Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS 
CURSO DE GESTÃO AMBIENTAL 
 
 
 
 
JULIANA DIONIZIO DA SILVA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA (PRAD) 
DE UM TRECHO DAS MARGENS DO CÓRREGO DO PALMITO 
– GOIÂNIA -GO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2012 
 
JULIANA DIONIZIO DA SILVA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA (PRAD) 
DE UM TRECHO DAS MARGENS DO CÓRREGO DO PALMITO 
– GOIÂNIA -GO 
 
 
 
 
Projeto apresentado ao Curso de Gestão 
Ambiental como requisito parcial para a 
obtenção do título de Gestor Ambiental da 
Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás. 
 
 
 
 
Orientador: Ms.: Marcos Martins Borges 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2012 
 
 
JULIANA DIONIZIO DA SILVA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA (PRAD) 
DAS MARGENS DO CÓRREGO DO PALMITO – GOIÂNIA -GO 
 
Projeto apresentado ao Curso de Gestão 
Ambiental como requisito parcial para a 
obtenção do título de Gestor Ambiental da 
Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás. 
 
 
 
Aprovado pela Banca Examinadora em 18 de junho de 2012. 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
________________________________________________________________ 
Prof. Ms.: Marcos Martins Borges - Fac. SENAC/GO 
Orientador 
 
________________________________________________________________ 
Prof. Ma. Ana Beatriz Teixeira - Fac. SENAC/GO 
 
 
________________________________________________________________ 
Prof. Ma. Ana Maria de Freitas - Fac. SENAC/GO
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 6 
2 INFORMÇÕES GERAIS ................................................................................................. 7 
2.1. Localização da área ............................................................................................... 7 
2.2. Número do processo em trâmite no órgão ambiental ................................................. 8 
2.3. Proprietário ........................................................................................................... 8 
2.4. Tipo de atividade e descrição do empreendimento ..................................................... 8 
2.5. Responsáveis técnicos pela elaboração do prad ......................................................... 8 
2.6. Órgão ambiental licenciador ................................................................................... 8 
2.7. Contato relativo ao PRAD ...................................................................................... 8 
2.8. Área a ser recuperada ............................................................................................. 8 
3 METODOLOGIA ............................................................................................................ 9 
4 REVISÃO BIBLIOGRAFICA ........................................................................................ 10 
5 PLANO DE RECUPERAÇÃO DE AREA DEGRADADA - PRAD .................................. 12 
6 ETAPAS PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM PRAD ...................................................... 16 
7 DIAGNÓSTICO ............................................................................................................ 17 
7.1. REGISTRO LOCACIONAL / MAPA DA ÁREA .................................................. 17 
7.2. Meio Fisiográfico ................................................................................................ 17 
7.2.1. Clima (pluviometria, temperatura, ventos, evaporação) ........................... 17 
7.2.2. Geologia ........................................................................................................ 18 
7.2.3. Solos .............................................................................................................. 19 
7.2.4. Hidrologia ...................................................................................................... 19 
7.2.5. Geomorfologia e Topografia ........................................................................ 19 
7.2.6. Influência do PRAD....................................................................................... 20 
7.3. Meio Biótico ....................................................................................................... 20 
7.3.1. Diagnóstico da Área ..................................................................................... 21 
7.4. Meio antrópico (ocupação e uso da terra) ............................................................... 21 
8 PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS ........................................... 23 
8.1. Diretrizes Gerais ................................................................................................. 23 
8.2. Ações de Engenharia (controle de erosões, curvas de nível, terraceamentos, cercas, etc.)
 23 
8.3. Controle de Lianas (cipós) e de Espécies Exóticas (gramíneas e outras ...................... 23 
8.4. Técnicas de Recuperação/Restauração Vegetal a serem adotadas .............................. 23 
8.4.1. Definição do modelo de plantio ................................................................... 23 
8.4.2. Recuperação do meio biótico ...................................................................... 24 
8.4.3. Distribuição de espécies .............................................................................. 24 
8.4.4. Abertura e Preparo das Covas .................................................................... 25 
8.4.5. Capina em faixa e coroamento .................................................................... 26 
8.4.6. Adubação ...................................................................................................... 26 
8.4.7. Efetivação do Plantio das Mudas ................................................................ 26 
8.4.8. Combate a Formigas e Cupins .................................................................... 26 
8.4.9. Manutenção ................................................................................................... 27 
8.5. Avaliação da Qualidade do Plantio e Monitoramento (tipo e frequência de 
acompanhamento e correções) ....................................................................................... 28 
8.6. Recursos Humanos e Materiais ............................................................................. 28 
8.7. Maquinário e logística a serem empregados na atividade e responsáveis .................... 28 
 
8.8. Operações Complementares .................................................................................. 28 
9 CRONOGRAMA ........................................................................................................... 30 
10 ORÇAMENTO .............................................................................................................. 31 
6 
1 INTRODUÇÃO 
 
A falta de planejamento e de políticas públicas destinadas a proporcionar moradia 
digna a todas as pessoas, assim como a ausência de uma estrutura administrativa eficiente de 
fiscalização permitem a ocupação das margens de rios e lagoas, por loteamentos clandestinos 
ou irregulares, em áreas urbanas. 
Os assentamentos urbanos clandestinos instalados sobre áreas de preservação 
permanente defrontam-se com a ameaça de esgotamento dos recursos hídricos, e representam 
um conflito socioambiental que envolve a preservação do ambiente. 
Os principais problemas verificados nos mananciais da capital, hoje, são ausência de 
mata ciliar, lançamentos clandestinos de esgoto, lançamentos clandestinos de entulho, focos 
de erosão, assoreamento e a ocupação irregular de faixa de Zona de Proteção Ambiental 
(ZPA-I) (AMMA, 2011). 
Essa realidade vem se alastrando por todo o país e se faz presenteem Goiânia, assim 
como em muitas outras cidades brasileiras. 
Segundo o Código Florestal (1965), área de preservação permanente é toda aquela, 
constante em seus artigos 2º e 3º, coberta ou não por vegetação nativa, com a função 
ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a 
biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das 
populações humanas. 
A escolha dessa área de estudo se deu pelos graves problemas que se pode observar as 
margens do córrego pela supressão da vegetação nativa de mata ciliar, e pela proximidade 
desse córrego com a área urbana e com uma Avenida de grande fluxo, tendo em vista que a 
ocupação urbana as suas margens tem afetado de forma direta o recurso hídrico. 
Para entender melhor a problemática desse curso d’água foi feito uma visita in loco 
para coleta de informações obtidas em conversas informais com moradores da região, 
observações da área e fotografias. Essa visita foi de grande importância para obtenção de 
informações que possa contribuir na elaboração do plano. 
Serão apresentadas, a seguir, informações sobre a área, bem como os resultados dos 
levantamentos dos Impactos Ambientais causados na área e a proposição de medidas para 
mitigação e controle dos mesmos, ressaltando sempre que a atividade que causou 
descaracterização ao Meio Ambiente na área foi originada pela ação desordenada do homem. 
 
7 
2 INFORMÇÕES GERAIS 
2.1. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA 
 
O objeto de estudo encontra-se localizado nos bairros Jd. Novo Mundo, Vila Morais, 
Chácara Botafogo e Vila Martins Extensão, na região leste do município de Goiânia-GO. 
Inserido no retângulo envolvente das coordenadas latitude Sul 16° 41’ 25,40’’ longitude 
Oeste de Greenwich 49° 14’ 23,31’’; latitude Sul 16° 39’ 29,78’’ longitude Oeste de 
Greenwich 49° 12’ 26,31’’ (Figura 1). 
As margens do Córrego do Palmito estão presentes áreas comerciais e invasões que 
acabaram por contribuir para a retirada de grande parte das áreas de preservação permanente 
(APP) do córrego. 
Figura 1- Mapa de localização 
 
Fonte: Elaborado por Juliana Silva (2011) 
 
 
8 
2.2. NÚMERO DO PROCESSO EM TRÂMITE NO ÓRGÃO AMBIENTAL 
 
• XXX/XXX 
2.3. PROPRIETÁRIO 
 
Área urbana do município de Goiânia - GO 
2.4. TIPO DE ATIVIDADE E DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO 
 
Não existem atividades na área, apenas ações antrópicas dos moradores das margens. 
2.5. RESPONSÁVEIS TÉCNICOS PELA ELABORAÇÃO DO PRAD 
 
 
Nome: Juliana Dionizio da Silva 
Cargo: Gestora Ambiental 
Email: juliana.hidrogoias@gmail.com Telefone: (62) 9163-8174 / 8267-0882 
 
2.6. ÓRGÃO AMBIENTAL LICENCIADOR 
 
NOME: SEMARH 
ENDEREÇO: 11ª Avenida, 1.272 – Setor Leste 
 Universitário - GOIÂNIA – GOIÁS 
CEP: 74.605-060 
TELEFONE: (62) 3265-1300 
2.7. CONTATO RELATIVO AO PRAD 
 
Prefeitura de Goiânia – Telefone: 0800-6460-156 
Agência Municipal do Meio Ambiente – AMMA – Telefone: 3524-1412 
2.8. ÁREA A SER RECUPERADA 
 
A área a ser recuperada com o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) esta 
localizada Jardim Novo Mundo, na cidade de Goiânia, no Estado de Goiás. 
A área do PRAD é de 15.600,00 m², correspondentes a 1/3 da área total das margens 
do córrego do Palmito. 
9 
3 METODOLOGIA 
 
Foi feito uma inspeção ambiental da área a ser reabilitada; a documentação fotográfica 
dos itens de passivo identificados; identificação dos processos de transformação ambiental 
que deram origem aos itens de passivo identificados; caracterização ambiental dos itens de 
passivo, em termos de sua representatividade, assim como de seus processos causadores; 
estabelecimento de medidas corretivas e preventivas para cumprir com as necessidades de 
reabilitação ambiental da área, levantamento bibliográfico, analise de metodologias de PRAD, 
mapeamento da área. 
 
Para isso foram utilizados: 
� 01 (uma) máquina fotográfica; 
� 01 (um) GPS de navegação Garmim 
� Aplicativo Spring e ArcGIS utilizados na confecção de mapas 
� Banco de dados MUBDG e EMBRAPA 
� Equipe de profissionais técnicos 
 
Foram realizadas ainda: 
� Entrevista informal com moradores do local 
� Levantamento do tipo de solo 
� Pesquisas bibliográficas 
� Entrevista com Engenheiro Agrônomo Mário Fernando Silva, para definição 
do modelo de plantio a ser utilizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
4 REVISÃO BIBLIOGRAFICA 
 
Entende-se por meio ambiente as relações que existem entre a natureza o homem e a 
estrutura política, econômica e social (ROCHA & KURTZ, 2001). De acordo com Servilha 
(2006), com o aumento populacional e a necessidade de moradia, inúmeras famílias que não 
tem condições a moradia de forma legal acabam optando por invasões nas margens dos cursos 
d’água e, assim, suprimindo grande parte de Áreas de Preservação Permanente (APP). 
As áreas urbanas se expandem a partir de recursos hídricos por motivos essenciais 
para o desenvolvimento, como o abastecimento de água potável e eliminação dos efluentes 
sanitários e industriais. Com isso as APPs desses corpos d’água vem sendo impactadas. 
De acordo com Lei nº 4.771 de 1965 - Código Florestal (PLANALTO GOIÁS), “as 
APPs são áreas de vegetação que devem ser mantidas intactas para a preservação dos recursos 
hídricos, da estabilidade geológica e da biodiversidade”. Para Lohman (2003, Pg, 46), “as 
matas ciliares funcionam como reguladores do fluxo de água, sedimentos e nutrientes entre os 
terrenos mais altos da bacia hidrográfica e o ecossistema aquático”. 
A preservação das APPs é de extrema importância para a manutenção do ecossistema 
e da qualidade da água dos rios e nascentes, sendo que a não preservação dessas áreas trazem 
inúmeros problemas para o planeta e para a sobrevivência de seus habitantes, gerando 
impactos negativos relacionados a secas, erosões, enchentes, desaparecimento de nascentes e 
rios (ALMEIDA, 2000). 
A seguir, o quadro 1 mostra as legislações que tratam sobre a largura e supressão de 
APPs. 
 
Quadro 1- Legislação aplicada 
LEI/ NORMA/ 
RESOLUÇÃO 
DETERMINAÇÃO 
A Lei nº 4.771, de 1965 
(Código Florestal) 
 
 
A supressão de áreas preservação permanente só será 
admitida com prévia autorização do Poder Executivo 
Federal. 
A Lei nº 4.771, de 1965 
(Código Florestal) 
 
 
As margens de córrego devem ter 30 (trinta) metros 
para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de 
largura 
 
Em áreas urbanas, devem-se observar os planos 
diretores e leis de uso do solo 
11 
Plano Diretor de Goiânia APP com largura mínima de 50m (cinqüenta metros), 
a partir das margens para todos os córregos. 
Arts. 38 e 39 da Lei n° 9.605, 
de 1998 (Lei de Crimes 
Ambientais - LCA) 
Para quem comete infração às normas que regulam as 
APP sâo aplicado sanções penais 
Fonte: Código Florestal, 1665; Plano Direitor de Goiânia, 2007; Lei de Crimes 
Ambientais, 1998. 
 
Kageyama et al (1994) considera que área degradada é aquela que, após distúrbio, teve 
eliminado os seus meios de regeneração natural, não sendo, portanto, capaz de se regenerar 
sem a interferência antrópica. Para Salvador e Miranda (2007), verifica-se a degradação de 
uma área quando a vegetação e a fauna são destruídas, removidas ou expulsas, a camada de 
solo fértil é perdida, removida ou coberta, afetando os corpos superficiais ou subterrâneos 
d’água. 
Na área de estudo o meio biótico encontrado é o Cerrado, o termo Cerrado é 
comumente utilizado para designar o conjunto de ecossistemas (savanas, matas, campos e 
matas de galeria) que ocorrem no Brasil Central (RIBEIRO ET AL., 1981). De acordo com o 
dicionário a origem da palavra Cerrado é espanhola, que significa “fechado” e o termo tenta 
traduzir as características desse bioma de vegetação arbustivo-erbácia densa. 
Aregião do Cerrado é marcada pela presença de vegetação predominantemente 
lenhosa e arbustiva, caracterizada por árvores de pequeno porte, retorcidas, distribuídas 
irregularmente em um tapete graminoso, não chegando a grandes alturas e estando adaptada 
aos rigores impelidos pela seca e pelo empobrecimento do solo. 
A área de estudo, em sua origem, era formada quase que em sua totalidade por esse 
bioma e mantinha essas características, no entanto hoje a área detém uma quantidade mínima 
dessa vegetação nativa, isso devido a retirada dessa vegetação pela ação antrópica na região. 
 
 
 
 
 
 
 
12 
5 PLANO DE RECUPERAÇÃO DE AREA DEGRADADA - PRAD 
 
A Instrução Normativa n° 4 de 2001 (IBAMA, 2011) instrui sobre as exigências 
mínimas e norteia a elaboração de Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD, e 
afirma que “o PRAD deverá propor medidas que assegurem a proteção das áreas degradadas 
ou alteradas de quaisquer fatores que possam dificultar ou impedir o processo de 
recuperação”. 
A Política Nacional do Meio Ambiente (LF n° 6.938/8,1, p. 02) artigo 2°, VIII afirma 
que a finalidade do PRAD é, “[…] o retorno do sítio degradado a uma forma de utilização, de 
acordo com um plano preestabelecido para o uso do solo, visando à obtenção de uma 
estabilidade do meio ambiente”. 
O objetivo amplo dos PRADs é a garantia da segurança e da saúde pública, através da 
reabilitação das áreas degradadas pelas ações humanas, de modo a retorná-las às condições 
desejáveis e socialmente aceitáveis (LIMA; FLORES; COSTA, 2006). 
Segundo Rodrigues e Gandolfi (1998) e Martins (2001) o sucesso de um PRAD pode 
ser avaliado por meio de indicadores vegetais de recuperação. E ainda para Martins (2001) é 
através desses indicadores que é possível definir se determinado projeto necessita de novas 
interferências ou de ser redirecionado, visando acelerar o processo de sucessão e de 
restauração das funções da vegetação implantada. 
Por esses motivos, o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas é um importante 
instrumento da gestão ambiental para recuperação de áreas impactadas. Embora os PRADs 
sejam voltados para os aspectos de solo e vegetação, eles acabam afetando positivamente a 
água, o ar, a fauna, e os seres humanos, pois possibilitam qualidade de vida para a população, 
para a fauna e flora da região, e ainda propicia melhorias dos recursos naturais existentes. 
O PRAD promove a restauração de áreas degradadas e pode ser definido como um 
processo de reversão das áreas degradadas em terras produtivas e auto-sustentáreis, podendo 
chegar ao nível de uma restauração de processos biológicos ou de aproximar-se muito da 
estrutura ecológica original (GUERRA E CUNHA, 2003). 
O PRAD deverá reunir informações, diagnósticos, e estudos que permitam a avaliação 
da degradação ou alteração e a conseqüente definição de medidas adequadas à recuperação da 
área, em conformidade com as especificações da Legislação Federal (IBAMA, 2011). 
Segundo Seitz (1994), obedecendo à sucessão natural da vegetação, deve-se primeiro 
isolar a área e averiguar se não há condições de recuperação natural da mata. Caso contrário, 
13 
revegetar, considerando as espécies pioneiras, seguidas pelas secundárias e deixando as 
clímax para a complementação do ecossistema. 
São esses dois sistemas usados em projetos de Recomposição Florística, podendo 
numa mesma micro bacia ser necessário o uso concomitante dos diferentes sistemas, 
dependendo das características das faixas a serem revegetadas: Regeneração Natural e 
Implantação Artificial de Reflorestamentos. 
Regeneração Natural: No processo de regeneração natural não há interferência 
antrópica: áreas degradadas permanecem sem interferência para que a vegetação se refaça 
naturalmente. Por meio da regeneração natural, as florestas apresentam capacidade de se 
regenerarem de distúrbios naturais ou antrópicos. 
A expressão regeneração natural é definida como sendo o conjunto de descendentes 
das plantas arbóreas que se encontram entre 0,1 m de altura até o limite de diâmetro 
estabelecido no levantamento estrutural (FINOL, 1971) e consiste ainda em importante 
indicador de avaliação e monitoramento da restauração de ecossistemas degradados 
(RODRIGUES e GANDOLFI, 1998). 
Segundo Seitz (1994), a regeneração natural da vegetação é o processo mais 
econômico para recuperar áreas degradadas. 
Implantação Artificial de Reflorestamentos: “A implantação de florestas tem 
ocorrido principalmente em solos de baixa fertilidade, seja ela natural ou em função do nível 
de degradação, em especial das áreas ciliares” (KAGEYAMA et al., 2002, p.58). 
Implantação é o conjunto de operações que vai do preparo do solo até o momento no 
qual o povoamento possa se desenvolver sozinho. 
O plantio se caracteriza como sendo a colocação da muda no campo. Pode ser 
mecanizado, manual ou semi mecanizado, dependendo da topografia, recursos financeiros e 
disponibilidade de mão de obra e/ou equipamentos (EMBRAPA FLORESTAS, 2003). 
Dentro desse sistema existem diversos modelos para recuperação de áreas degradadas. 
Dentro do modelo 1 propõe-se que as espécies sejam plantadas fileiras de espécies primárias e 
entre elas espécies de secundárias e clímax, evitando que espécies iguais de SI / ST e X 
fiquem lado a lado. No segundo modelo propõe-se que as espécies sejam plantas seguindo o 
nível do terreno, fazendo fileiras de espécies de rápido crescimento e outra fileira alternando 
espécies de crescimento mais lento. Já no modelo 3 foi proposto que as espécies de 
crescimento mais lento fossem plantadas entre 4 espécies que crescimento mais rápido, 
também seguindo o sentido da declividade do terreno. 
 
14 
A seguir, os modelos anteriormente relacionados: 
 
Modelo 1- Proposto pelo professor Paulo Y. Kageyama (1990). 
 
P P P P P 
 
SI ST SI ST 
 
P P P P P 
 
X SI X SI 
 
P P P P P 
 
SI ST SI ST 
 
P P P P P 
 
P: Pioneiras SI: Secundária Inicial ST: Secundária Tardia X: Clímax 
Espaçamento: pioneiras = 2x2m; secundárias = 4x2m e secundárias tardias e clímax = 4x4m. 
 
Modelo 2 - Proposto por Durigan e Nogueira (1990). 
 
O X O X O 
 O O X O O 
 O X O X O 
 O O X O O 
 O X O X O 
 O O X O O 
 
O = Espécies de rápido crescimento (Pioneiras e secundárias iniciais) 
X = Espécies de crescimento lento (secundárias e clímax) 
 
 
 
 
 
 
15 
Modelo 3 – Proposto por Silva (2012). 
 
↓↓↓↓ S---------P---------X---------P---------S---------P SENTIDO DA 
3,0m 
↑↑↑↑ P---------X---------P---------S---------P--------- P ⇓⇓⇓⇓ DECLIVIDADE 
 
 S---------P---------X---------P---------X--------- P DO TERRENO 
←←←← 3,0m →→→→ 
 
 P = Espécie pioneira S= Espécie secundaria X = Espécie Clímax 
 
São apresentadas, a seguir, informações sobre a área a ser recuperada, bem como os 
resultados dos levantamentos dos impactos ambientais causados na área e a proposição de 
medidas para mitigação e controle dos mesmos, ressaltando sempre que a atividade que 
causou descaracterização ao meio ambiente na área foi originada pela ação desordenada do 
homem na escalada do desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
6 ETAPAS PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM PRAD 
 
Para que a realização desse PRAD seja bem sucedida deverá seguir as seguintes 
etapas: 
Diagnóstico; 
Para que todas as etapas futuras sejam elaboradas e realizadas com sucesso, necessita-
se que sejafeito um diagnóstico detalhado na área, buscando assim identificar os passivos 
ambientais ali gerados. 
Recuperação/Preparação do terreno; 
A recuperação e preparação do solo são de suma importância para que o terreno possa 
receber as plantas e proporcionar um crescimento saudável. 
Processo de Revegetação; 
Após o solo limpo, adubado e preparado deve dar-se início ao plantio das espécies, 
seguindo todas as orientações de plantio descritos no item 7.4. 
Monitoramento e Avaliação. 
O monitoramento e a avaliação deve ocorrer nos 2(dois) anos seguintes ao plantio, 
visando avaliar o crescimento, adaptação e desenvolvimento da área recuperada fazendo as 
correções necessárias para maior efetividade do PRAD. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
7 DIAGNÓSTICO 
7.1. REGISTRO LOCACIONAL / MAPA DA ÁREA 
 
A figura 2 apresenta o mapa locacional da área, mostrando a relação entre Goiânia e os 
bairros visinhos. A córrego do Palmito está localizado ao extremo leste da cidade de Goiânia, 
cortando 5 (cinco) bairros, a área que será revegetada está localizada no bairro Jardim Novo 
Mundo (cor rosa). 
 
Figura 2 – Mapa locacional 
 
Fonte: Elaborado por Juliana Silva (2011) 
7.2. MEIO FISIOGRÁFICO 
7.2.1. Clima (pluviometria, temperatura, ventos, evaporação) 
 
 
18 
O clima da área do PRAD é classificado como do tipo Aw segundo köppen como 
sendo um clima do tipo tropical, caracterizado por duas estações bem definidas, uma seca – de 
maio a setembro, e outra chuvosa – de outubro a abril, período em queocorrem chuvas 
torrenciais. As temperaturas máximas anuais variam de 29 ºC a 32 ºC (SIEG, 2001). 
No quadro 02 a seguir, está apresentada a média de temperatura máxima de Goiânia 
no período de 1991 a 2001. 
 
Quadro 2 - Temperatura máxima Goiânia 
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 
29 30 30 30 30 29 30 31 32 32 30 29 
Fonte: Sieg, 2001 
 
A precipitação da região apresenta padrão de distribuição típico da Região dos 
Cerrados, sendo que a precipitação anual máxima registrada no período de 1971 a 1994 foi de 
1,525 mm. 
 
Quadro 3 - Precipitação máxima 
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 
300 250 200 100 30 10 10 20 40 150 250 300 
Fonte: Sieg, 2001 
7.2.2. Geologia 
 
A região onde se localiza a área está inserida, segundo o Mapa Geológico da Folha 
Goiânia do Projeto RADAMBRASIL, no período Pré-Cambriano, que é o tempo geológico 
desde a formação da Terra há cerca de 4,6 bilhões de anos até a evolução dos primeiros 
fósseis no começo do Cambriano há 542 milhões de anos. Sendo caracterizado por rochas do 
Proterozóico Inferior, representado pelo Grupo Araxá e depósitos aluvionares do Quaternário, 
devido às deformações e metamorfismo térmico existente (RADAMBRASIL, 1983). 
 
 
19 
7.2.3. Solos 
 
De acordo com o Projeto RADAMBRASIL no município de Goiânia, o tipo de solo 
predominante é o Latossolo Vermelho-Escuro, porém pode se encontrar classes de solos com 
menores extensões que o solo dominante, das quais se destacam os seguintes: Podzólico 
Vermelho Amarelo, Podzólico Vermelho Escuro, Latossolo Roxo, Cambissolo, Neossolos 
Quartzarenicos, Solos Litólicos e Gleissolos. 
Com a ajuda de mapas digitais do projeto RADAMBRASIL pode-se observar que os 
solos encontrados na área são: 
Gleissolos: São solos em geral mal ou muito mal drenados, com lençol freático 
elevado na maior parte do ano, formados em superfícies deprimidas ou áreas de surgência 
(EMBRAPA, 1982). 
Podzólicos: Esta classe compreende solos minerais, não hidromórficos, com horizonte 
B textural de coloração avermelhada, em matiz 3,5YR ou mais vermelho, e teores de Fe2O3 
inferiores a 15% (Embrapa, 1982). São solos em geral profundos e as condições de relevo 
variam de suave ondulado a forte ondulado, com predominância, de topografias onduladas. 
7.2.4. Hidrologia 
 
A área do PRAD está localizada às margens do curso d’água do Córrego do Palmito, 
fazendo parte da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, na Otto bacia nº 5: 84952. 
7.2.5. Geomorfologia e Topografia 
 
De acordo com as Unidades Geomorfológicas constantes no Mapa Geomorfológico da 
Folha Goiânia do Projeto RADAMBRASIL (1983), o município de Goiânia encontra-se 
inserido no Planalto Central Goiano, também inserido no contato com as estruturas Arqueanas 
do Complexo Goiano. 
Na área de estudo a geomorfologia é SRAIIIA: 
Na SRAIIIA ocorrem crostas lateríticas, colúvios nas vertentes dos vales e 
áreas de sedimentação restrita onde se acumularam sedimentos aluviais. 
Feições positivas na forma de serras, colinas e domos, se elevam sobre o 
nível geral da SRAIIA devido a sua resistência à erosão. Esses relevos são 
formados por granitos paleoproterozóicos da Sub-Província Paraná, rochas 
dobradas paleoproterozóicas do Grupo Araí e metassedimentares da 
Formação Traíras, da unidade geotectônica Rift Intracontinental (RADAM 
BRASIL, 1983. p.64). 
20 
7.2.6. Influência do PRAD 
 
Todas essas características de clima, geologia, solo e geomorfologia da área, 
interferem de forma direta na execução do PRAD, tendo em vista que deve se levar em 
consideração cada uma dessas informações. 
Deve ter o cuidado de o plantio ser realizado na época certa, aproveitando-se o 
máximo o período das chuvas. A concentração maior de chuva (80%) é verificada nos meses 
de outubro a abril e uma estação seca entre os meses de maio a setembro. Como a área a ser 
vegetada não é de grande extensão todas as mudas terão este benefício indistintamente. Para 
tanto se recomenda o plantio para o início da estação das chuvas nos meses entre outubro e 
novembro. Em relação ao solo da área é preciso ter o cuidado com o preparo do mesmo, 
evitando o uso de maquinários que favorecem os possíveis processos erosivos no solo. 
7.3. MEIO BIÓTICO 
 
De acordo com o Plano de Zoneamento do Município de Goiânia (FMDU; ITCO; 
SEPLAM, 2008, p. 121) a vegetação do córrego do Palmito era composta por Cerrado sensu 
stricto, Cerradão e Mata de Galeria. Essa vegetação foi praticamente suprimida por moradores 
irregulares nas margens do córrego. 
Cerrado sensu stricto caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas, 
tortuosas, com ramificações irregulares, retorcidas e geralmente com evidências de 
queimadas. O Cerradão é caracterizado por árvores baixas e arbustos espaçados, associados a 
gramíneas. Já matas de galeria constituem-se de matas perenifólias ou semi-caducifólias, com 
grande adensamento populacional, de alto porte, além de possuírem um substrato estruturado 
de espécies umbrófitas (plantas de sombra) e indivíduos menores da regeneração natural 
(CAMARGO, 2004, p. 18). As espécies mais freqüentes nos ambientes acima descritos são 
listadas no quadro 03. 
 
 
 
 
 
 
 
21 
Quadro 3 - Espécies predominantes nos tipos de cerrado antespresente na área de 
recuperação. 
Vegetação Especies 
Cerrado 
sensu stricto 
Amargosinha (Vatairea macrocarpa), Araticum (Annona coriacia), Cabeça-
de-negro (Annona coriacia), Peroba-do-campo (Aspidospermatomentosum), 
Gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium), Mama-cadela 
(Brosimumgaudichaudii), Sucupira-preta (Bowdichia virgilioides), Murici 
(Bysonima coccolobifolia), Pequi (caryocar brasiliense). 
Cerradão Ipê (Tabebuia ochracea), murici (Bysonima coccolobiflolia), barbatimão 
(Stryphnodendron abovatum), pau-santo (Kielmeyera rubriflora), araçá 
(Psiduimcattleyanum sabine), pau-terra (Qualeagrandiflora), catuaba 
(Anemopaegma arvense), indaiá (Atlalea exigua), peroba-do-campo 
(Aspidosperma tomentosum), gua-biroba (Campomanesia pubescens), 
cajueiro-do-campo (Anacarduim humile), pitanga-do-campo (Eugenia 
uniflora). 
Mata de 
galeria 
 
 
Copaiba (Copafeira langsdorffit), Paineira (Chorisia speciosa), Amendoimdo 
mato (Pterogyne nitens), Louro (Laurus nobilis). 
Fonte: EMBRAPA, 2012. 
7.3.1. Diagnóstico da Área 
 
Como já foi exposto anteriormente a área era vegetada por espécies nativas do 
Cerrado, no entanto atualmente a área das margens do córrego Palmito encontra-se quase sem 
vegetação nativa, a maior parte das áreas está ocupada por residências. 
Além de suprir toda área de APP do córrego, essas residências comprometem de forma 
direta a qualidade da água, com o lançamento de esgoto in natura e lixo no córrego. 
Foi realizada uma visita até a Prefeitura de Goiânia para que fosse prestadas 
informações sobre medidas de desocupação e posteriormente de recuperação e proteção dessa 
área mais até a finalização desse estudo não existe ainda nenhuma medida de controle 
ambiental em execução ou em projeto. 
7.4. MEIO ANTRÓPICO (OCUPAÇÃO E USO DA TERRA) 
 
Atualmente, milhares de pessoas vivem nas áreas das APPs pelo país, na maioria 
população de baixa renda que não consegue ter acesso a moradia nas áreas urbanas legais, 
com infraestrutura adequada e preços acessíveis (SERVILHA et. AL., 2006). 
De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA). Goiânia possui 85 
cursos d’água, sendo: 4 ribeirões (Anicuns, João Leite, Capivara e Dourados);1 rio (Meia 
22 
Ponte); 80 córregos dentre ele o Córrego do Palmito onde se localiza o local a ser implantado 
o PRAD. 
Os principais problemas verificados nos mananciais da capital são a ausência de mata 
ciliar, lançamentos clandestinos de esgoto, lançamentos clandestinos de entulho, focos de 
erosão, assoreamento e a ocupação irregular de faixa de Zona de Proteção Ambiental (ZPA-I) 
(AMMA, 2011). 
E foi justamente isso que aconteceu na região das margens do Córrego do Palmito que 
se encontra intensamente afetada pelo processo de expansão urbana, com edificações dos mais 
variados tipos instaladas de forma desordenada e comprometendo o toda a extensão do 
Córrego do Palmito. 
A preservação da APP é de extrema importância para a proteção do recurso hídrico, 
qualidade da água, fauna, flora, e ainda evita assoreamento e dificulta na disposição de 
resíduos nesse curso d’água. Portanto é necessária a recuperação imediata dessa área, o que 
resultaria na retirada dessas residências domiciliares situadas nas margens do córrego, assunto 
esse de grande relevância que não será tratado nas medidas adotadas pelo PRAD já que nesse 
estudo se visa somente à parte de recuperação da área. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
8 PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 
8.1. DIRETRIZES GERAIS 
 
Os procedimentos característicos de recuperação florestal a serem executados na 
recuperação da área, passo a passo e as atividades a serem desenvolvidas são descritas a 
seguir. 
8.2. AÇÕES DE ENGENHARIA (CONTROLE DE EROSÕES, CURVAS DE NÍVEL, 
TERRACEAMENTOS, CERCAS, ETC.) 
 
• Não serão necessárias ações de engenharia na área; 
• O cercamento da área recuperada de 520 m será feito com arame liso; 
• Fazer o plantio conforme recomendação de cada espécie e espaçamento 
recomendado; 
• Plantar em nível, seguindo a declividade do terreno. 
8.3. CONTROLE DE LIANAS (CIPÓS) E DE ESPÉCIES EXÓTICAS (GRAMÍNEAS E 
OUTRAS 
 
A eliminação de competidores será realizada através de capinas roçada para retirada de 
gramíneas e uso de facões para retirada de cipós. 
8.4. TÉCNICAS DE RECUPERAÇÃO/RESTAURAÇÃO VEGETAL A SEREM 
ADOTADAS 
8.4.1. Definição do modelo de plantio 
 
Depois de estudos de modelos e averiguação da área o Engenheiro Agrônomo Mário 
Fernando (profissional consultado para melhor elaboração do PRAD) baseando-se em 
modelos de outros pesquisadores e levando em consideração a área de estudo designou a 
seguinte metodologia de plantio. 
O plantio será manual por ser uma área com alta declividade e pela não viabilidade de 
usos de máquinas, visando recobrir toda a área de forma cuidadosa e garantir o processo de 
sucessão, o plantio será feito em nível, pois desta forma pode se obter melhor rendimento do 
crescimento, não havendo assim a competição entre mudas. 
O plantio deverá começar no período chuvoso, pois nesta época a chuva é favorável ao 
desenvolvimento das mudas e evitará perdas. 
24 
Assim, considerando a classificação acima, cumpre observar uma intercalação no 
momento do plantio definitivo, separando as espécies pioneiras e secundárias da espécie 
clímax, impedindo que duas espécies clímax fiquem lado a lado, conforme o seguinte 
esquema: 
S---------P---------X---------P---------S---------P 
 
P---------X---------P---------S---------P--------- P 
 
S---------P---------X---------P---------X--------- P 
 
 P = Espécie pioneira S= Espécie secundaria X = Espécie clímax 
8.4.2. Recuperação do meio biótico 
 
A restauração do meio biótico se dará com a efetivação do plantio das mudas, à 
medida que as arvores forem crescendo elas servirão como corredores de ligação entre áreas 
que ainda conservam a vegetação nativa, favorecendo assim a travessia de animais e a 
dispersão de sementes, o que ajudará na própria recuperação da área. 
8.4.3. Distribuição de espécies 
 
As espécies devem ser plantadas em linhas de plantio distintas e alternadas. A 
finalidade desta técnica é permitir que as espécies que se desenvolvem bem inicialmente a 
pleno sol beneficiem aquelas que necessitam de sombra em seu período inicial para também 
se desenvolverem de forma satisfatória. 
As mudas devem ser plantadas de forma que sejam colocadas uma espécie secundária 
ou clímax no centro entre quatro pioneiras como mostra o esquema a seguir. 
 
↓↓↓↓S---------P---------X---------P---------S---------P SENTIDO DA 
3,0m 
↑↑↑↑P---------X---------P---------S---------P---------P ⇓⇓⇓⇓ DECLIVIDADE 
 
S---------P---------X---------P---------X---------P DO TERRENO 
←←←← 3,0m →→→→ 
 
25 
 P = Espécie pioneira S= Espécie secundaria X = Espécie clímax 
 
• Número de espécies 
Área de preservação permanente de 15.600,00 m²: 
1 planta----------- 9,0m² 
N° de mudas------15.600,00m²/9,0m² 
N° de mudas = 1.734 plantas 
 
Sabendo que a cada quatro espécie primária será usado uma secundária ou 
clímax, fica definido: 
• Pioneiras: 1300 espécies 
• Secundárias: 217 espécies 
• Clímax: 217 espécies 
8.4.4. Abertura e Preparo das Covas 
 
As covas devem ter dimensões mínimas de 40 x 40 cm de abertura e 40 cm de 
profundidade. O espaçamento recomendado é de 3,0 m x 3,0 m, que é a distância média entre 
árvores adultas em condições naturais. 
Recomenda-se um espaçamento não muito rigoroso, isso produzirá uma mata mais 
semelhante à natural. 
A figura 3 ilustra o procedimento para abertura das covas: 
Figura 3 – Modelo de coveamento 
Fonte: Silva, 2012 
 
 
 
26 
8.4.5. Capina em faixa e coroamento 
 
O coroamento e a capina da área deverão ser realizados quando iniciar plantio e fizer 
uma visita na área a cada 3 meses para ver se há necessidade de realizar um novo coroamento 
no local onde se encontram as mudas. 
8.4.6. Adubação 
 
A adubação de plantio por cova: 
• 500 gramas de esterco bovino curtido; 
• 100 g de adubo 04-14-08, 
• 100 g de calcário. 
Adubação de cobertura: 
• 100 g de adubo NPK 10-10-10; 
• 100 g de salitre do chile. 
 
No preparo do solo, quando as covas forem abertas deverá ser retirado a primeira 
camada de 15 cm e colocar de um lado; a segunda camada de 15 a 30 cm de outro lado, 
misturando a primeira camada de 15 cm com 500 gramas de esterco bovino bem curtido e 100 
g do adubo NPK 04-14-08 e colocar as 100 g de calcário dentro da cova, deixa as covas 
preparadas por 2 (dois) dias para depois colocar as mudas nas covas e, por último, a camada 
de 15-30 cm, desta formaevitará o surgimento das espécies consideradas invasoras. 
8.4.7. Efetivação do Plantio das Mudas 
 
A efetivação do plantio das mudas está prevista para ocorrer no mês de novembro de 
2012. 
8.4.8. Combate a Formigas e Cupins 
 
Antes de iniciar a operação de plantio deverá ser feito o combate às formigas 
cortadeiras. Os formigueiros deverão ser identificados em toda a área a ser reflorestada. Em 
cada formigueiro identificado coloca-se uma isca. 
Controle pré plantio e no plantio: consumo previsto de 4 a 8 kg/há de iscas tóxicas. 
 
27 
8.4.9. Manutenção 
7.4.9.1. Replantio 
 
Se houver perdas (morte) das mudas após 30 dias do plantio, deverá ser feito o 
replantio das espécies, usando mudas de mesmo tamanho e idade daquelas que já se 
encontram no campo. 
 
7.4.9.2. Coroamento 
 
O coroamento deve ser feito a cada 3 meses de forma manual ou utilizando enxada. 
O coroamento será feito de acordo com a idade da planta, sendo de 1,0 m nas plantas 
de até 3 anos; 1,5 m nas plantas de 3 a 10 anos ; e 2,0 m nas plantas com mais de 10 anos de 
idade. 
 
7.4.9.3. Roçagem 
 
A limpeza do terreno deverá ser feita de 60 em 60 dias após o plantio para se retirar 
vegetação invasora e competidora. 
 
7.4.9.4. Combate a Formigas e Cupins 
 
O Combate de formigas e cupis será feito 1(um) ano após plantio, uso previsto de 1,5 a 
3 Kg de isca tóxica. 
O gasto com formicidas depende da infestação de formigueiros e o recomendado é 
fazer um levantamento da infestação antes da aplicação. 
 
7.4.9.5. Adubação 
 
A adubação de manutenção deve ser realizada entre 18 a 24 meses após o plantio. 
Adubação de cobertura: 
• 50 g de adubo NPK 10-10-10; 
• 50 g de salitre do chile. 
 
28 
8.5. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO PLANTIO E MONITORAMENTO (TIPO E 
FREQUÊNCIA DE ACOMPANHAMENTO E CORREÇÕES) 
 
O monitoramento será realizado pelos 2 (dois) anos seguintes: 2013/2014. 
Periodicamente deve-se observar as espécies sobreviventes e seu crescimento, para assim ser 
feito todo o acompanhamento das espécies e seu desenvolvimento. 
8.6. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS 
 
Humanos 
• 1 Gestor Ambiental 
• 1 Eng. Agrônomo 
• 3 Homens 
 
Materiais 
• Ferramentas para o plantio (pá, enxada, enxadão, facão etc) 
• 520 m de arame liso 
• 105 estacas 
• Trena 
8.7. MAQUINÁRIO E LOGÍSTICA A SEREM EMPREGADOS NA ATIVIDADE E 
RESPONSÁVEIS 
 
Não será usado nenhum maquinário, somente ferramentas para o plantio, manuseadas 
pelos responsáveis pelo plantio das mudas. 
8.8. OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 
 
Educação Ambiental: esta serve para despertar na população a importância da 
preservação e conservação, não só dos recursos hídricos, mas também de todos os recursos 
naturais essenciais à qualidade de vida e saúde humana. 
Para isso serão tomadas as seguintes estratégias que serão desenvolvidas pelo Gestor 
Ambiental contratado: 
� Boletim Informativo: Durante os meses de aplicação e manutenção do PRAD, 
serão distribuídos boletins informativos com diversos assuntos, para os moradores que 
29 
residem próximo à área de implantação do PRAD, fazendo com que as informações se 
estendam a todos; 
� Plantio: para os meses de plantio das mudas será proposta uma ação 
comunitária, onde os colaboradores e moradores de região poderão participar do plantio, 
auxiliando na plantação das mudas e fechamento das covas. A intenção é de envolver o 
público alvo na proposta de recuperação de área de estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
9 CRONOGRAMA 
CRONOGRAMA 
Atividade 2012 
Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Cercamento x 
Limpeza da área x x 
Combate a formigas x x x 
Abertura de covas x 
Plantio e Adubação x 
Coroamento x 
Replantio x 
Educação Ambiental x x x x x x x 
 
CRONOGRAMA DE MANUTENÇÂO 
Atividade 2013 2014 
Jan Fev Mar Mai Jul Ago Set Nov Dez Jan Fev Mar Mai Jul Ago Set Nov 
Coroamento x x x x x x x x 
Roçagem x x x x x x x x x 
Combate a formigas e cupins x 
Adubação x 
 
31 
10 ORÇAMENTO 
 
RECURSOS HUMANOS 
Especificações Unid. Quant. Custo Unitário (R$) Total (R$) 
Gestor Ambiental Homem/Empreita 1 5.000,00 5.000,00 
Eng. Agrônomo Homem/Empreita 1 2.000,00 2.000,00 
Abertura de covas Homem/4dias 3 50,00 600,00 
Mistura de Insumos Homem/4dias 1 50,00 200,00 
Plantio de mudas Homem/20dias 3 50,00 3.000,00 
Coroamento Homem/4dia 2 50,00 400,00 
Subtotal A 11.200,00 
 
RECURSOS MATERIAIS 
Especificações Unid. Quant. Custo Unitário (R$) Total (R$) 
Mudas Unid. 1734 3,00 5.202,00 
Adubo NKP – 04-14-08 Kg 173 6,00 1.038,00 
Adubo NPK 10-10-10 Kg 259 7,50 1.942,50 
Salitre de Chile Kg 259 14,00 3.626,00 
Isca tóxica Kg 3 15,00 45,00 
Calcário Kg 173 0,24 41,52 
Esterco Kg 867 0,25 216,75 
Arame liso m 1560 0,28 436,80 
Estaca Unid. 105 6,00 630,00 
Trena Unid. 1 10,00 10,00 
Pá de bico Unid. 3 20,00 60,00 
Enxada Unid. 3 18,00 54,00 
Enxadão Unid 3 25,00 75,00 
Facão Unid. 2 50,00 100,00 
Educação Ambiental Boletim/Unid. 1000 0,86 860,00 
Subtotal B 14.337,57 
Total A + B 25.537,57 
 
32 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
AGENCIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE - Mananciais. Disponível em: 
http://www.goiania.go.gov.br/html/amma/index.htm. Acesso dia: 08 de out de 2011. 
 
ALMEIDA, D. S., Recuperação ambiental da Mata Atlântica. Ilhéus: Editus, 2000 
 
CAMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA, Plano Diretor de Goiânia. Goiânia, 2007. P. 59. 
 
CAMARGO, A.J.A. Importância das matas de galeria para a conservação de 
lepidópteros do cerrado. In. RIBEIRO, J.F.; FONSECA, C.E.L.; SILVA, J.C.S. (Ed.) 
Cerrado e recursos dee Matas de Galeria. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2004. 
 
DURIGAN, G.; NOGUEIRA, J. C. B. Recomposição de matas ciliares. IF Série Registros, 
São Paulo,n. 4, 1990. 
 
EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de solos, Rio de Janeiro, RJ. Sistema brasileiro de 
classificação de solos. Brasília: EMBRAPA/CNPS. Rio de Janeiro. 1999. 
 
EMBRAPA, Manual de métodos e análises de solos. 2ed. Rio de Janeiro, 1997. 
 
EMBRAPA. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). 
Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos e avaliação da aptidão 
agrícola das terras do Triângulo Mineiro. Rio de Janeiro, 1982. (EMBRAPA-SNLCS. 
Boletim de Pesquisa, 1). 
 
EMBRAPA FLORESTAS. Cultivo do eucalipto. Sistemas de produção, 4. ISSN 1678-
8281 Versão Eletrônica. Ago./2003. Disponível em: 
<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Eucalipto/CultivodoEucalipto/in
d ex.htm> Acesso em: 02 março 2012. 
 
FINOL, U.H. Novos parâmetros a considerar se em análise estruturadas selvas virgens 
tropicais. Revista Florestal Venezuelana, n.14, v.21, p.29-42, 1971. 
 
FMDU; ITCO; SEPLAM. Zoneamento ecológico-econômico do município de Goiânia. 
Talento Gráfica e Editora, Goiânia. 2008. 
 
GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: Geomorfologia – uma atualização 
de bases e conceitos. S.B. da CUNHA e A. J. T. GUERRA (orgs.). Bertrand Brasil, Rio de 
Janeiro, 201, 4ª edição, 2003. 
 
IBAMA. Instrução Normativa: 04/2011. Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais 
Renováveis. Disponível em: <www.diariosdasleis.com.br.> Acesso em: 01 de maio de 2012 
 
33 
 
KAGEYAMA, Paulo et al. Revegetação de arcas degradadas: modelos de consorciação 
com alta diversidade. Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas – 
SINRAD, 1994. 
 
KAGEYAMA, P. Y. et al. Recuperação de áreas ciliares. Editora da Universidade de São 
Paulo. Fapesp. São Paulo. 1990. 
 
KAGEYAMA, P. Y. et al. Restauração da mata ciliar – Manual para recuperação de 
áreas ciliares e microbacias. Projeto Planágua Semads/GTZ. São Paulo. 2002. 
 
LIMA, H. M.; FLORES, José Cruz Do Carmo; COSTA, F. L. Plano de recuperação de 
áreas degradadas versus plano de fechamento de mina: um estudo comparativo. Revista 
da Escola de Minas, Ouro Preto, v. 59, p. 397-402, out/dez. 2006. 
 
LOHMAN, R. J., Recomposição da mata ciliar no manancial do Córrego Sanga Verano 
Município de Nova Santa Rosa. Marechal Cândido Rondon, 2003. Monografia do 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná – 
UNIOESTE. 
 
MARTINS, S. V. Recuperação de matas ciliares. Viçosa: Aprenda Fácil/Centro de 
Produções Técnicas, 2001. 
 
PLANALTO, Goiás. LEI FEDERAL Nº 4.771. Institui o Novo Código Florestal. Brasília. 
1965. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/Leis/L4771.htm> Acesso em: 
26 de abril de 2012. 
 
RADAMBRASIL. Ministério das Minas e Energia. Secretaria Geral. Folha SD.22 Goiás: 
geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro, 
1983. 642p. il. 6 mapas (Levantamento de Recursos Naturais, 25-91). 
 
RIBEIRO, J.F., S.M. Sano e J.A. da Silva. 1981. Chave preliminar de identificação dos 
tipos fisionômicos da vegetação do Cerrado. pp. 124-133 In: Anais do XXXII Congresso 
Nacional de Botânica. Sociedade Botânica do Brasil, Teresina, Brasil. 
 
ROCHA, J. S. M. DA; KURTZ, S. M. de J. M., Manejo integrado de bacias hidrográficas. 
4. ed. Santa Maria: UFSM CCR/UFSM, 2001. 
 
34 
RODRIGUES, R. R; GANDOLFI, S. Restauração de florestas tropicais: subsídios para uma 
definição metodológica e indicadores de avaliação e monitoramento. In: DIAS, L. E.; MELO, 
J. W. V. (eds.). Recuperação de áreas degradadas. Viçosa: UFV SOBRADE, 1998, 
 
SALVADOR, Aparecida Rosa Ferla; MIRANDA, Jussara de Souza. Recuperação de áreas 
degradadas. IETEC, 2007 Disponível em: Acesso em: 15 set. 2007. 
 
SEITZ, R. A. A regeneração natural na recuperação de áreas degradadas. In: Simpósio 
Sulamericano, 1.; Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas, 2., 1994. Foz do 
Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu: FUPEF, 1994. 
 
SERVILHA, Élson Roney; RUTKOWSKI, Emilia; DEMANTOVA, Graziella Cristina; 
FREIRIA, Rafael Costa. As áreas de preservação permanente, as cidades e o urbano. In: 
Revista de Direito Ambiental, n. 46, ano 12: RT, abr-jun. 2006. 
 
SILVA, Mario Fernando. Modelo de plantio e coveamento. Goiânia, 2012 
 
SISTEMA ESTADUAL DE ESTATÍSTICA E DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS DE 
GOIÁS. Clima goiano. Disponível em: <www.sieg.go.gov.br.> Acesso em: 05 de abril de 
2012.

Mais conteúdos dessa disciplina