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Artigo Direito das Sucessões

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Nathalie de Azevedo Kjaer: Acadêmica de Direito na Faculdade Atual da Amazônia, sediada em Boa Vista-RR. 
E-mail: nathalie.kjaer@gmail.com
Área do Direito: Direito Processual Civil
Resumo: Pretende-se neste artigo acadêmico abordar aspectos teóricos que norteiam à ótica de um jurista o Direito das Sucessões, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, além de apresentar a doutrina a qual o mesmo vem sendo trabalhado no Brasil atualmente. O tema vem se desenvolvendo ininterruptamente desde que se sabe do direito de herança, explanando alguns aspectos conceituais relativos ao direito de espólio, sucessão, herdeiros legítimos, legatários, a sucessão do monte-mor a estranhos, normas testamentárias e ordem de vocação hereditária. Com o objetivo de trazer à luz uma temática que não se pode manter em recôndito, tendo a vista de que processos como este podem se tornar perenes. Impossibilitando-o de ser tratado de forma frugal. Ao perpassar pode-se abalançar que ao coarctar esta jaez predispõe-na a um fenecimento. O vocábulo sucessão emprega-se em um sentido estrito, para secundar na identificação da transferência de um patrimônio, acurando para não vilipendiar nenhuma particularidade. Investigando os interesses de quem por ser hipossuficiente desconhece as práticas e fundamentos do Direito de Sucessão bem como os seus direitos.
Palavras-chave: Herança. Sucessão. Testamento. Herdeiros. 
Abstract: In this academic article, it is intended to address theoretical aspects that guide the view of a jurist, the Law of Succession, in accordance with the Brazilian legal system, as well as presenting the doctrine to which the same has been worked in Brazil today. The subject has been developing uninterrupted since knowledge of inheritance, explaining some conceptual aspects related to the right of inheritance, succession, legitimate heirs, legatees, succession of the mound to strangers, testamentary norms and order of hereditary vocation. With the aim of bringing to light a theme that can not be kept in the background, bearing in mind that processes like this can become perennial. It makes it impossible to be treated in a frugal way. Bypassing it, one can be sure that by coercing this jaen it predisposes it to a death. The word succession is used in a strict sense, to second in the identification of the transfer of a patrimony, making sure not to vilify any particularity. Investigating the interests of those who, because of being underestimated, are not aware of the practices and foundations of the Law of Succession as well as their rights.
Keywords: Heritage. Succession. Testament. Heirs.
Sumário: Introdução. 1 Conceito. 2 Constituição. 2.1 Caput. 3 Do Código Penal. 3.1 Citação de Jose Alfonso da Silva. 4 dos Médicos. 4.1 Código de Éica. 5 Código de Bioética. 6 Considerações Finais. 7 Opinão de Médico Oncologista. 7.1 Citação.
Introdução: Ao perscrutar o regime do Direito sucessório a doutrina abaliza suceder de maneira lata e profusa, concernindo a todo sujeito que se justapor no tempo a outrem, colocando-se em seu lugar no âmbito jurídico. 
1. Suceder, vir posteriormente ou pospor-se a outrem. O Direito de sucessão é o direito de quem vem após o de cujus de possuir os bens do monte-mor.
2. Dispõe-se na Constituição Federal de 1988:
2.1 Art. 5 XXX CF/88
"É garantido o direito de herança”.
Ou seja, o espólio é uma salvaguarda indubitável de todo e qualquer ser brasileiro. E aos estrangeiros situados no país, Art. 5 XXXI, sendo regulado pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, desde que a lei pessoal do de cujus não lhes seja mais auspiciosa. 
Ana Luiza Maia Nevares – escritora
“A Constituição Federal de 1988 garante o direito de herança em seu art. 5, inciso XXX, do Título II, concernente aos direitos e garantias fundamentais.”
Prerrogativa esta que veda a supressão da sucessão mortis causa dos regulamentos jurídicos que se obtemperam à Constituição, com o resultante assenhoreamento, por parte do Estado, do espólio. Bens estes que tem por fim serem atribuídos aos sucessores do de cujus, conforme prescrições da letra da lei no Código Civil Brasileiro. Somente suplantando estas leis e transladando para o Estado na ausência dos sucessores legitimados ou testamentários, hipótese em que o monte-mor torna-se vacante.
3. Do Código Civil
O direito de herança é abordado no Código Civil dos artigos 1.784 ao 1.880 que trata desde o espólio até o testamento particular.
3.1 LIVRO V
Do direito das sucessões
CAPITULO I 
Transmitir-se-a o espólio desde logo, aos herdeiros e testamentários. Art 1.784 
O primeiro requisito para que se haja herança é o falecimento do possuidor dos bens, tendo em vista que não pode haver herança de vivos. O direito de sucessão é um direito que provem de morte, sendo por isso necessário que haja libitina. É um direito que nasce junto com o perecimento de outra pessoa que deixa os bens, sejam estes móveis ou imóveis, e havendo herdeiros, reparte-se a herança. 
“A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros.” Art 1.791 C.C.
Trata –se inteiramente de que a herança é formada pelo conjunto de bens que o de cujus possuía enquanto vivo, passando a ser de direito dos seus herdeiros.
4. A sucessão hereditária entabula no átimo do falecimento, que por obrigatoriedade deve ser comprovada por instrumento de certidão de óbito do de cujus, caso haja exiguidade deste documento, inexiste o direito adquirido da herança. Tem-se por herança, o pecúlio autônomo, ou conjunto de bens entre os quais há uma coligação onde o seu princípio dá-se em decorrência do falecimento. Denominada também de espólio, monte-mor, monte-partível, acervo de bens e pecúlio. Que permanecerá intocável até a partilha dos bens, processo este que denomina-se inventário, caracterizado como quinhão, a partilha da herança poderá ser judicialmente ou extrajudicial de forma complacente. É identificada então uma pessoa para ser o inventariante entre os herdeiros, a viúva (o), ou meeira (o) e quem mais de direito. O inventário versa de objetivos, direitos, prerrogativas e responsabilidades. Definindo o quinhão de cada herdeiro em particular que ora o recebera do de cujus. Permitir-se-á durante o processo de inventariação que um dos sucessores ceda de forma gratuita ou onerosa o seu quinhão a um terceiro ou a outrem como um coerdeiro. Este procedimento processual denomina-se “cessão de direitos hereditários”. O herdeiro atua como cedente e o cessionário será aquele cujo bem foi-lhe conferido, sendo isto somente após o falecimento do de cujus, tendo em vista que não será objeto de contrato a herança de pessoa viva, art. 426 C.C.. 
O artigo 1.078 do C.C.de 1916 deixava uma lacuna, pois não deliberava previsão específica ao objeto tratado acima. 
Art. 1.078 do C.C. de 1916
“As disposições deste título aplicam-se a cessão de outros direitos para os quais não haja modo especial de transferência”.	
Atualmente essa temática é trazida nos artigos 1.793 ao 1.795. Onde foi entremeada na legislação através do Código Civil de 2002.
A cessão de direitos hereditários em suma é um ato jurídico negocial de cunho contratual, pelo qual o sucessor por meio de escritura pública ou por termo contido nos autos, transfere ao cessionário os créditos, dívidas ou a sua quota hereditária. Contudo, para que a cessão seja legitimada e passe a ter legitimidade e eficácia jurídica, deve-se lavrar escritura pública, todas as partes precisam ser capazes juridicamente, ter capacidade genética e ademais, havendo matrimônio de uma das partes, exigir-se-á a autorização expressa do cônjuge para que valide-se o ato, salvo nos casos de regime de separação absoluta de bens, sendo indispensável essa autorização indispensável, previsto no art. 1.647 do Código Civil. A doutrina majorante assentiu que a este ato jurídico denomina-se renúncia translativa. Ressalto que uma causa de sucessão não exclui outra, podendo coexistir entre si, e que se o testador nos dispostos da carta testamentária dispor