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Aula 06 Contabilidade publica

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Aula 06 – LEVANTAMENTO DE BALANÇOS – BALANÇO 
ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO 
 
 
 Olá, concurseiros (as)! 
 
 Antes de começarmos a nossa aula gostaria 
fazer uma retificação na aula anterior (aula 05) referente ao 
assunto subsistemas de contas: o subsistema financeiro 
deixou de existir, pois foi excluído pela Resolução CFC nº 
1268/09, portanto, hoje temos quatro subsistemas, quais 
sejam: Orçamentário, Patrimonial, Custos e de 
Compensação. 
 
 Hoje trataremos de levantamento de 
balanços, tema que será dividido em duas partes. Nesta 
primeira, estudaremos Balanço Orçamentário e Financeiro. 
 
 Vamos começar!!! 
 
 
 
 
 
 
LEVANTAMENTO DE BALANÇOS 
 
Balanço Orçamentário e Balanço Financeiro 
 
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Balanço é uma palavra oriunda do latim bis 
lanx, que significa “dos dois lados”, significando os pratos de 
uma balança, onde se observa uma compensação entre os 
pesos que se coloca de um lado, e o objeto que se queira 
medir do outro, buscando o equilibrio. 
Reflete a posição financeira de uma entidade 
em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de 
um período prefixado. 
É a apuração da situação de determinado 
patrimônio em determinado instante, representada, 
sinteticamente, num quadro de duas seções: Ativo e Passivo. 
 
 Representação Gráfica 
Balanço 
Ativo Passivo 
 
Na área pública, conforme preceitua a Lei nº 
4.320/64, existem 03 (três) balanços e uma demonstração do 
resultado, quais sejam: 
 
 Balanço Orçamentário 
 Balanço Financeiro 
 Balanço Patrimonial 
 
 
 Demonstração da Variações Patrimoniais 
 
 
Balanços 
Demonstração 
de Resultado 
1. Conceito 
 
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 A Resolução CFC nº 1.133/2008 – NBC T 
16.6/2008 acrescentou mais duas demonstrações contábeis, 
quais sejam: 
 
 Demonstração das Variações Patrimoniais. 
 Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
 
E a Lei de Responsabilidade Fiscal reza que o 
Anexo de Metas Fiscais conterá a Evolução do Patrimônio 
Líquido. 
 
Para cumprimento do objetivo de 
padronização dos procedimentos contábeis, o Manual de 
Contabilidade Aplicada ao Setor Público, aprovado pela 
Portaria STN nº 751/2009, observa os dispositivos legais que 
regulam o assunto, como a Lei nº 4.320, de 17 de março de 
1.964, a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, e 
também as disposições do Conselho Federal de Contabilidade 
relativas aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, bem 
como as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao 
Setor Público (NBCT 16). 
 
De acordo com a Lei 4.320/1.964, art. 101, os 
resultados gerais do exercício serão demonstrados no Balanço 
Orçamentário, no Balanço Financeiro, no Balanço Patrimonial, 
na Demonstração das Variações Patrimoniais, além de outros 
quadros demonstrativos. 
 
Portanto, as demonstrações contábeis das 
entidades definidas no campo da Contabilidade Aplicada ao 
Setor Público, disciplinadas pela Manual de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público, incluindo as exigidas pela Lei nº 
4.320/64 são: 
 
 Balanço Orçamentário (BO); 
 Balanço Financeiro (BF); 
 Balanço Patrimonial (BP); 
 Demonstração das Variações Patrimoniais 
(DVP); 
 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); 
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 Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido (DMPL); e 
 Demonstração do Resultado Econômico (DRE). 
 
 
 
 
 
O MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR 
PÚBLICO é aplicado à União, aos Estados, ao Distrito Federal 
e aos Municípios. Válido de forma facultativa a partir de 2010 
e obrigatoriamente em 2012 para a União, Estados e Distrito 
Federal e 2013 para os Municípios. 
 
 
 
 Vamos estudar, agora, os balanços da aula de 
hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaboração e Análise dos Balanços 
Orçamentários e Financeiros têm por objetivo apresentar os 
conceitos da Lei nº 4.320/64 e da Norma Brasileira 
Contabilidade Técnica Aplicada ao Setor Público, referente ao 
registro, evidenciação e geração de informações que 
alimentem o processo decisório, a adequada prestação de 
contas e a instrumentalização do controle social, no que diz 
respeito ao planejamento do setor público, especificamente a 
Lei Orçamentária Anual e a sua execução, bem como do fluxo 
 Atenção 
2. Elaboração e Análise dos Balanços 
Orçamentários e Financeiros. 
 
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de ingressos e dispêndios do setor público, permitindo o 
conhecimento e a avaliação da gestão. 
 
BALANÇO ORÇAMENTÁRIO 
 
1. Introdução 
 
O Balanço Orçamentário, definido na Lei nº 
4.320/1964, art. 102, demonstra as receitas e despesas 
previstas em confronto com as realizadas. 
 
Podemos conceituar o Balanço Orçamentário 
como um quadro de contabilidade com duas seções em que 
se distribuem as receitas previstas em orçamento como 
também as realizadas, as despesas fixadas e as realizadas, 
igualando-se as somas opostas com os resultados, o previsto 
e o realizado, e o déficit ou superávit. 
 
O Balanço Orçamentário deve ser elaborado 
obedecendo–se a um modelo (anexo 12) conforme preceitua 
a Lei nº 4.320/64. Sendo um quadro onde se resume a 
receita do exercício, por fonte, e as despesas por créditos 
orçamentários e suplementares. 
 
Segundo a Resolução CFC nº 1.133/2008, 
alterada pela Resolução CFC nº 1.268/2009, o Balanço 
Orçamentário evidencia as receitas e as despesas 
orçamentárias, detalhadas em níveis relevantes de análise, 
confrontando o orçamento inicial e as suas alterações com a 
execução, demonstrando o resultado orçamentário e 
estruturado de forma a evidenciar a integração entre o 
planejamento e a execução orçamentária. 
 
 
2. Estrutura 
 
Pessoal, a Portaria STN nº 749/2009 aprovou 
a alteração dos Anexos nº 12 (Balanço Orçamentário), nº 13 
(Balanço Financeiro), nº 14 (Balanço Patrimonial) e nº 15 
(Demonstração das Variações Patrimoniais) e incluiu os 
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anexos nº 18 (Demonstração dos Fluxos de Caixa), nº 19 
(Demonstração das Mutações no Patrimônio Líquido) e nº 20 
(Demonstração do Resultado Econômico) da Lei nº 4.320, de 
17 de março de 1964. 
 
Art. 7º dessa portaria diz que ela entra em 
vigor na data de sua publicação e tem seus efeitos de forma 
facultativa a partir de 2010 e obrigatória a partir de 2012 
para União, Estados e Distrito Federal e 2013 para os 
Municípios. 
 
Porém, o parágrafo único desse artigo reza 
que o ente da Federação que optar por cumprir as suas 
disposições antes do começo de sua compulsoriedade deverá 
também publicar as suas demonstrações contábeis de acordo 
com os anexos originais da Lei nº 4.320, de 17 de março de 
1964. 
 
Analisando as questões de concursos, observo 
que o que vem sendo cobrado, por óbvio, é a estrutura 
original dos anexos da Lei nº 4.320/64. Portanto, nossas 
aulas (teoria e exercícios) serão embasadas na estrutura 
original, pois, enfatizo, ela continua sendo obrigatória até 
2012 (União, Estados e DF) e até 2013 para os Municípios. 
 
Mas, fique atento ao conteúdo programático 
do edital do certame que for prestar, pois a Contabilidade 
Pública está passando por várias mudanças. 
 
Ao final, apresentarei a nova estrutura para 
que vocês a conheçam. 
 
 
ESTRUTURA ORIGINAL DO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO – (ANEXO

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