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Pena_Privativa_de_Liberdade_e_Regimes_de_Cumprimento

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direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 432.][157: NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de direito penal. 8ª. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2012, p.433.]
Deve-se observar o art. 111 da LEP “Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos distintos, a determinação do regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou unificação das penas, observada, quando for o caso, a detração ou remição”. Ex.: 3 processos. Furto = 2 anos. Roubo= 4 anos. Estelionato= 1 anos. Pena total= 7 anos. Regime semiaberto – art. 33, parág. 2º. b. Se houver a detração o juiz da execução penal deve descontar do total da pena aplicada. 
Conforme o parágrafo único do art. 111 da LEP: “Sobrevindo condenação no curso da execução, somar-se-á a pena ao restante da que está sendo cumprida, para determinação do regime”. No exemplo acima, se o réu estiver cumprindo a pena de 7 anos e no curso da execução for condenado a mais 5 anos, deve o juiz modificar o regime semiaberto para o regime fechado, pois a pena será de 12 anos - art. art. 33, parág. 2º. a. A soma sempre será feita sobre a pena restante e não sobre a pena aplicada pelo magistrado na sentença condenatória. Por isso, pena cumprida e pena extinta.[158: NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas. Vol. 2. 6ª. ed. refor. e atual. São Paulo: RT, 2012, p. 275.]
Vale destacar, ainda, a posição de se aceitá-la na prisão provisória em processo em que o réu foi absolvido em futuro e eventual processo crime a ser enfrentado pelo réu não é aceita segundo Nucci e Capez. No entanto, trata-se de uma corrente de interpretação. Ex.: “A” comete um furto e fica preso preventiva 5 meses. Após, é absolvido. Ano seguinte comete um roubo. Neste processo o juiz poderia descontar da pena em razão da prisão ocorrida no furto. 
A outra posição aceita é a de que basta a conexão ou a continência entre os crimes de diferentes processos.
Detração para fins de Prescrição
A prescrição é a “perda do poder punitivo do Estado, pelo seu não exercício no prazo previsto em lei”. Seu objetivo é evitar a demora indefinida de processos criminais; a reabertura de casos ocorridos há muito tempo, entre outros. Capez admite descontar o tempo de prisão provisória para efeitos de prescrição embora cite decisão do STF vedando tal possibilidade.[159: LEAL, João José. Direito penal geral. 3ª. ed. rev. e atual. Florianópolis: OAB/SC, 2004, p. 593.][160: LEAL, João José. Direito penal geral. 3ª. ed. rev. e atual. Florianópolis: OAB/SC, 2004, p. 592-3.][161: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 432.]
Detração é cabível na Medida de Segurança
Cabe detração na medida de segurança. Neste caso o exame de cessação da periculosidade será feito após o decurso do prazo mínimo fixado menos o tempo de prisão provisória.[162: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 433.]
A decisão que concede a detração deve ser fundamentada (art. 93, IX da CF)