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Revista ISSN 1806-1877 nº 86 - Março de 2017
Artigos do XXIII SNPTEE, 
do XI SIMPASE 
e da Bienal 2016
Usina de Foz do Areia
Foto Marcio Geraldo Antunes 
- acervo da COPEL
2017
Março
15 E 16 - RIO DE JANEIRO - RJ
WORKSHOP - EXPANSÃO DO SISTEMA INTEGRADO 
NACIONAL: COMO ATENUAR DESCOMPASSOS ENTRE 
G & T? - C1
16 - SÃO PAULO - SP
WORKSHOP GESTÃO DE RISCOS NO MERCADO DE 
ENERGIA ELÉTRICA - C5
Abril
04 E 05 - RIO DE JANEIRO - RJ
TUTORIAL E WORKSHOP 2017 - APLICAÇÕES DE 
HVDC E SEUS DESAFIOS NO SISTEMA BRASILEIRO - 
B4
11 E 12 - BRASÍLIA - DF
MINICURSO DE SINCRONISMO DE REDES DE 
TELECOMUNICAÇÕES E AUTOMAÇÃO - D2
Maio
09 E 10 - BELO HORIZONTE - MG 
CONDUTORES NÃO CONVENCIONAIS: EXPERIÊNCIA 
COM INSTALAÇÃO E DESEMPENHO EM LINHAS 
AÉREAS DE TRANSMISSÃO - B2
21 A 25 - PARAGUAI
ERIAC - XVII ENCONTRO REGIONAL IBERO 
AMERICANO DO CIGRÉ
Agosto
14 A 16 - RIO DE JANEIRO - RJ 
XII SIMPASE – SIMPÓSIO DE AUTOMAÇÃO DE 
SISTEMAS ELÉTRICOS - B5, C2 E D2
23 E 24 – SÃO PAULO – SP 
IV SINREM - SIMPÓSIO NACIONAL DE REGULAÇÃO, 
ECONOMIA E MERCADOS DE ENERGIA ELÉTRICA – C5
Setembro
16 A 20 - RECIFE -PE
CIGRÉ SC B3 COLLOQUIUM - CHALLENGES AND 
TRENDS TO THE NEXT YEARS - B3 
Outubro
22 A 25 - CURITIBA - PR
XXIV SNPTEE – SEMINÁRIO NACIONAL DE 
PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA - 
CIGRÉ-BRASIL
Dezembro
04 A 07 - RIO DE JANEIRO – RJ
INTERNATIONAL SEMINAR ON POLICIES, INCENTIVES, 
TECHNOLOGY AND REGULATION OF SMART GRIDS - 
B5, C2, C6 E D2
CALENDÁRIO DE EVENTOS
Para mais informações
eventos@cigre.org.br • Tel.: (21) 2556-5929
Revista do CIGRÉ-Brasil de publicação trimestral nos 
meses de Março, Junho, Setembro e Dezembro para 
profissionais que atuam em Sistemas Elétricos de 
Potência. A Revista publica artigos de alta qualidade, 
apresentados em eventos nacionais e internacionais 
do CIGRÉ e do CIGRÉ-Brasil, artigos escritos por Grupos 
de Trabalho e Comitês Técnicos do CIGRÉ-Brasil, 
além de artigos convidados. A revista tem circulação 
nacional e no âmbito do Mercosul. Tem uma tiragem 
de 1.000 exemplares e está disponível para download 
pelos associados. Os seus leitores estão espalhados 
por cerca de 60 empresas e universidades e mais 
de 600 especialistas do setor. A data para envio de 
Anúncios é até o primeiro dia do mês anterior ao da 
publicação. Os custos para publicação de anúncios 
em 4 cores na Revista EletroEvolução são os seguintes:
Página Inteira (220mmx307mm) R$ 4.000,00 
Meia página (210 mmx 50,5mm) R$ 3.000,00
Contracapa R$ 5.000,00
Verso Capa R$ 4.500,00
Verso Contracapa R$ 4.300,00
Data para envio:
Até o primeiro dia do mês anterior
ao da publicação.
eletroevolucao@cigre.org.br
PUBLICAÇÃO DE ANÚNCIOS NA ELETROEVOLUÇÃO – Sistemas de Potência
EletroEvolução - Sistemas de Potência
ISSN 1806-1877 - nº 86 - Março de 2017
CONSELHO EDITORIAL:
Antonio Simões Pires (PR) - CIGRÉ-Brasil/Eletronorte
Saulo José Nascimento Cisneiros - CIGRÉ-Brasil/ONS
José Henrique Machado Fernandes - Eletronorte
João Guedes de Campos Barros - CEPEL
Jerzy Zbigniew Leopold Lepecki - CIGRÉ
Dourival de Souza Carvalho Junior - EPE
Paulo Gomes - ONS
José Sidnei Colombo Martini - USP/POLI
José Wanderley Marangon Lima - UNIFEI
João Batista Guimarães F. da Silva - Furnas Transmissão
Paulo Cesar Fernandez - Eletrobras
Márcio Rezende Siniscalchi - CEs A
José Antonio Jardini - CEs B/USP/POLI
Luiz Augusto Barroso - CEs C/PSR
Marcelo Costa de Araújo - CEs D/Eletronorte
Ricardo Cavalcanti Furtado - Consultor
Natasha de Decco - CIGRÉ-Brasil
PROJETO GRÁFICO E EDIÇÃO:
Flávia Guimarães
IMPRESSÃO:
Rona Editora
TIRAGEM:
1.000 exemplares
ELETROEVOLUÇÃO – SISTEMAS DE POTÊNCIA
é publicada pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e 
Transmissão de Energia Elétrica (CIGRÉ-Brasil)
DIRETORIA CIGRÉ-BRASIL:
Josias Matos de Araujo
Diretor-Presidente
Saulo José Nascimento Cisneiros
Diretor Técnico
Antonio Simões Pires
Diretor de Assuntos Corporativos
Jocílio Tavares de Oliveira
Diretor Financeiro
ENDEREÇO:
CIGRÉ-Brasil
Praia do Flamengo, 66 – Bloco B – Sala 408 – Flamengo
Rio de Janeiro – RJ – CEP 22210-903 – Tel: (21) 2556.5929
cigre@cigre.org.br
su
m
ár
io
75 Lista dos Comitês de EstudoRepresentantes Brasileiros
4 EDITORIAL
8 MEMÓRIA
37 XXIII SNPTEEData Envelopment Analysis (DEA): 
O Benchmarking do Setor Elétrico 
Brasileiro e a Árvore de Custos e 
Perdas
44 XXIII SNPTEEModernização do Sistema de Excitação 
em uma Termelétrica a Ciclo Combinado 
Utilizando Tecnologia Nacional
50 XI SIMPASEOs Processos de Validação e 
Documentação em Sistemas Digitais de 
Automação de Subestação
58 BIENAL 2016Remote Monitoring System and Analysis 
of Equipment Performance for Asset 
Management
65 BIENAL 2016HVDC ±800 kV Transmission Line 
Associated to the Belo Monte 
Hydroelectric Power Plant - Studies 
and Definitions for The Basic Design – 
Innovation and Challenges for a New Level 
of Voltage in Brazil
30 CONSTATAÇÕES TÉCNICASSessão Bienal 2016 – Constatações 
Técnicas
16 NOTÍCIAS
Revista ISSN 1806-1877 nº 86 - Março de 2017
Artigos do XXIII SNPTEE, 
do XI SIMPASE 
e da Bienal 2016
Usina de Foz do Areia
Foto Marcio Geraldo Antunes 
- acervo da COPEL
4 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
EDITORIAL
 
Política de Integridade – 
Uma realidade no CIGRÉ-Brasil
É indiscutível 
a importância da 
transparência das 
Organizações nos dias 
atuais. O contexto da 
sociedade requer que 
as administrações 
atuem com clareza nos 
processos. Isso indica 
que a introdução 
de um programa de 
integridade passa a ser 
uma exigência natural 
para as organizações.
Quais os fatores 
fundamentais para a adoção de um programa de 
integridade? Em primeiro lugar está a disposição 
da organização em, espontaneamente, declarar 
à sociedade a sua abertura do comportamento 
empresarial no sentido de explicitar os seus 
propósitos de seriedade com o tratamento dos 
processos. Em segundo lugar a alta administração 
se dispõe a atuar com o compromisso de agir de 
forma célere no combate a qualquer atitude ilícita 
combatendo todas as possibilidades de atos de 
corrupção ou falhas profissionais não condizentes 
com a lisura dos procedimentos associados ao 
ambiente interno ou nos relacionamentos com os 
clientes e parcerias.
Vale destacar que essa atitude empresarial 
converge com os instrumentos regulatórios 
que regem o tema de corrupção no Brasil. 
Assim, seguindo os procedimentos de outras 
empresas que atuam no Brasil, após a sansão da 
Lei anticorrupção, n°. 12.846, de 01 de agosto de 
2013, conhecida como lei da empresa limpa e sua 
Regulamentação através do Decreto n°. 8.420, de 
18 de março de 2015, o CIGRÉ-Brasil decidiu adotar 
as políticas de integridade com vistas ao combate 
à corrupção.
Um programa de integridade associado a um 
código de conduta e ética são fundamentais e 
devem estar presentes em todas as ações realizadas 
pela empresa incluindo o relacionamento com 
outras entidades e em especial com empresas 
públicas.
Com esse espirito a Direção do CIGRÉ-Brasil 
agindo em conformidade com o CIGRÉ Paris e 
buscando explicitar o seu compromisso com 
os que fazem o CIGRÉ-Brasil, seja funcionários, 
Diretores, parceiros, associados e a sociedade 
em geral, elaborou o Programa de Integridade 
Empresarial referente à Política de Combate 
à Corrupção, instrumento que operacionaliza 
a Política de Combate à Corrupção. Além da 
transparência que esse processo requer o 
objetivo do Programa é garantir o cumprimento 
da legislação anticorrupção por parte do CIGRÉ-
Brasil, seus Colaboradores, Representantes e 
fornecedores de bens e serviços.
Essa Política também reflete o compromisso 
do CIGRÉ-Brasil em aderir às normas relevantes 
estipuladas em tratados internacionaiscontra 
a Corrupção, o Guia de Compliance do Cigré 
Paris e à Lei brasileira nº 12.846/2013. Além 
disso, estabelece que todos os fornecedores 
de bens e serviços e parceiros de negócios 
do CIGRÉ-Brasil observem as mesmas leis, 
regulamentações, normas e práticas éticas de 
negócios.
Os princípios que embasam essa política são a 
prevenção, a detecção e a resposta a qualquer ato 
inadequado à organização. Sendo a prevenção o 
mais importante desses princípios. Destaca-se 
nesse contexto que não se tem conhecimento 
de atos ilícitos existentes na organização e isso 
dá mais suporte ao Programa visto que não se 
busca corrigir atitudes inadequadas, mas prevenir 
a ocorrência de atos lesivos ao CIGRÉ-Brasil e à 
sociedade.
Com a introdução de um Programa de 
Integridade espera-se entre outros benefícios os 
seguintes:
• Prevenção e detecção de riscos de Compliance;
• Proteção à marca, à imagem e reputação da 
entidade;
Jocílio Tavares de Oliveira – Diretor 
Financeiro do CIGRÉ-Brasil
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 5
EDITORIAL
 
• Proteção a perdas, fraudes e abusos;
• Alinhamento aos objetivos estratégicos;
• Boas práticas de governança
É importante salientar que um Programa 
de Integridade tem relevante importância nas 
relações com entidades e empresas visto que as 
exigências que estão nesses relacionamentos, 
especialmente quando se trata de empresas 
estatais são fundamentais para se viabilizar as 
transações comerciais tendo em vista que a cada 
dia são constatados requisitos que requerem a 
adoção de políticas de combate à corrupção entre 
as partes relacionadas. 
O Programa de Integridade referente à 
política de combate à corrupção do CIGRÉ-Brasil 
considera o seguinte contexto ilustrado na 
figura abaixo:
Contexto do programa de Integridade
Os aspectos acima consideram a seguinte 
abrangência e significado:
1. Políticas de combate à corrupção:
O CIGRÉ-Brasil tem o compromisso de 
manter os mais altos níveis de padrões 
profissionais e éticos na condução de seus 
negócios;
O CIGRÉ-Brasil não tolera qualquer forma 
de corrupção, suborno, pagamentos ilícitos ou 
concessão de vantagens indevidas, tanto no 
âmbito público como no privado.
Todos os fornecedores de bens e serviços e 
parceiros de negócios do CIGRÉ Brasil devem 
observar as mesmas leis, regulamentações, 
normas e práticas éticas de negócios;
Todos os seus fornecedores, parceiros 
comerciais e Representantes contratados, 
ficam proibidos de se envolver em qualquer 
atividade corrupta e, de forma direta ou 
indireta, oferecer, prometer, fornecer ou 
autorizar qualquer pessoa a fornecer dinheiro 
ou qualquer coisa de valor a algum agente 
público, ou pessoa a ele relacionada, ou a 
qualquer pessoa física ou pessoa jurídica com 
o propósito de obter ou acumular qualquer 
vantagem indevida.
2. Introdução do Manual de integridade:
É o Instrumento construído para auxiliar 
as pessoas a entenderem as políticas 
anticorrupção e como a corrupção pode afetar 
a imagem da entidade e suas atividades, as 
consequências para condutas inadequadas e 
o que deve ser feito para combater e evitar a 
corrupção.
3. Estabelecimento da Gerência de 
Compliance
O Gerente de Compliance terá como 
atribuição a contínua implantação, avaliação e 
fiscalização do cumprimento desse programa 
atuando com independência e respondendo 
diretamente ao Conselho Administrativo.
4. Elaboração do Plano de Comunicação:
A estratégia de comunicação do 
Programa de Integridade deve abranger dois 
aspectos principais, a saber: a divulgação 
das informações e a acessibilidade. Assim, 
é preciso que os Colaboradores, a alta 
direção e intermediários, fornecedores 
e prestadores de serviços conheçam seu 
conteúdo integral, incluindo atualizações 
ou modificações que venham a ser feitas 
ao longo do tempo e possam acessá-las 
facilmente. 
6 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
EDITORIAL
5. Formalização de um plano de treinamento:
A alta direção, Colaboradores e até mesmo 
terceiros (intermediários, fornecedores, 
prestadores de serviços, etc.) vinculados 
ao CIGRÉ-Brasil devem ter amplo acesso às 
informações sobre o Programa de Integridade 
e receber adequado treinamento, com 
vistas a promover a consciência a respeito 
da integridade empresarial e, pois, a 
responsabilidade pelo cumprimento das regras 
estabelecidas é de todos na organização.
O CIGRÉ-Brasil deverá dispor de um 
programa de comunicação e treinamento 
específico, com cronograma de realização 
anual, para todos seus Colaboradores, 
Representantes e fornecedores de bens e 
serviços.
6. Ativação de um canal exclusivo de 
denúncia:
Todas as denúncias que se referem às 
questões cobertas por esse Programa devem ser 
conduzidas pelo canal de denúncia disponível 
no portal do CIGRÉ-Brasil através do endereço 
denuncia@cigre.org.br e será gerenciado 
pela estrutura de Compliance da entidade 
ficando garantido o sigilo do denunciante bem 
como será assegurado retorno das denúncias 
apresentadas. 
Esse canal é o meio pelo qual os 
Colaboradores, terceiros, Representantes e o 
público em geral podem entrar em contato 
para relatar suas preocupações e denúncias de 
forma confidencial ou anônima de acordo com 
as leis em vigor.
7. Avaliação dos fornecedores:
Os Colaboradores e Representantes têm 
como compromisso de CONDUTA:
Atuar de acordo com as políticas do 
CIGRÉ-Brasil, sem concessões a ingerências 
de interesses e favorecimentos particulares, 
partidários ou pessoais, tanto nas decisões 
empresariais quanto na ocupação de cargos;
A integridade profissional é um pré-
requisito para a seleção e contratação de 
Representantes;
8. Estabelecimento de procedimento de 
Auditoria e Monitoramento:
O Programa de Integridade deve ser 
constantemente auditado e monitorado, para 
garantir sua efetividade. Caso fique evidente, 
por meio das atividades de monitoramento 
e auditoria, que determinados processos ou 
elementos do programa não estão funcionando, 
ou apresentam falhas, os mesmos devem ser 
revistos e ajustados.
É atribuição da área de Compliance o 
monitoramento contínuo do Programa de 
Integridade visando seu aperfeiçoamento na 
prevenção, detecção e combate à ocorrência 
de atos lesivos.
Ainda dentro do contexto do Programa de 
Integridade do CIGRÉ-Brasil uma importante 
preocupação que foi incluída se refere aos 
cuidados com doação e brindes. Nesses aspectos 
o CIGRÉ-Brasil, comprometido com a integridade 
nos negócios deve estar atento para os critérios 
para doações e recepção de brindes para evitar 
possíveis associações de sua imagem com fraudes 
ou corrupção. 
O Programa de Integridade do CIGRÉ-Brasil 
está suportado em seis pilares que são os 
componentes imprescindíveis para a perenização 
de um Programa de integridade levando em conta 
a transversalidade desse processo. Esses pilares 
dão a sustentação necessária ao Programa. A 
figura abaixo ilustra esses pilares:
 
O comprometimento da Alta administração é 
fundamental. Esse comprometimento se reflete 
nas ações da Diretoria tanto no apoio como no 
efetivo envolvimento com o Programa garantindo 
a sua funcionalidade;
Os riscos existentes na organização devem 
ser continuamente avaliados visando o seu 
mapeamento e assim reduzindo as possibilidades 
de impactos negativos;
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 7
EDITORIAL
Pilares do Programa de Integridade 
O Código de conduta e ética é um instrumento 
estritamente necessário para o Programa e atua 
como alicerce para o atingimento dos objetivos 
do Programa de integridade;
O canal de denúncia é um fator de transparência 
importante para que sejam abertos os espaços 
para a comunicação de possíveis falhas, o que 
permitirá a atuação da Gerência de Compliance na 
apuração;
O Monitoramento e a auditoriado Programa 
são de extrema importância considerando a 
necessidade da manutenção desse processo 
atuando dentro dos requisitos estabelecidos;
Um Programa de Integridade só terá o êxito 
esperado quando todos os envolvidos conheçam 
efetivamente todos os procedimentos e 
entender os objetivos do Programa e seu 
papel para garantir o sucesso do Programa. 
Para isso um programa de treinamento e um 
processo de comunicação são essenciais no 
desenvolvimento do Programa de Integridade. 
O CIGRÉ-Brasil com esse Programa entra 
efetivamente no ambiente alinhado com a 
modernidade das organizações dando um passo 
espetacular na gestão empresarial. Vamos em 
frente. A nova realidade já está presente no CIGRÉ 
-Brasil.
8 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
MEMÓRIA
Com a criação da Copel, o Paraná começaria 
a solucionar na segunda metade dos anos 50 
um dos seus maiores e mais graves problemas: o 
da falta de um sistema de energia elétrica capaz 
de sustentar o processo de industrialização e 
diversificação da economia, e de tornar acessível 
à população um benefício essencial para a 
melhoria da qualidade de vida, além de oferecer 
a perspectiva de um desenvolvimento em bases 
sustentáveis no futuro.
Àquela época, a economia do Estado 
baseava-se exclusivamente na atividade 
agrícola e era necessidade inadiável instalar 
em seu território a infraestrutura básica para 
atrair empreendimentos industriais. Em termos 
de energia elétrica, o Paraná era servido por 
sistemas isolados cuja abrangência limitava-se a 
algumas poucas cidades e que eram propriedade 
de empresas particulares – muitas, de capital 
estrangeiro. Com interesses tão localizados, era 
impossível pensar então num sistema elétrico 
verdadeiramente estadual, onde regiões 
de grande potencial energético pudessem 
transferir ao restante do Paraná a eletricidade ali 
produzida. Com sede e administração em outros 
estados, as empresas elétricas existentes, além de 
distantes da realidade e necessidades do Paraná, 
enfrentavam problemas como o esgotamento da 
capacidade de expansão e insuficiências crônicas 
de caixa. Além disso, a maior parte da energia 
gerada era proveniente de custosos motores a 
diesel, o que certamente ajudava a inviabilizar 
grandes investimentos no reforço e ampliação 
dos sistemas elétricos.
Preso a essa realidade, o poder público via-
Os últimos quatro anos marcaram uma revolução na Copel. A Companhia rompeu as fronteiras do 
Paraná para empreender em outros nove estados, retomou o ímpeto para construir grandes usinas, tornou-
se um grande player na promissora fonte eólica, participou de leilões de transmissão que vão dobrar seus 
ativos no segmento no médio prazo, e logrou ampliar investimentos ano após ano depois de 2011. Vistos 
em perspectiva, os marcos deste período constituem o capítulo mais recente de uma missão iniciada em 
outubro de 1954, na capital paranaense, por obra e necessidade de um Estado carente de energia. 
se diante de um sério obstáculo aos planos de 
crescimento econômico e social traçados para o 
estado. E caberia à Copel a tarefa de superá-lo.
Plano Hidrelétrico
Ainda antes da existência da Copel, os 
serviços elétricos a cargo do Governo Estadual 
estavam confiados ao Departamento de Águas 
e Energia Elétrica – DAEE, instituído em outubro 
de 1948. Sua criação assinalou o início de grande 
movimentação na área, pois foi praticamente 
contemporânea à elaboração do primeiro Plano 
Hidrelétrico do Estado. Ao mesmo tempo em 
que dava início às obras de sua primeira etapa, 
o DAEE passou a instalar motores e conjuntos a 
diesel com capacidade entre 70 e 154 kVA em 
muitas localidades, em caráter de emergência, 
para atender o crescimento que todo o interior já 
experimentava.
Como as obras maiores eram de construção 
mais demorada e exigiam muito capital, a solução 
possível foi esta. Em 1953, uma lei estadual criou 
a Taxa de Eletrificação, proporcionando novos 
recursos financeiros para a execução do Plano. 
Viabilizada pela nova fonte de recursos, no ano 
seguinte seria criada a Copel, com a missão de 
assumir gradativamente a responsabilidade pelos 
serviços até então a cargo do DAEE, prefeituras 
e concessionárias particulares. O Departamento 
ainda continuou a atuar no setor por algum 
tempo, tendo construído as usinas de Ocoí 
(em Foz do Iguaçu), Cavernoso (em Laranjeiras 
do Sul) e Melissa (em Cascavel). As usinas 
Chopim I e Mourão I foram por ele iniciadas, 
A Copel em sua melhor idade 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 9
MEMÓRIA
e depois concluídas pela Copel. Transferindo 
à nova empresa suas instalações e sistemas 
de atendimento, o DAEE pôde se dedicar à 
administração dos recursos hídricos, realizando 
importantes estudos de base para o Estado.
Primeira sede
Em ritmo discreto por conta das dificuldades 
financeiras, a Copel conquistaria em 1955 sua 
primeira sede. O aluguel de 12 salas no oitavo 
andar do Edifício José Loureiro, no calçadão 
da Rua XV de Novembro, foi a primeira casa da 
Companhia, seguida da aquisição de móveis 
e utensílios e da abertura da primeira conta 
no antigo Banco do Estado do Paraná, no valor 
de 200 cruzeiros. Os primeiros empregados 
contratados foram os engenheiros Walfrido 
Strobel e Herbert Leyser. No mesmo ano foram 
realizadas as primeiras reuniões da Companhia, 
que procuraram analisar o vasto trabalho de 
produção elétrica a ser desenvolvido no Paraná e 
as dificuldades que deveriam ser dribladas. Eram 
tempos incertos, com um futuro desafiador pela 
frente.
Com pouco menos de dois anos de idade, 
em 1º de agosto de 1956 a Copel começou a 
abastecer algumas cidades paranaenses, onde 
a geração local apoiava-se no uso de geradores 
a diesel, tão problemáticos e vulneráveis quanto 
às próprias redes de distribuição. Rapidamente 
a Copel cuidou de remodelar e modernizar os 
sistemas, conseguindo reforçar e adequar os 
serviços elétricos naquelas cidades.
Maringá, a primeira a ter seu sistema de 
distribuição assumido, contava à época com uma 
população de cerca de 15 mil habitantes e pouco 
mais de 1.700 ligações elétricas. Junto com a rede, 
a Copel assumiu também a usina a diesel que 
abastecia a cidade. Logo após a “Cidade Canção”, 
vieram Apucarana, Campo Mourão, Mandaguaçu 
e Pirapó. Eram tempos de conquista do Noroeste 
do Estado, quando a Copel enfrentava elevados 
índices de furto de energia e precariedade no 
fornecimento.
Em 1958, a jovem Copel assumiu o desafiador 
atendimento à cidade portuária de Paranaguá, 
povoada há mais de 400 anos. A cidade sabia 
o que era eletricidade desde 1903, quando se 
acenderam as primeiras lâmpadas, abastecidas 
por geradores a óleo. Mais de meio século depois, 
no entanto, pouco havia mudado. A estrutura era 
precária. Os copelianos instalaram uma usina a 
diesel e, ao longo dos seis anos seguintes, uma 
rede de distribuição – além da Usina Marumbi, 
construída junto ao Rio Ipiranga (o paranaense).
Ao levar energia para o Frigorífico Baggio, 
em Paranavaí, a Copel conquistou o memorável 
número de mil consumidores industriais. Mais 
do que isso, a Companhia se desdobrava para 
atender a um crescimento no fornecimento de 
energia a indústrias de 48% ao ano, a maior taxa 
dentre as empresas elétricas na época. No ano 
anterior, cada indústria havia consumido 60 mil 
KWh, três vezes mais do que em 1960.
Também muito cedo a Copel demonstrou 
que tinha talento para pesquisa e tecnologia. 
Com apenas cinco anos de idade, uniu-se à 
Universidade Federal do Paraná (UFPR) para criar 
o Centro de Estudos e Pesquisas de Hidráulica e 
Hidrologia – depois batizado de CEHPAR (Centro 
de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza). 
Idealizado pelo futuro presidente da Companhia 
e governador Parigot de Souza, este foi um passo 
determinante para o estudo e desenvolvimento 
de hidrelétricas nas décadasseguintes em todo 
o Estado. O CEHPAR foi o embrião dos atuais 
Institutos Lactec, organização de referência em 
inovação e soluções em ciência e tecnologia.
Integração e confiabilidade 
Em 1960, o potencial energético instalado 
no Paraná para uso público totalizava 163 
mil quilowatts. Disso, apenas 22.800 eram de 
responsabilidade do Governo do Estado, sendo 
que a participação da Copel restringia-se a 
11.600 quilowatts. Mais de 90% de toda essa 
energia vinha de usinas geradoras a diesel, de 
altos custos de produção e manutenção. Ou 
10 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
MEMÓRIA
seja, a eletricidade, além de bastante escassa, era 
consideravelmente cara.
Depois de passar seis anos estruturando-se 
e realizando estudos e projetos de atendimento 
a um mercado altamente reprimido, a Copel 
iniciou a execução efetiva dos planos de obras 
em 1961, lançando as bases do que viria a ser o 
sistema elétrico estadual.
De imediato, planejou-se um programa 
emergencial destinado a atenuar a crônica crise 
energética do Paraná, ao mesmo tempo em que 
traçavam as linhas de uma estratégia de longo 
prazo. 
Tendo tais diretrizes como norte, 
implementou-se um programa segredo
de obras que alterou rapidamente o perfil 
energético do Estado, evoluindo de uma 
situação de estrangulamento para um modelo 
de integração e alta confiabilidade. Na área 
de geração, foram construídas e colocadas em 
operação a usina termelétrica de Figueira (a 
carvão, com 20 mil quilowatts, em 1963), e as 
hidrelétricas de Salto Grande do Iguaçu (15.200 
quilowatts, desativada em 1980 para dar lugar ao 
reservatório da usina de Foz do Areia), Julio de 
Mesquita Filho (44 mil quilowatts, inaugurada em 
1970) e Capivari-Cachoeira, usina foi oficialmente 
batizada com o nome do falecido governador 
Parigot de Souza, numa homenagem ao 
engenheiro que por quase uma década presidiu 
a Copel, moldando-a como empresa e lançando 
e executando as bases do sistema elétrico 
paranaense.
A primeira das grandes
A Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato 
Parigot de Souza, a GPS, lançou a Copel e o 
Paraná no rol dos grandes projetos hidrelétricos. 
Com barragem de 370 m de comprimento e 74 
m de altura, as águas, represadas no Rio Capivari, 
foram desviadas para o rio Cachoeira, com um 
desnível de 740 m, e conduzidas por incríveis 
15 km de um túnel subterrâneo que atravessa a 
Serra do Mar. 
A usina ainda foi responsável por dois 
recordes na época: maior avanço médio mensal 
em escavação subterrânea em obras do gênero 
e maior volume de concretagem mensal no 
interior de túneis. Se os dados não fazem sentido 
para quem não entende de engenharia, para 
uma empresa jovem como a Copel, com apenas 
17 anos de idade, era como passar em primeiro 
lugar no vestibular.
Atualmente, a usina possui potência de 
260 MW, o que representa uma pequena 
porcentagem no conjunto de geração da Copel, 
especialmente se comparada às grandes usinas 
do Rio Iguaçu. Mas para a época era uma obra 
que permitia o desenvolvimento e o crescimento 
do Paraná e abria caminhos para uma geração de 
grandes usinas.
Expansão
A década de 1970 foi marcada por uma enorme 
variedade de ações que ampliaram a atuação 
da Copel. Uma delas foi a criação da primeira 
área de telecomunicações da empresa. Outra 
foi o investimento em tecnologia e pesquisa, 
em parcerias com universidades. Diante da 
crise do petróleo, a Companhia também iniciou 
sua atuação para disseminar o uso eficiente de 
energia e desenvolveu os primeiros projetos de 
Pedro Viriato Parigot de Souza – Governador 
do estado do Paraná e Presidente da Copel de 
10.02.1961 a 02.06.1970.
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 11
MEMÓRIA
inclusão energética. 
Aos quinze anos de idade a Companhia já 
começava a alcançar a atuação expressiva no 
Estado: mais de 200 cidades paranaenses já 
eram atendidas nesse período pelo seu braço de 
distribuição.
Já na geração, durante a década de 70 a 
experiência acumulada pela Copel na construção 
de usinas passou a ser usada na execução de 
aproveitamentos de outra ordem de grandeza, 
as chamadas usinas de grande porte, todas com 
potência instalada superior a mil megawatts. 
Assim foi com Salto Osório, usina de 1.050 
megawatts construída pela Copel para a Eletrosul 
no rio Iguaçu e inaugurada em meados da 
década. 
No mesmo período a empresa colocaria em 
operação suas primeiras linhas de transmissão 
de 230 kV, precursoras das redes de 500 kV que 
mais tarde interligariam a quase totalidade do 
território brasileiro. 
Empresa energética
Em 1974, já com 20 anos de idade, a Copel 
adentrou a vida adulta. Em duas décadas, sete 
presidentes passaram pela empresa e seu 
crescimento foi notável. Neste ano a Copel 
incorporou a Companhia Força e Luz do Paraná 
e seu capital social elevou-se de CrS 1.400 para 
CrS 1.300.000.000, conferindo à concessionária 
a posição de primeira empresa do Paraná e uma 
das maiores entre as suas congêneres estaduais. 
Além disso, ganhou de presente de aniversário 
uma sede própria, onde permanece até hoje, na 
Rua Coronel Dulcídio, em Curitiba.
Ao final da década, foi inaugurado o Centro 
de Operação do Sistema (COS), que colocou 
em funcionamento o primeiro Sistema de 
Supervisão e Controle digital do país. Projetado 
para controlar, em um primeiro momento, 68 
unidades, entre usinas e subestações, permitia 
supervisionar remotamente todo o sistema de 
geração e transmissão da Copel e programar 
a produção diária nas diversas usinas da 
Companhia espalhadas pelo Estado. Atualmente, 
a Companhia conta com dois centros de 
operação, sendo um específico para geração e 
transmissão e outro para distribuição de energia, 
que operam remotamente unidades espalhadas 
por todo o Paraná.
Transformada em empresa energética em 
1979 – o que implicou na retirada do termo 
“Elétrica” de seu nome – a Copel passou a 
dedicar-se também a pesquisar e fomentar o uso 
de outras fontes de energia dentro do Paraná. 
Entre elas destaca-se o gás canalizado, para cuja 
comercialização e distribuição foi constituída a 
Compagás - Companhia Paranaense de Gás, sob 
controle da Copel. 
Grandes usinas
A construção de empreendimentos de grande 
porte na Copel teria seu ápice nos anos 80 e 90, 
com a hidrelétrica de Foz do Areia, com 1.676 
megawatts no mesmo rio Iguaçu. Inaugurada em 
1980, foi oficialmente denominada Governador 
Bento Munhoz da Rocha Neto, homenagem 
ao governador do Estado na época de criação 
da Copel. Esta central estava equipada com as 
maiores unidades geradoras até então existentes 
no Brasil (4 x 419 megawatts), barragem de 
concreto de 160 metros de altura e vertedouro 
com capacidade para vazão de 11 mil m³/s. 
Os números fazem dela, ainda hoje, a maior 
Atual sede em Curitiba
12 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
operando como uma “unidade flutuante”. Do 
outro lado do rio, Porto Vitória não teve a mesma 
sorte. Com a destruição da linha que a abastecia, 
sua população ficou 20 dias sem energia. 
Apesar disso, mutirões de civis e eletricistas se 
mobilizaram para abrir picadas e ajudar a Copel a 
erguer uma outra linha, num episódio marcante 
para a história da empresa. 
Ney Braga e Caxias
Em outubro de 1986, a Copel alcançou a 
significativa marca de 1,5 milhão de clientes no 
Paraná. A Companhia levara 27 anos (1954 a 1981) 
para alcançar a marca de 1 milhão de consumidores 
e somente cinco para aumentar outros 500 mil. A 
conquista se deu em meio ao racionamento de 
energia decorrente da forte estiagem que chegou 
a secar o reservatório da Usina Capivari-Cachoeira 
(GPS).
Na geração, contudo, seu desempenho ia de 
vento em popa. Com a conclusão de Foz do Areia, 
a produção própria de energia pela Copel subiu 
de 1,9 bilhão de quilowatts-horas em 1979 para 
2,9 bilhões no ano seguinte.Doze anos depois, seria colocada em operação 
a segunda maior central geradora da empresa, 
a Usina de Segredo (oficialmente, Governador 
Ney Braga), também no Iguaçu e com 1.260 
megawatts de potência. Esta obra marcaria a 
publicação do primeiro Relatório de Impacto 
hidrelétrica do Rio Iguaçu e da Copel. Desde sua 
concepção em 1973 o projeto de Foz do Areia era 
grandioso. A região em que foi construída, no 
município de Pinhão, a 240 km de Curitiba, tinha 
grande potencial hidrelétrico, mas o local exato 
de construção da usina apresentava o ponto 
de maior potencial isolado, com características 
geográficas e topográficas ideais. A construção 
começou em 1975 e foi concluída quatro anos 
depois.
Para mobilizar milhares de trabalhadores, 
entre próprios e terceirizados, a Copel construiu 
uma verdadeira cidade a 12 km da barragem. A 
vila de Faxinal do Céu oferecia 1,6 mil residências, 
escola, hospital, clube esportivo e um centro 
comercial para os empregados. A Companhia 
também investiu na pavimentação com asfalto 
de quase 100 km, ligando a usina à cidade de 
Guarapuava. Atualmente, a vila da usina, que 
já sediou eventos educacionais importantes, 
se transformou em uma atração turística, 
especialmente pela beleza natural, pelo horto 
ambiental e um dos principais jardins botânicos 
do sul do Brasil.
A Enchente de 83
A enchente de julho de 1983 deixou 80% 
de União da Vitória submersa por 45 dias. 
Foram mais de 800 mm de chuva em menos 
de duas semanas, água prevista para cair em 
seis meses. Poucas vezes o sistema elétrico 
da Copel enfrentara prova tão dura. Com uma 
vazão inédita de 10,5 mil m³/s, a água do Rio 
Iguaçu invadiu as casas de máquinas de Salto 
Santiago, Foz de Chopim e Chopim I, que 
tiveram que ser desativadas. Outras dez usinas 
da Copel foram parcialmente inundadas. 
Em Foz do Areia, ondas de quatro metros de 
altura arrebentaram janelas e tiveram que ser 
contidas por sacos de areia colocados pelos 
operadores. Intacta, a maior usina do Iguaçu 
sustentou o fornecimento para toda a Região 
Sul nas semanas seguintes.
Mesmo com a rede de distribuição bastante 
avariada e a Subestação de União da Vitória 
parcialmente sob a água, a arte de seus técnicos 
e engenheiros permitiu que esta continuasse 
MEMÓRIA
Usina de Segredo - Governador Ney Braga
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 13
Sustentabilidade
O novo milênio teve início com o fracasso no 
processo de privatização da empresa, decorrente 
principalmente da crise econômica mundial 
que se seguiu ao ataque às Torres Gêmeas em 
Nova York. O processo de privatização deixaria 
cicatrizes profundas: o maior prejuízo da história 
em 2002, mais de 200 agências fechadas, e a 
perda de inúmeros profissionais de ponta para a 
iniciativa privada.
Os anos seguintes seriam de renovação, com 
uma ampliação significativa dos investimentos 
da empresa em projetos de responsabilidade 
socioambiental e de desenvolvimento 
sustentável, seguindo uma tendência mundial. 
Já no início da década, lançou o programa Luz 
das Letras, com voluntários e equipamentos 
da própria empresa dedicados a um premiado 
programa de alfabetização de adultos. Ao longo 
dos anos seguintes, deu os primeiros passos 
rumo à governança corporativa e teve suas ações 
incluídas no novo Índice de Sustentabilidade 
Empresarial (ISE) da Bovespa. No campo da 
geração, a Companhia mergulhou na pesquisa 
para diversificar a matriz energética, iniciando 
projetos com o bagaço da cana de açúcar, 
biodigestão de dejetos animais, biocombustíveis 
e com a matriz eólica. Na esfera ambiental, a 
Copel intensificou seus projetos para reduzir 
impactos e envolver as comunidades próximas às 
suas usinas. 
A Companhia também seria pioneira na 
assinatura do Pacto Global da ONU, dos Objetivos 
do Milênio e na adoção de práticas efetivas em 
prol da ética e transparência na administração 
empresarial. Em 2004, foi criado o Departamento 
de Gestão de Riscos e Controles Internos na 
Diretoria Financeira. No ano seguinte, foram 
dados passos decisivos na implantação da 
governança: a criação do Comitê de Auditoria e 
do Canal de Comunicação Confidencial, além da 
reformulação do Conselho de Orientação Ética.
As práticas de governança foram instituídas 
como decorrência direta dos escândalos de 
fraude financeira e contábil na bolsa de valores 
norte-americana em 2001. Empresas listadas na 
NYSE, como a Copel, tiveram que se adequar às 
Ambiental (Rima) para obras de geração no 
Brasil, sem que houvesse a obrigatoriedade legal 
para tanto – as obras já estavam em andamento, 
em 1986, quando foi criada a atual e rigorosa 
legislação ambiental.
Duas outras obras conduzidas na década de 90 
ampliaram consideravelmente o parque gerador 
próprio da Copel: a derivação do rio Jordão e a 
Usina de Salto Caxias. 
A derivação do Jordão complementou o 
empreendimento de Segredo adicionando ao seu 
reservatório, no Iguaçu, parte da vazão daquele. A 
interligação entre os cursos foi feita por meio de 
um túnel de 4.703 metros, o que permitiu ampliar 
em 10% a capacidade de produção da hidrelétrica 
a partir de 1997. 
Em 1999 entraria em operação a Usina de Salto 
Caxias (oficialmente, Governador José Richa), 
o quinto grande aproveitamento no curso do 
rio Iguaçu, e que agregou 1.240 megawatts ao 
potencial de geração da empresa.
Vanguardas
A entrada em operação das usinas de Segredo 
e Caxias marcaram, respectivamente, o início e o 
fim dos anos 1990. Mas isso representou apenas 
uma parte dos acontecimentos da Companhia 
na década. Foi nesse período que a Copel abriu 
seu capital na Bovespa, chegou à Bolsa de Nova 
York e foi a primeira empresa do setor elétrico 
a fechar contratos na China. A vanguarda 
também seguiu em outras áreas, fazendo da 
Companhia a primeira do setor elétrico a criar 
uma intranet e a primeira empresa de energia a 
obter autorização da Aneel para atuar no setor 
de telecomunicações.
Em 2003, com a automação da subestação 
Jardim Tropical, em Sarandi, no noroeste do 
Estado, a Copel se tornaria a primeira empresa 
do setor elétrico brasileiro a automatizar todas 
as suas subestações de transmissão. Utilizando 
sistemas informatizados desenvolvidos na 
própria Companhia, 125 subestações do sistema 
de transmissão (acima de 69 mil volts) passaram 
a ser comandadas remotamente, evitando 
deslocamento de equipes e conferindo grande 
eficiência na operação do sistema. 
MEMÓRIA
14 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
opera e mantém uma estrutura que compreende 
um parque gerador de eletricidade próprio 
composto de 30 usinas, sendo 18 hidrelétricas, 
cuja potência instalada totaliza 5.682 MW; um 
sistema de transmissão com quase 3,8 mil km de 
linhas, 350 subestações e 200 mil km de linhas de 
distribuição – a terceira maior rede de distribuição 
do Brasil, suficiente para circundar quase cinco 
vezes o planeta pela linha do equador.
Em 2014, a Copel deu início a um ambicioso 
programa piloto de redes inteligentes (smart 
grid) envolvendo três bairros de Curitiba, em 
uma das mais avançadas iniciativas do gênero 
no Brasil. O programa em curso abriga projetos 
de automação da rede, medição remota de água, 
luz e energia, além de geração distribuída a partir 
de múltiplas fontes. Outro grande destaque é o 
programa Mais Clic Rural, lançado em 2015, que 
está investindo R$ 500 milhões na modernização 
de redes rurais, priorizando em sua primeira fase 
pólos de criação de aves e suínos e cultivo de 
tabaco. 
Em 2016, pela quarta vez em seis anos, a 
satisfação expressa pelos paranaenses em relação 
aos serviços da Copel rendeu à sua distribuidora 
o principal reconhecimento do setor elétrico 
na América Latina. O Prêmio de Qualidade da 
exigências da Lei Sarbanes-Oxley (Sox), lançada 
para recuperar a confiança da população no 
desempenho relatadopelas corporações. 
Em 2016, a empresa também inovaria com 
a criação de uma Diretoria de Governança, 
Riscos e Compliance, que vai colaborar para 
intensificar ainda mais a cultura de transparência 
e sustentabilidade na empresa no futuro. 
Distribuição
Em 2012, o Paraná alcançou oficialmente a 
universalização do fornecimento de energia. 
Isso não impediu que a Copel continuasse 
a empenhar todos os esforços para levar 
atendimento aos recônditos do Estado. No litoral, 
naquele mesmo ano, a Companhia lançou 22 km 
de cabos submarinos para integrar várias ilhas 
do Litoral ao Sistema Interligado Nacional, e 
iniciou a instalação de painéis fotovoltaicos para 
levar energia a todas as comunidades insulares 
isoladas.
A empresa hoje atende a 4,4 milhões de 
unidades consumidoras. São 3,6 milhões de 
lares, 85 mil indústrias, 380 mil estabelecimentos 
comerciais e 365 mil propriedades rurais. Para 
atender a todo esse mercado, a Copel construiu, 
MEMÓRIA
Usina de Salto Alto Caxias - Governador José Richa
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 15
MEMÓRIA
Comisión de Integración Energetica Regional 
(CIER), sediada no Uruguai, atesta a importância 
que a marca Copel usufrui junto aos clientes, e 
também o padrão de excelência que se consolida 
na gestão na empresa nos anos recentes.
Modernização
Em seis décadas, o Paraná viu a energia elétrica 
se transformar de problema em solução. Graças 
ao empenho de mais de 54 mil copelianos – 
número de contratados desde aquele distante 26 
de outubro de 1954 – o Estado foi integrado pelos 
fios da Copel, que possibilitam o desenvolvimento 
da economia e o acesso de todos os paranaenses 
aos confortos da modernidade.
A Copel vem apresentando desempenho 
robusto em meio à crise, graças a uma boa gestão 
de custos e ao seu programa de investimentos, 
que vem se ampliando desde 2011, quando a 
companhia deu início à sua expansão por dez 
estados brasileiros. No período, o investimento 
ultrapassou R$ 14 bilhões em todas as suas áreas 
de atuação. 
O programa de expansão começou a colher 
seus frutos em 2016, com a conclusão parcial 
de seus três maiores empreendimentos de 
transmissão no país. Realizados em parceria com 
outras empresas – como a chinesa State Grid – 
somam 2.572 km de linhas de transmissão que 
reforçam a conexão entre todas as cinco regiões 
brasileiras, ao mesmo tempo em que dobram os 
ativos da empresa no segmento. 
Olhando para o futuro e para a necessidade 
de diversificar a matriz energética com a 
adoção de fontes limpas e renováveis, a Copel 
também está investindo R$ 2 bilhões em quatro 
complexos eólicos no Rio Grande do Norte, que 
representarão, até 2018, 700 MW de potência 
instalada – suficiente para atender cerca de 1,5 
milhão de pessoas. A conclusão de três destes 
complexos no último ano fez com que o parque 
gerador da empresa se fizesse constituir por nada 
menos que 93% de fontes renováveis.
Na geração hidráulica, a Copel prevê concluir 
em 2017 a Usina Colíder, na região amazônica, com 
300 MW de potência. No Paraná, também está em 
construção a Usina Baixo Iguaçu, empreendimento 
em parceria com a Neoenergia, de 350,2 MW.
Telecomunicações
Aos 62 anos, a Copel consolida-se também 
no competitivo mercado de telecomunicações 
com a Copel Telecom. Ao levar sua rede de fibra 
óptica para Ventania, em dezembro de 2012, a 
Copel Telecom fez do Paraná o primeiro estado 
brasileiro a ter todos os seus 399 municípios 
alçados numa rede digital. Atualmente, são 29 
mil quilômetros de fibras ópticas que oferecem 
serviços de conectividade para empresas, órgãos 
públicos e para o cidadão comum. A expansão 
dos planos de internet fixa de banda extralarga 
para clientes residenciais e pequenas e médias 
empresas atingiu 63 municípios em 2016, em 
comparação às seis localidades atendidas em 
2013. A meta é ampliar progressivamente a 
oferta de banda extralarga e outras soluções de 
conectividade para um número cada vez maior 
de paranaenses, e dar caminho à sua vocação 
desenvolvimentista através do Programa Paraná 
Conectado, que promove a inclusão digital por 
meio da oferta de internet a baixo custo em 
municípios de baixo IDH.
Os números e conquistas da Copel nestas 
seis décadas espelham a dedicação de milhares 
de empregados que, espalhados por todo o 
Paraná e por outros nove estados, colaboraram 
para construir uma empresa que é referência 
de competência e profissionalismo para todo 
o Brasil. 
Centro de Operação do Sistema
16 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
Minicurso Usinas Reversíveis e os Múltiplos Usos da Água
O Setor Elétrico Brasileiro vem passado 
por um difícil período devido à estiagem que 
durou de 2012 até 2015. Assim, aspectos que 
receberam atenção dos agentes foram a falta de 
armazenamento energético e a necessidade de 
potência para geração de ponta. O Plano Decenal 
de Expansão de Energia 2024 feito pela EPE 
aponta, com urgência, a necessidade de aumentar 
a capacidade de armazenamento energético do 
país. A ANEEL promoveu em 2016 a criação de dois 
programas de P&D Estratégico de interesse para o 
tema de usinas reversíveis. A chamada 20 com o 
objetivo de reformular as regras da estruturação 
do setor elétrico e a chamada 21 com o objetivo 
de estudar tecnologias de armazenamento 
energético e possíveis regulações para a sua 
implementação no país. 
O minicurso em Usinas Reversíveis - os Múltiplos 
Usos da Água - foi então proposto e realizado entre 
os dias 19 a 21 de outubro de 2016, no auditório 
do IVIG/COPPE/UFRJ. O evento, que contou com 
o apoio do IVIG – Instituto Virtual Internacional de 
Mudanças Globais, teve o objetivo de apresentar 
as usinas hidrelétricas reversíveis e demonstrar os 
possíveis benefícios e desafios que a tecnologia 
trará para o setor elétrico brasileiro. Focando 
especialmente nos agentes do setor elétrico e 
acadêmico nas áreas de operação, regulação 
e planejamento, com interesse em usinas 
hidrelétricas reversíveis, novas tecnologias, novos 
paradigmas do setor elétrico e os múltiplos usos 
da água.
Uma das propostas do minicurso era de juntar 
diferentes setores, como planejamento, regulação, 
academia e fabricantes para fomentar a discussão 
em torno do tema. Com a participação da EPE, 
ANEEL, UFRJ, Furnas, Light, Secretaria de Recursos 
Hídricos do Rio Grande do Sul, GE, Andritz Hydro, 
Voith Hydro, e empresas de consultoria, o curso 
resultou em um interessante debate sobre a 
inserção da tecnologia no Brasil. 
 Com entusiasmo, cada palestrante trouxe 
uma abordagem diferente ao tema. A Regina 
Toledo, Superintendência de Projetos de Geração 
da EPE, apresentou os desafios de reduzir o déficit 
de geração e como as usinas reversíveis podem 
colaborar. Hermani Vieira, Superintendente de 
Meio Ambiente da EPE, detalhou os impactos 
socioambientais da construção e operação de 
UHR e os passos para o licenciamento ambiental. 
Arthur Leotta, Diretor Técnico da Andritz 
Hydro, apresentou as diversas tecnologias de 
armazenamento e detalhou o funcionamento 
das usinas reversíveis. Marcos Freitas, professor e 
coordenador do IVIG/COPPE/UFRJ, compartilhou 
a sua experiência com a criação da ANA e os 
desafios de conciliar os múltiplos interesses do 
uso da água em rios e reservatórios. O Dr. Julian 
Hunt, pós-doutorado no PPE/COPPE/UFRJ, 
apresentou as experiências com usinas reversíveis 
diárias e sazonais no mundo e possibilidades no 
Brasil, incluindo os múltiplos usos da água. O Sergi Auditório IVIG/COPPE/UFRJ
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 17
NOTÍCIAS
Zuculin, Assessor da Diretoria da CESP, e, Mirian 
Adelaide, consultora de projetos de P&D ANEEL, 
apresentaram os resultados do projeto de P&D 
em usinas reversíveis da CESP em 2012 e as usinas 
hidrelétricas reversíveis sazonais. Rafael Lopes, 
gerente de engenhariade propostas e orçamento 
da Voith Hydro, e Everton Torquato, Centro Global 
de Tecnologia em Hydro da GE, detalharam os 
aspectos sobre os mecanismos e hidráulicos da 
construção e operação de turbinas reversíveis. 
Amaro Pereira, professor do PPE/COPPE/UFRJ, 
mostrou a regulação vigente do setor elétrico, 
novas propostas de regulação e como cada fonte 
de energia contribui para o setor elétrico. 
As usinas hidrelétricas reversíveis vêm 
então como uma alternativa para ajustar a 
as diversas fontes de geração de eletricidade 
com demanda por eletricidade. Armazenando 
energia em períodos com excedente de geração 
para momento com escassez de geração. Nesse 
sentido, as usinas hidrelétricas reversíveis podem 
gerar eletricidade durante a ponta, reduzir a 
intermitência de fontes de geração intermitentes 
como eólica e solar, armazenar a geração 
hidrelétrica de forma sazonal, aumentar os 
ganhos energéticos com a redução do vertimento 
nas usinas hidrelétricas, aumentar a segurança 
energética do país, reduzir investimentos com 
transmissão, controlar a frequência, tensão e 
outros aspectos da corrente elétrica no Sistema 
Interligado Nacional.
Algumas sugestões dos participantes 
incluem a inserção de material didático para 
acompanhamento das apresentações, uma 
melhor organização do material a ser apresentado, 
aumentar a participação sobre a parte de operação. 
A visão do operador nacional é essencial para 
avançarmos nas discussões e isso não foi incluído 
neste evento.
O evento foi passo importante para reabrir a 
discussão e dar subsídios para a inclusão das usinas 
hidrelétricas reversíveis no Setor Elétrico Brasileiro. 
A EPE está dando continuidade a estudos sobre o 
assunto e diversas empresas estão desenvolvendo 
um projeto de P&D na chamada 21 estudando 
o tema. Futuros eventos são crucias para dar 
continuidade e aprimorar o conhecimento sobre 
a tecnologia. 
Ao centro: Márcio Siniscalchi – Coordenador do CE A1 – Máquinas Rotativas e Julian Hunt, 
do PPE/COPPE/UFRJ
18 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
INNOVATION. This is the word that will 
support organizations in the future. He who 
does not innovate will die. Not only innovation 
based on technology and disruptive products, 
such as those full of new technologies, etc., but 
also those innovations which change the way 
we do businesses, such as service innovation, 
incremental innovation, and models of business 
innovation among others. Forty-five years after 
its foundation, CIGRÉ-Brasil is reinventing itself in 
order to continue being the most-respected and 
technically knowledgeable organization in the 
Brazilian Electric Sector. The crisis Brazil is facing 
now brings with it excellent opportunities for 
those who “think outside of the box”.
In this context, for the first time CIGRÉ-Brasil 
will organize and promote an international 
seminar totally designed and executed in Brazil 
for Brazilians and supported by CIGRÉ-Paris. 
Execution of the International Seminar on Policies, 
Incentives, Technology and Regulation of Smart 
Grids is a bold decision from the CIGRÉ-Brasil 
board of directors and will be supported by four 
Study Committees (C2, B5, C6 and D2).
The event will take place in Rio de Janeiro, the 
newest Olympic City in the world, between 04 and 
07 December 2017. A Seminar will happen during 
the first three days, consisting of six sessions 
and the presentation of up to 48 papers. Four 
international speakers will participate too. On 
December 7 will be presented a short training: 
Cybersecurity. All parts of the event, including 
site, papers and presentations will be prepared in 
English. Besides that, in conjunction with a short 
training, will be organized the 1st Young Engineer 
CIGRÉ-Brasil Meeting, one more innovation, which 
intends to attract more young engineers to be 
new CIGRÉ-Brasil members. 
Registration is already open to receive abstracts 
to be evaluated by the Technical Committee. It is 
a great opportunity to visit the event site (www.
cigrebrazilrio2017.net). CIGRÉ-Brasil counts on 
your participation and dissemination of the event.
INOVAÇÃO. Está é a palavra que sustentará as 
organizações a partir de agora. Quem não inovar 
vai morrer. Não somente a inovação tecnológica 
e disruptiva, com produtos cheios de tecnologias, 
etc., mas também aquela que altera a forma 
com que fazemos negócios, ou seja, inovação 
em serviços, inovação incremental, inovação em 
modelo de negócios, entre outras. Após 45 anos 
de sua criação, o CIGRÉ-Brasil está se reinventando 
para que possa continuar sendo a organização 
mais respeitada e conhecida tecnicamente no 
Setor Elétrico Brasileiro. A crise que atravessamos 
no país traz consigo excelentes oportunidades 
para “quem pensar fora da caixa”.
Neste contexto, pela primeira vez o CIGRÉ-
Brasil organizará e promoverá um seminário 
internacional, totalmente desenhado e executado 
no Brasil e com o apoio do CIGRÉ-Paris. A realização 
do “International Seminar on Policies, Incentives, 
Technology and Regulation of Smart Grids” é 
uma decisão ousada da Diretoria do CIGRÉ-Brasil 
e conta com o apoio técnico de 4 Comitês de 
Estudos (B5, C2, C6 e D2).
O evento ocorrerá entre os dias 04 e 07 de 
dezembro de 2017, no Rio de Janeiro, a mais nova 
Cidade Olímpica do Mundo. O Seminário será 
realizado nos três primeiros dias, com 6 sessões 
e apresentação de até 48 artigos. 4 palestrantes 
internacionais também deverão participar. Dia 
7 será realizado o minicurso Cybersecurity. Todo 
o evento será desenvolvido em inglês, desde o 
site, os resumos, os artigos e as apresentações. 
Além disso, conjuntamente com o minicurso, será 
realizado o 1º. Encontro de Jovens Engenheiros do 
CIGRÉ-Brasil, mais uma inovação, que visa atrair 
os jovens engenheiros para fazerem parte dos 
Associados do CIGRÉ-Brasil.
Já estão abertas as inscrições para envio de 
resumos para serem avaliados pela Comissão 
Técnica. Aproveite a oportunidade, visite o site do 
evento (www.cigrebrazilrio2017.net) e envie seu 
resumo. O CIGRÉ-Brasil conta com sua participação 
e divulgação do evento. 
International Seminar on Policies, Incentives, Technology and 
Regulation of Smart Grids
Luis Cláudio S. Frade – Coordenador do Comitê Organizador
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 19
NOTÍCIAS
Foi um sucesso a realização do XIV EDAO - 
Encontro para Debates de Assuntos de Operação. 
Promovido pelo CIGRÉ-Brasil e pelo ONS e 
organizado por FURNAS, este importante evento 
do setor elétrico aconteceu em São Paulo, SP, no 
Hotel Pullman Olympia, de 21 a 23 de novembro 
de 2016.
Com o Tema “Operação do Sistema Elétrico 
e das Instalações de Geração e Transmissão: 
Desafios, Caminhos e Soluções”, o XIV EDAO teve 
36 trabalhos apresentados durante o evento, que 
contou com profissionais de diversas empresas 
do setor elétrico nacional, Centros de Pesquisa, 
Universidades e fornecedores do setor, além de 
Paineis, Visitas Técnicas e Minicursos.
O EDAO é o principal fórum de debates da 
operação do sistema elétrico e de suas instalações, 
em seus aspectos técnicos e de gestão. O evento 
proporciona o intercâmbio de experiências e 
conhecimentos por meio da apresentação de 
trabalhos especialmente selecionados, painéis de 
debates, conferências proferidas por especialistas 
convidados e cursos de curta duração indicados 
pelo Comitê Técnico. As melhores práticas e 
propostas inovadoras na área de operação - o 
coração do sistema elétrico - são sempre discutidas 
por profissionais e empresas do setor.
Dentre os Temas Preferenciais do XIV EDAO 
destacamos:
- Análise de confiabilidade e gerenciamento de 
riscos aplicados aos processos operacionais 
elétricos;
- Sistemas de gestão para incremento da 
segurança operacional;
- Consciência situacional e prontidão das 
equipes;
- Integraçãodas funções operação e manutenção 
nas instalações, a viabilidade econômica, 
inovações técnicas, metodológicas e a 
segurança operacional;
- Resultados e ensinamentos dos processos 
técnico-operacionais e de gestão decorrentes 
das análises de grandes ocorrências.
Visitas Técnicas e Minicursos
O XIV EDAO contou com três Visitas Técnicas 
e dois Minicursos. Uma Visita Técnica ao Centro 
de Operação do Sistema AES Eletropaulo e duas 
Visitas Técnicas ao Centro de Controle do Tráfego 
Aéreo do Aeroporto de Congonhas. Um Minicurso, 
com o título “Estabilidade Eletromecânica”, foi 
ministrado pelo eng. Lucas Thadeu Orihuela da Luz, 
Diretor Executivo da Empresa LuzCP Consultoria e 
Participações Ltda. O outro Minicurso, intitulado 
“Nivelamento sobre a Resolução Normativa ANEEL 
nº 729/2016” foi ministrado pelo eng. Wilkens 
Geraldes Filho, do ONS. As Visitas Técnicas e os 
Minicursos obtiveram excelentes avaliações dos 
participantes do XIV EDAO.
Cerimônia da Abertura
A Cerimônia da Abertura contou com as 
presenças do Secretário de Energia Elétrica do MME, 
Fábio Lopes Alves; do Diretor Geral do ONS, Luiz 
Eduardo Barata Ferreira; do Diretor de Operação e 
Manutenção de Furnas, Djair Roberto Fernandes; 
do Diretor de Estudos de Energia Elétrica da 
EPE, Amílcar Guerreiro; do Superintendente de 
Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL, 
Alessandro D’Afonseca Cantarino; do Diretor-
Presidente do CIGRÉ-Brasil, Josias Matos de Araújo; 
do Coordenador do Comitê Organizador do XIV 
EDAO, Antonio Carlos Barbosa Martins, de Furnas e 
do Coordenador do Comitê Técnico do XIV EDAO, 
Braz Campanholo Filho do ONS.
Painel de Debates
Após a Cerimônia de Abertura, o XIV EDAO 
XIV EDAO
Cerimônia de Abertura do XIV EDAO
20 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
“Inserção da Geração Eólica e da Geração 
Distribuída na Operação do Sistema Interligado 
Nacional”. Os seguintes Painelistas fizeram 
apresentações: Flávio Guimarães Lins - Gerente 
de Tempo Real do ONS; Gabriela Desirê - Gerente 
de Relacionamento Operacional da FEB; Juan 
Roncero Vilanova - Gerente de Operações da 
Enerfin; e Rafael Moya - Analista de Projetos de 
Inovação da CPFL.
A Organização do XIV EDAO realizou quatro 
sorteios de mochilas e malas com rodinhas aos 
participantes que estivessem presentes no início 
da manhã e no início da tarde dos dias 22 e 
23/11, com o intuito de não atrasar as respectivas 
Sessões de Apresentações de artigos e Paineis. Os 
participantes gostaram dos sorteios e as Sessões 
começaram sempre no horário previsto.
Jantar de Confraternização
O Jantar de Confraternização foi realizado na 
noite do dia 22 de novembro, terça-feira, no Espaço 
L´Atelier, no Hotel Sheraton WTC, patrocinado pela 
TAESA. Primeiramente foi servido um Coquetel à 
beira da piscina e, após, foi servido um jantar em 
um salão decorado, com duas opções de prato, 
e diversas opções de bebidas e de sobremesa. A 
aprovação do local e do Jantar foi unânime.
apresentou um Painel de Debates com o título 
“Operação do Sistema Elétrico e das Instalações 
de Geração e Transmissão: Desafios, Caminhos e 
Soluções”. Os seguintes Painelistas participaram: 
o Secretário de Energia Elétrica do MME - Fábio 
Lopes Alves; o Diretor Geral do ONS - Luiz 
Eduardo Barata Ferreira; o eng. Delfim Maduro 
Zaroni, representando o Diretor de Operação do 
ONS - Ronaldo Schuck; o Diretor de Operação e 
Manutenção de Furnas - Djair Roberto Fernandes, 
que mediou o Painel; o Diretor de Estudos de 
Energia Elétrica da EPE - Amílcar Guerreiro; e o 
Superintendente de Fiscalização dos Serviços 
de Geração da ANEEL - Alessandro D’Afonseca 
Cantarino.
Após o Painel de Debates, foi oferecido um 
Coquetel aos participantes do XIV EDAO com a 
inauguração dos estandes dos eventos.
Painel Tecnológico
Na terça-feira, dia 22 de novembro, foi 
apresentado o Painel Tecnológico, com o Tema 
Painel de debates - Operação do Sistema Elétrico 
e das Instalações de Geração e Transmissão: 
Desafios, Caminhos e Soluções
Painel Tecnológico - Inserção da Geração Eólica e 
da Geração Distribuída na Operação do Sistema 
Interligado Nacional
Jantar de Confraternização do XIV EDAO no 
espaço L´Atelier
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 21
NOTÍCIAS
Cerimônia de Encerramento
A Cerimônia de Encerramento contou com 
as presenças do eng. Antonio Carlos Barbosa 
Martins - Coordenador do Comitê de Organização 
do XIV EDAO, do eng. Delfim Maduro Zaroni - 
Secretário Executivo do XIV EDAO e do eng. Patrick 
Bandeira Alcântara, da Taesa. Foram distribuídas 
Placas do XIV EDAO aos autores das 5 melhores 
apresentações, votadas pelos participantes ao 
longo dos 3 dias do evento. O eng. Antonio 
Barbosa mostrou os números do evento, o eng. 
Delfim apresentou as Constatações Técnicas do 
XIV EDAO, levantadas pelo Comitê Técnico, e o eng. 
Patrick, recebeu o bastão para a organização do 
XV EDAO, em 2018, agradecendo a oportunidade, 
e prometendo um evento com o mesmo brilho da 
organização de FURNAS e contando com o apoio 
da Coordenação Técnica do ONS, nas pessoas do 
Coordenador Técnico, eng. Braz Campanholo Filho 
e do Secretário Executivo, eng. Delfim Zaroni.
FURNAS se sentiu honrada com a organização 
do XIV EDAO, que se constituiu um sucesso de 
público, técnico e financeiro, e agradece o apoio 
do ONS e do CIGRÉ-Brasil.
A TAESA, o CIGRÉ-Brasil e o ONS estarão 
esperando por você no XV EDAO em novembro de 
2018. Até lá!
No dia 23 de novembro, quarta-feira, foi 
oferecida uma Palestra Motivacional, com o Prof. 
Marcelo 
Os números do XIV EDAO
O XIV EDAO teve 218 participantes inscritos, 
sendo 3 estudantes, 152 Não Sócios Cigré, e 63 
Sócios Cigré, e contou com participantes do Brasil 
e do Paraguai. O Evento contou com 11 empresas 
patrocinadoras, sendo 5 expositores em estandes: 
Petrobras, InForma, ONS, Itaipu Binacional 
(Patrocinadores Ouro) e FURNAS (Patrocinador 
Diamante).
O XIV EDAO inovou, oferecendo gratuitamente 
um App para os participantes, onde foi possível 
enviar perguntas aos palestrantes, votar nas 
melhores apresentações, avaliar o evento e 
acompanhar a grade do evento. Foram feitos 164 
downloads, 172 perguntas realizadas, 986 notas 
das apresentações e 53 avaliações do evento.
O Site do evento - www.edao.com.br - apresenta 
o temário completo e tópicos preferenciais, 
o Caderno de Patrocínios, informações de 
hospedagem, área do autor, área do Comitê Técnico, 
oferece o Certificado de Participação, oferece as 
fotos do evento, oferece os Artigos apresentados, 
bem como as apresentações dos artigos.
Sessões Técnicas
Coffee-break
Entrega das placas aos autores ganhadores 
das melhores apresentações, votadas pelos 
participantes.
22 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
alguns consumidores já estariam aptos a participar 
deste programa, ficando sob responsabilidade 
do ONS a gestão dos consumidores devidamente 
cadastrados de forma voluntária. 
O Superintendente de Regulação dos Serviços 
de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica 
- Aneel, Christiano Vieira, apontou como benefícios: 
o deslocamento da demanda para fora dos horários 
de ponta, a postergação de investimento na 
rede e o aumento da confiabilidade do sistema 
elétrico. Recomendou ainda algumas rotas para 
implementação da resposta da demanda, como 
projetos pilotos, precificação em base diária/horária 
e extensão de programas que se mostrarem viáveis.
Rafael Ferreira, assessor da Presidência da 
Empresa de Pesquisas Energéticas - EPE, apresentou 
a resposta da demanda no planejamento, indicando 
oportunidades como mecanismos de diminuição da 
carga, novas tecnologias facilitadoras, contratação 
de longo prazo e incentivos financeiros para 
rápida implementação. Como cases internacionais, 
apresentou a Colômbia, cujo programa éorientado 
para condições de escassez; e o caso do México, no 
qual a formação de preços é baseada em custos.
Este Painel teve a moderação de João Carlos 
Mello, Presidente da Thymos Energia e Coordenador 
do CE C5.
Desafios, oportunidades, perspectivas e visão 
da distribuidora 
Joisa Dutra, diretora do Centro de Regulação em 
Infraestrutura da FGV, destacou que um programa 
de resposta da demanda oferece um novo produto 
atrelado à energia elétrica, a ser ofertado pelo 
consumidor final. Porém, para que o país consiga 
obter bons resultados, serão necessárias grandes 
mudanças regulatórias e novos modelos de 
negócios para as empresas. A diretora também citou 
a necessidade de se obter uma melhor consistência 
nos sinais de preços, pois uma melhora na sinalização 
para o consumidor é um dos fatores de sucesso para 
implementação dos programas. 
O gerente de tecnologia da distribuição da AES 
Eletropaulo, Antonio Almeida, discorreu sobre a 
criação de plataformas inteligentes de gestão de 
energia e a implementação de redes inteligentes 
(Smart Grids). Na visão da AES Eletropaulo, a resposta 
da demanda reduz o custo da integração das energias 
renováveis, permite a introdução de recursos 
distribuídos, contribui para a liquidez dos mercados 
O CIGRÉ-Brasil, em parceria com a Câmara de 
Comercialização de Energia Elétrica – CCEE e a 
Thymos Engenharia, realizou o 1º Workshop CIGRÉ-
Brasil de Resposta da Demanda. Organizado pelo 
Comitê de Estudos C5 - Mercados de Eletricidade 
e Regulação, o evento aconteceu em São Paulo no 
dia 15 de dezembro, contando com a presença de 
especialistas nacionais e internacionais de renome 
para discutir o tema. O evento recebeu, ainda, apoio 
institucional e patrocínio de diversas empresas, 
associações de classe e instituições setoriais.
Tema em destaque no mercado brasileiro de 
energia, a resposta da demanda agrega importante 
flexibilidade à operação das fontes intermitentes, 
além de contribuir no atendimento à ponta do 
sistema, na prestação de serviços ancilares, na 
eficiência econômica do despacho energético (tanto 
no mérito como fora do mérito), na formação de 
preço e na segurança energética, estando prevista 
inclusive na Lei 13.360/2016 (MP 735). Confira a 
seguir alguns destaques da discussão:
Visão regulatória e institucional
O Conselheiro de Administração da CCEE, Roberto 
Castro, comentou sobre o papel do comercializador 
varejista, da geração distribuída e do smart grid 
como impulsionadores, além de apresentar 
possibilidades de incentivo ao gerenciamento pelo 
lado da demanda no mercado brasileiro, apontando 
a necessidade de aprimoramento nas regras de 
apuração de insuficiência de lastro de potência.
Já o assessor da Diretoria Geral do Operador 
Nacional do Sistema Elétrico - ONS, Marcelo Prais, 
enfatizou que a Redução Remunerada de Demanda 
é um fator de modicidade tarifária e de aumento 
da eficiência na alocação de recursos. Atualmente, 
Workshop sobre resposta da demanda discute 
oportunidades para o mercado brasileiro
Apresentação do Roberto castro – Conselheiro de 
Administração da CCEE
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 23
NOTÍCIAS
Destacou a necessidade de um programa flexível, 
com a oferta de diferentes produtos, assim como a 
duração da parada voluntária e o tempo de espera 
de notificação para parada. 
Resposta da demanda industrial e sua influência 
na formação do PLD
Dorel Ramos, professor da USP, observou que 
a resposta da demanda pode contribuir para o 
despacho otimizado do SIN, reduzindo o custo de 
operação das térmicas e melhorando a segurança 
do sistema. Segundo Dorel, a implementação deste 
mecanismo tem a vantagem de não depender de 
grandes investimentos e de prazos alongados para 
construção de projetos de reforço da oferta.
Ele cita um estudo que aponta a sensibilidade do 
atual modelo de formação de preços à incorporação 
da Oferta de Redução de Carga (ORC), sendo avaliado 
os efeitos no longo prazo e curto prazo através 
dos modelos computacionais NEWAVE e DECOMP. 
Como resultado, a incorporação desses mecanismos 
apresentou uma redução nos picos de preços. O 
estudo também aponta que produtos como o ORC 
devem ser atrativos, para que o consumidor visualize 
potenciais ganhos de receita ou redução de risco na 
comercialização de energia.
Estes Painéis tiveram a moderação de José 
Marangon, Professor da UNIFEI.
Importância do gerenciamento da demanda 
para os mercados de energia no século XXI
Cyro Boccuzzi, sócio diretor da ECOee e presidente 
do fórum latino americano de smart grid, apresentou 
a ‘Energia do Século XXI’, fundamentada nos recursos 
distribuídos, entendendo que a inserção de novas 
tecnologias irá alterar de forma significativa a 
forma de operação e otimização dos ativos. Esse 
movimento está surgindo dos consumidores para as 
empresas concessionárias e está fora do controle das 
empresas responsáveis pelos serviços.
Cyro introduziu o conceito da ‘internet das coisas’, 
segundo o qual cada equipamento irá conectar 
empresas, residências e veículos em uma rede 
inteligente de energia, de forma que os consumidores 
poderão produzir parte ou toda a sua energia, 
suprindo necessidades locais de modo coordenado, 
através de aplicativos inteligentes. Afirmou também 
que o sincronismo ocorrerá de forma distribuída, com 
larga transparência e visibilidade, a custos marginais 
próximos de zero, e neste cenário a distribuidora será 
remunerada pelo uso das redes.
Este Painel teve a moderação de Afonso Henrique 
Santos da IX Consultoria.
de eletricidade, reduz os custos de eletricidade para 
os consumidores e consolida a geração distribuída.
Este Painel teve a moderação de Carlos Dornellas, 
Gerente Executivo da CCEE e Secretário do C5.
Visão internacional da indústria
A gerente de energia da Abrace, Camila Schoti, 
apresentou a oportunidade de redução do custo 
global do setor através da implantação da resposta 
da demanda. Estudos da associação apontam que: 
(i) a oferta de curto prazo para o programa é de 
378 MW; (ii); as especificidades de cada processo 
produtivo das indústrias exigem que se tenha 
grande variedade no tempo necessário de aviso 
prévio para o acionamento; (iii) é necessária uma 
redução concentrada por períodos de até três 
horas; (iv) 50% do potencial está localizado no 
submercado Sudeste e Centro-Oeste, 31% no 
Nordeste e 19% no Sul.
Fillipe Soares, gerente de comercialização de 
energia da Alcoa, apresentou produtos de resposta 
da demanda para a indústria do alumínio. Cerca 
de 25% dos consumidores ligados à rede básica 
praticam modulação, sendo os produtos divididos 
em Elétricos (ancilares) e Energéticos (atendimento 
à demanda), sendo que a lógica de remuneração 
para este produto poderia ser semelhante ao parque 
termelétrico.
Marcos Prudente, da Gerdau, relatou a 
experiência da empresa com a resposta da demanda 
em diversos mercados internacionais em que atua. 
O objetivo principal é a otimização dos custos do 
sistema. Ressaltou a participação voluntária e a 
remuneração adequada dos custos incorridos, para 
que o consumidor se sinta atraído a participar desse 
programa.
Fabiano Fuga, gerente de energia da Linde, 
mencionou o caso da empresa no Chile e nos 
Estados Unidos. Em ambos os países a participação 
do consumidor é voluntária. No Chile o consumidor 
é estimulado a participar do Programa de Inverno, 
pois apesar de pagar demanda adicional nos meses 
em que ocorre o horário de pico, nos demais paga 
apenas a demanda base contratada, independente 
da demanda efetivamente medida. Nos Estados 
Unidos, a distribuidora incentiva o consumidor a 
reduzir o seu consumo através do pagamento de US$ 
500/MWh e não há penalidade para o consumidor 
que não conseguir reduzir o montante acordado.
Marcela Jacob Alves, gerente de portfólio de 
energia daHydro, apresentou a ideia de participação 
voluntária para o programa de Redução da Demanda. 
24 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
VII SMARS 
Nos dias 8 e 9 de novembro de 2016, o Comitê 
de Estudos de Desempenho Ambiental de 
Sistemas (CE-C3) do CIGRÉ-Brasil realizou a sétima 
edição do SMARS - Seminário de Meio Ambiente 
e Responsabilidade Social no Setor Elétrico. Nesta 
edição do SMARS, o CE-C3 contou com o apoio do 
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL, 
que acolheu o evento na sua sede na Ilha do 
Fundão, no Rio de Janeiro. O evento foi precedido 
pelo Minicurso “Gestão Coorporativa de Emissões 
de Gases de Efeito Estufa”, realizado no dia 7 de 
novembro.
A programação do evento foi composta por 
sessões técnicas, com apresentação dos trabalhos 
selecionados relacionados às boas práticas 
socioambientais adotadas ou desenvolvidas 
em diversas empresas do setor elétrico que 
proporcionaram benefícios socioambientais, 
soluções para os desafios regulatórios e do 
licenciamento ambiental, racionalização de 
custos, colaborando para a melhoria da imagem 
do setor elétrico no cenário nacional.
Foram também realizados dois Painéis Técnicos 
abordando temas relevantes e atuais para o setor 
elétrico do ponto de vista socioambiental: 
- “Questões Socioambientais no Planejamento 
e Desenvolvimento dos Empreendimentos de 
Transmissão” que teve como objetivo discutir o 
tratamento das questões socioambientais desde o 
processo de planejamento dos empreendimentos 
de transmissão e os requisitos para sua licitação, 
passando pelos questionamentos hoje existentes 
considerando a integração de novos agentes 
ao processo de licenciamento, com reflexo para 
os prazos, e a relação entre essas etapas e o 
desenvolvimento dos empreendimentos. Este 
Painel contou com a presença de Isaura Frega 
(Superintendente de Meio Ambiente da EPE), Enio 
Fonseca (Presidente do Fórum de Meio Ambiente do 
Setor Elétrico – FMASE), Carlos Alberto Rayol (Gerente 
da Divisão de Meio Ambiente de Transmissão da 
Eletrobras) e Alessandra Aparecida G. Franco de 
Toledo (Assessora Técnica da DILIC – IBAMA).
- “Aspectos Sociais da Gestão da Sustentabilidade 
no Setor Elétrico”. Seguindo uma tendência 
internacional de valorização da questão dos direitos 
humanos como um pilar da sustentabilidade 
corporativa, este painel teve como objetivo discutir 
as ações e diretrizes relativas à dimensão social no 
desenvolvimento dos projetos e na operação, bem 
como no processo de licenciamento, bem como 
aquelas de responsabilidade social corporativa, tendo 
como fio condutor a incorporação da abordagem 
de direitos humanos, destacando perspectivas e 
oportunidades de avanço. O Painel contou com 
a presença de Nair Palhano Barbosa (Consultora), 
Lisangela da Costa Reis (Superintendência de 
Estratégia e Sustentabilidade - FURNAS), Paulo César 
Medrado Abrantes (Assessoria de Responsabilidade 
Social - ITAIPU Binacional).
As principais constatações são apresentadas a 
seguir:
w Os atrasos observados no desenvolvimento 
dos empreendimentos de transmissão indicam 
que a utilização da série de relatórios R como 
instrumento de planejamento e suporte para o 
processo licitatório, em particular o relatório R3 
relativo aos aspectos socioambientais, não tem 
se mostrado eficiente para dar mais agilidade 
ao processo de licenciamento ambiental. Os 
Termos de Referência para obtenção da LP 
contêm exigências muito complexas e a legislação 
exige a interveniência de outros órgãos. Assim, 
na grande maioria das vezes, verifica-se uma 
incompatibilidade com os custos estimados e 
principalmente com os prazos estabelecidos para 
a implantação do empreendimento. Dentre as 
proposições para melhoria do processo existem 2 
propostas: 
- a necessidade de melhoria da elaboração 
dos R3, sinalizando das questões prioritárias e 
mais relevantes, com consequente melhoria das 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 25
NOTÍCIAS
como: - melhoria na organização da sociedade 
civil, com a formação de lideranças comunitárias, 
- a articulação com outros serviços públicos 
promovendo cidadania, - a conscientização do 
consumidor e - a formação de laços de confiança 
entre consumidor e concessionária. 
w Considerando as diretrizes e ações das 
empresas em relação à dimensão social 
no desenvolvimento e na operação dos 
empreendimentos, tendo como fio condutor 
a incorporação da abordagem dos direitos 
humanos como pilar da sustentabilidade 
corporativa, foi ressaltado que o equacionamento 
entre os limites entre atividades impactantes, 
passivos sociais e responsabilidade social 
considerando o compromisso de não-violação 
dos direitos humanos, passa por um caminho 
de possibilidades baseado na transparência das 
intenções, na otimização de recursos, no fomento 
do diálogo e na consequente redução dos 
passivos sociais. Já existem diversos instrumentos 
que formulam diretrizes para a incorporação da 
questão do tema direitos humanos nas políticas 
de responsabilidade social das empresas do 
setor público e privado, seguindo as orientações 
da ONU, mostrando que esta abordagem é uma 
tendência na gestão da sustentabilidade das 
empresas, em sua busca pela “licença social 
para operar”. Foram apresentados exemplos 
da incorporação da abordagem dos direitos 
humanos nos programas desenvolvidos por 
Itaipu.
w A boa prática na gestão de resíduos sólidos 
tem apresentado significativos avanços nas 
empresas do setor com diversas iniciativas 
sobre redução, reaproveitamento e destinação 
adequada dos resíduos do setor, em consonância 
com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos 
sólidos (2010), que também trazem benefícios 
econômicos para as empresas.
w As questões relacionadas às mudanças 
climáticas vêm ganhando espaço na agenda das 
empresas do setor com aprimoramento de estudos 
e processos, já sendo observado foco na adaptação 
às mudanças do clima, na contabilização das 
emissões por meios de inventários e na avaliação 
dos riscos financeiros de uma possível taxação de 
carbono (mercado de carbono).
previsões dos custos socioambientais e dos prazos 
necessários; 
- a realização do licenciamento prévio antes da 
licitação, que poderia ficar sob a responsabilidade 
da EPE, que tem a competência originária em seu 
arcabouço legal, seja de forma autônoma ou com 
subcontratação, mas que necessitaria de reforço 
de modo a atender eficazmente à mudança na 
implementação do licenciamento (proposta do 
FMASE).
As experiências práticas de participação dos 
órgãos ambientais e de secretarias de energia 
estaduais durante o processo de planejamento 
têm resultado em maior agilidade e em soluções 
que atendem a requisitos técnicos, econômicos 
e ambientais, sinalizando para a necessidade 
de maior interação entre as empresas, órgãos 
ambientais e os outros órgãos intervenientes e 
acordo com a legislação, e também com a ANEEL. 
A participação da sociedade qualificada nas 
audiências públicas, bem como a atenção especial 
para tais audiências na Região Norte, destacadas 
pelo IBAMA, são imprescindíveis para o bom 
encaminhamento do processo de licenciamento, 
assim como a organização interlocução desse 
órgão com os demais órgãos intervenientes.
w Observou-se significativo interesse pelos 
aspectos sociais, sendo que 13 dos 25 trabalhos 
apresentados no evento abordaram a importância 
do bom relacionamento das empresas com as 
comunidades e as diferentes instituições envolvidas. 
As boas práticas apresentadas trouxeram benefícios 
Diretor-Presidente do CIGRÉ-Brasil, Josias Matos de 
Araujo, na Cerimônia de Encerramento do VII SMARS
26 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
XIII STPC 
SEMINÁRIO DISCUTE DESAFIOS E APRESENTA NOVOS RECURSOS TECNOLÓGICOS NA 
ÁREA DE PROTEÇÃO E CONTROLE
Foi realizada em Brasília-DF, no períodode 23 
a 27 de outubro de 2016, a décima terceira edição 
do Seminário Técnico de Proteção e Controle – 
STPC, sob a coordenação das Centrais Elétricas do 
Norte do Brasil – Eletrobras Eletronorte.
O STPC é um evento tradicional da comunidade 
de Proteção e Controle, promovido pelo Comitê de 
Estudos B5 – Proteção e Automação, cuja primeira 
edição remonta a 1986, e tem se caracterizado 
como o foro ideal para debates de assuntos 
desta área, congregando empresas de energia 
elétrica, fabricantes, consultores, prestadores de 
serviços, fornecedores de programas aplicativos, 
universidades e centros de pesquisas. Ele se 
propõe a abordar, além dos temas tradicionais e 
recorrentes da área, todos os aspectos relacionados 
a tecnologias emergentes em medição, proteção e 
automação.
O XIII STPC contou com a presença de 181 
inscritos que puderam participar dos eventos 
técnicos e da exposição paralela realizados nos 
salões de convenções do hotel Mercure Brasília 
Eixo Monumental.
A abertura do evento foi realizada no dia 23 de 
outubro, em cerimônia que contou com a presença 
do Diretor-Presidente do CIGRÉ-Brasil, Josias Matos 
de Araujo; do Secretário de Energia Elétrica do 
Ministério de Minas e Energia (MME), Fábio Lopes; 
do Superintendente de Engenharia de Sistemas 
de Operação da Eletronorte, Sidney Santana; 
do Diretor de Planejamento e Programação 
da Operação do ONS, Francisco Arteiro; do 
atual Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e 
Inovação do CEPEL, Raul Balbi Sollero, do Diretor 
Técnico de Itaipu Binacional, Airton Dipp; e do 
Superintendente de Operações de Furnas, Mário 
Ellis.
Durante as cinco sessões foram apresentados 
40 artigos técnicos versando sobre diversos temas, 
tais como filosofias de projetos de proteção, 
localização de faltas em linhas de transmissão, 
sistemas de oscilografia, tecnologia e aplicações 
de sistemas sincrofasoriais, testes em sistemas 
de automação, sistemas utilizando a tecnologia 
IEC 61850, proteção para geração e proteção 
sistêmica. Os artigos técnicos foram selecionados 
pela Comissão Técnica a partir de um conjunto de 
143 resumos, o que demonstra o grande interesse 
no evento.
Foi realizada uma sessão técnica especial sobre 
o tema “Perspectives and expected benefits from the 
evolution of protection and automation solutions” 
(Perspectivas e benefícios esperados da evolução 
das soluções de proteção e automação), dirigida 
pelo Dr. Iony P. de Siqueira, chairman do Study 
Committe B5 internacional, com a participação de 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 27
NOTÍCIAS
Geral do evento, o eng. Carlos Alberto de Miranda 
Aviz e do Coordenador do Comitê de Estudos B5 – 
Proteção e Automação do CIGRÉ-Brasil, Dr. Marco 
Antonio Macciola Rodrigues. O eng. Carlos Alberto 
M. Aviz fez um balanço do evento, mostrando a 
forte presença de fabricantes e de empresas de 
energia elétrica, e a pesquisa de satisfação, que 
apontou a elevado grau de aprovação do evento.
O resumo das Constatações Técnicas do evento 
foi apresentado pelo eng. Fernando Aquino Viotti 
durante a Cerimônia de Encerramento:
• Integração de fontes de geração distribuída 
(GD).
- Necessidade de uma modelagem 
mais completa, incluindo controladores e 
conversores dos geradores eólicos. 
- Novas técnicas de proteção para GD, 
incluindo defasamento angular e taxa de 
variação de frequência com o auxílio de 
telecomunicação.
• Necessidade de estudos que envolvam 
simulações computacionais para definir critérios 
técnicos para aplicação de sistemas de proteção 
em linhas de transmissão curtas.
• Novas Tecnologias aplicadas a Sistemas de 
Proteção
- Utilização de técnicas no domínio do 
tempo tais como ondas viajantes e grandezas 
incrementais para redução do tempo de 
atuação das proteções.
- Técnicas inovadoras para aplicação em 
proteção diferencial para linhas multiterminais 
utilizando técnicas de autossincronização sem 
o uso de sistemas por satélite.
- Novos algoritmos para proteção de 
distância aplicados em linhas de transmissão 
com FACTS.
• Necessidade de maior discussão sobre as 
estratégias de manutenção (periodicidade e 
procedimentos) de IEDs.
• O elevado grau de desenvolvimento das 
ferramentas de análise automática de perturbações 
a partir de oscilografias digitais. Com isso surgiu a 
oportunidade de extensão das análises de eventos 
para mais tipos de equipamentos elétricos e a 
especialistas convidados de quatro empresas: Rich 
Hunt da GE Grid Solutions, nos Estados Unidos, Luis-
Fabiano Santos da ABB Grid Automation, Suíça, 
Oliver Lippert, SIEMENS Product Management 
Protection e Roberto Cimadevilla, Technical 
Manager ZIV GRID AUTOMATION S.L., Espanha.
Foi organizada também uma exposição paralela 
de produtos e serviços nas áreas de proteção e 
controle de sistemas elétricos, que contou com a 
participação de onze empresas patrocinadoras, 
incluindo concessionárias de energia elétrica, 
fabricantes de equipamentos, prestadores de 
serviços entre outros.
Na parte social, foi oferecido aos participantes 
um coquetel de boas vindas, realizado na noite 
de 23/10, durante a inauguração da exposição 
de produtos e serviços e um “happy-hour” com 
programação musical no final do dia, na segunda-
feira 24/10. Um jantar de confraternização foi 
realizado no restaurante Coco Bambu na noite da 
25/10.
O evento foi encerrado no final da manhã do dia 
27/10, em cerimônia que contou com a presença 
do Diretor-Presidente do CIGRÉ-Brasil, Josias Matos 
de Araujo, do Coordenador técnico do STPC, eng. 
Fernando Aquino Viotti do ONS, do Coordenador 
28 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
NOTÍCIAS
crescimento do sistema interligado nacional 
tornou-se difícil definir com segurança os pontos 
de abertura no sistema para mitigar oscilações, de 
forma que o ONS passou recomendar, em algumas 
regiões, a habilitação das funções de bloqueio por 
oscilação liberando apenas a Zona 1 para trip.
• Transmissão em CC: sistemas de transmissão 
em corrente contínua possuem grande 
flexibilidade em seus controles e isso faz com 
que os SEPs associados sejam cada vez mais 
inteligentes e com menores tempos de atuação. 
• Sessão Técnica Especial:
- O encapsula mento de funções, desde 
funções de proteção até o encapsulamento 
de todo o centro de controle da subestação 
permite que a maior parte do comissionamento 
seja concentrada na etapa de fabricação – FAT.
- Gerenciamento do ciclo de vida dos ativos 
de PAC: Conceito “run-to-failure” em IEDs, 
dispensando a necessidade de realização de 
testes periódicos.
- A utilização de transdutores não 
convencionais – NCITs – permitiu ganhos 
construtivos para subestações digitalizadas.
- Maior integração dos dados medidos em 
subestações permitindo melhor confiabilidade 
na avaliação da situação e nas ações 
decorrentes.
- As novas funcionalidades dos sistemas 
de proteção e controle podem contribuir na 
melhoria do desempenho de redes com alta 
penetração de geração distribuída.
- Apresentadas aplicações de proteções 
sistêmicas - WAPS - usando sampled values e 
sincronização PTP entre subestações.
integração com dados sincrofasoriais.
• Medição fasorial sincronizada 
- Começam a surgir os primeiros resultados 
práticos da utilização de Sistemas de Medição 
Sincronizada de Fasores – SMSF.
- A qualidade do sincronismo temporal 
precisa ser considerada nas especificações dos 
SMSF.
- Evidenciada a necessidade de testes de 
unidades de medição fasorial antes de sua 
instalação no campo, como também por 
ocasião de alterações de firmware ou nas 
configurações da unidade.
• Aplicações da norma IEC 61850
- Constatou-se que a norma não está sendo 
aplicada de uma maneira ampla em todas as 
etapas do ciclo de vida dos SPCS.
- Ainda existe desconhecimento de 
diversos aspectos da norma, evidenciando aimportância de investir em treinamento das 
equipes envolvidas.
- A aplicação cada vez mais intensa de novas 
tecnologias sugere uma revisão na estrutura 
organizacional das áreas de supervisão, 
proteção e controle.
- Possibilidade de utilização de TIs ópticos 
através do barramento de processos.
- Há maior conhecimento dos integradores 
e fabricantes nas soluções de redundância 
para redes de comunicação, trazendo mais 
confiança aos agentes.
• Já se encontram disponíveis equipamentos 
que permitem testes em malha fechada para SPCS 
reduzindo assim o custo da realização de ensaios 
em RTDS e permitindo a realização dos testes 
também no campo.
• Regulamentação: Alinhamento dos 
Procedimentos de Rede com as novas tecnologias 
oferecidas pelo mercado, incluindo os aspectos de 
segurança em redes de comunicação.
• Modernização de usinas: necessidade de 
convivência com tecnologias diferentes no 
período de modernização.
• Funções de bloqueio de oscilação: com o 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 29
NOTÍCIAS
dos ensaios realizados no Cepel, na avaliação 
dos isoladores da SE do SIN envolvida na falha 
em função de chuvas intensas para apresentação 
ao WG, coordenaram os ensaios realizados no 
CEPEL, coletaram os dados dimensionais da 
estrutura de chuva empregada nos Laboratórios 
do Cepel e desenvolveram a metodologia de 
calibração do ensaio de chuva não uniforme 
realizado em buchas de parede. O problema 
de chuva em bucha de parede é mundial; 
dependendo da direção da sua incidência, a 
própria parede impede que parte da bucha seja 
molhada, ocasionado uma descarga disruptiva 
ao longo de sua superfície.
O WG D1.45 apresentou como conclusão que 
não há necessidade de se alterar os parâmetros 
de chuva nos ensaios de impulso de manobra, 
mas para os ensaios em frequência industrial 
e em corrente contínua, os parâmetros de 
chuva representativos de chuva intensa 
ou chuva altamente condutiva devem ser 
considerados quando da realização de ensaios 
em equipamentos a serem instalados em locais 
onde existe a possibilidade de suas ocorrências. 
Os resultados serão levados à IEC para serem 
considerados quando da próxima revisão da IEC 
60060.1.
O CE D1 Brasil, representado por seus 
membros e pesquisadores Darcy Ramalho 
de Mello, consultor e secretário do WG D1.45 
e Ricardo Wesley Salles Garcia, do CEPEL, 
participou ativamente da elaboração da 
Brochura Técnica 634 do CIGRE, elaborada 
pelo WG D1.45, e intitulada “Impact of rain 
on insulator performance”. A brochura está 
disponível na página do Cigré Internacional, na 
internet e o sumário executivo foi publicado na 
revista ELECTRA No. 283 de Dezembro/2015. 
Este trabalho foi muito importante, para o 
Brasil, pois na revisão recente da IEC 60060.1 
“High-voltage test techniques - Part 1: General 
definitions and test requirements” foi removido 
do seu texto os parâmetros sobre chuva intensa 
e estudos realizados mostraram que a causa 
da falha importante ocorrida no SIN foram as 
chuvas intensas.
O WG D1.45 foi criado em 2011 e concluiu suas 
atividades em 2014. Este grupo foi coordenado 
pelo Eng°. Dr. Alberto Pigini, consultor do IEEE 
e contou com 14 participantes de 11 países, 
representando fabricantes, universidades e 
instituições de pesquisa e desenvolvimento.
O escopo do WG D1.45 baseou-se 
principalmente na coleta de dados sobre os 
níveis elevados de precipitação que ocorrem 
em diversos países do mundo, análise dados 
sobre o desempenho em campo de isoladores 
sob chuva intensa, avaliação dos dados obtidos 
dos ensaios realizados em conjunto por diversos 
laboratórios, abrangendo parâmetros do ensaio 
de chuva como precipitação e resistividade 
da água (para avaliar o problema das chuvas 
ácidas), a representatividade e a repetibilidade 
dos ensaios sob chuva, aspectos fundamentais 
para sua normalização, e a realização dos 
ensaios sob chuva em equipamentos para Ultra 
Alta Tensão.
Darcy e Ricardo Wesley fizeram um resumo 
CE D1 participa da elaboração de Brochura Técnica 
do CIGRÉ Internacional sobre o impacto de chuvas intensas 
na suportabilidade dielétrica dos isoladores
 Ensaio de frequência industrial sob chuva realizado 
no Cepel
30 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
de transmissão e de distribuição. Do lado dos 
produtores, esses recursos reduzem as perdas da 
geração que não possa ser acomodada no sistema 
elétrico interligado.
• Essa transição dos sistemas elétricos, da 
predominância das fontes convencionais de 
geração para a geração dispersa com fontes 
renováveis cuja maioria são de natureza 
intermitente, leva a necessidade de uma transição 
para os sistemas de transmissão de predominância 
AC para um híbrido AC/DC, a implantação de 
esquemas especiais de proteção, linhas de 
transmissão mistas com parte aérea e parte 
subterrânea e outros desenvolvimentos.
• As empresas de distribuição estão 
remodelando os seus negócios, funções e 
atividades com o advento da geração distribuída, 
penetração do mercado livre e implantação 
do smart grid, incorporando o Modelo DSO 
– Distribution System Operator, no qual elas 
passam a ser operadoras plenas do seu sistema 
de distribuição, com destaque para a supervisão 
Com base nas discussões havidas e nas 
diretrizes emanadas da Sessão Bienal 2016 foram 
extraídas as principais Constatações Técnicas que 
servirão de referência para as seguintes ações do 
Comitê Técnico do CIGRÉ-Brasil:
• Atualização dos Temas Prioritários para a 
carteira de projetos de cada CE.
• Elaboração do Plano de Metas de cada CE.
• Revisão e atualização dos Temas Preferenciais 
dos eventos técnicos do CIGRÉ-Brasil.
1. CONSTATAÇÕES GERAIS
• Merece destaque o papel dos recursos de 
energy storage nos vários níveis dos sistemas 
elétricos de potência: local e sistêmico em média 
e alta tensão. Do lado do sistema de potência, 
esses recursos propiciam os seguintes benefícios: 
reduzir a necessidade de reforços no sistema 
de transmissão, reduzir o nível da congestão na 
transmissão, reduzir o montante da reserva de 
geração adicional e reduzir as perdas nas redes 
In memorium do engenheiro eletricista Sérgio Toledo Sobral
Sessão Bienal 2016 – Constatações Técnicas
O engenheiro eletricista Sérgio Toledo Sobral faleceu no dia 02 de setembro 
de 2016 no Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, após ter ficado mais 
quarenta dias na UTI desse hospital em função de um quadro de infarto agudo do 
miocárdio com posterior parada cardíaca em 17/07/2016. 
Sérgio Toledo Sobral nasceu em Vitória, no estado do Espírito Santo, em 
02/08/1939. Recebeu seu B.Sc da PUC-Rio em 1964 como Engenheiro Eletricista. 
Trabalhou nas áreas de Estudos e Proteção de Furnas e da Light. Foi Superintendente 
do Departamento de Estudos de Sistemas e depois Diretor de Projetos (subestações, 
linhas de transmissão e distribuição) da Internacional de Engenharia S/A - IESA. Foi Consultor Especial 
do Projeto Itaipu. Desenvolveu um plano de desenvolvimento de tecnologia de aterramento com 
o Profº Dinkar Mukhedkar da École Politechnique de Montreal. Desde 1990 estava com sua própria 
Companhia, ST&SC Serviços Técnicos Ltda, especializada em estudos e projetos de aterramento e 
controle de interferências eletromagnéticas. Elaborou 67 artigos técnicos apresentados no IEEE, 
CIGRE, ERIAC, ERLAC e SNPTEE, alguns dos quais publicados na revista Eletroevolução do CIGRÉ-Brasil. 
Elaborou e implementou com sucesso critérios de projeto relacionados com aterramento e controle de 
interferências de linhas de transmissão com gasodutos e oleodutos para a maioria das concessionárias 
do Brasil. Realizou trabalhos de P&D com a LIGHT, FURNAS e outras empresas. Participou efetivamente 
na Revisão da Norma ABNT NBR 5419 e na emissão de um livro a respeito de toda sua experiência nos 
campos deestudos e projetos de aterramento e controle de interferências eletromagnéticas. 
Apresentamos nossas condolências à família do Sérgio Toledo Sobral.
NOTÍCIAS
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 31
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
especialistas de transformadores responderem ao 
FAQ: “Esse transformador pode permanecer em 
operação segura por mais 10 anos?”, o que destaca 
a importância de aprimoramento de marcadores 
de envelhecimento. 
• Aplicação mais intensiva no futuro da 
modelagem para avaliação do desempenho 
térmico e dielétrico e uso intensivo de modelos de 
transformadores HF.
4. COMITÊ DE ESTUDO – A3
• A explosão de transformadores de 
instrumentos não é uma exclusividade das redes 
de transmissão brasileiras. Este tipo de ocorrência 
tem sido relatado com frequência cada vez mais 
elevada em diversos países. Estes casos são 
claramente identificados como casos de final de 
vida útil. Faz-se necessária a aplicação de soluções 
que permitam o melhor acompanhamento do 
estado destes equipamentos, notadamente 
a partir do 20º ano de vida. A experiência de 
algumas transmissoras europeias indica que a 
relação de transformação destes equipamentos 
sofre alterações palpáveis antes da ocorrência da 
falha do equipamento e desta forma podem ser 
utilizadas como indicativo de final de vida útil.
• TRT de disjuntores de LT com compensação 
série e de faltas alimentadas por transformadores 
continuam a ser temas controversos. Caso o by-
pass do banco série não seja garantido para todas 
as faltas alimentadas pela linha nas proximidades 
de seus terminais, os requisitos de TRT para 
disjuntores de linha podem ser fortemente 
afetados. Logo, os sistemas de proteção devem 
assegurar o by-pass do banco série para atuações 
de aberturas de faltas pelos disjuntores de linha. 
Para falta alimentada por transformadores, a 
modelagem do mesmo e os métodos para sua 
determinação já evoluíram substancialmente 
nos últimos anos. De toda forma, este tipo de 
modelagem ainda é um assunto que carece 
investimentos adicionais e uma padronização em 
nível internacional.
• Desempenho no campo de sistemas de 
chaveamento controlado, a despeito da enorme 
potencialidade desta tecnologia, tem deixado a 
desejar em um elevado número de instalações no 
mundo. Têm sido reportados um número maior 
e a previsão da Geração Distribuída conectada na 
rede de distribuição.
2. COMITÊ DE ESTUDO – A1
• O uso de nanopartículas em isolamento 
epoxi-mica levará a um sistema de isolamento 
de enrolamento de estator mais eficiente, sem 
redução na vida útil. Poderia ser usado para a 
remodelação e uprating dos geradores existentes 
e para projetos novos do gerador em futuro 
próximo. A qualificação bem-sucedida do sistema 
de isolamento nanocompósito de acordo com a 
Norma IEC 60034-18 será a pré-condição inevitável 
para os clientes a aceitarem um gerador com este 
novo recurso.
• No Japão e em outros países as energias 
solar e eólica têm aumentado tão rapidamente 
que vão causar alguns problemas, como grandes 
flutuações de frequência da rede, excesso de 
energia elétrica e insuficiente capacidade de 
energia térmica e hidrelétrica, que compensam 
grande variação de saída das energias renováveis. 
Sistema de armazenamento de bombeamento de 
velocidade ajustável (ASPSS), que pode armazenar 
uma grande quantidade de energia e estabilizar 
rapidamente a variação da grade, foi verificado 
como uma solução eficaz para os problemas.
• Uma série de produtos SynRM (0.27kW ~ 
45kW) desenvolvidos pela Hyosung Corporation 
foi apresentada sumariamente focada em seu 
desempenho de eficiência da classe IE4 e em 
recursos econômicos comparando com os 
produtos correspondentes de IM da classe IE3. 
Os SynRMs são modelados e analisados pela FEA 
e, em seguida, são testados pelas experiências 
de carregamento, a partir das quais os seus 
desempenhos de eficiência da classe IE4 são 
comprovados.
3. COMITÊ DE ESTUDO – A2
• Usuários e fornecedores devem intensificar 
a busca para melhorar as tecnologias de 
monitoramento e utilização das melhores práticas 
possíveis para desenvolver e melhorar Health 
Index e Avaliação de Ativos. 
• Mesmo com todas as técnicas de diagnóstico 
disponíveis, ainda é muito difícil para os 
32 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
de condutores denominados “High Temperature 
Low Sag” (HTLS). Entretanto, verificou-se a 
necessidade de maior divulgação dos métodos 
utilizados para a instalação desses condutores, 
que são diferentes dos atualmente conhecidos e 
que, caso a instalação não seja efetuada de forma 
adequada, pode haver o comprometimento do 
desempenho em serviço desses novos condutores.
7. COMITÊ DE ESTUDO – B3
• A evolução de subestações digitais continua. 
A IEC 61850 e os transformadores de instrumentos 
não convencionais (NCIT), foram identificados 
como uma área que afeta significativamente a 
escolha de tecnologia e a estratégia de projeto da 
subestação.
• As várias fontes de geração e a adoção 
crescente de smart grid está mudando o 
comportamento de rede (desempenho dinâmico 
do sistema). Isso reforça a importância que as 
subestações sejam confiáveis e disponíveis para 
fornecer energia eficientemente.
• A gestão de ativos está consagrada como 
uma norma internacional ISO 55001. As métricas 
podem fornecer informações para decisões 
à gestão de ativos agregando valor através 
do estabelecimento de planos de ação e de 
investimento em longo prazo.
8. COMITÊ DE ESTUDO – B4
• Constata-se que os conversores VSC 
(Voltage Sourced Converter) estão cada vez mais 
populares e já despontam como uma solução 
das mais frequentes para algumas aplicações, 
notadamente na China. No Brasil temos apenas 
um STATCOM (com tecnologia VSC) na subestação 
de Rio Branco (tecnologia MMC – Modular Multi-
level Converter). Seguindo esta linha, o CE B4 
deve intensificar treinamentos em VSC (MMC) 
e principalmente na tecnologia mais exitosa: os 
conversores multiníveis modulares (MMC). Esta é 
uma tendência que já vem despontando na China 
para viabilizar pequenos sistemas multiterminais e 
integração de fontes renováveis e que certamente 
chegará em breve ao Brasil.
• A transmissão em HVDC tem reforçado sua 
importância na expansão e operação dos grandes 
que o esperado de problemas operacionais e de 
falhas de desempenho dos mesmos. Atribui-se 
este problema às rotinas de colocação em serviço e 
aos procedimentos de manutenção de disjuntores 
e seus sincronizadores, muitas vezes inadequados 
para este tipo de aplicação. O WG A3.35 analisa 
o assunto e proporá soluções baseadas em 
problemas encontrados no campo e nas soluções 
propostas por concessionárias e fabricantes.
5. COMITÊ DE ESTUDO – B1
• O crescimento das Fontes Renováveis de 
Energia, salientando-se as Eólicas, pode representar 
a oportunidade de maior especialização no 
projeto e construção das redes coletoras em cabos 
isolados de Média Tensão.
• Para linhas longas, internacionalmente 
verifica-se um aumento crescente na implantação 
de Linhas de Transmissão Subterrâneas em CC, fato 
que ainda é uma realidade distante no sistema de 
transmissão brasileiro.
• O aumento da aplicação de Emendas Pré-
Moldadas em linhas de transmissão nas classes de 
tensão iguais ou superiores a 275 kV, representa 
um avanço tendo em vista a redução no tempo de 
instalação/montagem deste acessório.
6. COMITÊ DE ESTUDO – B2
• Relevância tecnológica inegável do tema 
“Robótica” quando aplicada nas áreas de 
manutenção e construção das Linhas Aéreas. 
Como exemplo, o lançamento de vários tipos de 
“Drones” para serem utilizados em atividades de 
vigilância e apoio aos serviços de manutenção. 
Neste sentido vários Países já possuem Legislação 
que regulamentam e permitem realizar voos e 
trabalhos com “Drones” ao longo das rotasdas LTs, 
o que necessita que isto ocorra no Brasil. 
• Foram apresentados diversos exemplos de 
linhas compactas de corrente alternada utilizadas 
para aumentar a capacidade de transporte 
de energia elétrica, bem como linhas com 
feixes expandidos simétricos ou assimétricos, 
demonstrando a boa experiência obtida, 
principalmente no Brasil, com a aplicação dessas 
tecnologias.
• Foi constatado o uso crescente de novos tipos 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 33
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
consequências nos sistemas de transmissão, assim 
como a crescente dificuldade e, em alguns casos 
impossibilidade, na implantação de novas linhas 
de transmissão. Este foi um tema com contribuição 
brasileira. 
• Verificou-se um aumento de interesse no 
gerenciamento de ativos, buscando-se incorporar 
novos fatores como o socioambiental na tomada 
de decisão em relação aos equipamentos e 
instalações em final de vida útil.
• Novas abordagens são necessárias para o 
desenvolvimento de sistemas de energia para 
apoiar a integração das energias renováveis 
intermitentes, assim como a aplicação de 
tecnologias inovadoras, e são tendências para uma 
sociedade que visa uma baixa emissão de carbono 
na atmosfera, uma vez que a poluição ambiental 
e as alterações climáticas tornam o desafio da 
expansão energética ainda mais importante e 
difícil. Foram propostas soluções de planejamento 
de sistemas que consideram impacto ambiental 
e social, assim como técnicas e ferramentas de 
planejamento ótimas para sistemas de energia 
que integram geração renovável, a fim de construir 
um sistema de energia robusto e flexível.
11. COMITÊ DE ESTUDO – C2
• Participação Crescente de RES (Fontes 
Renováveis de Energia, em especial Eólica e 
Fotovoltaica), implicando em novos desafios 
nos estudos de Recomposição, utilização da 
Tecnologia de Acumulação – Baterias, necessidade 
de ampliação do foco de Operação, com maior 
interação entre operação da Transmissão e da 
Distribuição.
• Consumo com novas características, 
destacando-se Microgrids e Demand Side 
Response.
• Constata-se a incorporação crescente de elos 
CCAT (incorporados, radiais ou do tipo overlay) 
nos sistemas, com intensificação de tecnologias 
LCC (Line Commutated Converter) e VSC.
12. COMITÊ DE ESTUDO – C3 
• Pode ser observada uma significativa 
preocupação com o meio ambiente e com 
a sustentabilidade no desenvolvimento de 
sistemas elétricos em todo o mundo (os maiores 
exemplos são: China, Índia e Brasil), inclusive 
com soluções híbridas composta por diferentes 
tecnologias HVDC, como por exemplo o uso 
da tecnologia híbrida LCC (Line-Commutated 
Converter) nos retificadores e VSC nos inversores 
para uso em sistemas Multiterminais (MTDC).
• As DC Grids (redes de elos CC) continuam a 
demandar equipamentos que ainda não estão 
disponíveis comercialmente. Mas há de qualquer 
forma um movimento muito forte para uso 
de soluções VSC com tecnologia MMC, sendo 
alavancado pela China, que continua sendo o país 
que mais investe na tecnologia de HVDC (LCC e 
VSC).
9. COMITÊ DE ESTUDO – B5
• Com a utilização cada vez maior de IEDs 
multifuncionais em sistemas de Proteção, 
Automação e Controle, torna-se necessário buscar 
uma abordagem mais uniforme nas formas de 
otimizar os projetos desses sistemas, assim como 
de gerenciar o seu ciclo de vida.
• As proteções devem descriminar entre 
distúrbios dentro da usina, que podem danificar os 
equipamentos de geração, e distúrbios externos 
que possam prejudicar a integridade do sistema, 
mas que possam ser suportados pela geração 
por um determinado período de tempo. Essas 
proteções, incluindo também as proteções de 
backup, precisam ser coordenadas com os ajustes 
da proteção do sistema de potência.
• Maior cuidado é requerido no projeto 
e configuração das proteções envolvidas na 
conexão de sistemas de geração distribuída (DER), 
em particular nos pontos mais fracos do sistema 
de potência, devido ao fato de que esses sistemas 
assim como os dispositivos de eletrônica de 
potência utilizados para conectá-los ao sistema 
de potência têm respostas diferentes quando 
comparadas às respostas da geração tradicional.
10. COMITÊ DE ESTUDO – C1
• Ficou clara a preocupação no planejamento 
da expansão do sistema elétrico, com a grande 
concentração de aproveitamentos eólicos 
dada a sua característica intermitente e as 
34 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
adequadamente a inserção de eletrônica 
de potência no sistema (HVDC, FACTS etc.), 
particularmente RTS, com hardware in the loop, 
sendo os dois principais fornecedores o RTDS e 
OPAL (Hypersin 6.0). O workshop realizado sobre 
este assunto contou com a apresentação de várias 
empresas que estão fazendo uso intenso deste 
recurso. O Brasil tem de investir pesadamente 
e intensivamente nesta área para enfrentar os 
desafios que a configuração futura do SIN trará em 
termos de análise (8 bipolos de corrente contínua, 
com subestações inversoras na mesma região 
geográfica).
14. COMITÊ DE ESTUDO – C5
• Grande foco dos especialistas internacionais 
em como tratar os novos modelos de negócios 
frente às mudanças tecnológicas na rede de 
transporte com a entrada maciça de fontes 
renováveis, principalmente a energia eólica. Foram 
amplamente debatidos temas como melhores 
práticas em indução de investimentos, sinal de 
preços, avaliação de riscos negociais e resposta da 
demanda. 
• Alguns mercados de energia tais como EUA 
e França estão bem avançados neste tópico e o 
debate que ocorreu foi relativo às várias formas de 
operar o mercado neste novo contexto, quanto a 
modelos de mercado e estruturas regulatórias. 
• A regulamentação no Brasil ainda não incluiu 
este tema dentre as maiores prioridades de 
avanços, o que certamente ocorrerá em breve 
com a entrada da Geração Distribuída no mercado 
varejista.
15. COMITÊ DE ESTUDO – C6
• Armazenamento de energia em sistemas 
de distribuição, destacando o gerenciamento 
de energia elétrica e térmica armazenada e o 
aumento da eficiência energética com “multi-
energia” através da interação com a carga. O 
objetivo é considerar não só a energia elétrica 
obtida nos sistemas de armazenamento de 
energia, mas também outras energias para 
maximizar o benefício energético de cada sistema 
de distribuição. Exemplo disso seriam sistemas de 
armazenamento de energia térmica (calor, frio) 
materiais, equipamentos e tecnologias, bem como 
forte inserção das fontes renováveis e o aumento 
da participação da geração distribuída e do 
armazenamento de energia.
• Expressivo esforço de desenvolvimento 
tecnológico e metodológico para redução dos 
impactos ambientais, sinalizando uma grande 
interação das equipes de meio ambiente das 
empresas com as equipes de engenharia, o que 
ainda não acontece com muita frequência no 
Brasil. Como exemplo, destaca-se um projeto 
piloto de GIS (Gas-Insulated Substation) 
desenvolvido no Reino Unido, que utiliza os 
princípios do eco-design, proporcionando a 
redução da quantidade de SF6 utilizada, pela 
melhoria da vedação, a otimização do arranjo 
e introdução do monitoramento do gás, e 
ainda está sendo testada uma mistura de gás 
denominada “greengas for grid” (g3).
• Ênfase para redução do impacto visual das 
linhas e subestações de T&D, principalmente 
pelos países europeus, refletindo uma grande 
preocupação com a aceitação pública. E, ainda, 
uma crescente importância para os efeitos dos 
campos magnéticos das linhas subterrâneas.
13. COMITÊ DE ESTUDO – C4
• Como constatação técnica principal verifica-
se uma tendência cada vez mais evidente dos 
vários comitês de estudo procurarem um enfoque 
voltado para temas como a geração distribuída, 
redes elétricas inteligentes e novos tipos de 
conexões às redes elétricas.
• Continua comfoco prioritário as questões 
relacionadas com integração de fontes 
intermitentes (eólicas e solares) nos seus mais 
amplos aspectos: impacto no desempenho 
e nível de segurança do sistema elétrico, 
exploração de recursos destas fontes no 
sentido de apoiar no desempenho dinâmico 
e transitório da rede, sendo que a fotovoltaica 
está sendo aquela de maior interesse no 
momento. Em um recente leilão de energia 
a PV foi comercializada a 0,03 Eu$/kWh, 
demonstrando que é possível a redução do 
custo desta tecnologia.
• Desenvolvimento intenso do uso de 
ferramentas de simulação que representem 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 35
CONSTATAÇÕES TÉCNICAS
de comparação envolvendo um sistema de 
medição de um laboratório do exterior e o sistema 
que fez parte do trabalho que gerou a proposta 
apresentada.
• Apesar de todo o trabalho já desenvolvido 
sobre este tema, ainda há a necessidade de 
se estudar comparativamente diferentes 
metodologias para avaliar a estabilidade à 
oxidação de diferentes ENI (Ésteres Naturais 
Isolantes) de forma a permitir que o usuário 
diferencie o desempenho destes fluidos 
isolantes frente à solicitação destes ensaios, 
bem como ter uma alternativa tecnicamente 
mais simples para monitoramento do 
consumo dos aditivos antioxidantes destes 
fluidos. Foi apresentada, pela delegação 
brasileira, uma contribuição técnica na 
Main Session sobre este tema. Também foi 
levantada a necessidade de formação de 
novo Working Group tanto estudar esta 
propriedade, estabilidade à oxidação, bem 
como outras propriedades funcionais relativas 
ao desempenho ambiental, resistência ao fogo 
e medição de ácidos de baixo peso molecular.
17. COMITÊ DE ESTUDO – D2
• Com o desenvolvimento contínuo da Internet 
das Coisas (IoT), é gerado um grande volume 
de dados por PMUs, medidores inteligentes e 
outros dispositivos conectados. Isso exige novas 
estratégias para lidar com essa informação, tais 
como armazenamento distribuído (para otimizar 
o processamento de recursos) e soluções de Big 
Data.
• Com a crescente digitalização de recursos 
utilizados para monitorar as redes de energia 
elétrica, há um aumento na preocupação com 
a segurança cibernética de ativos. Porém, é 
necessário adequar as políticas de segurança aos 
requisitos específicos de sistemas de proteção e 
automação.
• A migração de sistemas SDH (determinísticos) 
para sistemas de pacotes (estatísticos), como o 
MPLS-TP, vem sendo adotada mundialmente, 
à medida que se comprova a capacidade dos 
novos sistemas de atender aos requisitos de 
tempo e confiabilidade exigidos em esquemas 
de proteção diferencial e de distância.
para poder aumentar a eficiência do todo.
• Eletricidade inteligente para todos, 
destacando smart grid, microgrids, sistemas 
híbridos ilhados e redes em corrente contínua. 
Este tópico está voltado a eletrificação 
inteligente. Percebe-se que todos os sistemas, 
tanto como microgrids, rede, isolados e de 
corrente contínua, precisam considerar o 
atendimento inteligente para obter benefícios 
e maximizar a abrangência de uso de soluções 
para todos.
• Planejamento estratégico de sistemas de 
distribuição incluindo resiliência (robustez) e 
confiabilidade, destacando o gerenciamento de 
Ativos de Geração Distribuída e o planejamento 
considerando micro redes e “congestionamentos” 
de rede com integração de renováveis.
16. COMITÊ DE ESTUDO – D1
• O desenvolvimento de fluidos gasosos 
isolantes elétricos com menor GWP (Global 
Warming Potential) do que o SF6 teve destaque 
tanto na seção pôster quanto na Main Session 
do SC D1. O desenvolvimento destes gases, 
no entanto, passa por algumas questões que 
precisarão ser melhor estudadas do ponto de 
vista das propriedades dielétricas, no que diz 
respeito ao desempenho tanto nas solicitações 
de arco como nas de interrupção. Outro 
aspecto está relacionado aos subprodutos 
de decomposição para monitoramento da 
qualidade do gás e do diagnóstico de condição 
operativa dos equipamentos. Também há que se 
considerar o fato de que, a partir do momento 
que cada fabricante está desenvolvendo fluidos 
isolantes gasosos com diferentes composições 
químicas, isto terá impacto na gestão dos ativos 
no futuro. Sobre este tema, podem ser vistas 
mais informações nas constatações técnicas do 
CE C3.
• Ainda não há uma metodologia definida para 
garantir a rastreabilidade de sistemas de medição 
de impulso utilizados em ensaios de perfuração 
de isoladores. Membros do CIGRÉ-Brasil/CE D1 
apresentaram uma proposta de rastreabilidade 
por comparação com sistemas de referência e foi 
sugerido, pelo coordenador do WG D1 60, que 
estuda o assunto, que seja realizado um trabalho 
36 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 37
XXIII SNPTEE
Data Envelopment Analysis (DEA): O 
Benchmarking do Setor Elétrico Brasileiro 
e a Árvore de Custos e Perdas
RESUMO - Benchmarking é um processo de 
comparação sistemática de uma empresa com os 
demais players. O processo identifica se a empresa 
está fazendo o melhor uso de seus recursos e ativos, 
se existem oportunidades de melhoria e se as perdas 
são mínimas. A DEA é um tipo de benchmarking 
avançado, utilizado pelo regulador para identificar 
os custos eficientes e revisar as tarifas. A gestão de 
custos deve iniciar pelo conhecimento dos custos, 
seguida pela redução das perdas e eliminação dos 
desperdícios. A árvore de perdas pode indicar quais são 
as oportunidades para supressão dos custos evitáveis 
e ganhos de sinergia. O artigo propõe a transformação 
do sistema de medição em sistema de informações para 
tomada de decisão e aprendizado, visando à melhoria 
contínua.
PALAVRAS-CHAVE - Data Envelopment Analysis 
(DEA), Benchmarking, Eficiência, Perdas, Custos.
 1.0 INTRODUÇÃO 
Sua empresa é eficiente? Você é eficiente? De 
forma geral, espontaneamente a resposta seria sim. 
Mas eficiência é um conceito relativo, é necessário 
um referencial. Sua empresa é eficiente em relação a 
quem? O mercado competitivo naturalmente identifica 
os melhores, os benchmarks, aquelas que são os alvos 
para os demais. São empresas que conseguem os 
maiores resultados com o uso da menor quantidade de 
insumos. Este processo de identificar e aprender com as 
referências gera dinamismo, uma procura pela melhoria 
contínua e ganhos para todas as partes interessadas. 
No mercado monopolista é função do regulador 
simular um ambiente de competição. Um exemplo é o 
processo de revisão tarifária periódica (normalmente 
quatro anos) das concessionárias de transmissão 
e distribuição de energia no Brasil. O objetivo da 
revisão é analisar o equilíbrio econômico-financeiro da 
concessão, por meio do cálculo da receita necessária 
para cobertura dos custos operacionais eficientes e 
remuneração dos investimentos prudentes.
Na aplicação dos ciclos de revisões tarifárias 
periódicas (RTP) as metodologias aplicadas foram e são 
discutidas com a sociedade em audiências públicas, as 
contribuições são avaliadas e fazem parte do processo 
regulatório.
Voltando à pergunta inicial, todas as empresas 
concessionárias responderiam que seus custos são 
eficientes e seus investimentos são prudentes, logo 
todos deveriam ser reconhecidos e repassados para 
a tarifa (serviço pelo custo). Desde modo não existiria 
nenhum incentivo à busca de melhores práticas. 
Levando em consideração a condição de contorno 
de informações assimétricas e imperfeitas com 
relação às realidades de custos enfrentadas por cada 
concessionária, ainda dificultada pela presença de 
interesses conflitantes entre consumidores e empresas, 
a revisão tarifária periódica é um dos principais desafios 
para o conceito de modicidade tarifária (menor tarifa 
possível para manter a segurança do suprimento).
O regulador incentiva a busca doaumento de 
eficiência por parte das companhias, por ocasião da 
revisão tarifária, onde parte destes ganhos é repassada 
ao consumidor. O repasse é realizado por meio do 
reconhecimento dos custos operacionais das empresas 
mais eficientes e ajustes nos custos das concessionárias 
que se encontram abaixo da fronteira de eficiência, 
neste caso, uma parte adequada dos custos é repassada 
em vez da sua totalidade. O ajuste é realizado por 
meio de um ônus que reconhece apenas os custos 
proporcionais ao índice de eficiência obtido. O objetivo 
de se adotar um método que avalie os reais custos das 
empresas com a aplicação de critérios de eficiência é 
simular a competição de forma que a cada ciclo tarifário 
os custos possam se reduzir em função dos ganhos de 
eficiência obtidos pelo conjunto das empresas. 
O conhecimento internacional na utilização de 
Lanier Peterson Castelo Branco Sampaio ELETROBRAS FURNAS 
38 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
organizações, suas unidades, funções ou processos em 
face do que é considerado o melhor nível. Sustenta o 
processo dinâmico de melhoria, constituindo-se como 
uma forma de aprendizagem dado que a procura de 
melhores práticas implica uma análise cuidadosa das 
diversas formas de implementação dos processos, das 
metodologias de trabalho e dos diferentes arranjos 
organizacionais.
Ponto de destaque: o benchmarking deve 
servir apenas como ponto de partida para o 
desenvolvimento de uma estratégia própria. A cópia 
das melhores práticas só contribui para a padronização 
e total falta de diferenciação. Alguns autores fazem 
alusão ao karaokê e dizem que quem imita nunca 
soará exatamente como o original e será sempre 
considerado como “chegando quase lá”. E isso não é 
suficiente no setor elétrico atual. O benchmarking e a 
cópia das melhores práticas deveriam ser empregados 
como o bilhete de entrada para qualquer empresa 
fazer parte da competição e não como um fim em si. 
Assim que as empresas conseguissem chegar a um 
determinado patamar de qualidade, elas deveriam 
trabalhar para se diferenciar no mercado de tal maneira 
que sua estratégia fosse praticamente impossível de 
ser copiada. Ressalta-se que simplesmente imitar a 
referência não é suficiente, soluções adotadas pelo 
benchmark podem não surtir o mesmo efeito quando 
aplicada em outra empresa. 
O método Data Envelopment Analysis – DEA 
(ou Análise Envoltória de Dados – AED) é um tipo 
de benchmarking avançado. Foi uma das técnicas 
desenvolvidas para responder a um dos maiores 
desafios estratégicos do mundo empresarial: medir e 
comparar sua eficiência relativa.
O método DEA foi inserido na bibliografia em 1978 
por Charnes, Cooper e Rhodes, como resultado da tese 
para obtenção de grau de PhD de Edward Rhodes sob a 
orientação de W.W.Cooper. Baseando-se nos conceitos 
de Farrel, acoplaram as estimativas das fronteiras de 
eficiência e realizaram análises de casos envolvendo 
relações simples até situações multidimensionais. A 
ideia do estudo era obter um método para medir a 
eficiência sem apelar para o uso de pesos determinados 
a priori para cada variável e sem ter que transformar as 
variáveis em valores econômicos comparáveis. 
Inicialmente foi empregado para avaliar a eficiência 
de escolas públicas. Como saídas foram considerados 
os resultados matemáticos, a melhoria de autoestima 
em testes psicológicos e a habilidade psicomotora. 
Como entradas, o número de professores e o tempo 
gasto pela mãe em leituras com o filho.
metodologias de benchmarking é vasto, notadamente 
na determinação de custos operacionais de 
concessionárias atuantes em setores regulados 
de infraestrutura. Existe uma multiplicidade de 
metodologias de benchmarking que podem ser 
classificados basicamente em métodos de eficiência 
média e os métodos de fronteira. Para os principais 
autores do assunto, não há um método superior a priori, 
pois existem vantagens e desvantagens de acordo com 
a situação em que são empregados. 
Atualmente, a ANEEL utiliza a Análise Envoltória 
de Dados ou Data Envelopment Analysis (DEA) para 
comparar as concessionárias e identificar as referências 
nas revisões tarifárias dos segmentos de transmissão 
e distribuição. A mesma metodologia foi utilizada 
na determinação das receitas iniciais no processo de 
prorrogação das concessões em 2012. A qualidade na 
prestação do serviço é outro número utilizado.
A metodologia utilizada para o cálculo dos custos 
operacionais eficientes constitui-se em um modelo 
que busca estabelecer parâmetros de eficiência de 
modo a determinar os custos associados à execução 
dos processos e atividades de operação e manutenção 
das instalações elétricas, direção e administração, em 
condições que assegurem que a concessionária poderá 
obter os níveis de qualidade do serviço exigidos e que 
os ativos necessários manterão sua capacidade de 
serviço inalterada durante todo seu ciclo de vida.
Por analogia, é realizar a Gestão de Ativos, ou seja, 
o equilíbrio entre custos, desempenho e risco nos 
negócios gerenciados pelas concessionárias.
O artigo apresenta a metodologia DEA, o motivo é 
óbvio, pois é a metodologia de benchmarking utilizada 
pelo regulador e indicações recentes mostram que o 
mesmo continuará a empregá-la nas próximas revisões, 
e propõe o seu uso pelas concessionárias como modo 
de precificar os impactos futuros e ajustar seu curso 
de forma preventiva. Pode ser utilizada em conjunto 
ou substituir a empresa de referência empregada 
por algumas concessionárias para montar o quadro 
qualiquantitativo.
É proposta a construção da árvore de custos e 
perdas com auxílio da DEA para facilitar o entendimento 
dos custos, a redução das perdas, a eliminação dos 
desperdícios e o combate às falhas. Uma aplicação 
prática mostra os principais resultados da proposta. 
 2.0 ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS
O benchmarking é uma metodologia sistemática 
que permite a comparação do desempenho das 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 39
XXIII SNPTEE
não-paramétricos, as referências (as melhores unidades 
na conversão de insumos em produtos, ou seja, as 
unidades que utilizam a menor quantidade de insumos 
para gerar a maior quantidade de produtos) são 
identificadas por meio da borda da fronteira concebida 
com base nas unidades de máximo desempenho 
observado. As demais unidades encontram-se abaixo 
da fronteira e o valor de sua eficiência é expresso em 
relação às referências. Após a aplicação do DEA, todas 
as unidades observadas farão parte ou estarão abaixo 
da fronteira obtida. No método DEA as unidades de 
produção são consideradas como DMUs (Decision 
Making Units, Unidades de Tomada de Decisão), sendo 
que cada DMU é responsável em converter insumos em 
produtos.
Para aplicação do método DEA no processo de 
comparação de eficiência de um conjunto de unidades 
de produção é necessário seguir determinados pré-
requisitos. Os pré-requisitos garantem que a fronteira 
de eficiência estimada seja robusta e alcance o objetivo 
de identificar corretamente as unidades de referência. 
Para a quantidade de DMUs, como regra geral, é aceito 
que no mínimo três DMUs são indispensáveis para cada 
relação insumo e produto utilizada na análise.
As unidades comparadas devem ser homogêneas, 
devem realizar atividades semelhantes, possuir 
autonomia no processo de decisão, produzir e 
trabalhar nas mesmas condições de mercado e tendo 
acesso aos mesmos insumos, diferenciando-se apenas 
pelas quantidades consumidas e produzidas. Ou seja, é 
preciso identificar e retirar os outliers da amostra.
Os primeiros modelos matemáticos utilizados 
foram o CCR (abreviação devido às inicias dos autores 
– Charnes, Cooper e Rhodes) ou CRS (relativo ao 
termo em inglês: Constant Returns to Scale - Retorno 
Constante de Escala), criado porCharnes, Cooper e 
Rhodes em 1978, utilizava orientação para insumo 
e retornos de escala constante e o BCC (abreviação 
devido às inicias dos autores – Banker, Charnes 
e Cooper) ou VRS (relativo ao termo em inglês: 
Variable Returns to Scale - Retorno Variável de Escala) 
desenvolvido por Banker, Charnes e Cooper em1984, 
onde substituíram os retornos de escala constante por 
retornos variáveis.
A Figura 1 apresenta a fronteira para os dois 
modelos. O eixo X representa os insumos e o eixo 
Y os produtos. As referências estão localizadas nas 
fronteiras e definem sua forma. As unidades que 
apresentam oportunidades de melhorias estão dentro 
das fronteiras e a distância entre elas e a fronteira indica 
seu percentual de eficiência relativa à amostra.
O modelo inicial aplicado no método DEA, criado 
por Charnes, Cooper e Rhodes, utilizava retorno 
constante de escala, ou seja, considerava que todas 
as unidades comparadas estavam operando na escala 
ótima de produção. Em 1984, Banker, Charnes e Cooper 
trocaram os retornos de escala constante por retornos 
variáveis, desenvolvendo um modelo para o método 
DEA capaz de comparar unidades operando em escalas 
de produção diferentes.
Na sequência, a metodologia foi estendida às 
empresas privadas e hoje o método é flexível e 
robusto o suficiente para ser aplicadas em qualquer 
sistema que proporcione um grupo de entradas e 
saídas mensuráveis, independentemente de serem 
quantitativas ou qualitativas.
O método DEA compara a eficiência de unidades 
de produção semelhantes, ponderando os diversos 
aspectos que estão envolvidos nas diferentes atividades 
desempenhadas e confere esse desempenho com 
outras entidades similares. Ou seja, o método DEA 
fornece a eficiência relativa da unidade de produção 
em relação ao conjunto, não a eficiência absoluta, 
permitindo verificar por observação, mas não 
comparando com o máximo teórico.
O conceito de eficiência é um conceito relativo. 
A produtividade é a razão entre a quantidade de 
produtos obtidos pela quantidade de insumos 
utilizados. Eficiência, por definição, expressa a 
relação ótima entre recursos produzidos e insumos 
utilizados. A eficiência máxima teórica ocorre quando 
os insumos tendem para zero e os produtos tendem 
para infinito. Algo apreciável, mas não prático. Torna-
se mais lógico calcular a eficiência em relação a 
observações reais, ou seja, calcular a eficiência de 
uma empresa em comparação aos seus concorrentes 
de mercado. 
O DEA é um método não-paramétrico. Nos 
métodos não-paramétricos não são feitas hipóteses, 
a priori, sobre o contorno analítico da função de 
produção. É estabelecida empiricamente uma função 
da melhor prática em relação aos insumos e produtos 
observados. Esta função é linear por partes e, como 
tal, seria uma aproximação da função correta, se a 
mesma existisse. Portanto, esta visão delibera padrões 
reais, cujo comportamento pode ser estudado a partir 
da observação de cenários concretos. Além disso, 
admitindo avaliação simultânea de múltiplos insumos e 
múltiplos produtos, oferece resultados mais completos 
que os passíveis de serem obtidos por meio de modelos 
paramétricos.
Em avaliações de eficiência que empregam modelos 
40 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
empresa de referência é simplesmente uma cópia 
esculpida e encarnada das práticas anteriores. A figura 
02 representa o fato.
 
Figura 2 – a) empresa de referência visão local 
(subjetiva) igual ao passado; 
 
 
 b) empresa de referência visão de 
mercado, benchmark (objetiva).
 4.0 DEA E REGULAÇÃO NO BRASIL
A metodologia DEA fez parte do primeiro ciclo de 
revisão tarifária das transmissoras em 2007. Foram 
utilizados dados em painel de oito concessionárias 
de transmissão: CEEE, Cemig, Chesf, Copel, CTEEP, 
Eletronorte, Eletrosul e Furnas, as mesmas que 
foram comparadas no processo de prorrogação das 
concessões em 2012. Como insumo foi escolhido o custo 
total das empresas (TOTEX) e como produtos: linhas de 
transmissão (km), módulos de manobra, quantidade de 
transformadores e capacidade de transformação (MVA). 
Foi realizado um ajuste para deixar as empresas com 
escores de eficiência entre 80 e 100%. A figura 3 resume 
os resultados da eficiência por empresa.
 
Figura 3 – Escores de eficiência relativa no primeiro 
ciclo de revisão tarifária das transmissoras.
Em 2010, no segundo ciclo, a metodologia DEA 
foi aplicada em dois estágios, buscando capturar 
 
Figura 1 - Modelos CCR e BCC.
 3.0 EMPRESA DE REFERÊNCIA E O QUADRO 
 QUALIQUANTITATIVO
O modelo de empresa de referência já foi utilizado 
no Brasil durante os primeiros ciclos de revisões 
tarifárias das concessionárias de distribuição de energia 
elétrica. O modelo consistia basicamente em calcular 
os custos com base em frequências e tempos de 
execução de tarefas previamente definidas para definir 
custos operacionais. Deve-se ressaltar que o método da 
empresa de referência é um método não utilizado em 
países com longa tradição em regulação. Com o avanço 
dos estudos e contribuições, o método da empresa 
de referência foi substituído pela metodologia DEA. 
Desde o primeiro ciclo da revisão das transmissoras já 
se utilizava a DEA.
O método da empresa de referência é não invasivo. Os 
custos operacionais justos são determinados por meio 
da criação de uma empresa fictícia, atendo a mesma área 
de concessão, para concorrer com a concessionária em 
revisão. Lembrando que a metodologia DEA compara 
a eficiência de empresas reais atuando no mercado e 
molda a fronteira com as referências.
No processo de readequação ao cenário do 
setor elétrico no Brasil após a MP579, algumas 
companhias, com o auxílio de consultorias, utilizaram 
o método da empresa de referência para montar seu 
quadro qualiquantitativo. Da mesma maneira como 
na regulação, existe assimetria de informações. A 
metodologia DEA poderia ter auxiliado este processo e 
reduzido a subjetividade do mesmo. 
A subjetividade aparece quando, nas diversas 
reuniões, cada área que defender ao máximo sua 
estratégia, acreditando que as oportunidades de 
melhoria só existem em outros quintais, seu dever de 
casa já foi feito. É o fato de querer obter resultados 
diferentes fazendo as mesmas coisas. Neste caso a 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 41
XXIII SNPTEE
MP579. Por meio de um gráfico de tendências é possível 
estimar os próximos resultados. Caso as empresas não 
modifiquem suas estratégias, a média do escore de 
eficiência continuará a cair. 
Figura 6 – Evolução dos escores de eficiência relativa 
das concessionárias.
As usinas que, a partir de 2013, são remuneradas 
pela Receita Anual de Geração (RAG) provavelmente 
entrarão em um ciclo de revisão das suas tarifas de 
O&M com base da metodologia da transmissão. 
 5.0 DEA E A ÁRVORE DE CUSTOS E PERDAS 
A árvore de custos é basicamente o desdobramento 
do PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros) da 
empresa. A figura 7 exemplifica uma árvore de custo 
montada.
 
 Figura 7 – Exemplo de árvore de custos.
A Manutenção Produtiva Total (TPM) visa à proteção 
de valor do acionista, resgatando as condições básicas 
dos ativos e garantindo sua confiabilidade, a partir 
da identificação de perdas no processo produtivo. 
Na metodologia TPM, é sugerida a utilização de uma 
sistemática que, a partir da comparação dos resultados 
a influência de variáveis ambientais, por exemplo, 
remuneração média, nível de tensão das linhas e 
dispersão da rede. Como insumo foi escolhido o 
custo operacional (OPEX) e como produtos: linhas de 
transmissão (km), módulos de manobra, quantidade 
de transformadores e capacidade de transformação 
(MVA). O resultado do segundo ciclo é apresentado 
na figura 4. Ressalta-se que entre o primeiro esegundo ciclo, ocorreram mudanças estratégicas 
em algumas concessionárias, consequentemente, 
reposicionamento dos benchmarks e modificação do 
ranking de eficiência.
 
Figura 4 – Escores de eficiência relativa no segundo 
ciclo de revisão tarifária das transmissoras.
Na definição das receitas iniciais de O&M das 
transmissoras que tiveram prorrogadas as suas 
concessões, a metodologia foi mais uma vez utilizada 
pelo regulador. Neste caso, os escores de eficiência 
foram ajustados pela qualidade na prestação do serviço 
de transmissão, foi utilizado o desconto da Parcela 
Variável por Indisponibilidade normalizado. A figura 5 
apresenta os valores. 
Figura 5 – Escores de eficiência relativa no processo de 
prorrogação das concessões.
Na figura 6 é mostrada a variação dos escores 
relativos de eficiência das concessionárias de 
transmissão do primeiro ciclo de revisão tarifária até a 
42 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
clima organizacional ruim, líderes e visões diferentes.
A análise multicritério fornecida pela metodologia 
DEA na construção da árvore de perdas facilita a visão 
do todo, ou seja, as unidades não necessariamente 
precisam ter excelência operacional em todos os seus 
indicadores para serem referências. Dependendo das 
condições de contorno do ambiente competitivo e 
com o foco no equilíbrio entre custo, desempenho e 
risco a excelência operacional é alcançada mesmo que 
a unidade tenha alguns processos que não estejam no 
nível de classe mundial, ou seja, são eficientes naquilo 
em que são referências e apresentam desempenho não 
tão ruim naquilo que não são referências.
A objetividade fornecida pela análise pode 
facilitar a definição de metas empresarias gerais, 
locais e individuais, por meio da comparação entre 
áreas internas da empresa. O procedimento pode ser 
incrementado com a utilização de dados externos. 
É importante destacar a necessidade de uma 
mudança por meio de um processo de ruptura para 
atingir a excelência operacional. A gestão de custos 
começa com o conhecimento dos custos, o próximo 
passo é a redução das perdas e eliminação do 
desperdício.
 6.0 CONCLUSÃO
A discussão sobre a aplicação da metodologia 
DEA na comparação das concessionárias ainda não 
foi esgotada. Existem pontos com oportunidades de 
melhoria para os próximos ciclos de revisão.
O fato é que, para identificar os custos operacionais 
eficientes utilizados nas revisões tarifárias periódicas 
das concessionárias de transmissão e distribuição de 
energia elétrica e para definição da receita inicial de 
O&M após a prorrogação dos contratos de concessão, 
o regulador tem adotado a metodologia da Análise 
Envoltória de Dados. Declarações recentes indicam 
será mantida esta base metodológica nos próximos 
ciclos. Logo, as empresas que passam pelo processo de 
revisão tarifária deveriam adotar a metodologia DEA no 
seu portfólio de técnicas de benchmarking.
O artigo mostrou que a utilização conjunta da 
da empresa com algumas referências estabelecidas 
(benchmarks), possam identificar grupos de perdas do 
negócio. A partir desta identificação sistemática, toda 
a organização deve definir ações para minimizar ou 
eliminar estas perdas. Esta sistemática de identificação 
e priorização da eliminação de perdas é conhecida 
como “Árvore de Perdas”.
A árvore de perdas é mais complexa de montar 
do que a árvore de custos. A causa principal deste 
fato é a dificuldade em identificar as fontes de perdas, 
estas podem ser internas ou externas, representadas 
por maiores custos ou redução de produção, multas, 
descontos sobre receita, impactos na imagem, evasão 
de talentos, clima organizacional ruim, desmotivação, 
problemas crônicos, retrabalhos, pessoas erradas 
nos locais certos, feudos, perseguição, decisões ou 
estratégias erradas e falta de visão.
Como apoio à construção da árvore de perdas é 
proposta a utilização da metodologia DEA. O modelo 
selecionado foi o BCC, devido à presença de unidades 
de produção operando em escalas diferentes. O 
processo utilizado foi padrão até a introdução da 
fronteira invertida para melhorar a discriminação das 
DMUs. Os pontos chaves na aplicação do método DEA 
são seguidos, depois do escore padrão de eficiência ser 
encontrado, o escore invertido é calculado e a eficiência 
composta identifica as DMUs que são eficientes naquilo 
em que são referências e apresentam desempenho não 
tão ruim naquilo que não são referências.
Como insumo foi considerado o custo operacional 
relativo. Como produtos foram utilizados a 
quantidade de ativos, produtividade, disponibilidade 
e sustentabilidade (econômica, ambiental e social). 
Foram utilizados dados em painel de 10 áreas 
diferentes. Os escores de eficiência obtidos indicaram 
as lacunas entre os insumos utilizados em determinada 
área e as referências. A tabela 1 apresenta as lacunas 
para determinadas áreas.
Entre as causas das diferenças foi possível encontrar: 
preenchimento das ordens de serviço, erro de lotação 
e contábil, homem-hora de espera, retrabalho, 
composição das equipes, instrumentos, trabalho em 
equipamentos energizados, procedimentos distintos, 
Tabela 1 – Valores para auxiliar a construção da árvore de perdas de determinadas áreas.
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 43
XXIII SNPTEE
(6) Chiang, C. Y., Lin, B. (2009). An integration of balanced 
scorecards and data envelopment analysis for 
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Management. Volume 20, número 11, p. 1153-1172.
(7) Kaplan, R.S. & Norton, D.P. (1996). The Balanced 
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(8) Kaplan, R.S. & Norton, D.P. (2005). The balanced 
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(9) Palmeira, J. N. (2001). Manutenção Produtiva Total: 
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em DEA. Anais do SIMPOI. São Paulo.
(10) Sampaio, L. P. C. B. (2011). Dupla ótica sobre 
a comparação de eficiência entre empresas de 
transmissão de
energia elétrica. Tese de doutorado em Engenharia 
Elétrica. Universidade de Brasília. Brasília – DF.
(11) Thanassoulis, E. (2001). Introduction to the theory 
and application of data envelopment analysis. USA: 
Kluwer Academic Publishe. 
Análise Envoltória de Dados com a árvore custos e 
perdas possui um alto potencial de sinergia. É uma 
técnica preventiva que pose ser empregada pelas 
concessionárias para se anteciparem aos processos de 
revisão tarifária e ajustarem sua estratégia para alcançar 
o melhor equilíbrio entre custo, desempenho e risco, 
visando maximizar os resultados para todas as partes 
interessadas. O uso desta metodologia pode levar a 
empresa a obter vantagens em sua competitividade 
pelo ajuste de custos de produção, melhoria da 
qualidade e otimização dos processos produtivos.
A objetividade da metodologia DEA é destaque no 
processo de construção da árvore de perdas. Dados 
de mercado são utilizados para comparar e identificar 
oportunidades de melhorias por meio da redução das 
perdas e eliminação do desperdício. A subjetividade 
gerada pela interferência dos gestores das áreas 
comparadas é drasticamente reduzida.
A proposta é um instrumento para auxiliar a 
transformação do sistema de medição em sistema de 
informações para tomada de decisão e aprendizado, 
visando à melhoria contínua. Pode ser utilizada para 
avaliar e comparar o desempenho e a eficiência 
operacional de qualquer processo ou empresa que 
tenha entradas e saídas mensuráveis por meio da busca 
dos benchmarks, contratação de metas de desempenho 
com os líderese monitoramento constante de 
resultados. É uma ferramenta na busca da excelência 
operacional e do desempenho Classe Mundial. 
 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) Aragão, I. R.(2008). Redução de Perdas em um 
Processo Produtivo Petroquímico com o Uso Conjunto 
da Árvore de Perdas e do Seis Sigma. Dissertação de 
mestrado em Engenharia de Produção. Universidade 
Federal de Santa Catarina. Florianópolis – SC.
(2) Asghar, S., Yavarian, H., Azodi, M. A. (2009). 
Performance Evaluation of Organizations: An 
Integrated Data Envelopment Analysis and Balanced 
Scorecard Approach. International Journal of Business 
and Management. Voume 4, número 4.
(3) Balzani, H. (2006). Balanced scorecard - BSC: uma 
ferramenta de gestão. O portal da administração.
(4) Banker, R.D., Charnes, A., & Cooper, W.W. (1984). Some 
models for estimating technical and scale efficiencies 
in data envelopment analysis. Management Science, 
30, 1078–1092.
(5) Charnes, A., Cooper, W. W., & Rhodes, E. (1978). 
Measuring the efficiency of decision making units. 
European Journal of Operational Research, 2, 429–444.
44 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
Modernização do Sistema de Excitação em uma 
Termelétrica a Ciclo Combinado Utilizando 
Tecnologia Nacional
RESUMO - O desafio de manter altos índices de 
disponibilidade e confiabilidade em usinas termelétricas 
a ciclo combinado é mais acentuado, pelo fato de que a 
tecnologia empregada é totalmente importada, o que 
cria uma dependência externa para manutenção dos 
equipamentos.
Este trabalho apresenta um caso de sucesso no 
emprego de tecnologia nacional para substituição 
do regulador de tensão do gerador da unidade a 
vapor da UTE Araucária. A alternativa em continuar 
com a dependência do fornecedor original poderia 
acarretar grandes indisponibilidades da usina devido 
à dificuldade na obtenção de suporte técnico e 
reposição de sobressalentes, para um equipamento 
tecnologicamente ultrapassado.
PALAVRAS-CHAVE - Sistemas de excitação, Regulador 
de tensão, Gerador síncrono, Retrofit, Ciclo combinado
 1.0 INTRODUÇÃO 
1.1 Descrição da planta
A UEG Araucária Ltda. (UEGA) é uma parceria 
formada pela Companhia Paranaense de Energia 
(COPEL) e a Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS), para 
construir e operar uma planta de geração termoelétrica 
a gás natural de ciclo combinado de 484,15 megawatts 
(MW) na Região Metropolitana de Curitiba, Estado do 
Paraná, Brasil, conforme apresentado na Figura 1. A 
Figura 2 apresenta uma vista geral da planta.
FIGURA 1 – Composição societária e localização da 
planta
Como parte do Programa Prioritário de 
Termelétricas (PPT) (2), entrou em operação em 2002 
e foi recomissionada em 2006, após longo período de 
hibernação. A principal característica deste projeto é de 
ser totalmente importado e haver grande dependência 
tecnológica. A usina foi construída na modalidade 
turn-key, em que os custos de aquisição são reduzidos, 
mas os custos de operação e manutenção são maiores, 
devidos principalmente à dificuldade de nacionalização 
de equipamentos e falta de suporte técnico nacional.
 
FIGURA 2 – Vista geral da UTE Araucária
A planta é composta por três unidades geradoras: 
duas delas a gás, denominadas CTG1 e CTG2 
(Combustion Turbine Generator) e uma a vapor, 
denominada STG (Steam Turbine Generator) operando 
em ciclo combinado. A operação das unidades a gás 
só é possível quando combinada com a operação da 
unidade a vapor, devido à inexistência de “chaminé 
de by-pass” das caldeiras de recuperação de calor. 
Assim sendo, a indisponibilidade da STG gera 
indisponibilidade de toda a planta.
1.2 Análise da ocorrência (5)
Devido ao desligamento do centro de cargas 2 
do serviço auxiliar 4,16kV da UTE Araucária, ocorreu 
subtensão geral nos centros de controle de motores 
(CCMs) das unidades geradoras CTG2 e STG. Não foi 
Alécio José Grzybowski Jr. (*) REIVAX l Edson Gonçalves de Oliveira l Odenir Miranda Rodrigues COPEL 
Victor Manuel Lopes Santos UEGA 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 45
XXIII SNPTEE
responsável pelo envio dos sinais de supervisão do AVR 
da STG ao sistema de controle digital e instrumentação 
local. Desta forma, com três cartões danificados e 
apenas um sobressalente, a solução foi indisponibilizar 
um dos canais de controle. 
Após realização do teste de disparo em tensão 
das pontes retificadoras, com o auxílio de um gerador 
de sinais e alimentação externa, as formas de onda 
apresentaram operação normal dos elementos de 
potência. Assim sendo, a unidade foi liberada para a 
operação com um dos canais de regulação indisponível. 
A partida de toda a planta foi acompanhada 
atentamente, ocorrendo com normalidade. 
1.3 Plano de ação emergencial
Após a recomposição de toda a planta, foi 
iniciado um plano de ação emergencial visando à 
modernização do sistema de excitação e consequente 
reestabelecimento dos níveis originais de redundância 
de canais de controle. O requisito fundamental para esta 
intervenção era possibilitar que a substituição pudesse 
ocorrer durante a parada da planta para manutenção 
geral, que estava programada para aproximadamente 
90 dias após a data da ocorrência.
Tal restrição inviabilizou, de antemão, uma 
modernização total do sistema, por conta dos altos 
prazos de entrega envolvidos na importação dos 
componentes que compõem a etapa de potência, 
afetando significativamente os prazos de expedição. 
Assim, a solução se encaminhou para o retrofit parcial, 
considerando a modernização dos módulos de controle 
e aproveitamento da etapa de potência original. 
Para garantir boas condições de manutenção 
preventiva e preditiva nos componentes que seriam 
mantidos, a instalação de novos sensores foi realizada, 
bem como implementação de novas funcionalidades. 
Neste contexto, a necessidade de uma interface 
homem-máquina (IHM) mais completa foi considerada 
no desenvolvimento da nova solução.
A preocupação em evitar ocorrências similares à 
descrita acima motivou também a inclusão de pontos 
redundantes de medição da temperatura ambiente na 
sala elétrica do AVR, possibilitando a detecção imediata 
de possíveis problemas nos sistemas de refrigeração. 
 2.0 PROJETO DE INTERFACE
2.1 Arquitetura do sistema de excitação
O sistema de excitação aplicado à unidade geradora 
possível reenergizar o centro de cargas, devido à 
ocorrência de falha nas duas fontes.
O centro de cargas ficou desenergizado das 6h00 
às 10h00 do dia 17/06/2014. As 09h44 ocorreu o 
desligamento da unidade STG, por falha no regulador 
de tensão do gerador. O restabelecimento completo do 
serviço auxiliar em 4,16 kV se deu após a substituição 
do relé digital de proteção danificado e a inspeção 
elétrica nos barramentos dos CCMs afetados. Ao acessar 
o compartimento do sistema de excitação da STG, foi 
observada a falha dos dois sistemas de refrigeração do 
ar HVACs (Heating, Ventilating and Air Conditioning), 
que têm fonte elétrica proveniente do CCM da STG. 
Com isto a temperatura no interior do cubículo atingiu 
valores acima de 50ºC.
Assim, a unidade STG ficou operando na condição 
FSNL (Full Speed No Load), para investigação da 
ocorrência. Após a diminuição da temperatura no local, 
uma inspeção interna detalhada dos equipamentos, 
bem como uma verificação na oscilografia do gerador 
foi realizada, não detectando falhas aparentes. Uma 
tentativa de excitação da unidade foi realizada, sendo 
observado a entrada da pré-excitação, levando a tensão 
terminal da unidade ao patamar de 4,5kV, sinalizando 
na IHM (Interface homem-máquina) falha de tempo 
máximo da pré-excitação e falha no segundo estágio 
da excitação.
Devido ao alto custo de se manter as turbinas 
operando, a unidade geradora foi parada para 
investigaçãodetalhada dos componentes internos do 
AVR (Automatic Voltage Regulator). A indisponibilidade 
da turbina a vapor acarretou a indisponibilidade de toda 
a UTE Araucária por 72 horas. A suspeita principal da 
causa das falhas em questão recaiu sobre o módulo de 
disparo das pontes e do módulo de chaveamento entre 
os dois canais de regulação e as duas pontes retificadoras. 
Os mesmos foram ensaiados em bancada, 
verificando-se que apresentavam funcionamento 
normal. Após tentativas fracassadas de acesso à 
programação dos mesmos, através de interface serial 
em software específico, foi estabelecido contato com 
o suporte técnico do fabricante, que enviou o manual 
correspondente ao módulo em versão diferente 
da disponível no acervo técnico da usina. De posse 
deste manual, foi possível verificar problemas no 
recebimento do sinal de controle, detectando-se, assim, 
danos nos módulos responsáveis pelo envio do sinal 
para os módulos de geração de pulsos que estavam 
danificados, além de outro módulo de saída analógica, 
46 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
2.3 Definição da plataforma a ser adotada
A definição da plataforma de hardware a ser adotada 
levou em conta a padronização entre os novos módulos 
de controle e os já instalados nas unidades a gás (CTG1 
e CTG2). Assim, além de proporcionar a redução da 
variabilidade de peças sobressalentes, aprimorou-se 
também a capacidade técnica das equipes da operação 
e manutenção, já familiarizadas com a plataforma em 
questão.
2.4 Novas funcionalidades implementadas 
A instalação do novo regulador de tensão e a inclusão 
de novos sensores possibilitaram a implementação de 
novas funcionalidades no sistema, tais como:
a. Supervisão de condução dos tiristores e 
equalização de corrente entre retificadores em 
paralelo
Para medição individualizada das correntes de 
entrada de ambos os retificadores, foram instalados 
sensores de efeito hall em cada uma das fases, 
possibilitando assim a execução de rotinas de 
supervisão de condução e equalização de correntes. A 
supervisão de condução identifica falhas no disparo de 
cada um dos tiristores quando a leitura de corrente é 
inferior a um valor ajustável de dropout, otimizando as 
ações de manutenção, quando necessárias. 
Já o algoritmo de equalização permite o 
balanceamento das correntes entre as pontes em 
paralelo ou entre os tiristores (que ocupam a mesma 
posição) através de pequenas variações no ângulo de 
disparo. Tal sistema garante melhor equilíbrio térmico 
dos componentes bem como desgaste mais uniforme 
dos mesmos, garantindo aumento da vida útil do 
sistema como um todo.
b. Supervisão de temperatura das pontes 
retificadoras e da sala elétrica
A instalação de novos sensores do tipo PT100 
nos pontos de entrada e saída de ar das pontes 
retificadoras, bem como em pontos estratégicos da sala 
elétrica, possibilitou uma monitoração térmica mais 
completa, garantindo assim a identificação imediata de 
problemas na ventilação das pontes retificadoras e nos 
sistemas de refrigeração da sala elétrica.
c. Aplicação de degrau e controle do disparo em 
malha aberta incorporada às rotinas de ensaios e 
testes
STG da UTE Araucária é de Autoexcitação Direta Simples 
(Excitatriz Estática Alimentada por Fonte de Tensão) (3), 
com a alimentação de potência realizada através de um 
transformador de excitação conectado aos terminais 
do gerador (sistema bus-fed). Possui redundância de 
módulos de controle e também de pontes retificadoras, 
as quais são tiristorizadas e com característica extraível, 
com capacidade individual de suprir integralmente a 
corrente nominal do sistema.
A desconexão com o campo é realizada no lado de 
corrente contínua, através de um contator de campo 
montado sobre barras composto por dois contatos 
de potência normalmente abertos (NA) e um contato 
adicional normalmente fechado (NF), responsável pela 
conexão do resistor de descarga de campo, o qual 
possui característica linear. 
 
2.2 Componentes substituídos e acrescentados
A análise para definição dos componentes do 
sistema de excitação a serem substituídos levou em 
conta aspectos técnicos e logísticos. Os aspectos 
técnicos associados envolveram não só integridade 
dos componentes – garantida através de inspeção 
visual e ensaios – como também a compatibilidade na 
integração dos mesmos ao novo sistema.
A Figura 3 apresenta uma visão geral do sistema, 
identificando os componentes que foram substituídos 
e/ou modernizados. 
 
FIGURA 3 – Diagrama arquitetural identificando os 
componentes substituídos/acrescentados
Entre os componentes substituídos encontram-se 
todo o hardware de controle (controlador programável, 
módulo de aquisição e controle e módulo de disparo 
e supervisão de pontes tiristorizadas), resistência de 
descarga linear e módulo de proteção de sobretensão 
do campo do gerador (crowbar).
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 47
XXIII SNPTEE
 
FIGURA 5 – Comparativo de interfaces de operação: 
antes (esquerda) e depois (direita).
3.2 Cronograma executado
A Figura 6 apresenta o cronograma executado, em 
um tempo total de 89 dias desde o início do plano 
emergencial.
 
FIGURA 6 – Cronograma geral do projeto de 
modernização
Destacam-se aqui os prazos envolvidos nas etapas 
de campo, que totalizaram dez dias. O serviço de 
instalação envolveu uma equipe formada por um 
supervisor, três técnicos eletricistas e dois ajudantes, 
sendo executado em apenas sete dias, em uma jornada 
de doze horas diárias. Já a etapa de comissionamento, 
dividida entre ensaios com máquina parada, em vazio e 
em carga foi executada em três dias.
 4.0 ENSAIOS DE CAMPO
Os ensaios de campo na unidade geradora 
STG envolvem restrições quanto ao tempo 
máximo de operação a vazio (FSNL) e uma grande 
pressão para que não ocorram desligamentos 
indesejados durante os ensaios em carga, por 
conta da interferência com os ensaios paralelos de 
tomada de carga nas unidades a gás. Tais restrições 
aumentam a exigência quanto a uma programação 
detalhada dos ensaios com a máquina rodando, 
para melhor aproveitamento do tempo. A seguir são 
apresentados alguns comparativos técnicos entre 
ambos os sistemas, quanto aos resultados obtidos 
em campo.
A possibilidade de aplicação de degraus para 
verificações da resposta dinâmica, bem como a 
funcionalidade de comando direto em malha aberta 
(variando a referência do ângulo de disparo dos 
tiristores) facilitam os ensaios de comissionamento e as 
rotinas de manutenção.
 3.0 INSTALAÇÃO
3.1 Aspectos construtivos
A facilidade na instalação foi premissa básica na 
definição dos detalhes construtivos das placas de 
montagem que comportam os novos componentes 
de hardware, tendo sido dispostas de forma a 
ocupar os mesmos espaços físicos internos dos 
painéis antigos e permitir o aproveitamento de 
todos os cabos de interface externa. Desta forma, a 
etapa de desmontagem do antigo sistema mereceu 
atenção especial na identificação de componentes 
e conexões elétricas, bem como o máximo cuidado 
para não afetar a integridade física dos componentes 
a serem mantidos.
A Figura 4 apresenta as disposições físicas do 
sistema, antes e depois da intervenção.
FIGURA 4 – Comparativo de hardware do controlador: 
antes (esquerda) e depois (direita).
Para a instalação de sensores de efeito hall de 
monitoramento das correntes de entrada das pontes 
retificadoras foi necessária a desmontagem de todos os 
barramentos da etapa de potência, para a fixação dos 
mesmos nos pontos específicos. 
A substituição da interface de operação local foi 
facilitada por conta de sua característica modular, sendo 
fornecida uma nova placa com as mesmas dimensões, 
com os componentes previamente montados. A Figura 
5 apresenta um comparativoentre ambas.
48 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
XXIII SNPTEE
É perceptível o amortecimento das oscilações na 
Potência Ativa.
 
FIGURA 10 – Resposta a degraus de 3% com PSS 
desabilitado/habilitado – novo sistema
4.2 Limitadores do Regulador de Tensão
O ajuste dos limitadores dinâmicos do novo sistema 
foi baseado na curva de capabilidade da máquina 
síncrona, apresentada na Figura 10, e nos ajustes 
aplicados ao sistema antigo (1).
 
FIGURA 11 – Curva de capabilidade indicando ajustes 
dos limitadores antigos (1).
Na Figura 11 é apresenta a representação gráfica do 
ajuste dos limitadores do novo sistema de excitação: 
4.1 Estabilizador de Sistema de Potência (Power 
System Stabilizer)
O Estabilizador de Sistema de Potência do sistema 
de excitação antigo era baseado na topologia PSS2A 
(4), sendo substituída pela topologia PSS2B (5) do 
novo sistema. Ambos os diagramas são apresentados 
nas Figuras 7 e 8. Pode-se notar que são topologias 
muito similares que se diferenciam apenas quanto à 
quantidade de blocos de avanço-atraso na saída da 
malha de controle, de dois para três.
 
FIGURA 7 – Diagrama de blocos PSS2A (4).
 
FIGURA 8 – Diagrama de blocos PSS2B (5). 
A resposta dinâmica do sistema a partir de degraus 
na referência de tensão terminal do regulador de 
tensão pode ser verificada a seguir. A Figura 8 apresenta 
as curvas de resposta para um degrau de -2% registrado 
no relatório de comissionamento do sistema antigo.
Já a Figura 9 apresenta a resposta dinâmica do novo 
sistema, a partir de degraus de 3% na referência de 
tensão terminal do regulador de tensão, sendo que o 
primeiro degrau foi realizado com o PSS desabilitado, 
sendo o mesmo habilitado para o segundo degrau. 
FIGURA 9 – Resposta ao degrau de 2% com PSS desabilitado/habilitado - sistema antigo (1).
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 49
XXIII SNPTEE
limitador de subexcitação (UEL - under excitation 
limiter), limitador de corrente estatórica (SCL - stator 
current limiter), limitador de máxima corrente de 
campo (OEL - overexcitation limiter) no nível térmico 
(th) e de pico (pk). 
 
FIGURA 12 – Representação gráfica do ajuste dos 
limitadores do novo sistema.
 5.0 ASPECTOS ECONÔMICOS
Ainda que a variável tempo tenha sido decisiva 
na opção pelo retrofit parcial, a solução se mostrou 
de alta viabilidade econômica quando comparada a 
uma modernização integral do sistema, neste caso. 
O alto nível de customização da solução onerou 
uma quantidade maior de homem-hora de projeto, 
custos adicionais de produção e um maior tempo de 
instalação. Em contrapartida, o reaproveitamento dos 
componentes de potência promoveu uma redução 
considerável nos custos de material. Tal redução tende 
a ser mais significativa em equipamentos de grande 
potência instalada.
Ressalta-se que em determinados casos o custo 
da modernização parcial pode ser significativo em 
relação à modernização total, principalmente quando 
a tecnologia utilizada nos conversores originais é muito 
antiga, gerando muitas dificuldades de adequação, 
como, por exemplo, a instalação dos sensores de 
corrente.
 6.0 CONCLUSÃO
Tomando como referência para análise o período 
de tempo transcorrido entre a ocorrência de 
indisponibilidade até a entrega da unidade geradora 
para operação, com o novo sistema de excitação já 
comissionado, pode-se perceber que todas as ações 
ocorreram de forma satisfatória e dentro do prazo 
previsto, indicando o sucesso na execução do projeto 
como um todo.
A adoção de uma plataforma de tecnologia nacional, 
de alta flexibilidade, garantiu não só a segurança 
de um atendimento técnico mais rápido e efetivo, 
como também a total integração dos componentes 
existentes com o novo sistema. Os novos pontos de 
monitoração acrescentados, bem como a instalação 
de uma interface homem-máquina mais completa 
e amigável, proporcionaram melhores condições de 
operação e manutenção.
A viabilidade econômica da solução escolhida 
mostrou-se satisfatória, mesmo dentro de um 
contexto emergencial no qual, naturalmente, os custos 
envolvidos se tornam mais elevados.
 7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) ALSTOM Power Service GmbH GME7 070 389 – 
Comissioning Record of the Excitation Equipment. 
Araucária, PR, Brasil. Julho de 2002.
(2) BRASIL. Decreto no 3.371, de 24 de Fevereiro de 
2000. Diário Oficial da União. Brasília, DF, Brasil.
(3) CIGRÉ-BRASIL. Cigré-Brasil FT38.01.09 – Requisitos 
e desempenho de sistemas de excitação: Guia para 
especificação de sistemas de excitação para máquinas 
síncronas. Brasil, Setembro 1998.
(4) IEEE POWER ENGINNERING SOCIETY. IEEE 421.5:1992: 
IEEE recommended practice for excitation system 
models for power system stability studies. Nova 
Iorque, NY, Estados Unidos da América, 1992.
(5) IEEE POWER ENGINNERING SOCIETY. IEEE 421.5:2005: 
IEEE recommended practice for excitation system 
models for power system stability studies. Nova 
Iorque, NY, Estados Unidos da América, 2005.
(6) OLIVEIRA, E.G.D.; RODRIGUES, R.M. Relatório de 
ocorrência 0080/2014 OMNI - Gestão de Operação 
e Manutenção Integradas. Araucária, PR, Brasil. 
Fevereiro de 2015.
50 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
XI SIMPASE
Os Processos de Validação e Documentação em 
Sistemas Digitais de Automação de Subestação
SUMÁRIO - Na última década os Sistemas de 
Automação de Subestação (SAS) passaram por um 
processo de evolução digital, integrando funções 
de um Dispositivo Eletrônico Inteligente (IED) que 
necessita se comunicar, trocar informações com outros 
IEDs para desempenhar suas funções. Assim promove-
se a digitação de todo sistema criando as condições 
para a implementação dos Sistemas Digitais de 
Automação de Subestação, em inglês, DSAS.
Este artigo mostra o impacto dessa nova tecnologia 
nas normas, projetos, aquisição e operação do DSAS 
com relação às definições da atividade de certificação 
e validação, inclusive abordando a nova versão da 
IEC61850, parte 10, responsável pela certificação de 
dispositivos operando com a norma IEC61850.
A certificação e validação dos IEDs é usada para 
verificar se uma determinada unidade ou projeto 
é adequada para a aplicação a que se destina e 
satisfaz as especificações e requisitos do cliente. Tal 
certificação pode ser aplicada a um equipamento 
apenas ou em esquemas de proteção e controle que 
consiste no conjunto de dispositivos, dentre eles, IEDs, 
Switches, etc. Se um desses componentes for utilizado 
para outra aplicação, diferente do original, novo 
processo de certificação deve ser implantado. Esta 
certificação estabelece um modelo padrão para futuras 
comparações e verificações. O teste de certificação 
pela norma IEC 61850 está relacionado com o processo 
de normalização e faz parte do processo descrito na 
parte 10 da norma IEC 16850. Para os testes funcionais 
de comissionamento e manutenção temos os testes 
de rotina, testes de aceitação em fábrica e testes de 
comissionamento. 
O trabalho também descreve como a nova 
tecnologia também impacta a documentação do 
DSAS. Mostra e identifica, através da experiência dos 
autores e com as discussões realizadas no WG B5.39, 
Documentation Requirements from Design to Operation 
to Maintenance for Digital Substation Automation 
Systems, os recursos e requisitos atuais para a 
documentação para um DSAS nas etapas de seu ciclo 
de vida de forma abrangente.
Para abordar as exigências de documentação de 
todo o ciclo de vida de uma DSAS, é imperativo ter uma 
compreensão completa do que é a documentação 
e como ele é usado. O trabalho discute os fatores 
que impactam nesse processo tais como a definição 
da filosofia de documentação, a consistência da 
informação, a relação entre as normas existentes sobre 
documentação e a documentação descrita pela norma 
IEC61850.
A definiçãoda filosofia e processo da documentação 
do DSAS, deve considerar, não apenas transmissão 
e registro de documentos, mas também às suas 
características gerais e atributos tais como a estrutura, 
formato e propriedades. Documentação para o 
DSAS pode compreender um conjunto diversificado 
de arquivos com formatos diferentes, alguns deles 
necessitando de ferramentas de engenharia (softwares) 
para manuseio.
A consistência da informação desempenha um 
papel vital na qualidade da informação. Manter a 
documentação consistente é fundamental para as 
ações de manutenção, diagnóstico de erros e futuras 
reformas e ampliações do sistema.
O artigo apresenta uma relação de normas IEC 
sobre documentação, pois a IEC tem desenvolvido 
uma série de normas relativas aos diferentes tipos 
de documentação, tais como IEC 81346-1, IEC 81346-
2, IEC 61175, IEC 61175, IEC 61082-1, IEC 61666, IEC 
60617. Ainda vale ressaltar que, embora o Sistema 
Digital de Automação de Subestação, num sentido 
mais amplo, incorpora muitas opções de tecnologia, 
é claro que devemos destacar que IEC 61850 em si é 
M. E. C. Paulino l G. Penariol Adimarco l U. A. Carmo CHESF l D. Lellys ALSTOM GRID l M. R. Bastos CTEEP
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 51
XI SIMPASE
• Configuração do hardware do sistema de ensaio;
• Configuração do software do sistema de ensaio;
• Simulador de ensaio ou gerador de carregamento 
ou sincronizador de tempo;
Os requisitos para o ensaio de avaliação da 
conformidade ocorrem em duas categorias:
a) Requisitos de conformidade estática (definem os 
requisitos que a implementação deve atender);
b) Requisitos de conformidade dinâmica (definem 
os requisitos que se originam do protocolo 
usado para uma determinada implementação).
Os requisitos estáticos e dinâmicos devem ser 
definidos em uma PICS, que serve a três propósitos:
a) Prover a escolha do conjunto de ensaios 
adequado;
b) Assegurar que os ensaios apropriados para a 
declaração de conformidade são realizados;
c) Fornecer as bases para revisão da conformidade 
estática.
Um PICS padrão deve ser fornecido e definido para 
os mapeamento do serviço de comunicação específica, 
os SCSMs (Specific Communication Service Mapping).
Além disso um MICS deve ser fornecido detalhando 
os elementos do modelo de objeto de dados suportado 
pelo sistema ou dispositivo a ser ensaiado. O MICS é 
implementado em um arquivo SCD (Descrição da 
Configuração da Subestação) de acordo com a parte 6 
da norma IEC 61850 [2].
Adicionalmente ao PICS, um PIXIT deve ser 
fornecido. O processo de avaliação de conformidade é 
mostrado na Figura 1 [3].
 
Figura 1 - Processo conceitual da avaliação de 
conformidade
fundamentalmente uma definição de um processo de 
engenharia para configurar os IEDs visando ser capaz 
de promover uma interação em tempo real.
PALAVRAS CHAVE - Documentação, especificação, 
automação, IEC 61850, comissionamento e ensaios.
 1.0 CERTIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO NA NORMA 
 IE C61850
Da norma IEC 61850, parte 10, tem-se que os 
ensaios de avaliação da conformidade devem ser 
ajustados para cada dispositivo sob ensaio, baseados 
nas capacidades identificadas nos documentos MICS, 
PICS e PIXIT disponibilizados pelo fornecedor, onde:
• MICS (model implementation conformance 
statement) - declaração de conformidade da 
implementação de modelos, que detalha os 
elementos dos modelos de objeto de dados padrão 
suportados pelo sistema ou dispositivo
• PICS (protocol implementation conformance 
statement) - declaração de conformidade da 
implementação do protocolo, sendo o sumário 
das capacidades de comunicação do sistema ou 
dispositivo a ser ensaiado
• PIXIT (protocol implementation extra Information 
for testing) - informações adicionais na 
implementação do protocolo para ensaio. Trata-se 
de uma declaração com informações específicas do 
sistema ou do dispositivo, relativas às capacidades 
de comunicação do sistema ou do dispositivo a ser 
ensaiado e que estão além do escopo da Série IEC 
61850. O PIXIT não é sujeito a padronização.
Ao submeter um dispositivo para ensaio, as 
seguintes informações e produtos devem ser 
fornecidos:
• Dispositivo pronto para ensaios;
• Declaração de Conformidade da Implementação 
do Protocolo (PICS). Um PICS padrão, também 
conhecido como PICS proforma deve ser fornecido 
[1];
• Declaração de Informação Extra da Implementação 
do Protocolo para ensaio (PIXIT);
• Declaração de Conformidade da Implementação do 
Modelo (MICS);
• Manuais de instrução detalhando a instalação e 
operação do dispositivo.
Para o dispositivo de ensaio, deve incluir 
documentação relativa a:
52 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
• Conjunto de ferramentas de engenharia necessário 
para realização dos testes;
• Plano de teste detalhado para os testes de FAT (Testes 
de Aceitação em Fábrica) e SAT (Testes de Aceitação 
em Campo).
• FICS - Declaração de Conformidade de Implementação 
da Função;
O formato FICS é proposto para padronizar a 
especificação funcional de DSAS e resume as capacidades 
funcionais do sistema ou dispositivo a ser testado, e um 
modelo de objeto detalhado suportado pelo produto.
 3.0 IMPACTO NA DOCUMENTAÇÃO EM SISTEMAS 
 DIGITAIS DE AUTOMAÇÃO DE SUBESTAÇÃO
A funcionalidade básica de um Sistema de 
Automação é determinada pelas tarefas que esse sistema 
deve desempenhar e não serão alteradas pela utilização 
da norma IEC 61850. Sendo a comunicação a base do 
Sistema de Automação, a norma IEC 61850 torna-se a 
peça mais importante na concepção e projeto desses 
sistemas.
As características e recursos que a norma IEC 61850 
disponibiliza para a engenharia de automação permite 
uma padronização dos dados a serem requeridos nas 
especificações. O uso de modelo de dados orientado 
ao objeto é um exemplo dos métodos utilizados para 
otimização do desempenho funcional. Entretanto, esta 
otimização não inclui apenas o desempenho funcional, 
mas também aspectos econômicos como o investimento, 
disponibilidade, capacidade de expansão e facilidade de 
manutenção, ou seja, todos os custos do ciclo de vida.
O primeiro e grande impacto que pode ser observado 
em todo processo de implementação de um sistema de 
automação utilizando a norma IEC 61850 está na etapa 
inicial de especificação, projeto e engenharia. Nesta fase a 
norma IEC 61850 capacita a engenharia a criar uma forte 
descrição formal, baseado em seu modelo de dados, de 
seu sistema de automação.
Caso o cliente não forneça esta especificação formal, 
essa tarefa é realizada pelo fornecedor ou integrador que 
proverá um projeto do sistema de automação segundo 
suas soluções comerciais. A especificação do cliente deve 
conter as necessidades para implementação do sistema. 
Os autores apontam para três partes descritas a seguir. 
Entretanto, como poderá ser visto neste trabalho, cada um 
desses itens pode ser dividido em subitens dependendo 
da complexidade dos sistemas e da necessidade de 
Além dos documentos e declarações apresentadas, o 
dispositivo submetido ao teste de conformidade deve ser 
entregue com um arquivo ICD (Descrição da Capacidade 
do IED). A entidade responsável pelo ensaio deve gerar, 
a partir deste arquivo ICD, o correspondente arquivo 
SCD baseado na configuração do sistema de ensaio. Os 
arquivos definidos na parte 6 da norma IEC 61850 fazem 
parte da documentação utilizada em todo o processo.
 2.0 DOCUMENTAÇÃO NOS TESTES FUNCIONAIS
Além da certificação de conformidade, o sistema 
ou equipamento sob teste deve cumprir os requisitos 
das especificações do cliente, que podem incluir uma 
mistura de dispositivos de diferentes fornecedores. 
Testes funcionais devem considerar um sistema de 
automação aplicado somente ao barramento de estação,além de prever sistemas também com aplicações com 
barramento de processo. Dependendo da complexidade 
da DSAS, os seguintes ensaios podem ser realizados:
• Testes funcionais dos componentes individuais do 
sistema ou equipamento sob teste;
• Teste funcional de aplicações distribuídas no nível de 
bay;
• Teste funcional de aplicação distribuída no nível de 
estação;
• Teste funcional de funcionalidades no barramento de 
processo.
A seguinte documentação deve estar disponível 
antes do início da realização dos testes funcionais:
• Especificação do sistema, incluindo o diagrama unifilar;
• Lista de funções e do comportamento funcional;
• Requisitos de desempenho de cada função;
• Informações específicas e catálogo de todos os IEDs e 
outros dispositivos a serem testados;
• Modelo de dados de acordo com a IEC 61850 ou lista 
de sinais;
• Componentes e arquitetura do sistema de comunicação;
• Requisitos para cenários de migração;
• Definição de responsabilidades em sistemas de 
multifornecedores;
• Arquivo SCD do sistema de automação;
• Arquivo CID (Descrição da Configuração do IED) de 
cada IED pertencente ao sistema sob teste;
• Arquivos PICS, MICS e PIXIT de cada IED pertencente 
ao sistema sob teste;
• Documentação de controle de versão conforme norma 
IEC 61850;
XI SIMPASE
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 53
XI SIMPASE
• O conjunto completo de documentos do sistema 
de digital de automação da subestação deve ser 
conhecido;
• Os itens relacionados com a consistência devem ser 
claramente definidos;
• As regras e critérios específicos entre os itens em 
diferentes documentos do mesmo conjunto de 
documentos deve ser conhecida com um grau 
adequado (por exemplo, caso ocorram limitações, 
como o comprimento dos campos de texto 
entre diferentes sistemas existentes, isso deve ser 
evidenciado para todos os componentes do sistema);
• O registro e emissão de processos para atualização 
de versões deve ser realizado. Os rótulos de “versão 
mantida” e “versão não mantida” devem ser registados 
para os processos alterados e atualizados,
• Definição da inter-relação entre todos os tipos 
de documentos e efeitos de cada um dos tipos 
de documentos. Isto inclui a identificação das 
responsabilidades e permissões para criação, 
visualização e atualização por diferentes profissionais.
 4.0 CENÁRIO SOBRE DOCUMENTAÇÃO 
 E ESPECIFICAÇÕES
Nas pesquisas realizadas pelos autores foi 
constatado que as especificações são realizadas 
pelas equipes de engenharia das empresas do setor 
elétrico. Deve ser destacado que, devido o processo 
de aquisição de obras através de leilão ou pregão, 
não são redigidas exatamente especificações técnicas. 
São utilizados pré-contratos com a descrição base dos 
elementos a serem fornecidos. 
Após a contratação do fornecedor, os requisitos 
do projeto são definidos no Workstatement. Assim é 
elaborado um documento com a participação conjunta 
de representantes do cliente e do fornecedor onde 
os requisitos do projeto são definidos no chamado 
Workstatement. Esse documento faz parte do contrato 
de aquisição do Sistema Digital de Automação firmado 
entre o cliente e o fornecedor.
Neste documento devem constar todos os detalhes 
funcionais do projeto de automação. O Workstatement, 
também denominado Detalhamento do Fornecimento 
do Sistema de Automação, deve contemplar também 
todos os dados relativos a implementação das 
principais funções de automação e proteção.
Geralmente a especificação técnica é realizada 
após uma sondagem no mercado, com a obtenção de 
documentação.
• A funcionalidade necessária. Neste caso refere-se 
basicamente ao diagrama unifilar da instalação e 
a descrição das funções de proteção e controle do 
sistema de automação.
• O desempenho solicitado. Entende-se por desempenho 
não apenas os tempos e tolerâncias limites de atuação 
dos eventos de comando e controle, mas também os 
requisitos de confiabilidade e disponibilidade.
• Todos os limites aplicáveis a implementação do sistema 
de automação, sua cobertura e abrangência. Nesta 
parte podem ser descritas as interfaces entre os 
dispositivos, entre dispositivos e centros de controle, 
e sistemas remotos de manutenção. Inclui-se também 
restrições não-técnicas, como documentação 
do sistema de qualidade, procedimentos de 
gerenciamento de projetos, necessidades de 
documentação e requisitos de formação etc.
Outro item importante é a uniformidade e a 
coerência da informação. Isso determinará a qualidade 
da informação sobre o sistema de digital de automação. 
Manter a documentação consistente é fundamental para 
as ações futuras de operação, manutenção e ampliações 
do sistema.
Nas aplicações com a norma IEC 61850, o uso de 
sistemas orientados ao objeto produz muitas vantagens 
pois terão um objeto documentado principal que 
servirá como modelo a partir do qual todas as instâncias 
herdarão a mesma estrutura. A configuração do sistema 
hierárquico é realizada com a vinculação pré-definida, 
por exemplo, a configuração da funcionalidade e do 
modelo de dados de um determinado bay que pode ser 
replicado, sendo a utilização dessa configuração para um 
novo bay tendo como única diferença o nome do novo 
bay.
Quando algumas das informações não estão 
em formato eletrônico, procedimentos devem ser 
estabelecidos para garantir a consistência dessas 
informações todo o tempo de vida do DSAS. A filosofia 
essencial aqui é que qualquer mudança necessária em 
qualquer parte específica do sistema, deve primeiro 
ser atualizada para o arquivo principal primário, que é 
usado para conduzir alterações em todas as partes dos 
documentos que herdam. Quanto mais automatizado do 
conjunto de documentos é, há mais oportunidades para 
manter a consistência.
Segundo o WG B5.39 [5], pode-se apontar vários 
aspectos que levam a necessidade da criação de 
processos para garantir a consistência da informação:
54 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
XI SIMPASE
formato Microsoft Office Excel,
• Arquivos SCL (Linguagem de Configuração de 
Subestação), baseados na norma IEC 61850 (scd, 
icd, cid),
• Desenhos em AutoCAD
4.4. Sobre a Documentação nos Processos de 
Comissionamento e Testes
Os testes de aceitação em fábrica comprovam 
que o sistema completo cumpre as propriedades 
especificadas no contrato entre o cliente e o fornecedor 
antes de sair da fábrica. O teste de aceitação em 
campo e o comissionamento confirmam que o sistema 
completo cumpre as propriedades especificadas entre 
o cliente e o fornecedor antes de entrar em operação. 
De uma forma geral são utilizados os documentos de 
projeto e os procedimentos executados em testes de 
fábrica, definidos conforme entendimento entre o 
cliente e o fornecedor e adequado em suas versões 
de firmware e backups de todo o sistema. Para o 
comissionamento são utilizados:
• Especificação em arquivo texto, geralmente 
exportados no formato PDF,
• Padrão de Lista de Pontos, geralmente exportados no 
formato Microsoft Office Excel,
• Mapa de mensagens Goose geralmente exportados 
no formato Microsoft Office Excel,
• Arquivos SCL (icd, cid, scl, iid, sed). O tipo de arquivo 
é determinado pela ferramenta dos IEDs utilizados,
• Softwares utilizados/licenças/Bases de Dados 
(descrição em linguagem estruturada e arquivos 
em formato PDF),
• Documentação emitida pelo aplicativo “Auditor de 
Base de Dados” SAGE,
• No uso de planos de testes automatizados com 
ferramentas de testes especializadas são utilizados 
os arquivos proprietários e relatórios emitidos 
geralmente em formato Microsoft Office Word ou 
formato PDF,
• No uso de planos de teste não automatizados são 
exportadas planilhas no formato Microsoft Office 
Excel para registros de testes, 
• Desenhos em AutoCAD,• Manuais de Operação e Manutenção no formato PDF.
 5.0 CONSTATAÇÕES SOBRE A EVOLUÇÃO 
 DO PROCESSO DE DOCUMENTAÇÃO
Sobre a evolução da documentação, da troca de 
informações sobre quais soluções estão disponíveis 
de diversos fornecedores e quais atualizações de 
normas técnicas tem aplicação no projeto. Assim, a 
especificação é indiretamente construída espelhando 
as soluções disponíveis e consideradas pelo cliente. 
Após a contratação, em acordos entre o cliente e o 
fornecedor, podem ocorrer ajustes na solução técnica 
visando compatibilizar os requisitos desejados com os 
recursos tecnológicos disponíveis.
4.1. Sobre a Documentação de Projeto e 
Concepção do SAS
Para empresas do setor elétrico, a dependência em 
vencer processos licitatórios implica na realização de 
anteprojetos atrelada aos requisitos dos procedimentos 
de rede estabelecidos pelo Operador Nacional do 
Sistema Elétrico, ONS, e pela Agência Nacional de 
Energia Elétrica, ANEEL. Desta forma os clientes têm 
grande dificuldade em agregar qualidade que signifique 
custos fora dos requisitos mínimos.
Outrossim, a documentação é produzida como 
Instrução Técnica, Memorial Descritivo, Especificações 
e Requisitos de Testes em arquivos digitais em formato 
texto, geralmente exportados no formato PDF (Portable 
Document Format), e os desenhos em AutoCAD.
4.2. Sobre a Documentação nos Processos de 
Compra
Nos processos de aquisição, a documentação 
Especificação Técnica, Referências Técnicas, Projetos 
de Referência são fornecidos no formato PDF, anexo 
ao processo de aquisição (Concorrência Nacional, 
Tomada de Preços ou Pregão Eletrônico). Conforme 
já comentado, no Workstatement são definidas as 
referências e documentações adicionais necessárias.
4.3. Sobre a Documentação nos Processos de 
Implementação e Construção
Nesta fase são criados documentos e desenhos de 
projeto executivo, as bases de dados dos sistemas e os 
documentos que servirão para as atividades de teste 
e validação de dispositivos e sistemas. Assim, de uma 
forma geral, para sistemas digitais de automação na 
subestação são gerados:
• Especificações em arquivo texto, geralmente 
exportados no formato PDF
• Padrão de telas e comunicação do supervisórios, 
geralmente exportados no formato PDF
• Padrão de Lista de Pontos, geralmente exportados no 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 55
XI SIMPASE
documentação sempre foi relacional e não orientado 
ao objeto.
 
Figura 2 - Representação do processo de especificação 
e projeto de um SAS.
5.1. Tendências com Relação ao Impacto nas 
Práticas no SAS
Com relação ao impacto nas práticas de projeto, 
especificação, documentação e testes dos SAS 
baseados na norma IEC 61850 foi constatado que:
• A utilização da norma IEC61850 contribui fortemente 
para a padronização do modelo de dados e 
nomenclatura utilizada no SAS. Todo o SAS é 
formalizado através da SCL. Portanto, o trabalho 
de engenharia feito permanece registrado e 
conservado, podendo ser reutilizado a qualquer 
momento para as adaptações, ampliações, 
alterações, reformas, etc.
• Os processos definidos na norma IEC61850 
influenciam na definição dos requisitos e aplicações 
da funcionalidade de proteção e controle, 
principalmente com o uso de mensagens GOOSE.
• Na engenharia de configuração do SAS, a informação 
“informal” da especificação deve ser traduzida para 
a descrição “formal” usando SCL. Este trabalho pode 
ser feito pelo autor da especificação ou deverá ser 
realizado antes da atuação do integrador de sistemas. 
A descrição formal garante uma elevada qualidade 
de trabalho, garante a integridade e consistência 
durante todo o processo de implementação, a partir da 
concepção geral do sistema até o comissionamento, 
facilitando as verificações correspondentes em cada 
etapa da execução do projeto.
• A conformidade e a interoperabilidade dos 
dispositivos são pontos chaves para o sucesso do 
SAS. Um pré-requisito para a execução do projeto 
aceitável é o uso de componentes comprovadamente 
compatíveis com a norma IEC 61850. O teste de 
conformidade é descrito e definido na parte 10 da 
informações, desde a etapa de projeto e a colocação 
em serviço da instalação, de uma forma geral, as 
empresas no setor elétrico brasileiro, de acordo com o 
levantamento realizado pelos autores, têm buscado a 
padronização dos requisitos e o uso das ferramentas 
computacionais de verificação, consistência e teste. 
Tal ação tem o objetivo de facilitar a interação entre 
o cliente e o fornecedor, buscando o sucesso da 
implementação do DSAS.
Entretanto, quando se trata da especificação para 
implementação de novas instalações ou melhorias 
em subestações existentes, a prática corrente é 
estabelecer as definições para o novo sistema a 
partir das características de IEDs ao invés de realizar a 
especificação funcional através de uma configuração 
SCL inicial.
Pode-se então escrever que um processo do projeto 
de um sistema de automação baseado na norma 
IEC 61850 é muito semelhante aos projetos comuns 
atualmente executados. Entretanto ele depende 
de pré-requisitos representados pela cobertura e 
abrangência do sistema de automação e da topologia 
e distribuição dos dispositivos. A descrição do processo 
é proposta e detalhada por diversos trabalhos já 
publicados [6], [7], [8]. Neste trabalho os autores 
apresentam uma abordagem simplificada mostrada 
na figura 2, mostrando duas alternativas.
Na alternativa 1, uma vez especificado o sistema 
pode-se iniciar um projeto com a especificação 
das funções, independente de equipamentos ou 
fornecedores. Após essa etapa são escolhidos os 
IEDs que suportam as funções determinadas na 
especificação funcional. Em seguida, realizada a 
verificação dos critérios de segurança e disponibilidade 
dos agrupamentos de funções (conjunto de LNs – Nós 
Lógicos), são observadas as condições de projeto da 
arquitetura de comunicação concatenando custo e 
otimização técnica.
Na alternativa 2, inicia-se a etapa de projeto 
levando-se em consideração a sua abrangência, seus 
limites e restrições, e os requisitos de desempenho. 
Isto determina um número mínimo de IEDs 
necessários além de sua funcionalidade principal. Se 
as funcionalidades não forem totalmente cobertas, 
mais IEDs serão adicionados. Finalmente a arquitetura 
da comunicação é determinada segundo critérios 
de custo e otimização técnica. Foi constatada que 
essa alternativa é largamente utilizada. Além disso, 
também pode-se afirmar que o conceito do projeto e 
56 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
XI SIMPASE
estruturantes e denominações de referência - Parte 
2: Classificação de objetos e códigos para as classes. 
Esta norma define classes e subclasses de objetos com 
base em um propósito ou tarefa utilizando códigos 
pré-determinados como referência. Esta classificação 
é aplicável para os objetos em todas as áreas técnicas, 
por exemplo, engenharia elétrica, mecânica e civil, bem 
como todos os ramos da indústria, e pode ser usada 
por todas as disciplinas técnicas em todo o processo 
de projeto. Basicamente todos os dispositivos que são 
descritos em um arquivo SCL são nomeados de acordo 
a norma IEC 81346.
• IEC 61175 [11] - Sistemas industriais, instalações e 
equipamentos e produtos industriais - Designação de 
sinais. Esta norma estabelece regras para a composição 
das denominações e nomes para a identificação de 
sinais e conexões de sinais. Os nomes dos sinais são 
utilizados em diferentes tipos de documentos. A 
consistência pode ser melhorada seguindo esse padrão. 
A edição IEC 61175-1:2015 anula e substitui a segunda 
edição da IEC 61175, publicado em 2005 e constitui uma 
revisão técnica.
• IEC 61355-1 [12] - Classificação e designação de 
documentos para plantas, sistemas e equipamentos 
- Parte 1: Regras e tabelas declassificação. Esta norma 
fornece regras e diretrizes para a classificação de 
documentos com base em seu conteúdo característico 
de informações. Uma norma separada em formato de 
banco de dados IEC 61355 DB está disponível. Esse banco 
de dados fornece breves definições de um conjunto de 
tipos de documentos padronizadas internacionalmente, 
incluindo os requisitos sobre o conteúdo de informações, 
referências a fontes adequadas e a classificação aplicável 
em conformidade com a norma IEC 61355-1. IEC 61355 
DB se destina a ser utilizado em conjunto com a norma 
IEC 61355-1 ed2.0. Um arquivo de SCL é um documento 
que pode ser classificado de acordo com IEC 61355 pelo 
autor do documento. Classificação de documentos com 
uma forte abordagem orientada a objetos de IEC 81346 
ajuda a organizar e localizar documentos facilmente.
• IEC 61082-1 [13] - Preparação de documentos 
utilizados na electro-tecnologia – Parte 1: Regras. Esta 
norma fornece as regras gerais e orientações para a 
apresentação de informações em documentos e as 
regras específicas de diagramas, desenhos e tabelas 
usadas em engenharia elétrica. Ele tem o status de um 
padrão horizontal de acordo com a norma IEC Guia 108.
• IEC 61666 [14] - Sistemas industriais, instalações e 
equipamentos e produtos industriais - Identificação dos 
norma. Assim o componente dever ser acompanhado 
de um certificado e declarado conforme. Entretanto 
o fato de um componente ser conforme não garante 
a interoperabilidade com outro componente 
também conforme. A interoperabilidade será 
garantida através do atendimento de especificação 
comum e da realização de testes para validação da 
interoperabilidade.
• Novos procedimentos de testes não invasivos 
(simulação/comportamento/ reação/
monitoramento) do SAS tornam-se aplicáveis.
Uma importante constatação é que os arquivos 
SCL deverão, no futuro próximo, contemplar boa parte 
da documentação do sistema digital de automação 
da subestação. Existe ainda a percepção de que a 
consolidação dos processos de engenharia se dará 
com a implantação do Barramento de Processo e total 
digitalização do sistema de automação. Neste caso 
quaisquer soluções não poderão atender parcialmente 
as necessidades do cliente.
 6.0 RELAÇÃO DE NORMAS IEC SOBRE 
 A DOCUMENTAÇÃO
A IEC, International Electrotechnical Commission 
[4], têm desenvolvido uma série de normas relativas 
aos diferentes tipos de documentação. Embora IEC 
61850 defina determinada documentação para troca 
de informações, estas normas associadas são essenciais 
para obter o benefício completo da IEC 61850. Na 
atividade desenvolvida pelo Grupo de Trabalho B5.39 
[5], foram reunidas e descritas normas importantes a 
serem considerados na documentação de um DSAS.
• IEC 81346-1 [9] - Sistemas industriais, instalações 
e equipamentos e produtos industriais - princípios 
estruturantes e denominações de referência - Parte 
1: Regras básicas. Estabelece princípios gerais para 
a estruturação de sistemas, incluindo a estruturação 
das informações sobre os sistemas. Com base nestes 
princípios, regras e orientações são dadas para a 
formulação das denominações referência inequívoca 
para objetos em qualquer sistema. A designação de 
referência identifica objetos para a finalidade da criação 
e recuperação de informações sobre um objeto, e onde 
realizou sobre a sua componente correspondente. Os 
princípios estruturantes nestes padrões são utilizados 
nas diferentes estruturas de um arquivo SCL.
• IEC 81346-2 [10] - Sistemas industriais, instalações 
e equipamentos e produtos industriais, princípios 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 57
XI SIMPASE
Os conceitos e documentos apresentados neste 
trabalho são de grande valia para a validação de sistemas 
baseados na IEC 61850, direcionando os usuários na 
sua melhor prática e apresentando os documentos de 
certificação previstos.
 8.0 BIBLIOGRAFIA
[1] IEC 61850-7-2, Communication networks and systems 
for power utility automation – Part 7-2: Basic information 
and communication structure – Abstract communication 
service interface (ACSI) – Anexo A.
[2] IEC 61850-6, Communication networks and systems 
for power utility automation – Part 6: Configuration 
description language for communication in electrical 
substations related to IEDs.
[3] IEC 61850-10, Communication networks and systems for 
power utility automation – Part 10: Conformance Testing.
[4] International Electrotechnical Commission - IEC - http://
www.iec.ch/
[5] WG B5.39, Documentation Requirements from Design 
to Operation to Maintenance for Digital Substation 
Automation Systems, CIGRE 2015.
[6] K. P. Brand, C. Brunner, W. Wimmer, Design of IEC 61850 
Based substation Automation Systems According to 
Customer Requirements, CIGRE, Session 2004 Session of 
SC B5, Paris, Fr. 2014.
[7] I. D. Mesmaeker, P. Rietmann, K. P. Brand, , P, Reinhardt, 
Practical considerations in applying IEC 61850 for 
Protection and Substation Automation Systems, ABB 
Switzerland Ltd., Switzerland 2014.
[8] K. P. Brand, M. Janssen, The Specification of IEC 61850 
based Substation Automation Systems, DistribuTech 
2005, San Diego, USA. 2005.
[9] IEC 81346-1:2009 - Industrial systems, installations 
and equipment and industrial products - structuring 
principles and reference designations - Part 1: Basic rules
[10] IEC 81346-2:2009 Industrial systems, installations 
and equipment and industrial products - structuring 
principles and reference designations - Part 2: 
Classifications of objects and code for classes
[11] IEC 61175-1:2015 - Industrial systems, installations and 
equipment and industrial products - Designation of 
signals - Part 1: Basic rules
[12] IEC 61355-1:2008 - Classification and designation of 
documents for plants, systems and equipment - Part 1: 
Rules and classification tables
[13] IEC 61082-1 Preparation of documents used in electro-
technology - Part 1: Rules
[14] IEC 61666 - Industrial systems, installations and 
equipment and industrial products - Identification of 
terminals within a system
[15] IEC 60617:2012 DB - Graphical symbols for diagrams - 
12-month subscription to online database comprising 
parts 2 to 13 of IEC 60617
terminais dentro de um sistema. Esta norma estabelece 
regras para a designação de terminais de objetos dentro 
de um sistema para o uso na área eletrotécnica e afins. 
Aplicável a todas as áreas técnicas.
• IEC 60617 [15] contém símbolos gráficos para uso 
em diagramas elétricos. As partes 2 a13 de IEC 60617 
foram incorporados em um banco de dados que 
atualmente inclui cerca de 1400 símbolos. O banco de 
dados é a fonte oficial da IEC 60617. Ele substitui partes 
2 a 13 da versão anterior publicada (edição 2) do IEC 
60617.
A figura 3 mostra a relação entre as normas descritas.
 
Figura 3 – Relação entre as normas [5]
Pode-se afirmar que a norma IEC 61850 incorpora 
um conjunto de outras normas. Para lidar com a questão 
da documentação em um sistema de automação não é 
diferente. A aplicação de normas internacionais produz o 
benefício de utilizar padrões já reconhecidos e permite a 
gestão consistente da documentação, além de permitir 
o uso de ferramentas para otimizar a sincronização dos 
dados de configuração e as suas alterações.
 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento deste trabalho mostrou os 
caminhos necessários para os testes de validação de 
sistemas baseados na norma IEC 61850, detalhando os 
certificados PICS, PXIT e MICS. Ainda, de acordo com a 
pesquisa realizada pelos autores no sistema elétrico 
brasileiro, foram descritas as formas de documentação 
encontradas hoje e requeridas pela norma no que se 
refere ao projeto e documentação da SAS, processos 
de compra, processos de implementação e contrução, 
além dos processos de comissionamentoe testes.
Por fim, foram apresentadas as tendências e 
contestações do impacto do sistema de documentação 
orientado a objeto trazido pela IEC 61850, além das 
normas utilizadas como suporte para tal fim.
XI SIMPASE
58 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
Remote Monitoring System and Analysis of Equipment 
Performance for Asset Management
SUMMARY - The availability of assets is essential 
to the effective power supply and service of the 
agents facilities and electricity services. The evolution 
of maintenance occurs both in order to improve 
the procedures used, and in order to make better 
use of resource management. The advent of on-
line monitoring systems allowed the acquisition of 
data for electronic systems, providing deployment 
of predictive maintenance based on monitoring 
equipment. There was migration from the preventive 
maintenance to predictive maintenance, which was 
only possible through on-line monitoring systems. 
The analysis and diagnosis of substation 
equipment has evolved with the use of procedures 
and testing systems with techniques and tools that 
promote an effective and rapid assessment of such 
equipment. Regular maintenance for on-line checking 
of the operating conditions of these devices become 
increasingly important and it becomes imperative 
to search procedures and tools enabling it to gather 
the data from the facilities quickly and accurately. 
Thus, the main objective is to allow the assessment 
of equipment through new techniques and detect 
as early as possible internal failures. Linked to this, 
increased economic efficiency in business processes, 
the need for technological development in order to 
reduce costs without reducing the quality of services 
and availability of equipment, electric utilities need 
modern tools, and condition on-line monitoring can 
be one tool among the most important ones. This 
article shows the practice adopted by Eletronorte 
company to detect and act preventively in the pre-
existing problems, reducing downtime costs and 
equipment maintenance. It presents the system DianE 
used in predictive maintenance process, supervision 
of equipment condition monitoring and an study in a 
transformer HVDC - High Voltage Direct Current.
KEYWORDS - Predictive maintenance, on-
line systems, Diagnostic Systems, Monitoring, 
Maintenance Management, HVDC transformer 
 1.0 INTRODUCTION 
Technology and innovation is a strategic business 
for Centrais Eletricas do Norte do Brasil SA - Eletronorte, 
one of the most important state-owned generation 
and transmission of electricity in northern Brazil, 
including the Amazon Region. Through the National 
Interconnected System - SIN, also supplies power to 
buyers from other regions of Brazil. The Company 
encourages the development of operational 
solutions. To act mainly in the Amazon, Eletronorte has 
continually confronted with challenging situations, 
but always promoted knowledge. The company has 
9,983 km of transmission lines and 31,017 MVA of 
installed capacity. Among the assets highlights the 
Tucuruí Hydroelectric Plant with an installed capacity 
of 8,370 MW. The total installed capacity of 9,294.33 
MW.
 
Figure 1 – Eletronorte Transmission System 2015 [1]
L. F. Queiroz l J. M. Araújo l P.V. Almeida l R.J.C. Padilha l D.O. Neto l C.C. Santos l L.G.Lima 
A. Altmann l L.C.F. Santos Eletronorte
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 59
BIENAL 2016
action of failure modes of slow evolution, in order to 
make the diagnosis of the condition and prognosis of 
remaining useful life, allowing the programming of 
maintenance on condition for ensuring decisions on 
the management of assets.
Large transformers are found around the world in 
industrial, commercial and electric companies. They 
have significant importance in process of Generation, 
Transmission and Power Distribution.
For the effective operation of the system, they 
should run perfectly, since the energy transfer 
process is critical. An unexpected failure of a bushing, 
tap changer or in the isolation of transformer can 
compromise an industrial process, besides causing 
outage of power plants and substation. Depending 
on the extent of the damage, the disruption can last 
for weeks.
Eletronorte adopts for your maintenance process, 
the use of a continuous monitoring system “on-line” 
and “off-line” of its facilities. With this, you will have 
the following benefit: maximizing equipment uptime. 
Therefore, interruptions of unnecessary maintenance 
are eliminated. Productivity and availability of assets 
is increased. It seeks to minimize the inherent periodic 
maintenance failures. Routine maintenance are 
effective if done regularly. Often, however, the gap 
between them is too large to detect an impending 
failure. We have to take care not to trust fully on 
these maintenances, because the regulatory bodies 
considers the availability of the equipments, so if they 
are out of services penalties are imposed. 
In this sense, the company has in its transformers 
/ autotransformers and reactors, continuous on-line 
monitoring, or on-line sensors to acquire continuous 
data ( currents, voltages, temperatures, etc.) . In 
transmission grid, the most importante equipments 
for monitoring are: transformers, reactors, switches 
and This paper will present the experience 
of Eletronorte with on-line monitoring of the 
transformers belonging to the HVDC Transmission 
System of the Madeira Complex.
 3.0 DIANE SYSTEM AND ITS APPLICATION 
 IN ELETRONORTE
DianE System is an application, developed by the 
Electric Energy Research Center - CEPEL for use in 
analysis and diagnosis of the state of the equipment 
used in substations High Voltage. 
To meet the increased demand for electricity 
users, the reliable supply has never been so necessary 
and is requiring energy providers to improve control 
of the production process as well as manufacturers 
develop new alternative techniques ensuring high 
product reliability.
It can be said that the long-term plan for power 
grids is the smart grid, which is a fully automated 
power system obtained through information 
technology integration, communication, monitoring 
and control of smart devices, and provides greater 
security of supply and better use of existing energy 
resources. The technologies developed and used 
with condition monitoring purpose are moving in 
that direction. They have evolved over the past 20 
years and have already demonstrated its potential to 
provide critical information for making technical and 
economic decisions.
The technologies used for continuous on-line 
condition monitoring use microprocessors and digital 
signal processing devices for measuring parameters 
of the condition and / or operation, storing them 
properly and linking them to the state of the main 
components of power equipment, at any necessary 
acquisition rate.
Through the corporate integration with other 
historical and contextual data about the topology 
of the substations, equipment type (based on the 
design and manufacture), commissioning tests, 
off-line testing and on-line diary test and other 
relevant information protection systems. All of 
these continuous data can be converted into useful 
intelligent information and diagnostics to guide users 
of the assets in prioritizing their actions.
The change of preventive maintenance based on 
time for predictive maintenance focused in working 
condition in high voltage equipment is a reality, 
substantially changing the philosophy of approved 
maintenance. Thus, the on-line monitoring systems 
have been adopted as an important tool to enable 
this change, without jeopardizing the safety and 
reliability of equipment operation, allowing to know 
their condition or predict and diagnose potentialproblems. [2] 
 2.0 MONITORING EQUIPMENT
Monitoring is the on-line measurement of 
substation equipment parameters to identify the 
60 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
Figure 3 – Graph of Defects and Failures of 
equipment.
Using the DianE system the company started 
to make a transformer recovery program that 
had systematic failures, enabling to increase the 
operational reliability of such equipment it is 
increasing system reliability, following the evolution 
of equipment life, reducing costs for business. 
DianE system was capable of detect evidence of 
failures, that after were confirmed in field, in various 
Eletronorte outfits. Thus, it gathered the failure 
detection technologies such as Acoustic Emission for 
troubleshooting
Eletronorte is a pioneer in the electric sector to 
integrate the systems used by personnel service, 
DianE, with a control and operation system, SAGE. 
Through this integration, the on-line data of 
active power, reactive power, current, voltage, the 
temperature of the transformer can now be used for 
analysis and diagnosis of faults, defects and loading 
of transformers.
3.1 Characteristics of the evolution of 
maintenance and monitoring
The predictive maintenance instead of traditional 
maintenance uses the monitoring as a tool to assure 
the continuous operation of the equipments, so it 
is possible to consider other important parameters 
such as maintenance costs, hours of unavailability 
and so on.
Facing the new reality, the picture changes 
dramatically. With all the technological resources 
available currently and the requirements imposed 
by the regulatory bodies, the electric companies 
must adopt new technologies including tools of 
monitoring of the equipments. It is necessary to 
ensure the management of the assets
The table I shows the evolution of the manner 
how to do maintenance 
The main purpose of the system is to integrate 
known techniques of analysis in a single system able 
to give the user as much information that assist in 
making decisions about the operating system and 
the maintenance needs of all registered devices. 
Its main objective is to integrate information on 
the evaluation of the operational condition of the 
equipment such as power transformers, reactors, 
circuit breakers, disconnect switches, surge arresters, 
bushings, bypass switches, instrument transformers, 
among others.
DianE is a system that uses data from physical-
chemical analysis, dissolved gas analysis (DGA), 
furfuraldehyde analysis, partial discharge measures, 
degree of polymerization, power factor test, 
thermography inspections, on-line temperatures, 
charging on-line, indicating evidences of defects 
in substations equipments and plants. The system 
is used for registration of equipment and tests 
performed on them. The DianE System uses a 
strategy that standardizes and integrates different 
analyses methodologies with the process of an RCM 
- Reliability Centered Maintenance - diagnostics, that 
resulting from the evidences of defects identified, 
a degree of risk for each possible cause of failure of 
each registered equipment. The Figure 2 shows the 
methodology used in DianE. [3] 
 
Figure 2 – Methodology used in DianE to capture 
and systematize knowledge
From the standardization and integration of 
techniques available for equipment analysis in a 
single environment, with the ability to access data 
from various sources and provide broad access to 
corporate information, what would facilite decision-
making on priorities for maintenance, the system is 
designed to help companies to search for greater 
reliability and operational availability. The Figure 3 
shows Graph of Defects and Failures of equipment.
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 61
BIENAL 2016
256 Tons (in the Y-Y of increased mass units). The 
Figures 4 and 5 shows pictures of SE Araraquara.
Figure 4 - Overview of the SE Araraquara 
Transformers
 
Figure 5 - Valve House SE Araraquara 2 - transformer 
bushings
 4.0 EXAMPLE OF FAULT DETECTION BY DIANE 
 MONITORING SYSTEM - PRACTICAL APPLICATION
4.1. Defect in the transformer HVDC system 
caused by failure to bushing
The Madeira River HVDC system (7.100 MW ± 600 
kV) is a high-voltage direct current transmission in 
Brazil that is being built to transport electricity 
from new hydro power plants on the Madeira 
River in the Amazon Basin to major load centers 
in southeastern Brazil - a distance of about 2,500 
km, making it the longest transmission link in the 
world.
The reliability and availability of the equipment 
is of utmost importance to the national economy, 
and the untimely failure, for instance of a converter 
transformer compromises the security of the 
aforementioned installation and leads to sizeable 
losses to Eletronorte, to the own Interconnected 
Transmission System and the country;
In Substation of Araraquara - SE Araraquara - the 
converter transformers 500/√3 - 236/√3 kV ( Y-Y ) 
and 500/√3 - 236/√3 kV (Y- Δ ) unit with a potency 
of 292,1 MVA are only a secondary winding to be of 
Y connection, either in connection Δ making twelve 
units (six for pole 1 and six for the pole 2) plus one 
reserve unit . The total weight of the equipment is 
Table I - Evolution of maintenance and monitoring [4]
62 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
totaling approximately 840,000 (eight hundred 
and forty thousand) liters of oil.
4.3 DianE System 
The system DianE shows the results of DGA of 
the insulating transformer oil. Evidence of rising 
fuel gases was identified.
By analysis of DGA methods, the system 
found that the transformer had overheating of 
conductors. The ABNT methods, Dornenburg, 
IEC, Cepel, Laborelec and Rogers, diagnosed the 
overheating defect. [5] 
Table II - Results oil chromatography
 
Figure 6 - Defect diagnosed
 
4.2. Monitoring the generation of gases in 
transformer
The converter transformer Y Phase A, polo 1 
dipole 1, serial number 1ZBR60988, operational 
code TF1Y FA, started commercial operations 
in 2013 and in October 2014 presented the 
first record of fuel gas evolution dissolved in 
the insulating oil. Monitoring the evolution of 
gases dissolved in oil was the method of manual 
oil collection and shipment of samples to the 
laboratory. In December 2014 oil spill was found 
in capacitive tap of the secondary bush “a” TF1Y FA 
of the transformer, and in January 2015, the results 
of tests on insulating oil indicated the presence of 
acetylene gas.
Installing on-line monitoring system for 
dissolved gases in the insulating oil, as well as 
monitoring of voltage, current and temperature 
has been set. The data from dissolved gas analysis 
provided by the on-line monitoring system and 
the results in laboratory showed abnormalities 
due to the presence of combustible gases of 
thermal fault C2H4, C2H6, CH4 etc. These gases 
come out from a normal growth rate to a very 
high rate, within limits laid down by the methods 
of analysis and fault detection in the transformer 
insulating oil, and the Brazilian and international 
standards, e.g. IEEE C57.104-2008. [5] 
In July 2015, coinciding with the transformer 
shutdown for visual inspection of the bushing tap 
of the HVDC 600kV considering that had some 
evidence of oil spill in the tap bushing, there was a 
jump in the profile of the gas formation rate in the 
insulating oil of the transformer, with presence of 
ethane and ethylene gases.
In the case of events involving the active part of 
the transformer, when it has high internal pressure 
in the tank of the equipment, the bushing may be 
expelled into the valve room with deterioration 
caused by the insulating oil poured into the 
combustion process, reaching the columnsof 
converter valves and the bushing of the other 
five (05) converter transformers that step into this 
same room compromising even the whole metal 
structure of the valves room leading to the total 
or partial loss of the pole 01 of the HVDC system.
The damage can be catastrophic if the fire 
reaches, by internal bushings located in the valve 
room, the other adjacent converter transformers 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 63
BIENAL 2016
 
 
Figure 10 - Discharge points in bushing 
Figure 11 - Discharge points in bushing
4.5. Conclusion of the Inspection
Evidence of carbonized oil shield/insulation of the 
internal terminal HVDC 600kV bushing terminal (a).
Internal inspection and Results 
Possible correlation DGA and carbonization oil in 
shielding / insulation of the internal terminal HVDC 
bushing: a) Electric potential fluctuation between 
adjacent electrodes, electrical arcing, high energy 
discharges and initial formation of H2, C2H2, H2> 
CH4, C2H6> C2H4 CO2 / CO> 10 with moderate 
involvement of cellulose insulation; b) Electric 
discharge between adjacent electrodes - loss (total 
/ partial) of the bushing shield empowerment; 
breakdown in internal contact lower bushing; etc.; 
c) Thermal fault with temperature higher than 250 
° C with carbonization of the oil and the adjacent 
solid insulation; d) Poor contact (defective) between 
adjacent metal parts together by screws (reduction 
or failure of the gasket clamping force, reduction or 
loss the electric contact pressure, reducing pressure, 
etc.); e) Induction of current circulating in a closed 
loop error (for faulty isolation and / or disruptive 
 Figure 7 - Methods of diagnostics
Figure 8 - Graphic evolution of gases
After technical discussions with the manufacturer, 
it has been set up the equipment removal from 
service. For this activity, it was set up a complex 
operation for phase switching of transformers.
4.4. Inspecting the Bushing and transformer
Internal inspection was carried out on the 
transformer to identify the cause of the occurrence.
 
Figure 9 - Discharge points in the transformer tank
64 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
perception of excessive risks to its continued 
operation. Advantages of on-line monitoring: 
Monitoring equipment to detect as early as possible 
internal failures by monitoring and / or diagnostic 
equipment.
 6.0 REFERENCES
[1] http://www.ons.org.br/conheca_sistema/mapas_
sin.aspx
[2] Working Group A2.23 CIGRE. “Data Management 
for Monitoring and Evaluation of Operational 
Condition transformers (GDMT)” 
[3] Milasch, Milan: Maintenance of Liquid Insulation 
in Transformers. Editora Edgard Blucher Ltda., de 
1984
[4] Action Plan - Monitoring Equipment Companies of 
Eletrobras 
[5] IEEE: Guide for the interpretation of gases 
generated in oil-imersed transformes, IEEE Std 
C55, 104- 1991, de 1991. 
discharge between adjacent electrodes; etc.). The 
transformer will be fully inspected and bushing sent 
to the manufacturer for recovery.
 5.0 CONCLUSION
Currently, many advances have been made 
with equipment monitoring, but there is still 
great potential for new developments. The on-
line monitoring systems have been adopted as 
an important tool for changing the preventive 
maintenance move to predictive maintenance, 
without jeopardizing the safety and reliability of 
operation of the equipment, allowing us to know 
their condition or predict and diagnose possible 
issues.
It is seen an effort in terms of standardization 
for the development of a common language, 
requiring terminology - with names and clarity 
of the scope of the technical specification of 
equipment parameters to be monitored, the rules 
for comparison and interpretation of acquired 
data and common presentation of results. In other 
words, these are the necessary efforts to establish 
the basis for an information exchange platform 
beyond a simple exchange of information and 
abnormal events restricted to a small number of 
users or manufacturers.
The company seeks an overview of the status of 
all assets and allows its common classification. With 
the project, it was made available at Eletronorte, 
a corporate system analysis and substation 
equipment diagnostics (DianE System) with intranet 
via access to the entire company, and digital media, 
a historic single database - via Oracle database, 
which allows advances in the understanding of 
the relationship between the diagnostic variables. 
Thus, the broadening the knowledge of the teams, 
deploys training for users and facilitates analysis of 
the equipment.
They are cited as reasons for deploying 
continuous on-line monitoring to reduce costs (e.g.: 
postponing maintenance), staff reductions (limited 
knowledge of experts), regulatory issues (e.g.: 
dwell time), environmental pressures, company 
image protection (e.g.: reducing blackouts), avoid 
teams on standby (e.g.: especially at night or 
weekends), extending the useful life of an asset 
that would otherwise be retired by erroneous 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 65
BIENAL 2016
HVDC ±800 kV Transmission Line Associated 
to the Belo Monte Hydroelectric Power Plant 
- Studies and Definitions for The Basic Design – 
Innovation and Challenges for a New Level of 
Voltage in Brazil
M. C. de ARAÚJO (*) l J. H. M. FERNANDES Eletrobras Eletronorte
K. R. dos SANTOS l H. W. C. da SILVA l J. L. N. MICHELINI FO Leme Engenharia
R. G. NOEL l B. de S. PERRO l P. C. P. SILVA Jr. Fluxo Engenharia
A. QUINTILIANO Engepro Engenharia
SUMMARY - The Amazon Region is characterized 
by its exuberant jungle, an abundance of hydroelectric 
resources, still relatively untapped, and by the low 
level and sparsity of electric energy consumption 
throughout its vast territory. The region encompasses 
the highest portion of an as yet untapped Brazilian 
hydroelectric potential, which is characterized by 
clean, renewable, low-cost energy, despite being 
situated approximately 2000 to 2500 km from the 
big consumption centres. Therefore, the transmission 
of large blocks of power generated in this region 
requires the development of overhead lines with 
high power transfer capacity. Furthermore, in order 
to develop such systems, huge financial investments 
are necessary. Thus, the transmission systems need 
to be economically designed so as to provide electric 
energy to consumers at a competitive cost.
In this regard, having spent long periods increasing 
the capacity of its HVAC systems, Brazil has recently 
reinitiated the utilization of HVDC systems, due to the 
high capacity of the hydroelectric power plants that 
have been built in the Amazon Region, such as Santo 
Antonio and Jirau, located on the Madeira River (6300 
MW), and Belo Monte (11000 MW), on the Xingu River, 
the distances of up to 2500 km from these plants 
to the big consumptions centres, and the fact that 
nowadays the regions crossed or that will be crossed 
by the extensive HVDC lines are already supplied by 
electric energy.
Within this context, this paper describes both 
the studies and the basic design of the transmission 
system associated to the Belo Monte Hydroelectric 
Power Plant, which consists of two HVDC ± 800 
kV bipolar lines to transmit power to the South-
eastern region of the country, across distances of 
approximately 2100 km and 2500 km, respectively. 
The first of the HVDC ±800 kV transmission lines 
tendered by the Brazilian Electricity Regulatory 
Agency (ANEEL) in 2014 will link the Xingu converter 
substation in the State of Pará to the Estreito 
inverter substation in the State of Minas Gerais, 
covering a distance of approximately 2100 km. The 
implementation of Brazil’s first HVDC ±800 kV line is 
a pioneering venturewithin the country’s electricity 
sector, demanding the participation of various 
specialists within the market, as indeed has already 
occurred ever since the pre-study phase conducted 
prior to the ANEEL auction and, even more so, while 
the basic design was being drafted.
The paper presents the results of the studies 
carried out to determine the main characteristics of 
the HVDC ±800 kV transmission line regarding the 
aspects of the long route extending through four 
Brazilian states, the meteorological stations available, 
66 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
 2.0 CLIMATIC DATA
The route of the ±800 kV Xingu – Estreito TL will 
extend across the regions of four separate Brazilian 
states, beginning in the town of Altamira in the state 
of Pará, stretching through the states of Tocantins and 
Goiás until finally arriving at the Estreito Substation, in 
the state of Minas Gerais. Thus, the transmission line 
should be designed for the entire range of climatic 
conditions over the 2100 kilometres between the 
substations, highlighting the important wind speed 
variations, less intense in the north of the country 
but which become more intense as they reach the 
Midwestern and Southeastern regions.
2.1 Meteorological Stations
The existence and distribution of weather stations 
is of particular importance in order to obtain data that 
will provide support for the design, above all taking into 
account aspects of operational safety required for such 
a project, determining the most suitable dimensions for 
the components of the transmission line. By adopting 
such an approach, the weather stations presented in 
Figure 2 were selected, in which a dense network of 
stations may be perceived in the state of Minas Gerais, 
and far fewer across the other three states.
 
FIGURE 1 – Route of the Transmission Line in the 
Brazilian Territory
the climatic data applied to the design, the division 
of the transmission line into three wind zones, the 
selection of the economic conductor bundle, the use 
of the AAC Coreopsis conductor applying the H/w 
methodology and leading to an equivalent EDS of 
26% RTS, the insulation coordination parameters, the 
right-of-way width and the definition of the tower 
top geometry of the typical guyed suspension tower 
and the respective series of towers designed for the 
entire transmission line.
KEYWORDS - Transmission Line - Direct Current - 
Insulation Coordination - Right-of-way – Tower
 1.0 INTRODUCTION
This paper presents the studies and analyses 
conducted during the various stages involved in the 
pre-studies and basic design that led to the climatic, 
electromagnetic and mechanical parameters, which 
defined the main aspects related to the components 
of the HVDC ± 800 kV Xingu – Estreito Transmission 
Line (TL) and which are highlighted as follows:
a. The use of AAC 1590 kcmil Coreopsis conductor;
b. 6-conductor bundle per pole with spacing of 
600 mm;
c. The route of the line located over a vast 
extension of the country, with distinct land relief 
and occupational features (Figure 1);
d. The definition of three climate zones along the 
route of the transmission line;
e. The parameters and results of the insulation 
coordination studies;
f. Tower top geometry and types of applicable 
towers for the three climate zones;
g. Right-of-way dimensioned for each of the three 
climate zones.
As a basic premise of the studies, an appropriate 
balance was always sought between cost saving 
opportunities, potentialised by the significant length 
of the transmission line, and the crucial efforts to 
ensure reliability and safety on such an important 
project for the national electrical system, especially 
when considering the extremely high power transfer 
capacity of 4000 MW and the pioneering spirit of the ± 
800 kV transmission line being deployed.
BIENAL 2016
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 67
BIENAL 2016
River, on the border between the states of Pará 
and Tocantins. Zone 2 begins where it crosses the 
Araguaia River and ends at a point along the route 
where, approaching the Brazilian Central Plateau, 
average altitudes rise from around 350 m to almost 
1,000 m. Finally, Zone 3 starts from this last point 
through to the Estreito Substation. The three wind 
zones are made up of the following lengths:
- Zone 1 640 km; - Zone 2 825 km;
- Zone 3 620 km.
2.3 Wind Speeds and Pressures
Tables I and II summarize the wind speeds and 
pressures defined for the three zones into which 
the transmission line was divided. The wind return 
periods and their respective averaging periods are 
related to the tower design or the minimum distances 
set for the overvoltages considered.
As an illustration, wind speeds of 250 years and 
10 minutes (extreme wind) along the route of the 
transmission line may be observed in Figure 3.
FIGURE 2 – Meteorological Stations
(few and sparse stations along the route)
2.2 Wind Zones
After careful evaluation of anemometric data from 
the meteorological stations considered for the study, 
three wind zones were defined along the route of 
the transmission line. Zone 1 extends from the Xingu 
Substation to the intersection with the Araguaia 
Table I – Wind Zones –Wind Speeds and Dynamic Reference Wind Pressures
Obs.: 1) q0 = dynamic reference wind pressure; 2) Wind speeds refer to terrain category B at 10 meters 
above ground.
Table II – Wind Zones –Wind Pressures on Conductors, Ground Wires and Insulator Strings (kgf/m2)
Obs.: 1) 250 years/10 min = extreme wind; 2) 250 years/3 s = high intensity wind; 3) 50 years/10 min 
= maximum wind; 4) 50 years/30 s = wind associated with requests for maximum operating voltage; 5) 2 
years/30 s = wind associated with fault overvoltages.
68 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
specified the need for rights-of-way that were wider 
than those required by the 6 bundled conductors. 
Additionally, in an alternative quadruple bundle, it 
was found that the diameter of each sub-conductor 
was almost 50 mm, while there is no recorded 
performance for the asymmetry of the 5-bundle 
option, since it was not found available information 
on its use in Brazil or any other country, thus 
rendering it an unattractive alternative. Aspects were 
also considered regarding the difficulties inherent 
in a large diameter conductor, with regard to both 
the shorter lengths on the drums, and also to the 
construction limitations associated with the stringing 
equipment, as well as to the significant number of 
joints that need to be included.
Hence, the studies concentrated on the 
6-conductor bundle for the poles, for which AAC, 
ACSR and ACAR types were assessed. The successful 
experience gained with the AAC conductor on the 
HVDC ± 600 kV transmission lines of the Madeira 
Transmission System [2] [3], where the H/w 
methodology [4] was used, resulted particularly in 
the advantages obtained by using an equivalent 
EDS of 26% of the conductor rated tensile strength. 
Furthermore, considering the reduction of the total 
conductor weight and towers, the most economical 
choice once again fell on the same conductor type 
with the same H/w parameter and the same EDS 
percentage. Cost compositions were undertaken 
involving the principal items of the TL, such as towers, 
conductors, guy wires, insulators and foundations. 
Savings observed in comparative studies have 
therefore led to the use of AAC Coreopsis - 1590 
kcmil in a bundle with 6 sub-conductors per pole. 
For comparison purposes, Table III summarizes the 
FIGURE 3 – Extreme Wind Speed (250 years / 10 min.) 
along the TL (km/h)
 3.0 SELECTING AN ECONOMIC CONDUCTOR
Taking into account the exceptional opportunity 
presented by the characteristics of the transmissionline, as an alternative to the reference solution 
contained in the ANEEL edict [1], other types of 
conductors and bundle configurations were also 
assessed, while always considering the same 
performance requirements established for the 
aforementioned reference solution, for which, in the 
case of this first transmission line as well as a future 
second line, poles were suggested with bundles of 6 
ACSR Lapwing - 1590 kcmil and with DC resistance 
at 50ºC equal to or less than 0,00672 Ω/km. This 
resistance value could not be overcome in any 
alternative configuration to the reference solution.
Initially, while still in the pre-study phase, 
alternative bundles with 4 or 5 sub-conductors per 
pole were considered. These alternatives however, 
Table III – Characteristics of the Coreopsis and Lapwing Conductors
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 69
BIENAL 2016
than 30 mm / kV may not be adopted. Considering 
the regional features of the ± 800 kV Xingu – Estreito 
TL, the minimum leakage distance has therefore been 
established as the minimum value required by the 
edict, i.e. 30 mm / kV.
The insulator sets were composed of cap-and-
pin glass insulators designed specifically for direct 
current lines, with a mechanical strength of 320 kN, 
a 360 mm diameter disc, a connecting length of 195 
mm and an individual creepage distance of 645 mm. 
With such individual features as these, together with 
a maximum operating voltage of 830 kV, a total of 
39 insulators were obtained in order to compose a 
typical suspension insulator set. The tension sets are 
each composed of four strings of 41 insulators.
4.2 Calculating Overvoltages and the 
Corresponding Pole-Ground Clearance Distances
The electrical clearance distances of the towers 
are calculated in such a manner as to ensure adequate 
safety standards and compliance with the minimum 
requirements set out in the ANEEL edict, considering 
the switching surge overvoltages that may occur 
main technical characteristics of the Coreopsis and 
Lapwing conductors.
 4.0 INSULATION COORDINATION STUDIES AND 
 DEFINITION OF THE RIGHT-OF-WAY
Insulation coordination studies and the definition 
of the right-of-way were developed together 
with studies to define the pole-to-pole clearance 
distance and to confirm the surface gradients of the 
conductors and ground wires. This was conducted 
so that results met the technical requirements set 
out by ANEEL for the HVDC ± 800 kV Xingu – Estreito 
TL, and obtained the appropriate technical and 
economical solutions for the tower top geometries 
and structural dimensioning of all the types of towers 
to be employed along the transmission line.
4.1 Number of Insulators
The ANEEL requirement for dimensioning the 
insulator strings states that the minimum leakage 
distance should consider the level of pollution in the 
region crossed by the TL. However, a value of less 
Table IV –Insulation Coordination for Maximum Operating Voltage 
FIGURE 4 - Overvoltage Profiles During the Occurrence of Faults on the TL
70 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
order to perform overvoltage calculations on the 
sound pole during a pole-to-ground short-circuit, 
the line was divided into 8 sections of equal 
extensions and short-circuiting was simulated 
using “ATP” program at 9 points. Figure 4 illustrates 
the overvoltage profiles along the line for the 
nominal operating condition and for the line 
modelled with frequency-dependent parameters 
(J. Marti Model).
From the overvoltage profiles presented in Figure 
4, the values of 1.55 pu, 1.66 pu and 1.52 pu were 
obtained for calculating the surge voltages along 
sections 1, 2 and 3, respectively. The pole-to-ground 
voltages with a 50% probability of an occurrence of 
flashover (V50%) were calculated according to [5] with 
3 standard deviations of 5% above the corresponding 
maximum overvoltages, considering the atmospheric 
correction factor (RIS) for each section. The results are 
presented in Table V.
during both the maximum operating voltage and the 
occurrence of faults on the TL.
In the maximum operating voltage, set at 830 
kV, the parameter for defining electrically safe 
clearance distances is a pole-to-ground voltage with 
a 50% probability of the occurrence of a flashover 
(V50%), and is defined as three standard deviations 
of the distribution of disruptive voltages above the 
maximum operating voltage (standard deviation 
of 3%), considering the atmospheric correction 
factors (RIS) for the three climatic zones or sections. 
The minimum pole-to-ground clearances were 
calculated according to [5] and the results are 
presented in Table IV below.
With the occurrence of faults, particularly 
pole-to-ground short-circuits on one of the TL 
poles, the clearance safety is defined by verifying 
the maximum overvoltage profiles that occur on 
the pole that remains in operation (sound pole). In 
Table V – Insulation Coordination for Maximum Overvoltages During the Occurrence of Faults
Table VI – Electric Field (EF), Ionic Current (IC), Radio interference (RI) and Audible noise (AN)
Obs.: 1) EF at ground level considering space charges and no wind; 2) IC at ground level; 3) RI and AN to a 
height of 1m from the ground in good weather conditions.
Table VII – Pole-to-Pole Distance and Width of the Right-of-Way
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 71
BIENAL 2016
the maximum electric field gradient on the surface 
of the conductors, given the configuration of the 
bundle and the selected conductor, together with 
the analyses relating to the heights of the towers, the 
length of its crossarms and the width of the right-of-
way along the entire line. Table VI presents the results 
of the electrical features, as well as the specified 
compliance limits.
The results presented in Table VI, the premise 
of which was to comply with the specified limits, 
determined the values of the pole-to-pole 
clearances and the width of the right-of-way 
presented in Table VII.
4.4 Surface Electric Field on the Conductors and 
Ground Wires
Studies on the surface electric field of the 
conductors that make up each pole and on 
To calculate the pole-to-ground risk of failure, 
the values of 1.72 pu, 1.77 pu and 1.66 pu were 
used for sections 1, 2 and 3, respectively, resulting 
from simulations with line parameters not variable 
with the frequency (Bergeron Model). The pole-to-
ground clearances were calculated according to 
[5] in order to meet the prescribed limits for the 
electrical field and ionic current, encountering a 
risk of failure for the entire line of 7.37 x 10-4, thus 
complying with the ANEEL requirement (risk of 
failure ≤ 10-3).
4.3 Pole-to-Pole Clearance Distances and Right-
of-way Width
Pole-to-pole distance was basically obtained 
from studies on the electric field and the ion current 
density within the right-of-way of the TL, and its 
boundaries, based on [5] [6] [7] [8] [9], considering 
Table VIII – Surface Electric Field (EF) on the Conductors and Ground Wires
Table IX – Minimum Clearance Distances for Live-Line Maintenance 
Table X – Outage Rate per 100 km per Year
72 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
highest value obtained from amongst the 6 sub-
conductors.
4.5 Clearance Distances for Live-Line 
Maintenance and Conductor-to-Guy Wire Insulation
The clearance distances considered for live-
line maintenance and for conductor-to-guy wire 
insulation were calculated based on [5], considering 
an extrapolation of the saturation factor curves 
in order to obtain the relative distances for the 
the ground wires (EHS 3/8” and OPGW 13.4) [7] 
determine compliance verification with visual 
corona requirements. According to the ANEEL edict, 
the surface gradient must be limited to ensure that 
the associatedconductors and hardware do not 
present visual corona during 90% of the time, for 
the prevailing regional weather conditions through 
which the transmission line crosses. The results are 
summarized in Table VIII, and the maximum EF of 
the negative and positive poles corresponds to the 
FIGURE 5 – Tower top geometry of the typical guyed suspension tower
Table XI – Characteristics of the Series of Towers
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 73
BIENAL 2016
the tower designs. Table XI describes the main 
characteristics of the series of towers employed in the 
HVDC ±800 kV Xingu - Estreito TL project.
5.2 Structural Reliability and Tower Weights
The structural design reliability was established 
based on probabilistic criteria, taking into account 
IEC 60826 recommendations [11] and the specific 
requirements of the ANEEL edict which for this line 
establishes a minimum wind return period of 250 
years corresponding to an intermediate degree 
between levels 2 and 3 of the IEC Standard.
The draft projects of typical towers EL81, EL82 
and EL 83 presented the estimated weights for their 
maximum heights, excluding the weights of the guy 
wires, which are, respectively: 11,734 kgf; 12,575 kgf; 
and 12,724 kgf.
 6.0 CONCLUSION
This paper has described the studies carried out 
to determine the characteristics of the first HVDC 
±800 kV transmission line in Brazil, which will link the 
Xingu converter substation to the Estreito inverter 
substation, covering a distance of approximately 
2100 km. The main factors related to the route of the 
transmission line that has been divided into sections 
characterized by climate zones and the utilization of 
a bundle consisting of 6 AAC Coreopsis - 1590 kcmil, 
associated with the electrical and mechanical criteria 
used to define pole-to-pole and pole-to-ground 
clearance distances, have all contributed decisively 
so as to optimize the design of this important 
line. Details have also been provided regarding 
the adequate operational safety concepts of the 
components together with their effective compliance 
with the requirements established by ANEEL.
The division of the route into three climate zones, 
each characterized by its own particular weather 
parameters, has provided the transmission line with 
advantageous cost savings. The 6-AAC Coreopsis 
bundle per pole has also significantly contributed 
to cost-saving with regard to the most favourable 
technical characteristics when compared to the 
reference solution with the 6-ACSR Lapwing bundle.
All aspects referred to in this paper were duly 
evaluated during the pre-studies and the basic 
maximum operating voltage of 830 kV, which resulted 
in the minimum pole-to-ground clearances (dPG) 
presented in Table IX.
4.6 Lightning Performance
Despite the great heights of the towers, the 
insulator strings made up of 39 discs provided the 
TL with a satisfactory performance of less than 
0.4 outage /100 km.year due to back flashovers, 
considering a keraunic level of 120 days of 
thunderstorms per year. It should be noted that 
this is a conservative keraunic level compared to 
the values of 90, 115 and 90 effectively obtained 
for Sections 1, 2 and 3, respectively. However, 
given the importance of this transmission line 
for the Brazilian electricity system and the good 
performance achieved, the most conservative 
value was considered. The lightning performance 
was calculated according to [10] and using the 
“Flash” program, obtaining the results summarized 
in Table X.
4.7 Tower Top Geometry of a Typical Tower
The results of the studies described in sections 
4.1 to 4.6 determined the tower top geometry 
of the typical guyed suspension tower, which 
is generally considered common along the 3 
sections of the TL, and is illustrated in Figure 5 
below.
 5.0 DEFINING THE SERIES OF TOWERS
5.1 Types of Towers
As mentioned above, given the climatic diversity 
along the route of the transmission line, 3 wind zones 
were established, which corresponded to 3 sections 
of the transmission line and a series of towers 
specifically dimensioned for each of the sections, 
of which only a few were commonly used along the 
entire line.
As with the premises made for the two HVDC ± 
600 kV transmission lines of Madeira System, in this 
project, the transmission line divided into climatic 
zones, as indicated in item 2 of this Paper, together 
with the careful definition of minimum distances from 
the conductors to any of the grounded structural 
elements, was also fundamental in optimizing 
74 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017
BIENAL 2016
2 – Bipole 2” , (CIGRÉ - XIV ERIAC – 2011) - In 
Portuguese
[4] “Overhead Conductor Safe Design Tension with 
Respect to Aeolian Vibrations”, (CIGRÉ Technical 
Brochure 273 – 2005).
[5] “Transmission Line Reference Book HVDC to ± 600 
kV”, (EPRI – 1977).
[6] “Impacts of HVDC Lines on the Economics of HVDC 
Projects”, (CIGRÉ Technical Brochure 388 – 2009).
[7] P.S. Maruvada, W. Janischewsky, “Electrostatic Field 
of a System of Parallel Cylindrical Conductors”, 
(IEEE Trans. on P.A.S., July, 1969).
[8] “Interferences Produced by Corona Effect of 
Electric Systems”, (CIGRÉ Technical Brochure 61, 
ADDENDUM to CIGRÉ Document Nº 20 - 1974).
[9] “HVDC Transmission Line Research”, (EPRI Report 
EL-2419, 1982).
[10] “Guide for Improving the Lightning Performance 
of Transmission Lines”, (IEEE STD 1243-1997).
[11] “Loading and Strength of Overhead Transmission 
Line”, (IEC 60826, Second edition, 1991-04).
design phases, in compliance with the requirements 
of the ANEEL edict and international state-of-the-art 
HVDC projects, in order for the transmission line to 
benefit from the reduced total weight of conductors 
and towers by means of optimizing selection of 
the alternative conductor type and the climatic, 
electromagnetic and mechanical parameters for 
defining the series of towers.
 7.0 BIBLIOGRAPHY
[1] ANEEL Edict - Auction nº 011/2013 – In Portuguese
[2] Fernandes, J. H. M.; Araújo, M. C.; Vasconcellos, R. 
A.; Cintra, J. O.; Dutra, J. F.; Quintiliano, A.; Félix, S. 
M. M. – “Tower Definition for Use in HVDC ±600 kV 
Coletora Porto Velho – Araraquara 2 – Bipole 2” , 
(CIGRÉ - XV ERIAC – 2013) - In Portuguese
[3] Araújo, M. C.; Fernandes, J. H. M.; Vasconcellos, R. 
A.; Cintra, J. O.; Dutra, J. F.; Quintiliano, A.; Nolasco, 
J. F. – “Comparison of Alternative Conductors for 
HVDC ±600 kV Coletora Porto Velho – Araraquara 
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 75
COMITÊS
GRUPO A – EQUIPAMENTOS
CE-A1 Máquinas Rotativas
Coordenador: MÁRCIO REZENDE SINISCALCHI
Empresa: TEP PROJETOS
Endereço: Rod. Governador Mario Covas km 500
 Condomínio Praia do Engenho - Casa 39 - Itanema - 23.940-000 - Angra dos Reis - RJ
 Fone: (24) 34211917 – (24) 998310719
E-mail: mrsinis@terra.com.br
Projeto e construção de turbogeradores, hidrogeradores, máquinas não-convencionais e grandes motores. 
Aspectos econômicos, testes, comportamentos e materiais.
CE-A2 Transformadores
Coordenador: GILSON MACHADO BASTOS
Empresa: FURNAS
Endereço: Rua Real Grandeza, 219 - Botafogo - 22281-900 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 25285797 
E-mail: gbastos@furnas.com.br
Projeto, construção, fabricação e operação de todos os tipos de transformadores, incluindo transformadores 
conversores, de uso industrial e os chamados “phase-shifters”, além de todos os tipos de reatores e 
componentes de transformadores (buchas, comutadores, etc).
CE-A3 Equipamentos de Alta Tensão
Coordenador: ANTONIO CARLOS CAVALCANTI DE CARVALHO
Empresa: ONS 
Endereço: Rua Júlio do Carmo, 251 - 5º andar - Cidade Nova
 20211-160 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 34449607 
E-mail: antonio.carlos@ons.org.br
Teoria, projeto, construção e operação para todos os dispositivos de manobra,interruptores e 
limitadores de corrente, pára-raios, capacitores, seccionadores isoladores de equipamentos e de 
barramentos e transformadores de instrumento.
GRUPO B – SUBSISTEMAS
CE-B1 Cabos Isolados
Coordenador: NADIA HELENA GAMA RIBEIRO DE LOUREDO
Empresa: CONSULTORA - EDS ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA
Endereço: Av. Chibarás 660 – São Paulo – SP 
Telefone: (11) 5052 3687 / (11) 97117 5888
E-mail: prico10@uol.com.br
Base teórica, projeto, processos produtivos, instalação, serviços, manutenção e técnicas de diagnóstico para 
cabos isolados CA e CC e para aplicações terrestres e submarinas. 
CE-B2 Linhas Aéreas 
Coordenador: CARLOS ALEXANDRE MEIRELES DO NASCIMENTO
Empresa: CEMIG
Endereço: Rua Jorge Marini, 195
 30320-550 - Belo Horizonte - MG 
Telefone: (31) 35062963
E-mail: caxandre@cemig.com.br
Projeto, construção, manutenção, análise de vida útil, reforma e de componentes de linhas aéreas: condutores, 
cabos pára-raios, isoladores, torres, fundações, sistemas de aterramento e novas tecnologias associadas a 
melhoria do desempenho elétrico e mecânico.
Lista dos Comitês de Estudo
Representantes Brasileiros
Acesse o coordenador da área de seu interesse para participar de nossa Entidade:
76 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
COMITÊS
CE-B3 Subestações
Coordenador: FABIO NEPOMUCENO FRAGA
Empresa: CHESF
Endereço: Rua Delmiro Gouveia, 333 - San Martin - 50760-901 - Recife - PE
Telefone: (81) 32292235/2434 - Fax: (81) 32293269
E-mail: fabionf@chesf.gov.br
Projeto, construção e manutenção de subestações e instalações elétricas de usinas, excluindo os geradores.
CE-B4 Elos de Corrente Contínua e Eletrônica de Potência
Coordenador: ANTONIO RICARDO DE MATTOS TENÓRIO
Empresa: ONS
Endereço: Rua Júlio do Carmo, 251 – 6º andar – Cidade Nova
 20211-160 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 3444-9476 
E-mail: ricardo.tenorio@ons.org.br
Transmissão em corrente contínua (CCAT) e equipamentos de eletrônica de potência aplicados em sistemas de 
transmissão CA (dispositivos FACTS), contemplando: especificação, aplicações, aspectos econômicos e qualidade 
de energia; planejamento, projeto, construção e testes; distribuição e transmissão; operação e desempenho; 
controle e proteção. Novas tecnologias associadas a conversores, semicondutores, configurações, controles e 
aplicações inovadoras, tais como as que utilizam conversores tipo fonte de tensão (VSC).
CE-B5 Proteção e Automação
Coordenador: MARCO ANTONIO MACCIOLA RODRIGUES
Empresa: CEPEL
Endereço: Avenida Horácio Macedo, 354 - Cidade Universitária/Ilha do Fundão
 21941-911 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 25986217 - Fax: (21) 22606211
E-mail: mamr@cepel.br
Princípios, projeto, aspectos econômicos, aplicação, coordenação, desempenho operacional e manutenção 
de sistemas de proteção, controle e automação de subestações, sistemas e equipamentos de controle remoto, 
sistemas e equipamentos de medição.
GRUPO C – SISTEMAS
CE-C1 Desenvolvimento de Sistemas Elétricos e Economia
Coordenador: VALDSON SIMÕES DE JESUS
Empresa: ELETROBRAS
Endereço: Rua do Ouvidor 107, 8º andar - Centro - 20040-031 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2514-5428 – Fax: (21) 2514-5210
E-mail: valdson.jesus@eletrobras.com
Métodos de análise para o desenvolvimento dos sistemas elétricos de potência e economia, métodos e 
ferramentas para análise estática e dinâmica, aspectos e métodos de planejamento nos vários contextos, 
estratégias de gerenciamento de ativos.
CE-C2 Operação e Controle de Sistemas
Coordenador: ANTONIO CARLOS BARBOSA MARTINS
Empresa: FURNAS
Endereço: Rua Real Grandeza, 219 - Botafogo
 22.281-900 - Rio de Janeiro - RJ 
Telefone: (21) 25284116
E-mail: barbosa@furnas.com.br
Estudos e análises das condições técnicas, logísticas e institucionais requeridas para operação segura 
e econômica de sistemas de potência, contemplando os seguintes aspectos: controle de sistemas e de 
equipamentos; controle geração-carga; planejamento da operação; avaliação de desempenho; centros 
de controle; treinamento de operadores; requisitos de segurança contra colapso de sistemas, danos em 
equipamentos e falhas humanas.
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 77
COMITÊS
CE-C3 Desempenho Ambiental de Sistemas
Coordenador: SILVIA HELENA MENEZES PIRES
Empresa: Consultora Independente
Endereço: Rua Raul Pompeia, 132 – apto 801 - Copacabana - 22.080-001- Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 3936-9840 e (21) 99886-6755
E-mail: silviahpires@gmail.com
Identificação e avaliação dos impactos ambientais de equipamentos e dos sistemas elétricos e os métodos 
usados para gerenciá-los.
CE-C4 Desempenho de Sistemas Elétricos
Coordenador: DALTON DE OLIVEIRA CAMPONÊS DO BRASIL
Empresa: ONS
Endereço: Rua Júlio do Carmo, 251 - 5º andar - Cidade Nova
 20211-160 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 34449695 - (21) 25393659
E-mail: docb@ons.org.br
Métodos e ferramentas para análise de sistemas de potência, com ênfase nos regimes dinâmicos e transitórios 
e nas interações entre o sistema de potência com seus equipamentos e subsistemas, bem como com outras 
instalações. Os seguintes tópicos de interesse são definidos: Qualidade de energia, Compatibilidade e 
interferência eletromagnética, Coordenação de isolamento de linhas e subestações, Descargas atmosféricas e 
Modelos e ferramentas para análise numérica do desempenho de sistemas de potência.
CE-C5 Mercados de Eletricidade e Regulação
Coordenador: JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA MELLO
Empresa: THYMOS ENERGIA
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 11.633 – conj. 192 - 19º andar – Brooklin
 04578-000 – São Paulo - SP
Telefone: (11) 3192-9100
E-mail: jmello@thymosenergia.com.br 
Estruturas de mercado e regulação na indústria de emergia, formação de preços e tarifas de emergia, 
economia de emergia e do meio ambiente, comercialização de emergia, gestão de riscos, gestão pelo lado da 
demanda, estruturas de financiamento, aspectos regulatórios e econômicos de energias renováveis e redes 
inteligentes (smart grids).
CE-C6 Sistemas de Distribuição e Geração Distribuída
Coordenador: PAULO HENRIQUE RAMALHO PEREIRA GAMA 
Empresa: B&G Pesquisa e Desenvolvimento em Sistemas de Potência
Endereço: Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante, 3995 - Sala 27 - 53.040-000 - Olinda - PE
Telefone: (81) 34273817
E-mail: paulogama@bgpesquisa.com.br
 
Avaliação do impacto técnico de novas características de distribuição sobre a estrutura e operação 
do sistema: desenvolvimento da geração distribuída, dispositivos para armazenamento de energia, 
gerenciamento pelo lado da demanda e eletrificação rural.
GRUPO D – TECNOLOGIAS DE APOIO
CE-D1 Materiais e Tecnologias Emergentes
Coordenador: ADRIANA DE CASTRO PASSOS MARTINS
Empresa: CEMIG 
Endereço: Rua Sergipe, 326 Apto 401 - Funcionários - 30130-170 - Belo Horizonte - MG
Telefone: (31) 3506-4426 – (31) 3506-2861 
E-mail: adrianap@cemig.com.br
Acompanhamento e caracterização de materiais novos e já existentes para a tecnologia de energia elétrica, 
diagnóstico, acervo técnico e conhecimentos correlatos, novas tecnologias com impacto esperado sobre os 
sistemas a médio e longo prazo.
78 ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 
COMITÊS
CE-D2 Sistemas de Informação e Telecomunicação para Sistemas Elétricos
Coordenador: MARCELO COSTA DE ARAUJO
Empresa: ELETRONORTE
Endereço: SCN, Quadra 06 - Conj. “A” - Bloco C - Edif. Venâncio 3000 
 70716-901 - Brasília - DF
Telefone: (61) 34298711
E-mail: marcelo.araujo@eletronorte.gov.br
Princípios, investigações e estudos, especificações de projeto, engenharia, desempenho durante 
o comissionamento e aspectos de operação e manutenção nas áreas de telecomunicações e de 
serviços de informação para o setor elétrico, sistemas de informação para atividades operacionais e 
de negócios envolvendo serviços, meios de comunicação e redes.
PARTICIPAÇÃO NO CIGRÉ INTERNACIONAL
Administrative Council and Steering CommitteeMembro: JOSIAS MATOS DE ARAUJO
Empresa: Consultor independente
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 409 – 13º andar - Centro
 20071-003 – Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2514-6199
E-mail: josias.araujo@eletrobras.com
Administrative Council - Membro Permanente
Membro: JERZY ZBIGNIEW LEOPOLD LEPECKI
Empresa: ex-presidente do CIGRÉ Brasil e Internacional e Sócio Honorário do CIGRÉ
Endereço: Rua Timóteo da Costa, 304 - Apto 801 - Leblon
 22450-130 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 22741002
E-mail: jlepecki@globo.com 
SC-B5 Protection and Automation 
Chairman: IONY PATRIOTA DE SIQUEIRA 
Empresa: TECNIX Engenharia e Arquitetura Ltda. 
Endereço: Rua Ernesto de Paula Santos, 960 - Sala 503
 51021-330 - Recife - PE
Telefone: (81)32132624 - Fax: (81) 32132625
E-mail: iony@tecnix.com.br
ELETROEVOLUÇÃO MARÇO 2017 79
Critérios para Seleção e Divulgação dos Artigos
Técnicos da Revista EletroEvolução – Sistemas de Potência 
1. Qualquer artigo poderá se candidatar à publicação na revista EletroEvolução, o qual deverá 
ser encaminhado pelo seu autor ao Presidente do Conselho Editorial, para o e-mail: 
eletroevolucao@cigre.org.br ou para o endereço do CIGRÉ-Brasil: Praia do Flamengo, 66, Bloco 
B, sala 408, Flamengo, Rio de Janeiro, CEP 22.210-903. 
1.1. Os artigos previamente selecionados e apresentados em eventos de responsabilidade do 
CIGRÉ-Brasil terão prioridade nesta publicação.
1.2. Os artigos deverão obedecer à formatação e limites de tamanho estabelecidos para os 
eventos do CIGRÉ-Brasil, cabendo à revista EletroEvolução a sua diagramação e formatação 
final de impressão, incluindo a revisão final de sua redação para efeito de publicação.
1.3. Esses artigos serão encaminhados, para efeito de revisão e comentários, a uma comissão 
composta por um mínimo de dois revisores, a serem designados pelo Coordenador do Comitê 
de Estudo responsável pelo respectivo assunto e/ou pelo Presidente do Conselho Editorial 
da Revista EletroEvolução. Cada revisor terá o prazo máximo de 40 dias para apresentar seu 
comentário e parecer sobre o artigo.
1.4. O Presidente do Conselho Editorial da revista será responsável pelo encaminhamento ao 
autor do artigo, da decisão do referido Conselho, a qual poderá ser pela sua não publicação, 
aceitação mediante incorporação das revisões solicitadas pelos revisores ou aprovação integral. 
Tal resposta deverá ocorrer no prazo máximo de 70 dias a partir da data de recebimento do 
artigo.
2. Os seguintes artigos são considerados previamente aptos para sua publicação na revista, a 
critério do Conselho Editorial, não havendo a necessidade de seu encaminhamento pelos 
respectivos autores principais, nem a necessidade de revisão.
2.1. Os artigos brasileiros apresentados nas Sessões Bienais e em Simpósios e Colóquios 
internacionais do CIGRÉ. 
2.2. Os artigos classificados em 1º, 2º e 3º lugares nos seus respectivos Grupos de Estudos do 
SNPTEE e em eventos realizados pelo CIGRÉ-Brasil, tais como SIMPASE, SEPOPE, EDAO e ERIAC.
3. Também estão aptos para publicação na revista os seguintes artigos, a critério do Conselho 
Editorial, que deverão ser encaminhados ao Presidente desse Conselho:
3.1. Os artigos com os resultados e constatações finais dos Grupos de Trabalho dos Comitês de 
Estudo do CIGRÉ-Brasil. 
3.2. Os artigos, de notória proficiência técnica, selecionados e encaminhados pelos membros do 
Conselho Editorial da revista e pelos Coordenadores dos Comitês de Estudo do CIGRÉ-Brasil. 
4. Também poderão ser publicados outros artigos de interesse da entidade, a critério da Diretoria 
do CIGRÉ-Brasil, sob a denominação de “Artigos Convidados”.
Conselho Editorial da Revista EletroEvolução - Sistemas de Potência

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