O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo    DYANA HAZELMAN LIMA    2006
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O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo DYANA HAZELMAN LIMA 2006


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analítico e linear Envolvimento de todo o cérebro 
 
Conhecimento teórico e abstrato Conhecimento teórico Complementado 
por experimentos 
Resistência à influência da comunidade Encorajamento à influência da 
comunidade 
Educação encarada como necessidade 
social 
Educação vista como processo para a 
vida 
Ênfase no mundo exterior Experiência interior, sentimentos 
incorporado à ação 
Erros não aceitos Experiência interior, sentimentos 
incorporado à ação 
O conhecimento é o elo entre aluno e 
O professor 
Relacionamento humano entre professores 
e alunos é fundamental 
 
 Fonte: DOLABELA apud AIUB (2002) 
 
Segundo FRIEDLAENDER (2004), a educação é um dos fatores primordiais 
para o desenvolvimento de um país. A transformação do modelo social só é propiciada 
através da educação, \u201cuma vez que a difusão do novo paradigma produtivo requer boa 
educação em todos os níveis, ou seja, educar para a cidadania, oferecendo uma boa 
formação acadêmica, abrangente, multidisciplinar e generalista\u201d. E complementa 
dizendo que a educação é o meio pelo qual uma nação inter-relaciona-se com outras e 
com suas economias eficientemente. 
 
 
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Uma das habilidades mais importantes dos empreendedores é aprender a 
aprender. Não podem estacionar no tempo, o domínio da informação para saber tomar 
uma decisão correta no momento certo depende única e exclusivamente da vontade 
incessante de saber, de conhecer. 
Para FRIEDLAENDER (2004), \u201cdeve-se educar para progredir e fornecer as 
ferramentas necessárias para a descoberta de novas habilidades, propiciando 
experiências que auxiliarão no desenvolvimento pessoal e profissional\u201d. 
Considerando o mercado de trabalho atual, as empresas querem em seus quadros 
profissionais que dominem aquilo que se propõem a fazer e que também tenham um 
conhecimento holístico da empresa, que sejam flexíveis e que tragam novas idéias, que 
reciclem e implementem processos, tornando esta cada vez mais competitiva. E neste 
cenário, o papel das Universidades na formação de profissionais empreendedores é 
fundamental. 
 
 
5.6 \u2013 O PROFISSIONAL DE SECRETARIADO EXECUTIVO 
 
 
5.6.1 \u2013 ANÁLISE HISTÓRICA DA PROFISSÃO DE SECRETARIADO NO 
BRASIL 
 
 
 O Secretariado no Brasil aparece com mais força no mercado de trabalho a 
partir da década de 50 com a chegada das multinacionais automobilísticas. A profissão 
até então é exercida por mulheres. 
De acordo com NATALENSE (1998), nos anos 50 as secretárias eram vistas 
como \u201csalvadoras da pátria\u201d, \u201cbraço direito\u201d e suas atividades eram basicamente a 
datilografia, taquigrafia, arquivo de documentos e atendimento telefônico. 
Na década de 60 começam os treinamentos gerenciais e com ele iniciam-se as 
mudanças no perfil dos administradores e gerentes. A secretária torna-se um símbolo de 
status nas empresas brasileiras, o cartão de visita. Todo gerente possuía uma. Surgem, 
nesta época, alguns cursos voltados para o secretariado, que englobavam taquigrafia, 
português comercial e organização de arquivos, mas nada além disso. De acordo com 
SABINO e ROCHA (2004), em 1969 foi criado o primeiro curso de Bacharelado em 
Secretariado no Brasil, na Universidade Federal da Bahia, mas só foi reconhecido em 
1998. 
 
 
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Nos anos 70, mudanças relevantes começam a acontecer na profissão. Alguns 
gerentes já enxergam a secretária como um membro ativo da equipe. Começam os 
treinamentos para secretária com foco no ambiente empresarial. Em 1978, na 
Universidade Federal de Pernambuco, surge o primeiro curso superior reconhecido no 
Brasil. A lei, número 6.556, que fez com que a profissão fosse reconhecida, também foi 
aprovada nesta época, em 05/09/1978. 
Nos anos 80, ocorrem profundas mudanças no Brasil. Os computadores são 
inseridos nas empresas e a secretária é uma das pioneiras na utilização deste recurso. A 
administração participativa é o foco nesta década. Secretária e gerente formam um time 
e começam a atuar em parceria. O movimento de classe se fortalece com o surgimento 
dos sindicatos de secretárias. Em 1985, a profissão foi regulamentada com a publicação 
da lei número 7.377 (ANEXO 1). Quatro anos após a publicação da lei n° 7377, o 
Código de ética da profissão foi publicado (ANEXO 2). 
N a década de 90 a imagem da secretária sem capacidade de decisão, cumpridora 
de ordens e cartão de visita da empresa é desfeita. Ela deixou de ser executora de 
pequenas tarefas e começou a enfrentar grandes desafios nas organizações. Começou a 
exercer funções criativas e os treinamentos passam a ter ênfase na gestão da qualidade, 
produtividade, marketing, trabalho em equipe, entre outros. 
Em 1996, a lei 9.261 (ANEXO 3), altera a lei 7.377 e ocorre a divisão entre 
técnico em secretariado e secretariado executivo. 
Com a globalização e todas as conseqüências por ela trazidas, o mercado passa a 
exigir profissionais com diferencial, empreendedores, arrojados, que não têm medo de 
mudanças e que se adaptem ao inesperado. Percebe-se hoje que a secretária é detentora 
de grande responsabilidade e formadora de opinião. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.6.2 \u2013 O PERFIL ATUAL DO SECRETARIADO EXECUTIVO \u2013 
EMPREENDEDOR 
 
 
Os secretários não deixaram de fazer suas atividades de rotina. Ainda atendem 
telefones, mantêm o arquivo organizado, organizam reuniões e cuidam da 
correspondência. Mas, com o passar do tempo, o perfil profissional foi sofrendo 
mudanças e se adequando às exigências do mercado. Este profissional passou a ser um 
assessor e não mais um simples executor de tarefas. 
MAEKER apud MICHELETTI (2005) diz que \u201co grande diferencial atual é 
oferecer algo a mais que o cliente espera; achar outras soluções para problemas 
antigos\u201d. 
De acordo com LIMA apud CARVALHO (2002), 
 
 
 
(...) a secretária executiva é hoje uma assessora executiva e 
administradora de informações que auxilia o executivo na organização 
e processamento da informação. Possui prática das rotinas de 
escritórios, habilidade para assumir responsabilidades sem supervisão 
direta, iniciativa, autonomia para tomar decisões e solucionar 
problemas. 
Atualmente a profissional Secretária Executiva acompanha as 
mudanças, resistências, expectativas, programas de qualidade e 
humanização nas empresas. 
 
 
 
As exigências são cada vez maiores. MAEKER apud MICHELETTI (2005), diz 
que \u201csobreviver nas organizações dependerá da capacidade de se relacionar, vender 
idéias e impor respeito\u201d. E complementa dizendo que \u201cninguém mais fala em dominar 
as técnicas de digitação e atendimento ao telefone. O que está em alta hoje são as 
competências intelectuais e comportamentais\u201d. 
Para o secretariado executivo, além de ter o domínio de no mínimo dois idiomas, 
ter boas noções de informática, economia, política, cultura mundial, deve saber manter 
um bom relacionamento com os colegas de trabalho, saber trabalhar em equipe, ter 
criatividade, bom humor e saber lidar com o inesperado sem perder o controle. 
 
 
 
 
 
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Para ROCHINI (2006), Anexo 4, 
 
 
 
(...) a secretária precisa ser empreendedora, ou seja, ter a visão do 
negócio da sua área, empreender, buscar soluções, alternativas, 
contornar crises, suportar a área e seus executivos de modo que as 
coisas fluam e o mais importante, que benefícios e ganhos possam ser 
agregados ao processo como um todo. 
 
 
 
Para DOLABELA apud MICHELETTI (2005), tendo as secretárias um \u201cleque 
muito grande de percepção, elas podem usar todo o conhecimento que têm na empresa 
para ir além, rompendo com o conceito tradicional de que a secretária é uma extensão 
do chefe\u201d. E complementa,