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CAE TREINAMENTOS.COM.BR Edição nº 02 1 CAE Treinamentos Copyrights 2017 - Todos os direitos reservados CAE TREINAMENTOS.COM.BR 2 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA Sumário Apostila White Belt INTRODUÇÃO AO 6 SIGMA ......................................................................................................................................................................................... 1 NÍVEL SIGMA DE UM PROCESSO ................................................................................................................................................................................ 1 MELHORIA CONTÍNUA ................................................................................................................................................................................................ 2 METODOLOGIA ........................................................................................................................................................................................................... 3 BENEFÍCIOS 6σ ............................................................................................................................................................................................................ 4 ESTRUTURA DO PROGRAMA ...................................................................................................................................................................................... 5 METODOLOGIA DMAIC ............................................................................................................................................................................................... 5 MÓDULO 1 - DEFINIR .............................................................................................................................................................................................. 5 MÓDULO 2 - MEDIR ................................................................................................................................................................................................ 5 MÓDULO 3 - ANALISAR ..........................................................................................................................................................................................6 MÓDULO 4 - IMPLEMENTAR ..................................................................................................................................................................................6 MÓDULO 5 - CONTROLAR ...................................................................................................................................................................................... 7 HISTÓRIA REAL – NAVE ESPACIAL CHALLENGER....................................................................................................................................................... 8 HISTÓRIA REAL – TOYOTA .......................................................................................................................................................................................... 8 HISTÓRIA REAL – BP OIL ............................................................................................................................................................................................. 8 CAE TREINAMENTOS.COM.BR 3 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA Apostila White Belt Lean σ Sigma APOSTILA DE TREINAMENTO E QUALIFICAÇÃO WHITE BELT SIX SIGMA INTRODUÇÃO AO 6 SIGMA O processo de Seis Sigma pode ser definido muito além do uso de ferramentas estatísticas. É considerado atualmente, o melhor método para reduzir a variabilidade dos processos, tendo como aceitação, o nível 6 Sigma que remete a um zero aceitável de falhas (competitividade e novo padrão mundial). Pode ser descrito como um conjunto de práticas originalmente desenvolvido pela Motorola para melhorar sistematicamente o processo de fabricação, eliminando possíveis variabilidades que causariam erros. A metodologia Seis Sigma está transformando o mundo e impulsionando a competitividade das companhias de maiores sucessos. GE, Motorola, Toyota e 3M são apenas alguns exemplos de empresas que reduziram seus custos através da metodologia e acabaram aumentando consideravelmente o marketshare nos últimos anos. O Lean Seis Sigma é uma combinação poderosa de duas ferramentas de melhoria. Lean reduz os desperdícios e aumenta a produtividade e a metodologia Seis Sigma reduz os defeitos e variabilidades resolvendo problemas de forma eficaz. Juntos, a solução de problemas e a produtividade aumentam, se tornam mais eficientes e trazem diversos benefícios para a organização. Mas o que é Lean? Lean é a metodologia mais popular para aumentar a produtividade e os serviços industriais através da eliminação de desperdícios com manutenção dos valores e requisitos dos clientes. Embora seja conhecido como uma ferramenta, o Lean é uma cultura, que preza pela melhoria contínua. Quando uma cultura Lean é implementada, a tendência de aumento na produtividade e o pensamento de melhoria contínua é exponencialmente elevado. É uma combinação entre saber definir o que entregar para o consumidor buscando sempre a perfeição através de treinamentos dos funcionários e melhoria de procedimentos. As mídias de negócios sempre veiculam e descrevem o Seis Sigma como “um método altamente tecnológico usado por engenheiros e estatísticos para refinar produtos e processos”. Verdade, em parte. Medidas e estatísticas são os ingredientes chaves para que haja melhoria contínua com a aplicação da metodologia, mas não descrevem a história como um todo. Uma outra definição que pode ser atribuída é a meta de quase- perfeição em alcançar as necessidades e desejos dos clientes. Essa também é uma definição verdadeira, já que em termos estatísticos, deve-se buscar apenas 3,4 defeitos por milhão de “oportunidades”, ou seja, praticamente zero produtos fora das especificações dos clientes. NÍVEL SIGMA DE UM PROCESSO Henry Ford juntamente com Taiichi Ohno foram os percussores dessa metodologia. Ford desenvolveu a linha de montagem e revolucionou sua produção. Já Taiichi Ohno criou o Sistema de Produção Toyota, que até hoje, vem sendo modelo para aplicação de diversas ferramentas lá utilizadas. Um processo Lean é: • Rápido • Eficiente e econômico • Entrega qualidade nos produtos CAE TREINAMENTOS.COM.BR 4 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA A principal “arma” dessa metodologia é remover os desperdícios (oito no total) que são atividades não desejadas e desnecessárias para que um processo seja realizado com sucesso. O Seis Sigma, por sua vez, atrai diversas empresas pela forma que resolve os problemas da organização, agregando valor aos produtos e reduzindo os defeitos de produtos e serviços. Utilizar o Seis Sigma irá fazer com que os defeitos sejam reduzidos e que as satisfações dos clientes sejam aumentadas. Essa metodologia identifica a causa do problema para eficientemente desenvolver soluções. Criado em 1986 pela Motorola, aprimorado pela GE, desde então tem salvado bilhões de dólares em todas as indústrias. Basicamente, o Seis Sigma reduz as variabilidades de um processo fazendo com que ele se torne confiável e entregue a qualidade desejada pelos clientes. Seis Sigma foi batizado com esse nome devido ao conceito estatístico onde um processo deve produzir apenas 3,4 defeitos por milhão de oportunidades. Uma outra visão dessa metodologia é a forma de estabelecer metas. A meta 6 Sigma de qualidade remeteria aos 3,4 defeitos, porém mais importante do que alcançar, é manter consistentemente o alto padrão de qualidade.Através da racionalização, o Lean Six Sigma consegue alcançar uma produtividade maior sem nenhum custo maior para qualidade. Basicamente, a organização fará mais com menos. Irá produzir mais serviços e produtos utilizando menos recursos. Para reduzir os custos da empresa, a metodologia utiliza dois artifícios que reduzem os desperdícios e resolvem os problemas existentes em um processo (aqueles que causam a variabilidade e incitam os defeitos). Aumentar a eficiência e eficácia também é um propósito, ou seja, uma máquina que deveria produzir uma quantidade X de peças, acabará produzindo X+1, permitindo que a empresa destine recursos para outras áreas e assim faça crescer o departamento e a empresa como um todo. Outros benefícios, como crescimento profissional do funcionário, também estão atrelados ao Seis Sigma. Basicamente, a metodologia desenvolve um senso de comando e responsabilidade em todos os funcionários. Essa é uma das formas mais utilizadas para aumentar a eficiência de um operário, fazendo com que ele entregue resultados melhores. Geralmente, esses quesitos são não fáceis de serem observados, porém de uma forma indireta, acabam promovendo o crescimento da empresa. O nível da empresa, por sua vez, é determinado através dos DPMO (defeitos por milhões de oportunidades), sendo o nível sigma cada vez menor quanto maior o valor do DPMO em que a companhia se encontra. 69,146 % Qualidade 2 Sigma 308.537 DPMO 99,379 % Qualidade 4 Sigma 6.210 DPMO 99,999 % Qualidade 6 Sigma 3,4 DPMO O processo de Seis Sigma não altera somente os custos através da redução da variabilidade dos processos produtivos, mas também a cultura na qual a companhia está inserida. É uma mudança cultural para uma posição na qual os clientes irão se sentir mais satisfeitos, gerando maiores lucros corporativos e competitividade. A definição que mais engloba todos os conceitos expostos é: “um sistema flexível para atingir, manter e maximizar o sucesso dos negócios. Seis Sigma é unicamente voltado para estabelecer e cumprir as necessidades dos clientes através de análise de dados, estatísticas e delegando atenção para management, melhoria e ‘reinventando’ o processo de fabricação”. NOVO PADRÃO MUNDIAL DE QUALIDADE “Atualmente, os níveis 1 e 2 de qualidade sigma não atendem os requisitos necessários para estabelecer um padrão competitivo no mercado. Os níveis 3 e 4, que correspondem a até 6.210 defeitos por milhão de oportunidades, são os atuais níveis da maioria das empresas. O nível 5 e 6 são difíceis de serem atingidos e representam o novo padrão mundial de qualidade”. Essa definição irá prover a base para entender como o potencial de Seis Sigma pode ser liberado dentro de uma organização. Alguns benefícios que podem ser adquiridos e notados com a implantação correta da metodologia são: • Redução de custos; • Aumento na produtividade; • Aumento de marketshare; • Fidelidade do consumidor; • Diminuição o tempo de ciclo do processo; • Redução de defeitos; • Mudança cultura; • Desenvolvimento de novos produtos e serviços. MELHORIA CONTÍNUA O processo de melhoria Seis Sigma, ou implantação da cultura em um departamento, organização, requer recursos. A adoção da metodologia é um equilíbrio entre recursos financeiros e disponibilidades de equipes. Em muitos projetos de melhoria é necessário estabelecer a real necessidade de execução e os gastos envolvidos. A adoção de uma nova tecnologia por exemplo, pode demorar para apresentar retorno financeiro, ou criar gastos que são inviáveis (treinamento de todos os CAE TREINAMENTOS.COM.BR 5 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA funcionários, mudança completa na estrutura de produção, etc.). O Seis Sigma estabelece um padrão de melhoria com resultados aparentes entre 4 à 6 meses, o que torna o método atrativo. O gráfico abaixo demonstra quanto tempo é necessário, em média, para estabelecer por completo um padrão de seis sigma. A relação é inversamente proporcional: quanto maior o esforço e evolução anual para redução de DPMO, menor o tempo de estabelecimento do padrão Seis Sigma. Qualquer empresa que entende seus deveres perante ao cliente (e devem entender!), pode ter acesso e calcular o nível sigma atual do processo, departamento ou organização, contra os Seis Sigma dos 99,999% de qualidade “perfeita”, que é uma qualidade tão alta, fazendo com que qualquer outro nível seja baixíssimo quando comparado. A tabela abaixo mostra a variação entre 99% e 99,999% de qualidade para diversas companhias: Quando uma empresa produz algum tipo de mercadoria, peça ou tem um processo que agrega valor ao produto, está sujeita a atividades que não agregam valor, mas ao mesmo tempo, geram custos e trabalho extra. Essas atividades fazem parte da fábrica oculta, ou Re’s como é popularmente conhecido dentro de uma companhia. Isso envolve qualquer processo em que o gasto não será contabilizado para o cliente final, pois ele não estará disposto a pagar pelo acréscimo do valor devido à falta de procedimento ou erros internos. Algumas das atividades da “fábrica oculta” que podemos citar são: RETRABALHO Atividade que se relaciona com o fato de ter que ser realizado trabalhos já feitos, seja por erros de projeto ou processo. Acrescentam horas de trabalho, gastos com materiais, etc. REINSPEÇÃO Quando há necessidade de inspecionar um MESMO lote por algum erro interno, há um gasto desnecessário que gera trabalho extra e não agrega valor ao produto. RECUPERAÇÃO O gasto de recuperação de um produto também pode ser considerado algo que não agrega valor, mas demanda tempo e dinheiro. REJEIÇÃO Considerado um dos piores pontos da fábrica oculta, pois a rejeição (quando feita pelo cliente) expõe problemas internos da empresa que podem afetar a imagem e a credibilidade. Um erro pode custar ainda mais caro perante ao consumidor. Vejamos por exemplo, o funcionamento de um hospital. Todos os movimentos dos funcionários precisam ser protocolados, ou seja, se um funcionário retirar um determinado tipo de soro do estoque, isso precisa ser controlado; se um determinado paciente sai da UTI, utiliza oxigênio, é movido de quarto ou precisa de remédio, tudo deve ser anotado para futuras checagens e estudos. Portanto quanto pode custar um erro por falta de procedimento? No exemplo acima, podemos ver como algum descuido pode gerar gastos que custam a credibilidade e em casos extremos, causam uma perda humana, algo irreparável. Um dos piores erros que pode acontecer dentro de uma empresa gerando altos custos e em muitos casos, péssima reputação, é o recall. As montadoras evitam esse tipo de retrabalho a todo custo, sendo essa, a última opção a qual devem recorrer. Existem ainda, erros catastróficos que geram desastres incalculáveis, perdendo vidas humanas e causando um desastre ambiental, como aconteceu na plataforma de petróleo BP Oil. Os prejuízos causados pelo desastre ocorrido em setembro de 2007 ainda são vistos em áreas longínquas do acidente. METODOLOGIA Engenheiros, estatísticos, matemáticos e consultores falam sobre qualidade, custos e procedimentos de uma forma diferente, mas todos convergem quando o assunto é a necessidade de uma base de dados para comprovação de que o processo está precário e então, poder levantar atividades que CAE TREINAMENTOS.COM.BR 6 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA façam reduzir a variabilidade do mesmo e assim gerar “lucros” para as empresas. Três frases clássicas servem de pilar para a aplicação da metodologia Seis Sigma e revelamque, se ajustada corretamente, pode gerar uma melhoria contínua e reduzir drasticamente a variabilidade até o nível “zero aceitável” de defeitos (estatisticamente falando). É comum quando há algum problema ou quando a produção está bem abaixo do esperado, haver uma cobrança excessiva de algum funcionário ou culpar algum departamento pela falta por tal acontecimento. “Não é preciso mudar. Sobreviver não é obrigatório. Se você não pode descrever aquilo que está fazendo como um processo, você não faz ideia do que está fazendo” W. Edwards Deming, Prof, Engenheiro e. Estatístico “Se um standard não há base lógica para se tomar uma decisão ou agir”. Joseph M. Juran, Engenheiro Consultor e Estatístico “Custos existem para serem eliminados, não contabilizados”. Taiichi Ohno, Inventor do sistema Toyota de produção Deming ainda afirmava: “Oitenta e cinco por cento (85%) das razões para as falhas encontradas pelos clientes, são relatadas como deficiências em sistemas e processos e não em funcionários”, o que não reflete a realidade de cobrança dentro da atual metodologia das empresas. É comum quando há algum problema ou quando a produção está bem abaixo do esperado, haver uma cobrança de algum funcionário ou culpar algum departamento por tal acontecimento. Acontece que, muitas vezes as falhas ocorrem devidos aos erros de metodologia que são aplicados ou justificados como corretos dentro da própria empresa, porém entender esse ponto, é difícil e pode ser considerada uma questão chave para abordar a correta metodologia, podendo assim aplicar o Seis Sigma e reduzir a variabilidade dos processos. BENEFÍCIOS 6σ Lean Seis Sigma é uma metodologia que funciona em organizações de todos os tipos e tamanhos. Em muitos casos, é possível obter ganhos maiores e mais rápidos dentro de pequenas empresas, já que essas possuem uma estratificação mais diferenciada e simplificada, sendo mais “fácil” a aplicação do método e envolvimento dos funcionários. Para todos os envolvidos, os benefícios são imediatos. As pessoas são afetadas positivamente e acabam se engajando nos projetos que melhorem os métodos e o ambiente de trabalho. Quem conhece o processo, é quem trabalha com ele. O operário “chão- de-fábrica” é o que mais conhece o processo, e por sua vez, pode ter as melhores dicas para que a eficiência e eficácia das máquinas sejam aumentadas. A oportunidade de ocupar uma posição com maior envolvimento em um projeto, também afeta a moral do funcionário de forma positiva, fazendo com que ele produza mais e tenha uma melhor qualidade de vida. Por se concentrar em problemas “reais”, o Seis Sigma, é diretamente relacionado a impacto financeiro dentro da empresa apresentando resultados dentro de um período de 4 a 6 meses. Esse tempo pode variar dependendo do projeto a ser aplicado, nível sigma atual da companhia, da qualificação e treinamento dos funcionários. A dificuldade maior para a implantação é imposta pela mudança de cultura necessária para que o projeto tenha sucesso. Por ter sido aprimorado por japoneses, que possuem uma vasta e respeitosa cultura de obedecer fielmente às regras e procedimentos como descritos e ordenados, a aplicação para o Brasil é uma dificuldade. Quanto menor o nível de cargo dentro da empresa, mais difícil de estabelecer um padrão e fazer com que os procedimentos sejam seguidos da forma correta. O Seis Sigma utiliza ferramentas estatísticas para mapear todas as entradas e saídas da empresa, criando uma metodologia que acompanha o processo de produção, capaz de identificar falhas, variabilidades e implantar pequenas melhorias que irão aumentar a capacidade produtiva dos negócios. Na metodologia, não é comum basear-se em experiência ou “achismo” de funcionários. Todas as atividades implantadas e desenvolvidas são comprovadas com uma base de dados e uma comparação entre o antes e depois, gerando uma melhoria contínua que evita o decaimento da produção ou a volta para um nível sigma inferior. Por priorizar a rentabilidade crescente, podemos citar alguns dos benefícios que estão ligados diretamente à empresa: • Alinhamento da estratégia de negócio com os esforços de melhoria crítica; • Mobilização das equipes para gerenciar efetivamente os projetos de alto impacto; • Aceleração dos resultados comerciais; • Redução dos custos organizacionais; • Aumento significativo da produtividade; • Maior qualidade dos produtos e serviços; • Aumento e retenção de clientes; • Mudança benéfica na cultura organizacional. Quando aplicado, o Seis Sigma faz com que todas as esferas envolvidas na sociedade, recebam algum benefício que direta ou indiretamente serão percebidos. CAE TREINAMENTOS.COM.BR 7 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA Diversas empresas que adotaram o Seis Sigma estão aumentando o marketshare e a disputa no mercado nacional. A adoção da metodologia é comum para empresas multinacionais, estando ainda caminhando no cenário de empresas emergentes. Algumas empresas que adotam a metodologia e são referência nesse quesito são: ✓ 3M ✓ Bunge Alimentos ✓ Bosch ✓ Whirpool ✓ Itaú / Unibanco ESTRUTURA DO PROGRAMA O programa do Seis Sigma possui uma divisão de 4 categorias, sendo que em alguns cursos ou empresas podem considerar até 7 (incluindo duas escalas superiores e uma inferior). A primeira categoria (qualificação) que pode ser conquistada para entrar no mundo do Seis Sigma é o Yellow Belt. Em ordem crescente de importância encontra-se Green Belt, Black Belt e Master Black Belt. As funções e competências que podem ser atribuídas a cada “Belt” estão explanadas abaixo: • Compõe a “massa pensante” dos projetos; • Funcionários qualificados pela empresa; • Auxiliam na busca por soluções; • Ajudam a executar as soluções. • Treinamento diferenciado; • Coordenação e execução dos projetos; • 25% do tempo total dedicado ao 6 Sigma; • Uso de ferramentas estatísticas. • Treinados especificamente para o Seis σ; • Dedicação integral; • 1 a cada 100 funcionários; • Consultores. • Coordenação do programa; • Consultor interno; • Desdobramento projeto em macro; • Suporte técnico. Ainda que o funcionário seja treinado por diversos cursos ou ferramentas estatísticas, para que se torne comprovadamente um Green, Black ou Master Black Belt, é necessário o desenvolvimento de um projeto in loco. Somente um projeto que gere melhorias e que seja documentado garante a certificação final necessária. METODOLOGIA DMAIC O DMAIC que em inglês é a sigla para Define, Measure, Analyse, Improve e Control, é um método eficaz que faz parte do conjunto de práticas do Seis Sigma e tem como meta, melhorar um processo existente na empresa. Um projeto que segue a metodologia DMAIC é efetivo também para o aumento da produtividade, redução de custos e melhoria contínua em processos. Cada módulo dessa metodologia possui ferramentas específicas que deverão ser aplicadas no momento certo, garantindo um aproveitamento máximo de recursos durante o Seis Sigma. MÓDULO 1 - DEFINIR O “D” no processo DMAIC foca na seleção de projetos de impacto relevante e da compreensão de quais métricas irão refletir o sucesso do projeto. Nesta etapa do DMAIC são definidos de forma específica os problemas (oportunidades de melhoria) vinculados ao processo. Deve-se ter em mente que no Seis Sigma, os projetos são questionados e os dados coletados de forma quantitativa. Os indicadores de performance industriais são utilizados frequentemente durante todo o processo do DMAIC. Ou seja, para que essa etapa seja concretizada com sucesso, deve-se: entender o problema que deverá ser estudado, defini-lo específica e quantitativamente além de exibir quais serãoos impactos nos indicadores da empresa. As metas quantitativas devem estar relacionadas com a solução do problema e geralmente recebe uma atribuição em porcentagem e um tempo determinado. Ex.: Aumento de 30% na produção e 3 meses para término do projeto. A fase de Definição é baseada em diversas ferramentas que se encaixam dentro de 4 etapas macro: 1. Certificar que o projeto é crítico para a empresa 2. Escolha de equipe, escopo e prazos para projeto 3. Contrato de melhoria e registro de projeto 4. Mapeamento do processo e cálculo de saving O primeiro macro dessa fase é certificar de que o projeto é crítico para a empresa, ou seja, se ele irá atender os requisitos do consumidor. Todo projeto de Seis Sigma deve melhorar direta ou indiretamente uma característica no produto que será percebida pelo cliente ou empresa. Em diversos casos, um projeto Seis Sigma exige multidisciplinaridade de departamentos, ou seja, as equipes devem ser compostas por diversas áreas. Isso reflete no momento de gerar soluções para a causa-raiz investigada, pois com diferentes formações e conhecimentos, a elaboração de soluções pode se tornar muito mais fácil. A documentação dos processos também é realizada durante a fase Definir. Ao final dessa etapa, a equipe de projeto deverá ter registrado um contrato de melhoria, com objetivos, cronograma e outros dados relativos ao projeto, levantando informações de forma meticulosa para que o projeto seja executado com sucesso. Lembre-se que o sucesso das fases seguintes é uma função da primeira fase bem definida. CAE TREINAMENTOS.COM.BR 8 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA MÓDULO 2 - MEDIR Como o processo está no indicador de performance e qualidade? A etapa de medição é crítica para que a equipe foque na necessidade específica e necessária de melhoria. Inicialmente as equipes tem de determinar um ponto de início ou uma baseline para seguir analisando processo e procurando por detalhes que irão levar as causas-raiz do problema. Considerando que a coleta de dados exige um elevado tempo, é necessário um grande esforço para esse início de projeto. A medição trata da documentação do processo atual, validando como ele é medido e estabelecendo uma linha base com relação a performance. Diversas ferramentas gráficas são utilizadas nessa etapa como uma forma de visualizar o processo. Para procurar pelo que está causando o problema é preciso que as equipes coletem os dados e analisem para tentar achar uma provável causa que esteja influenciando os desperdícios e as variabilidades. Deve-se desenvolver um plano de coleta de dados para saber onde, como, e quais ferramentas deverão ser utilizadas para isso. A quantidade de informações a serem adquiridas também importa. Uma coleta de dados precisa ser precisa e confiável, pois irá influenciar todas as outras etapas do processo. Essa fase pode ser desdobrada em outras 4 etapas, que são: 1. Desenvolver o plano de coleta de dados 2. Comprovar que os dados são confiáveis 3. Demonstrar a variação do processo 4. Demonstrar o nível Sigma atual do processo Desenvolver a coleta de dados é necessário para padronizar a aquisição dos valores de performance e índices da empresa. Devido à grande quantidade de dados que normalmente são coletados, torna-se necessário padronizar essa coleta. Esse é o momento que a equipe de projeto pode entender com maior profundidade o que está acontecendo. Definindo, testando e refinando as medidas que são feitas durante o processo, a equipa será capaz de tomar boas decisões com base em dados. Isso garante que uma ação futura corretiva ou preventiva poderá ser tomada baseada em informações adquiridas e não em opiniões particulares e “achismo”. Em muitos casos é necessário rever o contrato de melhoria e o Team Charter que são elaborados na Fase Definir. Isso acontece pois com a aquisição de dados, torna-se visível se os objetivos do projeto estão bem determinados. Incorporar a coleta de dados nessas ferramentas irá ajudar a manter atualizadas as informações do módulo 1. Ou seja, se necessário, os objetivos podem ser revistos e redimensionados. Demonstrar a variação e o nível Sigma atual do processo é uma forma de contabilizar quais são as perdas e compara-las com as modificações que serão implantadas na fase 4 – Implementar. MÓDULO 3 – Analisar Na análise do problema é imprescindível detectar a causa raiz e gerar oportunidades de melhoria. Essa etapa gera soluções que nos permitem conhecer as não conformidades do processo e suas variações. Para analisar as possíveis variáveis que influenciam na qualidade dos produtos e proporcionam um elevado número de variabilidades, pode-se utilizar diversas ferramentas como: 5 why’s, diagrama de Ishikawa, brainstorming e outros. Durante esse módulo, os esforços são concentrados para encontrar as causas das variabilidades e defeitos. Depois de criar, verificar e analisar os mapas de processos, criados nas fases Definir e Medir, em detalhes, a equipe será capaz de listar os problemas ou pontos de falha. Isso permite avaliar o projeto como um todo, pensar de uma forma coletiva, agilizando resultados e otimizando as decisões. A equipe envolvida no Seis Sigma, pode então determinar cada etapa que agrega valor ao produto, o tempo que ela leva para ser executada tendo assim, uma base para decisão sobre qual processo agir, visando reduzir os custos. O VSM e o Time Analysis são ferramentas muito utilizadas durante essa fase para demonstrar o valor agregado de um produto. Todos os problemas serão encarados e resolvidos de forma estatística. As causas para os problemas são testadas e verificadas com até 95% de confiança. A fase Analisar é composta pelas seguintes etapas: 1. Definir os objetivos de desempenho 2. Determinar a causa-raiz 3. Estratificar e analisar o processo 4. Validação da causa raiz. Uma das práticas mais importantes da fase Analisar, é demonstrar aonde deverá ser o foco de toda a equipe. Alguns métodos como analisar um diagrama de pareto, dispersão, correlação e regressão podem deixar mais claro aonde se concentra o problema. Após diagnosticar o problema, é hora de gerar ideias de melhoria. Essas ideias irão eliminar a causa-raiz e reduzir as variabilidades do processo. MÓDULO 4 - IMPLEMENTAR Enfim para o penúltimo módulo da metodologia DMAIC, todos os problemas foram estudados e as causas das variabilidades foram validadas. Para a implementação de melhorias, todas as ideias são geradas, selecionadas e testadas através de um projeto piloto. Essa fase pode ser desdobrada em outras 4 etapas, que são: 1. Gerar ideias de melhorias 2. Avaliar e selecionar soluções 3. Desenvolver plano piloto 4. Comprovar a melhoria e confirma o saving CAE TREINAMENTOS.COM.BR 9 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA As equipes focarão os esforços para gerar o maior número de ideias possíveis, baseando-se que com a quantidade, vem qualidade. Ideias criativas e consistentes são a base para encontrar uma solução que resolva determinado problema. A avaliação e seleção deve ser a próxima etapa pois com as diversas soluções geradas, deve-se eliminar as que confrontam com os ideais da empresa ou possuem “bloqueadores óbvios” (serão explicados em detalhes posteriormente). Com as soluções em mãos para reduzir as variabilidades do processo, as equipes desenham diversos mapas de processo, cada um com uma solução selecionada, para que possam ser testadas as diversas alternativas. Esses mapas irão ilustrar de forma eficiente como será a mudança após a implementação das soluções e ajudarão a treinar o novo método que será colocado em prática. Para garantir que a melhor solução foi escolhida, a equipa deve testar os ciclos de mudançasutilizando uma ferramenta conhecida como PDCA. Esse conceito irá ajudar a coletar feedbacks de stakeholders sobre as mudanças propostas. Os ciclos de teste são uma boa maneira para encontrar a solução mais rápida, de menor impacto organizacional (em mudanças) e economicamente viável. Ter em mente que para conseguir implementar uma solução com sucesso é necessário um planejamento cuidadoso. Considerar requisitos como logística, treinamento, documentação e planos de comunicação são a base para o sucesso. Quanto maior o tempo gasto em planejamento, mais rápido será a total adaptação e menor serão, os impactos negativos nos participantes das mudanças. Após confirmar quantitativamente as melhorias do Módulo Implementar (fase 4 da metodologia DMAIC), a equipe está apta a criar meios para colocar o processo em controle, que corresponde a última etapa, o Módulo Controlar. MÓDULO 5 - CONTROLAR Como manter a qualidade adquirida durantes os processos anteriores da metodologia DMAIC? Essa fase irá ajudar através de uma mini versão de gerenciamento do processo. A equipe construiu durante todos os módulos anteriores uma estrutura de melhoria que agora, deve ser documentada e passada exatamente como funcionará aos funcionários que irão trabalhar no processo. Uma das chaves para manter sob controle as melhorias é utilizar os princípios do Lean. Daí o nome dessa metodologia Lean Seis Sigma. A divisão é simples e intuitiva, os processos são definidos, medidos, analisados e melhorados, com ferramentas estatísticas para que se mantenha o processo e variabilidades dentro de um padrão de +- 3 Sigma (6 Sigma em módulo) e controlados através dos princípios de manufatura enxuta (Lean). Os princípios do Lean devem fazer parte do foco de qualquer empresa que deseja manter-se competitiva no mercado. Os quatro princípios são: • “Value”: determinar quais são os requisitos dos clientes; • “Flow”: remover o desperdício do sistema, otimizando processos com mudanças suaves nos procedimentos; • “Pull”: garantir que o processo produza e puxe a demanda do consumidor • “Perfection”: continuamente perseguir a perfeição de execução do processo; Para manter o foco, a equipe precisa estreitar a relação entre algumas medições vitais que irão manter o processo em boa qualidade e performance. Esse monitoramento é acompanhado de um plano indicativo de níveis operacionais que irão alertar caso o processo não esteja sendo executado da melhor maneira possível. Expandir as mudanças nos processos e melhorias para todos processos (possíveis) da organização através de documentação: mapas de processo, checklists, diários de bordo, etc. ajudará a controlar e a manter a melhoria adquirida. Quanto melhor for a documentação, mais facilmente os funcionários irão se adaptar com as novas maneiras de trabalhar. A última fase do DMAIC costuma ser aplicada da seguinte forma: 1. Manter as melhorias obtidas sob controle 2. Prevenir ocorrência de falhas 3. Alterar documentação e promover treinamento 4. Padronizar e documentar melhorias Aplicar os novos conhecimentos para outros processos organizacionais é uma outra forma de aumentar os ganhos e melhorias. Essa transferência de conhecimento pode trazer resultados para outros processos semelhantes causando bons impactos nos negócios. Celebrar e compartilhar o sucesso é um dos momentos que deveriam se tornar rotina na organização. Mesmo quando um projeto não pode ser aplicado em outras áreas, deve haver situações ou metodologias que com alguma adaptação, podem ser aplicadas e transferidas. O marketing e a publicidade para cada sucesso adquirido podem aumentar a velocidade de ganhos futuros e atrair ainda mais adeptos a metodologia Seis Sigma. Nesses casos reais, estão destacados alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração para aplicar ou estudar em projeto de Seis Sigma: ✓ Relação benéfica com seus fornecedores; ✓ Não negligenciar informações; ✓ Envolver as pessoas no processo de mudança; ✓ Basear-se em fatos para a tomada de decisões; ✓ Criar documentação para qualidade. Temos abaixo, algumas histórias reais, que estão disponíveis para verificação e consolidação da importância desse sistema nos atuais procedimentos empresariais. CAE TREINAMENTOS.COM.BR 10 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASACSA CUSTO DA MÁ QUALIDADE - CHALLENGER Sipho Tjabadi, Gerente Geral do Grupo Capital, ESKOM afirma que uma das maneiras mais importantes de conscientizar sobre a visão, de criar uma base forte para o crescimento sustentável e desenvolvimento é abraçar, integrar e reforçar a qualidade em TODAS as fases do ciclo de vida dos projetos. É de extrema importância entender que a qualidade pode significar a diferença entre a excelência e o desastre, com consequências catastróficas. Em 1986, a nave espacial Challenger foi lançada em meio a muita festividade e comemoração, porém algo indesejável aconteceu. Viu-se uma luz estonteante 73 segundos após o lançamento e peças da nave sendo projetadas para todos os lados. A nave espacial Challenger havia explodido a poucos metros do chão. No rádio de comunicação com a base espacial, após um longo silêncio, ouve-se os engenheiros e controladores discutindo sobre qual a possível falha de funcionamento da Challenger. Um anel de vedação de borracha se partiu e causou a explosão da nave. Os gerentes da NASA sabiam que no projeto dos fornecedores havia uma falha potencialmente catastrófica nos anéis de vedação, mas falharam em resolve-la. A relação benéfica com os fornecedores do anel de vedação havia acabado e a NASA não se assegurou que os produtos estavam sendo entregues com a melhor qualidade possível. Além do material, foi negligenciado a informação que os engenheiros haviam passado sobre os perigos de um lançamento em baixas temperaturas. Havia a necessidade de basear-se em fatos para a tomada de decisões e isso não aconteceu. Números do acidente: PERDAS HUMANAS: Sete pessoas mortas PERDA FINANCEIRA: Mais de 1 bilhão de dólares CUSTO PARA REPROJETAR O ANEL: Alguns milhares de dólares CUSTO DA MÁ QUALIDADE – TOYOTA A Toyota em 2009 emitiu um recall de emergência para 9 milhões de automóveis devido a um problema no tapete e nos freios que provocavam uma aceleração involuntária. A qualidade sempre foi a meta número 1 da Toyota. Eles viveram e criaram sistemas para aplicar a melhoria contínua em seus processos. No início dos anos 90 a Toyota decidiu se tornar a maior companhia automobilística do mundo. Esse ideal de crescimento, colocou a qualidade em segundo plano. Os resultados eram visíveis: menos profissionais compartilhando melhores práticas e menos envolvimento das pessoas nos projetos e decisões. Assumindo a responsabilidade do acontecido, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas e suspendeu as vendas e produção de oito modelos de veículos. Números do ocorrido: PERDAS HUMANAS: 52 mortos e 38 feridos PERDA FINANCEIRA: 5,5 bilhões de dólares CUSTO DA MÁ QUALIDADE – BP OIL Em 20 de abril de 2010, uma plataforma de perfuração em águas profundas para exploração de petróleo da BP explodiu desencadeando o maior desastre ambiental histórico dos EUA. Havia um problema de cimentação ao entorno do poço. Para economizar tempo e dinheiro, o contratado que fabricava tal peça, falhou em testar corretamente o cimento e a BP Oil não exigiu documentação da qualidade do produto. Técnicos envolvidos na análise também interpretaram incorretamente um teste de pressão e ignoraram os sinais de vazamento. Não houve tomada de decisões baseadas em fatos. A BP responsabilizou a TransOcean, que era dona da plataforma, que por ventura, devolveu a culpapara a BP por falha no projeto. Ambas resolveram responsabilizar Halliburton, fornecedora de cimento, pela má qualidade do produto. Entender como o trabalho dos seus fornecedores afetam o negócio, é de extrema importância para garantir a qualidade de seus produtos. Números do acidente: PERDAS HUMANAS: Onze pessoas mortas PERDA FINANCEIRA: Mais de 10 bilhões de dólares PERDA AMBIENTAL: Incalculável (até os dias de hoje, as consequências são percebidas) CUSTO PARA TESTAR EQUIPAMENTO: 128 mil dólares História Real história real... História Real história real... História Real história real... CAE TREINAMENTOS.COM.BR Edição nº 02 1 CAE Treinamentos Copyrights 2017 - Todos os direitos reservados