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191445744 Pratica III Penal

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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 1
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
Petição Inicial: Queixa-Crime
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de elaborar uma petição inicial, preenchendo os requisitos necessários, identificando e 
esclarecendo: o sujeito ativo do crime, os autores e os meios empregados, o mal produzido ? resultado, o lugar do crime, os 
motivos do crime, modo a maneira pela qual foi praticado; quando (o tempo do fato), dentro de uma configuração formal que 
a peça deve ter, considerando a lógica da mesma.
Aplicar o art. 41 CPP em combinação com o art. 282 CPC no que couber, principalmente quanto ao direcionamento da 
petição (estudo da competência do órgãojulgador) e verificar a existência de vícios que levem a aplicação do art. 395 
CPPevitando a rejeição da inicial. Verificar os tipos de inicial de acordo com os procedimentos, principalmente na 
apresentação do rol de testemunhas.
TEMA
Petição Inicial: Queixa-Crime
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
Inquérito Policial; Formas de cognição; notícia de crime direcionada a autoridade; requerimento do ofendido. Termo 
circunstanciado (art. 69 da Lei 9.099/95).
A petição inicial: Conceito, elementos e requisitos, aspectos formais da petição. A petição inicial nos procedimentos 
sumaríssimo, sumário e ordinário, nos dolosos contra a vida. A petição inicial na queixa-crime e a procuração, requisitos. 
Prazo para propositura da ação penal privada.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
Apresentar os temas, discutindo as questões principais e exibindo as peças correspondentes.
Indicar os vícios mais comuns que geram rejeição. 
Indicar os vícios que podem ser corrigidos posteriormente através do aditamento.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
No dia 08 de janeiro de 2012 (domingo), em Belo Horizonte, Capital, por volta das 23 horas, Cleóbulo, brasileiro, solteiro, técnico de 
informática, residente e domiciliado à Rua Brumadinho, 100, Prado, Belo Horizonte, percebendo uma movimentação estranha no seu 
quintal, olhou pela janela e viu dois indivíduos subtraindo sua bicicleta e saindo pelo portão que eles tinham arrombado.
Imediatamente, Cleóbulo chamou a polícia e com seu carro seguiu atrás dos meliantes, logrando encontrá-los no bairro seguinte, com a 
sua bicicleta.
Conduzidos à Delegacia de polícia local, os indivíduos foram identificados como Caio e Mévio. Devidamente lavrado o APF, no dia 
09/01/2012, pela manhã, a autoridade policial o encaminhou ao Ministério Público, ao Juiz competente e ao advogado indicado por Caio 
e Mévio
Vinte dias se passaram sem que o Ministério Público tivesse oferecido a denúncia.
Diante dos fatos apresentados, Cleóbulo procura o escritório do advogado abaixo mencionado, para adotar as providências cabíveis. 
ADVOGADO: NELSON HUNGRIA
OAB: 100.000
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 1/39
TEXTO COMPLEMENTAR
Petição inicial: Queixa-crime.
Endereçamento: Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado que tratar a questão, ou Vara Criminal comum da Comarca____, ou 
Juizado. 
É preciso verificar a pena máxima do crime, pois isso fará com que o procedimento seja ordinário, Sumário ou sumaríssimo. Isso também 
influenciará no Rol de Testemunhas. Ordinário: até 08; Sumário: até 05 e Juizado: até 05. Ainda que a questão lhe forneça 20 
testemunhas, você só poderá colocar no rol o número legal. 
Se a questão não fornecer nomes das testemunhas, basta colocar ao final, após o pedido, ROL DE TESTEMUNHAS, Sem colocar qualquer 
tipo de numeração.
Para fixar o procedimento e consequentemente o endereçamento da peça você deverá levar em consideração as causas de aumento de 
pena e concurso de crimes, da seguinte forma:
1- Concurso material: somam-se as penas máximas, e observe o art. 394, §1º do CPP
2- Concurso formal ou crime continuado, opera-se o somatório máximo, ou seja, metade ou 2/3 sobre a pena máxima do crime.
3- Causa de aumento de pena, soma o máximo da causa sobre a pena máxima do crime.
Exemplo: Calúnia, tem pena máima de 2 anos, cuja competência é do Juizado Especial Criminal, no entanto de operar a causa de 
aumento do art. 141 do CP, a competência já será de uma Vara Criminal comum (Federal ou Estadual conforme o caso)
Para ser crime de competência Federal, deve observar o art. 109 da CR, Súmulas 122, 147 do STJ.
Requisitos da peça inicial acusatória: relato dos fatos delituosos, com todas as suas circunstâncias, agravantes e causas de aumento de 
pena, se existir, bem como atender a todos os elementos descritos no art. 41 do CPP, que dispõe o seguinte: A denúncia ou queixa 
conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se 
possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.
Adequada tipificação das condutas imputadas aos querelados ? tipificar as condutas.
Pedido expresso: 
· Citação do querelado para apresentar resposta e, ao final, a total procedência dos pedidos, com sua consequente condenação pela 
prática dos crimes narrados na inicial, sendo o querelado incurso nas penas dos arts____ 
· Fixação do valor mínimo de indenização pelo juiz sentenciante (art. 387, IV, do CPP). 
· Condenação dos querelados nas custas e demais despesas do processo.
· Rol de testemunhas.
EXMO. SR. DR. (JUIZ DE DIREITO OU JUIZ FEDERAL) DA xxxxxxx (órgão do poder judiciário com competência para processo e julgamento, 
com indicação da comarca ou seção judiciária e seu respectivo estado da federação. No caso da competência ser originária do Tribunal, o 
órgão julgador)
(QUALIFICAÇÃO DO OFENDIDO) xxxxxxxxxxxxxxxx, RG nº xxxxxx, CPF nº xxxxx, domiciliado à xxxxxxxxx através de seu advogado 
(instrumento de mandato em anexo) oferecer perante V.Exa.
QUEIXA-CRIME
em face de:
(NOME OU FORMA DE IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO FATO -QUERELADO e sua QUALIFICAÇÃO se não tiver sido qualificado em IP), 
qualificado às fls. 06 do inquérito policial que instrui esta peça acusatória, pela prática dos seguintes fatos:
(EXPOSIÇÃO DO FATO) constando :
h) O elemento subjetivo ? DOLO ou a CULPA.
i) O quando, o tempo do fato;
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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j) O lugar do crime;
k) Os meios empregados;
l) Os motivos do crime;
m) O modo, a maneira pela qual foi praticado;
n) O mal produzido ? resultado.
(CLASSIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL DE ACORDO COM O FATO NARRADO)
Pelo exposto, requer seja o réu citado, para responder a presente ação penal, esperando ao final, seja julgada procedente, com a 
consequente condenação do réu. Requer ainda a fixação de valor mínimo a título de reparação de danos, na forma do art. 387, IV do 
CPP, bem como a condenação dos querelados nas custas e demais despesas do processo.
Para deporem sobre os fatos ora narrados requer sejam notificadas as testemunhas a seguir arroladas:
1) XXXXXXXXX qualificada às fls. 21 do IP;
2) XXXXXXXXX, qualificado às fls. 26 do IP;
2) XXXXXXXXX, qualificado às fls. 33 do IP.
Local e Data
_____________________________________
Querelante
_____________________________________
Advogado
Inscrição OAB nº
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 3/39
Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 2
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
Resposta Preliminar Obrigatória - Procedimento Ordinário; Exceção processual
OBJETIVO
O aluno conhecendo o procedimento ORDINÁRIO, deverá ser capaz de, analisando a inicial e seus elementos probatórios 
mínimos orientadores (justa causa), redigir a resposta preliminar obrigatória (RPO).
É importante o aluno entender que neste momento, o ataque ao mérito buscando a absolvição sumária, deve ser realizado 
quando houvergrandes possibilidades de vitória. Se a questão for controvertida em razão dos fatos narrados, a apresentação 
da tese defensiva neste momento não seria a melhor técnica, sendo melhor deixá-la para o momento das alegações finais 
quando a instrução probatória já tiver sido concluída. 
Deve, por fim, ser capaz de identificar as questões processuais que acarretem vício no procedimento, arguindo-a no momento 
oportuno através de peça processual própria.
TEMA
Resposta Preliminar Obrigatória - Procedimento Ordinário; Exceção processual
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 ? Conhecer os atos processuais que compõem o procedimento e saber o prazo específico para apresentar a Resposta 
Preliminar Obrigatória (RPO). Impugnar os fatos descritos na inicial, através deprovas já constituídas ou mesmo de 
elementos colhidos no IP que possam gerar o convencimento do Juiz para absolver sumariamente.
1.1 ? As causas motivadoras da absolvição sumária ? Art. 397 CPP
1.2 ? A obrigatoriedade da apresentação da resposta ? Art. 396, §2º CPP
1.3 ? A apresentação das provas, diligências e rol de testemunhas.
2 ? As exceções processuais do art. 95 CPP 
2.1 ? Momento e forma de argüição ? Art. 396-A, §1º CPP.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
? O caso concreto deverá ser abordado ao longo da aula, com as explicações das causas que possibilitam a absolvição 
sumária, bem como a explicação sobre a exceção processual.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Godofredo, de 30 anos de idade, foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. 217-A, p.1º 
c/c art. 234-A, III do Código Penal, por crime praticado contra Cleópatra, de 29 anos de idade. Na peça acusatória, a conduta 
delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos:
"No mês de setembro de 2009, em dia não determinado, Godofredo dirigiu-se à residência de Cleópatra, ora vítima, para 
assistir, pela televisão, a um jogo de futebol. Naquela ocasião, aproveitando-se do fato de estar a sós com Cleópatra, o 
denunciado constrangeu-a a manter com ele conjunção carnal, fato que ocasionou a gravidez da vítima, atestada em laudo 
de exame de corpo de delito. Certo é que, embora não se tenha valido de violência real ou de grave ameaça para constranger 
a vítima a com ele manter conjunção carnal, o denunciando aproveitou-se do fato de Cleópatra ser incapaz de oferecer 
resistência aos seus propósitos libidinosos assim como de dar validamente o seu consentimento, visto que é deficiente 
mental, incapaz de reger a si mesma."
Nos autos, havia somente a peça inicial acusatória, os depoimentos prestados na fase do inquérito e a folha de antecedentes 
penais do acusado sem qualquer anotação. O juiz da 2.ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, Minas Gerais, 
recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para se defender no prazo legal, tendo sido a citação efetivada em 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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18/11/2009 (quarta-feira). Godofredo procurou, no mesmo dia, a ajuda de um profissional e outorgou-lhe procuração ad juditia 
com a finalidade específica de ver-se defendido na ação penal em apreço.
Disse, então, a seu advogado que não sabia que a vítima era deficiente mental, que já a namorava havia algum tempo, que 
sua avó materna, Astrogilda, e sua mãe, Geralda, que moram com ele, sabiam do namoro e que todas as relações que 
manteve com a vítima eram consentidas. Disse, ainda, que nem a vítima nem a família dela quiseram dar ensejo à ação 
penal, tendo o promotor, segundo o réu, agido por conta própria. Por fim, Godofredo informou que não havia qualquer prova 
da debilidade mental da vítima.
Em face da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado, a peça 
processual, privativa de advogado, pertinente à defesa de seu cliente. Em seu texto, não crie fatos novos, inclua a 
fundamentação legal e jurídica, explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo.
TEXTO COMPLEMENTAR
Da resposta preliminar obrigatória (RPO).
Base Legal : Art. 396 e 396-A, ambos do CPP. Incluímos a defesa preliminar do procedimento sumaríssimo, art. 81 da lei 
9.099/95 e a defesa preliminar obrigatória do procedimento do júri (art. 406 CPP).
Trata-se de momento processual relevante. Com a edição da lei 9.099/95, o legislador, seguindo os passos do procedimento 
dos crimes praticados por servidor público contra a administração, erigiu a resposta preliminar como ato processual 
obrigatório para recebimento da inicial. O juiz ao ter contato com uma pretensão, antes de formar seu juízo de valor quanto ao 
recebimento, determina a citação do autor do fato para responder a acusação de forma preliminar. Só após, o juiz analisará a 
admissibilidade da acusação, recebendo-a ou rejeitando-a.
Com a reforma do processo penal, o legislador pelas leis 11.689/08 e 11.719/08, criaram a resposta preliminar que passou a 
ser obrigatória conforme se observa na leitura do §2º do art. 396-A, CPP (procedimentos ordinário e sumário) e art. 408 CPP 
(procedimento do Júri)
De qualquer forma, a resposta deve objetivar a absolvição sumária descrita no art. 397 CPP, através das causas elencadas 
ou da impronúncia, desclassificação ou absolvição sumária no procedimento do júri (art.414, art. 419, e art. 416, todos CPP, 
respectivamente).
A data da peça é importante, você deve levar em consideração a data da citação, excluir esse dia da contagem (art. 798, §1º 
e 5º do CPP), não podendo iniciar nem terminar a contagem em finais de semana e feriados (verbete da súmula 310 e 710 do 
STF) e conta 10 dias corridos.
DIVISÃO DA PEÇA DE ACORDO COM A FORMA DE DEFESA
a - A petição iniciará com o endereçamento ao órgão competente para o processo e julgamento, fazendo menção ao número 
do processo;
b – Identificação do peticionário e seu advogado
c -Apresentação das questões preliminares – Questões processuais que geram vício no processo, art. 95 do CPP. Esse é o 
momento para se arguir as preliminares.
d – Apresentação do mérito através da exposição de fatos que possibilitem a absolvição sumária, art. 397 do CPP. Verificando 
a defesa que não possuí elementos fortes para vitória neste momento, deverá protestar pela improcedência do pedido de 
forma ampla sem exteriorização das teses defensivas, ou seja, não se fala em atenuantes, não se fala “em caso de 
condenação”, não se pede aplicação da pena no mínimo legal, não é aqui o momento para isso. Isto deverá ser prorrogado 
para o momento das alegações finais; 
OBS: Se a questão fornecer muitas datas, verifique pois pode haver presrição. Não s eesqueça dos artigos 109, 115 e 117 do 
CP.
e- De forma subsidiária, sempre que couber, peça a suspensão condicional do processo, na forma do art. 89 da Lei 9099/95. 
SEMPRE DE FORMA SUBSIDIÁRIA, em caso de não acolhimento das teses acima.
f – Apresentação do Rol de testemunhas.
MODELO DE RESPOSTA PRELIMINAR OBRIGATÓRIA (RPO).
EXMO. SR. DR.JUIZ DE DIREITO DA ____VARA CRIMINAL DA COMARCA___
EXMO. SR. DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ____VARA CRIMINAL FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ______
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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EXMO. SR. DR.JUIZ DE DIREITO DO ____JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL (conforme o caso)
Processo nº 
(QUALIFICAÇÃO DO ACUSADO)
Xxxxxxxxxxxxxxx, neste ato devidamente representado por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação penal que 
lhe move a justiça pública, vem oferecer, com base no art. 396 CPP (procedimento ordinário ou sumário) (OU) art 406 CPP 
(procedimento júri) perante V.Exa.
RESPOSTA PRELIMINAR
Em razão dos seguintes fatos e fundamentos:
1-PRELIMINAR(Identificar a causa de nulidade); Se existir na questão alguma questão do art. 95 do CPP, argui-se como 
preliminar.
2- Verificar se há alguma questão processual geradora de nulidade, por ex. Vício na Citação.
3- DAABSOLVIÇÃO SUMÁRIA – (Identificar a causa a ser argüida) 
Deve constar os fatos provados quanto as causas excludentes de ilicitude ou culpabilidade; Se a tese for de que o fato não 
constitui crime, deve ser aproveitada a justa causa utilizada para propositura da ação penal e, sendo possível, outras provas 
que indiquem que o fato não tipificado como crime. Se a questão for sobre extinção de punibilidade, deve ser demonstrada a 
causa., por exemplo a certidão de óbito do acusado.
4-DO PEDIDO ( é sempre bom fazer em destaque), separar os pedidos.
Pelo exposto, requer, a defesa:
4.1 a declaração da nulidadeXXXXXXXX através do acolhimento da preliminar.
4.2 Vencida a preliminar, no mérito requer a absolvição sumária do acusado por ser matéria de justiça, conforme 
demonstrado e provado, art. 397, ___
4.3 Caso não seja o entendimento deste MM. Juízo, vencidas a preliminar e o pedido de absolvição, requer a improcedência 
do pedido com a absolvição do acusado como restará demonstrado após a instrução.
Para deporem sobre os fatos ora narrados requer sejam notificadas as testemunhas a seguir arroladas:
Se a questão não fornecer nomes das testemunhas, basta colocar ao final, após o pedido, ROL DE TESTEMUNHAS, Sem 
colocar qualquer tipo de numeração. Se a questão fornecer, numere as testemunhas e coloque ao lado, caso não esteja 
mencionado na questão “qualificação ou endereço)
Ex. Carlos (qualificação) ou (endereço)
Local e Data
Advogado
Inscrição OAB/RJ nº
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
O Professor poderá orientar os alunos no que diz respeito à elaboração da Exceção, informando o prazo para a apresentação e a forma 
(art. 396-A, §1º e 110§1º do CPP), e orientando quanto ao Exame da Ordem em relação a arguição juntamente com a RPO.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 6/39
Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 3
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
Resposta Preliminar Obrigatória 
OBJETIVO
O aluno, completando os ritos descritos no art. 394 CPP, fará contato com o sumaríssimo. Identificará quais os requisitos, 
deverá ser capaz de compreender as fases e os atos processuais, elaborando a peça cabível, demonstrando conhecimento 
do direito material e processual, para solução do caso. 
TEMA
Resposta Preliminar Obrigatória 
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 ? Conhecer os atos processuais que compõem o procedimento e saber o prazo específico para apresentar a Resposta 
Preliminar Obrigatória (RPO). Impugnar os fatos descritos na inicial, através de provas já constituídas ou mesmo de 
elementos colhidos no IP que possam gerar o convencimento do Juiz para absolver sumariamente.
1.1 ? As causas motivadoras da absolvição sumária ? Art. 397 CPP
1.2 ? A obrigatoriedade da apresentação da resposta ? Art. 396, §2º CPP
1.3 ? A apresentação das provas, diligências e rol de testemunhas. 
2 ? As exceções processuais do art. 95 CPP 
2.1 ? Momento e forma de arguição ? Art. 396-A, §1º CPP.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
? O caso deverá ser abordado ao longo da aula, de acordo com a pertinência temática, indicando os vícios existentes e as 
defesas de mérito cabíveis;
? A resolução dos casos faz parte da aula;
? A abordagem dos casos permeia a exposição teórica.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Grace Kelly foi denunciada perante a 20ª Vara Criminal da Comarca da Capital/RJ, pela prática do crime previsto no art. 303, 
§ único, com a causa de aumento prevista no art. 302, § único, II, todos da Lei 9.503/97, porque no dia 10 de janeiro de 2012, 
estacionou seu veículo, um Ford Fiesta, em uma ladeira na no Morro da Conceição, Centro do Rio de Janeiro, e dirigiu-se 
para uma reunião no local. Uma hora após, o veículo desceu ladeira abaixo, totalmente desgovernado, vindo a atingir um 
pedestre que estava na calçada, causando-lhe lesões corporais leves.
A vítima não foi á delegacia registrar o ocorrido, no entanto, a autoridade policial local instaurou IP para apurar os fatos. Não 
foi realizada perícia no carro, logo não se sabe o motivo que ocasionou o acidente descrito.
Encaminhado os autos ao Ministério Público, este ofereceu denuncia no dia 10/09/2012 (segunda-feira) pelo crime descrito 
acima.
Grace Kelly foi citada no dia 14/09/12 (sexta-feira) para responder à ação penal.
Nessa condição, redija a peça processual cabível desenvolvendo TODAS AS TESES DEFENSIVAS que podem ser extraídas 
do enunciado com indicação de respectivos dispositivos legais. Apresente a peça no último dia do prazo.
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 7/39
O Professor poderá orientar os alunos quanto ao Procedimento Sumaríssimo; o momento parea apresentação e sua oralidade.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 8/39
Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 4
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
Alegações Finais por Memoriais 
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de:
? identificar as etapas do procedimento comum (ordinário e sumário);
? compreender o processo de elaboração das alegações finais da defesa, com vistas è prova produzida durante a instrução;
? redigir peça processual contendo alegações finais da defesa, na forma de memoriais;
? analisar o fato e suas circunstâncias para dele selecionar o que for importante para a construção da estratégia da defesa, 
bem como localizar o respaldo doutrinário e jurisprudencial respectivo.
TEMA
Alegações Finais por Memoriais
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 ? Procedimento comum:
1.1 Discutir as etapas do procedimento comum, trabalhando as diferenças entre ordinário, sumário e sumaríssimo, com vistas 
à atividade da defesa.
2 ? Orientar a elaboração das alegações finais da defesa, na forma de memorial:
2.1 ? Narração de fatos e circunstâncias e a correspondente argumentação;
2.2 ? subsidiariedade entre as teses defensivas;
2.3 ? necessidade de buscar respaldo constitucional para as teses;
2.4 ? contagem do prazo para apresentação da petição em juízo.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
? A abordagem do caso permeia a exposição teórica;
? a peça processual deve ser redigida em aula, sob supervisão do professor.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prática de infração prevista no art. 157, § 2.º, 
incisos I e II, do Código Penal, porque, no dia 19/2/2009, por volta das 17 h 40 min, em conjunto com outras duas pessoas, 
ainda não identificadas, teria subtraído, mediante o emprego de arma de fogo, a quantia de aproximadamente R$ 20.000,00 
de agência do banco Zeta, localizada em Brasília – DF. 
Consta na denúncia que, no dia dos fatos, os autores se dirigiram até o local e convenceram o vigia a permitir sua entrada na 
agência após o horário de encerramento do atendimento ao público, oportunidade em que anunciaram o assalto.
Além do vigia, apenas uma bancária, Maria Santos, encontrava-se no local e entregou o dinheiro que estava disponível, 
enquanto Mariano, o único que estava armado, apontava sua arma para o vigia. Fugiram em seguida pela entrada da 
agência.
Durante o inquérito, o vigia, Manoel Alves, foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um dos ladrões disse que era irmão 
da funcionária; que, após destravar a porta e o primeiro ladrão entrar, os outros apareceram e não conseguiu mais travar a 
porta; que apenas um estava armado e ficou apontando a arma o tempo todo para ele; que nenhum disparo foi efetuado nem 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 9/39
sofreram qualquer violência; que levaram muito dinheiro; que a agência estava sendo desativada e não havia muito 
movimento no local.
O vigia fez retrato falado dos ladrões, que foi divulgado pela imprensa, e, por intermédio de uma denúncia anônima, a polícia 
conseguiu chegar até Mariano. O vigiaManoel reconheceu o indiciado na delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juízo.
Regularmente denunciado e citado. A defesa não apresentou alegações preliminares. Durante a instrução criminal, a 
bancária Maria Santos afirmou: que não consegue reconhecer o réu; que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem 
depressão; que o assalto não demorou nem 5 minutos; que não houve violência nem viu a arma; que o Sr. Manoel faleceu 
poucos meses após o fato; que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado; que o sistema de vigilância da agência 
estava com defeito e por isso não houve filmagem; que o sistema não foi consertado porque a agência estava sendo 
desativada; que o Sr. Manoel era meio distraído e ela acredita que ele deixou o primeiro ladrão entrar por boa fé; que sempre 
ficava até mais tarde no banco e um de seus 5 irmãos ia buscá-la após as 18 h; que, por ficar até mais tarde, muitas vezes 
fechava o caixa dos colegas, conferia malotes etc.; que a quantia levada foi de quase vinte mil reais.
O policial Pedro Domingos também prestou o seguinte depoimento em juízo: que o retrato falado foi feito pelo vigia e muito 
divulgado na imprensa; que, por uma denúncia anônima, chegaram até Mariano e ele foi reconhecido; que o réu negou 
participação no roubo, mas não explicou como comprou uma moto nova à vista já que está desempregado; que os 
assaltantes provavelmente vigiaram a agência e notaram a pouca segurança, os horários e hábitos dos empregados do 
banco Zeta; que não recuperaram o dinheiro; que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano; que os outros autores 
não foram identificados; que, pela sua experiência, tem plena convicção da participação do acusado no roubo.
Em seu interrogatório judicial, acompanhado pelo advogado, Mariano negou a autoria do delito. 
Na fase de requerimento de diligências, a folha de antecedentes penais do réu foi juntada e consta um inquérito em curso 
pela prática de crime contra o patrimônio. Na fase seguinte, a acusação pediu a condenação nos termos da denúncia.
Em face da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) de Mariano, a peça processual, privativa de 
advogado, pertinente à defesa do acusado. Inclua, em seu texto, a fundamentação legal e jurídica, explore as teses 
defensivas possíveis e date no último dia do prazo para protocolo, considerando que a intimação tenha ocorrido no dia 
23/6/2010, quarta-feira.
TEXTO COMPLEMENTAR
Os procedimentos ordinário, sumário, sumaríssimo e dolosos contra a vida foram objetos de reformas, aonde o legislador 
privilegiou a oralidade e a concentração dos atos processuais.
Nestes ritos, verificamos que as alegações finais, em regra, são apresentadas oralmente pelas partes. Todavia o legislador, 
através do §3º do art. 403 CPP, previu a possibilidade de haver complexidade ou extenso número de acusados no processo o 
que dificultaria a realização das alegações finais de forma oral, dando ao julgador a discricionariedade de exame e deferindo 
a realização deste ato com entrega de peça processual.
Trata-se de ato processual de grande importância, pois é o momento em que as partes vão advogar suas teses de acordo 
com o que restou provado no processo, visando convencer o julgador a decidir de acordo com seus respectivos interesses. 
É importante fazer citação de partes de depoimentos de testemunhas, bem como apresentar jurisprudências favoráveis a 
seus interesses.
A acusação, sendo pública, pode manter o pedido de procedência do pedido com a condenação, como pode, como custus 
legis, pleitear a absolvição (art. 385 CPP), apesar de divergência doutrinária.
Já a defesa pode apresentar várias teses, desde que compatíveis, indo do pedido de absolvição até a desclassificação ou 
pedido de pena mínima.
Inicialmente o aluno deverá:
1- verificar no texto fornecido se há alguma hipótese de incompetência absoluta, pois se não há prazo para argui-la, tal 
situação poderá aparecer nesta peça. 
2- Em seguida, deverá o aluno analisar se há alguma causa de nulidade ocorrida tanto na AIJ quanto em momento anterior 
(por exemplo ausência de prazo para apresentação de resposta; inversão da ordem das oitivas, de maneira que o acusado 
tenha sido interrogado antes das testemunhas; ausência de exame de corpo de delito em crimes que deixam vestígios, prova 
ilícita – o examinador da FGV gosta bastante de interceptação telefônica, etc.). 
Sempre que a questão falar em interceptação telefônica, o candidato deverá verificar a questão está em conformidade com a 
Lei 9296/96, art. 2º. Procure verificar se não há prova ilícita por derivação, etc.
3- Após estas questões preliminares, o aluno pode passar ao mérito, verificando se há alguma hipótese de absolvição 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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(art.386 do CPP).
E por fim, não sendo possível as questões acima, ou porque não existem no caso concreto, o candidato deve procurar algum 
argumento que atenue a situação do cliente: seja desclassificando para uma infração com potencial ofensivo menor, seja 
procurando causas de diminuição da pena (essas causas estarão no próprio artigo do crime, se existir previsão), e/ou 
atenuantes da pena (estas estarão no art. 65 do CP)
MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS - MEMORIAIS
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de _________ - Estado de ________
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ___ Vara Criminal Federal da Seção Judiciária_____ - Estado de ________
PROCESSO n. _______
X, por seu advogado constituído, infra-assinado, vem, respeitosamente, à presença de V. Exa., nos autos do processo-crime 
acima epigrafado, que lhe move o Ministério Público do Estado de ___, com fulcro no artigo 403, § 3º, do Código de Processo 
Penal, para apresentar suas 
ALEGAÇÕES FINAIS POR MEMORIAIS (OU SOMENTE MEMORIAIS),
pelos motivos de fato e de Direito a seguir expostos:
O réu foi denunciado como incurso no art. (BREVE RESUMO DOS FATOS)
Em suas alegações finais, o Ministério Público pede a condenação do réu nos termos propostos na exordial.
Contudo, esta tese não deve prevalecer. Senão, vejamos.
Argumentar as teses seguindo as orientações acima.
PEDIDO expresso.
Local e data.
ADVOGADO
OAB
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 5
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
ALEGAÇÕES FINAIS . PROCEDIMENTO COMUM 
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de:
? identificar as etapas do procedimento comum (ordinário e sumário);
? compreender o processo de elaboração das alegações finais da defesa, com vistas è prova produzida durante a instrução;
? redigir peça processual contendo alegações finais da defesa, na forma de memoriais;
? analisar o fato e suas circunstâncias para dele selecionar o que for importante para a construção da estratégia da defesa, 
bem como localizar o respaldo doutrinário e jurisprudencial respectivo.
TEMA
ALEGAÇÕES FINAIS PROCEDIMENTO COMUM 
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 Procedimento comum:
1.1 Discutir as etapas do procedimento comum, trabalhando as diferenças entre ordinário, sumário e sumaríssimo, com vistas 
à atividade da defesa.
2 ? Orientar a elaboração das alegações finais da defesa, na forma de memorial:
2.1 ? Narração de fatos e circunstâncias e a correspondente argumentação;
2.2 ? subsidiariedade entre as teses defensivas;
2.3 ? necessidade de buscar respaldo constitucional para as teses;
2.4 ? contagem do prazo para apresentação da petição em juízo.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
A abordagem do caso permeia a exposição teórica;
a peça processual deve ser redigida em aula, sob supervisão do professor.
RECURSO FÍSICO
Quadro e Pincel.
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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José de Tal, brasileiro,divorciado, primário e portador de bons antecedentes, ajudante de pedreiro, 
nascido em Juazeiro, Bahia, em 07/09/1938, residente e domiciliado em Planaltina ? DF, foi denunciado pelo Ministério 
Público como incurso nas penas previstas no art. 244, caput, c/c art. 61, inciso, II, ?e?, amos do CP. Na exordial acusatória, a 
conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: 
Desde janeiro de 2005 até, pelo menos, 04/04/2008, em Planaltina ? DF, o denunciado José de Tal, livre e conscientemente, 
deixou, em diversas ocasiões e por períodos prolongados, sem justa causa, de prover a subsistência de seu filho Jorge de 
Tal, menor de 18 anos, não lhe proporcionando os recursos necessários para sua subsistência e faltando ao pagamento de 
pensão alimentícia fixada nos autos do processo n. 001/2005 ? 5ª Vara de Família de Planaltina (ação de alimentos) e 
executada nos autos do processo n. 002/2006 do mesmo juízo. Arrola como testemunha Maria de Tal, genitora e 
representante legal da vítima.
A denúncia foi recebida em 03/11/2008, tendo o réu sido citado e apresentado, no prazo legal, de próprio punho ? visto que 
não tinha condições de contratar advogado sem prejuízo do seu sustento próprio e de sua família ? resposta à acusação, 
arrolando as testemunhas Margarida e Clodoaldo.
A AIJ foi designada e José compareceu desacompanhado de advogado. Na oportunidade, o juiz não nomeou defensor ao 
réu, aduzindo que o Ministério Público estaria presente e que isso seria suficiente.
No curso da instrução criminal, presidida pelo juiz de Direito da 9ª Vara Criminal de Planaltina ? DF, Maria de Tal confirmou 
que José atrasava o pagamento da pensão alimentícia, mas que sempre efetuava o depósito parcelado dos valores devidos. 
Disse que estava aborrecida porque José constituíra nova família e, atualmente, morava com outra mulher, desempregada, e 
seus 6 outros filhos menores de idade.
As testemunhas Margarida e Clodoaldo, conhecidos de José há mais de 30 anos, afirmaram que ele é ajudante de pedreiro e 
ganha 1 salário mínimo por mês, quantia que é utilizada para manter seus outros filhos menores e sua mulher, 
desempregada, e para pagar pensão alimentícia a Jorge, filho que teve com Maria de Tal. Disseram, ainda, que, todas as 
vezes que conversam com José, ele sempre diz que está tentando encontrar mais um emprego, pois não consegue sustentar 
a si próprio nem a seus filhos, bem como que está atrasando os pagamentos da pensão alimentícia, o que o preocupa muito, 
visto que deseja contribuir com a subsistência, também, desse filho, mas não consegue. Informaram que José sofre de 
problemas cardíacos e gasta boa parte do seu salário na compra de remédios indispensáveis à sua sobrevivência.
Após a oitiva das testemunhas, José disse que gostaria de ser ouvido para contar sua versão dos fatos, mas o juiz recusou-
se a interrogá-lo, sob o argumento de que as provas produzidas eram suficientes ao julgamento da causa. Na fase processual 
prevista no art. 402 do CPP, as partes nada requereram. Em manifestação escrita, o Ministério Público pugnou pela 
condenação do réu nos exatos termos da denúncia, tendo o réu, então, constituído advogado, o qual foi intimado, em 
15/06/2009, segunda-feira, para apresentação da peça processual cabível.
Considerando a situação hipotética acima apresentada, redija, na qualidade de advogado (a) constituído por José, a peça 
processual pertinente, privativa de advogado, adequada à defesa de seu cliente. Em seu texto não crie fatos novos, inclua a 
fundamentação que embase seus pedidos e explore as teses jurídicas cabíveis, endereçando o documento à autoridade 
competente e datando-o no último dia do prazo para protocolo.
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 6
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE
OBJETIVO
O aluno deverá adquirir o conhecimento necessário para patrocinar os interesses do acusado, analisando os motivos da 
prisão e identificando quando e qual o instituto a ser utilizado para o restabelecimento da liberdade. Para tanto, terá que 
compreender o instituto da prisão como exceção no processo, sua finalidade, seus pressupostos e seus requisitos. Observar 
ainda as alterações trazidas pela Lei 12.403/11 com relação às prisões, à liberdade provisória e fiança.
TEMA
RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1? Aplicabilidade dos Artigos 302; 304; 306; 310 incisos e seu parágrafo único; 311, 312 e 313 do CPP; 321, 322, 323, 350, 
todos do CPP, com as alterações conferidas pela Lei 12.403/11.
1.1 ? A diferença entre prisão legal e a ilegal ? O pedido de liberdade provisória como instrumentos de restabelecimento da 
liberdade.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
•
ƕ O Professor deverá demonstrar nessa aula a diferença entre a Liberdade Provisória e o Relaxamento da Prisão;
ƕ A resolução dos casos faz parte da aula;
ƕ A abordagem dos casos permeia a exposição teórica.
RECURSO FÍSICO
Quadro e Pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
No dia 10 de março de 2011, após ingerir um litro de vinho na sede de sua fazenda, José Alves pegou seu automóvel e 
passou a conduzi-lo ao longo da estrada que tangencia sua propriedade rural. 
Após percorrer cerca de dois quilômetros na estrada absolutamente deserta, José Alves foi surpreendido por uma equipe da 
Polícia Militar que lá estava a fim de procurar um indivíduo foragido do presídio da localidade. Abordado pelos policiais, José 
Alves saiu de seu veículo trôpego e exalando forte odor de álcool, oportunidade em que, de maneira incisiva, os policiais lhe 
compeliram a realizar um teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar. 
Realizado o teste, foi constatado que José Alves tinha concentração de álcool de um miligrama por litro de ar expelido pelos 
pulmões, razão pela qual os policiais o conduziram à Unidade de Polícia Judiciária, onde foi lavrado Auto de Prisão em 
Flagrante pela prática do crime previsto no artigo 306 da Lei 9.503/1997, c/c artigo 2º, inciso II, do Decreto 6.488/2008, 
sendo-lhe negado no referido Auto de Prisão em Flagrante o direito de entrevistar-se com seus advogados ou com seus 
familiares. 
Dois dias após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, em razão de José Alves ter permanecido encarcerado na 
Delegacia de Polícia, você é procurado pela família do preso, sob protestos de que não conseguiam vê-lo e de que o 
delegado não comunicara o fato ao juízo competente, tampouco à Defensoria Pública. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, na qualidade de 
advogado de José Alves, redija a peça cabível, exclusiva de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, 
questionando, em juízo, eventuais ilegalidades praticadas pela Autoridade Policial, alegando para tanto toda a matéria de 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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direito pertinente ao caso.
MODELO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de _________ - Estado de _________
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ___ Vara Criminal Federal da Seção Judiciária_____ - Estado de ________
PROCESSO N. ____
X, qualificado nos autos a fls., por intermédio de seu procurador, que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante V. Exa., 
com base no art. 310, I do Código de Processo Penal, art. 5º, LXV, da CRFB, requerer o
RELAXAMENTO DA PRISÃO,
pelos motivos a seguir expostos:
O requerente foi preso em flagrante no dia __/__/__, por suposta prática de infração ao art. ____ do Código Penal, e 
encontrando-se, atualmente, preso na Cadeia Pública.
Requer, entretanto, o relaxamento da prisão, uma vez que não estão presentes nenhum dos motivos que autorizam a sua 
custódia cautelar e que trata-se de prisão ilegakl.O ora requerente está preso ilegalmente, porque, _______(narrar as ilegalidades)
Colocar jurisprudência se necessário.
Portanto, o confinamento do réu, antes da sentença penal condenatória, afronta o princípio constitucional da presunção de 
inocência. 
À vista do exposto, requer-se a V. Exa. que seja concedida a X o relaxamento da prisão, expedindo-se o competente alvará 
de soltura, a fim de ver-se X processado em liberdade.
Termos em que,
pede deferimento.
Local e data.
Advogado
OAB
MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de _________ - Estado de _________
PROCESSO N. ____
X, qualificado nos autos a fls., por intermédio de seu procurador, que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante V. Exa., 
com base no art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal, requerer sua
LIBERDADE PROVISÓRIA,
Consoante o artigo 5º, inciso LXVI, da Constituição Federal, pelos motivos a seguir expostos:
O requerente foi preso em flagrante no dia __/__/__, por suposta prática de infração ao art. 171, do Código Penal, e 
encontrando-se, atualmente, preso na Cadeia Pública.
Requer, entretanto, a concessão da liberdade provisória, uma vez que não está presente nenhum dos motivos que autorizam 
a sua custódia cautelar e preenche todos os requisitos da liberdade provisória.
O ora requerente está preso ilegalmente, porque, o mesmo possui condições pessoais favoráveis, tem o direito de responder 
o processo em liberdade. Conforme os documentos acostados ao pedido de liberdade (fls. __), como a cópia da identidade 
do requerente, comprovantes de residência, folha de antecedentes criminais comprovando a sua primariedade, carteira de 
trabalho para comprovar que exerce trabalho lícito e comprovantes de tratamento médico.
Não obstante o despacho que indeferiu o pedido de liberdade provisória encontrar-se fundamentado, não há a necessidade 
da manutenção da restrição cautelar da liberdade de ir e vir do impetrante.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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O decreto cautelar (fls. __) que está motivando a medida constritiva faz referência à intranquilidade que, solto, o requerente 
provocaria ao meio social. Todavia, nada há no despacho guerreado que induza à conclusão de que o requerente exerça o 
risco vislumbrado pelo ilustre Magistrado, se em liberdade estiver.
Não repousa fundamento concreto a determinar a prisão cautelar, data vênia, X é primário, sendo este o único processo a 
que responde na Comarca de ______, vendo-se, pois, demonstrado que não é contumaz na prática de crimes contra o 
patrimônio.
Possui residência fixa, conforme atesta a conta de fornecimento de energia elétrica anexada à fls. __, onde consta o mesmo 
endereço fornecido quando da prisão em flagrante. 
Por fim, demonstrou que é aposentado, e que ainda exerce a atividade de comerciante em _______. O crime não é de 
extrema gravidade, e, ademais, como dito, Vossa excelência não apontou motivos concretos a ensejar a manutenção da 
prisão do requerente. 
Conforme a jurisprudência:
PRISÃO EM FLAGRANTE - LIBERDADE PROVISÓRIA - FUNDAMENTAÇÃO (FALTA) - 1. Toda medida cautelar que afete 
pessoa haverá de conter os seus motivos, por exemplo, a prisão preventiva haverá de ser sempre fundamentada, quando 
decretada e quando denegada (CPP, art. 315). 2. Sendo lícito ao juiz, no caso de prisão em flagrante, conceder ao réu 
liberdade provisória (CPPenal, art. 310, parágrafo único), o seu ato, seja ele qual for, não prescindirá de fundamentação. 3. 
Tratando-se de ato (negativo) sem suficiente fundamentação, é de se reconhecer, daí, que o paciente sofre a coação 
ensejadora do habeas corpus....(STJ - RHC 200501633441 - (18489 MG) - 6ª T. - Rel. Min. Nilson Naves - DJU 13.03.2006 - 
p. 00374). 
Exige-se concreta motivação para o indeferimento do pedido de liberdade provisória, com base em fatos que efetivamente 
justifiquem a excepcionalidade da medida, atendendo-se aos termos do art. 312 do CPP e da jurisprudência dominante. 
Precedentes. A mera alusão a requisito legal da segregação cautelar, sem apresentação de fato concreto determinante não 
pode servir de motivação à custódia cautelar. Precedente. Não se presta para justificar a prisão cautelar a existência de 
indícios de autoria e prova da materialidade, o juízo valorativo sobre a gravidade genérica do delito imputado ao réu, a 
necessidade de se atribuir credibilidade à justiça e de acautelar a paz social. Bem como o clamor público e a sua repercussão 
na sociedade, se desvinculados de qualquer fator concreto. Precedentes desta corte e do STF. ... (STJ - HC 200501344537 - 
(46886 MT) - 5ª T. - Rel. Min. Gilson Dipp - DJU 06.03.2006 - p. 00421) JCPP.312 
HABEAS CORPUS - ROUBO DUPLAMENTE MAJORADO - PRISÃO EM FLAGRANTE - PEDIDO DE LIBERDADE 
PROVISÓRIA - AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA - INDEFERIMENTO BASEADO TÃO-SOMENTE NA 
GRAVIDADE GENÉRICA DO DELITO - ORDEM CONCEDIDA. O indeferimento do pedido de liberdade provisória feito em 
favor de quem foi detido em flagrante deve ser, em regra, concretamente fundamentado, devendo os pressupostos e 
fundamentos da prisão preventiva ser expostos e justificados sob a luz da relação dos fatos e do direito postos na pretensão, 
sob pena de relegar ao arbítrio toda e qualquer restrição à liberdade do indivíduo. Não se presta para justificar a manutenção 
da prisão cautelar somente a existência de indícios de autoria e prova da materialidade (pressupostos), se, como 
fundamento, houve apenas juízo valorativo sobre a gravidade genérica do delito. (TJMG - HC 1.0000.06.439289-7- Rel. Des. 
William Silvestrini - publ. 08/08/2006).
Por tudo isso, não havendo demonstração da real necessidade da custódia cautelar, a qual o ilustre juiz considerou 
adequada, afirmando que X colocaria em risco a paz social, não há motivação no decreto que sirva para justificar a 
manutenção da custódia. E, ainda, o réu preenche os requisitos da liberdade provisória, porque primário, portador de bons 
antecedentes, com residência fixa e família radicada no distrito da culpa, além de trabalho lícito, estando, pois, ausentes os 
motivos da prisão preventiva, deve ser concedida a liberdade provisória, nos termos do artigo 310, parágrafo único, do CPP. 
Bem como, o requerente assume o compromisso de comparecer a todos os atos processuais. 
Portanto, o confinamento do réu, antes da sentença penal condenatória, afronta o princípio constitucional da presunção de 
inocência. 
À vista do exposto, requer-se a V. Exa. que seja concedida a X sua LIBERDADE PROVISÓRIA sem fiança, expedindo-se o 
competente alvará de soltura, a fim de ver-se X processado em liberdade, comprometendo-se a comparecer a todos os atos 
processuais e a não se ausentar ou mudar de endereço sem prévia comunicação a esse Juízo.
Termos em que,
pede deferimento.
Local e data.
Advogado
OAB
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 7
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO
OBJETIVO
Trata-se de instrumento de maior utilização no processo penal, pois visa garantir direito de liberdade de locomoção, já 
cerceada ou com a possibilidade de ser tolhida.
O aluno deverá ser capaz de identificar a violação, compreendendo o instituto, redigir a inicial e dirigi-la ao órgão competente, 
restabelecendo o direito do paciente.
• Deverá conhecer todos os sujeitos que atuarão na ação.
TEMA
HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 ? Natureza jurídica do instituto, condições da ação, competência para julgamento.
1.1 ? Autoridade coatora;
1.2 ? Impetrante e paciente.
2 ? Espécies de habeas corpus
2.1 ? Liberatório
2.2 ? Preventivo
PROCEDIMENTO DE ENSINO
Análise dos casosconcretos e do instituto, fazendo uma construção da evolução histórica até o momento atual.
RECURSO FÍSICO
Quadro e Pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Lindomar da Silva, brasileiro, solteiro, pedreiro, residente e domiciliado á Rua das Orquídeas, nº 1000, Centro de São Paulo, 
foi preso no dia 01 de julho de 2012em razão de um mandado de prisão temporária expedido pelo Juízo da 3ª Vara Criminal 
da Comarca de São Gonçalo, Rio de Janeiro, pela prática do crime previsto no art. 148 caput do CP. 
Lindomar está sendo investigado pelo sequestro da esposa de um grande empresário Carioca, que ocorreu em maio deste 
ano. A autoridade representou ao Juiz da Comarca pela prisão temporária de Lindomar argumentando que sua prisão era 
imprescindível para as investigações, haja vista tratar-se de investigado reincidente e possuidor de maus antecedentes.
A família de Lindomar da Silva contratou advogado para pleitear junto ao Juízo a sua liberdade, que foi negada sob o 
fundamento de se tratar de crime extremamente grave, e que a reincidência e os maus antecedentes autorizariam a prisão 
cautelar em qualquer hipótese.
Diante o exposto, elabore a peça cabível para obter a liberdade de Lindomar da Silva.
MODELO DE HABEAS CORPUS
No Rio de Janeiro, o Habeas Corpus é endereçado para 2ª Vice Presidência do Tribunal de Justiça.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR DA 2ª VICE-PRESIDÊNCIA DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO
IMPETRANTE, casado, portador da cédula de identidade nº__________, CPF Nº___________, advogado inscrito na OAB/RJ 
sob o nº__________, domiciliado e residente nesta cidade, domiciliado e residente nesta cidade, ambos com escritório na 
Rua____________, vem, respeitosamente, perante uma das Câmaras desse Egrégio Tribunal, com fundamento no art., 
LXVIII, da CRFB/88, impetrar ordem de
HABEAS CORPUS 
Em favor de NOME DO PACIENTE, brasileiro_______________________residente e domiciliado_____________, o qual se 
encontra recolhido na_________, pela prática dos crimes previstos nos arts. _____________, apontando como autoridade 
coatora o juízo daVARA CRIMINAL DA_____ (a autoridade policial da___), pelos seguintes fatos e fundamentos.
BREVE RESUMO DOS FATOS
DOS FUNDAMENTOS
O Paciente encontra-se preso desde o dia_________ tendo como fundamento ______
A Ilustre Magistrada, em sua decisão às fls._______indeferiu o pedido de liberdade provisória pleiteado por esta defesa, 
informando que _______
PEDIDO
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 8
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
OBJETIVO
Visa recordar alguns pontos específicos do tema. Neste momento, para que o aluno possa redigir a impugnação é necessário 
o fortalecimento dos princípios e da teoria dos recursos. A forma de interposição através da petição de interposição e a 
petição das razões, o direcionamento para o órgão competente para julgamento, os prazos, são elementos que devem ser 
dominados pelo aluno.Por fim, deverá identificar a decisão a ser atacada e conhecer o instrumento cabível para impugná-la.
TEMA
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 ? Natureza jurídica do instituto, condições da ação, competência para julgamento.
1 ? Recursos no processo penal
1.1 ? Pressupostos ? objetivos e subjetivos (interesse e legitimidade)
1.2- Efeitos, prazos, forma, terminologia adequada, competência para julgamento, o juízo de admissibilidade;
2 ? Recurso em sentido estrito - Aplicação do RSE. 
2.1 ? Princípios da fungibilidade
2.2- Efeito de retratação ou reforma
2.3- Interposição e razões
2.4- Prazo e sucumbência 
PROCEDIMENTO DE ENSINO
• O caso deverá ser abordado ao longo da aula, de acordo com a pertinência temática;
• A resolução do caso faz parte da aula;
• A abordagem do caso permeia a exposição teórica.
RECURSO FÍSICO
Quadro e Pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Em 01/02/2008, Tício Bisneto foi acusado de ter contratado, em 03/01/2008, Téo para matar Caio, que era amante de sua 
esposa. Téo foi acusado de ter instalado, em 15/01/2008, uma bomba no carro de Caio, para que ele explodisse quando a 
ignição do veículo fosse ligada. De fato, quando Caio acionou o motor do carro, houve uma explosão, que o matou.
Tício Bisneto e Téo foram apontados como incurso no art. 121, §2º, inc I - mediante paga; II – motivo fútil consistente em 
ciúmes; III – emprego de explosivo; IV – recurso que impossibilitou a defesa da vítima; c/c o art. 29, caput do CP. Em 
12/02/2008, Téo faleceu, tendo sido, então, declarada extinta a sua punibilidade, não tendo ele chegado a ser ouvido, visto 
que, na fase policial, permanecera em silêncio.
Na audiência de instrução ocorrida em 14/02/2008, foram ouvidos: o médico legista, que confirmou a morte por explosão; 
dois policiais que afirmaram que, como Téo já era procurado pela polícia, uma interceptação telefônica autorizada para 
desvendar outro crime captara, casualmente, conversa entre ele e outra pessoa, não identificada, supostamente Tício 
Bisneto, na qual este negociava a morte com Téo a morte de uma pessoa, cujo nome não foi mencionado, tendo sido, na 
ocasião, marcado encontro entre os dois; e um perito, o qual declarou que, conforme perícia juntada aos autos, a voz da 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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conversa interceptada era semelhante à de Tício Bisneto, embora não fosse possível uma afirmação conclusiva.
Da gravação nada constava sobre a forma de execução do crime. Duas testemunhas, amigas de Caio, afirmaram que ele era 
amante da esposa de Tício Bisneto. Como testemunhas de defesa foram ouvidos dois amigos de Tício Bisneto, que disseram 
ser este pessoa calma e dedicado pai de família, incapaz de causar mal a qualquer um, e sua esposa, que negou ter relações 
com a vítima.
Interrogado, Tício Bisneto negou a contratação e disse viver bem com a esposa.
Finda a instrução, as partes apresentaram suas alegações e, em 03/03/2008, o Juiz PRONUNCIOU Tício Bisneto pelo art. 
121, §2º, I, II, III, IV, c/c art. 29, caput, todos do CP, assentando-se na gravação e nos depoimentos da testemunhas de 
acusação e afirmando que, na pronúncia, prevalece o princípio in dubio pro societate.
O advogado e o acusado foram intimados da decisão em 05/03/2008. Elabore a peça cabível á defesa de Tício Bisneto, 
datando-a com o último dia do prazo.
TEXTO COMPLEMENTAR
DOS Aspectos formais da petição de interposição e da petição de razões do recurso.
A petição de interposição (art. 578 CPP) tem por finalidade precípua veicular, com absoluta clareza a impugnação do 
recorrente. Ele deverá identificar a decisão contrária a seus interesses (interesse de agir – parágrafo único do art. 577 CPP)), 
demonstrando sua legitimidade (art. 577 CPP) e o cabimento da espécie recursal, para obtenção da admissibilidade do 
recurso pelo próprio juiz prolator da decisão atacada. Após este juízo de admissão, deverá, o recorrente, apresentar suas 
razões direcionada para o órgão competente para o julgamento do recurso (princípio do duplo grau de jurisdição) sendo que, 
em algumas hipóteses legais, o juiz prolator da decisão poderá reformá-la (efeito de retratação). 
Convém lembrar que no processo penal, em regra, a petição de interposição é diversa da petição de razões (ex. art. 588 CPP 
– Recurso em sentido estrito; art.600 CPP – recurso de apelação), sendo apresentadas em momentos diferentes, pois a 
segunda pressupõe a admissão da primeira.
Em algumas hipóteses porém, a lei determina que as razões recursais acompanhem a petição de interposição, como por 
exemplo a apelação do §1º do art. 82 da Lei 9.099/95 
O objetivo neste momento, requer alguns cuidados formais que garantam a eficácia da peça, seja objetivandoa admissão 
(petição de interposição), seja o êxito da impugnação (razões do recurso) como veículo informativo e formador do livre 
convencimento motivado do julgador. 
A petição das razões do recurso deverá ser elaborada, direcionando-a ao órgão julgador e dividindo- a em três tópicos. No 
primeiro, deverá ser realizado um breve relatório dos fatos indicando a decisão atacada. Depois, havendo questão processual 
a ser atacada (error in procedendo), deverá apresentar uma PRELIMINAR discutindo-a. Ultrapassada a preliminar, no mérito 
deve-se apresentar a motivação, as razões da impugnação (error in judicando), demonstrando as questões de fato e de 
direito que fortalecem o pedido. Neste momento deve-se, sempre que possível, comentar as provas produzidas, os eventuais 
erros de avaliação do juiz ao proferir a decisão, anexar jurisprudências e doutrinas (através de citações) favoráveise 
concluindo com o pedido de decretação de nulidade para o acolhimento da preliminar, ou modificação da decisão atacada na 
forma do pedido.
Tecnicamente, deve-se pedir que o recurso seja CONHECIDO(juízo de admissibilidade pelo órgão ad quem) e após, seja 
dado PROVIMENTO (juízo sobre a questão processual ou mérito).
É prudente que os princípio processuais sejam respeitados: Duplo grau de jurisdição, voluntariedade recursal, 
unirrecorribilidade, fungibilidade e vedação da reformatio in pejus.
Que o aluno saiba quais os efeitos que podem incidir nos recursos: Devolutivo, suspensivo, extensivo, de retratação ou 
reforma. Que saiba demonstrar a presença dos requisitos objetivos do recurso: Cabimento, tempestividade, inexistência de 
fatos impeditivos ou extintivos, motivação. E os requisitos subjetivos: Legitimidade e interesse (ligado a sucumbência), 
quando da interposição.
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO - MODELO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ..... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ______.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ..... VARA CRIMINAL(TRIBUNAL DO JÚRI) DA COMARCA 
DE ______.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ___VARA CRIMINAL FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO 
______.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ___VARA CRIMINAL FEDERAL(TRIBUNAL DO JÚRI) DA 
SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ______.
Processo nº 
FULANO, devidamente qualificado fl. ___, com fundamento no art. 581, ____ do CPP, vem, mui respeitosamente, por seu 
advogado, infra assinado (procuração a fl. xxx) no processo crime que lhe é movido pela Justiça Pública por infração do art. 
... do CP, tramitando perante esse Juízo, interpor 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
Contra a r. decisão de fls. ___ que (indicar qual a decisão).
Requer seja o presente admitido com abertura de prazo para apresentação das razões, esperando que, após o contraditório 
recursal, V.Exa., após o juízo de retratação, remeta o presente para o E.Tribunal para conhecê-lo, por ser medida de mais 
inteira justiça.
Local e data
Advogado/OAB
RAZÕES DE RECURSO
EGRÉGIO TRIBUNAL.
COLENDA CÂMARA CRIMINAL.
Processo nº 
FULANO, com fundamento na lei (art. 581, ____ CPP), vem, mui respeitosamente, por seu advogado infra assinado no 
processo crime que lhe é movido pela Justiça Pública por infração do art. ... do CP, tramitando perante a Vara Criminal da 
Comarca supra indicada, apresentar as razões do recurso que interpôs na forma abaixo:
1. OBJETO DESTE RECURSO.
Apresentar a decisão atacada
2. PRELIMINAR
Atacar as questões processuais (error in procedendo), geradoras de nulidade.
Deverá o aluno analisar se há alguma causa de nulidade ocorrida tanto na AIJ quanto em momento anterior (por exemplo 
ausência de prazo para apresentação de resposta; inversão da ordem das oitivas, de maneira que o acusado tenha sido 
interrogado antes das testemunhas; ausência de exame de corpo de delito em crimes que deixam vestígios, prova ilícita – o 
examinador da FGV gosta bastante de interceptação telefônica, etc.). 
Sempre que a questão falar em interceptação telefônica, o candidato deverá verificar a questão está em conformidade com a 
Lei 9296/96, art. 2º. Procure verificar se não há prova ilícita por derivação, etc. Analisar as provas apresentadas na instrução.
Verificar se houve a observância do art. 384 do CPP – mutatio libeli, se não foi observado, é causa de nulidade da decisão por 
violação ao princípio da correlação e do comtraditório e ampla defesa.
3. MÉRITO
Discutir as questões de direito material, consideradas provadas em seu favor, impugnando as elencadas pelo julgador. 
4.PEDIDO
Tecnicamente, deve-se pedir que o recurso seja CONHECIDO(juízo de admissibilidade pelo órgão ad quem) e após, seja 
dado PROVIMENTO (juízo sobre a questão processual ou mérito).
Pede-se e espera-se que essa Colenda Corte conheça do recurso para dar provimento com o acolhimento da preliminar, com 
a decretação da NULIDADE ___
Vencida a preliminar, no mérito espera o PROVIMENTO para (absolver, desclassifcar, reduzir a pena, etc).
É aconselhável que se faça o pedido separadamente, um a um. Os pedidos devem seguir a ordem da sua argumentação nos 
fundamentos das razões.
Em se tratando das decisões do Júri, exemplo: decisão de pronúncia, além de se buscar arguir as questões pertinentes às 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 22/39
provas produzidas em AIJ, deve procurar argumentos que impronuncie o réu, desclassifique a infração aou absolva, conforme 
art. 414, 419 e 415 respectivamente.
Local e data.
Advogado/OAB
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 9
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
OBJETIVO
Visa recordar alguns pontos específicos do tema. Neste momento, para que o aluno possa redigir a impugnação é necessário 
o fortalecimento dos princípios e da teoria dos recursos. A forma de interposição através da petição de interposição e a 
petição das razões, o direcionamento para o órgão competente para julgamento, os prazos, são elementos que devem ser 
dominados pelo aluno. Por fim, deverá identificar a decisão a ser atacada e conhecer o instrumento cabível para impugná-la.
Por fim, importante o aluno recordar os pontos pertinentes ao crime de lesão corporal.
TEMA
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
1 – Recursos no processo penal
1.1 – Pressupostos – objetivos e subjetivos (interesse e legitimidade)
1.2- Efeitos, prazos, forma, terminologia adequada, competência para julgamento, o juízo de admissibilidade;
2 – Recurso em sentido estrito - Aplicação do RSE. 
2.1 – Princípios da fungibilidade
2.2- Efeito de retratação ou reforma
2.3- Interposição e razões
2.4- Prazo e sucumbência 
PROCEDIMENTO DE ENSINO
• O caso deverá ser abordado ao longo da aula, de acordo com a pertinência temática;
• A resolução do caso faz parte da aula;
A abordagem do caso permeia a exposição teórica
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 24/39
41º Exame de Ordem Modificado
Leila, de quatorze anos de idade, inconformada com o fato de ter engravidado de seu 
namorado, Joel, de vinte e oito anos de idade, resolveu procurar sua amiga Fátima, de vinte anos de idade, para que esta lhe 
provocasse um aborto. Utilizando seus conhecimentos de estudante de enfermagem, Fátima fez que Leila ingerisse um 
remédio para úlcera. Após alguns dias, na véspera da comemoração da entrada do ano de 2005, Leila abortou e disse ao 
namorado que havia menstruado, alegando que não estivera, de fato, grávida. 
Desconfiado, Joel vasculhou as gavetas da namorada e encontrou, além de um envelope 
com o resultado positivo do exame de gravidez de Leila, o frasco de remédio para úlcera embrulhado em um papel com um 
bilhetede Fátima a Leila, no qual ela prescrevia as doses do remédio. Munido do resultado do exame e do bilhete escrito por 
Fátima, Joel narrou o fato à autoridade policial, razão pela qual Fátima foi indiciada por aborto.
Tanto na delegacia quanto em juízo, Fátima negou a prática do aborto, tendo confirmado que 
fornecera o remédio a Leila, acreditando que a amiga sofria de úlcera. Leila foi encaminhada para perícia no Instituto Médico 
Legal de São Paulo, onde se confirmou a existência de resquícios de saco gestacional, compatível com gravidez, mas sem 
elementos suficientes para a confirmação de aborto espontâneo ou provocado.
Leila não foi ouvida durante o inquérito policial porque, após o exame, mudou-se para Brasília 
e, apesar dos esforços da autoridade policial, não foi localizada.
Em 30/1/2010, Fátima foi denunciada pela prática de aborto. Regularmente processada a 
ação penal, o juiz, no momento dos debates orais da audiência de instrução, permitiu, com a anuência das partes, a 
manifestação por escrito, no prazo sucessivo de cinco dias. A acusação sustentou a comprovação da autoria, tanto pelo 
depoimento de Joel na fase policial e ratificação
em juízo, quanto pela confirmação da ré de que teria fornecido remédio abortivo. Sustentou, ainda, a materialidade do fato, 
por meio do exame de laboratório e da conclusão da perícia pela existência da gravidez.
A defesa sustentou que não houve aborto provocado e sim espontâneo. Em 19/04/2010 
(segunda-feira), o Juiz pronunciou Fátima pela prática do crime de aborto, previsto no art. 126 caput do CP. (alterações 
nossas).
Em face dessa situação hipotética, na condição de advogado(a) constituído(a) por Fátima, redija a peça processual adequada 
à defesa de Fátima alegando toda a matéria de direito processual e material aplicável ao caso. Date o documento no último 
dia do prazo para protocolo.
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 10
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
APELAÇÃO
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de:
• Identificar no caso concreto o direito do recorrente e a forma de garanti-lo através da impugnação da sentença;
• Compreender que para cada decisão judicial interlocutória ou de mérito, haverá um meio de impugnação próprio.
• Redigir a peça processual de interposição e suas razões, direcionando ao órgão julgador competente.
TEMA
APELAÇÃO
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
Recurso de apelação ? art. 593 do CPP e art. 82 da lei 9.099/95. Pressupostos, requisitos, prazos
PROCEDIMENTO DE ENSINO
• O caso concreto permite a discussão sobre o direito material e processual;
• A abordagem do caso permeia a exposição teórica, devendo ser discutido a questão de forma e conteúdo da 
impugnação.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Asplênio Pereira, brasileiro, com 71 anos de idade, residente e domiciliado em Itaipu, Niteroi/RJ, foi denunciado pelo 
Ministério Público Federal, nos seguintes termos: 
“No dia 17 de setembro de 2007,por volta das 19:30h, na cidade e comarca de Niterói/RJ, o denunciado Asplênio Pereira, 
juntamente com outro não identificado, imbuídos do propósito de assenhoreamento definitivo, quebraram a janela do prédio 
onde funciona agência dos correios e de lá subtraíram quatro computadores da marca HP, no valor de R$ 5.980,00; 120 
cartuchos para impressora, no valor de R$ 540,00; 200 caixas toner para impressora a laser no valor de R$ 1.240,00, 
conforme laudo de avaliação às fls.
Assim agindo, incorreu o denunciado na prática do art. 155,§1º e 4º, inc. I e IV do CP, motivo pelo qual é oferecida a presente 
denúncia, requerendo-se o processamento até final julgamento.”
O magistrado recebeu a exordial em 01 de outubro de 2007, acolhendo a imputação nos seus termos. 
O policial Carlos, responsável pelo monitoramento das conversas telefônicas de Asplênio, foi inquirido em juízo, tendo 
esclarecido que, inicialmente, a escuta telefônica fora realizada “por conta”, segundo ele, porque havia diversas denúncias 
anônimas, na região de Niterói acerca de um sujeito conhecido como Vovô, que invadia agências dos correios com o 
propósito de subtrair caixas e embalagens para usá-las no tráfico de animais silvestres. Carlos e seu colega Josias, nas 
diligências por eles efetuadas, suspeitaram da pessoa de Asplênio, senhor de “longa barba branca”, e decidiram realizar a 
escuta telefônica. O magistrado, alegando que o fato já estava suficientemente esclarecido, não permitiu a oitiva de uma 
testemunha arrolada, tempestivamente, pela defesa.
Após o interrogatório e a confissão de Asplênio, ocorridos na presença de advogado ad hoc, embora já houvesse advogado 
constituído não intimado para o ato.
Apresentadas as alegações finais orais na audiência de instrução que ocorreu em 22/10/2007 (segunda-feira), o Juiz proferiu 
a sentença em seguida, e, com base em toda prova colhida, condenou o réu, de acordo com o art. 155, §§1º e 4º, inc I e IV do 
CP, à pena privativa de liberdade de 08 anos de reclusão e 30 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo, cada dia. Fixou 
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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ainda para Asplênio, réu primário, o regime fechado de cumprimento de pena.
O Ministério Público não interpôs recurso.
Em face da situação hipotética acima apresentada, o advogado abaixo constituído por Asplênio, supondo que na Audiência 
de instrução, após a prolação da sentença, tenha manifestado seu desacordo em relação aos termos da referida decisão, e 
decida apresentar as razões do seu inconformismo. Elabore a peça cabível, endereçando-a ao Juízo competente, 
enfrentando todas as matérias pertinentes e datando-a com o último dia do prazo para apresentação.
TEXTO COMPLEMENTAR
Apelação, recurso previsto no art. 593 e seus incisos do CPP, além do art. 416 do mesmo diploma. Também existe previsão 
de apelação na Lei 9.099/95, em seu art. 82. O prazo para sua interposição é de 05 dias, a contar da intimação da sentença 
ou decisão. Devem ser intimados tanto o réu quanto o seu defensor, iniciando-se o prazo a partir da última intimação. 
Lembre-se que o réu revel não será intimado dos atos do processo enquanto não se fizer presente nos autos. As razões 
podem ser apresentadas em até 08 dias. 
Devem ser observados o art. 798, p. 1º e 5º do CPP, bem com o verbete da Súmula do STF 310 e 710.
Observar também os verbetes da Súmula do STF 705, 708, 713; e do STJ 347.
MODELO DE APELAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____VARA CRIMINAL DA COMARCA DE________
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA 
DE________
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ____VARA CRIMINAL DA JUSTIÇA FEDERAL DA SEÇÃO 
JUDICIÁRIA DE________
Processo nº xxxxxxxxxxxxxxxx
(NOMEDO RECORRENTE), nos autos da ação penal pública que lhe move o Ministério Público (ou a vítima em casos de 
ação penal privada), vem, por seu advogado abaixo assinado, com fulcro no art. art. 593, inciso __, CPP/416 do CPP, 
inconformado da r. sentença de fls. xx, interpor perante V.Exa. o presente recurso de
APELAÇÃO
Requerendo desde já o processamento do presente recurso, com as inclusas razões.
P. deferimento.
Local e data
Autenticação
Modelo de RAZÕES RECURSAIS 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIAO – RIO 
DE JANEIRO
EGRÉGIA TURMA
RAZÕES DE APELAÇÃO
(RECORRENTE), no processo crime que lhe é movido pela Justiça Pública por infração do art. ...do C.P. ., que tramitou 
perante a .... Vara Criminal da Cidade de ....., vem, mui respeitosamente, por seu advogado e procurador infra assinado 
(proc., fls.), apelar, da r. sentença condenatória definitiva, proferida pelo M.M. Juiz de _____ da ... Vara Criminal da ______, 
expondo, desde logo, o
1. RESUMO DOSFATOS.
2. DO DIREITO - A tese da defesa poderá ser: falta de justa causa, extinção da punibilidade, nulidade do processo ou da 
sentença ou ainda direito ao abrandamento da sentença condenatória – exclusão de uma agravante, inclusão de uma 
atenuante, desclassificação para infração mais leve, concessão do sursis, substituição por pena restritiva de direitos, etc...
3. PEDIDO.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Pede-se e espera-se que essa Colenda Corte digne-se receber, processar, conhecer e acolher este recurso, anulando a r. 
sentença recorrida, nos termos da preliminar; se vencida esta, digne-se reformar totalmente a r. sentença condenatória, 
ordenando a expedição do alvará de soltura em favor do recorrente, contendo a cláusula se por al. não estiver preso, como 
medida de inteira justiça. Cumpridas as necessárias formalidades legais, pede-se que se conheça, espera-se o provimento 
do presente recurso.
Data e assinatura.
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 11
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
APELAÇÃO
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de:
• Identificar no caso concreto o direito do recorrente e a forma de garanti-lo através da impugnação da sentença;
• Compreender que para cada decisão judicial interlocutória ou de mérito, haverá um meio de impugnação próprio.
• Redigir a peça processual de interposição e suas razões, direcionando ao órgão julgador competente.
TEMA
APELAÇÃO
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
 
Recurso de apelação – art. 593, III do CPP. Pressupostos, requisitos, prazos. 
PROCEDIMENTO DE ENSINO
• O caso concreto permite a discussão sobre o direito material e processual;
• A abordagem do caso permeia a exposição teórica, devendo ser discutido a questão de forma e conteúdo da 
impugnação.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 29/39
Elesbão foi denunciado por ter, no dia 05 de junho de 2006, por volta da 00h 30min, em frente a Igreja São Judas Tadeu, no 
bairro Moema, São Paulo, desferido, com intenção de matar, disparos de arma de fogo contra Jorge, os quais, por sua 
natureza e sede, foram a causa eficiente da morte deste, razão pela qual Elesbão estaria incurso nas penas do art. 121, 
caput do CP.
Após regular trâmite, sobreveio decisão de pronúncia, determinando que Elesbão fosse submetido à Júri popular, segundo a 
capitulação da denúncia.
No dia do julgamento, terminada a instrução, o Promotor de Justiça deu início a produção da acusação. Durante sua 
explanação perante o Conselho de sentença, com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores quanto à conduta pretérita de 
Elesbão, o Promotor mostrou aos Jurados, sem a concordância da defesa, documentos relativos à outro processo, no qual o 
réu, Elesbão, era acusado de homicídio qualificado praticado em 02/05/2005. Salientou ainda o órgão ministerial que os 
Jurados deveriam “pensar o que quisessem” acerca da recusa pela defesa, da produção da nova prova. 
Finda a acusação, foi dada a palavra ao defensor, que pediu ao magistrado o registro, em ata, de que 
o Promotor de Justiça havia mostrado aos Jurados documentos relativos à outro processo a que respondia o réu, a despeito 
da discordância da defesa. O pleito defensivo foi deferido
Ademais tratou a defesa das questões de mérito, bem como advertiu os Jurados acerca da 
primariedade do réu.
Por fim, Elesbão foi condenado, pelo Tribunal do Júri de São Paulo, como incurso no art. 121 caput 
do CP à pena de sete anos de reclusão que deveria ser cumprida em regime inicialmente fechado.
Considerando a situação hipotética descrita, formule a peça, diversa de habeas corpus, que deve ser 
apresentada no processo.
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 12
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de:
• Identificar no caso concreto o direito do embargante.
• Compreender que para cada decisão judicial haverá um meio de impugnação próprio.
• Redigir a peça processual de interposição e suas razões, direcionando ao órgão julgador competente.
TEMA
EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE. Pressupostos, requisitos, prazos.
PROCEDIMENTO DE ENSINO
• O caso concreto permite a discussão sobre o direito material e processual;
• A abordagem do caso permeia a exposição teórica, devendo ser discutido a questão de forma e conteúdo da 
impugnação.
RECURSO FÍSICO
Quadro e pincel
APLICAÇÃO PRÁTICA/ TEÓRICA
Deoclécio Mariano, primário, com 19 anos de idade, furtou para si, de uma loja, cinco canetas esferográficas, avaliadas em R
$ 10,00 (dez reais).
Após regular processamento, Deoclécio Mariano foi condenado pelo Juiz da ____Vara Criminal da 
Comarca_____doEstado______(cada professor estabelecerá o Juízo, comarca e o Estado), a pena de 02 anos de reclusão.
Inconformado com a sentença condenatória, ele interpôs recurso de Apelação. A sentença foi mantida por maioria. O acórdão 
foi publicado no dia 18/07/2012 (quarta-feira) e o voto divergente, embora mantivesse a condenação, reduzia a pena para 08 
meses face ao disposto no art. 155, §2º do CP.
Elabore a peça apta e cabível para defender os interesses de Deoclécio Mariano.
MODELO DE PEÇA SUGERIDA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR RELATOR DA COLENDA CÂMARA DO EGRÉGIO TRIBUNAL 
DE JUSTIÇA DE _________
Apelação Criminal nº ou Recurso em sentido estrito nº
FULANO, por seu advogado ao final subscrito, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, inconformado com o 
venerando acórdão embargado, que por dois votos a um, negou provimento à apelação (ou RSE) do réu, condenando o ora 
embargante pelo crime de _____, com fundamento no art. 609, p. único do CPP, opor
EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE
Já apresentando em anexo suas razões recursais.
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
Página: 31/39
Nestes termos
Pede deferimento
Local/data
Advogado/OAB
RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE
APELAÇÃO CRIMINAL (OU RECURSO EM SENTIDO ESTRITO) Nº
EMBARGANTE:
EMBARGADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO ____
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA CÂMARA
ILUSTRES DESEMBARGADORES RELATOR E REVISOR
DOUTA PROCURADORIA DE JUSTIÇA
Os presentes embargos infringentes, Colenda Câmara, devem ser recebidos, para ratificar_______(falar do voto vencido na 
votação da apelação ou recurso em sentido estrito).
(breve resumo dos fatos, denúncia, processamento, sentença )
(ARGUMENTAR A RESPEITO DO VOTO VENCIDO)
PEDIDO:
Isto posto, requer o recebimento e o acolhimento do presente, para ______(dizer o que se quer), nos termos do voto vencido.
Nestes termos
Pede deferimento
Local/data
Advogado/OAB
CONSIDERAÇÃO ADICIONAL
Relatório - Plano de Aula 07/02/2013 17:43
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Disciplina: DPU0250 - PRÁTICA SIMULADA IV
Semana Aula: 13
DESCRIÇÃO DO PLANO DE AULA
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL 
OBJETIVO
O aluno deverá ser capaz de: 
Identificar no caso concreto o direito do recorrente e a forma de garanti-lo através da impugnação do acórdão; 
Compreender que para cada decisão judicial interlocutória ou de mérito, haverá um meio de impugnação próprio. 
Redigir a peça processual de interposição e suas razões, direcionando ao órgão julgador competente. 
TEMA
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL 
ESTRUTURA DO CONTEÚDO
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL : cabimento; prazo; 
PROCEDIMENTO DE ENSINO
O caso concreto permite a discussão sobre o direito material e processual; A abordagem do caso permeia a exposição 
teórica, devendo ser discutido

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