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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS 
 
 
Relatório de Ecotoxicologia 
 
Experimento I 
Determinação de metemoglobina em sangue 
 
 
 
 
Alunos: Matrícula: 
Jussara Ferreira Mesquita 2015.1.13.041 
Levy Bueno Alves 2015.1.13.031 
Rosângela Gonçalves 2015.1.13.034 
 
Profª. Eduardo Costa Figueiredo 
 
 
 
 
Alfenas, 15 de Setembro de 2017 
 
Introdução 
 
A metemoglobina é uma forma de hemoglobina caracterizada pela presença do ferro no 
estado férrico, incapaz de se ligar ao oxigênio. Quando a sua concentração ultrapassa os valores 
normais podem surgir sintomas decorrentes de uma entrega inadequada de oxigénio aos tecidos 
(CARVALHO, Claúdia et al. 2011). 
A metemoglobina é um pigmento básico solúvel, encontrado no sangue normal em 
menores quantidades que a hemoglobina, e que se difere da hemoglobina por conter ferro 
trivalente em vez de bivalente e por ser incapaz de combinar-se reversivelmente com o oxigênio 
molecular. Pode ser de origem congênita ou adquirida, sendo esta a causa mais comum, 
podendo ser obtida através medicamentos, alimentos e vários outros agentes químicos. Níveis 
elevados da concentração de metemoglobina no sangue pode acarretar numa condição clínica 
conhecida como metaglobonemia, caracterizada pelas manifestações clínicas relacionadas com 
a diminuição da oxigenação, podendo incluir cefaleia, fraqueza, taquicardia e dificuldade 
respiratória. 
 
Objetivo 
 
 Determinar a concentração da metemoglobina presente em amostras de sangue 
utilizando a heparina como ferramenta anticoagulante. 
 
Métodos 
 
Coletou-se a amostra de sangue com anticoagulante heparina, hemolisou 0,8 ml da 
amostra em um tubo de ensaio com 2,2 ml de água e 1 ml de solução tampão fosfato 0,5 M, 
adicionou-se 1 gota de Triton X-100 e agitou-se até completa hemólise. Transferiu-se desse 
hemolisado 2,4 para uma cubeta identificada com (I), e 0,2 ml para outra contendo 2,2 ml de 
ferrocianeto de fosfato, esta sendo a cubeta (II). Efetuou a leitura das duas cubetas em 
absorbância 632 nm, contra branco de água. Adicionou 0,01 ml da solução de cianeto 
neutralizada, sendo esta feita com adição 1 ml de cianeto de sódio 10% e 0,9 ml de solução de 
ácido acético 12%, nas duas amostras e fez a leitura novamente das cubetas sendo classificadas 
como AIII e AIV. Realizou-se os cálculos, a partir da seguinte fórmula: 
 
𝐴𝐼 − 𝐴𝐼𝐼𝐼
(𝐴𝐼𝐼 − 𝐴𝐼𝑉) × 12
 × 100 = %𝑀𝑒𝐻𝑏 
 
Resultados e discussões 
 
 O uso da heparina como anticoagulante se fez necessário pois é mais indicada por 
influenciar menos na ocorrência de reações que podem interferir nos resultados. A adição do 
Triton X-100 evita a turbidez do hemolisado. Para a determinação da metemoglobina no 
espectrofotômetro, a absorbância do hemolisado a 632 nm foi primeiro determinada a ausência 
de cianeto. Posteriormente, uma nova leitura foi realizada após a adição de solução de cianeto 
neutralizada ao hemolisado. Sendo assim, a absorbância na ausência de cianeto menos aquela 
na presença de cianeto é a medida da conversão de MeHb presente na amostra. Os valores 
encontrados estão descrito na tabela abaixo com suas respectivas absorbâncias: 
Cupeta Absorbância (A) 
AI 0,310 
AII 0,640 
AIII 0,277 
AIV 0,105 
 
 Com os resultados foi possível calcular a metemoglobina presente na amostra: 
0,310 − 0,277
(0,640 − 0,105) × 12
 × 100 = 0,51% 𝑀𝑒𝐻𝑏 
 
Interpretação 
 
 O valor normal da metemoglobina determinado na região do Sul de Minas Gerais foi de 
0,73 ± 0,25 e o valor de referência máximo tolerado no Brasil é de 5%. Dessa forma, através da 
avaliação da concentração de metemoglobina pode-se concluir que a amostra analisada está 
dentro dos níveis aceitáveis, o que sugere que o paciente não está sujeito a metaglobonemia 
congênita ou adquirida. 
 
Conclusão 
 
 Através do experimento foi possível determinar de metemoglobina na amostra de 
sangue. Foi possível concluir que o indivíduo analisado está dentro dos níveis aceitados, 
indicando ser saudável. 
 Foi possível concluir também, que a absorbância na ausência de cianeto menos aquela 
na presença de cianeto é a medida da conversão de MHb presente na amostra a 
cianometemoglobina. 
 
Referências 
 
 SIQUEIRA, M.E.P.B et al – Valores de referência para metemoglobina na região sul de 
Minas Gerais. Revista Bras. Toxicologia, v.10, p.5-9, 1997. 
CARVALHO, Claúdia et al - Metemoglobinemia: Revisão a Propósito de um Caso, Arq 
Med vol.25 no.3 Porto jun. 2011. 
NASCIMENTO, T. S.; PEREIRA, R. O. L.; MELLO, H. L. D.; COSTA, J. 
Metemoglobinemia: do diagnóstico ao tratamento. Revista Brasileira de Anestesiologia, vol. 58, 
n. 6, 2008.

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