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UNIVERSIDADE POTIGUAR - ESCOLA DA SAÚDE CURSO DE BIOMEDICINA BIOTECNOLOGIA E DIAGNÓSTICO I AULA 3 EXPRESSÃO GÊNICA Natal/RN 2016 Expressão gênica é quando a informação no gene do DNA vai produzir uma proteína ou RNA funcional. O nosso DNA tem informações para produzir proteínas e RNA funcionais, tais como RNA ribossômicos, transportador, microRNAS e RNA interferente. O único RNA que não é funcional é o RNA mensageiro. O que é gene? Uma sequência do DNA que tem a informação para produzir proteínas e RNA’s funcionais. A fita de DNA é constituída por nucleotídeos, no início do processo eu tenho uma fita de DNA, vai ser produzido o transcrito primário e partir dele vai formar o RNA mensageiro. DNA vai produzir RNA mensageiro. Transcrição de transcrito. A partir dos nucleotídeos são formados os aminoácidos. A transcrição ocorre no núcleo e a síntese de proteínas ocorre no citoplasma. A síntese de proteínas ocorre no citoplasma, tendo em vista que os compostos necessários tais como ribossomos e aminoácidos estão no citoplasma. Após a transcrição do DNA no núcleo, o transcrito primário sai da célula e vai para o citoplasma, por meio dos poros da carioteca. A partir daí, pode ocorrer a ação da Ribonuclease ou RNase, um tipo de nuclease que catalisa a degradação do RNA em componentes menores a partir das extremidades. Por essa razão, deve ocorrer uma proteção das extremidades do transcrito primário. Dessa forma, inicia-se o capeamento na extremidade 5’, que consiste em uma ligação nucleotídica atípica do tipo 5´- 5´, de uma 7-metilguanosina na extremidade 5´ do transcrito primário pela enzima guanililtransferase. O nucleotídeo adicionada é referido como cap (ou quépe) e tem função de proteger a extremidade contra ataque de nucleases citoplasmáticas e permitir que o complexo de pré-iniciação da tradução reconheça a extremidade do mRNA para que ocorra a síntese de proteínas. A extremindade 5’ está de frente para a parte externa da carioteca, no sentido do citoplasma. Nesta instância, para proteger a extremidade 3’ ocorre o processo de poliadenilação, que consiste na adição de uma sequência de adenosinas (de 100 a 300 em geral) na extremidade 3´ do transcrito. É realizada pela enzima poliA polierase. O filamento de adenosinas produzido é referido como cauda poli A. O material genético está enovelado nas proteínas histonas. Dessa forma, é necessário que haja o desenrolamento da região que será utilizada para a produção de proteínas. O reconhecimento do gene que será necessário para a produção de proteínas é de responsabilidade de algumas proteínas específicas chamadas de Fatores de transcrição. Elas trazem o RNA polimerase para realizar a montagem dos RNAs. Resumidamente, Para que o RNA polimerase consiga encontrar o ponto de início da transcrição ela necessita de proteínas conhecidas como Fatores de Transcrição. Essas proteínas são responsáveis por se ligar a sequências específicas de DNA (promotores) que caracterizem o local de início da transcrição e recrutar a RNA polimerase a esses sítios. Na transcrição, uma determinada fita de DNA está aberta, ficando exposta a região do gene que será transcrito. A RNA polimerase vai adicionar nucleotídeos no sentido 5’-3’. Após esse processo teremos a formação do transcrito primário. A fita molde promove a produção do transcrito primário por meio da fita 5’-3’. O transcrito primário é semelhante ao trecho do gene que foi transcrito. A formação do RNA mensageiro ocorre 3 processos: Adição do CAP (quepe): Uma adição de uma guanosina, por meio da adição de um metil aliada a uma guanina. Dessa forma, como a nucleasse pra fazer a degradação do DNA precisa reconhecer as 4 bases nitrogenadas: adenina, citosina, uracila e guanina, ela não irá degradar o material genético pelo fato de que ela não irá reconhecer a substituta da guanina, que passou por um processo de metilação. Splicing: Os íntrons são sequências que não são utilizadas para a produção de proteínas específicas. Enquanto que os éxons são sequências que são utilizadas para a produção de determinadas proteínas. Dessa forma, os íntros precisam ser retirados da fita. O RNA mensageiro, em termos de tamanho, é menor que o transcrito primário. O transcrito primário possui região 5’ protegida da nucleasse, por meio da adição do quepe. Contudo, a região 3’ está desprotegidos. Poliadenilação: Adição de uma sequência de adenosinas (de 100 a 300 em geral) na extremidade 3´ do transcrito. É realizada pela enzima poliA polierase. O filamento de adenosinas produzido é referido como cauda poli A. A quantidade de adenosinas incluídas dependem do tempo que o processo de tradução necessita do RNA mensageiro. Quanto maior o tempo de funcionalidade do RNA mensageiro, maior a quantidade de adenosinas na cauda Poli A. Quando o transcrito primário passa por esses três processos (Adição do quepe, Splicing e Poliadenilação) ele passa a se chamar de RNA mensageiro. 1. POLIADENILAÇÃO Além dos capacetes, a maioria dos RNA’s eucarióticos são alterados de forma a conter uma cauda de poliadenilato na sua extremidade 3’. Nessa cauda estão presentes cerca de 200 A’s, que se enrolam ao redor de várias cópias de uma proteína ligadora. Essa cauda tem a função de atuar como acentuadora da tradução, proteger o mRNA da digestão por nucleases presentes no meio e proporcionar uma maior estabilidade à molécula. Especula-se que ela também tenha um papel importante no transporte do mRNA para o citoplasma. É interessante notar que o nucleotídeo que se encontra logo antes da cauda poli-A não é o último que será traduzido e podem haver mais centenas de nucleotídeos além da extremidade 3’ de um RNA maduro. Os nucleotídeos contendo a adenina não são codificados pelo DNA e são adicionados posteriormente ao mRNA. Como o mecanismo celular sabe onde deverá ser adicionada a cauda poli-A? Estudos mostraram que os transcritos primários de RNA são clivados através de uma endonuclease específica que reconhece a seqüência AAUAAA. Entretanto, apenas essa seqüência não é suficiente para que ocorra o corte, é também necessário que haja um contexto ainda desconhecido de nucleotídeos próximos que caracterizem a região. Após o corte, uma enzima polimerase poli-A, dependente de ATP, acrescenta os nucleotídeos contendo a base adenina na extremidade 3’ do RNA. 2. SPLICING Os íntros estão intercalando os éxons. Ao final de um Éxon 5’ encontra-se uma Uracila ligada a uma Adenina por meio de um fosfato. No início de um Éxon 3’ encontra-se uma Guanina ligada a uma Uracila por meio de um fosfato. Uma Guanina ligada a uma hidroxila irá fazer um ataque nucleofílico. Dessa forma, a guanina vai introduzir a hidroxila na ligação Éxon 5’ e a hidroxila vai se ligar com a Uracila, eliminando a Adenina. Dessa forma a Adeninia que estava ligada ao fosfato sai da cadeia e se uni com a guanina que antes estava ligada a hidroxila, formando o complexo (pG-pA). Nesta instância a extremidade 5’ do íntron é liberada da molécula. O complexo (pG-pA) se liga a extremidade 5’ do íntron, que a partir de agora está solta do transcrito primário. Por fim, a hidroxila que está ligada a uracila da extremidade 5’, vai fazer um ataque nucleofílico a guanina da outra extremidade (3’). Dessa forma, a hidroxila vai se unir a guanina que foi retirada por ela, formandoo complexo (G-OH) na extremidade 3’. Dessa forma, teremos apenas uma cadeia de éxons. Onde a união entre as cadeias ocorrerá por meio da ligação UpU (duas uracilas ligadas a um fosfato). (Ver Splicing em artigo) A expressão gênica varia de acordo com o tipo celular e a estrutura do tecido, conforme o exemplo abaixo: TRADUÇÃO E CÓDIGO GENÉTICO No citoplasma, o RNA mensageiro é traduzido em uma proteína pela ação de uma variedade de moléculas de RNA transportador, cada uma específica para um aminoácido. Essas moléculas notáveis, cujo o comprimento individual varia de 70 a 100 nucleotídeos, têm a tarefa de colocar os aminoácidos corretos na posição correta ao longo do molde do RNA mensageiro, para serem adicionados à cadeia de polipeptídios em crescimento. A síntese de proteína ocorre nos ribossomos, compostos de RNA transportador – codificado pelos genes de rRNA 18S e 28S – e várias dúzias de proteínas ribossômicas. A chave da tradução é o código que relaciona aminoácidos específicos com combinações de três bases adjacentes ao longo do RNA mensageiro. Cada conjunto de três bases constitui um códon, específico para um determinado aminoácido. Teoricamente, são possíveis quase variações infinitas no arranjo das bases ao longo da cadeia do polinucleotídeo. Em qualquer posição, existem quatro possibilidades (A, T, C ou G). Então, para três bases existem 4 3 , ou 64, possibilidades de combinações de trincas. Esses 64 códons constituem o código genético. Como existem somente 20 aminoácidos e 64 códons possíveis, a maioria dos aminoácidos é específica para mais de um códon, consequentemente se diz que o códon é redundante. Por exemplo, a base na terceira posição da trinca pode ser uma purina (A ou G) ou uma pirimidina (T ou C) ou, em alguns casos, qualquer uma das quatro bases, sem alterar o código da mensagem. A leucina e a arginina são, cada uma, específicos para um códon único. Três dos códons são chamados de códons de fim ou de término, pois designam o término da tradução do RNA mensageiro naquele ponto. A tradução de um RNA mensageiro processado é sempre iniciado no códon que especifica a metionina. A metionina é, portanto, o primeiro aminoácido codificado (aminoterminal) de cada cadeia polipeptídica, embora seja geralmente removida antes que a síntese da proteína seja completada. O códon de iniciação para a metionina é o AUG. Ele estabelece a matriz de leitura do RNA mensageiro, cada códon subsequente é lido na sua vez para predizer a sequência de aminoácidos da proteína. Os elos moleculares entre códons e aminoácidos são as moléculas de RNA transportador específicas. Um determinado local em cada RNA ribossômico forma um anticódon com três bases que é complementar a um códon específico no RNA mensageiro. A ligação entre um códon e um anticódon leva o aminoácido apropriado à próxima posição no ribossomo para a fixação, pela ligação de uma ligação peptídica, na terminação carboxila da cadeia de polipeptídios crescente. O ribossomo, então, avança exatamente três bases ao longo do RNA mensageiro, alinhando o próximo códon para reconhecimento por outro RNA transportador com o próximo aminoácido. Assim, as proteínas são sintetizadas a partir de aminoácidos da carboxila terminal, que corresponde à tradução do RNA mensageiro na direção de 5’ para 3’. A tradução é finalizada quando um código de finalização (UGA, UAA, UAG) é encontrado na mesma matriz de leitura que o códon iniciador. Os códons de fim em qualquer outra matriz de leitura não-usada não são lidos e, portanto, não possuem nenhum efeito na tradução. O polipeptídeo completo é então liberado pelo ribossomo, que se torna disponível para iniciar a síntese de outra proteína. Muitas proteínas sofrem modificações extensas após a tradução. A cadeia polipeptídica, que é o produto da tradução primária, é dobrada e ligada a uma estrutura tridimensional que é determinada pela própria sequência de aminoácidos. Duas ou mais cadeias polipeptídicas, produtos do mesmo gene ou de genes diferentes, podem combina-se para formar um único complexo de proteína madura. Por exemplo, duas cadeias de α-globina e duas cadeias de β-globina se associam de forma não-covalente para formar uma molécula de hemoglobina tetramérica. Os produtos proteicos podem também ser modificados quimicamente, por exemplo, pela adição de grupos metil, fosfatos ou carboidratos em locais específicos. Essas modificações podem ter uma influência significativa na função ou na abundância da proteína modificada. Outras modificações podem envolver a clivagem de proteína, seja para remover sequências aminoterminais específicas após elas servirem para dirigir uma proteína para a sua posição correta na célula (p. exemplo, proteínas que funcionam no núcleo ou mitocôndrias) seja para separar a molécula em cadeias polipeptídicas menores. Por exemplo, duas cadeias que compõem a insulina final, uma com 21 e outra com 30 aminoácidos de comprimento, são originalmente parte de um produto de tradução primária de 81 aminoácidos chamado de proinsulina.