Questões teóricas Concreto I - AV2 e AV3
4 pág.

Questões teóricas Concreto I - AV2 e AV3


DisciplinaConcreto I7.632 materiais60.590 seguidores
Pré-visualização2 páginas
Questões Teóricas Concreto I \u2013 AV2 e AV3 
 
 
1. Quais são os estados limites de dimensionamento, para vigas sobre carregamento transversal? 
R: Estados limites últimos e estados limites de serviço. 
 
2. Explique o Estádio de domínio II e III, segundo a NBR 6118. 
R: Domínio 2: flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto 
Ruptura convencional por encurtamento-limite do concreto: 
Domínio 3: flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento 
do aço (\u3b5s \u2265 \u3b5yd). 
 
3. Quais são os domínios de deformação na ruína para o aço e concreto. 
R: Ruína por Deformação Plástica Excessiva 
Domínio 1: Para diagramas de deformação em que ainda se tenha tração em toda a seção, mas não-uniforme, com \u3b5s = 
1% na armadura As e deformações na borda superior variando entre 1% e zero, tem-se os diagramas de deformação 
num intervalo denominado domínio 1 (Figura 2). Neste caso a posição x da linha neutra varia entre - \u221e e zero. O 
domínio 1 corresponde a tração excêntrica. 
Domínio 2: O domínio 2 corresponde a alongamento \u3b5s = 1% e compressão na borda superior, com \u3b5c variando entre 
\u201czero\u201d e 0,35% (Figura 13). Neste caso a linha neutra já se encontra dentro da seção, correspondendo a flexão simples 
ou a flexão composta, com força normal de tração ou de compressão. O domínio 2 é o último caso em que a ruína 
ocorre com deformação plástica excessiva da armadura. 
Ruína por Ruptura do Concreto na Flexão 
Domínio 3: No domínio 3, a deformação \u3b5cu = 0,35% na borda comprimida e \u3b5s varia entre 1% e \u3b5yd (Figura 14), ou 
seja, o concreto encontra-se na ruptura e o aço tracionado em escoamento. Nessas condições, a seção é denominada 
sub-armada. Tanto o concreto como o aço trabalham com suas resistências de cálculo. Portanto, há o aproveitamento 
máximo dos dois materiais. A ruína ocorre com aviso, pois a peça apresenta deslocamentos visíveis e intensa 
fissuração. 
Domínio 4: No domínio 4, permanece a deformação \u3b5cu = 0,35% na borda comprimida e \u3b5s varia entre \u3b5yd e zero 
(Figura 15), ou seja, o concreto encontra-se na ruptura, mas o aço tracionado não atinge o escoamento. 
Portanto, ele é mal aproveitado. Neste caso, a seção é denominada super-armada. A ruína ocorre sem aviso, pois os 
deslocamentos são pequenos e há pouca fissuração. 
Domínio 4ª: No domínio 4a (Figura 16), as duas armaduras são comprimidas. A ruína ainda ocorre com \u3b5cu = 0,35% 
na borda comprimida. A deformação na armadura As é muito pequena, e portanto essa armadura é muito mal 
aproveitada. A linha neutra encontra-se entre \u201cd\u201d e \u201ch\u201d. Esta situação só é possível na flexo-compressão. 
Ruína de Seção Inteiramente Comprimida 
Domínio 5: No domínio 5 tem-se a seção inteiramente comprimida (x > h), com \u3b5c constante e igual a 0,2% na linha 
distante 3/7 h da borda mais comprimida (Figura 17). Na borda mais comprimida, \u3b5cu varia de 0,35% a 0,2%. O 
domínio 5 só é possível na compressão excêntrica. 
Reta b: Na reta b tem-se deformação uniforme de compressão, com encurtamento igual a 0,2% (Figura 18). 
Neste caso, x tende para +\u221e. 
 
4. Cite quais são os modos de ruína de uma viga submetida a flexão simples. 
R: Ruínas por flexão, Ruptura por falha de ancoragem no apoio, Ruptura por esmagamento da biela, Ruptura da 
armadura transversal, Ruptura do banzo comprimido devida ao cisalhamento, Ruína por flexão localizada da armadura 
longitudinal. 
 
 
 
 
 
 
 
5. O que vem a ser e como é determinado o fck do concreto? 
R: Fck é a resistência característica à compressão do concreto, sendo um dos elementos do cálculo estrutural, medida 
em MPa (Mega Pascal). Essa resistência é medida através de ensaios de compressão de corpos de prova do concreto 
extraído da obra. Com os resultados dos ensaios de compressão calcula-se estatisticamente o fck.. 
 
6. No dimensionamento à flexão consideramos apenas a altura útil da peça (d). O que é a altura útil e por que 
utilizamos em detrimento a altura total? 
R: Altura útil da seção, igual à distância da borda comprimida ao centro de gravidade da armadura de tração. 
 
7. As estruturas estão sujeitas a diversos tipos de ações, tanto nas considerações de estado de limite último como nas 
de estado de limite de serviço. Descreva em linhas gerais como são tratadas as \u201ccombinações das ações\u201d. 
R: As ações que atuam nas estruturas podem ser classificadas, segundo sua variabilidade com o tempo, em 
permanentes, variáveis e excepcionais. 
Ações permanentes 
As ações permanentes são aquelas que ocorrem com valores constantes ou com pequena variação em torno da média, 
durante praticamente toda a vida da construção. 
Elas podem ser subdivididas em ações permanentes diretas \u2212 peso próprio da estrutura ou de elementos construtivos 
permanentes (paredes, pisos e revestimentos, por exemplo), peso dos equipamentos fixos, empuxos de terra não 
removíveis etc. \u2212 e ações permanentes indiretas \u2212 retração, recalques de apoio, pro-tensão. Em alguns casos 
particulares, como reservatórios e piscinas, o empuxo de água pode ser considerado uma ação permanente direta. 
Ações variáveis 
São aquelas cujos valores têm variação significativa em torno da média, durante a vida da construção. Podem ser fixas 
ou móveis, estáticas ou dinâmicas, pouco variáveis ou muito variáveis. São exemplos: cargas de uso (pessoas, 
mobiliário, veículos etc.) e seus efeitos (frenagem, impacto, força centrífuga), vento, variação de temperatura, empuxos 
de água, alguns casos de abalo sísmico etc. 
Ações excepcionais 
Correspondem a ações de duração extremamente curta e muito baixa probabilidade de ocorrência durante a vida da 
construção, mas que devem ser consideradas no projeto de determinadas estruturas. São, por exemplo, as ações 
decorrentes de explosões, choques de veículos, incêndios, enchentes ou abalos sísmicos excepcionais. 
 
8. O princípio básico do dimensionamento do concreto armado, preconizado pela NBR 6118:2003 é baseado nos 
métodos de cálculo de ruptura (estados-limite). Como estes métodos garantem a segurança da estrutura? 
R: As estruturas de concreto armado devem ser projetadas de modo que apresentem segurança satisfatória. Esta 
segurança está condicionada à verificação dos estados limites, que são situações em que a estrutura apresenta 
desempenho inadequado à finalidade da construção, ou seja, são estados em que a estrutura se encontra imprópria para 
o uso. Os estados limites podem ser classificados em estados limites últimos ou estados limites de serviço, conforme 
sejam referidos à situação de ruína ou de uso em serviço, respectivamente. Assim, a segurança pode ser diferenciada 
com relação à capacidade de carga e à capacidade de utilização da estrutura. 
 
9. As combinações das ações referentes ao estado limite de serviço são denominadas quase permanentes, frequentes e 
raras. A que verificações estas combinações estão associados? 
R: As ações que atuam nas estruturas podem ser classificadas, segundo sua variabilidade com o tempo, em 
permanentes, variáveis e excepcionais. 
Ações permanentes 
As ações permanentes são aquelas que ocorrem com valores constantes ou com pequena variação em torno da média, 
durante praticamente toda a vida da construção. 
Elas podem ser subdivididas em ações permanentes diretas \u2212 peso próprio da estrutura ou de elementos construtivos 
permanentes (paredes, pisos e revestimentos, por exemplo), peso dos equipamentos fixos, empuxos de terra não 
removíveis etc. \u2212 e ações permanentes indiretas \u2212 retração, recalques de apoio, pro-tensão. Em alguns casos 
particulares, como reservatórios e piscinas, o empuxo de água pode ser considerado uma ação permanente direta. 
Ações variáveis 
São aquelas cujos valores têm variação significativa em torno da média, durante a vida da construção. Podem ser fixas 
ou móveis, estáticas ou dinâmicas, pouco variáveis ou muito variáveis. São exemplos: cargas de uso (pessoas, 
mobiliário,