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Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 AULA 06: Utilização de trabalhos da auditoria interna. Uso de trabalhos de especialistas. Eventos Subsequentes. Estimativas Contábeis._____________ SUMÁRIO PÁGINA Apresentação 01 1. Utilização de outros profissionais 02 2. Eventos Subsequentes 18 3. Estimativas Contábeis 34 Lista das questões comentadas durante a aula 42 Referências bibliográficas 53 Olá, Pessoal! Nesta aula veremos três assuntos mais pontuais, quais sejam: Utilização de trabalhos de auditoria interna e especialistas, Eventos e transações subsequentes e Estimativas contábeis. Não são assuntos muito cobrados, mas os itens 2 e 3 "apareceram" na prova de 2014 da RFB. Como temos poucas questões, tive que buscar algumas mais antigas, principalmente da ESAF. Qualquer dúvida em relação à dinâmica do curso ou comentário, estou à disposição por meio do endereço de email: rodrigofontenelle@estrategiaconcu r sos.com.br. Em relação às dúvidas sobre a matéria, responderei a todas que forem postadas no fórum do Estratégia. Curtam minha página no Facebook e continuem acompanhando notícias sobre cursos, concursos, dicas de auditoria, além da participação em diversos sorteios! WWW.FACEBOOK.COM/PROFRODRIGOFONTENELLE Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Principais normas abordadas na aula de hoje: NBC TA 600, 610, 620, 540 e 560 1. Uso do trabalho de outros profissionais Definições importantes para o tema: Função de auditoria interna, auditor interno ou auditoria interna se referem à função ou pessoas de uma entidade que executem atividades de asseguração e consultoria projetadas para avaliar e melhorar a eficácia da governança, dos processos de controle interno e gestão de risco da entidade. Assistência direta é a utilização de auditores internos para executar procedimentos de auditoria, sob a direção, supervisão e revisão do auditor independente._________________________________________________ Na realização dos trabalhos de auditoria independente, o auditor poderá utilizar trabalhos anteriores de outros profissionais, de acordo com certas regras a serem seguidas, sempre com vista do objetivo principal do auditor independente, que é o de emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis da empresa auditada. Os trabalhos que podem ser utilizados e que são cobrados em prova são os de outros auditores independentes, os da auditoria interna, e o de especialistas. Vamos estudar essa utilização nos tópicos a seguir. 1.1 - Trabalho de outro auditor independente O auditor não deve fazer menção em seu relatório, caso utilize o trabalho de outro auditor. De acordo com Almeida (2010), esse fato ocorre com frequência quando sociedades investidas, cujos investimentos são avaliados pelo método de equivalência patrimonial (MEP), são auditadas por outros auditores. Nesse sentido, o auditor principal deve efetuar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente de que o trabalho efetuado pelo outro auditor está adequado para as finalidades do auditor principal. A NBC TA 600 - Considerações Especiais - Auditorias de Demonstrações Contábeis de Grupos, Incluindo o Trabalho dos Auditores dos Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Componentes - traz considerações especiais aplicáveis às auditorias de grupos, em particular aquelas que envolvem auditores de componente. Componente, segundo a norma, é uma entidade ou atividade de negócios para a qual a administração do grupo ou dos componentes elabora informações contábeis que devem ser incluídas nas demonstrações contábeis do grupo. A NBC TA 600 pode ser útil ao auditor independente quando este envolver outros auditores na auditoria de demonstrações contábeis que não são demonstrações contábeis de grupos. Por exemplo, o auditor pode envolver outro auditor para observar a contagem de estoques ou fazer a inspeção física de ativos fixos em local remoto. De qualquer forma, esse envolvimento não modifica a responsabilidade do auditor em relação aos trabalhos desenvolvidos. Com relação a essa responsabilidade, segundo a norma, o sócio encarregado do trabalho do grupo é responsável pela direção, supervisão, execução e desempenho do trabalho de auditoria do grupo, em conformidade com as normas técnicas e profissionais, assim como exigências legais e regulamentares aplicáveis, e se o relatório de auditoria emitido é ou não apropriado nas circunstâncias. Como resultado, o relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis do grupo não deve se referir ao auditor do componente. Se tal referência for requerida por lei ou regulamento, o relatório do auditor deve indicar que a referência não diminui a responsabilidade do sócio encarregado ou da firma encarregada do trabalho do grupo e pela opinião de auditoria do grupo. 1.2 - Trabalho do Auditor Interno A norma referente ao assunto é a NBC TA 610, aprovada pela Resolução CFC n°. 1.229/09, mas cuja redação foi totalmente alterada em 24 de janeiro de 2014. Dessa forma esse item da aula já abordará a nova redação da supracitada norma, que trata da responsabilidade do auditor externo (independente) em relação ao trabalho dos auditores internos, quando o auditor independente observar que existe a probabilidade de que a função de auditoria interna seja relevante para a auditoria independente. Isso inclui: (a) utilizar o trabalho da função de auditoria interna na obtenção de evidência de auditoria e (b) utilizar os auditores internos para prestar assistência direta ao auditor independente, fazendo parte da equipe e Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM trabalhando sob a direção, independente. supervisão e revisão do auditor Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Atenção! A letra b não era prevista na NBC TA 610 até a modificação realizada em janeiro de 2014. Dessa forma as bancas podem querer focar nesse ponto. Cuidado! r | Utiliza trabalho já realizado pelo auditor interno Utiliza o próprio auditor interno no trabalho da auditoria independente A possibilidade de utilização de trabalho do auditor interno ocorre quando a natureza das responsabilidades e atividades da função de auditoria interna estiver relacionada com os relatórios contábeis da entidade e se o auditor independente espera utilizar o trabalho dos auditores internos para modificar a natureza, época ou reduzir a extensão dos procedimentos de auditoria a serem executados. A utilização do trabalho dos auditores internos pode levar o auditor independente a rever a sua avaliação dos riscos de distorção relevante. A relação entre a função de auditoria interna e o auditor independente possui as seguintes características: - os objetivos da função de auditoria interna são determinados pela administração e, quando aplicável, pelos responsáveis pela governança. Embora os objetivos da função de auditoria interna e o do auditor independente sejam diferentes, os meios utilizados pela auditoria interna e pelo o auditor independente para alcançar seus respectivos objetivos podem ser semelhantes. - Independentemente do grau de autonomia e de objetividade da função de auditoria interna, tal função não é independente da entidade, comoé exigido do auditor independente quando ele expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis. O auditor independente tem total responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização de trabalhos da função de auditoria interna ou pela obtenção de assistência direta de auditores internos pelo auditor independente no seu trabalho. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 tome nota! O auditor independente tem total responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização de trabalhos da função de auditoria interna ou pela obtenção de assistência direta de auditores internos pelo auditor independente no seu trabalho. O auditor independente deve determinar se o trabalho da auditoria interna pode ser utilizado para os fins da auditoria, considerando o seguinte: (a) a extensão na qual a posição hierárquica da auditoria interna na organização e suas políticas e procedimentos propiciam objetividade dos auditores internos; (b) o nível de competência da função de auditoria interna; e (c) se a função de auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de qualidade. Entretanto, o auditor independente não deve usar o trabalho da auditoria interna se ele determinar que: (a) a posição hierárquica da auditoria interna na organização e suas políticas e procedimentos não propiciam adequada objetividade dos auditores internos; (b) a função da auditoria interna não tem suficiente competência; ou (c) a função não aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de qualidade. Vamos relembrar que as funções de auditoria interna variam amplamente e dependem do tamanho e da estrutura da entidade e dos requerimentos da administração. Os objetivos e o alcance da função de auditoria interna geralmente incluem as atividades de asseguração e consultoria planejadas para avaliar e aprimorar a eficácia dos processos de governança, gestão de risco e controle interno da entidade. Os objetivos do auditor independente, onde a entidade tenha a função de auditoria interna e ele espera utilizar o trabalho dessa função para modificar a natureza, a época ou para reduzir a extensão dos procedimentos de auditoria a serem diretamente executados pelo próprio auditor independente, inclusive quando ele pretende obter assistência direta dos auditores internos são: Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (a) determinar se o trabalho da auditoria interna ou se a assistência direta dos auditores internos pode ser utilizado e, em caso positivo, em quais áreas e em que extensão; (b) se utilizar o trabalho da auditoria interna, o auditor indepedente deve determinar que esse trabalho é adequado para os fins da sua auditoria; e (c) se utilizar os auditores internos para prestar assistência direta, o auditor independente deve dirigir, supervisionar e revisar o trabalho executado pelos auditores internos de forma apropriada. Utilização do trabalho da auditoria interna Antes da utilização do trabalho dos auditores internos, o auditor independente deve determinar o efeito planejado do trabalho dos auditores internos na natureza, época ou extensão dos procedimentos do auditor independente. Caso o auditor independente planeje usar o trabalho da auditoria interna, ele deve discutir com a auditoria interna o uso planejado desse trabalho como base para coordenar as suas respectivas atividades. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria suficientes sobre o conjunto do trabalho da auditoria interna que ele planeja utilizar para determinar a sua adequação para fins da sua auditoria, incluindo a avaliação se: (a) o trabalho da auditoria interna foi planejado, executado, supervisionado, revisado e documentado de modo apropriado; (b) foi obtida evidência suficiente e apropriada que possibilite a auditoria interna chegar a conclusões razoáveis; e (c) as conclusões alcançadas são apropriadas nas circunstâncias e os relatórios elaborados pela auditoria interna são consistentes com os resultados do trabalho realizado. A natureza e a extensão dos procedimentos de auditoria do auditor independente devem estar em consonância com a sua avaliação sobre: (a) o volume ou o grau de julgamento envolvido; (b) o risco avaliado de distorção relevante; (c) se a posição hierárquica da auditoria interna na organização e se suas políticas e procedimentos relevantes propiciam apropriada objetividade dos auditores internos; (d) o nível de competência da auditoria interna e deve incluir a reexecução de parte do trabalho. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Utilização dos auditores internos para prestar assistência direta Antes de utilizar os auditores internos para prestar assistência direta para fins de auditoria, o auditor independente deve: (a) obter concordância formal do representante autorizado da entidade de que os auditores internos estão autorizados e seguirão as instruções do auditor independente e que a administração da entidade não vai interferir no trabalho que o auditor interno executar para o auditor independente; e (b) obter a concordância, também formal, dos auditores internos de que eles vão manter confidencialidade sobre os assuntos específicos, conforme instruído pelo auditor independente e que qualquer ameaça à objetividade será prontamente informada aos auditores independentes. O auditor independente deve dirigir, supervisionar e revisar o trabalho executado pelos auditores internos de acordo com a NBC TA 220, que trata do controle de qualidade em uma auditoria. Ao fazê-lo: (a) a natureza, a época e a extensão da direção, supervisão e revisão devem reconhecer que os auditores internos não são independentes em relação à entidade; e (b) os procedimentos de revisão devem incluir a verificação pelo auditor independente da evidência de auditoria para alguns dos trabalhos executados pelos auditores internos. A direção, a supervisão e a revisão pelo auditor independente do trabalho executado pelos auditores internos devem ser suficientes para que o auditor independente esteja convencido de que os auditores internos tenham obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar as conclusões com base nesse trabalho. Documentação Em relação ao que deverá ser documentado (papéis de trabalho) pelo auditor independente, se ele utilizou o trabalho de auditoria interna, ele deve incluir na documentação de auditoria: (a) a avaliação: (i) se a posição hierárquica da auditoria interna e suas políticas e procedimentos dão adequado suporte para a objetividade dos auditores internos; (ii) do nível de competência da auditoria interna; (iii) se a auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de qualidade; Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (b) a natureza e a extensão do trabalho utilizado e a base para sua decisão; e(c) os procedimentos de auditoria executados pelo auditor independente para avaliar a adequação dos trabalhos realizados. Já se o auditor independente utiliza auditores internos para prestar assistência direta na auditoria, ele deve incluir na documentação de auditoria: (a) a avaliação da existência e da importância das ameaças à objetividade dos auditores internos e a avaliação do nível de competência dos auditores internos utilizados para prestar assistência direta; (b) a base para a decisão sobre a natureza e a extensão do trabalho executado pelos auditores internos; (c) quem revisou o trabalho executado, assim como a data e extensão dessa revisão, de acordo com a NBC TA 230; (d) os acordos formais firmados com o representante autorizado da entidade e dos auditores internos; e (e) os papéis de trabalho elaborados pelos auditores internos que prestaram assistência direta sobre o trabalho de auditoria. 1.3 - Trabalho de especialista de outra área A Resolução CFC N°. 1.230/09 aprovou a NBC TA 620, que trata da responsabilidade do auditor em relação ao trabalho de pessoa ou organização em área de especialização que não contabilidade ou auditoria, quando esse trabalho é utilizado para ajudar o auditor a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. Atenção: especialista, neste caso, não inclui aquele que trabalho com contabilidade ou auditoria. A NBC TA 620 não trata de situações em que a equipe de trabalho inclui um membro, ou consulta uma pessoa ou organização, com especialização em uma área específica de contabilidade ou auditoria. Esse caso é tradado pela NBC TA 220 - Controle de Qualidade. A NBC TA 620 também não trata da utilização, pelo auditor, do trabalho de pessoa ou organização usado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis (especialista da administração) - tratada pela NBC TA 500 - Evidência de Auditoria. O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor (chamado a partir de agora de especialista do auditor ou simplesmente especialista). Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor. No entanto, se o auditor concluir que o trabalho desse especialista é adequado para fins da auditoria, o auditor pode aceitar que as constatações ou conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada. Ou seja: se o auditor considerar o trabalho adequado, poderá utilizar seus resultados como evidência de auditoria, para o embasamento das conclusões apresentadas no relatório. Objetivos do auditor, em relação ao uso do trabalho de especialistas: (a) determinar a necessidade de utilizar o trabalho de especialista; e (b) no caso de utilização, determinar se o trabalho é adequado para fins da auditoria. "Especialista do auditor", segundo a NBC TA 620, é uma pessoa ou organização com especialização em área que não contabilidade ou auditoria, contratado pelo auditor, cujo trabalho nessa área é utilizado pelo auditor para ajudá-lo a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. Essa especialização pode incluir especialização relacionada a: • avaliação de instrumentos financeiros complexos, terrenos e edifícios, instalações fabris e máquinas, joias, peças de arte, e ativos que possivelmente apresentem problemas de perdas no valor recuperável; • cálculo atuarial referente a contratos de seguro ou planos de benefícios a empregados; • estimativa de reservas de petróleo e gás; • avaliação de responsabilidade ambiental, e custos de limpeza de locais; • interpretação de contratos, leis e regulamentos; • análise de assuntos complexos ou não usais de natureza fiscal. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Em muitos casos, a diferenciação entre especialização em contabilidade ou auditoria e especialização em outra área será direta. Em outros casos, entretanto, especialmente os que envolvem conhecimentos especializados em área contábil ou de auditoria emergente, a diferenciação entre áreas especializadas de contabilidade ou auditoria e especialização em outra área será questão de julgamento profissional. O especialista do auditor pode ser interno (um sócio, ou equivalente no setor público, ou uma pessoa que faz parte da equipe), ou externo. Já o "Especialista da administração" é uma pessoa ou organização com especialização em área que não contabilidade ou auditoria, contratado pela administração, em que o trabalho nessa área é usado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis. Um exemplo bastante comum no Brasil é a utilização de atuário pela administração de uma seguradora ou de um fundo de pensão para estimar certas provisões. Se a especialização é necessária para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, o especialista pode ser necessário para ajudar o auditor em um ou mais dos assuntos a seguir: • entendimento da entidade e de seu ambiente, incluindo seus controles internos; • identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante; • determinação e implementação de respostas gerais aos riscos avaliados no nível de demonstrações contábeis; • definição e execução de procedimentos adicionais de auditoria para responder aos riscos avaliados no nível de afirmação, que compreendem testes de controle ou procedimentos substantivos; • avaliação da suficiência e adequação da evidência de auditoria obtida na formação de opinião sobre as demonstrações contábeis. Contudo, o auditor pode ser capaz de executar a auditoria sem um especialista. Esse entendimento pode ser obtido, por exemplo, por meio de: - experiência em auditar entidades que exigem a especialização na elaboração das demonstrações contábeis; - educação ou desenvolvimento profissional na área específica; - discussão com auditores que executaram trabalhos similares. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Nesses casos, podemos dizer que o auditor não entendeu como essencial a utilização do especialista, tendo em vista sua experiência e desenvolvimento profissional. Em outros casos, entretanto, o auditor pode determinar que é necessário utilizar especialista do auditor para ajudar a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. As considerações para decidir sobre utilizar o trabalho de especialista do auditor podem incluir: • se a administração já usou um especialista da administração na elaboração das demonstrações; • a natureza e importância do assunto, incluindo sua complexidade; • os riscos de distorção relevante decorrente desse assunto; • a natureza dos procedimentos que se espera sejam executados para responder aos riscos identificados. A natureza, época e extensão dos procedimentos do auditor podem variar dependendo das circunstâncias. Ao determiná-los, o auditor deve considerar determinados assuntos: (a) a natureza do assunto a que se refere o trabalho desse especialista; (b) os riscos de distorção relevanteno assunto a que se refere o trabalho desse especialista; (c) a importância do trabalho do especialista no contexto da auditoria; (d) o conhecimento e a experiência do auditor em relação a trabalho anterior executado por esse especialista; e (e) se esse especialista está sujeito às políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria. O auditor deve estabelecer acordo, por escrito, com o especialista por ele contratado, sobre os seguintes assuntos: - a natureza, o alcance e os objetivos do trabalho desse especialista; - as respectivas atribuições e responsabilidade do auditor e desse especialista; - a natureza, a época e a extensão da comunicação entre o auditor e esse especialista, incluindo o formato dos relatórios; e - a necessidade de o especialista observar requisitos de confidencialidade. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Acordo, por escrito, com o especialista, sobre: - a natureza, o alcance e os objetivos do trabalho; - as respectivas atribuições e responsabilidade; - comunicação entre o auditor e esse especialista; e - necessidade de confidencialidade. O auditor deve avaliar a adequação do trabalho do especialista do auditor para fins da auditoria, incluindo: (a) a relevância e razoabilidade das constatações ou conclusões desse especialista, e sua consistência com outras evidências; (b) se o trabalho do especialista envolve o uso de premissas e métodos significativos; e (c) se o trabalho do especialista envolve o uso de dados-fonte significativos para o seu trabalho. Se o auditor determina que o trabalho do especialista do auditor não é adequado para fins da auditoria, deve: - estabelecer acordo com esse especialista sobre a natureza e a extensão do trabalho adicional a ser executado pelo especialista; ou - executar procedimentos adicionais de auditoria. O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação ma sua opinião, o auditor deve indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa opinião. r ESSA CAIt V^na prova! O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião, o auditor deve Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa opinião._____________________________ QUESTÕES COMENTADAS 1 - (ESAF / PMRJ / 2010) - A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria, é correto afirmar, exceto: A) na avaliação do trabalho do especialista, não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada. B) na emissão de parecer sem ressalva, o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. C) a certificação profissional, licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. D) a responsabilidade, quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados, é do especialista e não do auditor. E) É atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para os fins da auditoria. Comentários: Segundo a NBC TA 620, que trata da utilização do Trabalho de Especialistas, em muitos casos, o auditor pode testar os dados-fonte. Entretanto, em outros casos, quando a natureza dos dados-fonte usados pelo especialista do auditor é altamente técnica em relação à área do especialista, esse especialista pode testar os dados-fonte. Se o especialista do auditor testou os dados-fonte, uma maneira apropriada para o auditor avaliar a importância, integridade e precisão desses dados pode ser a indagação a esse especialista, ou a supervisão ou revisão dos testes aplicados por ele. Portanto, a letra A está errada, sendo o gabarito da questão. Todas as outras afirmativas estão corretas, segundo as normas vigentes atualmente. Resposta: A 2 - (ESAF/Pref. Natal/ATM/2008) - O auditor, ao realizar processo de auditoria na empresa Mother S.A., constata a existência de benefício de Previdência Privada concedido a seus funcionários. A empresa participa com 80% das contribuições totais, tendo pactuado em contrato a participação e a complementação das insuficiências de fundos. No intuito de aplicar os procedimentos de auditoria na área, a empresa de auditoria contrata firma especializada em cálculos atuariais, para verificação. Assim, a responsabilidade do auditor: A) limita-se aos trabalhos por ele efetuados, sendo a firma especializada responsável pelos trabalhos especiais, tendo o auditor que mencionar o nome da empresa responsável pelos trabalhos e os efeitos apurados. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 B) é igual à da empresa contratada, respondendo pelos erros ou fraudes que possam surgir, sendo obrigatória a menção da empresa contratada no parecer de auditoria. C) fica restrita à sua competência profissional, e, na ocorrência de emitir parecer sem ressalva, não poderá fazer referência do especialista no seu parecer. D) é compartilhada com a empresa contratada na avaliação das metodologias e técnicas utilizadas, respondendo tecnicamente pelos cálculos e valores apresentados nas demonstrações contábeis. E) está condicionada à escolha de empresa idônea e competente que não possua vínculo com a empresa auditada e que não tenha dependência, sendo a responsabilidade técnica e de avaliação de metodologias para avaliação dessa área de responsabilidade da empresa especializada. Comentários: As alternativas A e B estão incorretas, pois, segundo a NBC TA 620, o auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor. Além disso, o auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião, o auditor deve indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa opinião. A alternativa C está correta, e é o gabarito da questão. A alternativa D está incorreta, pois, como já vimos, não há um compartilhamento de responsabilidades, assumindo o auditor a responsabilidade integral pelos trabalhos, restrita à sua competência profissional. Outro erro da alternativa é afirmar que o auditor vai responder tecnicamente pelos dados apresentados nas demonstrações, o que é responsabilidade da administração da empresa auditada. A alternativa E está incorreta, pois a única restrição à responsabilidade do auditor é em relação a sua competência profissional. Resposta: C3 - (ESAF / SEFAZ-CE / 2006) - Quando da utilização de serviços de especialista, não há responsabilidade do auditor: A) em confirmar se o especialista é habilitado. B) em questionar a capacidade do especialista, desde que habilitado. c ) quando o especialista for funcionário da empresa auditada. D) se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa. E) em divulgar o fato em parecer sem ressalva. Comentários: Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 A única alternativa que não apresenta uma responsabilidade do auditor é a de letra E, pois, segundo a NBC TA 620, o auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada. Em relação ao tema, é importante deixar claro o que diz o item 3 da supracitada norma (grifamos): "O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor. No entanto, se o auditor, tendo utilizado o trabalho desse especialista e seguido esta Norma, concluir que o trabalho desse especialista é adequado para fins da auditoria, o auditor pode aceitar que as constatações ou conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada." Resposta: E 4 - (FCC / TRE-CE / 2012) - Para que a auditoria externa possa utilizar os trabalhos dos auditores internos é obrigatório que: A) as reuniões sejam aleatórias e sem previsão dos assuntos a serem tratados, mantendo assim a independência. B) haja subordinação dos auditores internos aos auditores externos. C) os trabalhos sejam desenvolvidos de acordo com as determinações da administração da empresa e dos órgãos de governança. D) a determinação da amostra, a seleção dos documentos e a revisão sejam feitas pela auditoria externa. E) avalie a objetividade da função da auditoria interna e a competência técnica dos auditores internos. Comentários: Para que ele se utilize do trabalho do auditor interno, o auditor externo deverá avaliar a competência técnica, a objetividade e a independência da auditoria interna da empresa auditada, dentre outros fatores. As outras alternativas estão incorretas e serão explicadas oportunamente. Resposta: E 5 - (CESPE/FUB-DF/2013) - O auditor independente assume a responsabilidade pela opinião de auditoria expressa, mas essa responsabilidade é mitigada ou compartilhada sempre que há utilização do trabalho feito pelos auditores internos. Comentários: Mesmo com a utilização de auditores internos a responsabilidade é integral do auditor independente. Resposta: E 6 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Com o objetivo de determinar se o trabalho dos auditores internos pode estar adequado para os fins Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 da auditoria, o auditor independente deve avaliar a competência desses auditores. Comentários: Exatamente. O auditor independente avalia a competência e a posição hierárquica do auditor interno na empresa, para concluir sobre a objetividade (imparcialidade) do auditor interno. Resposta: C 7 - (FGV / SEFAZ/RJ - Fiscal de Rendas / 2010) - O auditor independente, para determinar se o trabalho dos auditores internos é adequado, deve avaliar os aspectos relacionados nas alternativas a seguir, à exceção de um. Assinale-o. A) A objetividade da função de auditoria interna. B) A competência técnica dos auditores internos. C) A necessidade do uso do trabalho de especialistas para executar a auditoria interna. D) O zelo profissional demonstrado pelos auditores internos durante o trabalho. E) A comunicação eficaz entre os auditores internos e o auditor independente. Comentários: A NBC TA 610 vigente à época, norma técnica que trata da utilização do trabalho de auditoria interna estabelecia, em seu item 12, que, para determinar a adequação de trabalhos específicos executados pelos auditores internos para os seus objetivos como auditor independente, este deveria avaliar se: (a) o trabalho foi executado por auditores internos que tenham competência e treinamento técnicos adequados; (b) o trabalho foi adequadamente supervisionado, revisado e documentado; (c) foi obtida evidência de auditoria apropriada para permitir que os aup itores internos atinjam conclusões razoáveis; (d) as conclusões são apropriadas nas circunstâncias e quaisquer relatórios elaborados pelos auditores internos são consistentes com os resultados do trabalho executado; e (e) quaisquer exceções ou assuntos não usuais divulgados pelos auditores internos estão resolvidos adequadamente. Já o item A4 da mesma norma destacava que os fatores que podem afetar a determinação do auditor independente quanto a se é provável que o trabalho dos auditores internos seja adequado para os fins da auditoria incluem: objetividade, competência técnica, zelo profissional e comunicação. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Dessa forma, a alternativa "c" é a resposta da questão, uma vez que o auditor independente avaliará a necessidade do uso de especialista para a execução de sua própria auditoria e não da interna. Atualmente, após a revisão da NBC TA 610, conforme abordado na parte teórica, o auditor independente deve determinar se o trabalho da auditoria interna pode ser utilizado para os fins da auditoria, considerando o seguinte: (a) a extensão na qual a posição hierárquica da auditoria interna na organização e suas políticas e procedimentos propiciam objetividade dos auditores internos; (b) o nível de competência da função de auditoria interna; e (c) se a função de auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada, incluindo controle de qualidade. Resposta: C 8 - (FGV / SEAD-AP / 2010) - De acordo com a NBC TA 620, aprovada pela Resolução CFC n° 1230/09, que trata do uso do trabalho de especialistas, o auditor não deve assumir o seguinte procedimento: (A) determinar a natureza, o alcance e os objetivos do trabalho do especialista para fins da auditoria, devendo para tanto obter entendimento na área de especialização. (B) estabelecer acordo, por escrito, com o especialista por ele contratado, quando apropriado, sobre a natureza, o alcance e os objetivos do seu trabalho. (C) avaliar a adequação do trabalho do especialista, incluindo a relevância e a razoabilidade das suas constatações ou conclusões e a consistência com outras evidências de auditoria. (D) avaliar se o especialista possui competência, habilidades e objetividade necessárias na área de contabilidade e auditoria, condição indispensável para sua contratação. (E) determinar a necessidade de utilizar o trabalho do especialista para obter evidências de auditoria apropriada e suficiente, em área que não seja contabilidade e auditoria. Comentários: A norma supracitada trata da responsabilidade do auditor em relação ao trabalho de pessoa ou organização em área de especialização que não contabilidade ou auditoria, quando esse trabalho é utilizado para ajudar o auditor a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. Dessa forma, o especialista contratado pelo auditor não precisa ter conhecimento nessas duas áreas, pois subentende-se que opróprio auditor já é especialista nesta área. Todas as outras alternativas estão de acordo com a NBC TA 620. Resposta: D Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 2. Eventos Subsequentes Definições importantes para o tema: Data das demonstrações contábeis é a data de encerramento do último período coberto pelas demonstrações contábeis. Data de aprovação das demonstrações contábeis é a data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis. Data do relatório do auditor independente é a data do relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis de acordo com a NBC TA 700. Data de divulgação das demonstrações contábeis é a data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações contábeis auditadas são disponibilizados para terceiros. Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório._________ A Resolução CFC N°. 1.225/09 aprovou a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes -, que trata da responsabilidade do auditor independente em relação a eventos subsequentes na auditoria de demonstrações contábeis. De acordo com a norma, as demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das demonstrações contábeis. No Brasil, a NBC TG 24 - Evento Subsequente - analisa o tratamento nas demonstrações contábeis de evenRos, favoráveis ou não, ocorridos entre a data das demonstrações contábeis (mencionada como "data do balanço" nesse pronunciamento) e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. Essas estruturas costumam identificar dois tipos de eventos: (a) os que fornecem evidência de condições existentes na data das demonstrações contábeis; e (b) os que fornecem evidência de condições que surgiram após a data das demonstrações contábeis. Uma informação importante é que a NBC TA 700 - Formação da Opinião e Emissão do Relatório -, explica que a data do Relatório do Auditor Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Independente informa ao leitor que o auditor considerou o efeito dos eventos e transações dos quais o auditor se tornou ciente e que ocorreram até aquela data. tome nota! A data do Relatório do Auditor Independente informa ao leitor que o auditor considerou o efeito dos eventos e transações dos quais o auditor se tornou ciente e que ocorreram até aquela data.__________ Os objetivos do auditor em relação aos eventos subsequentes são: (a) obter evidência sobre se os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis, estão adequadamente refletidos; e (b) responder adequadamente aos fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de seu relatório, que, se fossem do seu conhecimento naquela data (do relatório), poderiam ter levado o auditor a alterá-lo. Devem ser considerados três momentos de eventos subsequentes: 1) Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente; 2) Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis; e 3) Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis. 2 - Após relatório e antes da divulgação das DC 3 - Após a divulgação das DC 1 - Entre data das DC e data do relatório Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Momento 1 - Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações foram identificados. Esses procedimentos devem cobrir o período entre a data das demonstrações e a data do seu relatório, ou o mais próximo possível dessa data. Se, em decorrência desses procedimentos, o auditor identificar eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações, o auditor independente deve determinar se cada um desses eventos está refletido de maneira apropriada nas demonstrações, de acordo com a estrutura conceitual aplicável. Dependendo da avaliação de risco do auditor independente, os procedimentos de auditoria requeridos podem incluir procedimentos necessários para obter evidência que envolva a revisão ou o teste de registros contábeis ou transações ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente. Além dos procedimentos de auditoria requeridos, o auditor independente pode considerar necessário e apropriado: • ler os últimos orçamentos disponíveis, previsões de fluxos de caixa e outros relatórios da administração relacionados de períodos posteriores à data das demonstrações contábeis; • indagar, ou estender as indagações anteriores verbais ou por escrito, aos consultores jurídicos sobre litígios e reclamações; ou • considerar a necessidade de representações formais que cubram determinados eventos subsequentes para corroborar outra evidência de auditoria e assim obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Momento 2 - Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterá-lo, ele deve: (a) discutir o assunto com a administração; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. Em geral, pode ser que não haja exigência da legislação ou regulamentação para que a administração reapresente demonstrações contábeis. Esse é frequentemente o caso quando a emissão das demonstrações contábeis para o período seguinte é iminente, desde que sejam feitas as divulgações apropriadas nessas demonstrações. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: 1 - aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstânciasda alteração; 2 - estender os procedimentos de auditoria mencionados até a data do novo relatório do auditor independente; e 3 - fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações alteradas. Caso a administração altere as demonstrações, o auditor deve: 1 - aplicar os procedimentos necessários; 2 - estender os procedimentos até a data do novo relatório; e 3 - fornecer novo relatório. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações alteradas.____________________ Se a administração puder restringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Nesses casos, o auditor deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente sobre os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações descritas na nota explicativa. Quando, nessas circunstâncias, o auditor alterar seu relatório para incluir data adicional, a data do relatório anterior à alteração subsequente feita pela administração permanece inalterada, pois essa data informa ao leitor quando o trabalho de auditoria para essas demonstrações contábeis foi concluído. Entretanto, é incluída data adicional no relatório do auditor independente para informar os usuários que os procedimentos posteriores àquela data restringiram-se à alteração subsequente das demonstrações contábeis. Segue exemplo desse tipo de data adicional: (Data do relatório do auditor independente), exceto para a Nota Y, que é de (data da conclusão dos procedimentos de auditoria restritos à alteração descrita na Nota Y)_____ Momento 3 - Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis Após a divulgação das demonstrações, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações; Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação; (c) alterar o relatório do auditor independente. Caso o relatório seja alterado, o auditor deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente. Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que receberam as demonstrações emitidas anteriormente sejam informados da situação e não altere as demonstrações nas circunstâncias em que o auditor considere necessário, o auditor independente deve tomar as medidas apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. QUESTÕES COMENTADAS 9 - (ESAF/RFB/2014) - A administração da empresa Elevação S.A. restringiu a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento subsequente que causou a alteração. A legislação vigente, à qual a empresa está subordinada, não proíbe a empresa de proceder desta forma. Nesta situação, o auditor deve alterar o relatório de auditoria para: A) retificar a data definitiva em que a empresa deverá fazer a publicação, ressalvando essa alteração nas demonstrações contábeis, sem emitir posição sobre o evento subsequente. B) incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente, sobre os eventos subsequentes, estão restritos unicamente às alfierações das demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa. C) substituir a data do término dos trabalhos, ressalvando o evento subsequente, mencionando a impossibilidade de avaliação dos impactos. D) adicionar parágrafo de outros assuntos, evidenciando o evento subsequente, mencionando a responsabilidade dos administradores sobre os efeitos desse novo evento. E) determinar a data de término dos trabalhos, evidenciando a reavaliação das demonstrações contábeis de forma completa e evidenciando que não há impactos nas demonstrações anteriormente apresentadas. Comentários: Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Segundo a NBC TA 560, se a administração puder restringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes. Nesses casos, o auditor deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente sobre os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações descritas na nota explicativa. Resposta: B 10 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa concorrente, Grandes após oNegócios S.A. adquiriu a principal encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria deve: A) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos. B) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante. c ) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. D) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis. E) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. Comentários: Segundo o item 11.16.3.2 da NBC T 11.16, que tratava de transações e eventos subsequentes, "quando, após a data do Parecer do auditor, mas antes da divulgação das Demonstrações Contábeis o auditor tomar conhecimento de fato que possa afetar de maneira relevante as Demonstrações Contábeis, ele deve decidir se elas devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias." (Grifos nossos). Portanto, a letra "e" foi retirada de maneira literal da norma supra, sendo a resposta da questão. Ressalta-se que, atualmente, a norma vigente paraque trata de eventos subsequentes é a NBC TA 560, que define esse tipo de evento como sendo aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Em relação ao disposto na questão, atualmente a norma vigente determina que auditor deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. Resposta: E 11 - (ESAF / SEFAZ-SP / 2009) - As seguintes opções constituem exemplos de transações e eventos subsequentes, exceto: A) perda em contas a receber decorrente de falência do devedor. B) alteração do controle societário. c ) aporte de recursos, inclusive como aumento de capital. D) destruição de estoques em decorrência de sinistro. e) variação sazonal dos custos com insumos. Comentários: De acordo com a NBC TA 560, as demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das demonstrações contábeis, e antes da emissão do relatório do auditor independente. De modo geral, são eventos favoráveis ou não à administração, mas imprevisíveis. Nesse sentido, a alternativa E apresenta um fato que poderia ter sido previsto, por ser constante - variação sazonal dos custos. As demais alternativas apresentam fatos que atendem à definição. Resposta: E 12 - (ESAF/Pref. Natal/ATM/2008) - Não corresponde a um ajuste nas demonstraçõesevento subsequente que gera financeiras: A) decisão definitiva de processo judicial, dando ganho ou perda da causa que represente valor relevante. B) perda de valor de investimentos, em decorrência do declínio do valor de mercado das ações. C) descoberta de erros ou fraudes posteriores, que afetam o resultado da empresa. D) determinação de valores referentes a pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificg ções assumidas legalmente e não formalizadas. E) ativos deteriorados, que constavam com valor significativo e que não foram ajustados. Comentários: A alternativa B é a única que apresenta um fato esperado - variação positiva ou negativa dos preços das ações. As demais alternativas corresponde a eventos subsequentes que geram ajustes nas demonstrações financeiras. Resposta: B 13 - (FCC/TRT 15a Região/2013) - A empresa Union S.A. após ter publicado suas demonstrações contábeis e o relatório de auditoria Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 externa percebeu que o inventário físico de bens patrimoniais, encerrado após a publicação das demonstrações, constatou a necessidade de contabilizar a baixa de R$ 4.500.000,00 de bens que já não tinham mais utilidade ou condições de uso e estavam registrados no Ativo Imobilizado. A direção determinou a abertura das demonstrações e a contabilização dos ajustes. O ajuste, representa do lucro líquido 50%. Nestas condições, deve o auditor externo: A) divulgar ao mercado que seus trabalhos foram realizados até data anterior aos novos fatos e as demonstrações contábeis, juntamente com o respectivo relatório foram emitidos com os fatos apresentados até esta data. B) executar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações e emitir relatório restrito à Administração sobre potenciais reflexos, cabendo a Administração decidir se deve republicar as demonstrações e o novo relatório de auditoria. C) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações, revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório foram informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório de auditoria. D) restringir-se aos trabalhos executados no período entre o início dos trabalhos e a divulgação das demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da Administração da Empresa o não reconhecimento dos fatos tempestivamente. E) emitir comunicado ao mercado que os trabalhos foram executados conforme informações apresentadas pela empresa e que não foi possível refazer os trabalhos em função da empresa não ter concordado com a complementação de honorários para execução do trabalho complementar. Comentários: Na nossa linha do tempo o momento apresentado pelo caput da questão é o 3, já que as demonstrações contábeis, juntamente com o relatório de auditoria, já foram divw lgadas. Como a administração alterou as DCs, o auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações, revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório foram informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório de auditoria. Resposta: C 14 - (FCC / TCE-SE / 2011) - Segundo a NBC TA 560, evento subsequente é aquele ocorrido entre a data: A) de elaboração das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 B) das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de divulgação das demonstrações contábeis. C) das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. D) de aprovação das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de aprovação das demonstrações contábeis. E) de aprovação das demonstrações contábeis e a data da de sua divulgação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de aprovação das demonstrações contábeis. Comentários: A NBC TA 560 define evento subsequente como "eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório". Portanto, questão literal da FCC retirada das novas normas técnicas de auditoria. Resposta: C 15 - (FCC / TCM-CE / 2010) - A utilização dos eventos subsequentes aplicados às contas de contas a pagar tem como objetivo: A) verificar se os valores pagos após a data de encerramento das demonstrações contábeis foram corretamente provisionados. B) avaliar as alterações significativas no fluxo dos procedimentos contábeis após o fechamento das demonstrações contábeis. C) complementar ou subsidiar os procedimentos de auditoria aplicados durante a avaliação dos saldos das demonstrações contábeis, a fim de concluir sobre a adequação do saldo da conta. D) certificar se os valores pagos foram efetivamente debitados em conta- corrente da empresa auditada. E) certificar se a contabilização dessas contas são corretas. Comentários: De acordo com a Resolução CFCN°. 1.225/09, que aprovou a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes -, as demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das demonstrações contábeis. Em relação às contas a pagar, o objetivo da apresentação de eventos subsequentes seria concluir sobre a adequação do saldo da conta. Assim, a única alternativa que completa o enunciado da questão é a de letra C, complementar ou subsidiar os procedimentos de auditoria aplicados durante a avaliação dos saldos das demonstrações, a fim de concluir sobre a adequação do saldo da conta. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Lembrem-se de que um dos objetivos do auditor em relação aos eventos subsequentes é obter evidência sobre se os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório, que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações, estão adequadamente refletidos. Resposta: C considerada evento das demonstrações 16 - (FCC / Pref. São Paulo / AFTM / 2007) - Considere as afirmações a seguir, relativas a transações e eventos subsequentes ao término do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas: I. A emissão de debêntures e ações não é subsequente relevante. II. Eventos subsequentes, após a divulgação contábeis, não devem ser considerados pelo auditor, uma vez que ele não pode emitir um novo parecer. III. Caso os eventos subsequentes não sejam revelados adequadamente pela companhia, o auditor deve mencioná-los, como ressalva ou em parágrafo de ênfase, em seu parecer (relatório). IV. A desapropriação de bens da companhia considerada um evento subsequente relevante. Está correto o que se afirma APENAS em A) I e II. B) I e III. c ) II e III. D) II e IV. E) III e IV. pelo Poder Público é Comentários: O item I está incorreto, pois a emissão de debêntures e ações deve ser considerada como relevante evento subsequente, se realizada após a data das demonstrações contábeis, por alterar o número disponível desses ativos no mercado. O item II está incorreto, por contrariar a definição de evento subsequente, em relação a eventos ocorridos após a data das demonstrações. O item III foi considerado correto pela banca, embora discordemos. Acontece que, se os eventos subsequentes não foram revelados nas demonstrações contábeis, não caberia mencioná-los em parágrafo de ênfase, pois esse parágrafo, segundo a NBC TA 706, é o parágrafo incluído no relatório de auditoria, referente a assunto "apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis", que assumem grande importância para o entendimento das demonstrações pelo usuário, no julgamento do auditor. Assim, caberia ao auditor mencionar esses eventos como ressalva. De qualquer forma, o item foi considerado como correto. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 O item IV está correto, por alterar a quantidade de ativos da Companhia, o que vai influenciar as demonstrações contábeis como um todo. Resposta: E 17 - (Pref. Jaboatão/AFTM/2006/FCC) - NÃO se caracterizam como eventos subsequentes, aqueles ocorridos: A) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. B) após o término do trabalho de campo, com a emissão do parecer, e a data da divulgação das demonstrações contábeis. C) durante o exercício social, mas contabilizados após o término do exercício social, como ajuste das demonstrações contábeis. D) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada. E) após a emissão do parecer pela firma de auditoria, antes da publicação das demonstrações contábeis. Comentários: Conforme verificado nesta aula, segundo a NBC TA 560, Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Â Término do Exercício Social Emissão do Relatório de Auditoria Divulgação das Demonstrações Devem ser considerados três momentos de eventos subsequentes: 1 - Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor im dependente; 2 - Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis; e 3 - Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis. Assim, eventos ocorridos durante o exercício social, ainda que contabilizados após o término do exercício social, não são considerados eventos subsequentes. Resposta: C 18 - (FGV / TCE-BA / 2013) - Quanto às transações e eventos subsequentes, analise as afirmativas a seguir. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 I. A decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que a entidade já tinha a obrigação presente ao final daquele período contábil, é um exemplo de evento subsequente que origina ajuste. II. A falência do cliente ocorrida após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que já existia uma inadimplência na conta a receber ao final daquele período, não habilita o ajuste no valor contábil da conta a receber. III. O evento subsequente à redução do valor de mercado de investimentos ocorrida no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis, não é passível de ajuste. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas Comentários: O item I está correto, pois traz um exemplo de evento subsequente e, como se refere a uma obrigação já existente antes do final do exercício, levará a um ajuste. O item II está errado, já que esse evento também deverá levar a um ajuste, ao contrário do que afirma o item. Por fim, o item III está certo, uma vez que essa alteração no valor de mercado de um investimento pode ser considerada normal (tanto pra cima quanto para baixo), não gerando ajustes nas demonstrações contábeis do ano anterior ao evento. Resposta: D - O período compreendido entre o a emissão do parecer é denominado período subsequente, e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria. Isso ocorre porque, dependendo da natureza e da materialidade dos eventos, ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos. Como exemplo disso, é possível citar perdas significativas em contas a receber e sentenças judiciais. Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis, é correto afirmar que: (a) O auditor não tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as demonstrações contábeis. (b) O parecer a ser emitido deverá obrigatoriamente estar enquadrado na modalidade "com ressalvas". (c) O auditor ficará impedido de emitir um parecer "sem ressalvas". 19 - (FGV / ACI-RJ / 2011) término do exercício social e Prof. RodrigoFontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (d) Ao tomar conhecimento, após a divulgação das demonstrações contábeis, de fato anterior à data de seu parecer que, se fosse conhecido, poderia tê-lo levado a emitir documento com conteúdo diverso do que foi, deverá decidir se as demonstrações contábeis precisarão de revisão. (e) Quando a administração alterar significativamente as demonstrações contábeis divulgadas, o auditor não deverá ignorar essas alterações, mesmo já tendo emitido seu parecer sobre elas. Comentários: Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve: (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações; e (b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação. Pelo exposto, a alternativa mais completa é a letra E pois, caso a administração altere as demonstrações o auditor passa a ter responsabilidade novamente na aplicação de procedimentos de auditoria. Resposta: E 20 - (FGV / SEAD-AP / 2010) - De acordo com a NBC TA 610 - Utilização do Trabalho de Auditoria Interna, aprovado pela Resolução 1229/09, o auditor, se após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado a sua alteração, deve: (A) manter o relatório sem qualquer alteração e comunicar o fato a administração para que, a seu critério, adote as medidas corretivas necessárias. (B) revisar as providências tomadas pela administração divulgando-as no âmbito interno da empresa juntamente com o seu relatório para que todos sejam informados da situação. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (C) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. (D) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações, ainda que a administração não altere as demonstrações contábeis. (E) deixar de executar qualquer procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório, mesmo que tome conhecimento de eventos subsequentes. Comentários: Embora o caput da questão trate da NBC TA 610, houve um erro, pois a questão aborda o tema Eventos Subsequentes (NBC TA 560). O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório, ele deve: (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança; (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo; (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. Resposta: C 21 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - No processo de auditoria podem ocorrer situações de novos fatos chegarem ao conhecimento do auditor independente, mesmo após a data do seu relatório, porém antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto: 1. O auditor independente não tem nenhuma obrigação em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. 2. O auditor independente tem a obrigação de determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, deve indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 3. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, em função da determinação do auditor independente, este deve fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A) É correta apenas a afirmativa 1. B) É correta apenas a afirmativa 2. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 C) E correta apenas a afirmativa 3. D) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3. E) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3. Comentários: Praticamente literal da NBC TA 560, que trata de eventos subsequentes. O auditor independente tem sim obrigação em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório, caso elas sejam modificadas. Resposta: E 22 - (FUNDATEC/CAGE-RS/2014) - De acordo com o que estabelece a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes, qual das situações abaixo melhor representa a data da autorização para conclusão das demonstrações financeiras? A) Quando o departamento contábil conclui a minuta das demonstrações contábeis. B) Quando a Administração examina as demonstrações e autoriza a sua emissão em forma final. C) Quando os membros do conselho de administração se reúnem com os auditores independentes e aprovam as demonstrações financeiras a serem publicadas. D) Quando os auditores independentes emitem seu relatório sobre as demonstrações contábeis. E) Quando as demonstrações contábeis são formalmente aprovadas pelos acionistas na sua reunião anual. Comentários: Segundo a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes, item A2, "A data de aprovação das demonstrações contábeis para fins das normas de auditoria é a primeira data em que as pessoas com autoridade reconhecida determinam que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis, incluindo as notas explicativas, foram elaborados e que as pessoas cfflm autoridade reconhecida assumiram responsabilidade por essas demonstrações contábeis". Assim, a alternativa que melhor se coaduna com o disposto na norma é a de letra B. Resposta: B 23 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) - O auditor independente da Companhia AZ tomou conhecimento de fatos relacionados a ela após a data do seu relatório, contudo antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Caso esses fatos fossem do seu conhecimento na data da emissão do relatório, poderiam tê-lo alterado. Quando a administração decide alterar as demonstrações contábeis, o auditor deve: Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br33 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 A) Aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração. B) Não fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. C) Fornecer novo relatório do auditor independente, com data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. D) Comunicar aos órgãos de fiscalização. e) Convocar uma assembleia geral. Comentários: A questão trata de eventos subsequentes. O auditor já emitiu seu relatório mas este ainda não foi divulgado, juntamente com as demonstrações contábeis. Nesse caso, ele não tem mais obrigação de executar qualquer procedimento. Entretanto, se a administração alterar essas demonstrações, ele passa a ter responsabilidade em executar procedimentos de auditoria nos pontos alterados. Resposta: A 3. Estimativas contábeis Definições importantes para o tema: Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas. Estimativa pontual ou intervalo é o valor, ou intervalo de valores, respectivamente, derivado de evidências de auditoria para uso na avaliação da estimativa pontual da administração. Incerteza de estimativa é a suscetibilidade da estimativa contábil e das respectivas divulgações à falta de precisão inerente em sua mensuração. Tendenciosidade da administração é a falta de neutralidade da administração na elaboração e apresentação de informações. Estimativa pontual da administração é o valor selecionado pela administração para registro ou divulgação nas demonstrações contábeis como estimativa contábil. Desfecho de estimativa contábil é o valor monetário real resultante da resolução da transação, evento ou condição de que trata a estimativa contábil._________ Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 A NBC TA 540 trata da responsabilidade do auditor independente em relação a estimativas contábeis, incluindo estimativas contábeis do valor justo e respectivas divulgações em auditoria de demonstrações contábeis. Mas o que é estimativa contábil? Alguns itens das demonstrações contábeis não podem ser mensurados com precisão pela administração, mas podem ser apenas estimados. Para o CFC, essa forma de mensuração desses itens das demonstrações contábeis é denominada estimativa contábil. A natureza e a confiabilidade das informações disponíveis para a administração para suportar a elaboração de estimativa contábil variam significativamente, afetando o grau de incerteza associada às estimativas contábeis, o que, por sua vez, afeta os riscos de distorção relevante de estimativas. O objetivo da mensuração de estimativas contábeis pode variar dependendo da estrutura de relatório financeiro aplicável e do item financeiro que está sendo relatado. Em alguns casos, é prever o desfecho de uma ou mais transações, eventos ou condições que dão origem à necessidade de estimativas contábeis. Para outras estimativas contábeis, o objetivo da mensuração é diferente, e é expresso em termos do valor da transação corrente ou um item das demonstrações baseado nas condições vigentes na data da mensuração, como preço de mercado estimado para um tipo de ativo ou passivo específico. Mas atenção: uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações. Este é especialmente o caso para estimativas contábeis ao valor justo, pois qualquer desfecho observado é invariavelmente afetado por eventos ou condições posteriores à data em que a mensuração é estimada para fins das demonstrações contábeis. O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre: (a) se as estimativas contábeis registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis são razoáveis; e (b) se as respectivas divulgações são adequadas, no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável - RFA. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Como vimos no quadro apresentado no começo do item, para a NBC TA 540, Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas. Se, no julgamento do auditor, a administração não tratou adequadamente os efeitos da incerteza de estimativa das estimativas contábeis que geram riscos significativos, o auditor deve, se necessário, desenvolver um intervalo para avaliar a razoabilidade da estimativa contábil. O auditor deve avaliar, com base nas evidências de auditoria, se as estimativas contábeis nas demonstrações são razoáveis no contexto da estrutura de RFA ou se apresentam distorção. Deve, ainda, obter evidência se as divulgações nas demonstrações, relacionadas com estimativas contábeis, estão de acordo com as exigências da estrutura de relatório financeiro aplicável. Uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações, já que estamos tratando de estimativas. Indicadores de possível tendenciosidade da administração O auditor deve revisar os julgamentos e decisões feitas pela administração na elaboração de Estimativas contábeis para identificar se há indicadores de possível tendenciosidade da administração. Devemos ressaltar que indicadores de possível tendenciosidade da administração não constituem, por si só, distorções para concluir sobre a razoabilidade de estimativas contábeis individuais. Alguns exemplos que podemos citar desses tipos de indicadores de possível tendenciosidade da administração com relação a estimativas contábeis são: s Mudanças em estimativa contábil ou no método de elaboração, quando a administração fez uma avaliação subjetiva de que houve mudança nas circunstâncias. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 s Utilização das premissas da própria entidade para estimativas contábeis do valor justo quando eles são inconsistentes com premissas do mercado observáveis. s Seleção ou elaboração de premissas significativas que produzem uma estimativa pontual favorável para os objetivos da administração. s Seleção de estimativa pontual que pode indicar um padrão de otimismo ou pessimismo. QUESTÕES COMENTADAS 24 - (ESAF / RFB / 2014) - Em relação às estimativas contábeis realizadas pela empresa auditada, o auditor independente deve: a) sempre que constatar possível tendenciosidade da administração, concluir que as estimativas contábeis estão inadequadas, ressalvando o relatório. b) periodicamente exigir da administração e de seus advogados carta de responsabilidade pelas estimativas efetuadas, eximindo a auditoria de avaliar os cálculos e premissas. c) revisar os julgamentose decisões feitos pela administração na elaboração destas estimativas contábeis, para identificar se há indicadores de possível tendenciosidade da administração. d) reavaliar as premissas e cálculos e, quando discordar, determinar a modificação dos valores contabilizados, sob pena de não emitir o relatório de auditoria. e) aceitar os valores apresentados, por serem subjetivos e de responsabilidade da administração e de seus consultores jurídicos ou áreas afins. Comentários: Questão direta, cobrando conhecimentos da NBC TA 540. Segundo essa norma "o auditor deve revisar os julgamentos e decisões feitas pela administração na elaboração de estimativas contábeis para identificar se há indicadores de possível tendenciosidade da administração." O erro da letra A está em dizer que o auditor irá ressalvar o seu relatório caso constate uma possível tendenciosidade da administração, pois indicadores de possível tendenciosidade não constituem, por si só, distorções para concluir sobre a razoabilidade de estimativas contábeis individuais. A alternativa B está incorreta, já que o auditor deve sim avaliar os cálculos e premissas utilizadas pela administração. Quando o auditor discordar das premissas e dos cálculos ele deve discutir o assunto com a administração, e isso pode gerar uma modificação na opinião do auditor, caso ele não concorde com as Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 estimativas e a administração não as modifique, mas isso não fará com que ele não emita seu relatório. Dessa forma, a letra D está errada. Por fim, a letra E também está incorreta, pois o auditor não pode simplesmente aceitar os valores de estimativas contábeis apresentados pela administração. Deve avaliar sua razoabilidade. Resposta: C 25 - (ESAF / SUSEP / 2010) - As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: A) dos auditores externos. B) dos advogados. c ) da auditoria interna. D) do conselho de administração. E) da administração da empresa. Comentários: Estimativa contábil, segundo a NBC TA 540, que trata do tema, é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Essas estimativas são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. Portanto, questão bastante direta, cuja resposta é a letra "e". Resposta: E 26 - (ESAF / RFB / 2009) - O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: A) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. B) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores re gistrados. C) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. D) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. E) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. Comentários: Erros das alternativas: A - os critérios devem ser estabelecidos pela administração, não pelo auditor. B - por tratarmos de estimativas, não há necessidade de garantia dos valores registrados. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 C - uma diferença entre o desfecho da estimativa e o valor originalmente divulgado não representa necessariamente uma distorção. D - não cabe ao auditor estabelecer os critérios para o estabelecimento das estimativas. E - alternativa correta, por ser a única possível ao auditor. Resposta: E - Com relação às estimativas contábeis objeto da auditoria, podemos afirmar A) são de responsabilidade do auditor da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos requerendo o seu julgamento. B) o auditor não tem responsabilidade de certificar-se dos procedimentos e métodos utilizados pela entidade para determinação das estimativas. C) o auditor não deve basear-se em posições de períodos anteriores da empresa para não se influenciar por efeitos passados. D) o auditor pode basear-se em conhecimentos básicos e incompletos dos controles internos e procedimentos da entidade. E) o auditor deve assegurar-se da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem relevantes. 27 - (ESAF / CGU / 2006) praticadas pela empresa que: Comentários: Vamos aos erros. As estimativas contábeis são de responsabilidade da empresa e não do auditor. Entretanto, este deve sim certificar-se dos procedimentos e métodos utilizados pela entidade para determinação das estimativas. Portanto, as letras A e B estão incorretas. Além disso, o auditor deve revisar o desfecho das estimativas contábeis incluídas nas demonstrações contábeis do período anterior ou, quando aplicável, seus recálculos posteriores para o período corrente. Dessa forma, a alternativa C também está errada. O auditor pode se basear em conhecimentos completos e não incompletos do controle interno da entidade auditada, sendo a letra D também incorreta. Por fim, a letra E está correta, sendo o gabarito da questão. Resposta: E 28 - (FCC/TRT 15a Região/2013) - NÃO é um indicador de possível tendenciosidade da Administração, com relação a estimativas contábeis: A) mudanças em estimativa contábil ou no método de elaboração da demonstração contábil, quando a Administração fez uma avaliação subjetiva de que houve mudança nas circunstâncias. B) utilização das premissas da própria entidade para estimativas contábeis do valor justo, quando eles são inconsistentes com premissas do mercado observáveis. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 C) seleção ou elaboração de premissas significativas que produzem uma estimativa pontual favorável para os objetivos da Administração. D) dimensionamento da provisão para contingências tributárias fundamentada na posição de probabilidade de sucesso dos processos apresentada pelos advogados da empresa. E) seleção de estimativa pontual, que pode indicar um padrão de otimismo ou pessimismo. Comentários: Tendenciosidade da administração é a falta de neutralidade da administração na elaboração e apresentação de informações. Nesse sentido, nota-se que a FCC retirou as letras A, B, C e E de forma literal da NBC TA 540, conforme vimos na parte teórica. A letra D, gabarito da questão, não é um indicador de tendenciosidade da Administração, pois a alternativa deixa claro que o fundamento utilizado por ela foi baseado na posição de probabilidade de sucesso dos processos, realizada pelos advogados. Resposta: D 29 - (CETRO / ISS-SP / 2014) - Devido às incertezas inerentes nas atividades de negócios, alguns itens das demonstrações contábeis podem ser apenas estimados com maior ou menor grau de dificuldade. Quanto às estimativas contábeis, é correto afirmar que a responsabilidade, pela sua definição, é A) do Auditor, que deve demonstrar à administração da empresa os procedimentosadotados para o seu cálculo. B) dos advogados, que devem demonstrar à administração da empresa os procedimentos adotados para o seu cálculo. C) dos advogados, que devem demonstrar ao Auditor os procedimentos adotados para o seu cálculo. D) da administração, que deve demonstrar ao Auditor os procedimentos adotados para o seu cálculo. E) do Auditor, que deve demonstrar aos advogados os procedimentos adotados para o seu cálculo. Comentários: A NBC TA 540, norma que trata de Estimativas Contábeis, é bem clara em relação à responsabilidade pela definição dessas estimativas: é da administração. O auditor deverá avaliar a razoabilidade dessas estimativas, a partir da demonstração, por parte da administração, do embasamento para aqueles valores estimados. Resposta: D 30 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) - Os requisitos relacionados com a auditoria do processo de estimativas a que os auditores devem atender, segundo a NBC TA 540 - Auditoria de estimativas Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 contábeis, inclusive do valor justo e divulgações relacionadas, são as seguintes, com EXCEÇÃO de: A) Avaliação da razoabilidade da estimativa contábil. B) Documentação das conclusões relativas à estimativa contábil. c ) Entendimento dos procedimentos de avaliação de risco e atividade relacionadas, desenvolvidos pela entidade. D) Representações formais. E) Aceitação e continuidade. Comentários: Segundo a NBC TA 540, são os seguintes requisitos: s Procedimentos de avaliação de risco e atividades relacionadas. s Identificação e avaliação de riscos de distorção relevante. s Respostas aos riscos identificados de distorção relevante. s Procedimentos substantivos adicionais para responder a riscos significativos. s Avaliação da razoabilidade da estimativa contábil e determinação de distorção. s Divulgações relacionadas com estimativa contábil. s Indicadores de possível tendenciosidade da administração. s Representações formais. s Documentação. Portanto, questão quase literal. Aceitação e continuidade não se referem a requisitos relacionados às estimativas contábeis. Resposta: E Bom pessoal, por hoje é isso. Segue, a partir de agora, a relação de questões comentadas durante a aula, a fim de que possam resolver as questões sem os comentários, como um simulado. O gabarito está ao final. Até a próxima aula e bons estudos! Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 HORA DE praticar! 1 - (ESAF / PMRJ / 2010) - A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria, é correto afirmar, exceto: A) na avaliação do trabalho do especialista, não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada. B) na emissão de parecer sem ressalva, o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. C) a certificação profissional, licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. D) a responsabilidade, quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados, é do especialista e não do auditor. E) É atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para os fins da auditoria. 2 - (ESAF/Pref. Natal/ATM/2008) O auditor, ao realizar processo de auditoria na empresa Mother S.A., constata a existência de benefício de Previdência Privada concedido a seus funcionários. A empresa participa com 80% das contribuições totais, tendo pactuado em contrato a participação e a complementação das insuficiências de fundos. No intuito de aplicar os procedimentos de auditoria na área, a empresa de auditoria contrata firma especializada em cálculos atuariais, para verificação. Assim, a responsabilidade do auditor: A) limita-se aos trabalhos por ele efetuados, sendo a firma especializada responsável pelos trabalhos especiais, tendo o auditor que mencionar o nome da empresa responsável pelos trabalhos e os efeitos apurados. B) é igual à da empresa contratada, respondendo pelos erros ou fraudes que possam surgir, sendo obrigatória a menção da empresa contratada no parecer de auditoria. C) fica restrita à sua competência profissional, e, na ocorrência de emitir parecer sem ressalva, não poderá fazer referência do especialista no seu parecer. D) é compartilhada com a empresa contratada na avaliação das metodologias e técnicas utilizadas, respondendo tecnicamente pelos cálculos e valores apresentados nas demonstrações contábeis. E) está condicionada à escolha de empresa idônea e competente que não possua vínculo com a empresa auditada e que não tenha dependência, Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 sendo a responsabilidade técnica e de avaliação de metodologias para avaliação dessa área de responsabilidade da empresa especializada. 3 - (ESAF / SEFAZ-CE / 2006) - Quando da utilização de serviços de especialista, não há responsabilidade do auditor: A) em confirmar se o especialista é habilitado. B) em questionar a capacidade do especialista, desde que habilitado. c ) quando o especialista for funcionário da empresa auditada. D) se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa. E) em divulgar o fato em parecer sem ressalva. 4 - (FCC / TRE-CE / 2012) - Para que a auditoria externa possa utilizar os trabalhos dos auditores internos é obrigatório que: A) as reuniões sejam aleatórias e sem previsão dos assuntos a serem tratados, mantendo assim a independência. B) haja subordinação dos auditores internos aos auditores externos. C) os trabalhos sejam desenvolvidos de acordo com as determinações da administração da empresa e dos órgãos de governança. D) a determinação da amostra, a seleção dos documentos e a revisão sejam feitas pela auditoria externa. E) avalie a objetividade da função da auditoria interna e a competência técnica dos auditores internos. 5 - (CESPE/FUB-DF/2013) - O auditor independente assume a responsabilidade pela opinião de auditoria expressa, mas essa responsabilidade é mitigada ou compartilhada sempre que há utilização do trabalho feito pelos auditores internos. 6 - (CESPE/FUB-DF/2013) - Com o objetivo de determinar se o trabalho dos auditores internos pode estar adequado para os fins da auditoria, o auditor independente deve avaliar a competência desses auditores. 7 - (FGV / SEFAZ/RJ - Fiscal de Rendas / 2010) - O auditor independente, para determinar se o trabalho dos auditores internos é adequado, deve avaliar os aspectos relacionados nas alternativas a seguir, à exceção de um. Assinale-o. A) A objetividade da função de auditoria interna. B) A competência técnica dos auditores internos. C) A necessidade do uso do trabalho de especialistas para executar a auditoria interna. D) O zelo profissional demonstrado pelos auditores internos durante o trabalho. E) A comunicação eficaz entre os auditores internos e o auditor independente. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Estratégia C O N C U R S O S * * 8 - (FGV / SEAD-AP / 2010) - De acordo com a NBC TA 620, aprovada pela Resolução CFC n° 1230/09, que trata do uso do trabalho de especialistas, o auditor não deve assumir o seguinte procedimento:(A) determinar a natureza, o alcance e os objetivos do trabalho do especialista para fins da auditoria, devendo para tanto obter entendimento na área de especialização. (B) estabelecer acordo, por escrito, com o especialista por ele contratado, quando apropriado, sobre a natureza, o alcance e os objetivos do seu trabalho. (C) avaliar a adequação do trabalho do especialista, incluindo a relevância e a razoabilidade das suas constatações ou conclusões e a consistência com outras evidências de auditoria. (D) avaliar se o especialista possui competência, habilidades e objetividade necessárias na área de contabilidade e auditoria, condição indispensável para sua contratação. (E) determinar a necessidade de utilizar o trabalho do especialista para obter evidências de auditoria apropriada e suficiente, em área que não seja contabilidade e auditoria. Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 9 - (ESAF/RFB/2014) - A administração da empresa Elevação S.A. restringiu a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento subsequente que causou a alteração. A legislação vigente, à qual a empresa está subordinada, não proíbe a empresa de proceder desta forma. Nesta situação, o auditor deve alterar o relatório de auditoria para: A) retificar a data definitiva em que a empresa deverá fazer a publicação, ressalvando essa alteração nas demonstrações contábeis, sem emitir posição sobre o evento subsequente. B) incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos do auditor independente, sobre os eventos subsequentes, estão restritos unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa. C) substituir a data do término dos trabalhos, ressalvando o evento subsequente, mencionando a impossibilidade de avaliação dos impactos. D) adicionar parágrafo de outros assuntos, evidenciando o evento subsequente, mencionando a responsabilidade dos administradores sobre os efeitos desse novo evento. E) determinar a data de término dos trabalhos, evidenciando a reavaliação das demonstrações contábeis de forma completa e evidenciando que não há impactos nas demonstrações anteriormente apresentadas. 10 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria deve: A) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos. B) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante. c ) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. D) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis. E) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. 11 - (ESAF / SEFAZ-SP / 2009) - As seguintes opções constituem exemplos de transações e eventos subsequentes, exceto: A) perda em contas a receber decorrente de falência do devedor. B) alteração do controle societário. C) aporte de recursos, inclusive como aumento de capital. D) destruição de estoques em decorrência de sinistro. E) variação sazonal dos custos com insumos. 12 - (ESAF/Pref. Natal/ATM/2008) - Não corresponde a um evento subsequente que gera ajuste nas demonstrações financeiras: A) decisão definitiva de processo judicial, dando ganho ou perda da causa que represente valor relevante. B) perda de valor de investimentos, em decorrência do declínio do valor de mercado das ações. C) descoberta de erros ou fraudes posteriores, que afetam o resultado da empresa. D) determinação de valores referentes a pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações assumidas legalmente e não formalizadas. E) ativos deteriorados, que constavam com valor significativo e que não foram ajustados. 13 - (FCC/TRT 15a Região/2013) - A empresa Union S.A. após ter publicado suas demonstrações contábeis e o relatório de auditoria externa percebeu que o inventário físico de bens patrimoniais, encerrado após a publicação das demonstrações, constatou a necessidade de contabilizar a baixa de R$ 4.500.000,00 de bens que já não tinham mais utilidade ou condições de uso e estavam registrados no Ativo Imobilizado. A direção determinou a abertura das demonstrações e a contabilização dos ajustes. O ajuste, representa do lucro líquido 50%. Nestas condições, deve o auditor externo: A) divulgar ao mercado que seus trabalhos foram realizados até data anterior aos novos fatos e as demonstrações contábeis, juntamente com o Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 respectivo relatório foram emitidos com os fatos apresentados até esta data. B) executar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações e emitir relatório restrito à Administração sobre potenciais reflexos, cabendo a Administração decidir se deve republicar as demonstrações e o novo relatório de auditoria. C) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações, revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório foram informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório de auditoria. D) restringir-se aos trabalhos executados no período entre o início dos trabalhos e a divulgação das demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da Administração da Empresa o não reconhecimento dos fatos tempestivamente. E) emitir comunicado ao mercado que os trabalhos foram executados conforme informações apresentadas pela empresa e que não foi possível refazer os trabalhos em função da empresa não ter concordado com a complementação de honorários para execução do trabalho complementar. 14 - (FCC / TCE-SE / 2011) - Segundo a NBC TA 560, evento subsequente é aquele ocorrido entre a data: A) de elaboração das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. B) das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de divulgação das demonstrações contábeis. C) das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. D) de aprovação das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de aprolação das demonstrações contábeis. E) de aprovação das demonstrações contábeis e a data da de sua divulgação e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de aprovação das demonstrações contábeis. 15 - (FCC / TCM-CE / 2010) - A utilização dos eventos subsequentes aplicados às contas de contas a pagar tem como objetivo: A) verificar se os valores pagos após a data de encerramento das demonstrações contábeis foram corretamente provisionados. B) avaliar as alterações significativas no fluxo dos procedimentos contábeis após o fechamento das demonstrações contábeis.Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 C) complementar ou subsidiar os procedimentos de auditoria aplicados durante a avaliação dos saldos das demonstrações contábeis, a fim de concluir sobre a adequação do saldo da conta. D) certificar se os valores pagos foram efetivamente debitados em conta- corrente da empresa auditada. E) certificar se a contabilização dessas contas são corretas. considerada evento das demonstrações 16 - (FCC / Pref. São Paulo / AFTM / 2007) - Considere as afirmações a seguir, relativas a transações e eventos subsequentes ao término do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas: I. A emissão de debêntures e ações não é subsequente relevante. II. Eventos subsequentes, após a divulgação contábeis, não devem ser considerados pelo auditor, uma vez que ele não pode emitir um novo parecer. III. Caso os eventos subsequentes não sejam revelados adequadamente pela companhia, o auditor deve mencioná-los, como ressalva ou em parágrafo de ênfase, em seu parecer (relatório). IV. A desapropriação de bens da companhia considerada um evento subsequente relevante. Está correto o que se afirma APENAS em A) I e II. B) I e III. c ) II e III. D) II e IV. E) III e IV. pelo Poder Público é 17 - (Pref. Jaboatão/AFTM/2006/FCC) - NÃO se caracterizam como eventos subsequentes, aqueles ocorridos: A) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. B) após o término do trabalho de campo, com a emissão do parecer, e a data da divulgação das demonstrações contábeis. C) durante o exercício social, mas contabilizados após o término do exercício social, como ajuste das demonstrações contábeis. D) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada. E) após a emissão do parecer pela firma de auditoria, antes da publicação das demonstrações contábeis. 18 - (FGV / TCE-BA / 2013) - Quanto às transações e eventos subsequentes, analise as afirmativas a seguir. I. A decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que a entidade já tinha a obrigação presente ao final daquele período contábil, é um exemplo de evento subsequente que origina ajuste. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 II. A falência do cliente ocorrida após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que já existia uma inadimplência na conta a receber ao final daquele período, não habilita o ajuste no valor contábil da conta a receber. III. O evento subsequente à redução do valor de mercado de investimentos ocorrida no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis, não é passível de ajuste. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas - O período compreendido entre o a emissão do parecer é denominado período subsequente, e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria. Isso ocorre porque, dependendo da natureza e da materialidade dos eventos, ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos. Como exemplo disso, é possível citar perdas significativas em contas a receber e sentenças judiciais. Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis, é correto afirmar que: (a) O auditor não tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as demonstrações contábeis. (b) O parecer a ser emitido deverá obrigatoriamente estar enquadrado na modalidade "com ressalvas". (c) O auditor ficará impedido de emitir um parecer "sem ressalvas". (d) Ao tomar conhecimento, após a divulgação das demonstrações contábeis, de fato anterior à data de seu parecer que, se fosse conhecido, poderia tê-lo levado a emitir documento com conteúdo diverso do que foi, deverá decidir se as demonstrações contábeis precisarão de revisão. (e) Quando a administração alterar significativamente as demonstrações contábeis divulgadas, o auditor não deverá ignorar essas alterações, mesmo já tendo emitido seu parecer sobre elas. 19 - (FGV / ACI-RJ / 2011) término do exercício social e 20 - (FGV / SEAD-AP / 2010) - De acordo com a NBC TA 610 - Utilização do Trabalho de Auditoria Interna, aprovado pela Resolução 1229/09, o auditor, se após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado a sua alteração, deve: (A) manter o relatório sem qualquer alteração e comunicar o fato a administração para que, a seu critério, adote as medidas corretivas necessárias. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 (B) revisar as providências tomadas pela administração divulgando-as no âmbito interno da empresa juntamente com o seu relatório para que todos sejam informados da situação. (C) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. (D) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações, ainda que a administração não altere as demonstrações contábeis. (E) deixar de executar qualquer procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório, mesmo que tome conhecimento de eventos subsequentes. 21 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - No processo de auditoria podem ocorrer situações de novos fatos chegarem ao conhecimento do auditor independente, mesmo após a data do seu relatório, porém antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto: 1. O auditor independente não tem nenhuma obrigação em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. 2. O auditor independente tem a obrigação de determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, deve indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. 3. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, em função da determinação do auditor independente, este deve fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A) É correta apenas a afirmativa 1. B) É correta apenas a afirmativa 2. c ) É correta apenas a afirmativa 3 D) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3. E) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3. 22 - (FUNDATEC/CAGE-RS/2014) - De acordo com o que estabelece a NBC TA 560 - Eventos Subsequentes, qual das situações abaixo melhor representa a data da autorização para conclusão das demonstrações financeiras? A) Quando o departamento contábil conclui a minuta das demonstrações contábeis. B) Quando a Administração examina as demonstrações e autoriza a suaemissão em forma final. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 C) Quando os membros do conselho de administração se reúnem com os auditores independentes e aprovam as demonstrações financeiras a serem publicadas. D) Quando os auditores independentes emitem seu relatório sobre as demonstrações contábeis. E) Quando as demonstrações contábeis são formalmente aprovadas pelos acionistas na sua reunião anual. 23 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) - O auditor independente da Companhia AZ tomou conhecimento de fatos relacionados a ela após a data do seu relatório, contudo antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Caso esses fatos fossem do seu conhecimento na data da emissão do relatório, poderiam tê-lo alterado. Quando a administração decide alterar as demonstrações contábeis, o auditor deve: A) Aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração. B) Não fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. C) Fornecer novo relatório do auditor independente, com data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. D) Comunicar aos órgãos de fiscalização. e) Convocar uma assembleia geral. 24 - (ESAF / RFB / 2014) - Em relação às estimativas contábeis realizadas pela empresa auditada, o auditor independente deve: a) sempre que constatar possível tendenciosidade da administração, concluir que as estimativas contábeis estão inadequadas, ressalvando o relatório. b) periodicamente exigir da administração e de seus advogados carta de responsabilidade pelas estimativas efetuadas, eximindo a auditoria de avaliar os cálculos e premissas. c) revisar os julgamentos e decisões feitos pela administração na elaboração destas estimativas contábeis, para identificar se há indicadores de possível tendenciosidade da administração. d) reavaliar as premissas e cálculos e, quando discordar, determinar a modificação dos valores contabilizados, sob pena de não emitir o relatório de auditoria. e) aceitar os valores apresentados, por serem subjetivos e de responsabilidade da administração e de seus consultores jurídicos ou áreas afins. 25 - (ESAF / SUSEP / 2010) - As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: A) dos auditores externos. B) dos advogados. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM C) da auditoria interna. D) do conselho de administração. E) da administração da empresa. Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 26 - (ESAF / RFB / 2009) - O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: A) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. B) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. C) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. D) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. E) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. - Com relação às estimativas contábeis objeto da auditoria, podemos afirmar A) são de responsabilidade do auditor da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos requerendo o seu julgamento. B) o auditor não tem responsabilidade de certificar-se dos procedimentos e métodos utilizados pela entidade para determinação das estimativas. C) o auditor não deve basear-se em posições de períodos anteriores da empresa para não se influenciar por efeitos passados. D) o auditor pode basear-se em conhecimentos básicos e incompletos dos controles internos e procedimentos da entidade. E) o auditor deve assegurar-se da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem relevantes. 27 - (ESAF / CGU / 2006) praticadas pela empresa que: 28 - (FCC/TRT 15a Região/2013) da NAO e um indicador de Administração, com relação apossível tendenciosidade estimativas contábeis: A) mudanças em estimativa contábil ou no método de elaboração da demonstração contábil, quando a Administração fez uma avaliação subjetiva de que houve mudança nas circunstâncias. B) utilização das premissas da própria entidade para estimativas contábeis do valor justo, quando eles são inconsistentes com premissas do mercado observáveis. C) seleção ou elaboração de premissas significativas que produzem uma estimativa pontual favorável para os objetivos da Administração. D) dimensionamento da provisão para contingências tributárias fundamentada na posição de probabilidade de sucesso dos processos apresentada pelos advogados da empresa. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 E) seleção de estimativa pontual, que pode indicar um padrão de otimismo ou pessimismo. 29 - (CETRO / ISS-SP / 2014) - Devido às incertezas inerentes nas atividades de negócios, alguns itens das demonstrações contábeis podem ser apenas estimados com maior ou menor grau de dificuldade. Quanto às estimativas contábeis, é correto afirmar que a responsabilidade, pela sua definição, é A) do Auditor, que deve demonstrar à administração da empresa os procedimentos adotados para o seu cálculo. B) dos advogados, que devem demonstrar à administração da empresa os procedimentos adotados para o seu cálculo. C) dos advogados, que devem demonstrar ao Auditor os procedimentos adotados para o seu cálculo. D) da administração, que deve demonstrar ao Auditor os procedimentos adotados para o seu cálculo. E) do Auditor, que deve demonstrar aos advogados os procedimentos adotados para o seu cálculo. 30 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) - Os requisitos relacionados com a auditoria do processo de estimativas a que os auditores devem atender, segundo a NBC TA 540 - Auditoria de estimativas contábeis, inclusive do valor justo e divulgações relacionadas, são as seguintes, com EXCEÇÃO de: A) Avaliação da razoabilidade da estimativa contábil. B) Documentação das conclusões relativas à estimativa contábil. C) Entendimento dos procedimentos de avaliação de risco e atividade relacionadas, desenvolvidos pela entidade. D) Representações formais. E) Aceitação e continuidade. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A C E E E C C D B E 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 E B C C C E C D E C 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 E B A C E E E D D E Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM Curso de Auditoria para RFB - 2015 Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Fontenelle - Aula 06 Referências utilizadas na elaboração das aulas ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010. ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. ________. Auditoria Interna. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. BRITO, Claudenir; FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria privada e governamental: Teoria de forma objetiva e questões comentadas. Rio de Janeiro: Elsevier. 1. ed. 2013. CONSELHOFEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de Contabilidade. CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2012. FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria: mais de 219 questões de concursos com gabarito comentado. Rio de Janeiro: Elsevier. 1. ed. 2012. FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2011. RIBEIRO, Juliana Moura e RIBEIRO, Osni Moura. Auditoria fácil. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. Prof. Rodrigo Fontenelle www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 82 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM