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Avaliação a Distância 1   Inst. Direito Publico Privado

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Avaliação a Distância 1 – AD1
Período - 2015/1º
Disciplina: Instituições de Direito Público e Privado
Coordenador: Prof. Afrânio Faustino de Paula Filho
Aluno: Fernanda Evelyn de Carvalho Torres
Matrícula: 15115060157
Polo: Angra dos Reis
Conteúdo: (Aulas 1 a 4)
Após estudar as aulas 1 a 4 desta disciplina, escreva um texto on-line, respondendo às questões que se seguem:
Como aprendemos na aula 2, as fontes SUPLETIVAS do Direito são a JURISPRUDÊNCIA e a DOUTRINA. Assim sendo, explique a diferença entre uma e outra. Esclareça ainda o que são as SÚMULAS DE JURISPRUDÊNCIA e dê exemplo de uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF). (25 pontos) 
 Resposta: A jurisprudência define-se como a orientação geral seguida pelos tribunais no julgamento dos diversos casos que lhe são submetidos; mas também pode ser definida como o conjunto de decisões dos tribunais (Integrantes do Poder Judiciário quem decide) sobre os litígios que lhe são submetidos. Enquanto, a doutrina compreende as opiniões e pareceres dos jurisconsultos (Professores de Direito, advogados e outros estudiosos do Direito formam doutrina) sobre a regulamentação adequada das diversas situações sociais. Consistem em artigos, monografias, escritos científicos, os quais se debruçam sobre problemas jurídicos, quer referentes à criação do direito, quer à sua aplicação.
As Súmulas de jurisprudência são documentos cuja existência serve de precedente no momento em que outros juízes se vejam em situação parecida. Como exemplo de súmula do STF seguinte:
Súmula 720
O ART. 309 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO, QUE RECLAMA DECORRA DO
FATO PERIGO DE DANO, DERROGOU O ART. 32 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES
PENAIS NO TOCANTE À DIREÇÃO SEM HABILITAÇÃO EM VIAS TERRESTRES.
Data de Aprovação
Sessão Plenária de 24/09/2003
Fonte de Publicação
DJ de 9/10/2003, p. 7; DJ de 10/10/2003, p. 7; DJ de 13/10/2003, p. 7.
Referência Legislativa
Código de Trânsito Brasileiro de 1997, art. 161, art. 309.
Lei das Contravenções Penais de 1941, art. 32.
Precedentes
RHC 80362
PUBLICAÇÃO: DJ DE 4/10/2002
Indexação
PREVISÃO, CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO, DERROGAÇÃO, DISPOSITIVO, LEI
DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS, DIREÇÃO, VEÍCULO, VIA TERRESTRE,
INEXISTÊNCIA, HABILITAÇÃO, DECORRÊNCIA, FATO, PERIGO DE DANO.
O elemento humano do Estado tem sido designado pelos termos POPULAÇÃO, NAÇÃO e POVO. Explique a diferença entre esses termos, esclarecendo por que devemos preferir o POVO para designar o elemento humano do Estado. (25 pontos) 
Resposta: Povo é o conjunto de indivíduos, ligados a um determinado território por um vínculo chamado nacionalidade. No conceito de povo estão incluídos os brasileiros natos e naturalizados. Distingue-se do conceito de população, pois neste incluem-se, além dos natos e naturalizados, os estrangeiros e os apátridas. Já a Nação é a existência de vínculos comuns das mais variadas naturezas (racial, lingüística, religiosa) entre os habitantes de uma determinada localidade, forjando a concepção de identidade nacional. A Nação designa a comunidade propriamente dita, ao passo que a expressão povo, o conjunto de indivíduos que vai constituir a mencionada comunidade. Contudo, o povo é o conjunto de indivíduos sujeitos ás mesmas leis, são os súditos, os cidadãos de um mesmo Estado. Neste sentido, o elemento humano do Estado é sempre o povo, ainda que formado por diversas raças, com interesses, ideais e aspirações diferentes. Além do que o povo é uma entidade jurídica; a nação é uma entidade moral no sentido rigoroso da palavra.
Na evolução histórica do Estado, identificamos no caderno didático, na aula 03, os seguintes estados: Antigo, Grego, Romano, Medieval e Moderno. Assim sendo, discorra sobre o ESTADO GREGO e suas características. (25 pontos) 
 Resposta: No Estado Grego, encontramos os pilares da igualdade de todos perante a lei. Além disso, podemos notar também o primeiro momento intenso de divisão e organização das cidades.
Ele não era um Estado único, como os Estados antigos.Era formado por vários Estados helênicos, isto é, situados na hélade, que conservavam a tradição de uma origem comum, razão por que possuíam nas mesmas instituições religiosas e sociais.
Os Estados helênicos eram constituídos por coletividades fixadas em centros urbanos, que viviam independentemente do ponto de vista econômico. Cada Estado desenvolveu seu próprio sistema de governo, suas leis, seus calendários e suas moedas. Embora contassem com essa independência, as cidades-Estado faziam alianças temporárias entre si e às vezes confrontavam-se buscando sobrepujar-se umas às outras. Os territórios do Estado correspondiam à extensão territorial da cidade, razão por que ficaram conhecidos como cidades-estados, a que os gregos denominavam polis, raiz latina que originou a palavra política, termo que, etimologicamente, significa a arte de governar a cidade. Ainda, o indivíduo tinha uma posição bastante peculiar: ou era cidadão, condição a que só podiam ascender os aristocratas, porque eram os únicos que possuíam tempo livre para se dedicar aos negócios públicos; ou era escravo. Esta era a concepção de democracia Embora a religião fosse politeísta, isto é, com a aceitação de várias divindades, sua influência não se comparava com a existente nos Estados antigos, visto que as divindades não mais conferiam caráter divino às autoridades.
Principais características do Estado grego:
1. Cidades organizadas em cidades-estados, autossuficientes, com características comuns e mesmas instituições sociais e religiosas; 
2. Religião politeísta;
3. Pouca ou nenhuma mobilidade social.
Tomando como base o texto a seguir, responda ao que se pede: “O direito (1) à vida e à saúde é tutelado no direito (2) brasileiro e cabe ao Estado cuidar da saúde e da assistência pública”. Com base nestes argumentos, Pedro teve reconhecido o direito (3) a receber medicamentos do Estado para tratamento de uma doença que contraíra. Realmente, não parece direito (4) deixar um cidadão direito (5) desassistido. Mas, nem sempre foi assim: apenas com o passar do tempo, o estudo do direito (6) reconheceu esses direitos (7) sociais, transformando-os em direito (8).
Identifique os diversos significados da palavra “direito” no texto acima, estabelecendo correspondências com os seguintes significados: direito subjetivo, direito objetivo, direito positivo, justo, correto e ciência jurídica. (15 pontos)
Direito (1) – direito objetivo
Direito (2) – direito positivo
Direito (3) - direito subjetivo
Direito (4) Justo
Direito (5) Correto
Direito (6) ciência jurídica 
Direito (7) direito subjetivo
Direito (8) – Positivo
b) Diferencie direito positivo de direito objetivo. (10 pontos) 
Direito Positivo: É o conjunto de normas de conduta, legisladas ou provenientes do costume, que, estando em vigor ou tendo vigorado em certa época, disciplinam ou disciplinaram o interrelacionamento, e a convivência do homem.
O conceito de Direito Positivo é bastante amplo, como pode ser constatado, pois abrange não só o direito em vigor como o já fora de vigor, o direito escrito como o direito não escrito.
Direito Objetivo: O Direito Objetivo se refere ao que é determinado por lei, a algo que se deve fazer para se estar de acordo com a lei, além de ser o direito vigente, é parte do direito Positivo, mas não se confunde com ele. Por outro lado, ele fala em costume, em Direito Costumeiro.