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Defina ECR ECR: Estratégia de gestão do canal de distribuição em que os fornecedores, atacadistas e varejistas trabalham de forma integrada para eliminar ineficiências e reduzir custos excessivos, com o objetivo de atender às necessidades e expectativas dos consumidores e maximizar a eficiência dos negócios para as partes envolvidas em uma negociação. Cite as etapas de um processo de venda industrial B2B. 1. Prospecção de clientes 2. Marcação de entrevistas 3. Planejamento e desenvolvimento da apresentação de vendas 4. Dramatização da apresentação de vendas 5. Controle das objeções 6. Fechamento das vendas Qual objetivo primordial do armazenamento. O objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais eficiente possível. Um dos elos importantes de uma cadeia de suprimentos são os fornecedores. Desta forma precisam ser selecionados de forma adequada e para tanto há uma serie de fatores a serem observados. Cite e explique dois fatores que influenciam a seleção dos fornecedores? Habilidade técnica: muitas vezes, o comprador depende do fornecedor no sentido de que ele forneça as melhorias de produto que poderão aumentar ou reduzir o custo dos produtos comprados. Confiabilidade: Ao selecionar um fornecedor, é desejável que se escolha um fornecedor confiável, reputado e financeiramente sólido. Serviço pós-venda: Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará de peças de reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um bom serviço de atendimento pós-venda. Preços: O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos. O que não significa necessariamente o menor preço. Agregar e embalar a encomenda; Ordenar e verificar a encomenda; Comparar a guia de remessa com a encomenda; Identificar o veículo; Bloquear as rodas do veículo; Posicionar e fixar a dockboard; Carregar o veículo; Entregar a documentação necessária ao motorista; Despachar o veículo. Cliente, planejamento, compras, inventario, produção e transporte 1 núcleo em que são encontradas as materias primas, o processamento e a fabricação de componentes. 2 núcleo em que ocorrem a fabricação, a montagem e a distribuição. 3 núcleo em que são situados o sistema de armaenagem, os atacadistas, os varejistas e os consumidores. nacional: comparar regiões de um mesmo pais que apresentam resultados extremos, mesmo que a distancia não seja um fator preponderante. individual: comparar pessoas da mesma região, credo religiosa, formação academica, com maior ou menor experiencia profissional, sendo familiares ou desconhecidas. organizacional: comparar departamentos ou setores que deveriam seguir as mesmas orientações da empresa, mas apresentam resultados diferentes de surpreendentes são: estratégicos, tatico e operacional. tatico: as decisões taticas são concentradas na adoção de medidas que possibilitem produzir beneficios do tipo benchmarking na entradavarias camadas de fornecedores. operacional: decisões operacionais são feitas a cada dia em negocios que afetam a maneira de os produtos se moverem ao longo da SC, envolvendo alterações na programação de marketing para produção, nos acordos e ajustes entre compras e fornecedores, na emissão de pedidos. quando consideramos uma cadeia de suprimentos, devemos levar em conta todas as etapas envolvidas no atendimento as necessidades do cliente, direta ou indiretamente não somente os fabricantes mas tambem os demais envolvidos como transportadores, centro de distribuição, intermediarios e varejistas. Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos O Supply Chain Management (SCM), gerenciamento da cadeia de suprimentos, é um conjunto de atividades e processos utilizados por diversas empresas para o desenvolvimento de produtos e serviços que atendam adequadamente ao consumidor final. Para tanto há a necessidade de colaboração de várias áreas para com a cadeia. Leia as afirmações a seguir sobre estas colaborações e depois assinale a opção correta. I. Colaboração do processo produtivo de cada empresa participante da cadeia de suprimentos. II. Colaboração das empresas que fazem parte do canal de distribuição desta cadeia. III. Colaboração dos fornecedores em relação à empresa focal da cadeia de suprimentos. Nota: 20.0 A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente a afirmação III está correta D As afirmações I, II e III estão corretas Você acertou! De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1 Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos As embalagens são tão importantes na cadeia de suprimentos devido a sua onipresença em todas as etapas logísticas, da produção à entrega do produto ao consumidor. Para que as mesmas não apresentem nenhum problema e cumpram sua função, é preciso que os responsáveis pensem em diversos fatores como o armazenamento, manuseio, movimentação interna e transportes dessas embalagens. Uma embalagem muito grande e pesada, causará dificuldades de manuseio, podendo atrapalhar e encarecer os custos para a sua locomoção, por exemplo. A escolha das embalagens pode impactar diretamente na eficiência de todo o processo, se for feita da forma correta, pode garantir o sucesso da cadeia de suprimentos através da economia, eficácia e satisfação do cliente. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/dino/com-promessa-de-melhoria-setor-logistico-deve-investir-em-embalagens-shtml/ para fins acadêmicos. De forma a garantir este sucesso, as empresas que compõe a cadeia de suprimentos devem lembrar que os produtos embalados passam por três fases de manuseio. Observe as afirmações a seguir sobre estas fases: I. O produto é manuseado no local da produção, quando será embalado e armazenado; II. O produto é manuseado em seu transporte, quando sofrerá os efeitos do seu deslocamento de um ponto a outro, incluindo os transbordos; III. O produto é manuseado no momento de sua fabricação, dentro do processo produtivo. Nota: 20.0 A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente a afirmação III está correta D Somente as afirmações I e II estão corretas Você acertou! De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 2, em sua p.25 Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos Existem vários tipos de processos produtivos, cada um deles com características próprias. Observe alguns destes processos e relacione à sua característica. A seguir, marque a opção correta: Nota: 20.0 A 1-2-3-4 B 2-3-1-4 C 4-1-3-2 D 3-2-4-1 Você acertou! De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1, em suas p.13 e 14 Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos A falta de produtos em estoque é um problema para as organizações, mas o contrário — o excesso de produtos — também é prejudicial. O excesso implica em maiores custos, e possivelmente maiores perdas (em especial para produtos perecíveis). Compartilhar seus sistemas da cadeia de suprimentos com seus fornecedores pode acabar com esse problema, uma vez que eles devem produzir e entregar de acordo com seus números de controle, à medida que seus estoques forem atingindo níveis mais baixos. Para que isso funcione de maneira eficiente, é preciso contar com a tecnologia, para que o fornecedor tenha acesso à sua base de dados. Os processos de ambas as organizações devem estar conectados, pois, caso não estejam em sincronia e vocês estejam contando somente com essa plataforma, a disponibilidade e a demanda estarão descasadas. Adaptado de http://exame.abril.com.br/pme/7-dicas-para-melhorar-a-logistica-do-seu-negocio/ para fins acadêmicos. Tendo em vista esta situação, cabe àempresa focal fazer uma boa seleção de seus fornecedores. Assinale a opção que especifica, quanto à conectividade, o aspecto a ser analisado pela empresa focal em relação a um possível fornecedor: Nota: 20.0 A O fornecedor tem capacidade para oferecer preços competitivos B O fornecedor está próximo da empresa focal C O fornecedor possui habilidade técnica para fornecer o produto D O fornecedor é confiável, reputado e financeiramente sólido Você acertou! De acordo com o material de impressão da Aula Teórica 1, em suas p.10 e 11 Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos A gestão da cadeia de suprimentos possibilita a criação de valor por meio da integração dos seus diferentes elos. Ela envolve os fornecedores em diferentes níveis, a empresa-base responsável pelo produto e uma estrutura de distribuição. Partindo do pressuposto que todos os elos colaboram para o alcance dos objetivos, se percebe que a cadeia de suprimentos é a nova base para a competitividade pois: Nota: 20.0 A É na cadeia de suprimentos que se dá a concorrência atual. B Cada elo da cadeia participa de forma isolada na busca de ser melhor que o concorrente. C A logística pode responder por um produto em conformidade com o que o cliente busca. D Para ser competitivo basta ter força de vontade. Você acertou! É na cadeia de suprimentos que se dá a concorrência atual Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos O dono da Maersk Line, maior transportadora de contêineres do mundo, disse que seus sistemas de informática estavam entre os afetados pelo ataque cibernético global do vírus Petya, causando problemas no processamento de pedidos e atrasando as cargas. A dinamarquesa A.P. Moller-Maersk disse que a extorsão virtual, que interrompeu negócios em todo o mundo, também causou congestionamentos em alguns dos 76 terminais portuários operados pela APM Terminals braço da Maersk, incluindo os Estados Unidos, Índia, Espanha e Holanda. Quando o ataque começou na Europa, a empresa decidiu desativar alguns sistemas por precaução e usou canais alternativos para atender pedidos manualmente e para se comunicar com clientes. Adaptado de https://extra.globo.com/noticias/economia/ataque-cibernetico-atinge-transportadora-maersk-atrasa-cargas-21529969.html para fins acadêmicos. Este foi um exemplo de que o processamento de pedidos é um dos quesitos relevantes na cadeia de suprimentos. Observe as seguintes afirmações sobre o assunto: I. Sem o processamento de pedidos não é possível ter a comunicação ao cliente da localização do pedido, bem como a previsão da data da sua entrega. II. Somente com o processamento de pedidos se garante que o pedido será atendido III. Os sistemas de informação não conseguem identificar quem recebeu determinado pedido. Agora assinale a opção correta: Nota: 20.0 A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação III está correta C Somente as afirmações II e III estão corretas D Somente as afirmações I e II estão corretas Você acertou! De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de gestão da informação nos pedidos de material Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos Micro e pequenas empresas podem encontrar dificuldades em se estabelecer no mercado. Algumas não conseguem vender seus produtos ou serviços e criam estoques que não giram. Já outros negócios não suprem a demanda e, consequentemente, frustram as expectativas de seus clientes quando assumem compromissos que não são capazes de atender. Ambas as situações podem ser agravadas por dificuldades financeiras ou pela falta de colaboradores qualificados, entre tantos outros fatores. No entanto, o diagnóstico da dificuldade que mais afeta a empresa é fundamental para iniciar a busca da causa dos problemas e de soluções para chegar a um cenário favorável no ambiente organizacional. Se a empresa não consegue vender seus produtos ou serviços, os problemas podem estar relacionados a fatores como custos elevados e, portanto, preços não competitivos, divulgação ineficiente e poucos diferenciais na comparação com a concorrência. Por outro lado, não conseguir suprir a demanda geralmente está ligado à capacidade de produção, o que pode envolver gargalos como o dimensionamento da capacidade produtiva, distribuição errada de pessoal e de tarefas e movimentação de materiais. Adaptado de http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Jairo- Martins/noticia/2014/09/identifique-limitacoes-da-sua-empresa.html para fins acadêmicos. Neste sentido, se pode afirmar que a movimentação de materiais deve ser planejada pois: Nota: 20.0 A Ela auxilia as pequenas empresas a obterem informações da demanda B Ela é responsável pelo eficiente do fluxo de mercadorias e consequente suprimento adequado da demanda C Ela garante o fluxo de informação na cadeia de suprimentos D Ela utiliza de automatização, item necessário para que qualquer microempresa tenha sucesso. Você acertou! De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de movimentação Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos A percepção das mudanças na sociedade está no centro de uma grande transformação pela qual a C&A passa. Dentre outras transformações a moda, cada vez mais, terá de abraçar a ideia da sustentabilidade, não só na questão do controle da cadeia de trabalho, mas também nos materiais usados. Nesse sentido, a C&A estabeleceu a meta de ter 100% dos seus produtos com algodão orgânico até 2020. Atualmente, esse número está em 27%. Recentemente, a empresa fez parceria com a Malha, uma incubadora de empresas que reúne startups focadas em moda sustentável. O objetivo é dar suporte a esses empreendimentos para que, no futuro, possam se tornar potenciais fornecedores. Por meio de um edital, serão selecionadas 10 marcas para participar do projeto. Em 2017, será inaugurado um polo de upcycling, nome usado para a atividade de reciclagem de roupas e tecidos. “O glamour está perdendo espaço na moda e as empresas precisam evoluir com a sociedade”, diz o presidente da C&A, Paulo Correa. Adaptado de http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20161118/vira- avesso/433670 para fins acadêmicos. O caso da C&A demonstra que as questões acerca de materiais são estrategicamente relevantes. Neste sentido, observe as seguintes afirmações, quanto à classificação deste novo material a ser usado pela C&A: I. Quanto à possibilidade de fazer ou comprar é natural que a C&A prefira produzir o algodão orgânico para reduzir sua cadeia de suprimentos II. Quanto à dificuldade de aquisição, a C&A não terá problemas quanto a monopólio ou tecnologia exclusiva, tendo em vista a parceria feita com a incubadora Malha. III. Quanto ao mercado fornecedor no momento o algodão orgânico é material Y, ou seja, de média importância para a empresa, com ou sem similar, mas a tendência, segundo o relato do caso, é que se torne material Z, ou seja, material de importância vital para a empresa. Agora assinale a opção correta: Nota: 20.0 A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente as afirmações II e III estão corretas D As afirmações I, II e III estão corretas Você acertou! De acordo com a aula teórica 2, sobre classificação de materiais Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos Apesar dos investimentos constantes em logística nos últimos anos, o Brasil ainda tem um mercado potencial de movimentação de carga muito grande. Se no Japão, a média é de uma empilhadeira para 4 habitantes, nos Estados Unidos uma para cada 20, aqui as estatísticas apontam uma empilhadeira para cada 40 mil pessoas. O que significa que muitas empresas ainda não usam equipamentos apropriados para a movimentação de materiais. Adaptado de https://www.eaemaquinas.com.br/products/crown-equipment-completa-5-anos-de-operacao-no- brasil/ para fins acadêmicos. Esta situação demonstra que as empresas no Brasil não estão se atentando para: Nota: 0.0 A A necessidade de cada habitante dopais possuir uma empilhadeira B O planejamento adequado de seus armazéns C Para o custo de se ter a quantidade de empilhadeiras necessárias D O uso de equipamentos corretos para o transporte de materiais De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de armazenagem e estoques Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos Investir sempre demanda do agricultor um bom planejamento estratégico, ainda mais se o dinheiro vier de recursos próprios. Mas quando se trata de armazenagem, ter seu próprio silo significa não mais ser refém dos preços.Com um lugar para guardar a produção, o produtor pode esperar o melhor momento para vender seu produto. Dessa forma, ele se livra da boca de safra, período de baixa do valor das commodities, e pode comercializar na entressafra, época de preços mais aquecidos. Só para se ter uma ideia, na safra 2006/2007, em fevereiro, que é o segundo mês de colheita da soja, a saca da oleaginosa em Sorriso, em Mato Grosso, foi negociada a R$ 24,49. Oito meses depois, o produto estava valendo R$ 32,69, uma diferença de R$ 8,2 por saca. Numa propriedade de mil hectares, com uma colheita de 55 sacas, isso significa R$ 451 mil a mais. Além de poder vender na entressafra, o agricultor também pode economizar no frete, pois não precisa transportar seu produto até o armazém mais próximo. Guardar a safra para vender no melhor momento pode ser a grande diferença entre um ano vitorioso e uma safra ruim. Adaptado de http://www.dinheirorural.com.br/secao/agrofinancas/a-forca-dos-silos para fins acadêmicos. Neste caso se pode observar em especial um cuidado necessário quanto aos armazéns. Assinale a opção correta quanto a este cuidado: Nota: 0.0 A Determinação do local B Definição adequada do leiaute C Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes aos materiais D Satisfação das necessidades dos clientes De acordo com a Aula Teórica 2, acerca de armazenagem e estoques Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos Ao voltarmos o olhar para o setor editorial percebemos que, além da crise nacional, este mercado enfrenta ainda outro momento de dificuldade, graças aos avanços tecnológicos das mídias digitais. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento de Livros, Jornais, Revistas e Papelarias registrou no ano passado a maior queda de vendas da história, com redução de 16,1% nas vendas em relação a 2015. Para se ter ideia, os cinco maiores jornais do país tiveram uma retração de 6% quando comparado ao ano retrasado. Redução de tamanho significa também redução de anunciantes e vendas. Ou seja, há menos dinheiro circulando e gerenciar com excelência os custos torna-se imprescindível para manter o negócio. Uma das formas mais utilizadas e que oferece bons resultados é reavaliar a gestão de fornecedores da empresa, buscando otimizar entregas sem perder a qualidade. No ambiente da tecnologia editorial isto significa, por exemplo, unir num mesmo fornecedor sistemas capazes de reduzir gargalos e despesas num tempo menor e com mais produtividade. Adaptado de https://www.terra.com.br/noticias/dino/otimizar-fornecedores-e-uma-boa-forma-de-reduzir-custos-em-tempos-de- crise,def86a4b305d4e72e00c162c0a8ee872m59kq8o7.html para fins acadêmicos. Esta solução encontrada pelo setor editorial vem ao encontro de uma das formas de melhorar o desempenho da cadeia de suprimentos e reduzir custos. Assinale a opção correta quanto a esta forma: A Reduzir o número de fornecedores B Reduzir o número de terceirizados C Estabelecer canais de distribuição e gestão partilhada de estoques, custos, lucros e riscos D Antecipar a escassez através de históricos e boas previsões de demanda Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos Representantes de grandes empresas do Ceará e do Brasil nos ramos do varejo, atacado e indústria consideram que o aproveitamento da tecnologia para otimizar processos é hoje menor do que deveria ser. Por exemplo, a diretora de supply chain da Procter & Gamble (P&G), comenta que no Brasil em geral não se usa o potencial completo de que se dispõe em tecnologia, muitas vezes dando preferência a procedimentos que seriam considerados ultrapassados em outros lugares. Em paralelo a isso, métodos que otimizam processos não são bem aproveitados – ou, em certos casos, nem podem ser usados. É o que acontece, por exemplo, com o sistema de troca eletrônica de dados EDI (do inglês Electronic Data Interchange), que ainda não foi lançado no País pela P&G e é uma ferramenta básica nos dias de hoje em outros ambientes de negócio. Por outro lado, há opções já existentes no Brasil e que ainda não foram amplamente adotadas, como o mapeamento de fluxo de valor (VSM), que já é bem aproveitado em países vizinhos como Colômbia e Chile. Adaptado de http://www20.opovo.com.br/app/opovo/economia/2016/11/23/noticiasjornaleconomia,3670843/empresarios-buscam- ampliar-uso-de-tecnologias.shtml para fins acadêmicos. Tendo por fundamento a situação da P&G analise as afirmações a seguir: I. A P&G gostaria de atuar com a tecnologia do EDI, pois esta é essencial para que a cadeia de suprimentos atue de forma otimizada e integrada. II. A P&G sente a falta de EDI no país pois através da interligação entre empresas e do fluxo de informação entre os seus sistemas de gestão, é possível que o balanceamento de todas as relações cliente/ fornecedor sejam atingidas. III. A P&G precisa do EDI, pois somente com ele a empresa consegue comprar, manufaturar e vender. Agora assinale a opção correta: A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente as afirmações I e II estão corretas D As afirmações I, II e III estão corretas Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos Especializada em gestão de cadeias de suprimentos de médias empresas, atendendo a todos os elos, incluindo todo o processo de busca, homologação, e negociação entre empresas, a Nimbi decidiu mudar totalmente a plataforma que oferece ao mercado. O produto está totalmente na nuvem, logo pode ser acessado por qualquer dispositivo com internet. Não se cobra mais licença, nem mesmo uma taxa de saída. Os valores são mensais, de forma semelhante ao que as pessoas estão acostumadas a pagar à Netflix, por exemplo. Uma equipe especializada em experiência do usuário (UX, na sigla em inglês) foi contratada para deixar a plataforma mais intuitiva. As inspirações foram as redes sociais. Se queria criar uma plataforma que fosse fácil e intuitiva como o Facebook. O valor mensal do plano mais simples oferecido pela Nimbi custa R$ 4.999. Apesar de se basear na nuvem e no modelo ágil, tendências do mercado mundial, a Nimbi ainda sofre resistência, pois o modelo é muito disruptivo, ainda é necessário explicar que não se cobrará a mais e que é possível fazer tudo pela internet, mostrando ao mercado como soluções inspiradas em modelos como Netflix e Facebook podem ser usadas na cadeia de suprimentos. Adaptado de http://www.inova.jor.br/2017/04/13/nimbi-startups/ para fins acadêmicos. Este é um exemplo da necessidade que as empresas têm de se modernizar para serem mais competitivas, tanto a Nimbi quanto as empresas que utilizam de seus serviços. Neste sentido, é fundamental utilizar: A A terceirização de todos os processos da cadeia de suprimentos de forma a não precisar se preocupar com as atividades dos elos que a compõem B Do facebook em todas as empresas que estão na cadeia de suprimentos para que as mesmas entendam a lógica de funcionamento da Nimbi C Um sistema que envolve todos os elementos de uma cadeia de produção, do fornecedor de matéria-prima até a entrega do produto (ou serviço) ao consumidor final. D Meios de comunicação que sejam mais eficazes para que as empresas compreendam quais são as inovações que a Nimbi está propondo em suas Cadeias de Suprimento. Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos A indústria alimentícia Betânia,para manter a taxa de crescimento da empresa acima da inflação, investiu na revisão de procedimentos internos, como ajustar a distribuição, mas também aumentar a sinergia de operações com os demais elos da cadeia de abastecimento. A empresa é uma das associadas da Efficient Consumer Response (ECR Brasil), entidade sem fins lucrativos, que tem por missão difundir as ferramentas de Resposta Eficiente ao Consumidor. O grupo busca por meio de trabalho conjunto fazer a melhoria dos processos, redução de custos comuns, aumento da eficiência e, principalmente, atender às necessidades dos consumidores. Uma das soluções adotadas foi o compartilhamento de logística com outras indústrias do setor, como a M. Dias Branco, e até mesmo do varejo, como o Pinheiro Supermercado. Antes o caminhão que fazia o carregamento, voltava vazio ou ficava atrás de carga de outro fornecedor para viabilizar a viagem. Mas agora, coloca todo mundo na plataforma de demanda e a transportadora que foi com a minha carga, pode voltar com a do outro. Assim conseguimos reduzir tempo e custos, como a tarifa de frete. Adaptado de http://www20.opovo.com.br/app/opovo/dom/2016/11/05/noticiasjornaldom,3667883/do-limao-uma-limonada-eles-aprenderam-com-a- crise.shtml para fins acadêmicos. Nesta situação podemos observar o uso do conceito de ECR. Com base neste conceito, observe as ações possíveis de se verificar no caso: I. trabalho de forma integrada para eliminar ineficiência II. trabalho de forma integrada para reduzir custos excessivos III. maximização da eficiência dos negócios para as partes envolvidas Agora assinale a opção correta: A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente as afirmações II e III estão corretas D As afirmações I, II e III estão corretas Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos A Amazon anunciou em dezembro de 2016 sua primeira entrega de produtos feita com drones, as aeronaves não tripuladas e controladas remotamente. O momento foi registrado pelo próprio presidente da empresa, Jeff Bezos, em sua conta no Twitter.O primeiro produto a ser transportado ao consumidor pelos ares foi um Amazon Fire TV, um aparelho da própria empresa que transforma televisores em TVs inteligentes, e um saquinho de pipoca. O autor do pedido foi Richard B., morador de Cambridgeshire, na Inglaterra. O uso de drones no lugar de entregadores faz parte do programa Amazon Prime Air, que tem o objetivo de levar produtos até a casa de compradores em até 30 minutos. A primeira entrega, no entanto, ficou abaixo da meta. Segundo Bezos, o voo, que não foi simulado, durou 13 minutos. No vídeo para divulgar a iniciativa, a Amazon mostra o drone decolando do centro de distribuição e pousando no quintal de Richard. Lá, deixa o pacote com os itens comprados para retornar ao armazém. Adaptado de http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/amazon-faz-1-entrega-de-produtos-usando-drone-voo-demorou-13-minutos.ghtml para fins acadêmicos. Com base no caso observe as afirmações que seguem: I. Esta é uma das maneiras de melhorar a eficiência da cadeia de suprimentos PORQUE II. Melhora uma de suas atividades, a entrega do produto. A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta: A As afirmações I e II são verdadeiras e a II é justificativa da I B As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não é justificativa da I C A afirmação I é verdadeira e a II é falsa D A afirmação I é falsa e a II é verdadeira Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos Cortar custos é um objetivo constante no planejamento de qualquer empresa – especialmente em tempos de crise. Ter uma gestão de suprimentos eficiente é um passo importante para cumprir essa tarefa, pois as companhias que aprendem a ter excelência na hora de comprar os produtos que elas não produzem e de terceirizar serviços, economizam, em média, um valor equivalente a 10% de seu faturamento total. O desafio é grande já que faltam boas práticas na administração da área de suprimentos das empresas. Assim, alcançar a eficiência não significa apenas deixar nas mãos do setor de compras a responsabilidade por encontrar o melhor preço possível para o produto ou serviço demandado. A maioria das grandes empresas já usa plataformas eletrônicas para convidar os fornecedores a fazer suas ofertas, como num leilão de concessão, por exemplo. O ponto-chave agora é integrar as áreas que fazem os pedidos (seja de um computador novo ou de um prestador de atividades de limpeza) e o setor de suprimentos, que executa as ordens. A ideia é que todos consigam enxergar o gasto total que a empresa terá com essa compra (que pode incluir não só os custos comerciais, mas também de logística e manufatura). Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/empresas-que-aprendem-a- comprar-melhor-poupam-bilhoes-diz-estudo/ para fins acadêmicos. Uma boa forma de acompanhar todos estes custos e sua gestão é utilizar de métodos específicos para tanto. Assinale a opção que denomina um destes métodos: A Método dos modelos termodinâmicos simplificados (MMTS) B Método de Custeio Baseado em Atividades (ABC) C Método do Diagrama de Ishikawa D Método de Gestão da Produção Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos Os profissionais dos setores de compras das grandes empresas são bombardeados por dados e relatórios que analisam a performance obtida em cada negociação. Contudo, quais informações são mais relevantes? Para responder a essa pergunta pode-se fugir do modelo tradicional e recorrer às metodologias ágeis. Atualmente, as metodologias ágeis não dizem respeito apenas ao desenvolvimento de softwares, mas também à gestão do negócio. A exigência do ambiente corporativo é fazer mais com menos, ao mesmo tempo em que é promovida a troca de conhecimento entre todos os parceiros. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/dino/metodologias-ageis-trazem-novos-insights-para-indicadores-de-compras-dino890102061131/ para fins acadêmicos. Deste modo é possível alcançar o objetivo da função compras na empresa. Assinale a opção correta quanto a este objetivo: A Essa função é responsável pela alocação dos estoques nos armazéns da empresa. B Essa função é responsável pelo transporte dos materiais ao longo da cadeia de suprimentos, dos fornecedores aos clientes da empresa. C Essa função é responsável pela gestão dos custos logísticos da empresa, de forma a mantê-los os menores possíveis D Essa função é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na empresa, pelo seguimento dos processos junto ao fornecedor e pela agilização da entrega Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos Em vez de gastar horas procurando em vários sites e jornais as licitações publicadas pelos governos federal, estaduais e municipais, os donos de empresas de micro e pequeno porte podem concentrar sua pesquisa em um buscador criado pelo Sebrae. A busca pode ser realizada por área de atuação (construção civil, moda, turismo etc) ou pode ser mais específica, filtrada por estado, cidade, modalidade, data e palavra-chave. O buscador foi lançado em 5 de outubro de 2015, como uma das ações do Movimento Compre do Pequeno Negócio, encabeçado pela instituição. As informações são coletadas pelo Sebrae em mais de 550 portais públicos de licitações, com destaque para o Comprasnet, do governo federal, e as páginas mantidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Além deles, cerca de 9.600 prefeituras e órgãos municipais são monitorados. Para compras de até R$ 80 mil, a legislação determina que os órgãos públicos deem exclusividade a micro e pequenos fornecedores. Então, principalmente em nível municipal, existem muitas oportunidades para os pequenos negócios. Mas se o empresário não tem informação sobre as licitações, ele perde essa chance. Daí o lançamento do buscador pelo SEBRAE. Adaptado de http://www.aceccambara.com.br/noticias/139-a-ferramenta-ja- permite-que-os-empreendedores-encontrem-em-um-unico-site-mais-de-8-mil-oportunidades-de-negociopara fins acadêmicos. Observe as afirmações acerca das modalidades de licitação que micro e pequenas empresas podem participar: I. Concorrência II. Convite III. Pregão Agora assinale a opção correta: A Somente a afirmação I está correta B Somente a afirmação II está correta C Somente a afirmação III está correta D As afirmações I, II e III estão corretas Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos A MVC conseguiu reduzir seus custos logísticos em 60% ao abrir, nos últimos dois anos, três unidades em Maceió (AL), Camaçari (BA) e Itumbiara (GO), próximo à clientela da região. Fabricante de plásticos de engenharia com atuação nos mercados automotivo, de transporte, agronegócio, energia eólica e de construção civil, a empresa enviava diariamente lotes de peças de sua principal fábrica em São José dos Pinhais (PR) para essas regiões. O custo era alto pois, além do transporte em si, havia gastos com embalagens especiais para levar as peças sem danificá-las em razão da má qualidade das estradas, assaltos às cargas, necessidade de altos estoques e desperdício de peças. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/empresa-abre-3-novas-unidades-e-reduz-custos/ para fins acadêmicos. Esta situação demonstra um dos principais custos a serem geridos na Cadeia de Suprimentos. Assinale a opção correta quanto a este custo: A Custos de armazenagem B Custos de movimentação de materiais C Custos de transportes D Custos de processamento de pedidos Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos Uma empresa ambientalmente correta fará pouca diferença para o planeta se as outras companhias com que ela faz negócio adotarem práticas irresponsáveis. Por isso, consumidores e ambientalistas estão cada vez mais atentos ao que acontece nas cadeias de negócios. Para controlar melhor os riscos, aumentar a eficiência e evitar surpresas desagradáveis, como escândalos relacionados a fornecedores que destroem a natureza, muitas empresas já incorporam critérios ambientais ao relacionamento com seus parceiros. Levantar a bandeira verde é também uma forma de influenciar práticas setoriais e políticas públicas. A recente movimentação de CEOs de empresas globais pela definição de novas regras internacionais relacionadas às mudanças climáticas é um exemplo disso. O executivo Vicente Trius, presidente da subsidiária brasileira do Wal-Mart, diz que até recentemente não havia se dado conta do que deveria ser feito para reduzir o impacto ambiental da companhia em que trabalha. Nos corredores do escritório do Wal-Mart em São Paulo, Trius está se transformando no grande defensor da causa ambiental. Não faz isso somente por engajamento pessoal - ele tem objetivos de negócios a cumprir. O executivo é responsável por implementar no Brasil a estratégia global de sustentabilidade anunciada por Lee Scott, o presidente mundial do Wal-Mart. Scott definiu metas ambiciosas: garantir que 100% do fornecimento de energia da rede venha de fontes renováveis, reduzir a geração de resíduos em 25% em três anos e ampliar as vendas de produtos "sustentáveis" (que seguem os mais rígidos critérios ambientais e sociais). Influenciar o comportamento ecologicamente correto de 1,8 milhão de funcionários e 175 milhões de consumidores até poderia trazer algum benefício para a rede e para o planeta. Mas os ganhos maiores só acontecerão se a companhia conseguir incentivar mudanças no dia-a-dia de seus 60 mil fornecedores. "Apenas 8% de nosso impacto ambiental é interno", diz Trius. "Os outros 92% estão relacionados ao que acontece em nossa cadeia de suprimentos." Adaptado de http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT21974-16380,00.html para fins acadêmicos. Assim, para que haja uma correta gestão da cadeia de suprimentos de forma a alcançar tais objetivos, o Wal-Mart precisa se atentar, em especial: A Às relações colaborativas interorganizacionais B Aos custos de se ter uma política de sustentabilidade no mundo todo C À gestão de seus armazéns e de seus estoques D Às suas estratégias de transporte e movimentação de materiais Questão 1/5 - Cadeia de Suprimentos Natura e Boticário são exemplos vivos de empresas que estão sendo impactadas pela força soberana do mercado, quando é necessário crescer e expandir. Nos últimos 10 anos, a Natura aumentou sua base de consultoras para quase 2 milhões, mas seu modelo de venda exclusivamente por meio de revendedoras não mais se sustenta sozinho. No final de 2014 a empresa lançou uma plataforma de comércio eletrônico aberta ao mercado. Agora, qualquer um pode comprar seu produto Natura. Obviamente essa decisão não foi fácil. Buscou-se tecnologia de ponta para criar um sistema de geolocalização que permite, com base no CEP do comprador, encontrar as revendedoras em um determinado raio de distância e dividir a comissão de vendas entre elas. Foi uma estratégia de vendas brilhante de preservar o que se tem e conquistar novos mercados. Em 2016 as duas primeiras lojas da Natura foram abertas na cidade de São Paulo, ambas em shoppings voltados à classe B, naqueles centros de compra onde já nos acostumamos a ver uma ou duas lojas do Boticário. A partir desse momento, Roberto Lima e Artur Grynbaum, os atuais presidentes de Natura e Boticário, serão competidores diretos. Na verdade, eles já eram, há aproximadamente cinco anos, mas a Natura demorou um bom tempo para criar novos canais de distribuição e começar sua estratégia de vendas em multicanais, enquanto o Boticário vem adotando uma política de diversificação há mais tempo. Adaptado dehttp://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/10/multicanais-de-vendas-o-que-aprendemos-com-estrategia-de- natura-e-boticario.html para fins acadêmicos. Observe as afirmações a seguir, em relação ao caso da Natura: I. Com o aumento da concorrência, uma estratégia de canais de distribuição bem planejada significa maior participação no mercado. II. A distribuição, nesta situação, é um meio eficaz de se conseguir avanço e crescimento no mercado. III. A Natura considerando seus intermediários (as revendedoras) como “obstáculos” no alcance de seus objetivos. Agora assinale a opção correta: A Somente a afirmação I é correta B Somente a afirmação II é correta C Somente as afirmações I e II são corretas D As afirmações I, II e III são corretas. Questão 2/5 - Cadeia de Suprimentos De manhã, o consumidor acessa uma loja virtual e encontra o produto que tanto procura, mas acha o preço um pouco acima do que esperava. No início da tarde, ele confere em seu smartphone uma oferta deste item com 20% de desconto no mesmo site, mas decide finalizar a compra à noite. Porém, no momento de fechar o pedido, surpresa: o valor está mais caro do que a primeira consulta. Este é um exemplo clássico da precificação dinâmica, termo que invadiu os e-commerces nos últimos dois anos e se tornou importante ferramenta comercial. Porém, o próprio conceito traz consigo uma das premissas mais básicas do capitalismo: a lei da oferta e da procura. O termo foi desenvolvido pelo filósofo Adam Smith, ainda no século 18, para explicar a teoria da “mão invisível” que orienta a economia: um produto com grande oferta, mas pouca procura, terá o preço reduzido, enquanto o contrário (pouca oferta e muita procura) tende a elevar os valores dos bens. Assim, é possível buscar um equilíbrio saudável, beneficiando empresários que dependem do lucro e a sociedade que requer itens mais baratos. No comércio virtual a demanda muda constantemente e o uso de algoritmos permite descobrir praticamente em tempo real qual é a disponibilidade de determinados itens e a procura dos consumidores. Dessa forma, a estratégia de precificação passa a ser diária e não mais por um período específico, como tradicionalmente ocorre no varejo físico. Isso explica, portanto, porque os preços mudam várias vezes ao longo do dia – e a tendência é que essa tática se fortaleça cada vez maisnos próximos anos. Os e-commerces já conseguem monitorar seus concorrentes e descobrir quando tem um produto exclusivo para aumentar a margem de lucro, ou até encontrar os melhores momentos para realizar promoções de itens do seu portfólio. Adaptado de http://exame.abril.com.br/negocios/dino/precificacao-dinamica-e-a-representacao- moderna-da-lei-da-oferta-e-da-procura-dino89087177131/ para fins acadêmicos. Esta situação está relacionada ao conceito de: A Precificação de absorção de frete, já que se refere ao método de precificação em que o fabricante absorve parte ou todos os custos de frete envolvidos no transporte dos bens para os clientes. B Precificação na entrega pois trata especificação do método de precificação em que o preço final para o comprador é ajustado de modo a incluir os custos de transporte. C Precificação a partir de um ponto básico já que trata do método de precificação em que são cobrados dos clientes os custos de frete a partir de um ponto específico. D Estratégia de precificação, pois diz respeito à tomada de decisão da empresa com o estabelecimento de preços que permitam alcançar os objetivos de lucro. Questão 3/5 - Cadeia de Suprimentos Depois do motor a vapor, da eletricidade e da automação, uma nova onda tecnológica vem mudar a produção industrial. Trata-se do surgimento de fábricas inteligentes, altamente informatizadas, máquinas que “conversam” umas com as outras, assim como com funcionários, fornecedores, entre outros elementos da cadeia de suprimentos de uma empresa. Um fenômeno que vem sendo chamado de Internet Industrial. Entre as mudanças ligadas à Internet Industrial estão, por exemplo, o uso de veículos autônomos nas operações de logística dentro das fábricas, assim como a adoção de uma cadeia de suprimentos inteligente, capaz de monitorar sozinha uma rede inteira de fornecedores. Adaptado de http://epocanegocios.globo.com/Caminhos-para-o- futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/11/internet-industrial-ira-aumentar-procura-por-profissionais-qualificados.html para fins acadêmicos. Observe as afirmações a seguir sobre a Internet Industrial: I.A Internet Industrial auxiliará as empresas a participarem da forte competição global existente no mercado PORQUE II. trará maior agilidade, eficiência, segurança e rapidez no fluxo de informações entre os membros integrantes da cadeia de suprimentos. A respeito dessas afirmações, assinale a opção correta: A As afirmações I e II são verdadeiras e a II é justificativa da I B As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não é justificativa da I C A afirmação I é verdadeira e a II é falsa D A afirmação I é falsa e a II é verdadeira Questão 4/5 - Cadeia de Suprimentos A crise não tirou o fôlego dos lançamentos das indústrias de alimentos, bebidas e itens de higiene e limpeza. Ao contrário. A fatia de novos produtos no total do faturamento de uma cesta com 96 itens desses segmentos praticamente dobrou de 2014 para 2015. Os lançamentos ficaram concentrados no formato das embalagens, maiores ou menores, para atender o consumidor que precisa economizar. Essa maior procura por embalagens que fogem do tamanho tradicional é confirmada pelos supermercados. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) mostra, por exemplo, que as vendas de maionese em embalagens de 500 gramas caíram 1% de 2014 para 2015, enquanto as de embalagens menores cresceram 2,4% e as econômicas, de 1 quilo, aumentaram 1%. Esse movimento também foi observado no refrigerante. A venda do refrigerante de 2 litros caiu 2% de 2014 para 2015. Já a embalagem com até 260 mililitros aumentou 3% e a econômica, de 3 litros, cresceu 1%. Com a renda corroída pela inflação e o aumento do desemprego, o brasileiro teve de se adaptar para compras de itens básicos. O consumidor está optando pelas embalagens que exigem menor desembolso ou pelas econômicas, que permitem levar mais por menos. Adaptado de http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2016/09/na-crise-marcas-inovam-em-embalagem-de-produtos.html para fins acadêmicos. É possível observar nesta situação a importância das embalagens em uma função diferente das suas funções normais: a de manter a venda de determinados produtos ou marcas, mesmo em época de crise. Mas esta não é única função de uma embalagem. Assinale a opção correta sobre quais são as demais funções de uma embalagem: A Proteção, conservação, informação B Vidro, metal, plástico e papel C Embalagem por acolchoamento, embalagem retornável e palete D Caixas, containers e gaiolas Questão 5/5 - Cadeia de Suprimentos Balas de gelatina, gomas de mascar, marshmallow. Quem saboreia as guloseimas da fabricante Fini não imagina o que há por trás de um simples pacote de doces. Da compra dos ingredientes certos à logística de distribuição, a empresa precisa gerenciar cada etapa de produção de mais de 250 itens em sua fábrica em Jundiaí, no interior de São Paulo. Com mais de 1000 colaboradores e capacidade para atender toda a América Latina, a planta da Fini necessita trabalhar com a máxima precisão para garantir que uma exata quantidade de pacotes de jujuba, por exemplo, chegue ao seu destino no Brasil e em países que importam seus produtos, como Chile, Colômbia e Bolívia. São tantos os detalhes que a Fini enfrentava diversos problemas, até 2010, para gerenciar o negócio. Há cinco anos, a Fini migrou seu sistema para tecnologia de supply chain da Totvs, empresa de soluções de software de gestão. Desde então, a fabricante de doces dobrou seu crescimento. A solução é usada em toda a cadeia operacional e gerencial, com maior ou menor abrangência dependendo da área, como compras, estoques, comercial, produção, e até para a entrega dos produtos nos clientes e na tomada de decisões. O sistema de gestão integrada (ERP Suite), de interface gráfica simples e moderna, engloba 100% das informações da empresa. Ele permite que as informações circulem entre os departamentos, fazendo com que seja mais fácil administrar processos e alcançar os resultados desejados. Assim, a previsão de demanda da empresa pode ser mais assertiva e o atendimento ao cliente se torna mais eficaz. Adaptado de http://exame.abril.com.br/pme/como-a-tecnologia-de-supply-chain-ajuda-sua- empresa-a-crescer/ para fins acadêmicos. Informações mais corretas sobre demanda auxiliam no alcance dos objetivos organizacionais pois: A A demanda é excessiva já que, notoriamente, a Fini tem uma procura por seus produtos excedendo sua capacidade de resposta e não conseguindo satisfazer a todos. B A demanda da Fini, assim como de outras empresas, depende de fatores como preço, preço dos outros bens substitutos, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. C A demanda é sempre negativa para a Fini, já que seus produtos não agradam os possíveis consumidores. D A demanda dos produtos da Fini é inexistente, ou seja, seus produtos são desconhecidos ou o consumidor não enxerga utilidade em adquiri-los. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 1 Gestão da Cadeia de Suprimentos Prof. Nelson Tadeu Galvão Aula 1 CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 2 CONVERSA INICIAL Caros alunos, sejam bem-vindos à nossa primeira aula de Gestão da Cadeia de Suprimentos! Nesta disciplina vamos aprender, inicialmente, os conceitos básicos necessários para que possamos compreender o funcionamento de uma Cadeia de Suprimentos. Vamos, também, aprender como são estruturadas organizacionalmente as empresas e depois trataremos dos fornecedores, das cadeias produtivas, dos canais de distribuição e, finalmente, das cadeias de suprimentos. Todos temas de grande importância para nossa disciplina. É importante que você tente compreender bem esses conceitos iniciais para compreendermelhor os assuntos que vêm depois, pois buscamos fazer com que a compreensão da disciplina se dê pelo entendimento de todos os temas que serão estudados. Iniciemos nossos estudos conhecendo o professor Nelson Tadeu Galvão e a proposta que ele trouxe para esta disciplina! Acesse a videoaula disponível no material on-line! CONTEXTUALIZANDO Em tempos remotos, a logística era ineficiente e muitas pessoas eram obrigadas a morar em locais próximos às fontes de alimentos. Mas com o passar dos anos, as técnicas de produção e o processo de entrega dos produtos aos consumidores foram se aperfeiçoando, possibilitando às pessoas que vivem em locais distantes da fonte das mercadorias um consumo de itens em maiores quantidades e com um abastecimento constante ao longo do tempo. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 3 A Cadeia de Suprimentos vem de encontro à necessidade das empresas e clientes, pois o cliente é a principal razão de existir da empresa. O gerenciamento de toda a cadeia – desde os fornecedores, passando pela produção, chegando à expedição – prevendo e organizando a logística reversa faz todo o sentido para organizar suas atividades com foco voltado para o cliente. A competição no mercado global tende a não ocorrer mais entre empresas, mas, sim, entre cadeias de suprimento. Numa era de concorrências entre redes, apenas as organizações que melhor se estruturarem, coordenarem e gerirem os relacionamentos com os parceiros de rede receberão as devidas recompensas. Na medida em que aumenta a concorrência, as empresas precisam reforçar seus referenciais mercadológicos envolvendo a Cadeia de Suprimentos, tornando-a flexível diante do mercado. Assim, a gestão da Cadeia de Suprimentos consiste numa série de aproximações utilizadas para integrar eficazmente fornecedores, fabricantes e lojas, para que a mercadoria seja produzida e distribuída nas quantidades ideais, na localização certa e no tempo correto, com o objetivo de satisfazer o nível de serviço e diminuir os custos ao longo do sistema (SIMCHI-LEVI; SIMCHI-LEVI; KAMINSKY, 2003, p. 1). Serão esses os assuntos que estaremos estudando nessa disciplina, a começar pelos conceitos básicos que lhe permitirão compreender toda essa integração da Cadeia de Suprimentos para torná-la mais competitiva num mercado global. Acesse a videoaula disponível no material on-line! CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 4 PESQUISE Estrutura Organizacional O que é uma estrutura organizacional? Vamos, então, conhecer esse assunto: É a ordenação e o agrupamento de atividades e recursos, visando a alcançar os objetivos e resultados estabelecidos. É a forma pela qual as atividades de uma organização são divididas, organizadas e coordenadas. Benefícios de uma estrutura organizacional adequada: Identificação das tarefas necessárias; Organização das funções e responsabilidades; Informações, recursos e feedbacks aos empregados; Medidas de desempenho compatíveis com os objetivos; Condições motivadoras. Toda empresa possui dois tipos básicos e fundamentais de estrutura: a formal e a informal. Conheça melhor cada uma delas: Estrutura formal é aquela deliberadamente planejada e formalmente representada, em alguns de seus aspectos, pelo organograma. Ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades É estável Está sujeita a controle Está na estrutura Líder formal CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 5 É representada pelo organograma da empresa e seus aspectos básicos Reconhecida juridicamente de fato e de direito É estruturada e organizada Estrutura informal é a rede de relações sociais e pessoais que não é estabelecida ou requerida pela estrutura formal. São relacionamentos não- documentados e não-reconhecidos oficialmente entre os membros de uma organização, que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados. A estrutura organizacional tem algumas características, vamos a elas: Não é estática; É representada graficamente pelo organograma; É dinâmica; Deve ser delineada de forma a alcançar os objetivos institucionais; Deve ser planejada. E essas são as departamentalizações da Estrutura Organizacional: Linear (com ou sem staff) Funcional Clientes Produtos Territorial Por projetos Matricial CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 6 Componentes da estrutura organizacional A estrutura organizacional tem sempre três componentes: Sistema de responsabilidade: Responsabilidade é a obrigação que uma pessoa tem de fazer alguma coisa por outrem. Quando um subordinado assume determinada obrigação, deve prestar contas à pessoa que lhe atribuiu a responsabilidade. A responsabilidade não se delega. Sistema de autoridade: Departamentalização; Linha e assessoria; Atribuições das unidades organizacionais. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 7 Sistema de Comunicações O sistema de comunicação é a rede por meio da qual fluem as informações que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada e eficaz, na qual deve ser considerado: O que deve ser comunicado? Como deve ser comunicado? Quando deve ser comunicado? De quem deve vir a informação? Para quem deve ir a informação? Por que deve ser comunicado? Quanto deve ser comunicado? Façamos a leitura do texto a seguir para conhecer os diversos tipos de estrutura organizacional: http://www.adminconcursos.com.br/2014/07/estruturas-organizacionais.html CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 8 Organograma Organograma é a representação gráfica e abreviada da estrutura organizacional. Ele tem como finalidade representar: Os órgãos componentes da empresa; Tanto quanto possível, de forma geométrica, as funções desenvolvidas pelo órgão; As vinculações e/ou relações de interdependência entre os órgãos; Os níveis administrativos que compõem a organização; A via hierárquica. Conhecer como está estruturada uma empresa organizacionalmente é possível através da leitura do seu organograma, pois ele é a ferramenta que representa o mapa da organização. Para conhecer os modelos de estrutura organizacional com suas vantagens e desvantagens assista ao vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=bml0YAKBPK8 E, claro, não deixe de assistir à videoaula correspondente a este tema que está disponível no material on-line! Fornecedores Você já deve ter ouvido por diversas vezes falar de fornecedor, mas o que é, afinal, um fornecedor? O fornecedor é a pessoa ou a empresa que abastece outra empresa ou comunidade. O termo deriva do verbo fornecer, que faz CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 9 referência a prover ou providenciar o necessário para um determinado fim. Por exemplo: “Estamos sem papel: por favor, chame o fornecedor para trazer várias resmas”, “O João está à procura de um novo fornecedor de matérias primas, pois o seu atual não está em conformidade”. Os fornecedores devem respeitar os prazos e as condições de entrega dos seus produtos ou serviços para evitar conflitos com a empresa que abastecem. Na maior parte dos casos, estas empresas têm de ter um departamento de suporte ou de atenção técnica, já queas interrupções do serviço causam grandes problemas ao cliente. Fornecedor não é apenas quem produz ou fabrica, industrial ou artesanalmente, em estabelecimentos industriais centralizados ou não; também é fornecedor quem vende. Não é fácil a escolha de um fornecedor, pois sua escolha pode depender de diversos aspectos individuais, tais como: Pontualidade nas entregas Qualidade do produto Preços competitivos Antecedentes estáveis Bons serviços prestados Cumprimento de promessas e prazos Apoio técnico Informação no acompanhamento dos produtos CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 10 O que você busca quando assume o papel de comprador? Em suas compras as empresas têm os mesmos objetivos, que, basicamente, se resumem em conseguir tudo ao mesmo tempo: qualidade, quantidade, prazo de entrega e preço. Uma vez tomada a decisão sobre o que comprar, a segunda decisão mais importante refere-se ao fornecedor certo. Um bom fornecedor é aquele que tem a tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, tem a capacidade de produzir as quantidades necessárias e ainda pode administrar seu negócio com eficiência suficiente para ter lucros e, ainda assim, vender um produto a preços competitivos. Segundo BERTAGLIA (2006) o processo de seleção de fornecedor não é simples. Para a seleção de fornecedores existem critérios que têm deixado de ser somente aqueles básicos. Entenda melhor os fatores que influenciam na seleção de um fornecedor: Habilidade técnica O fornecedor possui habilidade técnica para produzir ou fornecer o produto desejado? Capacidade produtiva A produção deve ser capaz de satisfazer às especificações do produto de forma consciente, produzindo, ao mesmo tempo, o menor número possível de defeitos. Confiabilidade Ao selecionar um fornecedor, é desejável que ele seja um fornecedor confiável, reputado e financeiramente sólido. Pós-venda CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 11 Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará de peças de reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um bom serviço de atendimento pós-venda. Localização do fornecedor Algumas vezes é necessário/recomendável que o fornecedor esteja próximo do comprador, ou pelo menos mantenha um estoque local. Preço O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos, não significando, necessariamente, que seja o menor preço. Na avaliação de fornecedores potenciais, alguns fatores são quantitativos, e é possível atribuir um valor monetário a eles. Outros fatores são qualitativos e sua determinação exige ponderação. Geralmente, são determinados de forma descritiva. A seguir vamos ver os métodos de classificação, que podemos utilizar para combinar esses dois fatores principais (quantitativos e qualitativos), auxiliando o comprador a selecionar o melhor fornecedor: Não se esqueça de continuar a leitura do livro de apoio desta disciplina, o “Supply Chain – Uma visão gerencial”, de Luiz Fernando Rodrigues Campos. http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/524.php CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 12 O vídeo a seguir ajudará a esclarecer melhor alguns pontos sobre esse assunto, então, não deixe de assistir! https://www.youtube.com/watch?v=3zwLm-yOhVo Agora, preste atenção nas considerações que serão feitas pelo professor Nelson sobre o assunto deste tema! Assista à videoaula disponível no material on-line. Processos Produtivos Vamos saber agora o que é um processo produtivo: Segundo HARRINGTON (1993, p. 10): “Processo é qualquer atividade que recebe uma entrada (input), agrega-lhe valor e gera uma saída (output) para um cliente interno ou externo, fazendo uso dos recursos da organização para gerar resultados concretos”. Por sua vez, HAMMER e CHAMPY (1994 apud GONÇALVES, 2000, p. 2), afirmam que: “um processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes”. Da mesma forma CHARLENE e MURRAY (1994) partem da premissa de que todo processo é uma série de etapas que transformam o resultado ou o produto à medida que este percorre a sequência de tarefas ou funções. Desse modo, depreende-se que não há como desenvolver um produto ou serviço sem que os mesmos passem por algum tipo de processo em sua fabricação. Isto está de acordo com GRAHAM e LEBARON (1994 apud GONÇALVES, 2000), quando afirmam que todo trabalho importante realizado em quaisquer empresas fazem parte de algum processo. A seguir, vamos descrever os tipos de processos, pois são determinantes para a proposta de estudo realizada. Vamos lá? CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 13 Tipos de processos em manufatura Cada tipo de processo em manufatura faz com que a empresa siga uma linha de ação diferente para organizar as atividades das operações. Como já mencionamos, existem cinco tipos de processos de manufatura, descritos e explicados a seguir: Processos de projeto É característico dos processos de projetos o baixo volume e um grau elevado de customização. Para RITZMAN e KRAJEWSKI (2007) o processo de projeto é uma sequência de operações e o processo envolvido em cada uma delas é únicos, feitos especificamente para atender aos pedidos dos clientes, tornando cada projeto único (embora alguns possam parecer similares). Processos de jobbing Da mesma forma dos processos de projeto, apresentam variedade alta e volume baixo. Porém, no primeiro os recursos transformadores são dedicados exclusivamente para um determinado produto, enquanto que no processo de jobbing os recursos são compartilhados entre todas as unidades. “Os processos de jobbing produzem mais itens e, usualmente, menores do que os processos de projeto, o grau de repetição é baixo” (SLACK e STUART, 2007, p. 130). Processos em lotes ou bateladas Esse processo é frequentemente confundido com jobbing, porém, os processos em lote não têm o mesmo grau de variedade. “A diferença fundamental é que os volumes são maiores porque produtos ou serviços iguais ou similares são fornecidos repetidamente” (RITZMAN e KRAJEWSKI, 2007, p. 33). De acordo com MOREIRA (2000), na produção em lotes, é necessário o uso de equipamentos diferenciados e a sua própria adaptabilidade exige uma mão de obra especializada, devido às constantes mudanças de calibragens, ferramentas e acessórios. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 14 Processos de produção em massa São aqueles que fabricam um alto volume de produtos, porém com pequena variedade. “Esses processos tendem a ser altamente automatizados e a produzir produtos com elevado grau de padronização, sendo qualquer diferenciação pouco ou nada permitida” (MOREIRA, 2000, P. 11). Processos contínuos São, muitas vezes, associados a tecnologias relativamente inflexíveis, de capital intensivo e com fluxo altamente previsível. Conforme RITZMAN e KRAJEWSKI (2007, p. 33) “são o extremo da produção em grande volume e padronizada com fluxos de produção em massa, sendo que a operação ocorre vinte e quatro horas por dia, para maximizar a utilização e evitar interrupções onerosas”. Tipos de processos em serviços Há três tipos de processos de serviços: Serviços profissionais Serviços como estes proporcionam altos níveis de customização e o processo todo é em virtude deatender e satisfazer as necessidades individuais dos consumidores. Tal relação com o cliente indica, porém, um alto tempo de pessoal desperdiçado no escritório e da linha de frente no atendimento aos clientes. Serviços profissionais são baseados em pessoas, as quais buscam melhorar a prestação de serviço e, não, o que é fornecido. “Esses esquemas oferecem serviços especializados e um elevado grau de contato com o cliente” (GAITHER e FRAZIER, 2002, p.117). Serviços em massa CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 15 Ao contrário dos serviços profissionais, são baseados em equipamentos e não em pessoas, sendo que provavelmente tenha uma divisão do trabalho precisamente definida e normalmente com suas tarefas preestabelecidas. SILVESTRO (1999, apud SAKURADA; MIYAKE, 2009) relata que a formatação deste tipo de serviço se apoia num elevado grau de padronização e rotinização, baseado em pesquisas sobre expectativas dos clientes. Lojas de serviços O serviço é prestado por meio de combinações de atividades do pessoal do escritório e da linha de frente, e a ênfase passa a ser no produto e no processo de produção. Conforme CORRÊA e CAON (2002, apud SAKURADA; MIYAKE, 2009) são definidas como intermediário entre Serviços Profissionais e Serviços de Massa. Para SLACK e STUART (2007, p. 132) “são caracterizadas por níveis de contato com o cliente, customização, volume de clientes e liberdade de decisão do pessoal”. Por conta dessa variedade de tipos de processo, tanto na manufatura como nos serviços, é necessária atenção no momento de escolher o mercado de atuação, pois, primeiramente, é necessário compreender certas especificidades, como afirma HARRINGTON (1993, p. 135), “precisamos compreender claramente várias características de processo, [...] como fluxo, eficácia, eficiência, tempo de ciclo e custo”. Quanto maior a capacidade dos gestores de entenderem os processos empresariais, maior a chance de aperfeiçoá-los. Qualquer processo pode ser modificando a fim de aumentar a eficácia da organização, buscando ampliar o número de clientes satisfeitos e impulsionar as vendas. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 16 Vamos assistir ao vídeo a seguir, que fala sobre os conceitos de processos produtivos: https://www.youtube.com/watch?v=DVwnEkCaois Agora, confira a videoaula do Prof. Nelson sobre processos produtivos para complementar seu estudo! Acesse o material on-line. Canais de Distribuição Um canal de distribuição corresponde a uma ou mais empresas ou indivíduos que participem do fluxo de produtos e serviços, desde o produtor até o cliente ou usuário final. Consiste, portanto, no caminho percorrido pela mercadoria, desde o produtor até os importadores e usuários finais. A escolha do canal de distribuição adequado é essencial para o êxito na atividade exportadora. Qualquer que seja o tipo de distribuição escolhido, é fundamental que o seu trabalho seja organizado conforme: O volume de vendas a realizar de acordo com o potencial de mercado dos segmentos atendidos; A adequação dos níveis de estoque dos distribuidores para a tender à demanda de seus mercados; A qualidade e frequência da assistência aos seus clientes; O número ideal de distribuidores para cada área de mercado. Decisões sobre os Canais de Distribuição Distribuidor é um termo genérico que inclui todos os tipos de intermediários que compram e vendem por sua conta e risco, em oposição ao CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 17 agente comissionado, que como o próprio nome indica, só trabalha mediante comissionamento nos negócios. Dessa maneira, incluem-se na denominação genérica de distribuidor os atacadistas, os varejistas, revendedores, importadores e distribuidores que estocam produtos do fabricante e prestam assistência técnica ao comprador. A franquia é uma forma de comércio sob licença em que o franqueado trabalha com a marca, as mercadorias e até o design de lojas fornecidos pelo licenciador. Utilizando intermediários para distribuir os produtos, empresários conseguem atingir os clientes de maneira mais precisa e lucrativa. Principais intermediários Conheça alguns exemplos dos principais intermediários atuantes em um canal de distribuição: Varejista Realiza a venda de bens e/ou serviços diretamente ao cliente final. Ex.: supermercado, papelaria, farmácia, bazar, loja de calçados etc. Atacadista Compra e revende mercadorias para varejistas, outros comerciantes, estabelecimentos industriais, institucionais e comerciais. Não vende em pequenas quantidades para clientes finais. Ex.: atacadista farmacêutico que vende apenas para farmácias. Distribuidor Vende, armazena e dá assistência técnica em uma área geográfica delimitada de atuação e, na maioria das vezes, busca atender demandas mais regionalizadas. Ex.: distribuidora de vinhos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 18 Agentes e Corretores Agentes (relações de longo prazo) e Corretores (relações de curto prazo) são pessoas jurídicas comissionadas contratadas para vender produtos de uma empresa. Ex.: representantes de venda, corretores imobiliários, corretores de seguros etc. Sistema de Administração de Varejo O varejo é uma atividade que envolve a venda de mercadorias ou serviços diretamente ao consumidor final. Os estabelecimentos varejistas podem ser classificados entre: Varejo de autosserviço Muito utilizado para os bens de conveniência, o sistema foi introduzido pelos supermercados, progredindo para drogarias, vendas automáticas através de máquinas, etc. Varejo de autosseleção O cliente completa a sua transação através do balconista e se dirige ao caixa para efetuar o pagamento. Varejo de serviço completo O cliente recebe toda a série de informações acerca do produto. Há grande variedade de serviços e a força de merchandising é grande. Ex.: lojas de departamentos e de especialidades. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 19 Você conhece a classificação das lojas por tipo de produto? Vamos conhecer: Supermercado Caracteriza-se por vendas em larga escala, custo baixo, baixa margem, alto volume de vendas, autosserviço. Lojas de conveniência Comercializa alimentos, refrigerantes, pilhas, cigarros etc. Combinação de loja Superloja e hipermercado: maior que um supermercado convencional. Ex: Makro. Canais de distribuição Os canais de distribuição têm como objetivo principal garantir a disponibilidade do produto para os clientes. Existem três formas básicas de distribuição: Sistema de distribuição exclusiva: o próprio fabricante escolhe seus revendedores, autorizando-os a distribuir de forma exclusiva os produtos e controlando grande parte das atividades desses revendedores. Neste caso, o fabricante deve vender por meio de um ou de alguns intermediários. Normalmente, é o sistema utilizado quando a natureza do negócio precisa da lealdade do distribuidor. Um bom exemplo são as concessionárias de veículos autorizadas. Os intermediários podem ser representantes comerciais, que levam o produto aos pontos de venda ou às redes de lojas que tenham a exclusividade na distribuição do produto. Sistema de distribuição seletiva: ocorre quando o fabricante vende por meio de um grupo selecionado de intermediários. É utilizado quando a natureza do negócio precisade valorização. Entende-se que os intermediários escolhidos são considerados os melhores para vender os produtos, com base em sua localização, reputação, carteira de clientes e outros pontos fortes. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 20 Sistema de distribuição intensiva: aplica a lógica de “quanto mais, melhor”. O fabricante vende por meio de tantos intermediários quantos forem possíveis. É utilizado quando tem que haver grande disponibilidade do produto em um grande número de pontos de venda. Essa popularização é saudável para produtos de alto consumo e pouco valor agregado. Um ótimo exemplo são os produtos de higiene e os alimentícios. Agora, em vez de fazer a leitura do livro de apoio desta disciplina, você deverá fazer uma leitura do capítulo “Projetando redes de distribuição e aplicações de e-business” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de autoria de Semil Chopra e Peter Meindl, disponível no portal ÚNICO! http://unico.facinter.br/ Vamos conhecer a logística de distribuição de uma grande empresa de cosméticos do Brasil? Assista ao filme e observe quantas coisas devem ser planejadas na distribuição de um produto ao mercado! https://www.youtube.com/watch?v=IN8V65El2XA Agora, assista à videoaula deste tema, disponível no material on-line! Conceito de Cadeias de Suprimentos Neste tema você conhecerá alguns conceitos relacionados a cadeias de suprimentos (Supply Chain) dados por diversos autores, vamos a eles: “É o processo da movimentação de bens e informação desde o pedido do cliente através dos estágios de aquisição de matéria prima, produção até a distribuição dos bens para os clientes” (Rockford Consulting Group, 2001). “Uma rede de organizações conectadas e interdependentes, trabalhando conjuntamente, em regime de cooperação mútua, para controlar, gerenciar e aperfeiçoar o fluxo de matérias-primas e informações dos fornecedores para os clientes finais”. (CHRISTOPHER, 2009) CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 21 “Uma metodologia criada para alinhar todas as atividades de produção, armazenamento e transporte de forma sincronizada visando a obtenção na redução de custos, minimizar ciclos e maximizar o valor percebido pelo usuário final em busca de resultados superiores” (BOND, 2002) “Filosofia integradora para administrar o fluxo total de um canal de distribuição do fornecedor até o usuário final” (COOPER e M. ELLRAM, 1993) “Um conjunto de atividades funcionais (transportes, controle de estoque etc.) que se repetem inúmeras vezes ao longo do canal pelo qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados, aos quais se agrega valor ao consumidor” (BALLOU, 2006) Assim, podemos perceber que independentemente da variedade (e até da disparidade nas definições), a Cadeia de Suprimentos representa um conjunto de atividades que envolvem compra, armazenamento, transformação, embalagem, transporte, movimentação interna, distribuição e todo o suporte necessário para que tudo possa acontecer. Nesse sentido, há várias vertentes que vêm trazer definições acerca do tema. Em algumas teorias, a cadeia é definida como a união da logística com o Marketing e operações de compra, enquanto em outras é explicada como sendo o processo de movimentação de bens e do pedido do cliente, passando pela aquisição de matéria-prima, pela produção até a sua distribuição. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 22 Observe Cadeia de Suprimentos do Walmart® na distribuição de fraldas descartáveis: Complemente seus estudos assistindo ao vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=_mPCdicQpwU Para finalizar este tema, observe na videoaula disponível no material on-line as explicações do professor Nelson sobre os conceitos empregados nos processos dentro da Cadeia de Suprimentos. TROCANDO IDEIAS Busque conhecer o funcionamento da estrutura da Cadeia de Suprimentos da empresa que você trabalha, já trabalhou ou mesmo de uma empresa na sua cidade ou região e faça um relato das informações que você levantou, relatando-as no fórum da disciplina, disponível no AVA. Aproveite para conferir as contribuições de seu professor e de seus colegas de turma! CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 23 NA PRÁTICA Case: Coca Cola Façamos a leitura do case da Coca-Cola®: http://www.coladaweb.com/administracao/canais-de-distribuicao Agora, analise o case a partir dos fatores importantes no sistema distributivo: O número, o tamanho e a localização das unidades fabris e se estas atendem às necessidades de mercado; A localização geográfica dos mercados e se os respectivos custos de abastecimento são compatíveis; A frequência de compras dos clientes, o número e o tamanho dos pedidos; O custo do pedido e o custo de distribuição se estes são compatíveis com o mercado; Os métodos de armazenagem e seus custos; Os transportes adotados se são adequados. SÍNTESE Nossa primeira aula está chegando ao fim. Nesta aula vocês puderam conhecer os conceitos e informações básicas sobre cadeias de suprimentos. Começamos por discutir a estrutura organizacional das empresas. Depois, falamos sobre os fornecedores e os distribuidores. Tratamos, também, dos principais processos produtivos e concluímos apresentando o CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 24 tema “Cadeia de Suprimentos”, para que pudéssemos entender o conceito e a integração dos componentes de uma cadeia. Vamos fechar nossa primeira aula com chave de ouro, recapitulando os conteúdos que estudamos até agora. Até a próxima aula! Referências ARNOLD, J. R. T. Administração de materiais: uma introdução. Trad. Celso Rimoli, Lenita R. Esteves. São Paulo: Atlas, 1999. BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2006. DIAS, M. COSTA, R. F. Manual do Comprador: conceitos, técnicas e práticas indispensáveis em um departamento de compras. Mario Dias, Roberto Figueiredo Costa. 2. Ed. – São Paulo: Edicta, 2003. LANGENDYK, A. Estratégias de logística em uma empresa do setor automobilístico: o caso da Volkswagen-Audi no período 1996-2001. Florianópolis, 2002. 192 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Departamento de Qualidade e Produtividade, UFSC. MARTINS, R. Estratégia de compras na indústria brasileira de higiene pessoal e cosméticos: um estudo de casos. Dissertação (Mestrado) – Instituto Coppead, UFRJ, Rio de Janeiro, 2005. POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimoniais, uma abordagem logística: São Paulo: Atlas, 2000. 195 p. SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas 1999. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 25 Outras fontes de pesquisa: Cadeia de Suprimentos. Disponível em: https://endeavor.org.br/cadeia-de- suprimentos/. Acesso em: 07/04/2016. Canais de Distribuição. Disponível em: http://www.coladaweb.com/administracao/canais-de-distribuicao. Acesso em: 07/04/2016. Canais de Distribuição: conceito. Disponível em: http://www.academia.edu/4554702/Canais_de_Distribui%C3%A7%C3%A3o _Conceito. Acesso em: 07/04/2016. Os processos produtivos e as suas principais características. Disponível em: https://www.portal-gestao.com/item/6268-os-processos-produtivos-e-as- suas-principais-caracter%C3%ADsticas.html. Acesso em: 07/04/2016. CCDD– Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 1 Gestão da Cadeia de Suprimentos Prof. Nelson Tadeu Galvão Aula 2 CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 2 CONVERSA INICIAL Caros alunos, estamos em nossa segunda aula da disciplina de Cadeias de Suprimentos! Nesta aula, vamos aprender o que são materiais e como classificá-los, como movimentar materiais dentro da cadeia de suprimentos e quais as informações e documentos envolvidos num processo de pedido de mercadoria. Ainda, desenvolveremos o tema de estoque e armazenagem e conheceremos os principais equipamentos de movimentação de materiais. Está preparado? Vamos começar! CONTEXTUALIZANDO A gestão da cadeia de suprimentos significa para a gestão de operações o mesmo que o oxigênio significa para nosso corpo. As operações de uma empresa não podem funcionar sem uma boa prática de gestão da cadeia de suprimentos. A gestão da cadeia de suprimentos garante que uma organização receba suas matérias-primas no momento correto, bem como bens e serviços que sejam essenciais para a gestão da empresa. Toda a atividade da empresa está inserida em cadeia de processos que desempenham um papel fundamental no abastecimento de materiais nas linhas de produção. Um gerente de cadeia de suprimento deve assegurar-se de que cada elo da cadeia desempenhe o seu papel corretamente. O objetivo do nosso tema nesta rota de aprendizagem é a assegurar que você conheça algumas partes muito importantes de uma cadeia de suprimentos! CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 3 Problematização Faça uma pesquisa para conhecer os principais símbolos referentes a identificação e controles usados no armazenamento de materiais. Depois de ter feito a pesquisa, verifique os símbolos que o professor separou como exemplo, embora, evidentemente, haja outros tantos que você pode buscar e conhecer! CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 4 PESQUISE Materiais Vamos conhecer um pouco sobre os materiais usados normalmente pela Logística? Comecemos com alguns conceitos iniciais: A palavra material provém do termo latim materiais e diz respeito àquilo que pertence ou é relativo à matéria, opondo-se assim ao espiritual e ao moral. Para a Ciência, um material é qualquer conglomerado de matéria ou de massa. Na Engenharia, um material é uma substância (composto químico) com uma propriedade útil, podendo ser mecânica, eléctrica, ótica, térmica ou magnética. Por outro lado, os materiais são, também, elementos reunidos num conjunto podendo ser usados com algum fim específico e que são necessários à realização de determinada atividade. A classificação dos materiais depende das seguintes características: Abrangência Deve tratar de um conjunto de características, em vez de reunir apenas materiais para serem classificados. Flexibilidade Deve permitir interfaces entre os diversos tipos de classificação de modo que se obtenha ampla visão do gerenciamento do estoque. Praticidade A classificação deve ser simples e direta. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 5 A partir desses critérios, os materiais podem ser classificados de acordo com as seguintes características: Tipo de demanda Materiais críticos Perecibilidade Periculosidade Possibilidade de fazer ou comprar Tipos de estocagem Dificuldade de aquisição Mercado fornecedor Vamos conhecer mais detalhadamente os critérios mencionados? Tipo de demanda A classificação por tipo de demanda é uma classificação bastante utilizada nas empresas. Ela se divide em: Materiais não de estoque São materiais de demanda imprevisível, para os quais não são definidos parâmetros de ressuprimento. Esses materiais são utilizados imediatamente, ou seja, a inexistência de regularidade de consumo faz com que a compra desses materiais somente seja feita por solicitação direta do usuário, na ocasião em que isso se faça necessário. Materiais de estoque São materiais que devem sempre existir nos estoques para uso futuro e, para que não haja sua falta, são criadas regras e critérios de ressuprimento automático. Devem existir no estoque, seu ressuprimento deve ser automático, com base na demanda prevista e na importância para a empresa. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 6 Os materiais de estoque se subdividem, ainda: Quanto à aplicação Quanto ao valor de consumo Quanto à importância operacional Quanto à aplicação, os materiais de estoque ainda podem ser: Materiais produtivos: compreendem todo material ligado direta ou indiretamente ao processo produtivo. Matérias primas: materiais básicos e insumos que constituem os itens iniciais e fazem parte do processo produtivo. Produtos em fabricação: também conhecidos como materiais em processamento são os que estão sendo processados ao longo do processo produtivo. Não estão mais no almoxarifado porque já não são mais matérias-primas, nem no estoque final porque ainda não são produtos acabados. Produtos acabados: produtos já prontos. Materiais de manutenção: materiais aplicados em manutenção com utilização repetitiva. Materiais improdutivos: materiais não incorporados ao produto no processo produtivo da empresa. Materiais de consumo geral: materiais de consumo, aplicados em diversos setores da empresa. Materiais Críticos São materiais de reposição específica, cuja demanda não é previsível e a decisão de estocar tem como base o risco. Por serem sobressalentes vitais CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 7 de equipamentos produtivos, devem permanecer estocados até sua utilização, não estando, portanto, sujeitos ao controle de obsolescência. A quantidade de material cadastrado como material crítico dentro de uma empresa deve ser mínima. Perecibilidade Os materiais também podem ser classificados de acordo com a possibilidade de extinção de suas propriedades físico-químicas. Quanto à possibilidade de se extinguirem, seja dentro do prazo previsto para sua utilização, seja por ação imprevista, os materiais podem ser classificados em: perecível e não perecível. Periculosidade O uso dessa classificação permite a identificação de materiais que, devido a suas características físico-químicas, podem oferecer risco à segurança no manuseio, transporte, armazenagem, como líquidos inflamáveis, por exemplo. Possibilidade de fazer ou de comprar Essa classificação visa determinar quais os materiais que poderão ser recondicionados, fabricados internamente ou comprados: Fazer internamente: fabricados na empresa. Comprar: adquiridos no mercado. Decisão de comprar ou fazer: sujeito à análise de custos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 8 Recondicionar: materiais passíveis de recuperação sujeito a análise de custos. Tipos de Estocagem Os materiais podem ser classificados em materiais de estocagem permanente e temporária. Permanente: materiais para os quais foram aprovados níveis de estoque e que necessitam de ressuprimento constante. Temporária: materiais de utilização imediata e sem ressuprimento, ou seja, um material não de estoque. Dificuldade de Aquisição Os materiais podemser classificados por suas dificuldades de compra entre materiais de difícil aquisição e materiais de fácil aquisição. Nesse contexto, devemos nos atentar para os seguintes aspectos: Fabricação especial: envolve encomendas especiais com cronograma de fabricação longo. Escassez no mercado: há pouca oferta no mercado e pode colocar em risco o processo produtivo. Sazonalidade: há alteração da oferta do material em determinados períodos do ano. Monopólio ou tecnologia exclusiva: dependência de um único fornecedor. Logística sofisticada: material de transporte especial ou difícil acesso. Importações: a aquisição do material implica em entraves burocráticos, liberação de verbas ou financiamentos externos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 9 Mercado fornecedor Essa classificação leva em conta a imprescindibilidade ou, ainda, o grau de dificuldade para se obter os materiais, que são classificados entre: Materiais X Materiais de aplicação não importante, com similares na empresa. Materiais Y Materiais de média importância para a empresa, com ou sem similar. Materiais Z Materiais de importância vital, sem similar na empresa, cuja falta ocasiona paralisação da produção. Valor de consumo Para que se alcance a eficácia na gestão de estoque é necessário que se separe, de forma clara, aquilo que é essencial do que é secundário em termos de valor de consumo. Para fazer essa separação nós contamos com uma ferramenta chamada de Curva ABC (ou Curva de Pareto), que determina a importância dos materiais em função do valor expresso pelo próprio consumo em determinado período. Os materiais são classificados em: Materiais A: materiais de grande valor de consumo. Materiais B: materiais de médio valor de consumo. Materiais C: materiais de baixo valor de consumo. Agora, é com você: Faça a leitura do texto sobre definição e classificação de materiais, de autoria do prof. Douglas Gouvêa. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 10 http://www.pmt.usp.br/pmt5783/01%20Ciencia%20dos%20Materiais_ Apresentacao.pdf E assista ao vídeo a seguir, que lhe ajudará a complementar seu estudo com algumas informações sobre a classificação de materiais. https://www.youtube.com/watch?v=Uei6m5LwSY4 Agora, vamos à videoaula? Acesse o material on-line! Movimentação de Materiais A logística empresarial fez com que as empresas adquirissem maior controle de todas as atividades de movimentação e armazenagem, facilitando, assim, a verificação eficiente do fluxo de mercadorias, ou seja, desde o carregamento inicial de materiais de um fornecedor, até à venda do produto fabricado ao consumidor final. A movimentação de materiais pode ser definida como parte integrante de um sistema de produção e que permite otimizar a eficiência da movimentação de materiais no sistema. A movimentação de materiais deve descrever os tipos de equipamentos que serão utilizados nas diversas operações envolvidas no sistema, como a embalagem, o transporte e o armazenamento. Independentemente do tamanho e da complexidade do material, o sistema de movimentação deve atender dois tipos de fluxos simultaneamente: o fluxo físico de materiais e o correspondente fluxo de informação. Nos sistemas de movimentação manual e mecanizados, todos os processos de movimentação são observados e controlados pelo operador, por meio de registos e correções. Nos sistemas automáticos, scanners e outros CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 11 tipos de aparelho de controle e gestão permitem aceder a toda a informação acerca do estado dos equipamentos e dos materiais, em tempo real. O sistema pode estar sob controle de um computador local, que por sua vez, pode estar ou não, ligado a um servidor. A integração de equipamentos automatizados de controle da produção e da movimentação nos processos industriais irá ao encontro das necessidades da empresa. O Material Handling Institute definiu dez princípios de movimentação de materiais, que são fundamentais para o projeto, concepção, análise e operação de sistemas de movimentação de materiais. Planejamento: toda as movimentações de materiais devem ser planejadas de acordo com a sua necessidade, seus objetivos de desempenho e as especificações funcionais propostas no início do projeto. Normalização: normalizar métodos de movimentação de material e equipamentos reduz a variedade e a personalização dos processos. Trabalho: a movimentação de materiais é igual ao produto da taxa de fluxo de movimentação de materiais (volume, peso ou quantidade por unidade de tempo) pela distância percorrida. Ergonomia: é importante reconhecer as capacidades e limitações humanas, tanto físicas como psicológicas, de modo a conceber métodos de movimentação de material e equipamentos seguros e eficazes. Unidade de carga: a unidade de carga deve ser dimensionada e configurada de forma a satisfazer os objetivos de fluxo de materiais e armazenagem em cada fase da cadeia de abastecimento. Utilização do espaço: deve ser feita de forma a tornar o sistema de movimentação de materiais mais eficaz e eficiente. Na movimentação de materiais, o conceito de espaço é tridimensional, normalmente considerado como espaço cúbico. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 12 Sistema: as atividades de movimentação e armazenagem devem ser totalmente integradas de forma a criar um sistema operacional coordenado, que envolva recepção, inspeção, armazenagem, produção, montagem, embalagem, seleção, expedição, transporte e movimentação de devoluções. A integração de sistemas deve envolver toda a cadeia de abastecimento, incluindo a logística inversa. As principais entidades da cadeia de abastecimento são: fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes. Automatização: as operações de movimentação de materiais devem ser mecanizadas ou automatizadas, sempre que possível, de modo a aumentar a eficiência, capacidade de resposta, uniformidade e previsibilidade do sistema, e reduzir custos operacionais, eliminando o trabalho manual repetitivo e potencialmente inseguro. Meio-ambiente: o impacto no meio ambiente e o consumo de energia devem ser considerados como aspectos relevantes no projeto e seleção de equipamentos e de sistemas de movimentação de materiais, de modo a preservar os recursos naturais existentes na Terra e minimizar os possíveis efeitos negativos no meio ambiente. Custo do ciclo de vida: a análise econômica deverá considerar o ciclo de vida de todos os sistemas resultantes da movimentação de materiais, incluindo todas as despesas e gastos desde o momento em que o primeiro valor é gasto para projetar ou adquirir um novo método ou equipamento de movimentação, até a eliminação ou substituição total dos métodos ou equipamento. Princípio da unidade de carga Dos dez princípios da movimentação de materiais, existe um princípio que devemos olhar mais atentamente: o princípio da unidade de carga. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 13 Uma unidade de carga pode ser definida como a carga a ser movimentada ou recolhida de uma vez só, ao mesmo tempo. A unidade da carga é parte integrante do sistema de movimentação de materiais. O tamanho da unidade de carga e a sua composição podem ser alteradas durante as movimentações de produto. As unidades de carga podem ser compostas por um item ou por diversos itens. Além do material,a unidade de carga inclui o contentor, ou o suporte, que será utilizado para movimentar o material. O tamanho da unidade de carga pode variar conforme o equipamento utilizado. A integridade da unidade de carga pode ser mantida de diversas maneiras. Para dimensionar a unidade de carga é necessário atentar-se para algumas medidas: 1. Determinar a aplicabilidade do conceito de unidade de carga. 2. Selecionar o tipo de equipamento a utilizar para movimentar a unidade de carga. 3. Identificar a origem mais distante da unidade de carga. 4. Estabelecer o destino mais distante da unidade de carga. 5. Determinar o tamanho da unidade de carga. 6. Configurar a composição e estrutura da unidade de carga. 7. Determinar o método de formação da unidade de carga. As especificações da unidade de carga podem ser influenciadas pela instalação de produção ou de armazenagem. A largura das portas de entrada e saída, colunas, largura dos corredores, o raio de curvatura dos veículos e a altura de empilhamento de equipamentos de armazenagem, são alguns dos fatores que influenciam as dimensões e estrutura da unidade de carga. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 14 Tem havido inúmeros casos em que os equipamentos adquiridos não puderam ser instalados nem utilizados devido a suas dimensões. Faça uma leitura do capitulo “Gerando economia de escala em uma cadeia de suprimentos: Estoque cíclico” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Semil Chopra e Peter Meindl, disponível no portal ÚNICO! http://unico.facinter.br/ Para complementar os seus estudos assista ao vídeo a seguir, que trata sobre os Equipamentos de Movimentação! https://www.youtube.com/watch?v=nnRtDuvLoNI Agora, vamos retomar o conteúdo deste tema assistindo à explicação do professor Nelson Tadeu, disponível no material on-line! Armazenagem e Estoques Vamos tratar agora da armazenagem, que é a administração do espaço necessário para manter os estoques. O planejamento de armazéns inclui: localização, dimensionamento de área, arranjo físico, baias de atracação, equipamentos para movimentação, tipo e sistemas de armazenagem informatizados para localização de estoques e mão de obra disponível. O funcionamento adequado do armazém exige que o mesmo disponha de um sistema rápido para transferência da carga, imobilizando o veículo durante o menor tempo possível. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 15 O objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais eficiente possível. O armazém deve apresentar cuidados essenciais que devem ser observados: Determinação do local; Definição adequada do leiaute; Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes aos materiais; Ordem, arrumação e limpeza de forma constante; Segurança patrimonial contra furtos, incêndios etc. Otimizando a armazenagem obtemos: Máxima utilização do espaço (ocupação do espaço); Efetiva utilização dos recursos disponíveis (mão-de-obra e equipamentos); Prontos de acesso a todos os itens, Máxima proteção dos itens estocados; Boa organização; Satisfação das necessidades dos clientes. A melhor forma de guardar é aquela que maximiza o espaço disponível nas três dimensões do prédio: comprimento, largura e altura. A armazenagem compreende seis fases: Primeira fase: verificação das condições nas quais o material foi recebido, no tocante a proteção e embalagem. Segunda fase: identificação dos materiais. Terceira fase: guarda na localização adequada. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 16 Quarta fase: informação da localização física de guarda ao controle. Quinta fase: verificação periódica das condições de proteção e armazenamento. Sexta fase: separação para distribuição. Itens de Estoques As mercadorias de maior saída do depósito devem ser armazenadas nas imediações da saída ou expedição, a fim de facilitar o manuseio. O mesmo deve ser feito com os itens de grande peso e volume. Corredores Os corredores dentro do depósito deverão facilitar o acesso às mercadorias em estoque. Portas de acesso As portas de acesso ao depósito devem permitir a passagem dos equipamentos de manuseio e movimentação de materiais. Prateleiras e Estruturas Quando houver prateleiras e estruturas no depósito, a altura máxima deverá considerar o peso dos materiais. O topo das pilhas de mercadorias deve se distanciar um metro das luminárias do teto ou dos sprinklers (equipamentos fixos de combate a incêndio) de teto. As mercadorias leves devem permanecer na parte superior das estruturas, e as mercadorias mais pesadas devem ser armazenadas nas barras inferiores da estrutura. O piso deve ser suficientemente resistente para suportar o peso das mercadorias estocadas e o trânsito dos equipamentos de movimentação. Esses são alguns dos critérios de armazenagem que devem ser considerados: Fragilidade CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 17 Combustibilidade Volatização Oxidação Explosividade Intoxicação Radiação Corrosão Inflamabilidade Volume Peso Forma Não existem regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser dispostos no almoxarifado, motivo pelo qual se devem analisar, em conjunto, os critérios que mencionamos, para, então, decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando qual das alternativas melhor atende ao seu fluxo de materiais: Armazenagem por agrupamento: esse critério facilita as tarefas de arrumação e busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do espaço. Armazenagem por tamanhos: esse critério permite bom aproveitamento do espaço. Armazenagem por frequência: implica em armazenar tão próximo quanto possível da saída os materiais que tenham maior frequência de movimento. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 18 Armazenagem especial: geralmente empregada para produtos inflamáveis e perecíveis. Indicações contidas nas embalagens em geral, por meio de símbolos convencionais que indicam os cuidados a serem seguidos no manuseio, transporte e armazenagem, de acordo com a carga contida. Armazenagem em área externa: devido a sua natureza, muitos materiais podem ser armazenados em áreas externas, contíguas ao Almoxarifado, o que diminui os custos e, em paralelo, amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Coberturas alternativas: a escassez de área e o custo de construção são dois componentes significativos na determinante de um almoxarifado. Agora você deverá fazer a leitura do capítulo “Gerindo incertezas em uma cedia de suprimentos: Estoque de segurança”, do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Semil Chopra e Peter Meindl, disponível no portal ÚNICO. http://unico.facinter.br/ Complemente os seus estudos assistindo ao vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=HSoIiwwHIoM Restam dúvidas? Gostaria de revisar o conteúdo deste tema? Não deixe de assistir à videoaula disponível no material on-line! Gestão da Informação nos pedidos de material Vamos agora aprender sobre a gestão da informação num processo de pedido de material! No processo de pedido de material as etapas a serem cumpridas seriam:CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 19 Preparação do pedido Da preparação do pedido fazem parte todas as atividades relacionadas com o levantamento de informações acerca dos produtos e serviços pretendidos e com a sua requisição formal para que sejam adquiridos. O preenchimento de formulários, a determinação da disponibilidade de exigência e a transmissão do pedido a um encarregado de vendas também podem fazer parte da preparação do pedido. Existem várias ferramentas que são uma grande ajuda, tais como o código de barras, que nos dá a descrição dos produtos pretendidos, incluindo o tamanho e quantidade; as páginas Web dos fornecedores com informações acerca de seus produtos ou até a possibilidade de fazer as encomendas on- line ou os computadores das empresas, que através da troca eletrônica de dados, geram encomendas diretamente, evitando as faltas de produtos. Essas tecnologias vão, aos poucos, eliminando várias tarefas que, anteriormente, tinham de ser feitas manualmente. Transmissão do pedido Quando o pedido já foi efetuado, a primeira atividade a efetuar no ciclo de processamento é a transmissão de informações. Essa atividade passa por transmitir os documentos do ponto de origem do pedido para o fornecedor. Esta transmissão pode ser realizada manualmente (por serviço postal ou entregue por funcionários) ou eletronicamente (por telefone para números CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 20 gratuitos, por fax, comunicações via satélite, Electronic Data Interchange (EDI) e através da Internet). Atendimento do pedido Antes de se poder aviar um pedido, há várias tarefas que têm de ser realizadas: verificar a exatidão das informações no pedido, tais como a descrição, quantidade e preço dos produtos; conferir se há disponibilidade dos itens pedidos em estoque; tratar dos documentos correspondentes ao pedido pendentes ou canceladas; verificar a situação de crédito do cliente; transcrever as informações do pedido de acordo com o necessário e faturar o pedido. Já existem sistemas automatizados para realizar estas tarefas! O atendimento das encomendas também sofreu uma grande mudança com a utilização dos computadores, que substituíram as contagens de existências e ações de transcrição manuais. Dessa forma, os tempos de ciclo dos pedidos foram muito reduzidos. Aviamento do pedido No aviamento realizam-se as seguintes tarefas: Adquirir os itens retirando-os das existências, produzindo-os ou comprando-os; Embalar os itens para embarque; Programar o embarque das entregas e preparar a documentação para o embarque. Algumas dessas atividades podem ser realizadas paralelamente às do atendimento do pedido, reduzindo, assim, o tempo de ciclo. A escolha das regras de prioridade tem a ver com os critérios de justiça para os clientes. O aviamento dos pedidos, independentemente de ser a partir de existências ou CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 21 da produção de produtos, é somado ao tempo de ciclo do pedido na mesma proporção do tempo de entrega, embalagem e produção. A definição de prioridades de aviamento evita que os atrasos se deem relativamente às encomendas dos clientes mais importantes. Confira algumas regras de priorização: Primeira a ser recebida, primeira a ser processada; O pedido de menor tempo de processamento; Os pedidos com ordem de prioridade especificada; Primeiro os pedidos menores e menos complexas; Os pedidos com menor prazo de entrega; Os pedidos com menos tempo até à data de entrega. Relatório da situação do pedido A última atividade do processamento do pedido pretende manter os clientes informados acerca de quaisquer atrasos que possam ocorrer. As etapas desse processo são: 1. O acompanhamento e localização dos pedidos ao longo de todo o seu ciclo. 2. A comunicação ao cliente da localização do pedido, bem como a previsão da data da sua entrega. Essa atividade não tem influência no tempo de ciclo do processamento da encomenda, porque é feita paralelamente a outras atividades. A tecnologia tem grande influência no acompanhamento da situação dos pedidos. Os sistemas de informação conseguem identificar quem recebeu determinado pedido, assim como sua localização física e temporal. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 22 Por exemplo, as empresas de transporte de encomendas conseguem informar os seus clientes da localização dos produtos que transportam por meio de códigos de barras com leitura a laser e uma rede mundial de computadores e softwares projetados especialmente para essas empresas, sendo constantemente aperfeiçoados. O processamento de pedidos é feito nas mais variadas situações. O exemplo refere-se a um pedido industrial. Uma parte das atividades pode ser automatizada, no entanto, a maioria é feita manualmente. Um fabricante produz mangueiras, válvulas e conectores para uso industrial, de acordo com as especificações do cliente. Processa uma média de 50 pedidos por dia, tem um tempo de ciclo total entre 15 e 25 dias e um tempo de ciclo de processamento de 4 a 8 dias. O sistema de processamento de encomendas foi projetado da seguinte forma: As encomendas do cliente são recebidas via postal ou telefônica na sede da empresa, do vendedor ou diretamente do cliente. As encomendas não são feitas pela Web porque os clientes têm receio que sejam vistas pela concorrência. Não é usado o sistema Electronic Data Interchange (EDI). Quando a sede recebe um pedido por telefone, o pedido é transcrito, resumidamente, por um funcionário para um formulário. As encomendas são encaminhadas, diariamente, para o gerente das vendas. O gerente das vendas analisa as encomendas e redige instruções para as encomendas dos clientes com necessidades diferenciadas. Os pedidos são enviados para os funcionários encarregados prepará-las e eles transcrevem-nas para os formulários da empresa. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 23 Os pedidos são enviados, então, para o Departamento de Contabilidade, onde é analisado o crédito do cliente, passando, em seguida, para o departamento de vendas para conferir os preços. O departamento de processamento de dados introduz as informações dos pedidos no computador para serem transmitidas à fábrica, que faz uma verificação geral da encomenda. O representante do serviço ao cliente confere o pedido, transmitindo-a à fábrica adequada. Uma notificação é enviada ao cliente por correio eletrônico, confirmando o recebimento da encomenda. Faça uma leitura do capítulo “A função da TI em uma cadeia de suprimentos” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações. O livro, como você já deve saber, encontra-se disponível no portal ÚNICO! http://unico.facinter.br/ Finalizemos este tema com mais uma videoaula disponível no material on-line! Equipamentos de movimentação de materiais Vocês conhecem quantos tipos de equipamentos de movimentação de materiais existem? Existem seis tipos de equipamentos de movimentação de materiais: 1. Veículos industriais 2. Equipamentos de elevação e transferência 3. Transportadores contínuos CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 24 4. Embalagens, 5. Recipientes e unitizadores 6. Estruturas para armazenagem Veículos Industriais São equipamentos (motorizados ou não) usados paramovimentar cargas intermitentes, em percursos variáveis com superfícies e espaços apropriados, com a função primaria de transportar e manobrar. Principais tipos: carrinhos industriais, empilhadeiras, rebocadores, autocarrinhos (AGV) e guindastes autopropelidos. São utilizados tanto no processo de produção como no de armazenagem para não só transportar cargas, mas, também, colocá-las em posição conveniente. Sua principal característica é a flexibilidade de percurso e de carga e descarga. Equipamentos de elevação e transferência São equipamentos destinados a mover cargas variadas para qualquer ponto dentro de uma área fixa, onde a função principal é transferir. São utilizados para materiais pesados, volumosos e desajeitados, em curtas distâncias, dentro de uma fábrica. Principais tipos: talhas, guindastes fixos, pontes rolantes, pórticos e semipórticos. Transportadores Contínuos CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 25 São mecanismos destinados ao transporte de granéis e volumes em percursos horizontais, verticais ou inclinados, fazendo curvas ou não e com posição de operação fixa. São formados por um leito, onde o material desliza em um sistema de correias ou correntes infinito, acionado por tambores ou polias. Principais tipos: correias planas ou côncavas, elemento rolantes (como rodízios, rolos ou esferas), correntes (aéreas ou sob piso), taliscas e elevador de caçamba contínuo. São utilizados onde haja grande fluxo de material a ser transportado em percursos fixos. Embalagem Embalar um produto é dar-lhe forma para sua apresentação, proteção, movimentação e utilização, a fim de que possa ser comercializado e manipulado durante todo o seu ciclo de vida. A embalagem precisa ser idealizada considerando que uma mercadoria, normalmente, passa por três fases de manuseio: No local da produção, quando será embalada e armazenada; No transporte, quando sofrerá os efeitos do seu deslocamento de um ponto a outro, incluindo os transbordos; No seu destino final, quando terá outras manipulações. As embalagens devem visar à proteção da mercadoria durante transporte, movimentação, armazenagem, comercialização e consumo. Elas podem ser primárias ou secundárias. Embalagem primária: embalagem de consumo que protege diretamente o produto. Tem finalidade de identificar, informar as CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 26 características; demonstrar o modo de uso; conferir uma aparência atraente para a venda e apresentar o produto, já que muitas vezes isto não será possível sem uma embalagem. A embalagem pode ter os mais variados tamanhos e formatos, e ser constituída de vários tipos de materiais, como vidro, plástico, alumínio, papel, papelão, PET (polietileno tereftalato), etc. Embalagem secundária: a embalagem secundária visa unitizar as embalagens primárias em pequenas unidades, de maneira uniforme, permitindo a sua comercialização, possibilitando ou facilitando a manipulação mais adequada da mercadoria. Um dos grandes motivos de perdas ou avaria nas mercadorias durante a armazenagem, manuseio e transporte é a concepção da embalagem, que pode ser inadequada para determinado produto ou não atender aos requisitos mínimos de proteção e segurança. No mercado doméstico, os produtos são tratados de acordo com as normas do próprio país de origem, sem maiores sobressaltos e com problemas e virtudes conhecidos. Recipientes e unitizadores Corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de armazenamento e movimentação da carga sob forma mecanizada. Não constitui propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento ou transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos armazenados. Confira os principais tipos de recipientes e unitizadores: Unitização: corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de armazenamento e movimentação da carga de maneira CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 27 mecanizada. Não constitui propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento e transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos armazenados. Paletização: utilização de plataforma de madeira ou estrado destinado a suportar carga, que é fixada por meio de cintas, de modo que sua movimentação mecânica utilize garfos de empilhadeira ou guindastes específicos. O guindaste pode movimentar o pallet por dois lados ou por quatro lados com seus garfos, permitindo ainda que a carga seja envolvida em filme PVC. Conteinerização: colocação da carga em contêiner (“cofre de carga”), que é um recipiente construído de material resistente o suficiente para suportar uso repetitivo, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com segurança, inviolabilidade e rapidez, permitindo fácil carregamento e descarregamento e adequado à movimentação mecânica e ao transporte por diferentes equipamentos. “As opções de utilização no transporte marítimo são os contêineres de 20” e 40” (pés), com sua classificação para cada tipo de carga, por exemplo: Contêiner de teto aberto (Open Top): utilizado para cargas pesadas em sua totalidade, com encerado para cobertura na parte de cima. Muito utilizado para máquinas e equipamentos que são maiores que as dimensões da porta do contêiner e são colocadas pela parte superior. Contêiner térmico (aquecido ou refrigerado): utilizado para produtos que requerem temperatura constante durante seu transporte para não alterar a qualidade e a apresentação, muito comum para produtos perecíveis. Contêiner ventilado: evita a condensação do ar em seu interior, utilizado para transporte de frutas, legumes, animais vivos etc. Contêiner seco: utilizado para cargas secas, contêiner normal. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 28 Contêiner tanque: utilizado para cargas líquidas a granel. Contêiner para granéis sólidos: como cereais, pós, farinhas, açúcar etc. Mariner – Slings: Cintas de material sintético, que formam uma rede, com dimensões padronizadas, geralmente utilizadas para sacaria. Dependendo do embarque, seguem com a carga até o destino ou apenas até o porão do navio, quando são retirados. Big-Bag: Sacos de material sintético, com fundo geralmente circular ou quadrado, utilizados frequentemente para produtos industrializados em grãos e pós, substituindo a sacaria. São reaproveitáveis e cada unidade de carga tem uma variação de peso de 800 kg até 2,0t. O custo é superior ao dos mariner-slings e, por isso, em operações de comércio exterior, geralmente não embarcam com a carga. A capacidade costuma ser igualmente superior à dos mariner-slings. Estruturas de armazenagem As estruturas de armazenagem são elementos básicos para a paletização e o uso racional de espaço, além de atender aos mais diversos tipos de carga. São estruturas constituídas em L ou U, por tubos modulares e perfurados, dispostos de modo a formar estantes, berços ou outros dispositivos de sustentação de cargas. Os principais tipos são: Porta-pallets convencional É a estrutura mais utilizada. Empregada quando é necessária seletividade nas operações de carregamento, isto é, quando as cargas dos CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 29 pallets forem muito variadas, permitindoa escolha da carga em qualquer posição da estrutura sem nenhum obstáculo dentro dos armazéns. Apesar de necessitar de muita área para corredores, compensa por sua seletividade e rapidez na operação. Porta-pallets para corredores estreitos Permite otimização do espaço útil de armazenagem, em função da redução dos corredores para movimentação. Porém, o custo do investimento torna-se maior em função dos trilhos ou fios indutivos que são necessários para a movimentação das empilhadeiras trilaterais. Em caso de pane da empilhadeira, outra máquina convencional não tem acesso aos pallets. Porta-pallets para transelevadores Também otimiza o espaço útil, já que seu corredor é ainda menor que o da empilhadeira trilateral. Em função de alturas superiores às estruturas convencionais, permite elevada densidade de carga com rapidez na movimentação. Possibilita o aproveitamento do espaço vertical e propicia segurança no manuseio do pallet, automação e controle do FIFO. Porta-pallets autoportante Elimina previamente a necessidade de construção de um edifício. Permite o aproveitamento do espaço vertical (em média, utiliza-se em torno de 30m). O tempo de construção é menor e pode-se conseguir, também, redução no valor do investimento, uma vez que a estrutura de armazenagem vai ser utilizada como suporte do fechamento lateral e da cobertura, possibilitando uma maior distribuição de cargas no piso, traduzindo em economia nas fundações. Porta-pallets deslizante Sua principal característica é a pequena área destinada à circulação. O pallet fica mais protegido, pois quando não se está movimentando, a estrutura fica na forma de um blocado. Muito utilizado em espaços CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 30 extremamente restritos para armazenagem de produtos de baixo giro e alto valor agregado. Apresenta, como vantagem, alta densidade. Estrutura tipo Drive-through Possui alta densidade de armazenagem de cargas iguais e propicia grande aproveitamento volumétrico para os armazéns. Este sistema deve ser utilizado preferencialmente quando o sistema de inventário obrigue a adoção do tipo FIFO (first in, first out – primeiro a entrar, primeiro a sair). Tem acesso também por trás, possibilitando corredores de armazenagem mais longos. Estrutura tipo Drive-in Deve ser utilizado preferencialmente quando o sistema de inventário for do tipo LIFO (last in, first out – último a entrar, primeiro a sair). Sua utilização torna-se necessária quando é preciso alta densidade de estocagem. Composta por pórticos e braços que sustentam trilhos destinados a suportar os pallets, exige pallets uniformes e mais resistentes. Estrutura dinâmica Neste sistema, o pallet é colocado pela empilhadeira num trilho inclinado com roletes e desliza até a outra extremidade, onde existe um “stop” para contenção do mesmo. Sem dúvida, é uma das mais caras, mas muito utilizada na indústria de alimentos para atender aos prazos de validade dos produtos perecíveis. Estrutura tipo cantilever Sistema perfeito para armazenagem de peças de grande comprimento. É destinada às cargas armazenadas, pela lateral, preferencialmente por empilhadeiras. De preço elevado, é composta por colunas centrais e braços em balanço para suporte das cargas, formando um tipo de árvore metálica. Estrutura tipo Push-Back Neste sistema, a empilhadeira “empurra” cada pallet sobre um trilho com vários níveis, permitindo a armazenagem de até quatro pallets na profundidade. Também conhecida por Glide In – Gravity feed, Push Back CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 31 (alimentado por gravidade, empurra e volta) é insuperável em produtividade de movimentação, densidade de armazenagem e economia total de armazenagem de cargas diferentes. Esta é uma opção para o aumento da densidade de armazenagem sem a necessidade de investimentos em equipamentos de movimentação, pois os pallets ficam sempre posicionados nos corredores com fácil acesso, isto é, qualquer nível é completamente acessado sem a necessidade de descarregar o nível inferior. A utilização dos perfis de aço laminados estruturais é absolutamente necessária para garantir o perfeito funcionamento de trilhos, carros e rodízios dos sistemas. Estrutura tipo Flow-rack Sistema indicado para pequenos volumes e grande rotatividade, onde se faz necessário o picking, facilitando a separação de materiais e permitindo naturalmente o princípio FIFO. Neste sistema, o produto é colocado em um plano inclinado com trilhos que possuem pequenos rodízios deslizando, assim, por gravidade, até a outra extremidade, onde existe um “stop” para a contenção do mesmo. É usada com movimentações manuais e mantém, sempre, uma caixa à disposição do usuário, facilitando, assim, o picking, ou seja, a montagem de um pedido, como se fosse um supermercado. Como elas precisam ser de pouca altura, pois são usadas manualmente, é bastante comum montá-las na parte inferior de uma estrutura porta-pallets convencional, no intuito de usar a parte superior para estocagem do mesmo produto, em pallets, simulando, assim, um atacado na parte superior e um varejo na parte inferior. Estante Sistema estático para a estocagem de itens de pequeno tamanho que podem ter acessórios, como divisores, retentores, gavetas e painéis laterais e de fundo. Possibilita a montagem de mais de um nível, com pisos intermediários. São adequadas para armazenar itens leves, manuseáveis sem a ajuda de qualquer equipamento e com volume máximo de 0,5 m3. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 32 Estante de grande comprimento Utilizada para cargas leves que possuem um tamanho relativamente grande para ser colocado nas estantes convencionais. É um produto intermediário entre as estantes e os porta-pallets. Para este tema, sugerimos uma leitura diferente: leia o capítulo “Equipamento de manuseio e armazenagem de material” disponível no livro Logística e cadeia de suprimentos – o essencial, de Paulo Sérgio Gonçalves, que também está disponível no portal ÚNICO! http://unico.facinter.br/ O vídeo a seguir complementa todas as informações que você aprendeu neste tema. Vamos assisti-lo? https://www.youtube.com/watch?v=Uei6m5LwSY4 E agora, finalizemos este tema assistindo à videoaula do professor Nelson, que está disponível no material on-line! TROCANDO IDEIAS Complementem os estudos referentes a equipamentos usados para movimentação de materiais, buscando na Internet fotos dos principais equipamentos vistos nesta aula. É importante que vocês possam distinguir os diferentes tipos de equipamentos usados! Fica aqui também a sugestão de que compartilhem esse material com os colegas de turma, postando-o no fórum da disciplina. Vamos interagir? CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 33 NA PRÁTICA E para entender um pouco mais sobre o futuro da armazenagem, leia o artigo escrito por Reinaldo Moura, um ícone nos estudos da Logística no Brasil: Que futuro prevemos para o campo da armazenagem? http://www.guialog.com.br/artigo/Y686.htm SÍNTESE Caros alunos, concluímos a nossa segunda aula da disciplina de Cadeias de Suprimentos. Nela, aprendemos sobre os materiais e sua classificação; como se movimentam materiais dentro da cadeia de suprimentos; quais as informações e documentos envolvidos num processo de pedido de mercadoria; noções de estoque e armazenagem e conhecemos os principais equipamentos de movimentação de materiais. Vamos recapitularesses tópicos? Acesse o material on-line! Referências PASCOAL, J. A. Gestão estratégica de recursos materiais: controle de estoque e armazenagem. Monografia apresentada ao Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. João Pessoa, 2008. ROBLES, L. T. Cadeias de Suprimentos. Curitiba: Editora InterSaberes, 2015. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 34 Classificação de Materiais. Disponível em: http://oadministradormoderno.blogspot.com.br/2011/11/classificacao-de- materiais.html. Acesso em: 15/04/2016. Logística/Movimentação de materiais/Princípios de movimentação de materiais. Disponível em: https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Movimenta%C3%A7%C3%A 3o_de_materiais/Princ%C3%ADpios_de_movimenta%C3%A7%C3%A3o_de _materiais. Acesso em: 15/04/2016. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 1 Gestão da Cadeia de Suprimentos Aula 3 Prof.ª Nelson Tadeu Galvão de Oliveira CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 2 Conversa Inicial Caros alunos, estamos iniciando mais um encontro da nossa disciplina. Hoje, vamos aprender sobre o trâmite e como ocorrem os pedidos de mercadorias nas empresas, depois vamos discutir sobre o recebimento de materiais, suas etapas e controles Nesta rota de aprendizagem, referente a sistemas e controles, vamos ainda conhecer os diferentes sistemas de controles tais como o ECR, o EDI e sobre os ERPs. Como vocês podem ver são assuntos importantes que permitirão que vocês comecem a formatar melhor o entendimento das cadeias de suprimento. Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Contextualizando Muitas mudanças ocorreram no campo dos negócios nas últimas décadas. O aumento da competição e o advento das terceirizações geraram um novo ambiente, no qual as empresas não atuam mais como elementos isolados, mas como membros de uma cadeia em rede. O Fórum Global de Cadeia de Suprimentos (do inglês, Global Supply Chain Forum) define a SCM como sendo a integração dos processos de negócios-chave do usuário final até o fornecedor original que aprovisiona produtos, serviços e informação, adicionando valor para os consumidores e outros acionistas. Houlihan (1985) diz que o objetivo da SCM é reduzir a quantidade total de recursos necessários para gerar um nível desejado de serviço ao consumidor. Outros autores indicaram objetivos que suportam esse objetivo principal, incluindo a sincronização das necessidades dos clientes com o fluxo de materiais dos fornecedores, redução dos investimentos em estoque na cadeia, melhora do serviço ao consumidor e a construção de vantagem competitiva para a cadeia de suprimentos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 3 Poirier e Reiter (1996) consideram a SCM um sistema que envolve todos os elementos de uma cadeia de produção, do fornecedor de matéria-prima até a entrega do produto (ou serviço) pelo comércio varejista (ou pela empresa prestadora de serviços) ao consumidor final, visando à otimização da cadeia de valores como um todo. Nos temas a serem estudados nesta rota de aprendizagem você poderá conhecer como buscar a integração estratégica da cadeia de suprimentos e os sistemas usados para facilitar essa ação. Pesquise TEMA 1: Gestão do ciclo de pedido e processamento de pedido. A montagem de um sistema logístico, compreende cinco componentes básicos, vamos a eles: Transporte; Armazenagem; Estoque; Processamento de pedidos e informações, Produção / compras. CICLO DO PEDIDO E OS FLUXOS DE INFORMAÇÕES E MATERIAIS Um ciclo de pedidos envolverá sempre um fluxo de informação e um fluxo de material. Os sistemas logísticos se compõem de fluxos de informações e de materiais, onde os fluxos de informações acionam e controlam os fluxos de materiais. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 4 Vejam o desenho abaixo que nos mostra o ciclo de processamento de um pedido Fonte: Sistema de in formação logística prof. José Correia Já no desenho seguinte você verá as etapas de um processamento de um pedido, vejamos: CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 5 Três problemas comuns na gestão do ciclo do pedido Embora o sistema de processamento de pedidos esteja cada vez mais automatizado e sofisticado, ele não é totalmente imune a problemas durante o ciclo do pedido, seguem os principais problemas que surgem: 1) percepções conflitantes, entre clientes e fornecedores, sobre o real desempenho do ciclo do pedido; 2) a ocorrência de variabilidades significativas nos tempos do ciclo; 3) flutuações exageradas da demanda ao longo do tempo. TEMA 2: Recebimento de material. Vamos neste tema estudar sobre etapas do recebimento de materiais, vamos lá de imediato aos nossos estudos: Atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de materiais é módulo de um sistema global integrado com as áreas de contabilidade, compras e transportes e é caracterizada como uma interface entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil. Vamos agora conhecer um conceito de recebimento de material: Recebimento de Material é a atividade intermediária entre as tarefas de compra e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos materiais destinados à empresa. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 6 O recebimento de material envolve algumas atribuições básicas que são Coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais; Analisar a documentação recebida, verificando se a compra está autorizada; Controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos; Proceder a conferência visual, verificando as condições de embalagem quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos; Proceder a conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos; Decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso; Providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de pagamento ao fornecedor; Liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado; As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A análise do Fluxo de Recebimento de Materiais permite dividir a função em quatro fases: Vamos estudar cada uma das fases separadamente para que fique de fácil visualização e entendimento. 1ª. fase – Entrada de materiais: é o confronto dos dados do documento fiscal (Nota Fiscal), com a Ordem de Compra do Setor de Compras. Esta verificação é necessária porque qualquer divergência verificada posteriormente poderá dificultar a liquidação contábil e o pagamento da aquisição. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 7 A recepção dos veículos transportadores representa o início do processo de recebimento que tem como objetivos: A recepção dos veículos transportadores; A triagem da documentação suporte para orecebimento; Constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, foi autorizada; Constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual; Constatação se o número do documento de compra consta na Nota Fiscal; Cadastramento no sistema das informações referentes às compras autorizadas. As compras não autorizadas ou em desacordo com a programação de entrega devem ser recusadas, transcrevendo-se os motivos no verso da Nota Fiscal. Outro documento que serve para as operações de análise de avarias e conferência de volumes é o "Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga", que é emitido quando do recebimento da mercadoria a ser transportada. As divergências e irregularidades insanáveis constatadas em relação às condições de contrato devem motivar a recusa do recebimento, anotando-se no verso da Nota Fiscal as circunstâncias que motivaram a recusa, bem como nos documentos do transportador. O exame para constatação das avarias é feito através da análise da disposição das cargas, da observação das embalagens, quanto a evidências de quebras, umidade, dentre outros danos. Os materiais que passaram por essa primeira etapa devem ser encaminhados ao Almoxarifado. Para efeito de descarga do material no Almoxarifado, a recepção é voltada para a conferência de volumes, CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 8 confrontando-se a Nota Fiscal com os respectivos registros e controles de compra. 2ª. fase- conferência quantitativa: a inspeção quantitativa compreende a conferência e a contagem do material recebido, em confronto com a quantidade informada na Nota Fiscal e na Ordem de Compra, ou outro documento que gerou o fornecimento do material. É a atividade que verifica se a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde efetivamente à recebida. 3ª. fase- conferência qualitativa: inspeção qualitativa compreende a verificação da qualidade do material entregue pelo fornecedor à vista da Autorização da Ordem de Compra e as especificações nela contidas. A análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica visa garantir o recebimento adequado do material. São utilizados no processo de inspeção: a especificação de compra do material e alternativas aprovadas; desenhos e catálogos técnicos; dentre outros. A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, utilizando-se de conceitos estatísticos. A análise visual tem por finalidade verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, etc. A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetro. Os ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de materiais ou equipamentos. 4ª. fase – regularização: nesta fase compreende-se o encaminhamento dos materiais, se aprovados após as fases anteriores podem ser encaminhados para o almoxarifado, se não conformes deve-se realizar a devolução dos mesmo para o fornecedor, justificando o motivo pelo qual o material não foi adepto aos níveis de qualidade de sua empresa. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 9 Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente, por meio do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas e faturadas. O processo de Regularização poderá dar origem a uma das seguintes situações: Liberação de pagamento ao fornecedor; Liberação parcial de pagamento ao fornecedor; Devolução de material ao fornecedor; Reclamação de falta ao fornecedor; Entrada do material no estoque. Os procedimentos de regularização, visando à confrontação dos dados, objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos: Nota Fiscal; Conhecimento de transporte rodoviário de carga; Documento de contagem efetuada; Relatório técnico da inspeção; Especificação de compra; Catálogos técnicos; Desenhos. Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 10 TEMA 3: ECR- Resposta Eficiente ao consumidor. Vamos conhecer as perspectivas históricas do ECR Vamos voltar na década de 80 e início de 90, onde as organizações do canal de distribuição de produtos de mercearia básica começaram a sentir a perda de competitividade e eficiência, quando comparadas com outros canais; o resultado foi a queda nas suas vendas. Outros fatores contribuíram nesse processo, tais como: redução das taxas de natalidade, tempo disponível para o preparo das refeições em casa, fortalecimento no final da década de 80 e início dos anos 90 das redes de fast- food e a intensificação competitiva no setor, derivada, principalmente, do aparecimento de formatos alternativos de varejo (como os clubes atacadistas, lojas de descontos etc.) (Dib, 1997; Garry, 1995; Kurnia, Swatman, & Schauder, 1998; Newton, 1993; Whipple, Frankel, & Anselmi, 1999). Um estudo conduzido pela McKinsey para o Food Marketing Institute (FMI), em 1991, mostrou que esses novos formatos de varejo tinham preços mais competitivos do que os varejistas tradicionais (KSA, 1993). A partir dos trabalhos realizados por uma força-tarefa composta por líderes da indústria de alimentos e do setor de distribuição americano e algumas associações comerciais financiadoras (KSA, 1993; Poirier & Reiter, 1996; Sansolo, 1993), a Kurt Salmon Associates (KSA), levantaram-se oportunidades para o aperfeiçoamento, reengenharia recomendada e redesenho do canal de distribuição, a partir do fabricante até a venda no varejo. O resultado desse esforço foi a publicação do Efficient Consumer Response: Enhancing Consumer Value in the Grocery Industry, primeiro documento do ECR que se tornou referência para os diversos pesquisadores do tema (KSA, 1993). CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 11 Definição e Conceitos Básicos do ECR – Resposta Eficiente ao Consumidor Existem diversas definições para o termo ECR, nós vamos apresentar algumas a vocês de diversos autores: Autores/ano Definição do ECR Kurt Salmon Associates (1993) O ECR é uma estratégia do canal de distribuição, na qual fornecedores, atacadistas e varejistas trabalham em conjunto, visando proporcionar maior valor ao consumidor. De Roulet (1993) O ECR baseia-se em um conjunto de estratégias que forçam as funções tradicionais de logísticas, vendas e marketing a um novo alinhamento, o que possibilita otimizar a eficiência da empresa e agregar valor ao consumidor. King, Ashman e Bosley (1994) O ECR é uma estratégia colaborativa da indústria supermercadista para promover o estabelecimento e a implementação de novas relações e novas práticas de negócios, assim como a adoção de novas tecnologias pelos produtores, distribuidores e varejistas. Pearche (1996) O ECR é o processo que facilita o trabalho conjunto entre os parceiros, comerciais visando fundamentalmente à satisfação do CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 12 consumidor, maximizando, consequentemente, a eficiência do negócio. Phumpiu e King (1997) O ECR é um esforço colaborativo do canal de distribuição, para promover a eficiênciae a resposta para os consumidores através de novas formas de coordenação e cooperação, juntamente com novas aplicações de tecnologia de informação. Kurnia, Swatman e Schauder (1998) O ERC é uma estratégia delineada para eliminar ineficiência e custos que não agregam valor ao longo da cadeia de suprimentos, para poder, assim, melhor satisfazer os consumidores. Brockman e Morgan (1999) O ECR é a mais complexa inovação gerencial no processo de distribuição de produtos, mesmo considerando o Quick Response, devido ao alto nível de confiança exigida pelos parceiros comerciais para que esta estratégia tenha sucesso. Kotzab (1999) O ECR é o nome que se dá para a estratégia logística baseada no sistema “just-in-time” na indústria supermercadista. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 13 Hoffman e Mehra (200) O ECR é uma estratégia que estimula os participantes da cadeia de suprimentos a estudar e a implementar métodos que possibilitem o trabalho conjunto entre os participantes, para que juntos consigam atingir a missão da cadeia como um todo. Fonte: Ghisi (20001) Com base na bibliografia buscamos elaborar uma definição para o termo ECR, que tal essa? ECR: Estratégia de gestão do canal de distribuição em que os fornecedores, atacadistas e varejistas trabalham de forma integrada para eliminar ineficiências e reduzir custos excessivos, com o objetivo de atender às necessidades e expectativas dos consumidores e maximizar a eficiência dos negócios para as partes envolvidas em uma negociação. Para a adoção do ECR muitos acordos e negociações devem ser realizados, não só pelas áreas de logística de ambos os parceiros, mas também pelas áreas de informática/sistemas, comerciais e de compras. Vocês sabem como se configuram o ECR, vamos aprender? O ECR engloba uma série de tecnologias, processos e métodos, e sua viabilização é verificada por meio da aplicação de quatro importantes estratégias, que lhe dão sustentação: Reposição Eficiente de Produtos, Sortimento Eficiente de Produtos, Promoção Eficiente de Produtos e CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 14 Introdução Eficiente de Produtos. A definição dessas estratégias, bem como os seus principais pontos relevantes estão no quadro a seguir. Estratégias do ECR Definições Principais Aspectos Reposição Eficiente de produtos. Redução de tempo e custos na reposição de produtos: repor o produto certo, no local certo, na hora certa, da maneira mais eficiente possível. Pedidos automatizados; Intercâmbio de informações (EDI); Ligação de todo o canal em um único fluxo, desde a produção até o ponto de venda do varejista; Estima-se a redução em 4,1% nos preços finais dos produtos com a adoção dessa estratégia. Sortimento Eficiente de Produtos Melhoria no mix de produtos e gerenciamento dos níveis de estoque nas lojas: melhor gerenciamento dos estoques e espaços da loja na interface com o consumidor. Melhor utilização do espaço em loja; Aumento do giro de estoque; Definição da categoria de produtos de acordo com o comportamento de compras dos consumidores; Estima-se a redução em 1,5% nos preços finais dos produtos com a adoção dessa estratégia. Promoção Eficiente de produtos. Melhor planejamento e gerenciamento das promoções: melhorar a alocação dos recursos Desconto contínuo estabelecidos entre ambas as partes de uma negociação; Compartilhamento dos ganhos com as CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 15 direcionados à promoção. promoções entre os elos do canal; Estima-se a redução em 4,3% nos preços finais dos produtos com a adoção dessa estratégia. Introdução Eficiente de Produtos. Melhoria no desenvolvimento e introdução de novos produtos: identificar oportunidades de mercado com base na visão do cliente final. Redução da taxa de insucesso dos novos produtos introduzidos, melhorando a performance destes; Identificação de oportunidades de mercado com base na visão do cliente; Estuma-se a redução em 0,9% nos preços finais dos produtos com a adoção dessa estratégia. Fonte: elaborado pela autora a partir das informações de Kurt Salmon Associates (1993); Sansolo (1993); De Roulet (1993); Clark e Croson (1997) e ECR Brasil (1998). Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. TEMA 4: EDI - Electronic Data Interchange. Vamos conhecer o que significa o EDI? EDI é a sigla de Electronic Data Interchange, que em português significa Troca Eletrônica de Dados. É a troca de documentos via sistemas de teleinformática entre duas ou mais organizações de forma padronizada. Tem CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 16 como um dos principais objetivos, ao substituir o fluxo de papéis entre elas, agilizar e reduzir os custos dos processos mercantis. E agora o que é o EDI, conseguiu entender? Se ainda não sem importância vamos aprofundar mais até o seu entendimento. Veja a seguir! Geralmente, associa-se o comércio eletrônico às operações de compra e venda que se realizam através da internet. Esta é uma visão muito limitada, pois comércio eletrônico é qualquer forma de transação comercial na qual as partes interagem eletronicamente, e não através contato físico. O EDI, ou Electronic Data Interchange, permite o intercâmbio de documentos normalizados entre os sistemas informáticos dos que participam em uma relação comercial. Afinal, o que é então o EDI? A troca eletrônica de dados (EDI) é a transferência entre parceiros de negócio de documentos empresariais padronizados e em formato eletrônico, de computador para computador. Ao migrar a troca de documentos em papel para o formato eletrônico, as empresas obtêm benefícios como redução de custos, aumento na velocidade de processamento, redução de erros e melhoria das relações com parceiros de negócio. Entenda mais os benefícios do EDI. Computador para computador– o EDI substitui correio, fax e e-mail. Apesar do e-mail ser uma abordagem eletrônica, os documentos trocados via e-mail ainda devem ser manuseados por pessoas, e não computadores. Ter pessoas envolvidas aumenta o ciclo para processamento dos documentos e também possibilita a ocorrência de erros. Em contrapartida, os documentos EDI vão diretamente para o sistema definido no computador do destinatário (por exemplo, o sistema de gerenciamento de pedidos) e o processamento pode começar imediatamente. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 17 As empresas geralmente usam um tradutor de EDI: um software interno ou os serviços de um prestador de serviços para traduzir o formato EDI para que os dados possam ser usados por seus aplicativos internos e, assim, permitam um processamento direto dos documentos. Parceiros de negócio – A troca de documentos EDI ocorre geralmente entre duas empresas diferentes, denominadas parceiros de negócios ou parceiros comerciais. Por exemplo, a empresa A compra bens da empresa B. A empresa A envia pedidos de compra para a empresa B. Logo, elas são parceiras de negócio. Podemos então, entender que esta capacidade de integração converte as mensagens EDI na melhor opção para otimizar a maior parte dos processos administrativose de gestão, graças, entre outras coisas, às melhorias obtidas pela redução dos tempos de processamento, aumento da segurança e confidencialidade ou redução de custos. A tecnologia do EDI, é essencial para que a cadeia de suprimentos atue de forma otimizada e integrada. Através da interligação entre empresas e do fluxo de informação entre os seus sistemas de gestão, é possível que o balanceamento de todas as relações cliente/ fornecedor sejam atingidas, uma vez que cada elo só compra, manufatura e vende aquilo que os elos anteriores e posteriores necessitam. Assim, as perdas são reduzidas e os custos minimizados, até o cliente final. O EDI é uma importante ferramenta para a eficácia no gerenciamento da cadeia de suprimentos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 18 Segundo Silva e Fischmann (1999), apesar do EDI por si só não alterar as formas de relacionamento entre os membros da cadeia de suprimentos, ele permite que as empresas aprimorem os seus fluxos de informação, tanto em termos comerciais, quanto na busca e conhecimento sobre os negócios de seus parceiros. O EDI possibilita melhorar a performance de ambos junto ao consumidor final. Além disso, esta ferramenta pode ser um incentivo para a mudança baseada em novas formas de gestão de cadeia de suprimentos. Fonte: artigo: “Tecnologia da informação e logística – Os impactos do EDI nas operações logísticas de uma empresa do setor automobilístico” Vamos agora estudar como usar o EDI no Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos? Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. TEMA 5: ERP-Enterprise Resource Planning. Já ouvimos tanto falar de ERP o que é afinal um sistema ERP e qual a sua utilidade? Neste tema vamos buscar conhecer o ERP Em sua essência, ERP é um sistema de gestão empresarial. Imagine que você tenha uma empresa que conta com vários sistemas, um para lidar com as contas a pagar, um para gerar folhas de pagamento, um para controlar vendas, um para gerenciar impostos, um para analisar metas e desempenho, entre outros. Em vez de existir um ou mais softwares isolados para cada departamento da companhia, não seria melhor contar com uma integração entre eles, de forma que todos fizessem parte de um sistema unificado? É justamente isso que uma solução de ERP oferece. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 19 Com um único sistema integrando todos os departamentos - ou pelo menos os setores mais importantes -, a comunicação interna se torna mais fácil e menos custosa. O departamento financeiro, por exemplo, pode saber rapidamente quanto dinheiro destinar à quitação de impostos e quanto direcionar ao pagamento de funcionários, de acordo com as informações que o setor de gestão de recursos humanos disponibilizar no sistema. O chefe de um determinado departamento pode avaliar o desempenho de um funcionário e discutir junto ao gerente de RH quanto a empresa pode lhe oferecer de aumento. O departamento de marketing pode consultar o controle de vendas, perceber que um determinado produto não está tendo a saída desejada e desenvolver uma nova estratégia para reverter este quadro, ao mesmo tempo em que verifica se a verba disponibilizada é suficiente para este trabalho ou se é necessário marcar uma reunião para solicitar mais recursos. Percebam, com estes exemplos, que há várias situações onde a integração de sistemas se mostra vantajosa. Note que, com sistemas distintos, cada setor teria mais dificuldade para se comunicar com o outro, resultando em maior consumo de tempo, mais gastos e até em excessivos procedimentos burocráticos. Além disso, com um sistema de ERP, a empresa passa a ter menos fornecedores de software, o que diminui custos com licenças, suporte técnico, servidores, treinamento, entre outros. Agora que já conhecemos o que é o Sistema ERP vamos conhecer como implementá-lo? ERP não é o tipo de software que é comprado na prateleira de uma loja para depois ser instalado em um computador e, em seguida, estar pronto para o uso. Basta compreender que uma empresa que fabrica medicamentos, por exemplo, tem necessidades bem diferentes de outra que trabalha no ramo de transportes. A primeira precisa se preocupar com obtenção de matéria-prima, pagamento de licenças de patentes, pesquisas em laboratórios, entre outros. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 20 A segunda, por sua vez, precisa se preocupar com a idade da frota, com gastos de combustível, com pedágios e assim por diante. Repare bem, que é importante à empresa analisar as soluções de ERP existentes no mercado e as modalidades de licenciamento oferecidas para saber qual lhe atende melhor. Além disso, a implementação geralmente ocorre por etapas, de forma que determinados módulos do sistema sejam instalados somente depois de este processo já ter ocorrido com outros. Portanto, a implementação de um ERP pode consumir vários meses. Módulos de um sistema de ERP Os sistemas de ERP lidam com os vários departamentos de uma empresa. No entanto, não precisam, necessariamente, cobrir cada uma delas, pelo menos não ao mesmo tempo. Algumas categorias de módulos que podem ser mais padronizados: Financeiro; Contabilidade; Recursos humanos; Ativo fixo; Processos; Projetos; Jurídico. A partir daí, pode-se encontrar módulos mais específicos, adotados em menor escala e apenas se estiverem em conformidade com as atividades da empresa, por exemplo: stoque; Distribuição de produtos; Frota; Gestão de conhecimento; Controle de materiais; Automação comercial; Análise de riscos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 21 Comércio exterior Perceba que nem toda empresa precisa gerenciar frota ou lidar com automação comercial, por exemplo. A vantagem do esquema de módulos está justamente aí. A companhia implementa somente aqueles que lhe são úteis e pode adicionar mais com o tempo, motivada pela expansão dos negócios. Existem no mercado muitas soluções ERP, que tal conhecermos as mais importantes. Há empresas especializadas em ERP com grande aceitação, como SAP, TOTVS, Microsoft Dynamics e Oracle. Como saber qual é a melhor escolha? Será que considerar somente preço é suficiente? Não há fórmula certa que sirva para todas as empresas, mas há várias dicas que podem ajudar na escolha mais adequada. E quais são as principais vantagens e desvantagens dos sistemas de ERP? CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 22 É importante ter em mente que esse tipo de software não resolverá todos os problemas da companhia e, muitas vezes, pode não oferecer os resultados esperados para determinadas atividades. Podemos apontar como vantagens que os sistemas de ERP podem: Ajudar na comunicação interna; Agilizar a execução de processos internos; Diminuir a quantidade de processos internos; Evitar erros humanos - em cálculos de tributos e pagamentos, por exemplo; Ajudar na tomada de decisões; Auxiliar na elaboração de estratégias operacionais; Agilizar a obtenção de dados referentes a determinados cenários; Diminuir o tempo de entrega do produto ou serviço ao cliente; Ajudar a lidar com grandes volumes de informação; Evitar trabalho duplicado; Fazer com que a empresa se adapte melhor a mudanças no mercado e na legislação. Como possíveis desvantagens, podemos citar: Alto custo com customização e implementação; Implementaçãodemorada - uma solução de ERP não fica pronta da noite para o dia, como você já sabe; Risco de prejuízo financeiro ou de desempenho com erros inesperados do sistema; Possíveis problemas com suporte e manutenção caso o fornecedor do software seja vendido ou encerre suas atividades; Dependência, que pode dificultar as atividades da empresa quando o sistema fica, por algum motivo, indisponível; Adaptação e treinamento por parte de funcionários podem demorar mais tempo que o esperado; Resistência ao novo, em caso de implementações ou atualizações; O sistema pode exigir mudanças em determinados aspectos da cultura interna da empresa; Pode-se perceber tardiamente que aquela solução não oferece a relação custo-benefício esperada; Ao longo do tempo, atualizações e acréscimos de módulos podem tornar o sistema excessivamente complexo. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 23 É claro que é possível aplicar esforços para garantir que as vantagens tomem forma e que as desvantagens sejam amenizadas. Mas aproveite a videoaula a seguir, para compreender um pouco melhor todo esse processo. Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Trocando ideias Para que envolver tantas empresas de uma cadeia de suprimentos numa sequência de negociações para implantação de um ECR- Resposta Eficiente ao Consumidor? Não seria mais fácil simplesmente editar normas e os regulamentos, fazendo com que as empresas tivessem que seguir certos comportamentos dentro da cadeia de suprimentos? Aproveite a oportunidade para discutir e debater com seus colegas de curso no fórum da disciplina disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Na Prática O ECR não tem qualquer poder normativo ou regulatório: a adesão é voluntária e motivada pelos resultados. A palavra-chave é competitividade: na maioria dos mercados se observa um processo de acelerada concentração, poucas e grandes empresas, muitas vezes globais, é que dominam o mercado, trazendo recursos financeiros e técnicos que lhes permitem trabalhar com custos menores que seus concorrentes, oferecendo mais variedade de produtos e melhores níveis de serviço. Quem não conseguir no mínimo acompanhar estes padrões, se vê abandonado pelos clientes. E não são leis, regulamentos ou normas que vão agregar a competitividade, mas sim a melhora na gestão e a parceria com os demais integrantes da cadeia, em soluções sob medida para as necessidades específicas de cada segmento de atividade. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 24 Assim, é indispensável a presença de representantes das próprias empresas, identificando e dimensionando os problemas, desenhando e testando soluções, e assim criando as melhores práticas para sua própria atividade, aceitas e compartilhadas pelos benefícios que propiciam a todos. Poderíamos finalizar dizendo que o ECR permite se discutir e implantar melhorias no Sistema de funcionamento de uma cadeia de suprimentos, o que na certa não ocorreria por normas e regulamentos, pois limitaria a ação das empresas aos cumprimentos dessas. Síntese Ao término desta rota de aprendizagem, puderam vocês aprender sobre: A sistemática de como ocorre a emissão de um pedido de mercadorias A filosofia do ECR- Resposta eficiente ao consumidor para a otimização das cadeias de suprimentos As vantagens do uso dos sistemas EDI- Electonic Data Interchange, no acompanhamento do trâmite de informações, documentos e materiais entre empresas. O que é e para que servem os sistemas ERPs – Enterprise Resource Planning. Referências ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora Intersabres, Curitiba, 2015 Disponível em<http://unipe.br/blog/administracao/wp- content/uploads/2008/11/gestao-estrategica-de-recursos-materiais-controle-de- estoque-e-armazenamento.pdf> Acesso em: 05 de maio de 2016. Disponível em<https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Movimenta%C3%A7%C3% A3o_de_materiais/Princ%C3%ADpios_de_movimenta%C3%A7%C3%A3o_de_ materiais> Acesso em: 05 de maio de 2016. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 25 Disponível em<http://www.utfpr.edu.br/medianeira/estrutura/diretorias/dirplad/departament o-de-materiais-e-patrimonio-1/manual-do-almoxarifado-1> Acesso em: 05 de maio de 2016. Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 65552006000300007> Acesso em: 05 de maio de 2016. Disponível em<https://portogente.com.br/portopedia/edi-electronic-data- interchange-73824> Acesso em: 05 de maio de 2016. Disponível em<http://www.infowester.com/erp.php> Acesso em: Acesso em: 05 de maio de 2016. Disponível em<http://www.merkatus.com.br/10_boletim/120.htm > Acesso em: 05 de maio de 2016. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 1 Gestão da Cadeia de Suprimentos Aula 4 Professor Nelson Tadeu Galvão Oliveira CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 2 Conversa Inicial Caros alunos, na nossa quarta rota de aprendizagem da disciplina de Cadeia de Suprimentos, vamos aprender sobre a Gestão de Cadeias de Suprimentos, desenvolveremos também o tema logística x cadeia de suprimentos onde você conhecerá as principais diferenças existentes entre esses dois temas para não mais fazer confusão sobre eles. Vamos ainda aprender sobre como planejar a cadeia de suprimentos a médio e longo prazo através do planejamento estratégico, bem como conhecer o sistema ABC de custos. Estudaremos também sobre as vantagens competitivas que poderão ser obtidas através das cadeias de suprimentos, enfim temas muito importantes para o seu conhecimento. Antes de começar, acesse o material on-line e confira a videoaula com os comentários iniciais do professor Nelson. Contextualizando Prezados alunos, como já se noticiou tanto na mídia, com a abertura dos mercados e implantação de tratados de livre comércio entre diversos Países os custos de produção de uma infinidade de produtos vêm caindo cada vez mais. Tudo isso é em princípio motivo para festa entre as grandes empresas de setores beneficiados por tal fenômeno, porém é importante lembrar que tais “facilidades” por serem oferecidas a todos que por ela podem pagar são também impostas a todos que desejem se manter em competitivos. Em um mercado onde a concorrência é tão intensa; tempo é calculado em milissegundos e dinheiro é contado em frações de centavos, portanto, extrair o máximo de eficiência de todos os processos dentro da empresa deixou de ser um luxo e se tornou questão de sobrevivência. A implantação de novos processos gerenciais, principalmente no que diz respeito à comunicação entre a organização, seus fornecedores, clientes e entre CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 3 seus próprios departamentos vem recebendo cada vez mais atenção e investimentos. Este conjunto conhecido como Gestão da Cadeia de Suprimentos tem como objetivo proporcionar maior eficiência nas ações de uma organização visando à obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. Nesta rota de aprendizagem será tratado sobre a Gestão da cadeia de suprimentos, o entendimento de logística e de cadeia de suprimentos, a importância do planejamento, o conhecimento dos custos envolvidos e como usar a cadeia como vantagem competitiva, vamos aos nossos temas. PesquiseTema 1 – Gestão da cadeia de suprimentos. Vamos inicialmente conhecer o que é uma cadeia de suprimento? Uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direto ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de suprimento não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. Dentro de cada organização, como por exemplo, de uma fábrica, a cadeia de suprimento inclui todas as funções envolvidas no pedido do cliente, como desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição, finanças e serviço de atendimento ao cliente, entre outras. Vamos agora caros estudantes conceituar o que seja Gestão de cadeia de suprimentos: “É a integração dos processos de negócios desde o usuário final até os fornecedores originais (primários) que providenciam produtos, serviços e CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 4 informações, que adicionam valor para os clientes e stakeholders”. (Global Supply Chain Forum, citado por Pires, 2004) A gestão da cadeia de suprimentos é um processo que consiste em gerenciar estrategicamente diferentes fluxos (de bens, serviços, finanças, informações) bem como as relações entre empresas, visando alcançar e/ou apoiar os objetivos organizacionais. O gerenciamento da cadeia de suprimentos é um conjunto de métodos que é usado para proporcionar uma melhor integração e uma melhor gestão de todos os parâmetros da rede: transportes, estoques, custos, etc. Vamos ver como a gestão eficaz da cadeia de suprimentos pode melhorar os negócios da empresa. Isto é possível? Vejamos Em termos simples, a gestão da cadeia de suprimentos envolve a coordenação de todas as atividades ligadas ao processamento dos pedidos dos clientes, desde a pré-produção até a entrega. Durante este processo, as partes que compõem o produto trocarão de mãos diversas vezes, dos fornecedores até a fabricação, da estocagem à expedição, até chegar à entrega e ao consumo. Assim, dentro de uma pequena empresa que faz parte de uma grande cadeia, como se preocupar com todo esse processo, e ainda melhorá-lo? Tratarei agora com vocês sobre o modelo de cadeia de suprimento, vamos em frente ver mais esse importante assunto de nosso estudo Todo modelo de gestão de cadeia de suprimentos deve incluir maneiras de melhorar a eficiência – o ganho de rendimento – das atividades seguintes: • Previsão e planejamento do equilíbrio entre oferta e demanda (como melhorar a previsão de demanda); • Localização de fornecedores de matérias-primas; • Fabricação do produto; • Armazenagem do produto; • Entrega do produto; • Devolução do produto pelo cliente, caso necessário; CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 5 • Feedback através do serviço de atendimento ao cliente e melhoria do processo, onde necessário. Lembre-se que se você obtém informações e números sobre os processos, é mais fácil gerenciá-los. No entanto, é bom ter certeza de que os números refletem a realidade, para que as decisões da gerência sejam tomadas em função de conhecimento real do processo. Por onde começar? O que vocês acham? Vamos ver. Veja a seguir algumas ideias para melhorar o processo de gestão da cadeia de suprimentos na sua empresa: Melhore a colaboração e a comunicação de seus compradores com os fornecedores, informando-os de suas intenções de modificar ou melhorar algum processo de fabricação; Mantenha os níveis de estoques tão baixos quanto aceitável (desde que seja seguro!), utilizando um processo just-in-time ou de produção por pedidos sempre que possível (veja Controle de estoques: logística e previsão de demanda e reduzir os estoques para melhorar os custos). O custo de estoque é um dos principais indicadores utilizados para se analisar o desempenho logístico de uma organização; Se a terceirização for mais barata (considere tudo: produção, transporte e até perda de know-how), por que continuar fabricando internamente a custos elevados? Invista em tecnologias de comunicação, especialmente com os fornecedores, a fim de reduzir os tempos de pedido/entrega e garantir que a matéria-prima esteja sempre disponível. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 6 Assim como o custo de estoque, o tempo de atendimento ao cliente é outro indicador fundamental, pois incentiva a empresa a ter um relacionamento mais próximo com seus clientes e assim garantir um atendimento mais rápido; Utilize as tecnologias de informação existentes (muitas com baixo custo): comece por previsão de vendas, passe ao controle de estoques, às compras, pedidos, expedição, entrega e assim por diante – existem ferramentas computacionais e automáticas para ajudar em cada etapa do processo; Tome decisões de compras maiores (e estoques mais altos) e com desconto com base em planilhas e cálculos, não em pressão e intuição. Assim, mantenha em mente que o processo de gestão da cadeia de suprimentos não é feito isoladamente: ele é uma relação entre a sua empresa e as outras com as quais você se relaciona. Toda mudança que você faça no processo de gestão de sua cadeia deve ser uma experiência compartilhada e positiva para todos que a compõem – uma verdadeira relação ganha-ganha – para que a relação de longo prazo seja benéfica para você, seus fornecedores e seus clientes. O gestor deve garantir uma distribuição eficiente e baixos custos com estoques; o equilíbrio entre ambos pode turbinar a produtividade e a eficiência Gerenciamento da cadeia de suprimentos em resumo Muitos parâmetros são levados em conta para melhorar a cadeia de suprimentos e reduzir os custos: - Reduzir o número de fornecedores, assim se consegue uma relação próxima, uma parceria; - Reduzir o número de terceirizados, para alcançar o mesmo objetivo; - Para os produtos acabados, estabelecer canais de distribuição e gestão partilhada de estoques, assim clientes e fornecedores compartilham custos, lucros e riscos; CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 7 - Antecipar a escassez através de históricos e boas previsões de demanda e ajustar os estoques adequadamente. Faça uma leitura do capitulo 05- Compreendendo a cadeia de suprimentos Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Tema 2 – Gerenciamento da cadeia de suprimentos x logística. Vamos buscar aqui neste tema trabalhar com vocês sobre a diferença entre logística e cadeia de suprimentos. Há diferenças entre essas duas coisas? Alguns autores acham que sim, outros acham que não. Vamos apresentar algumas informações importantes a respeito desse tema e você toma a sua decisão a respeito. Vamos então aos estudos: Ainda é comum ver confusão entre Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS) e logística. Já ouvi uma pessoa dizer que acha que GCS é somente um nome mais bonito e moderno (algo como chamar um faxineiro de consultor em higiene – sem querer desmerecer o duro trabalho dos faxineiros). O fato é que a GCS envolve um escopo muito maior do que a Logística. Tradicionalmente, a Logística trata da movimentação e armazenagem de produtos. Isto é somente um pedaço do que engloba a Gestão da Cadeia de Suprimentos. Podemos separar as atividades da GCS em quatro categorias: Planejamento, Compras, Produção e Entrega. Isso não quer dizer que a GCS substituioutros setores da empresa, e sim que se integra com estas áreas para obter mais eficiência nas operações da organização. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 8 Planejamento: Previsão de demanda: criar previsões realistas de quanto produto será necessário e aonde. Precificação: participar do processo de valoração do produto. Gestão de Inventário: determinar a quantidade de material que será armazenada, e seu fluxo, para atingir as metas planejadas. Compras: Seleção de fornecedores: avaliar os possíveis fornecedores não só pelo melhor preço, mas também pela garantia de um fluxo correto de materiais. Contas a pagar: integrar o fluxo de materiais, cada vez mais complexo, com as atividades de contas a pagar. Produção: Desenvolvimento de produtos: participar desde a fase de idealização do produto, com o objetivo de influenciar um desenvolvimento compatível com uma otimização dos custos logísticos. Cronograma de produção: influenciar ou até definir o cronograma de produção (em função da demanda) para redução de custos da operação. Gestão de Instalações: apoiar na gestão de equipamentos, suprimentos e consumíveis. Entrega: Gestão de Transportes: coordenar a movimentação de materiais pelos diversos meios disponíveis. Gestão de Pedidos e Entregas: coordenar junto às áreas administrativas os pedidos dos clientes, para melhorar tempos de entrega mantendo os custos operacionais sob controle. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 9 Além disso, cada organização pode aplicar o conceito de integração a mais ou menos áreas. Como podem ver, o conceito de GCS é muito mais amplo. A Logística “antiga” era algo separado das outras áreas, enquanto a GCS é integrada. Antes a influência do profissional de logística era limitada à movimentação de materiais, enquanto agora deve participar de todo o ciclo de vida do produto. Atividades Primárias da Logística Identifica aquelas atividades que são de importância primária para que se possa atingir os objetivos logísticos de custo e nível de serviço. Estas atividades são: Atividades de Apoio à Logística Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços há uma série de atividades que apoiam essas atividades primárias. São elas: CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 10 Vocês sabem o que é uma cadeia de suprimento/abastecimento? Uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direto ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de suprimento não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. Dentro de cada organização, como por exemplo, de uma fábrica, a cadeia de suprimento inclui todas as funções envolvidas no pedido do cliente, como desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição, finanças e serviço de atendimento ao cliente, entre outras. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 11 Uma cadeia de suprimento ou abastecimento envolve a logística, conforme podemos observar pelo desenho anterior, onde temos uma logística de suprimentos, uma logística de produção e uma logística de distribuição dentro da cadeia de abastecimento Uma cadeia de suprimento é dinâmica e envolve um fluxo constante de informações, produtos e dinheiro (fundos) entre os diferentes estágios. Cada estágio da cadeia de suprimento executa diferentes processos e interage com os outros estágios da cadeia. Podemos dizer ainda que uma cadeia de suprimento envolve a logística, mas a ela se acresce o Planejamento Estratégico com a visão de integração da cadeia e de competição nos negócios, o que vai além do entendimento de Logística. Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 12 Tema 3 – Planejamento na cadeia de suprimentos. O que vocês entendem por a excelência na cadeia de abastecimento? A fim de alcançar excelência na cadeia de abastecimento é necessário um trabalho árduo, consistente e com visão a longo prazo que se inicia com o compromisso e inclusão da alta direção e dos líderes de todas as áreas participantes e relevantes. Mais especificamente, é necessário dedicar-se a cinco aspectos essenciais da cadeia: Segundo a condição atual de cada componente, a direção poderá decidir por onde começar o plano de otimização de sua cadeia de abastecimento. A decisão de priorização será naturalmente facilitada através de um diagnóstico preliminar sobre o estado geral da cadeia. A grande maioria dos projetos de otimização se iniciam nos processos de planejamento, se bem que vemos casos concretos onde ações de melhoria também se iniciaram em outros setores da cadeia. Fundamentalmente, são cinco CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 13 processos que devem ser considerados a fim de proporcionar uma gestão eficiente de planejamento da cadeia de abastecimento: 1 – Planejamento da demanda. Definição do trajeto, consistência e eficácia da CA; Projeção e planejamento das necessidades futuras dos clientes, quantidade de produtos e possíveis datas; Conhecimento da origem, dimensão e estrutura da demanda. Garantia do abastecimento dos clientes em tempo, quantidade e qualidade; Facilitação do desenvolvimento de estratégicas diferenciadas por categoria e produto. 2 – Plano de Vendas e Operações (S&OP) Este é o vínculo mais importante entre as estratégias do negócio e a realização das operações; Análise do ambiente completo e desenvolvimento da melhor solução para cada categoria e SKU; Maximização dos resultados do negócio através da otimização da CA. 3 – Planejamento da Produção. Planejamento da produção requerida para satisfazer a demanda; Planejamento das necessidades de matérias-primas e materiais diretos para cumprir os requerimentos de produção; Otimização do capital investido e colaboradores envolvidos; Impactos no custo de vendas e nos custos de distribuição. 4 – Planejamento de Inventários. Planejamento da quantidade de produto disponível para satisfazer a demanda atual e futura; Minimização do capital imobilizado em inventários; CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 14 Otimização da ocupação de armazéns; Cumprimento com o nível de serviço ao cliente. Vamos agora tratar sobre o Planejamento Estratégico da Cadeia de Suprimentos, vamos aos nossos estudos: Tradicionalmente, as empresas participantes da cadeia de suprimentos trabalham individualmente para atingir seus objetivos, formulando suas próprias estratégias. Todavia, observa-se que estas empresas necessitam trabalhar em conjunto para que possam crescer não só individualmente, mas também como cadeia. Neste sentido, precisam investir em planejamento estratégico e desenvolvimento da cadeia de suprimentos de modo que esses dois aspectos sejam trabalhados em conjunto e de forma conectada. O termo cadeia de suprimentos pressupõe a adoção de estratégias alinhadas entre empresas formando parcerias de negócios. Este é um processo, no qual, se aliam fornecedores, produtores, transportadores, distribuidores e clientes de forma a agregar valor ao produto ou serviçotrazendo rentabilidade a todos os participantes da cadeia nas suas diferentes fases do processo. Esse é um processo unificado e integrado para que seja possível atingir maior vantagem competitiva por meio da agregação de valor e da busca constante pela satisfação do cliente. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 15 Níveis de decisão num Planejamento estratégico numa cadeia de suprimentos: Faça uma leitura do capitulo 03- Planejamento agregado em uma cadeia de suprimento Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Tema 4 – Custos na cadeia de suprimentos. É somente no processo de produção que devemos trabalhar as reduções de custos, ou há que se considerar reduzir custos em outros setores como a logística, qual a opinião de vocês a respeito. Vamos conhecer este tema? Aos estudos então: CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 16 Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto custo vem cada vez mais assumindo uma importância significante na busca frenética das empresas por maior eficiência e produtividade. Porém, ao objetivarem a redução de custos, as empresas vêm focando no tradicional custo do produto e se esquecem ou dimensionam mal os Custos relacionados à Logística. Só para se ter uma ideia, este tipo de custo em geral assume a segunda posição em termo de valores, só perdendo para o próprio custo da mercadoria (porém em alguns casos, os Custos Logísticos são até maiores do que o próprio custo do produto, como no caso do sal). Portanto, saber identificar e mensurar esse tipo de custo pode muitas vezes significar a própria existência da empresa. Quando falamos para vocês em Custos Logísticos, a primeira ideia que vem na cabeça é o Custo com Frete ou Transportes. Apesar deste ser o mais significativo, os Custos Logísticos não se resumem somente a isso. Podemos identificar Custos na Armazenagem, nos Estoques, no Processamento de Pedidos e é claro no Transporte. Os Custos relacionados à armazenagem são aqueles que são aplicados nas estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos adequadamente. Faz parte deste tipo de Custo, o aluguel do armazém, os custos com aquisição de paletes, custo com pessoal do armazém, etc. Já os Custos com Estoques são aqueles que são gerados a partir da necessidade de estocar os materiais. Nesta categoria, com certeza o mais expressivo é o Custo de Oportunidade do Capital Parado, que nada mais é do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar esse valor no mercado financeiro, ganhando a remuneração dos juros. Existem outros Custos com Estoques como as perdas e roubos, a própria depreciação dos materiais, etc. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 17 No que diz respeito aos Custos relacionados à emissão de pedidos, seus valores são inexpressivos em relação aos demais. Todos os gastos relacionados à emissão de pedidos na empresa devem ser computados para essa categoria. São considerados Custos com Emissão de Pedidos: O salário do comprador, o aluguel do espaço destinado ao setor de compra, os papéis usados na emissão do pedido, etc. Por fim e que na verdade é o mais importante de todos, temos os Custos com Transportes. Frequentemente, calculado, este custo geralmente dá origem às despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que já está incluído no preço. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas Custos com Transportes. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos, pneus, combustíveis, custo de oportunidade dos veículos, manutenção, etc. Agora conhecer o Modelo de Gerenciamento Abc aplicados à Logística O Custeio Baseado em Atividades pode servir de base para o custeio e gerenciamento das atividades da Cadeia de Suprimentos. Como os custos logísticos são basicamente custos de serviços, o ABC pode ser uma das melhores alternativas para a determinação desses valores, devido à sua aplicabilidade nesses ambientes. A visão horizontal da empresa, necessária para a identificação das atividades executadas no fluxo logístico, também está presente na teoria do Custeio Baseado em Atividades, onde as atividades são identificadas através de um mapeamento dos processos. Assim, conclui-se que o ABC pode ser empregado como base para a utilização de outras técnicas, que permitirão a melhoria dos processos da cadeia e redução dos custos logísticos. Proposta modelo de gerenciamento dos custos logísticos com base no ABC (Freires, 2000). CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 18 A proposta segue os seguintes passos, vamos conhecer cada uma delas: a) Processos logísticos envolvidos em uma cadeia genérica de suprimentos A existência destes processos gera custos que permeiam toda a cadeia de suprimentos. Partindo-se da manufatura, observa-se que os processos se iniciam com a escolha de fornecedores e percorrem toda a cadeia até a disponibilização de bens e serviços para o consumidor final, passando pela armazenagem e o varejo. b) Detalhamento dos processos logísticos Para que o sistema de custeio ABC seja adequado é fundamental que se entenda como os custos são incorridos. Uma análise dos processos empresariais (Business Process Analisys - BPA) identifica os processos e os divide em atividades. c) Determinação das atividades ocorridas dentro dos processos logísticos Com a execução de um fluxograma de atividades constitui-se a base para a identificação do que é realizado por uma cadeia de suprimentos através do uso da análise de suas atividades. A logística empresarial é composta pela Administração de Materiais e pela Distribuição Física. O grupo de operações relativas ao fluxo de bens, desde o local de sua produção até o seu destino final com o nível de serviço esperado é chamado de Distribuição Física. d) Análise e avaliação dessas atividades Determinadas as atividades, estas são descritas por verbos associados a objetos (exemplo: acompanhar pedidos, receber materiais, embalar produto, etc.), CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 19 relacionadas à manufatura, distribuição física, clientes e consumidor. Atualmente existem dicionários padrão que oferecem um modelo para seleção de atividades apropriadas em determinadas aplicações (Kaplan e Cooper, 1998). e) Análise das atividades Cada atividade representada deve ser documentada. O processo de documentação das atividades deve especificar: Entradas (Inputs) que as atividades recebem; o modo como as atividades são desempenhadas; quem as realiza; quais atividades fornecem Inputs; quais são as saídas (Outputs) que as atividades produzem; que outras atividades recebem os Outputs dessas atividades e quais são os recursos consumidos para desempenhar essa atividade. f) Determinação dos custos das atividades e alocação dos custos aos objetos Os direcionadores de custo de atividades associam os custos das atividades a objetos de custos (produtos, serviços, clientes e fornecedores). Um direcionador de custo de atividade é uma medida quantitativa do desempenho de uma atividade. A etapa de determinação dos direcionadores de custos é semelhanteao procedimento de identificação dos processos e atividades. A etapa inicial da alocação dos custos em um sistema ABC consiste na alocação dos custos dos recursos consumidos pelas atividades. Os recursos são apropriados às atividades através de direcionadores de recursos. Para que se consiga a melhor definição do direcionador de recurso, é necessário o bom entendimento dos processos/atividades logísticas. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 20 A análise em questão deverá utilizar uma ferramenta que aborde plenamente o potencial para o gerenciamento de todos os custos existentes em uma cadeia de suprimentos. Contudo, o ABC permeia toda a cadeia, dependendo do seu nível de detalhamento, ele pode alcançar as atividades relacionadas com o consumidor final. Leia o capítulo 05 – Custos Logísticos Logística e Cadeia de suprimentos- O essencial - Paulo Sérgio Gonçalves- Manole Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Tema 5 – Vantagens competitivas das cadeias de suprimentos. O que é vantagem competitiva? Vamos conhecer! VANTAGEM COMPETITIVA, ou diferencial competitivo, para um dado segmento de mercado, é a razão pela qual os seus clientes escolhem a oferta da sua empresa, e não a dos seus concorrentes, exatamente porque sua oferta tem algo - a vantagem competitiva - que eles buscam e é única ou melhor do que a oferta dos concorrentes. Ou resumindo: VANTAGEM COMPETITIVA é o que faz com que a sua oferta seja a escolhida pelos seus clientes e clientes potenciais, dentre todas as ofertas disponíveis no seu mercado de atuação. A VANTAGEM COMPETITIVA é sempre relativa Você, com certeza já ouviu falar que "isto" ou "aquilo" é uma vantagem competitiva, por exemplo: CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 21 atendimento como vantagem competitiva; o conhecimento como vantagem competitiva; a criatividade como vantagem competitiva; inovação como vantagem competitiva. Estas são meras possibilidades. Não há nada que seja, a priori, uma vantagem competitiva. As vantagens competitivas somente serão vantagens e competitivas quando e se ajudarem a estabelecer uma oferta com características que forneçam razões para os seus clientes escolherem a sua oferta, e não a oferta dos seus concorrentes. Vantagem competitiva é sempre uma posição relativa dentro do seu mercado ou segmento de atuação. Se os seus concorrentes têm bom atendimento, bom atendimento não é vantagem competitiva, é obrigação. Se os seus concorrentes usam o conhecimento para criar ofertas de valor para o cliente, o uso de conhecimento é uma obrigação para a sua empresa competir no mercado, não uma vantagem competitiva. Vantagem competitiva é sempre algo que realça a sua oferta sobre a oferta dos concorrentes. Por isso, relativa. Vamos apresentar agora a vocês os tipos de VANTAGEM COMPETITIVA Há duas maneiras de se ter uma vantagem competitiva: ser único (a melhor) ou ser diferente (a mais comum). Ganhos em função de racionalizações obtidas na cadeia de suprimento podem ser importante fator de vantagem competitiva. A gestão adequada da cadeia de suprimentos é, reconhecidamente, um fator de competitividade e diferenciação das empresas líderes. Essas empresas conseguem reduzir custos, otimizando os processos ao longo da cadeia, e alcançam níveis mais elevados de serviço ao cliente, diferenciando-se de seus concorrentes no mercado. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 22 Para construir essa vantagem competitiva, a gestão logística tem papel fundamental. Muitas empresas desenvolveram essa competência internamente, investindo em soluções para melhorar o fluxo dos seus produtos até o cliente final. A competição modernamente começa a acontecer não mais entre empresas e sim entre cadeias de suprimentos. A competição entre as cadeias de suprimentos é um dos fatores de dinamização do ambiente de negócios, pois as obrigam a recorrer a diferentes estratégias que auxiliem no seu desempenho para obter vantagem competitiva sustentável (CHRISTOPHER, 1997). São muitas as estratégias utilizadas e dentre elas a de ser enxuta e ou ágil e adaptativa (LEE, 2004), assim como acompanharem as suas velocidades evolutivas setoriais (FINE, 1999), por tipo de produtos (FISHER, 1997), variação e visibilidade da demanda, tipo de concorrência, turbulências e mudanças bruscas que incidem num ambiente dinâmico de competição. Assim, a possibilidade de redução de estoques, compras mais vantajosas, a racionalização dos transportes, a eliminação dos desperdícios e a criação de valores, mediante prazos confiáveis, atendimento no caso de emergências, facilidade na colocação de pedidos, serviços pós-vendas, entre outros. Para que a Gestão da Cadeia de Suprimentos se torne uma realidade na empresa é necessário um alto grau de interação entre fornecedores e clientes, agindo como parceiros na diminuição dos custos ao longo das etapas e nos tempos médio de estocagem. A vantagem competitiva deriva do modo como a empresa organiza e desempenha suas atividades na cadeia de valor. As organizações devem olhar para cada atividade em sua cadeia de valor e avaliar se elas têm uma vantagem competitiva real na atividade. Se não tiverem, então talvez devam considerar a terceirização dessa atividade, utilizando um parceiro que possa oferecer essa vantagem de custo ou de valor. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 23 Faça uma leitura do capitulo 02- Desempenho da cadeia de suprimentos: Obtendo o alinhamento e o escopo estratégico. Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações - Semil Chopra e Peter Meindl – Editora Person Para mais informações, acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Nelson. Trocando Ideias Um assunto com grande importância quando se estuda gestão das cadeias de suprimentos é a utilização de sistemas nos processos de gestão da cadeia. Desenvolva usando a internet e /ou bibliografia uma pesquisa sobre este tema e publique no fórum da disciplina compartilhando com seus colegas de turma. Aproveite a oportunidade para discutir e debater com seus colegas de curso no fórum da disciplina disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Na Prática Considere a compra de uma lata de refrigerante em uma loja de conveniência. Pense nos diversos estágios da cadeia de suprimento e os diferentes fluxos envolvidos. A pesquisa deve ter por escopo o estudo dos seguintes elos da cadeia de refrigerantes: 1) supermercado; 2) atacado; 3) indústria de refrigerantes; e 4) fornecedor de embalagem para refrigerantes. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 24 Além desses quatro elos, a pesquisa também deve avaliar de forma indireta, o desempenho logístico de mais dois elos da cadeia: 1) fornecedor de ingredientes para a fabricação de refrigerante; e 2) fornecedor de matéria-prima para a fabricação das embalagens para refrigerante. Antes de finalizar seus estudos, acesse o material on-line e confira a videoaula com os comentários finais do professor Nelson. Síntese Concluímos nossa quarta rota de aprendizagem da disciplina de Cadeia de Suprimentos, aprendemos sobre a Gestão de Cadeias de Suprimentos, podemos agora diferenciar os conceitos e as diferenças entre a logística e a gestão das cadeias de suprimentos. Vimos sobre a importância do Planejamentonas Cadeias de Suprimentos e pudemos ainda conhecer sobre os principais fatores de custos e o sistema o sistema ABC de custos. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 25 Estudamos ainda sobre as vantagens competitivas que poderão ser obtidas através das cadeias de suprimentos, enfim todos temas muito importantes para o seu conhecimento sobre essa disciplina. Antes de finalizar seus estudos, acesse o material on-line e confira a videoaula com os comentários finais do professor Nelson. Referências ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora Intersabres, Curitiba, 2015 Bonilha, Leonardo, Cadeia de Abastecimento. Gestão da Cadeia de Suprimentos Aula 05 Prof. Nelson Tadeu Galvão CONVERSA INICIAL Olá, seja bem-vindo à quinta aula da disciplina de Gestão da Cadeia de Suprimentos. Hoje vamos aprender sobre como se realizam os processos de seleção de fornecedores, de compras e de compras públicas por licitações. Vamos conhecer como ocorrem as relações interorganizacionais, ou seja, como as empresas se relacionam e também como ocorrem as negociações entre elas. Estudaremos, ainda, como ocorre o processo de abastecimento de materiais dentro da cadeia produtiva. Bons estudos! CONTEXTUALIZANDO Na administração de materiais, atingir o equilíbrio ideal entre estoque e consumo é a meta primordial. Por isso, sempre deve existir uma integração das atividades de compras, recepção e estoque. Essa área da administração possui diversas responsabilidades, mas nós podemos destacar as tarefas de compras, armazenagem, conservação, controle e distribuição física dos produtos ou matérias-primas como as mais importantes. Podemos dizer, que essas tarefas possuem a finalidade de assegurar o contínuo abastecimento de materiais necessários para atender a demanda da produção, sendo definidas como um conjunto de atividades que se destinam a suprir as diversas unidades de uma organização. Os materiais em geral representam a maior parcela de custo de produtos acabados, sendo responsáveis por aproximadamente 52% do custo do produto numa empresa média, e em alguns casos, podendo chegar a 85%. A principal questão na administração de materiais é definir a quantidade certa de estoque, alinhando as aquisições dos recursos (matérias-primas) de acordo com o fluxo de caixa da companhia. Assim, a excelência de gestão na compra da matéria- prima é o princípio fundamental para se ter uma boa administração de materiais. Um sistema de materiais deve estabelecer uma integração desde a compra, a previsão de vendas, até a produção e entrega do produto final. Nessa aula, estudaremos temas que permitirão conhecer melhor o funcionamento de toda a cadeia de abastecimento de uma empresa. PESQUISE Seleção de fornecedores Uma vez tomada a decisão sobre o que comprar, a segunda decisão mais importante refere-se ao fornecedor certo. Um bom fornecedor é aquele que tem a tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, tem a capacidade de produzir as quantidades necessárias e pode administrar seu negócio com eficiência suficiente para ter lucros e ainda assim vender um produto a preços competitivos. Mas quais são as principais fontes de fornecedores? Há três tipos de fontes: Fonte única: implica que apenas um fornecedor está disponível, devido às patentes, especificações técnicas, matéria-prima, localização, e assim por diante. Fonte múltipla: é a utilização de mais de um fornecedor para um item. As vantagens potenciais da fonte múltipla são: a competição vai gerar preços mais baixos e melhores serviços e haverá uma continuidade no fornecimento. Na prática, existe uma tendência de relação competitiva entre fornecedor e cliente. Fonte simples: é uma decisão planejada pela organização no sentido de selecionar um fornecedor para um item quando existem várias fontes disponíveis. A intenção é criar uma parceria de longo prazo. Vamos agora conhecer os fatores que influenciam a seleção dos fornecedores? Habilidade técnica: O fornecedor tem habilidade técnica para produzir ou fornecer o produto desejado? O fornecedor tem um programa de desenvolvimento e melhoria para o produto? O fornecedor pode auxiliar na melhoria dos produtos? Essas perguntas são importantes, pois, muitas vezes, o comprador depende do fornecedor no sentido de que ele forneça as melhorias de produto que poderão aumentar ou reduzir o custo dos produtos comprados. Capacidade de produção: A produção deve ser capaz de satisfazer às especificações do produto de forma consistente, ao mesmo tempo produzindo o menor número possível de defeitos. Isso significa que as dependências de produção do fornecedor devem ser capazes de oferecer a qualidade e a quantidade exigidas. O fornecedor deve ter um bom programa de controle da qualidade, pessoal de produção competente e capaz, e bons sistemas de planejamento e controle de produção, para garantir uma entrega pontual. Confiabilidade: Ao selecionar um fornecedor, é desejável que se escolha um fornecedor confiável, reputado e financeiramente sólido. Serviço pós-venda: Se o produto tem natureza técnica ou provavelmente necessitará de peças de reposição ou apoio técnico, o fornecedor deve ter um bom serviço de atendimento pós-venda. Localização do fornecedor: Algumas vezes, é desejável que o fornecedor esteja próximo do comprador, ou pelo menos que mantenha um estoque local. Uma localização próxima auxilia na redução dos tempos de entrega e significa que os produtos em falta podem ser entregues rapidamente. Preços: O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos. O que não significa necessariamente o menor preço. Vamos conhecer as principais técnicas e ferramentas para a seleção de fornecedores: Negociação contratual: a negociação contratual envolve o esclarecimento e o acordo mútuo da estrutura e requerimentos do contrato antes de sua assinatura. Sistemas de ponderação: um sistema de ponderação é um método para quantificar dados qualitativos para minimizar os efeitos de influências pessoais na seleção de fornecedores. A maioria destes sistemas envolve: designar um peso numérico para cada critério de avaliação; atribuir notas para cada fornecedor em cada critério; multiplicar o peso pela nota; totalizar os produtos resultantes para cálculo do resultado final. Sistema de classificação: um sistema de classificação envolve o estabelecimento de requerimentos mínimos de desempenho para um ou mais critérios de avaliação. Estimativas independentes: em muitos documentos de aquisição, a organização contratante pode preparar suas próprias estimativas para servir de base para avaliação dos preços propostos. Sugestão de leitura Leia o capitulo 14- item 14.4 “Pontuação e avaliação do fornecedor” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações de Semil Chopra e Peter Meindl. O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor Nelson. Disponível no material on-line. Compras Para começar esse tema, vamos inicialmente conhecer a função de compras numa empresa, já que o posicionamento atual da função compras é bem diferente do modo tradicional como era tratada antigamente. Antes da Primeira Guerra Mundial, tinha papel essencialmente burocrático.Depois, já na década de 1970, devido principalmente à crise do petróleo, a oferta de várias matérias-primas começou a diminuir enquanto seus preços aumentavam vertiginosamente. Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar começa a assumir condições de sobrevivência, e assim, o departamento de compras ganha mais visibilidade dentro da organização. Hoje a função compras é vista como parte do processo de logística das empresas, ou seja, como parte integrante da cadeia de suprimento (supply chain). E quais são os objetivos da função de compras? Essa função é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na empresa, pelo seguimento junto ao fornecedor e pela agilização da entrega. Prazos de entrega não cumpridos podem criar sérias perturbações para os departamentos de produção e vendas, mas a função compras pode reduzir o número de problemas para ambas as áreas, além de adicionar lucros. Vamos conhecer o ciclo de compras? 1º: Receber e analisar as requisições de compra As requisições de compras têm início com o departamento ou a pessoa que será o usuário final. No ambiente de MRP (Material Requirement Planning), o planejador libera um pedido planejado autorizando o departamento de compras a ir adiante e processar um pedido de compra. Requisição de compras é um documento interno da empresa uma necessidade de compras de um determinado material ou um serviço para um determinado momento. Uma requisição de compras pode ser criada manualmente pelo usuário ou automaticamente por diversas áreas de negócio da empresa, como planejamento de estoque, logística, etc. E pode possuir um ou mais itens e cada um deles de conter a quantidade e a data de remessa do material a ser fornecido ou a quantidade do serviço executada. Após a requisição ser criada e aprovada é possível enviar uma solicitação de cotação aos fornecedores que atendem esse tipo de demanda. 2º: Selecionar fornecedores Identificar e selecionar fornecedores são importantes responsabilidades do departamento de compras. Para itens rotineiros ou para aqueles que nunca foram comprados antes, deve-se manter uma lista de fornecedores aprovados. 3º: Solicitação de cotações Para itens maiores, é geralmente desejável emitir uma solicitação de cotação. Trata-se de um requerimento por escrito que é enviado a um número suficiente de fornecedores para garantir que cotações competitivas e confiáveis sejam recebidas. Não se trata de um pedido de venda. Depois que os fornecedores completam e devolvem as cotações ao comprador, as cotações são analisadas quanto a preço, obediências às especificações, termos e condições de venda, entrega e termos de pagamento. Para itens cujas especificações podem ser descritas precisamente, a escolha é provavelmente feita com base no preço, entrega e termos de venda. 4º: Determinar o preço certo Essa é uma responsabilidade do departamento de compras, intimamente ligada à seleção dos fornecedores. O departamento de compras também é responsável por negociar o preço, e tentará obter o melhor preço junto ao fornecedor. 5º: Emitir pedidos de compra Ordem de compra é uma oferta legal de compra. Uma vez aceita pelo fornecedor, ela se torna um contrato legal para entrega das mercadorias de acordo com os termos e condições especificados no contrato de compra. O pedido de compra é preparado com base na requisição de compra ou nas cotações, e também em qualquer outra informação adicional necessária. Envia-se uma cópia ao fornecedor; o departamento de compras retém uma cópia, e outras são enviadas para outros departamentos, tais como o de contabilidade, o departamento requisitante e o departamento de recepção. 6º: Seguimento e entrega O fornecedor é responsável pela entrega pontual dos itens pedidos. O departamento de compras deve garantir que os fornecedores realmente entreguem pontualmente. 7º: Recepção e aceitação das mercadorias Quando as mercadorias são recebidas, o departamento de recepção as inspeciona para garantir que foram enviados os itens corretos, na quantidade certa e que não foram danificados no transporte. Usando a sua cópia do pedido de compra, o departamento de recepção aceita as mercadorias e escreve um recibo, observando qualquer variação. Se for necessária outra inspeção, por exemplo, do controle de qualidade, as mercadorias são enviadas ao departamento correspondente ou retiradas para inspeção. Se as mercadorias recebidas estiverem danificadas, o departamento de recepção avisará o departamento de compras e reterá as mercadorias para outras providências. Desde que as mercadorias estejam em ordem e não exijam mais inspeção, elas serão enviadas para o departamento solicitante ou para o estoque. Uma cópia do recibo é então enviada para o departamento de compras, observando qualquer variação ou discrepância em relação ao pedido de compra. Se o pedido é considerado completo, o departamento de recepção fecha sua cópia do pedido de compra e avisa o departamento compras. Se não estiver completo, o pedido de compra é mantido aberto, esperando para ser completado. Se as mercadorias também foram inspecionadas pelo departamento de controle de qualidade, os responsáveis por esse setor também avisarão ao departamento de compras sobre a aceitação ou não das mercadorias. 8º: Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento Quando é recebida a fatura do fornecedor, há três informações que devem concordar: o pedido de compra, o relatório de recebimento e a fatura. Os itens e as quantidades devem ser os mesmos em todos os documentos; os preços e suas extensões devem ser os mesmos no pedido de compra e na fatura. Todos os descontos e termos do pedido original de compra devem ser comparados com a fatura. Uma vez aprovada, a fatura é enviada ao departamento de contas a pagar. Sugestão de leitura Leia o capitulo 14- item 14.8 “O processo de aquisição” do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações de Semil Chopra e Peter Meindl. O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. Saiba mais sobre esses conceitos, assistindo ao vídeo do professor Nelson. Disponível no material on-line. Compras através de licitações É muito significante a parcela de compras no Brasil efetuadas pela Administração Pública e estas acontecem em regime especial estabelecido por regime jurídico especial, portanto é importante que venhamos a conhecer este regime jurídico, se desejarmos ser fornecedores da Administração Pública. Mas, o que é Licitação? É um conjunto de atos praticados de forma ordenada e sucessiva e que objetivam o irrestrito atendimento ao princípio constitucional da isonomia bem como a obtenção da proposta mais vantajosa em razão de um negócio jurídico pretendido pela Administração Pública. Em junho de 1993 foi sancionada a Lei Federal nº 8.666, a qual regulamenta o artigo 37, inciso XXI da Constituição Federal e que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, compras, alienações e locações, dos governos dos três níveis da federação. O artigo 3º da Lei nº 8.666/93 relaciona os princípios que a licitação deve observar: Legalidade Impessoalidade Moralidade e probidade administrativa Publicidade Igualdade Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo Procedimento formal Sigilo na apresentação das propostas Adjudicação compulsória Princípio da celeridade E as modalidades da licitação? Amodalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento licitatório, a partir de critérios definidos pela Lei n° 8.666/93. O art. 22 assim define como modalidades de licitação: Concorrência: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. Duas são as características básicas da concorrência: ampla publicidade e universalidade. Tomada de Preços: é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Convite: é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrado ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório, e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de 24 horas da apresentação das propostas. Concurso: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias. Leilão: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda, a quem oferecer lance, igual ou superior ao valor da avaliação, de bens móveis inservíveis para Administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou dação em pagamento. Em 2000, foi criada uma nova modalidade de licitação: o Pregão. Que é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados destinada à aquisição de bens e serviços comuns, qualquer que seja o valor estimado, em que a disputa é feita em sessão pública, por meio de propostas de preços escritas e lances verbais. O critério predominante para a escolha da modalidade de licitação é o valor da contratação, isto é, o valor estimado da contratação é que determinará a adoção das modalidades concorrência, tomada de preços ou convite. As modalidades concorrência, tomada de preços, convite e pregão são tidas como modalidades “comuns”, em virtudes de serem cabíveis, a rigor, a qualquer contratação. Já o concurso e leilão são tidos como modalidades “especiais”, pois se destinam apenas a contratações específicas, à vista das peculiaridades do objeto pretendido. Tabela de valores ARTIGO INCISO ALÍNEA VALOR (R$) MODALIDADE DE LICITAÇÃO OBRAS / SERVIÇOS ENGENHARIA 23 I a 150.000,00 CONVITE I b 1.500.000,00 TOMADA DE PREÇOS I c Acima de CONCORRÊNCIA 1.500.000,00 COMPRAS / OUTROS SERVIÇOS ARTIGO INCISO ALÍNEA VALOR (R$) MODALIDADE DE LICITAÇÃO 23 II a 80.000,00 CONVITE II b 650.000,00 TOMADA DE PREÇOS II c Acima de CONCORRÊNCIA 650.000,00 DISPENSA DE LICITAÇÃO 24 I - 15.000,00 OBRAS I SERVIÇOS ENGENHARIA II - 8.000,00 COMPRAS I OUTROS SERVIÇOS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA; EMPRESAS PÚBLICAS; AUTARQUIA E FUNDAÇÕES QUALIFICADAS COMO AGÊNCIA EXECUTIVA 24 I - 30.000,00 OBRAS I SERVIÇOS ENGENHARIA II - 16.000,00 COMPRAS I OUTROS SERVIÇOS O artigo 45 da Lei n° 8.666/93 assim define os tipos de licitação: Menor preço: quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital e ofertar o menor preço. Melhor técnica: o vencedor será o proponente que apresentar a melhor técnica, dentro das especificações e do preço negociado pela Administração, utilizada exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual. Será adotado o procedimento previsto na Lei, explicitado no instrumento convocatório, o qual fixará o preço máximo que a Administração se propõe a pagar. Técnica e preço: nesse tipo de licitação, combinam-se esses dois fatores para a escolha da proposta, sendo a classificação feita de acordo com a média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, tudo de acordo com os critérios do edital. Esse tipo de licitação também é utilizado exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual. Para contratação de bens e serviços de informática a Administração adotará obrigatoriamente o tipo de licitação “técnica e preço”, permitindo o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em Decreto do Poder Executivo. Maior lance ou oferta: utilizado nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso. Tabela de prazos de publicidade Quadro Explicativo Concurs o Concorrência Tomada de Preço Leilã o Pregão Convite 45 dias 45 dias melhor técnica/técnica e preço 30 dias menor preço 30 dias melhor técnica/técnica e preço 15 dias menor preço 15 dias 08 dias úteis 05 dias úteis Os atos de licitação devem desenvolver-se em sequência lógica, a partir da existência de determinada necessidade pública a ser atendida. O procedimento tem início com o planejamento e prossegue até a assinatura do respectivo contrato ou a emissão de documento correspondente, em duas fases distintas: Fase interna ou preparatória Delimita e determina as condições do ato ou instrumento convocatório (edital) antes de trazê-las ao conhecimento do público. Fase externa ou executória Inicia-se com a publicação do edital ou com a entrega do convite, passando pela convocação, habilitação, competição e termina com a contratação do fornecimento do bem, da execução da obra ou da prestação do serviço. Sugestão de leitura Consulte a Lei n° 8.666/93 sobre licitações. http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/9 51.pdf Assista também ao vídeo do professor Nelson, disponível no material on-line. Relações colaborativas interorganizacionais O relacionamento nas cadeias de suprimento é um tópico estratégico para o sucesso das empresas, sendo fundamental a compreensão das estruturas dos relacionamentos existentes para que os profissionais de logística saibam como as cadeias devem ser gerenciadas. A literatura de logística considera que o relacionamento da cadeia ocorre apenas com base na cooperação e na confiança (BOWERSOX; CLOSS, 2001; COUGHLAN et al., 2002). De tal maneira, a literatura foca essencialmente em relações de cooperação entre compradores e fornecedores, buscando soluções ótimas para a minimização de custos (MILLS et al., 2004). Entretanto, os relacionamentos em uma cadeia de suprimentos são relações de risco, poder, liderança e cooperação. A gestão da cadeia de suprimentos considera as dimensões comportamentais e políticas do poder e da confiança, além do conflito e dependência entre fornecedores e compradores. Vamos agora conhecer a conceituação de confiança e de cooperação? A confiança é um componente importante que torna bem- sucedidas as relações interorganizacionais. Não existe uma definição única para o conceito de confiança. Alguns autores a veem como sendo a expectativa sobre o modo de atuação desejado do confiado, enquanto outros a definem em termos da avaliação sobre a boa vontade e a confiabilidade do outro em uma situaçãode risco (NIELSEN, 2004). Tal divergência conceitual fundamenta as discussões sobre o papel da confiança nas transações econômicas entre estudiosos das correntes de orientação comportamental e econômica. A discussão está, basicamente, no processo através do qual a confiança emerge nas transações (BARNEY; HANSEN, 1994). Em seu estudo, Nielsen (2004) examina a evolução da confiança e seu impacto nos relacionamentos colaborativos. Como a confiança é uma variável dinâmica, o autor reforça a importância da avaliação do papel da confiança nas diferentes fases de relacionamento colaborativo. É comum encontrar na literatura o conceito de confiança associado ao de cooperação. Para La Porta et al. (1997), a confiança implica a propensão a cooperar. Hagen e Choe (1998) sugerem que a cooperação é aparentemente induzida pela confiança. Contudo, outros mecanismos institucionais e sociais, aliados à confiança, são essenciais para conduzir os relacionamentos interorganizacionais. Mas como funciona a conceituação de poder e dominação nos relacionamentos entre empresas? A confiança não é a única forma de reduzir a complexidade e incerteza nas relações interorganizacionais. Outro possível mecanismo para coordenar as expectativas e controlar a dinâmica das relações é o poder. Tanto o poder quanto a confiança permitem a coordenação das expectativas e das ações das partes negociantes. Porém, se a parte mais forte considerar que o membro mais frágil não se comportará conforme a expectativa, esta pode utilizar sanções e punições para controlá-lo. Vamos conhecer a influência dos mecanismos de coordenação no relacionamento entre membros da cadeia de suprimentos. A confiança e o poder, de acordo com Bachmann (2001), são os principais mecanismos de coordenação das relações interorganizacionais, independentemente do arranjo que estrutura tal relacionamento. As relações de curto prazo, em geral, têm o oportunismo como base e são orientadas pelo controle central, enquanto relações de longo prazo, tal como costumam ser as relações estabelecidas nas cadeias de suprimento, tendem a se fundamentar na cooperação. Os conceitos de risco, poder e liderança são essenciais para a compreensão das relações na cadeia de suprimentos. Alguns membros da cadeia têm maior dependência do sucesso da cadeia que outros. Assim, os membros com maior risco devem assumir papéis mais ativos e maior responsabilidade para a viabilização da cooperação na cadeia. A cadeia de suprimentos é formada por participantes que dependem uns dos outros. Em situações como esta, os membros mais fracos podem abandonar a cadeia ou procurar reduzir sua dependência através de alternativas de negócios, organizando coalizões contra a parte mais forte. Porém, o mais comum é que a parte mais dependente aceite a situação, não tendo nenhuma reação (COUGHLAN et al., 2002). Na realidade, muitos relacionamentos de dependência desequilibrada funcionam bem, principalmente em ambientes estáveis. Miles e Snow (1995) identificam três tipos de redes interorganizacionais: Redes internas - formadas por organizações dentro de uma grande organização, comprando e vendendo entre si e para fora da rede, com o objetivo de maximizar os benefícios de mercado. Rede estável - composta por organizações distintas e complementares, ao longo de uma cadeia produtiva de uma organização. Pode ser formada por fornecedores, intermediários, atacadistas e lojistas que possuem competências específicas e exercem tais funções na cadeia. Rede dinâmica ou virtual - formada ao longo de uma cadeia produtiva, porém, não apresenta estabilidade de parceiros. É intermediada por um agente que pode trocar a composição das organizações da rede de acordo com outras prioridades, que não a fidelização dos membros da rede. Para Cassarotto Filho e Pires (1999), há basicamente dois tipos de redes: Top down (inflexível) Existe quando uma matriz determina de forma fechada as regras e os participantes da rede. Nestas redes, as fornecedoras ou subfornecedoras ficam totalmente à deriva da matriz, sem flexibilidade de produção ou poder de interferência na rede. Rede flexível Formada no caso de constituição de consórcios, em que as organizações partícipes combinadas dão grande poder de mobilidade (flexibilidade de competências e produtos) no mercado e maior poder de negociação ao consórcio. Para encerrarmos este tema, veja o exemplo de uma rede interorganizacional da empresa Hering: Agora assista ao vídeo do professor Nelson, disponível no material on-line. Vendas e negociações Você já ouviu falar de venda B2B? B2B é empresa vendendo para empresa, a chamada venda industrial. Que é apenas um ponto no relacionamento cliente- comprador e não o resultado final. A venda industrial é muito mais complexa do que a venda de bens de consumo porque esse processo depende de muitas pessoas envolvidas, interação entre essas pessoas e tomadas de decisão em grupo. No marketing industrial, a venda pessoal constitui o principal instrumento de comunicação da empresa, pois: É flexível Facilita a compreensão Mantém melhor a atenção Vamos conhecer as etapas de um processo de venda industrial B2B: 1. Prospecção de clientes O primeiro passo para o fracasso do vendedor é parar de conseguir novos clientes. E esses clientes podem ser classificados em: Suspeitos Clientes em potencial Clientes habituais Antigos clientes Deve haver procedimentos distintos para a abordagem com cada tipo de cliente 2. Marcação de entrevistas Devem ser marcadas com antecedência O vendedor precisa usar sua criatividade, imaginação e persistência Marcas conhecidas facilitam o processo 3. Planejamento e desenvolvimento da apresentação de vendas Deve ser planejada com antecedência Aumenta o montante de vendas Podem ser de 3 tipos: apresentação memorizada, apresentação esquematizada (datashow, planilhas, etc) e apresentação de uma proposta (exige auxílio técnico e levantamento profundo dos problemas do cliente) Demonstra respeito ao cliente Poupa tempo Assegura uma exposição efetiva Procura-se sempre tangibilizar os produtos e serviços na apresentação 4. Dramatização da apresentação de vendas Trata-se do impacto a ser criado para fazer o cliente acreditar, entender e lembrar a mensagem de vendas. Tipos mais comuns: Mapas, gráficos, listas e tabelas Fotografias Folhetos, artigos técnicos, livros Catálogos, dossiês, periódicos Modelos, amostras, maquetes, presentes Filmes, slides, audiovisual Depoimento de testemunhas Demonstrações Palavras e slogans 5. Controle das objeções Objeções são naturais e devem ser respondidas e tratadas O vendedor deve antecipar as objeções mais óbvias antes de realizar a reunião com o cliente. Objeções mais comuns: Preço Produto: qualidade, design, tamanho Serviço: prazo de entrega, manutenção e reparos Empresa: tradição, marca, condições das propostas técnicas Vendedor: antipatias, erros Medo: receio de errar Inércia: comodismo em manter os mesmos fornecedores Diversos: desculpas em geral 6. Fechamento das vendas O fechamento é possível quando o comprador está convencido de que a compra é desejável. A convicção firma-se quando: O vendedor fala com uma pessoa qualificada O vendedor trata o comprador como um indivíduo importante O vendedor planeja uma apresentaçãoeficaz e desenvolve habilidades de dramatização O vendedor apela para os motivos dominantes da compra O vendedor deve aperfeiçoar-se nas técnicas de fechamento de vendas, pois sua renda depende disso Os argumentos mais comuns usados nas vendas empresariais B2B são: Redução de custos de produção Redução do lead-time de fabricação Disponibilidade de funcionalidades adicionais Serviços associados ao produto base (bem ou serviço) Aumento de produtividade Aperfeiçoamento da qualidade de controle e gestão Garantia de prazos de entrega / desenvolvimento Acompanhamento de desenvolvimento / instalação Compatibilidade com novas versões de periféricos Posicionamento superior do fornecedor Baixo custo comparado de manutenção e adaptação Vamos conhecer um pouco mais sobre como ocorre o processo de negociação e qual a sequência de suas fases: 1ª Fase Preparação e planejamento (determinar a melhor alternativa para um acordo negociado entre as partes): Qual é o conflito? Quem está envolvido e suas percepções? Resultados? Do mais esperançoso ao minimamente aceitável O que pensa a outra parte? Quais seus prováveis comportamentos, posições e interesses? O que as partes estariam dispostas a aceitar? 2ª Fase Definição das regras básicas: Quem vai negociar? Os atores Onde? Localização Tempo? Restrições de tempo E se houver impasse? Procedimentos 3ª Fase Esclarecimento e justificação: Esclarecimentos? Mais informações? Caso as posições iniciais mudem Justificativas? Documentos novos? 4ª Fase Negociação e solução do problema: As concessões de cada lado Os ganhos de cada lado 5ª Fase Fechamento e implantação: Desde um aperto de mão até o contrato formal, aprovada e ratificado entre as partes Sugestão de leitura Leia o capítulo 9 do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações de Semil Chopra e Peter Meindl. O livro está disponível na Biblioteca Virtual, no Portal Único. E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor Nelson. Disponível no material on-line. TROCANDO IDEIAS Pai: - Escolhi uma ótima moça para você casar. Filho: - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher. Pai: - Meu filho, ela é filha do Bill Gates... Filho: - Bem, neste caso, eu aceito. Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates....... Pai: - Bill, eu tenho o marido certo para a sua filha! Bill Gates: - Mas a minha filha é muito jovem para casar! Pai: - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial... Bill Gates: - Neste caso, tudo bem. Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial. Pai: - Sr.Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial. Presidente do Banco Mundial: - Mas eu já tenho muitos vice- presidentes, mais do que o necessário. Pai: - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates. Presidente do Banco Mundial: - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo! O que você achou da história que acabou de ler? Evidentemente trata-se de uma brincadeira, mas apesar disso que lições poderíamos tirar dela em termos do comportamento que deva ter um negociador? Escreva suas conclusões e as publique no fórum da nossa disciplina. Compartilhe sua opinião com seus colegas de turma! NA PRÁTICA Se você fosse fazer a compra de uma caneta esferográfica na cor azul, como você especificaria este material numa requisição de compras: Funcionalidades: tudo o que o produto lhe oferece Componentes: peças que entram na composição do produto Forma e acabamento: cor, medidas, pesos etc. Desempenho: rendimento do material em uso Dados Complementares: embalagem, certificações etc. Anotou o seu pedido? Agora confira uma possível resolução desse caso: Caneta ponta esférica, cor azul, corpo (parte externa) hexagonal poliestireno transparente, orifício para passagem de ar na lateral ou na topeteira, comprimento sem tampa mínimo 140mm - máximo 150mm, tampa antiasfixiante cor azul com clipe para fixação em bolso, topeteira (tampinha) totalmente embutida no corpo cor azul, tubo da carga transparente montado por encaixe, tinta à base de corantes orgânicos e solventes atóxica cor azul, ponta não retrátil em cobre ou latão, esfera de tungstênio diâmetro 1,0mm, escrita sem falhas ou borrões, comprimento mínimo de traçado (escrita) 1100m, conformidade com norma NBR 15236 (artigos escolares), referência: BIC CRISTAL, COMPACTOR , FABER CASTELL ou SIMILAR. SÍNTESE Caro aluno, nessa quinta aula da disciplina de Gestão da Cadeia de Suprimentos, você aprendeu sobre como se realizam os processos de seleção de fornecedores, de compras e de compras públicas por licitações. Aprendeu ainda sobre como ocorrem as relações interorganizacionais, ou seja, como as empresas se relacionam e como ocorrem as vendas e negociações entre elas. Foram temas que nos possibilitarão entender como ocorre o processo de abastecimento de materiais dentro da cadeia produtiva. Vamos finalizar nossa aula, com mais um vídeo do professor Nelson, disponível no material on-line. Até a próxima aula e bons estudos!!!! Referências ROBLES, L. Tadeu, Cadeias de Suprimentos, Editora Intersaberes, Curitiba, 2015 Seleção de Fornecedores. Disponível em: <http://www.cin.ufpe.br/~if717/Pmbok2000/pmbok_v2p/wsp_12.4. html>. Acesso em: 31/05/2016. A importância da seleção de fornecedores no processo de compras. Disponível em: <http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/ 277>. Acesso em: 01/06/2016. Conceito da Administração de Materiais. Disponível em: <http://www.portal-administracao.com/2013/12/administracao-de- materiais-conceito.html. Acesso em 01/06/2016. Redes Colaborativas: Fundamentação Teórica. Disponível em: <http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialcolaborativas/pagina_2. asp>. Acesso em: 31/05/2016. Relacionamento interorganizacional na cadeia de suprimentos: um estudo de caso na indústria da construção civil. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103- 65132009000200012&script=sci_arttext>. Acesso em: 31/05/2016. Gestão da Cadeia de Suprimentos Aula 06 Prof. Nelson Tadeu Galvão CONVERSA INICIAL Olá, seja bem-vindo à sexta aula da disciplina de Gestão da Cadeia de Suprimentos. Nessa última aula, vamos aprender sobre os conceitos de demanda e preços, entender como se realizam as expedições da produção, armazenamento e acondicionamento do produto em embalagens adequadas para expedição. Vamos ainda aprender como se desenvolvem as parcerias estratégicas com intermediários de negócios, para atender o cliente melhor e com mais rapidez. Estudaremos também a integração da cadeia de distribuição, que nos possibilita entender o processo de produção desde a saída da fábrica até a entrega final ao cliente. Bons estudos! Para conhecer a estrutura da aula, assista ao vídeo do professor Nelson no material online! CONTEXTUALIZANDO O termo “canais de distribuição” foi, durante muito tempo, considerado apenas mais um dos componentes do composto mercadológico, juntamente com produto, preço e promoção. Entretanto, com as mudanças ocorridas nos últimos anos em termos de crescimento do poder dos distribuidores, avanços tecnológicos, necessidade de sustentação de uma vantagem competitiva, entre outrosfatores, a distribuição passou a ser vista como o maior meio de se conseguir avanço e crescimento no mercado (Rosemblom, 2002). Logo, os canais de distribuição vêm ganhando cada vez mais importância no meio empresarial e suas estruturas evoluem em termos de formatos e alternativas mais criativas e inovadoras. Com o aumento da concorrência nos diferentes mercados, uma estratégia de canais de distribuição bem planejada significa mais produtos nas prateleiras e, consequentemente, maior participação no mercado. De acordo com Stern et. al. (1996), a seleção dos canais de distribuição tende a ter, no futuro, uma atenção ainda maior dos executivos no esforço de ganhar vantagem competitiva sobre outras companhias. Para ele, os canais se estruturam de formas diferentes, visando principalmente a redução dos gastos. Mas, além dos fatores econômicos, os tecnológicos, culturais, físicos, sociais e políticos também influenciam a forma que eles são estruturados. As variáveis que interferem nestas escolhas podem muitas vezes estar subjacentes como, por exemplo, as percepções que os fabricantes têm de seus intermediários. A maneira como a empresa percebe e se relaciona com os membros do canal parece estar refletida em sua própria estrutura de distribuição, sendo este um fator diferencial em termos de competitividade. A empresa pode se comportar de forma a buscar sempre novas alternativas, considerando os intermediários como parceiros do seu negócio, ou, ao contrário, considerá-los “obstáculos” no alcance de seus objetivos. A forma como a empresa lida com o seu ambiente leva a diferentes escolhas estratégicas, podendo ser estas mais defensivas ou prospectivas (Miles et. al., 1978). Diante destes fatores, esperamos que o presente estudo lhe permita escolher e gerir os canais de distribuição mais adequados a cada situação. Saiba mais sobre esses conceitos assistindo ao vídeo do professor Nelson no material online! Demanda e Preço Demanda significa a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um mercado. A demanda pode ser interpretada como procura, mas não necessariamente como consumo, uma vez que é possível querer e não consumir um bem ou serviço, por diversos motivos. A quantidade de um bem que os compradores desejam e podem comprar é chamada de quantidade demandada, e depende de diversas variáveis que influenciam a escolha do consumidor pela compra ou não de um bem ou serviço, como preço, preço dos outros bens substitutos, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. Demanda é o desejo ou necessidade apoiados pela capacidade e intenção de compra, e ela somente ocorre se um consumidor tiver um desejo ou necessidade e se possuir condições financeiras para suprir sua necessidade ou desejo. A demanda sempre influencia a oferta, ou seja, determina o movimento da oferta. A demanda pode, muitas vezes, ser sazonal, ou seja, aumenta ou diminui de acordo com uma estação, o momento da economia, a renda da população, etc. A lei da demanda indica que, em condições normais em um mercado, a quantidade demandada é inversamente proporcional ao preço do bem em questão. Ou seja, se um produto tem um preço baixo, provavelmente vai ter uma grande demanda. Quais são os tipos de demanda? Negativa: quando o bem não agrada os possíveis consumidores, que podem rejeitá-lo. Isso muitas vezes acontece quando uma marca ou produto é envolvido em algum escândalo. Inexistente: quando o bem é desconhecido ou o consumidor não enxerga utilidade em adquiri-lo. Latente: ocorre no caso de se verificar uma determinada necessidade, mas apesar de existir uma demanda, não existe um bem capaz de satisfazê-la. Declinante: é o caso de um produto que já teve uma alta demanda, mas que por algum motivo está decrescendo. Irregular: verifica-se quando um produto é sazonal, ou seja, é direcionado para uma ocasião específica do ano, e por isso a procura aumenta apenas nessa época. Plena: é a demanda considerada ideal pela organização, significando que os objetivos de venda previstos foram alcançados. Excessiva: quando a procura por um determinado bem ou produto excede a capacidade de resposta da empresa, não conseguindo satisfazer a todos. Agora vamos diferenciar dois termos que, via de regra, geram grandes confusões. Embora popularmente sejam tratados como a mesma coisa, são muito diferentes. Vamos entender essa diferença? Valor: aquilo que o produto vale à luz do conhecimento do cliente. Totalmente subjetivo, pois depende da percepção do cliente. Preço: montante de dinheiro exigido em troca de algum produto ou serviço. Os preços determinam o nível da demanda: Quanto maior o preço, menor a demanda; Os preços devem ser estabelecidos em relação ao portfólio de produtos, ao ciclo de vida dos produtos e ao giro desejado. Métodos de fixação de Preços Com base nos custos; Com base na demanda prevista (ou valor percebido); Com base na concorrência. Conceito de precificação Precificação é a atividade de marketing preocupada com a colocação de preços para novos produtos e o ajuste de preços para produtos existentes. Estratégia de precificação Estratégia de precificação é o elemento de tomada de decisão da empresa preocupado com o estabelecimento de preços que atrairão o mercado-alvo, permitindo assim alcançar os objetivos de lucro. Aspectos de distribuição e logística que afetam a precificação Para empresas que trabalham em mercados amplos: internacional, nacional ou regional, as considerações sobre custos de distribuição e logística na determinação dos preços, são de importância crucial, pois: Determinar um preço único significa penalizar o consumidor próximo e subsidiar o consumidor distante. Determinar o preço de forma centralizada pode significar perder competitividade face a competidores locais em pontos mais remotos. Assim, aspectos como centralização e flexibilidade são considerações obrigatórias para esse tipo de empresa. A seguir discrimina-se algumas práticas que, muitas vezes, são determinadas pelo próprio tipo de atividade. Precificação baseada na distribuição: método usado na precificação, projetado para recuperar ou compensar os custos associados com a remessa de bens para os clientes distantes. Precificação a partir de um ponto básico: método de precificação em que são cobrados dos clientes os custos de frete a partir de um ponto básico; o ponto básico pode ser arbitrariamente escolhido, mas a localização da fábrica da companhia ou de sua central de distribuição são comumente usadas. Precificação de absorção de frete: método de precificação em que o fabricante absorve parte ou todos os custos de frete envolvidos no transporte dos bens para os clientes. Na verdade, embora o custo da distribuição não esteja explicitado no preço, com certeza ele é pago pelo cliente. Precificação na entrega: método de precificação em que o preço final para o comprador é ajustado de modo a incluir os custos de transporte. O vendedor fica com a responsabilidade de providenciar a entrega, mas adiciona o custo ao preço cotado. Leitura obrigatória Faça uma leitura do capítulo “Gestão de preço e receita em uma cadeia de suprimentos”, da obra Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Sunil Chopra e Peter Meindl, Editora Pearson. Assista também o vídeo sobre precificação de produtos indicado a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=C1CLlAcikCEE para completar esse tema, assista ao vídeo do professor Nelson no material online! Expedição O controle de estoque e a expedição são as áreas que podem ser consideradas o coração da empresa, pois são através delas que conseguimos mandar a mercadoria correta solicitada pelo cliente, atendendo as suas exigências: a qualidade do produto e o prazo prometido. A expedição é uma atividade de armazém que se realiza a mercadoria ser devidamente embalada e inclui as seguintes tarefas (Tompkins et al., 1996, p. 393): Verificar se o que o cliente pediu está pronto para ser expedido; Preparar os documentos da remessa (informação relativa aos artigos embalados); Verificar a pesagem, para determinar os custos de envio da mercadoria; Juntar as encomendas por operador logístico (transportadora); Carregar os caminhões (tarefa muitas vezes realizada pelo transportador). Atividades de expedição Podem ocorrer problemas no planejamento da expedição de materiais do armazém se as transportadoras logísticas que intervêm nesta atividade não forem devidamente escolhidas. A posição das transportadoras e as suas características são fatores importantes que influenciam a expedição, de tal modo que as transportadoras são vistas como parte integrante do armazém. Consequentemente, todas as tarefas da transportadora são incluídas no planejamento da expedição. A atividade de expedição começa e acaba quando a transportadora passa a linha da propriedade do armazém (Tompkins et al., 1996, p. 394-395). As atividades necessárias para a expedição são: Agregar e embalar a encomenda; Ordenar e verificar a encomenda; Comparar a guia de remessa com a encomenda; Identificar o veículo; Bloquear as rodas do veículo; Posicionar e fixar a dockboard; Carregar o veículo; Entregar a documentação necessária ao motorista; Despachar o veículo. Algumas características importantes do armazém para a expedição: Fluxo de materiais linear entre os veículos, zona de ordenação de mercadoria e áreas de armazenagem; Fluxo contínuo sem paragens (congestionamentos) excessivos; Uma área concentrada de operações, que minimize a movimentação de materiais e aumente a eficiência da supervisão; Movimentação eficiente de materiais; Operações seguras; Minimização de estragos; Facilidade de limpeza. Planejamento do espaço para a expedição Apesar da atividade de expedição ser uma das responsáveis pela eficiência e eficácia de um armazém, ela se caracteriza por ser uma área frequentemente negligenciada dentro do próprio armazém, principalmente pela falta de um espaço adequado para essa atividade. Assim sendo, o procedimento a seguir ajuda na definição apropriada desse espaço destinado à expedição: Definir os materiais a serem expedidos; Determinar as necessidades de docas de expedição; Determinar a necessidade de espaços para a movimentação de veículos; Determinar espaços para a manobra dentro do armazém; Determinar as necessidades de atividades destinadas às docas. Espaço para manobras dentro da área de expedição O espaço para manobras dentro de uma doca consiste em dois componentes: o espaço para a plataforma niveladora, permitindo o acesso dentro e fora do veículo, e um corredor para manobras, para garantir o acesso à área. A plataforma niveladora nada mais é do que um equipamento usado para ajustar a altura da doca à altura da carroceria do caminhão, e o espaço utilizado por esse equipamento vai depender da diferença de altura entre doca e caminhão. Necessidade de área de estocagem de expedição A área de estocagem em um departamento de expedição funciona como um local onde os materiais são armazenados durante a transferência entre o armazém e a empresa transportadora. Assim, a área intermediária permite o acúmulo das mercadorias de saída, assegurando que o material apropriado será expedido no veículo certo e ao usuário certo. O espaço intermediário suficiente será crítico para a realização eficaz da atividade de expedição, dependendo das características das cargas a serem expedidas. Um maior grau de administração sobre as atividades realizadas dentro desse espaço físico dependerá de um amplo controle de chegadas e saídas de veículos na expedição. Nesse caso, a quantidade de espaço intermediário será tipicamente mínima. Planejamento do espaço para estocagem Em um armazém, a maior parte de seu espaço será destinada à estocagem. Um elemento crítico para o planejamento do armazém é a determinação das necessidades de espaço para a estocagem de vários materiais. Existem passos a serem seguidos para definir de maneira correta esses espaços: Definir os materiais a serem estocados; Determinar a filosofia apropriada de estocagem; Determinar as necessidades de espaço para os métodos alternativos de estocagem. Definir os materiais a serem estocados É necessário que se defina os estoques extremos (máximo e mínimo) esperados para cada categoria de materiais. Dentro desse âmbito existem três filosofias básicas de estocagem: Estocagem com localização aleatória: qualquer unidade de estoque pode ser armazenada em qualquer espaço disponível. Estocagem com localização definida: a unidade de estoque deve ser impreterivelmente armazenada em um local previamente especificado. Estocagem com localização combinada: há o envolvimento de ambas as filosofias, sendo que a estocagem excessiva deve ser armazenada em qualquer espaço disponível, e uma estocagem menor deve ser armazenada em um local definido. Conclui-se que deve-se obter sempre uma organização nos pedidos e nos estoques, para manter sempre o controle e manter a atenção na hora de expedir os produtos. Para aprofundar seus estudos sobre logística, não deixe de ler o artigo sobre planejamento do espaço para a recepção e para a expedição a seguir: https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Gest%C3%A3o_d e_armaz%C3%A9ns/Recep%C3%A7%C3%A3o_e_expedi%C3 %A7%C3%A3o/Planeamento_do_espa%C3%A7o_para_a_recep %C3%A7%C3%A3o_e_para_a_expedi%C3%A7%C3%A3o E complementando o tema, assista ao vídeo sobre logística de distribuição a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9BCO_4o6jLs Saiba mais sobre esses conceitos assistindo ao vídeo do professor Nelson no material online! Embalagens A embalagem tornou-se um item fundamental na vida de qualquer pessoa, principalmente nas atividades de empresas. O desenvolvimento da embalagem, pode dizer-se, se deveu à necessidade de armazenar os bens necessários à sobrevivência, como a água e os alimentos. Portanto, a evolução da embalagem acompanhou a evolução da espécie humana. Hoje em dia, as embalagens estão presentes em todos os produtos, com formas e funções variadas, acompanhando a evolução das tecnologias utilizadas para a sua criação, que vão tornando-as cada vez mais eficientes e práticas. A embalagem é um item de grande importância para a logística, pois é essencial para atingir o objetivo logístico de disponibilizar o produto no tempo certo, em condições adequadas e ao menor custo possível. Os materiais de embalagem se destinam a reunir e guardar materiais que serão embalados. Em outras palavras, o material que deverá ser embalado no material de embalagem. O material de embalagem pode ser um acondicionamento da carga. Os materiais de embalagem mais importantes são caixas, containers, gaiolas e paletes. Uma embalagem tem como obrigação cumprir quatro funções vitais que são a proteção, conservação, informação e a funçãoassociada ao serviço ou à conveniência na utilização e consumo final do produto (Poças et al., 2003, p. 5-10). Veremos cada uma delas a seguir. Proteção Como função primária, a embalagem deve proteger o produto dos danos que ocorrem durante o empilhamento dos produtos, como choques, vibração e compressão, danos esses que são designados como físico-mecânicos e têm maior probabilidade de acontecerem no circuito de transporte e distribuição. Tipicamente, estes danos de natureza física e mecânica não colocam em questão tanto a segurança do produto, mas sim a sua qualidade, visto que, quando a proteção que a embalagem fornece não é a mais indicada para o produto em questão, existe a hipótese de se perder o produto parcialmente ou totalmente, tornando-o impróprio para consumo. Conservação De forma a prolongar a vida útil e diminuir as perdas de produto por deterioração, as embalagens têm que controlar certos fatores ambientais, tais como a umidade, o oxigênio, a luz e barrar com eficiência os microorganismos que se encontram na atmosfera sobre qual a embalagem se encontra envolta, prevenindo desta forma que se desenvolvam no produto. (Conceitos, 2003, p. 3-4). De maneira a não por em risco a integridade do consumidor, a embalagem tem que ser fabricada em materiais que não possam ser transferidos para o produto em quantidades que ponham em risco a saúde dos consumidores ou que possam alterar as características organolépticas do produto. Informação O local onde toda a informação referente ao produto se encontra é na embalagem: informação de distribuição, venda e para o próprio consumidor. Respectivamente à informação destinada ao consumidor, a informação requerida pela legislação da rotulagem alimentar tem que estar incluída na embalagem, como a designação e tipo do produto, o responsável pela colocação no mercado, a lista de ingredientes e a quantidade líquida, a data de consumo, a identificação do lote, as condições de conservação e de preparação ou utilização (Poças et al., 2003, p. 7-9). Principais tipos de materiais usados para confecção de embalagens: Vidro: é um material inerte, de várias formas e tamanhos, com elevada resistência à tração vertical, reutilizável e reciclável e boa barreira física contra o ambiente. Vidro para embalagens: garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde. Metal: boa resistência mecânica, resistente a baixas e elevadas temperaturas, boa barreira física contra o ambiente, reciclável e facilidade de separação dos resíduos. Plástico: material leve, inquebrável e pode ser combinado com papel, alumínio e outros plásticos. Papel: o papel é um material de baixo custo com resistência baixa a altas temperaturas e baixo peso reciclável, além de baixo nível de proteção. Principais tipos de embalagem A inovação tecnológica deu início ao renascimento da embalagem para fins logísticos. As empresas estão pesquisando, cada vez mais, materiais e formas alternativas de embalagem menos caras e mais criativas. Vamos conhecer algumas delas: Sleeves é um tipo de embalagem aplicada sobre garrafas, frascos e potes, constituída por um rolo de fita termo-encolhível (depois de exposto a uma forma de calor, permite que se adapte à forma da embalagem primária: garrafa, pote, etc). Este tipo de embalagem teve grande sucesso entre as grandes empresas, sendo usada em todo tipo de produtos, principalmente nas indústrias de lacticínios e de refrigerantes. Embalagem por acolchoamento é um tipo de proteção tradicionalmente utilizado por empresas de mudanças, sendo ideal para embalar produtos de forma irregular. A embalagem por acolchoamento tem sucesso em empresas que prestam serviços especiais de transportes e não recorrem ao uso de caixas. Embalagens retornáveis sempre fizeram parte dos sistemas logísticos, sendo geralmente de aço ou plástico. A decisão de investir em um sistema de embalagem retornável requer estudo da quantidade de ciclos de embarques e de custos de transporte versus custos de compra e descarte de embalagem sem retorno, bem como os custos futuros de separar, rastrear e limpar as embalagens para reutilização. Paletes podem ser de madeira, plásticos e refrigerados. Os paletes exigem grandes investimentos, pois se mal construídos podem se desfazer e causar avarias nos produtos. Existem estudos para aperfeiçoamento de paletes de material plástico e refrigerado, uma vez que possuem as mesmas funções dos antigos paletes de madeira, mas com vida útil e resistência maiores. Embalagem shrink-wrap é uma embalagem à vácuo. Ela é executada colocando-se uma película pré-esticada sobre a carga unitizada de embalagens secundárias, que é encolhida por meio de aquecimento para fazer as embalagens aderirem à plataforma como um volume único. Embalagem stretch-wrap é uma embalagem também à vácuo. Ela é executada envolvendo-se a carga a uma película plástica esticada, fazendo-se a carga rodar e ser envolvida pela película, o que resulta em uma carga única, embalada sob pressão. Para aprofundar o seu estudo leia o artigo a seguir, sobre a importância da embalagem para o produto. http://casadaconsultoria.com.br/a-importancia-da-embalagem-do- produto/ Assista também ao vídeo do professor Nelson no material online! Parcerias estratégicas na distribuição O Canal de Distribuição é o caminho escolhido por uma empresa para fazer seus produtos chegarem aos consumidores certos no local e no momento exato. Ou seja, canal de distribuição é a área do Marketing encarregada de colocar o produto adequado no momento e no local em que ele for necessitado pelos consumidores. Essas atividades começam quando a organização opta pelo tipo de canal que será usado para distribuir fisicamente seus produtos. Trata-se de uma importante etapa, pois sem uma estrutura de distribuição eficaz uma empresa terá dificuldades de atingir seu público-alvo, mesmo comercializando bons produtos. As pessoas têm cada vez menos tempo e apesar de o ato da compra ser algumas vezes interessante, os consumidores racionalizam o tempo gasto nessa atividade. Dessa forma, pode- se dizer que a principal função de um Canal de Distribuição é fazer com que o produto chegue rapidamente ao local em que os consumidores esperam encontrá-lo. Mas colocar os produtos no lugar certo quando os consumidores se dispuserem a adquiri-los varia conforme o público-alvo e o tipo de produto comercializado. Veremos a seguir algumas estratégias de distribuição mais utilizadas pelas organizações. Sistema de Distribuição Direta A empresa não usa intermediários, pois ela vende seus produtos diretamente aos consumidores finais, ou seja, o produtor tem o controle total das atividades mercadológicas até o recebimento dos produtos pelos consumidores finais. Exemplos de sistemas de distribuição direta são o sistema de venda porta a porta. No Brasil, algumas organizações utilizam o sistema porta a porta com sucesso, como Avon, Natura e Pierre Alexander. Para comercializarem produtos, essas empresas utilizam promotoras autônomas como revendedoras e não vendedores contratados como funcionários. A vantagem desse sistema é que o fabricante exerce maior controle no processo de comercialização, e a principal desvantagem é o alto custo de estruturar o sistema logístico de distribuição. Sistema de Distribuição Exclusiva Nesse sistema, a empresa utiliza um ou poucos intermediários exclusivos, a fim de atender a segmentos específicos do mercado consumidor. Os intermediários podemser representantes comerciais que levam o produto aos pontos do varejo ou redes de lojas que tenham exclusividade na distribuição do produto. Uma das principais vantagens desse sistema é que ele permite uma parceria com a rede de distribuição que trabalha apenas com a marca do fabricante. Além disso, possibilita uma rápida expansão dos fabricantes, pois eles não precisam investir na formação dos pontos de venda e concentram seus recursos financeiros na produção. Após garantir grande fluxo de consumidores, as lojas se tornam atrativas para outros produtos que sejam vantajosos para aqueles consumidores. Por exemplo, eventualmente, o McDonald's promove eventos voltados para seu público alvo realizados em conjunto com fabricantes diversos. Isso só é possível devido ao fluxo garantido que a rede de lojas assegura a seus parceiros nessas promoções. Sistema de Distribuição Intensiva Visa colocar o produto no maior número possível de pontos de venda e é adequado para produtos de alto consumo, de compra frequente e preços unitários relativamente baixos. Disponibilizar o produto onde os consumidores esperam encontrá-lo é fundamental para bens de conveniência, pois é muito comum o consumidor trocar de marca caso não encontre a desejada. Os pontos de venda podem ser atingidos por equipes de venda dos próprios fabricantes, por representantes comerciais ou atacadistas distribuidores. Muitas organizações utilizam equipes próprias para atender grandes varejistas como hipermercados e redes de supermercados. Por outro lado, o restante do varejo pode ser coberto via atacadistas e/ou representantes comerciais sem vínculo empregatício. A BIC, a Coca-Cola, a Pepsico, a Unilever e a Gillette, por exemplo, utilizam esse sistema de distribuição. E-Commerce O e-commerce, que em português significa comércio eletrônico, é uma modalidade de comércio que realiza suas transações por meio de dispositivos e plataformas eletrônicas, como computadores e celulares. Um exemplo desse tipo de comércio é comprar ou vender produtos em lojas virtuais. No início, o e-commerce era utilizado basicamente para vender bens tangíveis com valores modestos, como livros e CDs. Hoje, é utilizado para comercializar desde produtos que custam milhões, como iates, carros de luxo e mansões, até produtos que há pouco tempo eram inimagináveis pela sua incompatibilidade com este tipo de comércio, como roupas, perfumes e alimentos. Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 8 do livro “Logística e cadeia de suprimentos – o essencial”, de Paulo Sérgio Gonçalves, editora Manole. As parcerias também são muito importantes para as empresas. Para compreender isso melhor, recomendamos o vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=5JdKeCmK9e8 Assista também ao vídeo do professor Nelson no material online! Integração das cadeias de suprimentos para competição A busca da integração da cadeia de suprimentos tem sido tema de crescente importância nos últimos anos para as empresas, pois se apresenta cada vez mais como ponto estratégico para garantia de qualidade dos produtos e serviços, redução de custos, aumento de flexibilidade e agilidade na resposta às crescentes exigências do mercado (FIGUEIREDO, 2003). Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (SCM), mais do que uma nova expressão para o conceito de logística (LAMBERT, COOPER & PAGH, 1998), é a integração dos processos de negócios, desde o fornecedor original até o usuário ou cliente final, gerando produtos, serviços e informações que agregam valor para o consumidor. A forte competição global existente no mercado evidencia a necessidade de maior agilidade, eficiência, segurança e rapidez no fluxo de informações entre os membros integrantes da cadeia de suprimentos. A tendência a não verticalizar a cadeia de suprimentos faz com que as empresas dependam cada vez mais dos outros membros de sua cadeia, pois uma empresa já não concorre com outra individualmente, mas sim as cadeias de suprimentos de seus produtos concorrem com a cadeia de suprimentos de seus concorrentes. As empresas entraram em uma era em que o sucesso final de uma corporação depende, necessariamente, da habilidade dos gestores em integrar as empresas que estão participando de sua rede de relacionamentos (LAMBERT, COOPER & PAGH, 1998). Segundo Chopra e Meindl (2003), uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, no atendimento eficiente de um pedido de um cliente. A cadeia de suprimentos não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, varejistas e intermediários e os próprios clientes. Outro fator positivo obtido no processo de integração da cadeia de suprimentos apontado por Chopra e Meindl (2003) é a congruência dos objetivos, pois, se conquista um alinhamento mais natural entre incentivos e finalidades ao qual cada parte visa a um resultado conjunto em vez do resultado individual. Lambert, Cooper & Pagh (1998) mostram alguns outros componentes que devem ser analisados pelas empresas participantes do processo de integração da cadeia de suprimentos: a) O planejamento e controle das operações, sendo que, quanto mais integrado for o planejamento, maiores serão os benefícios percebidos na integração; b) Estrutura de trabalho e de atividades, que indica como as tarefas da empresa são realizadas, sendo que, quanto maior o nível de integração das atividades, melhor será a integração; c) Estrutura organizacional, que consiste em identificar como é a estrutura da organização da empresa e da organização da cadeia; d) Estrutura do fluxo do produto, que consiste em analisar a estrutura da rede de aquisição, produção e distribuição ao longo da cadeia; e) Estrutura do fluxo de comunicação e informação, que consiste em identificar qual o tipo de informação é compartilhado e a frequência de compartilhamento. Em uma cadeia de suprimentos típica, matérias-primas são compradas, produtos são manufaturados em uma ou mais fábricas, transportados para depósitos para fins de armazenamento temporário e então transportados para varejistas e clientes. Desta forma, para reduzir custos e melhorar os níveis de serviço, as estratégias eficazes de gestão da cadeia de suprimentos precisam contemplar as interações entre seus diferentes níveis. A cadeia de suprimentos, também chamada de rede logística, consiste em fornecedores, centros de produção, depósitos, centros de distribuição, varejistas, matérias-primas, estoques de produtos em processo e produtos acabados que se deslocam entre as instalações. Na análise da cadeia de suprimentos é preciso considerar os fornecedores dos fornecedores e os clientes dos clientes, pois eles exercem impacto no desempenho da cadeia. Uma vez que a cadeia de suprimentos gira em torno da integração eficiente entre fornecedores, fabricantes, depósitos e lojistas, ela engloba as atividades de uma empresa em diversos níveis, desde o estratégico até o tático e operacional. Os custos globais do sistema, desde o transporte e a distribuição até os estoques de matérias-primas, estoques em processo e de produtos acabados precisam ser minimizados e a integração da cadeia é uma maneira de tornar isso possível. Para avaliar o grau de integração da cadeia de suprimentos são analisados os principais processos de negócio, seus respectivos membros-chave, o fluxo de informações e as medidas de desempenho utilizadas. Considerando que o processo de integração da cadeia de suprimentos é bastante complexo, integrar e gerenciaros processos da cadeia de suprimentos por completo é muito difícil ou até mesmo impossível. Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 5 do livro Gestão da Cadeia de Suprimentos – Estratégia, Planejamento e Operações, de Sunil Chopra e Peter Meindl, editora Pearson. Para maiores informações sobre esse tema e o entendimento da importância da cadeia de suprimentos, assista ao vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=caWCSmj3wy0 E para complementar esse tema, assista ao vídeo do professor Nelson no material online! TROCANDO IDEIAS Estudo de embalagens é um tema amplo, pois envolve não só acondicionamento para proteção do produto, mas também aspectos de design e atratividade para o consumidor. Amplie os seus conhecimentos sobre esse tema, pesquisando a respeito, usando a internet e bibliografias especializadas que você possa ter acesso. Depois de realizar a sua pesquisa, procure compartilhar os pontos chaves levantados com os seus colegas de turma, postando os resultados no fórum da disciplina. Sabemos que o preço é a principal variável para a demanda. Pesquise como isso ocorre buscando em livros, internet ou na prática em empresas que você conhece como ocorre essa relação. Compartilhe as conclusões obtidas com seus colegas no fórum da disciplina. NA PRÁTICA Considere a seguinte situação em determinada empresa: Após entrevista junto ao diretor da R.A. foi verificado que, no âmbito macro, a principal dificuldade do processo de integração da cadeia de suprimentos é a questão do choque cultural, que ocorre quando duas empresas de localidades diferentes buscam o desenvolvimento do trabalho de parceria. Na maioria das vezes é bastante difícil quebrar o velho paradigma de se trabalhar de forma isolada na cadeia de suprimentos. Levando-se em consideração a importância e os benefícios do trabalho em regime de parceria, essa quebra de paradigma é extremamente necessária, pois, caso contrário, a cadeia de suprimentos continuaria trabalhando nos moldes do passado, em que cada membro participante da cadeia buscava seu resultado independentemente dos outros elos. Como consequência da manutenção do paradigma do “cada um por si”, observa-se o acúmulo de custos ao longo da cadeia, o que faz com que o cliente pague mais caro pelos produtos e serviços. Em função do exposto até aqui, cite algumas vantagens que poderiam resultar da integração da cadeia de suprimentos. Confira a resolução desse caso no material online! SÍNTESE Prezados alunos, concluímos aqui a nossa sexta e última rota de aprendizagem da disciplina de Cadeia de Suprimentos. Aprendemos os conceitos de demanda e preços e entendemos como se realizam as expedições de matérias produzidas, com armazenamentos e o acondicionamento do produto em embalagens adequadas para expedição. Vimos ainda como se desenvolvem as parcerias estratégicas com intermediários de negócios, para atender o cliente melhor e com mais rapidez na entrega do produto ao cliente. Estudamos também sobre a integração da cadeia de distribuição, que nos possibilita entender como ocorre o processo de saída do produto da produção até chegar às mãos dos clientes. Vamos finalizar nossa aula, com mais um vídeo do professor Nelson, disponível no material on-line. Até a próxima aula e bons estudos!!!! Referências http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STP_069_4 92_12109.pdf ABEVD, Armazém Vertical, acedido em 09 de maio de 2008, em www.abevd.org.br. MOURA, R. A. Armazenagem: Do Recebimento à Expedição em Almoxarifados ou Centros de Distribuição. São Paulo: Manual de Logística - IMAM. Vol. 2, 1997. MOURA, R. A. Sistemas e Técnicas de Movimentação e Armazenagem de Materiais. São Paulo: Manual de Logística - IMAM. Vol. 1, 1997. http://help.sap.com/saphelp_46c/helpdata/pt/c8/a44b7a9f3211d2 858d0000e81ddea0/content.htm https://pt.wikibooks.org/wiki/Log%C3%ADstica/Embalagem/Mater iais_de_embalagem http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/principais- canais-de-distribuicao/56942/ Santos, S. Lopes; Silva, A. Lago. Opções Estratégicas e estruturação de Canais de distribuição: estudos de caso. UFSCar. http://www.paulorodrigues.pro.br/arquivos/Atividade_Previa_10_L GC.pdf Afonso, T.; Avaliando a Integração em Cadeias de Suprimentos: um estudo de caso no setor automobilístico.