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Defina ECR 
ECR: Estratégia de gestão do canal de distribuição em que os fornecedores, atacadistas e 
varejistas trabalham de forma integrada para eliminar ineficiências e reduzir custos excessivos, 
com o objetivo de atender às necessidades e expectativas dos consumidores e maximizar a 
eficiência dos negócios para as partes envolvidas em uma negociação. 
 
Cite as etapas de um processo de venda industrial B2B. 
1. Prospecção de clientes 
2. Marcação de entrevistas 
3. Planejamento e desenvolvimento da apresentação de vendas 
4. Dramatização da apresentação de vendas 
5. Controle das objeções 
6. Fechamento das vendas 
 
Qual objetivo primordial do armazenamento. 
O objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais 
eficiente possível. 
 
Um dos elos importantes de uma cadeia de suprimentos são os fornecedores. Desta 
forma precisam ser selecionados de forma adequada e para tanto há uma serie de 
fatores a serem observados. Cite e explique dois fatores que influenciam a seleção 
dos fornecedores? 
Habilidade técnica: muitas vezes, o comprador depende do fornecedor no sentido de que ele forneça as 
melhorias de produto que poderão aumentar ou reduzir o custo dos produtos comprados. 
Confiabilidade: Ao selecionar um fornecedor, é desejável que se escolha um fornecedor confiável, 
reputado e financeiramente sólido. 
Serviço pós-venda: Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará de peças de 
reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um bom serviço de atendimento pós-venda. 
Preços: O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos. O que não significa 
necessariamente o menor preço. 
 
 
Agregar e embalar a encomenda; 
Ordenar e verificar a encomenda; 
Comparar a guia de remessa com a encomenda; 
Identificar o veículo; 
Bloquear as rodas do veículo; 
Posicionar e fixar a dockboard; 
Carregar o veículo; 
Entregar a documentação necessária ao motorista; 
Despachar o veículo. 
 
 
Cliente, planejamento, compras, inventario, produção e transporte 
 
 
1 núcleo em que são encontradas as materias primas, o processamento e a fabricação de 
componentes. 
2 núcleo em que ocorrem a fabricação, a montagem e a distribuição. 
3 núcleo em que são situados o sistema de armaenagem, os atacadistas, os varejistas e os 
consumidores. 
 
 
 
 
nacional: comparar regiões de um mesmo pais que apresentam resultados extremos, mesmo 
que a distancia não seja um fator preponderante. 
individual: comparar pessoas da mesma região, credo religiosa, formação academica, com 
maior ou menor experiencia profissional, sendo familiares ou desconhecidas. 
organizacional: comparar departamentos ou setores que deveriam seguir as mesmas 
orientações da empresa, mas apresentam resultados diferentes de surpreendentes 
 
 
são: estratégicos, tatico e operacional. 
tatico: as decisões taticas são concentradas na adoção de medidas que possibilitem produzir beneficios 
do tipo benchmarking na entradavarias camadas de fornecedores. 
operacional: decisões operacionais são feitas a cada dia em negocios que afetam a maneira de os 
produtos se moverem ao longo da SC, envolvendo alterações na programação de marketing para 
produção, nos acordos e ajustes entre compras e fornecedores, na emissão de pedidos. 
 
 
 
 
 
quando consideramos uma cadeia de suprimentos, devemos levar em conta todas as etapas envolvidas 
no atendimento as necessidades do cliente, direta ou indiretamente não somente os fabricantes mas 
tambem os demais envolvidos como transportadores, centro de distribuição, intermediarios e varejistas. 
 
 
 
Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos
O Supply Chain Management (SCM), gerenciamento da cadeia de suprimentos, é um conjunto de atividades e processos utilizados por 
diversas empresas para o desenvolvimento de produtos e serviços que atendam adequadamente ao consumidor final. Para tanto há a 
necessidade de colaboração de várias áreas para com a cadeia. Leia as afirmações a seguir sobre estas colaborações e depois 
assinale a opção correta.
 I. Colaboração do processo produtivo de cada empresa participante da cadeia de suprimentos.
 II. Colaboração das empresas que fazem parte do canal de distribuição desta cadeia.
 III. Colaboração dos fornecedores em relação à empresa focal da cadeia de suprimentos.
Nota: 20.0
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente a afirmação III está correta
D As afirmações I, II e III estão corretas
Você acertou!
De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1
Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos
As embalagens são tão importantes na cadeia de suprimentos devido a sua onipresença em todas as etapas logísticas, da produção à 
entrega do produto ao consumidor. Para que as mesmas não apresentem nenhum problema e cumpram sua função, é preciso que os 
responsáveis pensem em diversos fatores como o armazenamento, manuseio, movimentação interna e transportes dessas 
embalagens. Uma embalagem muito grande e pesada, causará dificuldades de manuseio, podendo atrapalhar e encarecer os custos 
para a sua locomoção, por exemplo. A escolha das embalagens pode impactar diretamente na eficiência de todo o processo, se for 
feita da forma correta, pode garantir o sucesso da cadeia de suprimentos através da economia, eficácia e satisfação do cliente. 
Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/dino/com-promessa-de-melhoria-setor-logistico-deve-investir-em-embalagens-shtml/ 
para fins acadêmicos. De forma a garantir este sucesso, as empresas que compõe a cadeia de suprimentos devem lembrar que os 
produtos embalados passam por três fases de manuseio. Observe as afirmações a seguir sobre estas fases:
 I. O produto é manuseado no local da produção, quando será embalado e armazenado;
 II. O produto é manuseado em seu transporte, quando sofrerá os efeitos do seu deslocamento de um ponto a outro, incluindo os 
transbordos;
 III. O produto é manuseado no momento de sua fabricação, dentro do processo produtivo.
Nota: 20.0
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente a afirmação III está correta
D Somente as afirmações I e II estão corretas
Você acertou!
De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 2, em sua p.25
Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos
Existem vários tipos de processos produtivos, cada um deles com características próprias. Observe alguns destes processos e relacione à 
sua característica. A seguir, marque a opção correta:
 
Nota: 20.0
A 1-2-3-4
B 2-3-1-4
C 4-1-3-2
D 3-2-4-1
Você acertou!
De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1, em suas p.13 e 14
Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos
A falta de produtos em estoque é um problema para as organizações, mas o contrário — o excesso de produtos — também é 
prejudicial. O excesso implica em maiores custos, e possivelmente maiores perdas (em especial para produtos perecíveis). 
Compartilhar seus sistemas da cadeia de suprimentos com seus fornecedores pode acabar com esse problema, uma vez que eles 
devem produzir e entregar de acordo com seus números de controle, à medida que seus estoques forem atingindo níveis mais baixos. 
Para que isso funcione de maneira eficiente, é preciso contar com a tecnologia, para que o fornecedor tenha acesso à sua base de 
dados. Os processos de ambas as organizações devem estar conectados, pois, caso não estejam em sincronia e vocês estejam 
contando somente com essa plataforma, a disponibilidade e a demanda estarão descasadas. Adaptado de 
http://exame.abril.com.br/pme/7-dicas-para-melhorar-a-logistica-do-seu-negocio/ para fins acadêmicos. Tendo em vista esta situação, 
cabe àempresa focal fazer uma boa seleção de seus fornecedores. Assinale a opção que especifica, quanto à conectividade, o 
aspecto a ser analisado pela empresa focal em relação a um possível fornecedor:
Nota: 20.0
A O fornecedor tem capacidade para oferecer preços competitivos
B O fornecedor está próximo da empresa focal
C O fornecedor possui habilidade técnica para fornecer o produto
D O fornecedor é confiável, reputado e financeiramente sólido
Você acertou!
De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1, em suas p.10 e
11
Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos
A gestão da cadeia de suprimentos possibilita a criação de valor por meio da integração dos seus diferentes elos. Ela envolve os 
fornecedores em diferentes níveis, a empresa-base responsável pelo produto e uma estrutura de distribuição. Partindo do pressuposto 
que todos os elos colaboram para o alcance dos objetivos, se percebe que a cadeia de suprimentos é a nova base para a 
competitividade pois:
Nota: 20.0
A É na cadeia de suprimentos que se dá a concorrência atual.
B Cada elo da cadeia participa de forma isolada na busca de ser melhor que
o concorrente.
C A logística pode responder por um produto em conformidade com o que o
cliente busca.
D Para ser competitivo basta ter força de vontade.
Você acertou!
É na cadeia de suprimentos que se dá a concorrência atual
Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos
O dono da Maersk Line, maior transportadora de contêineres do mundo, disse que seus sistemas de informática estavam entre os 
afetados pelo ataque cibernético global do vírus Petya, causando problemas no processamento de pedidos e atrasando as cargas. A 
dinamarquesa A.P. Moller-Maersk disse que a extorsão virtual, que interrompeu negócios em todo o mundo, também causou 
congestionamentos em alguns dos 76 terminais portuários operados pela APM Terminals braço da Maersk, incluindo os Estados 
Unidos, Índia, Espanha e Holanda. Quando o ataque começou na Europa, a empresa decidiu desativar alguns sistemas por precaução 
e usou canais alternativos para atender pedidos manualmente e para se comunicar com clientes. Adaptado de 
https://extra.globo.com/noticias/economia/ataque-cibernetico-atinge-transportadora-maersk-atrasa-cargas-21529969.html para fins 
acadêmicos. Este foi um exemplo de que o processamento de pedidos é um dos quesitos relevantes na cadeia de suprimentos. 
Observe as seguintes afirmações sobre o assunto:
I. Sem o processamento de pedidos não é possível ter a comunicação ao cliente da localização do pedido, bem como a previsão da 
data da sua entrega.
II. Somente com o processamento de pedidos se garante que o pedido será atendido
III. Os sistemas de informação não conseguem identificar quem recebeu determinado pedido.
Agora assinale a opção correta:
Nota: 20.0
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação III está correta
C Somente as afirmações II e III estão corretas
D Somente as afirmações I e II estão corretas
Você acertou!
De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de gestão da informação nos
pedidos de material
Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos
Micro e pequenas empresas podem encontrar dificuldades em se estabelecer no mercado. Algumas não conseguem vender seus 
produtos ou serviços e criam estoques que não giram. Já outros negócios não suprem a demanda e, consequentemente, frustram as 
expectativas de seus clientes quando assumem compromissos que não são capazes de atender. Ambas as situações podem ser 
agravadas por dificuldades financeiras ou pela falta de colaboradores qualificados, entre tantos outros fatores. No entanto, o 
diagnóstico da dificuldade que mais afeta a empresa é fundamental para iniciar a busca da causa dos problemas e de soluções para 
chegar a um cenário favorável no ambiente organizacional. Se a empresa não consegue vender seus produtos ou serviços, os 
problemas podem estar relacionados a fatores como custos elevados e, portanto, preços não competitivos, divulgação ineficiente e 
poucos diferenciais na comparação com a concorrência. Por outro lado, não conseguir suprir a demanda geralmente está ligado à 
capacidade de produção, o que pode envolver gargalos como o dimensionamento da capacidade produtiva, distribuição errada de 
pessoal e de tarefas e movimentação de materiais. Adaptado de http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Jairo-
Martins/noticia/2014/09/identifique-limitacoes-da-sua-empresa.html para fins acadêmicos. Neste sentido, se pode afirmar que a 
movimentação de materiais deve ser planejada pois:
Nota: 20.0
A Ela auxilia as pequenas empresas a obterem informações da demanda
B Ela é responsável pelo eficiente do fluxo de mercadorias e
consequente suprimento adequado da demanda
C Ela garante o fluxo de informação na cadeia de suprimentos
D Ela utiliza de automatização, item necessário para que qualquer
microempresa tenha sucesso.
Você acertou!
De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de movimentação
Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos
A percepção das mudanças na sociedade está no centro de uma grande transformação pela qual a C&A passa. Dentre outras transformações 
a moda, cada vez mais, terá de abraçar a ideia da sustentabilidade, não só na questão do controle da cadeia de trabalho, mas também nos 
materiais usados. Nesse sentido, a C&A estabeleceu a meta de ter 100% dos seus produtos com algodão orgânico até 2020. Atualmente, 
esse número está em 27%. Recentemente, a empresa fez parceria com a Malha, uma incubadora de empresas que reúne startups focadas 
em moda sustentável. O objetivo é dar suporte a esses empreendimentos para que, no futuro, possam se tornar potenciais fornecedores. Por 
meio de um edital, serão selecionadas 10 marcas para participar do projeto. Em 2017, será inaugurado um polo de upcycling, nome usado 
para a atividade de reciclagem de roupas e tecidos. “O glamour está perdendo espaço na moda e as empresas precisam evoluir com a 
sociedade”, diz o presidente da C&A, Paulo Correa. Adaptado de http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20161118/vira-
avesso/433670 para fins acadêmicos. O caso da C&A demonstra que as questões acerca de materiais são estrategicamente relevantes. 
Neste sentido, observe as seguintes afirmações, quanto à classificação deste novo material a ser usado pela C&A:
I. Quanto à possibilidade de fazer ou comprar é natural que a C&A prefira produzir o algodão orgânico para reduzir sua cadeia de suprimentos
II. Quanto à dificuldade de aquisição, a C&A não terá problemas quanto a monopólio ou tecnologia exclusiva, tendo em vista a parceria feita 
com a incubadora Malha.
III. Quanto ao mercado fornecedor no momento o algodão orgânico é material Y, ou seja, de média importância para a empresa, com ou sem 
similar, mas a tendência, segundo o relato do caso, é que se torne material Z, ou seja, material de importância vital para a empresa.
Agora assinale a opção correta:
Nota: 20.0
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente as afirmações II e III estão corretas
D As afirmações I, II e III estão corretas
 
Você acertou!
De acordo com a aula teórica 2, sobre classificação de materiais
Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos
Apesar dos investimentos constantes em logística nos últimos anos, o Brasil ainda tem um mercado potencial de movimentação de carga 
muito grande. Se no Japão, a média é de uma empilhadeira para 4 habitantes, nos Estados Unidos uma para cada 20, aqui as estatísticas 
apontam uma empilhadeira para cada 40 mil pessoas. O que significa que muitas empresas ainda não usam equipamentos apropriados para 
a movimentação de materiais. Adaptado de https://www.eaemaquinas.com.br/products/crown-equipment-completa-5-anos-de-operacao-no-
brasil/ para fins acadêmicos. Esta situação demonstra que as empresas no Brasil não estão se atentando para:
Nota: 0.0
A A necessidade de cada habitante dopais possuir uma empilhadeira
B O planejamento adequado de seus armazéns
C Para o custo de se ter a quantidade de empilhadeiras necessárias
D O uso de equipamentos corretos para o transporte de materiais
De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de armazenagem e estoques
Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos
Investir sempre demanda do agricultor um bom planejamento estratégico, ainda mais se o dinheiro vier de recursos próprios. Mas quando se 
trata de armazenagem, ter seu próprio silo significa não mais ser refém dos preços.Com um lugar para guardar a produção, o produtor pode 
esperar o melhor momento para vender seu produto. Dessa forma, ele se livra da boca de safra, período de baixa do valor das commodities, e 
pode comercializar na entressafra, época de preços mais aquecidos. Só para se ter uma ideia, na safra 2006/2007, em fevereiro, que é o 
segundo mês de colheita da soja, a saca da oleaginosa em Sorriso, em Mato Grosso, foi negociada a R$ 24,49. Oito meses depois, o produto 
estava valendo R$ 32,69, uma diferença de R$ 8,2 por saca. Numa propriedade de mil hectares, com uma colheita de 55 sacas, isso significa 
R$ 451 mil a mais. Além de poder vender na entressafra, o agricultor também pode economizar no frete, pois não precisa transportar seu 
produto até o armazém mais próximo. Guardar a safra para vender no melhor momento pode ser a grande diferença entre um ano vitorioso e 
uma safra ruim. Adaptado de http://www.dinheirorural.com.br/secao/agrofinancas/a-forca-dos-silos para fins acadêmicos. Neste caso se pode 
observar em especial um cuidado necessário quanto aos armazéns. Assinale a opção correta quanto a este cuidado:
Nota: 0.0
A Determinação do local
B Definição adequada do leiaute
C Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente
convenientes aos materiais
D Satisfação das necessidades dos clientes
De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de armazenagem e estoques
Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos
Ao voltarmos o olhar para o setor editorial percebemos que, além da crise nacional, este mercado enfrenta ainda outro momento de 
dificuldade, graças aos avanços tecnológicos das mídias digitais. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), o segmento de Livros, Jornais, Revistas e Papelarias registrou no ano passado a maior queda de vendas da 
história, com redução de 16,1% nas vendas em relação a 2015. Para se ter ideia, os cinco maiores jornais do país tiveram uma 
retração de 6% quando comparado ao ano retrasado. Redução de tamanho significa também redução de anunciantes e vendas. Ou 
seja, há menos dinheiro circulando e gerenciar com excelência os custos torna-se imprescindível para manter o negócio. Uma das 
formas mais utilizadas e que oferece bons resultados é reavaliar a gestão de fornecedores da empresa, buscando otimizar entregas 
sem perder a qualidade. No ambiente da tecnologia editorial isto significa, por exemplo, unir num mesmo fornecedor sistemas capazes 
de reduzir gargalos e despesas num tempo menor e com mais produtividade. Adaptado de 
https://www.terra.com.br/noticias/dino/otimizar-fornecedores-e-uma-boa-forma-de-reduzir-custos-em-tempos-de-
crise,def86a4b305d4e72e00c162c0a8ee872m59kq8o7.html para fins acadêmicos. Esta solução encontrada pelo setor editorial vem ao 
encontro de uma das formas de melhorar o desempenho da cadeia de suprimentos e reduzir custos. Assinale a opção correta quanto a 
esta forma:
A Reduzir o número de fornecedores
B Reduzir o número de terceirizados
C Estabelecer canais de distribuição e gestão partilhada de estoques, custos,
lucros e riscos
D Antecipar a escassez através de históricos e boas previsões de demanda
Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos
Representantes de grandes empresas do Ceará e do Brasil nos ramos do varejo, atacado e indústria consideram que o aproveitamento 
da tecnologia para otimizar processos é hoje menor do que deveria ser. Por exemplo, a diretora de supply chain da Procter & Gamble 
(P&G), comenta que no Brasil em geral não se usa o potencial completo de que se dispõe em tecnologia, muitas vezes dando 
preferência a procedimentos que seriam considerados ultrapassados em outros lugares. Em paralelo a isso, métodos que otimizam 
processos não são bem aproveitados – ou, em certos casos, nem podem ser usados. É o que acontece, por exemplo, com o sistema de 
troca eletrônica de dados EDI (do inglês Electronic Data Interchange), que ainda não foi lançado no País pela P&G e é uma ferramenta 
básica nos dias de hoje em outros ambientes de negócio. Por outro lado, há opções já existentes no Brasil e que ainda não foram 
amplamente adotadas, como o mapeamento de fluxo de valor (VSM), que já é bem aproveitado em países vizinhos como Colômbia e 
Chile. Adaptado de http://www20.opovo.com.br/app/opovo/economia/2016/11/23/noticiasjornaleconomia,3670843/empresarios-buscam-
ampliar-uso-de-tecnologias.shtml para fins acadêmicos. Tendo por fundamento a situação da P&G analise as afirmações a seguir:
I. A P&G gostaria de atuar com a tecnologia do EDI, pois esta é essencial para que a cadeia de suprimentos atue de forma otimizada e 
integrada.
II. A P&G sente a falta de EDI no país pois através da interligação entre empresas e do fluxo de informação entre os seus sistemas de 
gestão, é possível que o balanceamento de todas as relações cliente/ fornecedor sejam atingidas.
III. A P&G precisa do EDI, pois somente com ele a empresa consegue comprar, manufaturar e vender.
Agora assinale a opção correta:
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente as afirmações I e II estão corretas
D As afirmações I, II e III estão corretas
 
Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos
Especializada em gestão de cadeias de suprimentos de médias empresas, atendendo a todos os elos, incluindo todo o processo de 
busca, homologação, e negociação entre empresas, a Nimbi decidiu mudar totalmente a plataforma que oferece ao mercado. O 
produto está totalmente na nuvem, logo pode ser acessado por qualquer dispositivo com internet. Não se cobra mais licença, nem 
mesmo uma taxa de saída. Os valores são mensais, de forma semelhante ao que as pessoas estão acostumadas a pagar à Netflix, por 
exemplo. Uma equipe especializada em experiência do usuário (UX, na sigla em inglês) foi contratada para deixar a plataforma mais 
intuitiva. As inspirações foram as redes sociais. Se queria criar uma plataforma que fosse fácil e intuitiva como o Facebook. O valor 
mensal do plano mais simples oferecido pela Nimbi custa R$ 4.999. Apesar de se basear na nuvem e no modelo ágil, tendências do 
mercado mundial, a Nimbi ainda sofre resistência, pois o modelo é muito disruptivo, ainda é necessário explicar que não se cobrará a 
mais e que é possível fazer tudo pela internet, mostrando ao mercado como soluções inspiradas em modelos como Netflix e Facebook 
podem ser usadas na cadeia de suprimentos. Adaptado de http://www.inova.jor.br/2017/04/13/nimbi-startups/ para fins acadêmicos. 
Este é um exemplo da necessidade que as empresas têm de se modernizar para serem mais competitivas, tanto a Nimbi quanto as 
empresas que utilizam de seus serviços. Neste sentido, é fundamental utilizar:
A A terceirização de todos os processos da cadeia de suprimentos de forma a
não precisar se preocupar com as atividades dos elos que a compõem
B Do facebook em todas as empresas que estão na cadeia de suprimentos para
que as mesmas entendam a lógica de funcionamento da Nimbi
C Um sistema que envolve todos os elementos de uma cadeia de
produção, do fornecedor de matéria-prima até a entrega do produto (ou
serviço) ao consumidor final.
D Meios de comunicação que sejam mais eficazes para que as empresas
compreendam quais são as inovações que a Nimbi está propondo em suas
Cadeias de Suprimento.
Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos
A indústria alimentícia Betânia,para manter a taxa de crescimento da empresa acima da inflação, investiu na revisão de procedimentos 
internos, como ajustar a distribuição, mas também aumentar a sinergia de operações com os demais elos da cadeia de abastecimento. 
A empresa é uma das associadas da Efficient Consumer Response (ECR Brasil), entidade sem fins lucrativos, que tem por missão 
difundir as ferramentas de Resposta Eficiente ao Consumidor. O grupo busca por meio de trabalho conjunto fazer a melhoria dos 
processos, redução de custos comuns, aumento da eficiência e, principalmente, atender às necessidades dos consumidores. Uma das 
soluções adotadas foi o compartilhamento de logística com outras indústrias do setor, como a M. Dias Branco, e até mesmo do varejo, 
como o Pinheiro Supermercado. Antes o caminhão que fazia o carregamento, voltava vazio ou ficava atrás de carga de outro 
fornecedor para viabilizar a viagem. Mas agora, coloca todo mundo na plataforma de demanda e a transportadora que foi com a minha 
carga, pode voltar com a do outro. Assim conseguimos reduzir tempo e custos, como a tarifa de frete. Adaptado de 
http://www20.opovo.com.br/app/opovo/dom/2016/11/05/noticiasjornaldom,3667883/do-limao-uma-limonada-eles-aprenderam-com-a-
crise.shtml para fins acadêmicos. Nesta situação podemos observar o uso do conceito de ECR. Com base neste conceito, observe as 
ações possíveis de se verificar no caso:
I. trabalho de forma integrada para eliminar ineficiência
II. trabalho de forma integrada para reduzir custos excessivos
III. maximização da eficiência dos negócios para as partes envolvidas
Agora assinale a opção correta:
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente as afirmações II e III estão corretas
D As afirmações I, II e III estão corretas
Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos
A Amazon anunciou em dezembro de 2016 sua primeira entrega de produtos feita com drones, as aeronaves não tripuladas e 
controladas remotamente. O momento foi registrado pelo próprio presidente da empresa, Jeff Bezos, em sua conta no Twitter.O 
primeiro produto a ser transportado ao consumidor pelos ares foi um Amazon Fire TV, um aparelho da própria empresa que transforma 
televisores em TVs inteligentes, e um saquinho de pipoca. O autor do pedido foi Richard B., morador de Cambridgeshire, na Inglaterra. 
O uso de drones no lugar de entregadores faz parte do programa Amazon Prime Air, que tem o objetivo de levar produtos até a casa 
de compradores em até 30 minutos. A primeira entrega, no entanto, ficou abaixo da meta. Segundo Bezos, o voo, que não foi 
simulado, durou 13 minutos. No vídeo para divulgar a iniciativa, a Amazon mostra o drone decolando do centro de distribuição e 
pousando no quintal de Richard. Lá, deixa o pacote com os itens comprados para retornar ao armazém. Adaptado de 
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/amazon-faz-1-entrega-de-produtos-usando-drone-voo-demorou-13-minutos.ghtml para fins 
acadêmicos. Com base no caso observe as afirmações que seguem:
I. Esta é uma das maneiras de melhorar a eficiência da cadeia de suprimentos
PORQUE
II. Melhora uma de suas atividades, a entrega do produto.
A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta:
A As afirmações I e II são verdadeiras e a II é justificativa da I
B As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não é justificativa da I
C A afirmação I é verdadeira e a II é falsa
D A afirmação I é falsa e a II é verdadeira
Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos
Cortar custos é um objetivo constante no planejamento de qualquer empresa – especialmente em tempos de crise. Ter uma gestão de 
suprimentos eficiente é um passo importante para cumprir essa tarefa, pois as companhias que aprendem a ter excelência na hora de 
comprar os produtos que elas não produzem e de terceirizar serviços, economizam, em média, um valor equivalente a 10% de seu 
faturamento total. O desafio é grande já que faltam boas práticas na administração da área de suprimentos das empresas. Assim, 
alcançar a eficiência não significa apenas deixar nas mãos do setor de compras a responsabilidade por encontrar o melhor preço 
possível para o produto ou serviço demandado. A maioria das grandes empresas já usa plataformas eletrônicas para convidar os 
fornecedores a fazer suas ofertas, como num leilão de concessão, por exemplo. O ponto-chave agora é integrar as áreas que fazem os 
pedidos (seja de um computador novo ou de um prestador de atividades de limpeza) e o setor de suprimentos, que executa as ordens. 
A ideia é que todos consigam enxergar o gasto total que a empresa terá com essa compra (que pode incluir não só os custos 
comerciais, mas também de logística e manufatura). Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/empresas-que-aprendem-a-
comprar-melhor-poupam-bilhoes-diz-estudo/ para fins acadêmicos. Uma boa forma de acompanhar todos estes custos e sua gestão é 
utilizar de métodos específicos para tanto. Assinale a opção que denomina um destes métodos:
A Método dos modelos termodinâmicos simplificados (MMTS)
B Método de Custeio Baseado em Atividades (ABC)
C Método do Diagrama de Ishikawa
D Método de Gestão da Produção
Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos
Os profissionais dos setores de compras das grandes empresas são bombardeados por dados e relatórios que analisam a 
performance obtida em cada negociação. Contudo, quais informações são mais relevantes? Para responder a essa pergunta pode-se 
fugir do modelo tradicional e recorrer às metodologias ágeis. Atualmente, as metodologias ágeis não dizem respeito apenas ao 
desenvolvimento de softwares, mas também à gestão do negócio. A exigência do ambiente corporativo é fazer mais com menos, ao 
mesmo tempo em que é promovida a troca de conhecimento entre todos os parceiros. Adaptado de 
http://exame.abril.com.br/negocios/dino/metodologias-ageis-trazem-novos-insights-para-indicadores-de-compras-dino890102061131/ 
para fins acadêmicos. Deste modo é possível alcançar o objetivo da função compras na empresa. Assinale a opção correta quanto a 
este objetivo:
A Essa função é responsável pela alocação dos estoques nos armazéns da
empresa.
B Essa função é responsável pelo transporte dos materiais ao longo da cadeia
de suprimentos, dos fornecedores aos clientes da empresa.
C Essa função é responsável pela gestão dos custos logísticos da empresa, de
forma a mantê-los os menores possíveis
D Essa função é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais
na empresa, pelo seguimento dos processos junto ao fornecedor e pela
agilização da entrega
Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos
Em vez de gastar horas procurando em vários sites e jornais as licitações publicadas pelos governos federal, estaduais e municipais, 
os donos de empresas de micro e pequeno porte podem concentrar sua pesquisa em um buscador criado pelo Sebrae. A busca pode 
ser realizada por área de atuação (construção civil, moda, turismo etc) ou pode ser mais específica, filtrada por estado, cidade, 
modalidade, data e palavra-chave. O buscador foi lançado em 5 de outubro de 2015, como uma das ações do Movimento Compre do 
Pequeno Negócio, encabeçado pela instituição. As informações são coletadas pelo Sebrae em mais de 550 portais públicos de 
licitações, com destaque para o Comprasnet, do governo federal, e as páginas mantidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica 
Federal. Além deles, cerca de 9.600 prefeituras e órgãos municipais são monitorados. Para compras de até R$ 80 mil, a legislação 
determina que os órgãos públicos deem exclusividade a micro e pequenos fornecedores. Então, principalmente em nível municipal, 
existem muitas oportunidades para os pequenos negócios. Mas se o empresário não tem informação sobre as licitações, ele perde 
essa chance. Daí o lançamento do buscador pelo SEBRAE. Adaptado de http://www.aceccambara.com.br/noticias/139-a-ferramenta-ja-
permite-que-os-empreendedores-encontrem-em-um-unico-site-mais-de-8-mil-oportunidades-de-negociopara fins acadêmicos. Observe 
as afirmações acerca das modalidades de licitação que micro e pequenas empresas podem participar:
I. Concorrência
II. Convite
III. Pregão
Agora assinale a opção correta:
A Somente a afirmação I está correta
B Somente a afirmação II está correta
C Somente a afirmação III está correta
D As afirmações I, II e III estão corretas
Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos
A MVC conseguiu reduzir seus custos logísticos em 60% ao abrir, nos últimos dois anos, três unidades em Maceió (AL), Camaçari (BA) 
e Itumbiara (GO), próximo à clientela da região. Fabricante de plásticos de engenharia com atuação nos mercados automotivo, de 
transporte, agronegócio, energia eólica e de construção civil, a empresa enviava diariamente lotes de peças de sua principal fábrica em 
São José dos Pinhais (PR) para essas regiões. O custo era alto pois, além do transporte em si, havia gastos com embalagens 
especiais para levar as peças sem danificá-las em razão da má qualidade das estradas, assaltos às cargas, necessidade de altos 
estoques e desperdício de peças. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/empresa-abre-3-novas-unidades-e-reduz-custos/ 
para fins acadêmicos. Esta situação demonstra um dos principais custos a serem geridos na Cadeia de Suprimentos. Assinale a opção 
correta quanto a este custo:
A Custos de armazenagem
B Custos de movimentação de materiais
C Custos de transportes
D Custos de processamento de pedidos
Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos
Uma empresa ambientalmente correta fará pouca diferença para o planeta se as outras companhias com que ela faz negócio adotarem 
práticas irresponsáveis. Por isso, consumidores e ambientalistas estão cada vez mais atentos ao que acontece nas cadeias de 
negócios. Para controlar melhor os riscos, aumentar a eficiência e evitar surpresas desagradáveis, como escândalos relacionados a 
fornecedores que destroem a natureza, muitas empresas já incorporam critérios ambientais ao relacionamento com seus parceiros. 
Levantar a bandeira verde é também uma forma de influenciar práticas setoriais e políticas públicas. A recente movimentação de CEOs 
de empresas globais pela definição de novas regras internacionais relacionadas às mudanças climáticas é um exemplo disso. O 
executivo Vicente Trius, presidente da subsidiária brasileira do Wal-Mart, diz que até recentemente não havia se dado conta do que 
deveria ser feito para reduzir o impacto ambiental da companhia em que trabalha. Nos corredores do escritório do Wal-Mart em São 
Paulo, Trius está se transformando no grande defensor da causa ambiental. Não faz isso somente por engajamento pessoal - ele tem 
objetivos de negócios a cumprir. O executivo é responsável por implementar no Brasil a estratégia global de sustentabilidade 
anunciada por Lee Scott, o presidente mundial do Wal-Mart. Scott definiu metas ambiciosas: garantir que 100% do fornecimento de 
energia da rede venha de fontes renováveis, reduzir a geração de resíduos em 25% em três anos e ampliar as vendas de produtos 
"sustentáveis" (que seguem os mais rígidos critérios ambientais e sociais). Influenciar o comportamento ecologicamente correto de 1,8 
milhão de funcionários e 175 milhões de consumidores até poderia trazer algum benefício para a rede e para o planeta. Mas os ganhos 
maiores só acontecerão se a companhia conseguir incentivar mudanças no dia-a-dia de seus 60 mil fornecedores. "Apenas 8% de 
nosso impacto ambiental é interno", diz Trius. "Os outros 92% estão relacionados ao que acontece em nossa cadeia de suprimentos." 
Adaptado de http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT21974-16380,00.html para fins acadêmicos. Assim, para que 
haja uma correta gestão da cadeia de suprimentos de forma a alcançar tais objetivos, o Wal-Mart precisa se atentar, em especial:
A Às relações colaborativas interorganizacionais
B Aos custos de se ter uma política de sustentabilidade no mundo todo
C À gestão de seus armazéns e de seus estoques
D Às suas estratégias de transporte e movimentação de materiais
Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos
Natura e Boticário são exemplos vivos de empresas que estão sendo impactadas pela força soberana do mercado, quando é 
necessário crescer e expandir. Nos últimos 10 anos, a Natura aumentou sua base de consultoras para quase 2 milhões, mas seu 
modelo de venda exclusivamente por meio de revendedoras não mais se sustenta sozinho. No final de 2014 a empresa lançou uma 
plataforma de comércio eletrônico aberta ao mercado. Agora, qualquer um pode comprar seu produto Natura. Obviamente essa 
decisão não foi fácil. Buscou-se tecnologia de ponta para criar um sistema de geolocalização que permite, com base no CEP do 
comprador, encontrar as revendedoras em um determinado raio de distância e dividir a comissão de vendas entre elas. Foi uma 
estratégia de vendas brilhante de preservar o que se tem e conquistar novos mercados. Em 2016 as duas primeiras lojas da Natura 
foram abertas na cidade de São Paulo, ambas em shoppings voltados à classe B, naqueles centros de compra onde já nos 
acostumamos a ver uma ou duas lojas do Boticário. A partir desse momento, Roberto Lima e Artur Grynbaum, os atuais presidentes de 
Natura e Boticário, serão competidores diretos. Na verdade, eles já eram, há aproximadamente cinco anos, mas a Natura demorou um 
bom tempo para criar novos canais de distribuição e começar sua estratégia de vendas em multicanais, enquanto o Boticário vem 
adotando uma política de diversificação há mais tempo. Adaptado 
dehttp://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/10/multicanais-de-vendas-o-que-aprendemos-com-estrategia-de-
natura-e-boticario.html para fins acadêmicos. Observe as afirmações a seguir, em relação ao caso da Natura:
 I. Com o aumento da concorrência, uma estratégia de canais de distribuição bem planejada significa maior participação no mercado.
 II. A distribuição, nesta situação, é um meio eficaz de se conseguir avanço e crescimento no mercado.
 III. A Natura considerando seus intermediários (as revendedoras) como “obstáculos” no alcance de seus objetivos.
Agora assinale a opção correta:
A Somente a afirmação I é correta
B Somente a afirmação II é correta
C Somente as afirmações I e II são corretas
D As afirmações I, II e III são corretas.
Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos
De manhã, o consumidor acessa uma loja virtual e encontra o produto que tanto procura, mas acha o preço um pouco acima do que 
esperava. No início da tarde, ele confere em seu smartphone uma oferta deste item com 20% de desconto no mesmo site, mas decide 
finalizar a compra à noite. Porém, no momento de fechar o pedido, surpresa: o valor está mais caro do que a primeira consulta. Este é 
um exemplo clássico da precificação dinâmica, termo que invadiu os e-commerces nos últimos dois anos e se tornou importante 
ferramenta comercial. Porém, o próprio conceito traz consigo uma das premissas mais básicas do capitalismo: a lei da oferta e da 
procura. O termo foi desenvolvido pelo filósofo Adam Smith, ainda no século 18, para explicar a teoria da “mão invisível” que orienta a 
economia: um produto com grande oferta, mas pouca procura, terá o preço reduzido, enquanto o contrário (pouca oferta e muita 
procura) tende a elevar os valores dos bens. Assim, é possível buscar um equilíbrio saudável, beneficiando empresários que 
dependem do lucro e a sociedade que requer itens mais baratos. No comércio virtual a demanda muda constantemente e o uso de 
algoritmos permite descobrir praticamente em tempo real qual é a disponibilidade de determinados itens e a procura dos 
consumidores. Dessa forma, a estratégia de precificação passa a ser diária e não mais por um período específico, como 
tradicionalmente ocorre no varejo físico. Isso explica, portanto, porque os preços mudam várias vezes ao longo do dia – e a tendência 
é que essa tática se fortaleça cada vez maisnos próximos anos. Os e-commerces já conseguem monitorar seus concorrentes e 
descobrir quando tem um produto exclusivo para aumentar a margem de lucro, ou até encontrar os melhores momentos para realizar 
promoções de itens do seu portfólio. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/dino/precificacao-dinamica-e-a-representacao-
moderna-da-lei-da-oferta-e-da-procura-dino89087177131/ para fins acadêmicos. Esta situação está relacionada ao conceito de:
A Precificação de absorção de frete, já que se refere ao método de precificação
em que o fabricante absorve parte ou todos os custos de frete envolvidos no
transporte dos bens para os clientes.
B Precificação na entrega pois trata especificação do método de precificação em
que o preço final para o comprador é ajustado de modo a incluir os custos de
transporte.
C Precificação a partir de um ponto básico já que trata do método de
precificação em que são cobrados dos clientes os custos de frete a partir de
um ponto específico.
D Estratégia de precificação, pois diz respeito à tomada de decisão da
empresa com o estabelecimento de preços que permitam alcançar os
objetivos de lucro.
Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos
Depois do motor a vapor, da eletricidade e da automação, uma nova onda tecnológica vem mudar a produção industrial. Trata-se do 
surgimento de fábricas inteligentes, altamente informatizadas, máquinas que “conversam” umas com as outras, assim como com 
funcionários, fornecedores, entre outros elementos da cadeia de suprimentos de uma empresa. Um fenômeno que vem sendo 
chamado de Internet Industrial. Entre as mudanças ligadas à Internet Industrial estão, por exemplo, o uso de veículos autônomos nas 
operações de logística dentro das fábricas, assim como a adoção de uma cadeia de suprimentos inteligente, capaz de monitorar 
sozinha uma rede inteira de fornecedores. Adaptado de http://epocanegocios.globo.com/Caminhos-para-o-
futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/11/internet-industrial-ira-aumentar-procura-por-profissionais-qualificados.html para fins 
acadêmicos. Observe as afirmações a seguir sobre a Internet Industrial: 
I.A Internet Industrial auxiliará as empresas a participarem da forte competição global existente no mercado
PORQUE
II. trará maior agilidade, eficiência, segurança e rapidez no fluxo de informações entre os membros integrantes da cadeia de 
suprimentos.
A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta:
A As afirmações I e II são verdadeiras e a II é justificativa da I
B As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não é justificativa da I
C A afirmação I é verdadeira e a II é falsa
D A afirmação I é falsa e a II é verdadeira
Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos
A crise não tirou o fôlego dos lançamentos das indústrias de alimentos, bebidas e itens de higiene e limpeza. Ao contrário. A fatia de 
novos produtos no total do faturamento de uma cesta com 96 itens desses segmentos praticamente dobrou de 2014 para 2015. Os 
lançamentos ficaram concentrados no formato das embalagens, maiores ou menores, para atender o consumidor que precisa 
economizar. Essa maior procura por embalagens que fogem do tamanho tradicional é confirmada pelos supermercados. Levantamento 
da Associação Paulista de Supermercados (Apas) mostra, por exemplo, que as vendas de maionese em embalagens de 500 gramas 
caíram 1% de 2014 para 2015, enquanto as de embalagens menores cresceram 2,4% e as econômicas, de 1 quilo, aumentaram 1%. 
Esse movimento também foi observado no refrigerante. A venda do refrigerante de 2 litros caiu 2% de 2014 para 2015. Já a 
embalagem com até 260 mililitros aumentou 3% e a econômica, de 3 litros, cresceu 1%. Com a renda corroída pela inflação e o 
aumento do desemprego, o brasileiro teve de se adaptar para compras de itens básicos. O consumidor está optando pelas 
embalagens que exigem menor desembolso ou pelas econômicas, que permitem levar mais por menos. Adaptado de 
http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2016/09/na-crise-marcas-inovam-em-embalagem-de-produtos.html 
para fins acadêmicos. É possível observar nesta situação a importância das embalagens em uma função diferente das suas funções 
normais: a de manter a venda de determinados produtos ou marcas, mesmo em época de crise. Mas esta não é única função de uma 
embalagem. Assinale a opção correta sobre quais são as demais funções de uma embalagem:
A Proteção, conservação, informação
B Vidro, metal, plástico e papel
C Embalagem por acolchoamento, embalagem retornável e palete
D Caixas, containers e gaiolas
Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos
Balas de gelatina, gomas de mascar, marshmallow. Quem saboreia as guloseimas da fabricante Fini não imagina o que há por trás de 
um simples pacote de doces. Da compra dos ingredientes certos à logística de distribuição, a empresa precisa gerenciar cada etapa de 
produção de mais de 250 itens em sua fábrica em Jundiaí, no interior de São Paulo. Com mais de 1000 colaboradores e capacidade 
para atender toda a América Latina, a planta da Fini necessita trabalhar com a máxima precisão para garantir que uma exata 
quantidade de pacotes de jujuba, por exemplo, chegue ao seu destino no Brasil e em países que importam seus produtos, como Chile, 
Colômbia e Bolívia. São tantos os detalhes que a Fini enfrentava diversos problemas, até 2010, para gerenciar o negócio. Há cinco 
anos, a Fini migrou seu sistema para tecnologia de supply chain da Totvs, empresa de soluções de software de gestão. Desde então, a 
fabricante de doces dobrou seu crescimento. A solução é usada em toda a cadeia operacional e gerencial, com maior ou menor 
abrangência dependendo da área, como compras, estoques, comercial, produção, e até para a entrega dos produtos nos clientes e na 
tomada de decisões. O sistema de gestão integrada (ERP Suite), de interface gráfica simples e moderna, engloba 100% das 
informações da empresa. Ele permite que as informações circulem entre os departamentos, fazendo com que seja mais fácil 
administrar processos e alcançar os resultados desejados. Assim, a previsão de demanda da empresa pode ser mais assertiva e o 
atendimento ao cliente se torna mais eficaz. Adaptado de http://exame.abril.com.br/pme/como-a-tecnologia-de-supply-chain-ajuda-sua-
empresa-a-crescer/ para fins acadêmicos. Informações mais corretas sobre demanda auxiliam no alcance dos objetivos 
organizacionais pois:
A A demanda é excessiva já que, notoriamente, a Fini tem uma procura por
seus produtos excedendo sua capacidade de resposta e não conseguindo
satisfazer a todos.
B A demanda da Fini, assim como de outras empresas, depende de
fatores como preço, preço dos outros bens substitutos, a renda do
consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo.
C A demanda é sempre negativa para a Fini, já que seus produtos não
agradam os possíveis consumidores.
D A demanda dos produtos da Fini é inexistente, ou seja, seus produtos são
desconhecidos ou o consumidor não enxerga utilidade em adquiri-los.
 
 
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Gestão da Cadeia de 
Suprimentos 
 
 
 
Prof. Nelson Tadeu Galvão 
Aula 1 
 
 
 
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2 
CONVERSA INICIAL 
Caros alunos, sejam bem-vindos à nossa primeira aula de Gestão da 
Cadeia de Suprimentos! 
Nesta disciplina vamos aprender, inicialmente, os conceitos básicos 
necessários para que possamos compreender o funcionamento de uma 
Cadeia de Suprimentos. Vamos, também, aprender como são estruturadas 
organizacionalmente as empresas e depois trataremos dos fornecedores, das 
cadeias produtivas, dos canais de distribuição e, finalmente, das cadeias de 
suprimentos. 
Todos temas de grande importância para nossa disciplina. É importante 
que você tente compreender bem esses conceitos iniciais para compreendermelhor os assuntos que vêm depois, pois buscamos fazer com que a 
compreensão da disciplina se dê pelo entendimento de todos os temas que 
serão estudados. 
Iniciemos nossos estudos conhecendo o professor Nelson Tadeu 
Galvão e a proposta que ele trouxe para esta disciplina! Acesse a videoaula 
disponível no material on-line! 
 
 
CONTEXTUALIZANDO 
Em tempos remotos, a logística era ineficiente e muitas pessoas eram 
obrigadas a morar em locais próximos às fontes de alimentos. Mas com o 
passar dos anos, as técnicas de produção e o processo de entrega dos 
produtos aos consumidores foram se aperfeiçoando, possibilitando às 
pessoas que vivem em locais distantes da fonte das mercadorias um consumo 
de itens em maiores quantidades e com um abastecimento constante ao longo 
do tempo. 
 
 
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3 
A Cadeia de Suprimentos vem de encontro à necessidade das 
empresas e clientes, pois o cliente é a principal razão de existir da 
empresa. O gerenciamento de toda a cadeia – desde os fornecedores, 
passando pela produção, chegando à expedição – prevendo e 
organizando a logística reversa faz todo o sentido para organizar suas 
atividades com foco voltado para o cliente. 
 
A competição no mercado global tende a não ocorrer mais entre 
empresas, mas, sim, entre cadeias de suprimento. Numa era de 
concorrências entre redes, apenas as organizações que melhor se 
estruturarem, coordenarem e gerirem os relacionamentos com os parceiros 
de rede receberão as devidas recompensas. Na medida em que aumenta a 
concorrência, as empresas precisam reforçar seus referenciais 
mercadológicos envolvendo a Cadeia de Suprimentos, tornando-a flexível 
diante do mercado. 
Assim, a gestão da Cadeia de Suprimentos consiste numa série de 
aproximações utilizadas para integrar eficazmente fornecedores, 
fabricantes e lojas, para que a mercadoria seja produzida e distribuída 
nas quantidades ideais, na localização certa e no tempo correto, com 
o objetivo de satisfazer o nível de serviço e diminuir os custos ao longo 
do sistema (SIMCHI-LEVI; SIMCHI-LEVI; KAMINSKY, 2003, p. 1). 
Serão esses os assuntos que estaremos estudando nessa disciplina, a 
começar pelos conceitos básicos que lhe permitirão compreender toda essa 
integração da Cadeia de Suprimentos para torná-la mais competitiva num 
mercado global. 
Acesse a videoaula disponível no material on-line! 
 
 
 
 
 
 
 
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4 
PESQUISE 
 
Estrutura Organizacional 
O que é uma estrutura organizacional? 
Vamos, então, conhecer esse assunto: 
É a ordenação e o agrupamento de atividades e recursos, visando 
a alcançar os objetivos e resultados estabelecidos. É a forma pela qual 
as atividades de uma organização são divididas, organizadas e 
coordenadas. 
Benefícios de uma estrutura organizacional adequada: 
 Identificação das tarefas necessárias; 
 Organização das funções e responsabilidades; 
 Informações, recursos e feedbacks aos empregados; 
 Medidas de desempenho compatíveis com os objetivos; 
 Condições motivadoras. 
Toda empresa possui dois tipos básicos e fundamentais de estrutura: 
a formal e a informal. Conheça melhor cada uma delas: 
Estrutura formal é aquela deliberadamente planejada e formalmente 
representada, em alguns de seus aspectos, pelo organograma. 
 Ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades 
 É estável 
 Está sujeita a controle 
 Está na estrutura 
 Líder formal 
 
 
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 É representada pelo organograma da empresa e seus aspectos básicos 
 Reconhecida juridicamente de fato e de direito 
 É estruturada e organizada 
Estrutura informal é a rede de relações sociais e pessoais que não é 
estabelecida ou requerida pela estrutura formal. São relacionamentos não-
documentados e não-reconhecidos oficialmente entre os membros de uma 
organização, que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades 
pessoais e grupais dos empregados. 
A estrutura organizacional tem algumas características, vamos a elas: 
 Não é estática; 
 É representada graficamente pelo organograma; 
 É dinâmica; 
 Deve ser delineada de forma a alcançar os objetivos institucionais; 
 Deve ser planejada. 
E essas são as departamentalizações da Estrutura Organizacional: 
 Linear (com ou sem staff) 
 Funcional 
 Clientes 
 Produtos 
 Territorial 
 Por projetos 
 Matricial 
 
 
 
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6 
Componentes da estrutura organizacional 
A estrutura organizacional tem sempre três componentes: 
Sistema de responsabilidade: 
 Responsabilidade é a obrigação que uma pessoa tem de fazer alguma 
coisa por outrem. 
 Quando um subordinado assume determinada obrigação, deve prestar 
contas à pessoa que lhe atribuiu a responsabilidade. 
 A responsabilidade não se delega. 
Sistema de autoridade: 
 Departamentalização; 
 Linha e assessoria; 
 Atribuições das unidades organizacionais. 
 
 
 
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Sistema de Comunicações 
O sistema de comunicação é a rede por meio da qual fluem as 
informações que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada 
e eficaz, na qual deve ser considerado: 
 O que deve ser comunicado? 
 Como deve ser comunicado? 
 Quando deve ser comunicado? 
 De quem deve vir a informação? 
 Para quem deve ir a informação? 
 Por que deve ser comunicado? 
 Quanto deve ser comunicado? 
Façamos a leitura do texto a seguir para conhecer os diversos tipos de 
estrutura organizacional: 
http://www.adminconcursos.com.br/2014/07/estruturas-organizacionais.html 
 
 
 
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Organograma 
Organograma é a representação gráfica e abreviada da estrutura 
organizacional. Ele tem como finalidade representar: 
 Os órgãos componentes da empresa; 
 Tanto quanto possível, de forma geométrica, as funções desenvolvidas 
pelo órgão; 
 As vinculações e/ou relações de interdependência entre os órgãos; 
 Os níveis administrativos que compõem a organização; 
 A via hierárquica. 
Conhecer como está estruturada uma empresa organizacionalmente é 
possível através da leitura do seu organograma, pois ele é a ferramenta que 
representa o mapa da organização. 
Para conhecer os modelos de estrutura organizacional com suas 
vantagens e desvantagens assista ao vídeo a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=bml0YAKBPK8 
E, claro, não deixe de assistir à videoaula correspondente a este tema 
que está disponível no material on-line! 
 
 
Fornecedores 
Você já deve ter ouvido por diversas vezes falar de fornecedor, mas o 
que é, afinal, um fornecedor? 
O fornecedor é a pessoa ou a empresa que abastece outra 
empresa ou comunidade. O termo deriva do verbo fornecer, que faz 
 
 
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referência a prover ou providenciar o necessário para um determinado 
fim. 
 
Por exemplo: “Estamos sem papel: por favor, chame o fornecedor para 
trazer várias resmas”, “O João está à procura de um novo fornecedor de 
matérias primas, pois o seu atual não está em conformidade”. 
Os fornecedores devem respeitar os prazos e as condições de entrega 
dos seus produtos ou serviços para evitar conflitos com a empresa que 
abastecem. Na maior parte dos casos, estas empresas têm de ter um 
departamento de suporte ou de atenção técnica, já queas interrupções do 
serviço causam grandes problemas ao cliente. 
Fornecedor não é apenas quem produz ou fabrica, industrial ou 
artesanalmente, em estabelecimentos industriais centralizados ou não; 
também é fornecedor quem vende. 
 
Não é fácil a escolha de um fornecedor, pois sua escolha pode 
depender de diversos aspectos individuais, tais como: 
 Pontualidade nas entregas 
 Qualidade do produto 
 Preços competitivos 
 Antecedentes estáveis 
 Bons serviços prestados 
 Cumprimento de promessas e prazos 
 Apoio técnico 
 Informação no acompanhamento dos produtos 
 
 
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10 
O que você busca quando assume o papel de comprador? Em suas 
compras as empresas têm os mesmos objetivos, que, basicamente, se 
resumem em conseguir tudo ao mesmo tempo: qualidade, quantidade, 
prazo de entrega e preço. 
Uma vez tomada a decisão sobre o que comprar, a segunda decisão 
mais importante refere-se ao fornecedor certo. Um bom fornecedor é aquele 
que tem a tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, tem a 
capacidade de produzir as quantidades necessárias e ainda pode administrar 
seu negócio com eficiência suficiente para ter lucros e, ainda assim, vender 
um produto a preços competitivos. 
Segundo BERTAGLIA (2006) o processo de seleção de fornecedor não 
é simples. Para a seleção de fornecedores existem critérios que têm deixado 
de ser somente aqueles básicos. 
Entenda melhor os fatores que influenciam na seleção de um 
fornecedor: 
 Habilidade técnica 
O fornecedor possui habilidade técnica para produzir ou fornecer o produto 
desejado? 
 Capacidade produtiva 
A produção deve ser capaz de satisfazer às especificações do produto de 
forma consciente, produzindo, ao mesmo tempo, o menor número possível 
de defeitos. 
 Confiabilidade 
Ao selecionar um fornecedor, é desejável que ele seja um fornecedor 
confiável, reputado e financeiramente sólido. 
 Pós-venda 
 
 
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11 
Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará de peças 
de reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um bom serviço de 
atendimento pós-venda. 
 Localização do fornecedor 
Algumas vezes é necessário/recomendável que o fornecedor esteja 
próximo do comprador, ou pelo menos mantenha um estoque local. 
 Preço 
O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos, não 
significando, necessariamente, que seja o menor preço. 
Na avaliação de fornecedores potenciais, alguns fatores são 
quantitativos, e é possível atribuir um valor monetário a eles. Outros fatores 
são qualitativos e sua determinação exige ponderação. Geralmente, são 
determinados de forma descritiva. 
A seguir vamos ver os métodos de classificação, que podemos utilizar 
para combinar esses dois fatores principais (quantitativos e qualitativos), 
auxiliando o comprador a selecionar o melhor fornecedor: 
 
Não se esqueça de continuar a leitura do livro de apoio desta disciplina, 
o “Supply Chain – Uma visão gerencial”, de Luiz Fernando Rodrigues 
Campos. 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/524.php 
 
 
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12 
O vídeo a seguir ajudará a esclarecer melhor alguns pontos sobre esse 
assunto, então, não deixe de assistir! 
https://www.youtube.com/watch?v=3zwLm-yOhVo 
Agora, preste atenção nas considerações que serão feitas pelo 
professor Nelson sobre o assunto deste tema! Assista à videoaula disponível 
no material on-line. 
 
 
Processos Produtivos 
Vamos saber agora o que é um processo produtivo: 
Segundo HARRINGTON (1993, p. 10): 
“Processo é qualquer atividade que recebe uma entrada (input), 
agrega-lhe valor e gera uma saída (output) para um cliente interno ou 
externo, fazendo uso dos recursos da organização para gerar 
resultados concretos”. 
Por sua vez, HAMMER e CHAMPY (1994 apud GONÇALVES, 2000, p. 
2), afirmam que: 
 “um processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência 
lógica com o objetivo de produzir um bem ou um serviço que tem valor 
para um grupo específico de clientes”. 
Da mesma forma CHARLENE e MURRAY (1994) partem da premissa 
de que todo processo é uma série de etapas que transformam o resultado ou 
o produto à medida que este percorre a sequência de tarefas ou funções. 
Desse modo, depreende-se que não há como desenvolver um produto 
ou serviço sem que os mesmos passem por algum tipo de processo em sua 
fabricação. Isto está de acordo com GRAHAM e LEBARON (1994 apud 
GONÇALVES, 2000), quando afirmam que todo trabalho importante realizado 
em quaisquer empresas fazem parte de algum processo. 
A seguir, vamos descrever os tipos de processos, pois são 
determinantes para a proposta de estudo realizada. Vamos lá? 
 
 
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Tipos de processos em manufatura 
Cada tipo de processo em manufatura faz com que a empresa siga uma 
linha de ação diferente para organizar as atividades das operações. Como já 
mencionamos, existem cinco tipos de processos de manufatura, descritos e 
explicados a seguir: 
 Processos de projeto 
É característico dos processos de projetos o baixo volume e um grau 
elevado de customização. Para RITZMAN e KRAJEWSKI (2007) o 
processo de projeto é uma sequência de operações e o processo envolvido 
em cada uma delas é únicos, feitos especificamente para atender aos 
pedidos dos clientes, tornando cada projeto único (embora alguns possam 
parecer similares). 
 Processos de jobbing 
Da mesma forma dos processos de projeto, apresentam variedade alta e 
volume baixo. Porém, no primeiro os recursos transformadores são 
dedicados exclusivamente para um determinado produto, enquanto que no 
processo de jobbing os recursos são compartilhados entre todas as 
unidades. “Os processos de jobbing produzem mais itens e, usualmente, 
menores do que os processos de projeto, o grau de repetição é baixo” 
(SLACK e STUART, 2007, p. 130). 
 Processos em lotes ou bateladas 
Esse processo é frequentemente confundido com jobbing, porém, os 
processos em lote não têm o mesmo grau de variedade. “A diferença 
fundamental é que os volumes são maiores porque produtos ou serviços 
iguais ou similares são fornecidos repetidamente” (RITZMAN e 
KRAJEWSKI, 2007, p. 33). De acordo com MOREIRA (2000), na produção 
em lotes, é necessário o uso de equipamentos diferenciados e a sua própria 
adaptabilidade exige uma mão de obra especializada, devido às constantes 
mudanças de calibragens, ferramentas e acessórios. 
 
 
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 Processos de produção em massa 
São aqueles que fabricam um alto volume de produtos, porém com 
pequena variedade. “Esses processos tendem a ser altamente 
automatizados e a produzir produtos com elevado grau de padronização, 
sendo qualquer diferenciação pouco ou nada permitida” (MOREIRA, 2000, 
P. 11). 
 Processos contínuos 
São, muitas vezes, associados a tecnologias relativamente inflexíveis, de 
capital intensivo e com fluxo altamente previsível. Conforme RITZMAN e 
KRAJEWSKI (2007, p. 33) “são o extremo da produção em grande volume 
e padronizada com fluxos de produção em massa, sendo que a operação 
ocorre vinte e quatro horas por dia, para maximizar a utilização e evitar 
interrupções onerosas”. 
 
Tipos de processos em serviços 
Há três tipos de processos de serviços: 
 Serviços profissionais 
Serviços como estes proporcionam altos níveis de customização e o 
processo todo é em virtude deatender e satisfazer as necessidades 
individuais dos consumidores. Tal relação com o cliente indica, porém, um 
alto tempo de pessoal desperdiçado no escritório e da linha de frente no 
atendimento aos clientes. Serviços profissionais são baseados em 
pessoas, as quais buscam melhorar a prestação de serviço e, não, o que é 
fornecido. “Esses esquemas oferecem serviços especializados e um 
elevado grau de contato com o cliente” (GAITHER e FRAZIER, 2002, 
p.117). 
 Serviços em massa 
 
 
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Ao contrário dos serviços profissionais, são baseados em equipamentos e 
não em pessoas, sendo que provavelmente tenha uma divisão do trabalho 
precisamente definida e normalmente com suas tarefas preestabelecidas. 
SILVESTRO (1999, apud SAKURADA; MIYAKE, 2009) relata que a 
formatação deste tipo de serviço se apoia num elevado grau de 
padronização e rotinização, baseado em pesquisas sobre expectativas dos 
clientes. 
 Lojas de serviços 
O serviço é prestado por meio de combinações de atividades do pessoal 
do escritório e da linha de frente, e a ênfase passa a ser no produto e no 
processo de produção. Conforme CORRÊA e CAON (2002, apud 
SAKURADA; MIYAKE, 2009) são definidas como intermediário entre 
Serviços Profissionais e Serviços de Massa. Para SLACK e STUART 
(2007, p. 132) “são caracterizadas por níveis de contato com o cliente, 
customização, volume de clientes e liberdade de decisão do pessoal”. 
Por conta dessa variedade de tipos de processo, tanto na manufatura 
como nos serviços, é necessária atenção no momento de escolher o mercado 
de atuação, pois, primeiramente, é necessário compreender certas 
especificidades, como afirma HARRINGTON (1993, p. 135), “precisamos 
compreender claramente várias características de processo, [...] como fluxo, 
eficácia, eficiência, tempo de ciclo e custo”. 
Quanto maior a capacidade dos gestores de entenderem os 
processos empresariais, maior a chance de aperfeiçoá-los. Qualquer 
processo pode ser modificando a fim de aumentar a eficácia da 
organização, buscando ampliar o número de clientes satisfeitos e 
impulsionar as vendas. 
 
 
 
 
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16 
Vamos assistir ao vídeo a seguir, que fala sobre os conceitos de 
processos produtivos: 
https://www.youtube.com/watch?v=DVwnEkCaois 
Agora, confira a videoaula do Prof. Nelson sobre processos produtivos 
para complementar seu estudo! Acesse o material on-line. 
 
 
Canais de Distribuição 
Um canal de distribuição corresponde a uma ou mais empresas ou 
indivíduos que participem do fluxo de produtos e serviços, desde o produtor 
até o cliente ou usuário final. Consiste, portanto, no caminho percorrido pela 
mercadoria, desde o produtor até os importadores e usuários finais. A escolha 
do canal de distribuição adequado é essencial para o êxito na atividade 
exportadora. 
Qualquer que seja o tipo de distribuição escolhido, é fundamental que 
o seu trabalho seja organizado conforme: 
 O volume de vendas a realizar de acordo com o potencial de mercado dos 
segmentos atendidos; 
 A adequação dos níveis de estoque dos distribuidores para a tender à 
demanda de seus mercados; 
 A qualidade e frequência da assistência aos seus clientes; 
 O número ideal de distribuidores para cada área de mercado. 
 
Decisões sobre os Canais de Distribuição 
Distribuidor é um termo genérico que inclui todos os tipos de 
intermediários que compram e vendem por sua conta e risco, em oposição ao 
 
 
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agente comissionado, que como o próprio nome indica, só trabalha mediante 
comissionamento nos negócios. 
Dessa maneira, incluem-se na denominação genérica de 
distribuidor os atacadistas, os varejistas, revendedores, importadores e 
distribuidores que estocam produtos do fabricante e prestam assistência 
técnica ao comprador. 
 
A franquia é uma forma de comércio sob licença em que o franqueado 
trabalha com a marca, as mercadorias e até o design de lojas fornecidos pelo 
licenciador. Utilizando intermediários para distribuir os produtos, empresários 
conseguem atingir os clientes de maneira mais precisa e lucrativa. 
 
Principais intermediários 
Conheça alguns exemplos dos principais intermediários atuantes em 
um canal de distribuição: 
 Varejista 
Realiza a venda de bens e/ou serviços diretamente ao cliente final. Ex.: 
supermercado, papelaria, farmácia, bazar, loja de calçados etc. 
 Atacadista 
Compra e revende mercadorias para varejistas, outros comerciantes, 
estabelecimentos industriais, institucionais e comerciais. Não vende em 
pequenas quantidades para clientes finais. Ex.: atacadista farmacêutico 
que vende apenas para farmácias. 
 Distribuidor 
Vende, armazena e dá assistência técnica em uma área geográfica 
delimitada de atuação e, na maioria das vezes, busca atender demandas 
mais regionalizadas. Ex.: distribuidora de vinhos. 
 
 
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 Agentes e Corretores 
Agentes (relações de longo prazo) e Corretores (relações de curto prazo) 
são pessoas jurídicas comissionadas contratadas para vender produtos de 
uma empresa. Ex.: representantes de venda, corretores imobiliários, 
corretores de seguros etc. 
 
Sistema de Administração de Varejo 
O varejo é uma atividade que envolve a venda de mercadorias ou 
serviços diretamente ao consumidor final. Os estabelecimentos varejistas 
podem ser classificados entre: 
 Varejo de autosserviço 
Muito utilizado para os bens de conveniência, o sistema foi introduzido 
pelos supermercados, progredindo para drogarias, vendas automáticas 
através de máquinas, etc. 
 Varejo de autosseleção 
O cliente completa a sua transação através do balconista e se dirige ao 
caixa para efetuar o pagamento. 
 Varejo de serviço completo 
O cliente recebe toda a série de informações acerca do produto. Há grande 
variedade de serviços e a força de merchandising é grande. Ex.: lojas de 
departamentos e de especialidades. 
 
 
 
 
 
 
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Você conhece a classificação das lojas por tipo de produto? Vamos 
conhecer: 
Supermercado 
Caracteriza-se por 
vendas em larga escala, 
custo baixo, baixa 
margem, alto volume de 
vendas, autosserviço. 
Lojas de 
conveniência 
Comercializa 
alimentos, 
refrigerantes, pilhas, 
cigarros etc. 
Combinação de loja 
Superloja e 
hipermercado: maior 
que um supermercado 
convencional. Ex: 
Makro. 
 
Canais de distribuição 
Os canais de distribuição têm como objetivo principal garantir a 
disponibilidade do produto para os clientes. 
Existem três formas básicas de distribuição: 
Sistema de distribuição exclusiva: o próprio fabricante escolhe seus 
revendedores, autorizando-os a distribuir de forma exclusiva os produtos e 
controlando grande parte das atividades desses revendedores. Neste caso, o 
fabricante deve vender por meio de um ou de alguns intermediários. 
Normalmente, é o sistema utilizado quando a natureza do negócio 
precisa da lealdade do distribuidor. Um bom exemplo são as concessionárias 
de veículos autorizadas. Os intermediários podem ser representantes 
comerciais, que levam o produto aos pontos de venda ou às redes de lojas 
que tenham a exclusividade na distribuição do produto. 
Sistema de distribuição seletiva: ocorre quando o fabricante vende 
por meio de um grupo selecionado de intermediários. É utilizado quando a 
natureza do negócio precisade valorização. Entende-se que os intermediários 
escolhidos são considerados os melhores para vender os produtos, com base 
em sua localização, reputação, carteira de clientes e outros pontos fortes. 
 
 
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Sistema de distribuição intensiva: aplica a lógica de “quanto mais, 
melhor”. O fabricante vende por meio de tantos intermediários quantos forem 
possíveis. É utilizado quando tem que haver grande disponibilidade do 
produto em um grande número de pontos de venda. Essa popularização é 
saudável para produtos de alto consumo e pouco valor agregado. Um ótimo 
exemplo são os produtos de higiene e os alimentícios. 
Agora, em vez de fazer a leitura do livro de apoio desta disciplina, você 
deverá fazer uma leitura do capítulo “Projetando redes de distribuição e 
aplicações de e-business” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – 
Estratégia, Planejamento e Operações, de autoria de Semil Chopra e Peter 
Meindl, disponível no portal ÚNICO! 
http://unico.facinter.br/ 
Vamos conhecer a logística de distribuição de uma grande empresa de 
cosméticos do Brasil? Assista ao filme e observe quantas coisas devem ser 
planejadas na distribuição de um produto ao mercado! 
https://www.youtube.com/watch?v=IN8V65El2XA 
Agora, assista à videoaula deste tema, disponível no material on-line! 
 
 
Conceito de Cadeias de Suprimentos 
Neste tema você conhecerá alguns conceitos relacionados a cadeias 
de suprimentos (Supply Chain) dados por diversos autores, vamos a eles: 
“É o processo da movimentação de bens e informação desde o pedido 
do cliente através dos estágios de aquisição de matéria prima, 
produção até a distribuição dos bens para os clientes” (Rockford 
Consulting Group, 2001). 
“Uma rede de organizações conectadas e interdependentes, 
trabalhando conjuntamente, em regime de cooperação mútua, para 
controlar, gerenciar e aperfeiçoar o fluxo de matérias-primas e 
informações dos fornecedores para os clientes finais”. 
(CHRISTOPHER, 2009) 
 
 
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“Uma metodologia criada para alinhar todas as atividades de produção, 
armazenamento e transporte de forma sincronizada visando a 
obtenção na redução de custos, minimizar ciclos e maximizar o valor 
percebido pelo usuário final em busca de resultados superiores” 
(BOND, 2002) 
“Filosofia integradora para administrar o fluxo total de um canal de 
distribuição do fornecedor até o usuário final” (COOPER e M. ELLRAM, 
1993) 
“Um conjunto de atividades funcionais (transportes, controle de 
estoque etc.) que se repetem inúmeras vezes ao longo do canal pelo 
qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados, 
aos quais se agrega valor ao consumidor” (BALLOU, 2006) 
 
Assim, podemos perceber que independentemente da variedade (e até 
da disparidade nas definições), a Cadeia de Suprimentos representa um 
conjunto de atividades que envolvem compra, armazenamento, 
transformação, embalagem, transporte, movimentação interna, distribuição e 
todo o suporte necessário para que tudo possa acontecer. 
 
Nesse sentido, há várias vertentes que vêm trazer definições acerca do 
tema. Em algumas teorias, a cadeia é definida como a união da logística com 
o Marketing e operações de compra, enquanto em outras é explicada como 
sendo o processo de movimentação de bens e do pedido do cliente, passando 
pela aquisição de matéria-prima, pela produção até a sua distribuição. 
 
 
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Observe Cadeia de Suprimentos do Walmart® na distribuição de fraldas 
descartáveis:
 
Complemente seus estudos assistindo ao vídeo a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=_mPCdicQpwU 
Para finalizar este tema, observe na videoaula disponível no material 
on-line as explicações do professor Nelson sobre os conceitos empregados 
nos processos dentro da Cadeia de Suprimentos. 
 
TROCANDO IDEIAS 
Busque conhecer o funcionamento da estrutura da Cadeia de 
Suprimentos da empresa que você trabalha, já trabalhou ou mesmo de uma 
empresa na sua cidade ou região e faça um relato das informações que você 
levantou, relatando-as no fórum da disciplina, disponível no AVA. 
Aproveite para conferir as contribuições de seu professor e de seus 
colegas de turma! 
 
 
 
 
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NA PRÁTICA 
Case: Coca Cola 
Façamos a leitura do case da Coca-Cola®: 
http://www.coladaweb.com/administracao/canais-de-distribuicao 
 
Agora, analise o case a partir dos fatores importantes no sistema 
distributivo: 
 O número, o tamanho e a localização das unidades fabris e se estas 
atendem às necessidades de mercado; 
 A localização geográfica dos mercados e se os respectivos custos de 
abastecimento são compatíveis; 
 A frequência de compras dos clientes, o número e o tamanho dos pedidos; 
 O custo do pedido e o custo de distribuição se estes são compatíveis com 
o mercado; 
 Os métodos de armazenagem e seus custos; 
 Os transportes adotados se são adequados. 
 
 
SÍNTESE 
Nossa primeira aula está chegando ao fim. 
Nesta aula vocês puderam conhecer os conceitos e informações 
básicas sobre cadeias de suprimentos. 
Começamos por discutir a estrutura organizacional das empresas. 
Depois, falamos sobre os fornecedores e os distribuidores. Tratamos, 
também, dos principais processos produtivos e concluímos apresentando o 
 
 
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tema “Cadeia de Suprimentos”, para que pudéssemos entender o conceito e 
a integração dos componentes de uma cadeia. 
Vamos fechar nossa primeira aula com chave de ouro, recapitulando 
os conteúdos que estudamos até agora. 
Até a próxima aula! 
 
 
Referências 
ARNOLD, J. R. T. Administração de materiais: uma introdução. Trad. Celso 
Rimoli, Lenita R. Esteves. São Paulo: Atlas, 1999. 
BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de 
abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2006. 
DIAS, M. COSTA, R. F. Manual do Comprador: conceitos, técnicas e práticas 
indispensáveis em um departamento de compras. Mario Dias, Roberto 
Figueiredo Costa. 2. Ed. – São Paulo: Edicta, 2003. 
LANGENDYK, A. Estratégias de logística em uma empresa do setor 
automobilístico: o caso da Volkswagen-Audi no período 1996-2001. 
Florianópolis, 2002. 192 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de 
Produção). Departamento de Qualidade e Produtividade, UFSC. 
MARTINS, R. Estratégia de compras na indústria brasileira de higiene 
pessoal e cosméticos: um estudo de casos. Dissertação (Mestrado) – 
Instituto Coppead, UFRJ, Rio de Janeiro, 2005. 
POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimoniais, uma 
abordagem logística: São Paulo: Atlas, 2000. 195 p. 
SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas 1999. 
 
 
 
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25 
Outras fontes de pesquisa: 
Cadeia de Suprimentos. Disponível em: https://endeavor.org.br/cadeia-de-
suprimentos/. Acesso em: 07/04/2016. 
Canais de Distribuição. Disponível em: 
http://www.coladaweb.com/administracao/canais-de-distribuicao. Acesso em: 
07/04/2016. 
Canais de Distribuição: conceito. Disponível em: 
http://www.academia.edu/4554702/Canais_de_Distribui%C3%A7%C3%A3o
_Conceito. Acesso em: 07/04/2016. 
Os processos produtivos e as suas principais características. Disponível 
em: https://www.portal-gestao.com/item/6268-os-processos-produtivos-e-as-
suas-principais-caracter%C3%ADsticas.html. Acesso em: 07/04/2016. 
 
 
 
 
 
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1 
 
 
 
 
 
 
Gestão da Cadeia de 
Suprimentos 
 
 
 
Prof. Nelson Tadeu Galvão 
Aula 2 
 
 
 
 
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2 
CONVERSA INICIAL 
Caros alunos, estamos em nossa segunda aula da disciplina de 
Cadeias de Suprimentos! 
Nesta aula, vamos aprender o que são materiais e como classificá-los, 
como movimentar materiais dentro da cadeia de suprimentos e quais as 
informações e documentos envolvidos num processo de pedido de 
mercadoria. Ainda, desenvolveremos o tema de estoque e armazenagem e 
conheceremos os principais equipamentos de movimentação de materiais. 
Está preparado? Vamos começar! 
 
 
CONTEXTUALIZANDO 
A gestão da cadeia de suprimentos significa para a gestão de 
operações o mesmo que o oxigênio significa para nosso corpo. As operações 
de uma empresa não podem funcionar sem uma boa prática de gestão da 
cadeia de suprimentos. A gestão da cadeia de suprimentos garante que uma 
organização receba suas matérias-primas no momento correto, bem como 
bens e serviços que sejam essenciais para a gestão da empresa. 
Toda a atividade da empresa está inserida em cadeia de processos que 
desempenham um papel fundamental no abastecimento de materiais nas 
linhas de produção. Um gerente de cadeia de suprimento deve assegurar-se 
de que cada elo da cadeia desempenhe o seu papel corretamente. 
O objetivo do nosso tema nesta rota de aprendizagem é a 
assegurar que você conheça algumas partes muito importantes de uma 
cadeia de suprimentos! 
 
 
 
 
 
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Problematização 
Faça uma pesquisa para conhecer os principais símbolos referentes a 
identificação e controles usados no armazenamento de materiais. 
Depois de ter feito a pesquisa, verifique os símbolos que o professor 
separou como exemplo, embora, evidentemente, haja outros tantos que você 
pode buscar e conhecer! 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PESQUISE 
 
Materiais 
Vamos conhecer um pouco sobre os materiais usados normalmente 
pela Logística? Comecemos com alguns conceitos iniciais: 
 A palavra material provém do termo latim materiais e diz respeito 
àquilo que pertence ou é relativo à matéria, opondo-se assim 
ao espiritual e ao moral. 
 Para a Ciência, um material é qualquer conglomerado de 
matéria ou de massa. 
 Na Engenharia, um material é uma substância (composto 
químico) com uma propriedade útil, podendo ser mecânica, 
eléctrica, ótica, térmica ou magnética. 
 Por outro lado, os materiais são, também, elementos reunidos 
num conjunto podendo ser usados com algum fim específico e 
que são necessários à realização de determinada atividade. 
A classificação dos materiais depende das seguintes características: 
 Abrangência 
Deve tratar de um conjunto de características, em vez de reunir apenas 
materiais para serem classificados. 
 Flexibilidade 
Deve permitir interfaces entre os diversos tipos de classificação de modo 
que se obtenha ampla visão do gerenciamento do estoque. 
 Praticidade 
A classificação deve ser simples e direta. 
 
 
 
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A partir desses critérios, os materiais podem ser classificados de 
acordo com as seguintes características: 
 Tipo de demanda 
 Materiais críticos 
 Perecibilidade 
 Periculosidade 
 Possibilidade de fazer ou comprar 
 Tipos de estocagem 
 Dificuldade de aquisição 
 Mercado fornecedor 
Vamos conhecer mais detalhadamente os critérios mencionados? 
 
Tipo de demanda 
A classificação por tipo de demanda é uma classificação bastante 
utilizada nas empresas. Ela se divide em: 
Materiais não de estoque 
São materiais de demanda imprevisível, para os quais não são 
definidos parâmetros de ressuprimento. Esses materiais são utilizados 
imediatamente, ou seja, a inexistência de regularidade de consumo faz 
com que a compra desses materiais somente seja feita por solicitação 
direta do usuário, na ocasião em que isso se faça necessário. 
Materiais de estoque 
São materiais que devem sempre existir nos estoques para uso 
futuro e, para que não haja sua falta, são criadas regras e critérios de 
ressuprimento automático. Devem existir no estoque, seu ressuprimento 
deve ser automático, com base na demanda prevista e na importância 
para a empresa. 
 
 
 
 
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6 
Os materiais de estoque se subdividem, ainda: 
 Quanto à aplicação 
 Quanto ao valor de consumo 
 Quanto à importância operacional 
Quanto à aplicação, os materiais de estoque ainda podem ser: 
 Materiais produtivos: compreendem todo material ligado direta 
ou indiretamente ao processo produtivo. 
 Matérias primas: materiais básicos e insumos que constituem 
os itens iniciais e fazem parte do processo produtivo. 
 Produtos em fabricação: também conhecidos como materiais 
em processamento são os que estão sendo processados ao 
longo do processo produtivo. Não estão mais no almoxarifado 
porque já não são mais matérias-primas, nem no estoque final 
porque ainda não são produtos acabados. 
 Produtos acabados: produtos já prontos. 
 Materiais de manutenção: materiais aplicados em manutenção 
com utilização repetitiva. 
 Materiais improdutivos: materiais não incorporados ao produto 
no processo produtivo da empresa. 
 Materiais de consumo geral: materiais de consumo, aplicados 
em diversos setores da empresa. 
 
Materiais Críticos 
São materiais de reposição específica, cuja demanda não é previsível 
e a decisão de estocar tem como base o risco. Por serem sobressalentes vitais 
 
 
 
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de equipamentos produtivos, devem permanecer estocados até sua 
utilização, não estando, portanto, sujeitos ao controle de obsolescência. 
A quantidade de material cadastrado como material crítico dentro 
de uma empresa deve ser mínima. 
 
Perecibilidade 
Os materiais também podem ser classificados de acordo com a 
possibilidade de extinção de suas propriedades físico-químicas. 
Quanto à possibilidade de se extinguirem, seja dentro do prazo previsto 
para sua utilização, seja por ação imprevista, os materiais podem ser 
classificados em: perecível e não perecível. 
 
Periculosidade 
O uso dessa classificação permite a identificação de materiais que, 
devido a suas características físico-químicas, podem oferecer risco à 
segurança no manuseio, transporte, armazenagem, como líquidos 
inflamáveis, por exemplo. 
 
Possibilidade de fazer ou de comprar 
Essa classificação visa determinar quais os materiais que poderão ser 
recondicionados, fabricados internamente ou comprados: 
 Fazer internamente: fabricados na empresa. 
 Comprar: adquiridos no mercado. 
 Decisão de comprar ou fazer: sujeito à análise de custos. 
 
 
 
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 Recondicionar: materiais passíveis de recuperação sujeito a 
análise de custos. 
 
Tipos de Estocagem 
Os materiais podem ser classificados em materiais de estocagem 
permanente e temporária. 
Permanente: materiais para os quais foram aprovados níveis de 
estoque e que necessitam de ressuprimento constante. 
Temporária: materiais de utilização imediata e sem ressuprimento, ou 
seja, um material não de estoque. 
 
Dificuldade de Aquisição 
Os materiais podemser classificados por suas dificuldades de compra 
entre materiais de difícil aquisição e materiais de fácil aquisição. Nesse 
contexto, devemos nos atentar para os seguintes aspectos: 
 Fabricação especial: envolve encomendas especiais com 
cronograma de fabricação longo. 
 Escassez no mercado: há pouca oferta no mercado e pode 
colocar em risco o processo produtivo. 
 Sazonalidade: há alteração da oferta do material em 
determinados períodos do ano. 
 Monopólio ou tecnologia exclusiva: dependência de um único 
fornecedor. 
 Logística sofisticada: material de transporte especial ou difícil 
acesso. 
 Importações: a aquisição do material implica em entraves 
burocráticos, liberação de verbas ou financiamentos externos. 
 
 
 
 
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Mercado fornecedor 
Essa classificação leva em conta a imprescindibilidade ou, ainda, o 
grau de dificuldade para se obter os materiais, que são classificados entre: 
 Materiais X 
Materiais de aplicação não importante, com similares na empresa. 
 Materiais Y 
Materiais de média importância para a empresa, com ou sem similar. 
 Materiais Z 
Materiais de importância vital, sem similar na empresa, cuja falta ocasiona 
paralisação da produção. 
 
Valor de consumo 
Para que se alcance a eficácia na gestão de estoque é necessário que 
se separe, de forma clara, aquilo que é essencial do que é secundário em 
termos de valor de consumo. Para fazer essa separação nós contamos com 
uma ferramenta chamada de Curva ABC (ou Curva de Pareto), que 
determina a importância dos materiais em função do valor expresso pelo 
próprio consumo em determinado período. 
Os materiais são classificados em: 
 Materiais A: materiais de grande valor de consumo. 
 Materiais B: materiais de médio valor de consumo. 
 Materiais C: materiais de baixo valor de consumo. 
Agora, é com você: 
Faça a leitura do texto sobre definição e classificação de materiais, de 
autoria do prof. Douglas Gouvêa. 
 
 
 
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http://www.pmt.usp.br/pmt5783/01%20Ciencia%20dos%20Materiais_
Apresentacao.pdf 
E assista ao vídeo a seguir, que lhe ajudará a complementar seu estudo 
com algumas informações sobre a classificação de materiais. 
https://www.youtube.com/watch?v=Uei6m5LwSY4 
Agora, vamos à videoaula? Acesse o material on-line! 
 
 
Movimentação de Materiais 
A logística empresarial fez com que as empresas adquirissem maior 
controle de todas as atividades de movimentação e armazenagem, 
facilitando, assim, a verificação eficiente do fluxo de mercadorias, ou seja, 
desde o carregamento inicial de materiais de um fornecedor, até à venda do 
produto fabricado ao consumidor final. 
A movimentação de materiais pode ser definida como parte integrante 
de um sistema de produção e que permite otimizar a eficiência da 
movimentação de materiais no sistema. A movimentação de materiais deve 
descrever os tipos de equipamentos que serão utilizados nas diversas 
operações envolvidas no sistema, como a embalagem, o transporte e o 
armazenamento. 
Independentemente do tamanho e da complexidade do material, o 
sistema de movimentação deve atender dois tipos de fluxos 
simultaneamente: o fluxo físico de materiais e o correspondente fluxo 
de informação. 
 
Nos sistemas de movimentação manual e mecanizados, todos os 
processos de movimentação são observados e controlados pelo operador, por 
meio de registos e correções. Nos sistemas automáticos, scanners e outros 
 
 
 
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tipos de aparelho de controle e gestão permitem aceder a toda a informação 
acerca do estado dos equipamentos e dos materiais, em tempo real. 
O sistema pode estar sob controle de um computador local, que por 
sua vez, pode estar ou não, ligado a um servidor. A integração de 
equipamentos automatizados de controle da produção e da movimentação 
nos processos industriais irá ao encontro das necessidades da empresa. 
O Material Handling Institute definiu dez princípios de movimentação 
de materiais, que são fundamentais para o projeto, concepção, análise e 
operação de sistemas de movimentação de materiais. 
Planejamento: toda as movimentações de materiais devem ser planejadas 
de acordo com a sua necessidade, seus objetivos de desempenho e as 
especificações funcionais propostas no início do projeto. 
Normalização: normalizar métodos de movimentação de material e 
equipamentos reduz a variedade e a personalização dos processos. 
Trabalho: a movimentação de materiais é igual ao produto da taxa de fluxo 
de movimentação de materiais (volume, peso ou quantidade por unidade de 
tempo) pela distância percorrida. 
Ergonomia: é importante reconhecer as capacidades e limitações humanas, 
tanto físicas como psicológicas, de modo a conceber métodos de 
movimentação de material e equipamentos seguros e eficazes. 
Unidade de carga: a unidade de carga deve ser dimensionada e configurada 
de forma a satisfazer os objetivos de fluxo de materiais e armazenagem em 
cada fase da cadeia de abastecimento. 
Utilização do espaço: deve ser feita de forma a tornar o sistema de 
movimentação de materiais mais eficaz e eficiente. Na movimentação de 
materiais, o conceito de espaço é tridimensional, normalmente considerado 
como espaço cúbico. 
 
 
 
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Sistema: as atividades de movimentação e armazenagem devem ser 
totalmente integradas de forma a criar um sistema operacional coordenado, 
que envolva recepção, inspeção, armazenagem, produção, montagem, 
embalagem, seleção, expedição, transporte e movimentação de devoluções. 
A integração de sistemas deve envolver toda a cadeia de abastecimento, 
incluindo a logística inversa. As principais entidades da cadeia de 
abastecimento são: fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes. 
Automatização: as operações de movimentação de materiais devem ser 
mecanizadas ou automatizadas, sempre que possível, de modo a aumentar a 
eficiência, capacidade de resposta, uniformidade e previsibilidade do sistema, 
e reduzir custos operacionais, eliminando o trabalho manual repetitivo e 
potencialmente inseguro. 
Meio-ambiente: o impacto no meio ambiente e o consumo de energia devem 
ser considerados como aspectos relevantes no projeto e seleção de 
equipamentos e de sistemas de movimentação de materiais, de modo a 
preservar os recursos naturais existentes na Terra e minimizar os possíveis 
efeitos negativos no meio ambiente. 
Custo do ciclo de vida: a análise econômica deverá considerar o ciclo de 
vida de todos os sistemas resultantes da movimentação de materiais, 
incluindo todas as despesas e gastos desde o momento em que o primeiro 
valor é gasto para projetar ou adquirir um novo método ou equipamento de 
movimentação, até a eliminação ou substituição total dos métodos ou 
equipamento. 
 
Princípio da unidade de carga 
Dos dez princípios da movimentação de materiais, existe um princípio 
que devemos olhar mais atentamente: o princípio da unidade de carga. 
 
 
 
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Uma unidade de carga pode ser definida como a carga a ser 
movimentada ou recolhida de uma vez só, ao mesmo tempo. A unidade 
da carga é parte integrante do sistema de movimentação de materiais. 
 
O tamanho da unidade de carga e a sua composição podem ser 
alteradas durante as movimentações de produto. As unidades de carga 
podem ser compostas por um item ou por diversos itens. Além do material,a 
unidade de carga inclui o contentor, ou o suporte, que será utilizado para 
movimentar o material. 
O tamanho da unidade de carga pode variar conforme o equipamento 
utilizado. A integridade da unidade de carga pode ser mantida de diversas 
maneiras. Para dimensionar a unidade de carga é necessário atentar-se para 
algumas medidas: 
1. Determinar a aplicabilidade do conceito de unidade de carga. 
2. Selecionar o tipo de equipamento a utilizar para movimentar a unidade de 
carga. 
3. Identificar a origem mais distante da unidade de carga. 
4. Estabelecer o destino mais distante da unidade de carga. 
5. Determinar o tamanho da unidade de carga. 
6. Configurar a composição e estrutura da unidade de carga. 
7. Determinar o método de formação da unidade de carga. 
As especificações da unidade de carga podem ser influenciadas pela 
instalação de produção ou de armazenagem. A largura das portas de entrada 
e saída, colunas, largura dos corredores, o raio de curvatura dos veículos e a 
altura de empilhamento de equipamentos de armazenagem, são alguns dos 
fatores que influenciam as dimensões e estrutura da unidade de carga. 
 
 
 
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Tem havido inúmeros casos em que os equipamentos adquiridos não 
puderam ser instalados nem utilizados devido a suas dimensões. 
Faça uma leitura do capitulo “Gerando economia de escala em uma 
cadeia de suprimentos: Estoque cíclico” do livro Gestão da Cadeia de 
Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Semil Chopra e 
Peter Meindl, disponível no portal ÚNICO! 
http://unico.facinter.br/ 
Para complementar os seus estudos assista ao vídeo a seguir, que 
trata sobre os Equipamentos de Movimentação! 
https://www.youtube.com/watch?v=nnRtDuvLoNI 
 
Agora, vamos retomar o conteúdo deste tema assistindo à explicação 
do professor Nelson Tadeu, disponível no material on-line! 
 
 
Armazenagem e Estoques 
Vamos tratar agora da armazenagem, que é a administração do 
espaço necessário para manter os estoques. 
O planejamento de armazéns inclui: localização, dimensionamento de 
área, arranjo físico, baias de atracação, equipamentos para movimentação, 
tipo e sistemas de armazenagem informatizados para localização de estoques 
e mão de obra disponível. 
O funcionamento adequado do armazém exige que o mesmo disponha 
de um sistema rápido para transferência da carga, imobilizando o veículo 
durante o menor tempo possível. 
 
 
 
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O objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas 
três dimensões, da maneira mais eficiente possível. 
O armazém deve apresentar cuidados essenciais que devem ser 
observados: 
 Determinação do local; 
 Definição adequada do leiaute; 
 Definição de uma política de preservação, com embalagens 
plenamente convenientes aos materiais; 
 Ordem, arrumação e limpeza de forma constante; 
 Segurança patrimonial contra furtos, incêndios etc. 
Otimizando a armazenagem obtemos: 
 Máxima utilização do espaço (ocupação do espaço); 
 Efetiva utilização dos recursos disponíveis (mão-de-obra e 
equipamentos); 
 Prontos de acesso a todos os itens, 
 Máxima proteção dos itens estocados; 
 Boa organização; 
 Satisfação das necessidades dos clientes. 
A melhor forma de guardar é aquela que maximiza o espaço disponível 
nas três dimensões do prédio: comprimento, largura e altura. A armazenagem 
compreende seis fases: 
Primeira fase: verificação das condições nas quais o material foi 
recebido, no tocante a proteção e embalagem. 
Segunda fase: identificação dos materiais. 
Terceira fase: guarda na localização adequada. 
 
 
 
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Quarta fase: informação da localização física de guarda ao controle. 
Quinta fase: verificação periódica das condições de proteção e 
armazenamento. 
Sexta fase: separação para distribuição. 
Itens de Estoques 
As mercadorias de maior saída do depósito devem ser armazenadas nas 
imediações da saída ou expedição, a fim de facilitar o manuseio. O mesmo 
deve ser feito com os itens de grande peso e volume. 
Corredores 
Os corredores dentro do depósito deverão facilitar o acesso às mercadorias 
em estoque. 
Portas de acesso 
As portas de acesso ao depósito devem permitir a passagem dos 
equipamentos de manuseio e movimentação de materiais. 
Prateleiras e Estruturas 
Quando houver prateleiras e estruturas no depósito, a altura máxima deverá 
considerar o peso dos materiais. 
 O topo das pilhas de mercadorias deve se distanciar um metro das 
luminárias do teto ou dos sprinklers (equipamentos fixos de combate a 
incêndio) de teto. 
 As mercadorias leves devem permanecer na parte superior das estruturas, 
e as mercadorias mais pesadas devem ser armazenadas nas barras 
inferiores da estrutura. 
 O piso deve ser suficientemente resistente para suportar o peso das 
mercadorias estocadas e o trânsito dos equipamentos de movimentação. 
Esses são alguns dos critérios de armazenagem que devem ser 
considerados: 
 Fragilidade 
 
 
 
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 Combustibilidade 
 Volatização 
 Oxidação 
 Explosividade 
 Intoxicação 
 Radiação 
 Corrosão 
 Inflamabilidade 
 Volume 
 Peso 
 Forma 
Não existem regras taxativas que regulem o modo como os materiais 
devem ser dispostos no almoxarifado, motivo pelo qual se devem analisar, em 
conjunto, os critérios que mencionamos, para, então, decidir pelo tipo de 
arranjo físico mais conveniente, selecionando qual das alternativas melhor 
atende ao seu fluxo de materiais: 
Armazenagem por agrupamento: esse critério facilita as tarefas de 
arrumação e busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do 
espaço. 
Armazenagem por tamanhos: esse critério permite bom 
aproveitamento do espaço. 
Armazenagem por frequência: implica em armazenar tão próximo 
quanto possível da saída os materiais que tenham maior frequência de 
movimento. 
 
 
 
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Armazenagem especial: geralmente empregada para produtos 
inflamáveis e perecíveis. Indicações contidas nas embalagens em geral, por 
meio de símbolos convencionais que indicam os cuidados a serem seguidos 
no manuseio, transporte e armazenagem, de acordo com a carga contida. 
Armazenagem em área externa: devido a sua natureza, muitos 
materiais podem ser armazenados em áreas externas, contíguas ao 
Almoxarifado, o que diminui os custos e, em paralelo, amplia o espaço interno 
para materiais que necessitam de proteção em área coberta. 
Coberturas alternativas: a escassez de área e o custo de construção 
são dois componentes significativos na determinante de um almoxarifado. 
Agora você deverá fazer a leitura do capítulo “Gerindo incertezas em 
uma cedia de suprimentos: Estoque de segurança”, do livro Gestão da Cadeia 
de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Semil Chopra e 
Peter Meindl, disponível no portal ÚNICO. 
http://unico.facinter.br/ 
Complemente os seus estudos assistindo ao vídeo a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=HSoIiwwHIoM 
Restam dúvidas? Gostaria de revisar o conteúdo deste tema? Não 
deixe de assistir à videoaula disponível no material on-line! 
 
 
Gestão da Informação nos pedidos de material 
Vamos agora aprender sobre a gestão da informação num processo de 
pedido de material! 
No processo de pedido de material as etapas a serem cumpridas 
seriam:CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 
 
 
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Preparação do pedido 
Da preparação do pedido fazem parte todas as atividades relacionadas 
com o levantamento de informações acerca dos produtos e serviços 
pretendidos e com a sua requisição formal para que sejam adquiridos. O 
preenchimento de formulários, a determinação da disponibilidade de 
exigência e a transmissão do pedido a um encarregado de vendas também 
podem fazer parte da preparação do pedido. 
Existem várias ferramentas que são uma grande ajuda, tais como o 
código de barras, que nos dá a descrição dos produtos pretendidos, incluindo 
o tamanho e quantidade; as páginas Web dos fornecedores com informações 
acerca de seus produtos ou até a possibilidade de fazer as encomendas on-
line ou os computadores das empresas, que através da troca eletrônica de 
dados, geram encomendas diretamente, evitando as faltas de produtos. Essas 
tecnologias vão, aos poucos, eliminando várias tarefas que, anteriormente, 
tinham de ser feitas manualmente. 
 
Transmissão do pedido 
Quando o pedido já foi efetuado, a primeira atividade a efetuar no ciclo 
de processamento é a transmissão de informações. Essa atividade passa 
por transmitir os documentos do ponto de origem do pedido para o fornecedor. 
Esta transmissão pode ser realizada manualmente (por serviço postal 
ou entregue por funcionários) ou eletronicamente (por telefone para números 
 
 
 
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gratuitos, por fax, comunicações via satélite, Electronic Data Interchange 
(EDI) e através da Internet). 
 
Atendimento do pedido 
Antes de se poder aviar um pedido, há várias tarefas que têm de ser 
realizadas: verificar a exatidão das informações no pedido, tais como a 
descrição, quantidade e preço dos produtos; conferir se há disponibilidade dos 
itens pedidos em estoque; tratar dos documentos correspondentes ao pedido 
pendentes ou canceladas; verificar a situação de crédito do cliente; 
transcrever as informações do pedido de acordo com o necessário e faturar o 
pedido. 
Já existem sistemas automatizados para realizar estas tarefas! 
O atendimento das encomendas também sofreu uma grande mudança 
com a utilização dos computadores, que substituíram as contagens de 
existências e ações de transcrição manuais. Dessa forma, os tempos de ciclo 
dos pedidos foram muito reduzidos. 
 
Aviamento do pedido 
No aviamento realizam-se as seguintes tarefas: 
 Adquirir os itens retirando-os das existências, produzindo-os ou 
comprando-os; 
 Embalar os itens para embarque; 
 Programar o embarque das entregas e preparar a 
documentação para o embarque. 
Algumas dessas atividades podem ser realizadas paralelamente às do 
atendimento do pedido, reduzindo, assim, o tempo de ciclo. A escolha das 
regras de prioridade tem a ver com os critérios de justiça para os clientes. O 
aviamento dos pedidos, independentemente de ser a partir de existências ou 
 
 
 
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da produção de produtos, é somado ao tempo de ciclo do pedido na mesma 
proporção do tempo de entrega, embalagem e produção. 
A definição de prioridades de aviamento evita que os atrasos se deem 
relativamente às encomendas dos clientes mais importantes. Confira algumas 
regras de priorização: 
 Primeira a ser recebida, primeira a ser processada; 
 O pedido de menor tempo de processamento; 
 Os pedidos com ordem de prioridade especificada; 
 Primeiro os pedidos menores e menos complexas; 
 Os pedidos com menor prazo de entrega; 
 Os pedidos com menos tempo até à data de entrega. 
 
Relatório da situação do pedido 
A última atividade do processamento do pedido pretende manter os 
clientes informados acerca de quaisquer atrasos que possam ocorrer. As 
etapas desse processo são: 
1. O acompanhamento e localização dos pedidos ao longo de todo o seu 
ciclo. 
2. A comunicação ao cliente da localização do pedido, bem como a previsão 
da data da sua entrega. 
Essa atividade não tem influência no tempo de ciclo do processamento 
da encomenda, porque é feita paralelamente a outras atividades. 
A tecnologia tem grande influência no acompanhamento da situação 
dos pedidos. Os sistemas de informação conseguem identificar quem recebeu 
determinado pedido, assim como sua localização física e temporal. 
 
 
 
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Por exemplo, as empresas de transporte de encomendas conseguem 
informar os seus clientes da localização dos produtos que transportam por 
meio de códigos de barras com leitura a laser e uma rede mundial de 
computadores e softwares projetados especialmente para essas empresas, 
sendo constantemente aperfeiçoados. 
O processamento de pedidos é feito nas mais variadas situações. O 
exemplo refere-se a um pedido industrial. Uma parte das atividades pode ser 
automatizada, no entanto, a maioria é feita manualmente. 
Um fabricante produz mangueiras, válvulas e conectores para uso 
industrial, de acordo com as especificações do cliente. Processa uma média 
de 50 pedidos por dia, tem um tempo de ciclo total entre 15 e 25 dias e um 
tempo de ciclo de processamento de 4 a 8 dias. O sistema de processamento 
de encomendas foi projetado da seguinte forma: 
 As encomendas do cliente são recebidas via postal ou telefônica 
na sede da empresa, do vendedor ou diretamente do cliente. As 
encomendas não são feitas pela Web porque os clientes têm 
receio que sejam vistas pela concorrência. Não é usado o 
sistema Electronic Data Interchange (EDI). 
 Quando a sede recebe um pedido por telefone, o pedido é 
transcrito, resumidamente, por um funcionário para um 
formulário. As encomendas são encaminhadas, diariamente, 
para o gerente das vendas. 
 O gerente das vendas analisa as encomendas e redige 
instruções para as encomendas dos clientes com necessidades 
diferenciadas. 
 Os pedidos são enviados para os funcionários encarregados 
prepará-las e eles transcrevem-nas para os formulários da 
empresa. 
 
 
 
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 Os pedidos são enviados, então, para o Departamento de 
Contabilidade, onde é analisado o crédito do cliente, passando, 
em seguida, para o departamento de vendas para conferir os 
preços. 
 O departamento de processamento de dados introduz as 
informações dos pedidos no computador para serem transmitidas 
à fábrica, que faz uma verificação geral da encomenda. 
 O representante do serviço ao cliente confere o pedido, 
transmitindo-a à fábrica adequada. Uma notificação é enviada ao 
cliente por correio eletrônico, confirmando o recebimento da 
encomenda. 
Faça uma leitura do capítulo “A função da TI em uma cadeia de 
suprimentos” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, 
Planejamento e Operações. O livro, como você já deve saber, encontra-se 
disponível no portal ÚNICO! 
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Finalizemos este tema com mais uma videoaula disponível no material 
on-line! 
 
 
Equipamentos de movimentação de materiais 
Vocês conhecem quantos tipos de equipamentos de movimentação de 
materiais existem? 
Existem seis tipos de equipamentos de movimentação de materiais: 
1. Veículos industriais 
2. Equipamentos de elevação e transferência 
3. Transportadores contínuos 
 
 
 
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4. Embalagens, 
5. Recipientes e unitizadores 
6. Estruturas para armazenagem 
 
Veículos Industriais 
São equipamentos (motorizados ou não) usados paramovimentar 
cargas intermitentes, em percursos variáveis com superfícies e espaços 
apropriados, com a função primaria de transportar e manobrar. 
Principais tipos: carrinhos industriais, empilhadeiras, rebocadores, 
autocarrinhos (AGV) e guindastes autopropelidos. 
 
São utilizados tanto no processo de produção como no de 
armazenagem para não só transportar cargas, mas, também, colocá-las em 
posição conveniente. Sua principal característica é a flexibilidade de percurso 
e de carga e descarga. 
 
Equipamentos de elevação e transferência 
São equipamentos destinados a mover cargas variadas para qualquer 
ponto dentro de uma área fixa, onde a função principal é transferir. São 
utilizados para materiais pesados, volumosos e desajeitados, em curtas 
distâncias, dentro de uma fábrica. 
Principais tipos: talhas, guindastes fixos, pontes rolantes, pórticos 
e semipórticos. 
 
Transportadores Contínuos 
 
 
 
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São mecanismos destinados ao transporte de granéis e volumes em 
percursos horizontais, verticais ou inclinados, fazendo curvas ou não e com 
posição de operação fixa. São formados por um leito, onde o material desliza 
em um sistema de correias ou correntes infinito, acionado por tambores ou 
polias. 
Principais tipos: correias planas ou côncavas, elemento rolantes 
(como rodízios, rolos ou esferas), correntes (aéreas ou sob piso), taliscas 
e elevador de caçamba contínuo. 
 
São utilizados onde haja grande fluxo de material a ser transportado 
em percursos fixos. 
 
Embalagem 
Embalar um produto é dar-lhe forma para sua apresentação, proteção, 
movimentação e utilização, a fim de que possa ser comercializado e 
manipulado durante todo o seu ciclo de vida. A embalagem precisa ser 
idealizada considerando que uma mercadoria, normalmente, passa por três 
fases de manuseio: 
 No local da produção, quando será embalada e armazenada; 
 No transporte, quando sofrerá os efeitos do seu deslocamento de 
um ponto a outro, incluindo os transbordos; 
 No seu destino final, quando terá outras manipulações. 
As embalagens devem visar à proteção da mercadoria durante 
transporte, movimentação, armazenagem, comercialização e consumo. Elas 
podem ser primárias ou secundárias. 
Embalagem primária: embalagem de consumo que protege 
diretamente o produto. Tem finalidade de identificar, informar as 
 
 
 
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características; demonstrar o modo de uso; conferir uma aparência atraente 
para a venda e apresentar o produto, já que muitas vezes isto não será 
possível sem uma embalagem. A embalagem pode ter os mais variados 
tamanhos e formatos, e ser constituída de vários tipos de materiais, como 
vidro, plástico, alumínio, papel, papelão, PET (polietileno tereftalato), etc. 
Embalagem secundária: a embalagem secundária visa unitizar as 
embalagens primárias em pequenas unidades, de maneira uniforme, 
permitindo a sua comercialização, possibilitando ou facilitando a manipulação 
mais adequada da mercadoria. 
Um dos grandes motivos de perdas ou avaria nas mercadorias durante 
a armazenagem, manuseio e transporte é a concepção da embalagem, que 
pode ser inadequada para determinado produto ou não atender aos requisitos 
mínimos de proteção e segurança. 
No mercado doméstico, os produtos são tratados de acordo com as 
normas do próprio país de origem, sem maiores sobressaltos e com 
problemas e virtudes conhecidos. 
 
Recipientes e unitizadores 
Corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias em uma única 
unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de 
armazenamento e movimentação da carga sob forma mecanizada. Não 
constitui propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento 
ou transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos 
armazenados. 
Confira os principais tipos de recipientes e unitizadores: 
Unitização: corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias 
em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as 
operações de armazenamento e movimentação da carga de maneira 
 
 
 
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mecanizada. Não constitui propriamente uma embalagem, é um acessório 
para o deslocamento e transporte de carga, não integrando o produto ou o 
conjunto de produtos armazenados. 
Paletização: utilização de plataforma de madeira ou estrado destinado 
a suportar carga, que é fixada por meio de cintas, de modo que sua 
movimentação mecânica utilize garfos de empilhadeira ou guindastes 
específicos. O guindaste pode movimentar o pallet por dois lados ou por 
quatro lados com seus garfos, permitindo ainda que a carga seja envolvida 
em filme PVC. 
Conteinerização: colocação da carga em contêiner (“cofre de carga”), 
que é um recipiente construído de material resistente o suficiente para 
suportar uso repetitivo, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com 
segurança, inviolabilidade e rapidez, permitindo fácil carregamento e 
descarregamento e adequado à movimentação mecânica e ao transporte por 
diferentes equipamentos. “As opções de utilização no transporte marítimo são 
os contêineres de 20” e 40” (pés), com sua classificação para cada tipo de 
carga, por exemplo: 
 Contêiner de teto aberto (Open Top): utilizado para cargas 
pesadas em sua totalidade, com encerado para cobertura na 
parte de cima. Muito utilizado para máquinas e equipamentos que 
são maiores que as dimensões da porta do contêiner e são 
colocadas pela parte superior. 
 Contêiner térmico (aquecido ou refrigerado): utilizado para 
produtos que requerem temperatura constante durante seu 
transporte para não alterar a qualidade e a apresentação, muito 
comum para produtos perecíveis. 
 Contêiner ventilado: evita a condensação do ar em seu interior, 
utilizado para transporte de frutas, legumes, animais vivos etc. 
 Contêiner seco: utilizado para cargas secas, contêiner normal. 
 
 
 
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 Contêiner tanque: utilizado para cargas líquidas a granel. 
 Contêiner para granéis sólidos: como cereais, pós, farinhas, 
açúcar etc. 
Mariner – Slings: 
Cintas de material sintético, que formam uma rede, com dimensões 
padronizadas, geralmente utilizadas para sacaria. Dependendo do embarque, 
seguem com a carga até o destino ou apenas até o porão do navio, quando 
são retirados. 
Big-Bag: 
Sacos de material sintético, com fundo geralmente circular ou 
quadrado, utilizados frequentemente para produtos industrializados em grãos 
e pós, substituindo a sacaria. São reaproveitáveis e cada unidade de carga 
tem uma variação de peso de 800 kg até 2,0t. O custo é superior ao dos 
mariner-slings e, por isso, em operações de comércio exterior, geralmente não 
embarcam com a carga. A capacidade costuma ser igualmente superior à dos 
mariner-slings. 
 
Estruturas de armazenagem 
As estruturas de armazenagem são elementos básicos para a 
paletização e o uso racional de espaço, além de atender aos mais diversos 
tipos de carga. São estruturas constituídas em L ou U, por tubos modulares e 
perfurados, dispostos de modo a formar estantes, berços ou outros 
dispositivos de sustentação de cargas. 
Os principais tipos são: 
Porta-pallets convencional 
É a estrutura mais utilizada. Empregada quando é necessária 
seletividade nas operações de carregamento, isto é, quando as cargas dos 
 
 
 
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pallets forem muito variadas, permitindoa escolha da carga em qualquer 
posição da estrutura sem nenhum obstáculo dentro dos armazéns. Apesar de 
necessitar de muita área para corredores, compensa por sua seletividade e 
rapidez na operação. 
Porta-pallets para corredores estreitos 
Permite otimização do espaço útil de armazenagem, em função da 
redução dos corredores para movimentação. Porém, o custo do investimento 
torna-se maior em função dos trilhos ou fios indutivos que são necessários 
para a movimentação das empilhadeiras trilaterais. Em caso de pane da 
empilhadeira, outra máquina convencional não tem acesso aos pallets. 
Porta-pallets para transelevadores 
Também otimiza o espaço útil, já que seu corredor é ainda menor que 
o da empilhadeira trilateral. Em função de alturas superiores às estruturas 
convencionais, permite elevada densidade de carga com rapidez na 
movimentação. Possibilita o aproveitamento do espaço vertical e propicia 
segurança no manuseio do pallet, automação e controle do FIFO. 
Porta-pallets autoportante 
Elimina previamente a necessidade de construção de um edifício. 
Permite o aproveitamento do espaço vertical (em média, utiliza-se em torno 
de 30m). O tempo de construção é menor e pode-se conseguir, também, 
redução no valor do investimento, uma vez que a estrutura de armazenagem 
vai ser utilizada como suporte do fechamento lateral e da cobertura, 
possibilitando uma maior distribuição de cargas no piso, traduzindo em 
economia nas fundações. 
Porta-pallets deslizante 
Sua principal característica é a pequena área destinada à circulação. 
O pallet fica mais protegido, pois quando não se está movimentando, a 
estrutura fica na forma de um blocado. Muito utilizado em espaços 
 
 
 
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extremamente restritos para armazenagem de produtos de baixo giro e alto 
valor agregado. Apresenta, como vantagem, alta densidade. 
Estrutura tipo Drive-through 
Possui alta densidade de armazenagem de cargas iguais e propicia 
grande aproveitamento volumétrico para os armazéns. Este sistema deve ser 
utilizado preferencialmente quando o sistema de inventário obrigue a adoção 
do tipo FIFO (first in, first out – primeiro a entrar, primeiro a sair). Tem acesso 
também por trás, possibilitando corredores de armazenagem mais longos. 
Estrutura tipo Drive-in 
Deve ser utilizado preferencialmente quando o sistema de inventário 
for do tipo LIFO (last in, first out – último a entrar, primeiro a sair). Sua 
utilização torna-se necessária quando é preciso alta densidade de estocagem. 
Composta por pórticos e braços que sustentam trilhos destinados a suportar 
os pallets, exige pallets uniformes e mais resistentes. 
Estrutura dinâmica 
Neste sistema, o pallet é colocado pela empilhadeira num trilho 
inclinado com roletes e desliza até a outra extremidade, onde existe um “stop” 
para contenção do mesmo. Sem dúvida, é uma das mais caras, mas muito 
utilizada na indústria de alimentos para atender aos prazos de validade dos 
produtos perecíveis. 
Estrutura tipo cantilever 
Sistema perfeito para armazenagem de peças de grande comprimento. 
É destinada às cargas armazenadas, pela lateral, preferencialmente por 
empilhadeiras. De preço elevado, é composta por colunas centrais e braços 
em balanço para suporte das cargas, formando um tipo de árvore metálica. 
Estrutura tipo Push-Back 
Neste sistema, a empilhadeira “empurra” cada pallet sobre um trilho 
com vários níveis, permitindo a armazenagem de até quatro pallets na 
profundidade. Também conhecida por Glide In – Gravity feed, Push Back 
 
 
 
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31 
(alimentado por gravidade, empurra e volta) é insuperável em produtividade 
de movimentação, densidade de armazenagem e economia total de 
armazenagem de cargas diferentes. 
Esta é uma opção para o aumento da densidade de armazenagem sem 
a necessidade de investimentos em equipamentos de movimentação, pois os 
pallets ficam sempre posicionados nos corredores com fácil acesso, isto é, 
qualquer nível é completamente acessado sem a necessidade de descarregar 
o nível inferior. A utilização dos perfis de aço laminados estruturais é 
absolutamente necessária para garantir o perfeito funcionamento de trilhos, 
carros e rodízios dos sistemas. 
Estrutura tipo Flow-rack 
Sistema indicado para pequenos volumes e grande rotatividade, onde 
se faz necessário o picking, facilitando a separação de materiais e permitindo 
naturalmente o princípio FIFO. Neste sistema, o produto é colocado em um 
plano inclinado com trilhos que possuem pequenos rodízios deslizando, 
assim, por gravidade, até a outra extremidade, onde existe um “stop” para a 
contenção do mesmo. É usada com movimentações manuais e mantém, 
sempre, uma caixa à disposição do usuário, facilitando, assim, o picking, ou 
seja, a montagem de um pedido, como se fosse um supermercado. 
Como elas precisam ser de pouca altura, pois são usadas 
manualmente, é bastante comum montá-las na parte inferior de uma estrutura 
porta-pallets convencional, no intuito de usar a parte superior para estocagem 
do mesmo produto, em pallets, simulando, assim, um atacado na parte 
superior e um varejo na parte inferior. 
Estante 
Sistema estático para a estocagem de itens de pequeno tamanho que 
podem ter acessórios, como divisores, retentores, gavetas e painéis laterais e 
de fundo. Possibilita a montagem de mais de um nível, com pisos 
intermediários. São adequadas para armazenar itens leves, manuseáveis sem 
a ajuda de qualquer equipamento e com volume máximo de 0,5 m3. 
 
 
 
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Estante de grande comprimento 
Utilizada para cargas leves que possuem um tamanho relativamente 
grande para ser colocado nas estantes convencionais. É um produto 
intermediário entre as estantes e os porta-pallets. 
Para este tema, sugerimos uma leitura diferente: leia o capítulo 
“Equipamento de manuseio e armazenagem de material” disponível no livro 
Logística e cadeia de suprimentos – o essencial, de Paulo Sérgio 
Gonçalves, que também está disponível no portal ÚNICO! 
http://unico.facinter.br/ 
O vídeo a seguir complementa todas as informações que você 
aprendeu neste tema. Vamos assisti-lo? 
https://www.youtube.com/watch?v=Uei6m5LwSY4 
E agora, finalizemos este tema assistindo à videoaula do professor 
Nelson, que está disponível no material on-line! 
 
 
TROCANDO IDEIAS 
Complementem os estudos referentes a equipamentos usados para 
movimentação de materiais, buscando na Internet fotos dos principais 
equipamentos vistos nesta aula. 
É importante que vocês possam distinguir os diferentes tipos de 
equipamentos usados! 
Fica aqui também a sugestão de que compartilhem esse material com 
os colegas de turma, postando-o no fórum da disciplina. 
Vamos interagir? 
 
 
 
 
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NA PRÁTICA 
E para entender um pouco mais sobre o futuro da armazenagem, leia 
o artigo escrito por Reinaldo Moura, um ícone nos estudos da Logística no 
Brasil: Que futuro prevemos para o campo da armazenagem? 
http://www.guialog.com.br/artigo/Y686.htm 
 
 
SÍNTESE 
Caros alunos, concluímos a nossa segunda aula da disciplina de 
Cadeias de Suprimentos. Nela, aprendemos sobre os materiais e sua 
classificação; como se movimentam materiais dentro da cadeia de 
suprimentos; quais as informações e documentos envolvidos num processo 
de pedido de mercadoria; noções de estoque e armazenagem e conhecemos 
os principais equipamentos de movimentação de materiais. Vamos recapitularesses tópicos? Acesse o material on-line! 
 
 
Referências 
PASCOAL, J. A. Gestão estratégica de recursos materiais: controle de 
estoque e armazenagem. Monografia apresentada ao Centro Universitário de 
João Pessoa – UNIPÊ, como requisito parcial para obtenção do título de 
Bacharel em Administração. João Pessoa, 2008. 
ROBLES, L. T. Cadeias de Suprimentos. Curitiba: Editora InterSaberes, 
2015. 
 
 
 
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34 
Classificação de Materiais. Disponível em: 
http://oadministradormoderno.blogspot.com.br/2011/11/classificacao-de-
materiais.html. Acesso em: 15/04/2016. 
Logística/Movimentação de materiais/Princípios de movimentação de 
materiais. Disponível em: 
https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Movimenta%C3%A7%C3%A
3o_de_materiais/Princ%C3%ADpios_de_movimenta%C3%A7%C3%A3o_de
_materiais. Acesso em: 15/04/2016. 
 
 
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1 
 
 
 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos 
 
 
 
Aula 3 
 
 
Prof.ª Nelson Tadeu Galvão de Oliveira 
 
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2 
Conversa Inicial 
Caros alunos, estamos iniciando mais um encontro da nossa disciplina. 
Hoje, vamos aprender sobre o trâmite e como ocorrem os pedidos de 
mercadorias nas empresas, depois vamos discutir sobre o recebimento de 
materiais, suas etapas e controles 
Nesta rota de aprendizagem, referente a sistemas e controles, vamos 
ainda conhecer os diferentes sistemas de controles tais como o ECR, o EDI e 
sobre os ERPs. 
Como vocês podem ver são assuntos importantes que permitirão que 
vocês comecem a formatar melhor o entendimento das cadeias de suprimento. 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Contextualizando 
Muitas mudanças ocorreram no campo dos negócios nas últimas 
décadas. O aumento da competição e o advento das terceirizações geraram um 
novo ambiente, no qual as empresas não atuam mais como elementos isolados, 
mas como membros de uma cadeia em rede. 
O Fórum Global de Cadeia de Suprimentos (do inglês, Global Supply 
Chain Forum) define a SCM como sendo a integração dos processos de 
negócios-chave do usuário final até o fornecedor original que aprovisiona 
produtos, serviços e informação, adicionando valor para os consumidores e 
outros acionistas. 
Houlihan (1985) diz que o objetivo da SCM é reduzir a quantidade total de 
recursos necessários para gerar um nível desejado de serviço ao consumidor. 
Outros autores indicaram objetivos que suportam esse objetivo principal, 
incluindo a sincronização das necessidades dos clientes com o fluxo de materiais 
dos fornecedores, redução dos investimentos em estoque na cadeia, melhora do 
serviço ao consumidor e a construção de vantagem competitiva para a cadeia 
de suprimentos. 
 
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3 
Poirier e Reiter (1996) consideram a SCM um sistema que envolve todos 
os elementos de uma cadeia de produção, do fornecedor de matéria-prima até a 
entrega do produto (ou serviço) pelo comércio varejista (ou pela empresa 
prestadora de serviços) ao consumidor final, visando à otimização da cadeia de 
valores como um todo. 
Nos temas a serem estudados nesta rota de aprendizagem você poderá 
conhecer como buscar a integração estratégica da cadeia de suprimentos e os 
sistemas usados para facilitar essa ação. 
Pesquise 
TEMA 1: Gestão do ciclo de pedido e processamento de pedido. 
 
A montagem de um sistema logístico, compreende cinco componentes 
básicos, vamos a eles: 
 
 Transporte; 
 Armazenagem; 
 Estoque; 
 Processamento de pedidos e informações, 
 Produção / compras. 
 
CICLO DO PEDIDO E OS FLUXOS DE INFORMAÇÕES E MATERIAIS 
 
Um ciclo de pedidos envolverá sempre um fluxo de informação e um fluxo de 
material. Os sistemas logísticos se compõem de fluxos de informações e de 
materiais, onde os fluxos de informações acionam e controlam os fluxos de 
materiais. 
 
 
 
 
 
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4 
Vejam o desenho abaixo que nos mostra o ciclo de processamento de um 
pedido 
 
 
 
 
Fonte: Sistema de in formação logística prof. José Correia 
 
Já no desenho seguinte você verá as etapas de um processamento de um 
pedido, vejamos: 
 
 
 
 
 
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5 
Três problemas comuns na gestão do ciclo do pedido 
 
Embora o sistema de processamento de pedidos esteja cada vez mais 
automatizado e sofisticado, ele não é totalmente imune a problemas durante o 
ciclo do pedido, seguem os principais problemas que surgem: 
 
1) percepções conflitantes, entre clientes e fornecedores, sobre o real 
desempenho do ciclo do pedido; 
2) a ocorrência de variabilidades significativas nos tempos do ciclo; 
3) flutuações exageradas da demanda ao longo do tempo. 
 
TEMA 2: Recebimento de material. 
 
Vamos neste tema estudar sobre etapas do recebimento de materiais, 
vamos lá de imediato aos nossos estudos: 
 
Atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega 
pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de 
materiais é módulo de um sistema global integrado com as áreas de 
contabilidade, compras e transportes e é caracterizada como uma interface entre 
o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil. 
 
Vamos agora conhecer um conceito de recebimento de material: 
 
Recebimento de Material é a atividade intermediária entre as tarefas de compra 
e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos 
materiais destinados à empresa. 
 
 
 
 
 
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O recebimento de material envolve algumas atribuições básicas que são 
 
 Coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de 
materiais; 
 Analisar a documentação recebida, verificando se a compra está 
autorizada; 
 Controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de 
Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos; 
 Proceder a conferência visual, verificando as condições de embalagem 
quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, 
apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos; 
 Proceder a conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos; 
 Decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso; 
 Providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de 
pagamento ao fornecedor; 
 Liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado; 
 
As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na 
entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A análise do Fluxo de 
Recebimento de Materiais permite dividir a função em quatro fases: 
Vamos estudar cada uma das fases separadamente para que fique de fácil 
visualização e entendimento. 
 
1ª. fase – Entrada de materiais: é o confronto dos dados do documento fiscal 
(Nota Fiscal), com a Ordem de Compra do Setor de Compras. Esta verificação é 
necessária porque qualquer divergência verificada posteriormente poderá 
dificultar a liquidação contábil e o pagamento da aquisição. 
 
 
 
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A recepção dos veículos transportadores representa o início do processo de 
recebimento que tem como objetivos: 
 
 A recepção dos veículos transportadores; 
 A triagem da documentação suporte para orecebimento; 
 Constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, foi 
autorizada; 
 Constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual; 
 Constatação se o número do documento de compra consta na Nota 
Fiscal; 
 Cadastramento no sistema das informações referentes às compras 
autorizadas. 
 
As compras não autorizadas ou em desacordo com a programação de 
entrega devem ser recusadas, transcrevendo-se os motivos no verso da Nota 
Fiscal. 
Outro documento que serve para as operações de análise de avarias e 
conferência de volumes é o "Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga", 
que é emitido quando do recebimento da mercadoria a ser transportada. 
As divergências e irregularidades insanáveis constatadas em relação às 
condições de contrato devem motivar a recusa do recebimento, anotando-se no 
verso da Nota Fiscal as circunstâncias que motivaram a recusa, bem como nos 
documentos do transportador. 
O exame para constatação das avarias é feito através da análise da 
disposição das cargas, da observação das embalagens, quanto a evidências de 
quebras, umidade, dentre outros danos. 
Os materiais que passaram por essa primeira etapa devem ser 
encaminhados ao Almoxarifado. Para efeito de descarga do material no 
Almoxarifado, a recepção é voltada para a conferência de volumes, 
 
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confrontando-se a Nota Fiscal com os respectivos registros e controles de 
compra. 
2ª. fase- conferência quantitativa: a inspeção quantitativa compreende 
a conferência e a contagem do material recebido, em confronto com a 
quantidade informada na Nota Fiscal e na Ordem de Compra, ou outro 
documento que gerou o fornecimento do material. É a atividade que verifica se 
a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde 
efetivamente à recebida. 
3ª. fase- conferência qualitativa: inspeção qualitativa compreende a 
verificação da qualidade do material entregue pelo fornecedor à vista da 
Autorização da Ordem de Compra e as especificações nela contidas. A análise 
de qualidade efetuada pela inspeção técnica visa garantir o recebimento 
adequado do material. São utilizados no processo de inspeção: a especificação 
de compra do material e alternativas aprovadas; desenhos e catálogos técnicos; 
dentre outros. 
A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, 
utilizando-se de conceitos estatísticos. A análise visual tem por finalidade 
verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, etc. 
A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos 
materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetro. Os 
ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a 
qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de 
materiais ou equipamentos. 
4ª. fase – regularização: nesta fase compreende-se o encaminhamento 
dos materiais, se aprovados após as fases anteriores podem ser encaminhados 
para o almoxarifado, se não conformes deve-se realizar a devolução dos mesmo 
para o fornecedor, justificando o motivo pelo qual o material não foi adepto aos 
níveis de qualidade de sua empresa. 
 
 
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Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela 
confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente, por meio 
do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas e 
faturadas. 
 
O processo de Regularização poderá dar origem a uma das seguintes situações: 
 
 Liberação de pagamento ao fornecedor; 
 Liberação parcial de pagamento ao fornecedor; 
 Devolução de material ao fornecedor; 
 Reclamação de falta ao fornecedor; 
 Entrada do material no estoque. 
 
Os procedimentos de regularização, visando à confrontação dos dados, 
objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso 
pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos: 
 
 Nota Fiscal; 
 Conhecimento de transporte rodoviário de carga; 
 Documento de contagem efetuada; 
 Relatório técnico da inspeção; 
 Especificação de compra; 
 Catálogos técnicos; 
 Desenhos. 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
 
 
 
 
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10 
TEMA 3: ECR- Resposta Eficiente ao consumidor. 
 
Vamos conhecer as perspectivas históricas do ECR 
 
Vamos voltar na década de 80 e início de 90, onde as organizações do 
canal de distribuição de produtos de mercearia básica começaram a sentir a 
perda de competitividade e eficiência, quando comparadas com outros canais; o 
resultado foi a queda nas suas vendas. 
Outros fatores contribuíram nesse processo, tais como: redução das taxas 
de natalidade, tempo disponível para o preparo das refeições em casa, 
fortalecimento no final da década de 80 e início dos anos 90 das redes de fast-
food e a intensificação competitiva no setor, derivada, principalmente, do 
aparecimento de formatos alternativos de varejo (como os clubes atacadistas, 
lojas de descontos etc.) (Dib, 1997; Garry, 1995; Kurnia, Swatman, & Schauder, 
1998; Newton, 1993; Whipple, Frankel, & Anselmi, 1999). 
Um estudo conduzido pela McKinsey para o Food Marketing Institute 
(FMI), em 1991, mostrou que esses novos formatos de varejo tinham preços 
mais competitivos do que os varejistas tradicionais (KSA, 1993). 
A partir dos trabalhos realizados por uma força-tarefa composta por líderes da 
indústria de alimentos e do setor de distribuição americano e algumas 
associações comerciais financiadoras (KSA, 1993; Poirier & Reiter, 1996; 
Sansolo, 1993), a Kurt Salmon Associates (KSA), levantaram-se oportunidades 
para o aperfeiçoamento, reengenharia recomendada e redesenho do canal de 
distribuição, a partir do fabricante até a venda no varejo. 
O resultado desse esforço foi a publicação do Efficient Consumer 
Response: Enhancing Consumer Value in the Grocery Industry, primeiro 
documento do ECR que se tornou referência para os diversos pesquisadores do 
tema (KSA, 1993). 
 
 
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11 
Definição e Conceitos Básicos do ECR – Resposta Eficiente ao 
Consumidor 
Existem diversas definições para o termo ECR, nós vamos apresentar algumas 
a vocês de diversos autores: 
Autores/ano Definição do ECR 
Kurt Salmon Associates (1993) O ECR é uma estratégia do 
canal de distribuição, na qual 
fornecedores, atacadistas e varejistas 
trabalham em conjunto, visando 
proporcionar maior valor ao 
consumidor. 
De Roulet (1993) O ECR baseia-se em um 
conjunto de estratégias que forçam as 
funções tradicionais de logísticas, 
vendas e marketing a um novo 
alinhamento, o que possibilita otimizar 
a eficiência da empresa e agregar 
valor ao consumidor. 
King, Ashman e Bosley (1994) O ECR é uma estratégia 
colaborativa da indústria 
supermercadista para promover o 
estabelecimento e a implementação 
de novas relações e novas práticas de 
negócios, assim como a adoção de 
novas tecnologias pelos produtores, 
distribuidores e varejistas. 
Pearche (1996) O ECR é o processo que facilita 
o trabalho conjunto entre os parceiros, 
comerciais visando 
fundamentalmente à satisfação do 
 
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12 
consumidor, maximizando, 
consequentemente, a eficiência do 
negócio. 
Phumpiu e King (1997) O ECR é um esforço 
colaborativo do canal de distribuição, 
para promover a eficiênciae a 
resposta para os consumidores 
através de novas formas de 
coordenação e cooperação, 
juntamente com novas aplicações de 
tecnologia de informação. 
Kurnia, Swatman e Schauder 
(1998) 
O ERC é uma estratégia 
delineada para eliminar ineficiência e 
custos que não agregam valor ao 
longo da cadeia de suprimentos, para 
poder, assim, melhor satisfazer os 
consumidores. 
Brockman e Morgan (1999) O ECR é a mais complexa 
inovação gerencial no processo de 
distribuição de produtos, mesmo 
considerando o Quick Response, 
devido ao alto nível de confiança 
exigida pelos parceiros comerciais 
para que esta estratégia tenha 
sucesso. 
Kotzab (1999) O ECR é o nome que se dá 
para a estratégia logística baseada no 
sistema “just-in-time” na indústria 
supermercadista. 
 
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13 
Hoffman e Mehra (200) O ECR é uma estratégia que 
estimula os participantes da cadeia de 
suprimentos a estudar e a 
implementar métodos que 
possibilitem o trabalho conjunto entre 
os participantes, para que juntos 
consigam atingir a missão da cadeia 
como um todo. 
Fonte: Ghisi (20001) 
 
Com base na bibliografia buscamos elaborar uma definição para o termo ECR, 
que tal essa? 
 
ECR: Estratégia de gestão do canal de distribuição em que os 
fornecedores, atacadistas e varejistas trabalham de forma integrada para 
eliminar ineficiências e reduzir custos excessivos, com o objetivo de 
atender às necessidades e expectativas dos consumidores e maximizar a 
eficiência dos negócios para as partes envolvidas em uma negociação. 
Para a adoção do ECR muitos acordos e negociações devem ser 
realizados, não só pelas áreas de logística de ambos os parceiros, mas também 
pelas áreas de informática/sistemas, comerciais e de compras. 
 
Vocês sabem como se configuram o ECR, vamos aprender? 
O ECR engloba uma série de tecnologias, processos e métodos, e sua 
viabilização é verificada por meio da aplicação de quatro importantes estratégias, 
que lhe dão sustentação: 
 
 Reposição Eficiente de Produtos, 
 Sortimento Eficiente de Produtos, 
 Promoção Eficiente de Produtos e 
 
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14 
 Introdução Eficiente de Produtos. 
 
A definição dessas estratégias, bem como os seus principais pontos relevantes 
estão no quadro a seguir. 
 
Estratégias do ECR Definições Principais Aspectos 
Reposição Eficiente 
de produtos. 
Redução de tempo e 
custos na reposição de 
produtos: repor o 
produto certo, no local 
certo, na hora certa, da 
maneira mais eficiente 
possível. 
 Pedidos 
automatizados; 
 Intercâmbio de 
informações (EDI); 
 Ligação de todo o 
canal em um único 
fluxo, desde a 
produção até o ponto 
de venda do varejista; 
 Estima-se a redução 
em 4,1% nos preços 
finais dos produtos 
com a adoção dessa 
estratégia. 
Sortimento Eficiente 
de Produtos 
Melhoria no mix de 
produtos e 
gerenciamento dos 
níveis de estoque nas 
lojas: melhor 
gerenciamento dos 
estoques e espaços da 
loja na interface com o 
consumidor. 
 Melhor utilização do 
espaço em loja; 
 Aumento do giro de 
estoque; 
 Definição da categoria 
de produtos de acordo 
com o comportamento 
de compras dos 
consumidores; 
 Estima-se a redução 
em 1,5% nos preços 
finais dos produtos 
com a adoção dessa 
estratégia. 
Promoção Eficiente 
de produtos. 
Melhor planejamento e 
gerenciamento das 
promoções: melhorar a 
alocação dos recursos 
 Desconto contínuo 
estabelecidos entre 
ambas as partes de 
uma negociação; 
 Compartilhamento dos 
ganhos com as 
 
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15 
direcionados à 
promoção. 
promoções entre os 
elos do canal; 
 Estima-se a redução 
em 4,3% nos preços 
finais dos produtos 
com a adoção dessa 
estratégia. 
Introdução Eficiente 
de Produtos. 
Melhoria no 
desenvolvimento e 
introdução de novos 
produtos: identificar 
oportunidades de 
mercado com base na 
visão do cliente final. 
 Redução da taxa de 
insucesso dos novos 
produtos introduzidos, 
melhorando a 
performance destes; 
 Identificação de 
oportunidades de 
mercado com base na 
visão do cliente; 
 Estuma-se a redução 
em 0,9% nos preços 
finais dos produtos 
com a adoção dessa 
estratégia. 
Fonte: elaborado pela autora a partir das informações de Kurt Salmon 
Associates (1993); Sansolo (1993); De Roulet (1993); Clark e Croson (1997) e 
ECR Brasil (1998). 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
 
 
TEMA 4: EDI - Electronic Data Interchange. 
 
Vamos conhecer o que significa o EDI? 
 
EDI é a sigla de Electronic Data Interchange, que em português significa 
Troca Eletrônica de Dados. É a troca de documentos via sistemas de 
teleinformática entre duas ou mais organizações de forma padronizada. Tem 
 
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16 
como um dos principais objetivos, ao substituir o fluxo de papéis entre elas, 
agilizar e reduzir os custos dos processos mercantis. 
 
E agora o que é o EDI, conseguiu entender? Se ainda não sem 
importância vamos aprofundar mais até o seu entendimento. Veja a seguir! 
Geralmente, associa-se o comércio eletrônico às operações de compra e 
venda que se realizam através da internet. Esta é uma visão muito limitada, pois 
comércio eletrônico é qualquer forma de transação comercial na qual as partes 
interagem eletronicamente, e não através contato físico. 
O EDI, ou Electronic Data Interchange, permite o intercâmbio de 
documentos normalizados entre os sistemas informáticos dos que participam em 
uma relação comercial. Afinal, o que é então o EDI? A troca eletrônica de dados 
(EDI) é a transferência entre parceiros de negócio de documentos empresariais 
padronizados e em formato eletrônico, de computador para computador. 
Ao migrar a troca de documentos em papel para o formato eletrônico, as 
empresas obtêm benefícios como redução de custos, aumento na velocidade de 
processamento, redução de erros e melhoria das relações com parceiros de 
negócio. Entenda mais os benefícios do EDI. 
 
 
 
Computador para computador– o EDI substitui correio, fax e e-mail. 
 
Apesar do e-mail ser uma abordagem eletrônica, os documentos trocados 
via e-mail ainda devem ser manuseados por pessoas, e não computadores. Ter 
pessoas envolvidas aumenta o ciclo para processamento dos documentos e 
também possibilita a ocorrência de erros. Em contrapartida, os documentos EDI 
vão diretamente para o sistema definido no computador do destinatário (por 
exemplo, o sistema de gerenciamento de pedidos) e o processamento pode 
começar imediatamente. 
 
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As empresas geralmente usam um tradutor de EDI: um software interno 
ou os serviços de um prestador de serviços para traduzir o formato EDI para que 
os dados possam ser usados por seus aplicativos internos e, assim, permitam 
um processamento direto dos documentos. 
 
 Parceiros de negócio – A troca de documentos EDI ocorre geralmente 
entre duas empresas diferentes, denominadas parceiros de negócios ou 
parceiros comerciais. Por exemplo, a empresa A compra bens da 
empresa B. A empresa A envia pedidos de compra para a empresa B. 
Logo, elas são parceiras de negócio. 
 
Podemos então, entender que esta capacidade de integração converte as 
mensagens EDI na melhor opção para otimizar a maior parte dos processos 
administrativose de gestão, graças, entre outras coisas, às melhorias obtidas 
pela redução dos tempos de processamento, aumento da segurança e 
confidencialidade ou redução de custos. 
A tecnologia do EDI, é essencial para que a cadeia de suprimentos atue 
de forma otimizada e integrada. Através da interligação entre empresas e do 
fluxo de informação entre os seus sistemas de gestão, é possível que o 
balanceamento de todas as relações cliente/ fornecedor sejam atingidas, uma 
vez que cada elo só compra, manufatura e vende aquilo que os elos anteriores 
e posteriores necessitam. 
Assim, as perdas são reduzidas e os custos minimizados, até o cliente 
final. O EDI é uma importante ferramenta para a eficácia no gerenciamento da 
cadeia de suprimentos. 
 
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18 
Segundo Silva e Fischmann (1999), apesar do EDI por si só não alterar 
as formas de relacionamento entre os membros da cadeia de suprimentos, ele 
permite que as empresas aprimorem os seus fluxos de informação, tanto em 
termos comerciais, quanto na busca e conhecimento sobre os negócios de seus 
parceiros. 
O EDI possibilita melhorar a performance de ambos junto ao consumidor 
final. Além disso, esta ferramenta pode ser um incentivo para a mudança 
baseada em novas formas de gestão de cadeia de suprimentos. 
Fonte: artigo: “Tecnologia da informação e logística – Os impactos do EDI nas operações 
logísticas de uma empresa do setor automobilístico” 
Vamos agora estudar como usar o EDI no Gerenciamento da Cadeia de 
Suprimentos? 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
 
TEMA 5: ERP-Enterprise Resource Planning. 
 
Já ouvimos tanto falar de ERP o que é afinal um sistema ERP e qual a sua 
utilidade? Neste tema vamos buscar conhecer o ERP 
Em sua essência, ERP é um sistema de gestão empresarial. Imagine que 
você tenha uma empresa que conta com vários sistemas, um para lidar com as 
contas a pagar, um para gerar folhas de pagamento, um para controlar vendas, 
um para gerenciar impostos, um para analisar metas e desempenho, entre 
outros. 
Em vez de existir um ou mais softwares isolados para cada departamento 
da companhia, não seria melhor contar com uma integração entre eles, de forma 
que todos fizessem parte de um sistema unificado? É justamente isso que uma 
solução de ERP oferece. 
 
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19 
Com um único sistema integrando todos os departamentos - ou pelo 
menos os setores mais importantes -, a comunicação interna se torna mais fácil 
e menos custosa. 
O departamento financeiro, por exemplo, pode saber rapidamente quanto 
dinheiro destinar à quitação de impostos e quanto direcionar ao pagamento de 
funcionários, de acordo com as informações que o setor de gestão de recursos 
humanos disponibilizar no sistema. 
O chefe de um determinado departamento pode avaliar o desempenho de 
um funcionário e discutir junto ao gerente de RH quanto a empresa pode lhe 
oferecer de aumento. 
O departamento de marketing pode consultar o controle de vendas, 
perceber que um determinado produto não está tendo a saída desejada e 
desenvolver uma nova estratégia para reverter este quadro, ao mesmo tempo 
em que verifica se a verba disponibilizada é suficiente para este trabalho ou se 
é necessário marcar uma reunião para solicitar mais recursos. Percebam, com 
estes exemplos, que há várias situações onde a integração de sistemas se 
mostra vantajosa. 
Note que, com sistemas distintos, cada setor teria mais dificuldade para 
se comunicar com o outro, resultando em maior consumo de tempo, mais gastos 
e até em excessivos procedimentos burocráticos. Além disso, com um sistema 
de ERP, a empresa passa a ter menos fornecedores de software, o que diminui 
custos com licenças, suporte técnico, servidores, treinamento, entre outros. 
Agora que já conhecemos o que é o Sistema ERP vamos conhecer como 
implementá-lo? 
ERP não é o tipo de software que é comprado na prateleira de uma loja 
para depois ser instalado em um computador e, em seguida, estar pronto para o 
uso. Basta compreender que uma empresa que fabrica medicamentos, por 
exemplo, tem necessidades bem diferentes de outra que trabalha no ramo de 
transportes. A primeira precisa se preocupar com obtenção de matéria-prima, 
pagamento de licenças de patentes, pesquisas em laboratórios, entre outros. 
 
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20 
A segunda, por sua vez, precisa se preocupar com a idade da frota, com 
gastos de combustível, com pedágios e assim por diante. Repare bem, que é 
importante à empresa analisar as soluções de ERP existentes no mercado e as 
modalidades de licenciamento oferecidas para saber qual lhe atende melhor. 
Além disso, a implementação geralmente ocorre por etapas, de forma que 
determinados módulos do sistema sejam instalados somente depois de este 
processo já ter ocorrido com outros. Portanto, a implementação de um ERP pode 
consumir vários meses. 
Módulos de um sistema de ERP 
Os sistemas de ERP lidam com os vários departamentos de uma 
empresa. No entanto, não precisam, necessariamente, cobrir cada uma delas, 
pelo menos não ao mesmo tempo. Algumas categorias de módulos que podem 
ser mais padronizados: 
 
 Financeiro; 
 Contabilidade; 
 Recursos humanos; 
 Ativo fixo; 
 Processos; 
 Projetos; 
 Jurídico. 
 
A partir daí, pode-se encontrar módulos mais específicos, adotados em 
menor escala e apenas se estiverem em conformidade com as atividades da 
empresa, por exemplo: 
 
 stoque; 
 Distribuição de produtos; 
 Frota; 
 Gestão de conhecimento; 
 Controle de materiais; 
 Automação comercial; 
 Análise de riscos. 
 
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21 
 Comércio exterior 
 
 
 
 
 
 
Perceba que nem toda empresa precisa gerenciar frota ou lidar com 
automação comercial, por exemplo. A vantagem do esquema de módulos está 
justamente aí. A companhia implementa somente aqueles que lhe são úteis e 
pode adicionar mais com o tempo, motivada pela expansão dos negócios. 
 
Existem no mercado muitas soluções ERP, que tal conhecermos as 
mais importantes. 
Há empresas especializadas em ERP com grande aceitação, como SAP, 
TOTVS, Microsoft Dynamics e Oracle. Como saber qual é a melhor escolha? 
Será que considerar somente preço é suficiente? Não há fórmula certa que sirva 
para todas as empresas, mas há várias dicas que podem ajudar na escolha mais 
adequada. 
E quais são as principais vantagens e desvantagens dos sistemas 
de ERP? 
 
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22 
É importante ter em mente que esse tipo de software não resolverá todos 
os problemas da companhia e, muitas vezes, pode não oferecer os resultados 
esperados para determinadas atividades. Podemos apontar como vantagens 
que os sistemas de ERP podem: 
 
 Ajudar na comunicação interna; 
 Agilizar a execução de processos internos; 
 Diminuir a quantidade de processos internos; 
 Evitar erros humanos - em cálculos de tributos e pagamentos, por 
exemplo; 
 Ajudar na tomada de decisões; 
 Auxiliar na elaboração de estratégias operacionais; 
 Agilizar a obtenção de dados referentes a determinados cenários; 
 Diminuir o tempo de entrega do produto ou serviço ao cliente; 
 Ajudar a lidar com grandes volumes de informação; 
 Evitar trabalho duplicado; 
 Fazer com que a empresa se adapte melhor a mudanças no mercado e 
na legislação. 
 
Como possíveis desvantagens, podemos citar: 
 
 Alto custo com customização e implementação; 
 Implementaçãodemorada - uma solução de ERP não fica pronta da noite 
para o dia, como você já sabe; 
 Risco de prejuízo financeiro ou de desempenho com erros inesperados 
do sistema; 
 Possíveis problemas com suporte e manutenção caso o fornecedor do 
software seja vendido ou encerre suas atividades; 
 Dependência, que pode dificultar as atividades da empresa quando o 
sistema fica, por algum motivo, indisponível; 
 Adaptação e treinamento por parte de funcionários podem demorar mais 
tempo que o esperado; 
 Resistência ao novo, em caso de implementações ou atualizações; 
 O sistema pode exigir mudanças em determinados aspectos da cultura 
interna da empresa; 
 Pode-se perceber tardiamente que aquela solução não oferece a relação 
custo-benefício esperada; 
 Ao longo do tempo, atualizações e acréscimos de módulos podem tornar 
o sistema excessivamente complexo. 
 
 
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23 
É claro que é possível aplicar esforços para garantir que as vantagens 
tomem forma e que as desvantagens sejam amenizadas. Mas aproveite a 
videoaula a seguir, para compreender um pouco melhor todo esse processo. 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Trocando ideias 
Para que envolver tantas empresas de uma cadeia de suprimentos numa 
sequência de negociações para implantação de um ECR- Resposta Eficiente ao 
Consumidor? 
Não seria mais fácil simplesmente editar normas e os regulamentos, 
fazendo com que as empresas tivessem que seguir certos comportamentos 
dentro da cadeia de suprimentos? 
 
Aproveite a oportunidade para discutir e debater com seus colegas de curso no 
fórum da disciplina disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). 
Na Prática 
O ECR não tem qualquer poder normativo ou regulatório: a adesão é 
voluntária e motivada pelos resultados. A palavra-chave é competitividade: na 
maioria dos mercados se observa um processo de acelerada concentração, 
poucas e grandes empresas, muitas vezes globais, é que dominam o mercado, 
trazendo recursos financeiros e técnicos que lhes permitem trabalhar com custos 
menores que seus concorrentes, oferecendo mais variedade de produtos e 
melhores níveis de serviço. 
Quem não conseguir no mínimo acompanhar estes padrões, se vê 
abandonado pelos clientes. E não são leis, regulamentos ou normas que vão 
agregar a competitividade, mas sim a melhora na gestão e a parceria com os 
demais integrantes da cadeia, em soluções sob medida para as necessidades 
específicas de cada segmento de atividade. 
 
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24 
Assim, é indispensável a presença de representantes das próprias 
empresas, identificando e dimensionando os problemas, desenhando e testando 
soluções, e assim criando as melhores práticas para sua própria atividade, 
aceitas e compartilhadas pelos benefícios que propiciam a todos. 
Poderíamos finalizar dizendo que o ECR permite se discutir e implantar 
melhorias no Sistema de funcionamento de uma cadeia de suprimentos, o que 
na certa não ocorreria por normas e regulamentos, pois limitaria a ação das 
empresas aos cumprimentos dessas. 
Síntese 
Ao término desta rota de aprendizagem, puderam vocês aprender sobre: 
 
 A sistemática de como ocorre a emissão de um pedido de mercadorias 
 A filosofia do ECR- Resposta eficiente ao consumidor para a otimização 
das cadeias de suprimentos 
 As vantagens do uso dos sistemas EDI- Electonic Data Interchange, no 
acompanhamento do trâmite de informações, documentos e materiais entre 
empresas. 
 O que é e para que servem os sistemas ERPs – Enterprise Resource 
Planning. 
Referências 
ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora Intersabres, 
Curitiba, 2015 
Disponível em<http://unipe.br/blog/administracao/wp-
content/uploads/2008/11/gestao-estrategica-de-recursos-materiais-controle-de-
estoque-e-armazenamento.pdf> Acesso em: 05 de maio de 2016. 
Disponível 
em<https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Movimenta%C3%A7%C3%
A3o_de_materiais/Princ%C3%ADpios_de_movimenta%C3%A7%C3%A3o_de_
materiais> Acesso em: 05 de maio de 2016. 
 
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25 
Disponível 
em<http://www.utfpr.edu.br/medianeira/estrutura/diretorias/dirplad/departament
o-de-materiais-e-patrimonio-1/manual-do-almoxarifado-1> Acesso em: 05 de 
maio de 2016. 
Disponível 
em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
65552006000300007> Acesso em: 05 de maio de 2016. 
 
Disponível em<https://portogente.com.br/portopedia/edi-electronic-data-
interchange-73824> Acesso em: 05 de maio de 2016. 
Disponível em<http://www.infowester.com/erp.php> Acesso em: Acesso em: 05 
de maio de 2016. 
 
Disponível em<http://www.merkatus.com.br/10_boletim/120.htm > 
Acesso em: 05 de maio de 2016. 
 
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1 
 
 
 
 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos 
 
 
 
Aula 4 
 
 
Professor Nelson Tadeu Galvão Oliveira 
 
 
 
 
 
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2 
Conversa Inicial 
 
Caros alunos, na nossa quarta rota de aprendizagem da disciplina de 
Cadeia de Suprimentos, vamos aprender sobre a Gestão de Cadeias de 
Suprimentos, desenvolveremos também o tema logística x cadeia de 
suprimentos onde você conhecerá as principais diferenças existentes entre 
esses dois temas para não mais fazer confusão sobre eles. 
Vamos ainda aprender sobre como planejar a cadeia de suprimentos a 
médio e longo prazo através do planejamento estratégico, bem como conhecer 
o sistema ABC de custos. Estudaremos também sobre as vantagens 
competitivas que poderão ser obtidas através das cadeias de suprimentos, enfim 
temas muito importantes para o seu conhecimento. 
Antes de começar, acesse o material on-line e confira a videoaula com os 
comentários iniciais do professor Nelson. 
Contextualizando 
 
Prezados alunos, como já se noticiou tanto na mídia, com a abertura dos 
mercados e implantação de tratados de livre comércio entre diversos Países os 
custos de produção de uma infinidade de produtos vêm caindo cada vez mais. 
Tudo isso é em princípio motivo para festa entre as grandes empresas de 
setores beneficiados por tal fenômeno, porém é importante lembrar que tais 
“facilidades” por serem oferecidas a todos que por ela podem pagar são também 
impostas a todos que desejem se manter em competitivos. 
Em um mercado onde a concorrência é tão intensa; tempo é calculado em 
milissegundos e dinheiro é contado em frações de centavos, portanto, extrair o 
máximo de eficiência de todos os processos dentro da empresa deixou de ser 
um luxo e se tornou questão de sobrevivência. 
A implantação de novos processos gerenciais, principalmente no que diz 
respeito à comunicação entre a organização, seus fornecedores, clientes e entre 
 
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3 
seus próprios departamentos vem recebendo cada vez mais atenção e 
investimentos. 
Este conjunto conhecido como Gestão da Cadeia de Suprimentos tem 
como objetivo proporcionar maior eficiência nas ações de uma organização 
visando à obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus 
concorrentes. 
Nesta rota de aprendizagem será tratado sobre a Gestão da cadeia de 
suprimentos, o entendimento de logística e de cadeia de suprimentos, a 
importância do planejamento, o conhecimento dos custos envolvidos e como 
usar a cadeia como vantagem competitiva, vamos aos nossos temas. 
PesquiseTema 1 – Gestão da cadeia de suprimentos. 
 
Vamos inicialmente conhecer o que é uma cadeia de suprimento? 
 
Uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direto 
ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de 
suprimento não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também 
transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. 
Dentro de cada organização, como por exemplo, de uma fábrica, a cadeia 
de suprimento inclui todas as funções envolvidas no pedido do cliente, como 
desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição, 
finanças e serviço de atendimento ao cliente, entre outras. 
 
Vamos agora caros estudantes conceituar o que seja Gestão de cadeia de 
suprimentos: 
 
 
“É a integração dos processos de negócios desde o usuário final até os 
fornecedores originais (primários) que providenciam produtos, serviços e 
 
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4 
informações, que adicionam valor para os clientes e stakeholders”. (Global 
Supply Chain Forum, citado por Pires, 2004) 
 
A gestão da cadeia de suprimentos é um processo que consiste em 
gerenciar estrategicamente diferentes fluxos (de bens, serviços, finanças, 
informações) bem como as relações entre empresas, visando alcançar e/ou 
apoiar os objetivos organizacionais. 
O gerenciamento da cadeia de suprimentos é um conjunto de métodos que é 
usado para proporcionar uma melhor integração e uma melhor gestão de todos 
os parâmetros da rede: transportes, estoques, custos, etc. 
Vamos ver como a gestão eficaz da cadeia de suprimentos pode 
melhorar os negócios da empresa. Isto é possível? Vejamos 
Em termos simples, a gestão da cadeia de suprimentos envolve a 
coordenação de todas as atividades ligadas ao processamento dos pedidos dos 
clientes, desde a pré-produção até a entrega. Durante este processo, as partes 
que compõem o produto trocarão de mãos diversas vezes, dos fornecedores até 
a fabricação, da estocagem à expedição, até chegar à entrega e ao consumo. 
Assim, dentro de uma pequena empresa que faz parte de uma grande 
cadeia, como se preocupar com todo esse processo, e ainda melhorá-lo? 
Tratarei agora com vocês sobre o modelo de cadeia de suprimento, 
vamos em frente ver mais esse importante assunto de nosso estudo 
Todo modelo de gestão de cadeia de suprimentos deve incluir maneiras 
de melhorar a eficiência – o ganho de rendimento – das atividades seguintes: 
• Previsão e planejamento do equilíbrio entre oferta e demanda (como melhorar 
a previsão de demanda); 
• Localização de fornecedores de matérias-primas; 
• Fabricação do produto; 
• Armazenagem do produto; 
• Entrega do produto; 
• Devolução do produto pelo cliente, caso necessário; 
 
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5 
• Feedback através do serviço de atendimento ao cliente e melhoria do 
processo, onde necessário. 
Lembre-se que se você obtém informações e números sobre os processos, é 
mais fácil gerenciá-los. No entanto, é bom ter certeza de que os números 
refletem a realidade, para que as decisões da gerência sejam tomadas em 
função de conhecimento real do processo. 
 
Por onde começar? O que vocês acham? Vamos ver. 
 
Veja a seguir algumas ideias para melhorar o processo de gestão da cadeia de 
suprimentos na sua empresa: 
 
 Melhore a colaboração e a comunicação de seus compradores com os 
fornecedores, informando-os de suas intenções de modificar ou 
melhorar algum processo de fabricação; 
 
 Mantenha os níveis de estoques tão baixos quanto aceitável (desde que 
seja seguro!), utilizando um processo just-in-time ou de produção por pedidos 
sempre que possível (veja Controle de estoques: logística e previsão de 
demanda e reduzir os estoques para melhorar os custos). 
 
 O custo de estoque é um dos principais indicadores utilizados para se 
analisar o desempenho logístico de uma organização; 
 Se a terceirização for mais barata (considere tudo: produção, transporte e 
até perda de know-how), por que continuar fabricando internamente a custos 
elevados? 
 Invista em tecnologias de comunicação, especialmente com os 
fornecedores, a fim de reduzir os tempos de pedido/entrega e garantir que a 
matéria-prima esteja sempre disponível. 
 
 
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6 
 Assim como o custo de estoque, o tempo de atendimento ao cliente é outro 
indicador fundamental, pois incentiva a empresa a ter um relacionamento 
mais próximo com seus clientes e assim garantir um atendimento mais 
rápido; 
 Utilize as tecnologias de informação existentes (muitas com baixo custo): 
comece por previsão de vendas, passe ao controle de estoques, às compras, 
pedidos, expedição, entrega e assim por diante – existem ferramentas 
computacionais e automáticas para ajudar em cada etapa do processo; 
 Tome decisões de compras maiores (e estoques mais altos) e com desconto 
com base em planilhas e cálculos, não em pressão e intuição. 
Assim, mantenha em mente que o processo de gestão da cadeia de 
suprimentos não é feito isoladamente: ele é uma relação entre a sua empresa e 
as outras com as quais você se relaciona. Toda mudança que você faça no 
processo de gestão de sua cadeia deve ser uma experiência compartilhada e 
positiva para todos que a compõem – uma verdadeira relação ganha-ganha – 
para que a relação de longo prazo seja benéfica para você, seus fornecedores e 
seus clientes. 
O gestor deve garantir uma distribuição eficiente e baixos custos com 
estoques; o equilíbrio entre ambos pode turbinar a produtividade e a eficiência 
Gerenciamento da cadeia de suprimentos em resumo 
Muitos parâmetros são levados em conta para melhorar a cadeia de 
suprimentos e reduzir os custos: 
 
- Reduzir o número de fornecedores, assim se consegue uma relação 
próxima, uma parceria; 
- Reduzir o número de terceirizados, para alcançar o mesmo objetivo; 
- Para os produtos acabados, estabelecer canais de distribuição e 
gestão partilhada de estoques, assim clientes e fornecedores compartilham 
custos, lucros e riscos; 
 
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7 
- Antecipar a escassez através de históricos e boas previsões de demanda 
e ajustar os estoques adequadamente. 
 
 Faça uma leitura do capitulo 05- Compreendendo a cadeia de suprimentos 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações 
Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Tema 2 – Gerenciamento da cadeia de suprimentos x logística. 
 
Vamos buscar aqui neste tema trabalhar com vocês sobre a diferença 
entre logística e cadeia de suprimentos. Há diferenças entre essas duas coisas? 
Alguns autores acham que sim, outros acham que não. Vamos apresentar 
algumas informações importantes a respeito desse tema e você toma a sua 
decisão a respeito. Vamos então aos estudos: 
Ainda é comum ver confusão entre Gestão da Cadeia de Suprimentos 
(GCS) e logística. Já ouvi uma pessoa dizer que acha que GCS é somente um 
nome mais bonito e moderno (algo como chamar um faxineiro de consultor em 
higiene – sem querer desmerecer o duro trabalho dos faxineiros). 
O fato é que a GCS envolve um escopo muito maior do que a Logística. 
Tradicionalmente, a Logística trata da movimentação e armazenagem de 
produtos. Isto é somente um pedaço do que engloba a Gestão da Cadeia de 
Suprimentos. 
Podemos separar as atividades da GCS em quatro categorias: 
Planejamento, Compras, Produção e Entrega. Isso não quer dizer que a GCS 
substituioutros setores da empresa, e sim que se integra com estas áreas para 
obter mais eficiência nas operações da organização. 
 
 
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8 
Planejamento: 
 Previsão de demanda: criar previsões realistas de quanto produto será 
necessário e aonde. 
 Precificação: participar do processo de valoração do produto. 
 Gestão de Inventário: determinar a quantidade de material que será 
armazenada, e seu fluxo, para atingir as metas planejadas. 
Compras: 
 Seleção de fornecedores: avaliar os possíveis fornecedores não só pelo 
melhor preço, mas também pela garantia de um fluxo correto de materiais. 
 Contas a pagar: integrar o fluxo de materiais, cada vez mais complexo, 
com as atividades de contas a pagar. 
Produção: 
 Desenvolvimento de produtos: participar desde a fase de idealização do 
produto, com o objetivo de influenciar um desenvolvimento compatível 
com uma otimização dos custos logísticos. 
 Cronograma de produção: influenciar ou até definir o cronograma de 
produção (em função da demanda) para redução de custos da operação. 
 Gestão de Instalações: apoiar na gestão de equipamentos, suprimentos 
e consumíveis. 
Entrega: 
 Gestão de Transportes: coordenar a movimentação de materiais pelos 
diversos meios disponíveis. 
 Gestão de Pedidos e Entregas: coordenar junto às áreas administrativas 
os pedidos dos clientes, para melhorar tempos de entrega mantendo os 
custos operacionais sob controle. 
 
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9 
Além disso, cada organização pode aplicar o conceito de integração a 
mais ou menos áreas. Como podem ver, o conceito de GCS é muito mais amplo. 
A Logística “antiga” era algo separado das outras áreas, enquanto a GCS é 
integrada. 
Antes a influência do profissional de logística era limitada à movimentação 
de materiais, enquanto agora deve participar de todo o ciclo de vida do produto. 
 
Atividades Primárias da Logística 
 
Identifica aquelas atividades que são de importância primária para que se possa 
atingir os objetivos logísticos de custo e nível de serviço. 
 
Estas atividades são: 
 
 
Atividades de Apoio à Logística 
 
Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos 
serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a 
condição física de bens e serviços há uma série de atividades que apoiam essas 
atividades primárias. São elas: 
 
 
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Vocês sabem o que é uma cadeia de suprimento/abastecimento? 
 
Uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direto 
ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de 
suprimento não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também 
transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. 
Dentro de cada organização, como por exemplo, de uma fábrica, a cadeia 
de suprimento inclui todas as funções envolvidas no pedido do cliente, como 
desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição, 
finanças e serviço de atendimento ao cliente, entre outras. 
 
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Uma cadeia de suprimento ou abastecimento envolve a logística, 
conforme podemos observar pelo desenho anterior, onde temos uma logística 
de suprimentos, uma logística de produção e uma logística de distribuição dentro 
da cadeia de abastecimento 
Uma cadeia de suprimento é dinâmica e envolve um fluxo constante de 
informações, produtos e dinheiro (fundos) entre os diferentes estágios. Cada 
estágio da cadeia de suprimento executa diferentes processos e interage com 
os outros estágios da cadeia. 
Podemos dizer ainda que uma cadeia de suprimento envolve a logística, 
mas a ela se acresce o Planejamento Estratégico com a visão de integração da 
cadeia e de competição nos negócios, o que vai além do entendimento de 
Logística. 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
 
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12 
Tema 3 – Planejamento na cadeia de suprimentos. 
 
O que vocês entendem por a excelência na cadeia de abastecimento? 
 A fim de alcançar excelência na cadeia de abastecimento é necessário 
um trabalho árduo, consistente e com visão a longo prazo que se inicia com o 
compromisso e inclusão da alta direção e dos líderes de todas as áreas 
participantes e relevantes. 
Mais especificamente, é necessário dedicar-se a cinco aspectos 
essenciais da cadeia: 
 
 
 
 
Segundo a condição atual de cada componente, a direção poderá decidir 
por onde começar o plano de otimização de sua cadeia de abastecimento. A 
decisão de priorização será naturalmente facilitada através de um diagnóstico 
preliminar sobre o estado geral da cadeia. 
A grande maioria dos projetos de otimização se iniciam nos processos de 
planejamento, se bem que vemos casos concretos onde ações de melhoria 
também se iniciaram em outros setores da cadeia. Fundamentalmente, são cinco 
 
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13 
processos que devem ser considerados a fim de proporcionar uma gestão 
eficiente de planejamento da cadeia de abastecimento: 
 
1 – Planejamento da demanda. 
 Definição do trajeto, consistência e eficácia da CA; 
 Projeção e planejamento das necessidades futuras dos clientes, 
quantidade de produtos e possíveis datas; 
 Conhecimento da origem, dimensão e estrutura da demanda. 
 Garantia do abastecimento dos clientes em tempo, quantidade e 
qualidade; 
 Facilitação do desenvolvimento de estratégicas diferenciadas por 
categoria e produto. 
 
2 – Plano de Vendas e Operações (S&OP) 
 Este é o vínculo mais importante entre as estratégias do negócio e a 
realização das operações; 
 Análise do ambiente completo e desenvolvimento da melhor solução 
para cada categoria e SKU; 
 Maximização dos resultados do negócio através da otimização da CA. 
3 – Planejamento da Produção. 
 Planejamento da produção requerida para satisfazer a demanda; 
 Planejamento das necessidades de matérias-primas e materiais diretos 
para cumprir os requerimentos de produção; 
 Otimização do capital investido e colaboradores envolvidos; 
 Impactos no custo de vendas e nos custos de distribuição. 
4 – Planejamento de Inventários. 
 Planejamento da quantidade de produto disponível para satisfazer a 
demanda atual e futura; 
 Minimização do capital imobilizado em inventários; 
 
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 Otimização da ocupação de armazéns; 
 Cumprimento com o nível de serviço ao cliente. 
Vamos agora tratar sobre o Planejamento Estratégico da Cadeia de 
Suprimentos, vamos aos nossos estudos: 
Tradicionalmente, as empresas participantes da cadeia de suprimentos 
trabalham individualmente para atingir seus objetivos, formulando suas próprias 
estratégias. Todavia, observa-se que estas empresas necessitam trabalhar em 
conjunto para que possam crescer não só individualmente, mas também como 
cadeia. 
Neste sentido, precisam investir em planejamento estratégico e 
desenvolvimento da cadeia de suprimentos de modo que esses dois aspectos 
sejam trabalhados em conjunto e de forma conectada. 
O termo cadeia de suprimentos pressupõe a adoção de estratégias 
alinhadas entre empresas formando parcerias de negócios. Este é um processo, 
no qual, se aliam fornecedores, produtores, transportadores, distribuidores e 
clientes de forma a agregar valor ao produto ou serviçotrazendo rentabilidade a 
todos os participantes da cadeia nas suas diferentes fases do processo. 
Esse é um processo unificado e integrado para que seja possível atingir 
maior vantagem competitiva por meio da agregação de valor e da busca 
constante pela satisfação do cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Níveis de decisão num Planejamento estratégico numa cadeia de 
suprimentos: 
 
 
 
 
Faça uma leitura do capitulo 03- Planejamento agregado em uma cadeia 
de suprimento 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e 
Operações 
Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Tema 4 – Custos na cadeia de suprimentos. 
 
É somente no processo de produção que devemos trabalhar as reduções 
de custos, ou há que se considerar reduzir custos em outros setores como 
a logística, qual a opinião de vocês a respeito. Vamos conhecer este tema? 
Aos estudos então: 
 
 
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16 
Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto custo 
vem cada vez mais assumindo uma importância significante na busca frenética 
das empresas por maior eficiência e produtividade. 
Porém, ao objetivarem a redução de custos, as empresas vêm focando 
no tradicional custo do produto e se esquecem ou dimensionam mal os Custos 
relacionados à Logística. 
Só para se ter uma ideia, este tipo de custo em geral assume a segunda 
posição em termo de valores, só perdendo para o próprio custo da mercadoria 
(porém em alguns casos, os Custos Logísticos são até maiores do que o próprio 
custo do produto, como no caso do sal). 
Portanto, saber identificar e mensurar esse tipo de custo pode muitas 
vezes significar a própria existência da empresa. Quando falamos para vocês 
em Custos Logísticos, a primeira ideia que vem na cabeça é o Custo com Frete 
ou Transportes. 
Apesar deste ser o mais significativo, os Custos Logísticos não se 
resumem somente a isso. Podemos identificar Custos na Armazenagem, nos 
Estoques, no Processamento de Pedidos e é claro no Transporte. Os Custos 
relacionados à armazenagem são aqueles que são aplicados nas estruturas e 
condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos 
adequadamente. Faz parte deste tipo de Custo, o aluguel do armazém, os custos 
com aquisição de paletes, custo com pessoal do armazém, etc. 
Já os Custos com Estoques são aqueles que são gerados a partir da 
necessidade de estocar os materiais. Nesta categoria, com certeza o mais 
expressivo é o Custo de Oportunidade do Capital Parado, que nada mais é do 
que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de 
aplicar esse valor no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. 
Existem outros Custos com Estoques como as perdas e roubos, a própria 
depreciação dos materiais, etc. 
 
 
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No que diz respeito aos Custos relacionados à emissão de pedidos, seus 
valores são inexpressivos em relação aos demais. Todos os gastos relacionados 
à emissão de pedidos na empresa devem ser computados para essa categoria. 
São considerados Custos com Emissão de Pedidos: O salário do comprador, o 
aluguel do espaço destinado ao setor de compra, os papéis usados na emissão 
do pedido, etc. Por fim e que na verdade é o mais importante de todos, temos os 
Custos com Transportes. 
Frequentemente, calculado, este custo geralmente dá origem às 
despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que já está incluído no 
preço. 
Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da 
empresa podem ser consideradas Custos com Transportes. Enquadram-se aqui 
os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, custo de 
oportunidade dos veículos, manutenção, etc. 
 
Agora conhecer o Modelo de Gerenciamento Abc aplicados à Logística 
 
O Custeio Baseado em Atividades pode servir de base para o custeio e 
gerenciamento das atividades da Cadeia de Suprimentos. Como os custos 
logísticos são basicamente custos de serviços, o ABC pode ser uma das 
melhores alternativas para a determinação desses valores, devido à sua 
aplicabilidade nesses ambientes. 
A visão horizontal da empresa, necessária para a identificação das 
atividades executadas no fluxo logístico, também está presente na teoria do 
Custeio Baseado em Atividades, onde as atividades são identificadas através de 
um mapeamento dos processos. 
Assim, conclui-se que o ABC pode ser empregado como base para a 
utilização de outras técnicas, que permitirão a melhoria dos processos da cadeia 
e redução dos custos logísticos. Proposta modelo de gerenciamento dos custos 
logísticos com base no ABC (Freires, 2000). 
 
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18 
 
A proposta segue os seguintes passos, vamos conhecer cada uma delas: 
 
a) Processos logísticos envolvidos em uma cadeia genérica de 
suprimentos 
 
A existência destes processos gera custos que permeiam toda a cadeia de 
suprimentos. Partindo-se da manufatura, observa-se que os processos se 
iniciam com a escolha de fornecedores e percorrem toda a cadeia até a 
disponibilização de bens e serviços para o consumidor final, passando pela 
armazenagem e o varejo. 
 
b) Detalhamento dos processos logísticos 
Para que o sistema de custeio ABC seja adequado é fundamental que se 
entenda como os custos são incorridos. Uma análise dos processos 
empresariais (Business Process Analisys - BPA) identifica os processos e os 
divide em atividades. 
 
c) Determinação das atividades ocorridas dentro dos processos logísticos
 
Com a execução de um fluxograma de atividades constitui-se a base para a 
identificação do que é realizado por uma cadeia de suprimentos através do uso 
da análise de suas atividades. A logística empresarial é composta pela 
Administração de Materiais e pela Distribuição Física. O grupo de operações 
relativas ao fluxo de bens, desde o local de sua produção até o seu destino final 
com o nível de serviço esperado é chamado de Distribuição Física. 
 
d) Análise e avaliação dessas atividades 
Determinadas as atividades, estas são descritas por verbos associados a objetos 
(exemplo: acompanhar pedidos, receber materiais, embalar produto, etc.), 
 
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relacionadas à manufatura, distribuição física, clientes e consumidor. Atualmente 
existem dicionários padrão que oferecem um modelo para seleção de atividades 
apropriadas em determinadas aplicações (Kaplan e Cooper, 1998). 
 
e) Análise das atividades 
Cada atividade representada deve ser documentada. O processo de 
documentação das atividades deve especificar: Entradas (Inputs) que as 
atividades recebem; o modo como as atividades são desempenhadas; quem as 
realiza; quais atividades fornecem Inputs; quais são as saídas (Outputs) que as 
atividades produzem; que outras atividades recebem os Outputs dessas 
atividades e quais são os recursos consumidos para desempenhar essa 
atividade. 
 
f) Determinação dos custos das atividades e alocação dos custos aos 
objetos 
Os direcionadores de custo de atividades associam os custos das atividades a 
objetos de custos (produtos, serviços, clientes e fornecedores). Um direcionador 
de custo de atividade é uma medida quantitativa do desempenho de uma 
atividade. A etapa de determinação dos direcionadores de custos é semelhanteao procedimento de identificação dos processos e atividades. 
A etapa inicial da alocação dos custos em um sistema ABC consiste na 
alocação dos custos dos recursos consumidos pelas atividades. Os recursos são 
apropriados às atividades através de direcionadores de recursos. Para que se 
consiga a melhor definição do direcionador de recurso, é necessário o bom 
entendimento dos processos/atividades logísticas. 
 
 
 
 
 
 
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A análise em questão deverá utilizar uma ferramenta que aborde plenamente o 
potencial para o gerenciamento de todos os custos existentes em uma cadeia de 
suprimentos. Contudo, o ABC permeia toda a cadeia, dependendo do seu nível 
de detalhamento, ele pode alcançar as atividades relacionadas com o 
consumidor final. 
 
Leia o capítulo 05 – Custos Logísticos 
 
Logística e Cadeia de suprimentos- O essencial - Paulo Sérgio Gonçalves- 
Manole 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Tema 5 – Vantagens competitivas das cadeias de suprimentos. 
 
O que é vantagem competitiva? Vamos conhecer! 
 
VANTAGEM COMPETITIVA, ou diferencial competitivo, para um dado 
segmento de mercado, é a razão pela qual os seus clientes escolhem a oferta 
da sua empresa, e não a dos seus concorrentes, exatamente porque sua oferta 
tem algo - a vantagem competitiva - que eles buscam e é única ou melhor do 
que a oferta dos concorrentes. 
Ou resumindo: 
VANTAGEM COMPETITIVA é o que faz com que a sua oferta seja a escolhida 
pelos seus clientes e clientes potenciais, dentre todas as ofertas disponíveis no 
seu mercado de atuação. 
A VANTAGEM COMPETITIVA é sempre relativa 
Você, com certeza já ouviu falar que "isto" ou "aquilo" é uma vantagem 
competitiva, por exemplo: 
 
 
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 atendimento como vantagem competitiva; 
 o conhecimento como vantagem competitiva; 
 a criatividade como vantagem competitiva; 
 inovação como vantagem competitiva. 
Estas são meras possibilidades. 
 
Não há nada que seja, a priori, uma vantagem competitiva. 
As vantagens competitivas somente serão vantagens e competitivas 
quando e se ajudarem a estabelecer uma oferta com características que 
forneçam razões para os seus clientes escolherem a sua oferta, e não a oferta 
dos seus concorrentes. Vantagem competitiva é sempre uma posição relativa 
dentro do seu mercado ou segmento de atuação. 
Se os seus concorrentes têm bom atendimento, bom atendimento não é 
vantagem competitiva, é obrigação. Se os seus concorrentes usam o 
conhecimento para criar ofertas de valor para o cliente, o uso de conhecimento 
é uma obrigação para a sua empresa competir no mercado, não uma vantagem 
competitiva. Vantagem competitiva é sempre algo que realça a sua oferta sobre 
a oferta dos concorrentes. Por isso, relativa. 
 
Vamos apresentar agora a vocês os tipos de VANTAGEM COMPETITIVA 
 
Há duas maneiras de se ter uma vantagem competitiva: ser único (a 
melhor) ou ser diferente (a mais comum). Ganhos em função de racionalizações 
obtidas na cadeia de suprimento podem ser importante fator de vantagem 
competitiva. 
A gestão adequada da cadeia de suprimentos é, reconhecidamente, um 
fator de competitividade e diferenciação das empresas líderes. Essas empresas 
conseguem reduzir custos, otimizando os processos ao longo da cadeia, e 
alcançam níveis mais elevados de serviço ao cliente, diferenciando-se de seus 
concorrentes no mercado. 
 
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Para construir essa vantagem competitiva, a gestão logística tem papel 
fundamental. Muitas empresas desenvolveram essa competência internamente, 
investindo em soluções para melhorar o fluxo dos seus produtos até o cliente 
final. A competição modernamente começa a acontecer não mais entre 
empresas e sim entre cadeias de suprimentos. 
A competição entre as cadeias de suprimentos é um dos fatores de 
dinamização do ambiente de negócios, pois as obrigam a recorrer a diferentes 
estratégias que auxiliem no seu desempenho para obter vantagem competitiva 
sustentável (CHRISTOPHER, 1997). 
São muitas as estratégias utilizadas e dentre elas a de ser enxuta e ou 
ágil e adaptativa (LEE, 2004), assim como acompanharem as suas velocidades 
evolutivas setoriais (FINE, 1999), por tipo de produtos (FISHER, 1997), variação 
e visibilidade da demanda, tipo de concorrência, turbulências e mudanças 
bruscas que incidem num ambiente dinâmico de competição. 
Assim, a possibilidade de redução de estoques, compras mais vantajosas, 
a racionalização dos transportes, a eliminação dos desperdícios e a criação de 
valores, mediante prazos confiáveis, atendimento no caso de emergências, 
facilidade na colocação de pedidos, serviços pós-vendas, entre outros. 
Para que a Gestão da Cadeia de Suprimentos se torne uma realidade na empresa 
é necessário um alto grau de interação entre fornecedores e clientes, agindo 
como parceiros na diminuição dos custos ao longo das etapas e nos tempos 
médio de estocagem. 
A vantagem competitiva deriva do modo como a empresa organiza e 
desempenha suas atividades na cadeia de valor. As organizações devem olhar 
para cada atividade em sua cadeia de valor e avaliar se elas têm uma vantagem 
competitiva real na atividade. 
Se não tiverem, então talvez devam considerar a terceirização dessa 
atividade, utilizando um parceiro que possa oferecer essa vantagem de custo ou 
de valor. 
 
 
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23 
 
Faça uma leitura do capitulo 02- Desempenho da cadeia de suprimentos: 
Obtendo o alinhamento e o escopo estratégico. 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações 
- Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person 
 
Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do 
professor Nelson. 
Trocando Ideias 
Um assunto com grande importância quando se estuda gestão das 
cadeias de suprimentos é a utilização de sistemas nos processos de gestão da 
cadeia. Desenvolva usando a internet e /ou bibliografia uma pesquisa sobre este 
tema e publique no fórum da disciplina compartilhando com seus colegas de 
turma. 
Aproveite a oportunidade para discutir e debater com seus colegas de 
curso no fórum da disciplina disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem 
(AVA). 
Na Prática 
 
 Considere a compra de uma lata de refrigerante em uma loja de 
conveniência. Pense nos diversos estágios da cadeia de suprimento e os 
diferentes fluxos envolvidos. 
A pesquisa deve ter por escopo o estudo dos seguintes elos da cadeia de 
refrigerantes: 
1) supermercado; 
2) atacado; 
3) indústria de refrigerantes; e 
4) fornecedor de embalagem para refrigerantes. 
 
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Além desses quatro elos, a pesquisa também deve avaliar de forma indireta, o 
desempenho logístico de mais dois elos da cadeia: 
1) fornecedor de ingredientes para a fabricação de refrigerante; e 
2) fornecedor de matéria-prima para a fabricação das embalagens para 
refrigerante. 
 
Antes de finalizar seus estudos, acesse o material on-line e confira a 
videoaula com os comentários finais do professor Nelson. 
Síntese 
Concluímos nossa quarta rota de aprendizagem da disciplina de Cadeia 
de Suprimentos, aprendemos sobre a Gestão de Cadeias de Suprimentos, 
podemos agora diferenciar os conceitos e as diferenças entre a logística e a 
gestão das cadeias de suprimentos. 
Vimos sobre a importância do Planejamentonas Cadeias de Suprimentos 
e pudemos ainda conhecer sobre os principais fatores de custos e o sistema o 
sistema ABC de custos. 
 
 
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25 
Estudamos ainda sobre as vantagens competitivas que poderão ser obtidas 
através das cadeias de suprimentos, enfim todos temas muito importantes para 
o seu conhecimento sobre essa disciplina. 
Antes de finalizar seus estudos, acesse o material on-line e confira a 
videoaula com os comentários finais do professor Nelson. 
 Referências 
 
ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora Intersabres, Curitiba, 2015 
Bonilha, Leonardo, Cadeia de Abastecimento. 
 
 
 
 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos 
 
 
 
 
 
Aula 05 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Nelson Tadeu Galvão 
CONVERSA INICIAL 
Olá, seja bem-vindo à quinta aula da disciplina de Gestão da 
Cadeia de Suprimentos. Hoje vamos aprender sobre como se 
realizam os processos de seleção de fornecedores, de compras e 
de compras públicas por licitações. 
Vamos conhecer como ocorrem as relações interorganizacionais, 
ou seja, como as empresas se relacionam e também como 
ocorrem as negociações entre elas. Estudaremos, ainda, como 
ocorre o processo de abastecimento de materiais dentro da cadeia 
produtiva. 
Bons estudos! 
CONTEXTUALIZANDO 
Na administração de materiais, atingir o equilíbrio ideal entre 
estoque e consumo é a meta primordial. Por isso, sempre deve 
existir uma integração das atividades de compras, recepção e 
estoque. 
Essa área da administração possui diversas responsabilidades, 
mas nós podemos destacar as tarefas de compras, armazenagem, 
conservação, controle e distribuição física dos produtos ou 
matérias-primas como as mais importantes. 
Podemos dizer, que essas tarefas possuem a finalidade de 
assegurar o contínuo abastecimento de materiais necessários 
para atender a demanda da produção, sendo definidas como um 
conjunto de atividades que se destinam a suprir as diversas 
unidades de uma organização. 
Os materiais em geral representam a maior parcela de custo de 
produtos acabados, sendo responsáveis por aproximadamente 
52% do custo do produto numa empresa média, e em alguns 
casos, podendo chegar a 85%. 
A principal questão na administração de materiais é definir a 
quantidade certa de estoque, alinhando as aquisições dos 
recursos (matérias-primas) de acordo com o fluxo de caixa da 
companhia. Assim, a excelência de gestão na compra da matéria-
prima é o princípio fundamental para se ter uma boa 
administração de materiais. 
Um sistema de materiais deve estabelecer uma integração desde 
a compra, a previsão de vendas, até a produção e entrega do 
produto final. 
Nessa aula, estudaremos temas que permitirão conhecer melhor 
o funcionamento de toda a cadeia de abastecimento de uma 
empresa. 
PESQUISE 
Seleção de fornecedores 
Uma vez tomada a decisão sobre o que comprar, a segunda 
decisão mais importante refere-se ao fornecedor certo. 
Um bom fornecedor é aquele que tem a tecnologia para fabricar o 
produto na qualidade exigida, tem a capacidade de produzir as 
quantidades necessárias e pode administrar seu negócio com 
eficiência suficiente para ter lucros e ainda assim vender um 
produto a preços competitivos. 
Mas quais são as principais fontes de fornecedores? 
Há três tipos de fontes: 
Fonte única: implica que apenas um fornecedor está disponível, 
devido às patentes, especificações técnicas, matéria-prima, 
localização, e assim por diante. 
Fonte múltipla: é a utilização de mais de um fornecedor para um 
item. As vantagens potenciais da fonte múltipla são: a competição 
vai gerar preços mais baixos e melhores serviços e haverá uma 
continuidade no fornecimento. Na prática, existe uma tendência de 
relação competitiva entre fornecedor e cliente. 
Fonte simples: é uma decisão planejada pela organização no 
sentido de selecionar um fornecedor para um item quando existem 
várias fontes disponíveis. A intenção é criar uma parceria de longo 
prazo. 
Vamos agora conhecer os fatores que influenciam a seleção 
dos fornecedores? 
Habilidade técnica: 
 O fornecedor tem habilidade técnica para produzir ou 
fornecer o produto desejado? 
 O fornecedor tem um programa de desenvolvimento 
e melhoria para o produto? 
 O fornecedor pode auxiliar na melhoria dos 
produtos? 
Essas perguntas são importantes, pois, muitas vezes, o 
comprador depende do fornecedor no sentido de que ele forneça 
as melhorias de produto que poderão aumentar ou reduzir o custo 
dos produtos comprados. 
Capacidade de produção: 
A produção deve ser capaz de satisfazer às especificações do 
produto de forma consistente, ao mesmo tempo produzindo o 
menor número possível de defeitos. Isso significa que as 
dependências de produção do fornecedor devem ser capazes de 
oferecer a qualidade e a quantidade exigidas. 
O fornecedor deve ter um bom programa de controle da qualidade, 
pessoal de produção competente e capaz, e bons sistemas de 
planejamento e controle de produção, para garantir uma entrega 
pontual. 
Confiabilidade: 
Ao selecionar um fornecedor, é desejável que se escolha um 
fornecedor confiável, reputado e financeiramente sólido. 
Serviço pós-venda: 
Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará 
de peças de reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um 
bom serviço de atendimento pós-venda. 
Localização do fornecedor: 
Algumas vezes, é desejável que o fornecedor esteja próximo do 
comprador, ou pelo menos que mantenha um estoque local. Uma 
localização próxima auxilia na redução dos tempos de entrega e 
significa que os produtos em falta podem ser entregues 
rapidamente. 
Preços: 
O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos. O 
que não significa necessariamente o menor preço. 
Vamos conhecer as principais técnicas e ferramentas para a 
seleção de fornecedores: 
 
Negociação contratual: a negociação contratual envolve o 
esclarecimento e o acordo mútuo da estrutura e requerimentos do 
contrato antes de sua assinatura. 
Sistemas de ponderação: um sistema de ponderação é um 
método para quantificar dados qualitativos para minimizar os 
efeitos de influências pessoais na seleção de fornecedores. A 
maioria destes sistemas envolve: 
 designar um peso numérico para cada critério de 
avaliação; 
 atribuir notas para cada fornecedor em cada critério; 
 multiplicar o peso pela nota; 
 totalizar os produtos resultantes para cálculo do 
resultado final. 
Sistema de classificação: um sistema de classificação envolve o 
estabelecimento de requerimentos mínimos de desempenho para 
um ou mais critérios de avaliação. 
Estimativas independentes: em muitos documentos de 
aquisição, a organização contratante pode preparar suas próprias 
estimativas para servir de base para avaliação dos preços 
propostos. 
Sugestão de leitura 
Leia o capitulo 14- item 14.4 “Pontuação e avaliação do 
fornecedor” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – 
Estratégia, Planejamento e Operações de Semil Chopra e Peter 
Meindl. 
O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. 
E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor 
Nelson. Disponível no material on-line. 
Compras 
Para começar esse tema, vamos inicialmente conhecer a função 
de compras numa empresa, já que o posicionamento atual da 
função compras é bem diferente do modo tradicional como era 
tratada antigamente. 
Antes da Primeira Guerra Mundial, tinha papel essencialmente 
burocrático.Depois, já na década de 1970, devido principalmente 
à crise do petróleo, a oferta de várias matérias-primas começou a 
diminuir enquanto seus preços aumentavam vertiginosamente. 
Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar 
começa a assumir condições de sobrevivência, e assim, o 
departamento de compras ganha mais visibilidade dentro da 
organização. Hoje a função compras é vista como parte do 
processo de logística das empresas, ou seja, como parte 
integrante da cadeia de suprimento (supply chain). 
E quais são os objetivos da função de compras? 
Essa função é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos 
materiais na empresa, pelo seguimento junto ao fornecedor e pela 
agilização da entrega. 
Prazos de entrega não cumpridos podem criar sérias perturbações 
para os departamentos de produção e vendas, mas a função 
compras pode reduzir o número de problemas para ambas as 
áreas, além de adicionar lucros. 
Vamos conhecer o ciclo de compras? 
1º: Receber e analisar as requisições de compra 
As requisições de compras têm início com o departamento ou a 
pessoa que será o usuário final. No ambiente de MRP (Material 
Requirement Planning), o planejador libera um pedido planejado 
autorizando o departamento de compras a ir adiante e processar 
um pedido de compra. 
Requisição de compras é um documento interno da empresa 
uma necessidade de compras de um determinado material ou um 
serviço para um determinado momento. 
Uma requisição de compras pode ser criada manualmente pelo 
usuário ou automaticamente por diversas áreas de negócio da 
empresa, como planejamento de estoque, logística, etc. E pode 
possuir um ou mais itens e cada um deles de conter a quantidade 
e a data de remessa do material a ser fornecido ou a quantidade 
do serviço executada. 
Após a requisição ser criada e aprovada é possível enviar uma 
solicitação de cotação aos fornecedores que atendem esse tipo 
de demanda. 
2º: Selecionar fornecedores 
Identificar e selecionar fornecedores são importantes 
responsabilidades do departamento de compras. Para itens 
rotineiros ou para aqueles que nunca foram comprados antes, 
deve-se manter uma lista de fornecedores aprovados. 
3º: Solicitação de cotações 
Para itens maiores, é geralmente desejável emitir uma solicitação 
de cotação. Trata-se de um requerimento por escrito que é 
enviado a um número suficiente de fornecedores para garantir que 
cotações competitivas e confiáveis sejam recebidas. 
Não se trata de um pedido de venda. Depois que os fornecedores 
completam e devolvem as cotações ao comprador, as cotações 
são analisadas quanto a preço, obediências às especificações, 
termos e condições de venda, entrega e termos de pagamento. 
Para itens cujas especificações podem ser descritas 
precisamente, a escolha é provavelmente feita com base no preço, 
entrega e termos de venda. 
4º: Determinar o preço certo 
Essa é uma responsabilidade do departamento de compras, 
intimamente ligada à seleção dos fornecedores. O departamento 
de compras também é responsável por negociar o preço, e tentará 
obter o melhor preço junto ao fornecedor. 
5º: Emitir pedidos de compra 
Ordem de compra é uma oferta legal de compra. Uma vez aceita 
pelo fornecedor, ela se torna um contrato legal para entrega das 
mercadorias de acordo com os termos e condições especificados 
no contrato de compra. 
O pedido de compra é preparado com base na requisição de 
compra ou nas cotações, e também em qualquer outra informação 
adicional necessária. Envia-se uma cópia ao fornecedor; o 
departamento de compras retém uma cópia, e outras são enviadas 
para outros departamentos, tais como o de contabilidade, o 
departamento requisitante e o departamento de recepção. 
6º: Seguimento e entrega 
O fornecedor é responsável pela entrega pontual dos itens 
pedidos. O departamento de compras deve garantir que os 
fornecedores realmente entreguem pontualmente. 
7º: Recepção e aceitação das mercadorias 
Quando as mercadorias são recebidas, o departamento de 
recepção as inspeciona para garantir que foram enviados os itens 
corretos, na quantidade certa e que não foram danificados no 
transporte. 
Usando a sua cópia do pedido de compra, o departamento de 
recepção aceita as mercadorias e escreve um recibo, observando 
qualquer variação. Se for necessária outra inspeção, por exemplo, 
do controle de qualidade, as mercadorias são enviadas ao 
departamento correspondente ou retiradas para inspeção. 
Se as mercadorias recebidas estiverem danificadas, o 
departamento de recepção avisará o departamento de compras e 
reterá as mercadorias para outras providências. Desde que as 
mercadorias estejam em ordem e não exijam mais inspeção, elas 
serão enviadas para o departamento solicitante ou para o estoque. 
Uma cópia do recibo é então enviada para o departamento de 
compras, observando qualquer variação ou discrepância em 
relação ao pedido de compra. Se o pedido é considerado 
completo, o departamento de recepção fecha sua cópia do pedido 
de compra e avisa o departamento compras. 
Se não estiver completo, o pedido de compra é mantido aberto, 
esperando para ser completado. Se as mercadorias também 
foram inspecionadas pelo departamento de controle de qualidade, 
os responsáveis por esse setor também avisarão ao departamento 
de compras sobre a aceitação ou não das mercadorias. 
8º: Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento 
Quando é recebida a fatura do fornecedor, há três informações 
que devem concordar: o pedido de compra, o relatório de 
recebimento e a fatura. 
 
Os itens e as quantidades devem ser os mesmos em todos os 
documentos; os preços e suas extensões devem ser os mesmos 
no pedido de compra e na fatura. Todos os descontos e termos do 
pedido original de compra devem ser comparados com a fatura. 
Uma vez aprovada, a fatura é enviada ao departamento de contas 
a pagar. 
Sugestão de leitura 
Leia o capitulo 14- item 14.8 “O processo de aquisição” do livro 
Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento 
e Operações de Semil Chopra e Peter Meindl. 
O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. 
Saiba mais sobre esses conceitos, assistindo ao vídeo do 
professor Nelson. Disponível no material on-line. 
Compras através de licitações 
É muito significante a parcela de compras no Brasil efetuadas pela 
Administração Pública e estas acontecem em regime especial 
estabelecido por regime jurídico especial, portanto é importante 
que venhamos a conhecer este regime jurídico, se desejarmos ser 
fornecedores da Administração Pública. 
Mas, o que é Licitação? 
É um conjunto de atos praticados de forma ordenada e sucessiva 
e que objetivam o irrestrito atendimento ao princípio constitucional 
da isonomia bem como a obtenção da proposta mais vantajosa em 
razão de um negócio jurídico pretendido pela Administração 
Pública. 
Em junho de 1993 foi sancionada a Lei Federal nº 8.666, a qual 
regulamenta o artigo 37, inciso XXI da Constituição Federal e que 
estabelece normas gerais sobre licitações e contratos 
administrativos pertinentes a obras, serviços, compras, alienações 
e locações, dos governos dos três níveis da federação. 
O artigo 3º da Lei nº 8.666/93 relaciona os princípios que a 
licitação deve observar: 
 Legalidade 
 Impessoalidade 
 Moralidade e probidade administrativa 
 Publicidade 
 Igualdade 
 Vinculação ao instrumento convocatório 
 Julgamento objetivo 
 Procedimento formal 
 Sigilo na apresentação das propostas 
 Adjudicação compulsória 
 Princípio da celeridade 
E as modalidades da licitação? 
Amodalidade de licitação é a forma específica de conduzir o 
procedimento licitatório, a partir de critérios definidos pela Lei n° 
8.666/93. 
O art. 22 assim define como modalidades de licitação: 
Concorrência: é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, 
comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos 
no edital para execução de seu objeto. Duas são as características 
básicas da concorrência: ampla publicidade e universalidade. 
 
Tomada de Preços: é a modalidade de licitação entre 
interessados devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas 
as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia 
anterior à data do recebimento das propostas, observada a 
necessária qualificação. 
 
Convite: é a modalidade de licitação entre interessados do ramo 
pertinente ao seu objeto, cadastrado ou não, escolhidos e 
convidados em número mínimo de 3 pela unidade administrativa, 
a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento 
convocatório, e o estenderá aos demais cadastrados na 
correspondente especialidade que manifestarem seu interesse 
com antecedência de 24 horas da apresentação das propostas. 
 
Concurso: é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou 
artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos 
vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na 
imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias. 
 
Leilão: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados 
para a venda, a quem oferecer lance, igual ou superior ao valor da 
avaliação, de bens móveis inservíveis para Administração ou de 
produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a 
alienação de bens imóveis cuja aquisição haja derivado de 
procedimentos judiciais ou dação em pagamento. 
Em 2000, foi criada uma nova modalidade de licitação: o Pregão. 
Que é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados 
destinada à aquisição de bens e serviços comuns, qualquer que 
seja o valor estimado, em que a disputa é feita em sessão pública, 
por meio de propostas de preços escritas e lances verbais. 
O critério predominante para a escolha da modalidade de licitação 
é o valor da contratação, isto é, o valor estimado da contratação é 
que determinará a adoção das modalidades concorrência, tomada 
de preços ou convite. 
As modalidades concorrência, tomada de preços, convite e pregão 
são tidas como modalidades “comuns”, em virtudes de serem 
cabíveis, a rigor, a qualquer contratação. Já o concurso e leilão 
são tidos como modalidades “especiais”, pois se destinam apenas 
a contratações específicas, à vista das peculiaridades do objeto 
pretendido. 
Tabela de valores 
ARTIGO INCISO ALÍNEA VALOR (R$) MODALIDADE DE LICITAÇÃO 
OBRAS / SERVIÇOS ENGENHARIA 
23 I a 150.000,00 CONVITE 
 I b 1.500.000,00 TOMADA DE PREÇOS 
 I c Acima de CONCORRÊNCIA 
 1.500.000,00 
COMPRAS / OUTROS SERVIÇOS 
ARTIGO INCISO ALÍNEA VALOR (R$) MODALIDADE DE LICITAÇÃO 
23 II a 80.000,00 CONVITE 
 II b 650.000,00 TOMADA DE PREÇOS 
 II c Acima de CONCORRÊNCIA 
 650.000,00 
DISPENSA DE LICITAÇÃO 
24 I - 15.000,00 OBRAS I SERVIÇOS 
ENGENHARIA 
 II - 8.000,00 COMPRAS I OUTROS SERVIÇOS 
SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA; EMPRESAS PÚBLICAS; AUTARQUIA E 
FUNDAÇÕES QUALIFICADAS COMO AGÊNCIA EXECUTIVA 
24 I - 30.000,00 OBRAS I SERVIÇOS 
ENGENHARIA 
 II - 16.000,00 COMPRAS I OUTROS SERVIÇOS 
 
O artigo 45 da Lei n° 8.666/93 assim define os tipos de 
licitação: 
Menor preço: quando o critério de seleção da proposta mais 
vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o 
licitante que apresentar a proposta de acordo com as 
especificações do edital e ofertar o menor preço. 
Melhor técnica: o vencedor será o proponente que apresentar a 
melhor técnica, dentro das especificações e do preço negociado 
pela Administração, utilizada exclusivamente para serviços de 
natureza predominantemente intelectual. Será adotado o 
procedimento previsto na Lei, explicitado no instrumento 
convocatório, o qual fixará o preço máximo que a Administração 
se propõe a pagar. 
Técnica e preço: nesse tipo de licitação, combinam-se esses dois 
fatores para a escolha da proposta, sendo a classificação feita de 
acordo com a média ponderada das valorizações das propostas 
técnicas e de preço, tudo de acordo com os critérios do edital. 
Esse tipo de licitação também é utilizado exclusivamente para 
serviços de natureza predominantemente intelectual. Para 
contratação de bens e serviços de informática a Administração 
adotará obrigatoriamente o tipo de licitação “técnica e preço”, 
permitindo o emprego de outro tipo de licitação nos casos 
indicados em Decreto do Poder Executivo. 
Maior lance ou oferta: utilizado nos casos de alienação de bens 
ou concessão de direito real de uso. 
Tabela de prazos de publicidade 
Quadro Explicativo 
Concurs
o 
Concorrência Tomada de Preço Leilã
o 
Pregão Convite 
45 dias 45 dias 
melhor 
técnica/técnica e 
preço 
 
30 dias 
menor preço 
30 dias 
melhor técnica/técnica 
e preço 
 
15 dias 
menor preço 
15 
dias 
08 dias 
úteis 
05 dias 
úteis 
 
Os atos de licitação devem desenvolver-se em sequência lógica, 
a partir da existência de determinada necessidade pública a ser 
atendida. O procedimento tem início com o planejamento e 
prossegue até a assinatura do respectivo contrato ou a emissão 
de documento correspondente, em duas fases distintas: 
Fase interna ou preparatória 
Delimita e determina as condições do ato ou instrumento 
convocatório (edital) antes de trazê-las ao conhecimento do 
público. 
 
Fase externa ou executória 
Inicia-se com a publicação do edital ou com a entrega do convite, 
passando pela convocação, habilitação, competição e termina 
com a contratação do fornecimento do bem, da execução da obra 
ou da prestação do serviço. 
Sugestão de leitura 
Consulte a Lei n° 8.666/93 sobre licitações. 
http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/9
51.pdf 
Assista também ao vídeo do professor Nelson, disponível no 
material on-line. 
Relações colaborativas interorganizacionais 
O relacionamento nas cadeias de suprimento é um tópico 
estratégico para o sucesso das empresas, sendo fundamental a 
compreensão das estruturas dos relacionamentos existentes para 
que os profissionais de logística saibam como as cadeias devem 
ser gerenciadas. 
A literatura de logística considera que o relacionamento da cadeia 
ocorre apenas com base na cooperação e na confiança 
(BOWERSOX; CLOSS, 2001; COUGHLAN et al., 2002). De tal 
maneira, a literatura foca essencialmente em relações de 
cooperação entre compradores e fornecedores, buscando 
soluções ótimas para a minimização de custos (MILLS et al., 
2004). Entretanto, os relacionamentos em uma cadeia de 
suprimentos são relações de risco, poder, liderança e cooperação. 
A gestão da cadeia de suprimentos considera as dimensões 
comportamentais e políticas do poder e da confiança, além do 
conflito e dependência entre fornecedores e compradores. 
Vamos agora conhecer a conceituação de confiança e de 
cooperação? 
A confiança é um componente importante que torna bem-
sucedidas as relações interorganizacionais. 
Não existe uma definição única para o conceito de confiança. 
Alguns autores a veem como sendo a expectativa sobre o modo 
de atuação desejado do confiado, enquanto outros a definem em 
termos da avaliação sobre a boa vontade e a confiabilidade do 
outro em uma situaçãode risco (NIELSEN, 2004). 
Tal divergência conceitual fundamenta as discussões sobre o 
papel da confiança nas transações econômicas entre estudiosos 
das correntes de orientação comportamental e econômica. A 
discussão está, basicamente, no processo através do qual a 
confiança emerge nas transações (BARNEY; HANSEN, 1994). 
Em seu estudo, Nielsen (2004) examina a evolução da confiança 
e seu impacto nos relacionamentos colaborativos. Como a 
confiança é uma variável dinâmica, o autor reforça a importância 
da avaliação do papel da confiança nas diferentes fases de 
relacionamento colaborativo. 
É comum encontrar na literatura o conceito de confiança 
associado ao de cooperação. Para La Porta et al. (1997), a 
confiança implica a propensão a cooperar. Hagen e Choe (1998) 
sugerem que a cooperação é aparentemente induzida pela 
confiança. Contudo, outros mecanismos institucionais e sociais, 
aliados à confiança, são essenciais para conduzir os 
relacionamentos interorganizacionais. 
Mas como funciona a conceituação de poder e dominação 
nos relacionamentos entre empresas? 
 
A confiança não é a única forma de reduzir a complexidade e 
incerteza nas relações interorganizacionais. Outro possível 
mecanismo para coordenar as expectativas e controlar a dinâmica 
das relações é o poder. Tanto o poder quanto a confiança 
permitem a coordenação das expectativas e das ações das partes 
negociantes. 
Porém, se a parte mais forte considerar que o membro mais frágil 
não se comportará conforme a expectativa, esta pode utilizar 
sanções e punições para controlá-lo. 
Vamos conhecer a influência dos mecanismos de 
coordenação no relacionamento entre membros da cadeia de 
suprimentos. 
A confiança e o poder, de acordo com Bachmann (2001), são os 
principais mecanismos de coordenação das relações 
interorganizacionais, independentemente do arranjo que estrutura 
tal relacionamento. 
As relações de curto prazo, em geral, têm o oportunismo como 
base e são orientadas pelo controle central, enquanto relações de 
longo prazo, tal como costumam ser as relações estabelecidas 
nas cadeias de suprimento, tendem a se fundamentar na 
cooperação. 
Os conceitos de risco, poder e liderança são essenciais para a 
compreensão das relações na cadeia de suprimentos. Alguns 
membros da cadeia têm maior dependência do sucesso da cadeia 
que outros. Assim, os membros com maior risco devem assumir 
papéis mais ativos e maior responsabilidade para a viabilização da 
cooperação na cadeia. 
A cadeia de suprimentos é formada por participantes que 
dependem uns dos outros. 
Em situações como esta, os membros mais fracos podem 
abandonar a cadeia ou procurar reduzir sua dependência através 
de alternativas de negócios, organizando coalizões contra a parte 
mais forte. Porém, o mais comum é que a parte mais dependente 
aceite a situação, não tendo nenhuma reação (COUGHLAN et al., 
2002). Na realidade, muitos relacionamentos de dependência 
desequilibrada funcionam bem, principalmente em ambientes 
estáveis. 
Miles e Snow (1995) identificam três tipos de redes 
interorganizacionais: 
Redes internas - formadas por organizações dentro de uma 
grande organização, comprando e vendendo entre si e para fora 
da rede, com o objetivo de maximizar os benefícios de mercado. 
Rede estável - composta por organizações distintas e 
complementares, ao longo de uma cadeia produtiva de uma 
organização. Pode ser formada por fornecedores, intermediários, 
atacadistas e lojistas que possuem competências específicas e 
exercem tais funções na cadeia. 
Rede dinâmica ou virtual - formada ao longo de uma cadeia 
produtiva, porém, não apresenta estabilidade de parceiros. É 
intermediada por um agente que pode trocar a composição das 
organizações da rede de acordo com outras prioridades, que não 
a fidelização dos membros da rede. 
Para Cassarotto Filho e Pires (1999), há basicamente dois tipos 
de redes: 
Top down (inflexível) 
Existe quando uma matriz determina de forma fechada as regras 
e os participantes da rede. Nestas redes, as fornecedoras ou 
subfornecedoras ficam totalmente à deriva da matriz, sem 
flexibilidade de produção ou poder de interferência na rede. 
Rede flexível 
Formada no caso de constituição de consórcios, em que as 
organizações partícipes combinadas dão grande poder de 
mobilidade (flexibilidade de competências e produtos) no mercado 
e maior poder de negociação ao consórcio. 
Para encerrarmos este tema, veja o exemplo de uma rede 
interorganizacional da empresa Hering: 
 
 
Agora assista ao vídeo do professor Nelson, disponível no material 
on-line. 
Vendas e negociações 
Você já ouviu falar de venda B2B? 
 
B2B é empresa vendendo para empresa, a chamada venda 
industrial. Que é apenas um ponto no relacionamento cliente-
comprador e não o resultado final. 
A venda industrial é muito mais complexa do que a venda de bens 
de consumo porque esse processo depende de muitas pessoas 
envolvidas, interação entre essas pessoas e tomadas de decisão 
em grupo. No marketing industrial, a venda pessoal constitui o 
principal instrumento de comunicação da empresa, pois: 
 É flexível 
 Facilita a compreensão 
 Mantém melhor a atenção 
Vamos conhecer as etapas de um processo de venda 
industrial B2B: 
1. Prospecção de clientes 
O primeiro passo para o fracasso do vendedor é parar de 
conseguir novos clientes. E esses clientes podem ser classificados 
em: 
 Suspeitos 
 Clientes em potencial 
 Clientes habituais 
 Antigos clientes 
 Deve haver procedimentos distintos para a abordagem com 
cada tipo de cliente 
2. Marcação de entrevistas 
 Devem ser marcadas com antecedência 
 O vendedor precisa usar sua criatividade, imaginação e 
persistência 
 Marcas conhecidas facilitam o processo 
 
3. Planejamento e desenvolvimento da apresentação de 
vendas 
 Deve ser planejada com antecedência 
 Aumenta o montante de vendas 
 Podem ser de 3 tipos: apresentação memorizada, 
apresentação esquematizada (datashow, planilhas, etc) e 
apresentação de uma proposta (exige auxílio técnico e 
levantamento profundo dos problemas do cliente) 
 Demonstra respeito ao cliente 
 Poupa tempo 
 Assegura uma exposição efetiva 
 Procura-se sempre tangibilizar os produtos e serviços na 
apresentação 
4. Dramatização da apresentação de vendas 
Trata-se do impacto a ser criado para fazer o cliente acreditar, 
entender e lembrar a mensagem de vendas. Tipos mais comuns: 
 Mapas, gráficos, listas e tabelas 
 Fotografias 
 Folhetos, artigos técnicos, livros 
 Catálogos, dossiês, periódicos 
 Modelos, amostras, maquetes, presentes 
 Filmes, slides, audiovisual 
 Depoimento de testemunhas 
 Demonstrações 
 Palavras e slogans 
 
5. Controle das objeções 
 Objeções são naturais e devem ser respondidas e 
tratadas 
 O vendedor deve antecipar as objeções mais óbvias 
antes de realizar a reunião com o cliente. 
 Objeções mais comuns: 
 Preço 
 Produto: qualidade, design, tamanho 
 Serviço: prazo de entrega, manutenção e 
reparos 
 Empresa: tradição, marca, condições das 
propostas técnicas 
 Vendedor: antipatias, erros 
 Medo: receio de errar 
 Inércia: comodismo em manter os mesmos 
fornecedores 
 Diversos: desculpas em geral 
6. Fechamento das vendas 
O fechamento é possível quando o comprador está 
convencido de que a compra é desejável. A convicção firma-se 
quando: 
 O vendedor fala com uma pessoa qualificada 
 O vendedor trata o comprador como um indivíduo 
importante 
 O vendedor planeja uma apresentaçãoeficaz e desenvolve 
habilidades de dramatização 
 O vendedor apela para os motivos dominantes da compra 
 O vendedor deve aperfeiçoar-se nas técnicas de 
fechamento de vendas, pois sua renda depende disso 
Os argumentos mais comuns usados nas vendas empresariais 
B2B são: 
 Redução de custos de produção 
 Redução do lead-time de fabricação 
 Disponibilidade de funcionalidades adicionais 
 Serviços associados ao produto base (bem ou serviço) 
 Aumento de produtividade 
 Aperfeiçoamento da qualidade de controle e gestão 
 Garantia de prazos de entrega / desenvolvimento 
 Acompanhamento de desenvolvimento / instalação 
 Compatibilidade com novas versões de periféricos 
 Posicionamento superior do fornecedor 
 Baixo custo comparado de manutenção e adaptação 
Vamos conhecer um pouco mais sobre como ocorre o processo 
de negociação e qual a sequência de suas fases: 
1ª Fase 
Preparação e planejamento (determinar a melhor alternativa 
para um acordo negociado entre as partes): 
 Qual é o conflito? 
 Quem está envolvido e suas percepções? 
 Resultados? Do mais esperançoso ao minimamente 
aceitável 
 O que pensa a outra parte? Quais seus prováveis 
comportamentos, posições e interesses? 
 O que as partes estariam dispostas a aceitar? 
 
2ª Fase 
Definição das regras básicas: 
 Quem vai negociar? Os atores 
 Onde? Localização 
 Tempo? Restrições de tempo 
 E se houver impasse? Procedimentos 
 
 
3ª Fase 
Esclarecimento e justificação: 
 Esclarecimentos? 
 Mais informações? Caso as posições iniciais mudem 
 Justificativas? 
 Documentos novos? 
4ª Fase 
Negociação e solução do problema: 
 As concessões de cada lado 
 Os ganhos de cada lado 
 
5ª Fase 
Fechamento e implantação: 
 Desde um aperto de mão até o contrato formal, 
aprovada e ratificado entre as partes 
Sugestão de leitura 
Leia o capítulo 9 do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – 
Estratégia, Planejamento e Operações de Semil Chopra e Peter 
Meindl. 
O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. 
E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor 
Nelson. Disponível no material on-line. 
 
TROCANDO IDEIAS 
Pai: - Escolhi uma ótima moça para você casar. 
Filho: - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher. 
Pai: - Meu filho, ela é filha do Bill Gates... 
Filho: - Bem, neste caso, eu aceito. 
Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates....... 
Pai: - Bill, eu tenho o marido certo para a sua filha! 
Bill Gates: - Mas a minha filha é muito jovem para casar! 
Pai: - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial... 
Bill Gates: - Neste caso, tudo bem. 
 
Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco 
Mundial. 
Pai: - Sr.Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser 
vice-presidente do Banco Mundial. 
Presidente do Banco Mundial: - Mas eu já tenho muitos vice-
presidentes, mais do que o necessário. 
Pai: - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates. 
Presidente do Banco Mundial: - Neste caso ele pode começar 
amanhã mesmo! 
 
O que você achou da história que acabou de ler? Evidentemente 
trata-se de uma brincadeira, mas apesar disso que lições 
poderíamos tirar dela em termos do comportamento que deva ter 
um negociador? 
Escreva suas conclusões e as publique no fórum da nossa 
disciplina. Compartilhe sua opinião com seus colegas de 
turma! 
NA PRÁTICA 
Se você fosse fazer a compra de uma caneta esferográfica na cor 
azul, como você especificaria este material numa requisição de 
compras: 
Funcionalidades: tudo o que o produto lhe oferece 
Componentes: peças que entram na composição do 
produto 
Forma e acabamento: cor, medidas, pesos etc. 
Desempenho: rendimento do material em uso 
Dados Complementares: embalagem, certificações etc. 
 
Anotou o seu pedido? 
Agora confira uma possível resolução desse caso: 
Caneta ponta esférica, cor azul, corpo (parte externa) hexagonal 
poliestireno transparente, orifício para passagem de ar na lateral 
ou na topeteira, comprimento sem tampa mínimo 140mm - 
máximo 150mm, tampa antiasfixiante cor azul com clipe para 
fixação em bolso, topeteira (tampinha) totalmente embutida no 
corpo cor azul, tubo da carga transparente montado por encaixe, 
tinta à base de corantes orgânicos e solventes atóxica cor azul, 
ponta não retrátil em cobre ou latão, esfera de tungstênio diâmetro 
1,0mm, escrita sem falhas ou borrões, comprimento mínimo de 
traçado (escrita) 1100m, conformidade com norma NBR 15236 
(artigos escolares), referência: BIC CRISTAL, COMPACTOR , 
FABER CASTELL ou SIMILAR. 
 
SÍNTESE 
Caro aluno, nessa quinta aula da disciplina de Gestão da Cadeia 
de Suprimentos, você aprendeu sobre como se realizam os 
processos de seleção de fornecedores, de compras e de compras 
públicas por licitações. 
Aprendeu ainda sobre como ocorrem as relações 
interorganizacionais, ou seja, como as empresas se relacionam e 
como ocorrem as vendas e negociações entre elas. Foram temas 
que nos possibilitarão entender como ocorre o processo de 
abastecimento de materiais dentro da cadeia produtiva. 
Vamos finalizar nossa aula, com mais um vídeo do professor 
Nelson, disponível no material on-line. 
Até a próxima aula e bons estudos!!!! 
Referências 
ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora 
Intersaberes, Curitiba, 2015 
Seleção de Fornecedores. Disponível em: 
<http://www.cin.ufpe.br/~if717/Pmbok2000/pmbok_v2p/wsp_12.4.
html>. Acesso em: 31/05/2016. 
 
A importância da seleção de fornecedores no processo de 
compras. Disponível em: 
<http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/
277>. Acesso em: 01/06/2016. 
 
Conceito da Administração de Materiais. Disponível em: 
<http://www.portal-administracao.com/2013/12/administracao-de-
materiais-conceito.html. Acesso em 01/06/2016. 
 
Redes Colaborativas: Fundamentação Teórica. Disponível 
em: 
<http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialcolaborativas/pagina_2.
asp>. Acesso em: 31/05/2016. 
 
Relacionamento interorganizacional na cadeia de 
suprimentos: um estudo de caso na indústria da construção 
civil. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-
65132009000200012&script=sci_arttext>. Acesso em: 
31/05/2016. 
 
 
 
 
Gestão da Cadeia de Suprimentos 
 
 
 
 
 
Aula 06 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Nelson Tadeu Galvão 
CONVERSA INICIAL 
Olá, seja bem-vindo à sexta aula da disciplina de Gestão da 
Cadeia de Suprimentos. Nessa última aula, vamos aprender sobre 
os conceitos de demanda e preços, entender como se realizam as 
expedições da produção, armazenamento e acondicionamento do 
produto em embalagens adequadas para expedição. 
Vamos ainda aprender como se desenvolvem as parcerias 
estratégicas com intermediários de negócios, para atender o 
cliente melhor e com mais rapidez. Estudaremos também a 
integração da cadeia de distribuição, que nos possibilita entender 
o processo de produção desde a saída da fábrica até a entrega 
final ao cliente. 
Bons estudos! 
Para conhecer a estrutura da aula, assista ao vídeo do professor 
Nelson no material online! 
CONTEXTUALIZANDO 
 
O termo “canais de distribuição” foi, durante muito tempo, 
considerado apenas mais um dos componentes do composto 
mercadológico, juntamente com produto, preço e promoção. 
Entretanto, com as mudanças ocorridas nos últimos anos em 
termos de crescimento do poder dos distribuidores, avanços 
tecnológicos, necessidade de sustentação de uma vantagem 
competitiva, entre outrosfatores, a distribuição passou a ser vista 
como o maior meio de se conseguir avanço e crescimento no 
mercado (Rosemblom, 2002). 
 
Logo, os canais de distribuição vêm ganhando cada vez mais 
importância no meio empresarial e suas estruturas evoluem em 
termos de formatos e alternativas mais criativas e inovadoras. 
Com o aumento da concorrência nos diferentes mercados, uma 
estratégia de canais de distribuição bem planejada significa mais 
produtos nas prateleiras e, consequentemente, maior participação 
no mercado. 
 
De acordo com Stern et. al. (1996), a seleção dos canais de 
distribuição tende a ter, no futuro, uma atenção ainda maior dos 
executivos no esforço de ganhar vantagem competitiva sobre 
outras companhias. Para ele, os canais se estruturam de formas 
diferentes, visando principalmente a redução dos gastos. Mas, 
além dos fatores econômicos, os tecnológicos, culturais, físicos, 
sociais e políticos também influenciam a forma que eles são 
estruturados. 
 
As variáveis que interferem nestas escolhas podem muitas vezes 
estar subjacentes como, por exemplo, as percepções que os 
fabricantes têm de seus intermediários. A maneira como a 
empresa percebe e se relaciona com os membros do canal parece 
estar refletida em sua própria estrutura de distribuição, sendo este 
um fator diferencial em termos de competitividade. 
 
A empresa pode se comportar de forma a buscar sempre novas 
alternativas, considerando os intermediários como parceiros do 
seu negócio, ou, ao contrário, considerá-los “obstáculos” no 
alcance de seus objetivos. A forma como a empresa lida com o 
seu ambiente leva a diferentes escolhas estratégicas, podendo ser 
estas mais defensivas ou prospectivas (Miles et. al., 1978). 
 
Diante destes fatores, esperamos que o presente estudo lhe 
permita escolher e gerir os canais de distribuição mais adequados 
a cada situação. 
 
Saiba mais sobre esses conceitos assistindo ao vídeo do 
professor Nelson no material online! 
Demanda e Preço 
Demanda significa a quantidade de um bem ou serviço que os 
consumidores desejam adquirir por um preço definido em um 
mercado. A demanda pode ser interpretada como procura, mas 
não necessariamente como consumo, uma vez que é possível 
querer e não consumir um bem ou serviço, por diversos motivos. 
A quantidade de um bem que os compradores desejam e podem 
comprar é chamada de quantidade demandada, e depende de 
diversas variáveis que influenciam a escolha do consumidor pela 
compra ou não de um bem ou serviço, como preço, preço dos 
outros bens substitutos, a renda do consumidor e o gosto ou 
preferência do indivíduo. 
Demanda é o desejo ou necessidade apoiados pela capacidade e 
intenção de compra, e ela somente ocorre se um consumidor tiver 
um desejo ou necessidade e se possuir condições financeiras para 
suprir sua necessidade ou desejo. 
A demanda sempre influencia a oferta, ou seja, determina o 
movimento da oferta. A demanda pode, muitas vezes, ser sazonal, 
ou seja, aumenta ou diminui de acordo com uma estação, o 
momento da economia, a renda da população, etc. 
A lei da demanda indica que, em condições normais em um 
mercado, a quantidade demandada é inversamente proporcional 
ao preço do bem em questão. Ou seja, se um produto tem um 
preço baixo, provavelmente vai ter uma grande demanda. 
Quais são os tipos de demanda? 
Negativa: quando o bem não agrada os possíveis consumidores, 
que podem rejeitá-lo. Isso muitas vezes acontece quando uma 
marca ou produto é envolvido em algum escândalo. 
Inexistente: quando o bem é desconhecido ou o consumidor não 
enxerga utilidade em adquiri-lo. 
Latente: ocorre no caso de se verificar uma determinada 
necessidade, mas apesar de existir uma demanda, não existe um 
bem capaz de satisfazê-la. 
Declinante: é o caso de um produto que já teve uma alta 
demanda, mas que por algum motivo está decrescendo. 
Irregular: verifica-se quando um produto é sazonal, ou seja, é 
direcionado para uma ocasião específica do ano, e por isso a 
procura aumenta apenas nessa época. 
Plena: é a demanda considerada ideal pela organização, 
significando que os objetivos de venda previstos foram 
alcançados. 
Excessiva: quando a procura por um determinado bem ou 
produto excede a capacidade de resposta da empresa, não 
conseguindo satisfazer a todos. 
Agora vamos diferenciar dois termos que, via de regra, geram 
grandes confusões. Embora popularmente sejam tratados como a 
mesma coisa, são muito diferentes. Vamos entender essa 
diferença? 
 Valor: aquilo que o produto vale à luz do conhecimento do cliente. 
Totalmente subjetivo, pois depende da percepção do cliente. 
Preço: montante de dinheiro exigido em troca de algum produto 
ou serviço. 
Os preços determinam o nível da demanda: 
 Quanto maior o preço, menor a demanda; 
 Os preços devem ser estabelecidos em relação ao portfólio 
de produtos, ao ciclo de vida dos produtos e ao giro 
desejado. 
Métodos de fixação de Preços 
 Com base nos custos; 
 Com base na demanda prevista (ou valor percebido); 
 Com base na concorrência. 
Conceito de precificação 
Precificação é a atividade de marketing preocupada com a 
colocação de preços para novos produtos e o ajuste de preços 
para produtos existentes. 
Estratégia de precificação 
Estratégia de precificação é o elemento de tomada de decisão da 
empresa preocupado com o estabelecimento de preços que 
atrairão o mercado-alvo, permitindo assim alcançar os objetivos 
de lucro. 
Aspectos de distribuição e logística que afetam a precificação 
Para empresas que trabalham em mercados amplos: 
internacional, nacional ou regional, as considerações sobre custos 
de distribuição e logística na determinação dos preços, são de 
importância crucial, pois: 
 Determinar um preço único significa penalizar o consumidor 
próximo e subsidiar o consumidor distante. 
 Determinar o preço de forma centralizada pode significar 
perder competitividade face a competidores locais em 
pontos mais remotos. 
Assim, aspectos como centralização e flexibilidade são 
considerações obrigatórias para esse tipo de empresa. A seguir 
discrimina-se algumas práticas que, muitas vezes, são 
determinadas pelo próprio tipo de atividade. 
Precificação baseada na distribuição: método usado na 
precificação, projetado para recuperar ou compensar os custos 
associados com a remessa de bens para os clientes distantes. 
Precificação a partir de um ponto básico: método de 
precificação em que são cobrados dos clientes os custos de frete 
a partir de um ponto básico; o ponto básico pode ser 
arbitrariamente escolhido, mas a localização da fábrica da 
companhia ou de sua central de distribuição são comumente 
usadas. 
Precificação de absorção de frete: método de precificação em 
que o fabricante absorve parte ou todos os custos de frete 
envolvidos no transporte dos bens para os clientes. Na verdade, 
embora o custo da distribuição não esteja explicitado no preço, 
com certeza ele é pago pelo cliente. 
Precificação na entrega: método de precificação em que o preço 
final para o comprador é ajustado de modo a incluir os custos de 
transporte. O vendedor fica com a responsabilidade de 
providenciar a entrega, mas adiciona o custo ao preço cotado. 
Leitura obrigatória 
Faça uma leitura do capítulo “Gestão de preço e receita em uma 
cadeia de suprimentos”, da obra Gestão da Cadeia de 
Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Sunil 
Chopra e Peter Meindl, Editora Pearson. 
Assista também o vídeo sobre precificação de produtos indicado 
a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=C1CLlAcikCEE para completar esse tema, assista ao vídeo do professor Nelson 
no material online! 
Expedição 
O controle de estoque e a expedição são as áreas que podem ser 
consideradas o coração da empresa, pois são através delas que 
conseguimos mandar a mercadoria correta solicitada pelo cliente, 
atendendo as suas exigências: a qualidade do produto e o prazo 
prometido. 
A expedição é uma atividade de armazém que se realiza a 
mercadoria ser devidamente embalada e inclui as seguintes 
tarefas (Tompkins et al., 1996, p. 393): 
 Verificar se o que o cliente pediu está pronto para ser 
expedido; 
 Preparar os documentos da remessa (informação relativa 
aos artigos embalados); 
 Verificar a pesagem, para determinar os custos de envio da 
mercadoria; 
 Juntar as encomendas por operador logístico 
(transportadora); 
 Carregar os caminhões (tarefa muitas vezes realizada pelo 
transportador). 
Atividades de expedição 
Podem ocorrer problemas no planejamento da expedição de 
materiais do armazém se as transportadoras logísticas que 
intervêm nesta atividade não forem devidamente escolhidas. 
A posição das transportadoras e as suas características são 
fatores importantes que influenciam a expedição, de tal modo que 
as transportadoras são vistas como parte integrante do armazém. 
Consequentemente, todas as tarefas da transportadora são 
incluídas no planejamento da expedição. 
A atividade de expedição começa e acaba quando a 
transportadora passa a linha da propriedade do armazém 
(Tompkins et al., 1996, p. 394-395). 
As atividades necessárias para a expedição são: 
 Agregar e embalar a encomenda; 
 Ordenar e verificar a encomenda; 
 Comparar a guia de remessa com a encomenda; 
 Identificar o veículo; 
 Bloquear as rodas do veículo; 
 Posicionar e fixar a dockboard; 
 Carregar o veículo; 
 Entregar a documentação necessária ao motorista; 
 Despachar o veículo. 
Algumas características importantes do armazém para a 
expedição: 
 Fluxo de materiais linear entre os veículos, zona de 
ordenação de mercadoria e áreas de armazenagem; 
 Fluxo contínuo sem paragens (congestionamentos) 
excessivos; 
 Uma área concentrada de operações, que minimize a 
movimentação de materiais e aumente a eficiência da 
supervisão; 
 Movimentação eficiente de materiais; 
 Operações seguras; 
 Minimização de estragos; 
 Facilidade de limpeza. 
Planejamento do espaço para a expedição 
Apesar da atividade de expedição ser uma das responsáveis pela 
eficiência e eficácia de um armazém, ela se caracteriza por ser 
uma área frequentemente negligenciada dentro do próprio 
armazém, principalmente pela falta de um espaço adequado para 
essa atividade. 
Assim sendo, o procedimento a seguir ajuda na definição 
apropriada desse espaço destinado à expedição: 
 Definir os materiais a serem expedidos; 
 Determinar as necessidades de docas de expedição; 
 Determinar a necessidade de espaços para a 
movimentação de veículos; 
 Determinar espaços para a manobra dentro do armazém; 
 Determinar as necessidades de atividades destinadas às 
docas. 
Espaço para manobras dentro da área de expedição 
O espaço para manobras dentro de uma doca consiste em dois 
componentes: o espaço para a plataforma niveladora, permitindo 
o acesso dentro e fora do veículo, e um corredor para manobras, 
para garantir o acesso à área. A plataforma niveladora nada mais 
é do que um equipamento usado para ajustar a altura da doca à 
altura da carroceria do caminhão, e o espaço utilizado por esse 
equipamento vai depender da diferença de altura entre doca e 
caminhão. 
Necessidade de área de estocagem de expedição 
A área de estocagem em um departamento de expedição funciona 
como um local onde os materiais são armazenados durante a 
transferência entre o armazém e a empresa transportadora. 
Assim, a área intermediária permite o acúmulo das mercadorias 
de saída, assegurando que o material apropriado será expedido 
no veículo certo e ao usuário certo. O espaço intermediário 
suficiente será crítico para a realização eficaz da atividade de 
expedição, dependendo das características das cargas a serem 
expedidas. 
Um maior grau de administração sobre as atividades realizadas 
dentro desse espaço físico dependerá de um amplo controle de 
chegadas e saídas de veículos na expedição. Nesse caso, a 
quantidade de espaço intermediário será tipicamente mínima. 
Planejamento do espaço para estocagem 
Em um armazém, a maior parte de seu espaço será destinada à 
estocagem. Um elemento crítico para o planejamento do armazém 
é a determinação das necessidades de espaço para a estocagem 
de vários materiais. Existem passos a serem seguidos para definir 
de maneira correta esses espaços: 
 Definir os materiais a serem estocados; 
 Determinar a filosofia apropriada de estocagem; 
 Determinar as necessidades de espaço para os métodos 
alternativos de estocagem. 
Definir os materiais a serem estocados 
É necessário que se defina os estoques extremos (máximo e 
mínimo) esperados para cada categoria de materiais. Dentro 
desse âmbito existem três filosofias básicas de estocagem: 
Estocagem com localização aleatória: qualquer unidade de 
estoque pode ser armazenada em qualquer espaço disponível. 
 
Estocagem com localização definida: a unidade de estoque 
deve ser impreterivelmente armazenada em um local previamente 
especificado. 
Estocagem com localização combinada: há o envolvimento de 
ambas as filosofias, sendo que a estocagem excessiva deve ser 
armazenada em qualquer espaço disponível, e uma estocagem 
menor deve ser armazenada em um local definido. 
Conclui-se que deve-se obter sempre uma organização nos 
pedidos e nos estoques, para manter sempre o controle e manter 
a atenção na hora de expedir os produtos. 
Para aprofundar seus estudos sobre logística, não deixe de ler o 
artigo sobre planejamento do espaço para a recepção e para a 
expedição a seguir: 
https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Gest%C3%A3o_d
e_armaz%C3%A9ns/Recep%C3%A7%C3%A3o_e_expedi%C3
%A7%C3%A3o/Planeamento_do_espa%C3%A7o_para_a_recep
%C3%A7%C3%A3o_e_para_a_expedi%C3%A7%C3%A3o 
E complementando o tema, assista ao vídeo sobre logística de 
distribuição a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=9BCO_4o6jLs 
Saiba mais sobre esses conceitos assistindo ao vídeo do 
professor Nelson no material online! 
Embalagens 
A embalagem tornou-se um item fundamental na vida de qualquer 
pessoa, principalmente nas atividades de empresas. 
O desenvolvimento da embalagem, pode dizer-se, se deveu à 
necessidade de armazenar os bens necessários à sobrevivência, 
como a água e os alimentos. Portanto, a evolução da embalagem 
acompanhou a evolução da espécie humana. 
Hoje em dia, as embalagens estão presentes em todos os 
produtos, com formas e funções variadas, acompanhando a 
evolução das tecnologias utilizadas para a sua criação, que vão 
tornando-as cada vez mais eficientes e práticas. 
A embalagem é um item de grande importância para a logística, 
pois é essencial para atingir o objetivo logístico de disponibilizar o 
produto no tempo certo, em condições adequadas e ao menor 
custo possível. 
Os materiais de embalagem se destinam a reunir e guardar 
materiais que serão embalados. Em outras palavras, o material 
que deverá ser embalado no material de embalagem. O material 
de embalagem pode ser um acondicionamento da carga. 
Os materiais de embalagem mais importantes são caixas, 
containers, gaiolas e paletes. 
 
Uma embalagem tem como obrigação cumprir quatro funções 
vitais que são a proteção, conservação, informação e a funçãoassociada ao serviço ou à conveniência na utilização e consumo 
final do produto (Poças et al., 2003, p. 5-10). Veremos cada uma 
delas a seguir. 
Proteção 
Como função primária, a embalagem deve proteger o produto dos 
danos que ocorrem durante o empilhamento dos produtos, como 
choques, vibração e compressão, danos esses que são 
designados como físico-mecânicos e têm maior probabilidade de 
acontecerem no circuito de transporte e distribuição. 
Tipicamente, estes danos de natureza física e mecânica não 
colocam em questão tanto a segurança do produto, mas sim a sua 
qualidade, visto que, quando a proteção que a embalagem fornece 
não é a mais indicada para o produto em questão, existe a 
hipótese de se perder o produto parcialmente ou totalmente, 
tornando-o impróprio para consumo. 
Conservação 
De forma a prolongar a vida útil e diminuir as perdas de produto 
por deterioração, as embalagens têm que controlar certos fatores 
ambientais, tais como a umidade, o oxigênio, a luz e barrar com 
eficiência os microorganismos que se encontram na atmosfera 
sobre qual a embalagem se encontra envolta, prevenindo desta 
forma que se desenvolvam no produto. (Conceitos, 2003, p. 3-4). 
De maneira a não por em risco a integridade do consumidor, a 
embalagem tem que ser fabricada em materiais que não possam 
ser transferidos para o produto em quantidades que ponham em 
risco a saúde dos consumidores ou que possam alterar as 
características organolépticas do produto. 
Informação 
O local onde toda a informação referente ao produto se encontra 
é na embalagem: informação de distribuição, venda e para o 
próprio consumidor. Respectivamente à informação destinada ao 
consumidor, a informação requerida pela legislação da rotulagem 
alimentar tem que estar incluída na embalagem, como a 
designação e tipo do produto, o responsável pela colocação no 
mercado, a lista de ingredientes e a quantidade líquida, a data de 
consumo, a identificação do lote, as condições de conservação e 
de preparação ou utilização (Poças et al., 2003, p. 7-9). 
Principais tipos de materiais usados para confecção de 
embalagens: 
Vidro: é um material inerte, de várias formas e tamanhos, com 
elevada resistência à tração vertical, reutilizável e reciclável e boa 
barreira física contra o ambiente. Vidro para embalagens: 
garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro 
comum nas cores branca, âmbar e verde. 
Metal: boa resistência mecânica, resistente a baixas e elevadas 
temperaturas, boa barreira física contra o ambiente, reciclável e 
facilidade de separação dos resíduos. 
Plástico: material leve, inquebrável e pode ser combinado com 
papel, alumínio e outros plásticos. 
Papel: o papel é um material de baixo custo com resistência baixa 
a altas temperaturas e baixo peso reciclável, além de baixo nível 
de proteção. 
Principais tipos de embalagem 
A inovação tecnológica deu início ao renascimento da embalagem 
para fins logísticos. As empresas estão pesquisando, cada vez 
mais, materiais e formas alternativas de embalagem menos caras 
e mais criativas. Vamos conhecer algumas delas: 
Sleeves é um tipo de embalagem aplicada sobre garrafas, frascos 
e potes, constituída por um rolo de fita termo-encolhível (depois de 
exposto a uma forma de calor, permite que se adapte à forma da 
embalagem primária: garrafa, pote, etc). Este tipo de embalagem 
teve grande sucesso entre as grandes empresas, sendo usada em 
todo tipo de produtos, principalmente nas indústrias de lacticínios 
e de refrigerantes. 
Embalagem por acolchoamento é um tipo de proteção 
tradicionalmente utilizado por empresas de mudanças, sendo ideal 
para embalar produtos de forma irregular. A embalagem por 
acolchoamento tem sucesso em empresas que prestam serviços 
especiais de transportes e não recorrem ao uso de caixas. 
Embalagens retornáveis sempre fizeram parte dos sistemas 
logísticos, sendo geralmente de aço ou plástico. A decisão de 
investir em um sistema de embalagem retornável requer estudo 
da quantidade de ciclos de embarques e de custos de transporte 
versus custos de compra e descarte de embalagem sem retorno, 
bem como os custos futuros de separar, rastrear e limpar as 
embalagens para reutilização. 
Paletes podem ser de madeira, plásticos e refrigerados. Os 
paletes exigem grandes investimentos, pois se mal construídos 
podem se desfazer e causar avarias nos produtos. Existem 
estudos para aperfeiçoamento de paletes de material plástico e 
refrigerado, uma vez que possuem as mesmas funções dos 
antigos paletes de madeira, mas com vida útil e resistência 
maiores. 
Embalagem shrink-wrap é uma embalagem à vácuo. Ela é 
executada colocando-se uma película pré-esticada sobre a carga 
unitizada de embalagens secundárias, que é encolhida por meio 
de aquecimento para fazer as embalagens aderirem à plataforma 
como um volume único. 
Embalagem stretch-wrap é uma embalagem também à vácuo. Ela 
é executada envolvendo-se a carga a uma película plástica 
esticada, fazendo-se a carga rodar e ser envolvida pela película, 
o que resulta em uma carga única, embalada sob pressão. 
Para aprofundar o seu estudo leia o artigo a seguir, sobre a 
importância da embalagem para o produto. 
http://casadaconsultoria.com.br/a-importancia-da-embalagem-do-
produto/ 
Assista também ao vídeo do professor Nelson no material online! 
Parcerias estratégicas na distribuição 
O Canal de Distribuição é o caminho escolhido por uma empresa 
para fazer seus produtos chegarem aos consumidores certos no 
local e no momento exato. 
Ou seja, canal de distribuição é a área do Marketing encarregada 
de colocar o produto adequado no momento e no local em que ele 
for necessitado pelos consumidores. 
Essas atividades começam quando a organização opta pelo tipo 
de canal que será usado para distribuir fisicamente seus produtos. 
Trata-se de uma importante etapa, pois sem uma estrutura de 
distribuição eficaz uma empresa terá dificuldades de atingir seu 
público-alvo, mesmo comercializando bons produtos. 
As pessoas têm cada vez menos tempo e apesar de o ato da 
compra ser algumas vezes interessante, os consumidores 
racionalizam o tempo gasto nessa atividade. Dessa forma, pode-
se dizer que a principal função de um Canal de Distribuição é fazer 
com que o produto chegue rapidamente ao local em que os 
consumidores esperam encontrá-lo. 
Mas colocar os produtos no lugar certo quando os consumidores 
se dispuserem a adquiri-los varia conforme o público-alvo e o tipo 
de produto comercializado. Veremos a seguir algumas estratégias 
de distribuição mais utilizadas pelas organizações. 
Sistema de Distribuição Direta 
A empresa não usa intermediários, pois ela vende seus produtos 
diretamente aos consumidores finais, ou seja, o produtor tem o 
controle total das atividades mercadológicas até o recebimento 
dos produtos pelos consumidores finais. Exemplos de sistemas de 
distribuição direta são o sistema de venda porta a porta. 
No Brasil, algumas organizações utilizam o sistema porta a porta 
com sucesso, como Avon, Natura e Pierre Alexander. Para 
comercializarem produtos, essas empresas utilizam promotoras 
autônomas como revendedoras e não vendedores contratados 
como funcionários. 
A vantagem desse sistema é que o fabricante exerce maior 
controle no processo de comercialização, e a principal 
desvantagem é o alto custo de estruturar o sistema logístico de 
distribuição. 
Sistema de Distribuição Exclusiva 
Nesse sistema, a empresa utiliza um ou poucos intermediários 
exclusivos, a fim de atender a segmentos específicos do mercado 
consumidor. Os intermediários podemser representantes 
comerciais que levam o produto aos pontos do varejo ou redes de 
lojas que tenham exclusividade na distribuição do produto. 
Uma das principais vantagens desse sistema é que ele permite 
uma parceria com a rede de distribuição que trabalha apenas com 
a marca do fabricante. Além disso, possibilita uma rápida 
expansão dos fabricantes, pois eles não precisam investir na 
formação dos pontos de venda e concentram seus recursos 
financeiros na produção. 
Após garantir grande fluxo de consumidores, as lojas se tornam 
atrativas para outros produtos que sejam vantajosos para aqueles 
consumidores. Por exemplo, eventualmente, o McDonald's 
promove eventos voltados para seu público alvo realizados em 
conjunto com fabricantes diversos. Isso só é possível devido ao 
fluxo garantido que a rede de lojas assegura a seus parceiros 
nessas promoções. 
Sistema de Distribuição Intensiva 
Visa colocar o produto no maior número possível de pontos de 
venda e é adequado para produtos de alto consumo, de compra 
frequente e preços unitários relativamente baixos. Disponibilizar o 
produto onde os consumidores esperam encontrá-lo é 
fundamental para bens de conveniência, pois é muito comum o 
consumidor trocar de marca caso não encontre a desejada. 
Os pontos de venda podem ser atingidos por equipes de venda 
dos próprios fabricantes, por representantes comerciais ou 
atacadistas distribuidores. Muitas organizações utilizam equipes 
próprias para atender grandes varejistas como hipermercados e 
redes de supermercados. 
Por outro lado, o restante do varejo pode ser coberto via 
atacadistas e/ou representantes comerciais sem vínculo 
empregatício. A BIC, a Coca-Cola, a Pepsico, a Unilever e a 
Gillette, por exemplo, utilizam esse sistema de distribuição. 
E-Commerce 
O e-commerce, que em português significa comércio eletrônico, é 
uma modalidade de comércio que realiza suas transações por 
meio de dispositivos e plataformas eletrônicas, como 
computadores e celulares. Um exemplo desse tipo de comércio é 
comprar ou vender produtos em lojas virtuais. 
No início, o e-commerce era utilizado basicamente para vender 
bens tangíveis com valores modestos, como livros e CDs. Hoje, é 
utilizado para comercializar desde produtos que custam milhões, 
como iates, carros de luxo e mansões, até produtos que há pouco 
tempo eram inimagináveis pela sua incompatibilidade com este 
tipo de comércio, como roupas, perfumes e alimentos. 
Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 8 do livro “Logística 
e cadeia de suprimentos – o essencial”, de Paulo Sérgio 
Gonçalves, editora Manole. 
As parcerias também são muito importantes para as empresas. 
Para compreender isso melhor, recomendamos o vídeo a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=5JdKeCmK9e8 
Assista também ao vídeo do professor Nelson no material online! 
Integração das cadeias de suprimentos para competição 
A busca da integração da cadeia de suprimentos tem sido tema de 
crescente importância nos últimos anos para as empresas, pois se 
apresenta cada vez mais como ponto estratégico para garantia de 
qualidade dos produtos e serviços, redução de custos, aumento 
de flexibilidade e agilidade na resposta às crescentes exigências 
do mercado (FIGUEIREDO, 2003). 
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (SCM), mais do que 
uma nova expressão para o conceito de logística (LAMBERT, 
COOPER & PAGH, 1998), é a integração dos processos de 
negócios, desde o fornecedor original até o usuário ou cliente final, 
gerando produtos, serviços e informações que agregam valor para 
o consumidor. 
A forte competição global existente no mercado evidencia a 
necessidade de maior agilidade, eficiência, segurança e rapidez 
no fluxo de informações entre os membros integrantes da cadeia 
de suprimentos. 
A tendência a não verticalizar a cadeia de suprimentos faz com 
que as empresas dependam cada vez mais dos outros membros 
de sua cadeia, pois uma empresa já não concorre com outra 
individualmente, mas sim as cadeias de suprimentos de seus 
produtos concorrem com a cadeia de suprimentos de seus 
concorrentes. 
As empresas entraram em uma era em que o sucesso final de uma 
corporação depende, necessariamente, da habilidade dos 
gestores em integrar as empresas que estão participando de sua 
rede de relacionamentos (LAMBERT, COOPER & PAGH, 1998). 
Segundo Chopra e Meindl (2003), uma cadeia de suprimento 
engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, no 
atendimento eficiente de um pedido de um cliente. A cadeia de 
suprimentos não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas 
também transportadoras, depósitos, varejistas e intermediários e 
os próprios clientes. 
Outro fator positivo obtido no processo de integração da cadeia de 
suprimentos apontado por Chopra e Meindl (2003) é a 
congruência dos objetivos, pois, se conquista um alinhamento 
mais natural entre incentivos e finalidades ao qual cada parte visa 
a um resultado conjunto em vez do resultado individual. 
Lambert, Cooper & Pagh (1998) mostram alguns outros 
componentes que devem ser analisados pelas empresas 
participantes do processo de integração da cadeia de 
suprimentos: 
a) O planejamento e controle das operações, sendo que, quanto 
mais integrado for o planejamento, maiores serão os benefícios 
percebidos na integração; 
b) Estrutura de trabalho e de atividades, que indica como as 
tarefas da empresa são realizadas, sendo que, quanto maior o 
nível de integração das atividades, melhor será a integração; 
c) Estrutura organizacional, que consiste em identificar como é a 
estrutura da organização da empresa e da organização da cadeia; 
d) Estrutura do fluxo do produto, que consiste em analisar a 
estrutura da rede de aquisição, produção e distribuição ao longo 
da cadeia; 
e) Estrutura do fluxo de comunicação e informação, que consiste 
em identificar qual o tipo de informação é compartilhado e a 
frequência de compartilhamento. 
Em uma cadeia de suprimentos típica, matérias-primas são 
compradas, produtos são manufaturados em uma ou mais 
fábricas, transportados para depósitos para fins de 
armazenamento temporário e então transportados para varejistas 
e clientes. 
Desta forma, para reduzir custos e melhorar os níveis de serviço, 
as estratégias eficazes de gestão da cadeia de suprimentos 
precisam contemplar as interações entre seus diferentes níveis. 
A cadeia de suprimentos, também chamada de rede logística, 
consiste em fornecedores, centros de produção, depósitos, 
centros de distribuição, varejistas, matérias-primas, estoques de 
produtos em processo e produtos acabados que se deslocam 
entre as instalações. 
Na análise da cadeia de suprimentos é preciso considerar os 
fornecedores dos fornecedores e os clientes dos clientes, pois eles 
exercem impacto no desempenho da cadeia. Uma vez que a 
cadeia de suprimentos gira em torno da integração eficiente entre 
fornecedores, fabricantes, depósitos e lojistas, ela engloba as 
atividades de uma empresa em diversos níveis, desde o 
estratégico até o tático e operacional. 
Os custos globais do sistema, desde o transporte e a distribuição 
até os estoques de matérias-primas, estoques em processo e de 
produtos acabados precisam ser minimizados e a integração da 
cadeia é uma maneira de tornar isso possível. 
Para avaliar o grau de integração da cadeia de suprimentos são 
analisados os principais processos de negócio, seus respectivos 
membros-chave, o fluxo de informações e as medidas de 
desempenho utilizadas. Considerando que o processo de 
integração da cadeia de suprimentos é bastante complexo, 
integrar e gerenciaros processos da cadeia de suprimentos por 
completo é muito difícil ou até mesmo impossível. 
Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 5 do livro Gestão da 
Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, 
de Sunil Chopra e Peter Meindl, editora Pearson. 
Para maiores informações sobre esse tema e o entendimento da 
importância da cadeia de suprimentos, assista ao vídeo a seguir: 
https://www.youtube.com/watch?v=caWCSmj3wy0 
E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor 
Nelson no material online! 
 
 
TROCANDO IDEIAS 
Estudo de embalagens é um tema amplo, pois envolve não só 
acondicionamento para proteção do produto, mas também 
aspectos de design e atratividade para o consumidor. 
Amplie os seus conhecimentos sobre esse tema, pesquisando a 
respeito, usando a internet e bibliografias especializadas que você 
possa ter acesso. 
Depois de realizar a sua pesquisa, procure compartilhar os pontos 
chaves levantados com os seus colegas de turma, postando os 
resultados no fórum da disciplina. 
Sabemos que o preço é a principal variável para a demanda. 
Pesquise como isso ocorre buscando em livros, internet ou na 
prática em empresas que você conhece como ocorre essa 
relação. Compartilhe as conclusões obtidas com seus colegas no 
fórum da disciplina. 
NA PRÁTICA 
Considere a seguinte situação em determinada empresa: 
Após entrevista junto ao diretor da R.A. foi verificado que, no 
âmbito macro, a principal dificuldade do processo de integração 
da cadeia de suprimentos é a questão do choque cultural, que 
ocorre quando duas empresas de localidades diferentes buscam 
o desenvolvimento do trabalho de parceria. 
Na maioria das vezes é bastante difícil quebrar o velho paradigma 
de se trabalhar de forma isolada na cadeia de suprimentos. 
Levando-se em consideração a importância e os benefícios do 
trabalho em regime de parceria, essa quebra de paradigma é 
extremamente necessária, pois, caso contrário, a cadeia de 
suprimentos continuaria trabalhando nos moldes do passado, em 
que cada membro participante da cadeia buscava seu resultado 
independentemente dos outros elos. 
Como consequência da manutenção do paradigma do “cada um 
por si”, observa-se o acúmulo de custos ao longo da cadeia, o que 
faz com que o cliente pague mais caro pelos produtos e serviços. 
Em função do exposto até aqui, cite algumas vantagens que 
poderiam resultar da integração da cadeia de suprimentos. 
Confira a resolução desse caso no material online! 
SÍNTESE 
Prezados alunos, concluímos aqui a nossa sexta e última rota de 
aprendizagem da disciplina de Cadeia de Suprimentos. 
Aprendemos os conceitos de demanda e preços e entendemos 
como se realizam as expedições de matérias produzidas, com 
armazenamentos e o acondicionamento do produto em 
embalagens adequadas para expedição. 
Vimos ainda como se desenvolvem as parcerias estratégicas com 
intermediários de negócios, para atender o cliente melhor e com 
mais rapidez na entrega do produto ao cliente. Estudamos 
também sobre a integração da cadeia de distribuição, que nos 
possibilita entender como ocorre o processo de saída do produto 
da produção até chegar às mãos dos clientes. 
Vamos finalizar nossa aula, com mais um vídeo do professor 
Nelson, disponível no material on-line. 
Até a próxima aula e bons estudos!!!! 
Referências 
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STP_069_4
92_12109.pdf 
ABEVD, Armazém Vertical, acedido em 09 de maio de 2008, em 
www.abevd.org.br. 
MOURA, R. A. Armazenagem: Do Recebimento à Expedição 
em Almoxarifados ou Centros de Distribuição. São Paulo: 
Manual de Logística - IMAM. Vol. 2, 1997. 
 
MOURA, R. A. Sistemas e Técnicas de Movimentação e 
Armazenagem de Materiais. São Paulo: Manual de Logística - 
IMAM. Vol. 1, 1997. 
 
http://help.sap.com/saphelp_46c/helpdata/pt/c8/a44b7a9f3211d2
858d0000e81ddea0/content.htm 
https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Embalagem/Mater
iais_de_embalagem 
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/principais-
canais-de-distribuicao/56942/ 
Santos, S. Lopes; Silva, A. Lago. Opções Estratégicas e 
estruturação de Canais de distribuição: estudos de caso. 
UFSCar. 
http://www.paulorodrigues.pro.br/arquivos/Atividade_Previa_10_L
GC.pdf 
Afonso, T.; Avaliando a Integração em Cadeias de 
Suprimentos: um estudo de caso no setor automobilístico.