cuidado com pneus
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Alerta - Liso e muito perigoso
Eduardo Aquino - Estado de Minas
Em época de chuva, os motoristas enfrentam constantemente pistas molhadas, com nível de aderência bastante reduzido; nelas, pneus carecas são um convite a derrapagens e acidentes
	Jair Amaral/EM - 14/12/05
	
	Pneus com desgaste irregular facilitam ocorrência de aquaplanagem, deixando o carro descontrolado e o motorista em apuros
Durante o período chuvoso, além da visibilidade prejudicada, os motoristas deparam com outro perigo: a pista molhada e escorregadia. E, para dirigir com segurança nessas condições, é preciso tomar alguns cuidados, como reduzir a velocidade, manter distância segura em relação ao veículo da frente, fazer revisão do sistema de refrigeração (que evita o embaçamento dos vidros), e, principalmente, estar seguro de que os pneus não estejam carecas.
Careca ou não?
Segundo o gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli, para saber se o pneu está careca é preciso avaliar a profundidade seu sulco. \u201cO limite de segurança é de 1,6 mm de profundidade. Ou seja, em muitos casos, o pneu pode estar careca, embora os sulcos ainda sejam visíveis\u201d.
Profundidade
A profundidade mínima dos sulcos (de 1,6 mm) foi definida por orgãos reguladores internacionais e estabelece um padrão para que o pneu possa escoar a água, quando roda em piso molhado. Para medir essa profundidade, alguns pneus têm indicadores de desgaste, chamados de TWI (tread wear indicators), que podem ser em número de 4, 6 ou 8. Esses indicadores se encontram em relevo na base dos sulcos e informam visualmente quando a banda de rodagem atingiu o limite de desgaste permitido. Ou seja, quando os indicadores se tornam visíveis é sinal de que o pneu deve ser substituído.
Mas, quando não existir os TWI, o motorista pode usar a própria chave do carro, por exemplo. Basta encostar a ponta no fundo do sulco, por a unha na marca da banda de rodagem e, depois, medir essa distância na ponta da chave com uma régua.
Aquaplanagem
É o nome técnico dado ao fenômeno que ocorre quando o carro passa sobre uma lâmina de água e os pneus perdem o contato com a pista, porque não conseguem fazer a drenagem pelos sulcos. Nessa situação, o carro começa a deslizar sobre a fina camada de água entre o pneu e o solo, como se estivesse esquiando, principalmente em estradas planas e bem pavimentadas.
Esse fenômeno ocorre em velocidades mais elevadas (normalmente acima dos 70km/h), mas pode variar para menos, dependendo da largura dos pneus, pois, quanto mais largos, mais sujeitos à aquaplanagem; e da profundidade dos sulcos, já que pneus gastos favorecem a ocorrência do fenômeno, porque não conseguem drenar a de forma eficiente e sobem na camada de água.
De acordo com estudo elaborado pela revista alemã Auto Motor und Sport, uma das mais importantes publicações especializadas da Europa, quanto mais desgastado o pneu, mais sujeito à aquaplanagem ele estará. Em piso molhado, a distância percorrida do momento em que o motorista pisa no freio até a parada completa do veículo varia proporcionalmente ao residual da banda de rodagem. O teste demonstrou que nessas condições de pista, a 120 km/h, um pneu usado, com um sulco de 2,5 mm, precisa de uma distância 50% maior do que um pneu novo, que tem profundidade de sulco de 8 mm. 
	Outros riscos
	Além da aquaplanagem, pneus carecas representam outros perigos
	Maior risco de estouro;
	Exige maior espaço para executar frenagem segura.
	Legislação
	Segundo a Resolução 558/80, do Contran, carros equipados com pneus nessas condições estão em situação irregular e podem ser apreendidos.
	Como evitar o desgaste prematuro
	Calibrar semanalmente os pneus
	Fazer o rodízio recomendado pelo fabricante do pneu (a cada 8 mil quilômetros para pneus radiais)
	Fazer o alinhamento da direção e balanceamento das rodas a cada 10 mil quilômetros
	Evitar arrancadas e freadas fortes, altas velocidades e excesso de peso no veículo
	Fazer a manutenção preventiva de todo o veículo (amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas)
	Não permitir o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes, pois esses produtos atacam a borracha, fazendo com que ela perca as propriedades físico-químicas e mecânicas