TRABALHO UNOPAR historia
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TRABALHO UNOPAR historia

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Sistema de Ensino Presencial Conectado
LICENCIATURA EM HISTÓRIA

ANDRIELE NOVAIS

 A PASSAGEM DA ANTIGUIDADE PARA IDADE MEDIA

ITAJUBÁ MG
2015

aNDRIELE novais

título do trabalho:

 A PASSAGEM DA ANTIGUIDADE PARA IDADE MEDIA

Trabalho de História apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina sobre
 Orientador: Julho Zamariam; Fabiane Luzia Menezes Santos; Danillo Ferreira de Brito; Taíse Ferreira da C. Nishikawa; Gleiton Luiz de Lima

ITAJUBÁ MG
2015

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	3

2-DESENVOLVIMENTO	4 a 6

3-CONCLUSÃO	7

4-REFERÊNCIAS	8

INTRODUÇÃO
O foco desta pesquisa é buscar examinar algumas interpretações e perspectivas sobre o tempo e a história. A relação entre o Tempo e a História é tema inesgotável, Tempo é palavra de muitos significados, e em alguns deles empregado como sinônimo de passado, ciclos, duração, eras, fases, momentos ou mesmo história, o que contribui para o obscurecimento das discussões teóricas dos historiadores sobre ele. Também nessa pesquisa iremos examinar a questão da passagem da Antiguidade para a Idade Média, atentando para as oscilações historiográficas produzidas nessas passagens. São discutidas aqui também compreensão sobre o fim do Império Romano, como também as flutuações entre as demarcações no período de transição que conduz da idade antiga a idade média. Segundo Peter Brown, devemos observar as constantes mudanças e as continuidades que ocorreram nesse processo histórico. Ainda segundo Brown – “ver este período como uma melancólica história da “queda e fim do Império Romano” seria muito mais cômodo e simplista, em lugar de se perceber as novidades que começariam neste período”. O estudo em questão deve compreender como os homens desta época lidaram com as mudanças, tão numerosas e complexas, que vão do social ao econômico. Foi um período dinâmico, que trazia novidades nas estruturas materiais e sociais, trazendo também uma nova visão de mundo e do sagrado, o que provocaria novos comportamentos na sociedade da época.

DESENVOLVIMENTO

No período das épocas históricas da humanidade, Idade Antiga, ou também chamamos de Antiguidade é o período que se estende desde a invenção da escrita (de 4 000 a.C. a 3 500 a.C.) até a queda do Império Romano (476 d.C.). Estudiosos que dão mais ênfase à importância da cultura material das sociedades têm procurado repensar essa divisão mais recentemente. A antiguidade só passou a ser considerada assim posteriormente, é claro que quando os gregos viveram não se consideram antigos, na sua ótica eles eram contemporâneos. No entanto, foi convencionado chamar de Idade Antiga o período da história em que se desenvolveram as primeiras civilizações. Por este último termo devemos entender a formação de uma cultura mais complexa, com componentes sociais, políticos e econômicos; onde o trabalho começou a ser organizado em benefício da humanidade, implicando na construção de cidades e no entrelaçamento de redes comerciais e intercâmbios de várias ordens entre os povos. Existe uma controvérsia para delimitar o início da antiguidade, alguns teóricos defendem o ano 3.500 a.C, quando surgiram as primeiras civilizações Ocidentais. Esta é a datação mais aceita, aquela ensinada nas escolas e presente nos livros didáticos. Porém, outros consideram o ano 6.000 a.C como o início da antiguidade, quando surgiram as primeiras civilizações na Mesopotâmia e a escrita cuneiforme. Já com relação à data que marca o final da Idade Antiga existe um consenso, é o ano 476, quando a cidade de Roma foi invadida pela primeira vez pelos chamados bárbaros. Uma data importante que simboliza o fim do Império romano, apesar da influência romana e vários de seus domínios terem continuado existindo depois deste ano. Trata-se apenas de uma data que tenta ajudar a delimitar o fim da antiguidade, embora não deva ser entendida literalmente como o final do período romano, pois houve, como no caso de qualquer da passagem de uma era a outra, um longo período de transição. De qualquer modo, antiguidade é cronologicamente dividida em três períodos. Primeiro a antiguidade Oriental, até 400 anos a.C.. Depois a antiguidade Clássica, o período do predomínio da cultura grega e parte da romana, com delimitação controversa, em geral fixada entre 400 anos a. C até o ano 300 d.C. E finalmente a antiguidade Tardia, um período de transição que ultrapassa a Idade Antiga e entra na medieval, vai do ano 300 até o início do século VI, note que 476, final do século V, é o marco do fim da antiguidade.

A Idade Média é um período da história da Europa entre os séculos V e XV. Inicia-se com a Queda do Império Romano do Ocidente e termina durante a transição para a Idade Moderna. A Idade Média é o período intermédio da divisão clássica da História ocidental em três períodos: a Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna, sendo frequentemente dividido em Alta e Baixa Idade Média. Durante a Alta Idade Média verifica-se a continuidade dos processos de despovoamento, regressão urbana, e invasões bárbaras iniciadas durante a Antiguidade Tardia. Os ocupantes bárbaros formam novos reinos, apoiando-se na estrutura do Império Romano do Ocidente. No século VII, o Norte de África e o Médio Oriente, que tinham sido parte do Império Romano do Oriente tornam-se territórios islâmicos depois da sua conquista pelos sucessores de Maomé. O Império Bizantino sobrevive e torna-se uma grande potência. No Ocidente, embora tenha havido alterações significativas nas estruturas políticas e sociais, a ruptura com a Antiguidade não foi completa e a maior parte dos novos reinos incorporaram o maior número possível de instituições romanas pré-existentes. O cristianismo disseminou-se pela Europa ocidental (ver: Impacto do cristianismo na civilização) e assistiu-se a um surto de edificação de novos espaços monásticos. Durante os séculos VII e VIII, os Francos, governados pela dinastia carolíngia, estabeleceram um império que dominou grande parte da Europa ocidental até ao século IX, quando se desmoronaria perante as investidas de Vikings do norte, Magiares de leste e Sarracenos do sul. Durante a Baixa Idade Média, que teve início depois do ano 1000, verifica-se na Europa um crescimento demográfico muito acentuado e um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas. É durante este período que se iniciam e consolidam as duas estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o senhorialíssimo – a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus senhores, recebendo como compensação uma propriedade senhorial o direito a cobrar impostos em determinado território. As Cruzadas, anunciadas pela primeira vez em 1095, representam a tentativa da cristandade em recuperar dos muçulmanos o domínio sobre a Terra Santa, tendo chegado a estabelecer alguns estados cristãos no Médio Oriente. A vida cultural foi dominada pela escolástica, uma filosofia que procurou unir a fé à razão, e pela fundação das primeiras universidades. A obra de Tomás de Aquino, a pintura de Giotto, a poesia de Dante e Chaucer, as viagens de Marco Polo e a edificação das imponentes catedrais góticas estão entre as mais destacadas façanhas deste período. Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média ficaram marcados por várias guerras, adversidades e catástrofes. A população foi dizimada por sucessivas carestias e pestes; só a peste negra foi responsável pela morte de um terço da população europeia entre 1347 e 1350. O Grande Cisma do
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