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Capítulo 1 - Terminologia básica dos movimentos

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básicos descritos 
acima, o nome especializado do movimento é o termo comumente usado pelos 
profissionais. Flexão lateral direita e esquerda é um nome de movimento que 
se aplica somente ao movimento da cabeça ou tronco. Quando o tronco ou a 
cabeça inclinam-se para o lado, o movimento é denominado flexão lateral. Se o 
lado direito do tronco ou cabeça move-se de modo que aponte para baixo, o 
movimento é chamado flexão lateral direita, e vice-versa. 
 A cintura escapular tem nomes de movimentos especializados que podem 
ser descritos observando-se os movimentos da escápula. O levantamento da 
escápula, quando se sobe os ombros, é denominado elevação, enquanto o 
movimento oposto é denominado depressão. Se as duas escápulas se movem 
afastando-se uma da outra, como ocorre quando os ombros são rodados, o 
movimento é denominado protração ou abdução. O movimento de retorno das 
escápulas uma em direção à outra com os ombros para trás é chamado 
retração ou adução. Finalmente, as escápulas podem fazer um movimento de 
balanceio de modo que a base da escápula move-se afastando-se do tronco e 
a ponta superior move-se aproximando-se do tronco. Esse movimento é 
chamado rotação para cima, e o movimento de retorno, quando a escápula 
volta à posição de repouso, é denominado rotação para baixo. 
 No braço e na coxa, a combinação de flexão e adução é denominada 
adução horizontal, e uma combinação de extensão e abdução é denominada 
abdução horizontal. A adução horizontal, às vezes chamada de flexão 
horizontal, é o movimento do braço ou coxa pelo corpo em direção à linha 
média, usando um movimento horizontal ao solo. Abdução horizontal, ou 
extensão horizontal, é o movimento do braço ou coxa afastando-se da linha 
média do corpo na direção horizontal. 
 
Nota de rodapé: a seguir apresenta-se uma imagem que corresponde à 
FIGURA 1-10 e cuja legenda é: Exemplos de movimentos especializados. 
Alguns movimentos articulares são designados por nomes de movimentos 
especializados, embora possam, tecnicamente, ser um dos seis movimentos 
básicos. 
 
 
[17] 
 
Esses movimentos estão presentes em uma grande variedade de habilidades 
esportivas. A ação do braço no lançamento de disco é um bom exemplo do uso 
da abdução horizontal na fase preparatória e da adução horizontal do braço na 
fase de potência e de seguimento. Muitas jogadas do futebol utilizam adução 
horizontal da coxa para trazer a perna para cima e cruzar o corpo para um 
chute ou passe. 
 No antebraço, os movimentos de pronação e supinação ocorrem na 
medida em que a ponta distal do rádio roda por cima e para trás da ulna na 
articulação radioulnar. A supinação é o movimento do antebraço no qual a 
palma roda até ficar voltada para frente, à partir da posição fundamental inicial. 
A pronação é o movimento no qual a palma vira-se para trás. Os movimentos 
articulares de supinação e pronação são também chamados de rotação externa 
e interna, respectivamente. À medida que o antebraço move-se de uma 
posição supinada para pronada, ele passa pela posição semipronada em que a 
palma vira-se para a linha média do corpo com os polegares para frente. As 
ações de pronação e supinação do antebraço são usadas com movimentos de 
rotação do braço para aumentar a amplitude de movimento, acrescentar giro. 
aumentar a potência e mudar a direção durante as fases de aplicação de força 
em esportes com raquete, voleibol e lançamentos. 
 Na articulação do punho, o movimento da mão em direção ao polegar é 
chamado de flexão radial, enquanto o movimento oposto da mão em direção ao 
dedo mínimo é chamado de flexão ulnar. Esses nomes de movimentos 
especializados são fáceis de lembrar, pois não dependem da posição do 
antebraço ou braço, como para interpretar a abdução e adução. e podem ser 
facilmente interpretados quando é conhecida a localização do rádio (lado do 
polegar) e da ulna (lado do dedo mínimo). A flexão ulnar e radial são 
movimentos importantes em esportes com raquete para controle e 
estabilização da raquete. Também no voleibol, o movimento de flexão ulnar é 
um componente de valor no passe de antebraço na medida em que ajuda a 
manter a posição estendida do braço e aumenta e área de contato do 
antebraço. 
 No pé, os movimentos de flexão plantar e dorsiflexão são nomes 
especializados para extensão e flexão do pé, respectivamente. A flexão plantar 
é o movimento em que a base do pé move-se para baixo e o ângulo formado 
entre o pé e a perna aumenta. Esse movimento pode ser criado levantando o 
calcanhar de modo que o peso é transferido para cima dos artelhos, ou 
colocando o pé aplanado sobre o solo em frente e movendo a perna para trás 
de modo que o peso corporal fique atrás do pé. A dorsiflexão é o movimento do 
pé para cima em direção à perna que diminui o ângulo relativo entre a perna e 
o pé. Esse movimento pode ser criado colocando o peso sobre os calcanhares 
e levantando os artelhos, ou mantendo o pé aplanado sobre o chão e 
abaixando o peso centrado sobre o pé. Qualquer ângulo pé-perna maior que 90 
graus é denominado de posição plantar flexionada, enquanto qualquer ângulo 
pé-perna menor que 90 graus é denominado dorsiflexão. 
 O pé tem outro grupo de movimentos especializados chamado inversão e 
eversão que ocorrem nas articulações intertársicas e metatársicas. A inversão 
do pé ocorre quando a borda medial do pé levanta de modo que a sola do pé 
vira-se para dentro em direção ao outro pé. Eversão é o movimento oposto do 
pé quando a parte lateral do pé levanta de modo que a sola do pé virá para 
fora, para o lado oposto do outro pé. 
 Geralmente existe confusão quanto ao uso dos termos inversão e eversão 
e o uso popularizado de pronação e supinação como termos que descrevem 
movimentos do pé. Os movimentos de inversão e eversão não são os mesmos 
que pronação e supinação: de fato. eles são somente uma parte dos 
movimentos de pronação e supinação. A pronação do pé é, na verdade, uma 
combinação de movimentos que consistem em dorsiflexão na articulação do 
tornozelo, eversão nos társicos e abdução do antepé. A supinação é criada 
pela flexão plantar, inversão dos társicos e adução do antepé. É importante 
observar que pronação e supinação são movimentos dinâmicos do pé e do 
tornozelo quando o pé está sobre o solo durante uma corrida ou o andar. Esses 
dois movimentos são determinados pela estrutura e folga do pé, pelo peso 
corporal e pelas superfícies de apoio e calçados. 
 O último movimento especializado, a circundução, é um movimento que 
pode ser criado por qualquer articulação ou segmento que tenha o potencial de 
mover-se em duas direções, de modo que o segmento possa ser movido de 
modo cônico na medida em que a ponta do segmento faz um trajeto circular. 
Um exemplo de circundução seria colocar o braço à frente e escrever um "O" 
imaginário no ar. A circundução não é simplesmente uma rotação, mas uma 
combinação de quatro movimentos criados em combinação seqüencial. O 
movimento do braço para criar o "O" imaginário é, na verdade, uma 
combinação da ação de flexão, adução, extensão e abdução do braço. Os 
movimentos de circundução são também possíveis no pé, coxa, tronco, cabeça 
e mão. Os movimentos de todos os segmentos principais estão revistos na 
TABELA 1-1. 
Sistemas de Referência 
Relativo versus Absoluto 
 Para observar e descrever qualquer tipo de movimento com precisão, é 
preciso estabelecer primeiramente um sistema de referência. O uso de 
movimentos articulares em relação à posição inicial fundamental ou anatômica 
é um exemplo de um sistema de referência simples, já usado neste capítulo 
para descrever o movimento dos segmentos. Para melhorar a precisão de uma 
análise de movimento, um movimento pode ser avaliado a partir de diferentes 
pontos ou posições iniciais. 
 
[18] 
 
Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma tabela constituída por 4 colunas e 
14 linhas que corresponde