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Dicionario Financeiro_Completo

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é a soma do Saldo das Transações Correntes com o Movimento de Capitais Autônomos e Erros e Omissões (um valor estimado para anular as imperfeições que normalmente ocorrem).
7. Capitais Compensatórios
A última conta do Balanço de Pagamentos é o Movimento de Capitais Compensatórios. Esta conta inclui a conta de caixa do Banco Central, que mede a variação de reservas internacionais (em moeda estrangeira) do país, empréstimos de regularização e atrasados comerciais.
O Saldo do Balanço de Pagamentos tem o mesmo valor absoluto e sinal contrário ao Movimento de Capitais Compensatórios. Isto se ocorre porque, como explicado anteriormente, para cada valor que entra nas contas existe uma contrapartida no mesmo montante. Esta contrapartida, na maioria das vezes, se dá na conta caixa do Bacen, que mede a variação das reservas. 
O Movimento de Capitais Compensatórios mostra de onde sai o dinheiro quando o Balanço de Pagamentos é deficitário e para onde vai o dinheiro quando o país obtém superávit. Nesta conta podemos verificar a variação das reservas internacionais do país, que aumentam quando o país atinge superávit e diminuem quando o país obtém déficit. 
Base Monetária
A Base Monetária é usualmente entendida como a quantidade de moeda que circula na economia. Este conceito não é totalmente correto. O Banco Central é o responsável pela criação e destruição da Base Monetária. Portanto, a Base Monetária é igual ao estoque de moeda emitida pelo Banco Central desde seu início. Na prática porém, esta emissão não ocorre voluntariamente em benefício de um agente econômico, mas sim em resposta a uma operação em que o Banco Central receberá algo em troca. Vamos explicar isto melhor:
A Base Monetária é o passivo do Banco Central. Não é um direito, mas uma obrigação. Por exemplo: um exportador que acaba de receber o pagamento da venda de seu produto em dólares procura o Banco Central para trocar seus dólares por reais. Os dólares que o Banco Central recebe vão aumentar as reservas internacionais do país, que tornam-se propriedade, são o ativo, do Banco Central. Da mesma maneira, esta emissão feita ao exportador aumenta a Base Monetária, o passivo, compromisso do Bacen.
O exemplo contrário é o do importador que possui reais e deseja obter dólares para efetuar os pagamentos necessários no exterior. Neste caso, o Banco Central cederá divisas, diminuindo o seu ativo, e ao mesmo tempo adquirirá reais, caindo o montante de suas obrigações (passivo).
A Base Monetária é contabilmente igual ao papel moeda em poder do público mais as reservas bancárias compulsórias dos bancos comerciais recolhidas pelo Banco Central. Consideram-se papel moeda em poder do público tanto o dinheiro que está efetivamente nas mãos dos cidadãos quanto o que está no caixa dos bancos para suprir os saque que serão feitos. 
As reservas bancárias compulsórias recolhidas pelo Banco Central são obrigações dos bancos comerciais, que devem legalmente separar uma parte pré-determinada dos depósitos à vista do público, sob a forma de depósito compulsório que é remetido ao Banco Central. 
O que faz a Base Monetária se alterar?
Um depósito à vista de um agente particular não altera a Base Monetária. Este depósito deixa a forma de papel moeda em poder do público e passa para a forma de reservas bancárias compulsórias no Bacen e reservas bancárias no caixa dos bancos. Portanto, neste caso, não houve variação da Base Monetária.
Por outro lado, se a empresa recebe dólares em decorrência de uma exportação e procura o Banco Central para trocá-los por moeda nacional, o Banco Central recolhe os dólares, aumentando seu ativo, e cede reais à empresa, aumentando a Base Monetária. 
Benchmark 
Sempre quando se apura o desempenho de alguma ação, seja um investimento ou um medida tomada dentro de uma empresa, é preciso ter como base ou padrão algum outro índice ou medida. O mercado financeiro “roubou” um termo utilizado pelas empresas para avaliar, medir e comparar produtos, serviços, processos e funções de empresas conhecidas como as melhores, com o objetivo de aprimorar a organização: o termo é o benchmark ou benchmarking.
No mercado financeiro, esse termo é utilizado para determinar um índice que servirá como parâmetro para comparação de investimentos. Um fundo de ações, por exemplo, pode ter o Ibovespa como benchmark. Já um fundo cambial tem como benchmark a variação do câmbio.
“Em geral, todos os fundos têm um benchmark. No entanto, se ele tem uma carteira muito diversificada, como 40% em ações, 40% em títulos públicos, 20% em papel cambial, fica difícil fechar um benchmark”, diz Marcelo Afonso, gerente de Asset Management do Banco BNL. “O benchmark é um parâmetro para avaliar o desempenho do fundo”, explica.
O investidor que aplica em ação também pode criar seu próprio benchmark. Para isso, basta que trace um objetivo e compare este objetivo com algum dos índices do mercado, a rentabilidade da carteira tem que ser maior ou igual à do índice escolhido como benchmark para que haja sucesso. Há muitos índices, além do Ibovespa, como o IBX (as 100 mais negociadas da Bovespa), o FGV-100 (da Fundação Getúlio Vargas), o IBE (índice que congrega as empresas mais negociadas do setor elétrico). 
Veja alguns exemplos de benchmarks dos fundos de investimento:
Fundo DI: Tem como benchmark a variação da taxa de juros dos Certificados de Depósito Interbancário (CDI) e da taxa básica da economia, a Selic. São mais usados pelos investidores conservadores, que não querem risco em sua carteira de investimento.
Fundo cambial: Usam como benchmark a taxa de câmbio, ou seja, caso o câmbio dispare o investidor posicionado neste fundo ganha. No caso contrário, o investidor perde rentabilidade. Em geral, esses fundos rendem a variação do câmbio mais o cupom cambial. São uma boa arma para o investidor se proteger do chamado risco cambial, caso tenha dívidas em moeda estrangeira.
Fundo de ação: Cada fundo de ação pode ter um benchmark diferente, ou nem mesmo ter um. O mais comum é o tipo que usa o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores de São Paulo) como benchmark. Isso porque esse índice é composto pelas ações mais negociadas na bolsa, portanto, reflete de maneira mais fiel o comportamento do mercado. 
Blocos Econômicos
Assim como o Brasil, todas as nações do planeta buscam avidamente um objetivo em comum: incrementar o volume de exportações e importações. Para isso, tentam, assim como as empresas, fechar parcerias com outros países, a fim de conseguir reduzir os custos e buscar suprir as próprias necessidades e as dos parceiros.
A partir desse conceito se chegou ao que chamamos dos mercados comuns, que são área de negociação livre de impostos, parcial ou totalmente, e com legislação mais flexível para estimular a negociação e diminuir o volume de negócios concretizados fora dessa área.
Para se ter uma idéia, antes da criação das organizações multilaterais na década de 50, com a convenção de Bretton Woods, o comércio internacional respondia por 10% apenas do PIB mundial. Em 1998, o volume já representava 25%. 
Em tempos de economia globalizada, a necessidade de estabelecer parcerias e fortalecer as relações comerciais virou uma necessidade cada vez maior para os países. No Brasil, a importância da balança comercial para o equilíbrio das contas tem se tornado crucial e vital para o cumprimento das metas com o FMI. Mas não é só: as relações comerciais externas afetam diretamente os setores e empresas, mexendo com toda a economia e o mercado financeiro. 
Mas eliminar obstáculos aduaneiros e fortalecer as exportações são apenas alguns dos benefícios iniciais que os acordos de comércio internacional podem ofercer. De acordo com Márcio Sette Fortes, coordenador do recém-criado MBA em Negócios Internacionais do Ibmec, no Rio, existem normalmente cinco estágios até se chegar a ser um bloco econômico com interação econômica. “O primeiro é a criação de uma zona de livre comércio, que elimina basicamente obstáculos aduaneiros. 
É o caso do Nafta,