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Aula 4   DESNUTRIÇÃO

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DESNUTRIÇÃO 	
Introduzir sobre Desnutrição Protéico Calórica (DPC) e seus aspectos epidemiológicos no Brasil 
 Apontar os fatores determinantes das manifestações clínicas 
 Identificar a etiologia da Desnutrição, assim como suas causas e consequências no ambiente hospitalar 
 Compreender a fisiopatologia e as consequências fisiológicas da Desnutrição 
 Identificar as manifestações clínicas da DPC 
 Saber as recomendações nutricionais para DPC e estabelecer conduta Nutricional para seu tratamento clínico 
 Compreender e caracterizar “Síndrome da Realimentação” 
 Identificar e tratar nutricionalmente úlceras de decúbito 
	
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	O ESTADO NUTRICIONAL EXPRESSA o grau no qual as necessidades fisiológicas por nutrientes estão sendo alcançadas , para manter a composição e funções adequadas do organismo , resultando do equilíbrio entre ingestão e necessidade de nutrientes.
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	A insegurança alimentar pode provocar tanto carências nutricionais (desnutrição) quanto o excesso de peso. 
	O estado nutricional do indivíduo é influenciado por diversos fatores além do acesso ao alimento, como os hábitos alimentares, conhecimento nutricional e doenças infecciosas conseqüentes da falta de acesso à água e ao saneamento básico, entre outros. 
	O ESTADO DA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO BRASIL -Um retrato
	multidimensional RELATÓRIO 2014 - https://www.fao.org.br/download/SOFI_p.pdf
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Transição Nutricional - Tendência secular da desnutrição em crianças 
Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
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Necessidades relativamente maiores, tanto de energia como de proteínas, em relação aos demais membros da família
Baixo conteúdo energético e freqüência insuficiente dos alimentos complementares administrados; 
Disponibilidade inadequada de alimentos ( pobreza, desigualdade social, falta de terra para cultivar e problemas de distribuição intra-familiar);
Infecções repetidas, que podem produzir anorexia e reduzir a ingestão de nutrientes, sua absorção e utilização, ou produzir a sua perda;
 Práticas inadequadas de cuidado infantil tais como administração de alimentos muito diluídos e/ou não higienicamente preparados.
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Desafios do Brasil
Um dos grandes desafios do Brasil é acabar ou, pelo menos, reduzir drasticamente os casos de Crianças indígenas Desnutridas. Esta parcela da população, que hoje esta estimada em cerca de 900 mil pessoas, é a que mais sofre com o problema.
De acordo com o Ministério da Saúde, 55% das mortes de crianças desnutridas são registradas em índios.
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A desnutrição é um distúrbio resultante de combinações e graus variados de deficiência protéico-calórica, normalmente acompanhados de lesão ambiental, lesão fisiológica e estresse. 
Pode se agravar devido a problemas infecciosos e são acompanhados de deficiências nutricionais como a anemia por falta de ferro. 
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A denominação "desnutrição protéico-calórica" comporta quadros clínicos bastante diversos que, no entanto, possuem uma mesma etiologia básica: a carência de proteínas e calorias. 
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Encontrada em todo o mundo e em pessoas de todas as idades, porém é mais comum em países em desenvolvimento e em crianças e idosos. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de crianças no mundo apresentam retardo de crescimento resultante de alguma forma de desnutrição. 
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Aguda: 
Prejuízo no peso
Crônica passada:
Prejuízo na estatura 
Crônica em atividade: 
Prejuízo no peso e na estatura
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Desnutrição crônica 
Níveis de albumina normais ou levemente reduzidos Redução da imunidade (Torún & Chew, 1994). 
Poucas alterações laboratoriais 
Estoques corpóreos de gordura e de massa magra depletados
Desnutrição aguda
Redução de algumas proteínas plasmáticas 
Redução da imunidade 
Estoques corpóreos normais de gordura e de massa magra 
Sendo assim, os exames bioquímicos são mais sensíveis na desnutrição aguda.  
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Causas
Causas primárias
A pessoa come pouco ou “mal”. A alimentação quantitativa ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes. 
Causas secundárias
 A ingestão de alimentos não é suficiente porque as necessidades energéticas aumentaram ou por qualquer outro fator não relacionado diretamente ao alimento. Exemplos: presença de verminoses, câncer, anorexia, alergia ou intolerância alimentares, digestão e absorção deficiente de nutrientes.
Déficit de ingestão
Déficit de aproveitamento
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Se o jejum ocorrer em conjunto com trauma cirúrgico ou outro estado hipermetabólico (queimadura, infecção, trauma), a depleção dos estoques poderá ocorrer duas a três vezes mais rapidamente (15-25 dias), pois com a situação hipermetabólica de estresse o organismo não consegue alcançar uma fase adaptativa à inanição (a proteólise muscular está mais exacerbada) (Waitzberg, 2000). 
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Energia no organismo
LIPÍDIOS 141.000 cal
PROTEÍNAS 24.000 cal
GLICOGÊNIO MUSCULAR 600 cal
GLICOGÊNIO HEPÁTICO 300 cal
GLICOSE PLASMÁTICA 120 cal
TRIGLICÉRIDES PLASMÁTICOS 30 cal
ÁCIDOS GRAXOS PLASMÁTICOS 3 cal
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ESGOTAMENTO DA GLICOSE
 GLICOGÊNIO  MUSCULAR E HEPÁTICO 
(SUA DEPLEÇÃO IRÁ CAUSAR APATIA PROSTRAÇÃO)
GORDURA (TRIACILGLICEROL) 
	ACIDO-GRAXO 
(BETA OXIDAÇÃO --- CORPOS CETONICOS) 		GLICEROL 
							(FÍGADO --- GLICOSE)
PROTEÍNAS MUSCULARES E HEPÁTICAS 
FONTE DE ENERGIA
(GLICONEOGÊNESE)
 
FASES DA ADAPTAÇÃO AO JEJUM 
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FASES DA ADAPTAÇÃO AO JEJUM 
FASE I: UTILIZAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS CIRCULANTES
* FASE II: UTILIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS DE GLICOGÊNIO
# glicogenólise.......glicose
* FASE III: UTILIZAÇÃO DA GLICOSE FORMADA A PARTIR DE PROTEINAS E GORDURAS
# gliconeogênese.....glicose
* FASE IV: UTILIZAÇÃO DE CORPOS CETÔNICOS COM POUPANÇA DE PROTEÍNAS
# lipólise...................corpos cetônicos
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Baixa ingestão calórica 
Diminuição da 
atividade física
Estagnação 
do 
crescimento 
(peso e altura) 
Depleção 
protéica
Lipólise
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Processo Adaptativo
Anormalidades bioquímicas Manifestações clínicas 
	Marasmo Kwashiorkor
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■ Emagrecimento: peso inferior a 60% ou mais do peso ideal (adultos) ou do peso normal (crianças). 
■ Desaceleração, interrupção ou até mesmo involução do crescimento. 
■ Alterações psíquicas e psicológicas: a pessoa fica retraída, apática, estática, triste. 
■ Alterações de cabelo e de pele: o cabelo perde a cor (fica mais claro), a pele descasca e fica enrugada. 
■ Alterações sangüíneas, provocando, dentre elas, a anemia. 
■ Alterações ósseas, como a má formação. 
■ Alterações no sistema nervoso: estímulos nervosos prejudicados, número de neurônios diminuídos, depressão, apatia. 
■ Alterações nos demais órgãos e sistemas respiratório, imunológico, renal, cardíaco, hepático, intestinal etc. 
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Forma crônica de semi-inanição, na qual a criança tem uma redução na velocidade de crescimento. 
Em fases mais avançadas é caracterizada por debilidade muscular e ausência de gordura subcutânea. 
Freqüentemente, este tipo de desnutrição é conseqüência de amamentação inadequada e utilização de fórmulas diluídas, ocorrendo em crianças de todas as idades.
Marasmo
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- Anemia, hipocalemia, hiponatremia, e diarréia podem estar presentes.
Criança apresenta baixa atividade, atrofia muscular e subcutânea, baixa estatura, desaparecimento da bola de Bichat e emaciação glútea.
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Kwarshiorkor
Aparece no período posterior à amamentação, durante o desmame, e na fase de 1 a 4 anos. Está associada à baixa ingestão de proteínas, o que leva à hipoalbuminemia (baixa concentração de albumina no organismo), edema e aumento da gordura hepática. A gordura subcutânea usualmente é preservada, porém há uma debilidade muscular, freqüentemente ocultada pelo