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APOSENTADORIA POR IDADE

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APOSENTADORIA POR IDADE
CONCEITO 
A aposentadoria por idade é devida ao segurado que, cumprida a carência exigida, completar 65 anos de idade, se homem, ou 60 anos, se mulher. Tem caráter definitivo, só cessando com a morte do segurado.
No caso de trabalhadores rurais, de ambos os sexos, classificados como empregado rural, trabalhador avulso, segurado especial e contribuinte individual autônomo (trabalhador eventual), os limites de idade são reduzidos em 5 anos.
APOSENTADORIA POR IDADE DO TRABALHADOR RURAL
A concessão da aposentadoria do trabalhador rural por idade, prevista no artigo 48 da Lei n.8.213/91, está condicionada aos seguintes requisitos:
a) idade mínima de 60 anos para o homem e de 55 para a mulher;
b) comprovação do exercício de atividade rural por tempo igual ao número de meses de contribuições correspondente à carência da aposentadoria por idade, mesmo que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício.
Observe-se que é garantida aposentadoria por idade as trabalhadores rurais, independente do recolhimento de contribuições, nos termos do art. 39 e do art. 143 da Lei n. 8.213/91.
O artigo 39 da Lei n. 8.213/91 garante ao segurado especial a aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período, imediatamente anterior ao requerimento do benefício, igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido, sem a exigência de pagamento da contribuição.
Já o art. 143 da Lei n. 8.213/91 estabelece que o empregado rural e o contribuinte individual rural que presta serviços de natureza rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego (autônomo - art. 11, V, "g", da Lei n. 8.213/91), que tenha 60 anos de idade, se homem, e 55 anos, se mulher, requeira a aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural até 31/10/2010 (o prazo da Lei n. 8.213/91 foi prorrogado pela Lei 11.718/2008), ainda que descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, em número de meses idêntico à carência do referido benefício.
PERÍODO DE CARÊNCIA
O período de carência exigido para a aposentadoria por idade vai depender da data da inscrição do segurado na Previdência Social.
Assim, os segurados inscritos na Previdência Social após 24 de julho de 1991, o período de carência exigido é de 180 contribuições mensais. Já para os segurados inscritos até esta data, o período de carência obedecerá à tabela prevista no art.142 da Lei n.8.213/91, a qual leva em conta o ano em que o segurado atende ou atenderá às condições necessárias à obtenção do benefício.
Por exemplo, ao segurado que implementou as condições no ano de 1991 foram exigidos 60 meses (5 anos) de contribuição; se foi no ano 2005 foram exigidos 144 meses (12 anos) de contribuição. A total implementação da exigência dos 180 meses (15 anos) de contribuição ocorreu no ano de 2011.
Observe-se que há uma discussão doutrinária e jurisprudencial se a carência exigida é a do ano em que o segurado completou a idade mínima ou do ano em que implementou os dois requisitos (carência e idade) para a concessão do benefício.
Exemplificando: Um segurado urbano, inscrito antes de 1991, completou 65 anos em janeiro 2001, mas não tinha 120 contribuições nesta data, tendo completado até então apenas 100 contribuições mensais. Continuou contribuindo, e, em 2002 ele completou as 120 contribuições, ele tem direito à aposentadoria por idade?
Resposta:
Para aqueles que entendem que a carência exigida é a do ano em que o segurado completou a idade mínima, ele terá direito ao benefício. Pois, em 2001, ano em que completou 65 anos de idade, a carência exigida pela tabela é de 120 contribuições.
Já para aqueles que entendem que a carência exigida é a do ano em que o segurado implementou os requisitos, ele não terá direito ao benefício. Pois, em 2001, ano em que completou 65 anos de idade, não tinha completado a carência exigida. Logo não tinha implementado os requisitos. Assim, a carência exigida para este segurado será a do ano de 2002, ou seja, 126 contribuições.
Este último entendimento está em conformidade com a maioria da jurisprudência. 
Esta questão não se confunde com a não exigência de que os requisitos sejam preenchidos simultaneamente. É que de acordo com a Lei nº 10.666/2003 a perda da qualidade de segurado não prejudicará a concessão da aposentadoria por idade, desde que o segurado conte com, no mínimo, o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data do requerimento do benefício. 
Assim, não há a exigência de que os requisitos da idade e da carência sejam preenchidos simultaneamente. 
Comprovado o preenchimento do requisito etário de contar 60 (sessenta) anos de idade para mulher e o cumprimento da carência legalmente exigida, levando-se em conta o ano em que a segurada implementou as condições necessárias à obtenção do benefício (art. 48, caput, c/c art. 142, ambos da Lei 8.213/91), é devido o benefício de aposentadoria por idade.
A perda da qualidade de segurado, após o atendimento dos requisitos legais, não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade (artigo 3º, parágrafo primeiro, da Lei 10.666/03).
Exemplo da situação acima:
Uma segurada completou 120 contribuições mensais (10 anos) em 1997, ficou desempregada e parou de contribuir. Em 2001 ela completou 60 anos de idade. Neste caso, ela terá direito à aposentadoria por idade, pois apesar de já ter perdido a qualidade de segurada em 2001, os requisitos para a concessão do benefício foram preenchidos (60 anos de idade e 120 contribuições exigidas em 2001, pela tabela do art. 142 da Lei n. 8.213/91). Logo não há que se falar em perda da qualidade de segurada.
Vale lembrar que a carência para os segurados especiais (trabalhadores rurais em regime de economia familiar) é substituída pela comprovação do exercício da atividade rural por período igual à carência exigida.
O INSS entende que o período em que o segurado esteve em gozo de auxílio-doença não pode ser computado como carência, uma vez que não houve recolhimento de contribuições. 
Ocorre que os nossos Tribunais entendem de forma diferente, permitindo assim o cômputo do período em gozo de auxílio-doença para efeito de carência.
DATA DE INICIO DO BENEFICIO
A todo segurado empregado (inclusive o doméstico) a data de início do benefício será a partir da data do desligamento do emprego (quando requerida até esta data ou até 90 dias depois) ou da data do requerimento (quando não houver desligamento do emprego ou quando solicitada após 90 dias).
Para os demais segurados será a data da entrada de solicitação do benefício.
RENDA MENSAL INICIAL
O valor mensal da aposentadoria por idade corresponderá a 70% do salário-de-benefício, e será acrescido de mais 1% por cada grupo de doze contribuições mensais, até o máximo de 100% do salário-de-benefício. Esse é calculado pela média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo, devidamente atualizados.
Importante observar que, no caso dos segurados filiados ao RGPS (até 28/11/99), ou seja, antes da publicação da Lei n. 9.876, de 29 de novembro de 1999, somente serão considerados na média aritmética para fins do cálculo acima, os salários-de-contribuição a partir da competência de julho de 1994.
Importante observar que o valor mensal do benefício não poderá ser inferior ao salário-mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição.
O cálculo também poderá ser feito com a aplicação do fator previdenciário, caso isso implique em resultado mais favorável ao segurado (art. 7° da Lei n.9.876/99).
TRANSFORMAÇÃO DE BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE EM APOSENTADORIA POR IDADE
Se for de interesse e requerido pelo segurado, o auxílio-doença e a aposentadoria

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