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CIAP

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Classificação 
Internacional 
de Atenção 
Primária (CIAP 2)
W9271 World Organization of National Colleges, Academies, and Academic 
 Associations of General Practitioners/Family Physicians Classificação 
 Internacional de Atenção Primária (CIAP 2) / Elaborada pelo 
 Comitê Internacional de Classificação da WONCA (Associações 
 Nacionais, Academias e Associações Acadêmicas de Clínicos 
 Gerais/Médicos de Família, mais conhecida como Organização 
 Mundial de Médicos de Família) ; Consultoria, supervisão 
 e revisão técnica desta edição, Gustavo Diniz Ferreira Gusso. 
 – 2. ed. – Florianópolis : Sociedade Brasileira de Medicina de 
 Família e Comunidade, 2009.
 200 p. ; 23 cm + CD-ROM
 Tradução de: ICPC-2-R (Revised Second Edition): International 
 Classification of Primary Care. ISBN 978-85-63010-00-1
 1. Nosologia. 2. Atenção primária à saúde (Medicina) – 
 Classificação. I. Título. II. WONCA. III. Organização Mundial 
 de Médicos de Família. IV. Sociedade Brasileira de Medicina de 
 Família e Comunidade.
CDU 616.001.4
Catalogação na publicação: Júlia Angst Coelho – CRB 10/1712
2010
Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição:
Gustavo Gusso
Presidente da SBMFC
Classificação 
Internacional 
de Atenção 
Primária (CIAP 2)
Segunda edição
Elaborada pelo Comitê Internacional de Classificação da Organização Mundial 
de Associações Nacionais, Academias e Associações Acadêmicas de Clínicos Gerais/
Médicos de Família (WONCA), mais conhecida como Organização Mundial de 
Médicos de Família.
Sob permissão da Organização Mundial de Associações Nacionais, Academias 
e Associações Acadêmicas de Clínicos Gerais/ Médicos de Família/ Organização 
Mundial dos Médicos de Família (WONCA) para a Sociedade Brasileira de Medicina 
de Família e Comunidade (SBMFC)
Florianópolis, 2009
© Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC, 2009
Capa
Henrique Caravantes
Projeto e editoração
Armazém Digital® Editoração Eletrônica – Roberto Carlos Moreira Vieira
Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à 
Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
Rodovia SC 401 km 4, 3854 – Saco Grande – Florianópolis/Santa Catarina. 
CEP: 88032-005
É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou 
em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, 
mecânico, gravação, foto cópia, distribuição na Web e outros), 
sem permissão expressa da SBMFC.
IMPRESSO NO BRASIL
PRINTED IN BRAZIL
DIRETORIA DA SBMFC (2010 – 2012)
Gustavo Diniz Ferreira Gusso Presidente
Luiz Felipe Cunha Mattos Vice-Presidente
Zeliete Zambon Secretária Geral
Aline de Avila Ramos Diretora Financeira
Ruth Borges Dias Diretora Científica
Daniel Knupp Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação 
 Lato Sensu
Thiago Gomes da Trindade Diretor de Graduação e Pós-Gradua- 
 ção Strictu sensu
Oscarino Barreto dos Santos Júnior Diretor de Comunicação
Emílio Rossetti Pacheco Diretor de Titulação
Cleo Borges Diretor de Exercício Profissional
Nilson Massakazu Ando Diretor de Medicina Rural 
Bruno Souza Benevides Diretor Residente
CONSELHO DIRETOR DA SBMFC
Marcelus Antônio Motta Prado de Negreiros Acre
Ana Cláudia Soares da Silva Alagoas
Ricardo César Garcia Amaral Filho Amazonas
Caroline Lopez Fidalgo Bahia
Marco Tulio Aguiar Mourão Ribeiro Ceará
Sergio Leuzzi Distrito Federal
Marcello Dala Bernardina Dalla Espírito Santo
Sandro Rogério Rodrigues Batista Goiás
Fabiano Gonçalves Guimarães Minas Gerais
Ivo Alves de Freitas Mato Grosso do Sul
Fernando Antonio Santos e Silva Mato Grosso
Yuji Magalhães Ikuta Pará
Verônica Galvão Freires Cisneiros Pernambuco
Marcelo Garcia Kolling Paraná
Cristiane Coelho Cabral Rio de Janeiro
Thiago Gomes da Trindade Rio Grande do Norte
José Mauro Ceratti Lopes Rio Grande do Sul
Robinson Cardoso Machado Rondônia
Marcela Dohms Santa Catarina
Denise Santos do Nascimento Sergipe
Fernanda Plessmann de Carvalho São Paulo
Raimundo Célio Pedreira Tocantins
Prefácio 1
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), 
com o apoio do Departamento de Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saú-
de, disponibiliza para uso livre, por meio desta publicação, o mais adequado 
sistema de classificação para ser utilizado na atenção primária à saúde. Não 
se trata de uma alternativa a Classificação Internacional de Doenças (CID), 
que continua importante para ser usada em morbi-mortalidade, mas de uma 
poderosa ferramenta que permite classificar não só os problemas diagnostica-
dos pelos profissionais da saúde, mas principalmente os motivos da consulta 
e as intervenções acordadas seguindo a sistematização SOAP (subjetivo, ob-
jetivo, avaliação e plano) concebida por Lawrence Weed na década de 60 do 
século passado. Tem o potencial de avaliar as razões pelas quais os pacientes 
procuram o serviço de saúde, as probabilidades pré-teste dos problemas de 
saúde (por exemplo, porcentagem de pacientes com queixa de febre que re-
cebe o diagnóstico de infecção de vias aéreas superiores) e as comorbidades. 
Acima de tudo, potencializa a prevenção quaternária como concebida por 
Marc Jamoulle, evitando diagnósticos precipitados e intervenções inadequa-
das – em especial quando há um sofrimento ou uma enfermidade, mas não 
uma doença que seja detectável em exame laboratorial ou de imagem. 
Em atenção primária, frequentemente o diagnóstico etiológico não é o 
mais importante, e a Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP) 
tem como principal critério de sistematização a pessoa incluindo o contexto 
social (capítulo Z), e não a doença. A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem 
sido responsável pela reestruturação da atenção primária no Brasil, e o uso 
da CIAP permitirá conhecer melhor a demanda dos pacientes e o trabalho 
realizado. Desta forma, ajudará no planejamento das ações nas unidades de 
saúde e também das atividades voltadas para o desenvolvimento profissional 
contínuo. Enfim, o objetivo é transformar cada unidade de saúde em um 
potente campo de avaliação da própria prática, qualificando cada vez mais a 
atenção primária brasileira.
Este projeto nasceu em 2006, quando o Brasil passou a ter um represen-
tante no Comitê Internacional de Classificação da WONCA (WICC). Alguns 
pesquisadores utilizavam a versão de Portugal, mas não era suficiente para 
viii Prefácio 1
o uso sistematizado em prontuários eletrônicos ou para classificar todos os 
encontros entre profissionais de atenção primária e os pacientes. O Ministério 
da Saúde assinou então um convênio com a SBMFC, que permitiu o pagamen-
to dos royalities para a WONCA e o livre uso da CIAP no Brasil. Durante os 
congressos e em discussões com colegas que já utilizavam a CIAP, algumas al-
terações em relação à versão portuguesa foram decididas. Em primeiro lugar, 
o próprio nome, que em Portugal era Classificação Internacional de Cuidados 
Primários; na versão brasileira, substituímos “cuidados” por “atenção”, termo 
mais utilizado por aqui. Foi realizada uma revisão minuciosa dos termos e 
as adaptações necessárias como a mudança de “cancro” para “câncer”. Duas 
alterações de rubricas efetivadas merecem destaque. O termo A77 passou a 
ser “Dengue e outras doenças virais NE” em vez de “Outras doenças virais NE” 
onde se incluía a dengue e o A78 “Hanseníase e outras doenças infecciosas 
NE” em vez de apenas “Outras doenças infecciosas NE” que incluía a hansení-
ase. Esta foi uma maneira de dar destaque para estes problemas de saúde que 
não estavam explicitados na rubrica nas versões inglesa e portuguesa, mas 
apenas nos critérios de inclusão por causa da importância dessas doenças no 
contexto nacional. A CIAP é feita com base na prevalência dos problemas de 
saúde, e o principal critério de inclusão é ser mais prevalente que 1:1.000. 
A inclusão de mais doenças infecciosas