e produção, o ICMS a ser 
pago foi resultante do batimento entre os débitos e os créditos nos 
estabelecimentos. Somando os valores totais pagos, teremos o montante 
total de R$ 400,00 (R$ 200,00 + R$ 100,00 + R$ 100,00). Se tivéssemos 
aplicado a alíquota sobre o valor da operação final, encontraríamos os 
mesmos R$ 400,00 pagos (R$ 2.000,00 x 20%). Caso não houvesse a 
possibilidade de compensar os valores pagos com os devidos, teríamos, ao 
final do ciclo, imposto a pagar no valor de R$ 900,00 (R$ 200,00 + R$ 300,00 
+ R$ 400,00). Superior, em mais de duas vezes, ao valor efetivamente pago. 
³Então, o imposto, nas diversas etapas, incide somente sobre o que foi 
agregado. Certo, professor"´ 
Perfeito, Virgulino! E é a isso que se destina a não-cumulatividade: proibir 
que o mesmo imposto incida novamente sobre bases já tributadas ao passar 
por todas as etapas da produção e da circulação.SOMENTE O VALOR 
AGREGADO EM CADA ETAPA É TRIBUTADO! Guarde bem isso! 
Quanto ao IPI, temos ainda o que dispõe o artigo 49 do CTN sobre a técnica 
da não-cumulatividade: 
³$UW�� ���� 2� LPSRVWR� p� QmR-cumulativo, dispondo a lei de 
forma que o montante devido resulte da diferença a 
maior, em determinado período, entre o imposto 
referente aos produtos saídos do estabelecimento e o 
pago relativamente aos produtos nele entrados. 
Parágrafo único. O saldo verificado, em determinado período, 
em favor do contribuinte transfere-se para o período ou 
SHUtRGRV�VHJXLQWHV�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Veja ainda o que nos diz o STF sobre a não-cumulatividade: 
 
 
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³e�TXH�R�GLUHLWR�DR�FUHGLWDPHQWR�GHFRUUH�GR�SULQFtSLR�GD�QmR-
cumulatividade, cuja razão de ser é alicerçada sobre o 
direito de o contribuinte não sofrer tributação em 
cascata, hipótese caracterizada quando o valor a ser 
pago na operação posterior não sofre a diminuição do 
que pago anteriormente. O direito ao creditamento 
pressupõe, portanto, pagamento de tributo em pelo menos 
uma das fases da etapa produtiva e, essencialmente, saída 
onerada. 3. Consoante o magistério de Ricardo Lobo Torres, 
no Curso de Direito Financeiro e Tributário (2010:381), o IPI 
DWXD� ³DWUDYpV� GD� FRPSHQVDomR� ILQDQFHLUD� GR� GpELWR�
gerado na saída com os créditos correspondentes às 
operações anteriores, que são físicos, reais e 
condicionados. O crédito é físico porque decorre do imposto 
incidente na operação anterior sobre a mercadoria 
efetivamente empregada no processo de industrialização. É 
real porque apenas o montante cobrado (= incidente) nas 
operações anteriores dá direito ao abatimento não nascendo 
o direito ao crédito nas isenções ou não-incidências. É 
condicionado à ulterior saída tributada, estornando-se o 
FUpGLWR�GD�HQWUDGD�VH�KRXYHU�GHVJUDYDomR�QD�VDtGD´��3$57(�± 
5(��������$J5�35��GH������������´ 
³2� regime de diferimento, ao substituir o sujeito 
passivo da obrigação tributária, com o adiamento do 
recolhimento do imposto, em nada ofende o princípio 
da não-cumulatividade (RE 112.098, DJ 14.02.92, e RE 
102.354, DJ 23.11.84). 2. O princípio da não-cumulatividade 
do ICMS consiste em impedir que, nas diversas fases da 
circulação econômica de uma mercadoria, o valor do imposto 
seja maior que o percentual correspondente à sua alíquota 
prevista na legislação. O contribuinte deve compensar o 
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tributo pago na entrada da mercadoria com o valor devido 
por ocasião da saída, incidindo a tributação somente sobre 
valor adicional ao preço. (RE 325623 AgR/MT, de 
������������´ 
³Não constitui ofensa aos princípios da isonomia e da 
não-cumulatividade o fato de a legislação estadual 
desautorizar a correção monetária de créditos 
escriturais e saldos credores de ICMS. (RE 275507 
$J5�63��GH������������´ 
³2� FRQWULEXLQWH� não pode corrigir monetariamente os 
créditos fiscais extemporâneos do Imposto sobre Circulação 
de Mercadorias e Serviços, se a legislação estadual for 
omissa���5(��������$J5�56������������´ 
³6HJXQGR� MXULVSUXGrQFLD� GHVWD� &RUWH�� a aplicação de 
correção monetária aos créditos escriturais do ICMS 
depende de lei autorizadora (PORTANTO, NÃO É 
DIREITO CONSTITUCIONAL DO CONTRIBUINTE) ou de 
prova quanto ao obstáculo injustamente posto pelas 
autoridades fiscais à pretensão do contribuinte. (RE 
�������$J5�56��GH������������´ 
 
 
Guarde bem as duas decisões acima, futuro servidor. Ela já 
foi cobrada em prova. Somente lei autorizativa permite a 
aplicação de correção monetária aos créditos escriturais 
(aqueles presentes na contabilidade) do ICMS. Sem lei, sem 
possibilidade de correção. Se a legislação for omissa... sinto 
muito, senhor contribuinte. 
 
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³$� MXULVSUXGrQFLD� GHVWH� 6XSUHPR� 7ULEXQDO� )HGHUDO� HQWHQGH�
que não ofende o princípio constitucional da não-
cumulatividade a sistemática para compensação do ICMS 
resultante da aquisição de bens para o ativo fixo conforme 
previsto na LC 102/2000. (AI 630641 AgR/SC, de 
������������´ 
³2� 3OHQiULR� GR� 6XSUHPR� 7ULEXQDO� )HGHUDO� �5(� ��������63��
rel. p/ o acórdão o Min. Cezar Peluso, DJ 30.09.2005), ao 
apreciar questão similar à destes autos, assentou que a 
redução da base de cálculo do ICMS corresponderia a 
uma isenção parcial, possibilitando o estorno 
proporcional do tributo, e que tal compensação não 
afronta o princípio da não-cumulatividade. (AI 565666 
$J5�56��������������´ 
 
 
 
 
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Princípio da Transparência Fiscal 
 
O princípio da transparência fiscal está relacionado à ideia de informação do 
contribuinte quanto aos tributos a que está submetido, ou que possa vir a 
ser, devendo ser feita da maneira mais clara e suficiente possível, evitando 
dispêndios desnecessários e prejuízos de qualquer natureza ao contribuinte. 
Ao ser editada uma lei, essa deve dispor em seu texto sobre todas as 
obrigações a que os sujeitos passivos serão submetidos, devendo ser claras, 
completas, compreensíveis e adequadas ao contexto em que serão 
inseridas. 
Outro ponto importante é a definição precisa da carga tributária a que serão 
submetidos os contribuintes e responsáveis tributários, garantindo-se, dessa 
forma, um dos pilares da chamada justiça fiscal. Pelo menos essa é a teoria. 
O professor Ricardo Lobo, em seu artigo sobre o tema (O princípio da 
Transparência no Direito Financeiro), nos diz o seguinte: 
³$� WUDQVSDUrQFLD� ILVFDO� p� XP� SULQFtSLR� FRQVWLWXFLRQDO�
implícito. Sinaliza no sentido de que a atividade financeira 
deve se desenvolver segundo os ditames da clareza, 
abertura e simplicidade. Dirige-se assim ao Estado como à 
Sociedade, tanto aos organismos financeiros supranacionais 
quanto às entidades não-governamentais. Baliza e modula 
a problemática da elaboração do orçamento e da sua gestão 
responsável, da criação de normas antielisivas, da abertura 
dR�VLJLOR�EDQFiULR�H�GR�FRPEDWH�j�FRUUXSomR�´ 
 
 
 
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Uma importante previsão constitucional relativo a esse princípio está contida 
no artigo 150, §5, da CF/88, cujo texto é o seguinte: 
³$UW����������� 
§ 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores 
sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre 
PHUFDGRULDV�H�VHUYLoRV�´ 
 
 
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Princípio da Praticidade 
 
Ainda não vi esse princípio ser cobrado expressamente por outrasbancas 
que não a UEPA em 2013. Veja essa questão cobrada no concurso para o 
cargo de Fiscal de Receitas Estaduais da Secretaria da Fazenda do Estado 
do Pará, organizado pela UEPA em 2013. 
(UEPA/SEFAZ-PA/Fiscal de Receitas Estaduais/2013) 
Sobre o Princípio da Praticidade é correto afirmar que: 
a) o Princípio da Praticidade não representa um 
abrandamento da capacidade contributiva. 
b) Regimes Especiais, pelos quais é delegado nao 
Executivo a criação de pautas de valores em substituição a 
preços reais das operações realizadas não têm subsídio 
no Princípio da Praticidade. 
F��D��VXEVWLWXLomR��WULEXWiULD��³SUD��IUHQWH´���H��R�LPSRVWR��GH��
renda retido na fonte são exemplos de regras fundadas 
no Princípio da Praticidade. 
d) o Princípio da Praticidade não é implícito e sim 
escrito na Constituição em regras que garantem a 
simplificação da execução das leis. 
e) as tabelas de valores de veículos automotores 
estabelecedoras do valor venal dos veículos usados com 
base no valor médio para IPVA não se baseiam na 
praticidade. 
O princípio da praticidade no direito tributário, implícito no ordenamento 
constitucional, em síntese, procura a concretização dos resultados firmados 
pelo poder legislativo e executivo com o menor custo e a maior eficiência 
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possível, sendo implementado, principalmente, com a simplificação e 
racionalização das leis tributárias nacionais. 
Veja o seguinte pensamento do eminente professor Eduardo Maneira, 
publicado na Revista Internacional de Direito Tributário: 
³������ 9LVOXPEUD-se no chamado princípio da praticidade 
tributária eficiência e celeridade na imposição tributária, 
bem com mecanismos a contra a evasão, e em seu nome 
adotam-se técnicas simplificadoras de arrecadação, com 
fatos imponíveis presumidos, e, consequentemente, bases 
de cálculo presumidas, muitas vezes em que flagrante 
afronta a princípios e garantias constitucionais, como 
adiante veremos. 
A praticidade tem por finalidade tornar o direito exequível, 
isto é, aproximar a norma jurídica da realidade que 
pretende regular. Em termos de tributação, a praticidade se 
manifesta em técnicas de fiscalização e arrecadação que, 
amparadas especialmente em presunções, tornam possível 
a tributação em massa, de modo célere e menos oneroso. 
De nada adiantaria instituir-se um tributo por uma lei cuja 
obediência por parte do contribuinte, e cuja fiscalização por 
parte da fazenda, se fosse impraticável no mundo real. A 
praticidade é exigida, segundo a Professora Misabel Derzi, 
para tornar a norma exequível, cômoda e viável de ser 
aplicada em massa (...) 
A praticidade como o princípio autônomo, como um 
princípio ético, é princípio vazio, sem conteúdo. A sua razão 
de ser é garantir a aplicabilidade da lei por meio de técnicas 
de simplificação que possibilitem alcançar realidades de 
natureza complexa. Falar de praticidade, portanto, é falar 
de os ficções e presunções jurídicas. As ficções e 
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presunções de são técnicas legislativas utilizadas para 
tornar real, verdadeiro, aquilo que no mundo real não 
ocorre ou não existe tal como previsto na norma. (...) 
O imposto de renda na fonte, que é uma mera antecipação 
do imposto de renda da pessoa jurídica, é o exemplo de 
uma técnica de praticidade �����´ 
Por sua vez, Tiago Gomes de Carvalho Pinto, em sua obra ³3ULQFtSLR� GD�
praticidade tributária e suas implicações para a eficiência administrativa´��
discorre o seguinte quanto ao princípio da praticidade: 
³������ D� SUDWLFLGDGH� WULEXWiULD�� FRPR� YDORU� GH� MXVWLoD��
eficácia, simplificação, economicidade, como princípio 
inerente ao devido processo legal, plasmado em todo o 
ordenamento jurídico, notoriamente, na ordem 
constitucional, deve informar, integrar e compor toda e 
qualquer conduta do Poder Público. 
Como pressuposto indispensável para a eficiência de 
toda a Administração Pública, a praticidade propicia a 
aferição de tributos, antes indeterminados; possibilita 
a efetiva fiscalização de operações e negócios 
econômicos, que se encontram, muitas das vezes, 
ocultos e simulados; serve-se, ademais, como critério de 
investigação de contribuintes e dados contábeis, na grande 
maioria postos por detrás de formas jurídicas, vale dizer, 
está a praticidade a uso de inegável instrumento de política 
fiscal. 
A política fiscal, em verdade, insere-se no discurso moderno 
do Poder Público, na ordem do dia em favor da 
eficiência, da máxima e efetiva exequibilidade das 
leis. (...) 
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Enfim, é na praticidade e a partir dela que tem o Poder 
Público a primordial condição de ser eficiente, o que 
significa, na seara tributária, arrecadar de forma mais 
justa e proporcional à capacidade econômica dos 
cidadãos, à luz da moralidade, razoabilidade e da boa-fé; 
em identificar, o máximo possível, uma maior 
universalidade de contribuintes e de atos praticados por 
eles dignos de sofrerem a exação fiscal correspondente; e 
isto, ressalte-se, para que o ideal do Direito se conforme e 
VH� LGHQWLILTXH�� SRU� FRPSOHWR�� FRP� R� (VWDGR� GH� MXVWLoD�´ 
(Grifos nosso) 
Desse modo, podemos dizer que: 
9 O Princípio da Praticidade representa um abrandamento da capacidade 
contributiva; 
9 Regimes Especiais, pelos quais é delegado ao Poder Executivo a 
criação de pautas de valores em substituição a preços reais das 
operações realizadas têm subsídio no Princípio da Praticidade, vez 
que facilitam a aplicação da lei tributária ao caso concreto, importante 
em maior eficiência com menor custo ao Estado tributante; 
9 $�VXEVWLWXLomR�WULEXWiULD��³SUD��IUHQWH´���H��R�LPSRVWR��GH��UHQGD��UHWLGR��
na fonte são exemplos de regras fundadas no Princípio da 
Praticidade, vez que conferem maior eficiência ao Fisco. 
9 O Princípio da Praticidade está implícito no texto constitucional e 
presente em regras constitucionais que garantem a simplificação 
da execução das leis. 
9 As tabelas de valores de veículos automotores estabelecedoras do 
valor venal dos veículos usados com base no valor médio para 
IPVA se baseiam no princípio da praticidade. 
 
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Questões Propostas 
 
1. (VUNESP-2014-Prefeitura de São José do Rio Preto-Auditor 
Fiscal) ³6HPSUH� TXH� SRVVtYHO�� RV� LPSRVWRV� WHUmR� FDUiWHU� SHVVRDO e serão 
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à 
administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, 
o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas GR�FRQWULEXLQWH´��
Referida disposição constitucional reflete o princípio da 
(A) isonomia formal. 
(B) capacidade contributiva.(C) pessoalidade. 
(D) uniformidade jurídica da tributação. 
(E) generalidade. 
O princípio da capacidade contributiva é mais um princípio relacionado à 
justiça fiscal e à isonomia no tratamento tributário, visando tratar todos 
conforme o poder que cada um tem de contribuir com a sociedade, sem lhe 
arrancar o indispensável à própria sobrevivência. O princípio da capacidade 
contributiva está previsto genericamente no artigo 145, §1º, da CF/88, que 
assim nos diz: 
 
 
 
 
 
 
 
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³$UW������������ 
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter 
pessoal e serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte, facultado à administração 
tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e 
nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as 
atividades econômicas do contribuinte�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão. 
 
 
1. (VUNESP-2014-TJ-SP-JUIZ) Tendo em vista o denominado princípio 
da anterioridade (comum), é correto afirmar que descabe a cobrança, no 
mesmo exercício financeiro da lei instituidora: 
(A) da Contribuição para a Seguridade Social, que está sujeita somente à 
anterioridade nonagesimal (art. 195, § 6.º, da CF). 
(B) do Imposto sobre a renda e os proventos de qualquer natureza (IR). 
(C) do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 
(D) do Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a 
títulos ou valores mobiliários (IOF). 
A questão solicitou, dentre os presentes nas alternativas acima, qual tributo 
não é exceção ao princípio da anterioridade tributária. Na nossa famosa 
figura é possível visualizar quais são esses tributos. A figura é a seguinte: 
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Desse modo, somente o IR não é exceção. Gabarito: alternativa B. 
 
 
2. (VUNESP-2014-DESENVOLVESP-ADVOGADO) A Constituição Federal 
veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, bem como veda que referida 
cobrança se dê antes de decorridos noventa dias da publicação da lei que os 
instituir ou aumentar. Tais vedações refletem o que a doutrina, 
respectivamente, denomina de princípio da anterioridade e de noventena. 
Assinale a alternativa na qual se encontra um tributo que se sujeita à 
anterioridade, mas excepciona a noventena. 
(A) Empréstimo compulsório instituído no caso de investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
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(B) Empréstimo compulsório instituído para atender a despesas 
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou 
sua iminência. 
(C) Imposto sobre produtos industrializados. 
(D) Imposto de renda. 
(E) Contribuição de intervenção no domínio econômico. 
Novamente, basta saber quais tributos são exceções aos dois princípios e 
teremos a resposta correta. Quanto ao princípio da anterioridade, teremos o 
pensamento inverso. Caso o tributo seja exceção a esse princípio, a 
alternativa não nos serve como resposta. 
Analisando as alternativas e a figura apresentada na questão anterior, 
apenas a alternativa atende ao que foi pedido do enunciado, uma vez que o 
imposto sobre a renda não é exceção ao princípio da noventena, mas é ao 
da anterioridade. Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da 
questão. 
 
 
3. (VUNESP-2014-TJ-PA-JUIZ-DE-DIREITO-SUBSTITUTO) A 
Constituição veda que determinados tributos sejam cobrados no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. Trata-se da limitação constitucional ao poder de tributar 
conhecida por princípio da anterioridade. Assinale a alternativa da qual 
consta um tributo que excepciona tal princípio. 
(A) Imposto sobre a propriedade territorial rural. 
(B) Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. 
(C) Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a 
títulos ou valores mobiliários. 
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(D) Contribuição social no interesse das categorias profissionais ou 
econômicas. 
(E) Empréstimo compulsório instituído no caso de investimento público de 
caráter urgente e de relevante interesse nacional. 
Mais uma vez a banca solicita os tributos que são exceções aos princípios 
constitucionais. Dessa vez, ao princípio da anterioridade. Analisando 
novamente a figura apresentada na primeira questão, temos que apenas o 
IOF (Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a 
títulos ou valores mobiliários) excepciona o princípio da anterioridade. O 
imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza é exceção ao 
princípio da noventena. 
Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
4. (VUNESP/Prefeitura de Cubatão/Técnico de Nível Médio ± Fiscal 
de Tributos/2012) Com relação ao princípio da irretroatividade dos efeitos 
da lei tributária consagrado na Constituição Federal do Brasil de 1988, 
pode-se afirmar que é vedado às Pessoas Políticas: 
(A) cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
(B) utilizar tributos com efeito de confisco. 
(C) cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. 
(D) o direito de exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça. 
(E) cobrar tributos antes de decorridos noventa dias da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
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Questão simples, que exigiu o conhecimento relativo ao princípio da 
irretroatividade das leis triEXWiULDV�� SUHVHQWH� QR� DUWLJR� ����� ,,,�� ³D´�� GD�
CF/88. Esse normativo constitucional nos diz o seguinte em seu texto: 
³Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
III - cobrar tributos: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; 
�����´ 
Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. Quanto às 
GHPDLV�DOWHUQDWLYDV��D�DOWHUQDWLYD�³D´�WUDWD�GR�SULQFtSLR�GD�DQWHULRULGDGH��D�
³E´��GR�SULQFtSLR�GR�QmR�FRQILVFR��D ³G´��GR�SULQFtSLR�GD�OHJDOLGDGH�WULEXWiULD��
H��SRU�ILP��D�³H´��TXH�WUDWD�GR�SULQFtSLR�GD�QRYHQWHQD� 
 
 
5. (VUNESP-2012-TJ-MG-JUIZ) Com relação aos princípios do Direito 
Tributário, assinale a alternativa que apresenta informação incorreta. 
(A) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federale aos Municípios 
utilizar tributo com efeito de confisco. 
(B) À União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é proibido, 
sem ressalvas, estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por 
meio de tributos interestaduais e intermunicipais. 
(C) O nosso sistema tributário constitucional veda à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de 
qualquer natureza. 
 
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(D) O princípio da imunidade tributária recíproca é extensivo às autarquias e 
às fundações instituídas e mantidas pelo poder público, no que se refere ao 
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais 
ou às delas decorrentes. 
Alternativa a) Correta. De acordo com o artigo 150, IV, da CF/88, e 
prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, entre outras proibições, 
utilizar tributo com efeito de confisco. 
Alternativa b) Incorreta. De acordo com o artigo 150, V, da CF/88, e 
prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, entre outras proibições, 
estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos 
interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela 
utilização de vias conservadas pelo Poder Público 
Alternativa c) Correta. 'H�DFRUGR�FRP�R�DUWLJR������9,��³E´��GD�&)�����H�
prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, entre outras proibições, 
instituir impostos sobre templos de qualquer culto. 
Alternativa d) Correta. 'H�DFRUGR�FRP�R�DUWLJR������9��³D´��GD�&)�����H�
prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, entre outras proibições, 
instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros. Por 
sua vez, o §2º do mesmo artigo nos diz que a vedação do inciso VI, "a", é 
extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados 
a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
 
 
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6. (VUNESP - 2009 - TJ - SP - Juiz Substituto) O art. 150, IV, da 
Constituição Federal, impõe a vedação ao confisco. Pode-se concluir que 
a) para a caracterização do confisco, é necessário que o imposto tenha por 
efeito a total supressão da propriedade. 
b) a vedação visa essencialmente proteger a iniciativa privada. 
F��R�FRQFHLWR�³HIHLWR�GH�FRQILVFR´�SHUPLWH�TXH�R�3RGHU�-XGLFLiULR�R�UHFRQKHoD�
em sede de controle normativo abstrato, ainda que se trate de multa fiscal. 
d) a vedação só diz respeito aos impostos. 
Alternativa a) Incorreta. Não há essa necessidade. A supressão parcial 
da propriedade já pode ser definida como confisco, dependendo da sua 
intensidade, desde que seja suficiente para desprover o sujeito passivo do 
indispensável à sua sobrevivência, arrancando-lhe o mínimo vital. 
³�����$� FDUDFWHUL]DomR� GR� HIHLWR� FRQILVFDWyULR� SUHVVXS}H� D�
análise de dados concretos e de peculiaridades de cada 
operação ou situação, tomando-se em conta custos, carga 
tributária global, margens de lucro e condições pontuais do 
mercado e de conjuntura social e econômica (art. 150, IV 
GD�&RQVWLWXLomR����������5(��������&(��GH������������´ 
Alternativa b) Incorreta. A vedação constante no artigo 150, IV, da 
CF/88, aplica-se indistintamente a pessoas físicas e jurídicas, sejam estas 
públicas ou privadas. O intuito do dispositivo é proteger o patrimônio do 
sujeito passivo da tributação exacerbada, que venha a priva-lo do mínimo 
necessário à sua sobrevivência ou existência. 
Alternativa c) Correta. O atual posicionamento do STF é a de que há 
permissão para que o poder judiciário julgue, em sede de controle abstrato, 
os efeitos de uma possível multa confiscatória estabelecida em lei, 
desproporcional com a infração cometida e que, caso aplicada a multa 
estabelecida em lei, venha a torna-se confiscatória. Veja a decisão seguinte 
proferida pelo STF: 
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³e� FDEtYHO�� HP� VHGH� GH� FRQWUROH� QRUPDWLYR� DEVWUDWR�� D�
possibilidade de o Supremo Tribunal Federal examinar se 
determinado tributo ofende, ou não, o princípio 
constitucional da não-confiscatoriedade consagrado no art. 
150, IV, da Constituição da República. Hipótese que versa o 
exame de diploma legislativo (Lei 8.846/94, art. 3º e seu 
parágrafo único) que instituiu multa fiscal de 300% 
�WUH]HQWRV�SRU�FHQWR����$',������0&�')��GH������������´ 
Alternativa d) Incorreta. De acordo com a decisão contida no RE 632315-
3(�� GH� ������������ ³a vedação à utilização de tributos com efeito de 
confisco (art. 150, IV, da Constituição) deve ser observada pelo Estado 
tanto na instituição de tributos quanto na imposição das multas 
tributárias.(.���´�� 
 
 
7. (VUNESP - 2007 - OAB - SP - 133º Exame de Ordem) Determinado 
contribuinte teve contra si lavrado auto de infração, com aplicação de multa 
de 100% sobre o valor do imposto devido. Antes que a defesa apresentada 
na esfera administrativa fosse julgada, foi editada lei reduzindo a referida 
multa para 75% do valor do imposto devido. Considerando que o sujeito 
passivo efetivamente cometeu a infração que lhe foi imputada, a multa 
devida é de: 
a) 100%, em face do princípio da anterioridade. 
b) 100%, em face do princípio da irretroatividade. 
c) 75%, em face do princípio da retroatividade benigna. 
d) 75%, em face do princípio da isonomia. 
O princípio da irretroatividade se aplica aos casos de instituição ou 
majoração de tributos, não podendo a lei nova alcançar fatos geradores 
pretéritos à data da sua publicação. Entretanto, quanto às penalidades 
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impostas ao sujeito passivo e ainda não definitivamente julgadas, o 
princípio da irretroatividade pode ser excepcionado para impor ao sujeito 
passivo infrator penalidade menos severa que a prevista ao tempo da 
infração, desde que, repito, esta ainda não esteja definitivamente julgada. 
A aplicação de uma multa lavrada por meio de auto de infração na vigência 
de uma determinada lei e que foi reduzida por lei superveniente, deve ser 
aplicada para favorecer o réu, e desde que ainda não tenha sido proferida 
decisão administrativa quanto à procedência ou não da lavratura. Essa 
possibilidade decorre de dispositivo constitucional, que possibilita a 
aplicação da irretroatividade quando a nova lei vem para beneficiar o réu no 
que tange à cominação de penalidades a ele aplicadas, conhecida como 
retroatividade benigna da lei. As multas impostas e definitivamente 
julgadas, no entanto, permanecem intocadas. 
Essa possibilidade eVWi�SUHYLVWD�QR�DUWLJR������,��³F´��GR�&71��TXH�DVVLP�QRV�diz em seu texto: 
³$UW�������$�OHL�DSOLFD-se a ato ou fato pretérito: 
I - em qualquer caso, quando seja expressamente 
interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração 
dos dispositivos interpretados; 
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: 
a) quando deixe de defini-lo como infração; 
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer 
exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido 
fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento 
de tributo; 
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a 
prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 
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Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão, uma vez 
que a multa, outrora em 100% do valor do imposto devido, foi reduzida por 
lei superveniente para o percentual de 75%. 
 
 
8. (VUNESP - 2002 - OAB-SP ± OAB) São princípios normativos de 
direito tributário aplicáveis a situações gerais ou específicas relativas aos 
tributos: 
a) cumulatividade, legalidade, anualidade, anterioridade da lei, 
uniformidade e igualdade. 
b) legalidade, anterioridade da lei, uniformidade, não-limitação ao tráfego 
de pessoas ou mercadorias, nãocumulatividade e seletividade do IPI e do 
ICMS. 
c) não seletividade do IPI, legalidade, anualidade, uniformidade e isonomia. 
d) exclusividade, legalidade, uniformidade, não-cumulatividade, anualidade 
e igualdade. 
O princípio da anualidade não está mais presente no nosso atual 
ordenamento jurídico tributário, o que faz com que sejam incorretas as 
aOWHUQDWLYDV�³D´��³F´�H�³G´��UHVWDQGR�FRPR�JDEDULWR�D�DOWHUQDWLYD�³E´��Mi�TXH�
todos os princípios enumerados na sua redação estão presentes no texto da 
Carta de 1988. Esse princípio estabelece um período limitado de tempo para 
as estimativas de receita e fixação da despesa, ou seja, o orçamento deve 
compreender o período de um exercício, que corresponde ao ano fiscal. 
Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão. 
 
 
 
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Questões Propostas 
 
1. (FCC/Metro-SP/Advogado/2014) Considere duas situações 
hipotéticas: I. União Federal cobrou tributo no mesmo exercício financeiro 
em que haja sido publicada a lei que o aumentou; II. União Federal 
concedeu isenção de tributo de competência de determinado Município. Nos 
termos da Constituição Federal, 
(A) a conduta I é vedada e a conduta II permitida. 
(B) ambas as condutas são permitidas, pois próprias do permissivo 
constitucional atribuído à União Federal. 
(C) ambas as condutas são vedadas. 
(D) a conduta I é permitida e a conduta II vedada. 
(E) ambas as condutas são permitidas, embora não estejam expressamente 
previstas na Constituição Federal. 
O item I nos fala sobre o princípio da anterioridade tributária que, em regra, 
proíbe os entes políticos, inclusive a União, de cobrar tributos no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. Contudo, essa regra permite exceções, contidas no artigo 150, 
§1º, da CF/88. Assim, a conduta presente no item I é permitida, muito 
embora com ressalvas. 
Já o item II nos fala sobre o princípio da proibição de concessão de isenções 
heterônomas, presentes no artigo 151, III, da CF/88. Esse princípio veda 
que um ente político conceda isenção de tributo pertencente à competência 
tributária de outro ente político, uma vez que, na ordem interna, existe a 
vedação. Somente o ente político competente para instituir o tributo é 
também competente para conceder isenções. 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão. 
 
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2. (FCC/Câmara Municipal de São Paulo/Procurador 
Legislativo/2014) 1D� VHomR� GHQRPLQDGD� GDV� ³OLPLWDo}HV� FRQVWLWXFLRQDLV�
ao SRGHU�GH�WULEXWDU´�R�WH[WR�FRQVWLWXFLRQDO�GLVS}H�VREUH: 
(A) princípios e regras que disciplinam o exercício da competência para 
instituir e modificar tributos. 
(B) o rol taxativo dos impostos instituídos pela Constituição Federal para os 
entes federados, que não têm poder de instituir, mas apenas para cobrar. 
(C) capacidade tributária para cobrar tributos. 
(D) imunidades e isenções tributárias. 
(E) todos os institutos tributários que atuam no campo da cobrança dos 
tributos instituídos na Constituição Federal. 
Alternativa a) Correta. $� VHomR� GD� &)���� GHQRPLQD� ³limitações 
constitucionais ao poder de tributar´�GLVFLSOLQD�RV�WHPDV�JHUDLV�UHODWLYRV�DR�
direito tributário e à tributação, estabelecendo, sobretudo, princípios e 
regras balizadoras universais a serem seguidas por todos os entes políticos 
ao instituírem seus tributos. Desse modo, como afirma o texto da 
alternativa, os princípios e regras presentes nessa seção servem, 
especialmente, para disciplinar o exercício da competência para instituir e 
modificar tributos, a ser exercida apenas pelos entes políticos à quem a 
CF/88 atribuiu competência tributária. 
Alternativa b) Incorreta. De certo ponto de vista e interpretação, essa 
seção realmente apresenta o rol taxativos dos impostos atribuídos aos entes 
políticos. Contudo, eles não são instituídos pela CF/88, e sim por cada umas 
das pessoas jurídicas de direito público dotadas de competência tributária. 
Como falei na alternativa anterior, somente esses entes podem, por meio de 
suas leis próprias, instituir tributos e regular os temas a eles correlatos. 
Guarde bem: a CF/88 apenas atribui competência tributária, sem criar ou 
regular qualquer tributo especificamente. Ela apenas estabelece normas, 
princípios e regras gerais tributárias. 
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Alternativa c) Incorreta. A capacidade tributária decorre da competência 
tributária, atribuída expressamente pela CF/88. Não é a CF/88 que confere 
e dispõe sobre a capacidade tributária. Essa capacidade, por sua vez, está 
regulada genericamente no artigo 7º do CTN. 
Alternativa d) Incorreta. A seção realmente possui uma boa parte das 
imunidades constitucionais, estudadas em aula específica. As isenções, 
contudo, são sempre concedidas por meio de lei do ente competente para 
instituir o tributo, e não no corpo da CF/88. Guarde bem: a imunidade é 
concedida sempre pela CF/88; e isenção, sempre por lei. 
Alternativa e) Incorreta. Vale a mesma explicação dada no inicio do 
FRPHQWiULR�j�DOWHUQDWLYD� ³D´��7RGRV�RV� LQVWLtutos tributários que atuam na 
cobrança dos tributos instituídos PELOS ENTES POLÌTICOS, e não pela 
CF/88 (o segundo erro da assertiva), estão contidos, principalmente, no 
CTN, a lei de normas gerais tributárias, que deve ser seguido por todos os 
entes políticos ao instituir e cobrar seus tributos. 
 
 
3. (FCC/SEAD-PI/APO/2013) O princípio constitucional da anualidade 
nonagesimal (noventena) é aplicado: 
(A) ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. 
(B) aos impostos sobre importação e exportação. 
(C) ao empréstimocompulsório para atender a despesas extraordinárias, 
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência. 
(D) à fixação da base do cálculo dos impostos sobre propriedade territorial 
urbana e sobre propriedade de veículos automotores. 
(E) à contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às 
atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, 
gás natural e seus derivados e álcool combustível. 
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De acordo com o que estabelece a CF/88 em seu artigo 150, 1º, temos 
como exceções ao princípio da noventena os seguintes tributos: 
¾ Alteração das alíquotas do II, do IE, do IOF e do IR± Artigo 153, 
I, II, III e IV; 
¾ Instituição dos impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± 
Artigo 154, II; 
¾ Instituição dos empréstimos compulsórios nos casos de 
calamidade pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 
148, I; 
¾ Fixação da base de cálculo do IPVA ± Artigo 155, III; 
¾ Fixação de base de cálculo do IPTU ± Artigo 156, I. 
Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão, uma vez 
que, dentre os tributos presentes nas alternativas, apenas a CIDE-
combustíveis não é exceção ao princípio da noventena tributária, sendo os 
demais tributos exceções a esse princípio. 
 
 
4. (FCC/TCE-SP/Auditor/2013) A majoração da base de cálculo do IPVA 
e do IPTU é exceção, dentre outras, à regra da 
(A) legalidade. 
(B) anterioridade nonagesimal. 
(C) anterioridade anual. 
(D) irretroatividade da lei tributária. 
(E) vedação ao confisco. 
Mais uma vez, e de acordo com o que estabelece a CF/88 em seu artigo 
150, 1º, temos como exceções ao princípio da noventena os seguintes 
tributos: 
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¾ Alteração das alíquotas do II, do IE, do IOF e do IR± Artigo 153, 
I, II, III e IV; 
¾ Instituição dos impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± 
Artigo 154, II; 
¾ Instituição dos empréstimos compulsórios nos casos de 
calamidade pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 
148, I; 
¾ Fixação da base de cálculo do IPVA ± Artigo 155, III; 
¾ Fixação de base de cálculo do IPTU ± Artigo 156, I. 
Assim, a majoração da base de cálculo do IPVA e do IPTU é exceção, dentre 
outras, à regra da anterioridade nonagesimal. Logo, resta como correta 
DOWHUQDWLYD�³E´��JDEDULWR�GD�TXHVWmR�� 
 
 
5. (FCC/TCE-SP/Auditor/2013) É vedada a limitação ao tráfego de 
pessoas ou bens por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. A 
proibição refere-se ao princípio da 
(A) não discriminação em razão da procedência ou destino, que deve ser 
observado por todos os entes federados, tendo como exceção a cobrança de 
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público. 
(B) liberdade do tráfego de pessoas e bens, que deve ser observado por 
todos os entes federados, tendo como exceção a cobrança de pedágio pela 
utilização de vias conservadas pelo poder público. 
(C) liberdade do tráfego de pessoas e bens, sendo direcionado unicamente à 
União, Estados e Distrito Federal, tendo como exceção a cobrança do 
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público. 
(D) não discriminação em razão da procedência ou destino, que deve ser 
observado por todos os entes federados, não contemplando exceção. 
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(E) não discriminação em razão da procedência ou destino, que deve ser 
observado pela União, Estados e Distrito Federal, tendo como exceção a 
cobrança do pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público. 
A liberdade de tráfego é um direito constitucional dos cidadãos, que veda a 
imposições de limitações ao fluxo de pessoas, bens e mercadorias em razão 
do simples deslocamento dessas de um lugar para outro. 
Esse princípio está presente no artigo 150, V, da CF/88, cujo texto é o 
seguinte: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, 
por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, 
ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias 
FRQVHUYDGDV�SHOR�3RGHU�3~EOLFR�´��*ULIRV�QRVVR� 
O princípio presente no enunciado se refere ao princípio da liberdade de 
trafego de pessoas ou bens, devendo ser observado por todos os entes 
políticos sem exceção. Contudo, como nos diz o próprio texto do artigo 150, 
V, da CF/88, essa proibição pode ser excepcionada em razão da cobrança de 
pedágio pela utilização de vias conservada pelo poder público. 
Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão, o que 
WRUQD��DVVLP��LQFRUUHWD�D�DOWHUQDWLYD�³F´� 
$V�DOWHUQDWLYDV�³D´��³G´�H�³H´�VmR�UHODWLYDV�DR�SULQFtSLR�GD�QmR�GLVFULPLQDomR 
em razão da procedência ou do destino, estando contido no artigo 152 da 
CF/88, dispondo ser vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de 
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. Logo, é regra 
que não se aplica à União. 
 
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6. (FCC -2013 - Ass. Legislativa - PB ± Procurador) O princípio da não 
cumulatividade referente ao ICMS pretende a 
a) cumulatividade do tributo, prescrevendo a compensação do que for 
cobrado em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou 
prestação de serviços com o montante devido nas anteriores pelo mesmo ou 
outro Município. 
b) não cumulatividade do tributo, prescrevendo a compensação do que for 
devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação 
de serviços com o montante efetivamente pago nas anteriores pelo mesmo 
ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. 
c) não cumulatividade do tributo, prescrevendo a compensação do que for 
devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação 
de serviços com o montante efetivamente pago nas anteriores pelo mesmo 
ou outro Município. 
d) não cumulatividade do tributo, prescrevendo a compensação do que for 
devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação 
de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro 
Estado ou pelo Distrito Federal. 
e) não cumulatividade do tributo, prescrevendo a compensação do que for 
devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação 
de serviços com o montante cobrado nas anteriores exclusivamente pelo 
mesmo Estado ou Distrito Federal. 
De acordo com o artigo 155, §2º,I, da CF/88, que regula a princípio da não 
cumulatividade quanto ao ICMS, o imposto, de competência estadual, será 
não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação 
relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o 
montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo 
Distrito Federal. 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão.Direito Tributário para o ISS/GYNʹ Com vídeo Aulas 
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7. (FCC - 2013 - SEFAZ - SP - Agente Fiscal de Rendas - Gestão 
Tributária P3) O art. 150, I, da Constituição Federal, estipula que, sem 
prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo 
sem lei que o estabeleça. Este dispositivo enuncia o Princípio da: 
a) Uniformidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a redução e o 
restabelecimento por ato do Poder Executivo da alíquota da Contribuição de 
Intervenção no Domínio Econômico - CIDE relativa às atividades de 
importação de petróleo. 
b) Legalidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a fixação das 
alíquotas máximas e mínimas do ISS por meio de Resolução do Senado 
Federal, aprovada por 1/3 dos Senadores. 
c) Inafastabilidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, o aumento 
da base de cálculo do IOF por meio de decreto do Poder Executivo Federal. 
d) Uniformidade Tributária, e não admite exceções. 
e) Legalidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a redução e o 
restabelecimento por ato do Poder Executivo da alíquota da Contribuição de 
Intervenção no Domínio Econômico - CIDE relativa às atividades de 
comercialização de álcool combustível. 
O enunciado da questão fala expressamente do princípio da legalidade, 
presente no artigo 150, I, da CF/88. Esse princípio, por sua vez, comporta 
algumas exceções. Quanto às exceções à legalidade tributária, veja a figura 
ilustrativa abaixo, fazendo com que tenhamos como gabarito a alternativa 
³H´� 
 
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8. (FCC/SEFAZ-SP/Agente Fiscal de Rendas/2013) O art. 150, I, da 
Constituição Federal, estipula que, sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o 
estabeleça. Este dispositivo enuncia o Princípio da 
(A) Legalidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a redução e o 
restabelecimento por ato do Poder Executivo da alíquota da Contribuição de 
IntervençmR� QR� 'RPtQLR� (FRQ{PLFR� í� &,'(� UHODWLYD� jV� DWLYLGDGHV� GH�
comercialização de álcool combustível. 
(B) Uniformidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a redução e o 
restabelecimento por ato do Poder Executivo da alíquota da Contribuição de 
IntervençmR� QR� 'RPtQLR� (FRQ{PLFR� í� &,'(� UHODWLYD� jV� DWLYLGDGHV� GH�
importação de petróleo. 
(C) Legalidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, a fixação das 
alíquotas máximas e mínimas do ISS por meio de Resolução do Senado 
Federal, aprovada por 1/3 dos Senadores. 
(D) Inafastabilidade Tributária, e admite exceções. Dentre estas, o aumento 
da base de cálculo do IOF por meio de decreto do Poder Executivo Federal. 
(E) Uniformidade Tributária, e não admite exceções. 
O enunciado da questão diz respeito ao princípio da legalidade tributária, 
que estabelece que, exceto no caso das exceções expressamente previstas 
no texto constitucional, todos os tributos somente podem ser instituídos ou 
majorados por meio de lei em sentido estrito. O texto do artigo 150, I, da 
CF/88, é o seguinte: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�DVVHJXUDGDV�DR�
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; 
�����´ 
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Esse princípio, contudo, comporta exceções quanto às alterações de 
alíquotas de alguns tributos expressamente previstos no texto da CF/88, as 
quais admitem normatização por meio de atos infralegais, como é o caso, 
por exemplo (existem outras hipóteses), das alterações de alíquotas do 
imposto de importação e de exportação, tributos de competência da União. 
Esses dois impostos podem ter suas alíquotas alteradas por ato do poder 
executivo, conforme determina o artigo 153, §1º, da CF/88, que assim nos 
diz em seu texto: 
³$UW�������&RPSHWH�j�8QLmo instituir impostos sobre: 
I - importação de produtos estrangeiros; 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou 
nacionalizados; 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a 
títulos ou valores mobiliários; 
VI - propriedade territorial rural; 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
§ 1º - É facultado ao Poder Executivo, atendidas as 
condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as 
alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e 
9�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Outra exceção ao princípio da legalidade está relacionada à chamada CIDE 
FRPEXVWtYHLV�� HVWDQGR� SUHYLVWD� QR� DUWLJR� ����� †�ž�� ,�� ³E´�� GD� &)����� 6HX�
texto é o seguinte: 
³$UW������������ 
§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no 
domínio econômico relativa às atividades de importação ou 
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comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e 
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos 
seguintes requisitos: 
I - a alíquota da contribuição poderá ser: 
a) diferenciada por produto ou uso; 
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder 
Executivo, não se lhe aplicando o disposto no art. 
150,III, b�������´��*ULIRV�QRVVR�� 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
9. (FCC/ARCE/Procurador Autárquico/2012) Foi promulgado decreto 
presidencial que veiculou aumento de 30% na alíquota de IPI incidente 
sobre a importação, para a indústria automotiva. O decreto entrou em 
vigor na data de sua publicação, aplicando-se o aumento da carga tributária 
imediatamente aos contribuintes. 
Nesse contexto, o referido decreto: 
(A) é legítimo, pois o IPI é tributo extrafiscal e a Constituição Federal, em 
seu art. 153, § 3º prescreve que o imposto será seletivo em função da 
essencialidade do produto, de maneira que é exceção ao Princípio da 
Anterioridade, podendo a sua carga tributária ser majorada a qualquer 
tempo. 
(B) não é legítimo, pois o IPI é exceção ao Princípio da Anterioridade Anual, 
porém não da Anterioridade Qualificada (Noventena), conforme o art. 150, 
§ 1º da Constituição Federal. 
 
 
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(C) não é legítimo, pois a Constituição Federal estabelece como limitação 
constitucional ao poder de tributar, a cobrança de tributos no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou. 
(D) não é legítimo, pois a Constituição Federal estabelece dentre as 
limitações constitucionais ao poder de tributar o Princípio da Legalidade, que 
determina que é vedada a exigência ou aumentode tributo sem lei que o 
estabeleça. 
(E) não é legítimo, pois de acordo com a Constituição Federal, qualquer 
aumento da carga tributária do IPI incidente sobre a importação, deverá ser 
submetido à aprovação da Organização Mundial de Comércio, como 
condição de sua validade. 
O IPI, imposto de competência federal, entre outros princípios, está sujeito 
ao princípio da noventena tributária, que estabelece que a instituição ou a 
majoração do tributo, para que possam vir a surtir efeitos junto aos 
contribuintes, devem esperar o prazo de noventa dias contados da data da 
publicação da lei que os houver instituído ou aumentado. Esse tributo, por 
sua vez, não se submete ao princípio da anterioridade anual, sendo uma 
exceção a este. Logo, a instituição ou a majoração do tributo não necessita 
esperar até a chegada do exercício financeiro seguinte ao da publicação da 
lei para surtir efeitos junto aos sujeitos passivo. A previsão relativa à 
noventena consta no artigo 150, §1º, da CF/88. 
Por sua vez, a alteração das alíquotas do IPI é uma das exceções ao 
princípio da legalidade tributária, podendo a majoração e a redução dessas 
se dar por meio de ato infralegal, como é o caso do decreto executivo, 
conforme estabelece o artigo 153, §1º, da CF/88. 
 
 
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Assim, a única inconsistência do texto foi o aumento e a imposição da carga 
tributária imediatamente aos contribuintes, com o decreto entrando em 
vigor na data de sua publicação. O correto seria esperar o prazo de noventa 
dias, contados da data da publicação do decreto, para que a nova alíquota 
pudesse ser cobrada dos contribuintes, uma vez que o tributo é exceção 
apenas ao princípio da anterioridade, mas não ao da noventena tributária. 
/RJR��UHVWD�LQFRUUHWD�D�DOWHUQDWLYD�³E´��JDEDULWR�GD�TXHVWmR�� 
 
 
10. (FCC/ARCE/Analista de Regulação - Advogado/2012) A União, 
através de lei complementar, no exercício de sua competência tributária 
prescrita no inciso VII do artigo 153 da Constituição Federal, instituiu o 
Imposto sobre Grandes Fortunas, cujo fato gerador é a titularidade, em 1º 
de janeiro de cada ano, de fortuna em valor superior a R$ 2.500.000,00 
(dois milhões e quinhentos mil reais), expressos em moeda de poder 
aquisitivo de 1º de janeiro do exercício, estabelecendo quatro faixas 
patrimoniais para a incidência de alíquotas progressivas. A lei complementar 
foi publicada no Diário Oficial da União em 12 de outubro de 2011 e, por 
conseguinte, o Imposto sobre Grandes Fortunas poderá passar a ser 
cobrado: 
(A) no 91º dia a contar de 12/10/2011. 
(B) a partir de 01/01/2012. 
(C) a partir de 13/10/2011. 
(D) a partir de 10/01/2012. 
(E) a partir de 31/12/2011. 
Essa questão foi um pouco capciosa, fazendo com que muitos candidatos 
PDUFDVVHP�� FHUWDPHQWH�� D� DOWHUQDWLYD� ³D´�� XPD� YH]� TXH� R� HODERUDGRU�
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DSRVWRX�QR�MRJR�GH�SDODYUDV��WDQWR�GR�DUWLJR������,,,��³F´��GD�&)�����quanto 
do próprio enunciado e das alternativas. 
Inicialmente, o imposto sobre grandes fortunas não é exceção a nenhum 
princípio presente na Carta Federal, submetendo-se, assim, aos princípios 
da anterioridade e da noventena, entre outros. 
O texto diz que o fato gerador do IGF é observado em 1º de janeiro de cada 
ano, enquanto que a lei de criação do imposto foi publicada em 12 de 
RXWXEUR� GH� ������ 2� WH[WR� GR� DUWLJR� ����� ,,,�� ³F´�� GD� &)����� SRVVXL� R�
seguinte texto: 
³$UW�������6HP�SUHMXt]R�GH�RXWUDV�JDUDQWLDV�asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
III - cobrar tributos: (...) 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o dispRVWR�QD�DOtQHD�E�������´ 
Assim, antes de decorridos noventa dias da data da publicação da lei que 
instituiu ou aumento o IFG, esse tributo não poderá ser cobrado, sob pena 
de ofensa ao princípio da noventena. O princípio da anterioridade, por sua 
vez, estará cumprido, uma vez que, tendo obedecido ao princípio da 
noventena, aquele estará automaticamente obedecido. 
Desse modo, contado noventa dias da data da publicação da lei, inclusive, 
chegamos ao dia 09/01/2012. Desse modo, até esse dia o IFG não poderá 
passar a ser cobrado pela União. A partir de 10 de janeiro de 2012, 
inclusive, o tributo está totalmente vigente e eficaz, podendo ser cobrado 
dos sujeitos passivos. O fato gerador apto a ser tributado, contudo, 
somente ocorrerá em 1º de janeiro de 2013, mas isso é indispensável para 
a resolução da questão. 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão. 
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$�DOWHUQDWLYD�³D´�QmR�p�JDEDULWR�SRLV�R�SUD]R�QmR�VH�FRQWD�D�SDUWLU�GR�GLD����
de outubro, mas sim incluindo esse na contagem. Conforme o texto da 
alternativa, esse dia é excluído da contagem, o que faz com que a exigência 
do imposto somente se dê em 11 de janeiro de 2012, o que é incorreto. 
 
 
11. (FCC/ARCE/Analista de Regulação - Contador/2012) Sobre o 
Princípio da Estrita Legalidade aplicado ao direito tributário é correto 
afirmar: 
(A) Não há previsão no ordenamento jurídico brasileiro de instituição de 
tributos por meio de lei complementar. 
(B) Por meio de medida provisória é possível a instituição ou majoração de 
impostos. 
(C) Comporta mitigação ou relativização, havendo tributos que podem ter 
suas alíquotas majoradas ou reduzidas por ato do Poder Executivo, como é 
o caso do imposto de importação, do IPI e do ICMS. 
(D) A aplicação de índices oficiais de correção de dado período, para efeitos 
de atualização do crédito tributário, deverá ser veiculada por portaria. 
(E) A criação de obrigações acessórias, que aumentem os custos 
administrativos do contribuinte, não poderá ser veiculada por lei ordinária. 
Alternativa a) Incorreta. A CF/88 prevê expressamente em seu texto que 
os empréstimos compulsórios, o imposto sobre grandes fortunas e os 
impostos e contribuições residuais deverão sempre ser criados por meio de 
lei complementar expedida pela União (artigos 148; 153, VII; 154, I; e 195, 
§4º, todas da CF/88). Os demais, uma vez que não há mandamento 
expresso quanto à necessidade de lei complementar, poderão ser criados 
por lei ordinária. 
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Alternativa b) Correta. De acordo com o texto da alternativa acima, 
muitos dos tributos presentes na nossa CF/88, senão a grande maioria, são 
instituídos por meio de lei ordinária do ente dotado de competência 
tributária para tanto. Assim, uma vez que a medida provisória tem força de 
lei, esse instrumento normativo também é apto a instituir e majorar 
tributos, bem como extingui-los e reduzi-los. Artigo 62, caput, da CF/88. 
Alternativa c) Incorreta. O texto está perfeito quanto aos conceitos, 
exceto quanto aos exemplos ao seu final, uma vez que asalíquotas do ICMS 
não podem ser majoradas por ato do poder executivo, mas apenas por ato 
editado pelo Senado Federal e pelos representantes dos Estados e do 
Distrito Federal no âmbito do CONFAZ, conforme disciplinado na lei 
complementar nº 24, de 1975. 
Alternativa d) Incorreta. Desde que haja previsão em lei autorizando a 
aplicação de índices oficiais de correção monetária, esta poderá ser feita 
com a publicação de decreto do Poder Executivo regulando o tema, e dentro 
do que determina a lei, e não por portaria. Essa medida, além de possível, é 
bem mais fácil de ser realizada por órgão executivo, uma vez que não será 
necessária a votação e aprovação de outra lei no mesmo sentido apenas 
atualizando valores de índice de correção monetária. Acredito que o erro 
também se deu em razão da atualização, no texto do CTN, referir-se à base 
de cálculo, e não ao crédito tributário (artigo 97, §2º, do CTN). 
Alternativa e) Incorreta. Tudo aquilo que pode ser criado por ato 
infralegal, como obrigações tributárias acessórias (artigo 97 do CTN), 
também pode ser por meio de lei ordinária, uma vez que quem pode o 
mais, pode o menos. 
 
 
 
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12. (FCC/TC-MT/Procurador do Estado/2011) A Constituição Federal 
fixa regras que limitam o exercício da competência tributária. Dentre elas 
podem ser citadas as regras da anterioridade anual e da anterioridade 
nonagesimal. Estas regras não são absolutas, comportando exceções. NÃO 
se submete às regras da anterioridade anual e nonagesimal, ao mesmo 
tempo, a majoração de alíquota do imposto sobre 
(A) produtos industrializados (IPI). 
(B) a renda e proventos de qualquer natureza (IR). 
(C) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores 
mobiliários (IOF). 
(D) a propriedade territorial rural (ITR). 
(E) circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS). 
Para responder essa questão iremos utilizar a figura apresentada a seguir, 
que nos diz quais tributos são exceções aos princípios da anterioridade, da 
noventena e da legalidade. Quanto ao enunciado, temos que buscar quais 
tributos, quanto à majoração de suas alíquotas, não se submetem, 
concomitantemente, aos princípios da anterioridade e da noventena. 
Veja a figura elaborada por nós para uma melhor visualização dos princípios 
e das suas respectivas exceções constitucionais: 
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Diante do que podemos observar na figura acima, apenas o IOF não se 
submete, simultaneamente, aos princípios da anterioridade e da noventena 
tributária quanto à majoração de suas alíquotas. Assim, resta como correta 
a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
13. (FCC/TC-MT/Procurador do Estado/2011) Dispõe o art. 144, do 
&71�TXH�³R�ODQoDPHQWR�UHSRUWD-se à data da ocorrência do fato gerador da 
obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente 
PRGLILFDGD�RX�UHYRJDGD´��(VWD�UHJUD�OHJDO�HQFRQWUD�IXQGDPHQWR�GH�YDOLGDGH�
no princípio constitucional da 
(A) irretroatividade da lei tributária. 
(B) anterioridade anual. 
(C) anterioridade nonagesimal. 
(D) legalidade. 
(E) vedação ao confisco. 
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O texto do artigo 144 é claro ao definir que a lei vigente ao tempo da 
ocorrência do fato gerador será a este aplicado ainda que posteriormente 
modificada ou revogada a lei. Ou seja, sobrevindo lei nova, revogando 
totalmente a em vigor na data da ocorrência do fato gerador, essa não será 
aplicada aos fatos geradores ocorridos anteriormente à vigência da nova lei. 
Desse modo, a lei nova não retroagirá para alcançar situações passadas, o 
que efetiva a aplicação do princípio da irretroatividade das leis tributárias. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
14. (FCC/TCM-BA/Procurador Especial de Contas/2012) Comparada 
com a norma de Direito Penal, verifica-se que a norma tributária é mais 
rígida. No Direito Penal, o nullum crimen nulla poena sini lege exige que o 
delito seja típico, decorra de uma previsão legal precisa, mas se permite ao 
juiz, ao sentenciar, a dosimetria da pena, com relativa liberdade, assim 
como diminuir ou afrouxar a pena a posteriori. No Direito Tributário, além 
de se exigir seja o fato gerador tipificado, o dever de pagar o tributo 
também deve sê-lo em todos os seus elementos, pois aqui importantes são 
tanto a previsão do tributo quanto o seu pagamento, baseado em fórmulas 
de quantificação da prestação devida, e que a sociedade exige devam ser 
rígidas e intratáveis. 
(Sacha Calmon Navarro Coelho. Curso de direito tributário brasileiro. 9.ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 220) 
O texto acima está se referindo ao princípio explícito da: 
(A) legalidade. 
(B) irretroatividade da lei tributária. 
(C) anterioridade da lei tributária. 
(D) segurança jurídica. 
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(E) igualdade. 
Uma vez que o enunciado da questão nos fala em tipificação da conduta 
infracional, aquele está a nos reportar à necessidade de haver uma lei em 
sentido estrito regulando o tema, definindo a conduta contrária à lei, a 
penalidade e forma como esta deve ser cumprida. Essa necessidade decorre 
do que consta no artigo 97, V, do CTN, que estabelece a necessidade de lei 
para a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a 
seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas. 
³$UW������6RPHQWH�D�OHL�SRGH�HVWDEHOHFHU� 
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões 
contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela 
GHILQLGDV�������´ 
Desse modo, o enunciado da questão está se referindo explicitamente ao 
princípio da legalidade tributária. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
15 ± (FCC/2011/TCM-BA - Procurador Especial de Contas) 
2� JUXSR� FULRX� XPD� UHGH� GH� ��� HPSUHVDV� GH� IDFKDGD� ������ í� WRGDV�
registradas em nome de laranjas. As empresas importavam produtos 
químicos, mas não pagavam nenhum tributo sobre as operações. (...) Os 
SURGXWRV� LPSRUWDGRV� HUDP� µUHYHQGLGRV¶�� HP� RSHUDo}HV� ILFWtFias, a outras 
empresas do grupo, espalhadas por vários estados. A partir daí, o bando 
revendia os produtos a seus clientes normalmente, usando empresas reais 
(...), mas sem arcar com o custo dos impostos. A quadrilha também 
fraudava os fiscos estaduais: nessas operações cruzadas, acumulava 
créditos tributários, mesmo sem nunca recolher ICMS. Nessa outra fraude, 
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pode ter sonegado mais de 1 bilhão de reais. (Revista Veja. Editora Abril. Edição 2231, Ano 
44, no34, 24/08/2011, p. 76) 
O texto acima está se referindo ao princípio explícito da 
a) legalidade. 
b) irretroatividade da lei tributária. 
c) anterioridade da lei tributária. 
d) segurança jurídica. 
e) igualdade. 
Observe que, em todas as situações apresentadas, a quadrilha em questão 
burlou o que dizia a lei, sonegando tributos, abrindo empresas fantasmas, 
realizando operações fictícias, acumulando créditos inexistentes diante das 
operações que realizava, entre outras fraudes. O que torna ilegal então as 
operações realizadas? Isso! A presença de lei estipulando o contrário, ou o 
que deve ser feito corretamente. Há a descrição da conduta correta a ser 
tomada pelo sujeito passivo, com a capitulação do que determina o Estado. 
Entretanto, o sujeito passivo adota conduta contraria a essa. Logo, estamos 
diante do princípio da legalidade, o que nos leva a ter como gabarito a 
DOWHUQDWLYD� ³D´�� 2V� GHPDLV� SULQFtSLRV� SUHVHQWHV� QDV� DOWHUQDWLYDV� ³E´� D� ³H´�
não são utilizados, expressa ou implicitamente, no texto do enunciado da 
questão. 
 
 
 
 
 
 
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16 - (FCC/2011/PGE-MT/Procurador) A Constituição Federal fixa regras 
que limitam o exercício da competência tributária. Dentre elas podem ser 
citadas as regras da anterioridade anual e da anterioridade nonagesimal. 
Estas regras não são absolutas, comportando exceções. NÃO se submete às 
regras da anterioridade anual e nonagesimal, ao mesmo tempo, a 
majoração de alíquota do imposto sobre: 
a) produtos industrializados (IPI). 
b) a renda e proventos de qualquer natureza (IR). 
c) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores 
mobiliários (IOF). 
d) a propriedade territorial rural (ITR). 
e) circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS). 
Mais uma vez a nossa figurinha vai nos socorrer nessa questão, agora 
quanto às exceções simultâneas aos princípios da anterioridade anual e da 
noventena. Para atender às duas condições (ser exceção aos dois 
princípios), temos apenas o II, o IE, o IOF, os empréstimos compulsórios 
(exceto nos casos de investimento público de caráter urgente e de relevante 
interesse nacional) e o IEG. Veja-a novamente: 
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Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
17 - (FCC/2011/MPE-CE - Promotor de Justiça) Sobre os princípios 
constitucionais tributários é correto afirmar que: 
a) a lei que modifica tributos só pode ser aplicada no exercício seguinte ao 
da sua publicação por força da regra da irretroatividade da lei tributária. 
b) os tributos sempre deverão ser pessoais e atender às condições 
econômicas dos contribuintes, por força do princípio da capacidade 
contributiva. 
c) salvo exceções, a lei que cria ou majora tributo terá eficácia no exercício 
financeiro seguinte ao da sua publicação, como expressão da anterioridade 
tributária. 
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d) como exceção à legalidade tributária, pode o Presidente da República 
instituir, por decreto, impostos de importação, de exportação, sobre 
produtos industrializados e sobre operações financeiras. 
e) a instituição de empréstimo compulsório, imposto extraordinário, imposto 
residual e impostos de natureza extrafiscal são exceções à anterioridade 
nonagesimal. 
Alternativa a) Incorreta. O texto se refere ao princípio da anterioridade, 
e não ao da irretroatividade. Este princípio proíbe a tributação em relação a 
fatos geradores ocorridos antes da data da publicação da lei que os houver 
LQVWLWXtGR�RX�DXPHQWDGR��FRQIRUPH�R�DUWLJR������,,,��³D´��GD�&)���� 
Alternativa b) Incorreta. Os tributos não devem ser todos pessoais, uma 
vez que, em muitos deles, essa característica é impossível de ser 
observada, tendo em vista a presença do caráter real para algumas 
espécies tributárias, como por exemplo, o IPTU e o ITR, que incidem sobre 
bens imóveis urbanos e rurais, respectivamente. A capacidade contributiva 
será observada, em relação aos impostos, sempre que isso for possível, 
como bem afirma o texto do artigo 145, §1º, da CF/88. 
Alternativa c) Correta. Acho que a pessoa que elaborou esse texto, duas 
semanas depois ao ler, não entenderia o que ela mesma fez. Texto muito 
mal escrito e confuso. O texto se refere ao princípio da anterioridade 
tributária, que veda a instituição ou aumento de tributos no mesmo 
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou 
aumentou, exceto nos casos expressamente previstos na CF/88, que se 
constituem em exceções ao referido princípio. 
Alternativa d) Incorreta. O princípio da legalidade, quanto a esses 
tributos, comporta exceções, mas estas não se referem à instituição dos 
mesmos, e sim à alteração de suas alíquotas por ato do poder executivo, e 
para os tributos expressamente previstos no corpo da CF/88. Para a criação, 
deve existir sempre lei em sentido formal, sem exceção. 
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Alternativa e) Incorreta. Não há previsão na CF/88 quanto a exceções ao 
princípio da anterioridade nonagesimal em relação aos impostos residuais e 
aos impostos de natureza extrafiscal. As exceções são bastante específicas, 
entre elas as relativas ao empréstimo compulsório (para atender a despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública ou em razão de guerra 
externa ou sua eminência) e ao imposto extraordinário de guerra. 
 
 
18 - (FCC/2009/TCE-GO/Analista de Controle Externo) Previsto 
expressamente na Constituição Federal como sendo um princípio 
direcionado aos impostos para que, sempre que possível, tenham caráter 
pessoal e atendam às condições econômicas do contribuinte, corresponde 
ao princípio da: 
a) isonomia. 
b) pessoalidade. 
c) capacidade contributiva. 
d) dignidade da pessoa humana. 
e) progressividade. 
O princípio que direciona o legislador a, sempre que possível, observar as 
características individuais do contribuinte é o princípio da capacidade 
contributiva, que afirma que as pessoas devem pagar apenas os tributos 
que podem suportar pagar, sem que isso lhes absorva o mínimo necessário 
à sua sobrevivência nem se torne confiscatória a carga tributária imposta. A 
tributação deve ser imposta de maneira coerente com a carga tributária que 
possa ser suportada pelo sujeito passivo. 
 
 
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A previsão consta no artigo 145, §1º, da CF/88, que nos diz que, sempre 
que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados 
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à 
administração tributária, especialmente para conferirefetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, 
o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
19 - (FCC/2008/TCE-AL/Procurador) O Chefe do Poder Executivo 
poderá, através de: 
a) decreto, dentro dos limites legais, majorar a alíquota da CIDE 
combustível. 
b) medida provisória, instituir empréstimo compulsório das despesas 
extraordinárias decorrentes de calamidade pública. 
c) medida provisória, instituir imposto residual, com fato gerador e base de 
cálculo distintos dos impostos já discriminados na Magna Carta. 
d) decreto, dentro dos limites legais, majorar a alíquota do imposto sobre 
operações de crédito, câmbio, seguro e valores mobiliários. 
e) decreto, instituir contribuição social para seguridade social, dentro da 
competência constitucional residual. 
Alternativa a) Incorreta. $OWHUQDWLYD� ³SHJD�FDQGLGDWR�DSUHVVDGR´��4XHP�
achou que essa poderia ser a alternativa correta, caiu na armadilha do 
elaborador, uma vez que o ato do poder executivo, que realmente é o 
decreto, dentro dos limites legais, somente pode reduzir ou restabelecer 
as alíquotas da CIDE-combustíveis, e não majora-las. Se a lei fixa o limite 
máximo em 30%, o decreto poderá reduzi-la a 0% e, ao restabelecê-la, 
somente o fazer até o limite de 30%, nada mais além desse patamar. 
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Majorar, nessa acepção, significa poder estabelecer qualquer patamar para 
as alíquotas, inclusive superior ao estabelecido em lei, sendo vedado pela 
C)�����FRQIRUPH�GHWHUPLQD�R�DUWLJR������†�ž��,��³E´��GD�&)����� 
³$UW������������ 
§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no 
domínio econômico relativa às atividades de importação ou 
comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e 
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos 
seguintes requisitos 
I - a alíquota da contribuição poderá ser: 
a) diferenciada por produto ou uso; 
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder 
Executivo, não se lhe aplicando o disposto no art. 
150,III, b; 
II - os recursos arrecadados serão destinados: 
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de 
álcool combustível, gás natural e seus derivados e 
derivados de petróleo; 
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados 
com a indústria do petróleo e do gás; 
c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de 
WUDQVSRUWHV�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Alternativa b) Incorreta. Os empréstimos compulsórios somente podem 
ser instituídos por meio de lei complementar da União, conforme o artigo 
148 da CF/88, sem exceção. 
 
 
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³$UW�������$�União, mediante lei complementar, poderá 
instituir empréstimos compulsórios: 
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de 
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; 
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de 
relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 
150, III, "b". 
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de 
empréstimo compulsório será vinculada à despesa que 
IXQGDPHQWRX�VXD�LQVWLWXLomR�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Alternativa c) Incorreta. Vale a mesma regra quanto aos empréstimos 
compulsórios em relação ao meio legal hábil a instituí-lo. Somente podem 
ser instituídos impostos residuais por meio de lei complementar da União. É 
o que determina o artigo 154, I, da CF/88. 
³$UW�������$�8QLmR�SRGHUi�LQVWLWXLU� 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos 
no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não 
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
GLVFULPLQDGRV�QHVWD�&RQVWLWXLomR�������´ 
Alternativa d) Correta. É o que nos diz o texto constitucional, que permite 
ao poder executivo, por meio de decreto, majorar as alíquotas do IOF. 
Observe que, diferentemente da CIDE-combustíveis, não há no texto 
constitucional limites ao poder executivo, muito embora a lei de instituição 
do tributo possa fixar esse valor máximo. O IOF é uma das exceções ao 
princípio da legalidade quanto às alterações de suas alíquotas, conforme 
determina o artigo 153, §1º, da CF/88. 
 
 
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Alternativa e) Incorreta. Mais uma vez, somente por meio de lei em 
sentido estrito, seja ordinária ou complementar, podem ser instituídos 
tributos (princípio da legalidade), ainda que sejam contribuições sociais 
residuais. Essas espécies, especificamente, somente podem ser instituídas 
por meio de lei complementar da União, conforme determina o artigo 195, 
§4º, da CF/88, cujo texto é o seguinte: 
³$UW����������� 
§ 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a 
garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, 
REHGHFLGR�R�GLVSRVWR�QR�DUW�������,�´ 
³$UW�������$�8QLmR�SRGHUi�LQVWLWXLU� 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no 
artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não 
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados nesta Constituição; 
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos 
extraordinários, compreendidos ou não em sua competência 
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, 
FHVVDGDV�DV�FDXVDV�GH�VXD�FULDomR�´ 
 
 
 
 
 
 
 
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20 - (FCC/2008/TCE-AL/Procurador) É exceção ao princípio da 
uniformidade geográfica a: 
a) vedação da União em instituir tributo uniforme em todo o território 
nacional. 
b) concessão, pela União, de incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre diferentes regiões do 
País. 
c) vedação aos Estados e Distrito Federal de instituir isenções de tributos de 
competência dos Municípios. 
d) concessão, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de 
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão 
da procedência. 
e) vedação de estabelecer limitação ao tráfego de pessoas ou bens, por 
meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. 
Questão literal quanto ao que consta no texto constitucional, que cobrou a 
exceção quanto ao princípio da uniformidade geográfica contida na parte 
final do inciso I do artigo 151 da CF/88, cujo texto é o seguinte: 
³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR� 
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência 
em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em 
detrimento de outro, admitida a concessão de 
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio 
do desenvolvimento socioeconômico entre as 
diferentes regiões do País�������´��*ULIRV�QRVVR�� 
 
 
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Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão. A 
DOWHUQDWLYD�³D´�WUDWD�GR�SULQFtSLR�GD�XQLIRUPLGDGH�GD�WULEXWDomR�TXDQWR�DRs 
WULEXWRV� LQVWLWXtGRV� SHOD� 8QLmR�� 3RU� VXD� YH]�� D� DOWHUQDWLYD� ³F´� WUDWD� GD�
proibição de concessão de isenções heterônomas pelos entes políticos. A 
³G´�� GR� SULQFtSLR� GD� QmR� GLVFULPLQDomR� HP� UD]mR� GD� SURFHGrQFLD� RX� GR�
GHVWLQR��3RU�ILP��D�DOWHUQDWLYD�³H´��GR�princípio da liberdade de tráfego. 
 
 
21 - (FCC/2008/TCE-AL/Procurador) O Governo Federal, lançando mão 
de um pacote tributário em janeiro de 2008, adotou as seguintes medidas: 
I. majorou a alíquota do imposto de renda por medida provisória de eficácia 
imediata já para o ano-calendário 2008; 
II. majorou a alíquota do imposto sobre operações de câmbio, crédito, 
seguro e valores mobiliários por decreto publicado em 10 de janeiro de 
2008, que passará a ser aplicada a partir da publicação; 
III. encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei complementar para 
majorar a alíquota de contribuição social sobre o lucro líquido; 
IV. majorou a alíquota do IPI sobre cigarro, por decreto, que passará a ser 
aplicada a partir da publicação; 
V. concedeu, por medida provisória, isenção de imposto de importação 
sobre o combustível e, na mesma medida, de ICMS sobre o combustível. 
Dentre estas medidas, NÃO atendem aos princípios constitucionais 
tributários: 
a) I, II e III. 
b) II, III e IV. 
 
 
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c) I, III e IV. 
d) II, IV e V. 
e) I, IV e V. 
Item I) Incorreto. Conforme o texto da CF/88, o IR se sujeita apenas ao 
princípio da anterioridade anual, sendo exceção apenas ao princípio da 
noventena. Desse modo, as alterações ou majorações de alíquotas do IR 
somente poderão ser verificadas no 1º dia do exercício seguinte ao da 
publicação da lei. No caso em questão, somente surtiriam efeitos em 1º de 
janeiro de 2009. Quanto à MP, esta é um instrumento hábil para a 
regulação 
de majoração de alíquotas do IR, já que a MP possui força de lei ordinária, 
podendo regular todas as matérias conferidas a esse instrumento 
normativo. 
Item II) Correto. Conforme a CF/88, o IOF é exceção tanto ao princípio da 
anterioridade anual quanto ao da noventena tributária, podendo as 
alterações de suas alíquotas surtir efeitos desde a publicação do decreto, 
uma vez que também é exceção ao princípio da legalidade em relação à 
alteração de suas alíquotas pelo poder executivo, podendo alterá-las por 
meio desse instrumento normativo. Essa previsão consta nos artigos 150, 
§1º, e 153, §1º, ambos da CF/88. 
Item III) Correto. Nada de ilegal o presidente encaminhar ao Congresso 
Nacional um projeto de lei complementar, não ferindo qualquer princípio 
tributário presente na CF/88, independentemente também do tributo a ser 
regulado. 
 
 
 
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Item IV) Incorreto. Tendo em vista o princípio da noventena, o IPI 
somente poderá ter suas novas alíquotas cobradas depois de decorridos 90 
dias da data da publicação do decreto que as houver majorado, sendo este 
também um instrumento hábil para a veiculação das alterações, uma vez 
que o tributo também é exceção ao princípio da legalidade quanto à 
alteração de suas alíquotas. 
Item V) Incorreto. A isenção concedida por meio de medida provisória é 
perfeitamente válida, uma vez que esta possui força de lei ordinária. 
Contudo, a previsão é possível apenas quanto ao imposto de importação, e 
não quanto ao ICMS, que somente poderá ter isenções concedidas no 
âmbito do CONFAZ, por deliberação conjunta dos Estados e do Distrito 
Federal. 
Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão. 
 
 
22 - (FCC/2011/TJ-PE/Juiz) Em nosso sistema tributário, a não-
cumulatividade e a essencialidade são atributos exclusivos: 
a) do ICMS. 
b) do IR. 
c) dos impostos residuais. 
d) do ITR. 
e) do IPI. 
Essa questão foi capciosa, uma vez que colocou o ICMS já na alternativa 
³D´�� LQGX]LQGR� R� FDQGLGDWR� D� HUUR�� (QWUHWDQWR�� QD� DOWHUQDWLYD� ³H´� FRQVWD� R�
IPI, outro tributo também sujeito à seletividade e à não-cumulatividade. 
³E agora, professor? Duas respostas?´ 
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Embora não tenha sido a redação mais correta, uma vez que a 
essencialidade é característica relativa tanto ao ICMS quanto ao IPI, 
somente para este ela será obrigatória, conforme nos dizem o artigo 153, 
§3º, I, e 155, §2º, III, ambos da CF/88. 
Assim, acredito que o elaborador da questão quis perguntar para qual 
imposto as duas características sempre serão observadas, o que nos leva a 
PDUFDU�FRPR�JDEDULWR�D�DOWHUQDWLYD�³H´� 
 
 
23 - (FCC/2011/TJ-PE/Juiz) A regra da anterioridade, que veda cobrar 
tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que 
os instituiu ou aumentou, NÃO se aplica: 
a) aos impostos de importação e exportação. 
b) ao IR. 
c) ao ITR. 
d) às contribuições sociais. 
e) aos impostos estaduais. 
As exceções ao princípio da anterioridade são os seguintes: 
¾ II, IE, IOF e IPI (os chamados impostos com função extrafiscal) ± 
Artigo 153, I, II, IV e V, da CF/88; 
¾ Impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± Artigo 154, II, da CF/88; 
¾ Instituição de empréstimos compulsórios nos casos de calamidade 
pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 148, I, da CF/88; 
¾ Instituição ou majoração de alíquotas das Contribuições parafiscais 
para a seguridade social ± Artigo 195, §6º, da CF/88; 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas da CIDE-
Combustíveis ± $UWLJR������†�ž��,��³E´���GD�&)���� 
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¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas do ICMS - 
Monofásico, relativo aos combustíveis e lubrificantes ± Artigo 155, §4, 
IV, da CF/88. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. Já está 
ficando até enfadonho responder tanta questão sobre o mesmo assunto, 
não acha? Logo a seguir tem outra... 
 
 
24 - (FCC/2010/AL-SP/Agente Técnico Legislativo Especializado) 
Submete-se integralmente aos princípios da legalidade, anterioridade anual 
e anterioridade nonagesimal o imposto sobre: 
a) os produtos industrializados. 
b) a renda e proventos de qualquer natureza. 
c) a transmissão de bens causa mortis e doação. 
d) a propriedade de veículos automotores. 
e) a propriedade territorial urbana. 
Alternativa a) Incorreta. IPI Æ Exceção à anterioridade anual (alteração 
de alíquotas por ato do poder executivo). 
Alternativa b) Incorreta. IR Æ Exceção à anterioridade nonagesimal 
(alteração de alíquotas, podendo ser cobradas no primeiro dia do exercício 
seguinte ao da publicação da lei que as altera, independentemente do dia 
da sua publicação). 
Alternativa c) Correta. ITCMD Æ Não é exceção a nenhum princípio 
tributário presente na CF/88.Direito Tributário para o ISS/GYNʹ Com vídeo Aulas 
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Alternativa d) Incorreta. IPVA Æ Exceção à noventena (alterações da 
base de cálculo, podendo ser cobradas no primeiro dia do exercício seguinte 
ao da publicação da lei que as altera, independentemente do dia da sua 
publicação). 
Alternativa e) Incorreta. IPTU Æ Exceção à noventena (alterações da 
base de cálculo, podendo ser cobradas no primeiro dia do exercício seguinte 
ao da publicação da lei que as altera, independentemente do dia da sua 
publicação). 
 
 
25 - (FCC/2008/METRÔ-SP/Advogado) Sobre a limitação do poder de 
tributar, é correto afirmar que à União, aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios é permitido 
a) cobrar imposto sobre o patrimônio, a renda ou serviços das fundações 
vinculadas a partidos políticos. 
b) cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda com base em lei anterior à 
data inicial do exercício financeiro a que corresponda. 
c) cobrar imposto sobre o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros 
em relação aos seus serviços próprios e inerentes aos seus objetivos. 
d) estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de pessoas ou 
mercadorias, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. 
e) cobrar imposto sobre papel destinado exclusivamente à impressão de 
livros. 
Alternativa a) Incorreta. Assim como os partidos políticos, suas 
fundações também estão protegidas pelo manto da imunidade recíproca, 
desde que o patrimônio, rendas ou serviços estejam vinculados às 
ILQDOLGDGHV� HVVHQFLDLV� GDV� HQWLGDGHV�� $UWLJR� ����� 9,�� ³F´�� GD� &)����� /RJR��
não é permitida a cobrança de impostos sobre esses bens, rendas ou 
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serviços por qualquer ente político, desde que atendidos os requisitos da 
Carta Federal. 
Alternativa b) Correta. É a simples aplicação do princípio da anterioridade 
tributária, que veda a cobrança de impostos no mesmo exercício financeiro 
em que tenha sido publicada a lei que os houver instituído ou aumentado. 
$UWLJR������,,,��³D´��GD�&)�����'HVVH�PRGR��p�SHUPLWLGR�DRV�HQWHV�SROtWLFRV�
cobrarem imposto sobre o patrimônio e as rendas com base em lei anterior 
à data inicial do exercício financeiro a que correspondam. 
Alternativa c) Incorreta. Não é permitido, conforme nos diz a imunidade 
UHFtSURFD�SUHVHQWH�QR�DUWLJR������9,��³D´��GD�&)���� 
Alternativa d) Incorreta. Também não há permissão no texto 
constitucional, sendo uma proibição expressa em razão do princípio da 
liberdade de tráfego, presente no artigo 150, V, da CF/88. 
Alternativa e) Incorreta. Vedação devida em razão da imunidade cultural 
conferida ao papel destinado à impressão de jornais, livros e periódicos, 
bem como a esses meios de divulJDomR� FXOWXUDO�� $UWLJR� ����� 9,�� ³G¶�� GD�
CF/88. 
 
 
26 - (FCC/2009/SEFAZ-SP/Agente Fiscal de Rendas/Gestão 
Tributária - Prova 3) Sobre os princípios que regem nosso Sistema 
Tributário Nacional é correto afirmar: 
a) Não se aplica o Princípio da Anterioridade a: Imposto sobre Importação 
de Produtos Estrangeiros, Imposto sobre Produtos Industrializados, Imposto 
de Renda e Proventos de Qualquer Natureza e Imposto sobre 
Transmissão Causa Mortis. 
 
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b) O princípio da Vedação de Confisco tem por objetivo estabelecer a 
tributação justa e livre de arbitrariedade, não se aplica, porém, a todas as 
espécies tributárias, mas somente aos tributos de natureza vinculada à 
atuação estatal. 
c) Em razão do princípio da Isonomia Tributária, é vedada à União a 
concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do 
desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. 
d) O princípio da Capacidade Contributiva não se aplica às taxas e às 
contribuições de melhoria, mas tão somente aos impostos. 
e) Em razão do princípio da Imunidade Recíproca é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios tributar o patrimônio, a renda 
ou serviços, uns dos outros, inclusive aqueles relacionados com exploração 
de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a 
empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento 
de preços ou tarifas pelo usuário. 
Alternativa a) Incorreta. O princípio da anterioridade, diferentemente do 
II e do IPI, se aplica ao IR e ao ITCMD, conforme determina o artigo 150, 
§1º, da CF/88. 
Alternativa b) Incorreta. A princípio do não confisco se aplica a todas as 
espécies tributárias, até mesmo às taxas e contribuições sociais, por 
exemplo. O princípio, por sua vez, não está relacionado à arbitrariedade, 
uma vez que apenas tentar impedir a imposição, ainda que por meio de lei, 
de elevada carga tributária ao sujeito passivo, retirando-lhe o mínimo 
necessário à sua sobrevivência. Guarde bem: o princípio do não confisco é 
um princípio de abrangência universal, aplicável a todas as espécies 
tributárias do nosso ordenamento jurídico. 
Alternativa c) Incorreta. Em regra, é proibido à União a concessão de 
incentivo fiscal que não seja uniforme em todo o território nacional ou que 
implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal 
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ou a Município, em detrimento de outro, admitida apenas a concessão, pela 
União, de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do 
desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. Artigo 
151, I, da CF/88. 
Alternativa d) Correta. É exatamente o que dispõe o texto do artigo 145, 
§1º, da CF/88, dispondo que a capacidade contributiva será observada em 
relação aos impostos, sempre que isso for possível de ser implementado por 
lei. O texto do normativo nos diz exatamente que, sempre que possível, os 
impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, 
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, 
respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os 
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 
Alternativa e) Incorreto. Conforme nos diz o artigo 150, §3º, da CF/88, 
as vedações à imunidade recíproca não se aplicam ao patrimônio, à renda e 
aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas regidas 
pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja 
contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem 
exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto 
relativamente ao bem imóvel. 
 
 
 
 
 
 
 
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27 - (FCC/2009/SEFAZ-SP/Agente Fiscal de Rendas/Gestão 
Tributária - Prova 3) Sobre as prescrições constitucionais insertas na 
seção 'Das limitaçõesdo poder de tributar', é correto afirmar: 
a) O princípio da anterioridade não admite qualquer tipo de exceção, uma 
vez que se trata de garantia dos contribuintes. 
b) As operações interestaduais devem ser imunes a qualquer tributação em 
obediência ao princípio da vedação de se estabelecer limitações ao tráfego 
de pessoas ou bens por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, 
ressalvada a cobrança de pedágio. 
c) Em razão da vedação da utilização do tributo com o efeito de confisco, a 
União não pode instituir o Imposto sobre grandes fortunas. 
d) As imunidades ali previstas aplicam-se somente aos impostos. 
e) É defeso cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os houver instituído ou aumentado, devendo essa lei ser 
publicada sempre com um prazo de 90 dias antes do término do exercício 
financeiro anterior àquele em que o tributo será cobrado ou aumentado. 
Alternativa a) Incorreta. Somente o próprio texto constitucional pode 
estipular exceções ao princípio, o que ocorre, por exemplo, para o II, o IE, o 
IPI e o IEG. Ao terem suas alíquotas alteradas, os efeitos podem ser 
sentidos dentro do próprio exercício financeiro em que haja sido publicado o 
ato normativo de alteração, conforme o caso (lei, decreto). 
Alternativa b) Incorreto. As operações interestaduais relativas à 
circulação de mercadorias estão sujeitas ao ICMS, imposto de competência 
estadual e distrital. O princípio da liberdade de tráfego proíbe o 
estabelecimento de limitação ao tráfego de pessoas ou bens por meio de 
tributos interestaduais ou intermunicipais, excetuado a cobrança de pedágio 
em razão da conservação de vias pelo poder público. Artigo 150, V, da 
CF/88. 
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Alternativa c) Incorreta. Esse um dos tributos presentes na competência 
tributária da União, conforme determina o artigo 153, VII, da CF/88. O 
tributo, caso instituído, iria atender perfeitamente ao princípio da isonomia, 
tributando mais quem mais possui renda e/ou patrimônio. 
Alternativa d) Correta. Embora controvertida, a CF/88 realmente 
prescreve as imunidades previstas na seção destinada às limitações do 
poder de tributar apenas aos impostos. As imunidades previstas no artigo 
150, VI, da CF/88 são destinadas apenas a essas espécies tributárias. A 
CF/88, contudo, prescreve algumas imunidades ao longo do seu texto 
referentes a outras espécies tributárias. 
Alternativa e) Incorreta. Não há essa previsão na CF/88, tendo o 
elaborador tentado confundir o candidato mesclando conceitos relativos ao 
princípios da anterioridade e da noventena. 
 
 
28 - (FCC/2006/PGE-RR/Procurador de Estado) É vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
a) estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em 
razão da sua procedência ou do seu destino. 
b) cobrar tributo, assim entendidas as taxas e contribuição de melhoria, 
sobre o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros. 
c) cobrar imposto sobre o patrimônio, a renda ou os serviços das empresas 
públicas e sociedade de economia mista. 
d) cobrar imposto sobre templos de qualquer culto. 
e) cobrar imposto sobre o patrimônio, a renda ou serviços dos partidos 
políticos, independentemente de aplicação dos seus recursos no País e na 
manutenção dos seus objetivos institucionais. 
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Alternativa a) Incorreta. A vedação se aplica apenas aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios, não se aplicando à União, conforme o 
artigo 152 da CF/88. Esse é o chamado princípio da não discriminação 
quanto à procedência ou ao destino. 
³$UW�������e�YHGDGR�aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e 
serviços, de qualquer natureza, em razão de sua 
SURFHGrQFLD�RX�GHVWLQR�´ 
Alternativa b) Incorreta. A vedação contida na imunidade recíproca 
abrange apenas os impostos, não se estendendo às taxas e às contribuições 
de melhoria, que podem ser perfeitamente cobradas por um ente político 
junto a outro, de acordo com o que determina o texto da CF/88 em seu 
DUWLJR������9,��³D´� 
Alternativa c) Incorreta. Os entes políticos, regra geral, podem 
perfeitamente cobrar impostos sobre o patrimônio, as rendas e os serviços 
das empresas públicas e sociedades de economia mista. Somente aquelas 
que prestam serviço de prestação exclusiva e obrigatória pelo Estado podem 
ser alcançadas pela imunidade, como é o caso do Correios, conforme 
decisão proferida pelo STF. Outro exemplo de extensão da imunidade 
recíproca a empresas públicas é o relativo à INFRAERO. 
Outro ponto importante: exceto nos casos em que o STF expressamente 
estendeu a imunidade recíproca a determinada empresa pública ou 
sociedade de econômica mista, para todas as outras entidades, seja ela 
pública ou sociedade de econômica mista, é vedada a extensão daquela 
imunidade. 
 
 
 
 
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Alternativa d) Correta. ,PXQLGDGH�UHOLJLRVD��$UWLJR������9,��³E´��GD�&)���� 
³$UW������ Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
VI - instituir impostos sobre: 
E��WHPSORV�GH�TXDOTXHU�FXOWR�������´ 
Alternativa e) Incorreta. O artigo 14 do CTN determina que, para a 
fruição da imunidade pelos partidos políticos, estes devem obedecer ao que 
está previsto, concomitantemente, em seus três incisos, que assim nos 
dizem em seus textos: 
³$UW������2�GLVSRVWR�QD�DOtQHD�F�GR�LQFLVR�,9�GR�DUWLJR��ž�p�
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas 
entidades nele referidas: 
I ± não distribuírem qualquer parcela de seu 
patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; 
II - aplicarem integralmente, no País, os seus 
recursos na manutenção dos seus objetivos 
institucionais; 
III - manterem escrituração de suas receitas e 
despesas em livros revestidos de formalidades 
capazes de assegurar sua exatidão�´��*ULIRV�QRVVR�� 
 
 
 
 
 
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29 - (FCC/2006/DPE-SP/Defensor Público) "O primeiro caminho para a 
reconstrução dos Direitos Humanos da Tributação é o da efetiva, direta e 
ativa participação de todos os segmentos da sociedade na elaboração, 
fiscalização e controle das regras tributárias. A ideia básica é de eliminar os 
excessos e injustiças da carga tributária, de modo a torná-la equânime e 
efetiva, em harmonia com os princípios da justiça e da racionalidade". 
(Nogueira, Alberto. A reconstrução dos Direitos Humanos na Tributação. Rio 
de Janeiro: Renovar. 1997. p. 411). O princípio da capacidade contributiva: 
a) tem por destinatário imediato o legislador ordinário das pessoas políticas. 
É ele que deve imprimir, nos impostos que cria in abstracto, um caráter 
pessoal, graduando- os conforme a capacidade econômica dos contribuintes. 
b) dirige-se aos poderespúblicos, aos legisladores, aos aplicadores da lei, 
às autoridades e aos juízes e aplica- se a toda espécie de tributos previstos 
na Constituição Federal. 
c) deve observar o valor da taxa, seja de serviço, seja de polícia, 
correspondendo ao custo, ainda que aproximado, da atuação estatal 
específica, demonstrando, assim, uma razoabilidade entre a quantia 
cobrada e o gasto que o poder público teve para prestar aquele serviço 
público. 
d) aplica-se apenas aos tributos cuja progressividade estiver expressa no 
texto da atual Constituição Federal. 
e) leva em conta os princípios da igualdade, a função social da propriedade 
e da dignidade da pessoa humana, e por isso atinge todos os tributos, 
conforme expressa disposição constitucional. 
O artigo 150 da CF/88, em seu §1º, diz o seguinte em seu texto: 
³$UW������������� 
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter 
pessoal e serão graduados segundo a capacidade 
econômica do contribuinte, facultado à administração 
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tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e 
nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as 
DWLYLGDGHV�HFRQ{PLFDV�GR�FRQWULEXLQWH�´ 
Observando o texto do normativo constitucional, podemos perceber que ele 
se destina primariamente ao legislador ordinário, uma vez que é este que 
irá implementar as leis tendentes a verificar, no mundo dos fatos e das 
normas, a correta aplicação do princípio da capacidade contributiva, 
imprimindo normativos que visem a tributar de maneira justa as diferentes 
espécies de sujeitos passivos, tributando igualmente os iguais e 
GHVLJXDOPHQWH�RV�GHVLJXDLV��,VVR�WRUQD�LQFRUUHWD�D�DOWHUQDWLYD�³E´��Mi�TXH�R�
princípio não se destina, precipuamente, aos poderes públicos e nem aos 
aplicadores da lei. 
Por sua vez, o princípio, ainda conforme o texto da CF/88, aplica-se apenas 
aos impostos, em especial aos impostos de caráter pessoal, como o é o 
imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. Isso faz com que 
HVWHMD� LQFRUUHWD� D� DOWHUQDWLYD� ³H´�� XPD� YH]� TXH� R� SULQcípio não se aplica 
indistintamente a todos os tributos, já que, para os chamados tributos reais, 
a capacidade contributiva do sujeito passivo não é um elemento definidor do 
quantum a ser pago por aquele. O imposto sobre a propriedade de veículos 
automotores, por exemplo, leva em consideração apenas a qualidade do 
bem tributado, desconsiderando, exceto no caso das isenções e das 
imunidades, qualquer qualidade do sujeito passivo que vise a reduzir ou não 
a carga tributária sobre a propriedade do bem. 
A alterQDWLYD� ³G´�� SRU� VXD� YH]�� HVWi� LQFRUUHWD� SRU� UHVWULQJLU� R� FDPSR� GH�
atuação do princípio da capacidade contributiva aos tributos progressivos, o 
que não é verdade. Ele pode ser aplicado independentemente dessa 
qualidade, embora, para esse tipo de tributo, seja o mais comum. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
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30 ± (FCC/2009/MPE-SE/Analista do Ministério Público) Ao dispor 
sobre as limitações ao poder de tributar, estabelece a Constituição da 
República que é vedado aos entes da Federação: 
a) instituir isenções de tributos da competência uns dos outros, ressalvada a 
hipótese de a União instituir isenção de tributos estaduais, com vistas a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as 
diferentes regiões do país. 
b) cobrar tributos antes de decorridos noventa dias da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, exceto para casos 
expressamente referidos na Constituição, como o do imposto sobre 
produtos industrializados. 
c) cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada 
a lei que os instituiu ou aumentou, o que não se aplica, no entanto, em 
alguns casos, como o do imposto sobre a renda ou proventos de qualquer 
natureza. 
d) instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em 
situação equivalente, admitida apenas distinção em razão de ocupação 
profissional ou função por eles exercida, conforme denominação jurídica dos 
rendimentos, títulos ou direitos. 
e) instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros, 
estendendo-se esta vedação às autarquias e às fundações instituídas ou 
mantidas pelo poder público, no que se refere a patrimônio, renda e 
serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decorrentes. 
Alternativa a) Incorreta. A CF/88 veda a concessão de isenções 
heterônomas, não sendo vedada apenas em relação aos tributos estaduais, 
mas em relação a todos os tributos dos demais entes políticos entre si. Veja 
o texto do artigo 151, I, da CF/88: 
 
 
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³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR� 
 (...) 
III - instituir isenções de tributos da competência dos 
(VWDGRV��GR�'LVWULWR�)HGHUDO�RX�GRV�0XQLFtSLRV�´ 
Alternativa b) Incorreta. O texto está perfeito com o que dispõe o artigo 
����� ,,,�� ³F´�� GD� &)����� H[FHWR� HP� UHODomR� j� H[FHomR�� (VVH� p� XP� GRV�
princípios aos quais o IPI se sujeita, qual seja, o princípio da noventena 
tributária. O mesmo não está sujeito, por exemplo, ao princípio da 
anterioridade. Desse modo, uma determinada alteração da alíquota do IPI, 
majorando o tributo, poderá ser cobrada ainda dentro do mesmo exercício 
financeiro, desde que já decorrido noventa dias entre a data da publicação 
da lei majoradora e a efetiva cobrança do tributo. 
Alternativa c) Incorreta. Mais uma vez a redação da alternativa está 
SHUIHLWD�� FRQIRUPH� R� DUWLJR� ����� ,,,�� ³E´�� GD� &)����� PDV� R� H[HPSOR� HVWi�
incorreto, uma vez que o IR se sujeita ao princípio da anterioridade, mas 
não ao da noventena. 
Alternativa d) Incorreta. Conforme o artigo 150, II, da CF/88, não são 
admitidas distinções em razão de ocupação profissional ou função exercida 
pelos sujeitos passivos, bem como quanto à denominação jurídica dos 
rendimentos, títulos ou direitos. 
³$UW�������6em prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
(...); 
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se 
encontrem em situação equivalente, proibida qualquer 
distinção em razão de ocupação profissional ou função por 
eles exercida, independentemente da denominação jurídica 
GRV�UHQGLPHQWRV��WtWXORV�RX�GLUHLWRV�´ 
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Alternativa e) Correta. 3HUIHLWD�DSOLFDomR�GR�DUWLJR������9,��³D´�H�†�ž��GD�
CF/88. 
³$UW�������6HP�SUHjuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: (...) 
VI - instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
(...) 
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às 
autarquias e às fundações instituídas e mantidaspelo Poder 
Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos 
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às 
GHODV�GHFRUUHQWHV�´ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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31 - (FCC/2009/SEFAZ-SP/Agente Fiscal de Rendas/Prova 2) Uma 
empresa de produtos de luxo sediada em São Paulo adquire mercadoria de 
importadora situada no Estado de Santa Catarina. Considerando 
hipoteticamente que a alíquota do ICMS no Estado de Santa Catarina para 
este tipo de mercadoria é de 25% e que no Estado de São Paulo é de 18%, 
a empresa sediada em São Paulo se credita de ICMS incidente sobre este 
tipo de operação amparada especificamente no princípio constitucional da: 
a) seletividade, em razão da essencialidade do produto. 
b) legalidade, porque deve haver previsão expressa em lei autorizando este 
mecanismo contábil de crédito-débito. 
c) isonomia, que assegura mesmo tratamento tributário para contribuintes 
que estejam numa mesma situação, independentemente do lugar da 
ocorrência do fato gerador. 
d) vedação ao confisco, impedindo a bitributação sobre uma mercadoria. 
e) não-cumulatividade, na qual é assegurada a dedução correspondente aos 
montantes cobrados nas operações anteriores. 
Conforme a sistemática da não-cumulatividade, compensa-se o que for 
devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação 
de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro 
Estado ou pelo Distrito Federal. Esse princípio está contido no artigo 155, 
§2º, I, da CF/88. 
Uma vez que a empresa sediada no Estado de São Paulo se credita do ICMS 
pago ao Estado de Santa Catarina quanto da aquisição de mercadorias, 
estaremos diante do princípio da não-cumulatividade, que é aplicada aos 
tributos de incidência cumulativa, como o ICMS e o IPI. 
Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão. 
 
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32 - (FCC/2009/SEFAZ-SP/Agente Fiscal de Rendas/Prova 2) Da 
verificação de que o lançamento é o procedimento administrativo destinado 
a constituir o crédito tributário e que o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, 
ainda que posteriormente modificada ou revogada, é possível identificar o 
cumprimento do princípio constitucional da: 
a) irretroatividade tributária. 
b) anterioridade anual. 
c) anterioridade nonagesimal. 
d) isonomia tributária. 
e) capacidade contributiva. 
Uma vez que estamos diante da aplicação de uma norma já revogada a um 
fato acontecido anteriormente à revogação da mesma, fica claro o 
cumprimento do princípio da irretroatividade da lei nova aos fatos geradores 
ocorridos anteriormente à vigência da nova lei tributária. Aos fatos 
geradores ocorridos em um determinado ano será aplicada a lei vigente 
nesse ano, ainda que esta já tenha sido revogada ou modificada. A nova lei 
se aplica apenas aos fatos geradores ocorridos posteriormente à sua 
publicação, em atendimento ao princípio da irretroatividade. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
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33 - (FCC/2006/SEFAZ-PB/Auditor Fiscal de Tributos 
Estaduais/Prova 2) Aplica-se o princípio da anterioridade nonagesimal 
(noventena criada pela Emenda Constitucional nº 42 de 19/12/2003) ao 
imposto sobre: 
a) operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores 
mobiliários. 
b) renda e proventos de qualquer natureza. 
c) importação de produtos estrangeiros. 
d) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados. 
e) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de 
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 
São exceções ao princípio da noventena os seguintes tributos: 
¾ II, IE, IOF e IR± Artigo 153, I, II, III e IV; 
¾ Impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± Artigo 154, II; 
¾ Empréstimos compulsórios nos casos de calamidade pública, guerra 
externa ou sua iminência ± Artigo 148, I; 
¾ Fixação da base de cálculo do IPVA ± Artigo 155, III; 
¾ Fixação de base de cálculo do IPTU ± Artigo 156, I. 
Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
 
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34 - (FCC/2006/SEFAZ-PB/Auditor Fiscal de Tributos 
Estaduais/Prova 2) A Constituição Federal relaciona os impostos que 
podem ser criados pelos entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios) e atribui competência residual tributária: 
a) à União para criar, através de lei complementar, novos impostos, desde 
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
b) ao Distrito Federal para criar, através de lei ordinária, novos impostos, 
desde que sejam não-cumulativos e não tenham hipótese de incidência e 
fato imponível próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
c) aos Estados, para os quais estão reservadas as competências que não 
sejam vedadas pela Constituição Federal. 
d) aos Municípios, para criar, através de lei, novos impostos, desde que 
sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo 
próprios dos discriminados na Constituição Federal. 
e) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para criarem, através de 
lei, novos impostos, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato 
gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição 
Federal. 
Essa questão tratou apenas do que consta no artigo 154, I, da CF/88, que 
concedeu à União a competência para a instituição de impostos residuais, 
desde que estes sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base 
de cálculo próprias dos impostos já discriminados no corpo da CF/88. 
³$UW�������$�8QLmR�SRGHUi�LQVWLWXLU� 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no 
artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não 
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos 
discriminados nesta Constituição; 
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II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos 
extraordinários, compreendidos ou não em sua competência 
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, 
FHVVDGDV�DV�FDXVDV�GH�VXD�FULDomR�´ 
Nenhum outro ente, em situação alguma, poderá criar outros tributos além 
dos já previstos expressamente no corpo da CF/88. Ao criar os impostos 
residuais, a União deverá sempre utilizar a lei complementar, conforme 
expressa disposição constitucional. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
35 - (FCC/2008/MPE-PE/Promotor de Justiça)É exceção aos 
princípios da anterioridade, mas deve obediência ao princípio da 
anterioridade nonagesimal, o imposto sobre 
a) a renda e proventos de qualquer natureza. 
b) serviços de qualquer natureza. 
c) importação. 
d) operações de câmbio e valores mobiliários. 
e) produtos industrializados. 
Mais uma vez a nossa figurinha vai nos socorrer nessa questão, e agora 
quanto às exceções a dois princípios simultaneamente. Dessa vez temos 
que buscar o tributo que seja, ao mesmo tempo, uma exceção ao princípio 
da anterioridade e não seja ao princípio da anterioridade nonagesimal. 
Veja novamente a figura elaborada por nós: 
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Assim, resta como correta a alternativa "e", gabarito da questão. 
 
 
36 - (FCC/2007/TRF-2R/Analista Judiciário/Área Judiciária - 
Execução de Mandados) Em matéria de princípios gerais e das limitações 
ao poder de tributar, assinale a alternativa correta. 
a) O princípio da não-cumulatividade não é geral, sendo aplicado apenas 
nos impostos sobre produtos industrializados (IPI), circulação de mercadoria 
(ICMS) e nos eventuais criados pela União, na sua competência residual. 
b) Não é necessário que o tributo da União seja igual em todo o território 
nacional, com distinção entre Estados, Distrito Federal e Municípios. 
c) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir 
impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros, vedadas as 
taxas. 
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d) Os subsídios, isenções, anistia ou remissão relativos ao tributos podem 
ser concedidos pelo Chefe do Executivo, a seu critério, por decreto, se 
houver interesse público. 
e) A União poderá tributar a remuneração e os proventos dos respectivos 
agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e 
para seus agentes. 
Alternativa a) Correta. O princípio da não-cumulatividade, assim como 
outros presentes no corpo da CF/88, não é aplicado a todos os tributos, 
uma vez que muitos deles não possuem as características necessárias à 
aplicação dos mesmos, já que são tributos de incidência monofásica, tendo 
como exemplo o IPVA e o ITCMD. Por sua vez, os impostos que permitem a 
aplicação do princípio da não-cumulatividade são exatamente o ICMS, o IPI 
e os eventuais impostos residuais criados pela União, uma vez que é há 
cláusula expressa na CF/88 que obriga isso, presente no artigo 154, I. 
³$UW�������$�8QLmR�SRGHUi�LQVWLWXLU� 
I - mediante lei complementar, impostos não 
previstos no artigo anterior, desde que sejam não-
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de 
cálculo próprios dos discriminados nesta 
Constituição; 
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos 
extraordinários, compreendidos ou não em sua competência 
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, 
FHVVDGDV�DV�FDXVDV�GH�VXD�FULDomR�´��*ULIRV�QRVVR�� 
Alternativa b) Incorreta. Conforme o princípio da uniformidade 
geográfica, é vedado à União instituir tributo que não seja uniforme em todo 
o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, 
admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o 
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equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do 
País. Artigo 151, I, da CF/88. 
Alternativa c) Incorreta. É exatamente o contrário, sendo permitida a 
instituição de taxas sobre o patrimônio, as rendas e os serviços dos entes 
políticos. A proibição se aplica apenas aos impostos, conforme o artigo 150, 
9,��³D´��GD�&)���� 
Alternativa d) Incorreta. Qualquer subsídio ou isenção, redução de base 
de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a 
impostos, taxas ou contribuições, somente poderão ser concedidos 
mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule 
exclusivamente as matérias enumeradas ou o correspondente tributo ou 
contribuição, sem prejuízo do disposto no artigo 155, § 2º, XII, g, da CF/88. 
Artigo 150, §6º, da CF/88. 
³$UW����������� 
§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de 
cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou 
remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só 
poderá ser concedido mediante lei específica, federal, 
estadual ou municipal, que regule exclusivamente as 
matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou 
contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, 
;,,��J�´ 
Alternativa e) Incorreta. Conforme o artigo 151, II, da CF/88, é vedado à 
União tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos 
dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para 
suas obrigações e para seus agentes. 
³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR� 
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I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência 
em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em 
detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos 
fiscais destinados a promover o equilíbrio do 
desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes 
regiões do País; 
II - tributar a renda das obrigações da dívida pública 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
bem como a remuneração e os proventos dos 
respectivos agentes públicos, em níveis superiores 
aos que fixar para suas obrigações e para seus 
agentes; 
III - instituir isenções de tributos da competência dos 
(VWDGRV��GR�'LVWULWR�)HGHUDO�RX�GRV�0XQLFtSLRV�´ 
 
 
37 - (FCC/2007/TRF-3ª Região/Analista Judiciário/Área Judiciária) 
Nos termos da Constituição Federal, cuidando-se de matéria relativa à 
limitação do poder de tributar, NÃO é vedado: 
a) à União, dentre outras hipóteses, instituir isenções de tributos de 
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
b) aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença 
tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão de sua 
procedência ou destino. 
c) à União, aos Estados e aos Municípios, cobrar tributos em relação a fatos 
geradores ocorridos depois do início da vigência da lei que os houver 
instituído ou aumentado. 
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d) aos Municípios utilizar tributo com efeito de confisco e instituir impostos 
sobre templos de qualquer culto. 
e) ao Distrito Federal instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e o 
papel destinado a sua impressão. 
Alternativa a) Incorreto. Há vedação expressa no texto da CF/88 em seu 
artigo151, III, da CF/88. 
³$UW�������e�YHGDGR�j�8QLmR� 
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência 
em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em 
detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos 
fiscais destinados a promover o equilíbrio do 
desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes 
regiões do País; 
II - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a 
remuneração e os proventos dos respectivos agentes 
públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas 
obrigações e para seus agentes; 
III - instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios�´ 
Alternativa b) Incorreta. A vedação se encontra no artigo 152 da CF/88. 
³$UW�������e�YHGDGR�DRV�(VWDGRV��DR�'LVWULWR�)HGHUDO�H�DRV�
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e 
serviços, de qualquer natureza, em razão de sua 
SURFHGrQFLD�RX�GHVWLQR�´ 
 
 
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Alternativa c) Correta. O que não é permitido pela CF/88, em razão do 
princípio da irretroatividade, é cobrar tributos em relação a fatos geradores 
ocorridos ANTES do início da vigência da lei que os houver instituído ou 
aumentado. Depois, regra geral, há a permissão. 
Alternativa d) Incorreta. A vedação consta no artigo 150, IV, da CF/88, 
que nos fala sobre o princípio do não-confisco tributário. A segunda parte, 
por sua vez, fala-nos sobre a imunidade religiosa, constante no artigo 150, 
9,��³E´��GD�&)����� 
Alternativa e) Incorreta. Esta é a famosa imunidade cultural, que veda a 
instituição de tributos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à 
sua impreVVmR��FRQIRUPH�R�DUWLJR������9,��³G´��GD�&)����� 
 
 
38. (FCC/TRF 3º/ Analista Judiciário/2014 ± com adaptações) A 
partir da noção acerca das limitações constitucionais ao poder de tributar: 
(A) a anterioridade da lei tributária é uma regra que deve ser aplicada no 
caso de modificação da lei que veicula tributo, salvo as exceções 
constitucionais. 
(B) limitam o exercício da capacidade tributária ativa para instituir ou 
modificador tributos, sendo considerados verdadeiros direitos fundamentais 
do contribuinte. 
(C) a legalidade é uma regra absoluta quando se trata de instituição, 
majoração e redução de tributos, por alteração de base de cálculo ou de 
alíquota, salvo as exceções constitucionais. 
(D) na alteração que implique redução de tributo, beneficiando o 
contribuinte quer por alteração de base de cálculo, quer por alteração de 
alíquota, não se aplicam as regras da legalidade, anterioridade e 
irretroatividade. 
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(E) a irretroatividade da lei tributária é uma regra absoluta, independente 
de benefício ou prejuízo para o contribuinte. 
Alternativa a) Correta. A regra é sempre a aplicação do princípio da 
DQWHULRULGDGH�WULEXWiULD�SUHYLVWR�QR�DUWLJR������,,,��³E´��GD�&)�����&RQWXGR��
essa regra pode ser excepcionada, caso em que alguns tributos não 
necessitam obedecer ao dispositivo constitucional. Esse princípio, por sua 
vez, se volta para todos os Entes Federativos, e em relação a todos os 
tributos por eles instituídos, RESSALVADAS AS EXCEÇÕES EXPRESSAMENTE 
PREVISTAS NA CF/88, como comentei. A previsão das exceções está contida 
QRV� DUWLJRV� ����� †�ž�� ����� ,�� ����� †�ž�� ����� †�ž�� ,,�� ³E´� H� ����� †�ž�� ,9, 
todos da CF/88. 
Alternativa b) Incorreta. As limitações constitucionais ao poder de 
tributar limitam o exercício da COMPETÊNCIA tributária, e não da 
capacidade tributária ativa, que é apenas indiretamente afetada. A 
competência tributária é o poder conferido constitucionalmente aos entes 
políticos para instituir ou modificador tributos, e as limitações a esse poder 
são considerados verdadeiros direitos fundamentais do contribuinte. 
Alternativa c) Incorreta. Se a regra possui exceções, ela não é absoluta. 
O princípio da legalidade é aplicado, regra geral, a todos os tributos, mas 
encontra algumas exceções no texto constitucional que excepcionam a sua 
aplicação à integralidade dos tributos. Entre as quatro exceções ao princípio 
da legalidade estão as previstas no artigo 153, §1º, da CF/88, relativamente 
às alterações de alíquotas dos chamados impostos extrafiscais (II, IE, IOF e 
IPI). 
Alternativa d) Incorreta. Ainda que para beneficiar o contribuinte, todas 
as alterações de base de cálculo e de alíquota de tributos devem obedecer 
aos princípios da legalidade, da anterioridade e da irretroatividade. Quanto 
aos princípios da legalidade e da anterioridade, o texto constitucional prevê 
exceções, conforme comentado na alternativa anterior. 
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Alternativa e) Incorreta. A irretroatividade da lei tributária é, em regra, 
sempre aplicável, possuindo exceções apenas quanto ao que consta no 
artigo 106 do CTN, cujo texto é o seguinte: 
³$UW�������$�OHL�DSOLFD-se a ato ou fato pretérito: 
I - em qualquer caso, quando seja expressamente 
interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração 
dos dispositivos interpretados; 
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: 
a) quando deixe de defini-lo como infração; 
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer 
exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido 
fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento 
de tributo; 
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a 
prevista na lei vigente ao tempo da sXD�SUiWLFD�´ 
Na criação ou majoração de tributos, o princípio não comporta exceções, 
devendo ser aplicado em sua integralidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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39. (FCC/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal/2014) Relativamente aos tributos 
estaduais que podem ser instituídos pelo Estado do Rio de Janeiro, NÃO está 
sujeito ao princípio da anterioridade nonagesimal, também chamada de 
SULQFtSLR�GD�³QRYHQWHQD´: 
(A) o aumento da alíquota do ITD, nas doações de bens localizados no 
exterior. 
( B) a fixação da base de cálculo do IPVA. 
(C) a majoração da alíquota do ICMS, relativamente às prestações de 
serviços de comunicação, quando esse imposto tiver de ser retido 
antecipadamente, por substituição tributária. 
(D) a instituição de taxa para atender a despesas extraordinárias urgentes, 
decorrentes de calamidade pública, ocasionada por convulsões sociais. 
(E) a inclusão de determinadas operações com mercadorias na sistemática 
da retenção antecipada do ICMS por substituição tributária. 
De acordo com a figura apresentada exaustivamente nessa aula de hoje, 
temos as seguintes exceções ao principio da anterioridade nonagesimal: 
 
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Assim, resta como correta a alternativa "b", gabarito da questão, tendo em 
vista que a fixação da base de cálculo do IPVA não está sujeita ao principio 
da noventena tributária. 
 
 
 
 
 
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40. (FCC/MPRN/Procurador/2014) Em relação ao princípio 
constitucional da anterioridade, é correto afirmar: 
(A) Por sua natureza de remuneração de serviços públicos, a instituição ou 
majoração das taxas não está sujeita à aplicação do princípio da 
anterioridade. 
(B) A elevação de alíquota de tributo pela própria Constituição Federal ou 
Emenda à Constituição prescinde da observância do princípio da 
anterioridade. 
(C) A edição de lei que prorroga a aplicação de lei temporária que prevê a 
aplicação de alíquota majorada de ICMS não está sujeita ao princípio da 
anterioridade. 
(D) A exigência de tributo uma vez revogada uma isenção está sujeita ao 
princípio da anterioridade. 
(E) A prorrogação, por meio de lei complementar, do termo inicial para que 
contribuintes se beneficiem do creditamento amplo de ICMS relativo às 
aquisições de materiais de uso e consumo deve ser formalizada com o 
mínimo de 90 dias antes do término do ano-calendário para que possa surtir 
efeito a partir de 1o de Janeiro do ano-calendário seguinte. 
Alternativa a) Incorreta. As exceções ao princípio da anterioridade do 
exercício financeiro estão presentes no artigo 150, §1º, da CF/88, entre as 
quais não estão presentes quaisquer tipos de taxas. Logo, todas as taxas 
devem sempre observar esse princípio. 
Alternativa b) Incorreta. Inicialmente, a CF/88 ou qualquer emenda 
constitucional não fixam quaisquer alíquotas de tributos, ainda que sejam 
federais. Quem tem essa atribuição, em razão de competência tributária 
atribuída pela CF/88, são as leis próprias de cada ente político. Só isso já 
seria suficiente para tornar a alternativa incorreta, contudo, esse, a meu 
ver, não foi o cerne da questão, que solicitou a aplicação do princípio da 
anterioridade à elevação de alíquotas. 
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Ainda que pudessem ser elevadas (e mesmo fixadas pela CF/88 ± exceto no 
caso de fixação de alíquotas mínimas do ISS, conforme o artigo 88 do 
ADCT), e a menos que houvesse disposição expressa na CF/88, as novas 
alíquotas não deveriam obedecer às limitações constitucionais presentes no 
texto da CF/88, vez que tais disposições são direcionadas, sobretudo, ao 
legislador ordinário. 
Alternativa c) Correta. Outra importante decisão do STF, já cobrada 
literalmente em provas de concurso, dispõe sobre a simples prorrogação de 
prazo de aplicação de alíquota anteriormente publicada e já vigente, não 
sendo necessária obediência ao princípio da anterioridade para que seja 
novamente aplicável. Segue a sua transcrição: 
³(...) A Lei paulista 11.813/04 apenas prorrogou a cobrança 
do ICMS com a alíquota majorada de 17 para 18%, criada 
pela Lei paulista 11.601/2003. 2. O prazo nonagesimal 
previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal 
somente deve ser utilizado nos casos de criação ou 
majoração de tributos, não na hipótese de simples 
prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. 3. 
Recurso extraordinário conhecido e provido para possibilitar 
a prorrogação da cobrança do ICMS com a alíquota 
PDMRUDGD���5(��������63��GH�������������´ 
³(...). 2. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento 
segundo o qual a prorrogação da data originariamente 
prevista para vigorar o tributo não equivale a sua instituição 
ou majoração, razão pela qual a anterioridade nonagesimal 
não incide nessa hipótese. (RE 537688 AgR/RS, de 
������������´ 
Prorrogar o prazo de aplicação de uma alíquota mais gravosa já existente 
não altera em nada a carga tributária que já vinha sendo suportada pelo 
contribuinte. Logo, a prorrogação do prazo de vigência de uma alíquota já 
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previamente existente não necessita de obediência ao princípio da 
anterioridade anual. 
Alternativa d) Incorreta. A revogação de uma isenção incondicionada, 
ainda que venha a aumentar a carga tributária a ser suportada, não se 
submete ao princípio da anterioridade, uma vez que o tributo já era 
existente ao tempo da concessão, sendo conhecido do contribuinte que 
passará a suportar o ônus tributário advindo com a revogação da isenção. 
Assim, passa a ser imediatamente exigido o tributo outrora isentado pelo 
legislador, caso a lei não preveja de outro modo. Esse entendimento está 
presente em decisão do STF, a qual transcrevo abaixo: 
³(0(17$� ± CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO. 
REVOGAÇÃO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. I. Revogada 
a isenção, o tributo volta a ser imediatamente exigível. 
Em caso assim, não há de se observar o princípio da 
anterioridade, dado que o tributo já é existente. (RE 
�������(6��GH�����������´��*ULIRV�QRVVR�� 
Alternativa e) Incorreta. O creditamento amplo de ICMS relativo às 
aquisições de materiais de uso e consumo é regulado por meio da lei 
complementar nº 87, de 1996, a famosa Lei Kandir, a lei complementar de 
normas gerais do ICMS, mais especificamente no seu artigo 33. 
O creditamento nada mais é do que a possibilidade dos contribuintes 
puderem compensar os créditos do ICMS devidos na entrada de bens 
destinados ao uso ou consumo no seu estabelecimento com débitos devidos 
em razão da saída de mercadorias ou da prestação de serviços. 
Como não se trata de majoração ou instituição de nova carga tributária para 
o sujeito passivo, esse tipo de creditamento, regulado por meio de lei 
complementar, não necessita obedecer ao princípio da anterioridade, seja 
ele anual ou nonagesimal. 
 
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41. (FCC/Prefeitura de Cuiabá/Auditor Fiscal/2014) Visando ao 
aumento da arrecadação municipal, a Secretaria de Finanças de Cuiabá 
elaborou diversas propostas de lei ordinária a serem encaminhadas à 
Câmara Municipal. A proposta que NÃO afronta o disposto na Constituição 
Federal é: 
(A) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o serviço 
de coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis 
localizados tanto no perímetro urbano, como na área rural do município, 
cuja base de cálculo não pode ser a mesma utilizada para a cobrança do 
IPTU. 
(B) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de coleta 
de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados no 
perímetro urbano do município, cuja base de cálculo será o valor venal dos 
imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta. 
(C) Instituir em 2014 e cobrar somente em 2015 nova taxa específica sobre 
o serviço de coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de 
imóveis localizados tanto no perímetro urbano, como na área rural do 
município, cuja base de cálculo será o valor venal dos imóveis que vierem a 
ser beneficiadoscom o serviço de coleta. 
(D) Instituir e cobrar em 2014 nova taxa específica sobre o serviço de 
coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de imóveis 
localizados no perímetro urbano do município, cuja base de cálculo não 
pode ser a mesma utilizada para a cobrança do IPTU. 
(E) Instituir em 2014 e cobrar em 2015 nova taxa específica sobre o 
serviço de coleta de lixo de materiais eletrônicos dos proprietários de 
imóveis localizados no perímetro urbano do município, cuja base de cálculo 
será o valor venal dos imóveis que vierem a ser beneficiados com o serviço 
de coleta. 
 
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As exceções aos princípios da anterioridade do exercício financeiro e 
nonagesimal estão presentes no artigo 150, §1º, da CF/88, entre as quais 
não estão presentes quaisquer tipos de taxas. Logo, todas as taxas devem 
sempre observar esses dois princípios. 
Desse modo, uma taxa instituída em 2014 somente poderia vir a ser 
cobrada em 2015, e desde que observado o intervalo mínimo de noventa 
dias entre a data da publicação da lei e entrada em vigor dos seus efeitos 
WULEXWiULRV��FRQIRUPH�GHWHUPLQDP�DV�DOtQHDV�³E´�H�³F´�GR�LQFLVR�,,,�GR�DUWLJR�
150 da CF/88. 
Por sua vez, o artigo 145, §2º, da CF/88, dispõe que as taxas não poderão 
ter base de cálculo própria de impostos. A taxa específica que se deseja 
criar incide no caso de prestação do serviço de coleta de lixo de materiais 
eletrônicos dos proprietários de imóveis localizados tanto no perímetro 
urbano, como na área rural do município. 
Essa taxa, contudo, não poderá ter como base de cálculo, por exemplo, a 
mesma utilizada para o cálculo do IPTU, qual seja, o valor venal dos imóveis 
que vierem a ser beneficiados com o serviço de coleta, vez que afrontaria 
de morte o disposto no artigo 145, §2º, da CF/88. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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42. (FCC/SEFAZ-PE/Auditor Fiscal/2014) Sobre os princípios 
constitucionais tributários, é correto afirmar: 
(A) Revogada a isenção de um tributo, não se restabelece imediatamente a 
sua exigibilidade, pois deve-se observar o princípio da anterioridade. 
(B) A substituição legal dos fatores de indexação de correção monetária dos 
tributos não se submete ao princípio da anterioridade. 
(C) As contribuições devidas aos conselhos profissionais não possuem 
natureza tributária e, por isso, a sua instituição e majoração não devem 
observar o princípio da legalidade tributária. 
(D) A instituição dos emolumentos cartorários pelo Tribunal de Justiça, por 
não possuir natureza tributária, não viola o princípio da legalidade 
tributária. 
(E) A definição de vencimento das obrigações tributárias sujeita-se ao 
princípio da legalidade tributária. 
Alternativa a) Incorreta. A revogação de uma isenção tributária não se 
equipara à majoração da carga tributária, motivo pelo qual não se submete 
ao princípio da anterioridade, seja ele anual ou nonagesimal. Assim, passa a 
ser imediatamente exigido o tributo outrora isentado pelo legislador, caso a 
lei não preveja de outro modo. Esse entendimento está presente em decisão 
do STF, a qual transcrevo abaixo: 
³EMENTA ± CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO. 
REVOGAÇÃO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. I. Revogada 
a isenção, o tributo volta a ser imediatamente exigível. Em 
caso assim, não há de se observar o princípio da 
anterioridade, dado que o tributo já é existente. (RE 
�������(6��GH�����������´��*ULIRV�QRVVR� 
 
 
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Alternativa b) Correta. Esse entendimento consta no RE 200844, de 
16/08/2002, cuja decisão é a seguinte: 
³Substituição legal dos fatores de indexação ± alegada 
ofensa às garantias constitucionais do direito adquirido e da 
anterioridade tributária ± inocorrência ± simples atualização 
monetária que não se confunde com majoração do tributo. 
(...) A modificação dos fatores de indexação, com base em 
legislação superveniente, não constitui desrespeito a 
situações jurídicas consolidadas (CF, art. 5º, XXXVI), nem 
transgressão ao postulado da não surpresa, 
instrumentalmente garantido pela cláusula da anterioridade 
WULEXWiULD��&)��DUW�������,,,��E��´ 
Alternativa c) Incorreta. Diferentemente do que dispõe o texto da 
alternativa, as contribuições devidas aos conselhos profissionais possuem 
natureza tributária e, por isso, a sua instituição e majoração devem 
observar o princípio da legalidade tributária. A exceção fica por conta 
apenas das contribuições devidas à OAB, que, em razão da sua natureza, 
não são consideradas tributos, não se submetendo a tais princípios. 
Quanto ao primeiro grupo, que possuem natureza tributária, o 
entendimento está presente no ARE 640937/PR, de 23/08/2011, do STF, 
cujo texto é o seguinte: 
³As contribuições anualmente devidas aos conselhos de 
fiscalização profissional possuem natureza tributária e, 
desse modo, sujeitam-se ao princípio da legalidade 
tributária, previsto no art. 150, I, da Lei Maior. II ± O 
Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 1.717/DF, Rel. 
Min. Sidney Sanches, declarou a inconstitucionalidade de 
dispositivo legal que autorizava os conselhos de fiscalização 
SURILVVLRQDO�D�IL[DU�VXDV�FRQWULEXLo}HV�DQXDLV�´ 
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Quanto à contribuição devida à OAB, grande discussão existe em relação 
àquela, com alguns entendendo que a contribuição possui natureza 
tributária, enquanto outros doutrinadores entendem que não há essa 
natureza. Diante disso, também, muitos autores separam a natureza 
jurídica das demais entidades da conferida à OAB, o que fez com que o STJ 
concluísse que a contribuição devida à OAB não teria natureza tributária. 
Veja a seguinte decisão: 
³1. Embora definida como autarquia profissional de regime 
especial ou sui generis, a OAB não se confunde com as 
demais corporações incumbidas do exercício profissional. 
2. As contribuições pagas pelos filiados à OAB não têm 
natureza tributária. (REsp �������35��GH�������������´ 
Alternativa d) Incorreta. Os emolumentos cartorários possuem natureza 
tributária de taxas, estando submetidos a todos os princípios constitucionais 
tributários. Esse entendimento consta, entre outros, no ADI 1709/MT, de 
10/02/2000, do STF, que assim dispõe: 
³A instituição dos emolumentos cartorários pelo Tribunal de 
Justiça afronta o princípio da reserva legal. Somente a lei 
pode criar, majorar ou reduzir os valores das taxas 
judiciárias. Precedentes. 4. Inércia da União Federal em 
editar normas gerais sobre emolumentos. Vedação aos 
Estados para legislarem sobre a matéria com fundamento 
HP�VXD�FRPSHWrQFLD�VXSOHPHQWDU�´ 
Alternativa e) Incorreta. A definição de vencimento do prazo para 
pagamento de tributos, bem como a instituição de obrigações tributárias 
acessórias, não está elencada no artigo 97, não estando, assim, submetidasao princípio da legalidade, podendo ser livremente estipuladas por 
normativos infralegais, como Decretos do Poder Executivo. Veja o que nos 
diz o STF sobre o tema da fixação do prazo de recolhimento de tributos: 
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³Segundo orientação firmada por esta Suprema Corte, a 
fixação do prazo de recolhimento de tributo pode ser 
realizada por norma infraordinária, isto é, sem o rigor do 
processo legislativo próprio de lei em sentido estrito. Se a 
redução abrupta do prazo de recolhimento implicou a 
majoração artificial do montante real devido, eventual 
violação constitucional ocorreria em relação à capacidade 
contributiva (equilíbrio base de cálculo ' critério material), à 
segurança jurídica e à proibição do uso de tributo com 
efeito confiscatório, mas não em relação à regra da 
OHJDOLGDGH���5(��������$J5�63��GH�������������´ 
 
 
43. (FCC/TCE-GO/ACE-Jurídica/2014) Considere os seguintes impostos 
sobre: 
I. importação de produtos estrangeiros; 
II. exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; 
III. renda e proventos de qualquer natureza; 
IV. produtos industrializados; 
V. propriedade territorial rural; 
VI. operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores 
mobiliários. 
De acordo com a Constituição Federal, é vedado à União cobrar tributos no 
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou. Esta vedação não se aplica APENAS aos impostos previstos 
em: 
 
 
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(A) I, II, IV e VI. 
(B) I, II e III. 
(C) II, IV, V e VI. 
(D) I, IV e V. 
(E) I, II, IV e V. 
De acordo com a CF/88, temos como exceções ao princípio da anterioridade 
os seguintes tributos: 
¾ Alteração das alíquotas do II, IE, IOF e IPI (os chamados 
impostos com função extrafiscal) ± Artigo 153, I, II, IV e V; 
¾ Instituição dos impostos Extraordinários de Guerra (IEG) ± 
Artigo 154, II; 
¾ Instituição de empréstimos compulsórios nos casos de 
calamidade pública, guerra externa ou sua iminência ± Artigo 
148, I; 
¾ Instituição das Contribuições parafiscais para a seguridade 
social, ou alteração de suas alíquotas ± Artigo 195, §6º; 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas da CIDE-
Combustíveis ± $UWLJR������†�ž��,��³E´� 
¾ Alteração (redução e restabelecimento) das alíquotas do ICMS 
- Monofásico, relativo aos combustíveis e lubrificantes ± Artigo 
155, §4, IV. 
Assim, resta como correta a alternativa "a", gabarito da questão. 
 
 
 
 
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44. (FCC/ManausPrev/Procurador Autárquico/2015) O Município de 
Manaus, desejando promover o aumento da base de cálculo do IPTU 
incidente sobre a propriedade de imóveis localizados em seu território, 
deverá elaborar norma jurídica que atenda, dentre outros, aos princípios 
constitucionais da 
(A) legalidade, noventena (ou anterioridade nonagesimal) e irretroatividade. 
(B) legalidade, anterioridade e noventena (ou anterioridade nonagesimal). 
(C) anterioridade, noventena (ou anterioridade nonagesimal) e 
irretroatividade. 
(D) legalidade, anterioridade e irretroatividade. 
(E) legalidade, anterioridade, noventena (ou anterioridade nonagesimal) e 
irretroatividade. 
De acordo com o artigo 150, §1º, da CF/88, é exceção ao princípio da 
noventena, entre outros casos, as alterações da base de cálculo do IPTU e 
do IPVA. Desse modo, uma lei que altere a base de cálculo do tributo e que 
seja publicada, por exemplo, em 30 de dezembro de 2014 já poderá surtir 
efeitos em 1º de janeiro de 2015, tendo em vista a obediência, entre 
outros, ao princípio da anterioridade anual. 
Além do princípio da anterioridade anual, as alterações da base de cálculo 
do IPTU devem estrita obediência aos princípios da legalidade (uma vez que 
as alterações devem ocorrer sempre por meio de lei em sentido estrito) e da 
irretroatividade (uma vez que somente alcançam fatos geradores futuros ou 
em curso de constituição). 
Assim, resta como correta a alternativa "d", gabarito da questão. 
 
 
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45. (FCC/SEFAZ-PI/Auditor Fiscal/2015) De acordo com a Constituição 
Federal, o princípio nela consagrado e conhecido como Princípio da 
Irretroatividade é aquele que veda a cobrança de tributos em relação a 
(A) lançamentos tributários ocorridos antes da publicação da lei que os 
houver instituído ou aumentado. 
(B) lançamentos tributários ocorridos antes da publicação da lei que os 
houver instituído, aumentado ou reduzido. 
(C) fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os 
houver instituído ou aumentado. 
(D) fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os 
houver instituído, aumentado ou reduzido. 
(E) fatos geradores ocorridos antes da publicação da lei que os houver 
instituído ou aumentado. 
'H�DFRUGR�FRP�R�DUWLJR������ ,,,�� ³D´��GD�&)�����H�VHP�prejuízo de outras 
garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios, entre outras proibições, cobrar tributos em 
relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os 
houver instituído ou aumentado. Atente que a data de vigência de uma lei 
nem sempre coincide com a data de publicação da mesma, muito embora as 
duas, regra geral, aconteçam ao mesmo tempo. 
Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
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46. (FCC/TJGO/Juiz/2015) O IPTU, 
(A) é um imposto exclusivamente proporcional, de acordo com o valor venal 
do imóvel. 
(B) admite progressividade extrafiscal, denominada no tempo, que varia de 
acordo com o valor venal do imóvel. 
(C) têm que ter alíquotas progressivas em razão da localização e da 
destinação do imóvel, submetendo-se ao princípio da capacidade 
contributiva. 
(D) poderá ter alíquotas progressivas em razão do valor venal do imóvel ou 
no tempo, e seletivas de acordo com a localização e o uso do imóvel, 
conforme o caso. 
(E) não pode ter alíquotas progressivas porque se trata de imposto real, não 
se submetendo ao princípio da capacidade contributiva. 
Alternativa a) Incorreta. O IPTU, conforme mandamentos constitucionais, 
pode ser proporcional (regra geral ± artigo 156, §1º, I, da CF/88) ou 
progressivo (artigo 182, §4º, II, da CF/88). Em todo caso, a base de cálculo 
tomada é o valor venal do imóvel urbano. 
Alternativa b) Incorreta. O IPTU admite duas formas de progressividade: 
a fiscal e a extrafiscal, conforme a tabela abaixo. A extrafiscal, por sua vez, 
pode ser no tempo ou em razão do valor do imóvel. 
 
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Alternativa c) Incorreta. Não é uma obrigatoriedade, conforme se 
depreende do texto do artigo 156, §1º, da CF/88, dispondo que, sem 
prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, 
inciso II, o IPTU PODERÁ: 
x ser progressivo em razão do valor do imóvel; e 
x ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. 
Alternativa d) Correta. Vale a mesma explicação dada à alternativa 
anterior. De acordo com a CF/88, O IPTU poderá ter alíquotas progressivas 
em razão do valor venal do imóvel ou no tempo, e seletivas de acordo com 
a localização e o uso do imóvel, conforme o caso. 
Alternativa e) Incorreta. Embora a progressividade seja típico dos 
impostos pessoais, como o imposto sobre a renda, a própria CF/88, em seu 
texto, admite a utilização de alíquotas progressivas na tributação com o 
IPTU, não obstante a sua natureza de imposto real, ou seja, que incide 
sobre uma manifestação de patrimônio do sujeito passivo. 
 
 
 
 
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Teoria e exercícios comentados 
Prof. Aluisio Neto ʹ Aula 02 
 
Prof. Aluisio Neto www.estrategiaconcursos.com.br 223 de 223 
Gabarito 
 
1 D 19 D 37 C 
2 A 20 B 38 A 
3 E 21 E 39 B 
4 B 22 A 40 C 
5 B 23 C 41 A 
6 D 24 C 42 B 
7 E 25 B 43 A 
8 A 26 D 44 D 
9 B 27 D 45 C 
10 D 28 D 46 D 
11 B 29 A 
12 C 30 E 
13 A 31 E 
14 A 32 A 
15 A 33 E 
16 C 34 A 
17 C 35 E 
18 C 36 A 
 
 
Aluisio de Andrade Lima Neto 
aluisioalneto@gmail.com 
http://www.facebook.com/aluisioalneto

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